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COMO INCENTIVAR O PRAZER DA LEITURA NO QUINTO ANO DO ENSINO

FUNDAMENTAL

DISCENTE: Eliane da Silva Costa


Orientador: Prof. Esp. Edinaldo Bonfim da Silva

RESUMO

A leitura é considerada por muitos educadores desnecessária em sala de aula, por


isso, como utilizar métodos diferenciados em sala de aula para o incentivo do prazer
a leitura. Esse trabalho tem como objetivos; identificar como a leitura pode contribuir
para sociabilização do educando do quinto ano do ensino fundamental; analisar as
formas de leitura prazerosa para a formação de textos dos alunos do quinto ano do
ensino fundamental. A metodologia da pesquisa será bibliográfica, com pesquisa de
campo e seus dados com análise qualitativa. A pesquisa não apresenta resultados,
por ainda estar em andamento. Conclui-se que, até o momento presente que o papel
da escola é fundamental no processo de leitura, é inegável a importância e a
necessidade da leitura para formação de bons leitores, para serem capazes de
escrever e analisar textos com eficácia.

PALAVRAS-CHAVE: Ensino Fundamental. Incentivo. Importância. Leitura Prazerosa.


Métodos.

HOW TO MOTIVATE THE PLEASURE OF THE READING IN THE FIFTH YEAR OF


THE FUNDAMENTAL TEACHING

Abstratc

The reading is considered by many educators unnecessary in classroom, for that,


how to use methods differentiated at classroom for the incentive of the pleasure the
reading. That work has as objectives; to identify as the reading can contribute to the
student's of the fifth year of the fundamental teaching sociabilização; to analyze the
forms of pleased reading for the formation of the students' of the fifth year of the
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fundamental teaching texts. The methodology of the research will be bibliographical,


with field research and their data with qualitative analysis. The research doesn't
present results, for still to be in process. It is ended that, until the present moment
that the paper of the school is fundamental in the reading process, it is undeniable
the importance and the need of the reading for good readers' formation, for us to be
capable to write and to analyze texts with effectiveness.

WORD-KEY: Fundamental teaching. Incentive. Importance. Pleased reading.


Methods.

1 INTRODUÇÃO

A proposta deste tema é verificar os métodos utilizados pelos professores


para incentivar a uma leitura prazerosa os alunos do quinto ano do ensino
fundamental.
Ensinar a gostar de ler, necessita mais do que inspiração precisa transmitir a
paixão e o amor pela leitura. Para isso o professor precisa utilizar métodos
estimuladores associando a leitura ao prazer, incentivando com música, teatro,
poesias, fábulas, histórias em quadrinhos, panfletos, noticiário de rádio ou televisão,
roda de leitura, questionários, propaganda, desenho, discussão e parlendas.
O objetivo geral tem como finalidade, verificar os métodos utilizados pelos
professores do quinto ano do ensino fundamental para o incentivo da leitura
prazerosa.
Os objetivos específicos da pesquisa com os alunos do quinto ano do ensino
fundamental será identificar como a leitura pode contribuir para sociabilização do
educando; classificar e registrar os recursos que possam contribuir para exprimir
modelos práticos que conduzam para uma leitura prazerosa; analisar as formas de
leitura prazerosa para a formação de textos.
A metodologia empregada na pesquisa será bibliográfica, com pesquisa de
campo e seus dados com análise qualitativa.
Para formar cidadãos críticos, reflexivos, entendedores de palavras escritas e
faladas, é preciso que escola, professores e pais estimulem o prazer pela leitura,
usando todos e variados métodos, para que os alunos e filhos possam usar essa
leitura no seu dia-dia, para a formação de um individuo autônomo, analítico,
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prudente, ponderado e sensato nas suas decisões em relação à sua vida emocional,
pessoal e profissional. Para que isso aconteça é preciso criar um ambiente favorável
nas escolas para incentivar o prazer pela leitura, podendo assim ser levado para
casa esse prazer e ser transmitido a outras pessoas.
O individuo que lê está cooperando para o seu desenvolvimento pessoal e
para a sua percepção do mundo, junto com o crescimento econômico, social e
educacional de seus pais, onde será mais do que um simples homem será um ser
atuante na sociedade, como indivíduo transformador do mundo.

2 DESENVOLVIMENTO

O papel do educador é criar condições significativas que dêem segmentos ao


educando de se apossar de uma experiência ou de uma prática através da leitura, o
professor deve ser mediador dessa leitura e interprete de um mundo repleto de
aventuras, onde os alunos passam a experimentar, alegria, tristeza, medo, angustia
e encantamento.
O professor deve por em práticas situações em que levem os alunos a
construir, aprofundar e ampliar seus conhecimentos, somente o professor pode
inspirar aos alunos o desejo por uma leitura prazerosa.
As crianças do quinto ano estão na idade das letras, por isso deve-se
incentivar o prazer da leitura em sala de aula, e para isso o papel da escola é
fundamental no processo de leitura, é inegável a importância e a necessidade da
leitura para formação de bons leitores, para serem capazes de escrever com
eficácia.
Não é somente uma vez ou outra que se estimula este prazer, é através de
métodos variados, observando as condições afetivas, o interesse e a motivação por
parte de cada aluno.
A leitura não deve ser vista como simples obrigação, uma atividade mecânica
que determine uma atitude passiva, mas que leve a reflexão, a curiosidade e a
paixão pela leitura.
Ler é uma das partes mais importantes que o professor tende de ensinar ao
educando, não trabalhando simplesmente textos didáticos e literários, mas
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despertando a curiosidade e a fantasia da criança em relação ao livro lido, não


encerrando nele mesmo, mas oferecendo aos alunos outros títulos.
Quando o educador que faz uma leitura em voz alta, o aluno aprende que,
ouvir a ler não é algo passivo, mas sim participativo, onde o professor transforma
essa leitura em algo dinâmico e que as crianças entrem no mundo imaginário do
livro.
O professor pode fazer com que os alunos participem da leitura, através das
imagens contidas no texto, podendo transformar essa leitura em uma representação
da história, fazendo isso, leva as crianças a relacionarem também com a escrita.
O papel do professor é orientar as crianças sem restrições com os livros,
podendo ser de literatura, história em quadrinhos, contos de fadas, etc, ensinando-
os a manusear os livros com cuidado e respeito.
Compreende-se que o trabalho de incentivo a leitura por prazer precisa ser
mais estimulado em sala de aula do quinto ano do ensino fundamental, para que os
alunos possam desenvolver a escrita e a fala corretamente.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 2001, p. 53-54):

O trabalho com a leitura tem como finalidade a formação de


leitores competentes e, consequentemente, a formação de
escritores, pois a possibilidade de produzir textos eficazes tem
sua origem na prática de leitura, espaço de construção da
intertextualidade e fonte de referências modelizadoras. A
leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo
de construção do significado do texto, a partir dos seus
objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o
autor, de tudo que sabe sobre a língua: características do
gênero, do portador, do sistema de escrita. Não se trata
simplesmente de extrair informação da escrita, decodificando-
a letra por letra, palavra por palavra [...].

Não se forma bons leitores e indivíduos críticos, através de leitura obrigatória,


como tarefa escolar ou notas de provas, mas sim despertando o aluno a uma leitura
prazerosa, para que possa refletir sobre situações em que sejam necessárias
resoluções de problemas.
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A leitura deve ser vista também como um estimulo a aprendizagem, a


pesquisa, ao conhecimento e a sociabilidade, por isso, devem ser colocados no
currículo escolar os livros literários, revistas em quadrinhos, poesias, poemas,
parlendas, músicas, teatro, cinema, mostrando aos alunos que não somente através
de livros considerados chatos que podemos desenvolver o gosto pela leitura. Para
incentivar a leitura é preciso contar histórias com paixão, e é através dessa paixão,
que as crianças poderão viajar e descobrir o mundo, nas páginas dos livros.
Como diz Bernardes (2008, p.33) “A leitura deve ser introduzida
devagarzinho, conquistando, até chegar o momento em que eles não vivam mais
sem os livros”.
As crianças no quinto ano do ensino fundamental estão na idade dos contos
de fadas e das histórias de aventuras e o professor deve apresentar livros com
essas características para que os alunos sintam motivação pelo ato de ler. A
aprendizagem da leitura é essencial, para a adaptação do sujeito com o seu
contexto cultural, social e econômico. É através da leitura que a cultura de um povo
é resgatada, sendo uma função primordial desenvolver nos educandos o interesse
pela história.
É essencial que os alunos do quinto ano do ensino fundamental tenham em
sala de aula acesso a livros de literatura, não somente a livros infanto-juvenis, mas
livros que desperte a reflexão e percebam que podem ser usados nas aulas de
Língua Portuguesa, como redação, interpretação de texto e na gramática. Onde
poderá ser usado de maneira mais eficaz em todas as matérias dentro e fora da
escola.
Para que isso aconteça o professor precisa reservar um tempo somente para
a leitura, onde os alunos possam debater e discutir sobre os temas lidos,
desenvolvendo no educando a capacidade de compreender e analisar os textos,
buscando informações implícitas para a solução de problemas.
Bamberger (2002, p.66), descreve:

1- Tarefa importante é combinar a “conquista do ambiente”,


aspecto importante dessa fase de desenvolvimento, com os
livros. Da mesma forma, cumpre ensinar as crianças a
escolher entre as possibilidades apresentadas pelos meios de
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comunicação de massa e os livros, e combina-las de modo


significativo.
2- As crianças assumem o papel de “críticos” e muitas vezes
emitem opiniões sobre os livros que mais lhes agradam, assim
como sobre aqueles que as aborreceram.
3- Durante esse período, não se deve fazer na escola nenhum
esforço especial na área da “educação literária”, visto que o
senso estético ainda não está bem desenvolvido. A literatura
estética, por conseguinte, deve ser cuidadosamente
selecionada, e os livros escolhidos devem versar sobre versar
sobre experiências infantis [...].

A leitura se torna prazerosa quando a criança se identifica com o que esta


sendo lido, entrando na fantasia, nos sonhos e ilusões dos livros. As histórias de
Monteiro Lobato nos mostram muito dessas fantasias, desses sonhos e ilusões, por
isso é importante estimular a ler livros da nossa cultura, como Reinações de
Narizinho, Sitio do Pica-Pau Amarelo, para que essas crianças aprendam a
relacionar a fantasia com a realidade. A leitura deve ser um exercício espiritual,
treinando o intelecto não somente para um aprendizado mecânico e sim para a vida.
A escola deve ter também como objetivo formar pessoas capazes de
compreender os diferentes textos e é preciso que se empenhem para que os
educandos tenham acesso a vários tipos de informação escrita e não escrita como
jornais, revistas, histórias em quadrinhos, contos, poesias, infanto-juvenil, literatura,
músicas, peças de teatro, filmes, exposições de artes, sem todo esse trabalho pode
até ensinar a ler, mas não despertará o prazer pela leitura.
Não é porque são crianças de nove ou dez anos, que não possam ler livros
mais complexos, como do escritor Oswald de Andrade, que escreve com fleshs
cinematográficos dificultando uma leitura mais aprimorada, que um aluno do quinto
ano do ensino fundamental não possa entendê-la. Por isso os professores precisam
estimular uma leitura prazerosa, para que esses alunos queiram ler cada vez mais
livros, onde possa usar como sustentáculo na hora da escrita e da fala.
Muitos professores ainda se prendem a uma pedagogia antiquada
acreditando que somente assim os alunos irão ler um livro escolhido pelo professor.
Na verdade essa idéia esta equivocada e acaba acontecendo o contrário. Muitos
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alunos não lêem, só o fazem por causa da prova que será aplicada em relação ao
livro lido. Cria-se assim um clima de desconforto e obrigação, o aluno não consegue
associar o prazer à leitura tendo em mente: a avaliação. Perde-se o verdadeiro
sentido da leitura e da literatura, quando há a obrigação invés do prazer.
O incentivo a leitura desenvolve nas crianças um interesse apurado para
literatura, onde a descoberta do novo o incentivará a uma leitura prazerosa ou a uma
criação literária de acordo com seu entendimento.
O hábito de leitura deve começar em casa, os pais têm grandes influências no
desenvolvimento deste hábito, que será aperfeiçoado na escola. Para que esse
aperfeiçoamento aconteça o papel da escola é fundamental, e para despertar esse
prazer não tem ninguém melhor que o professor, mas para que isso aconteça esses
profissionais devem ter acesso a recursos e saber utilizá-los em favor do prazer da
leitura.
Para inspirar os alunos a uma leitura prazerosa o professor precisa usar
técnicas diferentes, como explica Bamberger (2002, p. 80):
1- Leitura em voz alta e relatos de histórias; a leitura em voz
alta e o relato de histórias que ofereçam vigorosa motivação
para a leitura pessoal são empreendidos com facilidade na
escola, nas bibliotecas, nas creches e nos jardins de infância.
Ler em voz alta uma história até chegar a um trecho
emocionante, de modo que a expectativa da criança seja de tal
forma despertada que ela queira continuar lendo por conta
própria, é um método que tem tido muito êxito.
2- Mostras de livros com discussões. Na Casa de Livros
Infantis de Moscou realizam-se mostras regulares de livros,
em que o bibliotecário apresenta diversos livros interessantes
ao mesmo tempo [...].

Os professores não devem trabalhar somente a leitura, mas todos os tipos de


textos apresentados no cotidiano das crianças, talvez não sejam uma tarefa fácil,
mas pode ser gratificante quando um educando adquire o prazer pela leitura, tendo
o professor como estimulador desse hábito. Existem vários tipos de leitura, como ler
para se informar, para estudar e por prazer, e é esse último que o professor deve
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trabalhar com os alunos, estimulando o ler por prazer, os outros dois ficam mais
fáceis de por em prática.
Para que esse estimulo aconteça à escola deve implantar métodos
diversificados de incentivo a uma leitura prazerosa, não somente para trabalhos
escolares ou provas, com esses estímulos formarão bons leitores, não somente que
lêem uma vez ou outra.
Estimulando a leitura prazerosa teremos leitores não somente livros simples e
fácil de entender, mas também leitores auto-suficientes em relação a escolhas de
livro.
A leitura não pode ser um segmento automático de decifração, mas uma
organização ativa do pensamento em busca de entendimento do texto lido e que
leva o indivíduo a ser mais crítico sobre o que é visto nas televisões, não aceitando
tudo o que é passado, permitindo-lhe posicionar-se criticamente perante a realidade.
Fazer com que as crianças abram um livro por vontade própria é um desafio
que aumenta com o passar do tempo, pois temos a tecnologia para competir com os
livros, são mais fáceis e mais divertidos, por isso os professores precisam
desenvolver métodos de estímulos para uma leitura prazerosa, onde as crianças
verão que ler um bom livro é mais gostoso e mais prazeroso do que ficar de frente a
uma televisão ou a um computador. Se as crianças descobrirem na leitura o prazer
para sua vida, procurará por ela impulsivamente, esse procedimento desenvolverá
seu potencial racional e reflexivo.
O avanço da leitura na escola só terá resultado quando se voltar para a
realidade como ela é, e levar em conta o que é essencial para as crianças. Só
apresentando aos alunos uma variedade de livros, para que eles optem pelo o tema
que mais lhe seja proveitosos, quando os educandos estiverem interessando-se por
uma leitura prazerosa é que o professor terá atingido seus objetivos educacionais da
leitura e da literatura, estimulando a procura do saber e do aprendizado.
O prazer pela leitura deve ser estimulado desde as séries iniciais do ensino
fundamental, o professor sendo facilitador do acesso aos livros para que o prazer
pela leitura seja transformada em um hábito para a vida toda.
Segundo Maria da Glória Bordini (1986, p.104-105) os objetivos educacionais
relacionados à leitura e a literatura são:
- estimular atividades sensibilizantes, preparatórios;
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- desenvolver as capacidades de ler e escrever, como forma


de apreensão do mundo;
- aproximar o texto da realidade psicológica e social do aluno,
como meio de refinamento cognitivo e emocional, bem como
socializador;
- valer-se da tradição literária para o conhecimento da herança
cultural, condição indispensável para a atuação inovadora e
criadora do aluno em termos existenciais;
- apurar o senso crítico do jovem leitor em relação aos textos
que consome, a fim de que estes lhe abram caminho para
avaliação da realidade e de si mesmo, e para adoção de
opções existenciais com base em seu julgamento.

Para que esse prazer seja despertado é preciso que haja um ambiente
diferenciado, acolhedor, confortável, convidativo e disposto na medida das crianças,
onde tenha muitos livros e que as crianças possam escolher com liberdade o seu
tema preferido.
O prazer da leitura deveria ser mais estimulado pelos professores do quinto
ano do ensino fundamental, para despertar as crianças a uma leitura prazerosa e
não obrigatória. Uma boa alternativa para estimular o prazer pela leitura é deixar que
as crianças levem os livros para casa, e que leiam junto com a família, os alunos
podem desenvolver uma ligação prazerosa com a leitura, fazendo isso as crianças
compartilha descobertas com seus familiares, é um fator positivo da aprendizagem
permitido assim ampliar o sentido da leitura.
A leitura deve fazer parte do ambiente cultural das crianças, muitas não lêem
por não conseguir compreender o que está escrito, acham à leitura difícil ou não tem
acesso aos livros.
O incentivo à leitura está basicamente ligado à freqüência escolar, pois
quanto menos tempo os alunos permanecem na escola mais cedo deixam de ler.
Essa afirmação demonstra que cabe à escola o desenvolvimento do hábito de ler.
A linguagem oral possibilita a troca de idéias, pensamentos e propósitos de
várias naturezas, esse aprendizado ocorre dentro de um contexto social e para que
as crianças despertem o gosto pela leitura é preciso que o professor estimule e se
aproprie dessa vontade para estimular os alunos a uma leitura prazerosa.
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O indivíduo que lê coopera para seu próprio crescimento intelectual e para


compreensão do mundo a sua volta, enriquecendo a cultura, valorizando o despertar
da cidadania e o respeito pelo próximo.
O ensino diversificado e caracterizador da leitura precisa levar em conta não
somente os níveis de rendimento de cada aluno, mas também os variados
interesses. Dessa forma os alunos não se sentem discriminados, embora o
professor possa observar os vários níveis de compreensão na escolha do material
de leitura que os próprios alunos fazem.
O livro e a leitura tem hoje uma nova acepção, já não é suficiente um
indivíduo completar a sua educação escolar, precisa bem mais que isso, uma
educação permanente, ou seja, a auto-educação. Desenvolver nos alunos uma
relação com a linguagem escrita através de variados textos que façam com que
gostem e percebam a importância da leitura para a vida.
Não basta querer que os alunos leiam, é preciso oferecer oportunidades para
que eles possam descobrir o gosto pela leitura, devendo ser um estimulo diário e
não somente para matar o tempo, é preciso que seja uma proposta inovadora onde
os alunos tenha um crescimento intelectual e cultural, não devendo deixar a
formação de leitores para segundo plano, sendo de responsabilidade e deveres de
toda a sociedade a formação de leitores. Como explica Márcia Nabeiro (2004, p. 13).
Uma sociedade que tem como metas o progresso e a
modernidade deve incluir no seu plano de desenvolvimento
sócio-econômico a questão cultural, pois esta dará suporte
para o desenvolvimento global do indivíduo. Para que haja
esse crescimento cultural é de extrema importância que a
sociedade como um todo repense a questão do livro e da
leitura. Apesar de todo desenvolvimento tecnológico, o livro
continua sendo um grande meio de transmissão do
conhecimento. E a leitura é ferramenta fundamental para
vivermos numa sociedade moderna em constante evolução.

Essa leitura deve ter um propósito não somente ler por ler, por isso
professores devem dar um sentido social a essa aprendizagem, utilizando vários
modelos de leitura, como exemplos: reportagens de revistas e jornais escritos e
falados, para que o aluno possa associá-los a sua realidade.
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O prazer da leitura é um ato cultural e social. Quando o professor faz uma


escolha antecipada da história que irá apresentar as crianças, dando atenção
clareza e a riqueza de textos, para a beleza e a clareza das ilustrações, o professor
consente às crianças construírem um sentimento investigativo e de curiosidade pelo
livro e pela escrita.
O livro se torna um atrativo para as crianças quando, o educador organiza um
ambiente aconchegante com variados tipos de livros, revistas, gibis, entre outros,
onde as crianças possam manuseá-los e lê-los sem medo em momentos
organizados e livremente, para uma leitura prazerosa.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Despertar o prazer pela leitura é um trabalho contínuo e, para atingir esse fim
é preciso que existam estratégias variadas e encorajadoras, para provocar nos
alunos uma viagem à fantasia e aos sonhos, onde somente um bom livro pode levar,
abrindo a mente para a ficção e a realidade.
Com essa pesquisa bibliográfica o artigo conseguiu demonstrar como a
escola e os professores são fundamentais para o crescimento intelectual, emocional,
pessoal e profissional dos educandos através do incentivo a uma leitura prazerosa.
Os resultados parciais da pesquisa desenvolvida revelam que o segmento de
ensino-aprendizagem tradicionalista não gera habilidades conjuntas de teoria e
práticas, pois a principal preocupação da escola é centralizada na transmissão de
conteúdos fora da realidade social dos educandos.
As vantagens que o artigo mostra que se pode trabalhar com várias fontes de
informações (revistas, jornais, músicas, revistas em quadrinhos, poesias, poemas,
parlendas, músicas, teatro, cinema), além do livro literário que a escola está
acostumada a oferecer aos seus alunos, montar representações teatrais, paródias,
na construção de murais, na confecção de jornal, etc.
As limitações das propostas que o artigo apresenta são que muitos
professores ainda tem mentalidade em uma educação tradicional, onde o que conta
é somente memorização, repetição e associação dos conteúdos ensinados.
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REFERÊNCIAS

AGUIAR, Vera Teixeira de. et al. (Org.) ZIBERMAN, Regina. Leitura em crise na
escola: as alternativas do professor. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1986. 164p.

BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. São Paulo: Ática,


2002. 109p.

BARBOSA, José Juvêncio. Alfabetização e leitura: São Paulo, SP: Cortez, 1994,
159p.

BENCINI, Roberta. Todas as leituras, Nova Escola, n. 194, p.31-37, agosto, 2006.

BRASIL Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros


Curriculares Nacionais Língua Portuguesa, 3 ed., v.2, Brasília: MEC/SEF, 2001.
144p.

LINARD, Fred. O X da questão, Nova Escola, n. 18, p. 7-9, abril, 2008. Edição
Especial: Leitura.

MENEZES, Débora: A idade das letras, Nova Escola, São Paulo, n. 18, p. 31-38,
abril, 2008, Edição Especial: Leitura.

MOÇO, Anderson: A Prova Brasil em detalhes, Nova Escola, n. 222, p. 52-56, maio,
2009.

NABEIRO, Márcia. Uma viagem pela leitura: a descoberta do prazer. Bauru, SP:
Sena, 2004, 92 p.

TEBEROSKY, Ana; COLOMER, Teresa. (Trad.) MACHADO, Ana Maria Neto.


Aprender a ler e escrever: uma proposta construtivista. Porto Alegre: Artmed,
2003, 191p.
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