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Sujeitos processuais -> PRINCIPAIS/ESSENCIAIS = Imprescindíveis = Juiz, autor

(MP/querelante) e acusado SECUNDÁRIOS/ACESSÓRIOS = Intervenção acidental =


Assistente da acusação, auxiliares da justiça.
1. Estado-juiz
O juiz exerce a parcela do poder do Estado que lhe coube pelas regras de competência, sendo
pessoa estranha à lide, dotado de poder para decidir. Poderes: ADMINISTRATIVOS = Manter
a ordem e o decoro para o desenvolvimento do processo; JURISDICIONAIS = Atos de conteúdo
decisório; Poderes-Meios = Atos ordinatórios – desenvolvimento do processo; Poderes-Fim =
Decisão e execução.
2. Ministério publico
DOMINUS LITTIS: Titular da ação penal pública (sistema acusatório); AÇÃO PENAL
PRIVADA: FISCAL DA LEI = No caso de ação penal privada, o Ministério Público oficiará em
todos os termos do processo na condição de fiscal da ordem jurídica.
PRINCÍPIOS: UNIDADE E INDIVISIBILIDADE: O membro do Ministério Público faz parte
de um todo único e indivisível, podendo se substituir no curso do processo, por não oficiarem em
nome próprio, mas em nome da instituição; INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL: O membro do
Ministério Público não se sujeita a ordem ou a entendimento de seus superiores administrativos
(PGJ, Corregedor)
PROMOTOR NATURAL: Art. 5º, LIII, CF: ninguém será processado nem sentenciado senão
pela autoridade competente”. O querelante é o ofendido (sujeito passivo de uma infração penal),
o autor da ação penal privada (exclusiva, personalíssima ou subsidiária).
3. Ofendido
O querelante é o ofendido (sujeito passivo de uma infração penal), o autor da ação penal privada
(exclusiva, personalíssima ou subsidiária).
Ação penal privada exclusiva/personalíssima - Art. 30
Ação penal privada subsidiária da pública (inércia do Ministério Público em oferecer denúncia
em ação penal pública no prazo legal). – Art. 29
4. Assistente da acusação
O assistente poderá ser admitido a qualquer momento do processo, enquanto não houver trânsito
em julgado, por outro lado, uma vez admitido, o assistente receberá o processo no estado em que
se encontra, não havendo repetição dos atos processuais pretéritos. Art. 269. AUSÊNCIA
INJUSTIFICADA: Em caso de ausência injustificada do assistente, o processo prosseguirá sem
sua intimação.
Art. 271, § 2o. Atuação: Art. 271. RECURSO: O assistente poderá recorrer, caso o Ministério
Público não interponha o recurso. A legitimidade recursal do assistente, portanto, é subsidiária e
autônoma. Art. 598.

5. Acusado
É a pessoa a quem se imputa a prática de uma infração penal. Podem ser acusados no processo
penal: Pessoas físicas, maiores de 18 anos; Pessoas jurídicas em crimes ambientais. DIREITOS
DO ACUSADO: No processo penal, o acusado tem direito à ampla defesa (art. 5º, LV, CF).
DEVERES DO ACUSADO: a) Comparecer aos atos processuais, sob pena de revelia b) Falar
a verdade a respeito de sua qualificação no interrogatório, sob pena de falsa identidade
6. DEFENSOR
Pessoa com qualificação técnico-jurídica que realiza a defesa técnica do acusado na persecução
penal. INDISPENSABILIDADE = A defesa técnica é indispensável no processo penal; por isso,
nenhum acusado será julgado sem defensor. ESPÉCIES DE DEFENSOR: a)
CONSTITUÍDO: O defensor constituído, também conhecido como procurador, é contratado
pelo acusado às suas expensas. b) DATIVO: O defensor dativo é aquele nomeado pelo juiz,
independentemente da condição econômica, especialmente nas comarcas onde não houver
Defensoria Pública. c) PÚBLICO: Membro da Defensoria Pública, que presta assistência integral
e gratuita aos hipossuficientes. Obs.: Ainda que o acusado não seja hipossuficiente, mesmo assim,
o Defensor Público deverá fazer sua defesa, porque a defesa técnica no processo penal é
irrenunciável. d) AD HOC: Defensor nomeado pelo juiz especificamente para determinado ato,
diante da ausência injustificada do advogado constituído. ABANDONO INJUSTIFICADO: O
Defensor não abandonará o processo, exceto por motivo justificado, sob pena de multa.
AUSÊNCIA JUSTIFICADA: Em caso de ausência justificada do defensor em audiência, o juiz
deverá adiar o ato processual.
Comunicações processuais
Intimação (ato passado) x Notificação (ato futuro).
Citação: é o ato processual em que o acusado é cientificado do recebimento de denúncia em seu
desfavor, dando-lhe a oportunidade de exercer a ampla defesa. A citação materializa o
contraditório e a ampla defesa.
VÍCIO NA CITAÇÃO: O vício na citação importa nulidade absoluta. Entretanto, se o acusado
comparecer voluntariamente, a nulidade estará sanada. CIRCUNDUÇÃO: é a decisão que
declara a nulidade do processo em razão de ausência ou de nulidade na citação (citação
circunduta: anulada) FINALIDADE DA CITAÇÃO: Oferecer resposta à acusação. EFEITO
DA CITAÇÃO: Completa a formação do processo. O processo terá completada sua formação
quando realizada a citação do acusado.

CITAÇÃO POR MANDADO: É feita por oficial de justiça quando o acusado residir na mesma
comarca do juízo processante. REQUISITOS: a) INSTRÍNSECOS (art. 352) b)
EXTRÍNSECOS (art. 357). MOMENTO: Poderá ser feita a qualquer hora e em qualquer lugar,
respeitada a inviolabilidade domiciliar.
CARTA PRECATÓRIA: Art. 354. CARTA PRECATÓRIA ITINERANTE Se o juízo
deprecante verificar que o réu está em terceiro juízo, remeterá a precatória diretamente ao terceiro
juízo.
CARTA ROGATÓRIA: O acusado que estiver em local certo e sabido no estrangeiro.
SUSPENSÃO DA PRESCRIÇÃO: A expedição da rogatória suspende a prescrição.
CARTA DE ORDEM: Se dará por carta de ordem quando o processo criminal tramitar por
instâncias superiores (v.g. competência originária – foro por prerrogativa).
CITAÇÃO POR EDITAL: Réu não localizado (lugar incerto e não sabido). OBS: Juizado
especial penal não admite.
APLICAÇÃO DO ARTIGO 366... SUSPENSÃO DO PROCESSO E DA PRESCRIÇÃO: 1)
PRAZO DA SUSPENSÃO DO PROCESSO E DA PRESCRIÇÃO: Pena máxima abstrata (Ao
fim do prazo, a prescrição volta a correr, até a localização do réu ou a extinção da punibilidade
pelo decurso do prazo prescricional). 2) PRODUÇÃO DE PROVAS:Não basta afirmar ao juiz
que a testemunha “se esquecerá dos fatos” com o decurso do tempo. Exige-se que a testemunha
esteja: velhice, ausência, enfermidade. 3) PRISÃO PREVENTIVA (Facultativa):Se presentes
os requisitos do art. 312, CPP e o réu estiver em lugar incerto e não sabido, o juiz poderá decretar
a prisão preventiva (aplicação da lei penal).
CITAÇÃO POR HORA CERTA: A citação por edital será realizada nas hipóteses em que o
acusado se oculta para não ser citado.
REVELIA: o acusado é citado para apresentar resposta à acusação – e não mais para ser
interrogado. No Processo Penal, a revelia importa a presunção da veracidade dos fatos
narrados na peça inicial acusatória? NÃO! Vigendo o Princípio da Presunção da Inocência,
a acusação deverá incumbir-se do ônus da prova. No Processo Penal, a revelia somente
importará a desnecessidade de intimação do acusado para os demais atos processuais.
Teoria geral da prova – Elemento de informação: Os elementos de informação são produzidos
durante a fase investigatória e servem para formar a convicção do titular da ação penal.
PROVAS CAUTELARES, IRREPETÍVEIS E ANTECIPADAS:
As provas cautelares, irrepetíveis e antecipadas, mesmo produzidas na fase investigatória, são
provas (e não elementos de informação).

Sistema de avaliação de provas: 1) ÍNTIMA CONVICÇÃO DO JUIZ (CERTEZA MORAL


DO JULGADOR) a) Liberdade irrestrita na avaliação das provas (inclusive aquelas fora dos
autos); b) Não há necessidade de fundamentação; c) jurados 2) SISTEMA DA PROVA
TARIFADA (CERTEZA MORAL DO LEGISLADOR): a) Valor da prova: prefixado pelo
legislador; b) Não há liberdade para valorar as provas;
c) Não adotado (mas há resquícios): Art. 158: Quando a infração deixar vestígios, será
indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do
acusado. 3) LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO (PERSUASÃO RACIONAL DO JUIZ)
a) Liberdade ampla para valorar as provas; b) Fundamentação obrigatória, sob pena de
nulidade. -> CONSEQUÊNCIAS DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO (1) Todas
as provas têm valor relativo, inclusive a confissão do acusado. (2) Somente são válidas as provas
constantes do processo (“o que não está nos autos, não está no mundo”).
RELATIVIDADE DO DIREITO À PROVA: O direito à produção da prova não é absoluto:
são vedadas as provas ilegais. Necessidade de respeito aos direitos fundamentais.
PROVAS ILICITAS POR DERIVAÇÃO: São os meios probatórios que, não obstante
produzidos validamente em momento posterior, são afetados pelo vício da ilicitude originária que
a eles se transmite, contaminando-os por efeito de repercussão causal.
A prova derivada da ilícita seria produzida de qualquer maneira, independentemente da prova
ilícita originária.
PROVA PERICIAL
IMPRESCINDÍVEL NOS CRIMES NÃO TRANSEUNTES (DEIXAM VESTÍGIOS) A) Na
ausência de perícia, sem testemunhas, mesmo se o réu confessar, será absolvido. B) Caso seja
impossível a prova pericial, é possível suprir com prova testemunhal.
PERITO: Profissional com capacitação técnica em uma área de conhecimento. Como regra, o
juiz nomeará um perito oficial dotado de curso superior.
PERÍCIA COMPLEXA (MAIS DE UMA ÁREA DE CONHECIMENTO) Em caso de
perícia complexa (abrange mais de uma área do conhecimento), o juiz poderá nomear mais de um
perito oficial.
ASSISTENTE TÉCNICO: As partes poderão indicar assistentes técnicos para dar parecer sobre
o tema.
NÃO VINCULAÇÃO DO JUIZ: O juiz poderá divergir do laudo, desde que fundamente seu
convencimento (sistema do livre convencimento motivado).
NÃO RESPONDE POR FALSO TESTEMUNHO: A vítima não é testemunha, não
respondendo por falso testemunho, mas pode responder por denunciação caluniosa.

DEPOIMENTO SEM DANO: Modalidade de inquirição (normalmente crianças vítimas de


estupro de vulnerável) em que profissionais habilitados (psicólogos e assistentes sociais) tomam
o depoimento sem a presença de juiz, promotor e defensor.
“CONTRADITA”: Contraditar a testemunha significa impugnar seu depoimento, com o
objetivo de impedir que uma testemunha proibida de depor seja ouvida.
Acareação: é o ato processual consistente na confrontação das declarações de dois ou mais
acusados, testemunhas ou ofendidos, já ouvidos.
Reconhecimento: é o meio de prova pelo qual pessoa leiga identifica uma pessoa ou coisa que já
havia visto, ou que já conhecia.
Interrogatório: é o ato processual em que o juiz ouve o acusado sobre sua pessoa e sobre a sua
versão a respeito da imputação.
Confissão: é a aceitação formal do acusado sobre a imputação de que é acusado. A consequência
da confissão será a redução da pena na segunda fase da dosimetria da pena.
FASES DO PROCEDIMENO
Postulatória: abrange a peça acusatória (denúncia ou queixa-crime) e peça defensiva (resposta à
acusação no rito ordinário).
Instrutória: são produzidas as provas requeridas pelas partes (acusação e defesa) e as
determinadas pelo juiz. Essa fase serve para que o juiz forme sua convicção para decidir.
DECISÓRIA: acusação e defesa terão a oportunidade de fazer alegações finais com o objetivo
de convencer o juiz de sua tese (condenação ou absolvição). Em regra, essa manifestação deve
ser oral durante a audiência. Com as alegações finais, o juiz sentencia, conforme seu livre
convencimento motivado, pondo fim ao processo em primeira instância.
RECURSAL: A parte inconformada com a sentença do juiz poderá entrar com um recurso
buscando a modificação daquela decisão. Fundamento: Princípio do Duplo Grau de Jurisdição.
PROCEDIMENTO ORDNARIO: PEÇA ACUSATÓRIA - A peça acusatória pode ser a
denúncia do Ministério Público (ação penal pública) ou a queixa-crime do querelante (ação penal
privada). HIPOTESES DE REJEIÇÃO: 395.
ALEGAÇÕES FINAIS: Alegações Orais são a manifestação das partes ao final da instrução
processual, objetivando influenciar o convencimento do juiz no sentido da condenação ou
absolvição do acusado.