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Faringe e bolsas guturais

Alterações circulatórias
1- Hiperemia da mucosa faringiana: geralmente associada à fase inicial ou aguda dos processos inflamatórios
nessa região. Geralmente o processo não está restrito a faringe, havendo envolvimento de outros segmentos do
trato respiratório ou digestivo
Alterações degenerativas
1- Timpanismos das bolsas guturais
• Acúmulo excessivo de ar no interior das bolsas guturais

• Ocorre, principalmente, no primeiro ano de vida dos equídeos

• Na maioria das vezes é causado por edema da mucosa decorrente de inflamação aguda, resultando em
obstrução à saída de ar das bolsas
• Fêmeas são mais afetadas

Alterações inflamatórias
1- Faringite
• Geralmente está associada à inflamação dos tratos respiratório ou digestivo superiores ou de ambos

• A faringite crônica ou hiperplasia linfoide do equino ocorre em equinos jovens, com menos de 5 anos

➢ Não tem importância clínica – achado incidental de necropsia

➢ Macroscopia: pequenas estruturas nodulares na superfície mucosa da região dorsolateral da faringe,


que correspondem a acúmulos linfoides brancacentos
➢ Acredita-se que é causada por estímulo persistente sobre o tecido linfoide, devido a agentes
infecciosos como Streptococcus zooepidemicus e Moraxella sp., associado a baixa umidade relativa
do ar e outros fatores predisponentes
2- Epiema das bolsas guturais: alteração mais comum das bolsas guturais
• Associada com infecções do trato respiratório superior, principalmente por Streptococcus equi
(garrotilho)
• Acúmulo de exsudato purulento de difícil drenagem na bolsa gutural

• Consequências

➢ Otites de ouvido médio por extensão

➢ Lesões em nervos cranianos (próximo às bolsas guturais): VII, IX, X, XI e XII são os pares mais
comumente afetados, levando a consequências relacionadas à essas lesões
➢ Comprometimento do tronco simpático cranial, ossos adjacentes e articulação atlantooccipital

3- Micose das bolsas guturais/ Bursite gutural micótica


• Inflamação fibrinosa ou fibrinonecrótica, causada pela infecção por Aspergillus sp.

• A lesão geralmente é unilateral, mas em casos avançados pode estender para a bolsa gutural adjacente
• Devido ao angiotropismo do agente, frequentemente ocorre necrose profunda com invasão de vasos
sanguíneos pelo fungo, causando erosão vascular, epistaxe e, em alguns casos, tromboses (lesão de
endotélio vascular), aneurismas e ruptura da artéria carótida interna
➢ Em casos menos frequentes, a artéria carótida externa e a artéria maxilar podem ser afetadas

Laringe e Traqueia
Anomalias do desenvolvimento
1- Colapso traqueal
• Comum em cães de pequeno porte, principalmente miniatura

• Achatamento dorsoventral da traqueia devido a uma alteração de seus semianéis cartilaginosos, que
formam arcos muito abertos, e ao relaxamento da musculatura lisa que os sustenta
➢ A membrana fica mais flácida; quando o animal inspira o ar de forma ativa, a membrana cola na
traqueia, impedindo a passagem do ar. Leva o animal a um quadro de tosse, na tentativa de expulsar
o ar
• Consequências: diminuição do diâmetro do lúmen traqueal, podendo ocorrer dificuldade respiratória e
maior suscetibilidade a colapsos respiratórios, devido à protrusão da musculatura lisa para o lúmen
traqueal durante exercício ou estresse intenso
➢ Síncopes em casos graves devido a falta de oxigenação no cérebro

Alterações circulatórias
1- Hiperemia ativa: geralmente associada à inflamação aguda
2- Hemorragia
• Observada com relativa frequência na mucosa da epiglote, em que geralmente observam-se hemorragias
do tipo petequial
• Associado com frequência a doenças septicêmicas, como salmonelose, bem como doenças virais como a
peste suína clássica
• Também pode ser observada em associação a outras doenças que causem qudro de diátese hemorrágica
(hemorragia generalizada)
• Bovinos saudáveis em abatedouros podem apresentar petéquias na mucosa traqueal

• Bovinos e ovinos que sofrem quadro de dispneia grave antes da morte, geralmente apresentam
hemorragias lineares na mucosa traqueal (morte agônica)
3- Edema
• Principais causas

➢ Inflamação aguda

➢ Doença do edema em suínos (E. coli toxigênica → produz toxina que provoca aumento da
permeabilidade vascular)
➢ Anafilaxia ou Hipersensibilidade tipo 1: exposição de alérgenos potentes após prévia sensibiliazação
• Macroscopia: mucosa espessa, principalmente na epiglote. A submucosa tem aspecto gelatinoso devido
ao acúmulo de líquido claro ou amarelado.
➢ Nos casos em que o edema é resultante de processo inflamatório, o líquido pode estar tingido com
sangue
➢ O material de aspecto gelatinoso pode desaparecer por consequências de alterações post mortem,
mas permanece o pregueamento da mucosa indicando a presença prévia de líquido
Alterações degenerativas
1- Paralisia da laringe ou hemiplegia da laringe
• Causa mais comum de ruído respiratório anormal em equinos - “cavalo roncador”

➢ Além do ruído, resulta em intolerância ao exercício

• Na maioria dos casos, a lesão ocorre do lado esquerdo, mas raramente pode ser bilateral ou do lado
direito
➢ A predileção pelo lado esquerdo provavelmente se deve ao fato de que os axônios do nervo do lado
esquerdo são mais longos do que os do lado direito, o que faz com que o nervo do lado esquerdo
seja mais suscetível a lesões axonais causadas, por exemplo, por trauma ou neurite consequente à
extensão de processos inflamatórios da bolsa gutural
• Causa: degeneração idiopática do nervo laríngeo recorrente esquerdo, que ocasiona atrofia do músculo
cricoaritenoide e outros relacionados, cuja principal função é dilatar a laringe
➢ Quando ocorre lesão nesse nervo, a musculatura enervada por ele perde o estímulo nervoso, o que
ocasiona em atrofia desses músculos
• Consequências

➢ Atrofia dos músculos inervados pelo nervo laríngeo recorrente, particularmente o músculo
cricoaritenoide, o que faz com que a cartilagem aritenoide esquerda seja projetada para dentro do
lúmen da laringe
 Interferência do fluxo de ar, principalmente na inspiração durante exercício, o que resulta em
ruídos anormais
Alterações inflamatórias
1- Laringite e traqueíte
• Geralmente associadas às inflamações do trato respiratório superior e inferior

➢ Traqueíte: associadas a bronquites e pneumonias

➢ Laringites: associadas a rinite, embora possam ocorrer isoladamente

• Laringite em suínos e bovinos → pode ser causada por extensão da necrobacilose oral, causada pela
infecção por Fusobacterium necrophorum
➢ Laringite necrótica (bovinos e suínos jovens): lesões bem demarcadas, com superfície amarelada ou
acinzentada e circundada por área de hiperemia de mucosa. O tecido necrótico é friável, aderente á
superfície, podendo se desprender deixando áreas de ulceração profunda da mucosa.
✔ Associada a fatores estressantes, condições sanitárias e alimentação inadequada, que podem
causar lesões na cavidade oral
✔ Consequências: septicemia, broncopneumonia (aspiração de material contaminado)

• Outras causas de laringite: Histophilus somni (bovinos adultos) e Arcanobacterium pyogenes (bezerros e
ovinos)
• Em alguns casos, o processo inflamatório é de origem não infecciosa, como na laringite necrótica
iatrogênica provocada por sonda e nas traqueítes decorrentes de traqueostomia
• Causas parasitárias: Eucoleus aerophilus, Filarioides osleri (canídeos); Mammmomonogamus laryngeus
(bovinos e bubalinos)
• Sinais: apatia, febre

• Podem ser agudas ou crônicas e estarem acompanhadas de diferentes tipos de exsudato: serosa, catarral,
catarro-purulenta, purulenta, hemorrágica, fibrinosa, fibrino-necrótica e granulomatosa (classificação
igual rinite)

Brônquios e bronquíolos
• Os brônquios tendem a ser envolvidos, por extensão, nas doenças graves do sistema respiratório
superior ou, mais comumente, nas doenças pulmonares que envolver particularmente os bronquíolos
• Corpos estranhos: podem ser introduzidos nos brônquios e bronquíolos por aspiração

➢ Desencadeia processo inflamatório

➢ Se ocorrer irritação do epitélio respiratório, aumentará a produção de muco, que é associado a


hiperplasia de células caliciformes → bronquite catarral crônica
 Pode evoluir para bronquite crônica obstrutiva → Broncoestenose → redução da luz bronquial

➢ Pode ocorrer metaplasia do epitélio respiratório com a diminuição de células ciliadas e caliciformes

 Redução do sistema de defesa

➢ Post mortem: em caso de movimentação, conteúdo estomacal pode retornar, cair na traqueia e
atingir brônquios e bronquíolos; não irá apresentar processo inflamatório
• Aspiração de sangue

➢ Animais abatidos por degola

➢ Hemorragia das vias aéreas superiores

• Lesão bronquiolar persistente pode levar a multiplicação de células caliciformes; ocorre alteração da
secreção bronqueolar → tem-se uma quantidade maior de secreção de muco pelas células caliciformes,
em decorrência do aumento dessas células em relação às células claras (secreção serosa). Aumento da
viscosidade do muco → dificuldade de remoção do muco pelos cílios → retenção do muco nas vias
provocando tamponamento e obstrução
• Animal apresenta tosse (mecanismo de defesa)

• Desenvolvimento de enfisema alveolar (acúmulo de ar dentro dos alvéolos): quando o ar é inspirado, o


bronquíolo se dilata, permitindo a passagem do ar; na expiração ocorre uma redução da luz (processo
passivo); a passagem do ar pela área de estenose é facilitada pela respiração ativa, mas na respiração
passiva, certa quantidade fica retida → causa da doença pulmonar obstrutiva crônica
Alterações inflamatórias
1- Broncoestenose: estreitamento do lúmen bronquial
• Causas

➢ Bronquite: intumescimento da mucosa, com pregueamento decorrente do edema e infiltração das


células inflamatórias, o que resulta em estreitamento do lúmen; também pode ser devida ao acúmulo
do exsudato no lúmen bronquial
➢ Compressões externas: linfonodos aumentados de volume por tuberculose ou outras causas; nódulos
de origem inflamatória ou neoplásica no parênquima pulmonar ou mediastino
➢ Contração da musculatura lisa bronquial: geralmente está associada à hiperplasia e à hipertrofia das
células musculares lisas; pode ocorrer por anafilaxia, na asma e nas infecções por vermes
pulmonares em bovinos (Dictyocaulus viviparus), equinos (D. arnfield) e suínos (Metastrongylus
sp.) → esses parasitas se movimentam continuamente no lúmen bronquial, causando inflamação e
hipertrofia da musculatura lisa
• Consequências (dependentes do grau)

➢ Obstrução parcial → enfisema

➢ Obstrução total → atelectasia → colapso alveolar

2- Bronquiectasia: dilatação do lúmen bronquial


• Geralmente é consequência de bronquite crônica; raramente é congênita

• Pode se apresentar de duas formas

➢ Sacular (pouco frequente): dilatação de uma pequena porção da parede bronquial ou bronquiolar,
resultando em formação saculiforme; geralmente resulta de inflamação associada à necrose da
parede bronquial, principalmente em bovinos e ovinos. Mais frequentemente provocada pela
aspiração de corpos estranhos que ficam aderidos na parede bronquial, levando a inflamação, perda
do endotélio (necrose) e a lesão provoca a dilatação (mecanismo semelhante ao aneurisma)
➢ Cilíndrica (mais comum): atinge o brônquio de maneira parcial ou total, resultando em dilatação
uniforme de um segmento bronquial e, consequentemente, em um aspecto cilíndrico. Comum em
bovinos e quase sempre é sequela de bronquite supurada crônica que, por sua vez, geralmente é uma
consequência da broncopneumonia
• Os bovinos são mais comumente afetados → septação lobular completa → faz com que não haja
ventilação colateral → diminui a capacidade de resolução das broncopneumonias devido a dificuldade
de remoção de todo o exsudato, o que favorece a ocorrência de bronquiectasia
➢ O exsudato inflamatório provoca uma inflamação na parede bronquial; essa inflamação leva a lesão
da mucosa e da região de cartilagem e musculatura com proliferação de tecido fibroso; com isso, o
brônquio vai sofrer dilatação
➢ Geralmente tem localização cranioventral nos pulmões, o que coincide com a distribuição das
broncopneumonias
➢ Ocorre perda da habilidade de redução do diâmetro do lúmen bronquial durante a inspiração e,
portanto, os brônquios ficam dilatados
• Patogenia: acúmulo de exsudato na luz bronquial, com enfraquecimento e destruição da parede
bronquial em decorrência da inflamação, inclusive da sua musculatura lisa. Como consequência, o
tecido de granulação substitui a maior parte ou toda parede bronquial, o que impede a contração
bronquial mediada pela musculatura lisa. Dessa forma, o brônquio afetado dilata durante a inspiração e
não tem capacidade de contração durante a expiração. Consequentemente, o brônquio sofre dilatação
progressiva e, devido ao processo inflamatório, fica preenchido por exsudato inflamatório
• Macroscopia: brônquios das regiões cranioventrais irregularmente dilatados e repletos de material
purulento de aspecto viscoso e coloração amarelo-esverdeada. Os brônquios dilatados, às vezes,
aparecem salientes na superfície do pulmão
➢ O parênquima adjacente apresenta-se atelectásico e, em alguns casos, pode estar consolidado,
efisematoso ou fibrosado.
➢ A melhor maneira de se observar a lesão é fazer cortes das áreas afetadas

➢ É importante diferenciar de abscessos, que apresentarão capsula fibrosa

• Microscopia: grande quantidade de células inflamatórias e quantidades variáveis de restos celulares no


lúmen bronquial. A parede bronquial pode estar completamente destruída ou pode haver áraes de
hiperplasia epitelial em resposta à lesão. Há infiltração de células inflamatórias na parede e substituição
da lâmina própria e da musculatura lisa por tecido de granulação, caracterizada por proliferação de
tecido conjuntivo ricamente vascularizado ou fibroplasia e angioplasia
• Consequência

➢ Atelectasia extensa do parênquima pulmonar suprido pelos brônquios afetados e também do


parênquima adjacente ao brônquio dilatado, devido à compressão
➢ Eventualmente pode ocorrer ruptura das áreas bronquiestásicas, resultando em extravasamento de
exsudato para a cavidade pleural e, consequentemente, estabelecimento de pleurite
➢ Pode ocorrer trombose dos vasos adjacentes com desprendimento de êmbolos sépticos e até mesmo
septicemia
3- Bronquite: inflamação dos grandes brônquios
• A distinção clara entre um processo inflamatório puramente bronquial e uma broncopneumonia pe
difícil de ser feita na maioria dos casos
• Causas: agentes virais, bacterianos, micóticos e parasitários, além de gases tóxicos, corpos estranhos e
alérgenos
• Classificação quanto ao tipo de exsudato é igual aos outros segmentos do trato respiratório

• Consequências: depende da natureza e persistência do agente causador e pode ocorrer resolução


completa com reepitelização e ausência de fibrose
➢ Na maioria dos casos, a s consequências são discretas, mas o processo pode eventualmente evoluir
para broncopneumonia, broncoestenose ou bronquiectasia
• Bronquite crônica é mais comum em cães – infecção por Bordetella bronchiseptica

➢ Caracterizada por processo crônico-ativo

➢ Macroscopia: excesso de muco ou exsudato muco-purulento preenchendo a árvore bronquial;


mucosa bronquial espessa, podendo apresentar edema e hiperemia
 Ocasionalmente podem ser observadas projeções polipoides para dentro do lúmen bronquial
4- Bronquiolite crônica obliterante: resposta inflamatória inespecífica dos bronquíolos e alvéolos adjacentes a
vários agentes lesivos; normalmente é provocada por substâncias que levam a alergia, infecções virais, gases
tóxicos, vermes pulmonares
• Para que ocorra, é necessário que haja algum insulto que cause necrose da mucosa do epitélio bronquial;
essa necrose ocorre principalmente na junção bronquíolo-alvéolo, região onde acaba o sistema de cílios
e tem presença de macrófagos alveolares; é uma região em que as defesas estão diminuídas e de fácil
acesso a agentes que podem colonizar essa área
• Exsudato deve ser rico em fibrina, pois serve como estímulo para a infiltração e maturação de
fibroblastos; esses fibroblastos migram para o local e começam a produzir tecido conjuntivo
• Lesão típica: formação de pólipos de tecido conjuntivo fibroso, que fecha total ou parcialmente a luz
daquele bronquíolo, impedindo a passagem de ar
➢ Impedimento parcial → enfisema alveolar

➢ Impedimento total → atelectasia

• Consequência: broncopneumonia, broncoestenose e bronquiectasia

• Microscopia: bronquíolos com luz tomada por tecido contínuo a parede (pé do pólipo); células
inflamatórias ao redor do bronquíolo