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ESTADO DE MATO GROSSO

POLÍCIA MILITAR
DIRETORIA DE ENSINO, INSTRUÇÃO E PESQUISA.
CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS

MANUAL DO ALUNOS/CFAP/PMMT.

2012
1

AUTORES:

POST/GRAD NOMES PARTICIPAÇÃO


Cel PM Jorge Antônio de Oliveira Paredes Elaborador
Maj PM Wilker Soares Sodré Elaborador
1º Ten PM Ilton Botelho da Costa Campos Elaborador/Pesquisador
1º Sgt PM Cleiton José Souza Lopes Elaborador/Pesquisador

COLABORADORES:

POST/GRAD NOMES FUNÇÃO


Cap PM Ronaldo Jose Soares Cmt de CIA
Cap PM Luiz Fernando Oliveira Dias Cmt de CIA
Cap PM Almir de França Ferraz Chefe da DIVA
2º Ten PM Sebastião Acácio de Souza Aux. DIVA
1º Sgt PM Gabriel José de Pinho Faustino Cmt de Pelotão
1º Sgt PM Franckney Canavarros de Magalhães Cmt de Pelotão
1º Sgt PM Luciano de Oliveira Pantaleão Cmt de Pelotão
1º Sgt PM Jorineia Fernandes Evangelista Cmt de Pelotão
3º Sgt PM Fernandes dos Santos Silva Cmt de Pelotão
Sd PM Leonardo Reinildes Pinheiro Aux./SJD
2

SUMÁRIO

SIGLAS E ABREVIATURAS .................................................................................................................................... 6

CAPÍTULO I ............................................................................................................................................................... 8

GENERALIDADE ...................................................................................................................................................... 8
TÍTULO ÚNICO ................................................................................................................................................... 8
Seção I - Do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças - CFAP.......................................................... 8
Seção II – Das Finalidades ................................................................................................................................. 8
Seção III - Das Competências do CFAP ............................................................................................................ 9
Seção IV - Das Aplicações ................................................................................................................................. 9
Seção V - Dos Cursos e seus Objetivos ........................................................................................................... 10
CAPÍTULO II............................................................................................................................................................ 11

ASPECTOS ESCOLARES ....................................................................................................................................... 11


TITULO I ............................................................................................................................................................. 11
DO REGIME ESCOLAR .................................................................................................................................... 11
Seção I - Do Externato ou Internato ................................................................................................................. 11
Seção II - Dos Documentos Básicos e Didáticos ............................................................................................. 11
Seção III - Da Orientação Geral do Ensino ...................................................................................................... 12
Seção IV - Dos Objetivos das Disciplinas ........................................................................................................ 12
Seção V - Das Atividades de Classes ............................................................................................................... 13
Seção VI - Do Planejamento do Ensino ........................................................................................................... 13
TITULO II ............................................................................................................................................................ 13
DAS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES ...................................................................................................... 13
Seção I - Do Conselho Superior do CFAP ....................................................................................................... 14
Seção II - Do Comandante da UEPM .............................................................................................................. 15
Seção III - Do Subcomandante......................................................................................................................... 15
Seção IV - Do Chefe da Divisão de Ensino ..................................................................................................... 16
Seção V - Do Chefe da Divisão Administrativa ............................................................................................... 16
Seção VI - Do Comandante do Corpo de Alunos............................................................................................. 16
Seção VII - Do Comandante de Companhia .................................................................................................... 17
Seção VIII - Do Oficial ou Fiscal de Dia ......................................................................................................... 18
Seção IX - Do Adjunto do Oficial de Dia ou Fiscal de Dia ............................................................................. 20
Seção X - Do Comandante de Pelotão ............................................................................................................. 21
Seção XI - Do Comandante da Guarda ............................................................................................................ 22
Seção XII - Da Sentinela .................................................................................................................................. 24
Seção XIII - Do Chefe de Turma (Xerife) e Subchefe ..................................................................................... 26
Seção XIV - Do Aluno de Dia ......................................................................................................................... 27
TÍTULO III .......................................................................................................................................................... 28
DO CORPO DE ALUNOS – C.A ........................................................................................................................ 28
Seção I - Da Administração ............................................................................................................................. 28
Seção II - Das Companhias de Alunos ............................................................................................................. 29
Seção III - Dos Pelotões ................................................................................................................................... 29
Seção IV - Da Comissão de Formatura ............................................................................................................ 30
Seção V - Dos Livros de Registro na UEPM ................................................................................................... 31
TÍTULO III .......................................................................................................................................................... 32
DAS ATIVIDADES ESCOLARES .................................................................................................................... 32
Seção I - Da Instrução e Horários .................................................................................................................... 32
Seção II – Do Treinamento .............................................................................................................................. 33
Seção III - Do Estágio Supervisionado ............................................................................................................ 33
Seção IV - Das Palestras .................................................................................................................................. 34
Seção V - Da Formatura Semanal .................................................................................................................... 34
Seção VI - Das Solenidades Militares .............................................................................................................. 34
Seção VII - Do Desporto e Lazer ..................................................................................................................... 35
Seção VIII – Dos Serviços Internos ................................................................................................................. 35
Seção IX - Da Licença Cassada ....................................................................................................................... 35
3

CAPITULO III .........................................................................................................................................................38

DOS PROCEDIMENTOS DIÁRIOS......................................................................................................................38


TÍTULO I ............................................................................................................................................................. 38
GENERALIDADES ............................................................................................................................................ 38
Seção I - Da Parada Diária ............................................................................................................................... 38
Seção II - Do Hasteamento e Arreamento do Pavilhão Nacional ..................................................................... 38
Seção III - Dos Procedimentos em Sala de Aula, Locais de Instruções e Seções Administrativas .................. 39
Seção IV – Do Deslocamento para o Refeitório e Procedimento no seu Interior............................................. 40
Seção V - Do Silêncio ...................................................................................................................................... 41
Seção VI - Da Alvorada ................................................................................................................................... 41
Seção VII - Do Acesso ao CFAP ..................................................................................................................... 41
Seção VIII - Da Visita ...................................................................................................................................... 42
TITULO II ........................................................................................................................................................... 42
PROCEDIMENTOS DIVERSOS PARA ENCAMINHAMENTO ................................................................. 42
APRESENTAÇÕES E LIBERAÇÕES DE ALUNOS ...................................................................................... 42
Seção I – Da Apresentação em Juízo, Inquérito e Procedimentos Administrativos ......................................... 42
Seção II – Das Dispensas das Atividades de Escolares para Viajar ................................................................. 44
Seção III – Das Dispensas das Atividades de Escolares por Crenças Religiosas ............................................. 45
TITULO III .......................................................................................................................................................... 46
PROCEDIMENTOS NAS DEPENDÊNCIAS DO QUARTEL ....................................................................... 46
Seção I - Das Salas de Aula ............................................................................................................................. 46
Seção II - Do Rancho ....................................................................................................................................... 46
Seção III - Do Alojamento e Banheiros ........................................................................................................... 47
Seção IV - Do Estacionamento ........................................................................................................................ 48
Seção V - Do Pátio e Corredores ..................................................................................................................... 49
CAPÍTULO IV .......................................................................................................................................................... 50

DO CORPO DOCENTE E DO CORPO DISCENTE ........................................................................................... 50


TÍTULO I ............................................................................................................................................................. 50
DO CORPO DOCENTE ..................................................................................................................................... 50
Seção I - Da Constituição ................................................................................................................................. 50
Seção II - Dos Professores ............................................................................................................................... 50
Seção III - Dos Instrutores ............................................................................................................................... 52
Seção IV - Dos Monitores ................................................................................................................................ 53
Seção V - Condução das Aulas ........................................................................................................................ 53
TITULO II ............................................................................................................................................................ 54
DO CORPO DISCENTE ..................................................................................................................................... 54
Seção I - Da Constituição ................................................................................................................................. 54
Seção II - Dos Deveres dos Alunos .................................................................................................................. 54
Seção III - Dos Direitos dos Alunos ................................................................................................................. 56
Seção IV - Da Situação Hierárquica................................................................................................................. 56
CAPITULO V ............................................................................................................................................................ 57

DA APRESENTAÇÃO PESSOAL .......................................................................................................................... 57


TITULO I ............................................................................................................................................................. 57
DAS DISPOSIÇÕES AOS ALUNOS DO SEXO MASCULINO ..................................................................... 57
Seção I - Do Corte de Cabelo, da Barba e Bigode para os Alunos dos CAS, Estágios e Capacitações .......... 57
Seção II - Do Corte de Cabelo, da Barba e Bigode para os Alunos dos Cursos de Formações ........................ 58
Seção III - Do Uso de Adornos para os Alunos ............................................................................................... 58
TITULO II ............................................................................................................................................................ 58
DOS ALUNOS DO SEXO FEMININO.............................................................................................................. 58
Seção I - Do Penteado ...................................................................................................................................... 58
Seção II - Da Maquiagem e Unhas para as Alunas .......................................................................................... 59
Seção III - Do Uso de Adornos para as Alunas ................................................................................................ 59
Seção IV - Das Disposições Comuns a Ambos os Sexos ................................................................................. 60
TITULO III .......................................................................................................................................................... 61
DA CLASSIFICAÇÃO E COMPOSIÇÃO DOS UNIFORMES ............................................................... 61
4

Seção I - Dos Uniformes .................................................................................................................................. 61


Seção II - Nos CAS, Capacitações ou Estágios. ............................................................................................... 62
Seção III - Nos Cursos de Formação de Cabos e Sargentos. ............................................................................ 63
Seção IV - Nos Cursos de Formação Soldados. ............................................................................................... 63
Seção V - Disposição Comum para Todos os Cursos ...................................................................................... 64
TITULO I ............................................................................................................................................................. 66
DO ENSINO TÉCNICO ...................................................................................................................................... 66
Seção I - Da Avaliação do Rendimento do Ensino .......................................................................................... 66
Seção II - Das Provas Escritas.......................................................................................................................... 66
Seção III - Das Provas Práticas ........................................................................................................................ 66
Seção IV - Da Elaboração das Provas .............................................................................................................. 67
Seção V - Da Frequência nas Atividades Escolares ......................................................................................... 68
Seção VI - Do Aproveitamento Escolar ........................................................................................................... 68
Seção VII - Da Classificação ........................................................................................................................... 69
Seção VIII – Do Conceito de Aprendizagem ................................................................................................... 69
Seção IX - Dos Diplomas e dos Certificados ................................................................................................... 70
TITULO II ............................................................................................................................................................ 70
DA EXCLUSÃO, LIMINARES, REMATRÍCULA E RECURSOS ............................................................... 70
Seção I - Da Exclusão ...................................................................................................................................... 70
Seção II - Condições Especifica para Exclusão ............................................................................................... 70
Seção III - Do Cumprimento de Liminares. ..................................................................................................... 71
Seção IV - Da Rematrícula............................................................................................................................... 72
Seção V - Dos Recursos Escolares ................................................................................................................... 72
CAPÍTULO VI .......................................................................................................................................................... 74

ASPECTOS MILITARES ........................................................................................................................................ 74


TITULO I ............................................................................................................................................................. 74
GENERALIDADES ............................................................................................................................................ 74
Seção I – Dos Valores Militares, Reflexos a Situações de Crise e Dinâmicas de Grupos ............................... 74
Seção II - Do Escalonamento Hierárquico ....................................................................................................... 75
Seção III - Da Cadeia de Comando .................................................................................................................. 75
TITULO II ............................................................................................................................................................ 77
DOS SINAIS DE RESPEITO O DA CONTINÊNCIA E APRESENTAÇÃO ................................................. 77
Seção I - Dos Sinais de Respeito ...................................................................................................................... 77
Seção II - Da Continência ................................................................................................................................ 78
Seção III - Da Continência em Movimento ...................................................................................................... 80
Seção IV - Da Continência à Bandeira e ao Hino Nacional ............................................................................. 81
Seção V - Da Apresentação .............................................................................................................................. 82
CAPÍTULO VII ......................................................................................................................................................... 83

DOS SERVIÇOS E OUTRAS ATIVIDADES GERAIS DA ESCOLA ................................................................ 83


TITULO I ............................................................................................................................................................. 83
DO SERVIÇO INTERNO ................................................................................................................................... 83
Seção I – Do Serviço de Guarda do Quartel .................................................................................................... 83
Seção II – Dos Serviços de Recepção/Telefonista ........................................................................................... 84
Seção III - Do Serviço de Rancho .................................................................................................................... 85
Seção IV - Do Serviço de Cerimonial .............................................................................................................. 85
Seção V - Dos Serviços Gerais ........................................................................................................................ 86
Seção VI - Dos Serviços de Faxinas ................................................................................................................ 86
Seção VII – Dos Serviços Fora de Escala ........................................................................................................ 87
TÍTULO II ............................................................................................................................................................ 88
DAS ESCALAS, DO PLANTÃO, DO SOBREAVISO E PRONTIDÃO ......................................................... 88
Seção I - Das Escalas ....................................................................................................................................... 88
Seção II - Do Plantão ....................................................................................................................................... 89
Seção III - Do Sobreaviso e Prontidão ............................................................................................................. 90
CAPITULO VIII ....................................................................................................................................................... 91

DAS LICENÇAS, AFASTAMENTOS E DISPENSAS MÉDICAS ...................................................................... 91


5

TITULO ÚNICO ............................................................................................................................................ 91


GENERALIDADES ....................................................................................................................................... 91
Seção I - Das Dispensa para Consultas Médicas ............................................................................................. 92
Seção II – Da Condução de Aluno ao Atendimento Médico ........................................................................... 93
Seção III - Da Gravidez.................................................................................................................................... 94
CAPÍTULO IX .......................................................................................................................................................... 95

DO REGIMENTO DISCIPLINAR ......................................................................................................................... 95


TITULO I ............................................................................................................................................................ 95
GENERALIDADES DISCIPLINARES ............................................................................................................ 95
Seção I – Da Aplicação do Regimento Disciplinar Escolar e Competências ................................................... 95
Seção II – Do Julgamento das Transgressões................................................................................................... 96
Seção III – Da Classificação das Transgressões Escolares .............................................................................. 96
TITULO II ............................................................................................................................................................ 98
DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES ESCOLARES ........................................................................... 98
Seção I - Transgressões Disciplinares Escolares - Leves ................................................................................. 98
Seção II - Transgressões Disciplinares Escolares - Médias ............................................................................. 99
Seção III - Transgressões Disciplinares Escolares - Graves........................................................................... 100
Seção IV - Das Punições e Recurso Administrativo ...................................................................................... 101
TITULO III ........................................................................................................................................................ 102
DO CUMPRIMENTO DE PUNIÇÕES DISCIPLINARES PARA ALUNOS .............................................. 102
Seção Única – Generalidade .......................................................................................................................... 102
DISPOSIÇÕES FINAIS ......................................................................................................................................... 103

ANEXO I - HISTÓRICO DO CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS ......... 104

ANEXO II - SÍMBOLOS ........................................................................................................................................ 105

ANEXO III - INSÍGNIAS DE POSTOS E GRADUAÇÕES DA PMMT ......................................................... 106

ANEXO IV - ORGANOGRAMA E LOTACIONOGRAMA DO CFAP ........................................................... 107

ANEXO V - MODELO DE GUIA DE LIBERAÇÃO E TRÂNSITO ................................................................ 108


6

SIGLAS E ABREVIATURAS

APMCV - Academia de Policia Militar Costa Verde


ADJ - Adjunto
BI - Boletim Interno
BGE - Boletim Geral Eletrônico
BPM - Batalhão de Policia Militar
CA - Corpo de Aluno
CAP - Capitão
CAO - Curso Aperfeiçoamento de Oficial
CAS - Curso de Aperfeiçoamento de Sargento
CBÁ - Cuiabá
Cb PM - Cabo Policial Militar
CEL - Coronel
CIA - Companhia
CF - Constituição Federal
CFAP - Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
CFS - Curso de Formação de Sargento
CFC - Curso de Formação de Cabo
CFO - Curso de Formação de Oficial
CFSd - Curso de Formação de Soldado
CNPJ - Cadastro Nacional de pessoa Jurídica
CPP - Código de Processo Penal
CPPM - Código de Processo Penal Militar
CHOA - Curso de Habilitação de Oficial Administrativo
CMT - Comandante
CSP - Curso Superior de Polícia
CR - Comando Regional
DIVA - Divisão Administrativa
DIVE - Divisão de Ensino
DEIP - Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa
EB - Exército Brasileiro
EAPQE - Estágio de Adaptação de Praças do Quadro Especial
EEPMT - Escola Estadual da Policia Militar Tiradentes
GDA - Guarda
G-LIB - Guia de Liberação
IGPM - Inspetoria Geral das Policias Militares
LC - Licença Cassada
LTS - Licença para Tratamento de Saúde
LDB - Lei de Diretrizes Bases
LOB - Lei de Organização Básica
LEPM - Lei de Ensino da Polícia Militar
MAJ - Major
MCN - Matriz Curricular Nacional
MJ - Ministério da Justiça
MCC - Matriz Curricular do CFAP
NGA - Normas Gerais de Ação
7

OF - Oficial
P-1 - Primeira Seção
PMMT - Polícia Militar de Mato Grosso
POP - Procedimento Operacional Padrão
PEL - Pelotão
PPP - Plano Político Pedagógico
QCG - Quartel do Comando Geral
QTS - Quadro de Trabalho Semanal
QOPM - Quadro de Oficiais Policial Militar
RI - Regimento Interno
RISG - Regulamento Interno de Serviços Gerais
RCONT - Regulamento de Continência
ROTAM - Ronda Ostensiva Tática Metropolitana
RUPM - Regulamento de Uniforme
SENASP - Secretária Nacional de Segurança Pública
SD PM - Soldado da Policia Militar
SJD - Seção de Justiça e Disciplina
STE - Seção Técnica de Ensino
SGT PM - Sargento da Policia Militar
SUBCMT - Subcomandante
TAF - Teste de Aptidão Física
TEN - Tenente
TEM CEL - Tenente - Coronel
UNEMAT - Universidade Estadual de Mato Grosso
UPM - Unidade Policial Militar
UEPM - Unidade Escola Policial Militar
VC - Verificação Corrente
VF - Verificação Final
8

CAPÍTULO I
GENERALIDADE

TÍTULO ÚNICO

Seção I - Do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças - CFAP

Art. 1º - O CFAP subordina-se a Diretoria de Instrução e Pesquisa da Polícia Militar do


Estado de Mato Grosso, que tendo em vista o disposto no Art. 83 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, manterá sistema próprio de ensino,
com a finalidade de qualificar recursos humanos necessários à ocupação de cargos e para o
desempenho de funções previstas na Lei de Organização Básica (LOB) da Polícia Militar Estado
de Mato Grosso, fulcro na Lei Complementar nº 408, de 01 de julho de 2010, busca através da
Formação técnica e profissional, de nível pós-médio, do Quadro de Praças da PMMT,
desenvolver nos profissionais de Segurança Pública os seguintes valores:

I - MORAL: caracteriza pelo mais alto sinal de honra, de disciplina e de


responsabilidade profissional;
II - INTELECTUAL: Traduzida por aprimorada cultura, que coloque o aluno a altura da
missão social;
III - TÉCNICO PROFISSIONAL: Consubstanciada por conhecimento indispensável ao
exercício da (Profissão Policial Militar).

Seção II – Das Finalidades

Art. 2º - O ensino no CFAP, inspirado nos preceitos constitucionais e ideais de


solidariedade humana, tem por finalidade o desenvolvimento e o preparo dos servidores militares
estaduais para o exercício da profissão, tendo como parâmetros os fundamentos da hierarquia,
disciplina, dos direitos humanos e da polícia comunitária.

Parágrafo único: São princípios da educação no CFAP:

I - Integração a educação nacional;


II - Seleção pelo mérito;
III - Profissionalização continuada e progressiva;
IV - Avaliação integral, contínua e cumulativa;
V - Pluralismo pedagógico;
VI - Aperfeiçoamento constante dos padrões éticos, morais, culturais e de eficiência;
VII - Titulações e certificações próprias ou equivalentes as do sistema de ensino civil.
9

Seção III - Das Competências do CFAP

Art. 3º - O CFAP é um Órgão de Apoio de Ensino, cuja missão é formar e capacitar


policiais militares, e possui como competência: conforme Lei Complementar nº 408 de 01 de
julho de 2010.

I - Planejar, executar, administrar e avaliar o ensino e a aprendizagem;


II - Fornecer informações à DEIP sobre a execução do processo de ensino -
aprendizagem, com o objetivo de aprimorá-lo constantemente;
III - Elaborar os seus respectivos Projetos Políticos Pedagógicos - PPP nas instituições
de ensino e Organizações Militares Estaduais e encaminhá-los a DEIP para fins de homologação;
IV - Manter o arquivo e fornecer, quando solicitado, documentação de ensino;
V - Elaborar e executar os planos e programas de ensino e instrução, em seu campo de
atuação;
VI - Elaborar pesquisas de aprimoramento do ensino e instrução;
VII - Elaborar a proposta dos planos de matérias, currículos e programas de cursos;
VIII - Propor publicações de obras didáticas e técnicas;
IX - Encaminhar os resultados de cursos e estágios à DEIP, para homologação e
divulgação;
X - Elaborar relatório mensal e relatório anual de ensino da Organização Militar
Estadual;
XI - Propor à DEIP:
a) calendários;
b) atualização da legislação do ensino.
XII - Constituir seu corpo docente.
XIII - Elaborar os seus respectivos Regimentos Internos, bem como a regulamentação
de seus cursos.

Seção IV - Das Aplicações

Art. 4º - As prescrições contidas neste MANUAL deverão ser aplicadas ao Sistema de


Ensino do CFAP, que compreende as atividades de educação, instrução, pesquisa, extensão,
educação à distância e demais programas realizado por esta Unidade Escola Policial Militar -
UEPM, que deverão ser aplicadas aos alunos dos cursos, estágios, capacitações e outras
atividades de ensino de interesse da PMMT, administrado pelo efetivo do CFAP, nesta ou em
outras instituições militares ou civis, nacionais ou estrangeiras, no que diz respeito ao:

I - Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos - CAS;


II - Cursos de Formação de Sargentos - CFS;
III - Curso de Formação de Cabos - CFC;
IV - Curso de Formação de Soldados - CFSd;
V – Capacitações Continuadas a Oficiais e Praças, da ativa e inatividade;
VI – Estágios diversos a Oficiais e Praças, da ativa e inatividade;
VII – Cursos Civis no que couber;
10

Parágrafo único – Além das prescrições contidas neste Manual, serão aplicadas as
demais Leis, Regulamentos, Portarias, Manuais, Normas Gerais de Ação - NGA, Regimento
Interno e outras disposições particulares em vigor na Polícia Militar do Estado de Mato Grosso.

Seção V - Dos Cursos e seus Objetivos

Art. 5º - Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos - CAS, visa à ampliação e atualização


de conhecimentos técnico-profissionais de sargentos, com carga-horária de, no mínimo, 360
(trezentos e sessenta) horas-aulas.

Art. 6º - Cursos de Formação de Sargentos - CFS, visa à formação básica técnico-


profissional, necessária ao exercício das diversas funções e atividades inerentes às graduações de
sargentos, com carga horária mínima de 400 (quatrocentas) horas-aulas.

Art. 7º - Cursos Formação de Cabos - CFC, visa à formação técnico-profissional,


necessária ao exercício das diversas funções e atividades inerentes à graduação de cabo, com
carga horária de, no mínimo, 300 (trezentas) horas-aulas.

Art. 8º - Curso de Formação de Soldados - CFSd, visa à formação básica técnico-


profissional, necessária ao exercício das diversas funções e atividades inerentes à graduação de
soldado, com uma carga horária mínima de 800 (oitocentas) horas-aulas.

Art. 9º - Estágio de Adaptação de Praças do Quadro Especial - EAPQE e da Guarda


Patrimonial, visar à ampliação de conhecimentos técnico-profissionais necessários ao exercício
das diversas funções e atividades inerentes às graduações de cabo e sargento, com carga horária
mínima 60 (sessenta) horas-aula; (Lei Complementar nº 279 de 11 de setembro de 2007; Decreto
nº 795 de 05 de outubro de 2007, Instrução Normativa Nº 001/2010)

Art. 10 - Cursos e Estágios de Especialização e Extensão de Oficiais e de Praças, visar


o preparo para o exercício de funções e atividades que exijam conhecimentos especializados ou
complementação de conhecimentos e técnicas já adquiridos, os quais serão tratados conforme
diretrizes expedidas pela Diretoria de Ensino Instrução e Pesquisa da PMMT.

Art. 11 – Cursos civis são os cursos administrados pelo CFAP/PMMT, através de


convênios firmados por escalões superiores, com instituições civis, para formar e capacitar
profissionais que prestam serviço de segurança pública, nas dependências do CFAP ou fora dela.
11

CAPÍTULO II
ASPECTOS ESCOLARES

TITULO I
DO REGIME ESCOLAR

Seção I - Do Externato ou Internato

Art. 12 - O regime será de externato, podendo ser mudado para internado por
conveniência ou necessidade da administração, pelo Comandante Geral, Diretor da DEIP ou
Comandante do CFAP, desde que asseguradas às condições de alojamento e alimentação.

§ 1º - Quando em regime de internato, haverá a revista do recolher, onde todos os


alunos entrarão em forma às 21h00min, para conferência;

§ 2º – No regime de internato os alunos, durante a revista do recolher, usarão o


uniforme de Educação Física, devendo entrar em forma na área cívica da Escola, no mesmo local
onde é realizada a parada diária.

§ 3º - O regime dos trabalhos terá a duração fixada no Plano de Curso. As atividades


escolares serão diárias podendo haver atividades práticas escolares aos sábados, domingos e
feriados, de acordo com a conveniência do ensino.

Parágrafo único - A critério do Comando do CFAP, e sem prejuízo para o ensino, os


serviços internos, poderão ser executados pelos alunos dos diversos cursos, como ensinamento
prático e outras atividades atinentes ensino.

Art. 13 - A carga horária de cursos, capacitações ou estágio realizados no CFAP será


regulada pelos respectivos currículos, que deverá estar previsto nos respectivos planos de cursos.
Art. 14 - A duração do tempo de aula será de 50 minutos e a programação das aulas
será regulada pelo QTS dos respectivos Cursos, capacitações ou Estágios.

Art. 15 - Os cursos, capacitações ou estágios realizados no CFAP funcionarão em


regime de tempo integral, excepcionalmente quando a situação exigir será reduzido para meio
expediente.

Seção II - Dos Documentos Básicos e Didáticos

Art. 16 - São documentos imprescindíveis ao desenvolvimento do ensino na PMMT:

I - Currículos;
II - Lei de Ensino;
12

III - Plano de disciplinas ou Ementas;


IV - Plano de Curso;
V - Projeto Pedagógico de Cursos;
VI - Regimentos Internos do CFAP
VII - Regulamento da Diretoria de Ensino Instrução e Pesquisa;
VIII - Relatório Anual de Ensino;
IX - Relatório Mensal de Ensino;
X – Manual do Aluno.

Seção III - Da Orientação Geral do Ensino

Art. 17 - O ensino terá essencialmente em vista tornar o aluno melhor capacitado para:

I - Desenvolver seu método de raciocínio e flexibilidade a fim de possibilitar a solução


de problemas complexos;
II - Consolidar e aprimorar a sua consciência democrática;
III - Cultivar elevados padrões morais, o espírito Policial Militar, a mentalidade de
respeito às leis, aos Direitos Humanos, a dedicação ao cumprimento do dever, o senso de
responsabilidade e o interesse pela comunidade;
IV - Desenvolver as qualidades de chefia e liderança e de trabalho em equipe; e
V - Desenvolver a comunicação, a disciplina, o vigor físico e a capacidade de
relacionamento interpessoal e com grupos sociais.

Seção IV - Dos Objetivos das Disciplinas

Art. 18 - Os objetivos das disciplinas determinarão a contribuição particular de cada


aluno para a consecução dos objetivos dos cursos que serão ministrados, sendo a organização das
unidades didáticas orientadas para esse fim.

Parágrafo único - Para efeito de ensino e da verificação da aprendizagem, esses


objetivos serão pormenorizados e desdobrados de acordo com a organização dos assuntos
previstos nos planos de matérias e/ou malha curricular.
13

Seção V - Das Atividades de Classes

Art. 19 - Consideram-se atividades de classes as seções de instrução realizadas pelos


professores, instrutores, monitores e alunos, em sala de aula ou fora dela, tendo em vista o
cumprimento dos programas e a avaliação da aprendizagem.

Art. 20 - Com o objetivo de propiciar o desenvolvimento do aluno, o CFAP incentivará


a prática das atividades extraclasse, conforme as necessidades do ensino e da instrução.

Parágrafo único- Dentre essas atividades dar-se-á destaque especial às desportivas,


visitas e viagens de estudo.

Seção VI - Do Planejamento do Ensino

Art. 21 - No desenvolvimento do ensino será obedecido o prescrito na legislação de


ensino em vigor no CFAP.

§ 1º - Todas as atividades escolares a se realizarem no CFAP durante o calendário


escolar, visando aos objetivos de cada curso e as finalidades do órgão, deverão ser previamente
planejadas.

§ 2º - Além dos dispositivos constantes nas diretrizes de ensino, o planejamento escolar


no CFAP, estará condicionado às instruções que vierem a serem baixadas pelo Diretor de Ensino
ou Comandante Geral.

TITULO II
DAS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES

Art. 22 – As funções é a atribuição ou o conjunto de atribuições que é conferida a cada


categoria profissional, sendo estas, coletiva ou individual, conferida a determinados servidores
para a execução de serviços permanentes ou temporários.

§1º - São atribuições coletivas, as destinadas ao Conselho Superior do CFAP;

§2º - São as principais atribuições Individuais relacionadas ou ensino no CFAP;

I – Comandante da UEPM;
II – Subcomandante;
III - Chefe da Divisão de Ensino;
IV - Chefe da Seção Administrativa;
14

V - Comandante do Corpo de alunos;


VI – Comandante de Companhia;
VII - Oficial ou Fiscal de Dia;
VIII - Adjunto do Oficial de Dia ou Fiscal de Dia;
IX - Comandante de Pelotão;
X - Comandante da Guarda;
XI - Sentinela,
XII - Chefe de Turma (Xerife) e Subchefe;
XIII - Aluno de Dia.

§1º - São atribuições coletivas, as destinadas ao Conselho Superior do CFAP;

§2º - São as principais atribuições Individuais relacionadas ou ensino no CFAP;

I – Comandante da UEPM;
II – Subcomandante;
III - Chefe da Divisão de Ensino;
IV - Chefe da Seção Administrativa;
V - Comandante do Corpo de alunos;
VI – Comandante de Companhia;
VII - Oficial ou Fiscal de Dia;
VIII - Adjunto do Oficial de Dia ou Fiscal de Dia;
IX - Comandante de Pelotão;
X - Comandante da Guarda;
XI - Sentinela,
XII - Chefe de Turma (Xerife) e Subchefe;
XIII - Aluno de Dia.

Seção I - Do Conselho Superior do CFAP

Art. 23 - O Conselho Superior do CFAP é o órgão colegiado consultivo para as


decisões do Comandante do CFAP, sobre os assuntos de gestão estratégica para o planejamento
e elaboração de todos os elementos necessários e indispensáveis para a solução dos problemas
pertinentes ao desenvolvimento do ensino; destacam-se as principais competências e atribuições:

I - Examinar a política nacional e estadual de ensino aplicado à segurança pública, em


particular na parcela constitucional que compete à Polícia Militar e apresentar soluções para o
aperfeiçoamento do sistema;
II - Sugerir propostas que alterem as normas internas de ensino da UEPM;
III – Acompanhar e avaliar os cursos ministrados pela UEPM, e sugerir mudanças nos
planejamentos para os Cursos futuros.
IV - Analisar matérias de relevância, relativas ao ensino no CFAP;
V - Apreciar outros assuntos do interesse da UEPM colocados em pauta pelo
Comandante do CFAP.
15

§ 1º - O Conselho Superior do CFAP, deverá ser formados pelos oficiais cujas


atribuições, dos incisos I ao VI do § 2º art. 22 deste manual.

§ 2º - As normas especificas acerca do Conselho Superior do CFAP será estabelecida


conforme Regimento próprio elaborado pelo Comandante da UEPM.

Seção II - Do Comandante da UEPM

Art. 24 - O cargo de Comandante do CFAP será exercido por um Tenente Coronel PM


do Quadro de Oficiais da Polícia Militar - QOPM, podendo ser também ocupado em caráter
interino por um Maj PM.

§ 1º - Sempre que possível, o Comandante do CFAP deverá possuir o curso de Técnica


de Ensino ou equivalente.

§ 2º - Compete ao Comandante do CFAP as atribuições previstas no Regulamento


Interno de Serviços Gerais - RISG do Exército Brasileiro, Regulamento de Administração e
outros regulamentos e normas em vigor na corporação, nos termos do art. 47 do Decreto-lei No
88.777, de 30 de Setembro de 1983, entre elas:

§ 3º – Orientar e fiscalizar todas as atribuições previstas no §2º art. 22 deste Manual.

Seção III - Do Subcomandante

Art. 25 – A função de Scmt do CFAP será exercido por um Major PM, podendo ser
também ocupado em caráter interino por um Capitão PM, ambos possuidores, do Curso de
Técnica de Ensino ou equivalente.

Art. 26 - Ao Scmt CFAP cabem às atribuições inerentes a organizações policiais


militares, competindo-lhe ainda o que prescrevem o Regulamento Interno dos Serviços Gerais
(RISG) e outros regulamentos e normas em vigor na corporação.

Inciso único – Orientar e fiscalizar prioritariamente as atribuições do inciso II – VII,


previstas no §2º art. 22 deste manual.
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Seção IV - Do Chefe da Divisão de Ensino

Art. 27 - A função de Chdive será exercida por um Major PM, com o curso de Técnica
de Ensino ou equivalente, podendo ser substituído, em seus impedimentos, pelo oficial mais
antigo da Divisão.

Parágrafo único - As atribuições do Chefe da Divisão de Ensino são as seguintes:

I - Assistir ao Comandante da UEPM nas atividades de planejamento, programação,


coordenação, execução, controle de desempenho e avaliação do ensino e da aprendizagem;
II - Dirigir, coordenar, e controlar os trabalhos das seções que compõem a Divisão de
Ensino, zelando pela unidade de doutrina;
III - Programar reuniões pedagógicas, das quais participem os docentes que atuam no
CFAP a fim de que se façam os ajustes necessários ao processo ensino-aprendizagem;
VI - Planejar e dirigir os estágios de atualização pedagógica destinados a fornecer aos
docentes que atuarem ao CFAP, as diretrizes, do processo ensino-aprendizagem;
V - Dar parecer aos documentos emanados do escalão superior, relacionados com o
ensino e a aprendizagem.
VI - Controlar o cumprimento do plano geral de ensino, dos currículos e dos planos
didáticos.
VII - Controlar e fiscalizar as instruções e treinamentos dos cursos prescrito neste
manual, coordenando a confecção dos respectivos relatórios;
VIII - Coordenar a confecção dos relatórios de cursos e do relatório anual de ensino;
IX - Comunicar ao escalão superior os assuntos pertinentes à Divisão de Ensino.

Seção V - Do Chefe da Divisão Administrativa

Art. 28 – A função de Chefe da Divisão Administrativa do CFAP será exercida


preferencialmente por um Major PM, cabendo-lhe cumprir as atribuições previstas no RISG e
outros regulamentos em vigor na corporação para o fiscal administrativo.

Seção VI - Do Comandante do Corpo de Alunos

Art. 29 - A função de Comandante do Corpo de Alunos será exercido preferencialmente


por um Major, podendo ser exercido por Cap PM, e em caráter interino, por um 1º Ten PM,
cabendo-lhe as atribuições previstas ao RISG e em outros regulamentos e normas em vigor na
corporação, a saber:

I - Instruir, orientar e disciplinar os alunos dos diversos cursos, buscando o


aprimoramento necessário a sua formação e aperfeiçoamento;
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II - Expedir ordens, instruções e normas sobre a execução dos serviços afetos ao Corpo
de Alunos de acordo com a autoridade que lhe compete e a que lhe for delegada pelo
Comandante do CFAP;
III - Inspecionar e controlar os registros nos livros de alterações e expedir guias de
liberações;
IV - Apoiar o Subcomando e o Chefe da Divisão de Ensino na avaliação do rendimento
do ensino e da aprendizagem, através de observações diretas e indiretas dos professores,
instrutores, monitores e instruendos, com a colaboração dos Comandantes de Pelotões e de Cia;
V - Promover reuniões periódicas com os Comandantes de Cia, pelotões, e Comissão de
Formatura, visando impedir o surgimento ou continuísmo de falhas;
VI - Acompanhar todas as comissões que tenham como objeto assuntos de interesse do
Comando do CFAP.

Parágrafo Único – Orientar e fiscalizar prioritariamente as atribuições do inciso VI e


IX, §2º art. 22 deste manual.

Seção VII - Do Comandante de Companhia

Art. 30 - A função de Comandante da Companhia de Alunos será exercido, por um Cap


PM ou 01 (um) 1º Ten PM.

Art. 31 - Ao Comandante de Cia de Alunos, além das atribuições que lhe forem
aplicáveis, previstas no RISG e demais regulamento cabe:

I - Desempenhar as atividades pertinentes à orientação, disciplina e formação moral e


militar dos alunos que integram a respectiva Cia;
II - Estar em condições de fornecer qualquer tipo de informação ao Comandante do
Corpo de Alunos, sobre fatos ligados aos integrantes de sua Cia;
III - Ministrar as instruções que lhe forem determinadas pela Divisão de Ensino.
IV - Procurar inteirar-se das instruções, ordens e normas expedidas pela Divisão de
Ensino e pelo Comando da UEPM;
V - Realizar a parada diária no âmbito da Cia e passar em revista aos seus comandados,
em todas as ocasiões em que se fizer necessário.

Parágrafo único – Orientar e fiscalizar prioritariamente as atribuições do inciso IX §2º


art. 22 deste manual.
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Seção VIII - Do Oficial ou Fiscal de Dia

Art. 32 - O Of. Dia é, fora do expediente, o representante do Cmt da UEPM e tem como
principais atribuições, além das previstas em outros regulamentos, as seguintes:

I - Assegurar, durante o seu serviço, o exato cumprimento de ordens da unidade e das


disposições regulamentares relativas ao serviço diário;
II - Estar inteiramente familiarizado com os planos de segurança do aquartelamento, de
combate a incêndio, de chamada e os sinais de alarme correspondentes, para fins de execução ou
treinamento;
III - Receber o Cmt da Unidade, à sua chegada ao início do expediente, e apresentar-se
quando este entrar no quartel após o toque de ordem, e também ao Subcmt, assim que este
chegue, só podendo retardar essas apresentações em consequência de trabalho urgente, no qual
seja indispensável a sua presença, sendo que, neste caso, apresentar-se-á imediatamente após
cessar o impedimento, declarando-lhes os motivos do retardo;
IV - Verificar, ao assumir o serviço, em companhia de seu antecessor, ou quando estiver
ministrando instrução, se todas as dependências do quartel estão em ordem e assegurar-se da
presença de todos os presos e detidos nos lugares onde devam permanecer e, após estas
providências, ambos apresentar-se-ão ao Subcmt de Unidade;
V - Participar ao Subcmt de Unidade todas as ocorrências extraordinárias, havidas
depois do seu último encontro com essa autoridade, mencionando-as, ainda, na parte diária e, se
antes de fazê-lo ao Subcmt Unidade encontrar o Cmt Unidade, prestar-lhe-á as mesmas
informações, sem que isso o dispense de fazê-lo ao Subcmt;
VI - Providenciar para que sejam executados, a tempo, os toques regulamentares, de
modo que todas as formaturas ou demais atos que exijam toques, se realizem no momento
oportuno;
VII - Receber qualquer autoridade civil ou militar de categoria igual ou superior à do
Cmt de Unidade e acompanhá-la à presença deste ou do oficial de maior posto que se achar no
quartel;
VIII - Estar ciente da entrada, permanência e saída de quaisquer pessoas estranhas à
unidade;
IX - providenciar alojamento e alimentação das praças apresentadas à unidade, depois
de encerrado o expediente e fazê-las encostar ao local de repouso designada para tal;
X - Inspecionar, frequentemente, as dependências do quartel, verificando se estão sendo
regularmente cumpridas as ordens em vigor e tomando as providências que não exijam a
intervenção de autoridade superior;
XI - Dar conhecimento imediato ao Subcmt, ou ao Cmt quando não possa fazê-lo ao
primeiro, de todas as ocorrências que exigirem pronta intervenção do comando;
XII - Fazer recolher aos lugares competentes os detidos e presos e pô-los em liberdade,
quando para isso esteja autorizado;
XIII - Não consentir que praças conservem em seu poder objetos proibidos e outros
com que possam danificar as prisões;
XIV- conservar em seu poder, durante a noite e a partir das 21 horas, as chaves de todas
as entradas do quartel, exceto a do portão principal, que ficará com o Cmt Gd;
XV - Passar, ou fazer passar pelo Adj, quando não possa fazê-lo pessoalmente, as
revistas regulamentares, limitando-se a receber, do Of de dia, a relação das faltas, quando este
desejar passar a revista à sua tropa, tudo fazendo constar da parte diária;
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XVI - Determinar as Subunidade, na ausência dos respectivos Cmt ou de autoridade


superior da unidade, em casos extraordinários, a apresentação de praças para o serviço urgente
não previsto nas ordens do comando;
XVII - Providenciar, nas mesmas condições do inciso XIX deste artigo, as substituições
de praças que não compareçam ao serviço, adoeçam ou se ausentem;
XVIII - Atender com presteza, na ausência do Cmt da UEPM ou do Subcmt, às
determinações de autoridade que tenha ação de comando sobre a unidade, empregando todos os
meios para dar conhecimento de tais determinações àquelas autoridades, no mais curto prazo
possível, e estas ordens serão sempre objeto de autenticação;
XIX - Impedir, salvo motivo de instrução ou serviço, a saída de qualquer fração de tropa
armada sem autorização prévia do comando da unidade, a menos que, por circunstâncias
especiais, uma autoridade nas condições previstas no inciso XXI deste artigo o determine
diretamente, procedendo, então, como está regulado naquele inciso;
XX - Impedir a saída de viaturas ou outro material sem ordem de autoridade
competente, salvo nos casos de instrução ou serviço, fazendo constar da parte diária as saídas
extraordinárias, assim como o regresso, mencionando as horas;
XXI - Rubricar todos os documentos regulamentares relativos ao seu serviço;
XXII - Fazer registrar pelo Adj. de Dia e assinar, no respectivo livro de partes, todas as
ocorrências havidas no serviço, inclusive saída ou entrada de tropa por motivo que não seja de
instrução ou de serviço normal;
XXIII - Assistir a todas as refeições dos cabos e soldados e alunos, ficando responsável
pela disciplina no refeitório;
XXIV - Impedir a abertura de qualquer dependência fora das horas de expediente, sem
ser pelo respectivo chefe ou mediante ordem escrita deste, com declaração do motivo;
XXV - Transmitir ao Adj. de Dia do quartel as ordens e instruções particulares do Cmt
do CFAP, relativas ao serviço, acrescidas das instruções pormenorizadas que julgue oportunas, e
fiscalizar, frequentemente, a execução do serviço, verificando se estão sendo observadas as
disposições regulamentares e cumpridas as ordens e instruções dadas;
XXVI - Fiscalizar para que, logo após o término do expediente, todas as chaves das
dependências do quartel (gabinetes, reservas, depósitos etc) estejam no claviculário da unidade,
exigindo, em seguida, que a chave deste fique em poder do Adj de Dia;
XXVII - Só permitir a entrada de civil no quartel depois de inteirado de sua identidade,
motivo de sua presença e do conhecimento da pessoa com quem deseja entender-se, mesmo
assim, devidamente acompanhado, quando julgar essa medida necessária;
XXVIII - Fiscalizar a limpeza das dependências do quartel a cargo do Cmt da Gda e do
Adj de Dia.
XXIX – Receber do Adj de Dia, as alterações dos Alunos em cursos de formação e
aperfeiçoamento no CFAP e encaminhá-las as autoridades militares competentes para solucioná-
las.

§ 1º- Quando não se acharem presentes os oficiais responsáveis por qualquer repartição
ou dependência da unidade, o Of. de Dia, como representante do Cmt de UEPM, tem autoridade
para intervir nesse local, sempre que se tornar necessária a repressão de irregularidades que
afetem a ordem, a higiene e a disciplina; se, porém, achar-se presente o responsável direto ou o
oficial seu substituto eventual, a intervenção do Of. de Dia somente efetivar-se-á quando
solicitada.

§ 2º - Quando nas funções de Fiscal de Dia, o oficial poderá pernoitar em sua


Residência, com determinação do Cmt do CFAP.
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§ 3º – Orientar e fiscalizar prioritariamente as atribuições do inciso VII e X, §2º art. 22


deste manual.

Seção IX - Do Adjunto do Oficial de Dia ou Fiscal de Dia

Art. 33 - O Serviço de Adjunto do Oficial de Dia será executado pelos Sargentos


pertencentes ao CFAP, principalmente pelos 1º e 2º, bem como pelos Sargentos Alunos durante a
realização do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos - CAS e em tempo de 12 (doze) horas,
determinadas pelo Comando do CFAP, obedecendo-se a escala diária, tanto em dias úteis como
em finais de semanas e feriados.

§ 1° - Ao serviço de Adjunto do Oficial de Dia estão afetas as seguintes


responsabilidades:

I - Apresentar-se ao Of. Dia após receber o serviço, informando-lhe todas as alterações


ocorridas no serviço anterior, assim como das missões pendentes dos serviços a serem
executadas em caráter de urgência, executar e fazer executar todas as suas determinações;
II - Transmitir as ordens que dele receber e inteirá-lo da execução;
III - Secundá-lo, por iniciativa própria, na fiscalização da execução das ordens em vigor
relativas ao serviço;
IV - Responder, perante o Of. de Dia, pela perfeita execução da limpeza do quartel a
cargo do Cmt Gda;
V - Participar ao Of. de Dia todas as ocorrências que verificar e as providências que a
respeito tenha tomado;
VI - Acompanhar o Of. de Dia nas suas visitas às dependências do quartel, salvo quando
dispensado por ele ou na execução de outro serviço;
VII - Passar revista a tropa formada, quando determinado pelo Of. de Dia;
VIII - Organizar e escriturar os papéis relativos ao serviço, de modo que, uma hora
depois da Parada, no máximo, estejam concluídos e à disposição do Subcmt do CFAP;
IX - Dividir os quartos de ronda noturna entre si e Cmt Gda;
X - Fiscalizar os serviços, na ausência dos respectivos Cmt de pelotão e seções ou de
seus substitutos eventuais;
XI - Receber, do Cmt Gda, todas as praças da unidade que devam ser recolhidas, detidas
ou presas e apresentá-las ao Of. de Dia, para o conveniente destino;
XII - Providenciar para que as chaves de todas as dependências do quartel (gabinetes,
reservas, seções, depósitos etc) estejam colocadas no claviculário da unidade, logo após o toque
de ordem, informando pessoalmente ao Of. de Dia qualquer falta e entregando-lhe a respectiva
chave;
XIII - Responder pelo Of. de Dia em seus impedimentos eventuais.
XIV – Comunicar o responsável pelo Almoxarifado para que acompanhe o recebimento
de qualquer material que entre no quartel, durante o horário de expediente na UEPM, bem como
determinar que tudo seja lançado na parte diária do serviço, dando ciência ao Of. de Dia.
XV - Assistir ao recebimento de todo o material que entre no quartel fora das horas de
expediente;
XVI – Fiscalizar juntamente com o Of. de Dia ou no impedimento deste, o recebimento
da alimentação a ser fornecida aos policiais militares de serviço e expediente, e para os Alunos,
21

dando ciência por escrito ao Of. de Dia sobre qualquer alteração constatada com a alimentação,
lançando a alteração na parte diária do serviço;
XVII – Conduzir ou fiscalizar a condução dos Alunos em Formação e/ou
Aperfeiçoamento para o rancho, no horário determinado, para efetuarem a refeição;
XVIII – Coordenar a montagem e execução do bloqueio a ser realizado pelos policiais
militares de serviço na guarda, ou quando determinado pelo Of. de Dia, por Alunos em
Formação e/ou Aperfeiçoamento no CFAP, por ocasião da liberação dos Alunos ao termino das
aulas;
XIX – Diligenciar no sentido de constatar a situação de Alunos que não compareçam as
atividades escolares, informando ao Of. de Dia da situação, lavrando a competente Certidão de
Diligência, lançando as alterações na parte diária do serviço;
XX – Fiscalizar a conservação e limpeza das viaturas do CFAP junto ao motorista de
dia;
XXI – Providenciar junto ao Aprovisionamento a Grade de Arranchamento de todo o
efetivo do CFAP a ser verificada por ocasião da parada diária, colhendo as assinaturas dos
policiais militares que irão efetuar a refeição do quartel;
XXII – Fiscalizar o perfeito preenchimento dos livros de partes diárias afetos ao serviço
do adjunto de dia, orientando ao Cmt Gda o seu preenchimento do livro da guarda, determinando
que ao final do serviço sejam encaminhados, devidamente preenchidos, ao Of. de Dia quando da
passagem do serviço.
XXIII – Verificar junto ao Corpo de Alunos o QTS, bem como fiscalizar quais pelotões
se encontram com falta de instrutor, participando a STE das alterações, a fim de que sejam feitas
as substituições necessárias;
XXIV - Verificar, ao assumir o serviço, se todas as praças detidas e presas encontram-se
nos lugares determinados;
XXV – Apresentar o serviço da Guarda em forma ao Of. Dia por ocasião da passagem
do serviço, a fim de que sejam prestadas as continências regulamentares.

§ 2º – Orientar e fiscalizar as atribuições do inciso IX, X, XI, XII e XIII, do §2º art. 22
deste manual.

§ 3° - Quando o Adj. de Dia responder eventualmente pelo Of. de Dia, participar-lhe-á


as ocorrências havidas durante o seu impedimento, mesmo que já as tenha comunicado à
autoridade superior ou haja providenciado a respeito.

§ 4° - As funções de Adjunto do Oficial Dia, poderá ser cumulativas com as de


Comandantes de Pelotões.

Seção X - Do Comandante de Pelotão

Art. 34 – A função de Cmt de pelotão será exercida preferencialmente por oficiais


subalternos; ou Subtenentes, ou Sargentos do Corpo de Alunos possuidores do Curso de
Formação de Sargentos – CFS, para os CFSd e CFC. Os 1º e 2º Tenentes, 1º e 2º Sargentos
preferencialmente possuidores do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos – CAS, comandarão
os Pelotões de Alunos para os demais Curso de Formação e Aperfeiçoamento, além das
atribuições que lhe forem aplicáveis neste manual, no RISG e demais regulamentos, cabe:
22

I - Acompanhar os integrantes do seu Pelotão, por ocasião do comparecimento a outras


Unidades da Corporação, em objeto de serviço;
II - Percorrer, frequentemente, os alojamentos de seus respectivos Pelotões, verificando
a arrumação, bem como, promovendo revistas no interior dos armários, no sentido de observar
qualquer fato que esteja em desacordo com as Normas Gerais de Ação da Unidade;
III - Ministrar as instruções que lhe forem determinadas pela Divisão de Ensino.
IV – Acompanhar alunos de seu pelotão ao atendimento médico;
V – Fiscalizar a apresentação pessoal dos alunos pertencentes ao seu pelotão

Parágrafo único – Orientar e fiscalizar prioritariamente as atribuições do inciso XII e


XIII, do §2º art. 22 deste manual.

Seção XI - Do Comandante da Guarda

Art. 35 - O Cmt Gda, poderá ser exercido por 3º Sargentos, Alunos Sargentos, ou
Cabos, que é o responsável pela execução de todas as ordens referentes ao serviço da guarda e é
subordinado, para esse efeito, ao Adjunto de dia e Oficial de Dia.

§ 1° - Ao serviço de Cmt Gda compete:

I - Formar a guarda rapidamente ao sinal de alarme dado pelas sentinelas, reconhecer


imediatamente o motivo e agir por iniciativa própria, se for o caso;
II - Responder perante o Of. da Dia, pelo asseio, ordem e disciplina no corpo da guarda;
III - Conferir, ao assumir o serviço, o material distribuído ao corpo da guarda e
constante do quadro nele afixado, dando parte, imediatamente, ao Of. de Dia, das faltas e dos
estragos verificados;
IV - Cumprir e fazer cumprir, por todas as praças da guarda, os deveres
correspondentes;
V - Velar pela fiel execução do serviço, de conformidade com as ordens e instruções em
vigor, dando atenção especial aos procedimentos relativos às normas de segurança, na execução
dessas ordens;
VI - Organizar e controlar o rodízio de descanso dos soldados da guarda;
VII - Verificar, ao assumir o serviço, se todos os detidos e presos encontram-se nos
lugares determinados;
VIII - Examinar, cuidadosamente, as condições de segurança das prisões ou locais
determinados pelo Cmt do CFAP, em especial o tocante aos presos condenados ou sujeitos a
processo no foro militar ou civil;
IX - Dar conhecimento às praças da guarda das ordens e disposições regulamentares
relativas ao serviço e demais atividades escolares, especialmente, das ordens e instruções
particulares a cada posto, relembrando-lhes as normas de segurança;
X - Passar em revista o pessoal da guarda, constantemente;
XI - Só abrir as prisões, durante o dia, mediante ordem do Of. de Dia e, à noite, somente
com a presença deste;
XII - Formar a guarda em torno dos respectivos portões, sempre que tenha de abrir as
prisões;
23

XIII - Exigir dos presos compostura compatível com a finalidade moral da punição, não
lhes permitindo diversões coletivas ou individuais ruidosas;
XIV - Passar em revista, tanto a guarda, como os presos, sem prejuízo de outras que
julgue conveniente;
XV - Verificar, frequentemente, se as sentinelas têm pleno conhecimento das ordens
particulares relativas aos seus postos;
XVI - Fechar os portões do quartel às dezoito horas, deixando aberta, apenas, a
passagem individual do portão principal;
XVII - Conservar em seu poder, durante o dia, as chaves das diferentes entradas do
quartel, entregando-as ao Of. de Dia e/ou ao Adj. de Dia às 21 (vinte e uma) horas, com exceção
das chaves do portão principal;
XVIII - Dar imediato conhecimento, ao Of. de Dia e ao Adj. de Dia, de qualquer
ocorrência extraordinária havida na guarda, mesmo que tenha providenciado a respeito;
XIX - Entregar ao Adj. de Dia, logo depois de substituído no serviço, a Parte da guarda,
nela fazendo constar a relação nominal das praças da guarda, os roteiros das sentinelas e rondas,
as ocorrências havidas durante o serviço e a situação do material do corpo da guarda;
XX - Anexar, à parte da guarda, relação:
a) das praças que entraram no quartel após a revista do recolher, mencionando a hora de
entrada; e
b) das saídas e entradas de viaturas civis ou militares, indicando o horário em que
ocorreram, bem como os respectivos motivos;
XXI - Levar ao conhecimento do Adj. de Dia a presença, no quartel, de qualquer militar
estranho à unidade, bem como a dos oficiais e praças da própria unidade que não residindo, nela
entrarem depois do toque de silêncio ou de encerramento do expediente;
XXII - Estar sempre a par da entrada, permanência e saída de quaisquer pessoas
estranhas à unidade, cientificando o Adj. de Dia e o Of. de Dia a respeito;
XXIII - Só permitir que as praças saiam do quartel nos horários previstos ou quando
munidos de competente autorização, verificando se estão corretamente fardadas;
XXIV - Só permitir que as praças saiam do quartel em trajes civis quando devidamente
autorizadas e bem trajadas;
XXV - Revistar as viaturas estranhas, militares e civis, à entrada e à saída do quartel;
XXVI - Providenciar os materiais necessários para a execução do bloqueio da via a ser
realizado por ocasião da liberação dos alunos ao termino das aulas.
XXVII – Providenciar o adequado preenchimento dos livros de partes diárias do
serviço, entregando-os ao Of. de Dia por ocasião da passagem de serviço.
XXVIII – Formar a guarda para a passagem do serviço apresentando-a ao Adj. de Dia.
XXIX – Verificar ao assumir o serviço às condições das instalações do prédio do CFAP,
participando ao Of. de Dia qualquer alteração constatada.
XXX – Providenciar para que todas as portas das seções administrativas do CFAP
estejam trancadas ao final do expediente, assim como, das salas de aulas.
XXXI – Providenciar junto ao motorista de dia a limpeza das viaturas do CFAP,
participando ao Of. de Dia qualquer alteração constatada.
XXXII – Fiscalizar o deslocamento das viaturas do CFAP, lançando no livro
correspondente o motorista, a quilometragem, o horário de entrada e saída, e o destino.
XXXIII – Providenciar para que sejam anotados em livro correspondente, a entrada e
saída de pessoas, civis e militares, pertencentes ou não ao efetivo do CFAP.
XXXIV – Providenciar para que sejam lançados no livro de partes diárias da Guarda, a
entrada e saída de qualquer material do CFAP, fazendo constar quem o autorizou.
24

XXXV – Fiscalizar para que as sentinelas permaneçam na guarda quando em seu quarto
de hora, e fora dele, na recepção do CFAP, ausentando-se somente com a devida autorização do
Cmt Gda.
XXXVI – Responsabilizar-se pelo material distribuído a Guarda do CFAP, bem como
garantir o bom funcionamento dos rádios HT’s distribuídos ao serviço.

§ 2° - Na passagem de serviço, o Cmt da Gda deverá passar ao Adjunto do Of. de Dia, o


Livro de Partes Diárias do Comandante da Guarda juntamente com os Controles de Entrada e
Saída de viaturas, militares e civis.

§ 3° - Além das atribuições previstos neste Manual, o Cmt da Gda deverá cumprir
também com todas as atribuições previstas no RISG referente ao Comando da Guarda do
Quartel, bem como no Regimento Interno do CFAP, e;

§ 4º – Orientar e fiscalizar as atribuições do inciso IX, XII e XIII, do §2º art. 22 deste
manual, salvo nos caso frente às atribuições XII e XIII referente ao CFS, CAS, capacitações e
estágios em que for graduação inferior.

Seção XII - Da Sentinela

Art. 36 – Os soldados da guarda, ou Alunos dos CFC e CFSd, destinam-se ao serviço


de sentinela, competindo-lhes a observância de todas as ordens relativas ao serviço.

Parágrafo único – Em casos especiais estabelecidos pelo comandante da UEPM, os


alunos Sargentos poderão exercer a função de sentinela da guarda.

Art. 37 - A sentinela é, por todos os títulos, respeitável e inviolável, sendo, por lei,
punido com severidade quem atentar contra a sua autoridade; por isso e pela responsabilidade
que lhe incumbe, o militar investido de tão nobre função portar-se-á com zelo, serenidade e
energia, próprios à autoridade que lhe foi atribuída.

Art. 38 - Incumbe, particularmente, à sentinela:

I - Estar sempre alerta e vigilante, em condições de bem cumprir a sua missão;


II - Não abandonar sua arma e mantê-la sempre pronta para ser empregada, alimentada,
fechada e travada, de acordo com as ordens particulares que tenha recebido;
III - Não conversar nem fumar durante a permanência no posto de sentinela;
IV - Evitar explicações e esclarecimentos a pessoas estranhas ao serviço, chamando,
para isso, o Cmt da Gda ou Cabo da Guarda, sempre que se tornar necessário;
V - Não admitir qualquer pessoa estranha ou em atitude suspeita nas proximidades de
seu posto;
VI - Guardar sigilo sobre as ordens particulares recebidas;
VII - Fazer parar qualquer pessoa, força ou viatura que pretenda entrar no quartel à noite
e chamar o Cmt da Gda ou Cabo da Gda para a necessária identificação;
VIII - Prestar as continências regulamentares;
IX - Encaminhar ao Cmt da Gda os civis que desejarem entrar no quartel;
25

X - Dar sinal de alarme:


a) Toda vez que notar reunião de elementos suspeitos na circunvizinhança do seu posto;
b) Quando qualquer elemento insistir em penetrar no quartel antes de ser identificado;
c) Na tentativa de arrombamento ou invasão do quartel;
d) Na ameaça de desrespeito à sua autoridade e às ordens relativas ao seu posto;
e) Ao verificar qualquer anormalidade de caráter alarmante;
f) Por ordem do Cmt Gda ou do Adjunto do Of. de Dia ou Oficial de dia.

§ 1º - Em situação que exija maior segurança da sentinela para o cabal desempenho de


sua missão, incumbe-lhe, especialmente à noite, e de conformidade com as instruções e ordens
particulares recebidas, além das prescrições normais estabelecidas, as seguintes:

I - Fazer passar ao largo, de seu posto os transeuntes e veículos;


II - Dar sinal de aproximação de qualquer força, logo que a perceba;
III - Fazer parar, a uma distância que permita o reconhecimento, pessoas, viaturas ou
força que pretendam entrar no quartel.

§ 2º - Para o cumprimento das disposições constantes do § 1º deste artigo, a sentinela


adotará os seguintes procedimentos:

I - No caso do inciso I do § 1º, deste artigo:


a) Comandar “Passe ao largo”;
b) Se não for imediatamente obedecido, repetir o comando, dar o sinal de chamada ou
de alarme e preparar-se para agir pela força;
c) Se ainda o segundo comando não for cumprido, intimar pela terceira vez, e tratando-
se de indivíduo isolado, mantê-lo imobilizado a distância, apontando-lhe sua arma carregada, até
que ele seja detido pelos elementos da guarda que tiverem acorrido ao sinal de alarme;
d) Somente atirar no indivíduo isolado se houver manifesta tentativa de agressão;
II - Na situação do inciso III do § 1º deste artigo:
a) Perguntar à distância conveniente “Quem vem lá?”, se a resposta for “amigo”, “de
paz”, “oficial” ou “plantão”, deixá-lo prosseguir se pessoalmente o reconhecer como tal;
b) Em contrário ou na falta de resposta, comandar “Faça alto!” e providenciar para o
reconhecimento pelo Cmt da Gda;

§ 3º - Em situações excepcionais, o Cmt do CFAP, poderá dar ordens mais rigorosas às


sentinelas, particularmente quanto à segurança desses homens; estas ordens serão transmitidas
por escrito ao Of. do Dia.

Art. 39 - A sentinela do portão principal denomina-se “sentinela das armas” e as


demais, “sentinelas cobertas”.

§ 1º - A sentinela das armas manter-se-á, durante o dia, parada no seu posto e,


normalmente, na posição regulamentar de “descansar”, tomando a posição de “sentido” no caso
de interpelação por qualquer pessoa, militar ou civil e, nos demais casos, como previsto no R-2.

§ 2º - Depois de fechado o portão principal, a sentinela das armas posicionar-se-á


movimentando-se para vigiar de forma mais eficaz a parte daquele portão e arredores, fazendo-o
com a arma cruzada.
26

§ 3º - A sentinela coberta manter-se-á com a arma em bandoleira ou cruzada, tomando


a posição de “sentido” no caso de interpelação por qualquer pessoa, civil ou militar, e também
como forma de saudação militar; poderá se deslocar nas imediações de seu posto, se não houver
prejuízo para a segurança.

Art. 40 - O serviço em cada posto de sentinela será dado por três homens ou mais,
durante as doze horas, dividido em quartos, de modo que um mesmo homem não permaneça de
sentinela, mais de duas horas consecutivas.

Art. 41 - Além das atribuições previstas neste Manual, a Sentinela deverá cumprir
também com todas as atribuições previstas no, nas NGA, RI, RISG referente à função de
sentinela do quartel.

§ 1º - Em caso de necessidade, por motivos diversos, particularmente por razões de


segurança, a sentinela será dupla e, neste caso, um dos homens se manterá no posto e o outro
assegurará permanente cobertura ao primeiro e ligação com os demais elementos da guarda.

§ 2º - Os Alunos dos CFSd, somente poderá trabalhar no serviço, na função de


sentinela, somente depois que concluir com êxito as disciplinas que envolver armamentos de
fogo.

Seção XIII - Do Chefe de Turma (Xerife) e Subchefe

Art. 42 – A função de Chefe de Turma ou Xerife deverá ser exercida por um aluno em
relação de seu pelotão em quaisquer dos cursos oferecidos pelo CFAP, que exercera a liderança.
O aluno deverá ser escolhido pelo Comandante de Pelotão, Companhia ou Corpo de Aluno,
semanalmente por ordem de antiguidade, numérica, ou quando a situação exigir para representar
o pelotão.

§ 1º - É de responsabilidade do Chefe de Turma:

I - Apresentar o pelotão aos instrutores, professores ou monitores;


II - Providenciar a manutenção, após a instrução, o quadro, bem como o ambiente da
sala de aula, auditório ou qualquer outra área em que haja atividades escolares, limpos e
arrumados.
III - Providenciar, com antecedência, todo o material didático necessário às atividades
escolares, especialmente as instruções e treinamentos, junto ao Almoxarifado, bem como
responder por qualquer dano no material sob sua responsabilidade;
IV - Após completar 15 (quinze) minutos do início, em que o professor instrutor tenha
faltado dar ciência ao Corpo de Alunos e ao Adj. de Dia, que deverá tomar as medidas
pertinentes, devendo o pelotão permanecer em sala de aula, respeitando o silencio e aguardando
as providencias a serem tomadas pela STE.
V - Manter a ordem, disciplina e higiene da respectiva sala, na ausência do professor,
instrutor ou monitor;
VI - Verificar se o instrutor ou professor assinou o Livro de Controle de Aulas, e se
constou no mesmo as faltas havidas na sua aula;
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VII – Conferir e responsabilizar-se pelo material distribuído sob cautela, bem como dos
materiais constantes do quadro de material pertencente a sua respectiva sala de aula, tudo
devidamente conferido pelo Chefe do Almoxarifado;
VIII – Participar a administração do Corpo de Alunos e ao Adj. de Dia, qualquer
alteração que ocorra com pessoal e material de seu pelotão e sala de aula, respectivamente;
IX – Cumprir rigorosamente as ordens dos superiores hierárquicos.

§ 2º – Destarte que possível, todos os alunos deverão exercer a função de Chefe de


Turma, e o aluno que não desempenhar bem a função, poderá repeti-lo tantas vezes seja julgado
necessário, para o seu aprendizado.

§ 3º – O Chefe de Turma informará ao instrutor, professor ou monitor da disciplina


quando faltarem 05 (cinco) minutos para o término da aula, e comunicará ao Instrutor, Cmt do
respectivo Pelotão, ou Cmt do C.A. ou Chefe da STE quando for ultrapassado o horário previsto
para o encerramento das atividades escolares.

Art. 43 – O Subchefe de Turma será escolhido pelo Cmt de Pelotão, ou delegada a


escolha ao Chefe de Turma, que será responsável em auxiliar nas funções prescritas no artigo
anterior e substituí-lo no seu impedimento.

Seção XIV - Do Aluno de Dia

Art. 44 – O Aluno de Dia, são as atribuições ao Aluno escalado pelo Corpo de Aluno,
para auxiliar diretamente o Cmt da Gda e o Adjunto de dia, nas tarefas diárias da unidade.

§ 1º - É de responsabilidade do Aluno de Dia:

I – Auxiliar o Adj. de dia a por em forma os demais aluno de serviço, bem com na
revista nas paradas diária;
II – Auxiliar o Adj. de dia na distribuição do efetivo de aluno de serviço e fiscalização
dos postos, bem como quando determinado, conduzir os pelotões para o refeitório;
II – Auxiliar o Adj. de dia, na troca dos alunos nos postos de serviço;
III – Informar o Cmt da Guarda e Adj. de Dia qualquer alteração que tomar
conhecimento no serviço ou demais atividades escolares;
IV – Fiscalizar a manutenção da limpeza e higiene dos alojamentos, salas de aulas,
banheiros, rancho, pátio, corredores e estacionamentos e demais áreas interna e externa;
V – Orientar e acompanhar e o acender de todas as luzes da UEPM, ao anoitecer e o
apagar ao amanhecer;
VI – Fiscalizar juntos ao Chefe de Turma as faxinas, o desligamento das luzes,
ventiladores e ar condicionados das salas de aula, após os términos das instruções, no rancho
após as refeições e nas áreas desportivas;
VII – Recolher todos e qualquer material ou equipamento encontrado, por esquecimento
ou extravio na UEPM, que deverá ser guardados ao almoxarifado.
VIII - Fiscalizar e coibir alunos ao entrar ou sair do alojamento em trajes íntimos,
enrolado em toalhas de banho, roupões, ou atentatórios à moral e aos bons costumes;
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IX - Fiscalizar e coibir os alunos que trocarem de roupas nas salas de aulas ou transitar
no alojamento despido;
X – Fiscalizar e orientar os alunos a dormir de pijama ou com traje de educação física
(camiseta e short).
XIII – O aluno de dia deverá observar as instalações de acesso dos alunos, após o fim
do expediente e informar, de pronto, o Adj. de dia, qualquer alteração encontrada.
XIV – Fiscalizar e orientar os alunos a dormir em silêncio sem brincadeiras ou
algazarras.
XV – Tocar a sirene nos horários da parada diária, intervalo das atividades escolares e
alvorada;

§ 2º - Para efeito de hierarquia o Aluno de Dia é o mais precedentes entre os demais


alunos do seu respectivo Curso;

§ 3º - Caso de estar havendo concomitantemente vários cursos de diferentes graus


hierárquicos, a função de o aluno de dia deverá recair sob os alunos do curso de graduação mais
antiga.

§ 4º - Aplicas no que couber desta seção aos alunos de licença cassada, serviço fora de
escala, aos detidos e presos;

§ 5º - Os casos de omissos nesta seção serão regulados por Nota de Instrução;

TÍTULO III
DO CORPO DE ALUNOS – C.A

Seção I - Da Administração

Art. 45 - A Administração do C.A. é responsável pelos encargos relativos à


coordenação e ao controle das atividades relacionadas aos alunos em curso; protocolo e arquivo
das correspondências, escalas de alunos. Terá como chefe um Major ou Cap PM, Comandante do
Corpo de Alunos, como os seguintes auxiliares: 01 (um) Subtenente PM, 01 (um) Cb PM, e 02
(dois) Sd PM para desenvolver as suas atividades:

I - Coordenação dos serviços e ordens;


II - Organização das relações do Contingente e Alunos;
III - Escalas de serviço e estágios para alunos;
IV - Organização de fichário, mapas, relações e outros documentos referentes ao curso;
V – Formular o plano de chamada;
VI - Outros serviços referentes ao Corpo de Alunos.

Art. 46 – Para fins de Atividade Escolar o Corpo de Alunos compreende:

I - Companhias de Alunos;
II - Pelotões de Alunos;
29

III - Comissão de Formatura.

§ 1º - Os comandantes de Companhias e Pelotões representarão seus comandados no


Corpo de Alunos.
§ 2º – A Comissão de Formatura será representada por um Oficial Subalterno, Um
Subtenente ou Sargento, que tem o dever de acompanhar, orientar e fiscalizar os trabalhos.

Art. 47 - O Corpo de Alunos tem como atribuições, além das previstas no RISG:

I - Instruir, orientar e disciplinar os alunos dos diversos cursos, buscando o


aprimoramento necessário a sua formação e aperfeiçoamento.
II - Expedir ordens, instruções e normas sobre a execução dos serviços afetos ao Corpo
de Alunos de acordo com a autoridade que lhe compete e a que lhe for delegada pelo
Comandante do CFAP.
III - Inspecionar e controlar os registros nos livros das instruções realizadas;
IV - Apoiar o Subcomando e o Chefe da Divisão de Ensino na avaliação do rendimento
do ensino e da aprendizagem, através de observações diretas e indiretas dos professores
instrutores, monitores e alunos, com a colaboração dos Comandantes das Cias.
V - Promover reuniões periódicas com os Comandantes das Cias, visando impedir o
surgimento ou continuísmo de falhas.
VI - Representar o escalão superior nas pequenas comissões em que haja
comparecimento de alunos.
VII - Realizar todos os atos prescritos no estatuto das Comissões de Formaturas.

Seção II - Das Companhias de Alunos

Art. 48 - As companhias de alunos serão formadas de acordo com o número de


matriculados nos cursos, sendo eles: Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos - CAS, Curso de
Formação de Sargentos - CFS, Curso de Formação de Cabos - CFC, Curso de Formação de
Soldados - CFSd e Curso de Capacitação e Estágios, que deverá ser comandada
preferencialmente por um Capitão PM, que deverá ser compostas na divisão dos pelotões.

Seção III - Dos Pelotões

Art. 49 – A subdivisão das Turmas de alunos deverá ser formada de acordo o número de
matriculados nos cursos, que formará as Companhias, que deverá ser fracionadas em pelotões,
conforme a capacidade de cada sala aula. Deverá ser comandado por um Oficial Subalterno ou
Sargento, nos termos do art. 34 deste manual, que semanalmente ou quando necessitar indicar
um Chefe de Turma, nos termos do art. 42, para conduzir as atividades do dia, conforme prevista
neste manual.
30

Seção IV - Da Comissão de Formatura

Art. 50 – Nos cursos de Formação de Soldados, Cabos, Sargentos PM e


excepcionalmente nos demais cursos, deverá ser constituída uma Comissão de Formatura com o
devido registro em cartório competente, fins obtenção do CNPJ, objetivando o controle, a
transparência e legalidade na administração dos recursos financeiros da turma de formandos.

§ 1º - A Comissão de Formatura deverá ser composta por integrantes com caráter de


liderança insistentes, e que tenham bom relacionamento interpessoal, o qual seus membros que
deverão ser escolhidos democraticamente por votação interna por cada pelotão. Ela representará
o que a turma deseja, exercendo assim suas funções em nome de todos os formandos. A
comissão é uma organização estruturada em presidente, vice-presidente, secretário, tesoureiro, e
demais membros para representar nos eventos.

I - O presidente é o administrador geral da formatura. É ele quem toma as decisões de


maior importância para a resolução de problemas, sendo o responsável pelo fechamento do
acordo ou não. Ele pesquisa valores, contata fornecedores e comunica as decisões aos
formandos, coordenando a comissão em suas ações universidade.
II - O vice-presidente atua na ausência do presidente, exercendo suas funções quando
necessário.
III - O secretário é responsável pela parte organizacional da formatura e geralmente são
dois. Eles efetuam os pagamentos, cobram mensalidades, demonstram os gastos e ganhos,
definindo valores. Eles registram as decisões tomadas em reuniões em ata, para que sempre haja
prova das decisões.
IV - O tesoureiro é um cargo bastante importante, pois é ele quem atua nas áreas
financeiras dos eventos. E todos os integrantes da comissão cuidarão das festas, eventos, rifas e
outras formas de arrecadar dinheiro para financiar a formatura.
V - A Comissão de Formatura deverá ser regida por um documento chamado estatuto,
que constarão as regras gerais de regulamentação pela qual a comissão deve se guiar. Ele explica
os aspectos da comissão e pode ser editado para se adaptar às necessidades especiais de cada
formatura, de forma específica.
VI – Todos os pelotões deverá ter no mínimo um representante, fins de defender os
interesses dos pelotões e de todo o curso.
VII – Todos os atos da comissão deverão ser realizados em assembléias, com a
participação da maioria dos membros, os quais deverão ser registrados em atas que deverá ser
assinada por todos os membros presentes.
VIII – Qualquer desvio de conduta, o membro da comissão, deverá ser suspendido
imediatamente da função e substituído por outro aluno, que deverá ser eleito pelo pelotão, e atuar
na comissão enquanto durar as investigações e, sendo o suspeito considerado culpado, deverá
substituído definitivamente por quem o substituiu.

Parágrafo único – Os trabalhos da comissão deverão ser orientados e fiscalizados, por


um oficial subalterno, por um sargento ou subtenente, que deverá acompanhará todos os atos,
orientar e fiscalizar as ações, bem como manter informado através relatório o escalão superior do
andamento das atividades da comissão.
31

Seção V - Dos Livros de Registro na UEPM

Art. 51 – Os livros de registro são documentos de fundamental importância, para


conhecimentos de fatos, destinados a tipificar as alterações nesta UEPM, a Saber:

I – Livro de Alterações de Alunos;


II – Livro do Adjunto de Dia;
III – Livro da Guarda.
IV – Livro Ata.

Parágrafo único - Esses documentos poderão ser utilizados como provas em processos
judiciais e administrativos quando solicitados, por autorização expressa do Cmt da UEPM, bem
como servirão para avaliar o conceito funcional dos alunos.

Art. 52 – O Livro de Alterações de Aluno deverá ser confeccionado pelos comandantes


de pelotões, com orientação e fiscalização da administração do Corpo de Alunos, que deverá
conter;

Parágrafo único - Capa, termo de abertura, foto do aluno e espaço reservado ao


registro das alterações escolares, licença cassada, partes de serviço fora de escala e demais
transgressões escolares graves e procedimentos administrativos referentes ao RDPM, punições,
bem como elogios e demais situações relevantes dos alunos.

Art. 53 – O livro do Adjunto de Dia, deverá ser confeccionado, durante os serviços


constando todas as alterações das atividades da escola, principalmente as envolvendo alunos, que
deverá ser feito conforme orientação e fiscalização da administração do Corpo de Alunos.

Art. 54 – O livro da Guarda, confeccionado pelo Cmt da guarda, destinado aos registros
das alterações da guarda, devera ser orientado e fiscalizado pela DIVA, bem como os demais
livros de registro acondicionado ao Corpo da Guarda.

Art. 55 – O Livro Ata é o documento destinado aos registros de todas as deliberações


do Conselho Superior do CFAP, Comissão de Formatura, Comissão de ensino, bem como
demais reuniões do Corpo de Alunos e Seções Administrativas.

§ 1º - Os livros Atas são de responsabilidades:

I – Da DIVA, nas reuniões do Conselho Superior do CFAP;


II – Da DIVE, nas reuniões das Comissões de Ensino;
III – Da Administração do C.A; da Comissão de Formatura e das demais Seções
Administrativas, nas reuniões de seus interesses.

Art. 56 – Após os Cursos, os livros de registros deverão ser arquivados e conservados


em local seguro nesta UEPM, por um período de 05 anos;

Art. 57 – Os casos omissos nesta seção deverão ser normatizados por Nota de
Instrução.
32

TÍTULO III
DAS ATIVIDADES ESCOLARES

Art. 58 – Atividades Escolares – são todos atos e ações destinados a proporcionar aos
alunos a produção do conhecimento através de valores: moral, intelectual, tecnico-profissional,
nos termos dos incisos I, II e III do art. 1º, bem como cultivar a autodisciplina militar. Para efeito
deste manual, são classificados como Atividades Escolares, a saber, em ordem de precedência:

I – Instruções;
II – Treinamentos;
III – Estágios Supervisionados;
IV – Palestras;
V – Formaturas Semanais;
V – Solenidades Militares;
VI - Desporto e Lazer;
VII – Serviços Internos;
VIII – Licença Cassada.

Parágrafo único - Os alunos deverão apresentar no quartel preparado para pernoitar,


trazendo consigo diariamente todos os materiais, uniformes e equipamentos individuais,
necessários para qualquer das atividades escolares acima descritas.

Seção I - Da Instrução e Horários

Art. 59 - A instrução, é objeto principal do CFAP, desenvolve-se nas fases mais


importantes da jornada, não devendo ser prejudicada pelas demais atividades, salvo o serviço de
justiça e as atividades decorrentes das situações anormais e extraordinárias.

§ 1º - Deverá a instrução ser ministrada de conformidade com os programas e quadros


de Trabalho Semanal - QTS preestabelecidos pela Divisão de Ensino e Seção Técnica de Ensino
- STE do CFAP/DEIP.

§ 2º - A frequência nas instruções é obrigatória, considerada Atividade Escolar, não


podendo o professor, instrutor ou monitor dispensar o aluno desses esforços.

Art. 60 – Os instrutores militares, oficiais subalternos, praças especiais e demais praças,


terão as prerrogativas de capitão, quando no exercício de suas atividades acadêmicas no
ambiente escolar, exclusivamente para assuntos de suas especializações de ensino.

Art. 61 – Os professores civis terão os mesmos direitos a honras militares como se


superiores hierarquicamente fossem.
33

Art. 62 - Os horários das Instruções nos cursos, deverão ser realizados nos períodos
semanais de segunda às sextas-feiras, com inícios das aulas às 07h30min às 12h00min
considerando o período matutino; das 13h30min às 17h50min período vespertino, podendo esses
horários ser readequados por determinação do Cmt do CFAP.

Parágrafo único – excepcionalmente deverá haver instruções no período noturno, das


19h00h às 22h00min, e aos Sábados das 07h30 às 11h00min, podendo haver outras atividades
escolares nesses horários, devendo ser reguladas por Nota de Instrução.

Seção II – Do Treinamento

Art. 63 – Os treinamentos são os ensinamento repetitivo, através do emprego de


técnicas e táticas militares, fins de produzir aprendizagem necessários para atuação policial
militar, compreende:

§ 1º - Aprendizagem de manutenção que é aquela que vai privilegiar o conhecido, o


previsível, entre outros problemas que farão parte dessa aprendizagem. Ela é indispensável ao
funcionamento e à estabilidade de todas as ações em sociedades. Porém, para situações novas e
inesperadas.

§ 2º - A aprendizagem a inovadora que é lidar com assuntos emergentes que podem ser
únicos, de modo que não há oportunidade para aprender com ensaios e erros; assuntos para os
quais não são conhecidas soluções; e assuntos cuja própria formulação pode ser uma questão de
controvérsia e dúvida.

Seção III - Do Estágio Supervisionado

Art. 64 - Os alunos em curso poderão ser empregados em Estágios supervisionados,


conforme art. 9º e 10, que compreende o serviço operacional nos Batalhões da PMMT, no Estado
de MT ou fora, a título de instrução, objetivando o exercício prático das técnicas e
conhecimentos teóricos aprendidos nas disciplinas curriculares, independente da carga horária
prevista no currículo do curso, devendo o estágio ser regulados por nota de Instrução.

§ 1º - Na prática dos estágios, os batalhões deverão apresentar um plano detalhado de


emprego do efetivo, num tempo hábil antes dos inícios dos eventos, para que CFAP possa
regular as atividades por nota de Instrução;

§ 2º - Deverão participar do planejamento e fiscalização, de todos os estágios


supervisionados, oficiais do CFAP, para o emprego do efetivo.
34

Seção IV - Das Palestras

Art. 65 - A palestra possui caráter pedagógico e consistirá no desenvolvimento de um


tema pré-estabelecido pela Unidade Discente, com o fim de aprimorar os conhecimentos dos
alunos.

§ 1º - As palestras serão estabelecidas pela STE, com temas relevantes para atuação
policial militar de acordo com as necessidades dos Cursos, que deverá constar em QTS.

§ 2º - Os palestrantes deverão ser convidados conforme sua especialidade referente aos


temas propostos.

Seção V - Da Formatura Semanal

Art. 66 - É toda reunião do pessoal em forma, armado ou desarmado e pode ser geral ou
parcial, em situação ordinária ou extraordinária, com a finalidade de ouvir as palavras proferidas
pelo Comandante da Unidade, ocasião em que será cantado o Hino Nacional ou o Hino da
PMMT, bem como cultivar os valores militares, praticar comandos de ordem unida e a aprimorar
a disciplina.

§ 1º - Deverá ser realizada uma vez por semana, preferencialmente às quintas – feiras,
devendo ter início às 07h00min e término, previsto para 09h30min, podendo esses dias e
horários ser revisto pelo comandante da UEPM.

§ 2º – O Adjunto do Oficial de dia receberá a apresentação dos respectivos Pelotões e


apresentará ao Oficial de dia que apresentará ao efetivo ao Subcomandante da Unidade.

§ 3º – Uma vez por mês a formatura semanal, será acompanhada pela Banda de Música
da PMMT ou quando existente a banda do CFAP.

Seção VI - Das Solenidades Militares

Art. 67 – Solenidades Militares – são eventos militares formais e festivos, realizados


em comemorações a determinadas cerimônia pública, data de aniversário, méritos a
personalidades, entrem outras comemorações.

§ 1º - Os Alunos deverão participar das seguintes solenidades:

I – Dia do aniversário da PMMT;


II – Dia do Patrono da Policia Militar;
35

III – Dia do Aniversário do CFAP;


IV – Dia da Bandeira;
VI – Nos eventos em comemorações aos inícios e términos de Cursos.

Parágrafo único – Nos CFSd, deverá ser comemorado o dia do Soldado.

Seção VII - Do Desporto e Lazer

Art. 68 – Deporto é toda a forma de praticar atividade física que, através de


participação ocasional ou organizada, visa equilibrar a saúde ou melhorar a aptidão física e
proporcionar entretenimento aos participantes.

Art. 69 - Lazer é um conjunto de ocupações às quais os alunos podem entregar-se de


livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se, ou ainda, para
desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou
sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais,
familiares e sociais.

Seção VIII – Dos Serviços Internos

Art. 70 - O Serviço Interno, abrange todos os trabalhos necessários ao funcionamento


da UEPM, compreende os serviço permanente e serviços temporários. Assunto a ser tratado
especificamente no Capitulo VII deste manual.

Seção IX - Da Licença Cassada

Art. 71 - A Licença Cassada – L.C é atividade programada extracurricular, que consiste


no afastamento das dispensa concedido aos alunos que descumprirem normas gerais deste
Manual, ou quaisquer outras que caracterizarem-se em transgressões disciplinares escolares,
determinado pelo Comandante do Corpo de Alunos, de Cias e de Pelotão que deverá ser
comunicado ao Comandante da Escola, ao término das atividades escolares.

Art. 72 - Deverá cumprir L.C, todos os alunos que cometer qualquer transgressão
disciplinar contidas no RDPM, ou neste manual consideradas leves nos termos do art. 291, deste
manual, que deverão ser anotadas no Livro e Alterações de Aluno.
36

§ 1º – Deverá cumprir L.C, por descumprimento de ordens e prescrições


regulamentares, que deverá ser anotado a graduação, nome de guerra, pelotão e companhia, além
da data da infração e sua tipificação;

§ 2º – A anotação deverá ser entregue ao comandante de pelotão do respectivo Aluno,


ou na falta daquele, ao Adjunto de Dia do C.A, fins ser mantido o controle dessas anotações e
Cumprimento de LC do Pelotão, o qual será posteriormente encaminhado ao Auxiliar
Administrativo do Corpo de Alunos.

Art. 73 - Durante o cumprimento da Licença Cassada, os alunos deverão participar de


estudo obrigatório, a fim de realizar atividades sobre assunto que já tenha sido estudado em sala
de aula e/ou outras conforme planejamento da unidade de desenvolvimento educacional,
conforme os seguintes termos:

I - O Fiscal de Dia, Adjunto de Dia, ou mais antigo/precedente na Unidade fica


responsável pela fiscalização do cumprimento do L.C; que deve ser cumprida nas dependências
do CFAP após as atividades curriculares.
II - O Adjunto de Dia do CA é responsável pela execução do cumprimento do L.C;
III - O aluno cumprindo Licença Cassada permanecerá no CFAP, e responderá a revista
do recolher, pelo período que durar a cassação da sua licença.
VI - Ao Corpo de Alunos cabe da confecção da escala de cumprimento de L.C que
deverá ser confeccionada pelo Auxiliar Administrativo do C.A.
V - A escala de L.C, a ser elaborada pelo C.A, deverá ser lida aos alunos todos os dias
úteis da semana, constando a lista de alunos com LC nos respectivos dias e períodos conforme o
numero de anotações que possuir acerca de transgressões disciplinares escolares e violações das
prescrições contidas no Manual do Aluno.
VI - Para cada anotação de um fato observado negativamente, o Aluno fica um período
do dia, iniciando do período noturno de sexta-feira até 07h00min de segunda-feira.
VII- O Aluno em cumprimento de L.C não terá direito a realizar a refeição diária no
CFAP, o qual deverá ser dispensado para esse fim, excetuando nos dias de aulas, onde será
prevista em grade de arranchamento própria. E quando dispensado o Aluno terá duas horas, para
realizar a refeição, conforme quadro de horário, a seguir.
VIII - O L.C dos alunos terá os horários previstos conforme descrito abaixo:
a) Período Matutino: início das 08h00min, termino 11h00min.
b) Período Vespertino: início das 14h00min, termino 18h00min.
c) Período Noturno: início das 21h00min, termino 07h00min.
IX - A alvorada durante os dias de semana, nos quais haverá cumprimento de
expediente deverá ser às 05h00min, enquanto nos fins de semana deverá ser dado o toque de
alvorada às 06h00min.
X - Os Alunos em cumprimento de L.C deverão entrar em forma com o Uniforme de
Educação Física, podendo ser determinado colocar o fardamento de Instrução, nos casos em que
a atividade a ser desempenhada assim o exija.
XI - Os Alunos deverão ser colocados em forma 05 (cinco) minutos antes do horário
previsto para o início de cada período de cumprimento do L.C pelo Adjunto de Dia do CA, o
qual deverá conferir se todos os Alunos em L.C se encontram devidamente em forma.
XII - Durante o cumprimento do L.C os alunos deverão cumprir 02 (duas) horas de
estudo dirigido obrigatório a ser coordenado pelo Adjunto de Dia, conforme as dificuldades
apresentadas por cada aluno.
37

XIII – Quando a situação exigir os alunos em cumprimento de L.C deverá ser


empregado em faxina nas instalações do CFAP, nos termo do art. 256, ou em outra atividade
escolar prevista no art. 58. Tudo deste manual
XIV - Poderá ainda, a critério do Adjunto de Dia e/ou do Fiscal de Dia, ser realizada
uma atividade cultural com os Alunos que visem principalmente o desenvolvimento do espírito
de corpo, o aprimoramento técnico profissional, o espírito de disciplina dentre outros.
XV - Poderá ainda os alunos realizar durante o cumprimento do L.C, a critério do
Adjunto de Dia CA e/ou do Fiscal de Dia do CA, atividades extras curriculares atinentes aos
Grêmios Acadêmicos, como missões, reuniões.
XVI - Os alunos que se encontrarem de serviço durante o período de cumprimento do
LC, deverão cumprir o cronograma estabelecido pela escala de serviço sem prejuízo as
instruções..
XVII - O Telecentro deverá ser disponibilizado para atender aos Alunos que
encontrarem de Licença Cassada, o qual deverá ser realizado quarto de horas pelo Adjunto de
Dia, em horas mínimas, fins de atender, os alunos.
XIII - Após o Cumprimento do L.C, deverá o Aluno, quando em serviço assumi-lo, ou
se em instrução, assisti-la.

Art. 74 – O aluno poderá recorrer da punição, o qual deverá num prazo de 48 horas, a
partir do momento em que for cientificado, devendo apresentar suas razões de defesa através de
uma Parte, endereçada ao comandante de pelotão.

§ 1º - O Cmt de pelotão deverá despachar o documento Parte, e encaminhar a


administração do Corpo de Alunos, que deverá nomear uma comissão composta pelos:
Comandante de Pelotão, de Cia e Cmt do Corpo Alunos, que deliberará acerca do mérito da
punição.

§ 2º - Caso a comissão decidir favorável ao aluno disciplinado, deverá elaborar um


parecer determinando a imediata suspensão dos atos disciplinares, tornando nulo todos os
registros nos livro de alteração de aluno, da guarda e do Adjunto do Oficial de Dia, o qual o
aluno deverá ser notificado.

§ 3º - Caso a comissão decidir desfavorável ao aluno, deverá confeccionar um parecer, e


o aluno, ao ser notificado poderá recorrer nos termos do art. 54 do RDPM, encaminhando
recurso ao Cmt do Corpo de Alunos, via cadeia de comando.

§ 4º - O Cmt do C.A juntará todos os documentos acerca do assunto e encaminhar ao


SJD, que deliberara sobre tema.

Art. 75 - Os casos omissos nesta seção serão regulados por Nota de Instrução.
38

CAPITULO III
DOS PROCEDIMENTOS DIÁRIOS

TÍTULO I
GENERALIDADES

Seção I - Da Parada Diária

Art. 76 - A Parada diária é uma formatura destinada à revista do pessoal, e verificar as


alterações para o serviço diário que é contado de Parada à Parada, todos os dias às 07h00min.

§ 1º - Os integrantes da DIVA, bem como o Corpo de Aluno do CFAP deverão ser


posto em forma, para ser procedido a revista de pessoal, e verificadas as alterações do efetivo de
serviço da administração do CFAP e dos Alunos em Cursos.

§ 2º - Os integrantes da DIVE do CFAP deverão ser colocados em forma pelo


Sargenteante da DIVE, ou Adjunto do Oficial de Dia, o qual procederá à revista de pessoal,
apresentando ao Of. de Dia, participando-lhe as alterações constatadas com o efetivo da
administração do CFAP.

§ 3º - Os Pelotões do Corpo de Alunos deverão ser colocados em forma pelos


Comandantes de Pelotões ou Subcmt (s), auxiliados pelos Chefes de Turmas, o qual procederá à
revista de pessoal e apresentar ao Adjunto do Oficial de Dia, que devera apresentar aos
Comandantes de Cia ou Of. de Dia, participando-lhe as alterações constatadas com o efetivo do
Corpo de Alunos.

Art. 77 - O Adj de Dia, que entrar e que sair de serviço deverá por em forma o efetivo
de seu respectivo serviço, a fim de realizar a passagem do serviço, de acordo com o previsto para
a passagem de serviço da Gda no R-CONT, apresentando-se ao toque correspondente da Parada
Diária ao Of. de Dia ou Fiscal de Dia, participando-lhe de todas as alterações e recebendo as
ordens do serviço.

Seção II - Do Hasteamento e Arreamento do Pavilhão Nacional

Art. 78 - O Hasteamento do Pavilhão Nacional, símbolo da Pátria, destinada a


estimular, entre os que se grupam em torno dela, o elevado sentimento de sacrifício no
cumprimento do dever de cidadão e de Policial Militar.

§ 3º - Diariamente o Hasteamento da Bandeira Nacional será de responsabilidade da


Guarnição de serviço, com a participação de alunos em cursos;
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§ 4º - Nos finais de semana e feriados, o hasteamento será feito com a presença de todo
efetivo de serviço a Comando do Oficial de Dia ou Adjunto de Dia.

Art. 79 - A forma, apresentação e demais procedimentos com Bandeira Nacional deverá


ser seguidas, conforme legislação específica; (Lei nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, alterada
pela Lei nº 8. 421 de 11 de maio de 1992)

Art. 80 – O arreamento do pavilhão deverá ocorrer diariamente às 18h00min, e quando


possível com presença de todo Corpo de Aluno. Conforme prescrito na legislação do artigo
anterior.

Seção III - Dos Procedimentos em Sala de Aula, Locais de Instruções e


Seções Administrativas

Art. 81 - Nas salas de aula, os alunos deverão se sentar com a postura correta e manter a
compostura, evitando conversas paralelas ou algazarras que possam desviar a atenção das
atividades desenvolvidas, devendo também ser observado o seguinte:

I – Os alunos só poderão manusear materiais pertinentes à instrução que estiver sendo


ministrada;
II – Ao término de qualquer verificação escolar realizada em sala de aula, os alunos
deverão permanecer nas imediações da área cívica desta Escola;
III – Todos os alunos que não estiverem em atividades, deverão permanecer nas
respectivas salas de aula, respeitando o silêncio.

Art. 82 – É vedada a prática de quaisquer tipos de jogos, utilização de aparelhos eletro-


eletrônicos, revistas, livros, gibis, celulares, notbooks, ipad, aphone não pertinentes à atividade
desenvolvida em sala de aula, ou qualquer outra atividades escolares, salvo quando autorizado
pelo professor, instrutor ou monitor.

Art. 83 - Os alunos não poderão realizar atividades inerentes às aulas de Educação


Física, desporto ou defesa pessoal, na ausência do professor, instrutor ou monitor. No caso da
presença só deste último, haverá atividade somente com a autorização prévia do instrutor e,
aquiescência do Cmt do respectivo Pelotão, Cmt do C.A. ou Chefe da STE.

Art. 84 - Quando houver televisão e DVD em sala de aula, estes equipamentos somente
poderão ser utilizados em atividades escolares, ou quando autorizado, com a ciência prévia do
professor, instrutor ou monitor, Cmt do respectivo Pelotão, Cmt do C.A. ou Chefe da STE.

Art. 85 – Havendo atividades escolares ou não, é vedado à saída dos alunos da sala de
aula, exceto em caso de emergência, mediante autorização do professor, Instrutor, Cmt do
respectivo Pelotão, Cmt do C.A., Chefe da STE, ou Of. de Dia.

Art. 86 – É vedado o acesso de alunos à sala de aula de outras turmas ou pelotões, salvo
com autorização do professor/Instrutor, Cmt do respectivo Pelotão, Cmt do C.A. ou Chefe da
STE.
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Art. 87 – Nenhum aluno em formação ou aperfeiçoamento, deverá sair da sala de aula,


fins de adentrar qualquer seções administrativas sem a autorização superiores, sendo estritamente
vedada a entrada de qualquer aluno ao SJD e a STE, salvo autorizado pelo chefe da seção, e
quando houver pessoal de serviço presentes.

Parágrafo único – Quando autorizados a entrar nas Seções Administrativas, deverão se


apresentar nos termos do art. 248 e seguintes, deste Manual.

Seção IV – Do Deslocamento para o Refeitório e Procedimento no seu Interior

Art. 88 - Para adentrar ao refeitório e realizar as alimentações, deverá ser observada a


antiguidade entre os cursos e o rodízio entre os pelotões do mesmo curso.

§ 1º – O deslocamento para o café da manhã e jantar, será à vontade, nos cursos de


capacitações, e a comando dos Chefes de turmas, nos demais cursos observando os horários
previstos pelo aprovisionamento da Escola.

§ 2º - Para o almoço, os pelotões deverão ser deslocados das suas respectivas salas de
aula, para a área cívica da escola, a comando dos chefes de Turmas, orientados e fiscalizado pelo
Adj de Dia, onde entrarão em forma com seus devidos talheres, e posteriormente conduzidos
para o refeitório, entoando canções e hinos militares, observando o previsto no caput deste
artigo, atendendo os horários previstos pelo aprovisionamento da Escola.

§ 3º - Os alunos que não estiverem arranchados, deverão ser dispensados após entrarem
em forma;

§ 4º - Excepcionalmente poderá turmas de cursos mais modernos, deslocarem primeiro


para as refeições, por os cursos mais antigos se encontrarem em instruções ou em qualquer outra
atividade escolar, dentro ou fora desta unidade.

Art. 89 – No interior do refeitório deverá ser observado o seguinte:

I – Disciplina e compostura;
II – Conversa em tom de voz moderado;
III- Os alunos de serviço, bem como aqueles que tenham atividade escolar externa, terão
prioridade nas refeições;
IV- qualquer solicitação deverá ser dirigida, e autorizada pelo Policial mais antigo
presente.
Parágrafo único – Quanto aos demais procedimentos deverão observar os termos do
manual de ordem unida, atinentes aos comportamentos nos refeitórios.
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Seção V - Do Silêncio

Art. 90 - O toque de silêncio, executado de acordo com o horário da Unidade, por ordem Oficial
Fiscal de Dia, na ausência deste pelo Graduado Adjunto do Oficial de dia ou o mais
antigo/precedente da UPM, que indicará o fim da atividade diária.

Parágrafo único - Entre as 22h00min e 06h00min, deverá ser observado o silêncio por
todos os alunos e demais policiais, nas dependências do CFAP.

Seção VI - Da Alvorada

Art. 91 - Em situação normal o toque de alvorada, deverá ser feito de acordo com o
horário da unidade, a partir das 06h00min, por ordem do Oficial Fiscal de Dia, na ausência deste
pelo Graduado Adjunto de dia ou o mais antigo/precedente presente na UEPM, que deverá
indicar o despertar e o começo das atividades diárias.

§ 1º – A alvorada será às 06h00min, nos dias úteis, sendo dispensada nos sábados,
domingos e feriados, salvo quando necessário e autorizado por oficial de dia, adjunto de dia ou
mais antigo/precedente presente na UEPM.

§ 2º - Ao terminar o toque de alvorada, o plantão de cada alojamento, providenciará


para que todos os Policiais Militares que tenham pernoitado na unidade, deixem seus leitos
devidamente limpos.

§ 3º - O Comandante do CFAP poderá modificar os horários da alvorada, bem como


dispensar quando houver atividades escolares ou militares.

§ 4º - Os alunos escalados em Licença Cassada, terá horário de Alvorada diferenciado


conforme seção IX, do art. 73, deste manual.

Seção VII - Do Acesso ao CFAP

Art. 92 - Os alunos somente poderão adentrar nas dependências da Unidade de Ensino,


somente utilizando o portão principal, com os uniformes autorizados, e passando pelo Corpo da
Guarda, devendo fazer as prescrições devida. (conforme manual de ordem unida.)

Art. 93 – Os alunos que possuir veículos automotores, motocicleta ou bicicleta deverá


estacioná-los em locais previamente definidos.
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Parágrafo único - Se autorizados a estacionar nas dependências interna do quartel,


assim que realizar, deverá retornar até o Corpo da Guarda e procederem às devidas
apresentações.

Seção VIII - Da Visita

Art. 94 - Os alunos terão o intervalo após o almoço, nesse tempo poderão receber
visitas de familiares, exceto nos casos excepcionais.

Art. 95 - Não será permitida a entrada nesta UEPM de pessoas do sexo feminino,
trajando short curto, mini-saias, roupas decotadas e/ou transparentes, bem como pessoas do sexo
masculino trajando short, bermuda, camiseta regata ou sem camisa.

Art. 96 – Todo e qualquer visitante deverá se identificar Corpo da Guarda antes de


adentrar ao Quartel.

§ 1º - A guarda deverá verificar o assunto que o visitante pretende tratar com aluno, se
for o caso, conduzi-lo até a sala de recepção da unidade, onde deverá aguardar a presença do
aluno ou outra pessoa com quem quer falar;

§ 2º - Todo e qualquer encontro deverá se tratado formalmente conforme condições


sociais, exclusivamente na sala da recepção, salvo em ocasiões especiais com as devidas
autorizações;

§ 3º - Todo e qualquer visitante após ser identificado deverá fornecer seus dados que
constará no livro do corpo da guarda, bem como nome da pessoa que pretender visitar.

§ 4º - Todo e qualquer deslocamento de visitante na UEPM, deverá ser acompanhado


por um Policial Militar desta UEPM.

TITULO II
PROCEDIMENTOS DIVERSOS PARA ENCAMINHAMENTO,
APRESENTAÇÕES E LIBERAÇÕES DE ALUNOS

Seção I – Da Apresentação em Juízo, Inquérito e Procedimentos Administrativos

Art. 97 - Os alunos do CFAP deverão ser encaminhados e apresentados, quando


requisitados, mediante ordem judicial, bem como ordem, em inquéritos e procedimentos
administrativos, nos termos seguintes:
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I – Deverá ser encaminhado/apresentado em juízo, o aluno na qualidade: de vitima,


testemunha, parte interessada ou réu, ao Juiz que o requisitou por escrito a Autoridade Policial
Militar competente, seguindo os ditames do CPPM e CPP.
II – Deverá ser encaminhado/apresentado o aluno, ao presidente de inquérito policial
Militar, ou à autoridade policial em inquérito policial na qualidade: de vitima, testemunha ou
indiciado, ao encarregado, por meio de requisição por escrito, seguindo os ditames do CPPM e
CPP.
III – O encaminhamento/apresentação em procedimentos administrativos devera ser,
mediante requisição por escrita, num prazo mínimo de 48 horas de antecedência, guardado as
circunstâncias em que se der a instauração do procedimento, feita por encarregados de
sindicâncias, conselhos de disciplina e conselho de justificação.
IV - Ao se retirar do Quartel do CFAP, o aluno deverá se apresentar ao Cmt da Gda,
fins ser lançado no livro de alterações diárias do Cmt Gda, o nome do aluno, do Curso Pelotão,
Cia, data, hora de saída, destino, pessoa que autorizou o deslocamento.
V - Ao chegar ao quartel do CFAP, o aluno deverá se apresentar ao Cmt da Gda, fins
ser lançado no livro de alterações diárias do Cmt Gda, o nome do aluno, curso, pelotão, cia,
data, destino, hora de chegada, pessoa que autorizou o deslocamento.
VI - Depois de cumprida a audiência, deverá o aluno entrar em contato com seu
comandante de Pelotão, a fim de lhe informar de sua situação e de qualquer alteração que lhe
ocorra, devendo, após a diligência, retornar imediatamente ao CFAP.
VII - Deverá o aluno entregar ao seu Cmt Pel o documento protocolado junto a
autoridade requisitante, sendo o Cmt Pel, responsável por encaminhar o referido documento ao
C.A, fins ser arquivado na pasta individual do aluno.
VIII – Deverá ser lançado no livro de alterações do Pelotão o nome do aluno, local,
data, hora da audiência, hora da saída e chegada ao Quartel do CFAP.
IX - Igualmente deverá ser anotado no livro de alterações do Adjunto de Dia.
X - Após a apresentação ao Cmt da Gda, o Aluno deverá se apresentar ao seu Cmt de
Pelotão, fins lhe participar verbalmente as alterações sofridas durante o deslocamento, se houver,
bem como receber maiores orientações. Ao final, deverá retornar para sala de aula.
XI - O mesmo se dará nas requisições de Alunos soldados em apresentação a Inquérito e
procedimentos administrativos.

Art. 98 - Nos casos de apresentação em juízo, deverá a Divisão Administrativa receber


a intimação, bem como confeccionar o oficio de apresentação em juízo do aluno, deverá ainda a
DIVA, comunicar o Corpo de Alunos, a fim de dar conhecimento, mediante recibo, ao aluno de
sua intimação, o qual deverá ser dispensado das atividades, sem prejuízo da instrução, para
deslocar até audiência na hora pré-designada.

Art. 99 – Nos casos em que o aluno seja parte interessada no processo judicial e seja
intimado pessoalmente, deverá informar ao C.A, mediante parte, juntando a intimação ou
qualquer documento que comprove o dia, a hora e o local da audiência, encaminhada a seu
respectivo comandante de pelotão, sendo o C.A responsável por encaminhar o documento a
DIVA, fins providenciar o oficio de apresentação do aluno, o qual será dispensado, sem prejuízo
a instrução, para comparecer em juízo na hora pré-definida pela Autoridade Judiciária.

Parágrafo único - O C.A deverá manter arquivo das partes confeccionadas pelos
alunos, nos casos acima mencionados.

Art. 100 - A DIVA deverá remeter cópia do oficio de apresentação do Aluno ao C.A,
que entregará ao aluno mediante recibo. O aluno deverá protocolar junto à autoridade
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requisitante o oficio de apresentação, no qual deverá constar a data e o horário da apresentação


pela autoridade requisitante.

Seção II – Das Dispensas das Atividades de Escolares para Viajar

Art. 101 – Os alunos domiciliado no interior do Estado, ou em outro município fora do


Estado de Mato Grosso, ou mesmos aqueles que pretenderem somente fazer deslocamento,
quando dispensados das atividades de escolares, deverá solicitar via parte ao seu comandante de
pelotão a Guia de Trânsito, no prazo de 48 horas antes do embarque, que deverá ser expedida e
assinada pelo Cmt do C.A.

§ 1º - Deverá ser autorizado o deslocamento, quando ao tempo do retorno, não houver


possibilidade de proporcionar prejuízo às atividades escolares.

§ 2º - O aluno devera solicitar a Guia de Trânsito, via comandante de pelotão no


mínimo 48 horas, antes da data prevista para viajem; (conforme modelo anexo deste manual)

§ 3º - O Cmt de Pelotão deverá despachar a parte ao C.A. Após deliberar acerca do


pedido, o C.A deverá informar o Cmt imediato do aluno acerca da decisão.

§ 4º - Deverá ser obrigatória a expedição da Guia de Transito nos termo do anexo deste
manual, aos alunos que viajarem para municípios acima de 30 km da Capital.

§ 5º - Os alunos que se encontrarem em qualquer atividade escolar prevista no art. 58


deste manual, deverá o pedido ser indeferido.

Seção III – Das Liberações para Tratamento de Assuntos Diversos

Art. 102 - O aluno poderá ser dispensado pelo comandante do Corpo de Alunos,
Companhia ou Pelotão, por professores, instrutores e monitores, das atividades escolares para
tratar de assuntos diversos, nos seguintes termos:

I - Quando o aluno necessitar deslocar da UEPM para tratamento de assuntos diversos,


coletivos ou individuais, deverá priorizar o agendamento da diligência, que deverá ser fora do
horário de instrução.
II - Serão priorizadas as liberações do aluno para tratamento de assuntos diversos, no
horário do almoço, compreendido entre o término da ultima aula do período matutino e 15min
antes do início da primeira aula do período vespertino.
III - O aluno deverá solicitar o pedido de liberação com o mínimo de 48 horas de
antecedência a seu Cmt de Pel via parte, devendo verificar junto a este se foi autorizado.
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IV - A Parte solicitando a autorização deverá ser clara, precisa e concisa, contendo a


data, hora, local, contato, e assunto a tratar, bem como anexar cópia dos documentos em
referência, fim de subsidiar a deliberação a ser feita pelo Subcmt de Cia, conforme o caso.
VI - Sendo autorizada a liberação, deverá o aluno retirar junto ao Adjunto de Dia a Guia
de Liberação - G-Lib, entregando-a após a diligência com os vistos do Cmt da Gda.
VII - A critério da autoridade que dispensar o aluno, ao retornar ao quartel, este deverá
trazer comprovante do cumprimento da diligência que solicitou, a ser entregue juntamente com a
G-Lib ao Adjunto de Dia.
VIII - Se arranchado o aluno, deverá obrigatoriamente realizar a refeição no quartel.

Art. 103 - Os Oficiais, Graduados responsáveis em fazer cumprir os pelos preceitos


deste título deverão, seguir estes termos:

I - Nas apresentações em juízo, inquéritos e procedimentos administrativos, em que o


aluno requisitado, estiver na qualidade de réu, indiciado e sindicado, deverão ser apresentados
mediante oficio confeccionado pelo DIVA, e entregue por seu Cmt de Pel.
II - Em todas as liberações de aluno, os respectivos Cmt de Pel deverão orientá-los
quanto à segurança no deslocamento, quanto à postura e compostura do militar em locais de
circulação pública, assim como nos procedimentos a serem adotados quando se depararem com
ocorrências.
III - A mera confecção de Parte solicitando dispensa para tratamento de assunto diverso
pelo aluno, não significa que o mesmo estará dispensado, devendo aguardar a análise e despacho
de seu Cmt de Cia.
IV - Em todos os casos de dispensas previstos neste titulo, deverá o aluno retirar junto
ao Adjunto de Dia, a Guia de Liberação - G-Lib a qual deverá apresentar ao Cmt da Gda quando
de sua saída e chegada a esta UEPM.
V - Cumprida a diligencia o Aaluno deverá remeter a G-Lib com os vistos do Cmt da
Gda ao Adjunto de Dia, o qual após fiscalização dos horários, arquivará na pasta individual do
respectivo aluno pela Administração do C.A.
VI - Toda e qualquer liberação, encaminhamento ou apresentação de aluno, deverá ser
lançadas no livro de alterações do Corpo de Alunos, a ser preenchido pelo Adjunto de Dia.
VII - As comunicações que se fizerem necessárias deverão obedecer à cadeia de
comando da PMMT.

Parágrafo único - Os casos omissos neste manual deverão ser solucionados junto ao
Subcomandante do CFAP, por Nota de Instrução.

Seção III – Das Dispensas das Atividades de Escolares por Crenças Religiosas

Art. 104 - Não deverá haver tratamento diferenciado para alunos praticantes das
diversas religiões e crenças, nos cursos ministrados por esta UEPM. (Nos termos do parecer nº
031/2001 da Assessoria Jurídica do Comando Geral).

§ 1º - Os alunos praticantes de qualquer religião não deverão ser dispensados de


qualquer atividade escolar por motivos de religião ou crenças.
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§ 2º - Qualquer falta ou atraso por motivos de religião ou cresças, deverá ser apurado
nos termos deste manual e do RDPM.

TITULO III
PROCEDIMENTOS NAS DEPENDÊNCIAS DO QUARTEL

Seção I - Das Salas de Aula

Art. 105 – As salas de aulas são locais destinado as instruções bem como outras
atividades escolares, dentro ou fora das dependências desta UEPM, que deverá ser organizada
pelos alunos, sob orientação do Chefe de Turma e fiscalização do Comandante de Pelotão, bem
como o Adjunto de Dia.

Art. 106 – A disposição das venezianas, abertas ou fechadas, estará à disposição do


instrutor.

Parágrafo único. Caso não esteja em aula, o Chefe de Turma é responsável por deixar
as venezianas de todas as janelas abertas.

Art. 107 - Todas as mesas e cadeiras deverão estar identificada, com a graduação e
nome de guerra do aluno e organizadas em dispositivo conforme a classificação de notas dos
concursos de admissão, devendo estar cobertas e alinhadas no interior da sala de aula.

Parágrafo único. A organização da mesa do docente é de responsabilidade do Chefe de


Turma, com orientação do professor ou instrutor.

Seção II - Do Rancho

Art. 108 - A alimentação da tropa deverá ser objeto de máxima preocupação do


comando da unidade.

§ 1º - Os alunos terão alimentação no quartel, de acordo com a disponibilidade


financeira.

§ 2º - Os horários para as refeições no Rancho serão estipulados de acordo com as


atividades escolares e horários do Quadro de trabalho Semanais - QTS.

Art. 109 - Os alunos seguirão para o rancho em forma por pelotão, sob o comando do
Aluno de Dia, sendo orientados e acompanhados pelo Cmts de Pelotões ou Adjunto de Dia.
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Art. 110 - Não deverá ser permitida a entrada de pessoas civis nas dependências do
rancho, salva por ordens do Oficial de Dia.

§ 1º - Não deverá ser permitida a entrada de qualquer aluno ou praça nas dependências
internas do rancho, salvo aqueles que forem autorizados ou no local exercem sua função.

§ 2º - Após fazerem as refeições, os alunos deverão se retirar imediatamente do recinto.

Art. 111 - Nos ranchos de alunos, ao neles entrar o Comandante Geral, Diretor de
Ensino, as autoridades de I a IV,§ 2º do art. 22 deste manual, demais oficiais superiores, a praça
de serviço, o militar mais antigo presente ou o que primeiro avistar aquela autoridade comanda:
“Rancho Atenção!” e anuncia a função de quem chega; os alunos, sem se levantarem e sem
interromperem a refeição, suspendem toda a conversação, até que seja dado o comando de “A
vontade”.

Art. 112 - Sempre que um aluno precisar sentar-se ao lado de um superior, deve
solicitar-lhe a permissão.

Seção III - Do Alojamento e Banheiros

Art. 113 – Cada aluno é responsável pela manutenção da limpeza, higiene e


conservação da cama e dos armários que lhe forem destinados.

§ 1º - O aluno deverá manter sua cama disposta com o padrão diário estabelecido pela
Unidade Discente;

§ 2º - E vedado o aluno deixar seu armário sem tranca;

§ 3º - A limpeza dos alojamentos e banheiros, bem como arrumação dos beliches ficará
a cargo dos alunos escalados para faxina, em horários previstos pela Unidade Discente, sob
fiscalização do aluno de dia ou mais antigo/precedente;

§ 4º - O aluno de dia ou mais antigo, providenciará o fechamento do alojamento a fim


de que os alunos escalados possam realizar a faxina;

§ 5º - Não é permitido colocar qualquer material pessoal ou sob sua responsabilidade


em janelas e parapeitos, ou deixá-los fora dos armários;

§ 6º – Todo e qualquer material encontrado nas situações previstas no parágrafo


anterior, será recolhido ao almoxarifado.

Art. 114 - Não é permitido ao aluno entrar ou sair do alojamento em trajes íntimos,
enrolado em toalhas de banho, roupões, ou atentatórios à moral e aos bons costumes.
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Parágrafo único – O aluno não deverá transitar no alojamento despido.

Art. 115 - O Aluno de Dia deverá observar as instalações dos alojamentos e informar,
de pronto, à Unidade Discente, qualquer alteração encontrada.

Art. 116 – O Aluno de Dia deverá orientar sob fiscalização do Cmt da Gda, o apagar
das luzes dos alojamentos às 22h00min, com exceção dos banheiros, desde que não prejudiquem
o descanso de quem se encontra no local.

Art. 117 – Os banheiros deverão ser mantidos constantemente limpos pelos alunos de
serviço, devendo o Adjunto de dia, fiscalizar junto a Guarda o cumprimento das limpezas, que
deverá proceder no mínimo 04 (quatro) vezes ao dia.

Seção IV - Do Estacionamento

Art. 118 – O estacionamento corresponde o local destinado a deixar os veículos,


particulares e oficiais.

Parágrafo único - Compreende o seguinte, o estacionamento de viaturas, de veículos


pertencentes ao pessoal lotado no CFAP, demais policiais militares, professores, instrutores e
monitores.

Art. 119 – Os veículos deverão estar devidamente estacionados nas vagas referentes,
correspondente, obedecendo sempre às regras do Código de Trânsito Brasileiro.

§ 1º - O Corpo de Alunos providenciará a sinalização dos locais onde os alunos em


formação e aperfeiçoamento deverão estacionar seus veículos, bem como professores e
instrutores e o público em geral;

§ 2° - Os veículos deverão estar dispostos nas vagas de forma que seja estacionado de
ré, ficando com a dianteira direcionada a parte interna do estacionamento.

§ 3° - As motocicletas obedecem ao mesmo dispositivo do anterior.

§ 4º - Não será permitido estacionar veículos em áreas verdes ou outras não autorizadas.
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Seção V - Do Pátio e Corredores

Art. 120 – O pátio corresponde o local destinado à parada diária, deslocamento de


acesso às Seções Administrativas e demais áreas coberta, bem como desempenhar demais
atividades escolares do art. 58.

§ 1º - É vedado utilizar o pátio e corredores da UEPM, sem autorização expressa, para:

I - Fazer reunião de alunos ou sentar;


II - Usar ou manusear qualquer aparelho eletroeletrônico
III – Fazer barulho, algazarra ou qual tipo de brincadeiras;
IV – Estacionar veículos ou viaturas;
V – Alimentar ou fumar.

§ 2º - Nos dias de tempo frio ou chuvoso, os pelotões poderão entrar em formas nas
dependências cobertas ou corredor.
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CAPÍTULO IV
DO CORPO DOCENTE E DO CORPO DISCENTE

TÍTULO I
DO CORPO DOCENTE

Seção I - Da Constituição

Art. 121 - O Corpo docente do CFAP é constituído de:

I - Professores;
II - Instrutores;
III - Monitores.

Parágrafo único – O pessoal do corpo docente, em qualquer situação, será nomeado ou


exonerado pelo Cmt do CFAP.

Seção II - Dos Professores

Art. 122 - Os professores serão selecionados por seu notório saber nas respectivas
especialidades, além de conduta ilibada.

§ 1º – Face à necessidade de docentes e meios especializados, poderão ser firmados


convênios ou contratos com entidades públicas, particulares ou, ainda, com professores de
disciplinas de natureza civil.

§ 2º - Poderá também ser firmado contrato/convênio com empresa ou pessoal


especializado, para confecção de projetos de interesse da área do ensino.

Art. 123 - O corpo docente dos órgãos de apoio de ensino e de outras organizações
policiais militares que recebam o encargo de conduzirem cursos ou estágios será constituído de
policiais militares instrutores ou professores civis portadores de habilitações e títulos exigidos
para o exercício dos cargos, de acordo com a legislação vigente na Corporação.

§ 1º - A seleção e designação de professores e monitor, para o ensino deverá ser feita


em duas fases distintas:

I - Por contratação, de acordo com legislação vigente;


II - Por indicação simples dos Comandantes dos estabelecimentos de ensino e unidades
com encargo de ensino e demais instituições conveniadas.
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§ 2º - Os professores indicados, deverão comprovar seus cursos e especialidades,


através de currículo; diplomas, certificados e títulos devidamente reconhecidos pelo Ministério
da Educação.

Art. 124 - São deveres dos professores do CFAP:

I - Observar os preceitos regulamentares, diretrizes, normas e instruções estabelecidas


pelos órgãos competentes;
II - Colaborar com a Direção de Ensino do estabelecimento;
III - Dedicar-se ao aprimoramento e ao aperfeiçoamento técnico, científico e
pedagógico.
IV - Cumprir os horários de aulas;
V - Usar adequadamente os tempos de aula;
VI - Preparar as aulas;
VII - Fiscalizar as presenças em aula, conferindo os números lançados nos registros
diários de aulas que lhe forem apresentados pelos controladores de aula, fazendo constar as faltas
e os atrasos à aula;
VIII - Manter a ordem e a disciplina durante as aulas, tomando as providências legais na
ocorrência de eventual ato contrário aos regulamentos;
IX - Adequar a matéria ministrada ao objetivo do curso, usando exemplos do dia-a-dia
do policial militar, para facilitar o entendimento;
X - Respeitar o aluno, suas dúvidas e seus posicionamentos sobre qualquer assunto;
XI - Providenciar em tempo hábil, o material necessário ao desenvolvimento de sua
matéria;
XII - Cumprir o estabelecido no currículo;
XIII - Fazer o devido registro do assunto ministrado após a aula ou sessão:
XIV - Comunicar com antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas, a seção
responsável pela confecção do QTS, qualquer motivo que impossibilite comparecer às atividades
escolares programadas;
XV - Comunicar os seus impedimentos que influam na elaboração do quadro de
trabalho semanal - QTS, com a devida antecedência;
XVI - Realizar frequentes pesquisas de aprimoramento e atualização de sua matéria;
XVII - Participar das reuniões programadas pela Divisão de Ensino ou pelo respectivo
Departamento de Ensino;
XVIII - Fazer estudo crítico da situação do ensino, enumerando possíveis falhas, com
sugestões tendentes a resolvê-las;
XIX - Conhecer e divulgar aos alunos a forma de avaliação de sua matéria ou unidade
didática;
XX - Orientar o aluno quanto a técnica mais apropriada para estudo da matéria;
XXI - Elaborar as propostas de provas nos prazos estipulados pela seção de avaliação;
XXII - Após a realização das verificações (provas), retirar a prova na seção de
avaliação, para correção e verificar se é o caso de elaboração de 2ª chamada;
XXIII - Entregar propostas de 2ª chamada se houver, em 48 horas após a realização da
verificação; e
XXIV - Devolver à seção de avaliação, devidamente corrigidas, as VC em 72 horas, as
VF em 48 horas e 2ª épocas em 24 horas, após as respectivas realizações.
XXIV - As prerrogativas dos art. 61, deste manual.
52

Parágrafo único - O professor ficará sujeito à legislação policial militar no que for
aplicável e ainda ficará sujeito ao que estabelece a legislação trabalhista e aos contratos
firmados, bem como aos regimentos, regulamentos e demais normas.

Seção III - Dos Instrutores

Art. 125 - Instrutor é o Oficial, Subtenente, Sargento PM, excepcionalmente demais


praças, de conhecida capacidade, e possuidor de Curso ou conhecimentos em determinado(s)
assunto(s), ao nível do(s) qual (ais) leciona.

§ 1º - A seleção e designação de instrutores e monitores para o ensino deverá ser feita:

I - Por determinação, de acordo com legislação vigente e necessidade;


II - Por simples indicação dos Comandantes dos estabelecimentos de ensino e unidades
com encargo de ensino.

§ 2º - Os instrutores indicados, deverão comprovar seus cursos e especialidades, através


de currículo; diplomas, certificados e títulos e devidamente reconhecidos pela PMMT.

§ 3º - No CFAP a função de Instrutor está dividida em duas categorias:

I - Instrutor - Chefe – É o instrutor titular de maior posto ou mais antigo que, por sua
experiência e conhecimento específico, é nomeado para coordenar e acompanhar o
desenvolvimento de um Curso, Estágio ou grupo de Matérias correlatas.
II - Instrutor - Titular – É aquele nomeado para administrar determinada matéria de
Curso, Capacitações ou Estágio realizado no CFAP.

Art. 126 - Os instrutores do CFAP terão, entre outras, as seguintes atribuições:

I - Observar os preceitos regulamentares, diretrizes, normas e instruções estabelecidas


pela Divisão de Ensino e pelos órgãos competentes;
II - Primar, quando escalados para ministrar uma instrução, pela pontualidade no início
da mesma;
III - Preparar com antecedência, utilizando inclusive os meios auxiliares de instrução,
para aplicação da sua matéria ou Unidade didática;
IV - Evitar faltar ou solicitar troca de instrutor quando escalado em QTS para ministrar
instrução;
V - Elaborar as propostas de provas e entregá-las com antecedência a STE, aplicando e
corrigindo as provas de sua matéria;
VI - Manter-se atualizado no assunto, aprimorando-se nas técnicas de ensino,
objetivando dinamizar as instruções;
VII - Cuidar da sua apresentação individual;
VIII - Controlar a frequência e manter a disciplina dos alunos;
53

IX - É vedado aos Comandantes, Chefes ou Diretores de Unidade a não-cessão de seus


policiais militares, quando designados para, eventualmente, desempenharem as funções de
instrutores em matérias que dependam de conhecimentos especializados;
X - Os Comandantes, Chefes e Diretores que tenham sob seu comando os policiais
militares designados para lecionar, deverão libera-los nos horários programados para as aulas,
procurando propiciar-lhes condições de preparar as seções de aulas, considerando-se o ensino
como prioritário.
XII – As prerrogativas dos art. 60, deste manual.

Seção IV - Dos Monitores

Art. 127 – O Monitor é o auxiliar, militar ou civil, que pela sua capacidade e
conhecimento contribui com o processo ensino aprendizagem.

Art. 128 - A atribuição básica do monitor é assessorar os professores e instrutores na


confecção e realização das aulas, bem como substituí-los em casos de ausência, deste que possua
habilitações para substituição.

Parágrafo único – Aplicam-se os dispositivos dos § 1º e § 2º do art. 123 para os


monitores civis, bem como § 1º e § 2º art. 125, para os militares, ambos deste manual.

Seção V - Condução das Aulas

Art. 129 - Para conduzir de forma satisfatória uma aula, o docente deve:

I - Fazer resumo da aula anterior;


II - Informar o assunto e objetivo da aula;
III - Fazer a motivação inicial;
IV - Fazer a verificação imediata do assunto ministrado;
V - Utilizar adequadamente o tempo, evitando usar o tempo do intervalo ou da aula
seguinte;
VI - Fornecer fontes de consulta, quando a administração de ensino não o fez;
VII - Manter contato visual sobre todos os alunos;
VIII - Articular bem as palavras, usando a dicção e intensidade de voz adequada;
IX - Usar linguagem sem erros ou vícios;
X - Variar a intensidade de voz e gesticular normalmente, a fim de manter a atenção dos
alunos;
XI - Usar um ritmo de fala que permita que os alunos acompanhem bem o assunto;
XII - Movimentar-se com naturalidade de forma a ter acesso a todos os alunos;
XIII - Utilizar adequada e convenientemente os meios auxiliares de instrução e
elaborando-os bem;
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XIV - Demonstrar segurança no assunto, não se atrapalhando ao dar explicações;


XV - Evitar divagações, fugindo do assunto da aula;
XVI - Adequar o assunto e a forma de explicá-lo ao nível geral dos alunos;
XVII - Permitir e incentivar a participação do aluno durante a aula;
XVIII - Abordar em sala de aula somente o assunto referente a unidade programada da
matéria; e
IX - Lembrar-se que ele é um exemplo para os alunos, logo deve também atentar para a
correção do seu uniforme.

Art. 130 - As especialidades acerca deste titulo deverá ser tratado no manual do
docente.

TITULO II
DO CORPO DISCENTE

Seção I - Da Constituição

Art. 131 - O Corpo Discente é constituído pelos alunos matriculados nos cursos
previsto no art. 4º deste manual.

Art. 132 - O conjunto constituído pelo Corpo Discente e pelo pessoal responsável pela
sua administração denomina-se Corpo de Alunos.

Seção II - Dos Deveres dos Alunos

Art. 133 – São deveres dos alunos:

I - Assistir integralmente a todas as atividades escolares previstas para seu Curso,


Capacitação ou Estágio;
II - Dedicar-se a seu próprio aperfeiçoamento intelectual, físico, moral e técnico;
III - Cumprir os dispositivos regulamentares e as determinações superiores;
IV - Contribuir para o prestígio do CFAP;
V - Conduzir-se com probidade em todas as verificações e trabalhos escolares;
VI - Empenhar-se em práticas sadias, de higiene individual e coletiva;
VII - Cooperar para conservação do material do CFAP;
VIII - Servir na UEPM, com presteza, com correição de comportamento;
IX - Respeitar a hierarquia e a disciplina;
X - Agir com probidade e lealdade em todas as circunstâncias;
XI - Dedicar-se integralmente às atividades escolares da UEPM;
XII – Conservar o patrimônio público e particular;
XIII - Valorizar os símbolos nacionais e as tradições históricas das instituições militares
estaduais;
55

XIV - Respeitar os direitos e garantias dos pares, subordinados e superiores;


XV - Identificar e, se for o caso, prender os infratores da lei, quando em estágios
supervisionado ou em outros casos, quando habilitados;
XVI - Ser probo, reto, leal e justo, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas
opções, a melhor e mais vantajosa alternativa para o bem comum;
XVII - Jamais retardar qualquer prestação de contas, condição essencial da gestão dos
bens, direitos e serviços da coletividade;
XVIII - Tratar respeitosamente os cidadãos, aperfeiçoando o processo de comunicação e
contato com o público;
XIX - Ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respeitando a capacidade a
as limitações individuais dos cidadãos, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça,
sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, profissão política ou posição;
XX - Resistir a todas as pressões para obter quaisquer favores, benesses ou vantagens
indevidas;
XXI - Abster-se da prática de ações ilegais e imorais;
XXII - Tomar providências para reprimir atos ilegais, anti-éticos, contrários à disciplina
ou que comprometam a hierarquia;
XXIII - Ser assíduo e frequente ao trabalho, na certeza de que sua ausência provoca
danos ao serviço público, refletindo negativamente nas instituições militares estaduais;
XXIV - Manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos
mais adequados à sua organização e distribuição;
XXV - Participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do
exercício de suas atribuições, tendo por escopo a realização do bem comum;
XXVI - Apresentar-se ao trabalho com as vestimentas adequadas ao exercício de suas
atribuições;
XXVII - Manter-se atualizado com as instruções e normas de serviço, bem como a
legislação pertinente às instituições militares estaduais;
XXVIII - Cumprir, de acordo com as instruções e normas de serviço, suas atribuições;
XXIX - Facilitar a fiscalização de seus atos por quem de direito;
XXX - Exercer, com estrita moderação, as prerrogativas que lhe sejam atribuídas,
abstendo-se de fazê-lo contrariamente aos legítimos interesses dos cidadãos;
XXXI - Abster-se, de forma absoluta, de exercer suas atribuições com finalidade
estranha ao serviço público militar, mesmo que observando as formalidades legais, não
cometendo qualquer violação expressa à lei;
XXXII - Zelar pelo prestígio e pela dignidade da corporação;
XXXIII- Cumprir as obrigações e ordens.
XXXIV – Cumprir às prescrições contidas no estatuto da Comissão de Formatura;
XXXV- Frequentar todas as atividades escolares proposta por esta UEPM
XXXVI – Cumprir rigorosamente às prescrições de manual e mais leis, normas e
regulamentos institucionais.

Parágrafo único – A não observância de qualquer desses itens poderá acarretar ao


aluno, avaliação de sua conduta.
56

Seção III - Dos Direitos dos Alunos

Art. 134 – São direitos dos alunos:

I - Ter acesso às verificações e trabalhos, realizados logo que corrigido, dentro do prazo
estipulado por este regimento e ainda solicitar revisão de verificações ou trabalhos escolares;
II - Reunir-se com outros alunos para organizar, dentro do CFAP, agremiações de cunho
cultural, cívico, recreativo ou desportivo, nas condições estabelecidas ou aprovadas pelo
Comando do CFAP;
III - Recorrer, quando se julgar prejudicado, a autoridade competente, conforme
estabelecido neste manual e outros regulamentos;
IV - Receber em tempo hábil todo o material didático previsto pela Divisão de Ensino;
V - Receber o grau das avaliações no prazo máximo de 20 (vinte) dias a contar da data
da aplicação; e
VI - Ter conhecimento do Sistema de Avaliação a que será submetido durante o curso,
capacitações ou estágio.

Parágrafo único – Demais direitos previstos neste manual, leis, normas e regulamentos
da PMMT.

Seção IV - Da Situação Hierárquica

Art. 135 - Os alunos dos cursos previsto neste no art. 4º deste manual, têm a situação
hierárquica respectiva prevista no Estatuto dos Policias Militares do Estado do Estado de Mato
Grosso.

§ 1º - Para efeitos escolares os alunos dos Cursos de Aperfeiçoamento de Sargentos –


CAS, é hierarquicamente superior aos alunos do Curso de Formação de Sargentos – CFS, que é
superior ao alunos dos Cursos de Formação de Cabos – CFC, que é superior aos aluno no Curso
de Formação de Soldado PM.

§ 2º - Os alunos desligados de cursos pretérito, remanescentes dos processos de seleção


anteriores e rematriculados, são mais antigos, observando as classificações (por notas) por
precedência dos respectivos concursos, do que os alunos matriculados, oriundo dos processos de
seleções mais modernos. (Conforme III, § 2º, art. 33 do Estatuto da PMMT).

§ 3º - Nos casos de Cursos de Aperfeiçoamentos ou Estágios, para efeito de antiguidade


deverá observar a graduação do aluno.
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CAPITULO V
DA APRESENTAÇÃO PESSOAL

TITULO I
DAS DISPOSIÇÕES AOS ALUNOS DO SEXO MASCULINO

Seção I - Do Corte de Cabelo, da Barba e Bigode


para os Alunos dos CAS, Estágios e Capacitações

Art. 136 – Os alunos deverão usar seus cabelos aparados, em corte formal tipo militar,
por máquina de corte de cabelo ou tesoura, desbastando gradualmente o volume de baixo para
cima, mantendo bem nítidos os contornos junto às orelhas e o pescoço.

§ 1º - É obrigatória a manutenção do comprimento curto para os cabelos, devendo estes


ficar, no máximo, com um volume que não se pronuncie para além da borda da cobertura,
findando na parte superior do pescoço em corte redondo ou quadrado;

§ 2º - Na parte superior da cabeça, o cabelo deverá ser desbastado o suficiente para


harmonizar-se com o resto do corte e com o uso da cobertura, ficando equivalente o corte na
parte superior da cabeça na máquina nº4 e na parte posterior na máquina nº 2.

§ 3º - Não será permitido o uso de penteados extravagantes, com topetes e/ou desfiados.

Art. 137 - As costeletas poderão ter o comprimento até a altura correspondente à


metade do pavilhão auricular, não sendo permitido o uso de costeletas inclinadas ou
pronunciadas para abaixo da linha média da cavidade auricular.

Art. 138 - Quando adotado o bigode, deverá ser mantido aparado na altura máxima
correspondente à máquina de corte nº 04 (quatro), sendo completo até as extremidades dos lábios
e rente à linha do lábio superior, devendo tal característica constar na fotografia da respectiva
carteira de identidade do militar.

Parágrafo único - Uma vez apresentado nesta UEPM, sem o bigode, será vedado o seu
uso.

Art. 139 - É vedado o uso da barba, que deverá ser mantida raspada.

Art. 140 - Não é permitido o uso de cavanhaque.


58

Seção II - Do Corte de Cabelo, da Barba e Bigode


para os Alunos dos Cursos de Formações

Art. 141 - Os Alunos dos Cursos de Formações, Policiais Militares deverão usar seus
cabelos aparados, em corte formal tipo militar, por máquina de corte de cabelo nº 2 (dois),
desbastando gradualmente o volume de baixo para cima, mantendo bem nítidos os contornos
junto às orelhas e, o pescoço em corte quadrado.

§ 1º - É vedado rapar a cabeça por lamina ou maquina no número zero, salvo nos casos
de calvície avançada na parte superior da cabeça, e com solicitação via parte e autorização do
Cmt de Pelotão.

§ 2º - Para a manutenção do corte no padrão acima descrito, o Policial Militar deverá


cortar o cabelo em períodos de no máximo de 10 dias, devendo cada Unidade Escola adotar uma
ficha de controle de corte de cabelo para cada aluno em formação.

§ 3º - Não será permitido o uso de penteados extravagantes, com topetes e/ou desfiados.

§ 4º - É vedado o uso da barba, bigode, costeletas e cavanhaque, que deverá ser


mantidos raspados.

Seção III - Do Uso de Adornos para os Alunos

Art. 142 - Salvo os casos especificados no Regulamento de apresentação da PMMT, é


vedado ao aos Alunos o uso de jóias, bijuterias, contas, miçangas ou patuás, quando
uniformizado.

Parágrafo único - é vedado, o uso de brincos e piercings ou similares de qualquer


natureza, uniformizado ou em trajes civis.

TITULO II
DOS ALUNOS DO SEXO FEMININO

Seção I - Do Penteado

Art. 143 - O padrão de penteado exigido para todas as Policiais Militares Femininas,
quando uniformizadas, é o coque.
59

Art. 144 - A Policial Militar poderá utilizar o cabelo solto, quando este for curto, não
podendo seu cumprimento ultrapassar a altura do colarinho, quando uniformizada. Com esses
critérios se inclui como permitido o penteado com trança embutida.

Art. 145 - Admite-se o uso de cabelos com corte longo ou médio. Nestes casos devem
estar presos em coque, com rede, a qual deverá ser da cor preta.

§ 1º – A rede mencionada deverá ser discreta, observando a formalidade do uniforme.


Não poderá conter brilho, laços de adorno ou qualquer outro adereço.

§ 2º - O penteado deve ser totalmente preso. Caso haja necessidade, a Policial Militar
deverá utilizar gel ou outro cosmético do gênero para ajudar na fixação dos fios, desde que não
contenha qualquer tipo de brilho.

Art. 146 - Em qualquer das hipóteses previstas no regulamento de apresentação


pessoal, o penteado não deve impedir o correto posicionamento da cobertura.

Art. 147 - Fica vedado o uso de penteado exagerado (cheio ou alto) e/ou cobrindo a
testa, ainda que parcialmente.

Art. 148 - Durante a participação nas atividades de Educação Física, é facultado o uso
dos cabelos presos, no estilo rabo-de-cavalo ou trança.

Seção II - Da Maquiagem e Unhas para as Alunas

Art. 149 - A maquilagem discreta é permitida, sendo vedado o uso de cosmético em


quantidade excessiva e/ou em cores vivas e contrastantes com a tonalidade da pele.

Parágrafo único - Entende-se por cosmético e maquilagem, o batom e o esmalte de


unhas, dentre outros.

Art. 150 - É vedado às Policiais Militares permanecerem com as unhas longas (que
ultrapassem a falange distal), bem como utilização de esmalte com cores escuras, quando
uniformizadas.

Seção III - Do Uso de Adornos para as Alunas

Art. 151 -. É facultado, o uso de brincos de metal ou acrílico, com ou sem pedras ou
pérolas, observando o diâmetro máximo de 1,5 cm.

Art. 152 - Quando da utilização de brincos, hão que ser colocados em ambas às orelhas.
60

§ 3º - É vedado o uso de brinco de argolas ou pingentes ou que ultrapassem o lóbulo da


orelha, bem como piercings ou similares.

§ 4º - Mesmo quando a Policial Militar tiver mais de um furo por orelha, ser-lhe-á
permitido utilizar um único brinco no lóbulo.

Art. 153 - Os brincos de ambas as orelhas devem ser idênticos, sendo assim, vedado o
uso de brincos de modelo e cores diferentes.

Seção IV - Das Disposições Comuns a Ambos os Sexos

Art. 154 - Salvo os casos especificados no Regulamento de apresentação pessoal da


PMMT, é vedado a Policial Militar o uso de jóias, bijuterias, contas, miçangas ou patuás, quando
uniformizado.

Art. 155 - É vedado uso de relógio de pulso, quando na Unidade Escola, exceto o Chefe
de Turma ou “Xerife”.

Art. 156 - É vedado o uso de anéis, exceto da aliança, podendo ser utilizados em mãos
distintas ou em uma só mão.

Art. 157 - Não é permitido o uso de piercing ou congêneres visíveis durante o uso do
fardamento para o sexo feminino e em nenhuma hipótese para o sexo masculino.

Art. 158 - É vedado o uso de lentes de contato coloridas de qualquer espécie e que
alterem as características naturais constantes na Identidade Funcional, cabendo salientar que as
lentes de contato de correção visual prescritas por médico oftalmologista deverão ser idênticas a
cor natural dos olhos.

§ 1º - E vedado o uso de óculos de sol para alunos, salvo uso utilizado apenas quando o
Policial Militar estiver em ambientes externos e exposto a raios solares, se expressamente
comprovada necessidade;

§ 2º - Não será admitido o uso de óculos de sol quando o Policial Militar estiver em
dispositivo de formatura, salvo se expressamente comprovada necessidade através de prescrição
médica.

§ 3º - Ao se dirigir ao superior hierárquico, ao seu camarada e à comunidade em geral, o


(a) Policial Militar deverá retirar os óculos de sol, quando autorizado seu uso;

Art. 159 - É vedado o uso de óculos de sol com estilo modernista, espelhados ou com
qualquer aparência exuberante quando autorizado seu uso, bem como não será permitido uso do
telefone celular quando estando o aluno em qualquer atividade escolar do art. 58 deste manual.

Art. 160 - Quando da utilização de bolsa ou mochila, esta deverá ser em material
sintético ou couro, sempre na cor preta.
61

Art. 161 - O uso correto dos uniformes é fator primordial para a boa apresentação
individual e coletiva do aluno, contribuindo para o fortalecimento da disciplina e do bom
conceito da Instituição perante a opinião pública.

Art. 162 - Constitui obrigação de todo aluno em Formação ou Aperfeiçoamento zelar


pela correta apresentação e utilização dos seus uniformes. Entre estes cuidados estão a limpeza, a
manutenção do polimento das peças metálicas, o brilho dos calçados e a boa apresentação das
peças de fardamento, além de cuidados especiais com a higiene pessoal.

Art. 163 - O Policial Militar ao trajar seus uniformes, deverá estar com a sua
apresentação pessoal impecável, atentando sempre para que, salvo nos casos da imperiosa
necessidade do serviço, apresente-se asseado e com os cabelos penteados.

Art. 164 - É vedado aos Policiais Militares permanecerem com as unhas longas (que
ultrapassem a falange distal). As unhas deverão ser aparadas em tamanho curto e mantidas
sempre higienizadas.

Art. 165 - Não é permitido o uso de tatuagens aparentes.

Art. 166 - Não é permitido ao Policial Militar o uso de uniformes em circunstâncias ou


condições diferentes das que são estabelecidas em legislação específica, bem como no título
seguinte.

TITULO III
DA CLASSIFICAÇÃO E COMPOSIÇÃO DOS UNIFORMES

Seção I - Dos Uniformes

Art. 167 - O uso correto dos uniformes, insígnias e condecorações garante a


apresentação individual e coletiva do pessoal da Polícia Militar, contribuindo para o
fortalecimento da disciplina e do conceito da Instituição perante a opinião pública.

Art. 168 - Os uniformes previstos neste Manual são de uso privativo aos alunos da
Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, sendo vedado à estabelecimentos de ensino civil,
corporações, empresas, pessoas ou organizações de qualquer natureza, o uso de uniformes de
caractere Militar que possam ser confundidos com os aqui previstos, conforme estabelecem as
Constituições Federal, Estadual e a Lei Complementar nº 26 de 13/01/93.

§ 1º - Constitui obrigação de todos os alunos militares, zelarem por seu uniforme,


insígnias, condecorações e pela correta apresentação em público.
§ 2º - Compete ao comandante da UEPM, demais Oficiais, Graduados e Pares
fiscalizarem o uso do uniforme, em suas áreas de atuação, o rigoroso cumprimento do que
determina este Manual.
62

Art. 169 - Não é permitido alterar as características dos uniformes, nem a eles sobrepor
peças, artigos, insígnias ou distintivos de qualquer natureza, não previsto neste manual ou
RUPM, ou sem autorização do Comandante-Geral, ouvido o Estado-Maior Geral.

Seção II - Nos CAS, Capacitações ou Estágios.

Art. 170 – Nos CAS, Capacitações e Estágios os Alunos deverão apresentar e


frequentar as aulas com uniforme 4º, mais especificamente 4º “A” (Instrução/Operação). A
saber:
§ 1º - Compõem o uniforme 4º (básico):

I - Camisa azul (gandola) manga curta.


II – Japona Azul (padrão PM) nos tempos de frio.
III - Camiseta branca. (identificadas com nomes e brasões)
IV- Calça azul.
V - Cinto preto de nylon.
VI - Cinto de guarnição de nylon preto. (com seus suportes)
VII - Coturnos pretos (engraxado e brilhando)
VIII - Meias de cores pretas (longas, acima do cano coturno).
IX - Boné preto regulável com o símbolo da PM.

§ 2º - O uso deverá ser para Atividades Escolares do Art. 58, deste Manual;

§ 3º – Quando escalados em estágio supervisionado deverá utilizar os demais


equipamento autorizados, e previsto no RUPM.

Art. 171 - Quando em instrução de Educação Física, Defesa Pessoal, ou outras


instruções práticas, que exija maior agilidade os alunos deverá usar o 5º Uniforme - Educação
Física; a saber:

I - Camiseta branca com manga (padrão PM) e com a inscrição do posto, graduação e
nome de chamada, à direita do símbolo/slogam da PMMT.
II - Calção de cor preta com duas listras branca para Oficial, e uma listra para Subten e
Sgt. e sem listras para Cabos e Soldados.
III - Meia soquete branca (longa).
IV- Tênis de cor preta.

§ 1º - Para policiais-militares femininas.

I - Bermuda tipo ciclista (helanca).


II - Camiseta branca, manga curta ou gola cavada quando autorizado.
III - Demais itens, idem aos designados para os masculinos.

§ 2º - Uso da Prática de Educação Física para Oficiais e Praças.


63

Art. 172 - Quando de LTS, ou em tempos de frio, poderá usar o agasalho, a saber:

§ 1º - O agasalho de educação física da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, será


confeccionado na cor azul marinho, com listras brancas laterais, sendo duas para oficiais, uma
para Subten e Sgt., e para Cabo e Soldado sem listras. Deverá conter na altura do peito (lado
esquerdo) o brasão da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso. Usado por todo o Efetivo do
CFAP.
§ 2º - O Cmt do CFAP, poderá criar e confeccionar o próprio agasalho da UEPM, desde
que sejam aprovados pelo Comandante-Geral, ouvido o Estado-Maior Geral.

Art. 173 – Quando em solenidades ou demais atividades escolares, diverso dos serviços
e instrução, por determinação do Cmt do CFAP, nos casos em que couber, os alunos poderão
usar os uniformes 1º, 2º e 3º do art. 12 do RUPM.

Seção III - Nos Cursos de Formação de Cabos e Sargentos.

Art. 174 – Nos Cursos de Formação de Cabos e Sargentos os Alunos deverão


apresentar e frequentar as atividades escolares previstas no art. 58, conforme os uniformes
previstos e apresentados na seção anterior. Exceto:

I - Calção preto para Educação Física nos Cursos de Sargentos, que deverá usar na
lateral uma lista vermelha.
II – O Cmt do CFAP decidirá sob o uso dos uniformes 1º, 2º e 3º do art. 12 do RUPM.

Parágrafo único – As insígnias de graduação de alunos cabos e sargentos, deverá ser


proposta pelo comandante do CFAP, e aprovada pelo Comandante-Geral, ouvido o Estado-Maior
Geral.

Seção IV - Nos Cursos de Formação Soldados.

Art. 175 – Nos Cursos de Formação de Soldados os Alunos recém-ingressados deverão


frequentar as atividades escolares previstas no art. 58, com uniforme, a saber:

§ 1º - Os alunos ao ser designados a apresentar no CFAP, deverão adquirir:

I - Camiseta branca, apta a ter identificação do aluno na altura do centro do peito.


II – Camisa de frio de cor preta (sem identificação) nos tempos de frio;
III - Calça dins azul.
IV - Cinto preto de nylon sem identificação.
VI – Tênis de cor preta.
VII – Meias de cores brancas (longas).
64

§ 2º - Com a evolução do curso, e a aquisição de material pelo Estado, o Cmt poderá


determinar o seguinte uniforme de peças padrão do art. 168, deste manual, a saber:

I - Camisa azul (gandola) manga curta.


II – Japona Azul (padrão PM) nos tempos de frio.
III - Camiseta branca. (padrão PM)
IV - Calça azul.
V - Cinto preto de nylon.
VI - Cinto de guarnição de nylon preto. (contendo os suportes)
VII - Coturnos pretos (engraxado e brilhando).
VIII - Meias de cor preta e longas (acima do cano do coturno).
IX - Boné preto regulável com o símbolo da PM.

§ 2º - Os alunos deverão estar em condições do uso de no mínimo duas peças do


uniforme, que deverá trazer consigo para as atividades escolares;

§ 3º – O Cmt do CFAP decidirá sob o uso acerca dos uniformes 1º, 2º e 3º do art. 12 do
RUPM.

§ 4º – Os Recém-ingressados, deverão apresentar nesta UEPM, descaracterizados, ou


seja em trajes civis, o qual deverão uniformizarem para frequentar as atividades escolares
previstas no art. 58, e após as atividades deverão retirar o uniforme e vestirem trajes civis, antes
de serem dispensados.

Art. 176 – Nos cursos de formações é expressamente vetado o uso do coldre de pernas
(robocop), bem como pochetes ou qualquer outro tipo de acondicionamento de materiais, nos
membros inferiores (coxas das pernas).

Seção V - Disposição Comum para Todos os Cursos

Art. 177 - O comandante da UEPM poderá dispensar o uso da gandola, quando em


atividades escolares do art. 58, salvo nos casos de atividades fora da sede do CFAP.

Art. 178 – Será vedado o uso de armas de fogo no interior das salas de aula, ou em
qualquer atividade escolar, salvo nos casos das disciplinas especificas de utilização de
armamento e munições;

Parágrafo único - Os alunos já habitados ao uso e possuidores de armas de fogo,


particular ou da corporação, assim que apresentar nesta UEPM, deverá deslocar até caixa de
areia, desalimentar a arma é desacautelar no almoxarifado.

Art. 179 – Os trajes de banhos para o sexo masculino deverá ser sunga na cor preta, e
para o sexo feminino maio, também na cor preta.
65

Art. 180 - As peças de uniformes deverão ser utilizadas de maneira que proporcionem
agilidade e conforto não sendo, pois, permitido o uso de peças demasiadamente justas, curtas ou
folgadas.

Art. 181 - As peças e equipamentos que compõem o fardamentos, deverão ser conforme
o que prescreve o este Manual e as do Regulamento de Uniformes da Polícia Militar (RUPM).

Parágrafo único - A saia do uniforme 3º feminino quando autorizado, deverá ter o


comprimento que seja suficiente para, ajustada à cintura, ficar 1 cm abaixo da linha inferior dos
joelhos.

Art. 182 - Deverá ser rigorosamente observado o que prescreve o RUPM quanto ao
corte da calça destinada a todos os fardamentos, que deverá ser conforme o modelo tradicional
com o cós na linha da cintura, não sendo permitida a utilização de calças com cós diferenciado,
seja cós baixo ou alto.

Art. 183 - O modelo do sapato previsto para os uniformes 1º, 2º e 3º feminino, quando
autorizado, será o escarpim fechado (sapato fechado, com salto de 5 a 7 cm e uma linha que se
afina em direção ao bico), na cor preta, sem adornou ou enfeites.

Art. 184 - Os casos não previstos neste Manual e no RUPM, serão resolvidos por ato do
Comandante do CFAP.
66

CAPITULO V
DO SISTEMA DE AVALIAÇÃO DO ENSINO

TITULO I
DO ENSINO TÉCNICO

Seção I - Da Avaliação do Rendimento do Ensino

Art. 185 - A avaliação do rendimento das atividades dos Docentes far-se-á pela
observação direta de sua conduta ou atividade, bem como, através de pesquisa que permitam
aferir o aproveitamento dos alunos nos diversos trabalhos escolares.

Parágrafo único - O Comandante do CFAP, baixará normas específicas com o objetivo


de sistematizar os critérios a que serão submetidos os Docentes, indicando os processos que
deverão ser utilizados para a apuração do rendimento do ensino.

Seção II - Das Provas Escritas

Art. 186 - As provas escritas poderão abranger todo ou parte dos assuntos ministrados
durante o período letivo.

§ 1º - As provas escritas serão realizadas de acordo com o calendário organizado pela


Seção Técnica de Ensino - STE, sendo os alunos cientificados com antecedência.

§ 2º - As provas escritas não poderão exceder o tempo de 04 (quatro) horas de duração.

Seção III - Das Provas Práticas

Art. 187 - As provas práticas serão realizadas obedecendo ao calendário previsto e, de


acordo com as peculiaridades de cada matéria.

Parágrafo único - Quando da elaboração das provas práticas, os instrutores deverão


apresentar a STE os critérios a serem adotados para a sua aplicação e apuração do grau de
complexidade.
67

Seção IV - Da Elaboração das Provas

Art. 188 - O aluno só poderá ser submetido a, no máximo 02 (duas) verificações


escritas por dia e 06 (seis) verificações por semana.

Art. 189 - A Seção Técnica de Ensino é responsável pela apuração dos graus dos alunos
e divulgação do resultado, através do Corpo de Alunos.

Art. 190 - Nas provas cujos resultados forem julgados anormais será realizada uma
pesquisa pedagógica, podendo a prova ou questão serem anuladas pelos seguintes motivos:

I - Falha técnica do material empregado;


II - Inclusão de assunto não previsto para a realização da prova;
III - Tempo previsto inadequado ou não observado; e
IV - Outros casos julgados cabíveis DIVE.

Art. 191 - Até no máximo de 10 (dez) dias após a realização da verificação será
realizada a vista de prova conforme programação em QTS.

Art. 192 - O aluno que se achar prejudicado na nota, poderá solicitar a revisão de prova,
até dois dias úteis, após a realização de vista de prova, fundamentado o pedido, em formulário
próprio, com as razões que o motivaram.

§ 1º - Aceitas as razões, será constituída uma comissão de revisão composta pelo chefe
da STE, um Oficial da Divisão de Ensino e o instrutor ou monitor da matéria.

§ 2º - A Comissão de revisão terá 02 (dois) dias úteis, a partir da designação, para


apresentar ao Chefe da Divisão de Ensino a sua decisão, a qual encaminhará a documentação ao
Cmt do CFAP para solução.

Art. 193 - O aluno que faltar a qualquer prova poderá fazê-la, em segunda chamada, se
a falta for justificada, em caso contrário, ser-lhe-á atribuída nota zero.

§ 1º - O pedido de concessão de segunda chamada será feito pelo aluno, em formulário


próprio, onde esclarecerá o motivo da falta, comprovando-o através de documentos idôneos,
dirigido ao Comandante de Pelotão, que o encaminhará ao Comandante do Corpo de Alunos e
este ao Chefe da Divisão de Ensino para o deferimento ou não da solicitação.

§ 2º - Será atribuída nota zero ao aluno que deixar de realizar qualquer prova em
segunda chamada, ou tiver indeferida a sua solicitação.

§ 3º - Considera-se reprovado o aluno que, devendo fazer verificação suplementar, em


segunda chamada, não puder realizá-la, até o último dia destinado a tais verificações.
68

Seção V - Da Frequência nas Atividades Escolares

Art. 194 - A frequência dos alunos as atividades escolares é obrigatória, sendo


considerado ato de serviço, exceção feita apenas para as situações abaixo especificadas, quando
suas faltas serão consideradas justificadas:

I - Licenciado para tratamento de saúde - LTS;


II - Dispensado pelo médico da prática de esforços físicos por acidente em serviços ou
não, ou por apresentar moléstia infecto-contagiosa;
III - Requisição Judicial;
IV - Dispensado por luto;
V - Dispensa por núpcias; e
VI - Licença Paternidade.

Parágrafo único - Outras faltas ou dispensas, devidamente comprovadas pelo aluno e


com parecer favorável por escrito do Cmt de Cia.

Art. 195 - O professor, instrutor ou monitor não pode dispensar o aluno, ficando
qualquer dispensa a critério do Cmt de Cia ou Oficial de Dia, na sua ausência o Adjunto de Dia,
todos com anuência do Chefe da DIVE.

Seção VI - Do Aproveitamento Escolar

Art. 196 - Para todos os cursos do CFAP, o aproveitamento escolar dos alunos será
medido através da:

I - Verificação Corrente (VC)


II - Verificação Final (VF);
III - Verificação Suplementar / Segunda Chamada (VS)
IV - Verificação de Recuperação (VR); e
V - Média Final de Curso (MFC).

§ 1º - Verificação Corrente (VC), é aplicada de acordo com o processo de avaliação


específica a cada disciplina e corresponde às Verificações Correntes (VC), verificações
imediatas (VI) e Verificações Especiais (VE);

§ 2º - A Verificação Final (VF) correspondente ás provas Finais das Matérias do Curso;

§ 3º- Verificação de Segunda Chamada (VSC) é a oportunidade facultada ao Aluno que


não possa submeter-se a qualquer das verificações por motivos elencados no Art. 93 do
regimento Interno. Deve ser solicitada mediante requerimento ao Comandante da CFAP, tão
logo se apresente o Aluno e será realizada no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data em que o
Aluno tiver condições de realizá-la;
69

§ 4º - Media da Matéria (MM) corresponderá a media aritmética da soma da Verificação


Corrente (peso dois) mais a Verificação Final (peso três) Média = (CV X 2 + VF X 3) / 5;

§ 5º - O nota obtido na Verificação de Recuperação não será computado para efeito de


media final do curso;

§ 6º - Será aprovado o aluno que obtiver grau mínimo de 5,0 (cinco) inteiros por
matéria;

§ 7º - O aluno que na matéria não obtiver grau 5,0 (cinco) inteiros, fará Verificação de
Recuperação (VR), respeitando o limite de 02 (duas) matérias;

§ 8º - Será reprovado o aluno que ultrapassar o limite de 02 (duas) matérias para a


recuperação.

Seção VII - Da Classificação

Art. 197 - Ao término de Curso de formação, capacitação ou estágio, haverá uma


classificação geral de alunos, em ordem decrescente do resultado final da habilitação escolar, que
definirá sua situação hierárquica, na turma em sendo curso de formação.

§ 1º - A classificação dos alunos será feita dentro de cada curso, capacitações ou


estágio.

§ 2º - Quando houver igualdade de resultados finais, a classificação, obedecerá à


precedência de acordo com o Estatuto dos Policiais Militares do Estado de Mato Grosso.

§ 3º - Os alunos submetidos à verificação de recuperação, terão suas médias respeitadas


e entrarão na classificação a que fizerem jus, porém a nota obtido na Verificação de Recuperação
não será computado para efeito de média global.

Seção VIII – Do Conceito de Aprendizagem

Art. 198 - O conceito da aprendizagem é o resultado alcançado pelo aluno, em


consequências dos graus por ele obtido nas verificações e que podem ser classificados em quatro
tipos de menção;

I - 9,00 a 10,00 - Muito Bom (MB)


II - 7,00 a 8,99 - Bom (B)
III - 5,00 a 6,99 - Regular (R)
IV - 0,00 a 4,99 – Insuficiente (I)
70

Seção IX - Dos Diplomas e dos Certificados

Art. 199 – Deverá ser conferidos diplomas e distintivos dos seguintes Cursos:

I - Concludentes do CAS: diploma e distintivo do curso;


II - Concludentes do CFS: diploma e distintivo do curso;
III - Concludentes do CFC: diplomas e distintivo do curso;
IV - Concludentes do CFSd: diplomas e distintivo do curso.

Parágrafo único - Serão conferidos certificados aos concludentes dos estágios ou


capacitações realizados pelo CFAP, de acordo com aprovação do Diretor de Ensino Instrução e
Pesquisa e RUPM.

TITULO II
DA EXCLUSÃO, LIMINARES, REMATRÍCULA E RECURSOS

Seção I - Da Exclusão

Art. 200 - O aluno matriculado regularmente nos Cursos/PMMT, que apresentarem as


condições previstas nos incisos do artigo 39, com as observações de seus §§ 1º ao 4º, da Lei
Complementar nº 408, de 01 de julho de 2010, deverá ser excluído conforme a própria dicção do
caput do mencionado artigo, cuja atribuição é do Comandante Geral, com fulcro no artigo 130,
da Lei Complementar nº 231, de 15 de dezembro de 2005.

§ 1º - A exclusão de que trata o caput deste artigo, será precedida de Sindicância de


natureza demissória, nos moldes do artigo 9º e seguintes, do Manual de Sindicância aprovado
por meio da Portaria nº 218/GCG/PMMT/09, de 16 de outubro de 2009, oportunizando assim ao
sindicado o exercício da ampla defesa e do contraditório, por conseguinte o princípio
constitucional do devido processo legal administrativo, em congruência ao disposto no artigo 10,
§ 2º, da Lei Complementar nº 408, de 01 de julho de 2010, combinado com o artigo 3º, inciso II,
alínea “b”, da Lei Complementar nº 231, de 15 de dezembro de 2005.

§ 2º - A portaria de instauração deverá ser expedida pelo Comandante Geral, mediante


provocação do Comandante do CFAP ou dos Polos de Formação, na forma do que enuncia o
artigo 2º, § único, do Manual de Sindicância aprovado por meio da Portaria nº.
218/GCG/PMMT/09, cujo controle será realizado pela Corregedoria Geral.

Seção II - Condições Especifica para Exclusão


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Art. 201 – Nos termos do Art. 39, lei complementar nº 408, de 01 de julho de 2010,
Será excluído do curso ou estágio o aluno que:

I - Tiver seu requerimento de exclusão do curso ou estágio deferido;


II - Faltar a mais de 25% (vinte e cinco por cento) da carga horária de qualquer
disciplina;
III - Revelar conduta incompatível com a profissão de militar estadual, de acordo com
os preceitos estabelecidos no Estatuto dos Militares do Estado de Mato Grosso;
IV - Cometer falta disciplinar incompatível com sua permanência no curso ou estágio;
V - For reprovado por nota;
VI - Ingressar no comportamento “MAU”;
VII - Incidir em qualquer condição de incapacidade física para o serviço ou para o
prosseguimento do curso ou estágio, devidamente comprovada pela perícia oficial;
VIII - Falecer;
IX - For encontrado utilizando-se de meio fraudulento na realização de qualquer
verificação, devidamente apurado em sindicância.

§ 1º - Nas hipóteses de exclusão previstas nos incisos II, III, IV, V, VI e IX será
assegurado ao aluno o direito de defesa e ao contraditório, por meio do devido processo legal.

§ 2º - O aluno do CAS, CFS, CFC e dos demais cursos, ou estágios oferecidos pelas
respectivas Corporações, ao ser excluído do respectivo curso retornará a sua situação funcional
anterior, sem prejuízo de eventuais sanções penais, cíveis e ou administrativas.

§ 3º - O aluno excluído do CFSd, será excluído também das respectivas Corporações,


salvo nos casos previstos no inciso VII, para acidentes ocorridos em ato de serviço ou instrução,
onde permanecerá sob acompanhamento da Diretoria de Gestão de Pessoas, sem prejuízos
financeiros.

Seção III - Do Cumprimento de Liminares.

Art. 202 - O Aluno para ocupar o Cargo no curso pretendido que eventualmente acionar
o Poder Judiciário com a pretensão de garantir sua participação nos Cursos, obtendo assim
liminar determinando sua efetiva matrícula, mediante intimação formal à Administração Militar,
terá garantido o respectivo direito de matrícula no subseqüente Curso, com lastro na disposição
legal contida no artigo 39, inciso II, da lei complementar nº 408, de 01 de julho de 2010, na
medida em que a depender da fase na qual se encontrar o curso, ou seja, se ultrapassar em 25 %
(vinte e cinco porcento) da carga horária de qualquer disciplina, se tornar legalmente inviável a
imediata realização da matrícula pela Administração Militar.

Parágrafo único - As circunstâncias de que trata o caput, deste artigo, deverão ser
imediatamente levadas ao conhecimento do juízo que proferiu a liminar, prestando-lhe ainda as
demais informações pertinentes a cada caso in concreto, cuja instrumentalização será realizada
72

pela Assessoria Jurídica da PMMT, adotando para tanto as medidas de praxe junto à
Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso. Seção com fulcro nos termos do art. 3º da
Portaria n.º 158/QCG/DEIP, de 02 de maio de 2011.

Seção IV - Da Rematrícula

Art. 203 - A rematrícula para os , CAS, CFS e CFC, na hipótese prevista no inciso VII
do artigo do artigo 39 da Lei 408 de julho de 2010, dar-se-á somente na edição seguinte ao curso
do qual o aluno foi desligado, desde que cessados os motivos que determinaram a exclusão e que
seja julgado apto pela Perícia Oficial.

Art. 204 - A rematrícula para os cursos CFSd é garantida nos casos de incapacidade
física para o serviço ou para o prosseguimento do curso ou estágio, quando adquirida em ato de
serviço ou decorrente deste, e dar-se-á na edição seguinte ao curso do qual o aluno foi desligado,
cessados os motivos que determinaram a exclusão e que seja julgado apto pela Perícia Oficial.

Art. 205 - A rematrícula poderá ser concedida somente uma vez para os cursos ou
estágios da Corporação, ouvido o Comandante-Geral, através da DEIP e obedecidas às condições
específicas para a matrícula, considerando-se, no entanto, o disposto nos Arts. 40 e 41 da Lei de
ensino.

Art. 206 - O aluno rematriculado deverá repetir todas as matérias previstas no currículo
do curso do qual foi desligado, independente das médias alcançadas anteriormente, sendo
considerado repetente, conforme regulamentos específicos.

Seção V - Dos Recursos Escolares

Art. 207 - O Aluno que se julgar prejudicado ou injustiçado é assegurado o direito aos
recursos:

I - Na esfera disciplinar, nos termos do que dispõe este Manual e o RDPMMT;


II - Na esfera administrativa referentes assuntos dos cursos, nos termos legais do que
dispõe o Estatuto dos Policiais Militares do Estado de Mato Grosso;
III - Na esfera escolar, através do pedido de revisão de prova pleiteando retificação de
grau obtido, nos termos das normas específicas baixadas pelo Comandante Geral.

Art. 208 - O pedido de revisão de prova em que é pleiteada a retificação de nota obtida
é admissível nas verificações constantes de processo de avaliação da aprendizagem.

Art. 209 - O pedido de revisão será dirigido:

I - Ao professor/Instrutor da disciplina em primeira instância;


73

II - Ao comandante do CFAP, em segunda e última instância.

§ 1º - No caso do inciso II deste artigo, será nomeada uma Comissão de Ensino para
emissão de parecer;

§ 2º - A decisão final caberá ao Comandante do CFAP, com base no parecer emitido


pela Comissão de Ensino.

§ 3º - Da decisão do Comandante do CFAP não será admitido qualquer recurso.

Art. 210 - A Comissão de Ensino será composta dos seguintes membros:

I - Subcomandante do CFAP;
II - Chefe da Seção Técnica de Ensino;
III - Outro professor da disciplina em que o aluno requereu a revisão, sem vínculo com
a banca examinadora.

§ 1º - Os membros a que se refere o item três deste artigo serão designados pelo
Comandante do CFAP;

§ 2º - Os trabalhos da Comissão de Ensino serão presididos pelo Subcomandante e


secretariados pelo Chefe da Seção Técnica de Ensino.

§ 3º - Antes de seu julgamento a comissão ouvirá o professor da matéria das alegações


apresentadas pelo requerente.

Art. 211 - O processamento do pedido de revisão, os procedimentos a adotar e os


formulários serão regulados pelo Regime Interno do CFAP.
74

CAPÍTULO VI
ASPECTOS MILITARES

TITULO I
GENERALIDADES

Seção I – Dos Valores Militares, Reflexos a Situações de Crise e Dinâmicas de Grupos

Art. 212 - O patriotismo, civismo, amor a profissão, espírito de corpo, aprimoramento


técnico-profissioal, fé na missão da PMMT, disciplina são valores a serem cultuados pelos
Policiais Militares.

Art. 213 - A dedicação a pátria, respeito aos símbolos nacionais, probidade e lealdade,
disciplina e respeito a hierarquia, rigoroso cumprimento dos deveres e ordens, trado do
subordinado, para e superiores, com repeito e dignidade, são deveres a serem observados e
praticados pelos policiais militares.

Art. 214 - Os alunos deverão praticar a vivacidade Militar como a atividade que visa
adaptar e construir reflexos no neófito de polícia frente a situações estressantes, preparando-os
para as atividades do profissional policial militar no atendimento de ocorrências policiais
militares de alta complexidade.

Art. 215 - O trabalho em equipe reflete o espírito de corpo, a moral e a disciplina do


Corpo de Alunos, que serão desenvolvidas, com os seguintes objetivos:

I - Desenvolver os reflexos e poder de tomada de decisão em tempo real dos alunos,


tornando-os aptos a atividades práticas curriculares.
II - Despertar o espírito de união, companheirismo e espírito de corpo, que cumprirão
metas pré-estabelecidas;
III - Forjar a disciplina do Corpo de Alunos, através da assimilação dos valores a
costumes da caserna;
IV - Demonstrar aos alunos as virtudes necessárias à carreira policial militar;
V - Realizar Alongamento e aquecimento antes e após a execução do serviço como
forma de evitar lesões, bem como contribuir para o ganho de condicionamento físico ao futuro
policial militar.

Parágrafo único - O comandante do Corpo de Alunos Deverá comunicar todos os


atos e ações desta seção ao comandante do CFAP, sobre as atividades.
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Seção II - Do Escalonamento Hierárquico

Art. 216 - A hierarquia e a disciplina são as bases institucionais das corporações


militares estaduais.

§ 1º - A hierarquia militar é a ordenação da autoridade em níveis diferentes, dentro da


estrutura das instituições militares estaduais.

§ 2º - A autoridade e a responsabilidade do militar estadual crescem juntamente com o


grau hierárquico.

Art. 217 - A ordenação é feita por posto ou graduação.

§ 1º - Posto é o grau hierárquico do oficial conferido por ato do Governador do Estado,


sendo expedida a respectiva Carta Patente.
§ 2º - Graduação é o grau hierárquico conferido pelo Comandante-Geral da respectiva
instituição militar estadual aos Subtenentes PM/BM, Sargentos PM/BM, Cabos PM/BM e
Soldados PM/BM.

§ 3º - Os alunos Soldados estão situados hierarquicamente no primeiro patamar da


Graduação das praças conforme o Estatuto da PM e seguirão todas as normas, instruções e
regulamentos vigentes na PMMT.

Seção III - Da Cadeia de Comando

Art. 218 – A Cadeia de Comando é estruturada através dos níveis hierárquicos na


instituição PMMT, através dos postos e graduações.

§ 1º - Os postos são as patentes coferida ao círculo de oficiais, a saber:

I – Coronel;
II – Tenente-Coronel;
III - Major;
IV – Capitão;
V – 1º Tenente;
VI – 2º Tenente;

§ 2º - São considerados oficiais superiores os termos dos incisos I a III; oficiais


Intermediários o inciso IV e Oficiais subalternos os incisos V e VI, todos do parágrafo anterior;

§ 3º - As graduações são as patentes coferida ao círculo de Praças, a saber:

I – Subtenente;
II – 1º Sargento;
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III – 2º Sargento Aluno CAS;


V – 2º Sargento (sem CAS);
VI - 3º Sargento;
VII – Aluno Sargento;
VIII – Cabos;
IX – Aluno Cabo;
X – Soldado;
XI – Alunos Soldado.

§ 4º - Os Aspirantes são considerados Praças Especiais;

§ 5º - As atribuições dos postos e graduações deverão ser executadas observando a


antiguidade/precedência, conforme capitulo II, título II, deste manual.

Art. 219 - Toda informação, solicitação dos alunos, deverá ser feita mediante o
documento Parte e endereçada ao Subcomandante, ou Comandante dos respectivos Pelotões.

§ 1º - No caso de informação, em um prazo de até 48 horas, após o evento a ser


informando;

§ 2º - No caso de solicitação, em um prazo de no mínimo 48 horas, anterior do evento a


ser solicitado;

§ 3º - A partir do recebimento da Parte, o Cmt de Pelotão deverá encaminhar com


brevidade ao Comandante de Companhia, dando preferência as Parte por chegada ou solicitações
envolvendo problemas de saúde;

§ 4º - O Comandante de Companhia deverá dar solução de sua alçada, quando fugir sua
competência deverá encaminhar seguindo cadeia de comando a quem de direito.

§ 5º - Em todos os casos o Cmt de Cia deverá enviar cópia das Partes ao Corpo de
Alunos para conhecimento e controle.

Art. 220 - É vedado a todo Aluno dirigir-se a qualquer Seção desta Unidade Escola,
sem autorização do Subcomandante ou Comandante dos respectivos Pelotões.

Art. 221 - O aluno que tiver algum assunto de urgência a ser tratado com o Comandante
do Pelotão, e não haver tempo hábil para confecção da Parte, deverá procurar o Chefe de Turma
e este levará ao conhecimento dos fatos do Subcomandante do Pelotão ou Comandante.

Art. 222 - É vedado a qualquer aluno, dirigir-se a qualquer superior hierárquico, com a
finalidade de tratar de assuntos referentes ao curso ou mesmo particulares, sem observar a
Cadeia de Comando. Salvo nos casos de urgência, ou quando a autoridade dentro da Cadeia de
Comando não estiver presente.
77

TITULO II
DOS SINAIS DE RESPEITO O DA CONTINÊNCIA E APRESENTAÇÃO

Seção I - Dos Sinais de Respeito

Art. 223 - Todo militar, em decorrência de sua condição, obrigações, deveres, direitos e
prerrogativas, estabelecidos em toda a legislação militar, deve tratar sempre:

I - Com respeito e consideração os seus superiores hierárquicos, como tributo à


autoridade de que se acham investidos por lei;
II - Com afeição e camaradagem os seus pares;
III - Com bondade, dignidade e urbanidade os seus subordinados.

§ 1º - Todas as formas de saudação militar, os sinais de respeito e a correção de atitudes


caracterizam, em todas as circunstâncias de tempo e lugar, o espírito de disciplina e de apreço
existentes entre os integrantes da Policia Militar.

§ 2º - As demonstrações de respeito, cordialidade e consideração, devidas entre os


membros das Forças Armadas, também o são aos integrantes das Polícias Militares, dos Corpos
de Bombeiros Militares e aos Militares das Nações Estrangeiras.

Art. 224 - O militar manifesta respeito e apreço aos seus superiores, pares e
subordinados:

I - Pela continência;
II - Dirigindo-se a eles ou atendendo-os, de modo disciplinado;
III - Observando a precedência hierárquica;
IV - Por outras demonstrações de deferência.

§ 1º - Os sinais regulamentares de respeito e de apreço, entre os militares constituem


reflexos adquiridos mediante cuidadosa instrução e continuada exigência.

§ 2º - A espontaneidade e a correção dos sinais de respeito são índices seguros do grau


de disciplina das corporações militares e da educação moral e profissional dos seus
componentes.

§ 3º - Os sinais de respeito e apreço são obrigatórios em todas as situações, inclusive


nos exercícios no terreno e em campanha.

Art. 225 - Quando dois militares se deslocam juntos, o de menor


antiguidade/precedência dá a direita ao superior.

Parágrafo único - Se o deslocamento se fizer em via que tenha lado interno e lado
externo, o de menor antiguidade/precedência dá o lado interno ao superior.
78

Art. 226 - Quando os militares se deslocam em grupo, o mais antigo fica no centro,
distribuindo-se os demais, segundo suas precedências, alternadamente à direita e à esquerda do
mais antigo.

Art. 227 - Quando encontrar um superior num local de circulação, o aluno saúda-o e
cede-lhe o melhor lugar.

§ 1º - Se o local de circulação for estreito, o aluno, franqueia a passagem ao superior,


faz alto e permanece de frente para ele.

§ 2º - Na entrada de uma porta, o aluno franqueia-a ao superior; se estiver fechada, abre-


a, dando passagem ao superior e torna a fechá-la depois.

Art. 228 - Em local público onde não estiver sendo realizada solenidade cívico-militar,
bem como em reuniões sociais, o aluno cumprimenta, tão logo lhe seja possível, seus superiores
hierárquicos.

Parágrafo único - Havendo dificuldade para aproximar-se dos superiores hierárquicos,


o cumprimento deve ser feito mediante um movimento de cabeça.

Art. 229 - Para falar a um superior, o aluno emprega sempre o tratamento “Senhor” ou
“Senhora”.

§ 1º - Para falar, formalmente, ao Comandante, Diretor ou Chefe de Organização


Militar, o tratamento é “Senhor Comandante”, “Senhor Diretor”, “Senhor Chefe”, conforme o
caso; nas relações correntes de serviço, é admitido o tratamento de “Comandante”, ”Diretor” ou
“Chefe”.

§ 2º - No mesmo posto ou graduação, poderá ser empregado o tratamento “você”,


respeitadas as tradições e peculiaridades da Policia Militar do Estado de Mato Grosso.

Art. 230 - Para falar a um mais moderno, o superior emprega o tratamento “você”.

Art. 231 - Todo aluno, quando for chamado por um superior, deve atendê-lo o mais
rápido possível, apressando o passo quando em deslocamento.

Seção II - Da Continência

Art. 232 - A continência é a saudação prestada pelo militar e pode ser individual ou da
tropa.

§ 1º - A continência é impessoal e visa a autoridade e não a pessoa.

§ 2º - A continência parte sempre do militar de menor precedência hierárquica; em


igualdade de posto ou graduação, quando ocorrer dúvida sobre qual seja o de menor precedência,
deve ser executada simultaneamente.
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§ 3º - Todo militar deve, obrigatoriamente, retribuir a continência que lhe é prestada; se


uniformizado, presta a continência individual; se em trajes civis, responde-a com um movimento
de cabeça, com um cumprimento verbal ou descobrindo-se, caso esteja de goro.

Art. 233 - São elementos essenciais da continência individual: a atitude, o gesto e a


duração, variáveis conforme a situação dos executantes:

I - Atitude - postura marcial e comportamento respeitoso e adequado às circunstâncias e


ao ambiente;
II - Gesto - conjunto de movimento do corpo, braços e mãos, com ou sem armas;
III - Duração - o tempo durante o qual o militar assume a atitude e executa o gesto
acima referido.

Art. 234 - Têm direito à continência:

I - A Bandeira Nacional:
a) Ao ser hasteada ou arriada diariamente em cerimônia militar ou cívica;
b) Por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporarão, nas formaturas;
c) Quando conduzida por tropa ou por contingente de Organização Militar;
d) Quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, acompanhada por guarda ou por
organização civil, em cerimônia cívica;
II - O Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica;
III - O Presidente da República;
IV - O Vice-Presidente da República;
V - O Presidente do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal
Federal;
VI - Os Ministros de Estado;
VII - Os Governadores de Estado, de Territórios Federais, e do Distrito Federal, nos
respectivos territórios, ou em qualquer parte do País em visita de caráter oficial;
VIII - Os Ministros do Superior Tribunal Militar;
IX - Os Militares da ativa das Forças Armadas, mesmo em traje civil; neste último caso,
quando for obrigatório o seu reconhecimento em função do cargo que exerce ou, para os demais
militares, quando reconhecidos ou identificados;
X - Os militares da reserva ou reformados, quando reconhecidos ou identificados;
XI - A tropa quando formada;
XII - As Bandeiras e os Hinos das Nações Estrangeiras, nos casos dos incisos I e II
deste artigo;
XIII - As autoridades civis estrangeiras, correspondentes às constantes dos incisos III a
VIII deste artigo, quando em visita de caráter oficial;
XIV - Os militares das Forças Armadas estrangeiras, quando uniformizados e, se em
trajes civis, quando reconhecidos ou identificados;
XV - Os integrantes das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares,
Corporações consideradas forças auxiliares e reserva do Exército.

Art. 235 - O militar deve responder com saudação análoga quando, ao cumprimentar o
superior, este, além de retribuir a continência, fizer uma saudação verbal.
80

Seção III - Da Continência em Movimento

Art. 236 - O militar, desarmado, ou armado de revólver ou pistola, ou espada


embainhada, faz a continência individual de acordo com as seguintes regras:

I – O mais moderno parado e superior deslocando-se:


a) posição de sentido, frente voltada para a direção perpendicular à do deslocamento do
superior;
b) com cobertura: em movimento enérgico, leva a mão direita ao lado da cobertura,
tocando com a falangeta do indicador a borda da pala, um pouco adiante do botão da jugular, ou
lugar correspondente, se a cobertura não tiver pala ou jugular; a mão no prolongamento do
antebraço, com a palma voltada para o rosto e com os dedos unidos e distendidos; o braço
sensivelmente horizontal, formando um ângulo de 45º com a linha dos ombros; olhar franco e
naturalmente voltado para o superior. Para desfazer a continência, baixa a mão em movimento
enérgico, voltando à posição de sentido;
c) em cobertura: em movimento enérgico, leva a mão direita ao lado direito da fronte,
procedendo similarmente ao descrito na alínea “b”, no que couber;
d) a continência é feita quando o superior atinge a distância de três passos do mais
moderno e desfeita quando o superior ultrapassa o mais moderno de um passo;
II - O mais moderno deslocando-se e superior parado, ou deslocando-se em sentido
contrário: se está se deslocando em passo normal, o mais moderno mantém o passo e a direção
do deslocamento; se em acelerado ou correndo, toma o passo normal, não cessa o movimento
normal do braço esquerdo; a continência é feita a 03 (três) passos do superior, como prescrito no
inciso I, alíneas “b” e “c”, encarando-o com movimento vivo de cabeça; ao passar por este, o
mais moderno volta a olhar em frente e desfaz a continência;
III - mais moderno e superior deslocando-se em direções convergentes: o mais moderno
dá precedência de passagem ao superior e faz a continência como prescreve o inciso I, alíneas
“b” e “c”, sem tomar a posição de sentido;
IV - mais moderno, deslocando-se, alcança e ultrapassa o superior que se desloca no
mesmo sentido: o mais moderno, ao chegar ao lado do superior, faz-lhe a continência como
prescrito no inciso I, alíneas “b” e “c”, e o encara com vivo movimento de cabeça; após três
passos, volta a olhar em frente e desfaz a continência;
V – O mais moderno deslocando-se, é alcançado e ultrapassado por superior que se
desloca no mesmo sentido: o mais moderno, ao ser alcançado pelo superior, faz-lhe a
continência, como prescrito no inciso I, alíneas “b” e “c”, desfazendo-a depois que o superior
tiver se afastado um passo;
VI - Em igualdade de posto ou graduação, a continência é feita no momento em que os
militares passam um pelo outro ou se defrontam.

Art. 237 - O militar, quando tiver as duas mãos ocupadas, faz a continência individual
tomando a posição de sentido, frente voltada para a direção perpendicular à do deslocamento do
superior.
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§ 1º - Quando apenas uma das mãos estiver ocupada, a mão direita deve estar livre para
executar a continência.

§ 2º - O militar em deslocamento, quando não puder corresponder à continência por


estar com as mãos ocupadas, faz vivo movimento de cabeça.

Seção IV - Da Continência à Bandeira e ao Hino Nacional

Art. 238 - Todo militar faz alto para a continência à Bandeira Nacional, ao Hino
Nacional.

§ 1º - Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia religiosa, o militar participante


da cerimônia não faz a continência individual, permanecendo em atitude de respeito.

§ 2º - Quando o Hino Nacional for cantado, a tropa ou militar presente não faz a
continência, nem durante a sua introdução, permanecendo na posição de “Sentido” até o final de
sua execução.

Art. 239 - Ao fazer a continência ao Hino Nacional, o militar volta-se para a direção de
onde vem a música, conservando-se nessa atitude enquanto durar sua execução.

§ 1º - Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia à Bandeira, o militar volta-se


para a Bandeira.

§ 2º - Quando o Hino Nacional for tocado em cerimônia militar ou cívica, realizada em


ambiente fechado, o militar volta-se para o principal local da cerimônia e faz a continência como
estipulado no inciso I do Art. 20 ou nos arts. 21, 22 ou 23, do regulamento de continência das
Forças Armadas, conforme o caso.

Art. 240 - Ao fazer a continência para a Bandeira Nacional integrante de tropa formada
e parada, todo militar que se desloca, faz alto, vira-se para ela e faz a continência individual,
retomando, em seguida, o seu deslocamento; a autoridade passando em revista à tropa observa o
mesmo procedimento.

Art. 241 - No interior das Organizações Militares, a praça faz alto para a continência a
oficial-general e às autoridades enumeradas nos incisos III a VIII, do Art. 234, deste manual.

Art. 242 - O Comandante, Chefe ou Diretor de Organização Militar tem, diariamente,


direito à continência prevista no artigo anterior, na primeira vez que for encontrado pelas suas
praças subordinadas, no interior de sua organização.

Parágrafo único - Quando o aluno encontrar pela primeira vez com o comandante da
UEPM, deve parar e presta a continência nos termos inciso I, alíneas “a”, “b” e “c”, do art. 234
deste manual.
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Art. 243 - Os militares em serviço policial ou de segurança poderão ser dispensados dos
procedimentos sobre continência individual constantes deste Manual e Regulamento de
Continência.

Seção V - Da Apresentação

Art. 244 - O militar para se apresentar a um superior, aproxima-se deste até a distância
do aperto de mão; toma a posição de “Sentido”, faz a continência individual como prescrita neste
Regulamento e diz, em voz claramente audível, seu grau hierárquico, nome de guerra,
Companhia e pelotão em que a pertence, ou função que exerce, desfaz a continência, diz o
motivo da apresentação, permanecendo na posição de “Sentido” até que lhe seja autorizado
tomar a posição de “Descansar’ ou de “À Vontade”.

§ 1º - Os 2º Sargento, alunos do Curso de aperfeiçoamento de Sargento, diz: grau


hierárquico, nome de guerra, Aluno CAS, pelotão e companhia que a pertence ou função que
exerce.

§ 2º - Em locais cobertos, o aluno desarmado ou armado com arma curta, para se


apresentar ao superior, bate na porta, abre, procede a uma visualizada geral na sala, identifica a
maior autoridade, solicita autorização para adentrar ao recinto, desloca até autoridade, toma a
posição de “Sentido” e realiza a apresentação nos termos do caput deste artigo. Se desejar falar
com outro militar presente no recinto, pede permissão a maior autoridade, se autorizado, desloca
até o militar com que quer falar, repete o procedimento; se não autorizado aplica os
procedimento do artigo seguinte.

§ 3º - Em locais cobertos se caso o aluno estiver usando cobertura, tira a com a mão
direita. Em se tratando de boné ou capacete, coloca-o debaixo do braço esquerdo com o interior
voltado para o corpo e a jugular para frente; gorro com pala, empunha-o com a mão esquerda, de
tal modo que sua copa fique para fora e a sua parte anterior voltada para a frente. Em seguida,
faz a continência individual e procede à apresentação.

Art. 245 - Para se retirar da presença de um superior, o militar faz-lhe a continência


individual, idêntica à da apresentação, e pede permissão para se retirar; concedida a permissão, o
oficial retira-se normalmente, e a praça, depois de fazer “Meia Volta”, rompe a marcha com o pé
esquerdo.

Art. 246 – As demais prescrições relacionadas esse título deverão ser observados pelos
alunos no R-2 (Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar
das Forças Armadas). Decreto nº 2.243, de 03 de junho de 1997.
83

CAPÍTULO VII
DOS SERVIÇOS E OUTRAS ATIVIDADES GERAIS DA ESCOLA

TITULO I
DO SERVIÇO INTERNO

Art. 247 - O serviço interno abrange todos os trabalhos necessários ao funcionamento


da unidade escola, que cabem à utilização dos alunos, como atividades escolares, do inciso VII,
do art. 58. Compreende os serviços interno, a saber:

I – Guarda;
II - Recepção/Telefone;
III – Rancho
IV – Cerimonial;
V – Gerais;
VI – Faxina;

§ 1º - O Instituto Serviço Fora de Escala é um instrumento classificado como atividade


escolar na espécie serviço interno, utilizados para fundamentar o emprego dos alunos nos incisos
acima descritos; previsto na seção IX, deste título.

§ 2º – Os serviços Internos são classificados como permanentes e temporários:

a) Serviço Interno Permanente - são aqueles realizados através de escala, que não
depende de prazo definidos para produzir resultado.
b) Serviço Interno Temporário - são aqueles realizados através de escalas ou não,
que possuem prazo definido para obtenção de resultados.

Seção I – Do Serviço de Guarda do Quartel

Art. 248 – O serviço de guarda, considerado permanente, que tem por objetivo
primordial proporcionar a segurança interna, atendimento aos visitantes e o público em geral na
UEPM e demais finalidade prevista nos artigos seguintes, deste manual.

§ 1º - Os alunos dos cursos de capacitações ou estágios, sendo 1º ou 2º Sargentos,


poderão exercer as atribuições de Adjunto do Oficial de Dia.

§ 2º - As funções de Cmt da Guarda deverão ser executadas por 3º Sargentos, Cabos,


bem como pelos alunos Sargentos lotados no CFAP, obedecendo à escala diária.
84

§ 3º - Os Alunos a soldados após receber instrução e devidamente aprovados, poderão


ser escalados na Guarda, nas funções de sentinelas ou componentes do corpo da guarda;
§ 4º - Todo o pessoal da guarda manter-se-á corretamente uniformizado, equipado e
armado durante o serviço, pronto para entrar rapidamente em forma e atender a qualquer
eventualidade.

Art. 249 - A guarda do quartel tem por principais finalidades:

I - manter a segurança do quartel;


II - Fiscalizar a saída de militares que não estejam convenientemente fardadas.
III - não permitir a entrada de bebidas alcoólicas, inflamáveis, explosivos e outros
artigos proibidos pelo Cmt Unidade, exceto os que constituírem suprimento para a unidade;
IV - Impedir a saída de animais, viaturas ou material sem ordem da autoridade
competente, bem como exigir o cumprimento das prescrições relativas à saída de viaturas;
V - Dar conhecimento imediato ao Of. de Dia, sobre a entrada de oficial estranho à
unidade, nas dependências do quartel;
VI - Levar à presença do Adjunto do Of. de Dia as praças de outras OM que pretendam
entrar no quartel;
VII - Impedir a entrada de civis estranhos ao serviço da unidade sem prévio
conhecimento e autorização do Of. de Dia;
VIII - Só permitir a entrada de qualquer viatura à noite, depois de reconhecida à
distância, quando necessário;
IX - Relacionar as praças da unidade que se recolherem ao quartel, depois de fechado o
portão principal e permitir a saída, neste caso, somente das que estejam autorizadas pelo Of. de
Dia;
X - Prestar as continências regulamentares.

Parágrafo único. Na execução dos serviços de guarda que lhes cabem, as guardas
reger-se-ão pelas disposições regulamentares vigentes, relativas ao assunto e instruções especiais
do Cmt do CFAP.

Art. 250 - No corpo da guarda é vedada a permanência de civis ou de militares


estranhos à guarda do quartel.

Art. 251 - No corpo da guarda serão afixados quadros contendo relações de material
carga distribuído, dos deveres gerais do pessoal da guarda e ordens particulares do Cmt da
Unidade.

Seção II – Dos Serviços de Recepção/Telefonista

Art. 252 – O serviço de recepção são aqueles destinados a receber e acompanhar os


visitantes, militar ou civil, devendo estes ser encaminhados aos devidos destinos.

§ 1º - Tanto os militares quantos os civis se for o caso de aguardar o atendimento,


deverá ser encaminhado a sala da recepção.
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§ 2º - As funções de recepcionista ou telefonista deverá ser executada por soldado ou


aluno soldado, a saber:

I - Recepcionar o público visitante com cortesia e educação, usando sempre os termos


“BOM DIA, BOA TARDE ou BOA NOITE”;
II - Atender ao telefone de maneira cortês, utilizando os seguintes termos: “CFAP, BOM
DIA, ALUNO SOLDADO PM FULANO DE TAL”;
III - Quando a pessoa chamada não estiver na Unidade ou na impossibilidade de atender
ao telefone, o telefonista deverá anotar com clareza em impresso próprio todo recado recebido,
com o máximo de esclarecimento possível;
IV - Comunicar imediatamente ao Adjunto de Dia, acerca de telefonema recebido
relativo a ocorrências ou informações diversas;
V - Zelar pelo perfeito funcionamento, manutenção e limpeza dos aparelhos sob sua
responsabilidade;
VI - Quando da passagem do serviço, transmitir os componentes da recepção ao seu
substituto, todos os recados e informações pendentes.

Seção III - Do Serviço de Rancho

Art. 253 – Os Serviços de Rancho são aqueles destinados a manter o funcionamento do


refeitório, sendo administrado por 2º ou 3º Sargento.

§ 1º - Os alunos dos Cursos de formações deverão executar os serviços de auxiliar de


rancheiro, durantes as refeições, com as seguintes atribuições:

I – Preparar os alimentos e vasilhames;


II – Auxiliar a servir as refeições;
III – Limpeza e higienização do Ambiente.

§ 2º - Nos casos quando houver cursos de sargentos, cabos e soldados,


concomitantemente, estes serviços deverão ser realisados pelos alunos dos cursos de menor
graduação.

Seção IV - Do Serviço de Cerimonial

Art. 254 – Cerimonial é todo evento oficial que deve ser atendido com ações que o
regulem o conjunto das regras e normas específicas de protocolo e etiqueta, definindo uma
sequência, para que a cerimônia ocorra de forma correta.

§ 1º - Nos eventos que envolver participação de alunos os cerimoniais deverão ser


organizados pela Administração do Corpo de Alunos;
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§ 2º - Os alunos dos cursos ministrados pelo CFAP, deverão participar como auxiliares
dos Oficiais e Graduados desta UEPM nos cerimoniais, tanto quanto nos serviços
administrativos, bem como no serviço operacional no dia do evento.

§ 3º - O corpo de aluno deverá seguir os tramites do Manual de Básico de Cerimonial e


Protocolo.

§ 4º - Os eventos deverão ser organizados através Nota de Serviço.

Seção V - Dos Serviços Gerais

Art. 255 – Os serviços gerais são classificados como temporários, que tem por objetivo
manter o funcionamento desta UEPM, os quais são subdivididos em duas categorias: os técnicos
e os de manutenção, a saber:

§ 1º - Serviços Gerais Técnicos: são serviços que necessita de uma habilitação


especifica para seu desempenho, tais como: Eletricista, encanador, informática, pintor, de
hortaliça, pedreiro, auxiliar Administrativo entre outros.

§ 2º - Serviços Gerais de Manutenção: são serviços que não necessita de uma


habilitação especifica, para sua execução, tais como: Organização geral do pátio, espaço
desportivo e lazer, área verde, seções administrativas, salas de aulas, estacionamento, banheiros,
rancho, e demais áreas destinadas ao ensino.

§ 3º - Os serviços considerados técnicos deverão ser executados por alunos dos cursos
de formação que são habilitados para seus desempenhos. Os demais serviços poderão ser
executados pelos outros alunos dos cursos de formações.

§ 4º - Os serviços mencionados no caput deste artigo deverão ser executados fora das
atividades escolares, exceto do item VII do art. 58.

§ 5º - Os alunos que forem desligados de qualquer curso de formação e permanecer a


disposição do CFAP, poderão ser escalados para desempenhar os serviços mencionados no caput
deste artigo.

Seção VI - Dos Serviços de Faxina

Art. 256 - Faxinas são todos os trabalhos de utilidade geral, executados no quartel ou
fora dele, compreendendo limpeza, lavagem, capinação, arrumação, transporte, carga ou
descarga de material e outros semelhantes. (Nos termos do inciso XIX, § 2º do art. 36, Estatuto
dos Servidores Estadual Militar de MT).
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§ 1º - Cabe aos alunos à manutenção e organização da limpeza das salas de aula,


corredores da área que dá acesso às salas, alojamentos, banheiros, pátio, rancho, estacionamento,
área verde, e demais áreas interna e externa estabelecida pelo Oficial de Dia, o Adjunto de Dia o
Comandante de pelotão e Comandante da Guarda, que deverão ser previamente escalado pela
Unidade Discente, ou substituído em serviço fora de escala, coforme prescrever este manual na
seção seguinte.

§ 2º - Nas limpezas e higienização, deverão ser utilizados, materiais e equipamentos,


como: vassouras, rodos, baldes, enxadas, rastelos, pás, foices, facão, carro de mão, sabão,
detergente, entre outros destinados à organização da UEPM, fins de manter o quartel e em
perfeito funcionamento.

§ 3º- Quando houver cursos concomitantemente, de diferentes graduações, os alunos


dos cursos mais modernos serão responsáveis pelas faxinas, exceto das salas de aulas, local que
os alunos de cada curso deverão procede-las, a critério do Chefe de Turma, sob orientação e
fiscalização do Adjunto de Dia e Comandante de Pelotão.

Seção VII – Dos Serviços Fora de Escala

Art. 257 - O Serviço Fora de Escala é o instituto que consiste no emprego do aluno em
qualquer seção deste título (serviços Interno) dentro ou fora desta UEPM, por ser afastados das
dispensas concedidas aos demais alunos, para aqueles que descumprirem normas gerais deste
Manual, ou quaisquer outras que caracterizarem-se em transgressões disciplinares escolares de
natureza médias ou nos casos de reincidência nas transgressões escolares leves prevista neste
manual.

Parágrafo único – São responsáveis em determinar o Serviço Fora de Escala: O


Comandante do Corpo de Alunos, Cias, Pelotões, e demais oficiais e graduados do CFAP, que
deverá comunicar ao Of. de Dia, ao término das instruções, treinamentos ou demais atividades
escolares.

Art. 258 – Os alunos ao ser flagrado praticando transgressão disciplinar escolar de


natureza média ou reincidentes nas leves, deverá substituir os alunos escalados, em quaisquer
atividades de serviço interno, prevista neste título ou até mesmo os de licença cassada. Nos
seguintes termos:

I – O aluno que cometer a transgressão deverá ser comunicado verbalmente na presença


de no mínimo 03 (três) testemunhas, imediatamente após o cometimento da transgressão.
II – O aluno deverá ser comunicado do serviço, referente às transgressões cometidas no
dia, no mínimo 06h00min antes do serviço, tempo suficiente para comunicar seus familiares,
caso contrário, deverá se escalado no dia posterior em Licença Cassada, se for o caso responder
processo administrativo;
III – Caso a aluno já esteja escalado em qualquer serviço interno, deverá cumprir a
escala subsequente;
88

IV - A autoridade que determinar o aluno o comprimento deste instituto, deverá


imediatamente comunicar o comandante de pelotão, bem como o Adjunto de Dia e confeccionar
no prazo de 48 horas a partir da informação, o documento Parte informando por escrito os fatos,
qualificando as testemunhas e posteriormente encaminha-la ao C.A;
V – O aluno que estiver escala e for substituído do serviço deverá ser dispensado
conforme o restante da escola, pelo Adjunto Dia, que deverá comunicar o Oficial de dia, e lançar
a alteração no livro do Adjunto e no Livro da Guarda.
VI – Essas transgressões deverão ser obrigatoriamente registradas no livro de alterações
de alunos, pelo comandante de pelotão.
VII – O aluno posto de serviço deverá ser considerado disciplinado pela transgressão
cometida;
VIII – Esse instituto deverá ser aplicado aos alunos que não forem reincidistes em
transgressão disciplinar média;
IX – Uma vez a transgressão sendo consideradas graves ou reincidentes nas médias, nos
termo deste manual, ou ser enquadrado em quaisquer transgressões disciplinares do RDPM,
deverá o aluno responder processo administrativo.
X – Os institutos, licença cassada, serviço fora de escala, processo administrativo, não
deve ser cumulativos.

Art. 259 - Deverão ser aplicar todos os termos do art. 74 deste manual, considerando
tais atos como recursos.

Parágrafo único - Os casos omissos nesta seção serão regulados por Nota de Instrução.

Art. 260 - Os serviços previstos neste título serão diários e eventuais, devendo
acontecer inclusive aos sábados, domingos e feriados, em turnos e horários pré-definidos, sem
que ocorra prejuízo às demais atividades escolares.

Art. 261 - Todos os Serviços deste título deverão ser instruídos, orientados e
fiscalizados pelo Of. de Dia, Adj. do Of. de Dia, Cmt de Pelotão ou Cmt da Guarda, bem como
pelos demais oficiais e graduados desta UEPM.

TÍTULO II
DAS ESCALAS, DO PLANTÃO, DO SOBREAVISO E PRONTIDÃO

Seção I - Das Escalas

Art. 262 - A escala de serviço é a relação de pessoal ou das frações de tropa que
concorrem na execução de determinado serviço, tendo por finalidade a distribuição equitativa de
todos os serviços da Unidade.

Art. 263 - Serviço de escala é todo o serviço não atribuído permanentemente à mesma
pessoa, ou fração de tropa, e que não importa em delegação pessoal ou escolha, tendo início, das
07h00min as 19h00min, 1º turno e das 19h00min h as 07h00min para o 2º turno. As escalas
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extras serão informadas com antecedência em tempo hábil e somente serão exigidas quando as
condições e necessidades do serviço requeiram prorrogação.

Art. 264 – Ficam estabelecidos serviços internos, conforme titulo anterior art. 247 e
seguintes deste manual.

§ 1º - As escalas de serviços referentes aos alunos deverão ser confeccionadas pela


administração do Corpo de Alunos

Seção II - Do Plantão

Art. 265 - O serviço de plantão consiste a execução do quarto de hora serviço na


guarda, que será realizado, por alunos dos Cursos previsto neste manual, obedecendo a uma
escala diária conforme determinação do Comandante do CFAP.

Art. 266 - O plantão de serviço (plantão da hora) compete:

I - Estar atento a tudo o que ocorrer no alojamento, participando imediatamente ao Cmt


da Gda qualquer alteração que verificar;
II - Proceder como estabelece o R-2, na entrada de qualquer oficial no alojamento;
III - Não permitir que as praças detidas no alojamento dele se afastem, salvo por motivo
de serviço e com ordem do Of. de Dia;
IV - Não consentir que seja prejudicado, por qualquer meio, o asseio do alojamento e
das dependências que lhe caiba guardar;
V - Zelar para que as camas se conservem arrumadas;
VI - Impedir, durante o expediente, a entrada de praças na dependência destinada a
dormitório, sempre que haja vestiário separado ou outro local apropriado à permanência nas
horas de folga;
VII - Fazer levantar, nos dias de expediente, as praças ao findar o toque de alvorada,
coadjuvando a ação do Cmt da Gda;
VIII - Não consentir a entrada de civis no alojamento sem que estejam devidamente
acompanhados por um policial militar de plantão desta UEPM;
IX - Examinar todos os volumes que forem retirados do alojamento, conduzidos por
praças e que não tenham sido verificados pelo Adj de Dia ou Cmt da Gda, impedindo a retirada
dos que não estejam devidamente autorizados;
X - Impedir a retirada de qualquer objeto do alojamento sem a devida autorização do
dono ou responsável e do Adj de Dia ou Cmt da Gda;
XI - Não consentir que qualquer praça se utilize ou se apodere de objeto pertencente a
outrem sem a autorização do dono ou responsável;
XII - Impedir a entrada de praças de outras UPM, depois da revista do recolher e, antes
desta, das que não possuam a autorização necessária;
XIII - Não permitir conversa em voz alta, nem outra qualquer perturbação do silêncio,
depois do respectivo toque;
XIV - Relacionar as praças que, estando no pernoite, se recolherem ao alojamento
depois do toque de silêncio e entregar a relação ao Cmt da Gda no momento oportuno;
XV - Dar sinal de “silêncio” imediatamente após a última nota do respectivo toque;
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XVI - Acender e apagar as luzes do alojamento nas horas determinadas; e


XVII - Apresentar-se aos oficiais que entrarem no alojamento, quando ausente o Cmt da
Gda.

§ 1º - Os plantões são substituídos, ordinariamente, às mesmas horas que as sentinelas


da guarda do quartel.

§ 2º - Caso o plantão da hora não se aperceba da entrada de um oficial no alojamento,


qualquer praça dará o sinal ou a voz que àquele compete.

Art. 267. Os plantões poderão fazem a limpeza do alojamento e das dependências a


cargo da guarda, sob a direção do Adj de Dia.

Seção III - Do Sobreaviso e Prontidão

Art. 268 – Sobreaviso, é o estado de alerta do corpo discente, quando se encontrar fora
da unidade escolar, que poderão ser acionados e empregados no serviço interno ou externo, na
possibilidade grave perturbação da ordem pública, desastre, manifestações populares, invasões
de movimentos organizados, dentre outros, através do plano de chamada feito pelo Corpo de
alunos. Já a Prontidão consiste no aquartelamento do corpo discente, para pronto atendimento,
nas situações previstas neste artigo.

§ 1º – O Sobreaviso e a Prontidão serão estabelecidos pelo Comandante do CFAP ou


por decisão superior.

§ 2º – A duração do Sobreaviso e da Prontidão perdurará enquanto houver qualquer das


situações previstas no caput deste artigo em andamento.

§ 3º - O Plano de Chamadas consiste numa planilha com dados pessoais, endereço e


telefones de todo corpo discente, devendo ser confeccionada pela Administração Corpo de
Alunos.

§ 4º - O Oficial de Dia deverá providenciar todo apoio logístico e referente ao


aprovisionamento a ser utilizado enquanto perdurar o Sobreaviso ou Prontidão.

§ 5º - Os casos omissos nesta seção, deverá ser regulados por Nota de Serviço.
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CAPITULO VIII
DAS LICENÇAS, AFASTAMENTOS E DISPENSAS MÉDICAS

TITULO ÚNICO
GENERALIDADES

Art. 269 – As licenças, afastamentos e dispensas para consultas médicas e/ou dentárias
em situação ordinárias, serão permitidos apenas nas tardes de quinta feiras, finais de semanas,
feriados ou em outros horários em que o efetivo for liberado ou após o término do expediente das
Atividades Escolar;

§ 1º - Salvo nos casos de acidente de qualquer natureza que impossibilite o aluno ou


outros considerados graves pelo Corpo de Alunos, em situações excepcionais.

§ 2º – Os alunos, em qualquer das atividades escolares previstas no art. 58, deste


manual, após a consulta médica, deverão retornar imediatamente a escola, munidos dos
respectivos atestados de comparecimento.

Art. 270 – O aluno que por motivo de força maior, estiver impedido de comparecer a
quaisquer atividades Escolares por motivo de saúde, deverá ao mínimo cientificar o Cmt do
Pelotão, Adjunto de Dia ou a qualquer Oficial do CFAP, dos motivos existente. E quando
dispensado, após o atendimento médico, deverá se dirigir imediatamente para a escola, que
deverá no prazo de 24 horas, dar ciência através de Parte ao Cmt de pelotão.

§ 1º - Exclusivamente em casos de internação hospitalar, um portador devidamente


autorizado poderá trazer de imediato o devido atestado para exame e homologação. Em
quaisquer das hipóteses, o atestado deverá constar o horário de chegada e saída do atendimento.

§ 2º – O aluno que não cumprir o disposto neste artigo, receberá onde estiver a visita do
Cmt do Pelotão, Adjunto de Dia ou do Oficial do CFAP, que o trará de volta a Unidade Escola
para os devidos cuidados médicos, que deverá ser encaminhado ao Ambulatório PM.

Art. 271 – As dispensas médicas dos alunos deverão ser cumpridas na Escola, exceto as
contidas no artigo anterior, podendo a juízo da Unidade Discente ser domiciliar.

Art. 272 - Os alunos dispensados das atividades físicas deverão assistir a todas as
instruções do seu pelotão, salvo se resultar de doença infecto-contagiosa.

Art. 273 - A licença, afastamento ou dispensas para tratamento de saúde, igual ou


inferior a 03 (três) dias, consecutivos ou não, independerá de perícia médica realizada pela DPM,
podendo ser concedida de oficio ou a pedido do aluno ao seu superior hierárquico imediato.

§ 1º - O Aluno terá prazo máximo de 48 horas após o término da licença de que trata o
"caput" deste artigo, para apresentação do respectivo atestado médico ao seu comandante de
pelotão através do documento Parte.
92

§ 2º - A não apresentação do atestado médico pelo aluno, no prazo estabelecido no


parágrafo anterior, caracterizará falta injustificada a qualquer atividade da escolar.

§ 3º - O Corpo de Aluno deverá receber as partes encaminhada pelo Cmt de Cia, que
deverá proceder as devidas anotações em na ficha do Aluno, deverá comunicar a licença à
DIVA, que deverá fazer registro em BGE e tomar demais providência que o caso requerer.

§ 4º - O Aluno que necessitar de licença ou dispensa para tratamento de saúde igual ou


superior a 04 dias, deverá solicitar por escrito num prazo anterior de 48 horas, ao seu superior
imediato.
Art. 274 - Deverá ser aplicado no que couber as prescrições estabelecidas no decreto nº
5.263, DE 14 de outubro de 2002. Institui o Regulamento de Perícias Médicas do Estado de
Mato Grosso.

Seção I - Das Dispensa para Consultas Médicas

Art. 275 - O aluno poderá ser dispensado para consulta médica, quando for agendada
pelo próprio aluno fins de determinado tratamento, o qual deverá o referido aluno,
primeiramente, agendá-las preferencialmente nas quintas-feiras, período vespertino, finais de
semana ou quando liberado das atividades escolar pela STE ou C.A.

§ 1º - Caso não seja possível o agendamento da consulta médica para as quintas-feiras


no período vespertino, ou finais de semana, deverá o Aluno, participar por escrito a seu Cmt de
Pelotão, com 48 horas de antecedência, solicitando a liberação das atividades da STE e C.A,
justificando seu pedido, bem como, colocando o nome do médico ou dentista (conforme o caso),
local, horário de chegada e saída.

§ 2º - A mera confecção da parte pelo aluno não significa que o mesmo estará
dispensado para a consulta.

§ 3º - Recebido pelo Cmt de Pelotão a Parte com a solicitação do aluno, deverá o


mesmo encaminhá-la, mediante despacho, ao seu respectivo Subcmt de Cia, para conhecimento e
deliberações. Após analise, poderá o Subcmt de Cia autorizar ou não a dispensa do Aluno, a qual
se dará sem prejuízo a instrução, ou conforme o caso, encaminhar, mediante despacho, para o
Cmt de Cia, fins deliberações.

§ 4º - Após despacho, a parte devera ser arquivada na pasta individual do aluno pela
Administração do C.A.

§ 5º - A liberação, caso ocorra, deverá ser anotada nos livros previstos no I, II, III art.51,
deste manual, constando o nome do aluno, pelotão, cia, data, local de destino, hora de saída e
hora de chegada, autoridade que autorizou o deslocamento.

§ 6º - Após a diligência, deverá o aluno entrar em contato com seu Cmt de Pel,
informando-o de qualquer alteração sofrida no deslocamento. Ao retornar a UEPM, deverá se
apresentar ao Cmt da Gda, fins de ser registrado no livro seu horário de chegada, e após
93

apresentar-se a seu Cmt de Pel, fins participar qualquer alteração ocorrida, bem como entregar-
lhe o atestado médico, logo após, devera retornar para sala de aula imediatamente.

§ 7º - Os atestados médicos deverão ser encaminhados mediante Parte pelo aluno ao seu
respectivo Cmt de Pel, o qual deverá encaminhá-la, mediante despacho, ao seu respectivo Sub-
Cmt de Cia, que por sua vez encaminhará o original a DIVA para publicação, arquivando cópia
na pasta individual do Aluno, no C.A.

Seção II – Da Condução de Aluno ao Atendimento Médico

Art. 276 - Nos casos em que o Aluno necessitar ser conduzido a atendimento médico,
deverá o Cmt de Pel, ou um graduado do Corpo de Alunos, providenciar o primeiro atendimento
ao aluno, realizando logo em seguida o deslocamento do mesmo para o Ambulatório Central da
PMMT.

§ 1º - Deverá ser imediatamente informado sobre o ocorrido o Of. de Dia, Adj de Dia
Comandante de Cia, que deverá imediatamente comunicar os fatos ao Comandante e
Subcomandante da UEPM.

§ 2º - Deverá o Cmt de Pel, acompanhar o aluno até ao Ambulatório Central da PMMT,


sendo responsável por informar ao Corpo de aluno, o mais rápido possível do quadro médico do
aluno.

§ 3º - No impedimento do Cmt de Pelotão em acompanhar o aluno para atendimento,


um Sargento do Corpo de Alunos deverá ser designado para acompanhá-lo.

§ 4º- Após o atendimento, se for dada alta ao aluno, deverá este, juntamente com seu
Cmt de Pel, retornar a UEPM, apresentando-se ao Subcmt de Cia, fins de participar o ocorrido e
demais providencias que forem necessárias, assegurando os procedimentos para garantir o bem
estar do aluno.

§ 5º - O Subcmt de Cia informará via cadeia de comando às providências tomadas e o


estado de saúde do aluno ao Comandante da UEPM.

§ 6º - Deverá ser confeccionada a Parte, pelo Cmt de Pel, ou por outro graduado do
Corpo de Aluno, pré-designado, informando do ocorrido, das providencias tomadas, anexando o
atestado médico do aluno.

§ 7º - Recebido pelo Subcmt de Cia o referido documento deverá, mediante despacho,


ser encaminhado a DIVA para publicação, arquivada cópia na pasta individual do aluno no C.A.

Art. 277 - Nos casos em que for constatado acidente em qualquer atividade escolar
referente o art. 58, ou deslocamento do aluno para esta UEPM, ou desta para casa, a autoridade
que realizar o primeiro atendimento no local do acidente, deverá confeccionar o Boletim
Ocorrência Policial, bem como o documento Parte, informando os fatos, contendo 03 (três)
testemunha, fins preparar a documentação, para caso necessário, montar o processo de instrução
94

do Atestado Médico de Origem, nos termos da Resolução nº 038/PM-1/EMG, de 09 de fevereiro


de 1996. Aprova, normatiza, determina e orienta quanto a expedição do atestado de origem aos
servidores públicos militares.

Seção III - Da Gravidez

Art. 278 - A gravidez detectada durante a realização de qualquer Curso não resultará
em prejuízo da remuneração de que percebe a aluna, bem como, dos demais direitos previstos no
Estatuto dos Militares Estaduais, no que em razão do perigo de risco a integridade física do
nascituro será, desde logo, afastada totalmente das atividades de ensino, permanecendo à
disposição do expediente administrativo da UEPM ensino onde se encontra lotada, ou em local
diverso determinado pela DGP. Conforme prescreve os termos do art. 1º da Portaria n.º
158/QCG/DEIP, de 02 de maio de 2011.

§ 1º - O Comandante do CFAP deverá, tão logo tenham conhecimento, comunicar


imediatamente ao escalão superior da situação a que se refere o caput do presente artigo,
instruindo expediente com todos os documentos e exames aptos a demonstrar o estado de
gravidez, cujo acompanhamento é atribuição do Diretor da DEIP, que deverá supervisioná-lo.

§ 2º - Nos casos de que trata o caput deste artigo, diante de sua natureza excepcional e
tendo em vista que a proteção à maternidade está entre os direitos sociais esculpidos no artigo 6º,
caput, da Constituição Cidadã, serão aplicadas às disposições normativas previstas nos artigos
39, 40, 41, 42 e 43, da lei complementar nº 408, de 01 de julho de 2010.
95

CAPÍTULO IX
DO REGIMENTO DISCIPLINAR

TITULO I
GENERALIDADES DISCIPLINARES

Art. 279 - O Regimento Disciplinar do CFAP, tem por finalidade especificar e


classificar as transgressões disciplinares escolares, estabelecer normas relativas à amplitude e à
aplicação das punições disciplinares prevista neste Manual, bem como a interposição de recursos
contra a aplicação das punições.

Parágrafo único – Concomitantemente a este Regimento Disciplinar Escolar será


aplicado no que couber, o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso
(RDPM/MT).

Art. 280 - A disciplina policial militar escolar é a rigorosa observância e o acatamento


integral das leis, regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento
do dever por parte de todos e de cada um dos componentes do organismo policial militar.

§ 1º - São manifestações essenciais de disciplina:

I - A correção de atitudes;
II - A obediência pronta às ordens dos superiores hierárquicos;
III - A dedicação integral as atividades escolares;
IV - A colaboração espontânea à disciplina coletiva e à eficiência da instituição;
V - A consciência das responsabilidades;
VI - A rigorosa observância das prescrições regulamentares.

§ 2º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos permanentemente pelos


alunos dos cursos, da ativa e da inatividade quando em cursos, previstos neste manual.

Seção I – Da Aplicação do Regimento Disciplinar Escolar e Competências

Art. 281 - Estão sujeitos a este Regimento, os Policiais Militares alunos de todos os
cursos previstos neste Manual, da ativa e os da inatividade.

Art. 282 - A competência para aplicar as prescrições contidas neste Regimento é


conferida ao cargo e não ao grau hierárquico.

§ 1º - São competentes para aplicá-las:

I - O Governador do Estado de MT;


96

II - O Comandante Geral da PMMT;


III - O Diretor de Ensino da PMMT;
IV - O Comandante do CFAP;
V - O Subcomandante do CFAP;
VI - O Comandante do Corpo de Alunos.

Seção II – Do Julgamento das Transgressões

Art. 283 - O julgamento das transgressões escolares deve ser precedido de um exame e
de uma análise minuciosa, que considerem:

I - Os antecedentes do transgressor;
II - As causas que a determinaram;
III - A natureza dos fatos ou os atos que a envolveram;
IV - As consequências que dela possam advir.

Art. 284 - As causas de justificação, atenuação e agravamento devera ser julgada nos
termos dos art. 16, 17 e 18 do RDPM.

Seção III – Da Classificação das Transgressões Escolares

Art. 285 - A transgressão da disciplina escolar deve ser classificada, desde que não haja
causa de justificação, em:

I - Leve;
II - Média;
III - Grave.

Parágrafo único - A classificação das transgressões compete a quem couber aplicar a


punição, respeitadas as considerações estabelecidas no artigo anterior.

Art. 286 – As Transgressões disciplinares Leves são as consideradas de menor


potencial ofensivo aos valores profissionais, morais e éticos da Policia Militar. Prescrita no art.
291 deste manual.

§ 1º - Poderá ser substituída pelo instituto da licença cassada nos termos 71 a 75, bem
como nos casos de reincidência, pelo instituto Serviço Fora de Escalas, previsto nos art. 257 a
259, todos deste Manual;
97

§ 2º - Poderá ser apuradas por Termos Acusatórios com fulcro na Portaria


nº159/GCG/PMMT/09.

§ 3º - Para transgressão de natureza Leve, apurada por processo administrativo, a


punição deve ser proporcional à Advertência até 10 (dez) dias de detenção;

Art. 287 – As Transgressões disciplinares Médias, são as consideradas intermediarias,


entre as leves e as graves, que afete os valores profissionais, morais e éticos da Policia Militar.
Prescrita no art. 292, deste manual.

§ 1º - Poderá ser substituído pelo instituto, Serviço Fora de Escalas, previsto nos art.
257 a 259, deste manual;

§ 2º - Poderá ser apuradas por Termos Acusatórios, com fulcro na Portaria


nº159/GCG/PMMT/09, ou por sindicância nos termos do Manual de Sindicância PMMT/2009,
conforme a natureza dos fatos.

§ 3º - Para transgressão Média apurada por processo administrativo a punição deve ser
proporcional a 11 (onze) dias de detenção até 10 (dez) dias de prisão;

Art. 288 - A transgressão disciplinar escolares deve ser classificada como Grave
quando, não chegando a constituir crime, constitua o mesmo ato que afete o sentimento do dever,
a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro da classe, previstas no art. 293 deste manual.

§ 1º - Deverá ser apuradas por Termos Acusatórios, com fulcro na Portaria


nº159/GCG/PMMT/09, ou por sindicância nos termos do Manual de Sindicância PMMT/2009,
conforme a natureza dos fatos.

§ 2º - Para transgressão Grave apurada por processo administrativo, a punição deve ser
proporcional a 11 (onze) dias de Prisão prevista no Art. 29 do RDPM.

Art. 289 – No cometimento de transgressão de natureza, leve, média e grave, que ocorra
concomitantemente, envolvendo um único fato, deverá o disciplinado responder por todas as
transgressões, em um único processo, se considerado culpado deverá ser aplicado a punição por
cada transgressão cometida, somando-se todas.

§ 1º – Poderão as transgressões leves, servir de agravamento para as transgressões


médias, bem como as transgressões leves e médias, servir de agravamento para as transgressões
graves. Todas previstas neste manual.

§ 2º – poderão as transgressões, graves, prevista neste manual, servir de agravamento


para as transgressões leves, médias, e graves prevista no RDPM, bem como as leves e médias do
RDPM agravar, as punições graves deste manual.

§ 3º - Não deve a somatória das punições ultrapassar de 30 (trinta) dias de prisão.


98

TITULO II
DAS TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES ESCOLARES

Art. 290 - São transgressões disciplinares escolares todas as ações, omissões ou atos,
atinentes a formação, especialização e aperfeiçoamento nesta Escola, estabelecidos neste manual
desde que não constituam em transgressões previstas no Estatuto dos Policiais Militares, na
relação de transgressões do Anexo do RDPM e/ou crimes militares definidos em lei, que afetem
a honra pessoal, o pundonor policial-militar, o decoro da classe ou o sentimento do dever e
outras prescrições contidas no Estatuto dos Policiais-Militares, leis e regulamentos, bem como
aquelas praticadas contra regras e ordens de serviço estabelecidas por autoridade competente.

Seção I - Transgressões Disciplinares Escolares - Leves

Art. 291 – São classificadas como Transgressões Disciplinares Escolares Leves:

I - Faltar com zelo na apresentação pessoal, inclusive com asseio e higiene;


II - Faltar com postura e compostura nas paradas, formaturas ou solenidades militares;
III - Deixar de cumprir os padrões de corte e uso de cabelo;
IV - Deixar de prestar continências, a superiores e aos símbolos nacionais;
V - Deixar de prestar apresentar corretamente a superiores;
VI - Trajar-se com uniforme não previsto ou alterado, ainda que dispensado de
participar da instrução, salvo se devidamente autorizado;
VII - Adentrar ou sair da UEPM, sem passar pelo Corpo da Guarda.
VIII - Fazer barulho ou qualquer tipo de algazarras, no pátio do quartel.
IX - Praticar conduta de conversas e risadas quando aguardar em forma;
X - Agir sem compostura durante as refeições no rancho;
XI - Transitar despido parcialmente pela unidade,
XII - Deixar de ficar imóvel quando em forma ou nas instruções de ordem unida.
XIII - Agir com displicência para entrar em forma;
XIV - Usar camiseta suja, amassada ou rasgada;
XV - Não portar a documentação, (caneta, RG e papel branco) exigida em forma;
XVI - Usar, relógios, misagas, pulceras, celulares em forma.
XVII - Ingerir alimentos durante as atividades escolares;
XVIII - Fazer uso inadequado do material escolar;
XIX – Sair desta UEPM sem autorização;
XX – Deixar de entregar documentos internos nos prazos regulamentares;
XXI – Fazer mal feito a barba, bigode, costeleta ou cavanhaque;
XXII - Deixar o aluno de manter o cabelo cortado no padrão,
XXIII - Estacionar veículos em locais não autorizados;
XXIV – Transitar pelo pátio do quartel sem compostura ou, sem a cobertura quando
trajando o 4º uniforme.
99

Seção II - Transgressões Disciplinares Escolares - Médias

Art. 292 – São classificadas como Transgressões Disciplinares Escolares Médias:

I – Faltar com atenção em sala de aula ou em qualquer ambiente que esteja em atividade
escolar;
II – Faltar com a postura ou compostura no ambiente escolar ou em instrução;
III - Ausentar-se da sala de aula durante a instrução ou horário vago, sem autorização;
IV - Deixar, na condição de Chefe de Turma, de manter a ordem, a disciplina e o
controle da turma;
V - Deixar de cumprir ordem legal do Chefe de Turma;
VI – Faltar com zelo com o patrimônio do CFAP;
VII - Fumar em local não permitido;
VIII - Chegar atrasado, injustificadamente, a qualquer atividade escolar;
IX - Apresentar-se na escola com odor etílico ou sinal de uso de bebida alcoólica;
X - Trocar uniformes em local diverso de alojamento ou banheiro.
XI - Fazer uso inadequado do material didático;
XII - Deixar de cumprir as tarefas escolares;
XIII - Utilizar aparelhos eletro – eletrônicos, no pátio do quartel sem autorização;
XIV - Conversar, dar risada, ou fazer gestos inadequados quando participar ou assistir
qualquer atividade escolar;
XV - Hastear pavilhão nacional de maneira inadequada;
XVI - Se comportar de maneira desatenta durante as Atividades Escolares;
XVII - Não saber executar os hinos e canções após ser instruídos para os mesmos;
XVIII - Deixar de fazer as tarefas e atividades determinadas pelos instrutores;
IX - Fazer reuniões no pátio ou qualquer dependência do quartel sem autorização.
X - Utilizar aparelhos eletro – eletrônicos, em qualquer atividade escolar sem
autorização;
XI - Deixar o aluno de respeitar a Cadeia de Comando através dos níveis hierárquicos;
XII - Andar com uniforme alterado em locais públicos;
XIII - Não cooperar com os demais colegas em atividades e missões repassadas pelos
seus superiores;
XIX - Deixar de portar apostilas, matérias e equipamentos individuais para as atividades
escolares;
XX - Deixar de cautelar os materiais e equipamentos necessários para as atividades
escolares;
XXI - Dirigir-se a qualquer seção do CFAP, sem autorização;
XXII - Portar armas de qualquer tipo ou calibre em sala de aula, ou no âmbito desta
Unidade Escola ou qualquer atividade escolar, salvo nos casos de instrução de arma de fogo.
XXIII - Comercializar qualquer tipo de produto ou objeto, sem autorização;
XXIX – Faltar com a higiene individual.
XXX - Usar, barba, bigode, costeleta ou cavanhaque;
XXXI - Agir com omissão quanto às ordens recebidas;
100

Seção III - Transgressões Disciplinares Escolares - Graves

Art. 293 – São classificadas como Transgressões Disciplinares Escolares Graves:

I - Utilizar-se de processos ou meios ilícitos durante avaliação escolar a que estiver


submetido;
II - Consultar ou auxiliar outrem para solução de exames, questões ou obrigações
escolares individual a que estiver submetido;
III - Contribuir, por ação ou omissão, para que outrem tente ou consiga obter, de forma
ilícita, as questões nas avaliações individuais;
IV - Portar-se, desrespeitosamente, perante professor, instrutor, monitor ou qualquer
superior hierárquico, quando da execução de qualquer atividade escolar ou faltar-lhes com
respeito;
V - Faltar, injustificadamente a qualquer atividade escolar;
VII - Afastar-se do local em que deva permanecer, por força da lei, decretos,
regulamentos, portarias, ordem legal de autoridade competente, escala de serviço ou medida
administrativa;
VIII - Consumir qualquer tipo de bebida alcoólica ou substância alucinógena, nas
dependências do CFAP;
IX - Apresentar-se na escola com qualquer sinal de uso de substância alucinógena;
X - Envolver afetivamente com subordinados, pares ou superiores hierárquicos que
possam causar transtornos administrativos.
XI - Fazer comentários negativos ou espalhar notícias tendenciosas, de subordinados,
pares e superiores hierárquicos.
XII - Utilizar de brincadeiras pejorativas com subordinados, pares ou superiores
hierárquicos.
XIII - Ser desonesto, descortês com pares, superiores e subordinados.
XIV - Utilizar o nome da instituição PMMT ou do CFAP para se esquivar de
responsabilidade.
XV - Deixar de cumprir as normas previstas no Estatuto da Comissão de Formatura;
XVI - Depreciar patrimônio da Unidade Escola;
XVII - Conduzir ou pilotar veículo automotor com documentação irregular;
XVIII - Realizar manobra perigosa, desrespeitado regras de trânsito;
XIX - Transitar totalmente despido pela unidade,
XX - Trocar de roupa dentro da sala de aula;
XXI - Fazer gracejos, imitar pares, superiores hierárquicos ou subordinados durante as
atividades escolares, ou fora da UEPM;
XXII - Dormir em sala de aula ou em qualquer atividade escolar;
XXIII - Ponderar indevidamente ou em momento inoportuno com superior hierárquico;
XXIV - Usar uniformes em locais diversos, fora do padrão do Regulamento de
uniformes;
XXV - Se ausentar da sala de aula ou de qualquer atividade escolar sem autorização;
XXVI - Dirigir-se a seu superior hierárquico de maneira desrespeitosa;
XXVII - Ser omisso às ações do seu pelotão, enquanto ocupar a função de Chefe de
Turma;
101

XXIX - Deixar de tomar procedimentos necessários com arma de fogo, na cautela e


desacautela;
XXX - Ausentar-se da UEPM, sem prévia autorização da autoridade competente;
XXXI - Participar ou promover jogos de azar.
XXXII - Sendo o aluno do sexo masculino, adentrar ou permanecer nas imediações das
instalações do alojamento, ou banheiros feminino, salvo determinado, ou por condições de força
maior;
XXXIII - Sendo o aluno do sexo feminino, adentrar ou permanecer nas imediações das
instalações do alojamento ou banheiros masculino, salvo determinado, ou por condições de força
maior.
XXXIV - Sair da escola com qualquer material pertencente a UEPM ou de outrem sem
autorização de quem de direito.
XXXV - Utilizar camiseta/fardamento fora da Unidade, salvo em casos devidamente
autorizado pelo Comando.
XXXVI - Usar brincos, pulseiras, anéis, batons, correntes, piercing e similares em
desacordo com este Manual.
XXXVII - Promover qualquer tipo de manifestação coletiva, no interior desta Unidade
Escola, salvo aqueles de camaradagem e companheirismo sem caráter reivindicatório,
político/partidário e quando devidamente autorizado.
XXXVIII – Deixar de honrar compromisso firmado com a Comissão de Formatura.
XXXIX – Efetivar matricula e frequentar qualquer curso nesta UEPM, concorrendo a
cargos eletivos.

Art. 294 - Qualquer ato Disciplinar contrário à ordem, a paz e ao funcionamento


escolar, não previsto nestas normas disciplinares de seção I, II e III, deste título competirá ao
Comandante da Escola apreciar, classificar e decidir sobre a questão.

Seção IV - Das Punições e Recurso Administrativo

Art. 295 - As punições disciplinares a que estão sujeitas os alunos policiais militares,
apuradas através processos administrativos, segundo a classificação resultante do julgamento da
transgressão, são as seguintes, conforme art. 22 e seguintes do RDPM, em ordem de gravidade
crescente:

I - Advertência;
II - Repreensão;
III - Detenção;
IV - Prisão e Prisão em separado;
V - Licenciamento e exclusão a bem da disciplina.

Parágrafo único - As punições disciplinares de detenção e prisão não podem


ultrapassar 30 (trinta) dias.

Art. 296 – O Aluno que ser julgar prejudicado ou ofendido por qualquer ato
administrativo ou disciplinar de superior hierárquico poderá recorrer ou interpor recursos de
102

pedido de reconsideração de ato, queixa, ou representação, nos termos do art. 54 e seguintes do


RDPM.

TITULO III
DO CUMPRIMENTO DE PUNIÇÕES DISCIPLINARES PARA ALUNOS

Seção Única – Generalidade

Art. 297 – Os alunos disciplinados considerados culpados em processos administrativo


disciplinares, deverão cumprir as punições de detenção e prisão nesta UEPM.

§ 1º - Deverão participar de todas as atividades escolares;

§ 2º - A Seção de Justiça e Disciplina – SJD, devera informar ao C.A, todos as


informações referente às punições, com as datas de início e termino.

§ 3º - O C.A deverá informar o Rancho, fins de planejar e providenciar as devidas


alimentações.

Art. 298 - O detido ou preso, receberá as visitas no local de repouso destinado ao


cumprimento de sua restrição de liberdade, nos dias e horários abaixo discriminados.

I - Nos dias da semana, 12h30min às 13h30min;


II - Nas quintas-feiras, 16h00min às 17h30min;
III - Nos sábado, 14h00min17h30min;
IV – Nos domingo e feriados 08h00min às 17h30min.

§ 1º - Os materiais destinados aos alunos detidos e presos deverão ser fiscalizados pelo
Comandante da Guarda. Os componentes da guarda realizará revista nos pertences, permitindo
somente a entrada de objetos, que não constam na lista de materiais não autorizados pelo
Comandante do CFAP.

§ 2º - São vedadas as entradas dos seguintes materiais aos detidos e presos:

I - Materiais contundentes/perfurantes ex: facas, alicates, etc.


II - Qualquer tipo de drogas ou remédios, salvo com prescrição médica;
III - Armas de fogo;
V - Bebidas alcoólicas, exceto com autorização;
IV - Materiais pornográficos como vídeos e revistas.

§ 3º Os materiais de entrada não permitida, serão recolhidos, relacionados e guardados


em um compartimento destinado para tal, e sob a responsabilidade da guarnição da guarda, até a
retirada, que se dará com a saída do legitimo remetentes do interior do CFAP.
103

Art. 299 - Os alunos detidos e presos, quando constituírem advogados, receberão na


sala de recepção do CFAP, nos dias uteis, (segunda a sexta-feira), com observação dos
componentes da guarda, nos seguintes horários:

I - Matutino, das 08h00min às 11h30min.


II – Vespertino, das 13h00min às 18h00min.

Art. 300 - As refeições dos alunos detidos e presos, deverá ser Sob-responsabilidade do
Adjunto de Dia, servida nos seguintes horários:

I – Café, das 07h00min as 08h00min;


II - Almoço, das 12h00min as 14h00min;
III - Jantar, das 19h00min as 20h00min.

Art. 301 - Em situação de emergência, o Comandante de Pelotão ou Adjunto de Dia,


de imediato, informará ao Fiscal de dia, relatando o estado em que o detido ou preso se
encontra, e este determinara os procedimentos a ser tomado, levando-se em conta a garantia da
integridade física dos alunos detidos e presos

Art. 302 – As saídas dos alunos detidos e presos desta unidade escola somente deverão
ser autorizadas expressamente pelo Subcmt, com autorização do comandante da UEPM.

Art. 303 – Deverá ser observado no que couber a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1.984
(Lei de Execução Penal), bem como a normativa interna nº 001/CFAP/12.

DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 304 - Qualquer ato contrário à ordem ao convívio escolar, não previsto neste
Manual, competirá ao Conselho superior do CFAP apreciar e decidir sobre a questão.

Art. 305 – O presente Manual entra em vigor a partir data de sua publicação através
da portaria que regula sua vigência, ficando revogados todos os dispositivos em contrário.

Jorge Antonio de Oliveira Paredes – Cel PM


Comandante do CFAP
104

ANEXO I - HISTÓRICO DO CENTRO DE FORMAÇÃO E


APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS – CFAP.

1.1 – Breve Histórico do CFAP

I - A Unidade Escola de Praças da Polícia Militar foi criada pelo decreto Lei nº 1469 de
08 de Maio de 1973, com a denominação de Centro de Formação e Aperfeiçoamento, tendo
como primeiro Comandante o então Maj PM JOACYR SEBASTIÃO DA SILVA. Este Centro
iniciou suas primeiras atividades no Quartel do 1º BPM em substituição ao antigo Centro de
Instrução Militar (CIM), que durante 22 anos prestara seus serviços à PM, formando Oficiais,
Sargentos e Cabos ao longo dessas décadas. Entretanto, a organização do CIM tornara-se
acanhada para os nossos efetivos Policiais quase triplicados e necessitando de ampliação no
campo do adestramento de praças para o serviço cada vez mais complexo.
II - É bem verdade que o CFAP não obteve grande êxito no decurso de seus primeiros
anos de funcionamento, pois ficara ele como o antigo Centro, em duas acanhadas salas de aulas
no velho Quartel da rua 15 de Novembro, produzindo pouco até 1977, quando foi desativado.
Como a demanda de formação e aperfeiçoamento de praças crescia vertiginosamente, dado o
surto migratório, invadindo todas as áreas de um novo Mato Grosso, necessitando sempre de
maiores e mais hábeis efetivos Policiais, o Capitão ALTAIR DAS NEVES MAGALHÃES,
acionou o Centro no Quartel da 3ª CIPM em Rosário Oeste - MT, suprindo os quadros de praças
na medida do possível até 1979, época em que um Quartel - Escola estava sendo construído na
cidade de Várzea Grande - MT, e nesse mesmo ano, no dia 18 de Setembro eram inauguradas as
instalações do novo Quartel, onde o CFAP veio acomodar-se, já com essa denominação: Centro
de Formação e Aperfeiçoamento de Praças.
III - O sistema de ensino adotado pelo CFAP, tem por finalidade a formação do caráter
básico, visando habilitação ao exercício dos cargos ou funções peculiares as primeiras
graduações da hierarquia da Polícia Militar; o aperfeiçoamento, destinado à atualização e
ampliação de conhecimentos necessários ao exercício de cargos ou funções inerentes as
graduações superiores.
105

ANEXO II - SÍMBOLOS

NASCIONAIS ESTADUAIS PMMT


Bandeira Nascional Bandeira Estadual Bandeira da PMMT

Brasão das Armas - BR Brasão das Armas - MT Brasão da PMMT

Hino Hino Brasão do CFAP

Nacional Do Estado de Mato


Grosso
106

ANEXO III - INSÍGNIAS DE POSTOS E GRADUAÇÕES DA PMMT


107

ANEXO IV - ORGANOGRAMA E LOTACIONOGRAMA DO CFAP

4.1 - Lotacionograma do CFAP


108

ANEXO V - MODELO DE GUIA DE LIBERAÇÃO E TRÂNSITO

5.1 - GUIA DE LIBERAÇÃO

Saída POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO Chegada


visto às DIRETORIA DE ENSINO, INSTRUÇÃO E PESQUISA visto às ___:___ h
___:___h CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS ______________
_____________ GUIA DE LIBERAÇÃO DO ALUNO PM Cmt Gda
Cmt da Gda

DATA:_____/____/______
NOME:________________________________________- AL PM. RGPMMT: ______________PEL:_____
CIA:______ FONE:_____________________.
LIBERADO POR:_________________________________-_____________.
DOCUMENTO DE ORIGEM:_________________________________________________________________.
HORÁRIO DE SAÍDA: _____:_____ HORÁRIO DE CHEGADA: _____:______
END. DESTINO: _________________________________________________________
__________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________.
FONE DO DESTINO: _____________________.
ASSUNTO A TRATAR: ____________________________________________________________________.

___________________________ ________________________________
ASS ADJ DE DIA ASS AL SD PM

5.2 - GUIA DE TRÂNSITO

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE MATO GROSSO


CENTRO DE CAPACITAÇÃO DESENVOLVIMENTO E PESQUISA
CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS

GUIA DE TRÂNSITO Nº XXX/2012

CHEGADA _____/_____/_____ SAIDA _____/_____/_____

___________________________ _______________________
Assinatura /RG Assinatura /RG

O Al PM ____________________, RGPMMT _________, matriculado e frequentando o


Curso__________________nesta Unidade Escola, tem permissão para deslocar-se até a Cidade
_______________/MT, no dia _______________________ e retornar no dia ______________, para tratar de
assuntos:____________________________________________.

______________________ – Cap PM
Comandante do Corpo de Alunos - CFAP