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Fabricação de xampu
Xampus são produtos químicos que se destinam a lavar e higienizar os cabelos e o couro cabeludo. Eles são compostos basicamente de agentes detergentes,
espessantes, emulsionantes, umectantes, anfóteros, solubilizantes, sequestrantes, corantes, conservantes, essências, aditivos, diluentes, engordurantes, etc.

Existem vários tipos de xampus atuando, cada grupo, de forma específica ou semigeneralizada. Enumerá-los e classificá-los seria um bom exercício para a vida
toda, mas veja alguns:

■ Quanto ao estado físico, os xampus podem ser intermediários como cremes e géis ou líquidos.

■ Quanto à finalidade referente aos tipos de cabelos, podem ser para cabelos normais, secos e oleosos.

■ Quanto ao aspecto visual, podem ser transparentes, translúcidos, opacos, perolados, transparentes com microesferas contendo agentes especiais, etc.

■ Quanto ao odor, podem ser dos mais variados como, mel, frutas diversas, flores diversas, etc.

■ Quanto a funções específicas, podem ser com proteínas, vitaminas, extratos glicólicos, extratos naturais, óleos minerais, óleos vegetais, produtos derivados
de animais como cartilagens, colágenos, subprodutos de embriões, e até uma mistura de vários itens deste parágrafo.

Um fato intrigante é a disseminação da ideia de que xampu neutro, ou seja, com pH 7, nem ácido, nem alcalino, é o bom. Basta saber que o pH do couro
cabeludo é ácido, portanto o xampu mais indicado é o que não altere o pH ligeiramente ácido do cabelo. O xampu mais apropriado deve ter pH entre 5,5 e 6,5.

Classificação dos reagentes tensoativos


Não-iônicos: possuem um radical hidrófobo e um hidrófilo. São considerados bons emulsionantes, umectantes ou solubilizantes. Ex.: alcanolamidas de ácidos
graxos.
Catiônicos: apresentam em solução íons tensoativos positivos, o radical hidrófobo é um cátion.
Possuem características bactericidas e antissépticas, sendo, pois, sua aplicação um complemento no tratamento dos cabelos.
Anfóteros: são produtos que, em meio ácido, formam cátions e em meio alcalino, ânions. Ex.: Betaína (ácidos graxos clorados e a trimetilamina). Utilizados na
preparação de xampus não irritantes para as mucosas, como xampu infantil, ou associados a outros detergentes, conferem ao produto final, efeitos especiais.
Aniônicos: o radical ativo é um ânion. De todos os detergentes atualmente são os mais usados.
Devem possuir de 12 a 16 carbonos, característica que proporciona um melhor poder detergente e espumante. Ex.: Lauril sulfato de sódio, Lauril éter sulfato
de sódio, Lauril éter sulfato de trietanolamina.

Espessantes: como agentes espessantes encontramos uma série de produtos que podem ser utilizados. Entre estes, podemos citar sais, alginatos. As princip ais
são as alcanolamidas de ácidos graxos, pois apresentam uma série de vantagens sobre os anteriores, tais como poder engordurante e estabilizador de
espuma. Os primeiros apresentam inconvenientes como turvação, influenciam a transparência e na estabilidade do produto. As alcanolamidas que apresentam
ótimo poder espessante são: dietanolamida do ácido graxo de coco, do ácido mirístico, láurico e oléico.
Engordurantes: para se evitar a retirada excessiva de gordura pelo tensoativo, utilizamos os agentes engordurantes. Os mais usados: alcanolamidas, lanolina e
derivados hidrossolúveis, derivados de lecitina, etc.
Estabilizadores de espuma: popularmente é aceito um xampu que apresente bom poder espumante, pois acredita-se que o efeito de limpeza encontra-se ligado ao
poder espumante, o que na realidade não ocorre. Por exemplo, os não-iônicos com alto grau de etoxilação apresentam poder de limpeza bom, porém, fraco
poder espumante. A formação de espuma depende do pH da solução, do conteúdo em eletrólitos e da dureza da água. Pode-se melhorar ou estabilizar o poder
espumante de um xampu pela adição de vários componentes, tais como carboximetilcelulose, fosfatos, alcanolamidas, etc. Normalmente estas últimas
favorecem a formação de uma espuma de pequenas bolhas as quais apresentam melhor estabilidade.
Perolizantes: em casos especiais pode-se desejar que o xampu apresente aspecto sedoso ou perolado e para tanto lançamos mão de certos aditivos, os quais
sob certas condições, apresentam esta característica. Tais aditivos são ésteres de ácidos graxos, sabões metálicos e certas alcanolamidas de ácidos graxos.
Para obtermos o brilho desejado com tais produtos, deveremos seguir e manter certas condições e métodos de trabalho, caso contrário obteremos efeitos
indesejáveis e inesperados. Para facilitar o trabalho do fabricante de xampus, diversas firmas apresentam produtos concentrados, líquidos pastosos, que
evitam tais inconvenientes e favorecem o trabalho.
Conservantes: devido à presença de água e como o xampu é uma associação de diversos componentes orgânicos, apresenta a susceptibilidade de ser atacado
por micro-organismos, os quais provocam uma grande alteração, tornando-o inadequado ao consumo. Ex.: Metilparabeno e propilparabenos (Nipagin e
Nipazol).
Recomendação 1
Sempre que terminar um lote de produto, retire uma amostra para um pequeno frasco transparente e marque a data de fabricação. Esta amostra servirá para
comparações com futuras produções. É importante manter o mesmo padrão de qualidade (cor, aspecto, viscosidade, etc).

Recomendação 2
Como os produtos estão classificados na categoria de cosméticos e pode interferir na saúde do cliente, recomenda-se:

1. Seguir as regras das Boas Práticas de Fabricação.

2. Ter um químico responsável pela formulação ou que dê orientações e/ou faça acompanhamentos periódicos.
3. Obter o registro das formulações, cadastro do estabelecimento de acordo com as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e da Secretaria
de Vigilância Sanitária do estado e do município.

4. Participar de cursos, para obter melhor qualificação e atualização profissional.

Cuidados importantes no preparo dos cosméticos


■ Higiene, qualquer contaminação afeta o resultado final e compromete o trabalho.

■ Materiais e recipientes bem limpos e secos.

■ Os produtos manipulados devem ser armazenados em lugares secos, protegidos da claridade.

■ Montar um minilaboratório caseiro, reservando os utensílios somente para esse fim, tais como: panelas de ágata (evite o alumínio), espátulas de madeira ou
plástico, vidros claros e escuros, recipiente medidor, colheres de vários tamanhos e outros.

■ A luz, a umidade e o tempo de armazenamento são os principais fatores que alteram os princípios ativos dos produtos. Portanto, siga as recomendações do
fabricante quanto ao manuseio e armazenagem.

■ Avaliar os fornecedores de insumos e utilizar sempre matérias-primas de um mesmo fornecedor.

Dicas para elaboração de um xampu


Inicialmente escolhemos o produto base (detergente) e a alcanolamida.

Para cabelos gordurosos, utilizamos normalmente um lauril (éter) sulfato de sódio associado a uma dietanolamida de ácido graxo de coco.
Para cabelos normais, procuramos usar um lauril (éter) sulfato de trietanolamina ou monoetanolamina associado a uma dietanolamina de ácido graxo de coco.
Para os cabelos secos, seguiremos a mesma ideia do anterior, variando as concentrações do tensoativo e da dietanolamina. Nos casos de xampus que devam ter
uma compatibilidade especial para com a epiderme e as mucosas, utilizamos um dos componentes citados associados a um detergente anfótero, o que aliás
seria a situação ideal.
O passo seguinte é a colocação ou não do agente perolizante, caracterizando o xampu comoperolado ou transparente. A seguir, virão a essência, aditivos e a
água. Os conservantes poderão ser dissolvidos no diluente ou solubilizados na dietanolamina de coco.
Sugestões de fórmulas
Xampu, Condicionador
Os xampus são preparados para a limpeza dos cabelos e da cabeça. Cerca de 90% dos xampus que se encontram no comércio são líquidos, há porém, outros
em forma de pó e creme, preparados com sabão e sem sabão.

Existem no mercado, dezenas de tensoativos aniônicos (agentes de limpeza), estabilizadores de espuma, espessantes, opacificantes, conservantes e outras
matérias-primas que podem ser empregadas nas formulações de xampus.

A concentração adequada de agentes de limpeza (tensoativos aniônicos) na formulação é fundamental para que não seja removida, além da sujeira dos cabelos
e do couro cabeludo, a oleosidade natural do fio capilar, a qual é importante para a manutenção do brilho dele.

Os tensoativos anfóteros têm feito parte das formulações de xampus porque permite maior viscosidade ao produto final e são menos agressivos ao cabelo e ao
couro cabeludo que os aniônicos.

Bons resultados podem ser obtidos, quando os tensoativos aniônicos são associados aos anfóteros, sendo que a escolha do tipo e da concentração do
anfóteros são fatores decisivos para a obtenção de uma fórmula adequada; assim como o adequado acerto do pH final, que para xampu deve ser em torno de
6,0.

O sucesso na formulação de um xampu está baseado na seleção e concentração adequadas de matérias-primas utilizadas, inclusive nos conservantes que
podem ser o metilparabeno, mistura sinérgica de fenoxietanol e parabenos e outros.

O xampu deve apresentar boa ação detergente, cumprindo a sua finalidade de uso, porém não deve retirar a oleosidade natural dos cabelos, para deixá-los
opacos, ressecados e ainda não causar irritação ao couro cabeludo.

Tipos de cabelos
Normais, secos e oleosos
O tipo de cabelo deve-se a fatores relacionados ao funcionamento glandular, notadamente as sebáceas, localizadas no couro cabeludo. A princípio, todos
deveriam ter cabelos do tipo normal, sendo os tipos seco e oleoso uma disfunção das glândulas mencionadas, causada por fatores externos ou internos.

As causas internas são provocadas por qualquer agente ou estado que cause desequilíbrios hormonais, tais como os ligados ao sistema nervoso e os devidos à
alimentação inadequada.

As causas externas são as que agridem os cabelos de diversas formas: lavagens excessivas, produtos não adequados, tinturas, exposição ao sol, etc.
A característica marcante dos cabelos secos é a aspereza e fragilidade, pontas duplas, além da presença de caspas secas.

A característica marcante dos cabelos oleosos é o aspecto de peso, odor característico e, nos casos mais graves, seborreia, que, no mínimo, obstrui os orifícios
por onde se projetam os folículos.

A caspa e a seborreia são bons meios de cultura para o desenvolvimento de micro-organismos que, além de causarem coceiras e feridas no couro cabeludo,
podem ocasionar a destruição das raízes dos cabelos e consequente perda dos mesmos.

Por isso devemos tratar os cabelos e o couro cabeludo com produtos adequados e de acordo com o tipo de cabelos que possuímos. A utilização de produtos
não balanceados somente somará prejuízos maiores.

Técnicas básicas para elaboração de um xampu


1. Dissolva o sal comum de cozinha em um pouquinho de água e reserve; ele servirá para acertar a viscosidade.

2. Dissolva o ácido cítrico em um pouquinho de água e reserve; ele servirá para acertar o pH.

3. Misture todo o resto, com exceção do corante, essência, sal e ácido cítrico que você preparou.
4. Homogeneíze tudo muito bem.

5. Acrescente o corante até conseguir a cor desejada;

6. Acrescente a essência.

7. Acerte o pH entre 5,5 e 6,5, adicionando com um conta-gotas o ácido cítrico, previamente diluído. Para tal, utilize um papel indicador de pH comumente
encontrado em qualquer casa do ramo.

8. Acrescente aos poucos, e sempre homogeneizando, o sal comum de cozinha, até que espesse o suficiente.

9. Embale.
Resumo da Lição
 Xampus são produtos químicos que se destinam a lavar, higienizar e perfumar os cabelos e o couro cabeludo.
 Os xampus podem se apresentar como cremes, géis ou líquidos, tendo fórmula específica de acordo com a finalidade do uso: se para cabelo seco, normal ou oleoso.
 Os produtos que entram na formação dos xampus são basicamente: agentes detergentes, espessantes, emulsionantes, umectantes, solubilizantes, sequestrantes, corantes, conservantes,
essências, diluentes, engordurantes, etc.
 Na fabricação de xampus, como nos cosméticos de um modo geral, regras devem ser seguidas para que a saúde do usuário não seja prejudicada. De preferência, tendo um químico
responsável pela execução das formulações.
 Entre os principais cuidados necessários para se ter sucesso na fabricação dos cosméticos estão: manter os recipientes limpos e secos, guardar os produtos manipulados em ambiente
seco, ao abrigo da luz e do calor, procurando adquirir a matéria-prima de bons fornecedores.
 Os reagentes tensoativos (não-iônicos, catiônicos, aniônicos, anfótero, espessante, engordurante, estabilizadores de espuma,perolizante,etc.) são escolhidos de acordo com o tipo de
xampu a ser produzido, podendo entrar na sua composição vários deles e em quantidades variadas, dependendo para que se destina o produto.
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Fabricação de perfumes
A fragrância pode ser o fator determinante na escolha de um produto cosmético. Isto acontece porque o olfato se liga diretamente às emoções e lembranças.
Por isso a indústria de perfume e higiene pessoal investe muito no marketing olfativo aumentando o vínculo entre a marca e o consumidor final.
Fabricar perfumes é muito mais simples do que se possa imaginar. Alguns detalhes e cuidados, porém, jamais podem ser ignorados, pois se corre o risco de
comprometer a qualidade e a eficiência deles. Um perfume preparado com fragrâncias (essências) de qualidade comprovada, com os cuidados necessários e
aliado a uma boa dosagem, tem praticamente o mesmo resultado que os mais caros dos perfumes importados.

As fragrâncias características dos perfumes foram obtidas durante muito tempo, exclusivamente, a partir de óleos essenciais extraídos de flores, plantas,
raízes e de alguns animais selvagens.

Esses óleos receberam o nome de óleos essenciais porque continham a essência, ou seja, aquilo que confere à planta seu odor característico.

Embora os óleos essenciais sejam ainda hoje obtidos a partir dessas fontes naturais, têm sido substituídos cada vez mais por compostos sintéticos.

Nomenclatura de fragrâncias
Parfum (perfume) ou Extrait
Superconcentrados, contêm a maior porcentagem de essência. A quantidade de essência varia de fragrância para fragrância e isto ocorre devido a
diferente performance de cada uma delas.
Normalmente um perfume (extrato) contém entre 20% e 40% de concentração de essência.
Frasco de perfume

Frasco de perfume

Eau de Parfum
Forma um pouco mais diluída do que o parfum (extrato), geralmente a concentração de essência varia entre 15% a 20%. Apesar de ser mais diluído, o aroma
ainda é forte.
Eau de Toilette (água de toilette)
Contém normalmente entre 10% e 15% de concentração de essência. Não é tão forte e duradouro, nem tão caro como o perfume, mas é sem dúvida, a forma
mais popular de fragrância.
Eau de toillette

Eau de Cologne (colônia ou água de colônia)


Contém a menor porcentagem de essência, normalmente 5% de concentração de fragrância. É uma versão mais leve.

Classificação olfativa das fragrâncias


Cada perfume é resultado da combinação de notas básicas, como madeira, flores, especiarias, frutas e elementos doces como o âmbar e a baunilha, que
determinam se a fragrância é jovem, refrescante, moderna, sensual, etc. De acordo com a composição das notas, as fragrâncias são classificadas em famílias
olfativas.
Fragrâncias femininas
1. Cítrica
Este tipo de fragrância é viva, leve, refrescante e energética. Composta principalmente de notas cítricas (limão, bergamota, tangerina, mandarina, laranja e
lima) aliadas a ervas aromáticas (tomilho, sálvia, menta, alecrim, anis).

2. Lavanda
Caracteriza-se pela predominância da nota lavanda. As notas de lavanda são puras e transmitem muito frescor, são alegres e vibrantes. Estas fragrâncias são
bem aceitas no mercado brasileiro. As matérias-primas utilizadas na composição desta fragrância são: lavanda, gerânios e musk.
Lavanda

3. Floral
Principal família dos perfumes femininos podem se classificar em:

Floral Bouquet
É a combinação harmoniosa de duas ou mais fragrâncias complexas de flores, onde predominam as notas florais, dos mais simples aos mais
completos bouquets. Expressam frescor, natureza, delicadeza, fineza, romantismo e feminilidade. As matérias-primas utilizadas na composição desta fragrância
são: rosa, jasmim, violeta e cravo.
Floral Aldeídica
Elaboradas com aromas florais com a adição de notas aldeídicas. Os aldeídos foram os primeiros ingredientes sintéticos na perfumaria. Importantes por seu
impacto, força, presença.

Floral Verde/Fresco
Elaborada em notas florais com a adição de notas verdes, lembra o frescor de folhas, plantas, gramas e alguns vegetais. São notas frescas, limpas, esportivas e
naturais. As matérias-primas são: folhas de violeta, jacinto, grama cortada, folhagem.
Floral Frutal
Tendência moderna e atual de combinar florais às notas frutais, resultando em perfumes de característica refrescante. Muito usadas em notas de saída pelo
seu caráter volátil. Vistas como frescas, jovens, saborosas e divertidas. Matérias-primas utilizadas na composição desta fragrância: pêssego, damasco, abacaxi,
melão, manga e maracujá.

4. Floriental
As fragrâncias florientais são baseadas na combinação de notas florais com adição de notas orientais. Combinam a beleza e a popularidade do bouquet floral
com a sensualidade e o exotismo das fragrâncias orientais.

Fragrância floriental

Floriental Especiada
Família oriental com elementos florais e especiados. Matérias-primas utilizadas na composição desta fragrância: cravo, canela, baunilha (vanilla), noz moscada
e flor de laranjeira.

Floriental Amadeirado
Combinação de notas florais orientais com adição de notas amadeiradas. As matérias-primas são: sândalo, cedro, patchouli, madeiras transparentes.
Floriental Frutal
Combinação de notas florais e orientais com aspectos de notas frutais frescas (melão) ou frutais doces (pêssegos, uva, abacaxi, coco).
Floriental Gourmand
Combinação de notas florais e orientais com notas Gourmand (gustativas) como algodão-doce, bala toffee, caramelo, café, chocolate e outros que remetem aos
cheiros doces da infância.
Floriental Ambarado
Combinação de notas florais com notas doces como a baunilha e o âmbar.

5. Oriental
São notas que fazem lembrar os odores do Oriente, como as resinas adocicadas, os bálsamos da Arábia, as especiarias da Índia e o almíscar (musk). Aos
orientais são associados o sândalo e à baunilha, dando mais transparência às fragrâncias. Desta maneira, estas fragrâncias estão sendo mais aceitas durante o
dia. São bastante marcantes, transmitem mistério, exotismo e sensualidade. Matérias-primas utilizadas na composição desta fragrância: sândalo, vanilla,
bálsamo e patchouli.
Oriental Especiada
Às notas orientais são incorporadas notas especiadas como o cravo, canela, pimenta doce.

Oriental Amadeirada
Às notas orientais são incorporadas notas amadeiradas como o sândalo e o cedro.

Oriental Ambarada
Às notas orientais são incorporadas notas ambaradas como o âmbar e baunilha.

6. Chypre
O chypre é uma combinação de madeiras e musgos. Os chypres são quentes e marcantes.
Fragrância Chypre

Chypre Oriental
Combinação de madeiras e musgos, sândalo, patchouli, musgo de carvalho, musgo de árvores e a adição de notas doces, âmbar, vanilla.
Chypre Floral
São normalmente chypres mais leves, não deixando de ser envolventes. Combinam notas florais, amadeiradas e musgos.
Chypre Frutal/Verde
As fragrâncias chypre (madeiras e musgos) são adicionadas de notas frutais.
Chypre Amadeirado
Predominam as notas madeiras como o cedro e o sândalo.

Musk/almiscaradas
São fragrâncias que transmitem bem-estar, aconchego, calor, sensualidade. Originalmente a matéria-prima musk era obtida da secreção de um animal
chamado Moschus mouschiferus(veado almiscareiro). Atualmente, uma reprodução química sintética substitui o original. Notas almiscaradas também são
associadas à florais. Usado em fragrâncias femininas e masculinas.
Fragrâncias masculinas
Cítrica / aromática
Deriva de notas cítricas como limão, bergamota, mandarina, laranja, combinados com ervas aromáticas (menta, alecrim, anis).
Fougère
As notas fougère são baseadas em um acorde ou combinação de ingredientes. No passado, as fragrâncias masculinas eram predominantemente fougère. Este
tipo de fragrância é fresca, combinando notas cítricas, verdes, herbais, gerânio e lavanda.
A família fougère evoluiu nos últimos anos com novos acordes frescos utilizando notas florais, frutais e verdes. A percepção geral é limpa, vibrante, natural e
fresca. Estes novos acordes são também incomuns devido a permanência do seu frescor durante todo o uso da fragrância. É a mais expressiva dentro das
famílias masculinas, e com o maior número de lançamentos.

Fougère Amadeirado
Impressão de odores de madeira dentro do tema da fragrância. Para homens com espírito esportivo ou clássico, hoje ganha adeptos femininos. Matérias-
primas utilizadas na composição desta fragrância: cedro, pinho, sândalo e cipreste.

Fougère Aromático
Esta combinação marcante e harmônica, que normalmente é utilizada em colônias masculinas, no Brasil também tem grande aceitação pelo público feminino.
Matérias-primas utilizadas na composição desta fragrância: manjericão, sálvia, alecrim e pinho.

Fougère Fresco
Fragrância fougère adicionada de notas cítricas frutais e notas marinhas, aquosas, verdes e frescas.
Fougère Ambarado
Fragrância fougère adicionada de notas quentes do âmbar.
Estrutura do perfume
A evolução de um perfume sobre a pele está baseada na percepção das notas voláteis que fazem parte de sua composição.

Os perfumes têm em sua composição uma combinação de fragrâncias distribuídas e denominadas de notas de um perfume. Assim, um bom perfume possui
três notas:

■ Nota superior (ou cabeça do perfume) – é a primeira impressão ao sentir um perfume. São notas refrescantes, a parte mais volátil do perfume e a que detectamos
primeiro, geralmente nos primeiros 15 minutos de evaporação.
■ Nota do meio (ou coração do perfume) – é a parte intermediária do perfume. É a personalidade da fragrância. Expande-se e enriquece gradualmente, à medida que
o tempo passa. O aroma permanece na pele por aproximadamente 2 horas.
■ Nota de fundo (ou base do perfume) – é a parte menos volátil, geralmente leva de quatro a cinco horas para ser percebida. É também denominada “fixador” do
perfume.
Matérias-primas utilizadas na fabricação de perfumes
Água
Para a fabricação de perfume, água de colônia, etc, deve-se utilizar água destilada para evitar impurezas que poderiam turvar o perfume.
Água

Álcool
O álcool é um dos produtos mais utilizados na fabricação dos perfumes líquidos. Devemos utilizar álcool da melhor qualidade para obtenção de perfumes
finos. Recomenda-se a utilização de álcool de cereais.

Álcool

Corantes
Para a coloração dos perfumes líquidos, usam-se corantes alimentícios que são encontrados sob a forma de soluções, em casas especializadas.

Corantes

Fragrância (essência) para perfumes


É encontrada em lojas especializadas e para escolhê-la, siga seu gosto pessoal.

Fixadores
Lembre-se sempre:

1. Diferentes concentrações de essência determinam o preço e também a capacidade de fixação do perfume.

2. A qualidade da essência é quem vai dizer se seu perfume fixa ou não.

3. A qualidade do perfume está na qualidade da fragrância (essência).

Fixação de um perfume
Os elementos que contribuem para um perfume fixar na pele já vêm na essência, pois cada ingrediente da essência tem o seu próprio poder de fixação (pegue
uma pétala de baunilha, por exemplo, esfregue na pele, que o cheiro vai ficar). Além disso, existem outros elementos químicos e/ou orgânicos cuja finalidade
é melhorar a fixação.
Flor de baunilha

Não se pode esperar que uma colônia fixe na mesma proporção de um perfume.

A concentração da fragrância, isto é, a proporção da essência em líquidos torna o perfume mais ou menos forte e lhe confere diferentes tempo de duração na
pele.

O argumento escolhido para venda de um perfume é a “fixação”, usando muita potência e duração dos cheiros, mesmo que desvie o caminho da qualidade.
Aumente nas porcentagens de aplicação dos 15% tradicionais de essências para 20% a 30% e dosagem muito alta de novas matérias-primas sintéticas de baixa
evaporação. De preferência, use óleo essencial (caros) do que essências (bem mais baratas).

Enfim, o que é fixação?


Na realidade, é o cheiro que vai ficar em sua pele durante um tempo indeterminado após a aplicação, e normalmente, esse cheiro residual vai ser muito
diferente do perfume que você usou em sua pele algumas horas antes.

Pode-se explicar de uma maneira muito fácil o porquê desse fato – um óleo essencial (essência) é a mistura de várias matérias-primas, como folhas, flores,
madeiras, raízes, frutas, etc., cada uma com um cheiro mais ou menos volátil (volatilização, ato ou efeito de evaporar). Por exemplo , o limão, a hortelã e outros
se evaporam rapidamente, já as flores levam algum tempo e as madeiras, raízes ou resina demoram algumas horas para desaparecerem.
Na nossa pele, aqueles produtos de evaporação mais lenta como resina, madeiras, incenso, baunilha, etc., terão maior fixação (mais tempo na pele) e uma
evaporação progressiva, fracionada; primeiro liberando as notas refrescantes, notas mais voláteis, depois as notas florais e especiarias de média duração na
pele e, finalmente, os produtos que dão uma grande fixação, que são os produtos de evaporação lenta.

O prazo de validade do perfume é normalmente de 2 a 3 anos, contudo, deve-se observar que este tipo de produto mantém suas características originais por
este período se forem acondicionadas em local fresco, seco e ao abrigo da luz, principalmente da incidência direta dos raios solares.

Vagem seca de baunilha

Maceração de um perfume
Em perfumaria macerar quer dizer impregnar, apurar, intensificar a fragrância. Da mesma maneira que as boas bebidas necessitam, obrigatoriamente, ficar
curtindo (macerando), também os melhores perfumes passam por tal processo.
Para entender melhor o que isso significa, temos a seguinte explicação: as essências são compostas com muitos elementos naturais que são extraídos de
flores, folhas, caules, frutos, sementes, madeiras, etc. Esses elementos deixam micropartículas suspensas na solução.
Essências

Dessas partículas, que nada mais são do que fragmentos aromáticos, desprendem-se notas importantes que compõem a fragrância. Portanto, durante um certo
período, que vai muito além da data em que a essência foi produzida, a dispersão aromática continua a acontecer.

Assim, é óbvio que o fluido, em maceração, se intensifica muito mais do que se fosse filtrado logo após a fabricação.

Como o processo é caro, muitas empresas não se dão a esse trabalho, daí a baixa qualidade de seus perfumes. Mesmo em perfumes com notas sintéticas, a
maceração é importante, para eliminar o odor do álcool, que com o tempo vai diminuindo, deixando transparecer quase que apenas a essência.
Óleo essencial de laranja

Equipamentos básicos
■ Provetas de 50, 100, 250 e 500 ml (cm3) para medição; ou jarra de vidro ou plástico com medidas (do tipo utilizado em receitas culinárias.

■ Copos ou béquer de várias capacidades para misturar os componentes.

■ Bastões de vidro ou colheres de inox para auxiliar na mistura dos componentes.

■ Funis pequenos e grandes de vidro e papéis de filtro para as filtrações (filtros comuns, utilizados para coar café, ou filtros específicos para este fim,
encontrados em casas especializadas).

■ Porta-filtro de papel.

■ Recipiente de vidro escuro (âmbar) com tampa (rolha) para maceração do produto.

■ Rolhas.

■ Etiqueta adesiva lisa para escrever o nome e a data que foi feito o perfume.
■ Caderno para anotar as fórmulas (desta maneira seu perfume sairá sempre igual, pois funciona como um livro de receitas).

■ Frascos de vidro com válvula spray para acondicionar o perfume para o uso.

■ Etiquetas para identificar os produtos acabados.

■ Embalagens, saquinhos de TNT com fita ou caixas para os vidros spray.

Importante: Para a produção de composições aromáticas em maior escala são necessários ainda recipientes maiores, tais como os tachos.

Proveta
Béquer

Béquer

Processo de produção
1. Formulações básicas para perfumes (fabricação artesanal)
2. Formulações básicas para perfumes (fabricação em escala industrial)
Molécula de triclosan

O procedimento abaixo deve ser usado para todas as fórmulas descritas anteriormente:

1. Em um recipiente de vidro ou aço inox, rigorosamente limpo, adicionar o álcool de cereais, o dipropileno glicol, o fixador e o EDTA. Mexa bem em cada
adição (se a fórmula pedir o dipropileno, o fixador ou o EDTA).

2. Adicionar a essência de sua escolha e homogeneizar.

3. Adicionar a água destilada lentamente (se a fórmula pedir água. Lembre-se: lentamente, para não turvar).

4. Adicionar o corante (se desejado).

5. Transferir a mistura para um frasco de vidro escuro (vidro âmbar, marrom).

6. Feche o vidro (bem fechado) com cortiça (rolha) e coloque para descansar (macerar) por 10 dias, embrulhado em papel, com o vidro deitado.

Importante!
A Colônia, a Deo Colônia, o Perfume e o Extrato precisam descansar depois de prontos, deixando macerar por, no mínimo 10 dias no freezer ou congelador. O
ideal são 30 dias, uma vez que esse processo é importante para tirar o cheiro do álcool e fixar mais tempo na pele.

■ Não preencher o frasco até a boca. Sempre deixar 3 dedos sem perfume para o aldeídico subir e ficar nesse espaço.

■ Fechar o vidro com rolha lavada com álcool de cereais.

■ Embrulhar com papel e deixar DEITADO para a rolha inchar e não deixar evaporar o perfume que estará a curtir.

■ Esse processo deve ser feito 10 dias em resfriamento alternado, sendo um dia na geladeira, congelador ou freezer, e um dia em temperatura ambiente em
um lugar escuro e frio, para oxidar alguns componentes do álcool.

■ Agite, DELICADAMENTE, uma vez por dia.

■ Após esse período de descanso, filtrar (se necessário) e envasar o perfume nos vidros.

Nota: Quanto maior o tempo de maceração, maior a qualidade do produto final.


Recomendações úteis
■ Não manuseie álcool de cereais perto do fogo.

■ Mantenha os produtos longe do alcance das crianças.

■ Quanto mais tempo de maceração, melhor será a qualidade.

■ Não deixe seu perfume em contato com plásticos. Use vidro.

■ Pode-se lentamente variar as proporções indicadas, até obter um perfume agradável (nem forte nem fraco).

■ Recomenda-se experimentar fazer misturas de essências a fim de obter um perfume ideal, ou exclusivo.
■ Use sua criatividade. Seu olfato será o controle de qualidade.

■ Lave os materiais somente com álcool de cereais.

■ Para filtrar pode-se usar o papel filtro de café, na falta de um papel profissional.

■ Nunca use álcool comum.

■ Coloque o perfume em garrafas âmbar (escuras) sempre com rolhas e bem fechadas.

■ Deixe as garrafas de perfumes para macerar SEMPRE DEITADAS.

■ Cuidado quando for trabalhar com essências amadeiradas. A quantidade de água é muito importante para não turvar (turvar = ficar leitoso).

■ Se quiser adicionar cor ao produto, utilize sempre corantes solúveis em água e alimentícios, pois não provocam irritação.

■ Utilize apenas algumas gotas de corante, pois em excesso, esta solução pode causar manchas em roupas. Compre o corante líquido alimentício. Para cor
tradicional do perfume na cor amarelo, a cor do corante é o “amarelo gema”.

■ Se você acrescentar mais essência, retire água da fórmula na mesma quantidade para que a conta final seja a desejada.

■ Não é só a quantidade de essência contida na fórmula que determina se o perfume é bom ou não. O que conta também é o bom gosto na escolha da
essência, a qualidade desta e a dosagem correta para se fazer um bom perfume.

■ Algumas essências podem turvar (ficar meio leitoso, ou seja, não ficar translúcido). Se isto ocorrer, refaça a fórmula com menos quantidade de água e maior
quantidade de álcool.

■ A procedência da essência é muito importante para a qualidade do produto. Use sempre fragrância recomendada para perfumes.
■ Frascos com válvulas são os mais indicados para o uso de perfume, pois conservam melhor o produto.

■ Os perfumes devem ser guardados em frascos bem fechados, de modo que o contato com o ar não os oxide, e em locais frescos e ao abrigo da luz, pois o
calor e a luz do sol podem alterar sua cor e odor.

■ O local para a produção de perfumes deve ser arejado e com espaço suficiente para a manipulação e armazenamento dos produtos.

■ Dê preferência ao material de vidro para a fabricação dos perfumes, pois eles não “pegam” cheiro.

■ Se for reutilizá-los na fabricação de outra colônia, lave-os bem com detergente neutro (de louça) e depois com álcool.

■ Após serem utilizados na produção de perfumes, estes materiais não devem servir para preparar alimentos.

■ As essências utilizadas na fabricação de perfumes podem ser adquiridas em casas de perfumaria ou distribuidora de essências.

Algumas dicas importantes


1ª. Na fabricação, é importantes experimentar as receitas em pequena escala (para preparar, em menor escala que a receita, dividem-se as quantidades
indicadas por um número).
2ª. Usar as substâncias indicadas para fabricação do perfume desejado, não as substituindo por outras mais fáceis de encontrar ou mais baratas. Substituições
só são aconselháveis quando se tem comprovado a eficiência dessas essências, não resultando, assim, em prejuízo.
3ª. As quantidades, concentrações e outras características, como a densidade do perfume, etc., devem manter-se conforme orienta a receita, podendo variar
somente quando a prática e o bom senso assim o indicarem.
4ª. Os frascos de perfume devem ser guardados em locais protegidos da claridade, a fim de não provocar alterações no aroma.
5ª. Querendo experimentar um perfume, é melhor vaporizá-lo nas costas da mão ou no punho, lembrando que o aroma varia de pele para pele, e que esta não
deve ser molhada, mas apenas salpicada.
6ª. Não se deve esfregá-lo, para não mascarar o aroma.
7ª. Ao cheirar, não aproximar demasiadamente o nariz, pois um bom perfume se sente a certa distância e deixa um rastro.
8ª. Nunca experimentar mais que três fragrâncias ao mesmo tempo.
9ª. A quantidade de álcool pode variar de acordo com seu gosto pessoal.
10ª. Quanto mais tempo de maceração, melhor será a qualidade.
11ª. Recomenda-se experimentar fazendo misturas de essências a fim de obter um perfume ideal, ou exclusivo.
12ª. Use sua criatividade. Seu olfato será o controle de qualidade.
13ª. Nunca use álcool comum.
14ª. Não existe processo correto de maceração, e, sim, métodos específicos para obter a qualidade desejada.
15ª. Tanto para produção artesanal (micro e pequena empresa) ou produção industrial é necessária a legalização, do contrário, a empresa estará operando
informalmente.

Símbolo da justiça

Aviso importante
Torna-se necessário tomar algumas providências legais para a abertura do empreendimento, tais como:

■ Registro na Junta Comercial (exceto para as empresas prestadoras de serviço, que serão registradas no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas).

■ Registro na Secretaria da Receita Federal (somente para as pessoas jurídicas – CNPJ).

■ Registro na Secretaria da Fazenda (exceto para as empresas prestadoras de serviços).

■ Registro na Prefeitura do Município.


■ Matrícula no INSS.

• Para as pessoas jurídicas já cadastradas no CNPJ, o registro da matrícula no INSS é simultâneo.

• Para as demais, é necessária a solicitação da matrícula, inclusive obra de construção civil, no prazo de trinta dias, contados do início de suas atividades.

O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da
empresa (com relação à localização), e também o Alvará de Funcionamento.

Resumo da Lição
 Durante muito tempo, os perfumes foram produzidos exclusivamente de óleos essenciais extraídos de plantas.
 Atualmente, muitos dos perfumes são produzidos com essências sintéticas.
 As fragrâncias femininas se dividem em: cítricas, lavanda, floral, floriental, oriental e chypre e as masculinas em cítricas e fougère (amadeirado, aromático, fresco e ambarado).
 Os perfumes possuem uma combinação de fragrâncias denominadas “notas” de um perfume.
 A concentração da fragrância é que torna o perfume mais ou menos forte e a qualidade da essência é responsável pela sua fixação na pele.
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Fabricação de desodorante spray


Desodorantes são produtos aplicados topicamente, que atuam através de mecanismos isolados ou associados, inibindo o desenvolvimento microbiano na zona
de aplicação e neutralizando as substâncias odoríferas, por combinação com estas ou por mascaramento. Como espécies de ativos, nos desodorantes existem
os compostos que inibem o crescimento daqueles micro-organismos que se encontram nas axilas.

Além da eficácia e da segurança, as substâncias devem permitir aplicação local e serem livres de reações tóxicas alérgicas ou de irritação. Devem possuir
capacidade de permanência e retenção sobre a pele para que o efeito perdure.

Associadas às substâncias ativas podem ser acrescidas composições de fragrâncias (essências) que tenham longa duração, e sejam compatíveis com o produto
final.
As fragrâncias podem conter também em sua composição matérias-primas que possuam ação antisséptica, como os óleos essenciais: cravo, tomilho, sálvia,
alecrim, lavanda, sândalo, cipreste e pinho.

Uma dúvida comum entre os consumidores é a de saber distinguir um desodorante de um antitranspirante. De fato, estes produtos apresentam diferenças nas
formulações e na amplitude de sua ação. Um desodorante com ação bactericida tem como principal função eliminar as bactérias que “residem” nas axilas,
consequentemente, diminuem o odor da transpiração. Sua formulação contém agentes bactericidas, como o etanol (álcool) e quase sempre uma fragrância
envolvente e refrescante. Este tipo de formulação é denominado, normalmente, como desodorante, seja pelos técnicos como pelos consumidores.
Já um antitranspirante, ou moderador da transpiração, apresenta ingredientes ativos que atuam nos ductos das glândulas sudoríparas e controlam a saída do
suor, sem prejudicar a saúde. Estes ingredientes são substâncias com efeito hipohidrótico (reduzem a transpiração), como os sais de alumínio e os de alumínio
associados ao zircônio. Este tipo de produto é normalmente denominado de desodorante antitranspirante, pois satisfaz as duas funções.
Produtos para o controle do odor axilar comercializados
Em tempos não muito distantes, os anúncios de produtos de higiene eram impressos nos rótulos, sem qualquer comprovação. Hoje, essa comprovação, por
força da lei, beneficia a indústria bem como dá ao consumidor mais confiança na aquisição desses produtos para uso.

Os produtos para o controle do odor axilar, segundo a Resolução Nº79/00, são enquadrados na categoria Produtos de Higiene Pessoal. Quanto ao grau de risco que
oferecem, são classificados como produtos de:
Grau de Risco 1
Desodorantes: sendo submetidos ao processo de Notificação.
Grau de Risco 2
Desodorantes/antitranspirantes: submetidos ao processo de Registro.
Na rotulagem é preciso estar bem clara a diferença entre um desodorante, umantitranspirante e um desodorante antitranspirante.
A importância do esclarecimento desta diferença esbarra na produção de um rótulo com texto objetivo, deixando o consumidor seguro ao comprar um
produto, como também consciente de sua escolha, ou seja, se ele deseja um produto apenas para controlar o seu odor corporal (desodorante), ou um produto
que elimine apenas a transpiração (antitranspirante), ou ainda um produto que, além de controlar o odor, controle também a transpiração
(desodorante antitranspirante).
É importante o conhecimento dos princípios ativos e de outras substâncias de uma preparação para a realização da fabricação.

Desodorante
A composição básica dos desodorantes perfumados é: álcool neutro, água purificada e fragrância, associados a agentes desodorantes e complexos com
propriedades bacteriostáticas. Sua função é desodorizar, perfumar suavemente e agir sobre as bactérias que se instalam na região das axilas, provocando odor
desagradável.
Desodorante

Antitranspirante
São produtos aplicados topicamente, que restringem a quantidade de secreção das glândulas sudoríparas na zona tratada, evitando os efeitos desagradáveis
do suor. A sua ação se dá poradstringência associada a mecanismos de obstrução ou tamponamento dos canais sudoríparos.
Lembre-se:
■ Controla odor corporal é um desodorante.
■ Controla transpiração é um antitranspirante.
■ Controla odor corporal e transpiração é um desodorante antitranspirante.
Processo de produção
Resumo da Lição
 Desodorantes são produtos que atuam inibindo o desenvolvimento de micróbios, impedindo a formação de substâncias odoríferas.
 Os desodorantes antitranspirantes possuem na sua formulação, além dos ingredientes dos desodorantes, sais de alumínio e sais de alumínio associados ao zircônio para reduzirem a
transpiração.
 Para controlar os odores corporais usa-se desodorante e, para controlar o suor, usa-se antitranspirante.
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Fabricação de desodorante spray


Desodorantes são produtos aplicados topicamente, que atuam através de mecanismos isolados ou associados, inibindo o desenvolvimento microbiano na zona
de aplicação e neutralizando as substâncias odoríferas, por combinação com estas ou por mascaramento. Como espécies de ativos, nos desodorantes existem
os compostos que inibem o crescimento daqueles micro-organismos que se encontram nas axilas.

Além da eficácia e da segurança, as substâncias devem permitir aplicação local e serem livres de reações tóxicas alérgicas ou de irritação. Devem possuir
capacidade de permanência e retenção sobre a pele para que o efeito perdure.

Associadas às substâncias ativas podem ser acrescidas composições de fragrâncias (essências) que tenham longa duração, e sejam compatíveis com o produto
final.

As fragrâncias podem conter também em sua composição matérias-primas que possuam ação antisséptica, como os óleos essenciais: cravo, tomilho, sálvia,
alecrim, lavanda, sândalo, cipreste e pinho.

Uma dúvida comum entre os consumidores é a de saber distinguir um desodorante de um antitranspirante. De fato, estes produtos apresentam diferenças nas
formulações e na amplitude de sua ação. Um desodorante com ação bactericida tem como principal função eliminar as bactérias que “residem” nas axilas,
consequentemente, diminuem o odor da transpiração. Sua formulação contém agentes bactericidas, como o etanol (álcool) e quase sempre uma fragrância
envolvente e refrescante. Este tipo de formulação é denominado, normalmente, como desodorante, seja pelos técnicos como pelos consumidores.
Já um antitranspirante, ou moderador da transpiração, apresenta ingredientes ativos que atuam nos ductos das glândulas sudoríparas e controlam a saída do
suor, sem prejudicar a saúde. Estes ingredientes são substâncias com efeito hipohidrótico (reduzem a transpiração), como os sais de alumínio e os de alumínio
associados ao zircônio. Este tipo de produto é normalmente denominado de desodorante antitranspirante, pois satisfaz as duas funções.
Produtos para o controle do odor axilar comercializados
Em tempos não muito distantes, os anúncios de produtos de higiene eram impressos nos rótulos, sem qualquer comprovação. Hoje, essa comprovação, por
força da lei, beneficia a indústria bem como dá ao consumidor mais confiança na aquisição desses produtos para uso.

Os produtos para o controle do odor axilar, segundo a Resolução Nº79/00, são enquadrados na categoria Produtos de Higiene Pessoal. Quanto ao grau de risco que
oferecem, são classificados como produtos de:
Grau de Risco 1
Desodorantes: sendo submetidos ao processo de Notificação.
Grau de Risco 2
Desodorantes/antitranspirantes: submetidos ao processo de Registro.
Na rotulagem é preciso estar bem clara a diferença entre um desodorante, umantitranspirante e um desodorante antitranspirante.
A importância do esclarecimento desta diferença esbarra na produção de um rótulo com texto objetivo, deixando o consumidor seguro ao comprar um
produto, como também consciente de sua escolha, ou seja, se ele deseja um produto apenas para controlar o seu odor corporal (desodorante), ou um produto
que elimine apenas a transpiração (antitranspirante), ou ainda um produto que, além de controlar o odor, controle também a transpiração
(desodorante antitranspirante).
É importante o conhecimento dos princípios ativos e de outras substâncias de uma preparação para a realização da fabricação.

Desodorante
A composição básica dos desodorantes perfumados é: álcool neutro, água purificada e fragrância, associados a agentes desodorantes e complexos com
propriedades bacteriostáticas. Sua função é desodorizar, perfumar suavemente e agir sobre as bactérias que se instalam na região das axilas, provocando odor
desagradável.
Desodorante

Antitranspirante
São produtos aplicados topicamente, que restringem a quantidade de secreção das glândulas sudoríparas na zona tratada, evitando os efeitos desagradáveis
do suor. A sua ação se dá poradstringência associada a mecanismos de obstrução ou tamponamento dos canais sudoríparos.
Lembre-se:
■ Controla odor corporal é um desodorante.
■ Controla transpiração é um antitranspirante.
■ Controla odor corporal e transpiração é um desodorante antitranspirante.
Processo de produção
Resumo da Lição
 Desodorantes são produtos que atuam inibindo o desenvolvimento de micróbios, impedindo a formação de substâncias odoríferas.
 Os desodorantes antitranspirantes possuem na sua formulação, além dos ingredientes dos desodorantes, sais de alumínio e sais de alumínio associados ao zircônio para reduzirem a
transpiração.
 Para controlar os odores corporais usa-se desodorante e, para controlar o suor, usa-se antitranspirante.

Fabricação de sabonetes líquidos


Os sabonetes têm a função de limpar, proteger a pele das bactérias, perfumar e hidratar. Mas, para obter todos esses benefícios, é necessário manter o ponto
de equilíbrio do pH. Ele deve ser próximo ao da pele, que para a maioria das pessoas é 5,5. Este cuidado impede que o produto agrida a pele mantendo-a
assim protegida e livre de infecções. Como o pH da pele depende do nível de acidez do suor, recomenda-se deixá-lo com pH neutro (7) para ter uma amplitude
do uso sem oferecer riscos.

Controlador de pH
Entre as substâncias empregadas para manter o pH dentro da faixa esperada, o ácido cítrico é o controlador de pH mais utilizado. Quando se desejar diminuir
o pH, tornando o sabonete menos básico, acrescenta-se um pouco de solução de ácido cítrico. Caso queira aumentar o pH para torná-lo menos ácido, adiciona-
se mais amida que é uma base.

Medidor de pH
Espessantes
A principal função do espessante é melhorar a estabilidade da emulsão em altas temperaturas. Entre as suas outras funções estão a de melhorar a suspensão do
material particulado e espessar as emulsões, alterando suas características físicas. É preciso muito cuidado ao usá-los porque, muitas vezes, estes conferem
uma característica pegajosa ao produto. Alguns sais, como o cloreto de sódio (NaCl), são utilizados nos sabonetes líquidos como espessante, devido ao seu
baixo custo. Pode-se utilizar também o sulfato de sódio e o sulfato de magnésio.
Equipamentos
Os equipamentos podem variar bastante, mas devem ser sempre de fácil limpeza. A seguir alguns equipamentos simples para a produção de sabonetes.

■ 2 potes plásticos com tampa e capacidade de 10 litros.

■ 1 colher de aço ou plástico com cabo longo, para agitar a mistura.

■ 1 avental.

■ 1 óculos de segurança.

■ 1 luva plástica.

■ papel para medir o pH.

■ 1 borrifador de plástico.

■ 1 balança de cozinha.

■ 1 copo medidor de volumes.

Ingredientes
Extrato glicólico para o sabonete de erva-doce: suavizante, antisséptico, refrescante, calmante, antirrugas, antioleosidade.
Os extratos glicólicos são obtidos por processo de maceração, infusão ou percolação de uma erva em um solvente hidroglicólico, podendo ser este o propile
no glicol ou a glicerina puros ou com pequena quantidade de água. Estes extratos têm seu principal uso nos fitocosméticos.
Os extratos glicólicos são os mais utilizados em sabonetes e produtos de perfumaria. Nestes extratos, em geral, a relação erva/solvente corresponde a 1/5 do
seu peso em erva seca. Isso significa que 200 g de erva seca permitem preparar 1 litro de extrato glicólico. Como exemplo, vamos preparar um extrato glicólico
de erva-doce para o sabonete líquido (cremoso):
1. Pesar 200 g de sementes de erva-doce.

2. Esmagar (macerar) as sementes em um pilão (ou no liquidificador) até se transformarem em pó.

3. Colocar o pó em um recipiente de vidro âmbar (escuro) ou recoberto por papel alumínio e adicionar uma mistura com 900 ml de glicerina e 100 ml de álcool
de cereais.

4. Deixar por 72 horas em repouso, com o vidro fechado e ao abrigo de luz e de calor.

5. Colocar a mistura de líquido e pó em uma panela e deixar em banho-maria por 1 hora a uma temperatura de aproximadamente 40 ºC.

6. Após este tempo, passar a mistura em um filtro de café (filtro de papel ou de algodão).

7. Guardar em frasco escuro fechado, protegido da luz e do calor.

Tal procedimento pode ser utilizado em todas as plantas para a extração do extrato glicólico. Mas tenha o cuidado de extrair o extrato glicólico apenas de
plantas conhecidas para evitar a extração de substâncias tóxicas e perigosas à saúde.

Quando se tratar de frutas ou legumes suculentos, primeiro trituramos no liquidificador e depois coamos para separar a parte sólida. Desta parte sólida
fazemos o extrato.

No caso de frutas pastosas, como a banana e o abacate, podemos fazer a infusão diretamente com a fruta, somente passando-a no liquidificador.

Chá de aroeira para o sabonete de aroeira


■ 20 porções de casca de aroeira seca (comprado no mercado).

■ 10 litros de água.
1. Lave as cascas em água corrente. Quebre-as em pedaços pequenos.

2. Junte a água e leve ao fogo para o cozimento. Após abrir fervura deixe cozinhar por 5 minutos.

3. Retire do fogo, coe e deixe esfriar, tampado, para ser usado totalmente frio.

Recomendações:
A luz, a umidade e o tempo de armazenamento são os principais fatores que alteram os princípios ativos dos produtos. Portanto, siga as recomendações do
fabricante quanto ao manuseio e armazenagem.

Avaliar os fornecedores de insumo e utilizar sempre matérias-primas de um mesmo fornecedor.

Produção do sabonete cremoso de erva-doce


Contém extrato glicólico de erva-doce, que possui ação antisséptica, calmante e suavizante.
Materiais
■ 160 g de dietanolamida (amida 90%).

■ 400 g de anfótero betaínico.

■ 2 kg de lauril éter sulfato de sódio (lauril líquido).


■ 200 g de extrato glicólico de erva-doce.

■ 25 g de EDTA.

■ 75 g de ureia.

■ Corante verde-claro.

■ 50 ml de essência de erva-doce.

■ 200 g de sal marinho.

■ 50 g de ácido cítrico.

■ 8 kg de água.

■ Álcool etílico.

Procedimentos na produção do sabonete


1. Pesar separadamente os ingredientes.

2. Em um recipiente, adicionar à água, lentamente o lauril, a amida, a glicerina, o corante, o extrato glicólico, agitando moderadamente até a completa
homogeneização da solução.

3. Evite formar muita espuma.

4. Se formar espuma, borrife álcool sobre ela.

5. O corante deve ser colocado aos poucos e na quantidade que mais lhe agradar.
6. Adicionar o anfótero betaínico e misturar para homogeneizar.

7. Testar o pH da solução.

8. Se estiver básica, adicionar a solução de ácido cítrico em pequenas quantidades controlando o pH com o papel indicador.

9. Diluir a ureia e o EDTA e, em seguida, adicionar ao sabonete agitando bem para homogeneizar. Acerte novamente o pH. Deixe esfriar.

10. Preparar uma solução forte de sal.

11. Dividir a quantidade de sabonete ao meio, em dois vasilhames.

12. Ir acrescentando o sal em uma das metades, lentamente, até diminuir a viscosidade, após ter aumentado.

13. Adicionar essa metade à outra e misturar bem.

14. Repetir os passos 6 e 7 até estar na viscosidade desejada. Deixe esfriar.

15. Adicione a essência.

16. Coloque nos vasilhames.

Obs 1: Para preparar a solução de ácido cítrico ponha o ácido em 200 ml de água e misture até dissolver o máximo possível. Se for necessário, aqueça a água.
Obs 2: Colocando-se menos água obtêm-se um produto mais concentrado que pode ser guardado, sem corante e essência, para ser utilizado como base para
sabonete líquido.
Sabonete cremoso

Sabonete líquido de aroeira 100 litros


Ingredientes
■ 20 kg de lauril éter sulfato de sódio (lauril líquido);

■ 2 kg de dietanolamida de ácido graxo de coco. Também denominado de amida 90 ou amida cosmética (agente espumante e espessante);

■ 1 kg de agente perolizante disolvido em 1 litro de água;

■ 150 g de metilparabeno (também denominado Nipagim é conservante);


■ 10 L de chá de aroeira (extrato);

■ 500 g de Essência Phebo dissolvidos em 500 ml de água (coloque em uma garrafa PET para esfriar e deixe para ser usado no final, pois a essência quando se
une com água fica quente e desanda o sabonete).

■ 60 L de água deionizada.
■ 3 a 4 kg de sal para engrossar ( “qs” – quantidade suficiente). Cuidado, muito sal perde a transparência e fica menos viscoso. Dissolva o sal em 1/1 de água.

■■Ácido cítrico (solução a 20%) para neutralizar o pH.

Procedimentos na produção do sabonete


1. Diluir em 60 litros de água o lauril. Mexa bem para incorporar na água.

2. Adicione a amida. Mexa bem. Deixe esfriar e baixar a espuma.

3. Adicione o metilparabeno e o perolizante.

4. Teste o pH da solução. Se estiver básico, adicionar a solução de ácido cítrico em pequenas quantidades controlando o pH com o papel indicador. O pH deve
ficar entre 6,0 e 7,0.

5. Adicione o extrato de aroeira.

6. Deixe descansar para colocar o sal, pois este deverá ser recebido com o produto totalmente frio para não ser colocado em excesso.

7. Depois de acertar a viscosidade com o sal, feche o tambor e, somente depois de 4 horas, coloque a essência reservada.

8. Coloque no vasilhame.

Obs 1: Dependendo das concentrações dos produtos usados (comprados), como no caso a amida e o lauril, se o pH ficar alto coloque 300 g, mais ou menos, de
ácido sulfônico (para acertar o pH entre 6,0 e 7,0 e se o pH ficar abaixo de 6,0, corrigir com o ácido cítrico).
Obs 2: Não corrija o pH depois de colocar o extrato de aroeira, pois a cor marrom da aroeira pode mascarar a cor do papel indicador.
Obs 3: Querendo um sabonete mais rico, acrescente: 5 kg de coco amida propil betaína (a 30%) (suavidade); 4 kg de Poliquatérnium 7, agente condicionante,
também conhecido por Mirapol 550, e 1 kg de EDTA dissódico.
Sabonete perolado de erva-doce
Segue abaixo uma formulação de sabonete perolado de erva-doce, ideal para a limpeza das mãos, pois contém extrato glicólico de erva-doce que possui ação
antisséptica, calmante e suavizante.

Modo de preparo
Em recipiente adequado adicione cerca de 50 litros de água, em seguida adicione sob agitação lenta o lauril, a dietanolamida, o cocoamidopropil e a base
perolada.

Em seguida solubilize na glicerina o metilparabeno e o propilparabeno, aquecendo em recipiente adequado; em seguida, adicione ao produto sob agitação.

Acerte o pH com o ácido cítrico diluído em água, adicionando aos poucos, sob agitação e verificando no pHmetro, até obter pH indicado (6,0 a 7,0).

Em seguida, adicione sob agitação moderada a essência, o corante diluído em água e o extrato glicólico de erva-doce.

Complete o volume com água até uns 90 litros, espere a espuma baixar e acerte a viscosidade com um pouco de cloreto de sódio diluído em água, adicionando
aos poucos, sob agitação, até obter viscosidade desejada.

Complete com água para os 100 litros, agite bem para completa homogeneização do sabonete.

Viscosidade recomendada: acima de 3000 cps a 20 ºC, para que se reduzam as possibilidades de sedimentação das partículas do perolizante.

Sabonete perolado

Resumo da Lição
 Os sabonetes têm a função de perfumar, limpar e proteger o corpo das bactérias. Para que isto ocorra, torna-se necessário o controle do seu pH tornando-o o mais próximo do pH da
pele, que para a maioria das pessoas está em torno de 5,5.
 Recomenda-se que o pH do sabonete seja em torno de sete, que é neutro, para que possa ter uma amplitude no uso sem oferecer riscos à pele.
 Para ajustar o pH do sabonete, utiliza-se o ácido cítrico quando estiver básico (acima de sete) e a amida, quando o pH estiver ácido (abaixo de sete).
 O sabonete líquido é uma emulsão onde o espessante (NaCl) tem a função de manter a estabilidade e melhorar a suspensão do material particulado. É necessário cuidado no uso para
que o produto não adquira uma característica pegajosa.
 Os sabonetes sofrem alterações com a luz, a umidade, o armazenamento e o nível de sua qualidade dependem da matéria-prima, por isso o fornecedor deve ser escolhido com critério.
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Condicionador
Os cabelos são anexados à epiderme e se compõem basicamente por duas proteínas: a queratina, que dá dureza aos fios, e a melanina que fornece a cor.
Os aminoácidos são de fundamental importância na formação das proteínas e podem ser produzidos pelo próprio organismo ou adquiridos por meio de
alimentação. O mesmo acontece com sais minerais que também compõem as proteínas.
O ferro e zinco são importantes na obtenção de fios de cabelos queratinizados ou sedosos. Também as vitaminas são importantes para se ter um cabelo
saudável. Elas se dividem em hidrossolúveis (B1, B2, B6, B12 e C) que não apresentam problemas de superdosagem e lipossolúveis (A, D, E e K), que por serem
insolúveis na água devem ser usadas com cautela e sem excesso.

As vitaminas ingeridas se distribuem por todo o corpo, atingem o metabolismo vital do ser humano; portanto, para se ter cabelos saudáveis torna-se
necessário, em primeiro lugar, uma alimentação variada com alimentos que contenham tais vitaminas (tabela 1).
Condicionador

O condicionador capilar irá resolver principalmente a danificação dos fios provocada pelas agressões do meio ambiente como: o vento, sol e uso de produtos
químicos para tingilos. O uso contínuo de bons condicionadores minimiza os efeitos das agressões externas, podendo o indivíduo possuir cabelos lindos e
saudáveis quando o tratamento for associado a uma alimentação equilibrada.
Formulações para condicionadores variados
Abacate

Condicionador para cabelos oleosos


Extrato de algas ……………….. 5 ml

Extrato de hamaméllis ……….. 5 ml

Essência ………………………….. 2 ml

Base de condicionador ……..88 ml

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato e a essência.

Condicionador para cabelos secos


Extrato de cenoura ………….. 10 ml

Óleo de amêndoas ……………. 2 ml


Essência ………………………….. 2 ml

Base de condicionador …… 186 ml

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato e a essência.

Condicionador de silicone com proteínas


Aminoácidos da seda ………. 10 ml

Silicone volátil …………………… 6 ml

Essência ………………………….. 2 ml

Base de condicionador …… 186 ml

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato e a essência.

Máscara capilar com abacate


Extrato de cenoura ………….. 10 ml

Óleo de abacate ……………… 10 ml

Essência ceramidas ………….. 2 ml

Base de condicionador …… 178 ml


Máscara capilar

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato e a essência.

Coquetel de frutas
Extrato de frutas tropicais … 10 ml

Óleo de abacate ……………….. 4 ml

Essência ceramidas ………….. 2 ml

Base de condicionador …… 178 ml


Frutas variadas

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato e a essência.

Condicionador para cabelos seborréicos


Extrato de jaborandi ………… 10 ml

Extrato de própolis ……………. 5 ml

Óleo de copaíba ……………….. 1 ml

Essência ………………………….. 2 ml

Base de condicionador …… 182 ml

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato, o óleo e a essência.

Condicionador de lama negra


Lama negra ……………………. 20 ml

Extrato de algas ……………….. 5 ml

Essência ………………………….. 2 ml

Base de condicionador …… 173 ml

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato, a lama e a essência.

Máscara capilar para cabelos danificados


Extrato de mutamba ………….. 6 ml

Óleo de pequi …………………. 10 ml

Essência ceramidas ………….. 2 ml

Base de condicionador …… 182 ml

Procedimento
Medir a base de condicionador e adicionar o extrato e a essência

Creme hidratante para os cabelos


■ 50 g de álcool cetoestearílico

■ 20 g de vaselina sólida

■ 20 ml de quaternário de amônio
■ 100 ml de propilenoglicol

■ 20 ml de emulsão de silicone

■ 20 ml de óleo de semente de uva

■ 01 g de BHT

■ 20 ml de lanolina etoxilada

■ 800 ml de água

■ Essência e corante a gosto

■ 10 gotas de zoonen

Procedimento
Aquecer 500 ml de água a aproximadamente 80 ºC e acrescentar o álcool cetoesteárico e a vaselina sólida. Misturar até o derretimento completo e tirar do
fogo.

Acrescentar o quartenário e misturar bem durante alguns minutos (de preferência com a batedeira de bolo). Acrescentar o propilenoglicol e misturar mais uns
5 minutos.

Acrescentar o restante da água (300 ml) e os outros componentes, deixando, por último, o silicone. Misturar por mais 5 minutos.

Obs.: Caso o cabelo seja muito seco, pode se colocar 20 g de manteiga de caritê e mais 100 ml de Propilenoglicol.
Fórmula do creme condicionador de cabelos
Material
1. Álcool
ceto-estearílico ……………….600,0 g

2. Cloreto de

cetrimônio ……………………. 300,0 ml

3. Óleo mineral …………….. 75,0 ml

4. Água deionizada …………23,0 L

5. Silicato de sódio ……….. 75,0 ml

6. Ácido cítrico ……………… 150,0 g

7. Isotiazolona ………………1,5% 5,0 g

8. Essência ………………….. 90,0 ml

9. Extrato vegetal ………….. 300,0 ml

10. Corante (opcional) ……..*q .s. p.

Procedimento de fabricação do condicionador de cabelos


■ Em um recipiente de alumínio ou ferro, adicionar os itens 1, 2 e 3 e aquecê-los até fundir;

■ Em um segundo recipiente (pode ser de plástico), misturar os itens 4 e 5.

■ Após a fusão do material no primeiro recipiente, juntar os itens do segundo recipiente e misturar.
■ Desligar o aquecimento e medir o pH com o uso de um papel indicador de pH.

■ Acertar o pH com o ácido cítrico (item 6) até atingir 4,0 – 4,5.

■ Sob agitação, resfriar o produto até chegar a 55 – 60 ºC.

■ Caso queira, adicionar o corante (item 10) agora.

■ Sob agitação, resfriar o produto até chegar a 40 ºC.

■ Adicionar os itens 7, 8 e 9.

■ Quando atingir a temperatura ambiente, envasar.

Creme rinse
Gel cosmético

Creme condicionador de cabelos

Procedimento
Misturar 1, 2, 3, 4 e 5 a 75 ºC. Manter a temperatura de 75 ºC durante aproximadamente 20 minutos. Resfriar até 35 ºC mantendo a homogenização. Adicionar
o item 6. Homogenizar.
Gel de cabelo fixador
Ingredientes
■ 150 g base gel cosmético pronta.

■ 7 a 12 g de p.v.p.k. (3% a 5%).

■ 1/4 colher de café de nipagin.

■ 1/4 colher de café de nipazol (dissolvidos em 2,5 ml de álcool de cereais).

■ 50 ml de água deionizada.

■ Corante alimentício q.s.p.

■ 3 ml de essência (sabonete ou perfumaria).

Gel fixador

Procedimento
1. Dissolver o p.v.p.k. na água (+ ou – uma hora) e reservar.

2. Colocar a base gel em recipiente plástico e adicionar nipagin e nipazol (diluídos no álcool de cereais).

3. Adicionar a mistura de 1 no 2.

4. Colocar corante e essência.

5. A quantidade de água pode ser maior, dependendo da consistência que se quer do produto.

Silicone reparador de pontas


Silicone volátil ………………..600 ml

Silicone DC 1401 …………… 270 ml

Essência ……………………….300 ml

Procedimento
Medir os componentes, misturar e homogeneizar

Óleo reparador de pontas


■ 1 litro de silicone grosso.

■ 200 ml de silicone fino.

■ 50 ml de essência.

Procedimento
Coloque essência no silicone, misture e embale.
Brilhantina
Ingredientes
■ 2 kg de vaselina sólida.

■ 1 kg de vaselina liquida.

■ g de parafina branca.

■ 50 g de essências escolhidas.

■ *q.s.p. de Corante.

*q.s.p. = “Quantidade suficiente para”, ou seja, neste item deve-se adicionar uma quantidade suficiente para que o objetivo do item seja atingido.
Procedimento
1. Levar ao fogo brando, com muito cuidado, os três primeiros produtos.

2. Quando estiverem fundidos, desligar o fogo.

3. Quando estiver quase frio, adicionar a essência e agitar um pouco o produto.

4. Embalar em seguida.
Espermacete de baleia

Variações
■ Brilhantina com espermacete de baleia.

■ Substituir a parafina por espermacete de baleia.

■ Brilhantina de amêndoa.

■ Adicionar 50 ml de óleo de amêndoa.


Amêndoas

Resumo da Lição
 Os condicionadores são produtos utilizados para resolver os problemas referentes a danificações capilares provocadas por agressões externas, como: o vento, sol, o uso de substâncias
químicas para tingi-los, etc.
 Para se ter um cabelo saudável, além de se evitar as agressões externas (sol, vento, tingimento, etc.), temos que cuidar dos problemas internos oriundos de má alimentação,
preocupações, doenças, etc.).
 As vitaminas ingeridas exercem um papel importante na saúde capilar.
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Hidratante
Uma das principais funções da pele é proteger o corpo de agressores externos, como alergênicos irritantes e produtos químicos, além de evitar perda de água
de dentro para fora.

Condições ambientais estressantes como frio, vento, sol e poluição ou produtos de uso diário como sabões e detergentes, podem alterar o equilíbrio natural
da quantidade de água na pele e alterar sua função protetora. Se esta barreira for comprometida, a pele se tornará ressecada e escamosa, sem defesa frente a
agressores externos, como ar-condicionado, poluição e outros, ficando sujeita a inflamações e lesões.
A pele possui a primeira e mais eficiente defesa do organismo contra perda de água e agressões externas. Localizada na epiderme, a camada superior mais
delgada, chamada de camada córnea (fig.1) é a mais preparada para esta função de barreira. Uma falha na função desta barreira aumenta a perda
transepidérmica de água, fazendo com que a pele se torne seca e escamosa, propensa a inflamações e lesões.

O uso constante de hidratante permite que a pele permaneça com todas as suas funções em perfeita atividade, daí a necessidade de protegê-la com uso diário
de um hidratante adequado para o tipo de cada pele.

Composição da pele
A pele humana é formada por três camadas que atuam em sintonia entre si. São elas: epiderme, derme e hipoderme (fig.1).

A epiderme é a camada mais externa e que tem mais contato com o meio ambiente. Compõe-se de várias camadas, sendo o extrato córneo ou camada de
queratina a mais externa. Possui também camadas de células mortas com a finalidade de proteção e retenção de água.
A derme, camada seguinte, é responsável pela elasticidade da pele. Possui fibras de colágeno e elastina que a protegem contra lesões. Contendo as raízes dos
pelos, as glândulas sebáceas, terminações nervosas, que detectam sensações (dor, frio, calor e etc.), vasos sanguíneos e alguns tipos de células, sendo a
maioria fibroblastos. Também estão presentes dois componentes importantes, o ácido hialurônico e a condroitína, macromoléculas com notável capacidade de
retenção de água.
Fig.1 Camadas e estruturas da pele humana

Teor de água na pele


O teor de água nas camadas mais profundas da epiderme viva, equivale à quantidade de água nas células, ou seja, 70%. No extrato córneo o percentual é de 10
a 20 %. Na camada mais externa, a água tem a função de um plastificante que solubiliza as moléculas que compõem o NMF (Natural Moisturizen Factor), que é
uma mistura de substâncias hidrossolúveis, como aminoácidos, ácidos e sais orgânicos, ureia e sais inorgânicos muito importantes para a pele.
A água pode ser fornecida para a pele pelo meio ambiente, quando a atmosfera está com um alto teor de umidade ou através da aplicação sobre a pele de
substâncias umectantes.

A importância do uso contínuo de hidratante se deve ao fato de que, quando a pele está desidratada, além do comprometimento das partes biológicas, esta
perde a sua propriedade plastificante, perdendo a maciez, flexibilidade e elasticidade, apresentando um problema estético, sem brilho e com tendência à
descamação.

Quando seca a pele, por perder elasticidade, fica sem condição de acomodar os movimentos do corpo podendo rachar e fender-se.
Causas do ressecamento da pele
■ Exposição excessiva ao sol, ao ar seco, ao vento e mudanças repentinas de temperatura que causam a evaporação da água do estrato córneo.

■ O envelhecimento cutâneo provoca uma diminuição na camada hidrolipídica provocando uma diminuição no teor de água da pele.

■ Alterações de ordem clínica, como doenças cutâneas (eczemas, dermatose, etc.).

■ Uso de substâncias químicas, como detergentes e solventes orgânicos que removem os lipídios da pele, lesionando a barreira cutânea, consequentemente
aumentando a perda hídrica.

Eczema na pele

Características umectantes
Os umectantes são substâncias com características higroscópicas como ureia, glicerina, sorbitol e, em particular, o lactato de sódio em concentração de 1% ou 2%.
Estas substâncias não podem ser aplicadas diretamente na pele, e sim, adicionadas às formulações de produtos cosméticos. Devido a sua alta
higroscopicidade, dependendo da umidade do ar, tanto podem fornecer água para pele como retirar da própria epiderme. Os hidratantes se compõem de uma
enorme quantidade de substâncias umectantes e agem no mecanismo de hidratação da pele.
Cuidando da sua pele com receitas caseiras
Para que a máscara ou qualquer creme tenha efeito na sua pele, é preciso limpá-la antes. Pegue uma buchinha com sabonete líquido e esfregue no rosto. Tome
cuidado com a região dos olhos, pois ela é sensível.

Você pode também fazer uma esfoliação com mel e aveia em flocos. Misture até virar uma pasta e aplique no rosto com movimentos circulares. Lave bem e
passe um creme ou uma máscara.

Máscara caseira

Combater a oleosidade
■ Faça uma máscara com um pouco de maizena e água mineral e aplique no rosto deixando por 20 minutos.

■ Bata 1 tomate no liquidificador com água mineral. Coe e aplique no rosto. Deixe por 20 minutos.

Máscara para pele seca


■ 1/2 copo de iogurte e 2 colheres de sopa de mel.

■ Misture tudo e aplique no rosto.


Máscara facial clareadora
■ 1/2 mamão maduro.

■ 1 colher de sopa de mel.

Mamão

Procedimento
Amasse o mamão, acrescente o mel até formar uma papa e aplique sobre o rosto limpo. Retire com água fria depois de 15 minutos.

Creme hidratante para mãos ásperas


■ 2 colheres de sopa de abacate.

■ 1 colher de sopa de mel.


Abacate

Procedimento
Misture bem e massageie as mãos. Lave e passe um hidratante.

Esfoliação
■ 1 xícara de açúcar.

■ 1 xícara de chá de óleo vegetal.

Procedimento
Misture o açúcar com o óleo e forme uma pasta. Passe no joelho, quadril, cotovelo e nádegas.

Máscara hidratante
■ 1 colher de sopa de mel.

■ 1 clara de ovo.

■ 3 colheres rasas de aveia.

Procedimento
Misture tudo, espalhe por todo o rosto e deixe agir por 25 minutos. Tire com bastante água. O mel é para hidratação natural da pele e ajuda a eliminar
bactérias. A clara ajuda a esticar a pele e a aveia repõe os nutrientes. Pessoas com acne (espinhas) não devem usar essa máscara.

Máscara de morangos
■ 1 xícara de morangos frescos.

■ 1 xícara de creme de leite.

Morango

Procedimento
Lave cuidadosamente os morangos. Esmague-os com um garfo e misture o creme de leite mexendo bem. Aplique em todo o rosto com leves tapinhas,
espalhando também em todo o pescoço. Repouse por 30 minutos para que a máscara possa penetrar.

Depois, lave cuidadosamente o rosto com água morna. Enxague com água fria. Recomenda-se descanso para o rosto no dia de aplicação desta máscara, ou
seja, não utilizar nenhum tipo de maquiagem para que a pele se beneficie completamente.

Máscara de abacaxi
■ 1 xícara de abacaxi batido no liquidificador ou espremido.

■ 1 pacote de gaze.
Abacaxi

Procedimento
Com o rosto limpo, unte cada gaze na pasta de abacaxi e aplique no rosto e pescoço deixando agir por 15 minutos. Fique em repouso durante este tempo. Se
a pele for muito sensível é melhor juntar ao suco de abacaxi 1/3 de xícara de água fervida, antes de passá-lo sobre o rosto e pescoço.

Máscara de cenoura
■ 2 cenouras médias.

■ 500 ml de água.

Cenoura
Procedimento
Corte as cenouras em rodelas e cozinhe-as com casca, na água, até ficarem bem macias. Esmague-as com um garfo até obter uma pasta. Coloque-as entre
gazes e aplique no rosto, deixando livres as pálpebras e narinas.

Máscara de pepino
■ ½ xícara de chá de pepino descascado e cortado.

■ 1 clara de ovo.

■ 2 colheres de leite em pó.

Pepino

Procedimento
Triture bem o pepino até reduzi-lo a suco. Coloque o leite em pó mexendo bem e a clara de ovo, agitando até obter uma pasta homogênea. Aplique no rosto e
pescoço e permaneça deitado por 20 minutos, cobrindo os olhos com compressas frias de chá de camomila. Enxague com água morna e enxugue o rosto com
leves palmadinhas, sem esfregar.

Devido às suas inúmeras propriedades, o pepino é empregado na fabricação de leite de limpeza e máscara. Pode-se simplesmente esfregar uma fatia de pepino
recém cortada em todo o rosto e pescoço para obter resultados fantásticos, ou preparar leite, máscaras ou loções de tratamento da cútis. Quando esfriar retire.
Lave o rosto com água morna e seque-o com uma toalha felpuda.
Máscara de farinha de amêndoas
■ 2 colheres de sopa de farinha de amêndoas.

■ 2 colheres de sopa de água fria.

Amêndoas

Procedimento
Faça uma pasta adicionando a água. Em seguida passe em todo rosto e pescoço esfregando suavemente. Isso fará com que sejam removidas todas as células
mortas e a pele adquira uma aparência jovem e brilhante.

Óleo para celulite


■ 100 ml de óleo de semente de uvas.

■ 3 gotas de óleo essencial de alecrim.

■ 3 gotas de óleo essencial de lavanda.


Uva

Procedimento
Misture os óleos essenciais ao óleo de uva e faça massagens nas partes do corpo afetadas pela celulite. Não se trata de uma massagem enérgica, mas suave,
circular, com leves pancadas com as mãos em concha. Faça massagens diariamente para que os resultados sejam mais rápidos.

Máscara de maçã
■ 1 maçã de tamanho médio.

■ Água de rosas o suficiente para obter uma consistência cremosa.


Maça

Procedimento
Rale a maçã e vá juntando a água de rosas aos poucos até obter uma mistura cremosa. Aplique sobre o rosto e pescoço e deixe agir por 10 minutos. A seguir
retire com água morna e enxague com água fria. Este tratamento confere brilho e elasticidade à pele.

Resumo da Lição
 A pele tem como principal função proteger o corpo de agressores externos, como: alergênicos irritantes, produtos químicos, ar condicionado, poluição, etc. além de impedir perda
excessiva de água de dentro para fora.
 A pele se compõe de três camadas que atuam em sintonia entre si. São elas: epiderme, derme e hipoderme. A epiderme é a mais externa, possui várias camadas, entre elas, o extrato
córneo, camada de queratina, a mais externa e que tem mais contato com o meio ambiente.
 O uso constante de hidratante permite que a pele se mantenha com suas funções protetoras, uma vez que ele impede a perda transepidérmica de água evitando que fique seca, escamosa
e propensa a lesões e inflamações.
 Os hidratantes se compõem de uma enorme quantidade de substâncias umectantes e agem no mecanismo de hidratação da pele com o objetivo de conservar suas propriedades. como:
maciez, flexibilidade, elasticidade, brilho e estética.
7

Noções de higiene, limpeza e cuidados no uso de aditivos


O correto manuseio das matérias-primas e equipamentos são fundamentais para o desenvolvimento do trabalho. Para isso, é necessário ter conhecimento das propriedades de cada substância.
Os funcionários devem estar devidamente paramentados com os respectivos equipamentos de proteção individual, de acordo com a função exercida e área de trabalho. Os manipuladores não
devem utilizar cosméticos, relógios, brincos e outras bijuterias enquanto estiverem nas áreas de manipulação. Os equipamentos de proteção individual são:

■ Toucas: usadas para prender os cabelos, evitando assim contaminação dos produtos por cabelos e acidentes, principalmente quando se manuseia fogo.
■ Máscaras: usadas para evitar o contado do ar expirado pelo manipulador com o produto e a absorção de produto manipulado pelo sistema respiratório.

Máscara

■ Máscaras protetoras com filtro: usadas em conjuntos com as máscaras simples, quando se manipula produtos com média e alta toxicidade.
■ Luvas: usadas para evitar o contato das mãos com o produto manipulado. Podem ser de látex (descartáveis) ou de borracha (para substâncias mais tóxicas).
Luvas

■ Pró-pés: usadas para evitar que o manipulador traga em seus calçados bactérias, fungos e sujeiras e contaminar as áreas de manipulação. É ideal que o manipulador também possua calçado
próprio para ser usado no laboratório.

Protetor dos pés

■ Óculos de proteção: usados para proteger os olhos do manipulador durante o manuseio de substâncias voláteis, ácidos fortes e substâncias muito tóxicas.

Óculos de proteção

■ Jalecos: usados para a proteção do corpo contra possíveis acidentes, e proteger o produto de possíveis agentes contaminantes que podem ser trazidos nas roupas dos manipuladores.
Jaleco

As áreas deverão ser limpas diariamente antes e depois do expediente com detergente neutro e soluções degermantes. A solução degermante deverá ser mudada semanalmente para evitar
resistência dos micro-organismos ao agente degermante. Os degermantes mais usados são:
■ Solução aquosa de hipoclorito de sódio 0,1%.

■ Solução hidroalcóolica de digluconato de clorexedina 2%.

■ Desinfetantes à base de formol ou quaternários de amônio.

As bancadas deverão ser limpas com álcool 70% antes e após cada manipulação. O lixo de cada seção deverá ser esvaziado fora das áreas de manipulação.

Os tecidos usados deverão ser limpos e enxaguados com água à 80 ºC e agentes degermantes. Aconselha-se que se alterne o uso de hipoclorito de sódio 0,05% e cloreto de benzalcôneo 0,05%
como degermantes.

Controle preventivo de pragas


Todas as janelas e áreas de respiro deverão estar protegidas com telas para evitar a entrada de insetos e outros animais. Também é necessário que se realize semestralmente dedetização e
desratizações para prevenir o aparecimento desses animais que trazem consigo micro-organismos que podem contaminar os produtos. O certificado desses procedimentos deve ficar afixado em
local visível.

Pragas

Medidas preventivas de contaminação


Os cosméticos, desde sua manipulação até sua administração, são manuseados por diversas pessoas. O ser humano é portador de micro-organismos na parte externa e interna do corpo e em suas
secreções e muitas vezes não sabe disso.

Os processos de sanitização e higienação são as melhores maneiras de se evitar contaminações microbianas nos produtos. Além dos processos de limpeza ambiental, a limpeza e sanidade dos
manipuladores também são fundamentais.

Como caracteres básico de higiene dos manipuladores está o uso de uniforme e dos equipamentos individuais de proteção, o não uso de cosméticos e bijuterias, o banho tomado diariamente antes
do serviço e o uso de soluções degermantes como a hidroalcóolica de clorexedina a 0,5% toda vez que se afastar das funções como horário do almoço, horário de entrada, após o uso de
sanitários, etc.
Manipulação de cosméticos
Os equipamentos de proteção individual também evitam a contaminação dos produtos por partículas estranhas como poeira, pelos, cabelos, ciscos, etc.

As embalagens a serem utilizadas também devem ser sanitizadas. Os passos de sanitização das embalagens são:

1. Deixar embalagens de molho por 30 minutos, em solução de água sanitária a 10% e detergente neutro.

2. Lavar as embalagens com escovas e buchas próprias para esse fim.

3. Enxaguar as embalagens em água corrente.

4. Enxaguar as embalagens em água deionizada.

5. Repassar as embalagens em solução alcoólica a 70 ºGL.


6. Deixar as embalagens secando emborcadas para baixo e recipiente limpo e forrado com papel filtro para esse fim.

Outro tipo de contaminação é a contaminação cruzada, que é a contaminação de um produto por outro produto manipulado anteriormente. Dependendo do agente contaminante, a contaminação
cruzada pode ocasionar reações alérgicas, inativação de produtos, desestabilização da formulação e efeitos colaterais ao paciente.
A melhor maneira de se evitar esse tipo de contaminação é a assepsia das bancadas, equipamentos e instrumentos, antes e após sua utilização, com álcool 70%.

Agentes antioxidantes
A oxidação é o processo que leva à decomposição de uma matéria-prima, com perda de sua função. A luz, ar, calor, contaminantes do meio (catalisadores e metais pesados) e o pH do meio são
os iniciantes desse tipo de reação.
O mecanismo de oxidação inicia-se com a formação de radicais livres de peróxido e superóxidos. Os antioxidantes preservam a formulação dos processos oxidativos atuando de várias maneiras:
Usos adequados dos antioxidantes
Antioxidantes para sistemas aquosos
■ Ácido ascórbico: pó cristalino branco ou ligeiramente amarelado e inodoro. Escurece gradualmente quando exposto à luz. Razoavelmente estável em estado seco, mas oxida rapidamente em
soluções. Sua solubilidade é de 1g/3 ml de água e 1g/30 ml de álcool. Tem ação efetiva como antioxidante entre 0,05 e 3% nas formulações.
■ Bissulfito de sódio (NaHSO3): pó ou cristais brancos ou levemente amarelados, com sabor desagradável e odor característico de dióxido sulfúrico. Dissolve-se 1g de bissulfito de sódio em 4
ml de água ou 70 ml de álcool. É efetivo como antioxidante a 0,1%.
■ Metabissulfito de sódio (Na2S2O5): pó branco ou cristais incolores com odor sulfuroso e sabor ácido e salino. Oxida-se lentamente a sulfato quando exposto ao ar e umidade. É usado nas
formulações em concentrações entre 0,02 e 1,0%.
■ Tiossulfato de sódio (Na2S2O35H2O): pó cristalino ou cristais incolores. É eflorescente no ar seco, em temperaturas acima de 33 ºC, e levemente deliqüescente ao ar úmido. 1 grama de
tiossulfato de sódio dissolve-se em 0,5 ml de água e forma soluções neutras ou levemente alcalinas. É usado em concentrações de 0,05%.
Antioxidantes para sistemas oleosos
■ Ascorbil palmitato: pó branco ou branco-amarelado com odor característico. Levemente solúvel em água e óleos vegetais é também solúvel em álcool. É efetivo nas concentrações de 0,01 –
0,2%.
■ Butilhidroxianisol (BHA): cera sólida branca a branco-amarelada com fraco odor. Insolúvel em água e facilmente solúvel em álcool e propilenoglicol: É usado em concentrações entre 0,005
e 0,01%.
■ Butilhidroxitolueno (BHT): sólido cristalino branco com fraco odor. Insolúvel em água e propilenoglicol e facilmente solúvel em álcool. É usado em concentrações entre 0,03 – 0,1%.
■ Propil galato: pó cristalino branco com odor muito leve. Levemente solúvel em água e álcool. Suas concentrações usuais são de 0,005 a 0,15%.
■ Vitamina E: óleo viscoso, claro, amarelo ou amarelo-esverdeado. Praticamente inodoro. Instável à luz e ao ar. Insolúvel água, solúvel em álcool, miscível com acetona e óleos vegetais.
Agentes quelantes
São usados para retirar traços de metais que podem contribuir com a degradação das formulações. Os principais quelantes são o ácido etilenodiaminotetracético (EDTA) e seus sais,
principalmente o EDTA dissódico. Pode ser adicionado às formulações em concentrações entre 0,05 e 0,3%.
Ação de íons contaminantes dissolvidos em solventes usados em manipulação.

■ Ca, Mn, Fe, Al: co-precipitação em sistemas hidroalcóolicos por formação de complexos insolúveis.
■ Cl: alterações de cor e degradação de princípios ativos.
■ Mg, Zn: instabilidade de emulsões.
■ Íons metálicos em geral: decomposição de compostos fenólicos (antioxidantes, estabilizantes UV), má fixação de essências, descoloração ou formação de complexos coloridos com os
componentes da formulação, efeitos catalíticos de decomposição dos componentes e redução da vida do produto.
■ HCO3-, CO3 – - : alterações de pH e interferências nas análises.
Agentes acidificantes e alcalinizantes
É necessário, na prática diária, acertar o pH de formulações de acordo com suas necessidades. Para esta operação pode se usar os ácidos bórico, cítrico, clorídrico e lático para abaixar o pH e
hidróxidos de sódio e amônio, borato de sódio, bicarbonato de sódio, fosfato de sódio e trietanolamina para elevar o pH.

Conservantes
Corantes e pigmentos
Corantes são substâncias que desenvolvem seu poder tintorial dissolvidos no meio em que são aplicadas. Pigmentos são substâncias insolúveis que desenvolvem seu poder tintorial dispersas no
meio em que são aplicadas.
Alguns corantes permitidos para produtos de uso externo, à seguir.
Os corantes devem ser utilizados na forma diluída. Essas soluções de corantes devem ser protegidas da luz e renovadas constantemente.

Solução base para corantes


Essências e corantes
O apelo de marketing é determinante para a elaboração de um produto que satisfaça as expectativas do consumidor. Porém, é bom lembrar que a presença destes produtos pode comprometer a
qualidade do xampu, provocando alterações na transparência, viscosidade, estabilidade e cor final.

Medidor de pH

Aditivos especiais
São todos os produtos acrescentados ao produto para caracterizá-lo. Por exemplo: algas marinhas. Acrescido ao xampu para cabelos normais teremos xampu de algas marinhas (cabelos normais).
Deverão ser rigorosamente observados: solubilidade do produto, estabilidade, compatibilidade com o restante da formulação, etc.

Diluentes
A água é o sol vente mais utilizado em cosméticos. A água deve satisfazer as exigências legais em relação às características físicas, químicas e microbiológicas. A água potável (filtrada) é usada
como matéria-prima para a obtenção de água destilada, deionizada, esterilizada, as quais são empregadas rotineiramente em farmácia magistral.

■ Água deionizada: para pequenos volumes, o processo consagrado é o da deionização por troca iônica. Um deionizador de bancada possui uma grande superfície de resina em contato com a
água, onde há acúmulo de impurezas, facilitando a proliferação de micro-organismos. Para recuperar as resinas, é necessário regenerar o sistema cada vez que o condutímetro indicar saturação.
A sanitização de resinas é feita com a aplicação de hipoclorito de sódio a 5% e deve ser realizada semanalmente, devendo após isso, esvaziar todo o conteúdo do deionizador até que a água não
apresente traços de cloro.

A regeneração de resinas deve ser feita apenas quando o sistema indicar saturação. Em resinas de troca catiônicas deve aplicar solução de ácido clorídrico 4%, e, em resinas de troca aniônicas,
deve-se aplicar solução de hidróxido de sódio 4%.

■ Água destilada: do ponto de vista microbiológico é o melhor processo de purificação de água, pois envolve mudança de estado físico, fornecendo teoricamente água estéril. O destilador e o
barrilete devem ser limpos e sanitizados periodicamente e o armazenamento da água é contraindicado.
■ Água esterilizada: água destilada que foi esterilizada, despirogenada e deve ser acondicionada em recipientes limpos e hermeticamente fechados.
Tensoativos
Classificação dos tensoativos:
■ Aniônicos: carga residual negativa (lauril sulfato de sódio, estearato de trietanolamina).
■ Catiônicos: carga residual positiva (cloreto cetiltrimetil amônio).
■ Não-iônicos: não têm carga residual (álcool ceto-estearílico etoxilado, ésteres de sorbitan).
■ Anfóteros: carga residual positiva ou negativa, dependendo do pH do meio ou a associação de outros tensoativos para definição (betaína de coco).
Pequeno dicionário orientativo dos componentes na formulação dos
Fórmula da beleza e dos lucros
Setor experimenta crescimento de 30% ao ano no Estado, acima da média nacional, o que está levando várias indústrias a disputar fatia maior do mercado com as grandes indústrias nacionais,
com novos produtos e inovação

Rebecca Fontes – Jornal O POVO, 18 de agosto de 2012.

Ceará vê, a cada ano, o fortalecimento de suas empresas de produtos cosméticos, perfumaria, higiene e limpeza. O mercado é competitivo, mas as empresas cearenses estão focando na
elaboração de produtos com alto padrão de qualidade, inovação e diversidade. Com isso, procuram fortalecer suas marcas no mercado não só do Nordeste, mas também do Norte, competindo
com as grandes indústrias do setor no País.

José Dias, presidente do Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e de Destilação de Petróleo do Ceará (Sindiquímica-CE), estima que o faturamento do setor chegue a R$ 20 milhões/
mês no Estado. “A nossa média de crescimento é de 30% ao ano”, afirma, ressaltando que o Ceará está acima da média nacional, que é de 25% a 28% ao ano.

A expectativa para este ano também é de crescimento. As indústrias locais estão expandindo seus parques industriais e desenvolvendo novas linhas de produtos.

É o caso da WU Perfumes e Cosméticos, instalada no município do Eusébio. “É um setor que não respira crise, mas é bastante competitivo”, afirma Vicente Neira, diretor de marketing da
empresa.
A marca trabalha com toda a linha de cosméticos – da maquiagem, passando pelo hidratante, perfumaria, tratamentos capilares, até produtos para pele e cabelo – e ainda fornece produtos
exclusivos para outras empresas. (…) Neste momento, a WU desenvolve uma linha de perfumes e está aperfeiçoando os demais itens já existentes.

Ampliando
A Biomatika Indústria de Cosmético, também no Eusébio, fabrica produtos de marca própria e também para terceiros. Atualmente possui quatro clientes e está fechando contrato com mais
quatro. Um deles é a fábrica de lingerie Diuncorpo, de Maranguape, que vai incorporar uma linha de cosméticos a seu portfólio. (…) Só na fase de desenvolvimento foram investidos R$ 300 mil
(…)

Problema que afeta a autoestima


Cravos e espinhas: São muitos os mitos que envolvem as pessoas com acne, mas uma coisa é certa: procurar o dermatologista logo nos primeiros sinais é fundamental para iniciar o tratamento e
prevenir cicatrizes no futuro e o agravo da doença

Lucinthya Gomes – Jornal O POVO, 18 de março de 2007.


Apesar de ser muito comum, a acne é uma doença com a qual poucos sabem lidar. Como afeta a aparência – e também a autoestima -, espremer, automedicar-se e usar receitas “milagrosas” para
melhorar o problema são atitudes facilmente adotadas. Tudo isso é muito arriscado e criticado pelos médicos, pois a pele pode sofrer o efeito inverso ou ficar com cicatrizes. Como se manifesta
principalmente na adolescência, o tratamento deve ser iniciado nos primeiros sinais, como medida preventiva.

O dermatologista Paulo Cid explica que as causas da acne estão relacionadas à herança genética, hormônios e bactérias. Segundo ele, trata-se de um defeito de fechamento dos poros, impedindo
a drenagem da secreção sebácea. Hormônios masculinos, no homem e na mulher, podem estimular a produção de sebo, que se acumula nos poros. Como o poro está fechado, as bactérias
acumuladas entram em ação, gerando o cravo e depois as lesões de acne, as espinhas.

De acordo com o médico, cerca de 85% dos adolescentes de ambos os sexos são acometidos pela acne, que pode levar à depressão grave, por baixa autoestima. “Eu sempre pergunto como a acne
está repercutindo na vida social. Alguns têm as relações pessoais afetadas. Por isso que 50% da consulta é diálogo e 50% é o tratamento médico”, diz a dermatologista Thereza Lúcia Prata,
professora da UFC.

Para prevenir a acne, Thereza recomenda procurar o dermatologista logo nos primeiros sinais e evitar a automedicação, considerada por ela um dos grandes problemas da acne. “O tratamento
precoce oferece mais qualidade de vida e menos sequelas, que às vezes são para o resto da vida”. Cercada de mitos, a acne impõe dúvidas, que devem ser sanadas pelo diálogo com o
especialista.

De acordo com a médica, o processo de acne é cíclico. No caso do homem, a testosterona influi, mas as fases não são muito bem definidas. Na mulher, a acne aparece com mais frequência no
período menstrual, pela questão hormonal. “Queda de cabelo, seborreia, irregularidade menstrual e pelos indicam hiperandrogenismo. O uso de anticoncepcional em paralelo ajuda a controlar a
acne”, diz Thereza. Outros fatores que podem induzir a acne são o uso de anabolizantes e o estresse.

Sobre alimentação, ainda não há um consenso entre especialistas. Para Thereza, estudos indicam que o alimento não tem influência sobre a acne e sua proliferação. “Como o processo de acne é
cíclico, o surgimento dela pode coincidir com o consumo de determinados alimentos”, diz. Já Paulo Cid confirma que o alimento não causa acne, contudo, aponta: “Algumas pessoas, ao
consumirem alguns tipos de alimentos, podem piorar a acne que já existe”.

Quanto ao tratamento, o paciente precisa ter paciência, pois os resultados só vêm com pelo menos um mês. “É comum o paciente querer melhorar em uma semana. Daí, ele acaba desistindo do
tratamento, mudando de médico, mas isso só faz demorar mais para atingir o resultado”, ratifica Thereza.
Resumo da Lição
 As noções de higiene, limpeza e cuidados são de fundamental importância na fabricação de cosméticos para que sejam obtidos resultados significativos.
 As medidas preventivas de contaminação, como: limpeza ambiental, uso de uniforme, uso de equipamentos individuais de segurança, lavagem dos utensílios, sanilização das
embalagens, etc., são caracteres básicos na produção de cosméticos.
 O uso de agentes antioxidantes retardam a ação da luz, ar, calor, metais pesados que provocam a decomposição da matéria-prima que compõe os cosméticos, por isso eles são
importantes na preservação do produto.
Degermantes: que destroi germes.

70º GL (70 graus Gay-Lassal) é uma mistura de 70% de álcool e 30% de água.

Os agentes quelantes, como o EDTA, são usados para retirar traços de metais que podem contribuir para a degradação das formulações.

Os agentes acidificantes e alcalinizantes são importantes para manter o pH ideal de formulações, de acordo com suas necessidades. Para esta operação pode ser usado o ácido bórico, cítrico,
clorídico e lático para baixar o pH, e usa-se hidróxido de sódio e amônio, borato de sódio, fosfato de sódio, bicarbonato de sódio e trietanolamina para elevar o pH.

Qual a importância no uso de material de proteção ao manusear reagentes?

Quais os cuidados para evitar contaminação dos cosméticos?

O que provoca a oxidação das substâncias?

Como devem ser usados os antioxidantes?

Pesquisa

Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Fabricação de perfumes
 2 Fabricação de desodorante spray
 3 Fabricação de sabonetes líquidos
 4 Fabricação de xampu
 5 Condicionador
 6 Hidratante
 7 Noções de higiene, limpeza e cuidados no uso de aditivos
 + Referências

Versão Digital
Vídeos
Apresentação
A indústria de produtos de higiene e limpeza movimenta cifras consideráveis, não só no Brasil como no mundo. A necessidade de assepsia e asseio pessoal é a
principal força motriz desta indústria.

O mercado de produtos de limpeza, cujas marcas são amplamente divulgadas nos meios de comunicação de massa, é dominado por empresas de grande
porte. No entanto, tem surgido, nos últimos anos, um grande número de pequenas empresas dedicadas ao ramo. Essas desenvolveram um segmento próprio
de mercado, o que permite a colocação de seus produtos em condições de concorrência com as grandes empresas.

O presente texto tem como propósito fornecer, de modo simples e prático, informações técnicas visando à produção e ação de produtos de limpeza doméstica,
tais como os sabões, detergentes, saneantes, alvejantes, desinfetantes, desodorizantes, esterilizantes, algicidas e fungicidas para piscinas e água sanitária;
como são sintetizados; como removem a sujeira, principalmente a gordura, e o conceito de biodegrabalidade.
Os sabões e detergentes são as substâncias que têm como finalidade a limpeza e conservação de superfícies inanimadas.

Os saneantes são substâncias ou preparações destinadas à higienização, desinfecção domiciliar, em ambientes coletivos e/ou públicos, em lugares de uso
comum e no tratamento de água.

Os alvejantes exercem ação branqueadora e os desinfetantes são formulações que têm na sua composição substâncias microbicidas.
Desodorizantes são formulações que têm na sua composição substâncias microbioestáticas, capazes de controlar os odores desagradáveis advindos do
metabolismo microrgânico.
Algicidas e fungicidas são substâncias ou produtos destinados à matar algas e todas as formas de fungos.

Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza


Nos dias atuais verifica-se uma procura acentuada pelos produtos de limpeza usados principalmente em casa. Para iniciar uma pequena indústria de material
de limpeza, num mercado onde atuam desde os grandes produtores até indústrias caseiras que dominam certas faixas de consumo, é importante que o
empreendedor tenha conhecimento das técnicas de produção bem como o mercado onde vai atuar e qual faixa de consumidor pretende atingir.
A pequena empresa é vista como a saída para aqueles que querem trocar as amarras do trabalho assalariado pela da autorrealização e do sucesso conquistado
por meio do próprio esforço.

As técnicas apresentadas neste caderno representam um roteiro, uma espécie de moldura em que cada um terá, necessariamente, que colocar o seu talento,
sua competência e, sobretudo, sua dedicação para o desenvolvimento do seu empreendimento. Saber conviver com o risco e tirar proveito das oportunidades
são as características necessárias para a atividade empresarial.

Muitos motivos estimulam as pessoas e abrir um negócio próprio. Os mais comuns são: vontade de ser independente, ser o patrão em vez de empregado,
ganhar dinheiro, realizar outras aspirações, além daquelas que lhe permitia a condição de empregado, mostrar sua competência, sua capacidade de abrir e
manter um negócio e trabalhar e tirar férias quando quiser.

Ser empresário exige sempre sacrifícios que muitos não estão dispostos a fazer. Entre alguns desses, estão os seguintes: a maioria trabalha de 12 a 15 horas
diárias em seu negócio, em vez de oito horas, como empregado; raramente tiram férias e, quando o fazem, é por poucos dias, mas não esquecem o telefone
só para saber como vão as coisas em seu negócio.

Às vezes envolvem-se tanto com a empresa que diminui o tempo disponível para a família; sua tão desejada independência torna-se relativa, quando se
observa a dependência aos fornecedores, bancos, clientes, funcionários, governo, etc. O patrimônio pessoal do empreendedor fica comprometido com as
operações do novo negócio e, talvez, até vinculado como garantia de algum empréstimo tomado pela empresa. A vontade de ganhar muito dinheiro pode
esbarrar num obstáculo definitivo: competência.

A intenção apenas não é suficiente – é necessário que o empresário demonstre a capacidade de gerir seu negócio. Entretanto, mais e mais pessoas, no Brasil e
no mundo, desejam tornar-se empreendedoras. Quando esse desejo é acompanhado de uma decisão amadurecida e consistente, é uma manifestação saudável
de vitalidade e renovação da sociedade e um passo importante para a satisfação de uma necessidade pessoal.

Montar uma pequena indústria de produtos de limpeza, geralmente é associada à ideia de criação de um negócio por meio de capital pessoal. Sua
administração requer qualidades de empreendedor desde a montagem e a organização da produção, tendo em vista vender os produtos com custos
competitivos.

Uma pequena empresa de produção de saneantes não deve competir no segmento do mercado representado pelas donas de casa que são fiéis às marcas
tradicionais, principalmente sob a influência dos meios de comunicação. Portanto, deve atuar no mercado onde as características básicas são o consumo em
massa e as vendas possam ser feitas a granel, ou em embalagens de grande capacidade como condomínios, bares, restaurantes, hospitais, indústrias,
repartições públicas, lanchonetes e estabelecimentos comerciais em geral.
Os produtos devem ser feitos como a qualidade recomenda ou superando padrões estabelecidos. A regra básica é buscar sempre novas técnicas de produção
que possam melhorar o produto final de sua empresa. É importante o planejamento e monitoramento sistemáticos da produção, características essenciais da
efetiva organização dos negócios de uma empresa por menor que seja.

Para montagem de uma pequena indústria de produtos de limpeza, recomenda-se a procura de empresas especializadas na fabricação de equipamentos e
instalações. Inclusive algumas distribuem as técnicas básicas de produção, e matéria-prima necessária a sua fabricação.

Alguns equipamentos também podem ser adaptados para uso nas indústrias caseiras como bombonas e remo de plástico (que serve como misturador) e pode
ser usado para produção de detergentes, desinfetantes, amaciantes, água sanitária e outros.

Bombona de 200 litros com um remo de plástico

O local de funcionamento de uma pequena indústria de produtos de limpeza deve ter condições físicas, higiênico-sanitárias e técnicas e acesso à água potável,
isenta de sais minerais e micro-organismos. O reservatório de água deverá ser mantido tampado, limpo e esgotado periodicamente, evitando possibilidade de
proliferação de insetos prejudiciais à saúde.

O local deve ser aprovado pelo órgão estadual responsável, e sugere-se que deva ser dividido em setores ou áreas, tais como: administração, depósitos de
armazenagem de matéria-prima e embalagem, lavagem de embalagens, produção, armazenagem do produto acabado, controle de qualidade e expedição. A
seguir é mostrado um desenho básico com os diversos setores para montagem de pequena indústria de produtos de limpeza.
Lay-out (100 m² – área industrial)
Obs.: O depósito de hipoclorito deve ter tubulação de PVC para deixar escapar o gás para fora da fábrica.

Os setores mostrados no desenho deverão apresentar as seguintes condições:

■ Setor da Administração: deve ser um local de fácil acesso para vendas, constituído de sala para recepção de clientes, secretaria e salas para setor de
contabilidade e diretoria equipadas com fone/fax, computadores e impressora.
■ Almoxarifado de matéria-prima e embalagens: deve ser de fácil acesso para recepção das matérias-primas e embalagens, com iluminação e ventilação adequadas.
■ Área de lavagem de embalagens: deve ter tanques para lavagem e secagem das embalagens em dimensões adequadas. O piso e paredes deverão ser de materiais
resistentes, impermeáveis e de fácil limpeza. O ambiente deve ter boa iluminação e ventilação adequada.
■ Área de produção: deve ter trânsito fácil, piso impermeável, antiderrapante, que atenda às exigências de higiene sanitária. O local deve ser arejado e com
exaustores. As paredes e o teto deverão ser revestidos de material impermeável, resistente, de fácil limpeza e de cor clara. A iluminação deverá ser adequada
ao ambiente. Os equipamentos deverão ser em número suficiente e adequado a que se propõem, de material resistente, lavável e instalado de maneira
ordenada. Sugere-se que as tubulações de água e gás sejam aparentes para facilitar a manutenção.
■ Laboratório de controle de qualidade: deve ser dirigido por um químico devidamente registrado no Conselho Regional, que será responsável para efetuar as
análises químicas da matéria-prima e do produto acabado, para que tenha credibilidade no mercado. Esse setor deverá ter uma área mínima de 15 m² para o
bom andamento das análises e estar aparelhado com capela de exaustão, equipamentos e vidraria adequados. O piso, teto e paredes deverão ser de material
impermeável, resistente e de fácil limpeza. O ambiente deverá ter boa iluminação e ventilação adequada.

Laboratório de controle de qualidade

■ Os funcionários deverão trabalhar devidamente paramentados (com avental, gorro, luvas e calçado fechado). O uso de máscaras contra gases é importante e necessário quando a matéria-prima
é tóxica e/ou volátil.
■ O produto acabado deve ser armazenado em ambiente com ventilação e protegidos da luz, do calor e da umidade, embalado em recipiente adequado, rotulado segundo a legislação vigente e
armazenado em prateleiras ou estrados de madeira, em local de fácil acesso.

■ Área de expedição deve ser localizada de modo a facilitar a distribuição do produto acabado que deverá estar devidamente embalado, rotulado e disposto de maneira ordenada quanto à data de
fabricação. Quando encaixados, as caixas deverão estar em prateleiras ou estrados protegidos da luz, calor e umidade.

Manuseio da matéria-prima
A matéria-prima dos produtos de limpeza são substâncias químicas com um certo grau de periculosidade, portanto o manuseio dessas substâncias exige um cuidado redobrado para não causar
sérios danos à saúde. Assim, evite alimentar-se no local de produção, cheirar e tocar os produtos químicos. Trabalhe sempre protegido com botas de borracha, luvas de proteção, máscara de
segurança contra gases (os ácidos fortes liberam gases e elevam a temperatura quando diluídos com água) e avental de proteção.

Os cestos de lixo devem ser distribuídos estrategicamente pelo ambiente. Jamais jogue materiais sólidos nas pias e ralos. Trabalhe os líquidos voláteis em capela com sistema de exaustão. Tenha
sempre a mão material de primeiros socorros, e caso ocorra algum acidente grave, procure imediatamente a assistência médica.

Proteção Coletiva
Para proteção coletiva são necessários treinamentos periódicos contra incêndios e a liberação de gases tóxicos. Os extintores de incêndio devem estar localizados em pontos estratégicos e serem
revisados periodicamente.

Resumo da Lição
 Existem importantes recomendações sobre a montagem de pequena indústria de produtos de limpeza.
 O local de funcionamento de uma pequena indústria de produtos de limpeza deve ter condições físicas, higiênico-sanitárias e técnicas e acesso à água potável.
 Os principais setores de uma pequena indústria de produtos de limpeza são: setor administrativo, almoxarifado, área de lavagem de embalagens, área de produção e laboratório de
controle qualidade.
 Os funcionários deverão trabalhar devidamente protegidos.
 A matéria-prima dos produtos de limpeza são sustâncias químicas com certo grau de periculosidade.
 O produto acabado deve ser armazenado em ambiente com ventilação e protegidos da luz, do calor e da umidade.
 A área de expedição deve ser localizada de modo a facilitar a distribuição do produto acabado.
2

Registro de produtos e custos


Além do registro normal da empresa na Junta Comercial, o empresário do setor de produtos de limpeza deve se preocupar com o registro de marca no INPI, que lhe dará o direito e exclusividade
de uso, e com o registro do produto junto à Divisão de Produtos Domissanitários (DIPROD) do Ministério da Saúde.

Além disso, seus produtos requerem o aval de um químico, registrado no Conselho Regional de Química (CRQ), que deve ficar à disposição da empresa, no mínimo, três horas por dia.

Classificação quanto ao risco


Para efeito de registro, os produtos são classificados como de Risco I e Risco II.

Produtos de Risco I
Compreendem os saneantes domissanitários e afins em geral, excetuando-se os classificados como de Risco II. Os produtos classificados de Risco I devem atender ao disposto em legislações
específicas e aos seguintes requisitos:

a. Produtos formulados com substâncias que não apresentem efeitos comprovadamentemutagênicos, teratogênicos ou carcinogênicos em mamíferos.
b. Produtos com DL50 oral para ratos, superiores a 2000 mg/kg de peso corpóreo para produtos líquidos e 500 mg/kg de peso corpóreo para produtos sólidos. Será admitido o método de cálculo
de DL50 estabelecido pela OMS.

c. Produtos cujo valor de pH, em solução a 1% p/p à temperatura de 25 ºC (vinte e cinco graus Celsius), seja maior que 2 ou menor que 11,5.

Produtos de Risco II
Compreendem os saneantes domissanitários e afins que sejam cáusticos, corrosivos, e os produtos cujo valor de pH, em solução a 1% p/p a temperatura de 25 ºC (vinte e cinco graus Celsius),
seja igual ou menor que 2 e igual ou maior que 11,5, aqueles com atividade antimicrobiana, os desinfetantes e os produtos biológicos à base de micro-organismos. Os produtos classificados de
Risco II devem atender ao disposto em legislações específicas e aos seguintes requisitos:

a. Produtos formulados com substâncias que não apresentem efeitos comprovadamente mutagênicos, teratogênicos ou carcinogênicos em mamíferos.

b. Produtos com DL50 oral para ratos, superiores a 2000 mg/kg de peso corpóreo para produtos líquidos e 500 mg/kg de peso corpóreo para produtos sólidos, na diluição final de uso. Será
admitido o método de cálculo de DL50 estabelecido pela OMS.

Custos
Custos são gastos relativos a um bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços, com o objetivo de elaborar um novo produto pronto para ser comercializado.
No Brasil, o Decreto-Lei nº 1.598/77, em seu artigo 14 determina que: “o contribuinte que mantiver sistema de contabilidade de custo integrado e coordenado com o restante da escrituração
poderá utilizar os custos apurados para avaliação dos estoques de produtos, principalmente para fins fiscais”.
Uma diferença básica para a despesa é que “custo” traz um retorno financeiro e pertence à atividade-fim, pela qual a entidade foi criada (determinada no seu Contrato Social, na cláusula do
objeto). Já “despesa” é um gasto com a atividade-meio, e não gera retorno financeiro, apenas propicia um certo “conforto” ou funcionalidade ao ambiente empresarial.

Os custos de uma empresa de produção de material de limpeza geralmente são: matéria-prima, energia consumida (eletricidade e/ou combustíveis), água consumida, matérias-primas diversas,
mão de obra, depreciação dos itens imobilizados de produção, entre outros.

Método de apuração dos custos


■ Custos Fixos: são os custos que, embora tenham um valor total que não se altera com a variação da quantidade de bens ou serviços produzidos, seu valor unitário se altera de forma
inversamente proporcional à alteração da quantidade produzida. Exemplo: equipamentos, máquinas, instalações, pagamento de aluguel.
■ Custos Variáveis: são os custos que, em bases unitárias possuem um valor que não se modifica com alterações nas quantidades produzidas, porém, cujos valores totais variam em relação
direta com a variação das quantidades produzidas. Exemplo: Matéria-prima.
Com 1,00 kg de xarope de hipoclorito de sódio com concentração de 12,00% e densidade de 1,15 g/ml podemos produzir 4,17 litros de água sanitária. Com esses dados o custo do litro água
sanitária é mostrado na tabela abaixo:

■ Custos Totais (CT) : é a soma de Custos Variáveis (CV) mais Custos Fixos (CF),representado pela
fórmula CT = CV + CF.
■ Custos Diretos: são os custos suscetíveis de serem identificados com os bens ou serviços resultantes, ou seja, têm parcelas definidas apropriadas a cada unidade ou lote produzidos.
Geralmente são representados por mão de obra e pelas matérias-primas.
■ Custos Indiretos: todos os outros custos que dependem da adoção de algum critério de rateio para sua atribuição à produção.
Como calcular o preço de venda
■ Para o cálculo do custo unitário, devemos levantar as quantidades necessárias para a produção de um item. Calcular o valor líquido dos materiais (TOTAL DA NOTA – ICMS – IPI).
■ Para calcular o preço de venda de um determinado produto, basta, saber levantar os custos totais da empresa, fazer algumas operações simples e seguir as orientações a seguir, fazendo os
ajustes necessários.
■ Determinar os custos totais da empresa e classificá-los em diretos ou indiretos.

■ Determinar a quantidade de matéria-prima e outras matérias auxiliares para a produção de uma unidade ou lote.

■ Determinar o número de horas de mão de obra direta utilizada para produzir uma unidade ou lote.

■ Levantar os custos indiretos mensais de produção com combustível, energia, despesas administrativas e etc.

■ Elaborar uma planilha para cada produto, conforme modelo a seguir.

Resumo da Lição
 É necessário o registro da empresa na Junta Comercial, no INPI e o registro do produto junto à Divisão de Produtos Domissanitários (DIPROD) do Ministério da Saúde.
 Há necessidade de contratação de um químico, registrado no Conselho Regional de Química (CRQ).
 Para efeito de registro, os produtos são classificados como de Risco I e Risco II.
 Custos são gastos relativos a um bem ou serviço utilizados na produção de outros bens ou serviços.
 Os custos podem ser classificados em Custos Variáveis, Custos Fixos, Custo Total, Custos Diretos e Indiretos.
Corrosivos: substâncias que por ação química podem destruir a pele.
DL50: Dose letal média

Carcinogênicos: substância que provoque, agrave ou sensibilize o organismo para o surgimento de um câncer.

p/p: percentual de massa

OMS: Organização Mundial de Saúde.

Mutagênico: é todo agente físico, químico ou biológico que, em exposição às células, pode sofrer mutação.

Teratogênico: é tudo que pode causar dano ao embrião ou feto durante a gravidez.

O custo total de produção da água sanitária seria CT = CV + CF (o seu cálculo depende da capacidade total de produção da empresa).

Para maiores informações consultar a página da ANVISA: www.anvisa.gov.br

Quais são os método de apuração dos custos?

Defina custos.

Como podem ser classificados os saneantes para efeito de registro?

Pesquisa

Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza
 2 Registro de produtos e custos
 3 Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas
 4 Desinfetantes
 5 Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros
 6 Sabões
 7 Amaciantes
 8 Cera líquida
 9 Espessantes
 10 Preservantes
 11 Toxidade dos produtos de limpeza
 12 Fragrâncias
 13 Regras de segurança
 + Referências
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3

Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas


A água sanitária é um produto domissanitário com eficiente ação bactericida e branqueadora, usada para limpeza e desinfecção de superfícies. Na sua composição química tem hipoclorito de
sódio (NaClO), contendo entre 2 a 2,5% de cloro ativo, barrilha e soda cáustica. É muito utilizada como agente clareador (alvejante) e possui excelente ação bactericida. Dissolve substâncias
orgânicas mortas e acabando com odores desagradáveis. Trata-se de um produto tóxico, por isso, se for usada em excesso e sem os cuidados necessários pode causar danos à saúde. Quando
usada em roupas coloridas produz manchas que não podem ser retiradas.
Cloro
O cloro não existe em estado livre na natureza, mas apenas no estado combinado. Aparece, principalmente, na forma de cloretos (Cl-) na água do mar. Ele é produzido em larga escala no mundo
inteiro e sua obtenção pode ser feita industrialmente, pela eletrólise de solução de cloretos, conforme reação a seguir:
Principais reações do cloro

Características do cloro
O cloro, nas condições normais de temperatura e pressão, é um gás amarelo-esverdeado com odor pungente e irritante. Ele pode ser liquefeito por aplicação de pressão a baixas temperaturas,
formando um líquido claro de cor âmbar que tem um odor irritante e é sufocante. O cloro quer gasoso ou líquido, não é explosivo, nem inflamável. É um comburente e, de forma idêntica ao
oxigênio, é capaz de manter a combustão de certas substâncias. Muitos produtos químicos orgânicos reagem facilmente com o cloro e em alguns casos com grande violência, podendo causar
explosão.
O cloro é pouco solúvel na água sendo sua solubilidade máxima em torno de 9°C. Abaixo dessa temperatura há uma tendência do cloro de se combinar com a água, formando hidrato cristalino,
com tendência a se cristalizar. A solubilidade do cloro na água é mostrada no quadro a seguir.
Fonte: CETESB

Aplicações do cloro
O cloro é usado para os mais diferentes fins: como alvejante de polpa de madeira, de papel, de fibras de algodão e de linho, na produção de plásticos (PVC e outros), tratamento de água potável,
tratamento de piscinas, na produção de solventes clorados, agroquímicos, produtos sanitários, anticongelantes e antidetonantes, fluidos de refrigeração. É também usado como intermediário em
numerosos outros produtos químicos tais como: anticoagulantes,poliuretanos, lubrificantes, amaciantes de tecidos, fluidos para freios, fibras de poliéster, insumos farmacêuticos e na síntese de
muitos outros produtos.
Nas estações de tratamento de água o cloro é utilizado para desinfecção e usa-se de 0,3 a 2,0 g de cloro por tonelada de água, dependendo do grau de contaminação. Os compostos mais usados
são: hipoclorito de sódio (NaClO), dióxido de cloro (ClO2), clorito de sódio (NaClO2) e hipoclorito de cálcio (cal clorada – CaCl(OCl).

Desinfecção pelo cloro


Até que a teoria sobre os microorganismos causadores de doenças fosse estabelecida, em meados de 1880, acreditava-se que os odores eram os meios pelos quais as doenças eram transmitidas.
Portanto, na tentativa de se controlar os odores é que surgiu a desinfecção, tanto da água como dos esgotos.

Entende-se por desinfecção a destruição de organismos patogênicos, capazes de produzir doenças, ou de outros organismos indesejáveis, Tais organismos podem aparecer na água e sobreviver
por várias semanas a temperaturas próximas a 21ºC ou, possivelmente, por vários meses a baixa temperatura. Além desse fator, sua sobrevivência depende de vários outros: ecológicos,
fisiológicos e morfológicos, pH, turbidez, oxigênio, nutrientes competição com outros organismos, resistência a substâncias tóxicas, habilidade na formação de esporos, etc.
Por outro lado, as doenças causadas por micro-organismos dependem da virulência, da sua concentração, do modo de contato e da resistência do hospedeiro. Para ilustrar essa inter-relação,
Theobold Smith sugeriu a equação:
Quando o produto NV é maior do que R, advém a doença, o que provavelmente não ocorrerá em caso contrário.

Alguns dos elementos dessa equação não podem ser medidos em termos numéricos; entretanto, caso se use a desinfecção da água, o valor N poderá ser reduzido (ou mesmo igualado a zero).

A desinfecção da água implica na destruição de organismos causadores de doenças e de outros de origem fecal, mas não é necessariamente a destruição completa de formas vivas. Este último
caso designa-se esterilização, se bem que, muitas vezes, o processo de desinfecção seja levado ao ponto de esterilização.
Histórico da desinfecção pelo cloro
A cloração surgiu com o objetivo de desodorização. Assim, o primeiro composto clorado empregado foi o hipoclorito de sódio (NaOCI).

Inicialmente a cloração era usada para a desinfecção das águas somente em casos de epidemias. A partir de 1902 foi adotada de maneira contínua na Bélgica. Em 1903, estudando a destruição de
organismos patogênicos pelo cloro, Lieutenant Nesfield, da British Indian Army Medical Service, sugeriu o uso do cloro guardado em cilindros revestidos com chumbo, o que só em 1909, se
tornou viável. A desinfecção é o principal objetivo do uso do cloro em tratamento de água.
A primeira década (1908 – 1918) marcou o início da cloração das águas com a aplicação de uma pequena quantidade de cloro cujo residual não era conhecido.

A segunda década (1918 – 1928) foi o período em que se observou acentuada expansão no uso do cloro líquido. Entretanto, da mesma maneira que na primeira década, a quantidade de cloro
residual não era conhecida.

A terceira década (1928 – 1938) caracterizou-se pelo emprego das cloraminas. O processo cloro-amina foi introduzido em 1928 e, com a adoção deste processo, tornou-se prática a adição de
Amônia juntamente com Cloro numa razão de aplicação de maneira a obter-se um residual em cloraminas. Entretanto, nenhum teste específico era utilizado para determinar os residuais do
Cloro.
A quarta década, (1938 – 1948) foi a década da cloração ao Break Point (Ponto de Inflexão). Neste período observou-se a existência de outra forma do Cloro residual. O conhecido como Cloro
residual livre ou, simplesmente, Cloro livre. Durante esta década utilizou-se testes para identificação e controle dos residuais de Cloro.
A quinta década (1948 – 1958) foi a do refinamento da cloração. A prática da cloração que apresenta os dois tipos de Cloro (Cloro combinado e Cloro livre) desenvolveu-se baseada em controles
bacteriológicos.
Na sexta década (1958 – 1968) ocorreu o aprimoramento do controle bacteriológico e da determinação do cloro residual.

Da sétima década (1968 – 1978) até o fim do século passado e a primeira década deste século ocorreram sensíveis melhoras nas técnicas de cloração, de controle bacteriológico e determinação
de teor de cloro livre, graças principalmente ao aumento de precisão dos equipamentos e a automação dos métodos de dosagem.

Observa-se que a cloração, apesar de quase um século de utilização, somente nos últimos decênios é que se apresentou com técnica avançada, dando, portanto, ao usuário, a segurança necessária
para este desinfetante ser utilizado em água de abastecimento.

Intoxicações por cloro


A ação do cloro sobre organismo humano é essencialmente cáustica, atacando principalmente a mucosa broncopulmonar. Em presença de matéria orgânica, facilmente oxidável, decompõe a
água e com o hidrogênio forma o ácido clorídrico, de intensa ação cáustica, e oxigênio que, por sua vez, atua sobre os tecidos como oxidante enérgico.

A corrosão produzida pelo ácido clorídrico sobre os alvéolos origina a destruição do endotélio com transudação de soro sanguíneo e, consequentemente causando o edema pulmonar agudo,
com morte por asfixia. O seu limite de tolerância é de 0,8 ppm.
Hipoclorito de sódio
Hipoclorito de sódio é produzido pela combinação do cloro com a soda cáustica. Apresenta-se como uma solução com cerca de 10 a 15% de cloro disponível, fornecido em bombonas ou em
carro-tanque. A solução é razoavelmente instável e se deteriora rapidamente. Essa deterioração pode ser reduzida através de um processo de fabricação mais cuidadoso e pelo controle de
alcalinidade. A maior estabilidade é obtida quando o pH está próximo a 11, e quando não apresenta cátions de metais pesados. O armazenamento deve ser feito em temperatura inferior a 30 ºC,
pois acima dessa temperatura a decomposição cresce rapidamente.

O armazenamento em área escura e temperatura não muita elevada reduz grandemente a taxa de deterioração. De qualquer forma, a vida da solução é limitada entre 60 e 90 dias. A solução de
hipoclorito de sódio é corrosiva, ataca a pele, os olhos e outros tecidos do corpo.

Apresenta uma grande facilidade para dosagem, que pode ser feita a partir da solução original.

Reações do cloro com água


Quando o Cloro é adicionado em água quimicamente pura, tem-se a reação:
Em temperatura normal, essa reação é completada em poucos segundos. Observa-se que, com o abaixamento do pH, o equilíbrio da reação desloca-se na formação de Cl2; isso, entretanto, não
acontece para solução diluída e pH acima de 4 (quatro). Neste caso, o equilíbrio se desloca para a direita, portanto, pouco Cl2 existe.

A ação desinfetante e oxidante do Cloro é controlada pelo HOCI (ácido hipocloroso) que se dissocia instantaneamente segundo a reação:

O ácido hipocloroso formado é fraco e fracamente dissociado em pH abaixo de 6 (seis).

O pH das águas de abastecimento, normalmente está na faixa em que há existência tanto de HOCI como de OCl-.

Por exemplo: para uma água de pH = 8 a 20 ºC tem-se 72% OCl- e 28% HOCI.

O Cloro, na forma de Hipoclorito de Cálcio (cujo nome comercial é cal clorada) e de Hipoclorito de Sódio, quando em contato com a água, ioniza-se segundo as reações:

O íon hipoclorito também estabelece um equilíbrio com íons de hidrogênio, dependendo do pH, ou seja, da concentração de íons de hidrogênio na água, conforme mostra a equação 2.

Observa-se, então, que parte do Cloro disponível reage com água para formar ácido hipocloroso, íons hipoclorito e ácido clorídrico. O ácido clorídrico formado combina-se com a alcalinidade
natural da água ou com a alcalinidade introduzida para fins de tratamento, reduzindo-as e alterando dessa forma o pH o qual, por sua vez, influi no grau de dissociação do ácido hipocloroso,
conforme demonstrado. O cloro existente na água, na forma de ácido hipocloroso e de íon hipoclorito, é definido como cloro residual livre.

Aplicação: quanto maior a concentração e/ou o tempo maior o espectro de ação, podendo ser utilizado como desinfetante de baixo a alto nível.
■ Espectro de ação: tem amplo espectro de ação, chegando a ter ação sobre esporos deB. subtillis. Atua à concentrações tão baixas como 25 ppm para micro-organismos mais sensíveis. Mais
usualmente é utilizada em concentração de 1000 ppm.
■ Características: é o desinfetante mais amplamente utilizado. Apresenta ação rápida e baixo custo. É bastante instável e inativado por matéria orgânica. É considerado como prejudicial ao
ambiente.
■ Compatibilidade com materiais: é bastante corrosivo, principalmente de metais e tecidos de algodão e sintéticos.
■ Aplicação: dependerá da concentração. Basicamente utilizado em superfícies fixas. Embora possua algumas recomendações para materiais de terapia respiratória os resíduos de cloro,
principalmente com o uso prolongado, se tornam impedimento. Utilizado para tratamento de tanques e de água.
Produção de água sanitária
A água sanitária é um produto domissanitário com eficiente ação bactericida e branqueadora, constituído de hipoclorito de sódio (NaClO) contendo entre 2,0 a 2,5% de cloro ativo, barrilha, soda
cáustica e água potável.

A solução de hipoclorito de sódio industrial: é a principal matéria-prima utilizada na fabricação de água sanitária e deve apresentar um teor mínimo de cloro ativo igual a 10% e um pH de 10.
Segundo a portaria nº 89, de 25 de agosto de 1994, da ANVISA o pH máximo do produto puro deverá ser de 13,5 e do produto diluído a 1% (p/p) deverá ser de 11,5.

Quando dizemos que uma solução de hipoclorito de sódio tem 12% de cloro ativo, isto quer dizer que, em 100 kg da solução concentrada encontramos 12 kg de cloro livre e densidade
aproximada de 1,15 g/ml.

Determinação do teor de cloro ativo


Para determinar o teor de cloro ativo em uma solução de hipoclorito de sódio usa-se o método iodométrico. A determinação do cloro ativo baseia-se na dissociação iônica do íon hipoclorito
(ClO–) em meio ácido, formando cloro (Cl2), O cloro livre formado na reação é determinado iodometricamente, pela adição de iodeto de potássio (KI) e ácido acético na solução de hipoclorito
de sódio. A quantidade de iodo liberado é equivalente ao cloro livre que pode ser determinado pela titulação com uma solução padrão de tiosulfato de sódio (Na²S²O³) através de uma bureta
calibrada.

Material para o método iodométrico:


Solução de

Iodeto de potássio………………..20 %

Ácido acético……………………… 1/4

Solução de

hipoclorito de sódio…………….. 10 ml
Tiosulfato de

sódio padronizado………………. 0,1 mol/L

Solução de amido ………………..1 %

Vidraria e equipamentos: bureta calibrada de 50 ml, erlenmeyer, pipetas calibradas e volumétricas e vidro de relógio, suporte para bureta e balança analítica

Pipetas volumétricas e calibradas

Procedimento para determinação do teor de cloro ativo no xarope de hipoclorito de sódio


1. Meça com pipeta volumétrica 10 ml da amostra do xarope de hipoclorito de sódio e dilua em água destilada para 100 ml utilizando balão volumétrico. Homogeneíze.

2. Retire uma alíquota de 20 ml da solução diluída da amostra e transfira para o erlenmeyer. Adicione 25 ml da solução com 20% de Iodeto de potássio e acidifique o meio com 25 ml de ácido
acético 1:4.
3. Cubra o erlenmeyer com vidro relógio e aguarde, pelo menos, cinco minutos.

4. Titule o Iodo liberado com solução padrão de Tiosulfato de sódio, até que a coloração torne-se amarelada.

5. Adicione então, 50 ml de água destilada e 2 ml de uma solução de amido 1% recém-preparada. A coloração da solução torna-se azul-violácea. Continue a titulação até a solução torna-se
incolor.

6. Anote o volume gasto na titulação e calcule o teor de cloro ativo na amostra do xarope de hipoclorito de sódio, expressando o resultado em ppm (parte por milhão) e em percentagem (% m/v).

Titulação com uso de uma bureta calibrada

A quantidade de água, que se deve acrescentar à solução concentrada de hipoclorito de sódio para obter-se a água sanitária depende do título da solução de NaClO. A quantidade de NaClO pode
ser calculada pela seguinte fórmula:
Material
1. Hipoclorito de

sódio (NaClO) …………………… 2,90 L

2. Carbonato de sódio

(Barrilha leve – Na2CO3 …….. 100 g

3. Soda cáustica

(NaOH) q.s.p. ……………………..pH = 11


4. Água potável q.s.p. ………… 10 L

Procedimento
1. Meça 60% de água a ser usada e coloque em um recipiente plástico.

2. Adicione 2,90 L de hipoclorito de sódio e misture bastante.

3. Adicione a barrilha previamente diluída em um litro de água.


4. Verifique se o pH = 11. Caso não esteja, adicione soda cáustica até o pH atingir 11.

5. Adicione os 40% restantes de água, misture bem e envase em garrafas plásticas apropriadas, ou seja, que evitem a entrada de luz.
Forma de intoxicações pela água sanitária
As intoxicações provocadas por água sanitária podem ser agudas e acontecer de formas acidentais, suicidas e domésticas.

Farmacodinâmica: ação local corrosiva. O hipoclorito de sódio, com pH baixo no estômago, desprende ácido hipocloroso que é corrosivo.
Toxicidade: dose letal para criança – 15 a 30 ml.
Sintomas e Sinais Clínicos e Anatomopatológicos: cianose, delírio, convulsão e coma; dispneia e edema pulmonar (aspiração); choque; sensação de queimadura, náuseas, vômitos
hemorrágicos (borra de café), edema, necrose e perfuração do esôfago e estômago, lesões cáusticas, defesa abdominal devido à peritonite; desequilíbrio hidro-eletrolítico.
Medidor de pH

Tratamento
1. Remover a solução alvejante da pele ou dos olhos com água corrente abundante, por pelo menos 15 minutos.

2. No caso de ingestão, diluir o álcali administrando, de imediato, água, podendo usar suco de limão fresco diluído em água com o objetivo de neutralizar o álcali. São necessários no mínimo 2 L
de suco de frutas para neutralizar cada 30 g de álcali. Não se deve ministrar nada por via oral a uma pessoa inconsciente.

3. Para decompor a solução alvejante ingerida, usar medicamento por via oral ou endovenoso conforme a recomendação médica. Dependendo do grau de intoxicação e do diagnóstico médico, às
vezes é necessário o uso de antibióticos e corticóides.

Alvejante para roupas coloridas


O alvejante trabalha junto com o detergente ou com o sabão para remover manchas e sujeiras, deixar mais brancas as peças brancas e tornar as cores de alguns tecidos mais vivas. Ele também
funciona como desinfetante suave. Os dois tipos básicos de alvejantes são o cloro e o oxigênio.
O alvejante líquido comum à base de cloro é o mais eficaz e o menos caro, mas não pode ser utilizado em todos os tipos de tecidos. O alvejante à base de oxigênio é seguro para todos os tipos de
tecidos laváveis, fibras com acabamento resinado e para a maioria dos tecidos coloridos laváveis.

O alvejamento químico ou descoloração das fibras celulósicas naturais pode ser feito mediante agentes de branqueio químico, classificados como redutores ou oxidantes.

Os agentes oxidantes são os aplicados na prática para essa classe de fibras, devido aos resultados obtidos, tanto do ponto de vista do rendimento como de custo da operação.

Atualmente o alvejamento compreende duas etapas: o alvejamento químico e o alvejamento ótico. Estas duas etapas podem ser realizadas separadamente (alvejamento químico seguido de
alvejamento ótico) ou em alguns casos, simultaneamente.

Os agentes oxidantes utilizados no alvejamento químico são os seguintes:

■ Hipoclorito de sódio – NaClO

■ Peróxido de hidrogênio (água oxigenada) – H2O2

■ Clorito de sódio – NaClO2

■ Faça um teste de durabilidade da cor dos tecidos antes de usar qualquer alvejante, misturando 1 colher de sopa de alvejante clorado com 1/4 de xícara de água ou 1 colher (de sopa) de alvejante
à base de oxigênio com 1/2 de água quente. Aplique esta solução em um local pequeno e escondido do tecido (bainha ou punho). Seque com papel-toalha. Se não manchar, você pode lavar o
tecido com água sanitária. Do contrário, use alvejante sem cloro, que tira manchas sem desbotar.

■ O alvejante deve ser colocado na água da lavagem ou diluído antes de as roupas serem colocadas na máquina. O alvejante não deve nunca ser colocado diretamente sobre os tecidos.

■ Sempre alveje a peça toda e não apenas uma única mancha.

■ Quando estiver utilizando o alvejante, use a água na temperatura mais quente possível, porque isto melhora o desempenho do produto.

■ Se tiver utilizando máquina de lavar, alveje as roupas somente no ciclo “lavar”, assim ele pode ser totalmente retirado durante o ciclo do enxágue.
■ Quando lavar tecidos que contém elastano, utilize apenas alvejante à base de oxigênio.

Garrafa âmbar evita a penetração da luz

Material para preparar 7,7 L de alvejante à base de oxigênio


Água oxigenada 130 volumes (1 l) ou Água oxigenada de

200 volumes…………………. 650 ml

Lauril………………………………. 0,1 L
Água………………………………. 6,6 L

Essência………………………… q.s.p.

Procedimento:
1. Dissolva a água oxigenada na água, adicione o lauril e a essência e misture bem.

2. Após engarrafar, já está pronta para uso.

Resumo da Lição
 A água sanitária é um produto domissanitário com eficiente ação bactericida.
 O cloro não existe em estado livre na natureza, mas apenas no estado combinado.
 Descrição do histórico do processo de desinfecção pelo cloro.
 Mecanismo de intoxicação do organismo humano pela água sanitária.
 Técnica para determinação do teor de cloro ativo.
 Técnica para produção de água sanitária e alvejante para roupas coloridas.
Desinfecção é a eliminação dos micro-organismos patogênicos, com exceção dos esporos.

Na = Sódio Cl = Cloro H = Hidrogênio O = Oxigênio

Pungente: combinação entre sabor e odor, podendo irritar a mucosa do nariz e da boca.

Antidetonante: substância que evita a detonação.

Anticoagulante: substância usadas para prevenir a formulação de trombos sanguíneos.

Poliuretano: polímeros unidos por ligações orgânicas de carbamatos: R-NHCOOR


Cloraminas: substância formada por cloro, nitrogênio e hidrogênios utilizada como desinfetante.

Transudação: passagem por causa inflamatória ou não de um líquido orgânico através de uma membrana ou de uma superfície delgada do
organismo.

B. subtillis: espécie de bactéria gram-positiva, saprófita comum ao solo e a água.

Barrilha é o nome comercial do Carbonato de Sódio (Na2CO3) que é uma substância alcalina, de cor branca, em forma de pó (Barrilha Leve)
ou grão (Barrilha Densa), sem cheiro e higroscópico, ou seja, absorve umidade lentamente quando exposta a atmosfera, sendo responsável pela
aglomeração do produto.

Envasar: encher a garrafa.

q.s.p.: “quantidade suficiente para.”

Farmacodinâmica é o estudo do efeito da droga nos tecidos.

Corticóides: hormônios esteróides produzidos pelas glândulas supra-renais.

Quais as principais aplicações do Cloro?

Como é produzido o hipoclorito de sódio?

Em que tipo de recipiente deve ser envasada a água sanitária?

Quando devemos usar alvejante à base de oxigênio?


Pesquisa

Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza
 2 Registro de produtos e custos
 3 Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas
 4 Desinfetantes
 5 Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros
 6 Sabões
 7 Amaciantes
 8 Cera líquida
 9 Espessantes
 10 Preservantes
 11 Toxidade dos produtos de limpeza
 12 Fragrâncias
 13 Regras de segurança
 + Referências
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Desinfetantes
Desinfetantes domissanitários são substâncias ativas capazes de eliminar muitos ou todos os micro-organismos patogênicos, com exceção dos esporos.

As suas principais características são:


■ Poder destruir em tempo razoável os organismos patogênicos a serem eliminados, na quantidade em que se apresentam, e nas condições encontradas.

■ Não devem ser tóxicos para o homem e os animais domésticos nas dosagens usuais nem causar odores desagradáveis.

■ Estar disponíveis a custos razoáveis e ter condições de segurança no transporte, armazenamento manuseio e aplicação.

■ Produzir residuais, de maneira a constituir barreira sanitária por um tempo razoável.

■ Ser solúvel em água.

■ Não ser poluente.

■ Ser estável em concentração original ou diluído.

Fatores que influem na eficiência de um desinfetante


A eficiência de um desinfetante está relacionada aos seguintes fatores:

■ Ambiente a ser desinfectado.

■ Espécie e concentração do organismo a ser destruído.

■ Tempo de contato.

■ Grau de dispersão do desinfetante no objeto e ambiente.

Resistência dos micro-organismos aos desinfetantes


A resistência dos micro-organismos aos desinfetantes varia consideravelmente e depende de diversos fatores. Bactérias não-esporuladas são menos resistentes que as esporuladas. A concentração
dos micro-organismos é significante já que um alto número em dado volume (densidade) apresenta uma maior demanda de desinfetante e esta aglomeração pode criar uma barreira na sua
penetração.
A morte de organismos por um certo desinfetante, fixando-se outros fatores, é proporcional a sua concentração e ao tempo de contato. Assim, pode-se trabalhar com altas concentrações e pouco
tempo ou baixa concentração e tempo elevado.

A característica do ambiente a ser tratado tem influência marcante no processo de desinfecção. Por exemplo, organismos circundados por material em suspensão podem tornar-se inatingíveis
pelo agente desinfetante. Se o agente desinfetante for um oxidante, a presença de material orgânico e outros materiais oxidáveis irá consumir parte da quantidade do agente desinfetante
necessária para destruir os agentes patogênicos.

Além das características químicas ambientais, a temperatura influi no processo de desinfecção; em geral, temperaturas altas favorecem a ação desinfetante. Para uma melhor ação, os agentes
desinfetantes devem ser uniformemente dispersos no ambiente e objetos.

Agentes ativos
Os agentes ativos são as substâncias químicas que têm ação de eliminar os micro-organismos. Os principais agentes ativos dos desinfetantes que podem ser usados isoladamente ou associados
são:

Cloreto de alquil dimetil benzil amônio (cloreto de belzalcônio)


É um tensoativo catiônico, utilizado como agente de desinfeção com propriedades bactericidas, fungicidas e algicidas. É de fácil manuseio, tendo baixa toxicidade e baixa irritabilidade e,
utilizado em diluições apropriadas, são altamente solúveis e extremamente ativos contra um grande espectro de micro-organismos.

Formaldeído (formol)
É um desinfetante de alto nível, mas como é considerado carcinogênico, sua aplicação em hospitais hoje é limitada. Ainda é utilizado para tratamento de hemodializadores, no entanto, está
sendo substituído cada vez mais por ácido peracético para esta aplicação. É usado na conservação de peças anatômicas e tecidos e preparo de vacinas virais.
Seu espectro de ação é amplo, funcionando como: bactericida, fungicida, víruscida, tuberculicida. Se apresenta em forma líquida e sólida, mais conhecida como formalina.

A formalina sólida é vaporizada através do calor na presença de umidade. Embora seja uma opção econômica foi pouco estudada. Tem limitações na mensuração de parâmetros aceitáveis da
liberação dos vapores em determinadas dimensões de materiais. Além disso, os resíduos são tóxicos e podem danificar alguns instrumentos.

Forma de intoxicações por formaldeído


O formaldeído (H2CO) é um gás que pode ser reativo e instável à temperatura ambiente. É vendido comercialmente em solução aquosa de concentração de 37-39% (formol), contendo ainda 10-
15% de metanol, para inibir a sua polimerazação para formaldeído.

É usado como desinfetantes, antisséptico, desodorante, fixador de cabelos ou fluido para embalsamento. A forma polimerizada – trioximetileno (paraformaldeído) – pode ser decomposta pelo
calor em formaldeído. A dose fatal de formalina é de 60 a 90 ml. Os polímeros do formaldeído são usados para evitar umidade em papel e em roupas. Esses polímeros contêm algumas vezes
formaldeído livre.
O formaldeído reage quimicamente com muitas substâncias nas células e, por essa razão, deprime todas suas funções, levando-as à morte. Os achados patológicos na ingestão de formaldeído
são: necrose e retração das mucosas. Alterações degenerativas podem ser encontradas no fígado, rins, coração e cérebro.
Quadro clínico
a) Intoxicação Aguda: a ingestão causa dor abdominal imediata e intensa seguida de colapso, perda de consciência e anúria. Pode ocorrer também vômitos e diarreia. A morte ocorre por
insuficiência circulatória.
b) Vestimentas e papéis: contendo formaldeído livre causam dermatite de sensibilização em alguns indivíduos.
c) Exames de laboratório: a urina pode apresentar proteína, cilindros e hemácias.
Tratamento da intoxicação
■ Remover imediatamente o paciente do ambiente onde ocorreu a intoxicação.

■ Remover o formol da pele ou dos olhos com água corrente abundante.

■ Levar o paciente para um hospital para tratar a intoxicação.

Para diminuir a intoxicação por formol deve-se proceder melhorias nos locais de trabalho, no que diz respeito às condições de exaustão, ventilação e climatização.

Paralelamente, deverá ser assegurado um programa de vigilância da saúde dos trabalhadores que permita uma avaliação contínua dos riscos na saúde de natureza profissional e adoção de ações
preventivas adequadas ao controle da exposição.

Eficiência da desinfecção
Os fatores que influenciam na eficiência da desinfecção e, consequentemente, no tipo de tratamento a ser empregado são:

a) Espécie e concentração do organismo a ser destruído.

b) Espécie e concentração do desinfetante.

c) Tempo de contato.

d) Características químicas e físicas da água.

e) Grau de dispersão do desinfetante na água.


A resistência de algumas espécies de micro-organismos para desinfetantes específicos varia consideravelmente. Bactérias não esporulantes são, por exemplo, menos resistentes que bactérias
formadoras de esporos. A forma encistada e os vírus são bastante resistentes.

A concentração dos micro-organismos é significante, já que um alto número em dado volume (densidade) apresenta maior demanda de desinfetante. A aglomeração ou amontoado de organismos
pode criar uma barreira para a penetração do desinfetante.

Álcool
O álcool utilizado para limpeza doméstica e institucional tem sido o grande vilão dos muitos acidentes domésticos, principalmente os que envolvem crianças. Curiosas por natureza, elas se
rendem aos encantos da facilidade de combustão do álcool, fazendo com que os acidentes domésticos envolvendo-as com queimaduras sejam os mais frequentes – 45 mil casos por ano só com
crianças (Fonte: Sociedade Brasileira de Queimadura).

Em segundo lugar, os acidentes domésticos relacionados com o álcool ficam por conta da ingestão oral. Apesar disto, é inegável que a limpeza doméstica não seria a mesma sem o uso do álcool.

O seu poder bactericida, solubilizante, alta taxa de evaporação e o seu baixo custo, o faz um dos domissanitários mais procurados pelo mercado consumidor final.

O processo de obtenção do álcool


O álcool utilizado em questão é o etanol (álcool etílico), cuja fórmula é CH3CH2OH. A palavra álcool deriva do árabe al-kuhul, que se refere a um fino pó de antimônio, produzido pela
destilação deste antimônio, e usado como maquiagem para os olhos.
Os alquimistas medievais ampliaram o uso do termo para referir-se a todos os produtos da destilação e isto levou ao atual significado da palavra. Existem basicamente três processos utilizados
para a fabricação do etanol: a fermentação de carboidratos, a hidratação do etileno e a redução do acetaldeído.

Mundialmente, desde a antiguidade até 1930, o etanol era preparado somente por fermentação de açúcares. Todas as bebidas alcoólicas e mais da metade do etanol industrial ainda são feitos por
este processo.

No Brasil, o etanol é obtido por fermentação do açúcar de cana. Em outros países, quando este é o método adotado, usam-se como matérias-primas a beterraba, o milho, o arroz, etc (daí o nome
“álcool de cereais”). Fora do Brasil, a hidratação do etileno é o principal processo de fabricação do etanol.

No Brasil, a invertase e a zimase são duas enzimas que catalisam essas reações; elas são produzidas pelo micro-organismo Saccharomyces cerevisae, encontrado no fermento ou levedura de
cerveja. Após a fermentação, o etanol é destilado, obtendo-se o álcool comum a 99 ºGL (grau Gay-Lussac ou 93,2 ºINPM), que corresponde à mistura de 96% de etanol e 4% de água, em
volume. Deste álcool é obtido o álcool 99 ºGL (ou 99,3º INPM) por destilação azeotrópica com ciclohexano.
Duas expressões bastante usadas surgem então: álcool anidro e álcool desnaturado. O primeiro, também conhecido como álcool absoluto, é o álcool isento de água (isto é 100% etanol ou 99
ºGL). O segundo é o álcool comum ao qual adiciona-se substâncias de cheiro ou sabor desagradáveis para evitar o uso indevido pelo consumidor final.
A solução encontrada foi transformar a forma física do álcool que, hoje, é na forma líquida, em um gel e alterar a sua propriedade organoléptica (o sabor), deixando-o com um gosto amargo que
provoque a repulsão ao paladar. Isto pode ser realizado, adicionando um espessante ao álcool para torná-lo mais espesso, além da adição do desnaturante.

De acordo com o determinado pela Resolução RDC nº 46, de 20 de fevereiro de 2002, a ANVISA determinou que a partir de 180 dias a contar da data de publicação todo o álcool colocado no
mercado em embalagens inferiores a 500g, com concentrações iguais ou superiores a 68% p/p., deverá estar na forma gel e desnaturado.

Ação do álcool
A ingestão de alcool provoca ruptura da membrana celular e rápida desnaturação das proteínas com subsequente interferência no metabolismo e divisão celular.
■ Espectro de ação: rápido e amplo espectro de ação contra bactérias vegetativas, vírus e fungos, mas não é esporicida.
■ Apresentação mais frequente: álcool etílico e álcool isopropílico.
■ Concentração: entre 60 e 90%, sendo que abaixo de 50% sua atividade diminui bastante.
■ Compatibilidade com materiais: mais indicado para superfícies externas dos materiais e superfícies de vidro. Embora utilizado como secante em instrumentos óticos, pode danificar o
cimento das lentes. Resseca plástico e borrachas quando utilizado repetidas vezes ao longo do tempo. Torna opaco o material acrílico.
■ Características da ação: como evapora rapidamente sua ação é limitada, havendo necessidade de submersão de objetos para uma ação mais ampla.
Produção de desinfetantes
Fórmula 1: Desinfetante comum
Material
1. Água……………………………… 91,5 a 93,5%

2. Cloreto de benzalcônio……. 1,0%

3. Ricinoleato de sódio………… 1,5%

4. Álcool…………………………….. 3 a 5%

5. Essência……………………….. 1,0%

6. Corante………………………….. q.s.p

Procedimento
1. Sob agitação constante, adicionar o Cloreto de benzalcônio a água e em seguida adicionar o álcool.

2. Em seguida, adicionar a essência previamente diluída no Ricinoleato de sódio ou detergente neutro.


3. Diluir o corante em água e adicionar.

Fórmula 2: Desinfetante leitoso

Desinfetante leitoso

Material
1. Água……………………………… 90,5 a 92,5%

2. Cloreto de benzalcônio……. 1,0%

3. Ricinoleato de sódio………… 1,5%

4. Álcool…………………………….. 3 a 5%

5. Brancol………………………….. 1,0 %
6. Essência – (hidrossolúvel)….1.0 %

Procedimento
1. Sob agitação constante, adicionar o Cloreto de Benzalcônio à água e em seguida adicionar o álcool.

2. Adicionar a essência previamente diluída no Ricinoleato de sódio ou detergente neutro.

3. Acrescentar o brancol e misturar.

Formula 3: Desinfetante com ação detergente


Material
1. Água……………………………. 91,5 a 93,5%

2. Cloreto de benzalcônio….. 1,0%

3. Ricinoleato de sódio………. 1,5%

4. Álcool…………………………… 3 a 5%

5. Detergente neutro………….. 6%

5. Essência……………………… 1,0%

6. Corante……………………….. q.s.p

Procedimento
1. Sob agitação constante, adicionar o Cloreto Benzalcônio na água e em seguida adicionar o álcool e o detergente neutro.

2. Adicionar a essência previamente diluída no Ricinoleato de sódio ou detergente neutro.


3. Diluir o corante em água e adicionar.

Fórmula 4: Desinfetante de Pinho


Material
1. Água……………………………….76,8%

2. Cloreto de benzalcônio……. 1,5%

3. Ricinoleato de sódio…………13,0%

4. Óleo de pinho…………………..2,5%

5. Álcool………………………………5%

6. EDTA a 30……………………….0,2%

7. Corante amarelo -

se desejar………………………….. q.s.p

Procedimento
1. Sob agitação constante, adicionar o cloreto benzalcônio na água.

2. Em seguida, em outro recipiente, misture o óleo de pinho com o Ricinoleato de sódio, mexendo bem até ficar homogêneo, e depois adicione a solução anterior.

3. Acrescente em seguida o álcool, e o EDTA, sempre misturando bem. Se quiser pode colocar corante amarelo.
Bombona de 5 L
Desinfetante de pinho

Resumo da Lição
 Desinfetantes domissanitários são substâncias ativas capazes de eliminar muitos ou todos os micro-organismos.
 A resistência dos micro-organismos aos desinfetantes varia consideravelmente e depende de diversos fatores.
 A concentração dos microorganismos é significante, já que um alto número em dado volume apresenta uma maior demanda de desinfetante.
 Os agentes ativos são as substâncias químicas que têm ação de eliminar os microorganismos. Os principais agentes ativos dos desinfetantes podem ser usados isoladamente ou
associados.
Esporuladas: camada protetora de algumas bactérias.

Hemodializadores: equipamento utilizado para hemodiálise.


Necrose: estado de morte de um tecido ou parte dele em um organismo vivo.

Anúria: diminuição ou ausência da produção de urina.

Destilação Azeotrópica: processor de separação de misturas.

Desnaturante é qualquer substância que quando adicionada a um produto, o torna inadequado para o consumo, alterando sabor (por exemplo, amargo), provocando efeitos desagradáveis no
organismo, como náuseas, etc.

O Ricinoleato de sódio é o sal de sódio do ácido ricinoléico e possui fórmula C17H32OHCOONa. É usado como emulsionante e surfactante.

Quais os fatores que influem na eficiência de um desinfetante?

Pesquisa

Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza
 2 Registro de produtos e custos
 3 Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas
 4 Desinfetantes
 5 Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros
 6 Sabões
 7 Amaciantes
 8 Cera líquida
 9 Espessantes
 10 Preservantes
 11 Toxidade dos produtos de limpeza
 12 Fragrâncias
 13 Regras de segurança
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Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros


Os tensoativos são responsáveis pela característica mais importante e desejada em um detergente: a capacidade de remoção das sujidades. Este fato é possível
devido a sua estrutura, que possui uma parte hidrofílica e uma parte hidrofóbica. Eles reduzem a tensão superficial da água, permitindo que a sujeira possa ser
removida facilmente através da formação de micelas.
Numa micela, a extremidade apolar do tensoativo fica voltada para o centro, interagindo com o óleo (ou substâncias hidrofóbicas), enquanto a extremidade
polar fica para fora (interagindo com a água).
As micelas são estruturas geralmente esféricas, de natureza coloidal, formadas de tal modo que as partes não polares do detergente se orientam para o
interior da mesma, criando assim, uma superfície iônica.

Podemos dizer que as soluções de tensoativos formam sistemas dinâmicos onde as micelas estão continuamente sendo formadas e destruídas. Essa
característica das soluções de detergentes é importante para o processo de remoção das sujidades, que envolve o deslocamento das partículas de sujeiras de
natureza lipofílica para o interior das micelas e a estabilização das mesmas de modo a mantê-las em suspensão, evitando que a sujeira volte a depositar-se
sobre a superfície que está sendo limpa.

Os tensoativos são divididos em aniônicos, catiônicos, anfóteros e não-iônicos. A associação de alguns deles pode, além de outras coisas, melhorar o poder de
limpeza do detergente e diminuir sua irritabilidade, ou seja, aumentar sua suavidade.

De um modo geral, podemos dizer que um tensoativo apresenta ao mesmo tempo características de agente molhante, de agente emulsionante, de detergente
e de espumante.

Entretanto, uma destas características é sempre mais marcante em um determinado tensoativo do que as demais. É esta característica dominante que
determina a sua classificação como detergente, emulsionante, etc.

Tipos de tensoativos
Faremos aqui uma breve descrição dos diferentes tipos de tensoativos que são responsáveis pela propriedade de tirar sujeiras e dar espumosidade aos
detergentes e sabões. Existem quatro tipos de tensoativos que serão descritos a seguir.

Tensoativos aniônicos
Os tensoativos são aniônicos quando em solução aquosa possuem carga negativa em sua porção hidrofílica. Os principais representantes desta classe são os
sabões de ácidos graxos, os alquil sulfatos, os alquil éter sulfatos e os alquil sulfossuccinatos, embora muitos outros não deixem de ter sua importância para
uma ou outra aplicação específica. São, via de regra, de alto poder espumante, alta detergência e alta umectância, quando comparados às demais classes de
tensoativos.
Os sabões alcalinos de ácidos graxos são amplamente utilizados na fabricação de sabonetes em barra, pois seu desempenho é satisfatório e seu custo é baixo.
São normalmente os aniônicos mais pobres em espuma e suscetíveis à dureza de água. A adição de agentes quelantes e sequestrantes pode melhorar o
desempenho destes produtos.
Os alquil sulfatos, juntamente com os alquil éter sulfatos são os produtos mais utilizados como agentes tensoativos espumógenos em cosméticos capilares,
sabonetes líquidos, produtos de higiene oral, entre outras aplicações.

Dentre os alquil sulfatos, os mais importantes são os lauril sulfatos que possuem ampla aplicação na indústria cosmética. As principais características dos
alquil sulfatos são seu alto poder espumógeno, alta reserva de viscosidade, boa solubilidade em água, odor agradável e completa biodegradabilidade.
Na classe de alquil éter sulfatos, os mais importantes são os lauril éter sulfatos, por suas propriedades diferenciadas: são mais hidrofílicos (50%) que seus
correspondentes não etoxilados, possuem baixa irritabilidade aos olhos e à pele, baixo ponto de turvação, fácil controle de viscosidade a partir de adição de
eletrólitos e maior resistência à dureza de água.

O processo de obtenção consiste na etoxilação do álcool laurílico, seguida da sulfonação do álcool laurílico etoxilado, gerando um ácido que é neutralizado por
uma base tal como soda,trietanolamina, amônia ou monoetanolamina, produzindo diferentes sais de lauril éter sulfato, portanto, diferentes tensoativos.

Amostra de ácido sulfônico

Ainda como tensoativos aniônicos tem-se os alquil sulfossuccinatos, de excelente poder umectante, embora produzam pouca espuma e possuam baixo poder
detergente.

Os monoalquil sulfos-succinatos foram desenvolvidos recentemente. São pouco irritantes aos olhos e apresentam baixíssima toxicidade. Os sulfossuccinatos
são utilizados, preferencialmente, em xampus infantis, em geral, associados a um lauril éter sulfato para melhorar suas propriedades de espuma e detergência.

Tensoativos catiônicos
Os tensoativos catiônicos são caracterizados por possuírem um grupo hidrofílico carregado positivamente ligado à cadeia graxa hidrofóbica. Possuem menor
aplicação em cosméticos, devido a algumas características indesejáveis, como incompatibilidade com tensoativos aniônicos, irritabilidade à pele e aos olhos e
baixo poder detergente.
Algumas propriedades importantes destes tensoativos fazem com que sejam utilizados em preparações cosméticas como bactericidas e agentes antiestáticos
em condicionadores capilares.

Como os condicionadores são produtos utilizados após a lavagem, não necessitam conter tensoativos aniônicos altamente detergentes, responsáveis, portanto,
pela limpeza dos fios de cabelo. Isso torna possível utilizar formulações baseadas em tensoativos catiônicos, os maiores agentes promotores de
substantividade, efeitos antiestático e de condicionamento às fibras dos cabelos.

A mudança da natureza lipofílica da superfície do cabelo devido à adsorção do agente catiônico, permite que outros ingredientes da formulação tenham maior
compatibilidade com o cabelo.

Assim, na presença de agentes catiônicos ocorre maior deposição de materiais graxos e emolientes (componentes oleosos) em sua superfície, substâncias que
contribuem sinergicamente para os efeitos dos agentes catiônicos.

Os tensoativos catiônicos de maior utilização em preparações cosméticas são os sais de amônio quaternário, dentre os quais, o mais usado no Brasil é o
cloreto de cetiltrimetilamônio, sendo que os cloretos de dialquildimetilamônio são também muito utilizados.

Tensoativos não-iônicos
Os tensoativos não-iônicos são caracterizados por possuírem grupos hidrofílicos sem cargas ligados à cadeia graxa. Possuem como características a
compatibilidade com a maioria das matérias-primas utilizadas em cosméticos, baixa irritabilidade à pele e aos olhos, um alto poder de redução da tensão
superficial e interfacial e baixos poderes de detergência e espuma.

Estas características permitem que estes tensoativos sejam utilizados, principalmente, como agentes emulsionantes.

As alcanolamidas de ácidos graxos pertencem à classe de tensoativos não-iônicos. No mercado brasileiro, a dietanolamida de ácido graxo de coco é mais
utilizada devido ao baixo custo e disponibilidade local da matéria-prima e por dispensar aquecimento para seu uso.

É obtida pela reação da dietanolamina ou monoetanolamina com ácidos graxos de coco e utilizada como agente sobrengordurante, espessantes e solubilizante
de fragrâncias e materiais oleosos.

Dentre os tensoativos não-iônicos as alcanolamidas graxas são as que possuem maior utilização em preparações espumógenas, principalmente em xampus.
Elas apresentam poder espessante pelo aumento da reserva de viscosidade, ou seja, por permitirem maior absorção de água e maior resistência a eletrólitos,
estabilização de espuma, pela solubilização dos ésteres graxos, glicóis, álcoois, óleos essenciais, lanolina, etc.
Seu efeito sobrengordurante (recondicionamento) é devido à estrutura graxa e ao baixo poder de detergência, reduz o efeito de ressecamento causado pelos
tensoativos aniônicos.

Outros componentes da classe de tensoativos não-iônicos são os derivados de polióis, como os ésteres de glicerol. Destes, o monoestearato de glicerila é o
mais utilizado em loções, cremes e batons. É obtido pela reação direta do ácido esteárico com glicerol. Com a adição de um emulsionante aniônico, obtém-se o
monoestearato de glicerila autoemulsionável.

Dos polióis tem-se ainda a classe dos derivados de glicóis, da qual os ésteres de glicóis são os componentes mais simples. São agentes emulsionantes com
grupamento hidrofílico proveniente do glicol e lipofílico oriundo do ácido graxo, sendo utilizados normalmente como emulsionantes auxiliares, dispersantes,
agentes de consistência, opacificantes e perolizantes.

Muitos tensoativos não-iônicos são utilizados, também, como emolientes, atuando na prevenção e alívio do ressecamento da pele, bem como na sua proteção.
São substâncias que conferem maciez e flexibilidade à pele. Agem através da retenção de água no estrato córneo por meio da formação de uma emulsão de
água em óleo.

Os emolientes apresentam, como propriedades, um fácil espalhamento, facilidade de penetração na pele, auxiliam na dispersão de pigmentos, atuam como
emulsionantes e cosolventes. Um exemplo de produto desta categoria é o álcool estearílico propoxilado, muito utilizado nesta função por não possuir poder
comedogênico (causador de acnes).

Alguns tensoativos não-iônicos são utilizados como solubilizantes de fragrâncias, citando-se como exemplos os álcoois laurílicos etoxilados. São bastante
suaves e biodegradáveis, apresentando boa tolerância à dureza de água.

Tensoativos não-iônicos podem ser utilizados como agentes de consistência, destacando-se o álcool cetoestearílico etoxilado, com 20 mols de óxido de eteno,
normalmente utilizado em conjunto com o material de partida de sua síntese (álcool cetoestearílico não etoxilado) em condicionadores capilares e cremes
diversos.

Tensoativos anfóteros
Os tensoativos anfóteros são caracterizados por apresentarem, na mesma molécula, grupamentos positivo e negativo. O grupamento positivo é, normalmente,
representado por um grupo de nitrogênio quaternário e o negativo por um grupo carboxilato ou sulfonato.

Propriedades como solubilidade, detergência, poder espumante e poder umectante dos tensoativos desta classe estão condicionados, principalmente, ao pH do
meio e ao comprimento da cadeia que os constitui.
O grupo polar positivo é mais pronunciado em pH menor que 7, ao passo que o grupo polar negativo é mais pronunciado em pH maior que 7. Os tensoativos
anfóteros mais utilizados na indústria cosmética são os derivados de imidazolina e as betaínas.

Preparações de tensoativas
As preparações tensoativas são utilizadas, pela ação de limpar, de molhar, de emulsificar ou dispersar. Incluem-se na presente categoria as preparações para
lavagem, as preparações auxiliares de lavagem e algumas preparações para limpeza. Via de regra, essas diferentes preparações são constituídas por
componentes essenciais e por um ou mais componentes complementares.

Os componentes essenciais consistem, quer em agentes de superfície orgânicos sintéticos, sabões, ou ainda numa mistura destes produtos.

Os componentes complementares são constituídos por:

1. Adjuvantes (exemplos: polifosfatos de sódio, carbonatos de sódio, silicato de sódio ou borato de sódio, sais do ácido nitrilotriacético/NTA).

2. Reforçadores (exemplos: alcanolamidas, amidas de ácidos graxos, óxidos graxos de aminas).

3. Cargas (exemplos: sulfato ou cloreto de sódio).

4. Aditivos (exemplos: agentes de branqueamento químico ou óptico, agentes antirredeposição, inibidores de corrosão, agentes antieletrostáticos, corantes,
perfumes, bactericidas, enzimas).

As preparações desse tipo exercem a sua ação sobre as superfícies, limpando-as por dissolução ou dispersão das sujidades.

As preparações para lavagem à base de agentes de superfície também se denominam “detergentes”. Este tipo de preparação é utilizado para lavagem de
roupas, louça ou de utensílios de cozinha.

As preparações de limpeza são usadas para limpar pisos, vidros e outras superfícies. Podem conter pequeníssimas quantidades de substâncias odoríferas.

Preparações para limpeza ou desengorduramento.


Incluem-se aqui especialmente:

1. Os produtos de limpeza ácidos ou alcalinos próprios para a limpeza da louça sanitária, frigideiras, etc., e contendo, particularmente, sulfato ácido de sódio
ou uma mistura de hipoclorito de sódio com ortofosfato trissódico.

2. As preparações de desengorduramento ou de limpeza utilizadas, especialmente, nas indústrias de laticínios ou de cerveja, à base:

■ quer de substâncias alcalinas, tais como o carbonato de sódio ou a soda cáustica.

■ quer de solventes e emulsificantes.

Poder de detergência dos tensoativos


A maior ou menor capacidade que um detergente possui de remover sujidades está intimamente ligada à umectância, redução da tensão superficial, poder de
espuma, formação de agregados micelares e emulsões. A detergência é, sem dúvida, um fenômeno superficial e coloidal que reflete o comportamento
físicoquímico da matéria nas interfaces.

Processo de limpeza
A limpeza de um substrato sólido envolve a remoção de materiais estranhos e indesejáveis da superfície.

Na detergência, assim como em outros processos de importância tecnológica, a interação entre os substratos sólidos e os materiais dispersos ou dissolvidos é
de fundamental importância.

Os tensoativos, sendo uma classe de substâncias que se adsorvem preferencialmente em diversos tipos de interfaces devido a sua estrutura anfifílica, têm
grande importância no processo de detergência.

Na limpeza de materiais têxteis com tensoativos aniônicos, por exemplo, a adsorção do tensoativo na fibra e na sujeira introduz interações eletrostáticas
repulsivas que tendem a reduzir a adesão entre a sujeira e a fibra, suspendendo a sujeira e evitando a suaredeposição.
Com tensoativos não-iônicos o mecanismo é menos nítido. Entretanto, a repulsão estérica entre camadas de tensoativos adsorvidas e a solubilização são de
extrema importância.
Em água, a maioria dos tipos de sujeira e fibras têxteis são negativamente carregadas, assim a adição de tensoativos catiônicos pode ter um efeito prejudicial
na detergência. Somente em concentrações muito altas de tensoativos, onde a adsorção de multicamadas pode produzir a reversão de cargas, tais efeitos
podem ser úteis na ação detergente.

Após a remoção da sujeira, entretanto, a ação de materiais catiônicos adsorvidos pode ser bastante desejável, como evidenciado pela sua popularidade como
amaciantes têxteis, adicionados normalmente no enxágue.

Tipos de sujeiras
Em geral há dois tipos de sujeira encontrados na situação de detergência: (1) materiais líquidos e oleosos e (2) materiais sólidos particulados.

As interações interfaciais de cada um destes com o substrato sólido são, usualmente, muito diferentes e os mecanismos de remoção de sujeira podem ser
correspondentemente diferentes.

As sujeiras sólidas podem consistir de proteínas, argilas, carbono (fuligem) de várias características de superfície, óxidos metálicos, etc. As sujeiras líquidas
podem conter gorduras da pele (sebo), alcóois e ácidos graxos, óleos minerais e vegetais, óleos sintéticos e componentes líquidos de cremes e produtos
cosméticos.

Assim como para as sujeiras sólidas, as características das sujeiras líquidas podem variar muito e ainda não foi desenvolvida teoria única de detergência que
permita uma generalização do processo, mesmo que haja algumas similaridades entre os dois tipos de sujeira.

Produção de detergentes
Material
1. Ácido sulfônico………………………..10%

2. Soda a 25 °Be……………………….. q.s.p. pH = 7

3. Cloreto de benzalcônio ………….. 0,1%

4. Amida…………………………………….2,0%

5. Cloreto de sódio ……………………..0,5%


6. Essência ……………………………… 0,1 a 1%

7. Corante ………………………………. q.s.p.

8. Ricinoleato de sódio…………….. 100 ml

9. Água…………………………………… q.s.p. 100%

Procedimento
1. Preparar a soda a 25 °Be. Numa bombona de plástico, dissolver cloreto de benzalcônio em 70% da água a ser usada; em seguida, adicionar ácido sulfônico e
misturar até ficar homogêneo.

2. Adicionar soda na bombona até que o pH fique entre 4 e 5; em seguida, dissolver a amida; aguardar 20 minutos e verificar novamente o pH. Se estiver
menor que 7, adicionar soda até pH = 7 (pH neutro).

3. Dissolver o cloreto de sódio em água e misturar na bombona até alcançar a viscosidade desejada.

4. Em seguida, dissolver a essência no Ricinoleato de sódio ou no próprio detergente e misturar.

5. Por fim, dissolver o corante em água e adicionar ao detergente até adquirir a cor desejada.
Bombonas recomendados para produção de detergente

Produção de limpa-vidros
É um produto muito eficaz na limpeza de vidros e espelhos. Para preparar este produto, deve-se levar em conta a qualidade e a quantidade correta dos
ingredientes utilizados.

Material
1. Água…………………………..4,20 L

2. Detergente…………………….0,2 L

3. Álcool……………………………0,5 L

4. Amoníaco…………………… 0,10 L

5. Corante……………………….. q.s.p.

Procedimento
1. Colocar num recipiente plástico 90% da água.

2. Adicionar 0,2 l de detergente neutro e agitar vagarosamente, para não criar espuma.
3. Adicionar 0,5 l de álcool e 0,10 l de amoníaco e agitar vagarosamente.

4. Dissolver corante a gosto no restante da água, adicionar a solução e agitar.

5. Deixar em repouso por algumas horas e depois envazilhar.

Resumo da Lição
 Os tensoativos são responsáveis pela característica mais importante e desejada em um detergente: a capacidade de remoção das sujidades.
 Os tensoativos são divididos em aniônicos, catiônicos, anfóteros e não-iônicos e a associação de alguns deles pode, além de outras coisas, melhorar o poder de limpeza do detergente.
 As micelas são estruturas geralmente esféricas, de natureza coloidal.
 A maior ou menor capacidade que um detergente possui de remover sujidades está intimamente ligada à umectância, redução da tensão superficial, poder de espuma, formação de
agregados micelares e emulsões.
 Na detergência, assim como em outros processos de importância tecnológica, a interação entre os substratos sólidos e os materiais dispersos ou dissolvidos é de fundamental
importância.
 Os tensoativos têm grande importância no processo de detergência.
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Sabões
O sabão é uma substância obtida pela reação de gorduras ou óleos com hidróxido de sódio ou potássio. O produto desta reação (ácido com uma base) é um sal.

Sabe-se que os sais possuem pelo menos, uma ligação com caráter tipicamente iônico. As ligações iônicas são caracterizadas quando os elementos ligantes apresentam acentuada diferença de
eletronegatividade o que dá origem a uma forte polarização, já que se forma um dipolo elétrico. Desta forma, dizemos que os sabões, por serem sais, apresentam pelo menos um ponto forte de
polarização em sua molécula.

O sal, formado pela reação de saponificação, apresenta características básicas, pois deriva de uma reação entre um ácido fraco (ácido graxo) e uma base forte. Por esse motivo o sabão não atua
muito bem em meios ácidos, nos quais ocorrerão reações que impedirão uma boa limpeza.

No século XVIII, os sabões finos mais conhecidos na Europa vinham da Espanha (Alicante), França (Marselha) e Itália (Nápoles e Bolonha).
No Brasil, a difusão e produção do sabão demoraram mais tempo, mas, em 1860, já existiam fábricas de sabão em todas as cidades importantes.

A manufatura do sabão constitui uma das sínteses químicas mais antigas, como podemos ver a seguir:

Os produtos utilizados para a fabricação do sabão comum são os hidróxidos de sódio ou potássio (soda cáustica ou potássica), além de óleos ou gorduras animais ou vegetais. O processo de
obtenção industrial do sabão é muito simples. Primeiramente, coloca-se soda, gordura e água na caldeira com temperatura em torno de 150 ºC, deixando-as reagir por algum tempo (± 30
minutos).

Depois, adiciona-se cloreto de sódio, que auxilia na separação da solução em duas fases. Na fase superior, fase apolar, encontra-se o sabão e, na inferior, fase aquosa e polar, glicerina, impurezas
e possível excesso de soda. Nesta etapa realiza-se uma eliminação da fase inferior e, a fim de garantir a saponificação da gordura pela soda, adiciona-se água e hidróxido de sódio à fase superior,
repetindo esta operação quantas vezes for necessário. Terminado o processo, pode-se colocar aditivos que irão melhorar algumas propriedades do produto final.

A glicerina separada do sabão no processo industrial é utilizada tanto por fabricantes de resina e explosivos como pela indústria de cosméticos. Devido a isso, seu preço, depois de purificada,
pode superar o do sabão.

Tanto óleos quanto gorduras são substâncias formadas a partir de ácidos carboxílicos com cadeias carbônicas, a partir de 10 átomos de carbonos, denominados de ácidos graxos. Esses ácidos
são, em geral, monocarboxílicos (apresentam apenas um radical carboxila: COO–), e formam os chamados glicerídeos que, por sua vez, pertencem à família dos lipídios.

Os ácidos graxos que formam os óleos diferem dos que formam as gorduras por possuírem mais insaturações (ligações pi) em sua cadeia. Devido a isso, os óleos possuem menor ponto de fusão
e ebulição que as gorduras sendo, por isso, comumente, líquidos na temperatura ambiente (± 25 ºC).
Já as gorduras, nesta temperatura, são, geralmente, sólidas. Existem diferenças entre óleos provenientes de origem animal e de origem vegetal. Óleos de origem animal, em geral, são mais
densos que os óleos vegetais, devido ao menor número de insaturações da cadeia carbônica.

As gorduras e os óleos, quando expostos ao meio ambiente externo, sofrem a ação do oxigênio do ar ou de bactérias, rancificando-se.
Óleos vegetais utilizados na fabricação de sabões
■ Óleo de linhaça: obtido das sementes de linho.
■ Óleo de mamona: apresenta cor levemente amarela, saponifica-se facilmente a frio. Dessa forma obtêm-se sabões duros e transparentes; entretanto, não espumam com abundância.
■ Óleo de amendoim: a saponificação faz-se com lixívias de 15 a 18 ºBe.
■ Óleo de soja: a saponificação faz-se com lixívias de 10 a 12 ºBe.
■ Óleo de milho: obtido das sementes de milho.
■ Óleo de girassol: é dificilmente saponificável sendo utilizado na fabricação de sabões de pouca consistência.
■ Óleo de algodão: saponifica-se com muita facilidade, entretanto, o sabão é de pouca consistência.
■ Óleo de palma: utiliza-se na fabricação de sabões duros.
■ Óleo de oliva: utiliza-se na fabricação de sabões duros.
Os sabões a base de óleo de coco podem reter grande quantidade de água, embora conservem certa dureza. Esses sabões fazem abundante espuma. Na fabricação utilizam-se bases bastante
concentradas.

Insumos utilizados para tornar os sabões transparentes


■ Álcool.
■ Glicerina: contribui para dar transparência, juntamente com suas propriedades emolientes. É utilizada, às vezes, em lugar do álcool.
■ Açúcar: pode substituir a glicerina, reduzindo o custo do produto. Entretanto, tem como conseqüência a afinidade pela umidade.
Lixivia sódica na produção do sabão
O sabão é produzido a partir de óleos e gorduras e de bases como hidróxidos de sódio e o hidróxido de potássio, que, ao reagirem, realizam o processo de saponificação.
Na antiguidade, a grande restrição para a produção de sabão foi a dificuldade de se produzir estas bases. A primeira comercialização do sabão deve-se, provavelmente, ao Egito, graças à
facilidade de encontrar bicarbonato de sódio em incrustações de lagos da região.

Na Europa Central, a base utilizada para a produção de sabão era retirada das cinzas da madeira (lixívia potássica), que possuem um grande percentual de carbonato de potássio. Este foi,
também, um processo muito utilizado pelos fenícios. A obtenção dos hidróxidos no nordeste do mediterrâneo ocorreu através da cinza de plantas marinhas (lixívia sódica), que possui grande
percentual de carbonato de sódio.

Atualmente, uma maneira de se obter o hidróxido de sódio (soda cáustica) é através da eletrólise de soluções aquosas de cloreto de sódio.

Normalmente, devemos preparar a lixívia para a produção dos sabões para facilitar sua penetração nas gorduras. Quando usamos uma soda pura 99% dissolvida em um litro e meio de água,
vamos obter uma lixívia a 50 °Be, se usarmos três litros de água ela cai para 30 °Be, e se usarmos cinco litros e meio de água, cai para 20 °Be. A soda líquida já vem na graduação de 50 ºBe.
Essa graduação é medida com um instrumento chamado areômetro, que mede a densidade de líquidos. O areômetro mergulhado no líquido indicará a graduação que será indicada em graus
Baumé ou simplesmente °Bé. Normalmente trabalha-se com lixívia a 30 °Be.

A biodegradabilidade do sabão
O sabão é um produto biodegradável, o que significa dizer que é uma substância que pode ser degradada pela natureza. Essa possibilidade de degradação das moléculas formadoras do sabão,
muitas vezes, é confundida com o fato do produto ser poluente ou não.

Ser biodegradável não indica que um produto não causa danos ao ecossistema, mas sim, que o mesmo é decomposto por microorganismos (geralmente bactérias aeróbicas), que o utilizam como
alimento, com facilidade e num curto espaço de tempo.

Dependendo do meio, a degradabilidade das moléculas de sabão ocorre em curto espaço de tempo (± 24 horas). A não existência de ramificações nas estruturas das cadeias carbônicas facilita
amplamente a degradação realizada pelos micro-organismos.

O sabão pode tornar-se um poluidor, uma vez que após a utilização o eliminamos na água, junto com a sujeira. Essa mistura vai para o esgoto e, como é muito comum, este acaba desaguando
diretamente nos rios, lagos ou oceanos, sem prévio tratamento. É nesse meio que a mistura sabão-sujidades pode tornar-se poluidora.

Este fato gera a eutrofização das águas, isto é, torna-as férteis ao aumento de culturas bacterianas. Vários micro-organismos, patológicos ou não, alimentam-se da mistura de sabão e matéria
orgânica. Se ocorrer abundância desses compostos, eles se proliferarão com maior facilidade.

Como grandes partes desses organismos necessitam de oxigênio para sobreviver, acabam reduzindo a quantidade do mesmo que está dissolvido em água, e que, consequentemente, leva os
micro-organismos aeróbicos à morte.

A partir deste momento, a degradação é realizada, com maior intensidade, por bactérias anaeróbicas que, ao invés de produzirem CO2 (dióxido de carbono) e H2O (água) como produtos finais,
formarão CH4 (metano), H2S (ácido sulfídrico) e NH3 (amônia), que são mais tóxicos e prejudiciais ao meio ambiente.
Outra maneira pela qual o sabão contribui para o aumento da poluição se dá quando há formação exagerada de espumas nas superfícies dos rios e lagos. A camada de espuma encobre a
superfície, impedindo a penetração dos raios solares e a interação da atmosfera com a água. Por sorte, o sabão é suficientemente biodegradável para que este fato não ocorra somente por sua
utilização.

A legislação brasileira atual proíbe tanto a produção como a comercialização de detergentes não-biodegradáveis, evitando, assim, este tipo de poluição.

Atuação do sabão em águas que contém sais de cálcio e magnésio


Se desejarmos limpar uma superfície suja com o auxílio de sabão e de um tipo de água que possua sais de cálcio ou magnésio verifica-se que a limpeza será dificultada pela perda de poder
tensoativo do sabão.
Tais águas, conhecidas por “águas-duras”, são assim chamadas por possuírem, principalmente, sais de cálcio e magnésio (Ca 2+ e Mg2+) dissolvidos. Nessas águas ocorre uma interação entre a
molécula do sabão e os sais de cálcio ou magnésio. O produto desta reação precipita como um sal insolúvel, fato que o impossibilita de exercer a função de limpeza.
A adição de sabão à água dura favorece uma reação de substituição de íons sódio ou potássio, existentes na molécula de sabão, pelos íons de cálcio ou magnésio, existentes na solução aquosa.
Como os sais formados são insolúveis, verifica-se, como efeito, a formação de um precipitado.

Produção de sabão
Fórmula 1: Método francês
Material
1. Ácido esteárico……………..520 g

2. Óleo de coco………………..280 g

3. Óleo de mamona…………..200 g

4. Soda cáustica

a 30 ºC Bé……………………….600 ml

5. Álcool a 90 %……………….500 ml

Pode-se substituir o álcool pela glicerina ou solução de açúcar.

Procedimento
1. Dissolver as gorduras e, em seguida, retirar do aquecimento.

2. Adicionar a soda previamente preparada e o álcool, seguida do glicerina ou solução de açúcar.

Fórmula 2: Método Simples


Material
1. Ácido esteárico……………..500 g
2. Óleo de coco………………..500 g

3. Soda cáustica

a 38 ºBe………………………….500 ml

4. Álcool a 95%………………..400 ml

5. Glicerina………………………200 ml

Procedimento
1. Dissolver as gorduras e, em seguida, retirar do aquecimento.

2. Adicionar a soda previamente preparada e o álcool, seguidos pela glicerina ou solução de açúcar.

Semelhança entre sabões e detergentes


Tanto sabões quanto detergentes pertencem a um mesmo grupo de substâncias químicas – os tensoativos. Assim sendo, os dois produtos são redutores de tensão superficial e possuem a
característica comum de, quando em solução e submetidos à agitação, produzirem espuma. Por esse motivo, ambos são utilizados para limpeza.

Embora os detergentes sintéticos difiram significativamente uns dos outros quanto à estrutura química, as moléculas de todos têm uma característica em comum, também apresentada pelo sabão
comum: são anfipáticas, com uma parte apolar muito grande, de natureza de hidrocarboneto, solúvel em óleo, e uma extremidade polar, solúvel em água.
Um tipo deles resulta da conversão dos alcóois de C12 a C18 em sais de hidrogenosulfato de alquila. Por exemplo:

Neste caso, a parte apolar é a longa cadeia alquílica e a parte polar é o –OSO3–Na+.
Pelo tratamento dos álcoois com óxido de etileno, obtém-se um detergente não-iônico:
A possibilidade de formação de pontes de hidrogênio entre as moléculas da água e os numerosos átomos de oxigênio do etoxilato torna a parte terminal de poliéter solúvel em água.

Os etoxilatos também podem ser convertidos em sulfatos, sendo utilizados na forma de sais de sódio. Os sais de sódio dos ácidos alquilbenzenosulfônicos são os detergentes mais utilizados,
observe a reação a seguir:

Neutralização do ácido benzenosulfônico


Os sulfatos de alquila, etoxilatos e respectivos sulfatos, e os alquilbenzenosulfonatos em que o grupo fenila fixa-se ao acaso a qualquer das diversas posições secundárias da longa cadeia alifática
linear (C12 -C18), são aplicados nesta síntese.
As cadeias laterais destes alquilbenzeno-sulfonatos lineares obtém-se de alcenos de cadeia linear ou de alcanos de cadeia contínua clorados, separados do ceroseno por formação de clatratos
(peneiras moleculares).

Estes detergentes atuam essencialmente da mesma maneira que o sabão. A sua utilização oferece, entretanto, certas vantagens. Por exemplo, os fosfatos e sulfonatos mantêm-se eficazes em água
dura devido ao fato de os correspondentes sais de cálcio e magnésio serem solúveis. Visto serem sais de ácidos fortes, produzem soluções neutras, ao contrário dos sabões que, por serem sais de
ácidos fracos, originam soluções levemente alcalinas.

Micelas
A primeira vista, pode-se ter a impressão de que os sais de sabão são solúveis em água; e de fato, podem-se preparar as chamadas “soluções de sabão”. Elas não são, entretanto, verdadeiras
soluções, onde as moléculas do soluto movem-se livremente entre as moléculas do solvente.

Verifica-se, na realidade, que o sabão se dispersa em agregados esféricos denominadosmicelas, cada uma das quais pode conter centenas de moléculas de sabão.
Uma molécula de sabão tem uma extremidade polar, –COO–Na+, e uma parte não polar, constituída por uma longa cadeia alquílica, normalmente com 12 a 18 carbonos. A extremidade polar é
solúvel em água denominada hidrófila. A parte apolar é insolúvel em água, e denomina-se hidrófoba, mas é evidentemente solúvel em solventes apolares.

Moléculas deste tipo denominam-se anfipáticas, que têm extremidades polares e apolares e, além disso, são suficientemente grandes para que cada extremidade apresente um comportamento
próprio relativo à solubilidade em diversos solventes.
De acordo com a regra “polar dissolve polar; apolar dissolve apolar”, cada extremidade apolar procura um ambiente apolar; em meio aquoso, o único ambiente deste tipo existente são as partes
apolares das outras moléculas do sabão, e assim elas se agregam umas às outras no interior da micela.

As extremidades polares projetam-se da periferia dos agregados para o interior do solvente polar, a água. Os grupos carboxilatos carregados negativamente alinham-se à superfície das micelas,
rodeados por uma atmosfera iônica constituída pelos cátions do sal.

As micelas mantêm-se dispersas devido à repulsão entre as cargas de mesmo sinal das respectivas superfícies.
Lembrando que uma micela pode conter centenas de moléculas de sais de ácidos graxos.

Ainda resta, entretanto, uma questão a responder: como o sabão remove a gordura, sendo feito dela? O problema na lavagem pelo sabão está na gordura e óleo que constitui ou que existe na
sujeira. Apenas a água não é capaz de dissolver as gorduras. Por seremhidrofóbicas; as gotas de óleo, por exemplo, em contato com a água, tendem a coalescer (aglutinar-se umas às outras),
formando uma camada aquosa e outra oleosa.
A presença do sabão, entretanto, altera este sistema. As partes apolares das moléculas do sabão dissolvem-se nas gotículas do óleo, ficando as extremidades de carboxilatos imersas na fase
aquosa circundante. A repulsão entre as cargas do mesmo sinal impede as gotículas de óleo de coalescerem. Forma-se, então, uma emulsão estável de óleo em água que é facilmente removida da
superfície que se pretende limpar (por agitação, ação mecânica, etc.).

A chamada água dura contém sais de cálcio e magnésio que reagem com o sabão formando carboxilatos de cálcio e magnésio insolúveis (a crosta que se forma nas bordas do recipiente que
continha o sabão).
Resumo da Lição
 O sabão é uma substância obtida pela reação de gorduras ou óleos com hidróxido de sódio ou potássio.
 O sal, formado pela reação de saponificação, apresenta características básicas, pois deriva de uma reação entre um ácido fraco (ácido graxo) e uma base forte.
 Tanto óleos quanto gorduras são substâncias formadas a partir de ácidos carboxílicos com cadeias carbônicas a partir de 10 átomos de carbonos denominados de ácidos graxos.
 O sabão é um produto biodegradável; tanto sabões quanto detergentes pertencem a um mesmo grupo de substâncias químicas – os tensoativos.
 Tanto o sabão como o detergente se dispersam em agregados esféricos denominados micelas que são responsáveis pela interação com a sujeira e pela limpeza.
Rancificação: decomposição de gorduras, óleos e outros lipídios por hidrólise ou oxidação.

Saponificação: técnica ou processo de fabricar sabão.

Anfipáticas: moléculas com uma região hidrofóbica (sem afinidade com água) e outra hidrofílica (com afinidade com a água).

Por que o sabão não atua muito bem em meios ácidos?

O que provoca o excesso de soda?

Descreva o processo de saponificação.

Qual a semelhança entre sabões e detergentes?

Como o sabão remove a sujeira?

Pesquisa

Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza
 2 Registro de produtos e custos
 3 Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas
 4 Desinfetantes
 5 Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros
 6 Sabões
 7 Amaciantes
 8 Cera líquida
 9 Espessantes
 10 Preservantes
 11 Toxidade dos produtos de limpeza
 12 Fragrâncias
 13 Regras de segurança
 + Referências
7

Amaciantes
Os amaciantes são agentes catiônicos que atuam por redução das cargas negativas sobre os tecidos tratados, oferecendo maciez e lubricidade às suas fibras, como também propriedades
bacteriostática.

Os amaciantes são produzidos a partir de quaternário de amônio que é o princípio básico, por excelência, para a formulação de amaciantes que se destinam, principalmente, a aplicações sobre
tecidos que permanecem em contato direto com a pele, ou seja fraldas, camisas, roupas íntimas, ou eventualmente, lençóis, fronhas, toalhas de rosto e de banho.

O quaternário de amônia (ou amônio) adere na fibra dos tecidos, fazendo com que elas se afastem umas das outras por meio de um diferencial de carga. O ativo possui uma parte polar, com
carga positiva, e uma apolar, com carga negativa. Ao entrar na fibra, cuja carga estática é negativa, a substância faz as fibras se afastarem, proporcionando a maciez.

Os quaternários de amônia são derivados de ácidos graxos, sendo estável sob uma larga escala de pH, o que significa sua dissolução e atividades sobre todos os valores de pH, embora sua
adsorção e efeito antimicrobial aumente de acordo com o aumento do pH.
Depósito contendo amaciante

Intoxicações por quaternários de amônia


Algumas precauções devem ser tomadas ao manusear quaternário de amônia, em soluções concentradas. Soluções acima de 15% de quaternário de amônia são corrosivos e podem causar danos
nos olhos e a pele. Se ocorrer ingestão oral a vítima pode sofrer colapso, sendo que quantidades em gramas podem ser fatais.

A DL50 estimado para adultos é de 1 – 3 g/kg

Produção de amaciantes
Material
1. Quaternário

de amônia…………………………6 a 10%
2. Sal………………………………..0,5 a 1%

3. Essência …………………….. 0,1 a 1%

4. Corante……………………….. q.s.p.

5. Água……………………………. q.s.p. 100%

Obs:
1. O NaCl é usado somente no caso da necessidade de acertar a viscosidade.

2. Alguns tipos de quaternário de amônia só são solúveis em água com a temperatura em torno de 60 a 80 ºC.

Procedimento
3. Num recipiente plástico dissolver quaternário de amônio em 70% da água; em seguida, adicionar a essência que deve ser dissolvida em Ricinoleato de sódio.

4. Por fim, dissolver o corante em água e adicionar até adquirir a cor desejada.

Resumo da Lição
 Os amaciantes são produzidos a partir de quaternário de amônio que é o princípio básico na sua formulação.
 O quaternário de amônia adere na fibra dos tecidos, fazendo com que elas se afastem umas das outras por meio de um diferencial de carga.
 Ao entrar na fibra, cuja carga estática é negativa, a substância faz as fibras se afastarem, proporcionando a maciez.
 O quaternário é corrosivo e pode causar danos nos olhos e a pele.
Explique como atuam os amaciantes.

Pesquisa

Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza
 2 Registro de produtos e custos
 3 Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas
 4 Desinfetantes
 5 Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros
 6 Sabões
 7 Amaciantes
 8 Cera líquida
 9 Espessantes
 10 Preservantes
 11 Toxidade dos produtos de limpeza
 12 Fragrâncias
 13 Regras de segurança
 + Referências
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Cera líquida
As ceras promovem sobre a superfície dos pisos e a pintura dos carros um recobrimento fino e temporário. Além de aumentar a beleza e proteção dos pisos e
carros, as ceras facilitam a limpeza dos mesmos. Pisos desgastados têm sua aparência melhorada com aplicação de uma boa cera.

A cera de carnaúba é extraída da Copércia cerífera – palmeira que cresce ao longo de rios, vales e lagoas do Nordeste brasileiro, assim como no Sri-Lanka,
África e alguns países da América do Sul. Entretanto, somente no Brasil esta palmeira desenvolve a capacidade de produzir cera.

As folhas da Copércia, que contém a cera da carnaúba, são cortadas durante a safra, que se estende do mês de agosto a dezembro. Esse processo não agride o
meio ambiente nem põe em risco a integridade das palmeiras, já que apenas suas folhas são cortadas, nascendo nova folhagem na safra seguinte.

A etapa seguinte consiste na secagem das folhas pela sua exposição ao sol, seguida do processo de “batida”, de onde se obtém um fino pó. A qualidade e cor
da cera são definidas pela idade das folhas utilizadas.
A cera de carnaúba é extraída do pó pelo cozimento e filtragem em grandes prensas de madeira (processo primitivo utilizado por produtores do campo) ou por
extratores de solvente. Em seguida, a cera é classificada e refinada, chegando à etapa final pronta para ser comercializada.

Produção de cera líquida


Material
1. Base de Cera………………… 1,0 kg

2. Brancol…………………………..0,2 L

3. Cloreto de benzalcônio…….0,02 L

4. Essência………………………. 0,1 L

5. Corante………………………… q.s.p.

6. Água………………………………8,8 L

Base de cera
Procedimento
1. Colocar num recipiente de alumínio 8,8 L de água.

2. Adicionar 1,0 kg de base de cera e aquecer até dissolver toda a base.

3. Adicionar o restante da água previamente aquecida (3,7 L) e agitar até esfriar.

4. Adicionar 0,2 litros de brancol e 0,02 L de Cloreto de benzalcônio e agitar;

5. Adicionar 0,1 L de essência e corante em q.s. (opcional), misturar e depois envasar.

Resumo da Lição
 A cera de carnaúba é extraída da Copércia cerífera.
 Somente no Brasil esta palmeira desenvolve a capacidade de produzir cera.
 As ceras promovem sobre as superfícies um recobrimento fino e temporário.
9

Espessantes
Os espessantes possuem a capacidade de aumentar a viscosidade das formulações, impactando em sua estabilidade, sensorial, aparência e funcionalidade.
Os espessantes possuem, além do espessamento, características desejáveis de modificar areologia do meio em que se encontram. Os espessantes são
classificados, grosseiramente, em dois grandes grupos: os orgânicos e os inorgânicos.
Os espessantes orgânicos dividem-se por sua vez em duas classes: as espessantes de fase oleosa e os de fase aquosa. Os primeiros que são insolúveis em
água e solúveis em óleos, sendo chamados, por isso, de agentes de consistência, empregados em cremes, loções e condicionadores. Exemplos são os álcoois
graxos, ésteres graxos, triglicerídeos, ceras naturais e sintéticas: os espessantes de fase aquosa, que são normalmente insolúveis na fase oleosa, são os
espessantes poliméricos naturais e sintéticos, hidratos de carbono e os éteres poliglicólicos de ácidos graxos.
Os espessantes inorgânicos são geralmente os eletrólitos, tais como cloreto de sódio, citrato de sódio, fosfato de sódio ou amônio, e os aluminosilicatos, e são
destinados ao espessamento da fase aquosa da formulação.

Espessantes orgânicos
Os alcoóis graxos mais utilizados como espessantes em cremes e loções para a pele e condicionadores de cabelo são alcoóis cetílico, cetoestearílico,
estearílico e berrênico que são muito tolerantes em ampla faixa de pH.

Os alcoóis graxos com cadeia carbônica C16-22 são os espessantes graxos mais efetivos que existem para uso cosmético como espessantes e estabilizantes.

Depois dos alcoóis graxos, os esteres de alcoóis graxos, de glicóis, polióis e de poliglicóis, são os compostos com maior capacidade de espessamento e
estabilização da emulsão, pois guardam uma afinidade de comportamento com o álcool graxo utilizado na sua síntese.

Na realidade o que determina o poder espessante deste tipo de éster é muito mais o álcool graxo que o ácido graxo. Os principais ésteres são: miristato de
miristila; palmitato de cetoestearila; estearato de cetoestearila; palmitato de cetila e estearato de cetila.

Quando os poliglicóis usados na síntese do éster são de elevado peso molecular, o composto resultante passa a possuir elevada solubilidade em água, atuando
como um espessante da fase aquosa. É o caso do diestearato de PEG 6000, que se mostra como um efetivo agente espessante de produtos que contenham
misturas de detergentes aniônicos (principalmente alquilétersulfatos) e anfóteros, inclusive com sulfossuccinatos.

Apesar da presença de tal material produzir sistemas viscosos sem a necessidade de cloreto de sódio, a inclusão de pequenas quantidades de eletrólitos pode
resultar em produtos com altíssimos níveis de viscosidade.
Diversos polímeros sintéticos são utilizados como espessantes e até como auxiliares de emulsificação em emulsões cosméticas. Diferem entre si pelo
comportamento espessante, sensação sobre a pele e manutenção da viscosidade frente a outras matérias-primas cosméticas, principalmente os eletrólitos.
Podem ser classificados em diferentes grupos químicos:

■ Polímero carboxivinílico ou carbômero.

■ Poliacrilato de sódio ou carbômero sódico.

■ Metacrilato de poliglicerila.

■ Poliacrilamida (e) isoparafina C13-14 (e) álcool laurílico etoxilado 7.

■ Copolímero de acrilamida, parafina, isoparafina, polisorbato 85, etc.


Os carbômeros são polímeros carboxivinílicos derivados do ácido acrílico que apresentam a forma de pó e são de natureza aniônica, pois apresentam grupos
carboxílicos ligados na cadeia carbônica. Devem ser dispersos, hidratados e posteriormente neutralizados com bases orgânicas (trietanolamina,
aminometilpropanol – AMP 95) e inorgânicas (hidróxido de sódio), para conferir espessamento.

A vantagem desses polímeros é que, se neutralizados com bases orgânicas de grande comprimento de cadeia carbônica, podem fornecer polímeros
emulsionantes com capacidade espessante.

Goma guar e goma xantana são polímeros orgânicos naturais com capacidade espessante e dispersante utilizados em cremes e loções, xampus e
condicionadores. Apresentam a forma de pó que devem ser dispersos em água antes do uso.

Goma xantana é um polímero aniônico e mantém sua viscosidade em ampla faixa de pH e meio eletrolítico, mesmo em maior temperatura.

Os polissacarídeos usados como espessantes geralmente são derivados da celulose. Exemplos são: a carboximetilcelulose de sódio, hidroxietilcelulose,
hidroxipropilcelulose, hidroxipropilmetilcelulose. São utilizados para espessar soluções aquosas de xampus, sabonetes líquidos, cremes, loções, géis, etc.

A carboximetilcelulose de sódio é obtida da reação dos grupos OH da celulose com monocloroacetato de sódio, sendo de natureza aniônica e, portanto,
incompatível com substâncias catiônicas. Não necessita ser neutralizada para dar espessamento, pois já está na forma sódica e confere soluções translúcidas a
turvas. É muito utilizada em creme dental, mas pouco utilizada em géis e cremes.
Xampu

Espessantes inorgânicos
Podem ser usadas as montmorilonitas modificadas, que são argilas naturais de silicatos de alumínio e magnésio, fornecendo soluções opacas e por isso são
utilizadas em cremes e loções cremosas. Devem ser fortemente dispersadas e hidratadas em solução aquosa e não devem ser aquecidas acima de 50 °C. São
utilizadas em concentrações de 1 a 2% nas formulações.

Os espessantes eletrolíticos mais usados são cloreto de sódio, cloreto de amônio e fosfato de amônio. São efetivos para espessamento de soluções aquosas de
tensoativos aniônicos, mas não para não-iônicos. São utilizados em xampus e sabonetes líquidos e detergentes.
Béquer contendo cloreto de sódio

Resumo da Lição
 Os espessantes possuem a capacidade de aumentar a viscosidade das formulações.
 Os espessantes são classificados, grosseiramente, em dois grandes grupos: os orgânicos e os inorgânicos.
 Os espessantes orgânicos dividem-se por sua vez em duas classes: os espessantes de fase oleosa e os espessantes de fase aquosa.
 Os espessantes inorgânicos são geralmente os eletrólitos, tais como cloreto de sódio, citrato de sódio, fosfato de sódio ou amônio e os aluminosilicatos e são destinados ao
espessamento da fase aquosa da formulação.
10

Preservantes
As matérias-primas influenciam em todas as características dos produtos, podendo ser usadas com o objetivo funcional (aplicação) de estabilidade da formulação. Devido a isso os preservantes
são usados para manter a estabilidade e assegurar a eficácia dos produtos.

Propostas as matérias-primas apropriadas, as contaminações, que podem ser de origem física, química ou microbiológica, são as principais causas de insucesso na obtenção dos produtos de
qualidade e eficácia percebidas pelos consumidores.

As contaminações microbiológicas são, sem dúvida, as mais difíceis de serem evitadas, pois, na maioria das vezes, quando em seu estágio inicial, não podem ser detectadas visualmente.
Tornam-se necessários métodos de análises específicas, que demandam mais tempo que as análises físico-químicas usuais. São, também, as contaminações mais graves de todas, uma vez que
elas põem em risco a saúde humana.
Para que os micro-organismos se desenvolvam é necessário que encontrem condições adequadas para sua nutrição, reprodução e mobilidade no meio onde estão localizados.

Os cosméticos, em geral, são excelentes meios para existência e proliferação de micro-organismos, pois são fontes de elementos essenciais ao seu desenvolvimento. Assim, quando se tem em
mente a formulação de excelente qualidade, não se pode deixar de lado a necessidade de utilização de um eficiente sistema preservante.

Como a maioria dos saneantes é de uso prolongado, especialmente os produtos destinados aos supermercados, a necessidade de preservação é claramente justificada.

Muitos produtos como os desinfetantes e produtos a base de cloro são autopreservantes, já que impossibilitam a proliferação de micro-organismos. No entanto, existem outros produtos que
constitui em excelentes meios para o desenvolvimento microbiano, especialmente porque contêm água, substância essencial à vida, substratos orgânicos, fontes de carbono, hidrogênio,
nitrogênio e oxigênio e, não raramente, íons metálicos, potentes catalisadores de reações enzimáticas no metabolismo de bactérias. Assim, para tornar esses produtos menos atrativos aos micro-
organismos, o uso de, preservantes é imprescindível.

Contaminações microbiológicas manifestam-se de diversas formas, traduzindo-se em prejuízos financeiro, de imagem e à saúde do consumidor. As principais modificações incluem:

a) Emulsões podem sofrer alterações na aparência e viscosidade, podendo separar-se em fases e cobrirem-se de uma camada de colônias de bactérias ou fungos.

b) Aparecimento de colorações indesejáveis em diversos produtos.

c) Preparados límpidos que dependem da limpidez como apelo de marketing podem tornar-se opalescentes ou turvos.
d) Fenômenos de fermentação desenvolvem gases que podem deformar ou quebrar frascos.

e) Odor do produto pode ser alterado.

f) Não somente o micro-organismo proliferado, mas também os metabólitos da ação microbiana podem ser extremamente nocivos à saúde humana.

A preservação de um produto pode ser conseguida por métodos físicos e/ou químicos. O uso de preservantes químicos em uma formulação aumenta a vida útil dos produtos, garantindo a
preservação desde o momento de fabricação até o dia a dia na casa do consumidor. Esta é a principal vantagem da utilização de um preservante químico.

No mercado, são encontrados inúmeros preservantes e cabe ao formulador escolher a melhor opção para seu produto, lembrando sempre que um preservante ideal não existe. Muitas vezes o
formulador recorre à associação de dois preservantes para aumentar o espectro de atuação.
Um sistema preservante ideal apresentaria as seguintes qualidades, dentro da dosagem de uso recomendada pelo fabricante e do que a legislação permite.

Dentre as alternativas de custo-benefício adequadas para o mercado brasileiro estão: formaldeído, mistura de isotiazolinonas, dmdm hidantoína, biguanidas poliméricas, parabenos, fenoxietanol,
entre outros.

A necessidade de usar um produto preservante em uma formulação é fundamental, mas não basta somente isso. A preservação ideal supõe o uso de preservantes em níveis adequados e que sejam
estáveis e compatíveis com as matérias-primas constituintes do produto, embalagens e condições encontradas no meio. Deve acontecer desde o processo de fabricação até a gôndola e,
finalmente, obedecer às boas práticas de fabricação e legislação pertinente.

As boas práticas de fabricação pressupõem, entre outras coisas, condições ótimas em relação ao projeto de instalação, matérias-primas, água de processo, educação da equipe de trabalho, práticas
de estocagem e manuseio, limpeza e sanitização e programas de monitorização microbiológica.

As embalagens constituem fator-chave de sucesso na preservação, já que idealmente devem evitar a exposição do produto a contaminantes, sobretudo, microbiológicos.

Resumo da Lição
 Muitos produtos como os desinfetantes e produtos à base de cloro são autopreservantes.
 A água constitui excelente meio para o desenvolvimento microbiano.
 Substratos orgânicos, fontes de carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio são potentes catalisadores de reações enzimáticas no metabolismo de bactérias.
 A necessidade de usar um produto preservante em uma formulação é fundamental.
 Uma preservação adequada pressupõe que seja estável e compatível com as matérias-primas constituintes do produto.
 As embalagens e condições encontradas no meio, o processo de fabricação e a obediência às boas práticas de fabricação e legislação pertinente contribuem também, de forma
significativa, para a estabilização do produto.
Contaminações microbiológicas são causadas por microorganismos, sendo bactérias e fungos os mais comuns.

Qual a função dos preservantes?

Qual a função das embalagens na preservação?

Pesquisa
Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza
 2 Registro de produtos e custos
 3 Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas
 4 Desinfetantes
 5 Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros
 6 Sabões
 7 Amaciantes
 8 Cera líquida
 9 Espessantes
 10 Preservantes
 11 Toxidade dos produtos de limpeza
 12 Fragrâncias
 13 Regras de segurança
 + Referências
11

Toxidade dos produtos de limpeza


Admite-se de um modo geral que os acidentes tóxicos com esses produtos, ocorrem em menor número, sendo mais frequente em crianças, e que usualmente
não constituem problemas sérios. Em adultos, os acidentes são menores que em crianças e, quando descritos, são mais freqüentes na fase de produção.

A segurança de um produto de uso domiciliar poderia ser definida como a possibilidade de manusear ou consumir esse produto de maneira correta ou
incorreta, sob qualquer apresentação ou em qualquer tipo de exposição, a curto ou a longo prazo, sem indução de efeitos lesivos diretos sobre o organismo
ou indiretos sobre o meio ambiente e seus constituintes. Esta definição pode de ser considerada uma utopia, e até certo ponto ilógica, pois vai de encontro a
alguns princípios biológicos e toxicológicos.

Tóxico ou veneno é definido como qualquer agente capaz de produzir uma resposta deletéria num sistema biológico. Sabe-se que qualquer substância química
em contato com o organismo determina uma resposta. Atualmente, é muito difícil caracterizar uma substância como inócua, transformando-se a toxicologia,
de certa forma, no estudo dos seus riscosversus seus benefícios.
Toxicologia é definida como a ciência que trata de detectar as interações físicas, químicas e biológicas das substâncias químicas com as várias formas de vida,
seus efeitos e antídotos. Muitas substâncias podem ser, concomitante e alternadamente, alimento, medicamento e veneno, dependendo da dose, via e rapidez
de absorção.

Toxicidade é uma palavra derivada do grego que significa “veneno”, e representa a capacidade potencial que as substâncias químicas possuem, em maior ou
menor grau, de causar uma patologia em um organismo vivo como consequência de sua absorção e interação.

A intoxicação crônica, em adultos e crianças, é pouco observada, relatando-se em geral apenas efeitos irritativos ou sensibilizantes sobre a pele e mucosas. A
intoxicação crônica é causada pelo efeito cumulativo do agente tóxico.

Intoxicações agudas são produzidas pela introdução rápida de um ou vários agentes tóxicos, tendo, como consequência, o surgimento imediato dos efeitos
nocivos a saúde do indivíduo, podendo até mesmo ser letal.

A determinação da toxicidade aguda de agente químico é usualmente feita através do estabelecimento da Dose Letal Médica (DL50), ou seja, a dose da
substância capaz de determinar o óbito da metade de uma população de animais de laboratório, nas condições da experiência.

É importante que os fabricantes de produtos de uso doméstico e pessoal coloquem em seu rótulo a sua composição para que, em caso de intoxicação, o
médico tenha condições de melhor atender o paciente, seja usando a técnica mais adequada bem como utilizando o antídoto (contraveneno) específico.
Recipiente contendo álcool 96%

Tratamento de urgência na intoxicação aguda


No tratamento de urgência de um paciente com intoxicação aguda por substâncias químicas, algumas etapas são básicas, podendo ser realizadas de modo
simultâneo ou em sequência. As etapas são as seguintes:

1. Diagnosticar e corrigir qualquer manifestação que represente risco iminente de vida (Ex: parada cardíaca).

2. Diminuir a exposição do organismo ao tóxico.

3. Aumentar a excreção do tóxico já absorvido.

4. Administrar antídotos e antagonistas

5. Realizar tratamento sintomático e de manutenção.


As duas primeiras etapas podem ser realizadas no próprio local do acidente e têm influência significativa sobre o prognóstico. Antídotos e antagonistas
também podem ter sua aplicação iniciada no local do acidente. Estas três etapas constituem, portanto, a parte mais importante no tratamento de urgência.

Resumo da Lição
 Toxicidade é a capacidade potencial que as substâncias químicas possuem, em maior ou menor grau, de causar uma patologia em um organismo vivo como consequência de sua
absorção e interação.
 A intoxicação crônica, em adultos e crianças, é pouco observada.
 Intoxicações agudas são produzidas pela introdução rápida, de um ou vários agentes tóxicos, tendo como consequência o surgimento imediato dos efeitos nocivos a saúde do indivíduo.
 É importante que os fabricantes de produtos de uso doméstico e pessoal coloquem em seus rótulos a suas composições para que, em caso de intoxicação, o médico tenha condições de
melhor atender o paciente.
12

Fragrâncias
O termo fragrância está relacionado ao perfume, aroma, cheiro e odor produzido por uma substância ou mistura de substâncias, que podem ser de origem natural ou sintética.

As fragrâncias constituem um dos principais modificadores das características organolépticas dos produtos e sua função vai além da necessidade de mascarar o odor da base, que em alguns casos
pode ser desagradável.

O aroma, então, tem recebido atenção renovada nos últimos anos, voltada para o campo psicológico, como atesta o interesse geral pela aromaterapia.

Uma fragrância é identificada por meio de suas notas, ou seja, a característica do odor específico de cada substância que a compõe. Seu impacto imediato, a impressão seguinte, o desempenho e
a estabilidade são cruciais na obtenção de um produto equilibrado e dependem, grosso modo, das matérias-primas que fazem parte de sua composição.

As matérias-primas utilizadas em fragrâncias podem ser de origem natural (vegetal ou animal) ou sintética. Podem ser utilizadas como odoríferas, solventes e agentes de fixação do odor.

A falta de variedade, o baixo rendimento nos processos de obtenção de óleos essenciais, e, principalmente, o alto custo dos óleos naturais, têm obrigado químicos e perfumistas a desenvolverem
“fragrâncias” sintéticas.

Ainda como matérias-primas, as fragrâncias podem conter solventes e tensoativos, usados para melhorar a solubilidade na base a qual será adicionada. O produto em que ela está sendo
incorporada deve harmonizar-se com os atributos do mesmo, sem causar irritações primárias, dermatites alérgicas, dermatoses ou outras reações adversas.
As fragrâncias são componentes oleosos e alguns cuidados devem ser tomados na hora de incorporá-las em um produto cosmético. Além disso, a fragrância pode interagir com a base cosmética
e com a embalagem, após a sua incorporação no produto de forma imediata ou, com o passar do tempo, sendo necessários, portanto, conhecimento prévio de suas características e estudos de
estabilidade.

Alguns tipos de fragrâncias são de difícil incorporação em fases aquosas, requerendo o uso de um solubilizante adequado. Pode-se solubilizar a fragrância em solventes, misturas de solventes,
tensoativos, misturas de tensoativos e, finalmente, mistura de solventes e tensoativos.

Em xampus, por exemplo, é comum usar-se a dietanolamida de ácidos graxos de coco, que é um excelente solubilizante de fragrâncias (e componentes oleosos, em geral).

Para os fabricantes que usam tensoativos anfóteros, ao invés de amida como espessante e estabilizante de espuma, recomenda-se o uso de tensoativos não-iônicos como o óleo de mamona
hidrogenado.
Em alguns casos, as fragrâncias alteram as propriedades físico-químicas das formulações, sendo necessárias algumas correções. Por exemplo, alteram levemente a viscosidade e a reserva de
viscosidade de muitos produtos, mas isto não chega a ser perceptível quando a concentração não passa de 1,0%. Em detergentes, correções podem ser realizadas pelo uso de cloreto de sódio.

Recipiente contendo essência Iguatemi


Resumo da Lição
 As fragrâncias constituem um dos principais modificadores das características organolépticas dos produtos.
 As fragrâncias servem também para mascarar o odor da base, que em alguns casos pode ser desagradável.
 As matérias-primas utilizadas em fragrâncias podem ser de origem natural ou sintética.
 O alto custo dos óleos naturais tem obrigado químicos e perfumistas a desenvolverem “fragrâncias” sintéticas.
Os tensoativos não-iônicos possuem excelentes propriedades de solubilização, fixação e diluição da fragrância, além de excelente compatibilidade com os demais componentes da formulação.

Dermatoses: doença de pele provocada por produtos químicos ou ações físicas.

Dermatites: qualquer tipo de infecção na pele.

Qual o procedimento adequado quando se adiciona uma fragrância em um desinfetante?

Pesquisa

Conteúdo do curso
 Apresentação
 1 Montagem de uma pequena indústria de Produtos de Limpeza
 2 Registro de produtos e custos
 3 Água sanitária e alvejantes para roupas coloridas
 4 Desinfetantes
 5 Tensoativos: Detergentes e Limpa Vidros
 6 Sabões
 7 Amaciantes
 8 Cera líquida
 9 Espessantes
 10 Preservantes
 11 Toxidade dos produtos de limpeza
 12 Fragrâncias
 13 Regras de segurança
Regras de segurança
Nesta lição são descritas as principais regras de segurança que devem ser adotadas na produção de material de limpeza.

Elas deverão ser observadas, rigorosamente, a fim de evitarem eventuais acidentes que possam ocorrer durante a produção dos mesmos.

As normas de segurança incidem sobre vários temas: iluminação, ruído, risco de contatos elétricos, incêndios, explosões, produtos químicos, temperaturas
altas e baixas, gases e vapores, combustíveis e comburentes, vibrações e ergonomia.
Para facilitar e evitar eventuais acidentes na produção, são fornecidas, a seguir, algumas instruções que, devidamente observadas, conduzirão a bons
resultados:
Edifícios e instalações
O edifício e instalações devem obedecer a normas de segurança para os acessos e circulações, em locais exteriores e em locais interiores da fábrica de
produtos de limpeza. Estes acessos devem ser concebidos de forma a evitar a ocorrência de acidentes pessoais decorrentes do uso normal, nomeadamente
devidos a escorregamento, tropeçamento obstrução e desamparo.

Uma das principais providências que devem ser adotadas numa fábrica de produtos de limpeza é alertar a todos os trabalhadores sobre as devidas precauções
quando ocorrer algum distúrbio ou tumulto, causados por incidentes, como por exemplo vazamentos de gás, fumaça, fogo.

O primeiro passo é detalhar em procedimentos operacionais, padrões que deverão ser distribuídos para todos os trabalhadores, contendo informações sobre
todas as precauções necessárias, como: os cuidados preventivos; a conscientização sobre o planejamento de como atuar na hora do abandono do local de
trabalho; a indicação de medidas práticas sobre o combate ao fogo e a retirada.
Os edifícios e instalações devem ter requisitos técnicos mínimos a ser observados para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. A
fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência das Normas Regulamentadora (NR) são os artigos 170 a 174 da CLT.
Citaremos a seguir alguns requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas fábricas de produtos de limpeza, para garantir segurança e conforto aos que
nelas trabalhem:
Sinalização
A sinalização é um conjunto de símbolos e chamadas de atenção que condicionam a atuação do indivíduo perante os riscos que podem ocorrer. A sinalização é
uma medida de prevenção do acidente profissional. Existem vários tipos de sinalização utilizadas em higiene e segurança:

■ Sinalização de segurança e saúde.

■ Sinalização de proibição.

■ Sinalização de aviso.

■ Sinalização de obrigação.

■ Sinalização de salvamento ou de socorro.

■ Sinalização de indicação.

A sinalização pode ser ainda classificada em: visual, luminosa, acústica, gestual e verbal.

É recomendado o uso de diversas cores para indicar a sinalização como ferramenta para a prevenção de acidentes. A seguir serão apresentadas as cores e suas
principais utilizações:

Vermelho: utilizado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio.
Observação – Não deve ser usado na indústria para assinalar PERIGO, por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o
alaranjado (que significa alerta).

Amarelo: deverá ser empregado para indicar CUIDADO. Usado, via de regra, para sinalizar locais onde as pessoas possam “bater contra”, tropeçar, etc., ou ainda
em equipamentos que se desloquem como os veículos industriais. Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar GASES NÃO LIQUEFEITOS.
Observação – Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da
sinalização.
Branco: usado em passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas, direção e circulação, localização e coletores de resíduos; localização de
bebedouros; áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência.
Preto: será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex: óleo lubrificante, óleo combustível, etc.).
Verde: é a cor da segurança e deve ser utilizado para canalizações de água; caixas de equipamento de socorro de urgência; caixas contendo máscaras contra
gases; chuveiros de segurança; lava-olhos; etc.
Laranja: empregado para sinalizar canalizações contendo ÁCIDOS ; partes móveis de máquinas e equipamentos; faces internas de caixas protetoras de
dispositivos elétricos; faces externas de polias e engrenagens; botões de arranque de segurança; prensas.
Púrpura: usada para indicar os perigos provenientes das RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS penetrantes de partículas nucleares.
Cinza claro: usado para identificar canalizações em VÁCUO ;
Cinza escuro: usado para identificar ELETRODUTOS.

Ceará consolida pólo de saneantes


Projeto do Sebrae, SindQuímica e outros parceiros quer consolidar o Pólo de Cosmética e Saneantes do Ceará no Nordeste de forma competitiva e com
produtos de qualidade. Hoje, os dois setores faturam cerca de R$ 156 milhões/ano

Artumira Dutra – Jornal O POVO, 11 de fevereiro de 2006.

O Ceará é autossuficiente na produção de produtos de limpeza em geral. Detergente, sabão em barra e desinfetante produzidos aqui dominam 90% do
mercado. Tecnicamente chamados de saneantes (substâncias ou preparações destinadas à desinfecção, higienização ou desinfestação domiciliar, em
ambientes coletivos e públicos, em lugares de uso comum e no tratamento de água), o setor engloba detergentes, alvejantes, ceras, removedores, sabões,
saponáceos e outros. Apesar do crescimento do segmento, cerca de 20% ao ano, e faturamento anual de R$ 96 milhões, o setor enfrenta problemas,
principalmente com a desregulamentação.

Para se ter uma ideia, existem apenas 15 empresas formais e mais de 50 informais. Além disso, muitas não têm registro na Vigilância Sanitária. O setor de
cosmético, que fatura R$ 60 milhões/ano, tem oito empresas formais e mais de 20 informais.

O Sindicato das Indústrias Químicas do Ceará (SindQuímica), com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros parceiros, vão
executar o Projeto Setorial Cosmética, Perfumaria e Saneantes, de 2006 a 2008, para resolver esses problemas. O diagnóstico dos setores será a primeira fase
do trabalho que terá como parceiros a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, Universidade Federal do Ceará (UFC),
dentre outros.

Além de consolidar o pólo de cosmético e saneantes do Ceará na Região, de forma competitiva e com produtos de qualidade, o projeto visa aumentar o
faturamento em 30% e ainda adequar à legislação todas as empresas participantes.
O presidente do SindQuímica, José Dias de Vasconcelos Filho, comenta que o incentivo à produção caseira tem contribuído para o crescimento irregular do
setor. Ele diz que os produtos não têm eficiência nem eficácia porque não usam a quantidade de bactericida suficiente. “As pessoas estão comprando água
colorida com cheiro”, diz, considerando ainda o prejuízo com o não recolhimento de impostos.

Resumo da Lição

 Nesta lição são descritas as principais regras de segurança a serem adotadas na produção de material de limpeza e deverão ser observadas rigorosamente.
 Os edifícios e as instalações devem obedecer a normas de segurança, concebidas de forma a evitar a ocorrência de acidentes pessoais.
 A sinalização é uma medida de prevenção do risco e do acidente profissional.

 Referências
 ALBERTS, Bruce, et al. Fundamentos da Biologia Celular. 3ª Ed. – Porto Alegre: Artemep, 2011.
 CAMPBELL, Mary K. Bioquímica. trad. Henrique Bunselmeyer … [ et al.]. 3ª.ed. – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.
 CRUZ, R. Experimentos de Química em Microescala – Química Geral e Inorgânica. Editora Scipione, 2ª Edição, 1995.
 CRUZ, R., LEITE, S. ORECCHIO. Experimentos de Ciências em Microescala – Ar, Água e Solo. Editora Scipione, 1996.
 FERNANDES, Adair Antônio. Projeto técnico para fabricação de produtos de limpeza em geral, 1995.
 GUIA Químico. Disponível em: <http://www.guiaquimico.com>. Acesso em 12 de jul. 2007.

 GUYTON, A . C. & Hall. Tratado de Fisiologia Médica. Editora Guanabara Koogan S.A. 10ª Edição. Rio de Janeiro, 2002.
 HESS, S. Experimentos de Química com Materiais Domésticos. Editora Moderna. 1997.
 HIRATA, Mário Hiroyuki. Manual de biosegurança. 1ª ed. São Paulo: Manole, 2002.
 KATZUNG, Bertram G. Farmacologia Básica & Clínica. 8ª edição. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2003.
 KOTZ, John, C. e PAUL TREICHEL, Jr. Química e Reações Químicas. Volumes I e II. Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 4ª Edição, 2002.
 LARINI, Lourival. Toxicologia. São Paulo – SP. 3ª Ed. Editora Manole Ltda, 1997.
 MENDHAM, J. at al. VOGEL Análise Química Quantitativa. 6ª.ed. – Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2002.
 OGA, Seizi, at al. Fundamentos de Toxicologia. 2ª edição – São Paulo: Atheneu Editora, 2003.
 RITTNER, Herman. Sabão: tecnologia e utilização, Editora H. Rittner. São Paulo – SP, 1995.
 SOLOMONS, T. W. Graham, Química Orgânica.vol. 1 e 2 / T. W. Graham Solomons e Craig B.
 Fryhle, trad. Whei Oh Lin 7ª.ed. – Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2001.

 http://fdr.com.br/formacao/2013/
2) INTRODUÇÃO
2.1) Xampu e Condicionador: Ambos possuem, em sua formulação, moléculas de surfactantes. Os xampus e condicionadores diferem, basicamente, na
carga do surfactante: o xampu contém surfactantes aniônicos, enquanto que os condicionadores têm surfactantes catiônicos. Quando o cabelo está sujo, ele
contém óleo em excesso e uma série de partículas de poeira e outras sujeiras que aderem à superfície do cabelo. Esta mistura é, geralmente, insolúvel em
água - daí a necessidade de um xampu para o banho. O surfactante ajuda a solubilizar as sujeiras, e lava o cabelo. Um problema surge do fato de que
surfactantes aniônicos formam complexos estáveis com polímeros neutros ou proteínas, como é o caso da queratina. O cabelo, após o uso do xampu, fica
carregado eletrostaticamente, devido à repulsão entre as moléculas de surfactantes (negativas) "ligadas" à queratina. É aí que entra o condicionador: os
surfactantes catiônicos interagem fracamente com polímeros e proteínas neutras, e são capazes de se agregar e arrastar as moléculas de xampu que ainda
estão no cabelo. Nos frascos de condicionadores existem, ainda, alguns produtos oleosos, para repor a oleosidade ao cabelo, que foi extraída com o xampu.
O cabelo, após o condicionador, fica menos carregado e, ainda, com mais oleosidade. Segundo este critério, não existe xampu "2 em 1", ou seja, uma
formulação capaz de conter tanto um surfactante aniônico como um catiônico. Os produtos encontrados no mercado que se dizem ser "xampu 2 em 1" são,
na verdade, xampus com surfactantes neutros ou, ainda, surfactantes aniônicos com compostos oleosos, que minimizam o efeito eletrostático criado pelo
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xampu normal.

2.2) Fabricação de Xampus: São produtos normalmente fabricados a frio, tendo como principal cuidado o seu sistema de agitação. Evitar a alta agitação,
bem como o uso de hélice naval. Isso faz com que se incorpore muito ar ao produto, aumentando o volume no equipamento, dificultando as análises no
laboratório e também impedindo o envase no mesmo dia, ficando este normalmente para o dia seguinte ou assim que “subir” o ar. Esse tipo de equipamento
pode ser utilizado quando se trabalha sob vácuo, ou seja, não se incorpora ar. Esses equipamentos, no entanto, são caros; só as grandes empresas os têm.

O normal é trabalhar com baixa e controlada agitação. Com relação aos testes de controle de qualidade, o primeiro e mais importante que deve ser feito é o
de pH. Num xampu, normalmente, a viscosidade tem relação com o pH, ou seja, corrige-se o pH até a faixa estabelecida, depois procede-se os demais
testes, como viscosidade, cor, odor, aparência, etc. Não menos importante é a adição de cloreto de sódio para acerto da viscosidade. O excesso dessa
matéria-prima, além de tornar o produto irritante e deixar os cabelos ressecados, pode ter efeito contrário e quebrar a viscosidade, reduzindo-a a zero e com
difícil recuperação do lote.

Obviamente, todos os cuidados de GMP (Boas Práticas de Fabricação) devem ser tomados para evitar a contaminação microbiológica, teste este que deve
(2)
ser efetuado após as análises físico-químicas.
2.2.1) Tipos de Xampus

2.2.1.1) De acordo com a forma de apresentação

1. Líquidos transparentes

1. Cremes líquidos ou loções ou xampus em emulsões

2. Sólidos ou géis: muitos viscosos e com tensoativos concentrados.

3. Oleoso: feitos com compostos sulfonados com características oleosas. (não são utilizados no br)

2.2.1.2) De acordo com a função

1. Para bebês: anfóteros =>sulfossuccinatos.

Não se usa mais xampu espessado comalcanolamidas.

1. Anticaspa: bactericidas e antimicóticos: compostos de amônio quaternário, fenóis, derivados de PVP e I, triclorocarbanilida, derivados do ácido
undecilênio,cetoconazol.

Agentes queratolíticos: ácido salicílico, resorcinol, alantoína

Agentes citostáticos: coaltar, piritionatodezne sulfeto de selênio.


Tabela1 - tipos de xampus para cada tipo de cabelo

2.2.2) Processo de Fabricação

Misturas de tensoativos, conservantes e essências


Adicionar água vagarosamente (+ corantes [sol a 1%] + ativos + conservantes) agitando de maneira contínua.

Acertar o pH

Acertar a viscosidade (NaCl)

Acertar volume

2.2.3) Verificação do Xampu

2.2.3.1) Características organolépticas

Cor, aparência, odor.

2.2.3.2) Características físico-químicas

pH entre 5 e 7.

Viscosidade.

Volume final.

2.2.3.3) Das propriedades cosméticas

Capacidade de limpeza.
Índice de espuma.

2.2.3.4) Das propriedades biológicas

Irritação ocular.

Segurança dermatológica.

2.2.3.5) Identificação e dosagem

2.2.3.5.1) Microbiológica

Atuação do conservante.

Contaminação microbiana.

2.2.3.5.2) Estabilidade

Tempo de estocagem.

Testes de aceleração forçada.

2.3) Rinses e Condicionadores


2.3.1) Funções: Melhorar a penteabilidade (seca e úmida); eliminar o efeito de cabelo ressecado; melhoria do toque, consistência e brilho dos cabelos;
conferir vida, elasticidade, suavidade, volume e corpo aos cabelos

2.3.2) Mecanismo de ação

2.3.2.1)Agindo sobre os sais de Ca insolúveis em água: Brilho e leveza podem ser alterados por lavagens sucessivas. Isto é melhorado por uso de
cremes condicionadores.

Outra provável causa da opacidade capilar após a lavagem é o inchaço da queratina em presença de soluções alcalinas.

2.3.2.2) Rinses para recuperar o volume e maleabilidade: Quando lavados com xampus (tensoativos aniônicos), perdem ou diminuem o volume e
maleabilidade.

(3)
Quando lavados com substâncias catiônicas recuperam estas características.

3) RESSULTADOS E DISCUSSÕES

3.1) PARTE 1: Formulação de xampu de queratina

Ingrediente Composição % em massa

Texapon ® HBN Lauril éter sulfato de sódio 35,00

Dehyton ® KE Cocoamidopropil betaína 6,00


Plantaren ® 2000 Decil poliglucosídeo 2,00

Lamesoft ® PO 65Associação de Cocoglucosídeos e oleato de glicerina 2,00

Deyquart ® 701 Polímero Poliquaternário catiônico 2,00

Nutrilan® Keratin Queratina hidrolisada 1,00

Euperlan BR Lauril éter sulfato de sódio (e) distearato glicólico (e) etanolamida de ácido graxo de coco.4,00

Fragrância 0,30

NaCl qs (~ 2%)

Bronidox L5 Associação de propilenoglicol e 5-bromo-5-nitro-1, 3-dioxano. 0,20

Água qsp 100

3.1.1) Procedimento experimental da PARTE 1

MISTURA A:

Em um béquer, pesamos oTexapon.

Em outro béquer, misturaramos o Deyton, Plantaren e Lamesoft. Homogeneizamos bem com a bagueta.
Adicionamos a mistura do item 2 no béquer contendo o Texapon.

Homogeneizamos bem com a bagueta.

MISTURA B:

Em outro béquer, pesamos a água.

Adicionamos o Deyquart 701 e homogeneizamos.

Adicionamos a MISTURA A na MISTURA B e homogeneizamos.

Adicionamos o Nutrilan, bronidox e a fragrância e homogeneizamos.

Adicionamos o Euperlan e homogeneizamos

Ajustamos o pH de modo que fique entre 5,5 e 6,5 com gotas de Solução de NaOH diluído. Onde obtivemos o pH 6,3.

Ajustamos a viscosidade com 2 Gr de NaCl.

3.2) PARTE 2: Formulação de condicionador de queratina

Ingrediente Composição % em massa


Água qsp 100

FASE I - aquosa

Dehyquart ® A-ORCloreto de cetiltrimetilamônio 4,00

Deyquart ® 701 Polímero poliquaternário catiônico3,00

Glycerin Glicerina 2,00

Nipagin Metilparabeno 0,15

FASE II - oleosa

Lanette ® D Álcool cetoestearílico 4,00

Cutina ® CP Palmitato de cetila 1,00

Cegesoft ® TGB Manteiga de cupuaçu 1,00

Nipazol Propilparabeno 0,05

FASE III

Nutrilan® Keratin Queratina hidrolisada 1,00


Fragrância 0,30

3.2.1) Procedimento experimental da PARTE 2

MISTURA A:

Pesamos num béquer a água

Adicionamos os componentes da FASE I

Homogeneizamos com agitador mecânico, aquecendo em chapa até 75 ºC, sob agitação constante e BAIXA (para evitar aeração).

Mantemos a 75 ºC enquanto preparar a MISTURA B.

MISTURA B:

Em outro béquer, pesamos os componentes da FASE II.

Homogeneizamos com bagueta, aquecendo em chapa até 75 ºC, sob agitação constante.

Adicionamos a MISTURA B na MISTURA A, a 75 ºC, sob agitação mecânica constante.

Mantemos a 75 ºC por 10 minutos, sob agitação mecânica.

Desligamos o aquecimento e mantemos a agitação até atingir temperatura ambiente.


Adicionamos os componentes da FASE III e homogeneizamos.

4) ANÁLISES DOS RESULTADOS

4.1) Descrição técnica dos componentes das formulações, características e função de cada formulação do Xampu e do Condicionador:

1. Xampu:

Texapon HBN (Lauril éter sulfato de sódio)

Característica: É um tensoativo aniônico dos mais empregados na Indústria de Cosmética e Farmacêutica pelas suas propriedades e versatibilidade.
Apresenta-se na forma de um líquido incolor e transparente na temperatura ambiente, podendo turvar ou ser cristalizar em temperatura abaixo de 5 ºC. É de
origem sintética, mais a principal matéria prima é de origem natural, obtida dos ácidos graxos de côco, babaçu ou palmiste.

Função: Tem alto poder de divergência, espuma e limpeza, sendo utilizado nas formulações cosméticas de shampoos de todos os tipos e formas (shampos
perolados, transparentes, anti-caspas, condicionadores, etc...), sabonetes líquidos, espuma de banhos, shower gel, creme de barbear, creme dental,
sabonete líquido anticéptico para linha hospitalar, loções anticépticas de limpeza, sal de banho líquido, etc...

Dehyton KE (Cocoamidopropil Betaína)

Característica: É um surfactante anfotérico.

Função: É uma excelente propriedade de formação de espuma, regulador de viscosidade, umectante, condicionador e anti-estático. São recomendados em
combinação com outros surfactantes, especialmente os aniônicos, na formulação de condicionadores, shampoos, sabonetes líquidos e em barra.
Concentração recomendada: 3 a 6%.
Plantaren 2000 (Decil Poliglucosídeo)

Característica: É um princípio ativo conhecido como surfactante, que apresenta excelentes propriedades detergentes.

Função: Contribui para a limpeza das feridas sem irritar a pele.

Lamesolf PO 65 (Associação de Cocoglucosídeos e oleato de glicerina)

Característica: Composto com base alquil poliglicosídeo e ácido graxo mono glicerídeo transparente a ligeiramente amarelado e viscoso.

Função: O produto é utilizado preferencialmente como potenciador da camada lipídica para a produção de surfactante e limpeza. Contribuem para a
formação viscosidade em preparações cosméticas, como géis, espuma banho, shampoos e produtos para bebês.

Deyquart 701 (Polímero Poliquaternário Catiônico)

Característica: Doador de condicionamento que se deposita na solução.

Função: O depósito é alcançado através de um controle entre a sua concentração e a do tensoativo amônico.

Nutrilan Keratin (Queratina hidrolisada)

Característica: é derivada da queratina humana e tem como diferencial seu baixo peso molecular.

Função: permite fácil e rápida penetração nos fios, restaurando e preenchendo as fissuras das partes danificadas dos cabelos.
Euperlan BR (Lauril éter sulfato de sódio (e) distearato glicólico (e) etanolamida de ácido graxo de coco)

Característica: Agente de dispersão perolizante em tensoativo aniônico ativo.

Função: Utilizados nas preparações cosméticas tensoativas.

Fragrância

Característica: perfume, aroma, cheiro e odor produzido por uma substância ou mistura de substâncias, que pode(m) ser de origem natural ou sintética.

Função: Principais modificadores das características organolépticas dos produtos cosméticos e sua função vão além da necessidade de mascarar o odor da
base, que em alguns casos pode ser desagradável.

NaCl

Característica: Sal comum, branco ou incolor.

Função: Agente eletrólito regulador de viscosidade para shampoo.

Água

Característica: Quimicamente podendo ser designada por hidróxido de hidrogênio, monóxido de di-hidrogênio ou aindaprotóxido de hidrogênio.

Função: Veículo de dispersão


1. Condicionador:

Água

Característica: Quimicamente podendo ser designada por hidróxido de hidrogênio, monóxido de di-hidrogênio ou aindaprotóxido de hidrogênio.

Função: Veículo de dispersão

FASE I – aquosa

Dehyquart A-OR (Cloreto de cetiltrimetilamônio)

Característica: é um sal orgânico classificado como tensoativo catiônico utilizado como agente anti - estático, na formulação de condicionadores, cremes
rinse, bálsamos, cremes capilares e fixadores de penteados.

Função: Suaviza e previne o embaraça mento.

Deyquart 701 (Polímero Poliquaternário Catiônico)

Característica: Doador de condicionamento que se deposita na solução.

Função: O depósito é alcançado através de um controle entre a sua concentração e a do tensoativo amônico.

Glycerin (Glicerina)
Característica: É líquido à temperatura ambiente (25 °C), higroscópico, inodoro, viscoso e de sabor adocicado. O nome origina-se da palavra
]
grega glykos (γλυκός), que significa doce. O termo Glicerina refere-se ao produto na forma comercial, com pureza acima de 95%.

Função: Umectante e efeito hidratante. É amplamente utilizado na pele devido a sua capacidade de suavizar devido a sua natureza higroscópica ou a sua
capacidade de atrair água do ar.

Nipagin (Metilparabeno)

Característica: Éster metílico neutro do ácido p-hidroxibenzóico. Pó fino, branco, sem odor e sabor.

Função: Conservante farmacêutico/cosmético empregado principalmente em alimentose formulações tópicas. Conservante solúvel na fase aquosa. Uso
Interno e tópico.

FASE II – oleosa

Lanette D (Álcool cetoestearílico)

Característica: Agente graxo de consistência.

Função: Álcool graxo monovalente, saturado e linear, na faixa entre C 16 e C18, baseado em óleos vegetais renováveis. Agente de consistência e toque em
emulsões para os cuidados da pele e cabelos. Permite a associação a outros doadores de consistência.

Cutina CP (Palmitato de cetila)

Característica:
Função: Em cremes, proporciona suavidade. Emoliente de toque suave, doadorde consistência para cremes, loções e maquiagens.

Cegesolft TGB (Manteiga de cupuaçu)

Característica: 100% orgânico, 100% natural. Pode ser utilizada como matéria-prima. O cupuaçu é considerado o melhor hidratante de todos, pois sua alta
capacidade de absorção de água possibilita a recuperação da umidade natural e a elasticidade da pele.

Função: é um produto de altíssima concentração do ativo, com propriedades altamente hidratantes, nutritivas, emolientes e regeneradoras. Composto em
84% de manteiga de cupuaçu é um produto multiuso, pois podem ser aplicado em áreas mais ressecadas do corpo como mãos pés, joelhos e cotovelos, nos
cabelos - principalmente nas pontas e, até mesmo, em áreas ressecadas do rosto.

Nipazol (Propilparabeno)

Característica: é um conservante empregado principalmente em alimentos e formulações tópicas. Possui amplo espectro de ação contra bactérias Gram-
positivas e Gram-negativas, fungos e leveduras.

Função: solvente, umectante, veiculo (base p/ Perfumes e Cosméticos)

FASE III

Nutrilan Keratin (Queratina hidrolisada)

Característica: é derivada da queratina humana e tem como diferencial seu baixo peso molecular.

Função: permite fácil e rápida penetração nos fios, restaurando e preenchendo as fissuras das partes danificadas dos cabelos.
Fragrância

Característica: perfume, aroma, cheiro e odor produzido por uma substância ou mistura de substâncias, que pode(m) ser de origem natural ou sintética.

Função: Principais modificadores das características organolépticas dos produtos cosméticos e sua função vão além da necessidade de mascarar o odor da
base, que em alguns casos pode ser desagradável.

4.2) Porque a adição de sal aumenta a viscosidade do xampu.

Cloreto de sódioé exatamente o sal de cozinha, que no xampu serve como espessaste, para dar mais viscosidade. O Cloreto de sódio interage com a água e
com as micelas dos tensoativos, formando uma espécie de enlaçamento que dificulta a mobilidade das moléculas, resultando no efeito visual do aumento da
viscosidade.

4.3) Porque a emulsão fase aquosa / fase oleosa do condicionador não separa as fases.

Sendo o condicionador uma emulsão, contêm fase aquosa e fase oleosa, onde é necessária a adição de um agente emulsificante para a estabilização do
produto. Este agente emulsificante tem propriedades lipofílicas e hidrofílicas; onde a afinidade pelas duas fases da emulsão, responsável pela
homogeneização das mesmas.

5) CONCLUSÃO

O xampu e o condicionador foram testados, tendo como resultado um cabelo com brilho e macio, onde podemos notar que a técnica de formulação de
xampu e condicionador foi realizada de forma correta.

6) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1) http://www.cienciaquimica.hpg.com.br/curiosidades/curiosidades - acessado em Outubro de 2009

(2)http://www.racine.com.br/default.asp?UrlSite=conteudo.asp&idpagina=991&IdNavegacao=321&IdPortal=3&IdFerramenta=1 – acessado em Outubro de


2009

(3) http://www.fes.br/disciplinas/far/cosmetologia/6%20aula%202007%20aditivos.pdf – acessado em Outubro de 2009.


 + Referências