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Não existe uma nação rigorosa sem um processo cultural forte. E não existe processo cultural sem autor.

Direito do autor
Dois fatos fundamentais ocorreram no âmbito da sociedade internacional a propiciar transformações e
alterações no direito do autor:
1) evolução de informática a partir da década de 40. Efeito imediato: desmaterialização do suporte físico.
2) benefícios econômicos dos direitos autorais. desconhecia-se quanto valia em dinheiro e o quanto
influencia nos PIB’s dos países.
Tratados fundamentais p/ propriedade intelectual: Tratado de Paris (propriedade industrial) e Tratado de
Bahemem. O Tratado de Trips absorveu o tratado de Bahemem.
Convenção de Roma em 1991 – estabeleceu os pressupostos dos chamados direitos conexos aos direitos do
autor.

Art. 5º, XXVII CF/88 – garantias individuais. Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização,
publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

Direito do autor: conjunto de regras no sentindo de proteger e garantir a criação artística, literária e
científica.
Não é toda criação artística que é protegida.
De que maneira a obra ingressa na esteira protetiva do direito do autor?
Quais obras são protegidas? Obra artística, literária ou científica
Elementos constitutivos da obra:
Forma: existe a criação e a materialização da criação. A criação só se materializa com a sua forma. A obra
na forma de livro, quadro, etc.
Obra original: a originalidade se confunde com aspectos personalíssimos do próprio autor (inteligência,
sensibilidade, forma de encarar o mundo – tudo isso é projetado na obra pelo autor). Se a obra não é
original ela é cópia de outra. Esse é o elemento diferenciador da obra.

A tecnologia trouxe consigo a desacralização (desmaterialização) do corpo físico da obra. A obra se


materializa sob uma determinada forma, mas com a tecnologia as obras vão perdendo o seu corpo físico,
mas ainda assim ela deve estar inserida na esfera de proteção do direito autoral. Ex.: livros digitais.

Lei nº 9.610/98 – Consolidação sobre direitos autorais


Art. 11: o autor é pessoa física criadora da obra literária, artística ou científica.
Par. único: a proteção concedida ao autor poderá aplicar-se às pessoas jurídicas nos casos previstos nesta
lei. Pessoa jurídica não cria nada. Ela não pode ser autora. Quem cria é o ser humano. A PROTEÇÃO é que
poderá ser aplicada às pessoas jurídicas e não a condição de autor.

Art. 12: para se identificar como autor o criador poderá utilizar seu nome civil completo ou abreviado até
por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.

*A autoria pode ser exercida mediante titularidade derivada. Mas isso se convalida apenas por
instrumentos contratuais regulamentados. Transfere-se a utilização do direito do autor. É uma permissão
para exploração patrimonial da criação. A titularidade da obra continua sendo do criador.

Regime de obras
classificação das obras (Art. 5º, VIII da lei nº 9.610/98)
- Obra em coautoria: quando é criada em comum por dois ou mais autores. só se pode admitir a coautoria
quando se tratar de obra do mesmo gênero. Ex.: duas pessoas escrevendo a letra de uma música (mesmo
gênero, criação em sua formação originária. A análise se a obra é em coautoria ou não deve se processar no
nascedouro, na origem da criação e não na obra final.
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A lei estabelecia a figura da obra em colaboração. Essa conceituação é defeituosa, pois ao se falar em
colaboração, não se fala em criação. Quem colabora não cria e quem cria não colabora. O colaborador é
aquele que por ventura venha a digitalizar a obra a pedido do autor.
justaposição Ex.: letra e música. Criação lítero-musical. dois gêneros distintos – o gênero literário e o
gênero musical. Em cima de uma obra pré-existente há uma justaposição de outra. Quando vem outra
pessoa e musicaliza a letra, não é coautoria é justaposição
análise se a obra é em coautoria ou não deve se processar no nascedouro, na origem da criação e não na
obra final que no exemplo acima seria a música final em si.

- Obra anônima: quando não é identificado o nome do autor, por sua vontade, ou por ser desconhecido. não
existe obra sem autor. O fato da obra ser anônima, não quer dizer que aquela obra não tem autoria. Se
uma pessoa quiser fazer uso de uma obra qualquer não identificada, deve-se mencionar de que se trata de
uma obra anônima ou de autor desconhecido.
- Obra pseudônima: quando o autor se oculta sob nome suposto.
- Obra póstuma: publicada após a morte do autor.
- Obra originária: é aquela que não sofreu nenhuma transformação. É a criação primígena.
- Obra derivada: É aquela obra que, constituindo criação intelectual nova, resulta da transformação de obra
originária. Pode-se adotar como sinônimo a expressão transformação.
Ex.: Dona Flor e seus dois maridos – obra original é literária de autoria de Jorge Amado, virou novela (obra
em uma linguagem audiovisual. A Rede Globo só poderia fazê-lo com expressa autorização do autor da
obra originária (Jorge Amado ou seus descendentes)
Ex.: tradução da obra literária Grande Sertão Veredas de João Rosa para a língua alemã. O tradutor
também precisa ser autorizado pelo autor da obra. O autor da obra pode autorizar quantas traduções
quiser para quantas línguas quiser. Uma autorização para um tradutor específico não impede que o autor
originário autorize outras traduções mesmo que para a mesma língua. A autoria do tradutor (criação
intelectual nova) é em relação à tradução mesmo.

- Obra inédita: é aquela obra que não foi objeto de publicação. Uma obra só pode ser publicada mediante
prévia e expressa autorização do autor.

- Obra coletiva: criada por iniciativa, organização e responsabilidade de uma pessoa física ou jurídica, que a
publica sob o seu nome ou marca e que é constituída pela participação de diferentes autores, cuja
contribuição se fundem numa criação autônoma.
Para o professor a obra coletiva se volta para os programas de computador – software. Não é caso de obra
em coautoria. Hoje os programas de computador são desenvolvidos por grandes conglomerados.
A obra coletiva tem a especificidade de carrear para a sua criação um elenco de criadores técnicos.

*Art. 5º, XXVII: aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas
obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.

- Obra audiovisual: é aquela que resulta da fixação de imagens com ou sem som, que tenha a finalidade de
criar, por meio de sua reprodução, a impressão de movimento, independentemente dos processos de sua
captação, do suporte usado inicial ou posteriormente para fixá-lo, bem como dos meios utilizados para sua
veiculação. Ex.: cinema, novela, mini-série, documentário, séries, programas de televisão, etc.
Do ponto de vista do professor, uma obra audiovisual na verdade é uma justaposição de gêneros (*não é
obra em coautoria). Numa novela, por exemplo, há a trilha sonora, fotografia, cenário, texto, etc. - são
todas obras distintas.

Da autoria das obras intelectuais


Art. 11: autor é a pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica.
Par. único: a proteção concedida ao autor poderá aplicar-se às pessoas jurídicas nos casos previstos em Lei.
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Art. 12: para se identificar como autor, poderá o criador da obra literária, artística ou científica usar de seu
nome civil, completo ou abreviado até por suas iniciais, de pseudônimo ou qualquer outro sinal
convencional.

Art. 13: considera-se autor da obra intelectual, não havendo prova em contrário, aquele que, por uma das
modalidades de identificação referidas no artigo anterior, tiver, em conformidade com o uso, indicada ou
anunciada essa qualidade na sua utilização.
A autoria da obra pode ser negada.
Ex.: Skank e Michel Teló.
A autoria pode ser exercida mediante titularidade derivada; transfere-se os direitos, o que não significa
dizer que a pessoa está derrogando da titularidade originária da obra; está permitindo somente a
exploração da obra, através de instrumentos, como por exemplo, um contrato. A derivação é uma
constante. Pode-se adotar como sinônimo a expressão transformação. É aquela obra que, constituindo
criação intelectual nova, resulta da transformação de obra originária. Ex.: novela de um livro; tradução de
um livro.

Art. 14: é titular (*titularidade derivada) de direitos de autor quem adapta, traduz, arranja ou orquestra
obra caída no domínio público, não podendo opor-se a outra adaptação, arranjo, orquestração ou
tradução, salvo se for cópia da sua.

Aula 29/02
*falávamos da figura do autor.

Art. 15 ao 17 – coautoria. A obra em coautoria já vimos. O professor já manifestou a sua opinião sobre ela
(*mesmo gênero; justaposição).

Art. 15: a coautoria da obra é atribuída àqueles em cujo nome, pseudônimo ou sinal convencional for
utilizada.
§1º: não se considera coautor quem simplesmente auxiliou o autor na criação da obra, revendo-a,
atualizando-a, fiscalizando ou dirigindo a sua edição ou apresentação por qualquer meio. Esse parágrafo
distingue o autor do colaborador.
§2º: ao coautor, cuja contribuição possa ser utilizada separadamente, são asseguradas todas as faculdades
inerentes à sua criação como obra individual, vedada, porém, a utilização que possa acarrear prejuízo à
exploração da obra comum.
Isso para o caso da obra em coautoria, quando puder ser separada em duas ou mais obras individualmente
consideradas. É facultado ao autor de cada uma das obras utilizá-la como obra individual, salvo se trouxer
prejuízo para a obra comum. Não pode prejudicar a obra em coautoria já pré-existente.

Art. 16: são coautores da obra audiovisual o autor do assunto ou argumento literário, musical ou lítero-
musical e o diretor.
Par. único: consideram-se coautores de desenhos animados os que criam os desenhos utilizados na obra
audiovisual.
 Visão do professor: coautoria apenas para obras do mesmo gênero. Se não é justaposição.

Art. 17: obra coletiva. É assegurada às participações individuais em obras coletivas.


§1º: qualquer dos participantes, no exercício de seus direitos morais, poderá proibir que se indique ou
anuncie seu nome na obra coletiva, sem prejuízo do direito de haver a remuneração contratada.
§2º: cabe ao organizador a titularidade dos direitos patrimoniais sobre o conjunto da obra coletiva.
§3º: o contrato com o organizador especificará a contribuição do participante, o prazo para entrega ou
realização, a remuneração e demais condições para sua execução.
*obra coletiva: programas de software.

Registro das obras intelectuais


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As obras não precisam ser registradas para serem protegidas. Ao final do texto com o “ponto final” já há
proteção pelo direito do autor, desde que presentes os elementos vistos acima (obra literária, artística ou
científica; forma e originalidade).
O registro é eminentemente declaratório. É faculdade do autor. Serve apenas para dar precedência. Pode
ser discutido e revisto a qualquer tempo. Se registro meu livro, esse registro pode ser revisto a qualquer
tempo.
Ao passo que o registro, no direito do autor, é meramente declaratório, na propriedade industrial ele é
constitutivo de direitos.
Mas por que é aconselhável o registro da obra? Garante-se a precedência. Mas se eu não quiser, não sou
obrigado a registrar nenhuma obra minha. Precedência significa que eu primeiro registrei a obra.

Art. 18: a proteção aos direitos de que trata esta Lei independe de registro.
Art. 19: é facultado ao autor registrar a sua obra no órgão público definido no caput e no §1º do art. 17 da
Lei nº 5.988/73.

Direito moral e patrimonial do autor


São as sapatas que sustentam toda a proteção do autor.
Art. 22: pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.
Art. 23: os coautores da obra intelectual exercerão, de comum acordo, os seus direitos, salvo convenção
em contrário.

Direito moral do autor


Art. 24: são direitos morais do autor:
I- o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
II- o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na
utilização de sua obra.
Incisos I e II: direitos de paternidade de nominação da obra. Não posso suprimir o nome do autor da obra.
O simples fato de ser publicada uma obra sem que se mencione o nome/pseudônimo/sinal convencional do
autor, já enseja ação indenizatória sem necessidade de comprovação de dano (dano in repsia).

III- o de conservar a obra inédita (*obra inédita é aquela que não foi publicada). O ineditismo é uma
faculdade do direito moral do autor. Apenas eu, na qualidade de autor, posso autorizar, de forma prévia e
expressa, a publicação da minha obra.

IV- o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de
qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;
Protege-se a obra em sua integridade, tal como ela foi concebida. Ela não pode ser destruída ou
modificada. Ampara-se a ofensa à honra e ao nome do autor.
Quando uma pessoa compra uma tela ela não tem o direito de destruí-la, de modificá-la. Não comprei
apenas o suporte físico da obra, mas comprei a obra em si mesma.
Não é possível separar o suporte físico (moldura) da criação.
Não é qualquer modificação que ensejará a indenização. A modificação deve ser significativa.

V- o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;


O autor pode modificar a obra, desde que não prejudique terceiros. Se a modificação ensejar prejuízo a
terceiros, deverá haver indenização a eles.

VI- o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a
circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;
Exige-se prova consubstanciada de ofensa à reputação e à imagem do autor. Ainda que isso se dê, é
obrigado a indenizar terceiros, com o prejuízo que se causou com a retirada de circulação da obra.
Ex.: ao retirar um livro de circulação, mesmo havendo ofensa à reputação e imagem do autor comprovada,
ele deverá indenizar a editora prejudicada.
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VII- o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de
outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua
memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será
indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.

§1º: por morte do autor, transmite-se a seus sucessores os direitos a que se referem os incisos I a IV. Ou
seja, paternidade, ineditismo e integridade da obra.
Com a morte do autor, os herdeiros não passam a incorporar os direitos autorais como se deles fossem
donos. Eles ingressam no exercício dos direitos autorais, nos termos estabelecidos pela legislação. Os
herdeiros não podem atuar da forma que achar que devem. É muito comum que os herdeiros se
apresentem de maneira arrogante como se fossem proprietários da obra.
Se o autor em vida manifestou a vontade e desejo de não modificar a sua obra, entende-se que os
herdeiros também não poderão fazê-lo. Mas o autor nem estará aqui. Ele nem “ficará sabendo”. A
modificação acontecerá de qualquer jeito, caso todos os herdeiros estejam de acordo. Salvo se houver
divergência entre os herdeiros.

§2º: compete ao Estado a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público. A obra cai em
domínio público quando inexistir herdeiros, testamento ou legado.

§3º: nos casos dos incisos V e VI ressalvam-se as prévias indenizações a terceiros, quando couberem. No
caso de modificação e retirada de circulação da obra o autor deverá indenizar terceiros prejudicados.

Art. 27: os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis.

Aula 07/03
Questão das obras na rede de internet. Aqui também deve haver proteção aos direitos do autor.
Desmaterialização do suporte físico da obra. *Aqueles que disponibilizam as suas obras no youtube
dificilmente conseguirão retirar.

Trabalho do advogado na propriedade intelectual: defesa dos interesses e direitos dos autores. Esses
direitos DEVEM ser respeitados. O direito moral do autor abarca possibilidades que não só a doutrina e o
próprio legislador de 1998 previram para proteger a obra e permitir ao autor que ele viva dos frutos da
percepção daquilo que criou. Sua vida foi voltada à criação artística, literária ou científica.

*Quando coloco uma música do Gilberto Gil para tocar no meu computador enquanto lavo a louça, isso
deve ser protegido e custará um preço (ou deveria custar).

Direitos patrimoniais do autor:


Art. 28 da lei: o autor tem o direito exclusivo de utilizar, usufruir e dispor de sua obra.
Pela Constituição, apenas o autor pode autorizar a utilização, publicação e comercialização da obra. *mas
os herdeiros fazem isso se quiser, após a morte do autor.

Art. 29: reforço do art. 28: depende de autorização prévia e expressa do autor a utilização da obra em
qualquer modalidade: reprodução parcial ou integral da obra, edição da obra (*não apenas do ponto de
vista gráfico, mas toda possibilidade de se editar a obra), tradução para qualquer idioma, inclusão em
fonograma (suporte físico comercializado pela indústria do CD), produção audiovisual, distribuição. X:
quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas.
Esse art. 29 inclui todas as modalidades de utilização de uma obra.

Mecanismos de controle da utilização da obra: existem vários.


Ex.: Execução pública musical: qualquer que seja a música tocada no território nacional enseja o
pagamento de direitos autorais. Mas foi desenvolvido um sistema para a execução musical.
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*Geralmente o salão de festa cobra os direitos autorais, mediante cláusula contratual. Em caso de não
pagamento, o órgão entra contra o espaço e contra o usuário porque há aqui solidariedade, porque ambos
se beneficiaram da música. O órgão que cobra é o ECAD: Escritório Central de Arrecadação e Distribuição
de Diretos Autorais. Veremos como se dá o mecanismo de controle e de cobrança de direitos autorais na
execução pública musical mais para frente.

Art. 30: o autor pode dispor da sua criação. No exercício do direito de reprodução, o titular dos direitos
autorais poderá colocar à disposição do público a obra, na forma, local e pelo tempo que desejar, a título
oneroso ou gratuito.
§1º: o direito de exclusividade de reprodução não será aplicável quando ela for temporária e apenas tiver o
propósito de tornar a obra, fonograma ou interpretação perceptível em meio eletrônico ou quando for de
natureza transitória e incidental, desde que ocorra no curso do uso devidamente autorizado da obra, pelo
titular.
Obra de natureza incidental ou temporária: ex.: Caetano Veloso vem a BH fazer um show no Palácio das
Artes. Os ingressos são colocados a venda, e o jornal anuncia. Chegando à véspera do show os músicos vão
ao teatro e juntamente com a banda passam o som (teste). Nessa passagem é muito comum o afluxo da
imprensa para fixar o show, torná-lo perceptível em meio eletrônico. Essa fixação é temporária, mas só se
perfaz com prévia e expressa autorização do autor. Serve para dar mais publicidade ao show que virá.

§2º: em qualquer modalidade de reprodução, a quantidade de exemplares será informada e controlada,


cabendo a quem reproduzir a obra a responsabilidade de manter os registros que permitam, ao autor, a
fiscalização do aproveitamento econômico da exploração.
Para o professor, para se ter um controle do número de exemplares reproduzidos deve haver um controle
cibernético, digital, se não esse §2º é letra morta.

Art. 4º: interpretam-se restritivamente os negócios jurídicos sobre os direitos autorais. Os direitos do autor
não comportam interpretação lato sensu.
Art. 31: as diversas modalidades de utilização de obras literárias, artísticas ou científicas ou de fonogramas
são independentes entre si, e a autorização concedida pelo autor, ou pelo produtor, respectivamente, não
se estende a quaisquer das demais.
O art. 31 c/c art. 4º da lei diz que cada autorização de utilização da obra é independente entre si. Se eu,
autora de uma novela, autorizo a globo a transmiti-la, essa autorização não se estende ao teatro, por
exemplo. Não fosse assim, os autores seriam naturalmente desconstituídos das suas obras.

*As criações permitem diferentes modalidades de proteção.

Coautoria – possibilidade de ruptura das obras em coautoria. Quando as obras são indivisíveis, a questão só
se resolve mediante acordo de maioria. É o mesmo que ocorre com o condomínio. O acordo deverá ser
documentado.
Art. 32: quando uma obra feita em regime de coautoria não for divisível, nenhum dos coautores, sob pena
de responder por perdas e danos, poderá, sem consentimento dos demais, publicá-la ou autorizar-lhe a
publicação, salvo na coleção de suas obras completas.
§1º: havendo divergência os coautores decidirão por maioria.
§2º: ao coautor dissidente é assegurado o direito de não contribuir para as despesas de publicação,
renunciando a sua parte nos lucros, e o de vedar que se inscreva seu nome na obra.
§3º: cada coautor pode, individualmente, sem aquiescência dos outros, registrar a obra e defender os
próprios direitos contra terceiros.

Art. 33: ninguém pode reproduzir obra que não pertença ao domínio público a pretexto de anotá-la,
comentá-la ou melhorá-la, sem permissão do autor. Par. único: os comentários ou anotações poderão ser
publicados separadamente.
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Art. 34: as cartas missivas (*escrita de caráter privado, por meio do qual se faz uma comunicação com outra
pessoa), cuja publicação está condicionada à permissão do autor, poderão ser juntadas como documento
de prova em processos administrativos e judiciais.

Art. 35: quando o autor, em virtude de revisão, tiver dado à obra versão definitiva, não poderão seus
sucessores reproduzir versões anteriores.
Apesar disso, se o autor morrer, e não havendo divergência entre os herdeiros, eles farão o que bem
entenderem, infelizmente. Havendo divergência vai para a Justiça. Mas mesmo assim a lei põe a salvo as
atitudes do autor.

Art. 36: o direito de utilização econômica dos escritos publicados pela imprensa, diária ou periódica, com
exceção dos assinados ou que apresentem sinal de reserva, pertence ao editor, salvo convenção em
contrário.
§1º: a autorização para utilização econômica dos artigos assinados, para publicação em diários e
periódicos, não produz efeito além do prazo da periodicidade acrescido de 20 dias, a contar de sua
publicação, findo o qual recobra o autor o seu direito.
Terminado o prazo (diário ou periódico), há um prazo de periodicidade de 20 dias. Dentro desse prazo o
editor poderá utilizar-se economicamente dos artigos publicados e assinados pelo autor.
Não interessa ao jornal publicar o artigo constantemente.

Aula 14/03 – TANIA


Art. 37: a aquisição de um exemplar original, não confere ao adquirente os direitos do autor, salvo
convenção em contrário entre as partes e os casos previsto nesta Lei. Não tem direito de reproduzi-la. Não
pode comercializá-la. *direito moral do autor: art. 24, VII.

Art. 38: Direito de sequencia. Se adquiro uma obra de arte de um determinado autor. Se vou revendê-la,
tem que dar 5% da diferença do preço que comprou pelo preço que vendeu, para o autor.
O autor tem o direito, irrenunciável e inalienável, de perceber, no mínimo, 5% sobre o aumento do preço
eventualmente verificável em cada revenda de obra de arte ou manuscrito, sendo originais, que houver
alienado. Par. único: caso o autor não perceba o seu direito de sequencia no ato de revenda, o vendedor é
considerado depositário da quantia a ele devida, salvo se a operação for realizada por leiloeiro, quando
será este o depositário.

Art. 39: casamento do autor: tem que vir explicitado no contrato antinupcial, para a esposa ter direitos
patrimoniais do autor. Os direitos patrimoniais do autor, excetuados os rendimentos resultantes de sua
exploração, não se comunicam, salvo pacto antenupcial em contrário.

Art. 40: tratando-se de obra anônima (*quando nao é identificado o nome do autor, por sua vontade ou
por desconhecimento) ou pseudônima (*quando o autor se oculta sob nome suposto) caberá a quem
publicá-la o exercício dos direitos patrimoniais do autor. Par único: o autor que se der a conhecer assumirá
o exercício dos direitos patrimoniais, ressalvados o direitos adquiridos por terceiros.
Obra anônima/pseudônimo: cabe a quem publica-lá o direito de autor. Se tiver menção de que aquela obra
é de autor desconhecido, não terá direito quem publicá-la.
Exploração a revelia do verdadeiro autor, deve-se acertar com o verdadeiro autor.
A questão da boa fé é fundamental. Se vc publica, mas diz que é de autor desconhecido, pode-se arguir a
boa fé.

*Obras caídas em domínio público: morre o autor, e ele não deixou testamento, herdeiros, a obra cai em
domínio público, todos podem fazer uso dessa obra sem autorização.

Art. 41: os direitos patrimoniais do autor perduram por 70 anos contados de 1º de janeiro do ano
subsequente ao de seu falecimento, obedecida a ordem sucessória da lei civil. Par. único: aplica-se à obras
póstumas (*publicadas após o falecimento do autor) o prazo de proteção a que alude o caput.
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Para o professor esse prazo (70 anos) tinha que ser maior, ou nem ter prazo.

Art. 42: quando a obra realizada em coautoria for indivisível, o prazo será contado da morte do último dos
coautores. Par. único: acrescer-se-ão aos dos sobreviventes os direitos do coautor que falecer sem
sucessores.

Art. 43: será de 70 anos o prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre as obras anônimas ou
pseudônimas (*os direitos patrimoniais de autor cabe a quem as publicar), contado de 1º de janeiro do ano
imediatamente posterior ao da primeira publicação.

Art. 44: o prazo de proteção aos direitos patrimoniais sobre obras audiovisuais e fotográficas será de 70
anos, a contar de 1º de janeiro do ano subsequente ao de sua divulgação.

Decorrido esse prazo de proteção aos direitos patrimoniais a obra CAI EM DOMÍNIO PÚBLICO.

Art. 45: além das obras em relação às quais decorreu o prazo de proteção aos direitos patrimoniais (70
anos), pertencem ao domínio público:
I- as de autores falecidos que nao tenham deixado sucessores;
II- as de autor desconhecido (*se ele se der a conhecer passará a exercer os direitos patrimoniais),
ressalvada a proteção legal aos conhecimentos étcnicos e tradicionais (*conhecimentos guardados nas
sociedades primitivas e vai passando esse conhecimento entre as gerações / tradição oral dos
antepassados).

Domínio público vem em relação a obra em face do autor que não deixou herdeiros.
Existem obras que são gravadas por outras pessoas por direitos conexos a direitos de outros autores.
Se um autor grava uma música de alguém que ja morreu e já caiu em domínio público, ele deve receber os
seus direitos de intérprete.
Direito de intérprete é diferente de direito de quem escreveu a música.

Licenças Legais – caso em que a utilização da obra é permitida, mesmo sem a autorização prévia e expressa
do autor.
Você pode utilizar uma obra desde que cite o nome do autor, nome da obra, onde e quando foi publicado -
não constitui ofensa aos direitos autorais.
Não há como proteger a notícia alinhavado a algum repórter: ele apenas publica fato do cotidiano.
Artigo/informativo = laboro intelectual. Se menciona o autor e onde publicado não tem problema. *não
precisaria da autorização prévia e expressa do autor.
Não pode apropriar do trabalho sem indicação da fonte, nome do autor, etc.
Meio eletrônico: também tem que informar onde e quem fez. Ex.: colocar a logomarca do canal que detém
o direito sobre o jogo.
Diários/periódicos/discursos em reuniões públicas:
Reprografia: reprodução de textos através de máquinas de xerox. Nem a editora, nem o autor recebem,
quando se tira xerox de um livro. Copista = dono da máquina e quem pede para tirar o xerox, a faculdade
que mantém a máquina.
Citação em livros, jornais e revistas ou qualquer outro meio de comunicação: indicando nome do autor,
origem da obra.
Citação tem um critério/tem regras. Tem que colocar entre aspas.

Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais (licenças legais):
I- a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos,
com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;
b) em diários ou periódicos, de discursos pronunciados em reuniões públicas de qualquer natureza;
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c) de retratos, ou de outra forma de representação da imagem, feitos sob encomenda, quando realizada
pelo proprietário do objeto encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles representada ou de
seus herdeiros (*direito de imagem);
d) de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a
reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer
suporte para esses destinatários;
II- a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista (Xerox), desde que
feita por este, sem intuito de lucro;
III- a citação em livros, jornais, revistas ou qualquer outro meio de comunicação, de passagens de qualquer
obra, para fins de estudo, crítica ou polêmica, na medida justificada para o fim a atingir, indicando-se o
nome do autor e a origem da obra.

Aula 21/03
(continuação licenças legais)
Art. 46: não constitui ofensa aos direitos autorais:
IV- o apanhado de lições em estabelecimentos de ensino por aqueles a quem elas se dirigem, vedada sua
publicação, integral ou parcial, sem autorização prévia e expressa de quem as ministrou. As lições dos
professores dadas em sala de aula podem ser ou não gravadas e transmitidas. Depende de autorização do
professor.
V- a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas, fonogramas e transmissão de rádio e televisão em
estabelecimentos comerciais, exclusivamente para demonstração à clientela, desde que esses
estabelecimentos comercializem os suportes ou equipamentos que permitam a sua utilização. Esse é um
dispositivo frágil.
VI- a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins
exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro.
A representação teatral ou a execução musical em ambiente familiar (casa) não se paga direitos autorais.
Se não há intuito de lucro direto ou indireto, não haverá pagamento de direitos autorais. Ex.: se um colégio
privado coloca uma música no pátio, durante o recreio, o professor entende que é execução pública
musical, porque o colégio tem interesse lucrativo, e aí ele teria que pagar direitos autorais.
VII- a utilização de obras literárias, artísticas ou científicas para produzir prova judiciária ou administrativa;
VIII- a reprodução, em quaisquer obras, de pequenos trechos de obras pré-existentes, de qualquer
natureza, ou de obra integral, quando de artes plásticas, sempre que a reprodução em si não seja o
objetivo principal da obra nova e que não prejudique a exploração normal da obra reproduzida nem cause
um prejuízo injustificado aos legítimos interesses dos autores. Não há um critério para distinguir o que
sejam pequenos trechos. Se vou publicar um livro sobre as obras de Picasso, deverei reproduzir as suas
obras em sua integralidade. Regra dos 3 passos.

Art. 47: paráfrases e paródias. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções
da obra originária nem lhe implicarem descrédito.
O professor não concorda muito com as paródias; ele entende que elas devem ser muito engraçadas para
valer a pena. A paródia é sempre jocosa. A paráfrase é a forma de se dizer a mesma coisa, de forma
diferente. Mário de Andrade utiliza muito bem a paráfrase. O professor entende que na paráfrase ocorre
uma denegrição da obra original.

Art. 48: as obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser representadas
livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos audiovisuais. *reproduzidas não.
Ex.: Cristo Redentor em biquínis. Representação é diferente de reprodução. O Cristo Redentor não pode ser
mais reproduzido em estátuas. A representação é diferente. Posso simplesmente silcar uma fotografia do
Cristo em uma camisa, sem problema.

Encerrado o direito do autor, passaremos à discussão sobre o direito de imagem.

Direito de imagem
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O direito da imagem nasce no CC de 1916 no art. 666, X. A pessoa podia se opor à representação de seu
retrato. “Representação” é a expressão utilizada. Não havia outra proteção, do ponto de vista legal, senão
esse dispositivo.
Porque o direito de autor contribui decisivamente para o direito de imagem? Porque o direito do autor
protege o fotógrafo, a sua obra fotográfica e, por óbvio, ele pode eventualmente reproduzir a imagem de
uma pessoa. O fotógrafo só pode reproduzir a imagem de uma pessoa, quando ela autorizar.

Art. 46, I, “c” – não constitui ofensa aos direitos autorais, a reprodução de retratos, ou de outra forma de
representação da imagem, feitos sob encomenda, quando realizada pelo proprietário do objeto
encomendado, não havendo a oposição da pessoa neles representada ou de seus herdeiros.

Efígie (imagem do rosto da pessoa) é uma das possibilidades de representação da imagem. A lei de 1973
tratava apenas da representação da efígie, mas a lei de 1998 diz qualquer forma de representação da
imagem (*não só o rosto).

O direito da imagem se reparte em dois campos:


1. Reprodução de uma pessoa: parte de seu corpo ou todo ele. É o direito de imagem objeto.
2. Colhimento da trajetória da pessoa desde o seu nascimento até a sua morte (biografia).

O legislador esteve atento ao advento das novas tecnologias e das possibilidades de reprodução da imagem
física do indivíduo.

Direito de arena: existia na lei de 1973. Nasceu para remunerar o atleta que participava da competição. O
direito fica vinculado ao clube a que o atleta se vincula. O gandula, o árbitro teriam direito ao direito de
arena para aparecer na transmissão do jogo? Não. O direito de arena foi excluído.

A divulgação da imagem da pessoa com fins lucrativos sem autorização dela implica em locupletamento
ilícito.

Art. 48: as obras situadas permanentemente em logradouros públicos podem ser representadas
livremente, por meio de pinturas, desenhos, fotografias e procedimentos audiovisuais. Ex.: estátua de uma
pessoa famosa na praça. Isso não implica que a representação da imagem da pessoa possa ser feita à
revelia de sua autorização.

Art. 79: o autor da obra fotográfica tem direito a reproduzi-la e colocá-la à venda, observadas as restrições
à exposição, reprodução e venda de retratos, e sem prejuízo dos direitos de autor sobre a obra fotografada,
se de artes plásticas protegidas.
§1º: a fotografia, quando utilizada por terceiros, indicará de forma legível o nome do seu autor.
§2º: é vedada a reprodução de obra fotográfica que não esteja em absoluta consonância com o original,
salvo prévia autorização do autor.
Art. 90: tem o artista intérprete ou executante o direito exclusivo de, a título oneroso ou gratuito, autorizar
ou proibir: incisos. §2º: a proteção aos artistas intérpretes ou executantes estende-se à reprodução da voz
e imagem, quando associadas às suas atuações. Ex.: ator de teatro, novela, cinema.

Art. 5º X CF/88:
X- são invioláveis a honra e a imagem das pessoas, cabendo indenização por dano moral ou material.
XXVII- aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar.
XXVIII- são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas,
inclusive nas atividades desportivas. Carece de lei infraconstitucional regulamentando. No campo da
participação individual em obra coletiva ela veio. No que diz respeito às atividades desportivas veio o
direito de arena, apesar de hoje ser inutilizado.
11

b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem
aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas.

*O professor entende que só pode existir biografia de pessoa morta.

O dano à imagem é in repsia (*não carece de demonstração de efetivo prejuízo). Não precisa demonstrar,
bastando a violação da imagem para que a indenização seja cabível.

Aula 28/03
Transferência dos direitos autorais
Na vigência da lei de 1973 dois fatos foram marcantes. Um dos artigos estabelecia que quando a pessoa
jurídica (PJ) fosse organizadora do processo criativo a ela pertenceria os direitos autorais. Foi uma lei que
veio em plena ditadura militar, sem a audiência dos interessados. Ou seja, a PJ poderia ser detentora de
direitos autorais, desde que fosse a organizadora do processo criativo. Isso é uma aberração. A PJ é uma
ficção jurídica. Além disso, a lei dizia que nas modalidades de transferência do direito de autor, além das
previstas na legislação civil, umas das modalidades seria a cessão de direitos. A cessão de direitos foi um
mecanismo de supressão e de confisco de direitos autorais. A cessão de direitos autorais sempre foi firmada
pela indústria cultural como uma cessão universal de direitos. Nesse todos os direitos firmados em contrato
eram transferidos definitivamente para o cessionário e ficava o cedente a míngua. O cessionário passa a ser
o detentor de direitos autorais e faz com a obra o que quiser.
Ex.: criador do Superman – cessão de direitos autorais – foi completamente esquecido.

*A relação entre artista e utilizador de sua obra não é igualitária, mesmo com a boa-fé. Vários autores
brasileiros foram despossuídos de suas obras, em função da cessão de direitos autorais.

Na atual lei incluiu-se a figura do licenciamento e da concessão para uso. Com a cessão transfiro os meus
direitos ao cedente. Desaparece a figura do cedente e surge a figura do cessionário. Na concessão,
autoriza-se a utilização do trabalho e pode-se autorizar que mais empresas façam uso dele, sem que se
elimine esse trabalho do portfólio de criação do autor.

A cessão de direitos autorais não interessa ao autor, principalmente se for em caráter universal (*nesta se
transfere todos os direitos e o cessionário fica à míngua).

Art. 49: os direitos de autor poderão ser total ou parcialmente transferidos a terceiros, por ele ou por seus
sucessores, a título universal ou singular, pessoalmente ou por meio de representantes com poderes
especiais, por meio de licenciamento, concessão, cessão ou por outros meios admitidos em Direito,
obedecidas as seguintes limitações: *Licença e concessão são autorizações de uso.
I- a transmissão total compreende todos os direitos de autor, salvo os de natureza moral (*direitos morais
de autor são intransmissíveis e irrenunciáveis) e os expressamente excluídos por lei. Os direitos morais são
personalíssimos e inalienáveis.
II- somente se admitirá transmissão total e definitiva dos direitos mediante estipulação contratual escrita –
é uma defesa do autor. A estipulação deve ser prévia e expressa - por escrito.
III- na hipótese de não haver estipulação contratual escrita, o prazo máximo será de 5 anos (*prazo de
transferência).
IV- a cessão será válida unicamente para o país em que se firmou contrato, salvo estipulação em contrário.
V- a cessão só se operará para modalidades de utilização já existentes à data do contrato;
VI- não havendo especificações quanto à modalidade de utilização, o contrato será interpretado
restritivamente (*art. 4º e art. 31), entendendo-se como limitada apenas a uma que seja aquele
indispensável ao cumprimento da finalidade do contrato.
*O que está fora do contrato está fora do mundo.

Art. 50: a cessão total ou parcial dos direitos do ator, que se fará sempre por escrito, presume-se onerosa.
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Art. 51: a cessão de direitos de autor sobre obras futuras abrangerá, no máximo, o período de 5 anos.
Par. único: o prazo será reduzido a 5 anos sempre que indeterminado ou superior, diminuindo-se, na
devida proporção, o preço estipulado.

Art. 52: a omissão do nome do autor, ou de co-autor, na divulgação da obra não presume o anonimato ou a
cessão de seus direitos.

Da utilização das obras intelectuais e dos fonogramas


Capítulo I - Da edição
A lei veio privilegiar a edição gráfica. Cria-se um texto que é submetido a um conselho editorial da editora.
Será aprovado para ser publicado em livro, que circulará economicamente. O autor especificará em quais
condições a sua obra poderá ser divulgada. Basicamente esse é o processo editorial.
O livro não possui a mesma vida de outras obras. Tem um tempo para cair no gosto da população, salvo
quando for autor já consagrado. Ex.: livros de Harry Poter.

Contrato de edição – há alguns elementos a serem observados (art. 53). O universo editorial não abre mão
fácil de seus direitos de ganho sobre a obra vendida, sob argumento de que é ele que sofre com os gastos
da edição, podendo ter volta ou não. O processo editorial é um risco – o autor poderá ser ou não vitorioso
e a sua obra poderá ou não ser bem comercializada no mercado.

Art. 53: mediante contrato de edição, o editor, obrigando-se a reproduzir e a divulgar a obra literária,
artística ou científica, fica autorizado, em caráter de exclusividade, a publicá-la e a explorá-la pelo prazo e
nas condições pactuadas com o autor (EDITOR – AUTOR).
Par. único: em cada exemplar da obra o editor mencionará:
I- o título da obra e seu autor; não existe obra sem título, nem obra sem autor.
II- no caso de tradução, o título original e o nome do tradutor (*obra derivada);
III- o ano de publicação;
IV- o seu nome ou marca que o identifique.

Art. 54: pelo mesmo contrato pode o autor obrigar-se à feitura de obra literária, artística ou científica em
cuja publicação e divulgação se empenha o editor. Possibilidade da contratação de uma obra sob
encomenda. Há editoras que encomendam as obras aos autores dentro de um prazo.

*edição: é a reprodução de exemplares de forma controlada.

Art. 55: em caso de falecimento ou de impedimento do autor para concluir a obra, o editor poderá:
I- considerar resolvido o contrato, mesmo que tenha sido entregue parte considerável da obra;
II- editar a obra, sendo autônoma, mediante pagamento proporcional do preço;
III- mandar que outro a termine, desde que consintam os sucessores e seja o fato indicado na edição.
Tema nebuloso: se o autor em vida manifestou-se contrário à alteração da obra originária por ele escrita,
mas os herdeiros autorizam as editoras a alterar a obra e firmam com elas contrato de alteração. É um
problema, mas ocorre e o fato passará batido. Havendo, contudo, divergência entre os herdeiros aí tem
briga - justiça.
Par. único: é vedada a publicação parcial se o autor manifestou a vontade de só publicá-la por inteiro ou se
assim o decidirem seus sucessores. *mas se os herdeiros quiserem o contrário ocorrerá normalmente.

Art. 56: entende-se que o contrato versa apenas sobre uma edição, se não houver cláusula expressa em
contrário.
Par. único: no silêncio do contrato, considera-se que cada edição se constitui de 3.000 (três mil)
exemplares. 1 edição = 3000 exemplares.
Quando firmado o contrato de edição gráfica, é importante que se fixe o número de exemplares da obra
que serão reproduzidos pelo editor. Pra quê isso? Para controle do próprio editor e do autor – saber se o
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pagamento de direitos autorais está sendo respeitado. Há uma diferença fundamental entre o que
representa edição e tiragem. Os contratos de obras gráficas tendem a promover essa confusão.
Edição é o teto de reprodução que se estabelece no contrato – ex.: mil exemplares. Tiragem:
independentemente do teto, o editor pode inicialmente fazer uma tiragem de 150 exemplares. E depois
fazer uma outra de tiragem de mais 150. Ainda poderá reproduzir 700 exemplares, até se chegar ao teto.
Ex.: edição de 1mil exemplares – posso fazer 10 tiragens de 100 exemplares.

Para que a obra literária caia no gosto da população demora. O trabalho de divulgação é feito muitas vezes
boca a boca.

Art. 57: o preço da retribuição será arbitrado, com base nos usos e costumes, sempre que no contrato não
a tiver estipulado expressamente o autor.

Art. 58: se os originais forem entregues em desacordo com o ajustado (*em caso de obra sob encomenda)
e o editor não os recusar nos 30 dias seguintes ao do recebimento, ter-se-ão por aceitas as alterações
introduzidas pelo autor.

Art. 59: quaisquer que sejam as condições do contrato, o editor é obrigado a facultar ao autor o exame da
escrituração na parte que lhe corresponde, bem como a informá-lo sobre o estado da edição. Essa é uma
regra que não se aplica.

Art. 60: ao editor compete fixar o preço da venda, sem, todavia, poder elevá-lo a ponto de embaraçar a
circulação da obra.

Art. 61: o editor será obrigado a prestar contas mensais ao autor sempre que a retribuição deste estiver
condicionada à venda da obra, salvo se prazo diferente houver sido convencionado.
Nem sempre as prestações de contas se dão mensalmente. Poderão se dar trimestralmente ou
semestralmente. Num mês não há um retrato real da venda do livro. Por isso, a prestação de contas nem
sempre revela a realidade.

Art. 62: a obra deverá ser editada em 2 anos da celebração do contrato, salvo prazo diverso estipulado em
convenção. O professor entende que esse prazo é muito longo.
Par. único: não havendo edição da obra no prazo legal ou contratual, poderá ser rescindido o contrato,
respondendo o editor por danos causados.

Art. 63: enquanto não se esgotarem as edições a que tiver direito o editor, não poderá o autor dispor de
sua obra, cabendo ao editor o ônus da prova.
§1º: na vigência do contrato de edição, assiste ao editor o direito de exigir que se retire de circulação
edição da mesma obra feita por outrem (*direito de exclusividade).
§2º: considera-se esgotada a edição quando restarem em estoque, em poder do editor, exemplares em
número inferior a 10% do total da edição.

Art. 64: somente decorrido um ano de lançamento da edição, o editor poderá vender, como saldo
(*promoção), os exemplares restantes, desde que o autor seja notificado de que, no prazo de 30 dias, terá
prioridade na aquisição dos referidos exemplares pelo preço de saldo.
O editor não pode simplesmente, pelo fato do livro não estar cumprindo a sua trajetória econômica,
colocá-lo em saldo. Apenas se decorrido 1 ano do lançamento da edição, notificado o autor.

Art. 65: esgotada a edição, e o editor, com direito a outra, não a publicar, poderá o autor notificá-lo a que o
faça em certo prazo, sob pena de perder aquele direito, além de responder por danos.

Art. 66: o autor tem o direito de fazer, nas edições sucessivas de suas obras, as emendas e alterações que
bem lhe aprouver.
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Par. único: o editor poderá opor-se às alterações que lhe prejudiquem os interesses, ofendam sua
reputação ou aumentem sua responsabilidade.

Art. 67: se, em virtude de sua natureza, for imprescindível a atualização da obra em novas edições, o
editor, negando-se o autor a fazê-la, dela poderá encarregar outrem, mencionando o fato na edição.

Aula 04/04 – 1ª prova

Prof. Hidelbrando
1ª prova: 04/04 (prova aberta sem consulta – 3 questões valendo 10 pts cada com limite de linhas).
2ª prova: 02/05 (prova aberta sem consulta – 3 questões valendo 10 pts cada com limite de linhas). Matéria
cumulativa.

Aula 11/04 – TANIA


Lei 9.610/98
- Artes plásticas – art. 77: o autor de artes plásticas, ao alienar sua obra, não dá o direito de reproduzi-la.
O direito de reproduzir é direito exclusivo do autor. A proteção fortalece a condição do autor de que sua
obra não pode ser reproduzida.
- Alguém reproduz um exemplar de escultura e comercializa esse exemplar: só o autor pode autorizar essa
reprodução.
- As obras em logradouros públicos podem ser representadas! E não reproduzidas.

- Art. 79: obra fotográfica: só o autor tem direito de reproduzi-la e colocá-la a venda.
- Se fotografa obra plástica, só pode ser reproduzida mediante autorização do artista plástico.
- A fotografia tem que necessariamente, se utilizada, conter o nome do fotógrafo.
- A obra só pode ser publicada como concebida.
- Direito de integridade da obra fotográfica: tem que publicá-la na sua integridade – abolsuta consonancia
com o fotografia original.

- Art. 80: Fonogramas = suporte físico que os produtores de vídeo e de música negociam. CDs.

- Utilização da obra audiovisual: art 81 - autorização do autor ou do intérprete implica consentimento para
sua utilização econômica.
- Art. 81: cada cópia tem que ter o nome da obra, nome dos diretores, ano de publicação, nome e marca
do produtor, nome dos intérpretes.
- Art. 82: o contrato de produção áudio-visual deve conter a remuneração aos artistas, tempo e forma de
pagamento, prazo de conclusão, responsabilização do produtor. Contrato de natureza laboral.
- Execução pública musical: órgão carregado pela cobrança da execução da música, em novelas, em
teatros, baile de formatura, etc (ECAD).

- Bases de dados: protegidas na esteira do direito autoral. Para o professor, não constitui obra. Art. 87.
Vedada a reprodução da disposição de bases de dados sem autorização do detentor dos direitos
patrimoniais da base de dados, bem como tradução, reordenação.

Da Utilização da Obra de Arte Plástica


Art. 77. Salvo convenção em contrário, o autor de obra de arte plástica, ao alienar o objeto em que ela se
materializa, transmite o direito de expô-la, mas não transmite ao adquirente o direito de reproduzi-la.
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Art. 78. A autorização para reproduzir obra de arte plástica, por qualquer processo, deve se fazer por
escrito e se presume onerosa.

Da Utilização da Obra Fotográfica


Art. 79. O autor de obra fotográfica tem direito a reproduzi-la e colocá-la à venda, observadas as restrições
à exposição, reprodução e venda de retratos (*direito de imagem), e sem prejuízo dos direitos de autor
sobre a obra fotografada, se de artes plásticas protegidas.
§1º A fotografia, quando utilizada por terceiros, indicará de forma legível o nome do seu autor.
§2º É vedada a reprodução de obra fotográfica que não esteja em absoluta consonância com o original,
salvo prévia autorização do autor (*direito de integridade da obra fotográfica).

Da Utilização de Fonograma
Art. 80. Ao publicar o fonograma, o produtor mencionará em cada exemplar:
I- o título da obra incluída e seu autor;
II- o nome ou pseudônimo do intérprete;
III- o ano de publicação;
IV- o seu nome ou marca que o identifique.

Da Utilização da Obra Audiovisual


Art. 81. A autorização do autor e do intérprete de obra literária, artística ou científica para produção
audiovisual implica, salvo disposição em contrário, consentimento para sua utilização econômica.
§1º A exclusividade da autorização depende de cláusula expressa e cessa 10 anos após a celebração do
contrato.
§2º Em cada cópia da obra audiovisual, mencionará o produtor:
I- o título da obra audiovisual;
II- os nomes ou pseudônimos do diretor e dos demais co-autores;
III- o título da obra adaptada e seu autor, se for o caso;
IV- os artistas intérpretes;
V- o ano de publicação;
VI- o seu nome ou marca que o identifique.
VII- o nome dos dubladores.
Art. 82. O contrato de produção audiovisual deve estabelecer *contrato laboral:
I- a remuneração devida pelo produtor aos co-autores da obra e aos artistas intérpretes e executantes,
bem como o tempo, lugar e forma de pagamento;
II- o prazo de conclusão da obra;
III- a responsabilidade do produtor para com os co-autores, artistas intérpretes ou executantes, no caso de
co-produção.
Art. 83. O participante da produção da obra audiovisual que interromper, temporária ou definitivamente,
sua atuação, não poderá opor-se a que esta seja utilizada na obra nem a que terceiro o substitua,
resguardados os direitos que adquiriu quanto à parte já executada.
Art. 84. Caso a remuneração dos co-autores da obra audiovisual dependa dos rendimentos de sua utilização
econômica, o produtor lhes prestará contas semestralmente, se outro prazo não houver sido pactuado.
Art. 85. Não havendo disposição em contrário, poderão os co-autores da obra audiovisual utilizar-se, em
gênero diverso, da parte que constitua sua contribuição pessoal.
Parágrafo único. Se o produtor não concluir a obra audiovisual no prazo ajustado ou não iniciar sua
exploração dentro de 2 anos, a contar de sua conclusão, a utilização a que se refere este artigo será livre.
Art. 86. Os direitos autorais de execução musical relativos a obras musicais, lítero-musicais e fonogramas
incluídos em obras audiovisuais serão devidos aos seus titulares pelos responsáveis dos locais ou
estabelecimentos a que alude o §3º do art. 68 desta Lei, que as exibirem, ou pelas emissoras de televisão
que as transmitirem.

Da Utilização de Bases de Dados


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Art. 87. O titular do direito patrimonial sobre uma base de dados terá o direito exclusivo, a respeito da
forma de expressão da estrutura da referida base, de autorizar ou proibir:
I- sua reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo;
II- sua tradução, adaptação, reordenação ou qualquer outra modificação;
III- a distribuição do original ou cópias da base de dados ou a sua comunicação ao público;
IV- a reprodução, distribuição ou comunicação ao público dos resultados das operações mencionadas no
inciso II deste artigo.

Aula 18/04
Direito de intérprete (direitos conexos)
No passado não havia como fixar a interpretação a ponto de tê-la com você. A tecnologia não havia se
desenvolvido a esse ponto. Hoje a interpretação teatral, musical pode ser fixada em vídeos de celulares,
por exemplo. Antes eu ia ao teatro, assistia ao espetáculo e guardava apenas na minha memória. Hoje com
as tecnologias eu posso assistir a um espetáculo a qualquer momento, cuja interpretação foi fixada. Toda
vez que se fixar, gravar a interpretação de artistas e músicos, estes serão detentores de direitos conexos de
autor. O intérprete possui direitos conexos de autor, quando a sua interpretação For fixada (gravada).

A banda no palco, no show do Queen não possui direitos conexos, mas sim cachê. A banda recebe pelo
espetáculo. Se, contudo, a banda for tocada no Morumbi e o espetáculo for gravado, haverá necessidade
de autorização prévia e expressa da gravação, e haverá direitos conexos de autor.

Os direitos conexos de autor foram constituídos e criados graças ao poderio econômico dos produtores
fonográficos e a rádio difusão.

Ex.: a TV Globo tem todos os direitos sobre a obra “O Velho Chico”. É uma programação dela. Investiu para
fazer a novela, pagou os artistas, etc. Mas ela não possui direito autoral, e nem direito de intérprete. Mas
se a Globo passar a novela novamente no Vale a Pena Ver de Novo gera direitos de intérprete aos artistas
da novela. Eles receberão uma porcentagem novamente. No contrato da novela já deve vir previsto a
possibilidade de reapresentação.

 Os intérpretes SÓ TERÃO DIREITOS SE A SUA APRESENTAÇÃO FOR FIXADA (gravada).

*Os direitos conexos, se gravados pertencem à orquestra e não ao Palácio das Artes.
*A banda que vai tocar na formatura receberá cachê e não direitos conexos de autor (direito de intérprete).
Mas se a banda for contratada para tocar na formatura, mas a apresentação for ser gravada, aí ela terá
direitos de intérprete.
*Os direitos conexos só são gerados quando se fixa, quando se grava a apresentação.

Não há hipótese de se confundir o intérprete com o autor da obra, em que pese os intérpretes estarem tão
bem protegidos quanto os próprios autores. Os intérpretes são tão importantes quanto os autores. Para
que Romeu e Julieta saia do livro é preciso que os personagens se encarnem em intérpretes em
movimento.
Lembrando que só haverá direito conexo num teatro, por exemplo, quando a apresentação FOR GRAVADA.
Se não haverá cachê.

Art. 89: as normas relativas ao direito de autor, aplicam-se, no que couber aos direitos dos artistas
intérpretes ou executantes, dos produtores fonográficos e das empresas de radiodifusão.
Par. único: a proteção desta Lei aos direitos previstos neste artigo deixa intactas e não afeta as garantias
asseguradas aos autores das obras literárias, artísticas ou científicas.
O legislador quis dizer de forma clara que direito de autor não é a mesma coisa que direito conexo.

Art. 90: intérprete colocado no mesmo patamar do autor. Tem o artista intérprete ou executante o direito
exclusivo de, a título oneroso ou gratuito, autorizar ou proibir:
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I- a fixação (*gravação) de suas interpretações ou execuções: pode ser que o autor cumule direitos autorais
e direitos de intérprete. Ex.: Gilberto Gil – autor das canções e intérprete das suas próprias canções,
quando o seu espetáculo for gravado.
II- a reprodução, a execução pública e locação de suas interpretações ou execuções fixadas: existem lojas
que locam CDs contendo obras musicais, por exemplo.
III- a radiodifusão de suas apresentações ou execuções, fixadas ou não. Quando a rádio transmite alguma
música ela paga direitos autorais – ECAD (*ou deveria pagar).
IV- a colocação à disposição do público de suas interpretações ou execuções, de maneira que qualquer
pessoa a elas possa ter acesso, no tempo e no lugar que individualmente escolherem;
V- qualquer outra modalidade de utilização de suas interpretações ou execuções não prevista em lei.
§1º: quando na interpretação ou na execução participarem vários artistas, seus direitos serão exercidos
pelo diretor do conjunto. Quando o primeiro violino responde pela orquestra é apenas para facilitação das
negociações. É apenas uma questão de conforto.
§2º: a proteção aos artistas intérpretes ou executantes estende-se à reprodução da voz e imagem, quando
associadas às suas atuações. Se faço uso da imagem de um artista no exercício de sua apresentação, deve-
se ter autorização prévia e expressa.

Estamos falando de direitos exercidos pelas gravadoras e pelo sistema de rádio difusão (rádio e televisão).
A eles pertencem a sua apresentação diária.

Toda vez que se fixar uma interpretação de um determinado artista deve-se pagar direitos conexos.

Art. 91. As empresas de radiodifusão poderão realizar fixações de interpretação ou execução de artistas
que as tenham permitido para utilização em determinado número de emissões, facultada sua conservação
em arquivo público.
Parágrafo único. A reutilização subsequente da fixação, no País ou no exterior, somente será lícita
mediante autorização escrita dos titulares de bens intelectuais incluídos no programa, devida uma
remuneração adicional aos titulares para cada nova utilização.

Art. 92: aos intérpretes cabem os direitos morais de integridade e paternidade de suas interpretações,
inclusive depois da cessão dos direitos patrimoniais, sem prejuízo da redução, compactação, edição ou
dublagem da obra de que tenham participado, sob a responsabilidade do produtor, que não poderá
desfigurar a interpretação do artista.
Par. único: o falecimento de qualquer participante de obra audiovisual, concluída ou não, não obsta sua
exibição e aproveitamento econômico, nem exige autorização adicional, sendo a remuneração prevista
para o falecido, nos termos do contrato e da lei, efetuado a favor do espólio e dos sucessores.
O professor acha que a redação do caput desse artigo é pífia. Quando se faz a edição, compactação de uma
sessão de novela estar-se-ia diante de um afronta aos direitos morais dos intérpretes? Não, uma novela
muitas vezes é muito longa e precisa ser reduzida, compactada.

O direito de autor recai exclusivamente sobre a criação da obra. Os direitos conexos são devidos quando
existir uma fixação, uma gravação da interpretação ou execução.

Geralmente, nas obras musicais, teatrais já existe uma obra pré-existente.

Comunicação pública das obras musicais


Qualquer que seja a obra musical ou lítero-musical (*existem obras musicais com e sem letras), executada
em território nacional impõe-se duas condições:
1. Autorização de utilização;
2. Para que sejam utilizadas impõem necessariamente o pagamento de direitos autorais.

No passado, surgiu uma sociedade autoral com o objetivo de administração do Grande Direito -
recolhimento dos direitos autorais dos dramaturgos brasileiros. O número de casas de teatro é muito mais
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fácil de ser monitorado do que a reprodução musical. A música era considerada o pequeno direito. Ainda
não se tinha uma tecnologia voltada para a gravação e reprodução da música, como ocorre hoje em dia. As
audições eram na maioria das vezes ao vivo no rádio. Até que surge a tecnologia do vinil – as indústrias do
disco começaram a se estabelecer no Brasil. Os direitos autorais dos músicos precisavam ser preservados. A
música se incorpora e se avoluma de tal forma, que passa a ser o grande direito. Contudo, para o controle e
exercício dos direitos os músicos precisavam se organizar em sociedades. Tabelas de preços autorais. Mas
essas tabelas se diferenciavam muito umas das outras em cada sociedade. Era necessário movimentar o
universo a fim de dar estabilidade e harmonia ao sistema.

A base da pirâmide são as sociedades autorais.


O compositor, intérprete brasileiro poderia outorgar uma procuração para a sociedade autoral de sua
escolha. Esta passava a administrar o seu repertório musical. Para que o compositor, intérprete seja
contemplado pelos direitos autorais de execução pública musical necessariamente tem que ingressar no
sistema.
O ECAD surge em 1973 em face das contradições das tabelas de preços autorais emitidas pelas sociedades.
O ECAD foi criado por lei (escritório de arrecadação e distribuição de direitos autorais). O ECAD é uma
entidade PRIVADA, sem fins lucrativos, não tem nada a ver com o Estado. É uma criação das sociedades
autorais brasileiras da época. Veio com o objetivo de estabelecer um preço único para utilização dos
repertórios. Tornou-se a sociedade das sociedades.

Topo: autor brasileiro.

Aula 25/04
(continuação)
Execução pública: é a execução de qualquer música nacional o qual depende de pagamento de direitos
autorais.
*O sistema não começou a valer de agora. Começou em 1916, contemporâneo ao Código Civil. Nessa época
foi criada a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais. Não havia tecnologia a propiciar a utilização das obras.
A sociedade administrava o grande direito, que era o direito dos dramaturgos. Os direitos dos dramaturgos
eram mais fáceis de ser controlados – havia número determinado de salas e de artistas. Do ponto de vista
da música, ela se irradiava através dos programas de auditórios – 2 centros de radiação de música no Brasil.
A partir do momento que surge tecnologia do vinil, apta a se gravar músicas num suporte físico, a história
muda. Essa tecnologia criou novas situações e motivou o surgimento das gravadoras. Fixava-se num master
de titânio com sulcos as canções interpretadas nos estúdios, e a fita era levada para a fábrica para ser
prensada no vinil. A partir daí surgem direitos. A gravadora gravava a interpretação, comercializa num
suporte físico as gravações e o direito do autor? Para a proteção desses direitos começou a proliferar várias
sociedades autorais para administrar esses direitos. O grande direito, que antes era o dos dramaturgos,
passa a ser pequeno direito, e a música passa a ser o grande direito. Sistema de radiodifusão (rádio e
televisão).

As contradições começam a surgir. A natureza jurídica dessas sociedades é privada sem finalidade lucrativa
e que têm por objetivo agregar autores e compositores que as escolhem, ingressam mediante procuração,
e passa a administrar o repertório musical.
As sociedades criavam a tabela dos direitos autorais de execução pública e impunham ao público
consumidor o pagamento. Mas como cada sociedade estabelecia o preço, o público consumidor de música
passou a ficar confundido, porque os preços eram variados. Era preciso organizar esse universo. Perdia o
autor, o compositor nacional e o consumidor de música.

Em 1973, ainda sob o regime ditatorial, veio a Lei n. 5.988/73, trazendo a obrigatoriedade das sociedades
existentes constituírem escritório central e arrecadação e distribuição de direitos autorais – ECAD. É uma
entidade PRIVADA criada pelas sociedades autorais e pertence aos compositores brasileiros. É uma
entidade que decide quanto vai se pagar a título de direito de autor e em quais circunstâncias em todo o
território nacional.
19

O pé da pirâmide é o ECAD e o topo é o Conselho.

As críticas formuladas ao ECAD são sem fundamentos.

Não se pode examinar a execução pública nacional sem se considerar a base da pirâmide (sociedades
autorais), o sistema de rádio difusão (*grande número de parlamentares são proprietários de redes AM e
FM e não pagam direitos autorais e isso gera uma inadimplência altíssima).

O ECAD não é uma empresa qualquer. A última arrecadação bateu a marca de 1milhão de reais. Tem, por
óbvio, toda uma organização. Aqueles que denigrem o ECAD, o fazem sem fundamento.

Os autores que recebem pela execução pública musical devem ser fundamentalmente executados. Equivale
dizer que a regra estabelecida pela execução pública musical exige que o autor e o intérprete estejam em
franca execução.

O Brasil não arrecada tudo que deveria de direitos autorais pela execução pública nacional. A grande
inadimplência advém das rádios.

A execução pública nacional é apenas um item dos direitos autorais no campo da música.

A máquina de arrecadação e distribuição dos direitos autorais é a máquina possível e não a máquina ideal.
O sistema deve ser aperfeiçoado e melhorado.

A tabela de preços é publicada no Diário Oficial da União.

A música é um direito de propriedade sem discussão.

*se compro um CD já estou pagando direito autorais. Se ponho o CD para tocar na minha residência não
terei que pagar nada ao ECAD por óbvio. Mas se colocar esse CD para tocar em um espaço público, aí sim
terei que pagar direitos autorais.

Art. 68: sem prévia e expressa autorização do autor não poderão ser utilizadas obras em representações e
execuções públicas.
§1º representação pública: é a utilização de obras teatrais no gênero drama, tragédia, comédia, ópera,
opereta, balé, pantomimas e assemelhadas, musicadas ou não, mediante a participação de artistas,
remunerados ou não, em locais de frequência coletiva ou pela radiodifusão, transmissão e exibição
cinematográfica.
§2º execução pública: é a utilização de composições musicais ou lítero-musicais, mediante a participação
de artistas, remunerados ou não, ou a utilização de fonogramas e obras audiovisuais, em locais de
frequência coletiva, por quaisquer processos, inclusive a radiodifusão ou transmissão por qualquer
modalidade, e a exibição cinematográfica.
§3º: frequência coletiva: teatros, cinemas, salões de baile, consertos, boates, bar, clubes, lojas, estádios,
circos, feiras, restaurantes, hotéis, hospitais, órgãos públicos, ou onde quer que se represente ou execute
obras. Ou seja, QUALQUER que seja a localidade haverá pagamento de direitos autorais.
§4º: previamente à utilização da obra o empresário deverá apresentar ao ECAD a comprovação dos
recolhimentos dos direitos autorais.

Art. 99. A arrecadação e distribuição dos direitos relativos à execução pública de obras musicais e lítero-
musicais e de fonogramas será feita por meio das associações de gestão coletiva criadas para este fim por
seus titulares, as quais deverão unificar a cobrança em um único escritório central para arrecadação e
distribuição (ECAD), que funcionará como ente arrecadador com personalidade jurídica própria e observará
os §§ 1º a 12 do art. 98 e os arts. 98-A, 98-B, 98-C, 99-B, 100, 100-A e 100-B.
20

§1º O ente arrecadador organizado na forma prevista no caput não terá finalidade de lucro e será dirigido e
administrado por meio do voto unitário de cada associação que o integra.
§2º O ente arrecadador e as associações a que se refere este Título atuarão em juízo e fora dele em seus
próprios nomes como substitutos processuais dos titulares a eles vinculados.
§3º O recolhimento de quaisquer valores pelo ente arrecadador somente se fará por depósito bancário.

Quem está na condução dos recolhimentos dos direitos autorais é o próprio autor brasileiro em última
análise. Ele é apenas representado pelo ECAD.
A música é um bem pertencente a quem é de direito. Porque o autor não pode cobrar pela utilização do
seu bem? Esse é o seu trabalho. É o seu “ganha pão”. Nada mais justo que ele receba pela reprodução e
utilização de suas músicas.

Propriedade Intelectual (3ª prova)


Prof. Hidelbrando
1ª prova: 04/04 (prova aberta sem consulta – 3 questões valendo 10 pts cada com limite de linhas).
2ª prova: 02/05 (prova aberta sem consulta – 3 questões valendo 10 pts cada com limite de linhas). Matéria
cumulativa.
3ª prova: 13/06

Aula 09/05
*falávamos sobre execução pública musical. Direitos conexos. Etc.

Violações aos direitos autorais


As sanções decorrentes das violações dos direitos autorais se dão em 2 campos:
- Penal: no CP é previsto os crimes contra a propriedade intelectual. No CPP há um pré-procedimento que
permite que se aponte a autoria e materialidade, sem os quais não se chega à queixa-crime (*busca e
apreensão). São infrequentes, contudo, os pedidos de apuração de crimes contra a propriedade intelectual.
Os inventores estão muito mais preocupados com a sanção no âmbito civil (indenização), do que na
capitulação do tipo penal da conduta do infrator. Pré-procedimento: pedido de busca e apreensão dos
objetos que contém as cópias, as paródias com ridicularização da obra, etc. Haverá a perícia. Com todos os
indícios de autoria e materialidade e com o laudo pericial impetra-se a queixa-crime (crime de ação penal
privada).

- Civil: indenização. É a ação que mais é utilizada. Há também a diligência de busca e apreensão no âmbito
cível. Contudo, havendo prova da autoria e da materialidade não há necessidade da busca e apreensão. Já
entro direto com o pedido de indenização.

*contou os processos em que atuou.

Art. 103 (Lei 9.610/98).


Par único.

O STF disse que a reprodução do bilhete lotérico não é uma reprodução gráfica. Afasta a aplicabilidade do
art. 103 sob esse fundamento. Mas não sendo ele uma reprodução gráfica seria ele o quê? Eletrônica? É
claro que é reprodução gráfica.

Aula 16/05 – perdi. PEGAR.

Aula 23/05
*falávamos dos programas de computador. Continuação do registro. Lei n. 9.609/
21

O autor pode optar por registrar apenas parte do programa, não necessariamente ele todo. O registro do
programa se faz com absoluto sigilo. Caso o juiz precise da prova, poderá requerê-la junto ao INPI ou o
próprio titular.

Art. 4º e parágrafos: os programas de computador que são desenvolvidos no âmbito da empresa mediante
insumos e toda a infraestrutura da empresa pertencem com exclusividade à empresa, salvo estipulação em
contrário. Não adianta o técnico dizer que desenvolveu parte do programa com seus próprios insumos, em
sua própria casa. Se a pessoa utilizou o espaço da empresa para desenvolver o programa, ele pertencerá à
empresa.
§1º: ressalvado ajuste em contrário, a compensação do trabalho ou serviço prestado limitar-se-á à
remuneração ou ao salário convencionado.
§2º: pertencerão com exclusividade ao empregado os direitos concernentes à programas de computador
gerados sem a utilização de recursos e informações tecnológicas, segredos industriais, ou equipamentos do
empregador.
§3º: o tratamento previsto no artigo será aplicado nos casos em que os programas de computador forem
desenvolvidos por bolsistas, estagiários.

O empregador pode estimular de seus empregados a produção de programas de computador que visem ao
desenvolvimento da empresa.

Art. 6: não constituem ofensas aos direitos do titular dos programas de computador:
I- a reprodução, em um só exemplar, de cópia legitimamente adquirida, desde que se destine à cópia de
salvaguarda ou armazenamento eletrônico, hipótese em que o exemplar original servirá de salvaguarda;
II- a citação parcial do programa para fins didáticos, desde que identificados o programa e o titular dos
direitos respectivos;
III- a ocorrência de semelhança de programa a outro, preexistente, quando se der por força das
características funcionais de sua aplicação, da observância de preceitos normativos e técnicos, ou de
limitação de forma alternativa para a sua expressão;
IV- utilização de aplicativos de caráter universal indispensáveis ao usuário, desde que para uso exclusivo de
quem a promoveu.

Da garantia aos usuários de programa de computador


Art. 7: o contrato de licença de uso de programa de computador, o documento fiscal correspondente
(*prova de que o detentor do PC deverá apresentar de que o programa não é pirata e que foi devidamente
adquirido), os suportes físicos do programa ou as respectivas embalagens deverão consignar, de forma
facilmente legível pelo usuário, o prazo de validade técnica da versão comercializada.
É necessário mencionar o prazo porque a própria lei estabelece que se o programa for melhorado, as
versões que o sucederem deverão ser fornecidas àqueles que contratam a prestação dos serviços.

*Comprado um PC na loja, na caixa não é possível verificar quem participou da confecção e criação do
programa. Quando se abre o programa hoje também não se menciona os criadores.

*Se o programa é comercializado na loja incide sobre ele o ICMS. É considerado mercadoria. Mas se o
programa é desenvolvido ainda que comercializado incidirá o ISS.

Art. 8: desenvolvimento do programa, novas versões - havendo contrato de prestação de serviços relativos
a esse PC, os avanços deverão ser ofertados ao contratado.

Contratos de licença de uso, de comercialização e de transferência de tecnologias


Art. 9: o uso de programas de computador no País será objeto de contrato de licença.
Par. único:

*Documento fiscal: prova única de que adquiri o PC pela via da legalidade.


22

Art. 10: proteção do titular dos direitos e daquele que comercializa.


§1º: serão nulas as cláusulas que:
I- limitem a produção, a distribuição ou a comercialização, em violação às disposições normativas em vigor;
II- eximam qualquer dos contratantes das responsabilidades por eventuais ações de terceiros, decorrentes
de vícios, defeitos ou violação de direitos de autor.
§2º:

Art. 11:
Par. único:

Código Penal: norma penal em branco: violação de direito autoral. A norma penal em branco exige o
preenchimento de conteúdo especial a fim de lhe dar validade. Este conteúdo é dado pela lei 9.609 em seu
art. 12.

Das infrações e das penalidades


Art. 12: violar direitos de autor de programa de computador:
Pena: detenção de 6 meses a 2 anos ou multa.
§1º: se a violação consistir na reprodução, por qualquer meio, de programa de computador, no todo ou em
parte, para fins de comércio, sem autorização expressa do autor de quem o represente:
Pena: reclusão de 1 a 4 anos e multa.
§2º: na mesma pena incorre quem vende, expõe a venda, introduz no País, adquire, oculta ou tem em
depósito, para fins de comércio, original ou cópia de programa de computador, produzido com violação de
direito autoral.
§3º: nos crimes neste artigo, somente se procede mediante QUEIXA, salvo:
I-
II-
§4º: no caso do inciso II do par. anterior, a exigibilidade do tributo, ou contribuição social e qualquer
acessório, processar-se-á independentemente de representação.

Art. 13: rito do CPP – pré-prova. Pré-procedimento para se provar a autoria e materialidade = diligência de
busca e apreensão.

Art. 14
§1º: cumulado com perdas e danos.
§2º: independentemente de ação cautelar preparatória, o juiz poderá conceder medida liminar proibindo
ao infrator a prática de ato incriminado, nos termos desse artigo.
§3º:
§4º:

Propriedade industrial
Lei n. 9.279.
- Universo marcário.
- Mundo das patentes.
Patentes: processos químicos, mecânicos, engenharia, modelos de utilidade e desenhos industriais. Pode
haver coautoria.
*Banco patentário do INPI.

O invento não pode ser divulgado antes de ser registrado, se não o invento cai em domínio público.

É patenteado o invento que contiver: novidade, atividade inventiva e aplicação industrial.


Novidade: é a lei quem define. É o que não está constituído no estado da técnica.
Art. 8 e 11 e ss.
23

Estado da técnica:

Art. 12:

*pedido de prioridade.

Propriedade industrial: o produto tem natureza utilitária voltada para indústria, produção, comércio e
prestação de serviços. É constitutiva de direito. A propriedade industrial é gerida pelo INPI; é uma
autarquia federal, que está acoplada na estrutura do Ministério da Indústria e Comércio. Não possui verba
advinda do tesouro nacional. Vive dos emolumentos que cobra em consonância com a tabela que
estabelece. Tem como pano de fundo a CONCORRÊNCIA LEAL. O Estado protege os bens de propriedade
industrial, porque após um tempo adquire o banco patentário, e isso demonstra desenvolvimento de
tecnologia, o que traz progressos sociais. Não protege apenas pelos interesses dos inventores. O inventor
adquire a proteção do Estado por um tempo (*temporário) e depois o produto cai no domínio do INPI,
formando o banco patentário.
A marca sinaliza o produto. O que é importante não é a marca, o sinal distintivo em si, mas o produto
vendido por aquela marca. Ex.: Mac Donalds.

A lei de propriedade intelectual tem como objetivo prevenir o Estado de outorgar um direito àquele que
não utilize o produto/serviço. Ou seja, deve haver efetiva utilização.

Para que se tenha proteção exclusiva do invento, devo registrar o meu pedido no INPI e publicar esse
registro. A publicação não leva o invento à domínio público. Ainda que eu venha a publicar o conteúdo do
meu invento ele já estará protegido (estado da graça). É diferente se eu der publicidade ao meu invento e
só depois venho requerer o registro no INPI. *O REGISTRO É CONSTITUTIVO.

Se eu quiser proteger o meu invento fora do território nacional devo fazer o pedido de prioridade. Quando
registrar o meu invento no Brasil, pedirei prioridade, por exemplo, para o México. Aí terei um prazo de 1
ano para que junto ao INPI do México eu consiga a proteção no estado mexicano.

Para aqueles que quiserem proteção aos seus inventos de propriedade industrial, deve-se seguir todos os
passos determinados pela lei, sob pena do direito ser desconstituído.
Do ponto de visa do direito do autor, não há necessidade dessas regras rígidas. O registro só gera
precedência.

O que será discutido perante o Poder Judiciário são as reivindicações de patentes. Além disso, o direito
patentário, marcário só pode ser discutido se houver o título de propriedade outorgado pelo Estado
brasileiro por via do INPI. Se não, existe apenas expectativa de direito – o que não pode ser discutido
judicialmente.

As obras e inventos são bens móveis e por isso ingressam no campo dos direitos da propriedade. Caberia
o interdito proibitório.

A descrição da patente deve estar em absoluta consonância com as reivindicações do pedido.

O pedido de patente deverá se referir a uma única invenção, ou a um grupo de invenções relacionadas.

O relatório deverá descrever clara e sucintamente o objeto da patente.

Material biológico.

Art. 19.
24

Aula 30/05 – TANIA


Patente - descrever com certa propriedade. tem direito de oposição a utilização indevida da patente.
Não adianta pretender defender o direito da patente se vc não tem o registro.
É preciso ter a carta patente expedida pelo INPI. Caso contrário vc tem expectativa de direito, que não dá a
possibilidade de ir a juízo brigar pelo direito da patente.
A notificação / interpelação não adianta se não tiver o registro em mãos.
As patentes podem ser cedidas e licenciadas.
NPI tem 2 fases:
- fase administrativa
- Fase judiciária: quando não consegue o seu direito na fase adm.
Ação de nulidade pode ser proposta a qualquer tempo de vigência da patente, por pessoa com qualquer
interesse ou pelo INPI. Foro da justiça federal. INPI, quando não for parte, intervirá na ação. Somente
perante a justiça federal, se não tiver na cidade, vai na comarca mais próxima. Prazo para resposta do
titular é de 60 dias.
Juiz pode determinar a suspensão dos efeitos da patente.
Patente de interesse defesa nacional: caracter sigiloso, não está sujeito às publicações.
Extinção da patente: extingui o prazo de vigência; pela renúncia do seu titular ressalvado direito de
terceiros; pela caducidade (quando não usa a patente pedida);
O titular do registro está sujeito a pagamento (10 anos) para renovar o pedido.
O depositante do pedido está sujeito a pagamento anual.
Extinta a patente, o objeto cai em domínio público.
15 anos é o prazo da patente
O mais importante é o que a marca sinaliza e não apenas a marca
Marca: promover o depósito de 10 em 10 anos. Para não caducar
Marca sonora não é protegido no Brasil.
Protege marcas nominativas, figurativas, mistas
Tem que utilizar a marca em uma finalidade prevista em lei
A classe diz exatamente qual produto ou serviço que aquela marca tem finalidade.
Marca de certificação: dito por quem consome (obtida por terceiros). ISO
Marca coletiva: Itambé. Cooperativa de leite e derivados (Gama de cooperativados). O cooperado pode
utilizar a marca enquanto está cooperado.
Não pode utilizar marca já existente, ou querer imitá-la = concorrência desleal (nem marca nem parte da
marca)
Marca de alto renome = registrada no Brasil, proteção assegurada. Caiu no gosto dos brasileiros. Tem que
requerer para adquirir a marca de alto renome. Ex: Bombril, cônsul
Marca notoriamente conhecida: não precisa de proteção no território nacional, porque já é conhecida lá
fora/ notoriedade internacional já garante a proteção no Brasil. Ex: coca cola.