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OPUS DEI

A caridade no modo de falar
te editorial faz eco ao convite do Papa Francico para não falar o "idioma da
hipocriia".

VIRTUD 17 de Junho de 2015

e permanecerde na minha palavra, erei meu verdadeiro dicípulo;
conhecerei a verdade e a verdade vo livrará (Jo 8, 31-32). Num exteno diálogo
com o judeu, urge eta promea do enhor que, em ua implicidade e
olenidade, atravea o éculo: a verdade no faz livre. Contudo, tamém
atraveam o éculo a fala promea daquele que era homicida dede o
princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não etá nele. Quando
diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroo e pai da mentira. (Jo 8,
44).

“A razão mai ulime da dignidade do homem — enina o Concílio Vaticano II—
conite na ua vocação à união com Deu. É dede o começo da ua exitência
que o homem é convidado a dialogar com Deu” (Gaudium et pe, 19). Por io
e pode dizer que a palavra — a neceidade de viver em diálogo, em comunhão
— é o mai caracterítico da peoa. Pela palavra a própria peoa e comunica:
quando falamo, não ó emitimo uma menagem, ma de certo modo no damo
a nó próprio.  não chegamo ó ao ouvido do outro, ma ao eu coração, ao
centro de eu er. Por io, a palavra tem uma dimenão de certa maneira
agrada. eu uo correto eneficia, edifica a peoa, enquanto a palavra
decuidada maltratam ao outro. Alekandr olzhenitn perceeu io
intenamente: a mentira, utentava, não ão palavra que dizemo e que
flutuam no ar, afatada de nó, ma cada mentira no corrompe por dentro, até
conumir noa entranha.

O tom do primeiro critão

Na ua pregação, o enhor convida a todo à tranparência; a er imple, a
evitar cauítica que com frequência econdem, ou ao meno começam a
mentira: Dizei omente: im, e é im; não, e é não. Tudo o que paa além dito
vem do Maligno. (Mt 5, 37). Duríimo contra a hipocriia, o enhor elogiava com
goto àquele no quai não há duplicidade nem engano (cf. Jo 1, 47). O eu é um
tom, um modo de fazer, que penetrou profundamente na alma do primeiro
critão. A epítola de ão Tiago exprea-e com acento imilare: Que voo
im, eja im; que voo não, eja não. Aim não cairei ao golpe do julgamento
(Tg 5, 12). ão Pedro fala-lhe: deponde, poi, toda malícia, toda atúcia,
fingimento, inveja e toda epécie de maledicência para poder aproximar-e de
Deu, para aorear, como criança recém-nacida deejai com ardor o leite
epiritual que vo fará crecer para a alvação (1 Pe 2, 1-2).

a inocência critã na palavra, no entanto, não e conegue com uma imple
intenção genérica, oazinha: a tenão entre verdade e mentira etá preente em
todo o arco da noa vida. A critura não e limita a enunciar o princípio, ma
ainala com detalhe o auo da palavra, a deconexão entre o que e é e o que
e diz. Nete entido, torna-e inequecível, e de perene atualidade, a
admoetação de ão Tiago ore a língua:

e alguém não cair por palavra, ete é um homem perfeito, capaz de refrear todo o
eu corpo. Quando pomo o freio na oca do cavalo, para que no oedeçam,
governamo tamém todo o eu corpo. Vede tamém o navio: por grande que
ejam e emora agitado por vento impetuoo, ão governado com um pequeno
leme à vontade do piloto. Aim tamém a língua é um pequeno memro, ma pode
gloriar-e de grande coia. Coniderai como uma pequena chama pode incendiar
uma grande floreta! Tamém a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A
língua etá entre o noo memro e contamina todo o corpo; e endo inflamada
pelo inferno, incendeia o curo da noa vida. Toda a epécie de fera elvagen,
de ave, de réptei e de peixe do mar e domam e têm ido domada pela epécie
humana. A língua, porém, nenhum homem a pode domar. (Tg 3, 2-8).

ta mema olicitude por domar a língua etá muito preente no eninamento
do Papa Francico. Com a mema initência do Apótolo, não perde ocaião de
pedir ao critão que no eforcemo para pôr freio à palavra que detrói. O
Papa ae que ua chamada à renovação da vida do critão e da Igreja ficaria
devirtuada e não atingie ee pequeno timão que decide o curo do navio.

Todo agradecemo a franqueza com que o uceor de Pedro fala, emora exita
o rico de que penemo rápido demai que fala para o outro, e viramo a
página em no perguntar em que medida o noo háito atuai ou
comportamento ocialmente aceito neta matéria etão à altura do vangelho.
O Catecimo da Igreja Católica (cf. nº. 2464 .) e o Magitério do Papa Francico
proporcionam muita pita para a reflexão.

A mentira, idioma da hipocriia

Com que delicadeza no eforçamo para amar e dizer a verdade empre, evitar
completamente a mentira? Porque não podemo equecer a gravidade da
mentira, que “é uma autêntica violência feita a outrem. te é atingido na ua
capacidade de conhecer, a qual é condição de todo o juízo e de toda a decião. A
mentira contém em gérmen a divião do epírito e todo o male que a mema
ucita. É funeta para toda a ociedade: detrói pela ae a confiança entre o
homen e retalha o tecido da relaçõe ociai." (Catecimo, n. 2486).
O Papa tem falado com energia do idioma da hipocriia, próprio do que não
amam a verdade, ma omente a i memo e aim, tentam enganar,
envolver o outro na mentira. Têm o coração mentiroo, não podem dizer a
verdade (Homilia, 4.VI.2013). Como ão Pedro, apela à inocência da criança, ao
leite epiritual que vo fará crecer para a alvação (1 P 2, 2): a criança não ão
hipócrita, porque não ão corrupta. Quando Jeu fala a eu dicípulo,
diz que eu modo de falar deve er ‘im, im’ ou ‘não, não’, com alma de
criança, no diz o contrário daquilo que dizem o corrupto (...). Hoje,
peçamo ao enhor que o noo modo de falar eja imple, como o de filho
de Deu, que falam com a verdade do amor. (Homilia, 4-6-2013).

A murmuração: aprender a morder a língua

No ermão da montanha, Jeu leva até a raiz o quinto mandamento do decálogo:
Ouvite o que foi dito ao antigo: Não matará, ma quem matar erá catigado
pelo juízo do triunal. Ma eu vo digo: todo aquele que e irar contra eu irmão
erá catigado pelo juíze (...); aquele que lhe dier: Louco, erá condenado ao
fogo da geena (Mt 5, 21-22). A palavra do enhor ão dura, ma quem entra na
vida critã, aquele que aceita eguir ete caminho, tem exigência
uperiore à de todo o outro. Não tem vantagen uperiore, não! Tem
exigência uperiore (Homilia, 13-6-2013). A murmuração e o inulto não e
reduzem a uma traveura inocente: matam o irmão. ão Joemaria ecreve:
ae o mal que pode ocaionar jogando para longe uma pedra com o
olho vendado? - Tamém não ae o prejuízo que pode cauar, à veze
grave, quando lança frae de murmuração, que te parecem levíima
por tere o olho vendado pela inconciência ou pela exaltação
(Caminho, 455). Por io, continua o Papa, quando no coração há algo
negativo contra alguém, e e exprea com um inulto, com uma maldição,
ou com cólera, há algo que não funciona e deve converter-te, deve mudar
(Homilia, 13-6-2013).

A quem pena que, de qualquer modo, é jutificável falar mal de alguém porque
“merece", o Papa faz eta recomendação: reze por ea peoa! Faça penitência
por ela!  depoi, e neceário, fale com alguém que poa remediar o
prolema. em epalhar a notícia! Paulo foi um grande pecador, e die de
i memo: ‘Ante eu lafemava, pereguia e era violento. Ma tiveram
miericórdia’. Talvez nenhum de nó lafeme – talvez. Ma e alguém faz
intriga, certamente é um pereguidor e um violento (Homilia, 13-9-2013).

É precio coniderar, além dio, o efeito devatador que eta conduta tem na
vida familiar, ocial e ecleial; trata-e de uma chuva fina que parece inocente,
porém corrói tudo: Hoje, cada um deve interrogar-e: faço crecer a unidade
na família, na paróquia, na comunidade, ou ou um tagarela, uma tagarela?
ou motivo de divião, de dificuldade? Ma vó não aei o mal que o
mexerico fazem à Igreja, à paróquia, à comunidade! Fazem mal! A
iilhotice ferem! Ante de cocuvilhar, o critão deve morder a ua
língua! (Audiência, 25-9-2013).

A difamação e a neceidade de reparar

É om ter preente que não ata que algo eja ou pareça verdade para que e
poa divulgar em mai conideraçõe. “O direito à comunicação da verdade não
é aoluto. Cada um deve conformar a ua vida com o preceito evangélico do
amor fraterno, ma ete requer, em ituaçõe concreta, que avaliemo e
convém ou não revelar a verdade a quem a pede" (Catecimo, n. 2488).

Muita veze o upoto interee informativo (tanto do emior como do receptor)
é na realidade o difarce de uma curioidade irreponável, que com frequência
conduz a fofoca ou murmuraçõe, ininuaçõe e afirmaçõe calunioa ore
peoa e intituiçõe, que depoi e ampliam em que haja muita poiilidade
de retificá-la.

Por ee motivo, nee cao a reparação é um dever de conciência. Aim
recorda o Catecimo: “Qualquer falta cometida contra a jutiça e contra a
verdade implica o dever da reparação, memo que o eu autor tenha ido
perdoado. Quando for impoível reparar pulicamente um mal, deve-e fazê-lo
em egredo; e aquele que foi leado não pode er indenizado diretamente, deve
dar-lhe uma atifação moral, em nome da caridade. te dever de reparação diz
repeito tamém à falta cometida contra a reputação alheia" (n. 2487).

Vale a pena reviar, portanto, noa atitude diante da leviandade com que e
cotuma tratar na convera e comentário — tamém entre critão — da
intimidade e da fama do outro, talvez alegando como jutificativa que no
limitamo a repetir o que a notícia, ou o rumore contam! O mexerico —
afirmava o Papa — ferem, ão ofetada para a fama de uma peoa, ão
ofetada no coração de uma peoa (Homilia, 12-9-2014).

Podemo penar tamém em como reagimo diante da facilidade com que é
aceita como normal a crítica à peoa (da vizinha de cima até o político ou o
jogador de futeol que aparece na televião), veralmente ou por ecrito, de
modo azedo ou malévolo, em compreenão, chegando com grande naturalidade
até a difamação e o inulto, em a menor poiilidade de que a crítica eja
contrutiva para alguém.

O que ucamo? O que ganham o outro, quando difundimo ea notícia ou
rumore, em aer exatamente o que há de verdadeiro nele? Porque, de fato,
até a informação verdadeira que conhecemo ore o outro deve er
manueada com prudência e dicrição, para não difamar nem ecandalizar ou
provocar outro dano (cf. Catecimo, no. 2477 e 2479). Deixamo a noa
eniilidade para recuar ee comportamento adormecer com muita
facilidade. Tamém para lemrar que talvez etejamo caindo nele igualmente.
 e o al perde o aor, com que lhe erá retituído o aor? (Mt 5, 13). omo o
critão que temo a mião, e a graça para realizá-la, para manter no mundo o
ar livre e limpo da verdade. Hoje, quando o amiente etá cheio de
deoediência, de murmuração, de engano, de enredo, temo de amar mai
do que nunca a oediência, a inceridade, a lealdade, a implicidade: e
tudo ito, com entido orenatural, far-no-á mai humano. (Forja, n.
530).

Para alcançar a paz

No encontro com o preidente de Irael e Paletina para rezar pela paz, o Papa
pronunciava uma oração que terminava aim: enhor, dearmai a língua e a
mão, renovai o coraçõe e a mente, para que a palavra que no faz
encontrar eja empre «irmão» (Dicuro, 8-6-2014).

A verdade que no faz livre (cf. Jo 8, 31-32) não conite implemente na poe
ou na tranmião de enunciado e informaçõe que correpondem à realidade
da coia. Trata-e de algo mai profundo: a verdade que fundamenta a
inceridade e a lealdade com o outro, em toda a ua forma, é que todo o
homen omo irmão, filho do memo Pai.

Jeu Crito motrou no com a ua vida, veritatem facien in caritate (cf. f 4,15),
eta harmonia fundamental entre a verdade e o amor. Por io, a verdade que
lierta, que traz a paz, etá nea manifetação eminente do amor de Deu pelo
homen, que é a Cruz redentora: Como eu queria que, por um momento, todo
o homen e mulhere de oa vontade olhaem para a Cruz! Na cruz
podemo ver a repota de Deu: ali à violência não e repondeu com
violência, à morte não e repondeu com a linguagem da morte. No ilêncio
da Cruz e cala o fragor da arma e fala a linguagem da reconciliação, do
perdão, do diálogo, da paz. (Homilia, 7-11-2014).