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CONCURSO PÚBLICO 2015

EBSERH
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES

CONHECIMENTOS COMUNS
CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR

TEORIA, LEGISLAÇÕES
E
546 QUESTÕES POR TÓPICOS
 LÍNGUA PORTUGUESA − Ana Maria Bernardelli / − (136 Questões)
Bernardete Sales
 RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO − André Reis − (134 Questões)
 LEGISLAÇÃO APLICADA À EBSERH − Marcelo Ferreira − (140 Questões)
 LEGISLAÇÃO APLICADA AO SUS − Fábio Machado − (136 Questões)

 Coordenação e Organização:
 Mariane dos Reis

2ª Edição
DEZ − 2014

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. É vedada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou
processo. A violação de direitos autorais é punível como crime, com pena de prisão e multa (art. 184 e parágrafos
do Código Penal), conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei nº 9.610,
de 19/02/98 – Lei dos Direitos Autorais).

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ANA MARIA BERNARDELLI
BERNADETE SALES

LÍNGUA
PORTUGUESA
TEORIA
136 QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS DA EBSERH −
AOCP GABARITADAS

 Teoria e Seleção das Questões:


 Prof.ª Bernadete Sales

 Organização e Diagramação:
 Mariane dos Reis

2ª Edição
DEZ − 2014

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. É vedada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou
processo. A violação de direitos autorais é punível como crime, com pena de prisão e multa (art. 184 e parágrafos
do Código Penal), conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei nº 9.610,
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SUMÁRIO
1. INTERPRETAÇÃO DE TEXTO .......................................................................................................... 07
FIGURAS DE LINGUAGEM (principais) .............................................................................................. 13
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: as diversas modalidades do uso da língua .................................................... 13
Questões de Provas da EBSERH − AOCP.......................................................................................................................... 15

2. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: ortografia / acentuação gráfica ............................................................... 31


Questões de Provas da EBSERH − AOCP.......................................................................................................................... 38

3. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: estrutura das palavras e seus processos de formação ............................. 40


Questão de Prova da EBSERH − AOCP ............................................................................................................................. 41

4. CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
CLASSES DE PALAVRAS: substantivo: classificação, flexão e grau; adjetivo: classificação, flexão e grau;
advérbio: classificação, locução adverbial e grau; pronome: classificação, emprego e colocação dos pronomes oblíquos
átonos; verbo: classificação, conjugação, emprego de tempos e modos; preposição e conjunção: classificação e
emprego .............................................................................................................................................. 41
Questões de Provas da EBSERH − AOCP.......................................................................................................................... 62

5. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: estrutura da oração e do período ............................................................ 65


Questões de Provas da EBSERH − AOCP.......................................................................................................................... 74

6. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: concordância verbal e nominal ............................................................... 79


Questão de Prova da EBSERH − AOCP ............................................................................................................................. 83

7. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: regência verbal e nominal ...................................................................... 83


Questão de Prova da EBSERH − AOCP ............................................................................................................................. 88

8. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: crase .................................................................................................... 88


Questões de Provas da EBSERH − AOCP.......................................................................................................................... 90

9. CONHECIMENTO DE LÍNGUA: pontuação ............................................................................................ 90


Questões de Provas da EBSERH − AOCP.......................................................................................................................... 97

10. QUESTÕES MISTAS − EBSERH − AOCP (VÁRIOS TÓPICOS DA APOSTILA) .............................. 98

GABARITOS ..................................................................................................................................... 100


Língua Portuguesa Teoria e Questões por Tópicos Prof.ª Ana Maria Bernardelli

LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO;
1 FIGURAS DE LINGUAGEM (principais);
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: as diversas modalidades do uso da língua.
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Os tempos são outros e, dentro das modernas tendências
do ensino de línguas, fica cada vez mais claro que o objetivo
Leia o texto de Martha Medeiros de ensinar as regras da gramática normativa é simplesmente
o texto. Aprendem-se as regras do português culto, erudito,
Semana passada, o escritor Mário Lago confessou que a fim de melhorar a qualidade do texto, seja oral, seja
não conseguiu entender uma questão que interpretava escrito.
um texto seu numa prova de vestibular. Mário toca aqui. Nesse sentido, todas as questões são extraídas de textos,
Aconteceu o mesmo comigo. Alguns anos atrás, uma escolhidos criteriosamente pelas bancas, em função da
universidade do Rio Grande do Sul incluiu uma crônica mensagem/conteúdo, em função da estrutura gramatical.
de minha autoria numa prova para que os vestibulandos Ocorrem casos de provas contextualizadas, em que todos
a interpretassem. Eram algumas questões sobre um texto os textos abordam o mesmo assunto, ou seja, provas mono-
escrito por mim, logo, achei que tiraria de letra. Peguei uma temáticas.
caneta, li as alternativas e fiquei boiando. Não entendi Dessa maneira, fica clara a importância do texto como
uma vírgula do que "aquela louca" queria dizer.
objetivo último do aprendizado de língua.
Quem está do lado de cá, escrevendo, não imagina
Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação
o que pode passar pela cabeça de quem está lendo.
seja subjetiva, há limites. A preocupação deve ser a captação
Na nossa ingenuidade, supomos que não há nada para
da essência do texto, a fim de responder às interpretações
ser interpretado. A pergunta mais incômoda para um escritor
que a banca considerou como pertinentes.
é " o que você quis dizer com aquilo que escreveu"?
Puxa, a gente se digladia diante do computador para QUAIS SÃO OS TEXTOS ESCOLHIDOS?
ser simples, objetivo, encontrar o verbo que melhor explica
nosso sentimento, e ninguém entende lhufas. Dá vontade Textos retirados de revistas e de jornais de circulação
de desistir de tudo e vender pastel em Imbé.
nacional têm a preferência. Portanto, o romance, a poesia
Sei que a interpretação ajuda o aluno a pensar, concluir, e o conto são quase que exclusividade das provas de
avaliar, ler nas entrelinhas.Muita gente é adepta da leitura Literatura (que também trabalham interpretação, por evi-
dinâmica: lê como se estivesse vendo. Não dá. Há escritores
dente). Assim, seria interessante observar as características
herméticos, que necessitam de atenção redobrada e um
fundamentais desses produtos da imprensa.
olhar mais astucioso sobre cada parágrafo. Há inventores
de uma nova gramática. Há os que escrevem em código.
Há aqueles que deixam quase tudo subentendido. Há os
1. Os Artigos
escritores neuróticos. Os que camuflam de tal modo as São os preferidos das bancas. Esses textos autorais
suas ideias, que nem eles mesmos sabem o que querem trazem identificado o autor.
dizer. A questão é: valerá o esforço de interpretá-los? Essas opiniões são de expressa responsabilidade de
Eu reluto diante da ideia de que é preciso ensinar quem as escreveu - chamado aqui de articulista - e
alguém a pensar sobre o que está sendo lido. Podemos tratam de assunto da realidade objetiva, pautada pela
e devemos estimular o hábito da leitura, mas toda obra imprensa. Portanto, os temas são, quase sempre, bem
é aberta e permite várias reflexões. A maioria dos escritores, atuais.
até onde eu sei, não fica tentada a criar charadas quando Trata-se, em verdade, de texto argumentativo, no
escreve. Ao contrário, a busca é pela comunicação, qual o autor/emissor terá como objetivo convencer
pela partilha de ideias e emoções. Pode-se fazer isso de o leitor/receptor. Nessa medida, é idêntico à redação
forma densa, profunda, corrosiva, enigmática e, ainda, escolar, tendo a mesma estrutura: introdução, desen-
ser claro. volvimento e conclusão.
Toda interpretação de texto se dá através da sensibilidade Exemplo de Artigo
de quem escreve e de quem lê. O resto é teoria.
Os nomes de quase todas as cidades que chegam
CONSIDERAÇÕES ao fim deste milênio como centros culturais importantes
seriam familiares às pessoas que viveram durante o
A interpretação de textos é de fundamental importância final do século passado. O peso relativo de cada
para concursos. Você já se perguntou por quê? uma delas pode ter variado, mas as metrópoles que
Há alguns anos, as provas de Português, nos principais contam ainda são basicamente as mesmas: Paris,
concursos do país, traziam uma frase, e dela faziam-se as Nova Iorque, Berlim, Roma, Madri, São Petesburgo.
questões. Eram enunciados soltos, sem conexão, tão ridículos (Nelson Archer - caderno Cidades, Folha de S. Paulo,
que lembravam muito aquelas frases das antigas cartilhas: 02/05/09)
"Ivo viu a uva".

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2. Os Editoriais Essa divisão dos textos da imprensa é didática e objetiva
Novamente, são opinativos, argumentativos e possuem esclarecer um pouco mais o vestibulando. No entanto,
a mesma estrutura dos artigos. é importante assinalar que os autores modernos fundem
essa divisão, fazendo um trabalho misto. É o caso de
Todos os jornais e revistas têm esses editoriais. Os principais
Luis Fernando Verissimo, que ora trabalha uma crônica,
diários do país produzem três textos desse gênero. Geral-
mente um deles tratará de política; outro, de economia; com os personagens conversando em um bar, termi-
nando por um artigo, no qual faz críticas ao poder central,
um outro, de temas internacionais.
por exemplo. Martha Medeiros, por seu turno, produz,
A diferença em relação ao artigo é que o autor, o
muitas vezes, um artigo, revelando a alma feminina.
editorialista, não expressa sua opinião, apenas serve
Em outros momentos, faz uma crônica sobre o quotidiano.
de intermediário para revelar o ponto de vista da
Exemplo de Crônica
instituição, da empresa, do órgão de comunicação.
Muitas vezes, esses editoriais são produzidos por mais O mulherão
de um profissional. O editorialista é, quase sempre, Peça para um homem descrever um mulherão. Ele
antigo na casa e, obviamente, da confiança do dono imediatamente vai falar do tamanho dos seios, na
da empresa de comunicação. Os temas, por evidente, medida da cintura, no volume dos lábios, nas pernas,
são a pauta do momento, os assuntos da semana. bumbum e cor dos olhos. Ou vai dizer que mulherão
tem que ser loira, 1,80m, siliconada, sorriso colgate.
3. As Notícias Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas:
Aqui temos outro gênero, bem diverso. Vera Fischer, Leticia Spiller, Malu Mader, Adriane Galisteu,
As notícias são autorais, isto é, produzidas por um Lumas e Brunas. Agora pergunte para uma mulher o
jornalista claramente identificado na matéria. Possuem que ela considera um mulherão e você vai descobrir
uma estrutura bem fechada, na qual, no primeiro que tem uma a cada esquina.
parágrafo (também chamado de lide), o autor deve
responder às cinco perguntinhas básicas do jornalismo: DICAS PARA INTERPRETAR
Quem? Quando? Onde? Como? E por quê?
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa
A grande diferença em relação ao artigo e ao editorial
interpretação de texto. Para isso, devemos observar o
está no objetivo. O autor quer apenas "passar" a infor-
seguinte:
mação, quer dizer, não busca convencer o leitor /
receptor de nada. É aquele texto que os jornalistas 1. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral
chamam de objetivo ou isento, despido de subjetividade do assunto;
e de intencionalidade.
2. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
Exemplo de Notícia
a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
O juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente
do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, negou- 3. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
se a responder ontem à CPI do judiciário todas as 4. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre
perguntas sobre sua evolução patrimonial. Ele invocou a
as do autor;
Constituição para permanecer calado sempre que
era questionado sobre seus bens ou sobre contas no 5. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes)
exterior. (Folha de S. Paulo, 05/05/99) para melhor compreensão;
6. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado
4. As Crônicas
de cada questão;
Estamos diante da Literatura.
7. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente
Os cronistas não possuem compromisso com a realidade
de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa,
objetiva. Eles retratam a realidade subjetiva.
verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem
Se observarmos os jornais, teremos, junto aos editoriais
nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender
e a dois artigos sobre política ou economia, uma crônica
o que se perguntou e o que se pediu;
de algum escritor, descolada da realidade, se assim
lhe aprouver. 8. Não se deve procurar a verdade exata dentro
daquela resposta, mas a opção que melhor se
O jornal busca, dessa maneira, arejar essa página
enquadre no sentido do texto;
tão sisuda.
A crônica é isso: uma janela aberta ao mar. 9. O autor defende ideias e você deve percebê-las;

Sobre a crônica, há alguns dados interessantes. Conside- 10. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito
rada por muito tempo como gênero menor da Literatura, são importantíssimos na interpretação do texto.
nunca teve status ou maiores reconhecimentos por
Não se esqueça:" O que está escrito, escrito está."
parte da crítica.

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Interpretação de Texto – consiste em saber o que é Agora que já grifou a parte diferente, precisa
importante para a análise de textos: voltar ao texto e ver se há referência àmanhã
1. Não extrapole ao que está escrito no texto. Muitas (se não houver, já elimina a, b e c, sobrando
vezes , por se tratar de fatos reais, o candidato apenas d); se retornou (elimina a, b, d e sobra
interpreta o que não está escrito. Deve-se ater
c); e assim por diante.
somente às informações que estão relatadas.
2. Não valorize apenas uma parte do contexto. O 12. Responda primeiro o que sabe. Ficar perdendo
texto deve ser considerado como um todo, não tempo com questões mais difíceis fará com que
se atenha à parte dele. acabe errando as mais fáceis. Nosso emocional
3. Sublinhe as palavras-chave do enunciado, para pode nos ajudar ou atrapalhar e nós é que
evitar de entender justamente o contrário do que decidimos o que vai ser. Leia e se não conseguir
está escrito. Leia duas vezes o comando da questão, achar a resposta, marque um “x” ao lado das
para saber realmente o que se pede. Tome cuidado
questões que não consegue responder de primeira,
com algumas palavras, como: pode, deve, não,
sempre, é necessário, é obrigatório, correta, incorreta, responda as outras e siga assim, “pulando” e
exceto, erro, etc. marcando as mais difíceis e resolvendo as mais
4. Se o comando pede a ideia principal ou tema, fáceis. Quando terminar com as fáceis, retorne
normalmente deve situar-se no primeiro ou no às difíceis, se não puder responder, reduza a duas
último parágrafo - introdução e conclusão. alternativas e chute. Se você não sabe não há
5. Se o comando busca argumentação, deve localizar- como descobrir a resposta.
se nos parágrafos intermediários, no desenvolvimento.
13. Mantenha a calma. Não importa se o texto é longo,
6. Não levar em consideração o que o autor quis se é difícil, se há muitas questões. Desesperar-se
dizer, mas sim o que ele disse; escreveu.
só irá causar um bloqueio mental que o fará errar
7. Tomar cuidado com os vocábulos relatores, os que
tudo e provocará o famoso e temido “branco”.
remetem a outros vocábulos do texto: pronomes
relativos, pronomes pessoais, pronomes demons- Melhor responder calmamente (e corretamente)
trativos, etc. 70% das questões e chutar as outras (se não der
8. A descontextualização de palavras ou frases, certas tempo de resolver todas) do que fazer tudo às
vezes, são também um recurso para instaurar a pressas e se enrolar todo.
dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a 14. Atenção ao uso da paráfrase (reescritura do
posterior para ter ideia do sentido global proposto
texto sem prejuízo do sentido original).
pelo autor, desta maneira a resposta será mais
consciente e segura. Veja o exemplo:
9. Interpretar um texto não é simplesmente saber o Frase original: Estava eu hoje cedo, parado em
que se passa na cabeça do autor quando ele um sinal de trânsito, quando olho na esquina,
escreve seu texto. É, antes, inferir. Se eu disser:
próximo a uma porta, uma loirona a me olhar e
“Levei minha filha caçula ao parque.”, pode-se
inferir que tenho mais de uma filha. Ou seja, inferir eu olhava também.(Concurso TRE/ SC – 2005)
é retirar informações implícitas e explícitas do texto. A frase parafraseada é:
E será com essas informações que o candidato
a) Parado em um sinal de trânsito hoje cedo,
irá resolver as questões de interpretação na prova.
numa esquina, próximo a uma porta, eu olhei
10. Há de se tomar cuidado, entretanto, com o que
para uma loira e ela também me olhou.
chamamos de “conhecimento de mundo”, que
nada mais é do que aquilo que todos carregamos b) Hoje cedo, eu estava parado em um sinal de
conosco, fruto do que aprendemos na escola, trânsito, quando ao olhar para uma esquina,
com os amigos, vendo televisão, enfim, vivendo. meus olhos deram com os olhos de uma loirona.
Isso porque muitas vezes uma questão leva o c) Hoje cedo, estava eu parado em um sinal de
candidato a responder não o que está no texto, trânsito quando vi, numa esquina, próxima a
mas exatamente aquilo em que ele acredita.
uma porta, uma louraça a me olhar.
11. Se as alternativas forem muito parecidas grife com
d) Estava eu hoje cedo parado em um sinal de
o lápis a parte que é diferente. Nosso cérebro
trabalha melhor com uma quantidade menor trânsito, quando olho na esquina, próximo a uma
de informações de cada vez. Grifando as partes porta, vejo uma loiraça a me olhar também.
diferentes você irá focar apenas na parte que é Resposta: Letra C.
diferente, já que a parte que é igual não irá deter-
minar a alternativa correta. Veja nas alternativas 15. Uma das partes bem distintas do parágrafo é o
abaixo e entenderá o que quero dizer: tópico frasal, ou seja, a ideia central extraída de
a) O suspeito chegou ao escritório às 9 da manhã. maneira clara e resumida.
b) O suspeito deixou ao escritório às 9 da manhã.
Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo,
c) O suspeito deu uma saída às 9 da manhã,
asseguramos um caminho que nos levará à compreensão
mas voltou logo em seguida.
do texto.
d) O suspeito ficou no escritório por 9 horas.

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INFERÊNCIA SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL DE PALAVRAS E EXPRESSÕES;
RELAÇÕES ENTRE IDEIAS E RECURSOS DE COESÃO
O texto não se reduz à palavra, por isso é importante
aprender a ler outras linguagens, não só a escrita. Antiga- A coesão e a coerência são elementos fundamentais
mente, aprendia-se a ler somente textos literários, não havendo para que um texto fique bem articulado entre as partes
a preocupação de como os textos não literários seriam e tenha um sentido amplo. A coesão e a coerência são
lidos. Atualmente, busca-se formar cidadãos, portanto, a as bases para a interpretação e compreensão dos sentidos.
leitura ganhou novo significado. Um falante possui a competência textual de identificar
a coerência de um texto e de escrever outro texto utilizando
Ler é um exercício. Levantar hipóteses, analisar, comparar,
os meios gramaticais. O texto produzido pode ser falado
relacionar são passos que auxiliam nessa tarefa. Entretanto,
ou escrito constituído de significado contextual, caracterizado
existe uma habilidade que merece destaque: a inferência.
por contexto, intencionalidade, informatividade, intertex-
Segundo Houaiss, inferir é: concluir pelo raciocínio, a tualidade, aceitabilidade, situalidade, coesão e coerência.
partir de fatos, indícios; deduzir. A intencionalidade, quer dizer a capacidade do produtor
Entretanto, na prática, como isso pode ajudar na do texto, produzi-lo de maneira coesa, coerente, capaz
interpretação? Ao ler um texto, as informações podem de alcançar os objetivos que tinha em mente, em uma
estar explícitas ou implícitas. Inferir é conseguir chegar a determinada situação de comunicação.
conclusões a partir dessas informações. A aceitabilidade é se o que o produtor produziu pode
ser considerado um texto, se alcançou o objetivo proposto
Para facilitar o entendimento, vamos ao exemplo.
quando chegou até o locutor, ou seja, pode-se ser consi-
Leia a tirinha abaixo:
derado um texto, possui coerência, coesão, é relevante,
traz informatividade, é útil para o leitor, tudo isso vai
direcionar se realmente é um texto.
A situacionalidade, diz respeito à pertinênci e relevância
entre o texto e o contexto onde ele ocorre, isto é, é a
adequação do texto à situação sociocomunicativa. É o
que diz Maria da Graça Costa Val, “O contexto pode,
realmente, definir o sentido do discurso e, normalmente,
orienta tanto a produção quanto a recepção. Em deter-
Criada pelo cartunista Quino, Mafalda atravessa
minadas circunstâncias, um texto menos coeso e aparente-
gerações com seus questionamentos. mente menos claro pode funcionar melhor, ser mais adequado
Após uma leitura atenta de todos os quadrinhos, o do que outro de configuração mais completa”. (Costa
que é possível concluir? Perceberam a profundidade da Val, 1991, p.12)
pergunta? O objetivo da interpretação não é simplesmente Quanto à informatividade, aqui, vamos perceber o
descrever os fatos, mas acrescentar sentido a eles. interesse do recebedor, pois, depende do grau de infor-
Muitos estudantes param na superfície do texto. Por mação, para existir o interesse do leitor. Entretanto, Val
exemplo, na tirinha acima, muitos diriam: “Mafalda estava faz um alerta, se o texto permanecer com elementos
em sua casa, quando seu amigo chegou. Ela pediu que muito inusitados, correrá o risco do leitor não conseguir
ele não fizesse barulho, porque tinha alguém doente. O processá-la, então, fica o alerta, de produzir um texto
amigo pensou que fosse um familiar, mas deparou-se com mediano de informatividade.
o mundo.” Qual sentido tem essa descrição? Nenhum, Já o aspecto da intertextualidade, é a capacidade de
não é verdade? relacionar o texto com outros textos já produzidos, assim,
a utilização de um texto, depende do conhecimento de
Então, para encontrar a essência do texto, é preciso
outros textos que já circulam socialmente. Muitos textos
partir dos fatos e procurar o sentido que eles querem
só têm sentido quando relacionados a outros texto.
estabelecer.
O semântico-conceitual, de que depende sua coerência. A
O fato apresentado na tira é que o mundo está doente,
coerência do texto deriva de sua lógica interna, é o
por isso precisa de cuidados. Isso é possível? Literalmente,
sentido do texto. A esse respeito menciona Costa Val: “É
não. Entretanto, se usarmos a linguagem conotativa, é
considerada fator fundamental da textualidade, porque
possível inferir, ou seja, interpretar, deduzir, que o objetivo da
é responsável pelo sentido do texto. Envolve não só fatores
tira era chamar a atenção das pessoas para a “doença”
lógicos e semânticos, mas também cognitivos na medida
do mundo. Em que aspectos? Os mais diversos: desigualdade
em que depende do partilhar de conhecimentos entre
social, fome, guerras, violência, poluição, preconceito,
os interlocutores.”Nessa perspectiva, um texto é considerado
falta de amor etc. E agora, faz sentido? Então, só agora
coerente quando partilhar informações também conhecidos
houve entendimento.
pelo recebedor, isto é, conhecimentos que fazem parte
É importante destacar que quando a área de atuação da realidade de mundo desse leitor. Isso equivale a dizer
é a escola, falar de interpretação é falar de inferência, que o texto não é pronto e acabado, mas vai adquirir
de conclusão, de dedução. Então, ao ler um texto, busque sua complementação quando chega ao seu leitor.
sempre sua essência. Assim, o leitor tem que deter de algumas informações
para conseguir dá sentido ao texto.

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Língua Portuguesa Teoria e Questões por Tópicos Prof.ª Ana Maria Bernardelli
O formal, que diz respeito à sua coesão. A coesão é a Conectores são elementos relacionais, que ligam as “partes”.
manifestação linguística da coerência. Mas ela não é Note, e isso é importante, que há uma diferença entre os
condição nem suficiência de coerência. Ela é responsável elementos de coesão por retomada e os elementos de
pela unidade formal do texto, constrói-se através de coesão por conexão. Os elementos de coesão por
mecanismos gramaticais e lexicais. retomada, como a palavra indica, “retomam” um termo
que já está no texto. Os elementos de coesão por conexão
A coerência presente no texto não se constrói apenas vão juntar dois (ou mais) argumentos, sem retomar nada.
com a relação linguística e semântica, mas também de
A coesão é um trabalho que pode ser comparado à
conhecimento cultura e social. A coerência textual contribui
arquitetura: todos os elementos precisam estar solidamente
para a estruturação do texto, dando-lhe sentido. Conforme “amarrados”, de modo a oferecer, além da conexão
Koch e Travaglia (1993), a coerência é global e pode propriamente dita, um resultado harmônico e funcional.
ocorrer por meio da comunicação. Quando essa comuni-
cação não ocorre, o texto parece estar incoerente, impos- Elementos coesivos sequenciais
sibilitando o sentido e tornando o texto difícil de ser inter-
• Prioridade, relevância: Em primeiro lugar, primeiramente,
pretado. Em alguns casos, o próprio autor deixa o texto
principalmente, primordialmente, sobretudo, etc.
incoerente propositalmente, pois visa causar certo espanto
no leitor. A coerência estabelece um sentido de conti- • Tempo (frequência, duração, ordem, sucessão, anterioridade,
nuidade, para que se possa compreender o conteúdo posterioridade, etc.): Então, enfim, logo depois, imedia-
tamente, logo após, a princípio, pouco antes, pouco
do texto.
depois, anteriormente, posteriormente, em seguida,
A Coesão textual presentes nas frases e nas orações é afinal, finalmente, agora, atualmente, hoje, frequen-
constituída por preposições, conjunções e pronomes que temente, constantemente, às vezes, eventualmente,
tem a função de criar um sistema de referências retomadas por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não
no interior do texto. Portanto, a coesão textual faz a ligação raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse meio
entres os elementos presentes no texto, produzindo sentido tempo, enquanto, quando, antes que, depois que,
e coerência. Para os autores Halliday e Hasan (1976), a logo que, sempre que, assim que, desde que, todas
coesão textual necessita de cinco categorias de proce- as vezes que, cada vez que, apenas, etc.
dimentos para realizar sua função: referência, substituição, • Semelhança, comparação, conformidade: Como, consoante,
elipse, conjunção e o léxico. Por meios linguísticos, a coesão segundo, da mesma maneira que, do mesmo modo
facilita a organização e possibilita a continuidade, a inte- que, igualmente, da mesma forma, assim também, do
ração, a progressão e a unidade semântica com outras mesmo modo, segundo, conforme, sob o mesmo ponto
de vista, tal qual, como, assim como, bem como,
propriedades do texto. Os conectivos ou elementos coesivos
como se, à medida que, à proporção que, quanto
têm a função de realizar as várias relações de sentido entre
(mais, menos, menor, melhor, pior)... tanto (mais,
os enunciados, quando um conectivo é usado incorre- menos, menor, melhor, pior), tanto quanto, que (do
tamente, podem ocorrer muitos prejuízos ao sentido do que), (tal) que, (tanto) quanto, (tão) quão, (não só)
texto. como, (tanto) como, (tão) como, etc.
• Condição, hipótese: Se, desde que, salvo se, exceto se,
COERÊNCIA TEXTUAL contanto que, com tal que, caso, a não ser que, a
• “A relação que se estabelece entre as partes do menos que, sem que, suposto que, desde que,
texto, criando uma unidade de sentido” (José Luiz Fiorin). eventualmente, etc.
• Adição, continuação: Além disso, (a)demais, outrossim,
• “Conexão, união estreita entre várias partes, relações
ainda mais, ainda por cima, por outro lado,
entre ideias que se harmonizam, ausência de contradição. também, e, nem, não só... mas também, não
É a coerência que distingue um texto de um aglomerado apenas... como também, não só... bem como, etc.
de frases” (José Luiz Fiorin e Francisco Platão Savioli).
• Dúvida: Talvez, provavelmente, possivelmente, quem
sabe, é provável, não é certo, se é que, a caso, por
Fatores que Permitem Coerência ventura, etc.
• Conhecimento de mundo compartilhado por emissor • Certeza, ênfase: Decerto, por certo, certamente, indubita-
e receptor. velmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inega-
• Tipo (ou gênero) de texto. velmente, com toda a certeza, etc.
• Argumentação. • Surpresa, imprevisto: Inesperadamente, inopinadamente,
• Escolha lexical. de súbito, imprevistamente, surpreendentemente, etc.
• Variante linguística. • Ilustração, esclarecimento: Por exemplo, isto é, quer dizer,
• Intertextualidade. em outras palavras, ou por outra, a saber, ou seja, ou
melhor, aliás, ou antes, etc.
ENCADEAMENTO ARGUMENTATIVO − COESÃO • Propósito, intenção, finalidade: Com o fim de, a fim de,
com o propósito de, para que, a fim de que, com o
Quando temos mais de um argumento, é preciso que intuito de, com o objetivo de, etc.
façamos sua ligação por meio de elementos de coesão.
• Lugar, proximidade, distância: Perto de, próximo a ou
Em tal caso, os elementos de coesão vão ser chamados
de, junto a ou de, fora, mais adiante, além, lá, ali,
de conectores (a palavra “conector” está associada à
algumas preposições e os pronomes demonstrativos,
palavra “conexão”, que quer dizer “ligação”).
etc.

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• Resumo, recapitulação, conclusão: Em suma, em síntese, d) assim, dessa forma, portanto, desse modo, enfim, ora,
em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa em resumo, em síntese − servem para complementar e
maneira, logo, por isso, por conseqüência, etc. concluir ideias.
• Causa e conseqüência, explicação: Por consequência, e) assim como, da mesma forma que, como, tal que −
por conseguinte, como resultado, por isso, por causa estabelecem relação de comparação de semelhança.
de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, tão f) de fato, realmente, é verdade que, evidentemente,
(tanto, tamanho)... que, porque, porquanto, pois, já obviamente, está claro que - são usadas para fazer
que, uma vez que, visto que, como (=porque), constatações ou para se admitir um fato.
portanto, logo, que (=porque), de tal sorte que, de
tal forma que, visto que, dado que, como, etc. g) porque, devido a, em virtude de, tendo em vista isso,
face a isto - servem para introduzir explicações.
• Contraste, oposição, restrição, ressalva, concessão: Pelo
contrário, em contraste com, salvo, exceto, porém, h) sobretudo, principalmente, essencialmente − são usados
menos, mas, contudo, todavia, entretanto, no entanto, para dar ênfase ou destaque a algum fato ou idéia.
embora, apesar de, ainda que, mesmo que, por i) antes que, enquanto, depois que, quando, no momento
menos que, a menos que, a não ser que, em em que - estabelecem relação de temporalidade.
contrapartida, enquanto, ao passo que, por outro
lado, sob outro ângulo, etc. Elementos coesivos para usar na Redação
• Alternativa: Ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja ...
São elementos necessários para dar fluidez e coesão ao
seja, já... já, nem... nem, etc.
texto, fazendo com que o mesmo não fique truncado.
• Negação: Não, absolutamente, tampouco, de modo Assim sendo, vejamos:
algum, nunca, etc.
• Afirmação: Sim, certamente, efetivamente, realmente, • Embora, ainda que, mesmo que: Tais conectivos estabelecem
seguramente, indubitavelmente, inquestionavelmente, relação de concessão e contradição, admitindo argu-
sem dúvida, decerto, por certo, com certeza, etc. mentos contrários, contudo, com autonomia para
vencê-los.
• Modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, como,
alerta, melhor (mais bem), pior (mais mal), às pressas, Exemplo: Embora não simpatizasse com algumas
à toa, às escuras, à vontade, de mansinho, em pessoas ali presentes, compareceu à festa.
silêncio, em coro, face a face, às cegas, a pé, a • Aliás, além de tudo, além do mais, além disso: Reforçar à
cavalo, de carro, às escondidas, às tontas, ao ideia final.
acaso, de cor, de improviso, de propósito, de viva Exemplo: O garoto é um excelente aluno, destaca-
voz, de uma assentada, de soslaio, passo a passo, se entre os demais. Além de tudo é muito educado
cara a cara, etc. Também exprimem modo a e gentil.
maioria dos advérbios terminados em mente:
suavemente, corajosamente, etc. • Ainda, afinal, por fim: Incluem mais um elemento no
conjunto de ideias.
Referência: A, ante, após, até, com, contra, de, desde,
em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás, Exemplo: Não poderia permanecer calado, afinal,
além de, antes de, antes de, aquém de, até a, dentro tratava-se de sua permanência na diretoria, e ainda
em, dentro de, depois de, fora de, ao modo de, à assim pensou muito.
maneira de, junto de, junto a, devido a, em virtude de, • Isto é, ou seja, quer dizer, em outras palavras: Revelam
graças a, a par de, etc. esclarecimentos ao que já foi exposto anteriormente.
Intensidade: Muito, pouco, assaz, bastante, deveras, menos, Exemplo: Faça as devidas retificações, isto é, corrija
tão, tanto, demasiado, mais, demasiadamente, meio, as eventuais inadequações, de modo a tornar o texto
todo, completamente, profundamente, excessivamente, mais claro.
extremamente, demais, nada (Isto não é nada fácil), • Assim, logo, portanto, pois, desse modo, dessa forma:
ligeiramente, levemente, que (Que fácil é este exercício!), Exemplifica o que já foi expresso, com vistas a comple-
quão, como (Como reclamam!), quanto, bem, mal, mentar ainda mais a argumentação.
quase, etc.
Exemplo: Não obteve êxito na sua apresentação.
Inclusão: Até, inclusive, mesmo, também, ainda, ademais, Dessa forma, o trabalho precisou ser refeito.
além disso, de mais a mais, etc.
• Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não
Exclusão: Apenas, salvo, senão, só, somente, exclusive, obstante: Estabelecem oposição entre dois enunciados.
menos, exceto, fora, tirante, etc.
Exemplo: Esforçou-se bastante, contudo não obteve
sucesso no exame avaliativo.
Outros recursos coesivos
• Até mesmo, ao menos, pelo menos, no mínimo: Estabe-
a) e, além de, além disso, ademais, ainda, mas também, lecem uma noção gradativa.
bem como, também − servem para acrescentar ideias, Exemplo: Esperávamos, no mínimo, que ela pedisse
argumentos. desculpas. Até mesmo porque a amizade dela é
muito importante para nós.
b) embora, não obstante, apesar de, a despeito de,
contudo − estabelecem relação de concessão, de resignação.
• E, nem, como também, mas também: Estabelecem uma
relação de soma aos termos do discurso.
c) mas, porém, entretanto, no entanto, sob outro ponto
Exemplo: Não proferiu uma só palavra durante a
de vista, de outro modo, por outro lado, em desacordo
reunião, mas também não questionou acerca das
com − estabelecem oposição entre ideias. decisões firmadas.

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FIGURAS DE LINGUAGEM (PRINCIPAIS) E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-
se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de
1) Elipse = ausência de determinado termo na frase. formalidade e o de informalidade.
Ex.: Viajaremos (nós).
O padrão formal está diretamente ligado à linguagem
2) Zeugma = ausência de um termo anteriormente escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo
mencionado (normalmente o verbo). geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma
Ex.: Prefiro cinema; eles, teatro. (preferem). maneira que falamos. Este fator foi determinante para a
que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as
3) Polissíndeto = repetição da conjunção (normalmente demais.
e-ou) Quanto ao nível informal, este por sua vez representa
Ex.: Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua. (Olavo o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem
Bilac) gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma
vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou
4) Hipérbole = figura caracterizada pelo exagero com escreve de maneira errônea é considerada “inculta”,
adjetivo enfático. tornando-se desta forma um estigma.
Ex.: Chorou rios de lágrimas.
Compondo o quadro do padrão informal da linguagem,
5) Eufemismo = Consiste na suavização de expressões estão as chamadas variedades linguísticas, as quais represen-
que atenuam a comunicação de certos fatos. tam as variações de acordo com as condições sociais,
Ex.: O concurseiro não obteve êxito na prova ( em culturais, regionais e históricas em que é utilizada.
vez de reprovou).
VARIEDADES LINGUÍSTICAS E SEUS DETERMINANTES SOCIAIS,
6) Antítese = consiste em ideias, contrárias. REGIONAIS, HISTÓRICOS E INDIVIDUAIS
Ex.: “Se desmorona ou se edifica...” (Cecilia Meireles)
 LÍNGUA
7) Metáfora = consiste no emprego de um termo em Língua é a linguagem verbal (oral/escrita) utilizada
lugar do outro, apresentando uma relação de seme- por um grupo de indivíduos que constituem uma
lhança. comunidade.
Ex.: “Sua boca é um cadeado.” ( Chico Buarque) • Ela é uma construção humana e histórica.
• É organizadora da identidade dos seus usuários.
8) Aliteração = repetição intencional de elementos
• Ela também dá unidade a uma cultura, a uma
fônicos ( consoantes)
nação.
Ex.: Acho que a chuva ajuda a gente se ver. (
• Uma língua viva é dinâmica e, por isso, está
Caetano Veloso)
sujeita a variações.
9) Onomatopeia = imita o som da coisa representada.
 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
(seres, objetos)
Ex.: Sino de Belém bate bem- bem- bem. (Manuel Variações linguísticas são diferenças que uma mesma
Bandeira) língua apresenta quando é utilizada, de acordo com
as condições sociais, culturais, regionais e históricas.
10) Sinestesia = figura que se observa através dos órgãos
dos sentidos.  LÍNGUA PORTUGUESA: Unidade x Diversidade.
Ex.: Avistava-se o grito das araras.( Guimaraes Rosa)
 TIPOS DE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
11) Pleonasmo = repetição com efeito enfático. 1. Variação Histórica
Ex.: Vi com meus próprios olhos.
Refere-se aos estágios de desenvolvimento de
Se lá dos céus não vem celeste aviso. (Camões)
uma língua ao longo da História.
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: Exemplo:
as diversas modalidades do uso da língua. O português arcaico x o português contemporâneo

REGISTROS FORMAL E INFORMAL DA LINGUAGEM. 2. Variação Geográfica


Variedade que a língua portuguesa assume nos
A linguagem é a característica que nos difere dos
diferentes lugares onde é falada.
demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar
Exemplos:
sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião
frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, No Brasil, cada região possui diferenças linguísticas,
sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. tanto na fala como no vocabulário.

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NORDESTINÊS TAMBÉM É CULTURA: 4. Variação Situacional
Abestado = Bobo, leso, tolo. É a capacidade que tem um mesmo indivíduo
de empregar as diferentes formas da língua em
Abirobado = Maluco.
situações comunicativas diversas, procurando ade-
Abufelar = Irritar, ficar brabo. quar a forma e o vocabulário emcada situação.

Amancebado = Amigado, aquele que vive maritalmente • No trabalho;


com outra. • Na escola;
Amarrado = Mesquinho, avarento. • Com os amigos;

Arretado = Tudo que é bom, bacana, legal. • Com a família;


• Em solenidades;
Avalie = Imagine.
• No mundo virtual.
Avariado das ideias = Meio amalucado.

Avexado = Apressado.  CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE AS VARIAÇÕES


LINGUÍSTICAS
Bater a caçuleta = Morrer.
• Todas as variações estão presentes tanto na língua
Bizonho = Triste, calado.
falada quanto na língua escrita. Podemos, inclusive,
Brenha = Lugar longe e de difícil acesso, escuro. encontrar (e usar) as variações linguísticas em
diferentes contextos de produção escrita.
Briba = Pequena lagartixa.
• Existe uma variedade de língua padrão, que é a variedade
Bruguelo = Criança pequena.
linguística de maior prestígio social. Aprendemos a
3. Variação Social valorizar a variedade padrão porque socialmente

Refere-se às formas da língua empregadas pelas ela representa o poder econômico e simbólico

diferentes classes ou grupos sociais. dos grupos sociais que a elegeram como padrão

Exemplos: • É importante compreender as variações linguísticas


Tem gente que nasce com o coração maior ou para melhor usar a língua em diferentes situações. Utilizar
menor, com vários defeitos. Essas são as cardiopatias a língua como meio de expressão, informação e

congênitas, o coração pode nascer com inúmeros comunicação requer, também, o domínio dos

defeitos. (Jargão médico) diferentes contextos de aplicação da língua.

Oi rapaize do surf brigadão pela moral que vcs • O idioma pode ser um instrumento de dominação e
tão me dando, pow ta muito bom quando ta discriminação social. Devemos, por isso, respeitar
batendo aquelas ondas na prainha. Ta show, as linguagens utilizadas pelos diferentes grupos
valeu brigadão. Tanto backside floater drop sociais.
tubão. (jargão do surf)
• Norma culta: variedade de prestígio, que deve
ser adquirida na vida escolar e sujo domínio
é solicitado como forma de ascensão social
e profissional.

• Linguagem técnica: usada no exercício de certas


atividades profissionais.

• Modos de falar masculino e feminino: marcas na


língua que expressam modos próprios da fala
masculina ou feminina, como as marcas de
gênero, o uso de adjetivos e diminutivos etc.

• Gíria: formas de língua que certos grupos desen-


volvem como um código, para a comunica-
ção entre si e para evitar a compreensão por
parte daqueles que não pertencem ao grupo.

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QUESTÕES DE PROVAS DA EBSERH − AOCP


Texto para a questão 1.

Quem é o seu filho?


Os pais perderam a intimidade com as crianças. Esse e outros efeitos da
terceirização da educação e dos cuidados de saúde

[...]Todos os dias as mulheres provam que são capazes de se dividir em muitas. Elas conciliam casa, trabalho,
filhos, estudos, beleza com notável habilidade. O segredo é não almejar a perfeição.
Administro a vida como o equilibrista de pratos daqueles circos antigos. O importante não é manter cada prato
girando perfeitamente. O importante é acudir cada um no momento certo para evitar que eles caiam.
Quando o bebê nasce, toda profissional vive o dilema do retorno ao trabalho. E, antes disso, vive o dilema da
terceirização dos cuidados. O que é melhor? Deixar a criança na creche, com uma babá ou com a avó?
Todas as possibilidades têm prós e contras. A escolha depende da estrutura familiar e do orçamento do casal.
O importante, em todas as opções, é não exagerar na terceirização. Minha filha teve babá. Creches que funcionam
em horário comercial não são uma alternativa para jornalistas. Trabalhamos em horários irregulares, frequentemente
à noite e de madrugada.
Nossa saída foi criar um sistema de semiterceirização. A babá não dormia no trabalho e folgava todos os
sábados, domingos e feriados.
Eu e meu marido fazíamos um revezamento. Um dos dois chegava em casa a tempo de substituir a babá
quando a jornada diária dela terminava. Em boa parte das manhãs e nos finais de semana, nossa filha era só nossa.
Nunca a babá nos acompanhou ao pediatra, ao supermercado, ao restaurante, ao hotel, ao teatrinho infantil.
Pudemos acompanhar o desenvolvimento do paladar. Com alegria, levávamos a Bia para conhecer frutas e
legumes no hortifrutti ou na feira. Apresentamos sabores e texturas e hoje nos orgulhamos de ver as escolhas que ela
é capaz de fazer. Aos sábados ou domingos, eu preparava cardápios para a semana inteira e comprava os
ingredientes. Faço isso até hoje. Facilita a vida, evita desperdício e nos dá a certeza de comer bem durante a
semana toda, mesmo que o preparo das refeições seja terceirizado.
Os pais precisam reassumir seu papel na educação alimentar. Durante a entrevista, Becker mencionou
contradições comuns. “Os pais se preocupam com vento encanado e pés no chão frio, mas oferecem aos filhos lixo
tóxico para eles comerem”, afirma. Ao ouvir isso, me lembrei de outra historinha. Quando minha filha ainda estava
na fase da papinha e decidíamos viajar de férias, a alimentação era um desafio. A babá preparava as sopinhas da
semana em casa, congelávamos em diferentes potinhos e colocávamos numa bolsa térmica. No hotel,
transferíamos tudo para o freezer. Como eram viagens curtas, sempre dava certo.
Um dia fizemos uma viagem um pouco mais longa, de carro. Resolvi passar no supermercado e comprar uma
papinha pronta, dessas industrializadas, para oferecer a ela quando fizéssemos uma parada num restaurante de
beira de estrada. Planejei tudo direitinho. Só não contei com o apurado controle de qualidade da minha bebê. Tirei
a tampa do produto e, na primeira colherada, ela cuspiu a gororoba longe. Fez uma careta horrível, como se eu
estivesse oferecendo a ela alguma coisa imprópria para consumo humano.
Como desprezar essa sabedoria? Foi a primeira e última vez que uma papinha pronta entrou no nosso carrinho
de supermercado.
Aprender a comer bem é um patrimônio para a vida toda, mas os pais negligenciam esse aprendizado. Acham
que isso não é importante ou que não é função deles. Se preocupam mais em comprar o último iPad para os filhos
do que em saber se eles reconhecem uma berinjela. Educar é difícil. Ter filhos é conhecer a vida selvagem. Precisamos
menos de manuais de instrução e mais de bom senso. Acertamos aqui, erramos ali. É preciso ter serenidade para aceitar
isso.
Sou mãe há quase 14 anos. Muita coisa vem por aí. O balanço geral, até agora, deixa a família satisfeita. Não
terceirizamos além da conta. Não perdemos o contato. Não nos arrependemos.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/cristiane-segatto/ noticia/2013/12/quem-e-bo-seu-filhob.html

1. [Anal. Adm.-(Administração)-(Ár. Adm.)-(NS)-(T)-EBSERH-MEAC-HUWC-UFC/2014-AOCP].(Q.1) De acordo com o texto,

a) o sistema de semiterceirização relatado pela autora se refere a entregar a educação dos filhos integralmente a
outro, seja babá, avós ou creche.
b) a autora faz uma analogia entre manter os pratos girando como um equilibrista e administrar a vida, buscando
não a perfeição, mas o auxílio a cada um que necessita na hora certa.
c) para a mulher se dividir em muitas, conciliando trabalho, filhos, estudos, beleza, é necessário buscar a perfeição
em cada tarefa que desempenha.

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d) a terceirização dos cuidados nada mais é que abrir mão da profissão e assumir integralmente os cuidados em
relação à criação dos filhos.
e) entre as contradições comuns, na criação de filhos, está o fato dos pais preocuparem-se em demasia com o que
os filhos comem e não se preocuparem, por exemplo, com as situações que podem causar um resfriado.

Texto para as questões de 2 a 5.

Os melhores pais não têm filhos

Isabel Clemente

Depois que você se tornar pai ou mãe, ouvirá muitos pitacos na forma de criar seu filho. Você receberá algumas
recomendações interessantes, da saída da maternidade até a porta da escola. Provavelmente começou a aprender,
ainda na gravidez, a lidar com comentários desnecessários, mas prepare-se porque o fluxo de sugestões não solicitadas
tende a piorar. E você descobrirá que existem muitas pessoas capazes de criar um filho melhor do que você. A maior
diferença entre você e essas pessoas é que algumas não têm filhos, mas sabem julgar como ninguém.
Você descobrirá uma categoria humana nascida pronta diretamente do forno de micro-ondas. Nunca foi
criança. Está sempre com a cabeça quente. Não suporta a ideia de dividir um ambiente com um bebê de colo. O
mundo é dos adultos, concebido por e para eles. As crianças devem se adaptar enquanto estão passando por essa
fase insuportavelmente barulhenta e sem-noção da vida. Felizmente, essa fase dura pouco.
O humor deles funciona para censurar você. Na rua, no mercado, no hotel, na escola e até no ambiente de
trabalho, você será patrulhado por gente assim. Talvez você tenha a sorte grande de ter uma vizinha talhada para
ser uma ótima mãe teórica dos filhos dos outros. Ela sabe que birra de criança é resultado da sua incompetência.
Tem na ponta da língua o diagnóstico para o moleque que chora e bate o pé: é mimado. Mas talvez não te diga
isso. Só para os outros.
Quanto mais distante do alvo a ser criticado, mais à vontade essa pessoa fica. Parece conhecer seu filho
melhor do que você mas, no fundo, não gosta de criança. Desobediência é falta de pulso nos pais. Falatório alto é
falta de pulso dos pais. Para gente que age assim, pai é pai, mãe é mãe. Criança não tem voz nem vez. O melhor é
mantê-la sob rédea curta até que cresça. Para essas pessoas, toda criança é um tirano em potencial e não merece
respeito. Os filhos dela jamais dariam chiliques.
Cuidado porque, sob influência dessa blitz, é capaz de você mostrar sua pior versão, mais irritada do que o
normal, mais explosiva do que gostaria, só para dar uma resposta à sociedade dos educadores teóricos.
Talvez alguns desses conselheiros não-requisitados tenham filhos, o que dará a eles o verniz de falar como quem
sabe o que está dizendo. São os donos da verdade. Possuem fórmulas testadas e aprovadas por seu modo de vida.
Os filhos deles nunca fizeram nada de errado, tiraram fralda e chupeta na idade certa, porque o método deles foi e
ainda é o melhor, além de se aplicar a qualquer um sob quaisquer circunstâncias, você é que não enxerga isso.
Desconfie.
Homens costumam ser as principais vítimas dessas pessoas porque todo mundo sabe que pais nunca fazem
nada certo mesmo. Propõem brincadeiras idiotas e nunca enxergam o risco que os filhos correm. Os algozes da vida
alheia falam com a empáfia de quem só tem a dizer, e nada a trocar com você. Podem até saber o que é ter filho,
mas jamais saberão o que é ser você, estar na sua pele e ter a sua vida.
Palavras desafinadas apenas machucam nossos ouvidos que, em sua defesa, fecham as portas da nossa
compreensão. Para chegar ao coração, as palavras precisam ser leves e ligeiramente adocicadas. As carregadas
de fel ou desdém descem para o fígado, a fim de serem metabolizadas e transformadas em algo melhor. Conselho,
pra ter efeito, deve vir embrulhado em empatia, e não vir rolando desembalado e grosseiro do alto de uma escadaria.
Ignore opinião de quem se diz melhor do que você.
Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2013/10/bos-melhores-paisb-nao-tem-filhos.html

2. [Enfermeiro-Assist.-(Ár. Assist.)-(NS)-(M)-EBSERH-MEAC-HUWC-UFC/2014-AOCP].(Q.1) De acordo com o texto,

a) as principais vítimas dos conselheiros não-requisitados são os homens, justamente porque os homens sabem muito
bem como lidar com crianças protegendo-as o tempo todo de possíveis riscos.
b) todos os educadores teóricos são pessoas que conhecem tanto na teoria quanto na prática a maneira correta
para educar uma criança.
c) as pessoas que criticam a criação que os pais dão para os seus filhos têm essa atitude por gostar demais de
crianças e julgá-las seres indefesos que precisam ser ouvidos.
d) são raras as pessoas que julgam saber mais que os outros a respeito da criação de filhos e geralmente elas se
encontram apenas entre os membros da própria família.
e) algumas pessoas se consideram melhores que os outros na tarefa de criar filhos, mas nem todas passaram pela
experiência de ser pais, o que dominam realmente é a arte de julgar.

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3. [Enfermeiro-Assist.-(Ár. Assist.)-(NS)-(M)-EBSERH-MEAC-HUWC-UFC/2014-AOCP].(Q.4) Podemos inferir, pelo texto, que
a expressão “mãe teórica” refere-se

a) a uma pessoa que tem vasta experiência, teórica e prática, em exercer a função de mãe.
b) a uma pessoa que tem vasto conhecimento teórico a respeito de criação de filhos, e coloca tal conhecimento
em prática.
c) a uma pessoa que acredita ter todo conhecimento a respeito da criação de filhos, pelo menos dos filhos dos outros.
d) a uma pessoa que conhece tanto na prática quanto na teoria a função de mãe e a exerce com muita complacência.
e) a uma pessoa que só tem conhecimento prático a respeito da função de mãe, por isso mesmo sabe o que está
falando.

4. [Enfermeiro-Assist.-(Ár. Assist.)-(NS)-(M)-EBSERH-MEAC-HUWC-UFC/2014-AOCP].(Q.8) Em “Talvez alguns desses conselheiros


não-requisitados tenham filhos, o que dará a eles o verniz de falar como quem sabe o que está dizendo.”, o termo
destacado

a) introduz uma certeza em relação ao período do qual ele é termo introdutório.


b) introduz uma afirmação em relação ao período do qual ele é termo introdutório.
c) introduz uma negação em relação ao período do qual ele é termo introdutório
d) introduz uma dúvida em relação ao período do qual ele é termo introdutório.
e) introduz uma noção de temporalidade em relação ao período do qual ele é termo introdutório.

5. [Enfermeiro-Assist.-(Ár. Assist.)-(NS)-(M)-EBSERH-MEAC-HUWC-UFC/2014-AOCP].(Q.9) Em “Os algozes da vida alheia


falam com a empáfia de quem só tem a dizer,...”, o termo destacado significa, EXCETO

a) orgulho.
b) altivez.
c) modéstia.
d) embófia.
e) páfia.

Texto para as questões de 6 a 8.

Sauna ajuda nas atividades físicas e organiza o sistema respiratório

As saunas são conhecidas há séculos por seus aspectos sociais e terapêuticos. Em Brasília, a tradição é mantida
em casas especializadas ou em academias de ginástica. Existem, basicamente, dois tipos: as secas e as úmidas. As
primeiras elevam a temperatura corpórea e deixam o ambiente mais ressecado. Construídas em madeira, elas são
populares em países nórdicos e mantêm a temperatura entre 60ºC e 80ºC. As saunas úmidas são bem mais
difundidas no Brasil e funcionam a vapor da água. Feitas em pedra ou azulejo, atingem até 50º C.
O estudante e atleta Túlio Cipriani, 21 anos, herdou do pai o costume de frequentar saunas. Sua primeira
incursão foi aos 8 e não parou desde então. “A sauna é para relaxar. É um momento que eu tenho, fico sozinho,
pensando em muita coisa. Quando venho depois do treino, reflito sobre o que eu posso melhorar”, avalia Túlio, que
faz, em média, três sessões por semana.
A sauna pode ser aliada na prática de exercícios físicos, já que a vasodilatação proporcionada ajuda na
recuperação do corpo. Além disso, rejuvenesce a pele, facilita a liberação de toxinas (pelo suor), promove o
relaxamento e pode reorganizar o sistema cardiorrespiratório. Há indício de que os banhos de calor sejam benéficos
em casos de paralisia cerebral. Pessoas nesse estado tiveram lesionadas áreas do cérebro, muitas vezes, por falta de
oxigenação. A hipótese dos cientistas é que a sauna contribui para a chamada perfusão sanguínea. A perfusão
sanguínea é a atividade de penetração do sangue em todos os seguimentos do corpo por via capilar e venular. A
diminuição de oxigênio no sangue e a isquemia (comprometimento da perfusão) tendem a danificar as células
cerebrais. A tolerância corpórea e a capacidade de cada pessoa definem o tempo limite de permanência dentro
de uma sauna. Para o professor de educação física Marcellus Peixoto, a medida é o conforto e o bem-estar de
cada um. “O tempo indicado de permanência em uma sauna é de 15 a 20 minutos, mas existem pessoas que
suportam mais e pessoas que não aguentam nem 5 minutos”, explica. Os benefícios de uma sessão perduram por
até 3 dias. Então, duas vezes por semana já está de bom tamanho.
Um dos maiores mitos envolvendo saunas diz respeito à perda de peso. O banho de calor não queima caloria.
O que ocorre é que o corpo perde líquido e desidrata momentaneamente. A sauna é favorável à atividade física,
mas a desidratação é capaz de reverter os eventuais benefícios. Com menor concentração de água, as reações
químicas intracelulares tendem a não acontecer nas velocidades adequadas. A condução do impulso nervoso
pode ficar prejudicada. Portanto, se passar do ponto, a sauna prejudica a resistência do corpo.
[...]
Texto adaptado: http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/08/noticia_saudeplena,147792/sauna-ajuda-nas-atividades-fisicas-e-organiza-o-sistema-respiratorio.shtml

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6. [Anal. Adm.-(Administração)-(Ár. Adm.)-(NS)-(T)-EBSERH-HC-UFMG/2014-AOCP].(Q.1) De acordo com o texto,

a) em nenhuma situação, os banhos em saunas podem ser prejudiciais à resistência do corpo.


b) apesar de nenhuma pessoa suportar, o tempo indicado de permanência para todas elas na sauna é de 15 a 20
minutos.
c) além de rejuvenescer a pele, de facilitar a liberação de toxinas (pelo suor), promover o relaxamento e reorganizar
o sistema cardiorrespiratório, outro benefício do banho em saunas é a queima de calorias no caso de pessoas que
precisam emagrecer.
d) além de vários outros benefícios, há ainda a possibilidade de os banhos de calor poderem contribuir em casos de
paralisia cerebral.
e) para se ter benefícios, o mínimo é fazer 3 (três) sessões de sauna por semana.

7. [Anal. Adm.-(Administração)-(Ár. Adm.)-(NS)-(T)-EBSERH-HC-UFMG/2014-AOCP].(Q.2) Assinale a alternativa em


que, no primeiro parágrafo do texto, o termo destacado NÃO esteja se referindo às saunas secas.

a) “As primeiras elevam a temperatura corpórea...”.


b) “Construídas em madeira...”.
c) “...elas são populares em países nórdicos...”.
d) “...mantêm a temperatura entre 60ºC e 80ºC”.
e) “...funcionam a vapor da água”.

8. [Anal. Adm.-(Administração)-(Ár. Adm.)-(NS)-(T)-EBSERH-HC-UFMG/2014-AOCP].(Q.10) Em “Pessoas nesse estado


tiveram lesionadas áreas do cérebro, muitas vezes, por falta de oxigenação.”, a expressão destacada

a) remete ao termo que o antecede, “Pessoas”.


b) remete a “casos de paralisia cerebral”.
c) remete à “falta de oxigenação”.
d) apresenta um pronome com contração da preposição em + pronome indefinido (esse).
e) apresenta um pronome relativo, que retoma algo já citado anteriormente.

Texto para a questão 9.

Esmaltes especiais podem evitar doenças como a dermatite de contato alérgica

Celina Aquino

Para quem gosta de manter as unhas bem feitas e com cores variadas, a descoberta de uma alergia à esmalte
é desoladora. Mais comum do que se imagina, a reação pode surgir mesmo em mulheres que frequentam há anos o
salão de beleza. De uma hora para a outra, o organismo entende que certas substâncias são estranhas e responde
com vermelhidão, inchaço, coceira e descamação. Nesses casos, os esmaltes hipoalergênicos podem ser a solução
para manter a beleza das mãos. A reação a esmaltes, chamada de dermatite de contato alérgica, caracteriza-se
por uma inflamação da pele provocada por substâncias alergênicas. Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de
Dermatologia – Regional Minas Gerais (SBD-MG), Ana Cláudia de Brito Soares, a alergia pode se manifestar tanto ao
redor da unha, deixando a cutícula sensível, quanto em outras regiões do corpo (não necessariamente aquelas que
tiveram contato direto com as unhas). Normalmente, surgem lesões vermelhas que descamam no pescoço, queixo,
pálpebra e mãos. Os olhos também ficam vermelhos e coçam. Ana Cláudia informa que os sintomas costumam
surgir até 48 horas depois que o organismo reage às substâncias. Não há vacina nem medicamentos que combatem
a alergia. O melhor é suspender o uso de esmaltes, pois insistir em pintar as unhas pode provocar reações cada vez
mais intensas. “Na dúvida, procure um dermatologista ou alergista para ter certeza da substância que provoca a
alergia. Conhecendo o inimigo fica mais fácil de evitá-lo”, orienta a dermatologista. Ana Cláudia sugere o teste de
contato: uma fita adesiva com várias substâncias alergênicas é aplicada nas costas para identificar o que provoca
reação. Um dos componentes do esmalte que mais causa alergia é o tolueno, solvente que mantém o produto
líquido, ajuda na fixação da cor e proporciona secagem rápida. “A substância evapora na hora e permite que o
corante fique na unha de forma homogênea. Se o solvente não secasse rapidamente, o esmalte poderia escorrer ou
ficar mais concentrado em uma região. O tolueno também é usado porque a mulher não tem paciência de esperar
secar”, informa o farmacêutico Gabriel da Silva Bastos, professor do curso de estética e cosmética do Centro Universitário
UNA. Mas é por ser altamente volátil que o tolueno provoca tantas reações. Logo que evapora, ele entra em contato
com várias partes do corpo. De acordo com Gabriel, a maioria dos fabricantes brasileiros de esmaltes retirou da fórmula a
substância alergênica.
A alergia a esmalte ainda pode ser provocada pelo plastificante dibutyl phthalate (DBP), banido dos cosméticos
europeus, e pelo conservante formaldeído, ambos voláteis. O derivado de formol, usado para alisar cabelo, está no
cento da polêmica das escovas progressivas. A mica, pigmento que dá o aspecto perolado dos esmaltes cintilantes,
é outro componente alergênico.

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Para evitar reações alérgicas, é recomendado ler o rótulo. Os esmaltes 3Free não contém os três principais
componentes alergênicos (tolueno, DBP e formaldeído), enquanto os denominados hipoalergênicos costumam ser
ausentes de um número maior de substâncias que causam alergia. Já os produtos importados tendem a ser bem
aceitos pelos alérgicos porque usam baixa quantidade de solventes. “A indústria tem pesquisado para fazer esmaltes
sem solventes, que sejam à base de água e sequem rápido. O solvente é um agente agressor porque resseca a unha e
a pele, mas o cliente não tem tempo para esperar três horas para secar o esmalte”, pondera o farmacêutico.

http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/03/08/noticia_saudeplena,147789/esmaltes-especiais-podem-evitar-doencas-como-a-dermatite-de-contato-al.shtml

9. [Enfermeiro-Assist.-(Ár. Assist.)-(NS)-(M)-EBSERH-HC-UFMG/2014-AOCP].(Q.1) De acordo com o texto,

a) a reação alérgica surge apenas em mulheres que não estão acostumadas a fazer as unhas todas as semanas.
b) os esmaltes hipoalergênicos são os que mais desencadeiam reação alérgica e provocam vermelhidão, inchaço,
coceira e descamação.
c) os esmaltes 3Free não têm tolueno, DBP e formaldeído, em sua composição, portanto, são mais propensos a
desencadear reações alérgicas.
d) os sintomas das reações alérgicas se manifestam após 48 horas depois que o organismo reage às substâncias do
esmalte.
e) o tolueno é um componente alergênico utilizado como solvente nos esmaltes, no entanto, proporciona secagem
rápida. Apesar de causar reações alérgicas, ele é utilizado também porque a mulher não tem paciência para esperar
secar.

Texto para as questões 10 e 11.

A geração de pais-avôs
Espremidos entre a infância dos filhos e a própria velhice chegando, homens de 50 ou 60 anos com filhos pequenos
têm um grande desafio pela frente: envelhecer sem deixar de ser jovem

Isabel Clemente

Eles tiveram filhos depois – ou bem depois – dos 45. Sentiam-se jovens. Não tinham dúvida a respeito disso, mas
quando viram os filhos crescendo, vacilaram. O tempo começou a passar mais rápido. Voltaram a malhar para
recuperar o vigor físico. Estão mais vaidosos. De uma hora para outra, incorporaram hábitos alimentares mais
saudáveis. Precisam ter saúde, cabelos, músculos. Beber menos, dormir mais. Prometeram aos filhos viver muito. E em
nome dessa promessa, desejam a eternidade. Como todos nós.
[...]Vencer a morte é um desejo humano, ainda que inconsciente. Uma utopia que nos move atrás de
qualidade de vida, de cura para doenças, de antídotos para o sofrimento, de vitaminas para a beleza. São armas
capazes de retardar o envelhecimento, nunca detê-lo. Envelhecer é um processo. A boa notícia é que a juventude
é um estado de espírito que podemos cultivar.
Pesquei especialmente para vocês, que estão se achando velhos, que têm medo de morrer antes que o filho
cresça, tenha título de eleitor ou dirija um carro, a melhor definição que conheço sobre juventude. Eu a encontrei no
texto “Youth Mode: um estudo sobre a liberdade”, da Box1824, uma agência paulista especializada no tema jovens
e em estratégias para se comunicar com eles.
“Juventude não é liberdade no sentido político. É uma emancipação do tédio, do previsível, da tradição. É
atingir um potencial máximo: a habilidade de ser a pessoa que você quer ser. Trata-se da liberdade de escolher
como se relacionar; de experimentar coisas novas; de cometer erros. A juventude entende que toda liberdade tem
limites e que ser adaptável é a única maneira de ser livre”.
Não estou sugerindo que você vista as roupas do seu filho adulto de 20 anos para brincar com sua criança de
quatro, nem que cometa desatinos dos quais vá se arrepender depois. O recado é “adapte-se”. Pare de fumar ou
beber tanto. Pratique algum esporte, ainda que seja empinar pipas. Dê-se ao luxo de sentar no chão, por cinco
minutos que seja, ao lado daquela criança para brincar de boneca. E tire partido dos sorrisos. Você, que a essa
altura já deve ter assistido ao filme de animação Monstros S.A., sabe que as gargalhadas das crianças liberam muito
mais energia do que os gritos e os choros. Para terminar, antes de reclamar de novo de alguma coisa, respire fundo.
Respirar fundo também é um ótimo antídoto para a velhice como predisposição da alma.
A essência do comportamento jovem é ter curiosidade em relação à vida, e não perder tempo pensando no
fim. De preferência, não ser tedioso e, finalmente, ser aquilo que você gostaria de ser. Tem fase melhor da vida para
alcançar este objetivo do que a meia idade? Talvez hoje, mais do que nunca, vocês tenham a paz e o
discernimento necessários para experimentar algo novo ou tomar decisões que mudem para melhor o rumo de suas
vidas. É uma hipótese. Dêem-se o benefício da dúvida. Nossa cultura está repleta de interesses cruzados entre as
gerações. Talvez, com o fim da cerimônia e a relativização de certas tradições, estejamos inaugurando uma era

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propensa à maior comunicação entre pessoas de idades tão diferentes. Sinta-se ungido pela sorte de recomeçar.
Quando seu filho crescer, ele irá entender - mais cedo ou mais tarde - que a vida de cada um carrega histórias únicas,
e que buscar uma escala de valores sobre as vantagens e as desvantagens de ser filho de um pai “velho” é um
exercício inútil.
“Por muito tempo, a idade esteve amarrada a uma série de expectativas sociais. Mas quando o jovem da geração
Boomerang retorna para o ninho vazio e a aposentadoria fica mais distante a cada dia, o vínculo entre idade e
expectativas sociais começa a se desfazer”, diz outro trecho do estudo da Box1824. Cabe a cada um, portanto,
reconstruir os laços com a juventude. E te digo que a presença de uma criança em casa é um ótimo começo.
Ser pai de criança pequena agora é o seu predicado. As pessoas irão enxergá-lo também sob essa nova
lógica. Pode ser que você não tenha mais paciência para “certas coisas”. Considere a algazarra excessiva, o barulho,
desnecessário. Mas o pacote é esse do jeito que está aí, aguardando para ser desembrulhado. Não inventaram
nenhuma fórmula melhor para viver do que usufruir um dia depois do outro. E quando você faz tudo isso no “modo
jovem”, você não se torna imortal, mas, parafraseando as mentes criativas da Box1824, você fica infinito.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/03/geracao-de-bpais-avosb.html

10. [Anal. Adm.-(Administração)-(Ár. Adm.)-(NS)-(T)-EBSERH-HUSM-UFSM-RS/2014-AOCP].(Q.1) De acordo com o texto,

a) para nos mantermos jovens, não podemos ser quem gostaríamos, mas aquilo que a sociedade nos impõe.
b) a juventude não tem limites e, para ser livre, é preciso ser intransigente em determinadas situações.
c) hoje, com os avanços na medicina e os tratamentos para perpetuar a juventude, vencer a morte não é mais uma
utopia.
d) uma criança em casa dificulta a reconstrução dos laços com a juventude em função da comparação entre as
diferenças de idade.
e) não focar o pensamento no fim e ser curioso em relação à vida é a essência de um comportamento jovem.

11. [Anal. Adm.-(Administração)-(Ár. Adm.)-(NS)-(T)-EBSERH-HUSM-UFSM-RS/2014-AOCP].(Q.8) Em “Eu a encontrei no


texto...”, o termo destacado refere-se

a) à liberdade.
b) à agência paulista.
c) a estratégias.
d) à melhor definição que conheço sobre juventude.
e) à juventude.

Texto para as questões 12 e 13.

Crianças que possuem demais


Elas já tendem a acumular muita tralha, não comece essa loucura antes mesmo de elas nascerem,
pelo bem delas e do planeta

Isabel Clemente

[...]O excesso que pauta a ideia do que precisamos ter para viver está tirando a noção de muita gente. Desde
que os sacos de pipoca quadruplicaram de tamanho passamos a acumular em casa e no corpo os excessos da
vida insustentável. Consumimos e comemos demais. A obesidade como epidemia, inclusive entre crianças, é a
prova material disso. Está faltando freio. Ostentar virou um modo de vida numa sociedade cheia de peças faltando.
E abro um parêntese importante aqui para dizer que mania de acumulação não é privilégio dos ricos, muito menos
dos famosos. Pode ser que as celebridades, depois das declarações públicas, promovam uma doação em peso de
tudo que ganharam e, para não magoar ninguém, façam segredo disso. Vai saber.
O apego é um hábito ruim e democrático: assola pessoas das mais variadas classes. E não afetam só o fulano
que pode se tornar um consumidor compulsivo eternamente insatisfeito, como até pesquisas mostram. Há males
nesse comportamento que prejudicam todos ao redor.
Pesquisadores da Northwestern University (EUA) encontraram uma forte correlação entre indivíduos materialistas
e um comportamento antissocial, egoísta e competitivo. Segundo esse estudo, que foi publicado em 2012, a
tendência da pessoa materialista é apresentar um nível maior de ansiedade e insatisfação com a própria vida. São
pessoas que costumam dar ênfase demais a si mesmas e não se envolvem de forma profunda e colaborativa com
os demais, de acordo com os experimentos conduzidos por psicólogos e médicos.

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O egoísta é aquele que depois vai, no mínimo, estacionar o carro na vaga de cadeirante ou de idoso sem
pertencer a nenhuma das duas categorias porque “precisava urgentemente”. A urgência dele é sempre maior do
que a do outro.
A identidade de uma pessoa não depende apenas de sua índole. Sofre influência do ambiente e da interação
até circunstancial com os outros. Por um complexo sistema de trocas subjetivas é que o aprendizado acontece
enquanto incorpora valores nos quais acredita. Se ela cresce acostumada à ideia de que precisa de muito, jamais
saberá o que é lidar com pouco, não entenderá a diferença entre o que é e o que tem, desenvolvendo grandes
chances de buscar aceitação social por aquilo que possui.
Dosar as posses dos nossos filhos é algo que está em nossas mãos durante um certo (e curto) período da vida
deles. É uma atitude que, por um lado, ensina um pouco sobre desprendimento e, por outro, auxilia na organização
da própria vida. Cabe aos responsáveis estabelecer regras e apresentar propostas sadias para que o quarto do filho
- e consequentemente a vida dele - não se torne um depósito infinito de tudo que ele irá ganhar durante a vida.
Crianças requerem atenção redobrada porque são seres em formação. Estão mais propensas a terem o foco
desviado. Presas fáceis dos comerciais na televisão, conhecem todos os brinquedos que não têm. Querem quase
tudo porque está para nascer o ser humano imune a tanto apelo. Ensiná-las nesse ambiente adverso dá mais
trabalho. Passa pelo exemplo e pelo convencimento, ou você ouvirá da sua filha de quatro anos que seu armário
também está cheio de roupas, quando a ela for negado um novo brinquedinho no mesmo dia em que você tiver
comprado uma blusa.
Lá em casa, chegada a hora de se desfazer de brinquedos e roupas, sempre rolam discussões e argumentações
que aos poucos constroem nas crianças um pouco dos princípios nos quais eu e meu marido acreditamos. É preciso
abrir mão enquanto o brinquedo e a roupa forem úteis e bons a quem os herdar. Não podemos ter vergonha daquilo
que estamos doando. E se sentir saudade depois daquilo que perdeu, ótimo, faz parte do crescimento também saber
lidar com perdas.
Crianças que possuem demais sofrem do mesmo mal do adulto obrigado a fazer escolhas em demasia todos
os dias, não valorizam o que têm, perdem tempo e sentem-se perdidas.
Essa é a lógica que procuro empregar na minha vida, mas quem ouviu aquele disparate da filha de quatro
anos fui eu.

Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/isabel-clemente/ noticia/2014/02/criancas-que-bpossuem-demaisb.html

12. [Enfermeiro-Assist.-(Ár. Assist.)-(NS)-(M)-EBSERH-HUSM-UFSM-RS/2014-AOCP].(Q.1) De acordo com o texto,

a) as crianças não são enganadas facilmente pelos apelos publicitários, por isso há cada vez mais investimentos
nessa área.
b) uma pessoa que cresce com a ideia de que é necessário ter muito desenvolve grandes chances de buscar a
aceitação social por aquilo que possui.
c) o apego tornou-se um hábito exclusivo das classes abastadas, pois somente essas classes conseguem adquirir
bens materiais capazes de despertar o sentimento do apego.
d) as doações, tanto de roupas quanto de brinquedos, devem ser realizadas quando tais objetos já não estão mais
em condição de uso, para evitar desperdícios.
e) crianças que têm demais são tão felizes quanto adultos obrigados a escolher entre as diversas opções que lhe são
oferecidas.

13. [Enfermeiro-Assist.-(Ár. Assist.)-(NS)-(M)-EBSERH-HUSM-UFSM-RS/2014-AOCP].(Q.4) “A obesidade como epidemia,


inclusive entre crianças, é a prova material disso.”

O termo destacado no excerto acima se refere

a) ao fato de ostentarmos demais.


b) à mania de acumulação.
c) ao fato do apego ter se tornado um hábito.
d) à doação em peso, promovida pelas celebridades.
e) ao fato de consumirmos e comermos demais.

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GABARITOS (136 QUESTÕES)

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO;
1 FIGURAS DE LINGUAGEM (principais);
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA: as diversas modalidades do uso da língua.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
B E C D C D E B E E D B E E D A E C E C C D C D
25 26 27 28 29 30 31 32 33
A D C E D C B C B

2 CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
ortografia / acentuação gráfica.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
C E A E D E E D B E D

3 CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
estrutura das palavras e seus processos de formação.

1
B

CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
CLASSES DE PALAVRAS:
4 substantivo: classificação, flexão e grau; adjetivo: classificação, flexão e grau;
advérbio: classificação, locução adverbial e grau; pronome: classificação, emprego e colocação dos
pronomes oblíquos átonos; verbo: classificação, conjugação, emprego de tempos e modos;
preposição e conjunção: classificação e emprego.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
D E D D C A B A D C D B D D A B C E B B A C A D
25 26 27
B E E

CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
5
estrutura da oração e do período.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24
A C E A B A E C B D D E A B E A E A C B E B B B
25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42
A C A C A D B E E B D C C B C D E A

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6 CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
concordância verbal e nominal.

Não foram encontradas questões, em provas de concursos anteriores, de nível superior, realizadas para EBSERH, pela
AOCP, que abordassem sobre esse tópico.

7 CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
regência verbal e nominal.

Não foram encontradas questões, em provas de concursos anteriores, de nível superior, realizadas para EBSERH, pela
AOCP, que abordassem sobre esse tópico.

8 CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
crase.

1 2 3 4 5
C A C B B

9 CONHECIMENTO DE LÍNGUA:
pontuação.

1 2 3 4 5
D A B C D

10 QUESTÕES MISTAS − EBSERH − AOCP (VÁRIOS TÓPICOS DA APOSTILA)


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
D A C E C A A E B A B A

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