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1.1 Tema

Comunicação interna

1.2 Delimitação do tema

Análise dos processos e os meios de comunicação interna em uma


empresa do ramo alimentício na cidade de Jacinto Machado – SC.

1.3 Situação problema

A comunicação vive nas organizações, de um modo ou de outro, estava e


sempre estará presente no dia-a-dia da empresa. O que a diferencia é sua evolução
nos últimos anos, pois alguns anos atrás, não era dada a devida importância.

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A complexidade e dificuldade da comunicação na empresa decorrem dos


fatores que a envolvem e da diversidade de tipos de comunicação existentes dentro
de uma organização, tais como as diferenças de classe e de cultura, os níveis
hierárquicos da empresa e a comunicação formal e informal.
A comunicação interna tem como propósito criar uma ponte que liga os
setores e os funcionários com a empresa, gerando o conhecimento necessário para
que se alcance as metas estabelecidas e promova o desenvolvimento e o
crescimento da organização.
Neste caso faz-se necessário verificar quais os processos e meios de
comunicação utilizados e se os mesmos são eficazes nos setores da empresa?

1.4 Objetivos

Os objetivos aqui apresentados têm como finalidade alcançar os


resultados que se pretende com o trabalho.

1.4.1 Objetivo geral

Avaliar os processos e meios de comunicação utilizados em uma


empresa do ramo alimentício.

1.4.2 Objetivos específicos

• Entender a importância da comunicação;


• Levantar os meios de comunicação utilizados atualmente;
• Identificar as formas de comunicação;
• Mostrar a relevância da comunicação no relacionamento dos colaboradores;
• Apontar os benefícios da comunicação interna para a organização.

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1.5 Justificativa

Comunicação é a base de todos os processos administrativos, portanto é


necessário fazer bom uso dela, trabalhando de forma planejada e organizada, assim
procedendo, surgirá vários pontos positivos para a empresa.
Atualmente as empresas estão sendo mais transparentes e abertas,
criando mais canais de comunicação com a sociedade, conquistando, respeitando e
satisfazendo os consumidores, agregando valores e posicionando-se bem diante da
sociedade, buscando equilíbrio nos interesses da sociedade com os da organização.
Enfim, parte das empresas começaram a perceber que a comunicação
interna vem sendo um dos instrumentos mais importantes na organização, podendo
produzir uma forte ligação entre os empregados com a organização, influenciando a
conquista de suas metas e objetivos.
Quanto mais ativa a comunicação interna se mostrar, maior o
envolvimento e dedicação dos colaboradores, assim ocasionando a motivação e o
reconhecimento para com os funcionários, estimulando-os a realizar suas tarefas
com eficiência, consequentemente aumentará o grau de produtividade. Uma
comunicação interna bem sucedida destaca o valor da empresa e de seu produto,
pois o público interno tem crédito ao falar de sua empresa para o público externo.
O presente estudo torna-se relevante para a empresa em questão, já que
se propõe a avaliar os processos e meios de comunicação entre o setor
administrativo e o setor de produção, mostrando a importância para o bom
relacionamento entre os colaboradores, resultando em maior produtividade e
automaticamente lucratividade.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA

No presente capitulo será apresentado teorias de alguns autores, as quais


darão sustentação à pesquisa.

2.1 Organização

A organização é um sistema de atividades coordenadas por dois ou mais


indivíduos. A cooperação entre eles é essencial para a existência da organização. A
organização só existe quando as pessoas são capazes de se comunicarem, quando
estão dispostas a colaborar com a ação, a fim de realizar um objetivo comum
(CHIAVENATO, 2003).
As organizações permitem satisfazer as necessidades dos indivíduos. As
organizações foram criadas para cumprir objetivos que os indivíduos isolados não
podem alcançar. Quando duas ou mais pessoas se unem para resolver um
problema, estão aumentando as suas forças e passam a formar uma organização.
Assim, as organizações são formadas por pessoas com habilidade de trabalhar
eficazmente com outros (CHIAVENATO, 2003).
A fim de atingir certos objetivos, as pessoas se agrupam em organizações
para transpor as suas limitações individuais e obter sinergia de esforços por
meio do esforço conjunto. A união faz a força. À medida que as
organizações são bem-sucedidas no alcance dos objetivos, elas tendem a
sobreviver e a crescer. Ao crescer, as organizações necessitam de maior
número de pessoas para a execução das suas atividades e, certamente, de
mais pessoas capazes de supervisionar e gerenciar outras. Todas essas
pessoas, ao ingressarem nas organizações, naturalmente perseguem
objetivos individuais diferentes dos objetivos daquelas que originalmente
formaram as organizações. (CHIAVENATO, 2003, p. 128)

Ainda na idéia de Chiavenato (2002), na medida em que a organização


vai crescendo se faz um crescimento de pessoas. Para que essas pessoas sejam
bem administradas, cresce os níveis hierárquicos. Acontecendo isso, ocorre o
distanciamento entre as pessoas, esse distanciamento muitas vezes conduz a um
conflito entre objetivos pessoais dos participantes e os organizacionais. Assim vão
sendo as organizações bem sucedidas.
Conforme Chiavenato (2002, p. 26), “as organizações são sistemas
extremamente complexos”. Pelo fato de serem composta de atividades humanas,
nos diversos níveis. Personalidade, normas, valores, atitudes. Essa complexidade se
dá com a compreensão dos fenômenos da organização, e assim por um lado

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tornando a vida do administrador difícil. Pelo fato também das organizações


passarem por transformações a cada dia, introduzindo novidades na tecnologia,
modificando os produtos ou serviços, alterando o comportamento das pessoas,
estão sempre expondo as suas novas idéias em sua estrutura e nos seus processos.
Existem organizações de diversos ramos de atividade e que utilizam
diferentes tecnologias para produzir bens ou serviços de vários tipos, que são
vendidos de varias maneiras diferentes para os mais variados mercados e clientes,
que são consumidos pelos mais diversos consumidores. Assim as organizações
localizam-se em diferentes ambientes, modificando-se com o tempo, as estratégias
e comportamentos diferentes, alcançando diferentes resultados. Isso tudo, além de
sua enorme diversidade, as organizações apresentam uma incrível complexidade
(CHIAVENATO, 2002).
Esse conjunto de diversidade de organizações é o que visa todo o
funcionamento da sociedade, e permite a satisfação das necessidades básicas das
pessoas. Também as necessidades sociais, culturais e de qualidade de vida, todas
são atendidas pelas diversas organizações (KUNSCH, 2003).
Peter Drucker apud Kunsch (2003, p. 20), “a função das organizações é
tornar produtivos os conhecimentos. As organizações tornam-se fundamentais para
a sociedade em todos os países desenvolvidos, devido à passagem de
conhecimento para conhecimentos”.
Conforme Chiavenato (2003, p. 47)
A organização não busca unicamente um só objetivo, pois precisa satisfazer
uma enorme quantidade de requisitos e exigências que são impostos a ela
não somente pelo ambiente externo, mas também pelos seus participantes.
Esses objetivos não são estáticos, mas dinâmicos e em contínua evolução,
alterando as relações (externas) da organização com o seu ambiente e
(internas) com seus participantes e sendo continuamente reavaliados e
modificados em função das mudanças do ambiente e da organização
interna dos participantes.

Assim toda organização tem sua finalidade, tendo noções sobre os


porquês de sua existência e o que ela realiza. Suas metas, seus objetivos e como
deseja formar o ambiente interno para seus participantes (CHIAVENATO, 2003).

2.2 Recursos humanos

Recursos Humanos são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos


entre pessoas e grupos na organização (CHIAVENATO, 1983).

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Conforme Chiavenato (1983, p.105), “os indivíduos dentro da organização


participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social.”
Assim para explicar e justificar o comportamento humano nas organizações, a teoria
das relações humanas passou a estudar intensamente essa interação social.
O comportamento das pessoas é influenciado pelo meio ambiente e pelas
atitudes e normas informais que existe nas equipes da empresa. O estudo das
relações humanas permiti ao administrador melhores resultados de seus
funcionários, onde cada indivíduo é encorajado a exprimir-se livre e sadiamente,
pois cada pessoa tem uma maneira diferente de pensar, sendo que numa empresa
são várias personalidades diferentes para serem compreendidas (CHIAVENATO,
1983).
Tomasi e Medeiros (2007, p. 14), afirmam que:
A cultura e o contexto social exercem forte influencia sobre o indivíduo e,
consequentemente, interferem na comunicação das pessoas. A cultura
manifesta-se no repertório de todo comunicador. Ele é composto de signos,
de conhecimentos e de crenças. O repertório de signos é constituído sob a
influencia da interação social e a forma de o indivíduo dar sentido ao que o
circunda. O repertório de conhecimentos é composto pelo conjunto de
aprendizagens do indivíduo, pela experiência que forma em contato com o
mundo. O repertório de crenças é formado no meio familiar e convívio com
vários grupos que influenciam seus julgamentos morais, éticos e estéticos.

Nas palavras de Gil (2001, p. 19), as relações humanas “constituem um


processo de integração de indivíduos numa situação de trabalho, de modo a fazer
com que os trabalhadores colaborem com a empresa e até encontrem satisfação de
suas necessidades sociais e psicológicas”.
A importância das relações humanas passou a ser mais reconhecida no
âmbito das organizações de maior porte e complexidade, por elas terem maior
número de pessoas, as relações tendiam a ser mais impessoais e essa situação
conduzia a retornos desfavoráveis na administração de pessoal. (GIL, 2001)
A valorização das relações humanas no trabalho ocorreu após
constatação da necessidade de considerar a importância dos fatores psicológicos e
sociais na produtividade. Assim, temas como comunicação, motivação, liderança e
tipos de supervisão passaram a ser reconhecidas na administração pessoal (GIL,
2001).

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2.2.1 Gestão de pessoas

A gestão de pessoas tem como objetivo tornar a relação entre o capital e


o trabalho, a mais produtiva e menos conflituosa possível (TACHIZAWA, FORTUNA
e FERREIRA, 2004).
As pessoas precisam ser vistas como parceiras das organizações. Elas
oferecem conhecimentos, habilidades, competências e, o mais importante à
inteligência que proporciona decisões racionais no rumo dos objetivos globais. Neste
sentido, os empregados são os parceiros mais íntimos da organização, essas
pessoas constituem parte do capital intelectual da organização (CHIAVENATO,
2004).
Hoje a tendência das organizações é fazer com que as pessoas, em
qualquer nível dentro da organização sejam administradores e não meramente
executores de suas tarefas. Além de executar as tarefas, cada pessoa deve
conscientizar-se de que ela faz parte da organização sendo um elemento que pode
ajudar na solução de problema (CHIAVENATO, 2003).
A gestão de pessoas classifica-se segundo Chiavenato (2004), em três
aspectos fundamentais:
- As pessoas como seres humanos, cada um com sua personalidade própria,
diferentes entre si, cada um com sua história diferenciada, habilidades,
conhecimentos e competência adequadas à organização. Pessoas como pessoas e
não como instrumentos da organização. (CHIAVENATO, 2004).
- As pessoas como ativadores inteligentes de recursos organizacionais, como
instrumentos da organização, capazes de doar suas inteligências, competências,
talentos e aprendizagem para sua constante mudanças e novos desafios.
(CHIAVENATO, 2004).
- As pessoas como parceiras da organização, capazes de levá-la ao sucesso. Como
parceiros elas fazem investimentos, se tem comprometimento, responsabilidade,
dedicação, a fim de ter um retorno para si como o salário, crescimento profissional,
carreira, etc. (CHIAVENATO, 2004).
Para Chiavenato (2003), a atual gestão de pessoas procura tratar as
pessoas como pessoas e, ao mesmo tempo, como importantes recursos
organizacionais, mas rompendo o estilo tradicional de tratá-las simplesmente como

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meios de produção. Pessoas como pessoas e não meramente pessoas como


recursos ou insumos.

Como Personalidade e individualidade, Tratamento pessoal


pessoas aspirações, valores, atitudes, e individualizado.
motivações e objetivos pessoais.

Pessoas

Habilidades, capacidades, experiências, Tratamento pela


Como média, igual e
recursos destrezas e conhecimentos necessários.
genérico

Quadro 01: Pessoas como pessoas e pessoas como recursos


Fonte: Chiavenato, 2003, p. 80

Conforme Gil (2001, p. 17) ”gestão de pessoas é a função gerencial que


visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos
objetivos tanto organizacionais quanto individuais”.

2.2.2 Relacionamento Interpessoal

As relações interpessoais desenvolvem-se através do processo de


interação (MOSCOVICI, 1985).
Moscovici (1985, p. 25) diz que:
Em situações de trabalho, compartilhadas por duas ou mais pessoas, há
atividades predeterminadas a serem executadas, bem como interações e
sentimentos recomendados, tais como: comunicação, cooperação, respeito,
amizade. À medida que as atividades e interações prosseguem, os
sentimentos despertados podem ser diferentes dos indicados inicialmente e
então, inevitavelmente, os sentimentos influenciarão as interações e as
próprias atividades.

Ainda para Moscovici (1985), sentimentos positivos de simpatia e atração


provocarão o aumento de interação e cooperação, refletindo positivamente nas
atividades, dando maior produtividade. No entanto, sentimentos negativos de
antipatia e rejeição provocarão à diminuição das interações, ao afastamento, pouca
comunicação, refletindo negativamente nas atividades, com provável diminuição da
produtividade.
Na visão de Costa (2004), a produtividade do grupo e sua eficácia na
organização estão relacionadas não apenas com a habilidade e competência de

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seus membros, mas ainda com a solidariedade nas relações interpessoais. Trata-se
das necessidades interpessoais em cada integrante no grupo como: a necessidade
de ser incluso no grupo, a necessidade de ter um controle no grupo e a necessidade
da valorização no grupo.
As relações interpessoais é apontada como um dos elementos que
ajudam na formação do relacionamento sólido do individuo com a organização, sua
importância é reconhecida tanto para a organização com o aumento da
produtividade, quanto para os indivíduos na qualidade de vida no trabalho (COSTA,
2004).
O relacionamento interpessoal entre os funcionários da organização pode
manter ou transformar o ambiente de trabalho mais harmonioso, permitindo um
trabalho em equipes e mais cooperativo (MOSCOVICI, 1985).

2.3 Processos de comunicação

Uma comunicação eficaz é fundamental para a organização alcançar o


sucesso de seu objetivo e seus métodos gerenciais. Caso o superior não consiga
comunicar-se com seus funcionários, suas funções gerenciais não terão o sucesso
esperado. Caso o funcionário não compreenda o que é passado no local de
trabalho, suas chances de alcançar a meta esperada serão poucas ou nenhuma
(MONTANA e CHARNOV, 2003).
A comunicação assume duas dimensões diferentes dentro da estrutura
empresarial contemporânea: a perspectiva organizacional, que examina
como a estrutura organizacional em si promove ou atrapalha a comunicação
eficaz, e a perspectiva interpessoal, que examina a eficácia da comunicação
como uma função do processo básico que envolve duas pessoas. Ambas as
perspectivas são necessárias, porque uma empresa está estruturada para
promover comunicação eficaz, mas se os funcionários dessa empresa
tiverem pouca habilidade de comunicação, será difícil uma comunicação
eficaz. O inverso também é verdadeiro: os indivíduos podem ser
comunicadores altamente eficazes e mesmo assim não conseguirem ser
eficazes se a estrutura organizacional em si atrapalhar a comunicação.
(MONTANA e CHARNOV, 2003, p. 311)

Para que uma comunicação eficaz aconteça o processo de comunicação


exige a presença de um emissor, um receptor, o canal e a mensagem. Além disso,
são necessários mais três processos para que ela se estabeleça, e tais processos
envolvem: composição, interpretação e resposta (TOMASI e MEDEIROS, 2007)

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Conforme Tomasi e Medeiros (2007), a composição é um procedimento


pelo qual o emissor transforma informações em mensagens, atribui signos ao
conteúdo de sua intenção. É o processo que envolve a codificação de uma
mensagem. A interpretação é o processo pelo qual o destinatário entende a
mensagem, atribuindo definições aos significantes que percebe na mensagem. A
mensagem deve estar ajustada ao canal que a conduzirá ao destinatário. Para ser
efetiva e alcançar o resultado que se espera, a mensagem deve ser conduzida
adequadamente.
Conforme Chiavenato (2003, p. 110)
Em todo sistema de comunicação, a fonte serve para fornecer sinais ou
mensagens. O transmissor opera as mensagens emitidas pela fonte no
sentido de codificá-las, isto é, transformando-as em formas adequadas ao
canal. O canal leva a mensagem sobre a nova forma para um local distante.
O receptor procura decodificar e decifrar a mensagem enviada ao canal e
transforma-a numa forma adequada e compreensível ao destino ou
destinatário. O ruído perturba a mensagem no canal e nas demais partes do
sistema. Porém, para comunicar sinais ou mensagens, o processo de
comunicação exige que a fonte pense e codifique suas idéias com palavras
ou símbolos, para que estes sejam transmitidos rumo ao canal, de onde o
destino recebe, codifica as palavras ou símbolos para poder entendê-los e
interpreta-los como idéias ou significados. A comunicação somente se
efetiva quando o destino interpreta e compreende a mensagem. Isso
significa que a comunicação é um processo de mão dupla e envolve
necessariamente retroação.

Retorno da informação (Feedback)

Emissor Receptor
Codifica Recebe e
Rede
e decodifica
transmite Canal

Ruído
Quadro 02: Sistema de comunicação: modelo básico
Fonte: Silva, 2007, p. 78

Segundo Montana e Charnov (2003), a comunicação começa com a


codificação da mensagem. Em seguida ela é passada pelo filtro do individuo e é
enviada. A emissão é um processo de onda de rádio, que pode ser influenciada
pelos fatores atmosféricos, que são os ruídos. Quando a mensagem é recebida ela
passa pelos filtros do receptor e então é decodificada.

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A comunicação é um processo complexo porque varias fontes dentro da


organização podem estar concorrendo e enviando mensagens ao mesmo tempo,
muitas vezes sendo contraditória (HAMPTON, 1991).
Hampton (1991), afirma ainda que de fato tão complexo que é apenas
controlável em partes. Afinal de contas, um gerente, não pode controlar todas as
fontes de comunicação nem ser responsável ou capaz de controlar todas as
distorções introduzidas nas mensagens que passam através do sistema. Isso porque
as informações geradas na empresa podem passar por algumas distorções quando
não são transmitidas adequadamente, e quando são más interpretadas pelo
receptor.
Para Minicucci (1995, p. 248) apud Tomasi e Medeiros (2007, p.63) diz
ainda que, “uma boa organização deverá possuir um sistema de comunicação
eficiente”, visto que dificilmente há um aspecto da tarefa do administrador que não
envolva comunicação.
Conforme Tomasi e Medeiros (2007, p. 13), “se a linguagem utilizada não
está ao alcance do receptor, a comunicação não se efetiva.” Cada receptor tem sua
forma de linguagem, um receptor formal exige linguagem formal; um receptor não
formal exige mensagem não formal.
Ainda para Tomasi e Medeiros (2007), outro fator ressaltante no processo
de comunicação é a percepção do indivíduo. Toda pessoa tem uma maneira própria
de perceber a realidade. Por isso, para que uma estratégia de comunicação alcance
o efeito desejado, é preciso ter ao menos uma idéia da tática de recepção do outro.
O processo de comunicação tem os seguintes elementos:
O Emissor ou a fonte da mensagem é onde inicia a comunicação. Em
uma organização o emissor é a pessoa em que tem a informação, a necessidade ou
desejo e o propósito de comunicá-la a outra pessoa. No entanto o emissor é o que
inicia a comunicação (STONER e FREEMAN, 1994).
Conforme Dubrin (2003, p.205), “a autoridade e a experiência percebidas
do transmissor são fatores importantes que influenciam a quantidade de atenção
que a mensagem receberá”.
A codificação acontece quando o emissor traduz uma série de símbolos
a informação a ser transmitida. A codificação é necessária, pois a informação só
pode ser transmitida através de representações de símbolos (STONER e
FREEMAN, 1994).

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A codificação dá forma as idéias e aos objetivos, elabora uma mensagem


através de códigos e regras, e a transmite pelo canal até o receptor. A principal
forma de codificação é a linguagem (MEDEIROS, 1989).
A mensagem é uma forma física onde o emissor codifica a informação. A
mensagem tem várias formas onde pode ser captada e compreendida pelos
sentidos do receptor. A mensagem é a informação codificada mandada pelo emissor
para o receptor (STONER e FREEMAN, 1994).
Para Dubrin (2003, p. 205), “o centro da comunicação é a mensagem, um
propósito ou uma idéia a serem transmitidos”.
A mensagem é o resultado do processo de codificação, é o resultado da
reação do individuo diante do que acontece ao seu redor, do que ouve, do que lê.
Seria aquilo que é transmitido para o receptor. No entanto para que a mensagem
possa chegar ao receptor é preciso coerência entre a mensagem e o
comportamento do emissor (MEDEIROS, 1989).
O canal é o meio de transmissão de um indivíduo a outro. Para que a
comunicação seja eficiente e eficaz, o canal deve ser adequado à mensagem. O
canal é o meio de comunicação entre o emissor e um receptor (STONER e
FREEMAN, 1994).
Schuler (p. 105,2004) apud Tomasi e Freeman (2007, p. 21) afirmam que
“o meio, o canal físico para veicular a mensagem, representa papel determinante no
processo de comunicação. Ele é que possibilita que a mensagem chegue ao
receptor-alvo no momento oportuno, com a intensidade e freqüência desejadas”.
O receptor é a pessoa que recebe a mensagem do emissor. Sem chegar
a mensagem ate o receptor a comunicação não acontece. Então o receptor é a
pessoa na quais seus sentidos captam a mensagem do emissor (STONER e
FREEMAN, 1994).
A decodificação é o processo no qual o receptor interpreta a mensagem e
a traduz em informações significativas(STONER e FREEMAN, 1994).
O ruído é qualquer fator que atrapalhe, confunda ou interfira a
comunicação. O ruído acontece em qualquer estágio do processo de comunicação,
pode ocorrer durante a passagem no canal, na codificação e na decodificação (
STONER e FREEMAN, 1994).
Silva (2007, p. 78) diz que “muitas vezes, o ruído além de causar
incômodo ou aborrecimento, também da origem a erros, exigindo a repetição de

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parte ou de toda a mensagem. A repetição da informação contida na mensagem é


denominada redundância”.
Para Montana e Charnov (2003), o ruído se situa entre a emissão e a
recepção da mensagem podendo distorcê-la. O ruído, portanto não faz parte nem do
emissor nem do receptor, mas é dever do emissor amenizar o ruído para garantir a
eficácia da comunicação.
A filtragem é um processo que apresenta tanto com o emissor quanto
com o receptor da mensagem. Ocorre quando é passada uma mensagem para outra
pessoa e essa mensagem é distorcida ou é deixada de fora alguma parte. Isso
ocorre muito em casos de comunicação de cima para baixo ou de baixo para cima,
ocasionando riscos para a empresa ( MONTANA e CHARNOV, 2003).
Feedback é o reverso do processo de comunicação que ocorre quando o
receptor expressa alguma reação à mensagem do emissor. Na maioria das
comunicações, quanto maior o feedback mais eficaz tende a ser o processo da
comunicação. Sem o feedback os administradores não poderiam saber se as
instruções dadas foram recebidas e realizadas com sucesso (STONER e
FREEMAN, 1994).
No processo de comunicação, o feedback auxilia a fonte a examinar os
resultados obtidos na transmissão da mensagem, em relação aos objetivos iniciais
(MEDEIROS, 1989).

2.3.1 Meios de comunicação interno

Segundo Tavares (2007), saber utilizar as várias técnicas e os canais de


comunicação dentro da organização é fator fundamental para seu desenvolvimento,
infelizmente muitas empresas apenas possuem algumas técnicas e canais, mas não
sabem utiliza-los de maneira planejada.
Conforme Leite (2006), o processo de comunicação interna e seus meios
precisam ser disponibilizados de forma eficaz e atrativa para que realmente exerçam
sua missão de unir os funcionários da organização.
Para facilitar o processo de comunicação interna, Tavares (2007), mostra
alguns meios e técnicas de comunicação:
Publicações internas: (house organs, boletins, jornais e revistas) São
publicações da empresa para o público interno. A área de comunicação é

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responsável pela elaboração, precisa da aprovação dos demais departamentos da


empresa. É necessário determinar uma pauta que seja importante para o publico
interno. Melhorando a comunicação interna, informando não somente assuntos para
a direção da empresa, mas sim sobre temas importantes para todos os funcionários,
incentivando a participação dos mesmos no processo de produção ( TAVARES,
2007).
Memorando: é um tipo de comunicação utilizada entre os setores. Deve
passar os recados, com finalidade específica. Precisa ser claro, direto e objetivo.
Tem como objetivo: passar as informações, sugestões, solicitações, notificações,
etc. (TAVARES, 2007).
Rádio interna: depende muito da estrutura da empresa e dos
departamentos, a rádio é um excelente canal de comunicação. É uma forma
rápida e prática de passar as informações (TAVARES, 2007).
Circular: é uma correspondência, desenvolvida em mais de uma via,
dirigida a vários destinatários (pessoas/órgãos). Normalmente para recomendar ou
ordenar algo (TAVARES, 2007).
Relatório: É um documento escrito, passa informações, fatos,
estatísticas, projetos, etc. com o objetivo de melhorar os processos relacionados a
produtos, serviços e procedimentos de uma organização. É importante o uso de uma
linguagem formal ( TAVARES, 2007).
Correio eletrônico: A comunicação on line está muito presente nas
empresas. O correio eletrônico pode ser usado tanto entre público interno quanto
entre empresas e público externo. É ágil e preciso na comunicação, ótimo para
passar informações urgentes e convocar reuniões (TAVARES, 2007).
Newsletters: É um boletim informativo, sua regra básica é a objetividade.
Os textos devem ser concisos e focar a informação (TAVARES, 2007).
Murais: São meios de informações visuais dentro da empresa. É
importante que coloquem em locais de grande fluxo de pessoas. Um detalhe
importante seria fazer um trabalho de conscientização com os funcionários para que
participem do processo de comunicação, lendo semanalmente os murais
(TAVARES, 2007).
Intranet: É uma rede interna com os mesmos princípios da internet. Pode
ser usada para pesquisas com o público interno, está protegida de invasões
externas, as informações são passadas de forma eficiente e ágil (TAVARES, 2007).

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Entrevistas: É uma conversa planejada e estruturada que tem como


objetivo obter informações, sondar opiniões, sentimentos e atitudes dos funcionários.
A entrevista pode ser gravada ou escrita. Procurar esclarecer as respostas para ver
se foram registradas corretamente (TAVARES, 2007).
Palestras: É uma maneira de passar o conhecimento ou informações que
seja importante para o desenvolvimento profissional quanto para a motivação dos
funcionários. Elaborar palestras com temas interessantes como: saúde, qualidade de
vida, atendimento ao cliente, marketing, etc.(TAVARES, 2007).
Reuniões: São encontros de pessoas para chegar a determinados
objetivos. Serve para colher ou fornecer informações da empresa, tem um feedback
imediato (TAVARES, 2007).
Telefones: São distribuídos aparelhos de telefones para todos os
departamentos da empresa, onde os funcionários possam entrar em contato direto
com o lugar desejado (TAVARES, 2007).

2.3.2 Fluxos de comunicação na organização

A comunicação está presente em todos os tipos e formas de organização,


tanto que se pode dizer que é através da comunicação que se faz uma organização
(TOMASI e MEDEIROS, 2007).
Segundo Silva (2007), existem dois canais internos de comunicação em
uma empresa: os verticais e horizontais. Os verticais seriam os dirigentes para os
subordinados ou os subordinados para os dirigentes, que se classificam em: de cima
para baixo (descendente) ou de baixo para cima (ascendente). Os horizontais
seriam entre os departamentos.
Para Montana e Charnov (2003), a estrutura da comunicação na
organização inclui um canal a mais. A comunicação transversal (diagonal).
Comunicação vertical descendente: Conforme Stoner e Freeman
(1994), a comunicação vertical consiste em uma comunicação para baixo ou para
cima. A comunicação para baixo começa do topo e vai descendo através dos níveis
de gerencia, supervisores e operários.
Segundo Montana e Charnov (2003), a administração usa esse canal de
comunicação para controlar e dirigir o desempenho dos funcionários.

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Para Stoner e Freeman (1994), os principais objetivos da comunicação de


cima para baixo são aconselhar e informar seus subordinados, dando aos
colaboradores da organização informações da política da organização e seus
objetivos.
Montana e Charnov (2003) afirmam que, os executivos normalmente
enviam memorando ou fazem discursos, presumindo que todos na organização
receberam a mensagem. Todavia não é isso que acontece e os níveis inferiores
reclamam pela falta de informações. Normalmente isso ocorre pela falta de filtragem
na comunicação, tanto dos superiores quanto dos funcionários. Também pode ser
que os superiores não avaliem corretamente a quantidade de informação passada
para os funcionários, transmitindo menos do que o necessário.
Comunicação vertical ascendente: Conforme Stoner e Freeman (1994),
a comunicação para cima, começa na produção e vai subindo através de seus
supervisores e gerentes. A principal função da comunicação para cima é fornecer
informações do que está acontecendo na produção para seus níveis superiores.
Para Montana e Charnov (2003), a mesma forma que a filtragem aparece
na comunicação de cima para baixo, ela está presente na comunicação de baixo
para cima. O funcionário que informa ao superior sobre o sucesso obtido, faz de
vontade própria, mas no momento em que tem que informar algo não favorável ao
superior, o funcionário passa a utilizar a filtragem, censurando a mensagem, não
ocasionando benefícios para as tomadas de decisões necessárias na organização,
que dependem de informações válidas.
Comunicação horizontal e diagonal: Segundo Stoner e Freeman
(1994), a comunicação horizontal geralmente ocorre entre os membros dos
departamentos da empresa, ou então entre um grupo de trabalho e outro. O principal
propósito desta comunicação é ter um meio direto para se comunicarem com o
administrador sem ter que estar passando pelos vários níveis de superioridade para
solucionar problemas na organização, também beneficia o relacionamento entre os
membros da organização.
Conforme Montana e Charnov (2003), a comunicação horizontal ou lateral
ocorre entre funcionários do mesmo nível hierárquico. Já a comunicação diagonal
ocorre entre dois níveis hierárquicos. Ainda que essas formas de comunicação não
sigam o organograma tradicional das organizações, elas são fundamentais para o
funcionamento da organização contemporânea.

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Ainda para Montana e Charnov (2003), as vantagens dessas formas de


comunicação são: distribuem as informações rapidamente; servem para conectar os
departamentos, que pouco contato tem; permitem que os indivíduos que contem
conhecimentos diversificados, possam contribuir para soluções de problemas ou
então adquirir mais conhecimento. Suas desvantagens seria a interferência na rotina
normal da organização e pelo fato de que não podem ser controladas pela
organização.

2.3.3 Formas de comunicação

Para Dubrin (2003), a comunicação nas organizações ocorre de diversas


formas, mudando conforme o contexto, essas formas podem ser verbais ou não
verbais.
Comunicação verbal: Conforme Froldi e O’Neal (2002), a comunicação
verbal é fundamental para que o processo de transmissão de uma idéia se efetive
com precisão, ou seja, que a mensagem possa ser transmitida coerente e
organizada.
A comunicação verbal envolve transmissão e trocas de conhecimentos e
experiências. Ela adquire duas formas na empresa: interna, quando ocorre dentro da
organização, com os indivíduos que trabalham nela e externa, quando ocorre entre a
organização e os funcionários envolvendo mais pessoas de fora da empresa
(MEDEIROS, 1989).
A forma mais usada para transmitir uma mensagem é a comunicação
verbal, essa forma de transmissão apresenta duas maneiras: escrita e oral
(ROBBINS, 2004).
Segundo Pimenta (2006), expressar-se por meio de palavras escritas é
muito comum e necessária entre os profissionais em uma empresa. A comunicação
escrita tem como objetivos: obter e fornecer informações; promover uma ação
específica; promover, manter e encerrar relacionamentos comerciais. Dentre os tipos
mais comuns de veículos de comunicação escrito administrativo temos: cartas,
circular, memorando, relatório, boletim, manual, jornal e revista.
Conforme Pimenta (2006), na comunicação escrita, alguns elementos do
processo sofrem mudanças: o emissor passa a ser o remetente e o receptor,
destinatário. Além disso, é necessário que ambos dediquem-se cada um a sua

Apostilas Ideal
30

tarefa. O remetente escrever a mensagem compreensível, e o destinatário


compreendê-la. A partir da compreensão do destinatário, ele estará apto a produzir
uma resposta.
Conforme Robbins (2004), a comunicação oral é a principal forma para a
transmissão de mensagens. É a forma mais rápida para receber o feedback da
mensagem.
Comunicação não-verbal: Conforme Dubrin (2003), a comunicação não-
verbal é a transmissão de mensagens através de outros meios que não são as
palavras. A linguagem do corpo refere-se a esses meios de comunicação não-
verbal.
Os estudos de alguns psicólogos têm mostrado que, no convívio social,
importa muito que fazemos, ou deixamos de fazer no momento em que falamos.
Pois as emoções são transferidas sem palavras, antes de serem comunicadas na
linguagem oral. Ansiedade, decepção, alegria, tranquilidade, agressividade,
equilíbrio, e tantas outras emoções são expressas através de gestos, tom de voz,
expressões faciais e dos olhos, posturas, toques, etc (PIMENTA, 2006).
Para Dubrin (2003), a comunicação não-verbal geralmente suplementa a
escrita, a fala, e a linguagem de sinais. Ela tem como propósito expressar o
sentimento implícito na mensagem. A comunicação não-verbal incorpora uma
grande gama de comportamentos. No entanto, pode ser dividida em oito categorias:
- Ambiente: o espaço físico onde ocorre a transmissão da mensagem e seu
significado. Exemplos: a escolha de um restaurante para uma reunião de negócios
ou até mesmo a decoração do escritório da empresa. (DUBRIN , 2003)
- Posicionamento do corpo: O posicionamento do corpo em relação a uma outra
pessoa é usado para transmitir uma mensagem. Exemplos: quando uma pessoa
anda para perto de uma outra pessoa é um indicador de aceitação ou então um
olhar casual, descontraído, também indica aceitação. (DUBRIN , 2003)
- Postura: é uma outra atitude muito usada pelas pessoas. Exemplos: quando uma
pessoa inclina-se na direção de outra pessoa insinua uma forma favorável em
relação a informação transmitida. Caso inclinar-se para trás, ela está insinuando o
oposto. Manter-se na posição reta geralmente insinua autoconfiança, enquanto se
relaxar a postura transmiti a imagem de baixa autoconfiança. (DUBRIN , 2003)

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31

- Gestos das mãos: os gestos com as mãos normalmente são usados para afirmar
ou não uma mensagem. Exemplos: com o dedo polegar para cima indica que está
tudo bem, já com ele para baixo indica desaprovação. (DUBRIN , 2003)
- Expressões e movimentos faciais: a expressão do rosto de uma pessoa e os
movimentos com a cabeça pode indicar aprovação, desaprovação ou descrença.
(DUBRIN , 2003)
- Tom de voz: os aspectos da voz, como volume, altura, velocidade e qualidade da
fala podem passar confiança, nervosismo ou entusiasmo. (DUBRIN , 2003)
- Roupas, modo de vestir e aparência: a imagem em que uma pessoa passa
geralmente comunica mensagens como: “Essa ocasião é muito importante para
mim”. Exemplos: quando uma pessoa usa suas melhores roupas e cuida de sua
aparência para participar de uma reunião de negócios, de uma entrevista de
emprego, ou até mesmo um encontro especial, é a maneira como ela se apresenta
que mostra o grau de importância que esse momento transmite para ela. (DUBRIN ,
2003)
- Espelhamento: significa criar um relacionamento com outra pessoa através da
imitação de seus movimentos do corpo, tom de voz e linguagem. (DUBRIN , 2003)
Muitos dos sinais não-verbais podem causar equívocos. Como exemplo,
quando uma pessoa sorri normalmente indica que está tudo bem, mas às vezes um
sorriso pode indicar que a pessoa está ansiosa ou nervosa. (DUBRIN, 2003).

2.3.4 Tipos de comunicação

Uma organização não consegue sobreviver na sociedade sem a


comunicação, e para que a organização faça uma comunicação de sucesso, precisa
estar apta para os dois tipos de comunicação existente dentro das organizações, a
formal e a informal, esses precisam que sejam avaliados com atenção (CALDAS,
2009).
Comunicação formal: é o meio de relacionamento formalizado no
trabalho. As comunicações formais acontecem mais com as ordens de serviço,
instruções, questionários, etc. Obedecendo as vias oficiais da organização (PIRES e
MENEZES, 1978).

Apostilas Ideal
32

Segundo Tavares (2007, p. 49), “comunicação formal entende-se toda e


qualquer forma de comunicação que é documentada”. Exemplos: ata de reunião, e-
mail, memorando, circular, ofício, etc.
A comunicação formal é relacionada com o sistema de normas que regem
o comportamento, os objetivos, as estratégias e conduzem a responsabilidades dos
participantes da organização ( KUNSCH, 2003).
A mensagem é transmitida e recebida pelos canais formais estabelecidos
no organograma da empresa na sua estrutura organizacional e deriva da alta
administração (CALDAS, 2009).
Comunicação informal: é um meio de relacionamento não formalizado,
isto é, aquele simples relacionamento entre os integrantes de uma certa
organização, não se identificado com as obrigações e direitos inerentes ao cargo
que se ocupa (PIRES e MENEZES, 1978).
Conforme Tavares (2007, p. 49), “comunicação informal tem como
principal característica a informalidade e não-documentação”. Exemplos: bate-papo,
fofocas, conversas fora do ambiente de trabalho sem registros, como por exemplo,
em festas e encontros, etc.
De acordo com Gary Kreeps (apud KUNSCH, 2003, p. 83), “uma das
razões básicas para o sistema de comunicação informal nas organizações é a
necessidade de os membros obterem informações sobre a organização e como
afetarão suas vidas as mudanças na mesma”. Isso explica que os funcionários
precisam de informações seguras e confiáveis, onde muitas vezes a forma de
comunicação formal não proporciona informações suficientes para satisfazer as
dúvidas desses funcionários.
É através da comunicação informal que os superiores de uma
organização podem mensurar os resultados mais rápidos sobre opiniões e
insatisfações dos colaboradores (CALDAS, 2009).

2.3.5 Comunicação interna

A comunicação interna são os relacionamentos dentro da organização,


são os processos de interação da organização com os funcionários. Ela é
responsável pela circulação das informações, comunicando tanto na forma vertical
quanto na horizontal (LEITE, 2006).

Apostilas Ideal
33

Comunicação é a transferência de informação e compreensão de uma


pessoa para outra. É uma forma de atingir os outros com idéias, fatos,
pensamentos, sentimentos e valores. Ela é uma ponte de sentido entre as
pessoas, de tal forma que elas podem compartilhar aquilo que sentem e
sabem. Utilizando esta ponte, uma pessoa pode cruzar com segurança o rio
de mal-entendidos que muitas vezes as separa. (DAVIS e NEWSTROM
apud KUNSCH, p.161, 2003)

Para Kunsch (2003), a comunicação interna é um setor planejado com


seus objetivos bem definidos para viabilizar toda a interação possível entre a
organização e seus empregados. Portanto, a comunicação interna ocorre com a
circulação normal da informação de todos os setores da organização, permitindo seu
funcionamento.
A comunicação interna é a comunicação existente entre a empresa e os
funcionários. Por isso, entendemos que a comunicação interna abrange:
- A comunicação entre departamentos, órgãos, unidades.
- A comunicação entre pessoas dos mesmos departamentos, órgãos unidades.
- A comunicação entre chefias.
- A comunicação entre funcionários e chefia direta, como supervisores e gerentes, e
chefia indireta, como diretores e presidentes (TAVARES, 2007).
A comunicação interna é uma via de mão dupla, portanto, além de saber
comunicar é importante saber ouvir. Os cincos “C s” de uma comunicação interna
eficaz são: consciente, contínua, clara, curta e completa (MARQUES apud MELO,
2006).
Segundo o autor Bahia (2002 apud CENERINI, 2009), a comunicação
interna tem como objetivo principal a integração dos colaboradores, ou seja,
pretende transmitir as ações, decisões e pensamentos da empresa para seus
colaboradores, com clareza e rapidez.
Conforme Pasqualini (2006 apud CENERINI, 2009), afirma que além da
comunicação interna comunicar os acontecimentos e noticias para os funcionários
da empresa, ela tem como objetivo de “firmar uma imagem positiva da empresa para
seus colaboradores”, contribuindo para o desenvolvimento e para um clima positivo,
favorável para o cumprimento das metas e objetivos da empresa.

Apostilas Ideal
34

2.3.6 A importância da comunicação interna

A comunicação interna é considerada importante, porque as empresas


buscam um diferencial no mercado de trabalho, com isso, a valorização dos
funcionários torna-se intensa, para que sejam atingidos os objetivos e principalmente
na construção de relacionamentos harmoniosos fortalecendo as relações do público
interno (MARCHIORI, 2004).
Segundo Rhodia (apud KUNSCH, 2003, p. 154), “a comunicação interna é
uma ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses dos empregados e
da empresa, através do estímulo ao diálogo, a troca de informações e de
experiências e a participação de todos os níveis”.
A qualidade da comunicação interna passa pela disposição da direção em
abrir as informações; pela autenticidade, usando a verdade como princípio;
pela rapidez e competência; pelo respeito às diferenças individuais; pela
implantação de uma gestão participativa, capaz de propiciar oportunidade
para mudanças culturais necessárias, pela utilização das novas tecnologias;
pelo gerenciamento de pessoal técnico especializado, que realize
efetivamente a comunicação de ir-e-vir, numa simetria entre chefias e
subordinados. (KUNSCH, p. 160, 2003)

Conforme Chiavenato (1983), os funcionários devem receber


continuamente dos superiores um fluxo de comunicações capaz de suprir-lhes as
necessidades. Por outro lado, os superiores devem receber dos funcionários um
fluxo de comunicações capaz de lhes fornecer uma idéia adequada do que está
acontecendo.
As empresas que possuem bons sistemas internos de comunicação
conseguem alcançar melhores condições de planejamento estratégico, pois as
informações da base chegam com mais fluidez e confiabilidade ao topo da pirâmide
organizacional. Também conseguem fazer com que o processo produtivo seja mais
dinâmico, uma vez que as diretrizes chegam a quem as executa de forma íntegra
(SANTIAGO, 2003).
Para a doutora em Ciências da Comunicação, Marlene Marchiori apud
Leite (2006), a busca da valorização da comunicação interna deve ser vista como
uma estratégia dos empresários que desejam o sucesso de suas organizações. Pelo
fato de ser pela comunicação que a organização recebe e oferece informações,
construindo o conhecimento para a tomada de decisões mais acertadas.
Tavares (2007, p. 25) afirma que, “o gerenciamento de comunicação
ajuda no gerenciamento de atitudes: à medida que os funcionários passam a ter

Apostilas Ideal
35

mais informações sobre o negócio da empresa, estarão mais motivados a tomar


iniciativas nos processos de produção”.
Segundo Leite (2006), a comunicação interna se torna importante para
uma organização porque atualmente os funcionários são parceiros da organização,
quanto mais informados estiverem, mais envolvidos e comprometidos com a
organização estarão, ampliando sua visão para a missão da organização, dando-lhe
mais conhecimento dos processos de suas tarefas. As ações geradas na
organização precisam fazer sentido para os funcionários, o que o seu trabalho
representa para a organização no todo, qual a importância de suas tarefas
realizadas, isso na maioria das vezes será encontrado no processo de comunicação
interna.
O que a comunicação faz para uma empresa se parece com o que a
corrente sanguínea faz para o organismo. A corrente sanguínea supre todas
as células do organismo com oxigênio, o sistema de comunicação supre
todas as unidades-departamentos, pessoas - da empresa com informação.
Privadas de oxigênio, as células funcionam mal e morrem, sem a
informação necessária, as pessoas e os departamentos dentro da empresa
funcional mal, o que na certa leva a uma espécie de ineficiência final para
elas e para a empresa como um todo. (HAMPTON, p249, 1991)

Conforme Argenti (2006), os gerentes precisam reconhecer que, se


contribuírem as informações para os funcionários e aprenderem a ouvi-los, eles se
introduzirão mais com o trabalho, estarão conectados com a visão da empresa,
assim capazes de realizar mais as metas da organização.
Uma comunicação interna participativa, por meio de todos os
instrumentos de comunicação disponível, manterá o funcionário por dentro dos
assuntos da organização envolvendo-o. Além de informar dos fatos ocorridos fora da
organização, tendo um olhar dentro e outro fora da organização, acompanhará
conscientemente as mudanças. Assim deixando de ser um mero número do cartão
eletrônico de entrada e saída, mas sim alguém que exerce suas funções como
parceiro da organização (KUNSCH, 2003).
Argenti (2006, p. 172), “uma sólida comunicação interna - impulsionando
a lealdade e a produtividade da força de trabalho – continuará a desempenhar um
papel central na manutenção de funcionários e no sucesso geral da empresa”.
Uma empresa com um sistema de comunicação interna integrado faz com
que seus funcionários desenvolvam suas atividades, mais motivados e cientes de
suas responsabilidades, pois recebem as informações de seus superiores no tempo
e quantidade certa, com uma linguagem adequada e tem a possibilidade de se

Apostilas Ideal
36

comunicar no sentido inverso, ou seja, levar as suas sugestões e até mesmo,


reclamações aos níveis hierárquicos superiores da empresa (SANTIAGO, 2003).

2.4 Caracterização das empresas do setor/segmento alimentício

Indústria é um conjunto de atividades produtivas que um grupo realiza, de


modo organizado, com a ajuda de ferramentas e máquinas. Quase tudo o que o
homem consome, sejam alimentos ou utensílios, passa pelo processo de
industrialização. (INDÚSTRIA, 2010)
A indústria alimentícia foi uns dos principais setores que iniciou o primeiro
movimento industrial no final do século IXX. No final da primeira guerra mundial a
indústria alimentícia era o segundo maior setor industrial no Brasil. Ao longo das
décadas seguintes, a industrialização no Brasil se aprofundava e o parque industrial
se tornava mais diversificado e complexo, enquanto a indústria alimentícia diminuía
(BIRCHAL, 2004).
A indústria de alimentos tem passado por várias mudanças no decorrer
dos anos, buscando liderança no mercado e buscando a diferenciação dos produtos,
como forma de captar novos consumidores com menor elasticidade de preço e
maior elasticidade de renda, permitindo maiores margens de preço no produto
(NEVES, et al., 2000 apud TOLEDO et al., 2004).
As indústrias assim classificadas têm como característica a elaboração de
produtos manufaturados, destinados ao consumo final, são dependentes de outras
indústrias ou fornecedores de insumos e equipamentos (BIRCHAL, 2004).
A base da competitividade da indústria de alimentos esteve e está ligada
na agricultura. Como a maioria dos insumos utilizados é perecível, para a
competitividade foi e continua sendo importante manter um fluxo continuo de
abastecimento das matérias-primas, sem formar muito estoque (BIRCHAL, 2004).
Embora seja demonstrada a participação da indústria alimentícia na
economia brasileira, esse setor carece de informação sobre os níveis de eficiência
produtiva, no qual operam as empresas de diversos setores (TUPY, 2010).
A eficiência produtiva de uma empresa do ramo alimentício é medida pela
eficiência técnica e da escala. Essa eficiência técnica é considerada quando para
certo tipo de produção é minimizado os insumos utilizados. A eficiência escala é

Apostilas Ideal
37

considerada quando a produção do produto é proporcional aos insumos utilizados


nessa produção. (TUPY, 2010).

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38

3 PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS

O presente capítulo tem como objetivo esclarecer os processos


metodológicos e científicos utilizados para a realização da pesquisa, descrevendo os
passos de desenvolvimento. Neste capítulo serão evidenciados os tipos de pesquisa
e o instrumento de coleta de dados.
A pesquisa é definida como o procedimento racional e sistemático no qual
proporciona respostas aos problemas definidos. A pesquisa é solicitada quando não
se tem informação suficiente para resolver tal problema ou então quando a
informação que se tem está em desordem que não possa ser relacionada ao
problema (GIL, 2002).
Para Oliveira (1999) a pesquisa tem por objetivo estabelecer uma série de
compreensões no sentido de descobrir respostas para as questões que existem em
todas as áreas do conhecimento humano, envolvendo a abertura dos horizontes e a
apresentação de diretrizes fundamentais, que podem contribuir para o
desenvolvimento do conhecimento.
A pesquisa tem por finalidade tentar conhecer e explicar os fenômenos
que ocorrem nas suas mais diferentes manifestações e a maneira como se
processam os seus aspectos estruturais e funcionais (OLIVEIRA, p.118,1999).

3.1 Abordagem metodológica e tipo de pesquisa

Tendo em vista que este trabalho focaliza na comunicação interna, dentro


de diversos tipos de pesquisa existentes, foi utilizada a pesquisa bibliográfica e
descritiva, com abordagem quali-quantitativa.
Em relação o tipo de pesquisa quanto aos procedimentos, foi utilizada a
pesquisa bibliográfica.
Conforme Gil (2002), a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base
em materiais já elaborados, sua principal vantagem está no fato de permitir ao
pesquisador a cobertura de uma gama de fenômenos mais ampla.
Para Oliveira (1999, p.119) “a pesquisa bibliográfica tem por finalidade
conhecer as diferentes formas de contribuição cientifica que se realizaram sobre
determinado assunto ou fenômeno.” Neste caso foi pesquisado em livros de diversos

Apostilas Ideal
39

autores, com finalidade de adquirir mais conhecimento e informação sobre o estudo


abordado.
A respeito dos objetivos da pesquisa foi utilizada a pesquisa descritiva,
pois, conforme Gil (2002, p.42) “as pesquisas descritivas tem como objetivo
primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno
ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis”.
Ainda na idéia de Gil (2002) a pesquisa descritiva estuda as
características de um grupo. São incluídas as pesquisas que levantam opiniões,
atitudes e crenças de uma população.
Quanto à forma de abordagem do problema foi adotada à pesquisa
qualitativa para que possa ser mostrada a visão dos funcionários em relação aos
processos de comunicação interna na empresa.
Segundo Oliveira (1999), as pesquisas qualitativas possuem facilidade em
descrever a complexidade de um determinado problema ou hipótese, analisar a
interação de certas variáveis, compreender e qualificar os processos dinâmicos,
prestar contribuições no processo de mudança, criação ou formação de opiniões de
determinado grupo e permitir, em maior grau de profundidade, a interpretação das
particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos.
Conforme Oliveira (1999), a pesquisa quantitativa tem objetivos de
quantificar opiniões, em forma de coleta de dados, através de questionários.

3.2 Caracterização do ambiente da pesquisa

A pesquisa foi realizada em uma empresa do Ramo Alimentício,


localizada na Rua Albino Zanatta, Bairro Gávea, na cidade de Jacinto Machado.
Fundada no ano de 1973, atualmente está composta por 50 funcionários.
A referida empresa comercializa em alguns estados brasileiros como,
Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mata Grosso do
Sul, Mata Grosso, Rondônia e Acre.

3.3 População e amostra

A população da empresa atualmente é de 50 funcionários, sendo assim


foi realizada a pesquisa com um censo de 50 funcionários.

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40

3.4 Instrumento de coleta de dados

O instrumento de coleta de dados foi um questionário com dezesseis


perguntas, doze delas são fechadas e quatro aberta.

3.5 Análise e forma de apresentação de dados

A pesquisa foi realizada no período de 24 a 30 de setembro de 2010, os


resultados obtidos foram demonstrados através de gráficos e tabelas elaborados no
programa Excel para um melhor entendimento, junto com a analise individual, tendo
como analise geral os resultados obtidos.

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41

4 EXPERIÊNCIA DA PESQUISA

Neste capitulo serão apresentados, os dados obtidos na pesquisa, com


seus respectivos gráficos e análise dos gráficos.
Quando perguntados a respeito do sexo, tivemos o seguinte resultado:

Tabela 01: Sexo


Respostas Quantidade Porcentagem
Masculino 21 42%
Feminino 29 58%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

42%

Masculino
Feminino

58%

Figura 01: Sexo


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Dos pesquisados 58% são do sexo feminino e 42% do sexo masculino.

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42

A segunda pergunta questionou a idade dos pesquisados, e obteve-se os


dados a seguir:

Tabela 02: Idade


Respostas Quantidade Porcentagem
18 a 29 anos 12 24%
30 a 39 anos 23 46%
40 a 49 anos 13 26%
Acima de 50 anos 2 4%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através pesquisa

4%
26%

24%
18 a 29 anos
30 a 39 anos
40 a 49 anos
acima de 50 anos

46%

Figura 02: Idade


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Os resultados mostram que 46% dos pesquisados atingem a idade de 30


a 39 anos, 26% de 40 a 49 anos, 24% de 18 a 29 anos, 4% de acima de 50 anos.

A terceira pergunta referiu-se à escolaridade dos pesquisados, e obteve-


se os dados a seguir:

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43

Tabela 03: Escolaridade


Respostas Quantidade Porcentagem
Ensino Fundamental Completo 0 0%
Ensino Fundamental incompleto 0 0%
Ensino médio completo 16 32%
Ensino médio incompleto 14 28%
Ensino téc. profissionalizante completo 8 16%
Ensino téc. profissionalizante incompleto 0 0%
Ensino superior completo 4 8%
Ensino Superior incompleto 6 12%
Pós-graduado 2 4%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

Ensino médio completo

32% Ensino médio incompleto


4%

12% Ensino técnico


profissionalizante completo
Ensino superior completo

Ensino superior incomplet


8%
Pós-graduação
28%
16%

Figura 03: Escolaridade


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

A pesquisa mostrou que 32% dos pesquisados possui o ensino médio


completo, 28% possui o ensino médio incompleto, 16% com o ensino técnico
profissionalizante completo, 8% possui o ensino superior completo, 12% com o
ensino superior incompleto e 4% possui pós graduação.

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44

A quarta pergunta referiu-se ao setor que os pesquisados ocupam na


empresa:

Tabela 04: Setor que ocupa na empresa


Respostas Quantidade Porcentagem

Produção 43 86%
Administração 7 14%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

14%

Produção
Administrativo

86%

Figura 04: Setor que ocupa na empresa


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Os resultados demonstram que 86% dos pesquisados trabalham no setor


de produção enquanto 14% trabalham no setor administrativo.

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45

A pergunta a seguir questionou o relacionamento entre os pesquisados e


obteve-se os dados a seguir:

Tabela 05: Relacionamento entre os colaboradores


Respostas Quantidade Porcentagem
Ótimo 10 20%
Bom 15 30%
Regular 14 28%
Ruim 7 14%
Péssimo 4 8%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos pela pesquisa

14% 8%

20% Ótimo
Bom
Regular
28% Ruim
Péssimo

30%

Figura 05: Relacionamento entre os colaboradores


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

De acordo com a pesquisa os resultados mostram que 30% dos


pesquisados consideram o relacionamento bom, 28% regular, 20% ótimo, 14% ruim
e 8% péssimo.

Apostilas Ideal
46

Quando perguntados a respeito dos meios de comunicação que utilizam


na empresa, tem-se:

Tabela 06: Meios de comunicação que é usado na empresa


Respostas Quantidade Porcentagem
Reuniões mensais 7 14%
Telefone 10 20%
Mural 31 62%
Intranet 0 0%
Jornais/revistas 0 0%
Outros 2 4%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

4% 14%

Reuniões mensais

20% Telefone
Mural
Outros

62%

Figura 06: Meios de comunicação usados na empresa


Fonte: Dados obtidos pela pesquisadora

Conforme a pesquisa 62% afirma ser mural, 20% telefone, 14% são
reuniões mensais e 4% outros como site.

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47

A pergunta sete referiu-se ao questionamento sobre onde os pesquisados


da empresa encontram as informações que desejam saber sobre a mesma, e
obteve-se as seguintes respostas:

Tabela 07: Onde você encontra as informações que deseja saber sobre a empresa
Respostas Quantidade Porcentagem
Através do encarregado 21 42%
Conversas nos corredores 3 6%
Mural 15 30%
Diretoria da empresa 5 10%
Colegas de trabalho 6 12%
Outros 0 0%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

30%

Através do encarregado
6% 10% Conversas nos corredores
Mural
Diretoria da empresa
Colegas de trabalho

12%

42%

Figura 07: Onde você encontra as informações que deseja saber sobre a empresa
Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Dos pesquisados 42% encontram as informações através do


encarregado, 30% nos murais, 12% com os colegas de trabalho, 10% diretoria da
empresa, 6% em conversas nos corredores.

Apostilas Ideal
48

Quando questionados sobre o nível de comunicação que tinham com de seus


superiores, as respostas foram:

Tabela 08: Nível de comunicação dos superiores para os subordinados


Respostas Quantidade Porcentagem
Ótimo 8 16%
Bom 18 36%
Regular 13 26%
Ruim 7 14%
Péssimo 4 8%
Total 50 100%
Fonte: Dados elaborados através da pesquisa

26% 14%

Ótimo
8%
Bom
Regular
Ruim
Péssimo

16%

36%

Figura 08: Nível de comunicação dos superiores para os subordinados


Fonte: Dados elaborado pela pesquisadora

Em relação ao nível de comunicação dos superiores para os


subordinados 36% consideram bom, 26% regular, 16% ótimo, 14% ruim e 8%
péssimo.

Apostilas Ideal
49

E quando perguntados sobre seu nível de comunicação em relação aos seus


superiores, obteve-se:

Tabela 09: Nível de comunicação dos subordinados para os superiores


Respostas Quantidade Porcentagem
Ótimo 10 20%
Bom 19 38%
Regular 10 20%
Ruim 9 18%
Péssimo 2 4%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

20%
18%

Ótimo
4% Bom
Regular
Ruim
Péssimo

20%
38%

Figura 09: Nível de comunicação dos subordinados para os superiores


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

A pesquisa mostra que 38% consideram bom o nível de comunicação dos


subordinados para os superiores, 20% ótimo, 20% regular, 18% ruim e 4% péssimo.

Apostilas Ideal
50

A décima pergunta referiu-se ao como está a comunicação interna na


empresa. As respostas foram:

Tabela 10: Como está a comunicação interna


Respostas Quantidade Porcentagem
Ótimo 17 34%
Bom 18 36%
Regular 9 18%
Ruim 5 10%
Péssimo 1 2%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

10% 2%

18%
34% Ótimo
Bom
Regular
Ruim
Péssimo

36%

Figura 10: Como está a comunicação interna


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

A pesquisa demonstrou que 36% dos pesquisados consideram a


comunicação interna boa, 34% ótima, 18% regular, 10% Ruim, 2% Péssimo.

Apostilas Ideal
51

Quando perguntou-se aos pesquisados se eles entendiam as informações


que recebiam, obtivemos as seguintes respostas:

Tabela 11: Você entende as informações que recebe


Respostas Quantidade Porcentagem
Por completo 11 22%
Incompleto 7 14%
Parcialmente 26 52%
Dificilmente 6 12%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

22%
12%

Por completo
14% Incompleto
Parcialmente
Dificilmente

52%

Figura 11: Você entende as informações que recebe


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Conforme o resultado do questionário pode-se dizer que 52% entendem


as informações parcialmente, 22% por completo,14% incompleto e12% dificilmente.

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52

A pergunta a seguir refere-se aos meios de comunicação interno e se


estes precisam ser melhorados ou mudados na empresa. As respostas foram:

Tabela 12: Os meios de comunicação interno precisam ser melhorados ou mudados


Respostas Quantidade Porcentagem
Tem que melhorar 21 42%
Tem que mudar 6 12%
Está bom assim 23 46%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

42%
46% Tem que melhorar
Tem que mudar
Está bom assim

12%

Figura 12: Os meios de comunicação interno precisam ser melhorados ou mudados


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Dos pesquisados 46% acreditam que os meios de comunicação interno


está bom assim porque estão recebendo as informações de modo compreensível,
42% acreditam que tem que melhorar porque a empresa precisa inovar sempre
melhorando a cada dia, pois ainda falta alguns métodos que pode ajudar na
comunicação como jornais internos mensais. Assim como trabalhos com as equipes
visando cada vez mais a aproximação entre os colaboradores e 12% dizem que têm
que mudar porque os colaboradores precisam de mais informações diretas, precisa
ter mais pessoas responsáveis para repassar as informações da forma correta.

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53

Quando perguntados como os funcionários classificam a distribuição de


informações na empresa, obteve-se as seguintes respostas:

Tabela 13: Classificação da distribuição das informações na empresa


Respostas Quantidade Porcentagem
De fácil acesso 33 66%
De difícil acesso 17 34%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

34%

De fácil acesso
De difícil acesso

66%

Figura 13: Classificação da distribuição das informações na empresa


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

A pesquisa realizada mostra que 66% classificam a distribuição de fácil


acesso enquanto 34% acham a distribuição das informações de difícil acesso.

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54

A pergunta quatorze, questionou se as formas de comunicação existentes


na empresa são suficientes para o processo de comunicação entre os setores. E
os pesquisados deram as seguintes respostas:

Tabela 14: As formas de comunicação existente na empresa são suficientes para o


processo de comunicação entre os setores
Respostas Quantidade Porcentagem

Sim 27 54%
Não 9 18%
Às vezes 14 28%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

28%

Sim
Não
As vezes

18%

54%

Figura 14: As formas de comunicação existente na empresa são suficientes para o processo de
comunicação entre os setores
Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Dos pesquisados 54 % acreditam que essas formas de comunicação são


suficiente para um bom processo de comunicação, 28% que as vezes são suficiente
e 18% acreditam que não são suficiente.

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55

Na questão 15 (aberta), os pesquisados teriam que sugerir propostas


para melhorias na comunicação interna. As respostas que seguem, compilam as
respostas que foram propostas:

Tabela 15: Sugestões para melhorar a comunicação interna


Sugestões Quantidade Porcentagem
Reuniões mensais com toda a empresa; 19 38%
Palestras motivacionais para estimular os 6 12%
colaboradores;
Mais comunicação formalizada; 10 20%
Acesso à tecnologia; 1 2%
Adição de mais murais e atualizados; 2 4%
Colocar mais encarregados, para que cada um 3 6%
esteja presente em seu setor;
Reuniões periódicas entre o encarregado da 9 18%
produção e os funcionários;
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

Dos 50 questionários 38% sugeriram reuniões mensais com toda a


empresa, 20% mais comunicação formalizada, 18% reuniões periódicas entre o
encarregado da produção e os funcionários, 12% palestras motivacionais para
estimular os colaboradores, 6% sugeriram colocar mais encarregados para que cada
um esteja presente em seu setor, 4% sugeriram mais murais e suas atualizações 2%
gostariam de ter mais acesso a tecnologia.

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56

Quando questionados se consideram a comunicação importante para a


empresa e para os funcionário e por que? Obteve-se:

Tabela 16: A importância da comunicação para a empresa e para os funcionários


Respostas Quantidade Porcentagem
Sim 50 100%
Não 0 0%
As vezes 0 0%
Total 50 100%
Fonte: Dados obtidos através da pesquisa

0%

Sim
Não
As vezes

100%

Figura 15: A importância da comunicação para a empresa e para os funcionários


Fonte: Dados elaborados pela pesquisadora

Nessa questão 100% dos pesquisados consideram a comunicação


interna importante tanto para a empresa quanto para os funcionários, porque ela é
fundamental para a empresa, para sua produtividade e lucratividade, pelo fato dela
informar ao grupo os acontecimentos diários, é com ela que conseguimos fazer um
bom trabalho de equipe, visando ter os mesmos objetivos, entendendo a visão e a
missão da empresa. Por esse fato é necessário comunicar a todos os colaboradores
quais os objetivos e resultados alcançados na organização. O relacionamento entre
os colaboradores fica mais harmonioso com a comunicação, um ambiente melhor
para conviver.

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57

4.1 ANÁLISE GERAL DA PESQUISA

Esta pesquisa teve a finalidade de responder aos objetivos deste estudo,


que avaliou os processos e meios de comunicação utilizados em uma empresa do
ramo alimentício.
Em toda empresa há situações de trabalho que precisam ser
compartilhadas com duas ou mais pessoas, para que tais situações possam ser
executadas de forma amigável necessita de uma boa interação dos colaboradores,
desenvolvendo assim a comunicação, cooperação, respeito e amizade
(MOSCOVICI, 1985). Conforme os colaboradores na empresa estudada, esse
relacionamento está presente na empresa e é considerado bom. Assim tendo um
bom relacionamento entre os colaboradores, resultará em benefícios na
comunicação.
Em relação a comunicação percebeu-se que a empresa não disponibiliza
muitos meios de comunicação, como visto na fundamentação teórica. Os mais
usados pelos colaboradores são murais, telefones e algumas reuniões. Na visão de
Leite (2006), o processo de comunicação interna e seus meios precisam ser
disponibilizados de forma eficaz e atrativa para que realmente exerçam sua missão
de unir os colaboradores da empresa.
No entanto a maneira mais utilizada pela empresa para transmitir as
informações desejadas para os colaboradores é através do encarregado. Este as
repassa para os subordinados ou então em conversa direta com a diretoria da
empresa. Assim pode perceber-se que a forma de comunicar-se na empresa mais
usadas pelos colaboradores é a comunicação oral, na qual utilizada de forma correta
tem um bom desempenho. Diz o autor Robbins (2004), que a comunicação oral tem
como vantagens o esclarecimento de dúvidas e um feedback imediato.
Muitos colaboradores também encontram informações com os colegas de
trabalho e nas conversas de corredores. Esta forma não é muito adequada para a
empresa, pois corre o risco de sofrer alterações e mal entendidos na mensagem
com algum ruído como foi visto no processo de comunicação. Conforme Hampton
(1990), o ruído interfere na transmissão da comunicação do emissor para o receptor,
alterando ou modificando a mensagem.
Conforme Silva (2007), em uma organização existe vários fluxos ou
canais de comunicação, estes fluxos transmitem as informações dentro da empresa,

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58

dos superiores para os subordinados, dos subordinados para os superiores e


também ocorrem entre os setores, funcionário para funcionário. Constatou-se na
pesquisa que, os níveis de comunicação de baixo para cima, de cima para baixo e
entre os setores foram considerados bons pelos colaboradores. Esse resultado
favorece a empresa, pois demonstra que há relacionamento entre os setores, que
tanto os superiores quanto os subordinados estão recebendo as informações
desejadas sobre o andamento da empresa.
A comunicação interna da empresa, junto com o entendimento das
informações recebidas teve um nível bom de aprovação dos colaboradores. Mesmo
assim, existem motivos para o descontentamento de alguns colaboradores da
empresa, onde acreditam que os meios de comunicação precisam ser melhorados e
mudados, pelo fato da empresa estar crescendo e precisa estar sempre inovando
com as tecnologias, utilizando mais métodos para facilitar a boa comunicação,
visando em um bom relacionamento na empresa e no entendimento das ordens
enviadas.
A pesquisa pode confirmar então, que a ‘comunicação interna’ é
realmente importante e que o trabalho em equipe precisa ser incentivado com uma
postura de empatia e cooperação eliminando assim, os afastamentos e as falhas na
comunicação. O envolvimento dos colaboradores em todo o processo organizacional
é condição imprescindível ao bom andamento da organização, pois por meio da
Comunicação Interna, torna-se possível estabelecer canais que possibilitem o
relacionamento ágil e transparente dos superiores com os seus subordinados e
entre os próprios subordinados.

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