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Juventude: O nosso compromisso!

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Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


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2 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Elaboração:
Susana Villarroel

Coordenação:
Olavo Delgado Correia

Edição:
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações

Apoio:
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
PAPNEF – Proj. CV071/ Cooperação Luxemburguesa
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Junho de 2013

4 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


Juventude: O nosso compromisso!
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Índice
INTRODUCÇÃO

ENQUADRAMENTO

OBJECTIVOS

Sistema
A METODOLOGIA Nacional de
DE ELABORAÇÃO Sistema Nacional
DE Qualificações
QUALIFICAÇÕES de Qualificações
PROFISSIONAIS

OS PROCEDIMENTOS
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
OS PROCESSOS

PROCESSO A CARACTERIZAÇAO DA FAMÍLIA PROFISSIONAL


PA1 Selecção de fontes de informação
PA2 Recolha de dados
PA3 Tratamento de dados e elaboração do estudo sectorial
PA4 Desenho do campo de observação

PROCESSO B CONSTITUIÇÃO DO COS E DO CTS


PB1 Constituição do Conselho Sectorial
PB2 Constituição do Comité Técnico Sectorial

PROCESSO C ELABORAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL


PC1 Elaboração do mapa funcional
PC2 Identificação das unidades de competência da área
PC3 Identificação dos elementos de competência da UC
PC4 Elaboração dos critérios de desempenho dos EC
PC5 Atribuição do nível à unidade de competência
PC6 Identificação do contexto profissional da UC
PC7 Estruturação do perfil profissional mediante a agrupação de UC
PC8 Redacção da competência geral da Qualificação profissional
PC9 Identificação do ambiente profissional da Qualificação profissional

PROCESSO D VALIDAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL


PD1 Validação interna do Perfil profissional
PD2 Validação externa do Perfil profissional

PROCESSO E DESENHO CURRICULAR


PE1 Identificação dos módulos formativos associados às UC
PE2 Determinação das capacidades do MF
PE3 Determinação dos critérios de avaliação das capacidades
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
PE4 Determinação dos conteúdos
Unidade de Coordenação do Sistemado MF de Qualificações
Nacional
1
1

PE5 Especificação da duração do MF e UF


PE6 Identificação do contexto formativo do MF ou UF
PE7 Elaboração do módulo formativo em contexto real de trabalho (MFCRT)

PROCESSO F VALIDAÇÃO DO PROGRAMA FORMATIVO E DA QP


PD1 Validação interna do programa formativo e da Qualificação profissional
PD2 Validação externa do programa formativo e da Qualificação profissional

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 4
5
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Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

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I. INTRODUCÇÃO

1. ENQUADRAMENTO

O combate ao fenómeno do desemprego é um dos grandes desafios a se vencer em Cabo Verde. Para tanto, são
empreendidos esforços consideráveis nas mais variadas áreas da Governação. Assim, realça-se com merecido
destaque os esforços nos domínios da educação, formação e qualificação dos recursos humanos para o emprego,
de forma à implementação de um processo integrado e estruturado de construção da competitividade da eco-
nomia cabo-verdiana, quer em termos de qualidade, quer em termos de produtividade.
1
O Decreto Legislativo que revê as Bases do Sistema Educativo estabelece que este sistema integra ainda a com-
Sistema Nacional de Qualificações Sistema Nacional de Qualificações
ponente de formação técnico-profissional e articula-se estreitamente como o sistema nacional de formação e
aprendizagem profissional.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
O Decreto-lei que regula o Regímen Jurídico do Sistema Nacional de Qualificações (SNQ) reconhece como uma
vertente da educação: a preparação, formação e qualificação dos indivíduos para o exercício de uma actividade
2

profissional.

O SNQ estabelece a integração das ofertas da formação profissional, através do Catálogo Nacional das Qualifica-
3
ções Profissionais e determina uma estrutura articulada de módulos de formação num Catálogo Modular de
4
Formação Técnico-profissional .
5
Com o objectivo de enfrentar o desafio de implementar o SNQ, criou-se a Unidade de Coordenação do SNQ ,
cujas atribuições é precisamente o estabelecimento de um formato normalizado e uma metodologia de elabora-
ção de Perfis profissionais e os padrões de competência.

Consequentemente, a Unidade de Coordenação do SNQ, com o propósito de avançar na necessária determina-


ção de um modelo de qualificação, tem estabelecido uma linha metodológica de elaboração de Perfis profissio-
nais e formação associada (qualificação).

Na abordagem da qualificação profissional, deve-se ter em conta as várias dimensões, designadamente:

a. Competências necessárias ou exigidas para um determinado posto de trabalho (formação inicial);

b. Competências que os indivíduos adquirem ao longo da sua vida (formação contínua, experiência profis-
sional, aprendizagem social);

c. Competências inscritas numa classificação nacional de profissionais que resulte de compromissos entre
os diversos interlocutores sociais.

2. OBJECTIVOS

1. Valorizar as várias modalidades de formação profissional, através do (RVCC) Reconhecimento, Valida-


ção, e Certificação das Competências adquiridas, considerando os vários contextos de aprendizagem.

2. Promover a integração das várias acções formativas da Formação Profissional, do Ensino Técnico e da
Educação de Adultos.
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3. Incrementar a qualidade e a coerência no sistema de formação profissional, através da estandardização
nacional dos Programas formativos de Formação profissional;

4. Assegurar a constante adequação da Formação profissional ao mundo do trabalho.

1
Decreto-Legislativo nº 2/2010 de 7 de Maio
2
Decreto-Lei nº 20/2010 de 14 de Junho
3
Decreto-Lei nº 65/2010 de 27 de Dezembro
4
Decreto-Lei n.º 66/2010 de 27 de Dezembro
5
Decreto-Lei nº 62/2009 de 14 de Dezembro

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II. A METODOLOGIA DE ELABORAÇÃO DE QUALIFICAÇÕES PROFISSIONAIS

No quadro do processo de implementação do Sistema Nacional de Qualificações de Cabo Verde, a


metodologia de elaboração das qualificações, integradas por Perfis profissionais e Programas formati-
vos, tem como objectivo facilitar a definição, elaboração e actualização constante do Catálogo Nacio-
nal de Qualificações Profissionais (CNQP) e os seus programas formativos correspondentes de modo a
facilitar a integração da formação feita no Sistema educativo, na rede de Centros de Emprego e For-
mação profissional do IEFP e nas empresas, de forma ajustada ao emprego, à economia e ao sector
produtivo e empresarial de Cabo Verde.

Esta metodologia fundamenta-se nos modelos e métodos internacionais e na experiência acumulada


na elaboração Sistema Nacional
de Qualificações, SistemadeNacional
de Qualificações
Diplomas e Certificados Formaçãode Qualificações
profissional em diversos países.
A metodologia de elaboração deve poder permitir:


Manual Manual de Procedimentos
de Procedimentos
No âmbito sectorial: a identificação das competências profissionais requeridas para o
desenvolvimento dos processos produtivos de bens e serviços.

 No âmbito da educação e formação: a construção dos programas e os módulos formativos


que dão respostas às competências profissionais, facilitando a empregabilidade aos forman-
dos.

1. REQUISITOS

As qualificações definidas devem ser aplicáveis no conjunto dos sectores produtivos e no mercado de
trabalho cabo-verdiano e devem cumprir com um conjunto de requisitos que lhes conferem idonei-
dade para seu registo no Catálogo Nacional de Qualificações profissionais. Devem ainda:

 Ser de ampla abrangência, com valor e significado para o mercado do trabalho e baseadas em
competências;

 Deter uma ampla adaptabilidade à evolução dos modos de produção e das ocupações;

 Ser baseados numa ampla concepção de competência profissional que assegure aos trabalhado-
res a capacidade de realizar um trabalho em diferentes contextos e situações de produção;

 Ser concebidos e formulados de modo a se adaptarem aos resultados demonstrados pelas pes-
soas, independentemente do modo, duração ou localização das diferentes formas de aprendiza-
gem e aquisição de competência.

 Cumprir com os requisitos e formatos de Perfis profissionais estruturados em Unidades de Com-


petência e de Programas formativos organizados em módulos associados às Unidades de Compe-
tência.

 Ter programas que sejam a base da oferta formativa no Sistema de Formação profissional e no
Ensino técnico e que permitam a implementação dum Sistema Modular
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2. PRINCÍPIOS

Para cumprir os objectivos e satisfazer os requisitos anteriormente estabelecidos, a metodologia


apoia-se em quatro princípios básicos:

1. Uma vez que as competências que farão parte do Perfil profissional podem ser vistos como
expressão de um trabalho bem feito, a sua identificação e definição exige necessariamente a par-
ticipação de especialistas nas diversas actividades de trabalho relacionadas com a área de com-
petência.

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2. A técnica para identificar os standards tem que:

 Ser baseada num enfoque global e sistémico dos processos produtivos numa compreensão
lógica:

 Transcender as habilidades pessoais dos indivíduos e dos métodos e procedimentos específi-


cos das diversas empresas e organizações;

 Assegurar que todas as dimensões da competência profissional estão incluídas nos Perfis;

 Incidir-se sobre o que requerem os processos produtivos e o mercado de trabalho, e não


sobreSistema Nacional
a lógica interna Sistema
formaçãoNacional
de Qualificações
dos processos de dedeQualificações
ou domínios conhecimento.

 A técnica da análise funcional deverá permitir a tomada de decisões sobre as várias opções
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
de profissionalismo que são logica e coerentemente consistentes e possíveis para se atingir
as funções desse campo, assim como incorporar as previsões sobre possíveis mudanças em
tecnologias e processos de produção.

3. Considerando que as Qualificações integram os Módulos de formação associados às Unidades de


Competência, a metodologia de elaboração deve identificar os referidos módulos.

4. Considerando que as qualificações devem ser totalmente aceitas pelos parceiros presentes na
sua produção e devem ter uma ampla envolvência social, devem passar por um processo de vali-
dação pelas organizações empresariais, sindicais e profissionais mais representativas do sector
produtivo correspondente, incluindo as administrações sectoriais implicadas.

A metodologia estabelece as etapas de desenvolvimento, os agentes responsáveis pelas acções defi-


nidas em cada uma das características dos produtos a serem obtidos, chegando em alguns casos, até
mesmo a determinar os seus modelos e formatos de apresentação. O trabalho que se gera, retroali-
menta o processo e enriquece a cada nova fase a ser abordado. Por isso os resultados das etapas
variam em função do momento temporal em questão.

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III. OS PROCEDIMENTOS

Com o objectivo de fomentar a simplificação das tarefas e melhorar a capacidade e a velocidade de


resposta da UC-SNQ nos processos relativos à elaboração de qualificações, especialmente nos âmbi-
tos onde participam peritos e coordenadores externos à mesma, pretende-se, estabelecer o presente
Manual Procedimentos das actividades, operações e tarefas, que deve avaliar-se, revisar-se e actuali-
zar-se sistematicamente.

A necessidade de agrupar os procedimentos documentados de cada área num documento denomi-


nado “ManualSistema Nacional de
de Procedimentos”,
Sistema Nacional de Qualificações
é a Qualificações
de conformar num corpo integrado as diversas actividades,
ordenadas para se evitar a dispersão e facilitar sua consulta, melhoria e controlo.

1.
Manual Manual de Procedimentos
de Procedimentos
BENEFÍCIOS DO MANUAL DE PROCEDIMENTOS

Alguns dos benefícios de se contar com o presente Manual de Procedimentos e estabelecer uma
rotina de actualização são:
1. Atingir que as pessoas implicadas conheçam as políticas e as normas da UC-SNQ a respeito
das actividades que realiza.

2. Identificar, delimitar e clarificar as responsabilidades das áreas da UC-SNQ e postos de traba-


lho respectivos.

3. Garantir a eficiência do pessoal informando-o, do que deve fazer e como deve fazê-lo.

4. Verificar o cumprimento das rotinas de trabalho e evitar sua alteração sem causa justificada.

5. Basear a análise do trabalho quotidiano e o melhoramento dos processos e procedimentos.

6. Facilitar a aprendizagem e capacitação nas tarefas.

7. Constituir o arquivo de informação histórica para análises posteriores, que permita o melho-
ramento permanente.

Os critérios a tomar em conta para a necessária revisão do Manual de Procedimentos são os seguin-
tes: termo da vigência estabelecida, mudanças na organização, avanços tecnológicos, mudanças nos
requisitos legais e regulamentares relacionados com as Qualificações, resultado de acções correctivas,
preventivas ou revisão de normas nacionais. Um procedimento é uma sequência lógica e cronológica
de actividades relacionadas. O procedimento descreve sistematicamente o como realizar uma função,
identificando quem, como, quando, onde e para que têm de ser realizado, de tal forma, que se asse-
gure sua realização satisfatória. Os procedimentos apoiam a realização das actividades quotidianas da
UC-SNQ relacionadas com a elaboração de Qualificações, já que consignam em forma sequencial,
ordenada
Unidade e metódica,
de Coordenação as operações
do Sistema Nacional de Qualificações que devem seguir-se para a realização 1das funções atribuídas.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

No desenho dos procedimentos deve imperar o critério de simplificação, para se evitar a presença de
actividades supérfluas, práticas lentas e burocráticas com custos e/ou tempo de trâmite desnecessá-
rios. O procedimento deve dar resposta às perguntas:

 O que deve ser feito?


 Quem deve fazer?
 Quando fazer?
 Onde fazer?
 Como fazer?

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10 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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2. ELEMENTOS

1. Nome
2. Conceitos
3. Responsável do procedimento
4. Produtos de entrada
5. Produtos de saída
6. Prazos de execução
7. Descrição

3. REQUISITOS Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações
a. Que o procedimento descrito não esteja inserido em outro similar.
b.
c. Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Que esteja em concordância com as atribuições da UC-SNQ e a legislação vigente.
Que seu conteúdo não confronte com outros procedimentos estabelecidos.
d. Que tenha indicado um início e uma terminação.
e. Que descreva os elementos de entrada e de saída.
f. Que faça finca-pé nas etapas de seguimento ou avaliação do processo e dos produtos
de saída.
g. Que descreva cada uma das actividades com valor que estejam implicados no procedi-
mento.
h. Que indique o posto(s) responsáveis de cumprir as actividades.
i. Que indique nos anexos os modelos e formatos estabelecidos.
j. Que indique o fluxo de informação do procedimento.

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Unidade
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de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 9 11
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IV. PROCESSOS

PROCESSOS E PROCEDIMENTOS PARA LA ELABORAÇÃO DAS QUALIFICAÇÕES PROFISSIONAIS

PROCESSO A CARACTERIZAÇAO DA FAMÍLIA PROFISSIONAL


PA1 Selecção de fontes de informação
PA2 Recolha de dados
PA3 Tratamento de dados e elaboração do estudo sectorial
SistemaDesenho
PA4 Nacional Sistema Nacional de Qualificações
de Qualificações
do campo de observação

PROCESSO B CONSTITUIÇÃO DO COS E DO CTS

Manual de Procedimentos
PB1 Constituição do Conselho Sectorial
Manual de Procedimentos
PB2 Constituição do Comité Técnico Sectorial

PROCESSO C ELABORAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL


PC1 Elaboração do mapa funcional
PC2 Identificação das unidades de competência da área
PC3 Identificação dos elementos de competência da UC
PC4 Elaboração dos critérios de desempenho dos EC
PC5 Atribuição do nível à unidade de competência
PC6 Identificação do contexto profissional da UC
PC7 Estruturação do perfil profissional mediante a agrupação de UC
PC8 Redacção da competência geral da Qualificação profissional
PC9 Identificação do ambiente profissional da Qualificação profissional

PROCESSO D VALIDAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL


PD1 Validação interna do Perfil profissional
PD2 Validação externa do Perfil profissional

PROCESSO E DESENHO CURRICULAR


PE1 Identificação dos módulos formativos associados às UC
PE2 Determinação das capacidades do MF
PE3 Determinação dos critérios de avaliação das capacidades
PE4 Determinação dos conteúdos do MF
PE5 Especificação da duração do MF e UF
PE6 Identificação do contexto formativo do MF ou UF
PE7 Elaboração do módulo formativo em contexto real de trabalho (MFCRT)

PROCESSO F VALIDAÇÃO DO PROGRAMA FORMATIVO E DA QP


PD1 Validação interna do programa formativo e da Qualificação profissional
PD2 Validação externa do programa formativo e da Qualificação profissional

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PROCESSO A:
CARACTERIZAÇÃO DA FAMÍLIA PROFISSIONAL

FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

O Sistema Nacional de Qualificações, enquanto “conjunto articulado de elementos que especificam as


competências requeridas das pessoas para conseguir objectivos de produção e emprego”, não pode-
ria estar assentado senão no estudo sistemático e rigoroso do mercado produtivo.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Para tanto, há uma fase prévia e imprescindível ao desenho que deve garantir que as Qualificações
incluídas no SNCP sejam de total actualidade, relativamente, não só ao sistema produtivo de hoje,

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
mas também na sua evolução e tendência, tanto no âmbito nacional como internacional.

Esta fase de estudo e caracterização de cada sector produtivo nos aspectos económico, tecnológico
organizativo, ocupacional e formativo deve ser dirigida à obtenção de toda a informação significativa
e actualizada sobre cada um dos sectores, de modo tal que suponha a referência a partir da qual
estabelecer as qualificações profissionais que têm de integrar o Sistema.

A implementação e desenvolvimento desta fase e os resultados que dela se obtém são de capital
importância e decisivos para o SNCP. Os dados e informação obtidos devem constituir um reflexo
fiável e o mais actualizado possível da realidade produtiva, de forma que as qualificações possam
constituir-se na peça angular entre esta e o CMFTP.

OBJETIVOS

1. Localizar, descriminar e seleccionar, entre diversas fontes, a informação mais útil para a necessi-
dade de informação: caracterização da Família profissional.

2. Ler, compreender, comparar e avaliar a informação seleccionada para verificar se cumpre os crité-
rios de pertinência, suficiência e imparcialidade; se existem pontos de vista contrários em diferen-
tes fontes de informação ou se é preciso pesquisar mais informação.

3. Apresentar a informação de forma estruturada (Estudo Sectorial e Campo de Observação) e


expressar conclusões.

COMPETÊNCIAS

Para desempenhar com sucesso esta etapa, é preciso que tanto o Coordenador da Família profissional
como o Técnico da UC-SNQ responsável tenham a Competência para Manusear Informação (CMI).
Esta competência inclui as habilidades, conhecimentos e atitudes que devem possuir para identificar
o que se precisa saber relativamente a um tema específico, buscar a informação requerida, avaliá-la e
estruturá-la de forma a serem útil para extrair conclusões.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Esta competência exige que Unidade tantodeoCoordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Coordenador da Família profissional como o Técnico da UC-SNQ 1

estejam preparados para:

– Formular perguntas que expressem uma necessidade de informação;

– Elaborar um planeamento que oriente a pesquisa, a análise e a sínteses da informação e que


responda as perguntas formuladas;

– Identificar fontes de informação pertinentes e confiáveis;

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 11 13
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– Encontrar nas fontes de informação (electrónicas, documentais, de campo…) a informação


necessária;

– Aplicar diferentes técnicas e instrumentos de pesquisa de dados;

– Avaliar a qualidade da informação pesquisada e verificar se, se trata da mais pertinente para
responder às necessidades de informação;

– Tratar a informação classificando-a e hierarquizando-a para facilitar suas análises;

– Sistema
Analisar Nacional
a informação Sistema
de Qualificações
seguindo o plano Nacional de Qualificações
estabelecido;

– Extrair conclusões que respondam às perguntas formuladas inicialmente;

– Manual Manual de Procedimentos


de Procedimentos
Relações interpessoais;

– Conhecimento da metodologia de pesquisa e análises de dados;

– Domínio dos programas informáticos requeridos (processador de textos, folha de cálculo...);

– Habilidade para redigir relatórios técnicos.

As atitudes requeridas são as seguintes:

Atitude cognoscitiva: manifestando abertura ao conhecimento, disposição à aprendizagem e


pesquisa da realidade dos factos.

Atitude reflexiva: ter sentido crítico que se deve desenvolver na análise de fontes e de
informação, na verificação de hipóteses, nos contributos pessoais e nas propostas.

Atitude objectiva: demostrar imparcialidade intelectual, independência na avaliação dos


dados e liberdade de ideias preconcebidas e juízos de valor.

Atitude moral: ter honestidade e responsabilidade na pesquisa de informação e formulação


de conclusões.

Ordenado: sistematizar pensamentos e organizar através de planos as actividades de pesqui-


sa.

Perseverante: mostrar constância na obtenção dos objectivos.

FASES E PROCEDIMENTOS
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PROCESSO A CARACTERIZAÇAO DA FAMÍLIA PROFISSIONAL
PA1 Selecção de fontes de informação
PA2 Recolha de dados
PA3 Tratamento de dados e elaboração do estudo sectorial
PA4 Desenho do campo de observação

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CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-A1 Selecção de fontes de informação

CONCEITOS

Um dado é um elemento que serve de fundamento a um raciocínio ou uma investigação. A importân-


cia dos dados está na sua capacidade de ser associado dentro de um contexto para se converter em
informação: o dado em si mesmo não tem sentido.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
 Dados significativos são dados que devem constar de símbolos reconhecíveis, estarem com-
pletos e expressarem uma ideia não ambígua. Os símbolos dos dados são reconhecíveis
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
quando podem ser correctamente interpretados.

 Dados pertinentes são dados que podem ser utilizados para responder a perguntas propos-
tas. Somente os factos relacionados com as necessidades de informação são pertinentes.

A informação é um conjunto de dados relativos a algum facto, fenómeno ou situação, que têm signi-
ficados organizados num determinado contexto e cujo propósito pode ser reduzir a incerteza ou
incrementar o conhecimento relativamente a uma questão.

Uma fonte de informação - interna/externa - é o lugar do qual emanam os dados formais ou infor-
mais, escritos, orais ou multimédia e que servem para a criação de novos conhecimentos. Assim sen-
do, o fim último de uma fonte de informação é de facilitar que os dados sobre os quais se reflecte
possam ser úteis à construção de conceitos.

Uma possível classificação de fontes:

 Fonte de informação primária: seu conteúdo concorda com aquilo que é pesquisado; pro-
porciona a informação central. Também pode significar informação não tratada, dados em
bruto, etc.

 Fonte de informação secundária: oferecem unicamente informação parcial. Também refere-


se à informação tratada (classificada, sintetizada, interpretada…).

 Fonte de informação documental: derivam de um documento.

 Fonte de informação de campo: derivam de materiais e testemunhos.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador Nacional da Família profissional


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

2. Técnico Responsável pela Família profissional

A fase será desenvolvida internamente pela equipa técnica ou desenvolvida por um futuro
Observatório.

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 13 15
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PRODUTOS DE ENTRADA

1. Necessidade de informação para se caracterizar a Família profissional:


 Economia;
 Emprego;
 Empresas;
 Profissões;
 Evolução tecnológica;
 Oferta formativa actual.

2. Sistema
Critérios Nacionalasde
para seleccionar fontes deSistema
Qualificações Nacional de Qualificações
informação:
 Pertinência para responder às nossas perguntas (relação com a Família profissional);
 Sínteses, precisão, claridade;
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
 Autoria/instituição;
 Fiabilidade/objectividade;
 Actualização/desfase;
 Valor: classificações próprias, exaustividade;
 Cobertura geográfica ou temática;
 Acessibilidade: confidencial, só para associados, mediante pagamentos; livre acesso.

3. Critérios na selecção de instituições e empresas a serem visitadas:


 Pertinência (Família profissional);
 Registada;
 Capital social;
 Volume de negócio;
 Número de trabalhadores;
 Formação dos seus Recursos Humanos;
 Grau de tecnologia;
 Localização geográfica.

4. Fontes de informação estáveis:


 Ministério de Educação e Desporto;
 Ministério de Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos;
 Ministérios relacionados com a Família profissional;
 Câmaras de Comercio;
 Sindicatos;
 Instituto Nacional de Estatística;
 Associações profissionais;
 Associações empresariais;
 Associações comerciais.

5. Critérios de avaliação da lista provisional de fontes de informação:


 Cobertura de dados necessários;
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

 Variedade de fontes para confrontar opiniões diferentes;


 Variedades de pesquisa: de campo, documental.

PRODUTOS DE SAIDA

1. Base de dados de fontes de informação seleccionadas segundo os critérios estabelecidos.

2. Lista de instituições, organizações empresariais, sindicais e profissionais relevantes para rea-


lizar trabalho de campo: visitas e entrevistas.

16 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 14


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PRAZO DE EXECUÇÃO

1ª Semana de incorporação do Coordenador da Família profissional.

ANEXOS

ANEXO I Estrutura modelo do estudo sectorial

1. Contexto.

2. Definição / delimitação da Família profissional (em causa).


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
3. Caracterização da Família profissional (em causa):
a. Economia;
b.
c.
Emprego;
Empresas;
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
d. Profissões;
e. Evolução tecnológica;
f. Oferta formativa existente.

4. Análises e Considerações.

5. Proposta de Perfis Profissionais.

6. Anexos:
a. Metodologia de elaboração do estudo sectorial;
b. Tabelas;
c. Gráficos;
d. Bibliografia.

ANEXO II Tabela de classificação e hierarquização de fontes de informação


Evolução Oferta formati-
Fonte Economia Emprego Empresas Profissões
tecnológica va
Hierarquia Observações

Fonte X

Fonte Y

Fonte Z

DESCRIÇÃO

As fontes de informação sobre as quais se vai acudir dependem da informação que precisamos. Nesta
fase deve-se caracterizar a Família profissional (no caso de não ter ainda estudo sectorial feito) ou um
subsector para um perfil profissional determinado. Em consequência, a primeira coisa a fazer-se é
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
identificar quais são as necessidades de informação
Unidade de Coordenação parade Qualificações
do Sistema Nacional a formalização1 de perguntas adequadas. 1

Caso o objectivo seja o estudo sectorial temos como produto de entrada a “Estrutura-modelo do
Estudo Sectorial”.

Para seleccionar as fontes de informação, é preciso a utilização de alguns critérios que sirvam para
valorizar e descriminar as fontes. Estes critérios podem estar definidos ou adaptados ao caso em
concreto. Pode-se partir de um produto de entrada “Critérios para seleccionar as fontes de informa-
ção”.

Uma vez definidos ou adaptados os critérios há que aplicá-los na pesquisa de fontes de informação
disponíveis, algumas procedimentos de estudos prévios já identificados e outras que devem ser
objecto de pesquisa sistemática. Existem certas fontes de informação que devem ser consultadas.

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 15 17
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Estas fontes estão no produto de entrada “Fontes de informação estáveis” e constituem um ponto de
partida da pesquisa.

O primeiro produto é uma lista provisional de fontes, tanto primárias, como secundarias, documen-
tais e de campo. Esta lista deve ser avaliada a partir do produto de entrada “Critérios de avaliação da
fonte”. Esta avaliação pode ter um resultado positivo, e se assim for, elabora-se uma lista de fontes a
serem consultadas e uma lista de entidades para fazer trabalho de pesquisa de campo.

Estas listas devem ficar arquivadas numa base de dados com acesso aos Coordenadores Nacionais de
todas as Famílias profissionais e aos Técnicos responsáveis da UCSNQ. Também serão inseridas no
Sistema
estudo sectorial Nacionala de
para fundamentar Sistema
dados. Nacional de Qualificações
Qualificações
pesquisa de

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

18 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 16


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-A2 Recolha de dados

CONCEITOS
6 7
Na dicotomia entre a pesquisa quantitativa e a pesquisa qualitativa , pretende-se empregar uma
pesquisa que garante a legitimidade do conhecimento obtido e da tomada de decisões relativas às
Qualificações profissionais a serem elaboradas. Esta metodologia compreende a utilização de ambas
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
as naturezas, constituindo uma síntese da relação "quantitativo-qualitativo”.

Técnica de recolha de dados é o conjunto de processos e instrumentos elaborados para garantir o


Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
registo das informações, o controle e a análise dos dados.

Instrumento é o objecto palpável utilizado nas diversas técnicas para a obtenção dos dados.
8
Documento : Qualquer suporte que contenha informação registada, formando uma unidade, que
possa servir para consulta, estudo ou prova. Incluem-se nesse universo os impressos, os manuscritos,
os registos audiovisuais e sonoros, as imagens, entre outros.

As técnicas e seus instrumentos mais úteis na recolha de dados para caracterizar uma Família profis-
sional são:

TÉCNICA INSTRUMENTO

1 Observação Check-list

2 Pesquisa documental Livros, estudos, documentos legais, sítios web

3 Inquérito Questionário
Não estruturada
4 Entrevista Guião de entrevista
Estruturada

TÉCNICA DE OBSERVAÇÃO

Observar é seleccionar informação pertinente, através dos órgãos sensoriais, a fim de poder interpre-
tar e agir sobre a realidade em questão. A observação sistemática é considerada um meio indispensá-
vel para entender e interpretar a realidade. Neste caso utiliza-se a observação estruturada: O Coor-
denador sabe o que procura e para isso utiliza instrumentos técnicos específicos para a recolha de
dados. Por exemplo, nas visitas às empresas, fábricas ou espaços naturais onde os profissionais
desempenham as suas funções.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
INSTRUMENTO

O check-lists funciona como uma lista de critérios ou itens que o Coordenador procura encontrar. O
objectivo é fornecer um nível de rigor no processo de recolha de dados e garantir que os dados sejam
fiáveis e válidos.

6
A pesquisa quantitativa é baseada em variáveis mensuráveis e proposições prováveis.
7
A pesquisa qualitativa se dedica à compreensão dos significados dos fenómenos, sem a necessidade de se apoiar em informações estatísticas.
8
Appólinario, 2009

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 17 19
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

TÉCNICA DA PESQUISA DOCUMENTAL

Trata-se de pesquisar em todo tipo de documentos: os escritos, os numéricos ou estatísticos, os de


reprodução de som e imagem e os documentos-objecto. Estudar documentos implica fazê-lo a partir
do ponto de vista de quem os produziu. Isto requer cuidado e perícia por parte do Coordenador para
não comprometer a validade do seu estudo. Deve-se recolher os documentos de forma criteriosa com
o fim de gerir melhor o tempo e a relevância do material recolhido.

TÉCNICA DE INQUÉRITO

Sistema
Permite a recolha Nacional
de informação Sistema
de Qualificações
directamente Nacionalatravés
de um interveniente de Qualificações
de um conjunto de ques-
tões organizadas segundo uma determinada ordem. Estas podem ser contestadas de forma escrita ou
oral. Permite obter informação, sobre determinado fenómeno, através da formulação de questões

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
que reflectem atitudes, opiniões, percepções, interesses e comportamentos de um conjunto de indi-
víduos. As questões que devem ser previamente analisadas são as seguintes:

 Quem vamos inquirir?


 O que pretendemos saber?
 O que vamos questionar?
 Como vamos questionar?
 Como vamos fazer a recolha dos dados?
 Como vamos tratar os dados?

INSTRUMENTO DO INQUÉRITO

O questionário.

De uma forma resumida podemos dizer que a elaboração do questionário deverá atender aos seguin-
tes princípios básicos:

 Princípio da Clareza (questões claras, concisas e unívocas)


 Princípio da Coerência (respostas coerentes com intenção da própria pergunta)
 Princípio da Neutralidade (libertar o inquirido do referencial de juízos de valor ou do
preconceito do próprio autor)

As questões do inquérito podem classificar-se em função da resposta que se vai obter, em fechadas
ou abertas:

Categoria de resposta Tipologia Exemplo

A empresa possui um plano anual de formação?


Apresentam apenas uma
Única
modalidade de resposta Sim
Não
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Fechadas

O software que utiliza a empresa é ligado à:


Apresentam várias moda-
lidades de resposta, Gestão de stock
Múltipla podendo escolher uma, Gestão de fornecedores
várias ou colocar priori- Gestão de clientes
dade Gestão de recursos humanos
Gestão administrativa/financeira

20 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 18


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

No sector não é fácil encontrar trabalhadores


qualificados na área X:
Apresentam várias moda-
Concordo totalmente
Escalas lidades de resposta grada-
Concordo
tivas
Sem opinião
Não concordo
Discordo totalmente

Não há qualquer limitação


às respostas a dar pelos
inquiridos. O tratamento Que ideias ou propostas de novas formações
Abertas Sistema Nacional de Sistemaé Nacional
Qualificações
de informação depara
mais sugere Qualificações
o ramo onde opera a empresa?
difícil, mas os dados
obtidos são mais ricos

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
TÉCNICA DE ENTREVISTA

Permite recolher informações e dados através da comunicação verbal. A entrevista pode ser um com-
plemento da observação, permitindo avaliar ou consolidar determinadas conclusões.

Existem três tipos de entrevista:

a. Entrevista não-estruturada: é modelada por uma maior informalidade no tratamento dos con-
teúdos a apresentar ao entrevistado, pelo que as respostas são mais informais e livres, tornan-
do a entrevista numa conversa espontânea entre o entrevistador e o entrevistado. Pode acon-
tecer que a informação transmitida se afaste do interesse entrevistador (coordenador) e o
próprio tratamento da informação apresente mais dificuldades do que nos outros tipos de
entrevista.

b. Entrevista estruturada: responde a um conjunto de questões previamente escolhidas. Todos


os pormenores da entrevista são cuidadosamente preparados, através de uma escolha rigoro-
sa da sequenciação das questões, do vocabulário utilizado e na forma como as questões são
formuladas.

c. Entrevista semiestruturada: orienta-se por um guião de temas que serão abordados livremen-
te sem obedecer a uma ordem determinada. Deste modo, o entrevistador pode alterar a
ordem das questões preparadas ou introduzir novas questões no decorrer da entrevista, solici-
tando esclarecimentos ou informação adicional, não estando portanto, regulado por um guião
rígido.

INSTRUMENTO DA ENTREVISTA

Guião de entrevista
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
É o instrumento para recolher, através de questões, as informações que se pretende em relação ao
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

estudo e serve de base à realização da entrevista em si. Na preparação da entrevista, há um percurso


a ser seguido:

 Descrição do perfil do entrevistado;


 Selecção da população e da amostra de indivíduos a entrevistar;
 Definição do tema e objectivos da entrevista;
 Estabelecimento do meio de comunicação (oral, escrito, telefone, e-mail…), o espa-
ço, e o momento (manhã, duração…);
 Redacção do guião;
 Elaboração do guião com boa apresentação gráfica.

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 19 21
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional

2. Técnico da UC-SNQ

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Base de dados de fontes de informação seleccionadas segundo os critérios estabelecidos.


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
2. Lista de instituições, organizações empresariais, sindicais e profissionais relevantes para rea-
lizar trabalho de campo: visitas e entrevistas.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
PRODUTOS DE SAIDA

1. Dados e informações:

 Conjunto de Actividades Económicas (CAE-CV) ou produtivas (Ministério da


Economia);

 Dados dos processos de produção, nomeadamente:

 Esquemas dos processos, as fases e produtos (Associações profissionais, Empresa-


riais e Instituições publicas);

 Descrição das tecnologias, equipamentos e instalações (Associações profissionais,


Empresariais e Instituições publicas).

 Ocupações (Classificação Nacional das Profissões - INE);

 Estrutura empresarial da Família profissional; Organização empresarial


característica (Associações Empresariais e Câmaras de Comercio);

 Tipologia da organização do trabalho de maneira mais significativa no sector


e organigramas funcionais mais característicos (EMPRESAS):

 Descrição das ocupações ou postos de trabalho e sua implicação nos organigramas


funcionais mais característicos (Orgânica da instituição);

 Ocupações emergentes (Observatório do Emprego).

 Características gerais da Família profissional;


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
 Distribuição de trabalhadores e empresas (Estudos da UC SNQ); 1

 Inovação e impacto das TIC (Associações Empresariais, NOSI, Estudo Secto-


rial da Família profissional TIC);

 Evolução do emprego e sua incidência nas qualificações (Observatório de


Emprego, INE, IEFP).

22 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 20


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

2. Configuração formativa:

 Cursos de Formação Profissional (IEFP, Direcção-geral do Emprego).

 Cursos de Formação Contínua (Empresas, Associações empresariais e pro-


fissionais)

 Cursos da Via Técnica do Ensino Secundário (Ministério de Educação e Des-


porto).
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
 Outros cursos da Educação extra-escolar, de Adultos etc. (DGEFA).

Manual de

Manual de Procedimentos
Procedimentos
Unidades formativas (Ministério de Educação e Desporto).

3. Normativas relacionadas com o sector da Família profissional e Regulação:

 Legislação (Todos os Ministérios dependendo da Família profissional).

 Profissões reguladas (Todos os Ministérios, Observatórios de Emprego).

 Convénios colectivos (Sindicatos, Associações Empresariais e Profissionais).

4. Estudos e relatórios sectoriais e territoriais (UC-SNQ, Observatório de Emprego).

PRAZO DE EXECUÇÃO

2ª, 3ª e 4ª semana de contrato do Coordenador da Família profissional

DESCRIÇÃO

NO CASO DE VISITAS A INSTITUIÇÕES E EMPRESAS

1. A UC-SNQ valida e arquiva a listagem das instituições e empresas a serem visitadas no suporte
digital disponibilizado.

2. O Coordenador elabora um cronograma das visitas de campo a ser validado pela UC-SNQ.

3. A UC-SNQ facilita a logística das visitas de campo validadas previamente segundo os procedimen-
tos administrativos vigentes.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

4. A UC-SNQ verifica a adaptação do guião de entrevista.

5. A UC-SNQ acompanha o Coordenador nas visitas de campo sempre que possível.

6. O Coordenador recolhe e arquiva os dados no suporte digital disponibilizado pela UC-SNQ classifi-
cados segundo o guião da análise sectorial do Anexo I.

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 21 23
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

7. A UC-SNQ valida os dados segundo os critérios de pertinência, actualidade e representatividade


facilitando a passagem à fase seguinte.
Nas entrevistas devem ser analisadas as seguintes variáveis:
 Identidade da instituição;
 Natureza da actividade que pratica segundo CAE;
 As principais actividades;
 As mudanças que se verificam na organização ou que se quer implementar;
 Nº de pessoas que trabalha na instituição bem como os seus respectivos níveis de instrução,
sexo, idade;
 Sistema Nacional de Qualificações
Organização; Sistema Nacional de Qualificações
 Procedimentos;
 Modalidade de contrato;

 Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Sistema remuneratório;
Formação de recursos humanos bem como as necessidades de formação existente;
 Tecnologias utilizada;
 Emprego prospectivo;
 Qualidade, segurança e gestão ambiental;
 Perspectiva futura para a Família Profissional.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

24 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 22


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-A3 Tratamento de dados e elaboração do estudo sectorial

CONCEITOS RELATIVOS AO TRATAMENTO DE DADOS

O procedimentoSistema Nacional
de tratamento de Qualificações
dos dados
Sistema Nacional de Qualificações
recolhidos tem por objectivo reelaborar conhecimentos e
criar formas novas de interpretar factos. Os factos, por si mesmos, não explicam nada. Os documen-
tos precisam ser situados numa construção teórica para que o seu conteúdo seja percebido, pelo que
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
devem ser interpretados, sintetizar as informações, identificar tendências e inferir conclusões.

O primeiro a se fazer é uma análise preliminar das informações recolhidas que conduz a uma catego-
rização e uma hierarquização.

Classificação de informação

Existem cinco métodos básicos de classificação: lugar, ordem alfabética, tempo, categoria, ou hie-
rarquia. Neste procedimento podemos utilizar dois deles: categoria e hierarquia.

Categoria

Consiste em agrupar a informação seguindo categorias reconhecidas e que vão formar parte do estu-
do sectorial:

b. Economia;
c. Emprego;
d. Empresas;
e. Profissões;
f. Evolução tecnológica;
g. Oferta formativa existente

Dentro de cada categoria, os dados serão ordenados em função de uma hierarquia.

Hierarquia

A hierarquia é muito útil para classificar dados, documentos e informações que não têm o mesmo
valor. Os critérios a serem utilizados para hierarquizar são:

a. Pertinência
Precisão
Unidade deb.Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
1
1

c. Autor ou instituição responsável


d. Fiabilidade e objectividade
e. Actualidade ou desfase

Depois de se ter os documentos classificados por categorias e hierarquia, deve-se fazer a análise do
seu conteúdo.

A UC-SNQ deve dispor de uma base de dados informatizada, actualizada e classificada por Família
profissional com acesso para os técnicos e coordenadores, de forma a facilitar a caracterização das
Famílias profissionais e dispor de informação qualitativa e quantitativa relativa a mudanças e tendên-
cias que possam afectar as qualificações elaboradas e/ou propiciar a sua actualização.

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 23 25
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

CONCEITOS RELATIVOS AO ANALISE SECTORIAL

Num contexto dinâmico e global, os dados recolhidos e seu tratamento são decisivos para a elabora-
ção das Qualificações profissionais da Família profissional em causa. Estes dados devem constituir um
reflexo fiável e actualizado da realidade produtiva do sector.

A análise sectorial é um processo que conduz à elaboração de um estudo relativo à situação do sector
Sistema
produtivo, através Nacional
da análise dos elementos Sistema
que integraNacional
de Qualificações de Qualificações
e das relações entre eles, considerando o
contexto histórico, social, económico, político e cultural.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Trata-se, de mais do que, de um diagnóstico situacional, pois une a componente descritiva com a
analítica, e o enfoque retrospectivo com o prospectivo. A análise sectorial aplicada ao estudo de uma
determinada Família profissional é um processo participativo de criação de conhecimento através do
qual se pretende orientar a identificação de possíveis perfis profissionais e a selecção dos que são
prioritários.

OBJECTIVO GERAL DO ESTUDO SECTORIAL

Identificar as mudanças nas tendências económicas, empresariais, tecnológicas e sociais, assim como
as políticas que incidem na situação do emprego do sector em causa e na formação dos seus profis-
sionais.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS DO ESTUDO SECTORIAL

1. Definir a Família profissional, estabelecendo os seus limites em relação a outras Famílias pro-
fissionais afins.

2. Descrever as características da Família profissional.

3. Analisar a dinâmica das mudanças no sector relativamente ao seu peso no PIB, no emprego, na
evolução tecnológica e na oferta formativa, entre outras.

4. Orientar a tomada de decisões relativamente à selecção dos Perfis profissionais a serem elabo-
rados.

INDICADORES

Um dos actuais desafios da geração de estatísticas num sector é dispor de informação relevante e
pertinente na tomada de decisões. Os indicadores estatísticos são uma ferramenta imprescindível
nesta tarefa e podem ser definidos como estatísticas, séries estatísticas ou qualquer forma de indica-
dor que facilita analisar onde estamos e até onde vamos relativamente a 1determinados objectivos e
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
metas, assim como avaliar programas específicos e determinar seus impactos. 1

Existem indicadores específicos que fornecem informações quantitativas e qualitativas relativamente


ao sector e que devem ser analisados para se caracterizar a Família profissional e extrair conclusões
pertinentes no estudo sectorial:

1. Indicadores de caracterização económica:

– Índices de produção (PIB) do sector dos últimos anos


– Número de horas trabalhadas
– Massa salarial por categorias profissionais

26 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 24


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

– Planos oficiais de competitividade


– Volume de negócio interior e exterior
– Incremento de investimentos no sector

2. Indicadores de caracterização sócio laboral:

– População activa ocupada Classificada por:


– População activa desempregada  Nível de estudos
– Incremento do desemprego  Idade
– Incremento do desemprego  Género
– Demandantes de emprego
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
– Evolução de demandantes de emprego;
– Oferta de emprego actual e nos últimos anos;


Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Tendência da oferta de emprego nos próximos anos;
Regulamentação do emprego: convénios, habilitações (...);
– Ocupações com maiores demandas;
– Ocupações com grande demanda e pouca oferta.

3. Indicadores de caracterização (tecnológica e organizativa) empresarial:

– Número de empresas e tamanho;


– Incremento do número de empresas grandes, pequenas e médias;
– Utilização de equipamento informático nos processos produtivos;
– Grau de perfeição dos processos de desenho de produto e fabricação;
– Presença das empresas em Internet, disponibilidade de sítios web;
– Grau de utilização de multimédia: teletrabalho, videoconferência (...);
– Comercialização de produtos e serviços via Internet;
– Mudanças na estrutura organizativa das empresas: organogramas, gestão por processos,
gestão de Recursos humanos por competências.

4. Indicadores de caracterização ocupacional:

– Ocupações da Classificação Nacional das Profissões;


– Qualificações Profissionais de outros países com Sistemas de Qualificações similares.

5. Indicadores da caracterização formativa:

– Nível de qualificação dos trabalhadores;


– Recursos disponibilizados pelas empresas à formação dos seus quadros;
– Existência de cláusulas de formação nos contractos laborais;
– Número de horas de formação dos Recursos Humanos, tanto interna como externa;
– Número de alunos formados segundo:
 Nível académico;
Género;
 Sistema
Unidade de Coordenação do Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
1
1

 Idade;
 Categoria profissional;
 Instituição formadora.
– Cobertura das necessidades de formação do sector;
– Necessidades de qualificação nos próximos anos por profissões.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional

2. Técnico da UC-SNQ

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 25 27
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Dados e informações relativos ao sector.

2. Configuração formativa.

3. Normativas relacionadas com o sector da Família profissional e Regulação


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
4. Estudos e relatórios sectoriais e territoriais (UC-SNQ, Observatório de Emprego)

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
PRODUTOS DE SAIDA

Estudo Sectorial no caso de novas Famílias profissionais ou análises de dados no caso de Famílias
profissionais já constantes no Catálogo Nacional de Qualificações Profissionais.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Um mês no caso de elaboração de estudo sectorial. Duas semanas no caso de análises de dados.

DESCRIÇÃO

A informação recolhida é classificada pelo Coordenador da Família profissional e procede-se à con-


formação do estudo sectorial, se fora o caso, respeitando a estrutura do mesmo, que deve ser o
seguinte:

ESTRUTURA

1. Contexto
2. Definição / delimitação da Família profissional em causa
3. Caracterização da Família profissional em causa
a. Economia
b. Emprego
c. Empresas
d. Profissões
e. Evolução tecnológica
f. Oferta formativa existente
4. Análises e Considerações
5. Proposta de Perfis Profissionais
6. Anexos:
A. Metodologia de elaboração do estudo sectorial
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
B. Tabelas
1

C. Gráficos
D. Bibliografia

Relativamente ao seu formato, o estudo sectorial deve respeitar:

GRAFÍA

– Número de páginas, no máximo de 30 páginas; Formato Word; Letra Arial 10 para o texto
– Letra Arial 12 negrita para os títulos; Espaçamento entre linhas: simples
– Margens: Direito: 2,5 cm; Esquerdo: 2,5; Superior: 2,5; Inferior: 2,5

28 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 26


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

– Português corrigido, ortográfica e gramaticalmente


– Tabelas e gráficos numerados consecutivamente
– Fonte e ano ao pé da tabela, gráfico ou dado.
– Referências bibliográficas ou esclarecedoras inseridas como nota de rodapé.
– As tabelas e gráficos não devem sobrecarregar o texto com excepção das mais relevantes,
que devem ficar nos anexos correspondentes. Substituir as tabelas numéricas por gráficos.
– Capa e logótipo do MJEDRH e da UCSNQ.

REDACÇÃO

Em geral, o documento
Sistemadeve ser:
Nacional Sistema Nacional de Qualificações
de Qualificações
– Auto explicativo
– Atraente, com imagens e gráficos que facilitem sua compreensão

– Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Fácil de entendimento e leitura
Parágrafos breves, singelos e sintéticos
– Redacção clara, objectiva e fluida.

TRATAMENTO DE IMAGENS

As imagens classificam-se com um tipo de licença de uso, que vão desde a máxima restrição do copy-
rigth (só se permite o direito de citação) até o copyleft (por exemplo, Creative Commons ou GNU) ou
o domínio público (sem restrições).

O facto de que uma imagem esteja num banco de recursos aparentemente de uso livre não quer dizer
que se possa usar para qualquer fim e em qualquer suporte, ainda que se trate de um material de uso
educativo. Em todo caso, se a licença original permitir usar a imagem, há que o fazer sempre citando
o nome do autor, a sitio web de onde se a recolheu (fazendo inclusive um enlace), o nome do arquivo
original da imagem, e o tipo de licença que a ampara.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 27 29
Juventude: O nosso compromisso!

Juventude: O nosso compromisso!


Juventude: O nosso compromisso!

CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-A4 Elaboração do Campo de Observação

CONCEITOS

Campo de Observação é um conjunto de actividades económico-produtivas, cujo agrupa-


mento por afinidade tecnológica e funcional possibilita realizar a análise do profissionalismo
que permite determinar os Perfis Profissionais e Programas
Sistema Nacional de formativos das Qualificações
Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Profissionais. O Campo de Observação é uma tabela de dupla entrada na qual se situa, no
eixo horizontal as actividades económico-produtivas e no eixo vertical, as áreas organizativo-

Manual de Procedimentos
funcionais. É conveniente não confundir o Campo de Observação com os sectores produti-
Manual de Procedimentos
vos, cuja diferenciação e classificação obedecem à uma lógica económica.

As actividades económicas do Campo de Observação têm uma certa afinidade tecnológica e


profissional devido aos processos produtivos implicados e portanto, requerem saberes pro-
fissionais pertencentes a um mesmo âmbito de competência.
No caso de existir alguma actividade económica que pelo seu carácter transversal possa
estar em duas Famílias profissionais, será accionada aquela com a qual se identifica melhor
pelo que é imprescindível a coordenação dos Campos de Observação das diferentes Famílias
profissionais.

Relativamente ao eixo organizativo-funcional (vertical), deve-se identificar as funções e sub-


funções do Campo de Observação. Cada uma das fases essenciais do processo produtivo da
empresa que tem uma mesma finalidade e afinidade são denominadas funções. Para identi-
fica-las, é preciso identificar os processos produtivos para abstrair dos mesmos o conjunto
de funções e subfunções.

Um processo produtivo é uma sequência de actividades requeridas para elaborar um


produto ou prestar um serviço. Os processos produtivos se estabelecem a partir de cada
uma das actividades económico-produtivas do Campo de Observação.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 28

30 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


Juventude: O nosso compromisso!

Juventude: O nosso compromisso!


Juventude: O nosso compromisso!

Os processos produtivos são caracterizados e os subprocessos e seus resultados,


identificados. A identificação dos subprocessos tecnológicos e das subfunções é
especialmente útil para determinar as áreas ocupacionais e profissionais.

Exemplo

Identificação Actividades Económicas da CAE-CV:


Estrutura da CAE CV - Rev.1

Sistema Nacional
Sistema Nacional de Qualificações de Qualificações
Divisão
Secção

Classe
Grupo

CAE 2007

66 Actividades auxiliares de serviços financeiros e dos seguros


661 Actividades auxiliares de intermediação financeira, excepto seguros e fundos de pensões

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
6611
6612
6619
Administração de mercados financeiros
Mediação na negociação e gestão de carteiras de activos (corretagem)
Outras actividades auxiliares de serviços financeiros , excepto seguros e fundo de pensões
662 6620 Actividades auxiliares de seguros e de fundos de pensões
663 6630 Actividades de gestão de fundos
68 Actividades imobiliárias
681 6810 Actividades imobiliárias por conta própria
682 6820 Actividades imobiliárias por conta de outrem
69 Actividades jurídicas e de contabilidade
691 6910 Actividades jurídicas
692 6920 Actividades de contabilidade e auditoria; consultoria fiscal
70 Actividades das sedes sociais e de consultoria para a gestão
701 7010 Actividade das sedes sociais
702 7020 Actividade de consultoria para os negócios e gestão
74 Outras actividades de consultoria, científica, técnicas e similares
749 7490 Outras actividades de consultoria, cientifícas,técnicas e similares n.e.
82 Actividades de serviços administrativos e de apoio ás empresas
821 8210 Actividades de serviços administrativos e de apoio
822 8220 Actividades dos centros de chamadas
829 Actividades de serviços de apoio aos negócios n.e.
8292 Outras actividades de serviços de apoio prestados as empresas n.e.
84 Administração pública e defesa; segurança social obrigatória
841 Administração pública em geral, económica e social
8411 Administração pública central
8412 Administração pública local e regional
8413 Administração pública - actividades saúde, educação, cultura e outras actividades sociais,excepto segurança social
obrigatório
8414 Administração pública - actividades económicas
8415 Actividades de apoio ao conjunto da administração pública

Identificação dos processos produtivos ou de serviço a partir das actividades económicas da


Família profissional.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 29

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 31


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Caracterização dos processos produtivos: Exemplo de Gestão Contável:

Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Identificação das funções e subfunções do Campo de Observação a partir dos processos


produtivos:

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

32 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 30


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Primeira hipótese de Campo de Observação com as Funções/Subfunções no eixo vertical e


as Actividades económicas e os Processos no eixo horizontal.

Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Para seguir no processo de elaboração do Campo de Observação é preciso extrair da Classifi-


cação de Nacional das Profissões (CNP), os postos de trabalho relacionados com as activida-
des económicas e as funções, obtendo assim as Áreas Ocupacionais:
CLASSIFICAÇÃO NACIONAL DAS PROFISSÕES

FmP AGE
CÓDIGO DENOMINAÇÃO

2411.0 Contabilista
2412.1 Consultor financeiro
2412.2 Consultor de Investimentos
2413.0 Analista Financeiro
2421.0 Analista em gestão da organização
2422.0 Especialista em política de Administração
3311.1 Corretor de bolsa
3311.2 Corretor de câmbios
3312.0 Agente de crédito e empréstimo
3313.0 Técnico de Contabilidade
3315.0 Avaliador
3321.0 Agente d Seguros
3334.0 Sgente imobiliário e gestor de propriedade
3339.0 Outros agentes de negócios
3341.0 Chefe de escritório
3343.1 Secretário administrativo
3343.2 Secretário Executivo
3352.0 Agente de da seguranças social
3353.0 Agente de serviços de licenciamento
3355.0 Inspetor e diretiva da política
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade3359.0
de Coordenação do de
Outro agente Sistema Nacionalda
nível intermédio deAdministração
Qualificaçõespública 1
para aplicação de leis e similares
4110.0 Empregados de escritório em geral
4120.0 Técnico de Secretariado
4131.0 Dactilógrafo e operador de processamento de texto
4132.0 Operador de registo de dados
4211.0 Caixa bancários e similar
4213.0 Penhorista e prestamista
4214.0 Cobrador de facturas e similares
4222.0 Empregado dos centros de chamadas
4223.0 Operador de central telefónica
4225.0 Pessoal de informação administrativa
4222.0 Recepcionista excepto de hotel
4229.0 Outro pessoal de recepção e de informação a clientes
4311.0 Empregado de contabilidade e escrituração comercial
4312.1 Empregado dos serviços de estatística
4312.2 Empregado dos serviços financeiros e seguros
4313.0 Empregado encarregado dos pagamentos -
4322.0 Empregado de serviço de apoio a produção
4419.0 Outro pessoal de apoio administrativo

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 31 33
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Identificação de ocupações da Gestão Económica:

Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Área Ocupacional (AO): é um conjunto de actividades de trabalho – associadas á ocupações


ou postos de trabalho típicos do Campo de Observação (CO) que apresentam afinidade nas
técnicas, nos modos operativos característicos e na proximidade dos seus objectivos de pro-
dução.

Identificação do Área Profissional (AP): é um conjunto de actividades de trabalho que per-


tencem a uma mesma Área Ocupacional e que se caracterizam por requerer saberes (conhe-
cimentos e capacidades) afins.

CAMPO DE OBSERVAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO


Gestão e
Atividades Gestão
económicas Gestão comercialização Gestão da Gestão de
administração Gestão
económica e de produtos informação e pequenas
pública e imobiliária
financeira financeiros e de comunicação empresas
Funções privada
seguros

Direção

Assistência AREA 2:

AREA 1: GESTÃO E AREA 3: AREA 5: GESTÃO


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações AREA
1 4:
COMERCIALIZAÇ
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações DE MICRO E 1
GESTÃO
Venda de serviços GESTÃO ÃO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA E PEQUENAS
INMOBILIÁRIA
ECONÓMICA PRODUTOS DE COMUNICAÇÕES EMPRESAS
FINANCIEROS E
DE SEGUROS
Gestão
administrativa

Controlo

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 32

34 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

As áreas profissionais identificadas no Campo de Observação delimitam o espaço no qual as


pessoas com conhecimentos, destrezas e habilidades similares possam mover-se e evoluir
na sua carreira profissional.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional em causa.

2. Técnico da UC-SNQ.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
PRODUTOS DE ENTRADA

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
O principal produto de entrada é a Classificação de Actividades Económicas (CAE) e a Classi-
ficação Nacional das Profissões (CNP). Existe outro tipo de informação útil para a hipótese
de Campo de Observação, especialmente para a tomada de decisões relativamente às acti-
vidades económicas transversais a mais de uma Família profissional: estudos sectoriais ela-
borados, a oferta formativa e legislação, entre outras.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


PRODUTOS DE SAIDA
1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Hipótese de Campo de Observação para ser validado pelo Conselho Sectorial e trabalhado
pelo Comité Técnico Sectorial.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Uma (1) Semana antes do COS. Validação provisória no COS nº 1. Revisão e preenchimento
do Campo de Observação durante o CTS nº 1.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 33


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 35
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional trabalha uma primeira hipótese de Campo de


Observação de forma coordenada com o Técnico da UC-SNQ responsável pelo CNQP,
consultando os Campos de Observação de outras Famílias profissionais para identificar
possíveis transversalidades.

2. Após ter consultado a informação de entrada, nomeadamente a Classificação de Activi-


dades Económicas (CAE) e a Classificação Nacional das Profissões (CNP), elabora uma
primeiraSistema
hipóteseNacional
que é apresentada Sistema Nacional
ao Técnico
de Qualificações de Qualificações
da UC-SNQ para uma primeira valida-
ção metodológica.

3.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
A hipótese é apresentada ao Conselho Sectorial (COS) de forma a obter uma validação
provisória, pois trata-se de um documento que pode variar ao longo do trabalho com o
Comité Técnico Sectorial (CTS).

4. No Comité Técnico Sectorial (CTS) e o Coordenador trabalham junto com especialistas


para revisar os dois eixos (horizontal e vertical), caracterizando os processos e identifi-
cando a variável tecnológica (subprocessos).

5. As áreas ocupacionais são delimitadas identificado os postos de trabalho na CNP (e


outros se fora o caso) e também as áreas profissionais.

6. A partir deste Campo de Observação pode-se começar a identificação de possíveis per-


fis profissionais nas diferentes áreas.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

36 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 34


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

PROCESSO B:
CONSTITUIÇÃO DO CONSELHO SECTORIAL (COS) E DO COMITÉ TÉCNICO SECTORIAL (CTS)

FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

No processo de implementação do Sistema Nacional de Qualificações e portanto, de mudanças na


formação técnico-profissional, é fundamental o engajamento do sector produtivo, através de organi-
zações empresariais e profissionais, assim como o engajamento dos representantes sindicais e das
administrações públicas.

O reconhecimento e a aceitação das Qualificações profissionais que integram o Catálogo Nacional de


Sistema
Qualificações (CNQP) só Nacional deatravés
são atingidos
Sistema
Qualificações Nacional de Qualificações
da participação das organizações mais representativas
do sector ou sectores presentes no Campo de Observação.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Esta participação não deveria ficar limitada às assistências dos representantes das organizações e
instituições nos Conselhos Sectoriais ou ao preenchimento de um questionário relativo à Qualificação
profissional. A participação, para atingir o reconhecimento da Qualificação profissional deve ultrapas-
sar o COS e acompanhar a elaboração da Qualificação durante todas as fases.

O Catálogo Nacional de Qualificações (CNQP) deve ser valorado e reconhecido pelos diferentes secto-
res e ser credível e fiável. Deve-se assegurar a participação das diferentes ilhas do país e também a
participação de organizações empresariais, sindicais e profissionais.

A selecção de especialistas para participar nos CTS deve contar com especialistas reconhecidos no
sector e cujo fornecimento ao processo seja do nível técnico requerido pela tarefa.

OBJETIVOS

1. Identificar as instituições, associações e empresas que irão constituir o Conselho Sectorial (COS).

2. Seleccionar e formar metodologicamente o grupo dos especialistas tecnológicos e formativos que


irão constituir os Comités Técnicos Sectoriais (CTS), responsáveis pela elaboração das Qualifica-
ções Profissionais de acordo com o cronograma das actividades.

COMPETÊNCIAS

Requisitos e competências dos membros do Conselho Sectorial:

– Representante de alguma das organizações e instituições do COS.


– Boa capacidade para a comunicação com os outros conselheiros e com a instituição respon-
sável (UC-SNQ).
– Habilidades de raciocínio crítico, análise e síntese.
– Competência informática.
– Compromisso com a tarefa.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Requisitos e competências dos membros do Comité Técnico Sectorial:

– Um mínimo de 3 anos de desempenho em uma das profissões relacionadas com a Qualifica-


ção profissional que se pretende elaborar.
– Boa capacidade para a comunicação com os outros actores do processo.
– Habilidades de raciocínio crítico, análise e síntese.
– Competência informática.
– Compromisso com a tarefa.
– No caso de especialistas formativos, ter participado em formações de Abordagem por Com-
petências.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 35


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 37
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

FASES E PROCEDIMENTOS

PROCESSO B CONSTITUIÇÃO DO COS E DO CTS


PB1 Constituição do Conselho Sectorial
PB2 Constituição do Comité Técnico Sectorial

Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 36


38 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-B1 Constituição do Conselho Sectorial (COS)

CONCEITOS

O Conselho Sectorial (COS) é a entidade validadora dos perfis profissionais e dos programas formati-
vos que integram as Qualificações Profissionais do Catálogo Nacional de Qualificações Profissionais
(CNQP). O Conselho Sectorial (COS) é constituído por aproximadamente 20 conselheiros para cada
Sistema
uma das Famílias Nacional
profissionais nas quais
Sistema Nacional de Qualificações
de éQualificações
estruturado o CNQP.

Critérios de composição do COS:


Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Todos os Conselhos Sectoriais estão integrados por uma parte estável de conselheiros representantes
das entidades públicas directamente envolvidas na Formação Técnico Profissional e Agentes sociais:

 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações;


 Ministério de Educação e Desporto (MED): Serviço de Ensino Técnico Profissional (SETP)
 Ministério da Juventude, Emprego e Desenvolvimento dos Recursos Humanos (MJEDRH): Ins-
tituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP)
 Ministério do Ensino Superior, Ciência e Inovação (MESCI): Departamento Certificado Ensino
Superior Profissionalizante (CESP)
 Representantes dos sindicatos e da sociedade civil

O resto dos integrantes dos COS representam:

 Organizações empresariais (grandes, médias e pequenas empresas)


 Organizações profissionais
 Empresas do sector
 Sector privado da Formação Técnico-profissional

O Conselho Sectorial é convocado nomeadamente pela UC-SNQ com o objecto de:

1. Escolher as Qualificações profissionais a serem elaboradas considerando as necessidades de


qualificação do mercado de trabalho no sector em causa.

2. Sugerir à UC-SNQ os técnicos especialistas para integrarem os diferentes Comités Técnicos


Sectoriais de elaboração de Qualificações profissionais.

3. Recolher subsídios e validar as Qualificações profissionais (validação faseada: primeiro o per-


fil profissional e posteriormente a formação associada).

O Conselho Sectorial participa online no processo de validação externa dos


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1 perfis e dos programas
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

formativos. Este processo implica o envio pela UC-SNQ de um questionário a ser preenchido pelos
Conselheiros e enviado para a sua apreciação pela UC-SNQ. É imprescindível co-responsabilizar aos
Conselheiros no desenvolvimento da fase de validação externa e obter o seu compromisso de partici-
pação.

É muito importante que a UC-SNQ implemente mecanismos de participação e de compromisso do


Conselho Sectorial que ultrapassem a própria validação das Qualificações profissionais de forma que a
comunicação entre ambas entidades seja permanente.

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 37 39
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional

2. Técnico da UCSNQ

PRODUTOS DE ENTRADA

Para a constituição da lista de membros conselheiros:


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
1. Critérios de composição do COS

Lista das instituições, associações e empresas visitadas.


Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
2.

3. Lista das instituições da educação e da formação técnico-profissional representadas em


todos os COS.

Para o desenvolvimento do Primeiro Conselho Sectorial:

1. Agenda do encontro.
2. Estudo Sectorial.
3. Campo de observação.
4. Proposta de elaboração de Qualificações e justificação.
5. Apresentações da Abordagem por Competências.
6. Apresentação das etapas da Metodologia.
7. Apresentação do cronograma.

Para o desenvolvimento do Segundo Conselho Sectorial:

1. Agenda do Encontro.
2. Questionários de validação de Perfis preenchidos pelos Conselheiros.
3. Apresentação de actividades realizadas.
4. Proposta de Perfil Profissional a ser validado provisoriamente.
5. Apresentação do cronograma.

Para o desenvolvimento do Terceiro Conselho Sectorial:

1. Agenda do Encontro.
2. Questionários de validação de Perfis preenchidos pelos Conselheiros.
3. Apresentação de actividades realizadas.
4. Proposta de Perfil Profissional e Programa Formativo a ser validada.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


PRODUTOS DE SAIDA Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Do Primeiro Conselho Sectorial:

1. Campo de Observação validado e pronto para ser trabalhado pelo CTS.


2. Qualificações profissionais a serem elaboradas.
3. Sugestões de técnicos especialistas para integrarem os diferentes Comités Técnicos Secto-
riais de elaboração de Qualificações.
4. Subsídios vários.
5. Acta do encontro.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 38


40 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Do Segundo Conselho Sectorial:

1. Perfil Profissional validado provisoriamente.


2. Subsídios vários.
3. Acta do encontro.

Do Terceiro Conselho Sectorial:

1. Perfil Profissional e Programa formativo validados e consequentemente, validação da Quali-


ficações profissionais.
2. Subsídios Sistema Nacional de Qualificações
vários.Nacional de Qualificações
Sistema
3. Sugestões de novas Qualificações prioritárias a serem elaboradas.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
PRAZO DE EXECUÇÃO

O primeiro Conselho Sectorial tem lugar após a elaboração do Estudo Sectorial e quando a UC-SNQ
achar-se preparada para apresentar a proposta de Qualificações profissionais a serem elaboradas
pelos Comités Técnicos Sectoriais.

O segundo Conselho Sectorial tem lugar após a elaboração do Perfil Profissional de cada Qualificação
profissional.

O terceiro Conselho Sectorial tem lugar após a elaboração do Programa Formativo associado ao Perfil
Profissional e quando a UC-SNQ achar-se preparada para apresentar o documento de Qualificações
profissionais completo.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador consulta o Campo de Observação da Família Profissional e analisa as áreas


profissionais identificadas.

2. O Coordenador consulta a lista das instituições, associações e empresas visitadas.

3. O Coordenador elabora uma lista provisória das instituições, associações e empresas que
podem constituir o COS e que abrangem todas as áreas profissionais identificadas no CO.

4. O Coordenador agrega as instituições da educação, formação técnica e profissionais repre-


sentadas em todos os COS.

5. O Coordenador apresenta a lista à UC-SNQ para sua validação, considerando os critérios


estabelecidos.

6. A UC-SNQ envia o convite às instituições, associações e empresas1 da lista para participar no


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
COS e solicita a designação dos seus representantes nos encontros. 1

7. A UC-SNQ conjuntamente com o Coordenador elabora a lista definitiva do COS, considerando


as respostas recebidas aos convites.

8. A UC-SNQ, conjuntamente com o Coordenador, planifica os encontros relativamente à: data,


local, duração e agenda.

9. A UC-SNQ envia os convites com a data prevista aos representantes e realiza um seguimento
de confirmação.

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 39 41
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

10. O Conselho Sectorial é realizado.

11. O Coordenador apresenta ao COS a versão provisória do CO e solicita a sua validação.

12. O Coordenador apresenta ao COS as principais conclusões da análise sectorial.

13. O Coordenador conjuntamente com a UC-SNQ apresenta a proposta de Qualificações profis-


sionais a serem elaboradas e argumenta a escolha com base nos dados recolhidos durante a
Fase 0 e analisados durante a Fase 1.

14. O COSSistema Nacional


valida a proposta ou sugere Sistema Nacional
de Qualificações
as modificações oportunasde Qualificações
com a moderação da UC-SNQ.

15. O Coordenador solicita aos membros do COS a proposta de especialistas tecnológicos e for-

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
mativos para participarem nos CTS na elaboração das Qualificações validadas.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

42 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 40


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-B2 Constituição do Comité Técnico Sectorial

CONCEITOS

O Comité Técnico Sectorial (CTS) é um órgão criado no seio da Família profissional para a elaboração
dos Perfis Profissionais e Programas Formativos que integram as Qualificações profissionais. O objec-
tivo do Comité Técnico Sectorial é de contribuir para a identificação e actualização permanente das
competências Sistema Nacional
profissionais Sistema
de Qualificações
dos trabalhadores, Nacional particularmente
responsabilizando-se de Qualificaçõespela elaboração
dos perfis profissionais e programas formativos associados correspondentes às qualificações deman-
dadas pelo mercado de trabalho.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Critérios de composição dos CTS:

O CTS é integrado por especialistas tecnológicos e formativos propostos pelo COS ou outros designa-
dos pela UC-SNQ. O número de especialistas pode variar segundo os sectores e as qualificações, mas
o número recomendado é:

1. Um Técnico da UC-SNQ
2. O Coordenador da Família profissional (1 pessoa)
3. O máximo de 3 Especialistas tecnológicos provenientes do sector produtivo, activos no cam-
po da Qualificação profissional que se encontrarem profissionalmente actualizados.
4. O máximo de 3 Especialistas formativos provenientes do sector da Formação técnico-
profissional.

Os especialistas do Comité Técnico Sectorial devem receber do Coordenador da Família profissional e


da UC-SNQ uma formação metodológica inicial que lhes permita desenvolver as suas tarefas que são:

A. Revisão do Campo de Observação validado pelo COS;

B. Participação na análise funcional;

C. Participação na identificação da estrutura do perfil profissional, designadamente das Unida-


des de Competência (UC);

D. Participação na elaboração das Unidades de competência, Elementos de competência (EC) e


Critérios de desempenho (CD);

E. Analise das sugestões recebidas do COS durante a fase de validação externa do Perfil profis-
sional;

F. Participação na elaboração dos Módulos formativos (MF) associados


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1 às Unidades de compe-
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
tência: subdivisão em Unidades formativas (UF), capacidades, critérios de avaliação e con-
teúdos;

G. Participação na elaboração do Módulo formativo em Contexto Real de Trabalho (MFCRT);

H. Participação na proposta de duração indicativa para os Módulos formativos e as Unidades


formativas;

I. Analise das sugestões recebidas do COS durante a fase de validação externa do Programa
formativo.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 41

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 43


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Alguns critérios gerais para desenvolver os CTS:

 Proporcionar formação metodológica aos especialistas para nivelar o grupo e afiançar o seu
avanço;
 Tornar claras as funções e os compromissos dos membros;
 Definir o cronograma de actividades, considerando as necessidades do trabalho;
 Assegurar a participação efectiva de especialistas sugeridos pelos membros do COS e outros
especialistas tecnológicos e formativos conhecidos e respeitados no sector, para garantir a
qualidade dos resultados e a aceitação final da Qualificação profissional;
 Garantir a máxima proximidade à realidade produtiva durante a elaboração do perfil profis-
Sistema Nacional de Qualificações
sional;Sistema Nacional de Qualificações
 Garantir a aplicação da metodologia durante todo o processo de elaboração da Qualificação
profissional;

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Assegurar a homogeneidade nas Qualificações profissionais elaboradas no seio do Catálogo
Nacional de Qualificações Profissionais;
 Garantir a preponderância dos critérios técnicos e metodológicos na elaboração das Qualifi-
cações profissionais, desvinculando-a de qualquer outro interesse.

É vital a criação de um ambiente participativo no CTS, evitar polarizações nos debates e potencializar
as experiências e conhecimentos do grupo. A eventual falta de participação pode ser contornada pelo
Coordenador da Família profissional utilizando técnicas de integração e dinâmicas especiais de grupo.

Para manter o clima de motivação, é necessário, além de tomar providências para que os trabalhos se
realizem com objectividade e gerem produtos concretos, programar actividades para os encontros
seguintes.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.

2. Técnico da UCSNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Critérios de composição do CTS.


2. Agenda do(s) encontro(s).
3. Campo de Observação da Família Profissional.
4. Estudo do Sector.
5. Programa formativo para especialistas dos CTS.
6. Modelo de planificação e programação (Anexo).

PRODUTOS DE SAIDA
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
1. Especialistas tecnológicos identificados e seleccionados para participar nos CTS.
2. Especialistas formativos identificados e seleccionados para participar nos CTS.
3. Comité Técnico Sectorial constituído no primeiro encontro.
4. Membros do CTS formados metodologicamente na elaboração de Qualificações profissionais.

PRAZO DE EXECUÇÃO

A constituição do Comité Técnico Sectorial acontece após o primeiro COS e quando a UC-SNQ tiver
seleccionado os especialistas técnicos e formativos pertinentes para a Qualificação a ser elaborada.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 42

44 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador recebe do COS as propostas de especialistas para os CTS ou pesquisa outros,


considerando os critérios estabelecidos.

2. O Coordenador contacta os especialistas, e explica-os sobre as actividades a serem desenvolvi-


das, as condições de participação e considerando a sua disponibilidade, programa os encontros
a curto prazo.

3. O Coordenador, apoiado pelo responsável da logística da UC-SNQ, prepara o CTS: data, local,
Sistema
deslocações, ajudaNacional
de custo oude deSistema
presença,Nacional
Qualificações
senha de Qualificações
caso necessário.

4. O Coordenador, apoiado pela UC-SNQ, prepara a agenda do encontro e envia para os partici-

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
pantes.

5. Realiza-se o primeiro CTS no qual o Coordenador, apoiado pela UC-SNQ, explica a metodologia
de Abordagem por Competência (ApC) e de elaboração de Qualificações profissionais, adapta-
da ao sector da Família profissional.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 43

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 45


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

PROCESSO C:
ELABORAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL DA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

Perfil Profissional pode ser definido como sendo a descrição do que idealmente é necessário saber
realizar no campo profissional correspondente a uma determinada Qualificação. É o marco de refe-
rência que, confrontado com o desempenho real das pessoas, indica se são ou não competentes: se
estão ou não qualificadas para actuar no seu âmbito de trabalho.

O perfil profissional é expresso em termos de competências profissionais e integra também um con-


texto de trabalho.Sistema Nacional constitui
O Perfil profissional oSistema
referencialNacional
de Qualificações para: de Qualificações

 A elaboração do desenho curricular da formação associada à Qualificação profissional;


 Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
O estabelecimento do sistema de avaliação das competências profissionais requeridas.

O conceito de competência profissional se centraliza na capacidade de aplicar os conhecimentos para


realizar o trabalho; ou seja, ultrapassa a simples possessão de conhecimentos e capacidades e acen-
tua na obtenção dos resultados esperados na produção.

As capacidades atribuídas a uma pessoa competente significam que a pessoa deve ser capaz de res-
ponder às exigências de uma ocupação como um todo, transcendendo a mera habilidade de executar
tarefas específicas de um posto de trabalho específico numa determinada organização. Por outro lado,
a pessoa deve ser capaz de enfrentar o trabalho em diferentes contextos, condições e relações de
produção, causado pela mudança dos modos de produção. Enfim, supõem também, que a pessoa
deve ser capaz de executar várias tarefas específicas decorrentes das diferentes formas de organiza-
ção que adoptam as diferentes empresas do mesmo sector de produção.

O sentido amplo da competência que incide sobre os resultados das actividades de trabalho possibili-
ta a sua aplicabilidade a todas as organizações do sector com fins produtivos similares. Todos estes
requisitos implícitos na definição da competência adoptada caracterizam-se pela inclusão das quatro
dimensões seguintes:

1. Competência técnica: a competência para operar efectivamente nos


meios, produtos, informações e variáveis (tangíveis e intangíveis) envolvidos na criação do
produto e/ou serviço, incluindo as habilidades técnicas relacionadas à segurança e higiene no
trabalho.

2. Competência organizacional e económica: a competência para coor-


denar as diversas actividades produtivas, administrar racionalmente e conjuntamente os
aspectos técnicos, sociais e económicos da produção.

3. Competência de cooperação e relação com o meio ambiente: a


competência para atender as restrições sobre as relações e procedimentos estabelecidos na
organização
Unidade de Coordenação doNacional
do Sistema trabalho e para
de Qualificações
Unidade integrar-se
de Coordenação eficazmente,
do Sistema tanto a nível
Nacional de Qualificações
1 horizontal ou vertical, 1

como social e produtivamente com outros recursos humanos.

4. Competência para lidar com contingências: a competência para res-


ponder aos problemas, falhas ou irregularidades detectadas nos procedimentos, nas sequên-
cias de trabalho estabelecidas, nos equipamentos, nos sistemas e em produtos ou serviços.

Todas estas dimensões da competência são necessárias para ser competente numa ocupação ou
profissão, portanto, deve incorporar todas estas dimensões nos enunciados de competência que
formarão as Qualificações, como uma das tarefas fundamentais desta fase, por isso, parte-se da fun-
ção como unidade de análise dos processos de produção.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 44


46 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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Ao longo do processo de trabalho do Comité Técnico Sectorial, o Coordenador da Família profissional


em colaboração com a UC-SNQ, deve garantir que cada uma das etapas do trabalho de elaboração
seja realizada segundo os fundamentos metodológicos e os procedimentos estabelecidos, a fim de
que o Perfil profissional se ajuste às especificações da UC-SNQ.

Além disso, o Comité Técnico Sectorial deve indicar o prazo de validade do Perfil Profissional definido,
considerando, principalmente, a evolução da qualificação em função do surgimento de novas deman-
das do mercado de trabalho.

OBJETIVOS
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
O Perfil Profissional da Qualificação, devidamente estruturado pelo Comité Técnico Sectorial, é o
produto final dessa fase, constituindo-se no fundamento para a elaboração do desenho curricular e
dos instrumentos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVCC).
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
O perfil profissional inclui:

1. Identificação:
 Nome do perfil profissional;
 Família Profissional a que pertence;
 Nível de Qualificação Profissional do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ);
 Código alfanumérico que o identifica no Catálogo Nacional de Qualificações Profissionais
(CNQP).

2. Competência geral:
 Descrição sucinta do papel e funções que desempenha o perfil.

3. Referencial de competências:
 Unidades de competência que conformam o perfil profissional com nome e código que as
identifica no CNQP.

4. O ambiente profissional que abrange:


 Orientações sobre o âmbito profissional onde desenvolve sua actividade;
 Os sectores produtivos onde se enquadra;
 As ocupações e postos de trabalho relacionados;

FASES E PROCEDIMENTOS

PROCESSO C ELABORAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL


PC1 Elaboração do mapa funcional
PC2 Identificação das unidades de competência da área
PC3 Identificação dos elementos de competência da UC
Unidade de CoordenaçãoPC4 Elaboração
do Sistema Nacional de Qualificações dos critérios de desempenho dos EC 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

PC5 Atribuição do nível à unidade de competência


PC6 Identificação do contexto profissional da UC
PC7 Estruturação do perfil profissional mediante a agrupação de UC
PC8 Redacção da competência geral da Qualificação profissional
PC9 Identificação do ambiente profissional da Qualificação profissional

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 45

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 47


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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-C1 Elaboração do Mapa Funcional

CONCEITOS

A análise funcional (AF) é uma técnica utilizada para identificar as competências profissionais que são
inerentes a uma função produtiva. Esta função pode ser específica duma empresa ou de todo um
sector produtivo ou de serviços.

Sistema
A análise funcional (AF) éNacional
um enfoque Sistema
dedeQualificações
trabalho Nacional
que permite de Qualificações
aproximar-se às competências reque-
ridas mediante uma estratégia dedutiva. Parte-se do propósito principal (Objectivo Base) e faz-se
sucessivas perguntas relativamente a quais funções devem ser realizadas para se atingir a função

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
precedente.

Diferente de outros enfoques centralizados na análise do conhecimento requerido na produção ou


nos processos de formação que são necessários para se obter as capacidades, a análise funcional (AF)
coloca o foco na análise das funções que requerem as organizações de produção para alcançar os
seus objectivos.

Partindo da definição de funções, a análise funcional (AF) leva em conta o contexto de trabalho, os
sistemas organizativos, as relações funcionais, os resultados da produção de bens e de serviços e as
demandas futuras. O análise funcional (AF) centra-se nos logros do trabalhador, nos seus resultados
e não no processo.

A análise funcional (AF) é o cimento para a elaboração do perfil profissional e para o desenho curricu-
lar, pois um aspeito chave da formação baseada em competências é a correspondência entre as com-
petências requeridas e os conteúdos dos programas formativos.

O Analise Funcional:
 Descreve produtos, não processos;
 Importam os resultados, não como as coisas são feitas;
 As funções não se relacionam com uma situação laboral específica.

Um dos primeiros resultados do AF é o mapa funcional, que constitui a representação gráfica dos
resultados do AF.

FUNÇÃO PRIMEIRO NÍVEL 1 FUNÇÃO SEGUNDO NÍVEL 1

OBJECTIVO BASE FUNÇÃO PRIMEIRO NÍVEL 2 FUNÇÃO SEGUNDO NÍVEL 2


DO AREA

FUNÇÃO PRIMEIRO NÍVEL 3


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
FUNÇÃO
1
SEGUNDO NÍVEL 3
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

O Mapa funcional não é uma representação de processos, nem tem o intuito de descrever grafica-
mente o processo, senão as funções produtivas necessárias para se atingir o Objectivo Base.

Para aplicar o AF, deve-se delimitar um Área Profissional (AP) do Campo de Observação.
Para esta AP, identifica-se o Objectivo Base (OB), a partir do qual se desenvolve o mapa funcional
com a lógica de o que é necessário para que isso aconteça? O OB descreve o porquê da actividade

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 46

48 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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produtiva. A descrição deve ser o mais concreta possível. As funções são desagregadas sucessivamen-
te mediante a aplicação da mesma pergunta, de forma que pode-se chegar até diversos níveis de
desagregação, segundo a amplitude do OB.

É possível que para algumas AP, exista mais de um OB, como neste exemplo da Família profissional
HRT – Hotelaria, restauração e Turismo:

Área Profissional 1: Alojamento:

 Prestar o serviço de alojamento de forma que o cliente possa descansar, dormir e aten-
der às suas necessidades de higiene pessoal.
Sistema Nacional de Qualificações Sistema Nacional de Qualificações
 Prestar os serviços auxiliares derivados ao serviço básico de alojamento.

O processo de desagregação das funções realiza-se segundo a lógica da causa-efeito. O mapa tem
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
uma disposição horizontal e pode ser lido verticalmente: Como se atinge o objectivo base? Ou hori-
zontalmente de direita à esquerda: Para que se faz?

Leitura�ver cal��

COMO?�

FUNÇÃO PRIMEIRO NÍVEL


FUNÇÃO SEGUNDO NÍVEL
1. Realizar a gestão contabilística 1.1. Organizar e classificar
OBJECTIVO BASE
2. Fazer a gestão fiscal e tributária documentos económicos,
Desenvolver p roc essos d e
3. Realizar a gestão financeira e controle de jurídicos e outros com
ÁREA g estã o c ontá vel,
receitas transcendência contábil.
Gestão fina nc eira , fisc a l e
4. Realizar a gestão e controlo da tesouraria 1.2. Registrar feitos contábeis
Económica trib utá ria numa
5. Auxiliar na elaboração e apresentação de 1.3. Emitir estados financeiros
org a niza ç ã o, p úb lic a e/ 1.4. Controlar inventários
documentação
ou p riva d a 1.5. Elaborar informação
6. Manejar aplicativos informáticos de
gestão contabilística e financeira. contábil

Leitura�horizontal��
PARA�QUE?�

Critérios para enunciar o Objectivo Base no Mapa funcional:

A formulação tem a estrutura de uma frase com três elementos:

a. Um (ou mais) verbo activo no infinitivo especificando uma actividade ou acção a realizar.
Exemplo: Desenvolver
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

b. O objecto da actividade em que recai a acção. Exemplo: processos de gestão contável, finan-
ceira, fiscal e tributária

c. O estatuto da actividade. Indica a amplitude e o grau de precisão do objectivo ou função.


Exemplo: numa organização pública e/ou privada.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional em causa


2. Técnico da UC-SNQ

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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 49
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PRODUTOS DE ENTRADA

1. Campo de Observação (CO) da Família profissional em causa


2. Áreas Profissionais (AP) identificadas no CO

PRODUTOS DE SAIDA

Mapa funcional da Área Profissional com as funções desagregadas em níveis até que sejam susceptí-
veis de serem desenvolvidas por um só individuo, obtido pela aplicação do Analise Funcional.

PRAZO DE EXECUÇÃO Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações
Primeiro CTS.

DESCRIÇÃO Manual de Procedimentos


Manual de Procedimentos
O Coordenador da Família profissional apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, realiza o Analise Funcional
com o Comité Técnico Sectorial.

1. Delimita-se um Área Profissional (AP) do Campo de Observação (CO).


2. Identifica-se o(s) Objectivo(s) Base (OB) da Área Profissional e enuncia-se segundo os crité-
rios de formulação estabelecidos.
3. Aplica-se a pergunta: O que há que fazer para atingir o OB? para obter as Funções de primei-
ro nível.
4. Para cada uma das funções identificadas neste primeiro nível da AF, aplica-se a mesma per-
gunta anterior para obter um conjunto de Funções derivadas de cada uma delas, denomina-
das Funções de segundo nível.
5. Para cada uma destas Funções de segundo nível irá repetir o processo, se fora necessário,
para obter um conjunto de Funções que são chamadas de Funções de terceiro nível, e assim
por diante, até obter Funções que sejam susceptíveis de serem desenvolvidas por um único
trabalhador (não por um equipamento).
6. Quando chega-se ao nível de decomposição de Funções que podem ser realizadas indivi-
dualmente, o resultado gráfico é o Mapa funcional.
7. Comprova-se que todas as Funções desenvolvidas pelos postos de trabalho identificados na
Área estão no Mapa funcional.

Exemplo Família profissional AGE – Administração e Gestão

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 48

50 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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Exemplo Família profissional AGE – Administração e Gestão

Verificação de postos de trabalho e funções identificadas no Mapa funcional:

POSTOS DE TRABALHO FUNÇÕES PRIMEIRO NÍVEL

 Contabilista 1. Realizar a gestão contabilística


 Técnico/ auxiliar de Contabilidade e Escritura- 2. Fazer a gestão fiscal e tributária
ção Sistema Nacional de Qualificações Sistema Nacional
3. Realizar definanceira
a gestão Qualificações
e controle de
 Técnico auxiliar das operações financeiras. receitas
 Auxiliar de consultoria e assessoria financeira 4. Realizar a gestão e controlo da tesouraria

 Tesoureiro Manual de Procedimentos


Manual de Procedimentos
 Orçamentista 5. Auxiliar na elaboração e apresentação de
documentação
 Gestor de clientes 6. Manejar aplicativos informáticos de gestão
 Gestor de receitas (técnico de controle de contabilística e financeira.
receitas)

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 51


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CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-C2 Identificação de Unidades de Competência (UC)

CONCEITOS

A partir do Mapa Funcional, que desagrega as funções até diferentes níveis, pode-se efectuar a cor-
respondência com as Unidades de Competência e os Elementos de Competência.

As Funções deSistema
último nível identificadas
Nacional Sistema
no Mapa Nacional
Funcional
de Qualificações de Qualificações
correspondem com os Elementos de
Competência, e as Funções imediatamente anteriores, com as Unidades de Competência (UC).

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Por tanto, a Unidade de Competência (UC) é uma agrupação de funções produtivas identificadas no
Mapa Funcional e que têm reconhecimento e significado no emprego.

Uma UC não tem uma definição técnica precisa que determine a natureza e a extensão do seu agre-
gado de competências. O requisito fundamental que orienta a sua configuração é que deve responder
a uma tarefa, presente ou futura, que tenha sentido para os especialistas do CTS e os membros do
COS. Segundo a legislação, a UC é o conjunto mínimo de competências capaz de reconhecimento e
acreditação.

A UC não se refere só às funções relacionadas com o objectivo produtivo, senão que inclui também
requisitos relacionados com a saúde e a segurança no trabalho, a qualidade e as relações laborais.

O agrupamento de subfunções do Mapa Funcional e que correspondem com uma UC deve ser coe-
rente com os seguintes princípios:

 O agrupamento tem sentido para os especialistas do CTS e deve ser validado pelo COS;
 É o mínimo de certificação identificável e reconhecível no mundo laboral;
 Pode ser associado a um ou mais postos de trabalho da Família profissional;
 Os conhecimentos, habilidades e destrezas necessárias para realizá-las são homogéneos;
 A maior parte ou todas as subfunções que agrupa têm o mesmo nível;
 Pode- se dar resposta à UC com um bloco de formação.

A abrangência da UC geralmente está relacionada directamente com a amplitude e o nível da Qualifi-


cação profissional. Assim, as Qualificações profissionais de nível mais elevado são, obviamente, mais
amplas, e provavelmente suas UC são em maior número, englobando um rol maior de Elementos de
Competência.

Componentes e estrutura de uma Unidade de Competência

Uma UC compreende os seguintes elementos:


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
 Dados de identificação;
 Elementos de Competência e seus Critérios de Desempenho;
 Contexto Profissional.

1. Dados de identificação

Nome da UC.

O nome é formulado com um verbo activo infinitivo + objecto da actividade:

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 50

52 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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Exemplos de várias Famílias profissionais:

 Executar e controlar o desenvolvimento de acções comerciais e reservas em alojamentos;


 Elaborar argamassas, massas e betão;
 Prevenir e combater as pragas e doenças mais comuns das culturas hortícolas;
 Instalar, configurar e manter software de sistemas e aplicações informáticos;
 Realizar operações de extracção de produtos pesqueiros.

Critérios para formular o nome da UC:

a. Respeitar a fórmula: verbo infinitivo + objecto;


b. Sistema Nacional
Ser redigido de Qualificações
em termos Sistema Nacional de Qualificações
de consequências e não de processos;
c. Ser tão conciso e preciso quanto possível;
d. Deve poder ser compreendido pelo nome, independentemente da Família profissional;
e.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Não reflecte a nomeação de um posto de trabalho.

Nível da UC

No âmbito do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ) foi estabelecido um sistema de 8 Níveis de


Qualificação, dos quais os níveis 2, 3, 4 e 5 podem ser alcançados, entre outras vias, por meio da For-
mação Técnico-Profissional.

Código da UC

Trata-se de um código alfanumérico atribuído a cada UC e que permite a sua identificação no Catálo-
go Nacional de Qualificações Profissionais (CNQP).

UC 000 X

Acrónimo de Numeração Nível da


Unidade de Correlativa no Unidade de
Competência CNQP Competência

2. Os Elementos de Competência (EC)


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Os EC descrevem uma acção ou comportamento que alguém deve ser capaz de realizar e
demonstrar numa situação de trabalho num determinado campo ocupacional.

3. Os Critérios de Desempenho (CD)

Os CD expressam o nível aceitável de realização profissional, para cada Elemento de Compe-


tência, que atenda aos objectivos das organizações produtivas e fornecem orientações para a
avaliação da competência profissional.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 51

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 53


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4. O Contexto Profissional

Descreve os meios de produção, os produtos e resultados do trabalho, a informação utilizada ou


gerada e os itens de natureza semelhantes e consideradas necessárias para o desempenho profissio-
nal.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional em causa.


2. Técnico da UC-SNQ. Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
PRODUTOS DE ENTRADA

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Mapa funcional da Área Profissional com as funções desagregadas em níveis até que sejam susceptí-
veis de serem desenvolvidas por um só individuo, obtido pela aplicação do Analise Funcional.

PRODUTOS DE SAIDA

Primeira hipótese de Unidades de Competência.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a elaboração do Mapa Funcional.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional apoiado pelo Técnico da UC-SNQ apresenta ao Comité


Técnico Sectorial uma primeira hipótese de correspondência entre o Mapa Funcional e as Unida-
des de Competência

2. Esta hipótese é analisada e validada, se fora o caso, pelo CTS.

ÁREA DO CAMPO DE OBSERVAÇÃO


Gestão Económica

Funções do Mapa Funcional Proposta de UC

Realizar a gestão contabilística Realizar a gestão contabilística e


UC1
fiscal
Fazer a gestão fiscal e tributária
Realizar a gestão financeira e controle de
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações UC2 Realizar a gestão
1 financeira
receitas Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Realizar a gestão e controlo da tesou-


Realizar a gestão e controlo da tesouraria UC3
raria
Organizar processos administrativos
Auxiliar na elaboração e apresentação de
UC4 para apresentação às instituições
documentação
públicas
Manusear aplicativos informáticos de gestão Manusear aplicativos informáticos de
UC5
contabilística e financeira. escritório

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 52

54 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-C3 Identificação dos Elementos de Competência (EC) de cada UC

CONCEITOS

Como se explica no Procedimento de identificação das UC, a partir do Mapa Funcional, que desagrega
as funções até diferentes níveis, pode-se efectuar a correspondência com as Unidades de Competên-
cia e os Elementos de Competência.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
As Funções de último nível identificadas no Mapa Funcional correspondem com os Elementos de
Competência (EC), e as Funções imediatamente anteriores, com as Unidades de Competência (UC).

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Um Elemento de Competência é a descrição de algo que alguém que trabalha em uma determinada
área profissional deve ser capaz de fazer e provar. É a descrição de uma função, acção ou comporta-
mento, mas expressa em forma de consequências ou resultados e não como tarefas ou atitudes.

Formulação do Elemento de Competência:

1. Um verbo activo em infinitivo especificando uma actividade.


2. O objecto da actividade.
3. A condição da actividade.

Preparar
VERBOS�
Apresentar

diferentes tipos de pratos da


OBJETO�� cozinha nacional, regional e
internacional

que sejam atrativos para os


CONDIÇÃO�1� clientes

se ajustem aos objectivos


CONDIÇÃO�2� económicos do
estabelecimento.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Exemplos de várias Famílias profissionais:Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

 Tramitar e controlar os documentos de pagamentos e cobranças através de caixa cumprindo


os princípios contabilísticos e de acordo com o manual de procedimentos da instituição.
Resultado: documentos de pagamentos e cobranças tramitados e controlados;

 Desenhar itinerários de viagem e rotas, visitas ou produtos turísticos de interesse cultural ou


natural para agências de viagens, outros operadores ou seus próprios clientes, de modo que

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 53

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 55


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sejam atractivos e susceptíveis de comercialização. Resultado: itinerários de viagem e rotas


(...) desenhados;

 Elaborar argamassa e massa, com meios manuais e mecânicos, para executar trabalhos de
alvenaria e revestimento, segundo a composição e a dosagem fixada e cumprindo os prazos
e volumes exigidos. Resultado: argamassa e massa elaborada.

 Efectuar as manobras entre embarcações, e as de atracação ou desatracação e fundeio, em


diversas condições de vento e corrente a fim de garantir a segurança do navio. Resultado:
embarcações atracadas, desatracadas e fundeadas.

Sistema
Requisitos para Nacionaldos
a determinação Sistema
deElementos
Qualificações Nacional de Qualificações
de Competência

 Usar uma linguagem precisa, que respeite a estrutura descrita: verbo + objecto + condição.


Manual
Referir-se a umade
Manual de Procedimentos
Procedimentos
situação de trabalho que seja identificável como uma função reconhecida
na indústria ou serviços. Não se deve referir a situações de aprendizagem ou formação ou
testes de conhecimentos.

 Descrever as consequências, ou os resultados das actividades de trabalho e não os métodos


ou procedimentos utilizados para alcançá-los.

 Descrever uma realização, resultado ou comportamento que pode ser demonstrado ou ava-
liado directamente.

 Ser suficientemente geral para ser aplicável a todas as organizações do sector e, eventual-
mente, a outras ocupações ou a outros sectores.

 Facilitar a transversalidade em caso de elementos de competência similares em diferentes


UC ou Qualificação profissional.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Mapa funcional da Área Profissional com as funções desagregadas em níveis até que sejam
susceptíveis de serem desenvolvidas por um só individuo (EC), obtido pela aplicação do Ana-
lise Funcional.

2. Primeira hipótese de Unidade de Competência.

Unidade de3. Agrupação de Unidades de Competência no Perfil profissional.


Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

PRODUTOS DE SAIDA

Primeira hipótese de Elementos de Competência das UC do Perfil profissional, segundo a formulação


e os requisitos estabelecidos.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Durante o CTS número 2 ou após a identificação das Unidades de Competência.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 54

56 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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DESCRIÇÃO

1. Uma vez estabelecidas pelo Comité Técnico Sectorial, as Unidades de Competência, serão
feitas no seio do CTS bem como a identificação dos Elementos de Competência correspon-
dentes a cada uma delas.

2. O Coordenador da Família profissional apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, parte do Mapa Fun-
cional elaborado para identificar as subfunções de último nível e susceptíveis de constituir
Elementos de Competência, realizados por um só indivíduo.

Exemplo:
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
ÁREA DO CAMPO DE OBSERVAÇÃO
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos Gestão Económica

Unidades de Competência Subfunções do Mapa Funcional


Organizar e classificar documentos económicos, jurídicos e
outros com transcendência contável
Registar feitos contáveis
Realizar a gestão con- Emitir estados financeiros
UC1
tabilística e fiscal Controlar inventários
Elaborar informação contável
Calcular, liquidar os impostos
Analisar e produzir relatórios de situação fiscal de empresa
Recolher informação da situação financeira para determinar
as necessidades financeiras da organização
Auxiliar na análise da situação financeira e patrimonial e
determinar as necessidades de financiamento da organiza-
Realizar a gestão finan-
UC2 ção
ceira
Identificar e avaliar informação sobre os possíveis meios de
financiamento
Auxiliar na gestão da contratação e seguimento na aplicação
dos recursos financeiros
Gerir as cobranças
Realizar a gestão e Gerir os pagamentos
UC3
controlo da tesouraria Controlar a tesouraria
Gestão de morosos
Preparar documentos para a apresentação aos organismos e
outros agentes económicos e realizar a sua apresentação.
Preencher diferentes modelos de contractos para sua apre-
Organizar processos sentação e assinatura
administrativos para Preparar e controlar a documentação e procedimentos de
UC4
apresentação às insti-
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
contratação pública e concessão de 1
subvenções
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
tuições públicas Manter actualizada e guardar a documentação e os registos
relativos às instituições públicas e privadas
Organizar e manter actualizadas as informações legais exigi-
das pela actividade.
Manejar aplicativos informáticos de gestão de informação e
Manusear aplicativos
documentação
UC5 informáticos de escri-
Manejar aplicativos informáticos de contabilidade e gestão
tório
financeira

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 55

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 57


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3. O Comité Técnico Sectorial, apoiado pelo Coordenador da Família profissional e pelo Técnico
da UC-SNQ, redige os Elementos de Competência a partir das subfunções identificadas no
Mapa Funcional.

Exemplo de UC1:

ÁREA DO CAMPO DE OBSERVAÇÃO


Gestão Económica

Sistema Nacional
UC1de aSistema
Qualificações
Realizar Nacionalede
gestão contabilística Qualificações
fiscal

Manual Manual
de Procedimentos
Subfunções do Mapa Funcional
de Procedimentos
Hipóteses de Elementos de Competência

Organizar e classificar documentos derivados das


Organizar e classificar docu-
operações económico-financeiras, objecto do
mentos económicos, jurídicos e
registo contabilístico, de acordo com as normas
outros com transcendência EC1
contabilísticas e fiscais, para proceder o seu
contável
registo e à correta apresentação das informa-
ções.
Registar contabilisticamente as operações eco-
nómico-financeiras de modo a garantir a organi-
Registar feitos contáveis
EC2 zação da contabilidade e produção de dados e
informações fiáveis para a análise financeira da
empresa e ou serviço público.
Emitir e analisar estados financeiros de acordo
Emitir estados financeiros
EC3 com o regulamento aplicável para auxiliar na
gestão e na tomada de decisão.
Elaborar informação contabilística e financeira
Elaborar informação contável
garantindo a fiabilidade dos dados e posterior-
Controlar inventários EC4
mente remeter para apreciação e tomada de
decisão.
Calcular e liquidar os impostos de acordo com a
Calcular, liquidar os impostos EC5
normativa vigente e seguindo os calendários
fiscais.
Analisar e produzir relatórios de situação fiscal
Analisar e produzir relatórios
EC6 com base nos dados recolhidos para tomada de
de situação fiscal de empresa
decisão.
Manusear aplicativos informáticos de contabili-
dade e gestão financeira de modo a garantir a
EC7
fiabilidade, credibilidade, confidencialidade e
acesso fácil aos dados.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 56

58 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


Juventude: O nosso compromisso!

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CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-C4 Elaboração dos Critérios de Desempenho dos EC

CONCEITOS

Os Critérios de Desempenho definem os níveisSistema


de competências exigidas
Nacional no mercado de trabalho que
de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
permitem julgar, de acordo com os mesmos, as actividades de trabalho realizadas pela pessoa. Os CD
referem-se aos aspectos essenciais da competência e permitem estabelecer se um trabalhador alcan-
ça ou não o resultado descrito no Elemento de Competência.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Formulação do Critério de Desempenho:

1. Sujeito da actividade.
2. Verbo passivo da actividade
3. Condição do desempenho da actividade
4. Finalidade (se fora necessário)

SUJEITO Os instrumentos de medição

VERBO são calibrados

CONDIÇÃO segundo os parâmetros de padronização

FINALIDADE para garantir a fiabilidade da medida.

Exemplos de várias Família profissionais:

 A localização do viveiro é definida tendo em conta a disponibilidade da água, distância da


parcela e a proteção contra o vento e animais.

 Os componentes hardware avariados são reparados ou substituídos utilizando ferramentas


e/oudodispositivos
Unidade de Coordenação Sistema Nacional deespecíficos,
Qualificações garantindo que as conexões eléctricas 1
e electrónicas estejam
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
corretas e respeitando as normas de segurança laboral.

 Os componentes eléctricos, alternador, bateria, motor de arranque são medidos e testados


sobre veículo e/ou sobre banco de testes nos principais passos para garantir a reparação em
conformidade com os parâmetros eléctricos dos fabricantes e aplicando as normas de SHST.

Requisitos para a determinação dos CD:

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 57

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 59


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

 Ser o mais preciso possível: deve-se expressar de forma clara e concreta, de modo que todos os
especialistas cheguem à mesma conclusão sobre o seu significado;
 Descrever a evidência de competência que seja observável: deve-se evitar fazer referência aos
processos (particularmente aos de raciocínio) ou procedimentos pelos quais se chega a resulta-
dos.
 Não fazer referência ao desempenho duma actividade anterior no processo de produção. Cons-
tituem actividades independentes, sequenciais ou não.
 Descrever somente os aspectos essenciais dos Elementos de Competência: mais de 10 CD são
difíceis de testar a hora de julgar as evidências da competência. Uma boa regra, para encontrar
os CD precisos, é identificar os aspectos essenciais do desempenho e perguntar como é que se
Sistema
poderia detectar Nacional
se uma pessoa éde Sistema
Qualificações
competente em cadaNacional
um deles. de Qualificações
 Referir-se sempre que possível, às características idóneas que devem ter os produtos ou servi-
ços: a precisão, a conclusão, correcção, clareza, disponibilidade ou formato.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Os critérios de desempenho, em conjunto, devem garantir que todas as dimensões da compe-
tência são consideradas: organizacional e económica, de cooperação com o ambiente de traba-
lho ou de respostas às contingências.
 Os aspectos gerais: normas SHST, relações de trabalho, qualidade, etc., além de constituir CD,
podem determinar Elementos de Competência e/ou Unidades de Competência.
 Os CD que determinam a competência de organização do trabalho têm que referir-se a questões
tais como a optimização de recursos, a produtividade, o tempo adequado ou os custos mínimos.
 Os procedimentos muito específicos relativos a organizações determinadas reduzem o âmbito
de aplicação dos CD, pois os EC devem ser aplicados em toda as organizações do sector. Deve-se
evitar especificar métodos de trabalho, pois raramente há um método certo para produzir os
resultados indicados.
 No entanto, quando existem requisitos legais, de segurança ou saúde, normas de qualidade ou
exista um procedimento que o sector considera standard, os CD devem ser muito específicos.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Unidades de Competência identificadas no Mapa Funcional e validadas pelo CTS.


2. Elementos de Competência identificados no Mapa Funcional e redigidos pelo CTS.

PRODUTOS DE SAIDA

Critérios de Desempenho dos Elementos de Competência, determinados segundo os requisitos e a


estrutura de formulação.

PRAZO DE EXECUÇÃO
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Durante o CTS número 3. 1

DESCRIÇÃO

1. O Comité Técnico Sectorial, apoiado pelo Coordenador da Família profissional e pelo Técnico da
UC-SNQ redige os Critérios de Desempenho de cada um dos Elementos de Competência, respon-
dendo à seguinte pergunta:

Como saber se uma pessoa é capaz de alcançar satisfatoriamente o resultado descrito em um


Elemento de Competência?

60 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 58


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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2. Como procedimento de trabalho, o Comité Técnico Sectorial pode definir os Critérios de Desem-
penho imediatamente após a descrição de cada Elemento de Competência. Não obstante, tam-
bém pode redigir primeiro todos os Elementos de Competência, para obter uma visão de conjunto
e, logo depois, tratar em profundidade de cada um deles, especificando seus Padrões de Desem-
penho.

Exemplo da Família profissional MAP – Marítimo-pesqueira:

Sistema
Colocar Nacional
o produto de no
pescado Sistema
Qualificações
lugar Nacional de
de armazenamento Qualificações
da embarcação, preservando a
EC1 integridade do mesmo e assegurando as normas SHST e a estabilidade da embarcação.

CD1.1 Manual
O pescado é de
qualidade.
transportado Manual
Procedimentos
no de
convés, evitando Procedimentos
arrasta-lo e/ou lança-lo para garantir a sua

A lavagem, evisceração e decapitação, se forem necessários, são realizados no menor


CD1.2 tempo possível, utilizando as ferramentas específicas, respeitando as normas SHST, a fim
de garantir a qualidade das capturas.
O pescado é arrumado em conformidade com as boas práticas de conservação, utilizando
CD1.3
os meios existentes e minimizando o tempo de exposição.
O pescado é arrumado atendendo aos critérios de estiva e estabilidade da embarcação.
CD1.4

As caixas de pescado no convés são estivadas, assegurando as mesmas mediante a pea-


CD1.5
ção, após comprovação da segurança e a estabilidade da embarcação.
A quantidade de gelo no lugar de armazenamento é monitorizada regularmente a fim de
CD1.6
garantir a conservação do produto da captura até o seu desembarque.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 59

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CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-C5 Atribuição de nível à UC

CONCEITOS

As actividades de trabalho se identificam, a partir da Analise funcional para cada Função, que dá
origem aos Elementos de Competência.

EXEMPLO: Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Subfunções do Mapa
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Funcional
Actividades de Trabalho

Receber os documentos contabilísticos e proceder ao seu tratamento


conforme os procedimentos contabilísticos.
Organizar e classificar Analisar a documentação contabilística verificando a sua validade e con-
documentos económi- formidade.
cos, jurídicos e outros Separar os documentos em função da sua natureza.
com transcendência Classificar os documentos contabilísticos em função do seu conteúdo,
contável. registando os dados referentes à sua movimentação, utilizando para o
efeito o Sistema Nacional de Contabilidade (SNC).

No entanto, a análise funcional e a sua representação gráfica - o Mapa Funcional -, não permite dis-
cernir o nível das actividades de trabalho associadas às competências, pelo que é necessário, em
primeiro lugar, definir um instrumento que permita avaliar o nível de qualificação das actividades de
trabalho.

Além disso, o funcionamento adequado do mercado de trabalho requer a definição prévia de um


quadro que permita comparar e relativizar as competências adquiridas, seja por que via for, na medi-
da em que vai permitir que os indivíduos e os próprios empregadores tenham uma percepção mais
clara e real do valor de cada qualificação.

Este instrumento, o Quadro Nacional de Qualificações (QNQ), visa o reconhecimento, a validação e a


certificação de competências obtidas pelas vias formal, não formal e informal, desenvolvidas no âmbi-
to do Sistema Nacional de Qualificações.

O QNQ, enquanto instrumento para promoção da aprendizagem ao longo da vida, sua estrutura
abrange todos os níveis (1-8), com uma abordagem baseada nos resultados da aprendizagem: daquilo
que o aprendente conhece, compreende e é capaz de fazer aquando da conclusão de um processo de
aprendizagem.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
1
1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 60

62 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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Quadro Nacional de Qualificações e correspondência com os níveis do Ensino Técnico Profissionalizante:

Q8 Doutora mento

Q7 Mestra do

Q6 Licencia tura

Q5 CESP ACP

Sistema12ºNacional
Sistema Nacional de Qualificações
12º Ano Ano
de Qualificações
Q4 11º Ano 11º Ano

3 Manual de Procedimentos
Manual deQProcedimentos 10º Ano

9º Ano

Q2
Ensino Bá sico
8º a no

Q1 Ensino Bá sico
6º a no

SNQ Sistema Educa tivo

Cada nível de qualificação é definido de acordo com três descritores básicos:

1. Conhecimentos: o acervo de factos, princípios, teorias e práticas relacionadas com uma área de
estudo, trabalho ou formação profissional enquanto resultado da assimilação de informação através
da aprendizagem.

2. Habilidades: a capacidade de aplicar conhecimentos e utilizar recursos adquiridos para concluir


tarefas e solucionar problemas. Inclui tanto a aplicação do pensamento lógico, intuitivo e criativo
como as destrezas manuais e o domínio de métodos e ferramentas.

3. Responsabilidade e autonomia: a capacidade comprovada de aplicar o conhecimento, as aptidões


e as capacidades pessoais, sociais e/ou metodológicas em situações profissionais ou em contextos de
estudo e de formação para efeitos de desenvolvimento profissional e pessoal.

DESCRITORES DE NÍVEL SEGUNDO A LEGISLAÇÃO:

NÍVEIS RESPONSABILIDADE E AUTO-


CONHECIMENTOS HABILIDADES
DO QNQ NOMIA
Trabalhar ou estudar sob
Conhecimentos gerais
Aptidões básicas e habilidades opera- supervisão directa num con-
Nível 1 básicos aplicados a um
cionais necessárias à realização de texto estruturado, com res-
conjunto
Unidade de Coordenação limitado
do Sistema Nacional eUnidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
de Qualificações 1
tarefas simples e rotineiras. ponsabilidade pelo seu 1
definido de actividades.
desempenho.
Trabalhar ou estudar sob
Conhecimentos opera-
Aptidões cognitivas e práticas básicas supervisão, com um certo
cionais básicos numa
necessárias para a aplicação da infor- grau de autonomia. Demons-
área de trabalho ou de
mação adequada à realização de tare- trar capacidade para desem-
Nível 2 estudo. Apresenta
fas e à resolução de problemas corren- penhar algumas tarefas inde-
ideias e conceitos atra-
tes por meio de regras e instrumentos pendentes em certas oportu-
vés da comunicação
simples. nidades estruturadas com
oral e escrita eficazes.
níveis intermédios de apoio,

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 61

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 63


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direcção e supervisão.

Assumir responsabilidades para


executar tarefas de forma inde-
pendente numa área de estudo
Conhecimentos de ou de trabalho, quando se
factos, princípios, Uma gama de aptidões cognitivas e requer decisões ou iniciativas
processos e conceitos práticas necessárias para a realiza- simples. Trabalhar de forma
gerais numa área de ção de tarefas e resolução de pro- eficaz com os outros, como
estudo ou de trabalho, blemas através da selecção e aplica- membro do grupo e assume
Nível 3
com entendimento de ção de métodos,
Sistemainstrumentos,
Nacional de responsabilidades
Qualificaçõeslimitadas por
Sistema Nacional de
certos elementos
Qualificações
materiais e informações básicas. outros em pequenas equipas ou
teóricos e técnicos de Providencia assessoria técnica para trabalhos de grupo. Requerer
processos, materiais e resolução de problemas específicos. apoio, direcção e supervisão em
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
terminologia básica. situações pouco conhecidas.
Adaptar o seu comportamento
às circunstâncias para fins da
resolução de problemas.
Supervisionar as actividades de
rotina de terceiros, assumindo
determinadas responsabilidades
em matéria de avaliação e
melhoria das actividades em
contextos de estudo ou de
Uma gama de habilidades cognitivas
trabalho. Assumir responsabili-
e práticas necessárias para conce-
Conhecimentos fac- dade pelos seus resultados em
ber soluções para problemas especí-
tuais e teóricos em situações de trabalho e de
ficos numa área de estudo ou de
contextos alargados aprendizagem semiestrutura-
Nível 4 trabalho. Gerir a própria actividade
numa área de estudo das. Trabalhar de forma inde-
no quadro das orientações estabe-
ou de trabalho, rele- pendente quando se requer
lecidas em contextos de estudo ou
vante para a função. tomada de decisão imediata e
de trabalho geralmente previsíveis,
com alguma iniciativa. Conse-
mas susceptíveis de alteração.
guir definir os seus objectivos e
metas de acordo com os objec-
tivos e metas da organização e
gerir eficazmente o tempo
disponível.

Conhecimentos abran- Gerir e supervisionar em con-


gentes, especializados, textos de estudo ou de trabalho
factuais e teóricos Uma gama abrangente de aptidões sujeitos a alterações imprevisí-
numa determinada cognitivas e práticas necessárias veis. Rever e desenvolver o seu
área de estudos ou de para conceber soluções criativas desempenho e o de terceiros,
trabalho e consciência para problemas abstractos em quer em quantidade quer em
dos limites desses situações rotineiras e ambientes e qualidade. Trabalhar de forma
Nível 5 conhecimentos, que actividades novas. Ter capacidade independente onde são reque-
inclui um entendimen- para seleccionar e aplicar equipa- ridas decisões ou iniciativas de
to técnico abstracto e
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
mentos e métodos, explicando nível
1
intermédio. Conseguir
capacidade para Unidadepro- de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
alternativas, e assegura assessoria organizar o trabalho para si e 1

curar mais informação técnica para resolver problemas para a equipa, de acordo com os
e conhecimento para específicos em rotinas conhecidas. objectivos e metas da organiza-
executar ainda melhor ção e apoia os outros a gerir
a sua função. eficazmente o tempo.
Conhecimento apro- Aptidões avançadas que revelam a
fundado de uma mestria e a inovação necessárias à
Assumir a responsabilidades em
determinada área de resolução de problemas complexos
matéria de gestão do desenvol-
Nível 6 estudo ou de trabalho e imprevisíveis numa área especiali-
vimento profissional individual e
que implica uma com- zada de estudos ou de trabalho.
colectivo.
preensão crítica de Gerir actividades ou projectos técni-
teorias e princípios. cos ou profissionais complexos,

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 62


64 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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assumindo a responsabilidade da
tomada de decisões em contextos
de estudo ou de trabalho imprevisí-
veis.
Conhecimentos alta-
mente especializados,
alguns dos quais se
encontram na van-
Gerir e transformar contextos
guarda do conheci-
de estudo ou de trabalho com-
mento numa determi-
Aptidões especializadas para a plexos, imprevisíveis e que
nada área de estudo
resolução de problemas em matéria exigem abordagens estratégicas
ou de trabalho, que
Nível 7 Sistemaa capacida-
sustentam Nacional de Sistema
de investigação
Qualificações Nacional
e/ou inovação, paradenovas.
Qualificações
Assumir responsabilida-
desenvolver novos conhecimentos e des de forma a contribuir para
de de reflexão original
procedimentos e integrar os conhe- os conhecimentos e as práticas
e/ou investigação.
cimentos de diferentes áreas. profissionais e/ou para rever o
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Consciência crítica das
questões relativas aos
desempenho estratégico de
equipas.
conhecimentos numa
área e nas interliga-
ções entre várias
áreas.
Demonstrar um nível considerá-
As aptidões e as técnicas mais avan-
vel de autoridade, inovação,
çadas e especializadas, incluindo
autonomia, integridade científi-
Conhecimentos de capacidade de síntese e de avalia-
ca ou profissional e assumir um
ponta na vanguarda de ção, necessárias para a resolução de
firme compromisso no que diz
Nível 8 uma área de estudo ou problemas críticos na área da inves-
respeito ao desenvolvimento de
de trabalho e na inter- tigação e/ou da inovação ou para o
novas ideias ou novos processos
ligação entre áreas. alargamento e a redefinição dos
na vanguarda de contextos de
conhecimentos ou das práticas
estudo ou de trabalho, inclusive
profissionais existentes.
em matéria de investigação.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Mapa funcional da área profissional analisada.


2. Níveis do QNQ e descritores de nível.

PRODUTOS DE SAIDA

Actividades profissionais identificadas e niveladas seguindo os descritores de nível estabelecidos no


Quadro Nacional de Qualificações.

Unidades de Competência niveladas.


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
1
1

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a elaboração do Mapa Funcional.

DESCRIÇÃO

O Comité Técnico Sectorial, apoiado pelo Coordenador da Família profissional e pelo Técnico da UC-
SNQ, analisa o último nível de Funções do Mapa Funcional e identifica as actividades de trabalho

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 63


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 65
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associadas. Depois elabora uma grelha com as actividades de trabalho e aplicando os descritores de
nível do QNQ, atribui o mais pertinente a cada uma delas.

As Unidades de Competência nivelam-se, no caso da FTP do nível 2 ao nível 5, aplicando o nível supe-
rior dos Elementos de Competência que integram.

Exemplo:

Elaboração de produtos de pastelaria/confeitaria


Possíveis Níveis
Elaborar produtos a base de massas e macarrão 2 3 4
Sistema Nacional
Dosificar os ingredientes de acordo com Sistemae conforme
de Qualificações
a formulação Nacionala de Qualificações
ordem esta-
X
belecido.
Aplicar técnicas de triagem, a dosagem, mistura, amassamento, refino, batido,
X
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
emulsionado ou montado, laminado, flocos e outros que podem ser necessários.
Controlar os parâmetros do tempo e velocidade do amassamento ou batido, da
X
temperatura da massa, de espessura e de repouso das massas laminadas.
Adoptar, em caso de desvios, as medidas correctivas necessárias. X
Verificar as características físicas e organolépticas da massa ou macarrão (cor,
X
extensibilidade dureza, textura, fluidez,).
Fazer proporções de massas e macarrões para conseguir as unidades individuais
X
requeridas, seguindo a sequência de operações adequadas em cada caso.
Preparar os fornos, fogões, fritadeiras, estufado, banho-maria e qualquer outro
equipamento necessário para a elaboração do produto, seleccionando as condi- X
ções de tempo e temperatura adequadas.
Comprovar que as manipulações prévias do produto necessárias para a correta
cozedura se executam no momento e forma adequados (corte, pintado, voltado, X
a incorporação de cremes, recheios, etc.)
Planificar a carga do forno, fogão, fritadeira, banho-maria e outros equipamentos,
se efectuam nas quantidades e com a frequência adequada para optimizar o X
processo.
Controlar durante a cozedura a temperatura, o tempo e a humidade, tomando,
X
em caso de desvios, as medidas correctivas necessárias.
Verificar que as características físicas e organolépticas das peças são as estabele-
cidas na sua ficha técnica e, no seu caso, se ajustam às condições do processo às X
especificações do produto.
Realizar o resfriado dos produtos segundo a forma estabelecida até que alcancem
X X
a temperatura adequada que permite o seu processo posterior.
Realizar elaborações complementares, tais como outros xaropes, xaropes, com-
potas, recheios, doces, confeitos, torrada, crocante, recheios doces e salgados
X X
(creme, trufas de chocolate, creme, carnes frias e pratos salgados lado), de acor-
do com as técnicas básicas.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 64

66 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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CÓDIGO DENOMINAÇÃO

P-C6 Identificação do Contexto Profissional da UC

CONCEITOS

O Contexto Profissional fornece o significado contextual dos Elementos de Competência para escla-
recer o ambiente e as condições actuais e previsíveis em que estão a aplicar as realizações que com-
põem a unidade de competência. O contexto proporciona também um cenário orientador para reali-
Sistema Nacional de Qualificações
zar a avaliaçãoSistema Nacional
nos processos de Qualificações
de certificação. Esta informação é extraída a partir da caracterização
dos processos tecnológicos realizados anteriormente.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
A identificação do Contexto Profissional levanta a questão de, quando se pode considerar que o con-
texto de um espaço de trabalho é suficientemente descrito?

Em geral, não existe uma regra definida, mais sim algumas orientações na identificação do Contexto.
Estas podem ser:

 Os elementos que integram o Contexto Profissional têm que especificar-se com um nível
de detalhe suficiente que forneça informação para avaliar o domínio da competência do
profissional.
 Devem cobrir todos os contextos e condições nos quais o Elemento de Competência pode
ser avaliado.
 Encontram-se referidos aos Critérios de Desempenho.

O Contexto Profissional integra os seguintes elementos:

1. Meios de produção: Espaços, ferramentas, equipamentos próprios do contexto no


qual desenvolvem-se as competências identificadas na UC.

2. Produtos e resultados: Produtos e resultados finais da UC. Pode-se estabelecer


também uma diferenciação entre produtos intermédios e produtos finais.

3. Informação utilizada e gerada: A informação utilizada não é um fim por si mesmo; a


informação gerada, no caso de determinadas UC, pode ser um resultado.

Exemplo de Contexto Profissional


Meios de produção:
Mobiliário de cozinha e específico de doçaria. Expositores. Barras de degustação. Carros de doçaria. Montras. Arma-
zéns. Equipamentos geradores de calor e frio. Equipamentos geradores de ozono. Máquinas e auxiliares. Mobiliário e
utensílios próprios de doçaria. Matérias-primas cruas ou preparadas e coadjuvantes para a elaboração de produtos de
Unidadedoçaria.
de Coordenação do Sistema
Material Nacional de Qualificações
de acondicionamento,
Unidadetais como recipientes,
do Sistemafechos
Nacionalede
etiquetas. Extintores
1 e sistemas de segurança.
de Coordenação Qualificações 1
Produtos de limpeza. Consumíveis. Fardamentos e panos apropriados.
Produtos e resultados:
Tartes, bolos, pães simples, pizzas, outros produtos de pastelaria salgada, sobremesas de cozinha e gelados.
Informação utilizada ou gerada:
Manuais de processos normalizados. Manuais de funcionamento de equipamentos, maquinaria e instalações. Ordens
de trabalho. Fichas técnicas de manipulação de alimentos. Fichas técnicas de elaboração. Receituários e bibliografia
específica. Tabelas de temperaturas e escalas apropriadas. Normas de segurança e higiénico -sanitárias e de manipu-
lação de alimentos.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 65

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Meios de produção
Aplicações informáticas de escritório: folhas de cálculo, bases de dados, processadores de textos, ferramentas de apresentação,
ferramentas de correio electrónico, navegadores e outras ferramentas de Internet.
Produtos e resultados
Pesquisas de informação na Internet e nos arquivos da organização. Informações obtidas, organizadas, elaboradas e transmitidas.
Documentos de texto e folhas de cálculo elaboradas. Apresentações elaboradas. Introdução e extracção de informações em bases
de dados. Informação processada em condições de segurança e confidencialidade estabelecidas na organização.
Informação utilizada ou gerada
Aplicações informáticas e manuais de apoio para utilização dos aplicativos informáticos. Manuais e regras de estilo da organização.
Normas aplicáveis na organização sobre respeito à segurança da informação. Normas aplicáveis sobre segurança electrónica e
Sistema
direitos de autor. Formatos Nacional
e planilhas de Sistema
documentos eNacional
de Qualificações
para elaboração apresentações.de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Elementos de Competência da UC
2. Critérios de Desempenho dos EC da UC
3. Orientações para identificar o Contexto Profissional

PRODUTOS DE SAIDA

Contexto Profissional da UC identificado.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após da identificação dos Elementos de Competência e da determinação dos Critérios de Desempe-


nho da UC.

DESCRIÇÃO

1. Os especialistas do CTS, apoiados pelo Coordenador da Família profissional e pelo Técnico da


UC-SNQ, analisam os EC e os CD identificados na UC do Perfil Profissional.

2. O CTS deduz dos EC, os meios de produção (ou de serviço) necessários para o desenvolvi-
mento das competências: espaços, equipamentos, ferramentas, materiais, etc.

3. O CTS deduz dos EC os produtos e resultados observáveis obtidos do desenvolvimento das


actividades de trabalho associadas às competências.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

4. O CTS deduz dos EC a informação utilizada (para a consecução das actividades) e a informa-
ção gerada (como consequência das actividade).

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68 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-C7 Estruturação do Perfil Profissional mediante a agrupação de UC

CONCEITOS

As Unidade de Competência constituem blocos de competências com um significado claro e com


valor no mercado laboral. Portanto, a agrupação de UC diferentes e a atribuição dum nível de compe-
tência determinado, forma o Referencial de competências do Perfil Profissional da Qualificação pro-
fissional:
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações

PERF I L
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos PROF I SSI ONAL
QUALI F I CAÇÃO
PROF I SSI ONAL
PROG RAMA
F ORMAT I VO

O Perfil Profissional é a descrição expressa em termos de competências do que idealmente é neces-


sário saber fazer no âmbito profissional correspondente a determinada Qualificação profissional. É o
marco de referência para o desenvolvimento profissional, que, conferido com o desempenho real das
pessoas, indica se elas são ou não competentes: se estão ou não qualificadas para actuar em seu
âmbito de trabalho.

As Unidades de Competência situam-se na estrutura do Perfil Profissional:

1. Identificação:
 Nome do Perfil profissional;
 Família profissional a que pertence;
 Nível de Qualificação Profissional do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ);
 Código alfanumérico que o identifica no Catálogo Nacional de Qualificações
Profissionais (CNQP).

2. Competência geral:
 Descrição sucinta do papel e Funções que desempenha o Perfil.

3. Referencial de competências:
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
 Unidades de Competência que conformam o Perfil profissional, com o nome e o código
que as identifica no CNQP.

4. O ambiente profissional que abrange:


 Orientações sobre o âmbito profissional onde desenvolve sua actividade
 Os sectores produtivos onde se enquadra
 As ocupações e postos de trabalho relacionados

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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 69
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Requisitos que devem cumprir os perfis profissionais das Qualificações profissionais

O âmbito profissional associado a uma Qualificação profissional não deve ser


restringido a um posto de trabalho, senão for suficientemente amplo para atingir
REQUISITOS DE
a máxima empregabilidade.
AMPLITUDE
O conjunto de UC que formam uma Qualificação profissional deve ter valor e
significado no mercado de trabalho e uma certa afinidade profissional.
Devem ajustar-se a um conceito amplo da competência que garanta a capacidade
de executar as actividades de trabalho em vários contextos produtivos (transferi-
bilidade) e de enfrentar aceitavelmente as mudanças esperadas nos modos de
REQUISITOS DE produção e organizativos do mercadoNacional
de trabalho.de Qualificações
NATUREZA Sistema Nacional de Qualificações Sistema
Devem ser concebidas e formuladas em conformidade com os resultados que as
pessoas competentes podem demonstrar, independentemente da via de aquisi-

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
ção da competência.
As Qualificações profissionais de um mesmo nível do QNQ devem ser compará-
veis e homogéneas em relação à sua especificação da competência.
Devem facilitar a aprendizagem ao longo da vida e o progresso das pessoas, tanto
REQUISITOS DE entre as Qualificações profissionais do mesmo nível, de diferentes níveis e entre
ORDENAÇAO várias Famílias profissionais.
As UC que integram as Qualificações profissionais devem ser obtidas através da
análise funcional, elaboradas por especialistas tecnológicos e formativos nos CTS,
validadas pelo COS, aprovadas pelo Governo e publicadas no B.O.
Devem ter o apoio das organizações empresariais, sindicais e profissionais do
REQUISITOS DE
sector correspondente, assim como das instituições da Formação Técnico-
ELABORAÇÃO
Profissional.

Além destes requisitos para agrupar UC num Perfil profissional que tenha valor no emprego e uma
amplitude razoável, há que considerar que o programa formativo associado seja susceptível de
implementação Técnico-Profissional.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

Unidades de Competência identificadas no Mapa Funcional e validadas pelo CTS.


Requisitos de amplitude, natureza, ordenação e elaboração dos perfis profissionais das Qualificações
profissionais.

PRODUTOS DE SAIDA

Perfil profissional estruturado mediante a agrupação de Unidades de Competência.


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

PRAZO DE EXECUÇÃO

No CTS, após a identificação das Unidades de Competência.

DESCRIÇÃO

Uma vez elaborada uma primeira hipótese de UC a partir do Mapa Funcional da Área pelo CTS, os
especialistas do mesmo, apoiados pelo Coordenador da Família profissional e pelo Técnico da UC-SNQ
procedem as seguintes identificações:

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 68


70 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude : O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

1. Quais das Unidades de Competência identificadas a partir do Mapa Funcional devem consti-
tuir as Qualificações Profissionais.

2. Quais das UC podem ser comuns a outras Qualificações profissionais.

3. Quais devem ser específicas para cada Qualificação profissional.

4. Apresentar, se fora o caso, ao COS, uma priorização das Qualificações profissionais serem
elaboradas.

Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 69 71
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-C8 Redacção da Competência Geral da Qualificação profissional

CONCEITOS

A competência geral descreve, de forma sucinta o papel e as funções essenciais que desempenha o
profissional.

Requisitos para enunciar a Competência Geral da Qualificação profissional:


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações

A Competência Geral faz parte da Capa do Perfil Profissional:

1.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Identificação:
 Nome do perfil profissional;
 Família Profissional a que pertence;
 Nível de Qualificação Profissional do Quadro Nacional de Qualificações (QNQ);
 Código alfanumérico que o identifica no Catálogo Nacional de Qualificações
Profissionais (CNQP).

2. Competência geral:
 Descrição sucinta do papel e Funções que desempenha o perfil.

3. Referencial de competências:
 Unidades de Competência que conformam o perfil profissional, com o nome e
código que as identifica no CNQP.

4. O ambiente profissional que abrange:


 Orientações sobre o âmbito profissional onde desenvolve sua actividade;
 Os sectores produtivos onde se enquadram.
 As ocupações e postos de trabalho relacionados.

Deve exprimir de forma global a profissionalidade requerida para o pleno desempenho do Perfil pro-
fissional da Qualificação profissional, na qual se explicitam:

1. As grandes Funções;
2. As competências que permitem seu desempenho eficaz em relação ao seu ambiente profis-
sional.

Formulação da Competência Geral:

1. Verbo activo em infinitivo que especifica uma ou várias actividades;


2. Objecto da actividade;
3. Condição da actividade.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Unidades de Competência do Perfil profissional da Qualificação profissional.


2. Requisitos de enunciado da Competência Geral.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 70


72 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

PRODUTOS DE SAIDA

Competência Geral do Perfil profissional da Qualificação profissional.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após do agrupamento das UC afins no Perfil profissional da Qualificação profissional.

DESCRIÇÃO

O Comité Técnico Sectorial, apoiado pelo Coordenador da Família profissional e pelo Técnico da UC-
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
SNQ, analisa as competências identificadas nas UC do Perfil profissional e elabora um enunciado con-
forme aos requisitos e formulação estabelecidos.

EXEMPLOS: Manual de Procedimentos


Manual de Procedimentos
AGE001_5 GESTÃO CONTABILISTA

Realizar a gestão contabilística, fiscal, financeira e o controlo da tesouraria nas organizações e prepa-
ra processos administrativos para apresentação às instituições públicas sobre o manuseando de apli-
cativos informativos específicos e de gestão de informação.

HRT006_4 RECEPÇAÃO HOTELEIRA

Assegurar o serviço de recepção da unidade hoteleira (Hotel ou estabelecimento similar), atendendo,


acolhendo e apoiando os clientes, antes, durante e no final da sua estadia, de acordo com a planifica-
ção geral do estabelecimento, desenvolvendo e assegurando a prestação dos serviços, caso necessá-
rio, utilizando a língua inglesa.

IMA003_4 MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE INSTALAÇÕES DE CLIMATIZAÇÃO E DE REFRIGERAÇÃO

Montar e realizar a manutenção de componentes e instalações de climatização e de refrigeração,


aplicando as técnicas e os procedimentos requeridos para cada operação, sob as condições de quali-
dade e segurança descritas nas normas de segurança, higiene, saúde e protecção ambiental em vigor.

COC005_3 TRABALHOS DE ACABAMENTOS DA CONSTRUÇÃO E OBRA CIVIL

Executar trabalhos em acabamento da construção de edifícios, realizando revestimentos contínuos


(rebocos, pinturas), revestimentos descontínuos (ladrilhos, azulejos, telhas) e outros trabalhos, cum-
prindo as instruções, os prazos estabelecidos e as prescrições de qualidade, de segurança e de pro-
tecção ambiental, organizando e controlando os trabalhos.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 71


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 73
Juventude: O nosso compromisso!
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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-C9 Identificação do Ambiente Profissional da Qualificação profissional

CONCEITOS

O Ambiente Profissional da Qualificação profissional indica com carácter orientador, o(s) tipo(s) de
organizações nas quais se pode localizar.

O AmbienteSistema Nacional
Profissional faz partede Sistema
do Perfil Nacional
daQualificações
Capa Profissional:de Qualificações
1. Identificação:

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
 Nome do perfil profissional;
 Família Profissional a que pertence;
 Nível de Qualificação Profissional do Quadro Nacional de Qualificações
(QNQ);
 Código alfanumérico que o identifica no Catálogo Nacional de Qualifi-
cações Profissionais (CNQP).

2. Competência geral:
 Descrição sucinta do papel e funções que desempenha o perfil.

3. Referencial de competências:
 Unidades de Competência que conformam o Perfil profissional, com o
nome e código que as identifica no CNQP.

4. O ambiente profissional que abrange:


 Orientações sobre o âmbito profissional onde desenvolve sua actividade
 Os sectores produtivos onde se enquadra
 As ocupações e postos de trabalho relacionados

Ambiente Profissional da Qualificação profissional estrutura-se em três elementos:

1. Âmbito Profissional:

 Reflecte o tipo de organizações, a área ou tipo de serviço dentro da organização;


 Indica a natureza da organização: pública, privada;
 Indica se a Qualificação profissional constitui uma actividade profissional ou profis-
são que precisa uma habilitação para o seu exercício – regulada-;
 Indica as dependências organizativas, se for necessário;
 Redige-se de forma sintética e em tempo presente.

2. Sectores Produtivos:
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
 Indica o sector de produção ou de prestação de serviços no qual se localiza a Quali-
ficação profissional;
 Pode indicar também o subsector se a Qualificação profissional tem uma localização
mais específica.

3. Ocupações e Postos de trabalho relacionados:

 Reflecte a terminologia e o código empregados na Classificação Nacional das Profis-


sões (CNP);
 Se alguma ocupação não existe no CNP, mas é reconhecível no sector, ou figura em
convénios, pode-se colocar no item: sugestões;

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 72


74 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

 Todas as ocupações têm uma vinculação com uma ou várias das UC da Qualificação
profissional;
 As ocupações e postos de trabalho somente ficam numa Qualificação profissional
dentro da mesma Família profissional. No caso de aparecer em mais do que uma
Qualificação profissional é devido à presença de UC transversais.

Exemplos:

MET001 SOLDADURA

Âmbito profissional:
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Desenvolve a sua actividade profissional em grandes, médias e pequenas empresas,
na qualidade de empregado ou como autónomo, dedicado ao fabrico, montagem,
instalação e reparação de construções e produtos metálicos.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos Sectores produtivos:

Esta qualificação está localizada na indústria de construções metálicas na fabricação,


montagem, instalação e reparação

Ocupações e postos de trabalho relacionados:


Ocupações da Classificação Nacional de Profissões:
Ambiente
Profissional 7212.1 Soldador.
7212.2 Trabalhador de corte a oxi-gás.
7214.0 Preparador e montador de estruturas metálicas.
Ocupações propostos:
Soldador de oxi-gás.
Soldador por MIG-MAG.
Soldador de estruturas metálicas.
Soldador por TIG.
Soldador por arco eléctrico.
Soldador por resistência eléctrica.
Soldador de tubos e recipientes da alta pressão.

AGE001_GESTÃO CONTABILISTA

Âmbito profissional:
É um profissional que executa o seu trabalho por conta própria ou por conta de
outrem. É autônomo no desempenho de suas funções e pode ter subordinados.
Trabalha em equipa.
Depende normalmente da direção administrativa-financeira dentro de uma
grande organização.
É um perfil específico com um grande conhecimento da organização porque
mantem relações com todos os departamentos.

Sectores:
Este perfil pode trabalhar em todos os sectores produtivos e de serviço porque
quaisquer organizações e empresas públicas ou privadas, incorporam
atividades contabilísticas.
Ambiente
profissional
CNP. 2010

2411.0 Contabilista.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade
3313.0 de Coordenação
Técnico/ doauxiliar
Sistema Nacional de Qualificações e Escrituração.
de Contabilidade 1

Sugestões:

Técnico auxiliar das operações financeiras.


Auxiliar de consultoria e assessoria financeira.
Orçamentista.
Tesoureiro.
Gestor de clientes.
Gestor de receitas (técnico de controle de receitas).

HRT003_SERVIÇO DE ALIMENTOS E BEBIDAS

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 73


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 75
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Âmbito profissional:
Desenvolve sua actividade profissional tanto em grandes como em
médios e pequenos restaurantes, bares e cafetarias do sector público ou
privado, realizando suas tarefas sob a dependência de um chefe de
restaurante ou sala, ou superior hierárquico equivalente.
Sectores produtivos:
Esta qualificação enquadra-se em sectores e subsectores produtivos e
Ambiente de prestação de serviços nos que se desenvolvem processos de
profissional elaboração e serviço de alimentos e bebidas: hotelaria e restauração,
tanto a tradicional como a moderna, mas também, em menor medida,
em sectores e subsectores tais como o de educação, transportes e
Sistema comunicações. Sistema Nacional de Qualificações
Nacional de Qualificações
Ocupações e postos de trabalho relacionados:

Manual de Manual
DE MESAde Procedimentos
Procedimentos
CNP. 2010
5131 EMPREGADO
5132 EMPREGADO DE BAR

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Estudo Sectorial com a caracterização da Família profissional.


2. Classificação Nacional das Profissões.
3. Informações do Comité Técnico Sectorial.

PRODUTOS DE SAIDA

Ambiente Profissional da Qualificação profissional estruturado em:


 Âmbito Profissional;
 Sectores Produtivos;
 Ocupações e postos de trabalho relacionados.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a agrupação de Unidades de Competência para formar o Perfil Profissional.

DESCRIÇÃO

1. O Comité Técnico Sectorial, apoiado pelo Coordenador da Família1 profissional e pelo Técnico
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
da UC-SNQ e após a agrupação de UC afins no Perfil Profissional, reflecte relativamente ao
ambiente profissional da Qualificação.

2. O CTS preenche na capa, os itens:


 Âmbito Profissional;
 Sectores Produtivos;
 Ocupações e Postos de trabalho relacionados.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 74

76 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-D1 Validação Interna do Perfil Profissional

CONCEITOS

O Perfil Profissional constitui o referencial de competências que fundamenta a formação e o processo


de reconhecimento, validação e certificação de competências, pelo que é preciso garantir a sua quali-
dade. O processo de Validação Interna do Perfil Profissional visa melhorar os principais elementos do
mesmo, verificando o processo e o resultado.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Além disso, visa obter a aceitação do Perfil profissional pela UC-SNQ e proporcionar a visão transver-
sal necessária para a coordenação entre as várias Famílias profissionais. O Perfil profissional é desen-

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
volvido no seio do Comité Técnico Sectorial, com a participação directa do Coordenador da Família
profissional. Este e o CTS dispõem do apoio metodológico do Técnico da UC-SNQ que, deve acompa-
nhar o processo de elaboração e verificar a aplicação da metodologia. Considerando que a responsa-
bilidade da Validação Interna corresponde ao Técnico da UC-SNQ este processo, dependerá do apoio
e acompanhamento prestado.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

Técnico da UC-SNQ

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Perfil Profissional elaborado pelo CTS.


2. Critérios de revisão baseados em áreas críticas.

PRODUTOS DE SAIDA

1. Perfil Profissional da Qualificação profissional revisado, verificado pela UC-SNQ e, quando apro-
priado, melhorado pelas contribuições metodológicas do Técnico implicado na validação interna.
2. Ata do encontro de Validação Interna Metodológica.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a elaboração do Perfil Profissional pelo CTS.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional envia o rascunho do Perfil profissional da Qualificação


profissional ao Técnico da UC-SNQ encarregado da Validação Interna.

2. O Técnico da UC-SNQ, sob a supervisão do Coordenador da Família


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
profissional, efectua a
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
revisão do Perfil Profissional apoiado em orientações recebidas e critérios estabelecidos.

3. O Técnico da UC-SNQ comprova, tanto o processo metodológico seguido, como o resultado,


de forma a garantir que os diferentes elementos que integram o Perfil Profissional reúnam
os requisitos e características de qualidade estabelecidos para que possa ser enviado ao pro-
cesso de Validação Externa e fundamenta a formação e o processo de RVCC.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 75


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 77
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

4. Em caso de necessidade de se introduzir modificações no Perfil profissional, o Técnico da UC-


SNQ contacta e explica ao Coordenador da Família profissional quais são as melhorias a
serem introduzidas.

5. O Coordenador da Família profissional modifica o Perfil profissional seguindo as indicações


do Técnico da UC-SNQ e, caso necessário, solicita a convocação do Comité Técnico Sectorial
para efectuar as devidas correcções.

6. O Coordenador da Família profissional envia novamente à UC-SNQ a nova versão do Perfil


Profissional.

7. Sistema
O Técnico Nacional
da UC-SNQ de que
verifica asSistema
correcçõesNacional
Qualificações de Qualificações
foram realizadas e valida internamente o
Perfil, com conhecimento do Coordenador da UC-SNQ.

8.
Manual Manual
de Procedimentos
O Técnico da UC-SNQ redige uma deaoProcedimentos
Acta relativamente processo de Validação Interna.

9. O Técnico da UC-SNQ é responsável pelo arquivo – principalmente digitalizado - da docu-


mentação do processo de elaboração do Perfil profissional.

DOCUMENTO Sim Não


1. O documento está formalmente correcto e segue um formato.
2. O documento está completo e inclui todos os elementos da qualificação.
3. O documento está gramaticalmente e ortograficamente correto.
4. Os códigos (UC/EC/CD/MF/UF/C/CA) estão correctos.

TRANSVERSALIDADE Sim Não


5. Está identificada a transversalidade com a mesma Família profissional e com outras Famí-
lias profissionais.
6. O resultado é satisfatório.

ELEMENTOS GERAIS DA QUALIFICAÇÃO

Dados de identificação: Denominação Sim Não


7. Não indica categoria profissional
8. Relaciona-se com a função principal (pode ser um termo inventado no sector)
9. É reconhecido no sector
10. A sua denominação não coincide com outra qualificação.
Dados de identificação: Nível Sim Não
11. Corresponde com o nível mais alto da UC que a integra.
12. É o nível dominante da UC (por nº de UC e por carga horária da formação associada à UC)
Competência Geral Sim Não
13. Reúne os aspectos mais significativos das UC
14. Não é um mero agregado do enunciado das UC
15. Redacção: parágrafo com verbo no infinito que responde ao que é e como é. Nunca parên-
teses
Âmbito profissional Sim Não
16. Reflecte o tipo de organização, a área do serviço dentro da organização.
17. Indica a natureza pública ou privada
18. Indica se tem actividade profissional regular
19. Fazdorecolhas
Unidade de Coordenação nas dependências
Sistema Nacional de Qualificaçõesorganizativas quando necessário 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
20. Redacção sintética e em tempo real «desenvolve sua actividade profissional)
Âmbito profissional: sectores produtivos Sim Não
21. Não é uma relação exaustiva
22. Está muito encaixado na família profissional e na CAE
Âmbito profissional: ocupação e posto de trabalho relevante. Sim Não
23. Reflectem terminologia dos convénios, da CNP ou da regulação.
24. Se alguma ocupação não aparece nos anteriores, é inscrita como “Sugestões”
25. Recolhe as ocupações mais significativas
26. Todas têm uma relação e uma vinculação com alguma UC.
27. As mesmas ocupações não aparecem em duas qualificações da mesma Família profissional

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 76


78 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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UNIDAD DE COMPETENCIA Sim Não

1. Atrás existe um posto de trabalho ou função significativa nas organizações.


2. O enunciado é breve e compreensível e é reconhecível e credível no sector.
3. As UC são separadas, não são coincidentes nos EC nem no contexto profissional.
4. O nível correspondente ao nível máximo do EC será o nível dominante.
5. Existem um mínimo de 3 EC e o máximo de 6 em cada qualificação. (Excepções permitidas)
6. Seu nível se justifica segundo os descritores de nível do QNQ
7. Redacção verbo activo + objecto + condição (pode não aparecer se é tão óbvia)
Elementos de competência
8. Podem ser realizados por uma só pessoa.
9. São aspectos críticos: uma pessoa que não consegue logros não tem a competência.
10.NívelSistema
de detalhe e Nacional de que
desagregação tem Sistemaem
Qualificações
ser homogénea Nacional
todos os EC. de Qualificações
11.Todos têm a sua condição; a finalidade é opcional.
12.Seu mínimo é de três e não ultrapassam 6-8.
13.São observáveis e estão redigidos em termos de resultados.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
14.Constituem um guia para a avaliação da competência profissional.
15.Todos têm um reflexo no MF associado, que se pode identificar.
16.Os EC similares têm uma expressão similar.
17.Descrevem resultados, não procedimentos, não no método.
18.Contemplam todas as dimensões da profissionalidade, não só as técnicas (concei-
tos/procedimentos/atitudes).
19.São independentes.
20.As expressões «adequadas», «correta» ou similar, somente se parecerem convenientes e
caracterizadas.
21.Redacção verbo infinito + objecto + finalidade e/ou condições de desempenho (sempre que
for necessário e possível).
Critérios de Desempenho
22.São aspectos críticos para expressar um nível aceitável do CD.
23.São observáveis e podem ser demonstrados e avaliados directamente.
24.O nível nunca é superior ao do EC.
25.Não fazem referência à capacidade intelectual não observável.
26.Não se repetem blocos de CD em vários EC (a não ser que se justifique).
27.Todos os CD estão concluídos.
28.Contem um resultado.
29.Seu número mínimo é 3 e não ultrapassa os 6-8 (se não se justificar).
30.Redacção em voz activa: objecto + verbo passiva + finalidade e ou condição.
Contexto profissional: meios de produção
31.Todos os meios têm um reflexo nos EC e CD que se pode identificar.
32.Não é exaustivo, recolhe o mais significativo e relevante.
33.Está expresso com um nível de generalidade que assegure certa permanência no tempo.
34.Não identifica marcas nem produtos concretos.
Contexto profissional: produtos e resultados e informação utilizada e gerada
35.Deduzem-se dos EC.
36.Existe coerência com os EC.
37.São os mais significativos.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 77

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 79


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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-D2 Validação Externa do Perfil Profissional

CONCEITOS

O Perfil profissional constitui o referencial de competências que fundamenta a formação e o processo


de reconhecimento, validação e certificação de competências, pelo que é preciso garantir a sua quali-
dade. O processo de Validação Externa do Perfil profissional visa obter o reconhecimento e a aceita-
ção do Perfil por parte das organizações do sector, representadas no Conselho Sectorial, contribuindo
para a garantiaSistema Nacional
da qualidade Sistema
de Nacional
do Sistema Qualificações Nacional de Qualificações
de Qualificações.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Técnico da UC-SNQ
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
2. Coordenador da Família profissional.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Dados de contacto das organizações representadas no COS.


2. Perfil profissional da Qualificação profissional validado pela UCSNQ e pronto para a validação
externa.
3. Procedimento de comunicação com o COS.
4. Questionário de validação do Perfil profissional.

PRODUTOS DE SAIDA

Perfil profissional validado pelo COS com as sugestões de melhoria analisadas e, se possível, aplicadas
ao documento.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a validação do Perfil profissional pela UC-SNQ.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional recebe do Técnico da UC-SNQ a permissão para começar o


processo de Validação Externa, após a verificação do Perfil profissional efectuada no procedimen-
to de Validação Interna.
2. O Coordenador da Família profissional verifica os contactos dos representantes das organizações
do COS e elabora uma listagem de envio.
3. O Coordenador da Família profissional dispõe de uma conta de correio partilhada com a UC-SNQ
para enviar, receber os questionários e responder às dúvidas dos membros do COS, caso existirem.
4. deOCoordenação
Unidade Técnicododa UC-SNQ
Sistema Nacionalfornece ao Coordenador um texto normalizado de
de Qualificações 1 apresentação do proces-
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
so de Validação Externa e que inclui:
 Enquadramento do processo;
 Perfil/Perfis profissionais a serem validados;
 Questionário de validação;
 Quaisquer outras informações ou documentação relevante para o processo;
 Prazo disponível para enviar o questionário;
 Forma de envio e contacto se fora necessário.

5. O Coordenador da Família profissional verifica a boa recepção dos documentos pelos membros do
COS e apela ao seu compromisso inicial e a responsabilidade no processo com o intuito de atingir
o maior número de contributos possível para o Perfil profissional.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 78


80 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

6. O Coordenador partilha com o Técnico da UC-SNQ os avanços no processo de validação e contacta


com os membros do COS se acharem conveniente reforçar a comunicação com o fim de obter
melhores resultados no processo de Validação.
7. O Coordenador, uma vez concluído o prazo de recepção de contributos, analisa-os junto ao Técni-
co da UC-SNQ e decidem a pertinência das sugestões, para o qual é previsível contactar com o CTS
para que os especialistas participem na tomada de decisões.
8. O Coordenador prepara a versão provisória do Perfil profissional que será apresentada no COS nº2.

EXEMPLO:
Minuta da carta o COS 2
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Praia, 5 de Janeiro de 2011

Manual de Procedimentos
Assunto: Carta apresentação – Validação externa dos perfis profissionais da Família de Industria de Processo
- INPManual de Procedimentos
Exmo.(a). Conselheiro(a),

Após a selecção dos 3 Perfis Profissionais prioritários da família INP no 1º Conselho Sectorial (COS), que aconte-
ceu no dia 14 de Setembro de 2010, organizou-se um Comité Técnico Sectorial (CTS) composto por formadores
e profissionais experientes do sector que, sob a orientação da Unidade de Coordenação do SNQ e do Coorde-
nador da Família (nome e apelido), assumiram a tarefa de identificar as funções inerentes a cada um dos 3
Perfis Profissionais, que numa fase seguinte foram traduzidos, com base na metodologia aprovada, em Unida-
des e Elementos de Competência, dando forma à estrutura final dos Perfis Profissionais da Família INP.

Nesta sequência, a metodologia prevê o envio das propostas dos 3 Perfis Profissionais a todos os membros do
COS para efeitos de análise e validação externa. O objectivo desta validação externa é analisar em que medida
estas propostas de Perfis Profissionais estão ajustadas às necessidades do sector e identificar as modificações
necessárias.

As suas sugestões servirão para melhorar, assim, a qualidade dos Perfis, antes da elaboração dos programas
formativos baseados em competências. Para recolher as contribuições da organização que V. Exa. representa,
enviamos em anexo a estrutura proposta dos 3 Perfis Profissionais com os questionários inseridos para registar
as suas observações e sugestões de modificações.

Agradecemos que a resposta aos questionários seja enviada através do seguinte endereço de e-mail: valida-
cao.inp@gmail.com, até o dia 14 de Janeiro de 2011.

Para qualquer esclarecimento adicional não hesite em nos contactar através do supracitado endereço de e-mail
ou através do telefone (2 00 00 00).

Na certeza de poder contar com a vossa imprescindível colaboração, endereçamos os votos dos nossos melho-
res cumprimentos.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 79


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 81
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EXEMPLO

QUESTIONÁRIO PARA A VALIDAÇÃO EXTERNA DOS PERFIS PROFISSIONAIS

FAMÍLIA PROFISSIONAL: INDÚSTRIA DE PROCESSO INP


PERFIL PROFISSIONAL
_______________________________________________________________
NÍVEL _5____
CÓDIGO______________
DATA ___ / ____/ 2010
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Dados da instituição, organização, organismo ou empresa consultada
(*) Denominação: (*) Actividade:
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Endereço: (*) E-mail:

Telefone: Fax:

(*) Tipo de organização:

Empresarial Sindical Administração Associação

Dados da pessoa ou pessoas que elaboram as respostas


(*) Nome Apelidos:

(*) Função: Departamento:

Endereço: Código postal, cidade

Telefone/Telemóvel: (*) E-mail:

(Se na elaboração das respostas tiver participação de mais de uma pessoa, por favor, indique todos os dados).

Este questionário tem como objectivo saber a sua opinião sobre os diferentes elementos do
Perfil profissional para a sua melhoria e validação.

Por favor siga as seguintes indicações:

- Complete um questionário para cada perfil profissional.


- É necessário completar os campos que estão assinalados com um asterisco (*).
- Faça as suas propostas de uma forma precisa e concisa.
- Quando contestarUnidade negativamente,
de Coordenação do dê
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
alternativas.
Sistema Nacional de Qualificações
1
1

- Uma vez terminado, envie o questionário por e-mail, até o dia 14 de Janeiro de 2011 a:
E-mail: mailto:validacao.pte@gmail.com

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 80

82 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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1. IDENTIFICAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL

Assinale, no geral, a adequação do Perfil proposto: É possível identificar uma figura profis-
sional reconhecível e útil no seu sector, ou pelo contrário não lhe parece adequada? Formule
propostas alternativas se achar conveniente.

1.1 Parece-lhe adequada a denominação do Perfil Profissional?

Sim Não NA

Denominação alternativa que Você propõe:


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
1.2 Parece – lhe adequado o nível do Perfil Profissional?
(O nível determina-se de acordo com os critérios de conhecimentos necessários, iniciativa, autono-

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
mia e complexidade da actividade que se vai desenvolvendo).

Sim Não NA

Nivel que você propõe: 1 2 3

1.3 Considera que a Competência Geral, entendida como a descrição abrevia-


da das funções dos profissionais, responde às necessidades do Sector?

Sim Não NA

Formule o enunciado da competência geral que você propõe:

1.4 Considera que com o conjunto das Unidades de Competência se consiga a


competência geral do Perfil Profissional?

(Unidade da Competência: agregado mínimo de competências profissionais susceptível de reconhe-


cimento e acreditação parcial)

Sim Não NA

Unidades de competência que propõe para sua incorporação:


Unidades de competência que propõe para sua eliminação:

2. AMBIENTE PROFISSIONAL

2.1 Está correctamente identificado o âmbito profissional do Perfil, ou seja, o


tipo de organizações e a área onde o trabalhador poderia desempenhar as
suas funções?

Sim Não
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações NA
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
1
1

Organizações e áreas que você propõe para sua incorporação:


Organizações e áreas que você propõe para sua eliminação:

2.2 Pensa que este profissional desenvolve a sua actividade nos sectores
produtivos indicados?

Sim Não NA

Sectores que você propõe para sua incorporação:

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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 83


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Sectores que você propõe para sua eliminação:

2.3 Considera adequadas as ocupações e postos de trabalho identificados no


perfil profissional?

Sim Não NA

Ocupações / postos de trabalho que você propõe para sua incorporação:


Ocupações / postos de trabalho que você propõe para sua eliminação:

3. UNIDADE DE COMPETÊNCIA:
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
(Por favor preenche este bloco de questões para cada Unidade de Competência que contenha o Perfil)

3.1 Parece – lhe adequada a denominação da Unidade de Competência?


Manual
Sim
de
Não
Manual de Procedimentos
Procedimentos
NA

Denominação alternativa que você propõe:

3.2 Parece – lhe adequado o nível da Unidade de Competência?

Sim Não NA

Nível que você propõe: 1 2 3

3.3 Considera que o conjunto de Elementos de Competência permitem atingir


o objectivo descrito na Unidade de Competência?
(Elementos de competência: comportamentos esperados da pessoa em forma de resultados das
actividades que realiza).
Sim Não NA

Elementos de competência que propõe eliminar porque não considera relevantes:

Elementos de competência que propõe para sua incorporação:


Elementos de competência que propõe para sua modificação:

3.4 Considera que os Critérios de Desempenho estabelecidos expressam cor-


rectamente o nível dos Elementos de Competência?

Sim Não NA

3.5 Os meios de produção que se relacionam com esta Unidade de Competên-


cia são os adequados?
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Sim Não NA

Meios que você propõe para sua incorporação:


Meios que você propõe para sua eliminação:

3.6 A respeito do Contexto profissional, considera adequados os produtos e


resultados do trabalho que se relacionam com a Unidade de Competência?

Sim Não NA

Produtos e resultados do trabalho que você propõe para sua incorporação:

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Produtos e resultados do trabalho que você propõe para sua eliminação:


3.7 Considera adequada a informação utilizada ou generalizada que se rela-
ciona com a Unidade de Competência?

Sim Não NA

Informação que você propõe para sua incorporação:


Informação que você propõe para sua eliminação:

Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade
Unidade de Coordenação
de Coordenação do Sistema
do Sistema Nacional
Nacional de Qualificações
de Qualificações 83 85
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PROCESSO E:
DESENHO CURRICULAR DA FORMAÇÃO ASSOCIADA AO PERFIL PROFISSIONAL

FUNDAMENTOS METODOLÓGICOS

Actualmente, a formação dos trabalhadores não pode só orientar-se pelas tarefas próprias ao posto
de trabalho. O mundo laboral moderno requere profissionais que dominem não só as técnicas especí-
ficas da sua actividade, mas que, além disso, detenham também a capacidade crítica, a autonomia
para gerir seu próprio trabalho, domine habilidades para trabalhar em equipa e ferramentas para
solucionar criativamente os desafios diários da sua área profissional.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
A produção ou prestação de serviços incorpora uma tecnologia que modifica os requisitos para o
desempenho profissional actividades produtivas tornando-se mais flexível e dinâmica para responder
a um mercado extremamente competitivo.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
As organizações optam por novos modelos de departamentalização e de gestão, que implicam a coo-
peração e a interacção entre as diferentes áreas, a tomada de decisões descentralizada e um com-
promisso com a qualidade, a segurança no trabalho e a protecção ambiental.

Como consequência, as ofertas formativas devem ser coerentes com as mudanças em curso e o repto
é de se renovar as estruturas e as práticas pedagógicas, pois o paradigma produtivo exige ultrapassar
o modelo de formação (clássico) limitado ao posto de trabalho para se converter num modelo de
desenvolvimento de competências profissionais. O trabalhador deve por tanto, desenvolver capaci-
dades de trabalho em equipa, de comunicação, de decisão, de inovação e de lidar com situações
novas.

Para se atingir este repto, é necessário ampliar o conceito de qualificação, facilitando ao trabalhador
o transito/progresso para outras ocupações/categorias da sua área profissional ou afins. Isto supõe
que o trabalhador tenha adquirido competências comuns, transversais a diferentes contextos e uma
visão global do processo produtivo que lhe possibilite exercer diferentes actividades.

Os princípios da flexibilidade e a aprendizagem ao longo da vida devem guiar uma Formação Técnico-
Profissional que promova a construção crescente da competência e da polivalência do indivíduo.

Neste contexto, o processo de desenho curricular consiste na concepção duma oferta formativa
modular que permita o desenvolvimento das competências estabelecidas no Perfil Profissional elabo-
rado pelo CTS, traduzindo pedagogicamente as competências em capacidades.

OBJETIVOS

1. Determinar a especificação de conhecimento e capacidades a serem incluídos nos Módulos For-


mativos para a aquisição das competências associadas através da formação.

Unidade Definir os elementos que compõem os Módulos Formativos relacionados


2. de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1 com as Unidades de
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Competência em cada perfil de Qualificação profissional.

3. Identificar as capacidades que requerem um ambiente real para serem alcançadas no Módulo
Formativo em Contexto Real de Trabalho (MFCRT).

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86 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-E1 Identificação dos Módulos Formativos

CONCEITOS

O Perfil profissional elaborado pelo CTS constitui o referencial de competências que vai fundamentar
o desenho curricular. Este desenho não é prescritivo, pois constitui um referencial de formação que
permite aos formadores e professores, dentro da metodologia de abordagem por competências,
utilizar as estratégias pedagógicas mais adequadas aos públicos-alvo.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
O Perfil Profissional é integrado pelas Unidades de Competência e a metodologia de desenho curricu-
lar estabelece que a partir de cada Unidade de Competência estrutura-se um Módulo Formativo.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
UC MF
O Módulo Formativo é um bloco coerente de formação associado à uma Unidade de Competência.
Os Módulos Formativos podem estar estruturados em unidades de formação mais pequenas, deno-
minadas Unidades Formativas.

Esquema de estrutura de módulo formativo subdividido em unidades formativas:

CAPACIDADE� Critério�de�Avaliação��
C1� CA2.1�
UNIDADE�
�FORMATIVA� CAPACIDADE� Critério�de�Avaliação��
UF0001� C2� CA2.2�
UNIDADE�DE� MÓDULO�
COMPETÊNCIA� �FORMATIVO�
CAPACIDADE� Critério�de�Avaliação��
UC001� MF001�
C3� CA2.3�

CONTEÚDOS�

CONTEXTO�
FORMATIVO�

UNIDADE�
�FORMATIVA�
UF0002�

UNIDADE�
�FORMATIVA�
UF0003�

Algumas considerações relativas aos MF estabelecidas na legislação:


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

1. A Formação Técnico-Profissional associada à qualificação é estruturada em Módulos Forma-


tivos.

2. O Programa Formativo da Qualificação, enquanto referencial de formação, é composto


pelos Módulos Formativos do Catálogo Modular da Formação Técnico-Profissional (CMFTP)
que compõem o diploma ou certificado de Qualificação Profissional correspondente.

3. O Catálogo Modular de Formação Técnico-profissional (CMFTP) é o conjunto de módulos de


formação associados a diferentes unidades de competência das qualificações profissionais.

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Juventudecompromisso!
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4. O Programa Formativo inclui tanto os módulos formativos ministrados nas entidades forma-
doras como um Módulo de Formação em Contexto Real de Trabalho (MFCRT) e a indicação
das respectivas durações.

5. Os Módulos Formativos que compõem a Qualificação profissional são blocos associados a


cada uma das Unidades de Competência.

6. As Unidades de Competência identificadas como transversais originam Módulos Formativos


Transversais.

7. Sistema
O Módulo Nacional
Formativo é a menor Sistema
de Qualificações
unidade Nacional
de formação de Qualificações
credível para se estabelecer cursos
conducentes à concessão de Diplomas e ou Certificados de Qualificação Profissional.

8.
Manual de Manual
Procedimentos e/ou umde Procedimentos
A obtenção de uma Qualificação Profissional prevista no CNQP é comprovada por um Certifi-
cado ou diploma do sistema educativo certificado de Qualificação Profissional.

Os elementos que integram os MF são:

1. Dados de identificação:
 Nome do Módulo formativo;
 Nível do Módulo formativo;
 Código alfanumérico;
 Família Profissional;
 Unidade de Competência associada;
 Duração indicativa.

2. As Capacidades que devem ser adquiridas pelos formandos com seus Critérios de Avaliação
correspondentes.

3. Os conteúdos necessários para se atingir essas capacidades e que integram conteúdos con-
ceptuais, procedimentais e atitudinais.

4. Os requisitos básicos do contexto formativo para ministrar o módulo com qualidade:

 Os requisitos mínimos a preencher pelos formadores;


 Os requisitos mínimos de espaços, instalações e equipamentos;
 Os critérios de acesso aos formandos

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional;


2. Técnico da UC-SNQ

PRODUTOS DE ENTRADA
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
1
1

Unidades de Competência do Perfil profissional elaborado no seio do CTS e validado pelo COS.

PRODUTOS DE SAIDA

 Módulo formativo associado a cada Unidade de Competência, integrado por Capacidades,


seus Critérios de Avaliação e seus Conteúdos e estruturado, se for caso, em Unidades
formativas;
 Dados de identificação de cada Módulo formativo e Unidade formativa: nome, nível,
código, e duração indicativa.

88 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 87


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 Características básicas do contexto pedagógico para a implementação do Módulo forma-


tivo;
 Módulo de Formação em Contexto Real de Trabalho associado ao Perfil Profissional e
integrado pelas Capacidades a serem desenvolvidas em contexto real de trabalho;
 Programa formativo associado ao Perfil profissional e integrado pelos Módulos formati-
vos associados às Unidades de Competência.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após o processo de Validação Externa do Perfil profissional e a sua apresentação no Conselho Secto-
rial.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
DESCRIÇÃO

1. Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
O Coordenador da Família profissional e o Técnico da UC-SNQ constituem o CTS encarregado de
elaborar a formação associada ao Perfil profissional; este CTS pode estar integrado pelos mesmos
especialistas que elaboraram o Perfil ou algum outro membro para incluir um maior número de
docentes especialistas em desenho curricular baseado em competências.

2. O Coordenador da Família profissional, apoiado pelo Técnico da UC-SNQ fornece aos especialistas
do CTS a formação metodológica necessária para elaborar a formação associada ao Perfil profis-
sional em causa.

3. O Coordenador da Família profissional, apoiado pelo Técnico da UC-SNQ e no seio do CTS, apre-
senta a versão final do Perfil profissional validado pelo COS e que vai fundamentar a formação
associada.

4. O Comité Técnico Sectorial, apoiado pelo Coordenador da Família profissional, identifica o MF que
se associa a cada UC e:
 Atribui a cada MF um nome que referencie as competências associadas mas que seja mais
breve e conciso que a denominação da UC;
 Atribui ao MF o mesmo nível do QNQ que detém a UC associada;
 Atribui ao MF o mesmo código numérico que identifica a UC associada, mas precedido pelo
acrónimo MF;
 Atribui ao MF a duração indicativa.

5. O CTS continua com a identificação das Capacidades dos MF.

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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-E2 Determinação das Capacidades

CONCEITOS

O Perfil Profissional elaborado pelo CTS constitui o referencial de competências que vai fundamentar
o desenho curricular. Este desenho não é prescritivo, pois constitui um referencial de formação que
permite aos formadores e professores, dentro da metodologia de abordagem por competências,
utilizar as estratégias pedagógicas mais adequadas aos públicos-alvo.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Na definição da formação de cada módulo, começa-se pela definição das Capacidades que suportam
as realizações expressas nos Elementos de Competência e consiste, basicamente, num processo de
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
inferência a ser realizado pelos especialistas do CTS, tendo em conta o contexto profissional.

As Capacidades expressam os resultados esperados da pessoa em situação de aprendizagem, ao final


do MF, para considerar que ele alcançou a competência profissional especificada na UC. Este proces-
so carece de uma análise profunda sobre o processo de ensino-aprendizagem mais idóneo para
alcançar as competências que configuram a qualificação profissional.

COMPETÊNCIA CAPACIDADE

O ponto de partida para a identificação das Capacidades associadas à uma UC são os Elementos de
Competência que a integram. O processo de inferência tem como finalidade deduzir os saberes pro-
fissionais associados a cada UC, e começa quando o CTS realiza a cada EC as perguntas:

1. Quais são os conhecimentos técnicos que o profissional deve possuir para atingir as compe-
tências do EC? (SABER)

2. Quais são as destrezas que o profissional deve utilizar durante a realização das actividades
de trabalho descritas no EC? (SABER FAZER)

3. Quais são os meios tecnológicos que o profissional deve manusear para demostrar que pos-
sui as competências do EC? (SABER FAZER)

4. Quais são as atitudes que o profissional deve assumir e mostrar ligadas ao desempenho pro-
fissional? (SABER ESTAR PROFISSIONALMENTE)

Saber

CONHECIMENTOS�
Plano�
Conceptual�

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Saber-Fazer

DESTREZAS E HABILIDADES

Plano Procedimental

Saber Estar - Actuar


profissionalmente

ATITUDES
Plano emotivo

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90 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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Pretende-se dar resposta a:


 Quem?
 Quê?
 Como?

Exemplo de preenchimento de grelha:

EC1: Preparar e conservar as elaborações culinárias complexas e representativas de Cabo Verde.

CONHECIMENTOS DESTREZAS MEIOS TECNOLOGICOS ATITUDES


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações Investigação, selecção
Receitas tradicionais Técnicas de pesquisa rigorosa fontes, pre-
Internet
cabo-verdianas de receitas tradicionais servação e respeito da

Manual de
Matérias-primas habi- Manual
Procedimentos
Cortar, fritar, asar,
dedeProcedimentos
Utensílios cozinha,
tradição
Poupança, rigor na
tuais na gastronomia equipamentos e fer- elaboração, aplicação
cozer, etc.
cabo-verdiana ramentas de normas SHST

Como resultado deste processo, obtém-se uma primeira aproximação aos conceitos, procedimentos a
atitudes que constituem os fundamentos para a identificar as Capacidades, Critérios de Avaliação e
Conteúdos constitutivos dos Módulos Formativos. No processo também pode-se discriminar as capa-
cidades que deverão ser alcançadas num centro formativo e as que precisam dum ambiente real de
trabalho e que vão integrar o MFCRT.

Princípios que devem cumprir as Capacidades:

1. Ajustar-se aos níveis da Unidade de Competência.

2. Exprimir os resultados esperados da formação associada.

3. Referenciar as diferentes dimensões do profissionalismo.

4. Considerar os aspectos críticos da competência profissional: segurança e saúde no trabalho,


protecção ambiental e qualidade.

5. Facilitar a aplicação da metodologia de abordagem por competências na aula.

6. Descrever realizações observáveis com o intuito de uma avaliação eficaz.

Para formular as capacidades deve-se entender como se os enunciados estariam precedidos da frase:
a pessoa (para obter o reconhecimento da UC) deve ser capaz de...

Informação sobre os meios,


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações situações e actividades
1
de
Capacidade Produto
Unidade ou realização
de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
aprendizagem 1

PRODUTO NIVEL
VERBO
INFINITIVO
+ RESULTADO + CONDIÇÕES
CIRCUNSTÂNCIAS
(a alcançar)

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 90


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 91
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O enunciado da Capacidade deve ser significativo, breve, claro e compreensível.

EXEMPLOS DE CAPACIDADES

MF ACOMPAMHAMENTO E INFORMAÇÃO À TURISTAS (HRT)

C1: Distinguir as características culturais e padrões de comportamento dos diferentes tipos de gru-
pos que habitualmente participam em visitas, rotas e itinerários turísticos, identificando as afini-
dades e as diferenças.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
MANUTENÇÃO DE SISTEMAS DE ARRANQUE E CARGA (MAV)

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
C1: Identificar e explicar os sistemas de arranque, baseando-se em informações técnicas e compro-
vações visuais de acordo com o tipo de veículo ou motor.

ORGANIZAÇÃO DE TRABALHOS DA CONSTRUÇÃO (COC)

C2: Representar elementos de construção, desenhando à mão livre vistas, detalhes e perspectivas.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

3. Coordenador da Família profissional.


4. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

Elementos de competencia da UC.

PRODUTOS DE SAIDA

Capacidades do MF descritas seguindo os critérios estabelecidos.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a formação dos especialistas dos CTS e da identificação dos MF associados às UC.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional fornece, se fora preciso, a formação metodológica


pertinente.

2. O Coordenador da Família profissional, apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, parte da identifica-


ção de MF realizada.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

3. O CTS pode optar por trabalhar de forma conjunta todos os MF ou repartir os mesmos em
função do perfil dos especialistas.

4. O Coordenador da Família profissional fornece, aos especialistas, a grelha para preencher os


conhecimentos, as destrezas, os meios tecnológicos e as atitudes deduzidas.

5. O ponto de partida são os Elementos de Competência da UC associada ao MF e seus Critérios


de Desempenho.

92 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 91


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6. Os especialistas analisam cada um dos EC e seus CD e deduzem quais conhecimentos, des-


trezas, meios tecnológicos e atitudes são implícitos.

7. Os especialistas preenchem uma grelha por cada EC.


8. Quando terminarem de analisar todos os EC da UC, analisam os resultados, encontrando as
similitudes entre as diferentes grelhas e que podem levar às Capacidades, que podem ser de
tipo conceitual, procedimental e actitudinal ou integrar todas as dimensões do profissiona-
lismo.

9. Formular as Capacidades como estabelecido: Verbo infinitivo + Produto ou resultado + Con-


dições.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
EXEMPLO DE CAPACIDADE CONCEITUAL

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
C1: Definir os processos de soldadura por oxigás, determinar as fases, operações, equipamentos,
acessórios, etc., tendo em conta os critérios económicos e de qualidade, cumprindo as normas
de prevenção de riscos profissionais e ambientais.

EXEMPLO DE CAPACIDADE PROCEDIMENTAL

C1: Soldar com oxigás chapas, perfis e tubos de diferentes materiais, cumprindo com as especifica-
ções e normas de prevenção de riscos profissionais e ambientais.

EXEMPLO DE CAPACIDADE ACTITUDINAL

C1: Aplicar técnicas e habilidades de comunicação e atendimento ao cliente em estabelecimentos de


alojamento, a fim de satisfazer as suas expectativas e assegurar futuras estadias.

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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-E3 Determinação dos Critérios de Avaliação

CONCEITOS

Critério de Avaliação é o conjunto de precisões definidas para cada Capacidade que indicam o grau
de concretização aceitável da mesma. Os critérios de avaliação são deduzidos das Capacidades, por
tanto, são determinados após a formulação das mesmas. Devem delimitar o alcance, o nível da Capa-
cidade e o contexto no qual vai se avaliar ao formando.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Os critérios de avaliação devem cumprir os seguintes requisitos:

1.
Manual Manual de Procedimentos
de Procedimentos
Devem ser motivadores da aprendizagem, apresentando metas concretas e realizáveis.

2. Devem facilitar a avaliação da aprendizagem do formando, indicando desempenhos profis-


sionais observáveis e avaliáveis.

3. Devem formular-se de forma clara e compreensível.

4. Os verbos utilizados nos Critérios de Avaliação são do mesmo nível que a Capacidade na qual
se integram.

5. Devem estabelecer parâmetros objectivos que possibilitem aos docentes validar a consecu-
ção do respectivo objectivo.

6. Assegurar a coerência entre a Capacidade e os Critérios de Avaliação associados. Deve-se


cuidar para que estes não descrevam Capacidades mais complexas que as exigidas no
desempenho profissional.

A formulação dos Critérios de Avaliação deve considerar:


 Verbo infinitivo coerente com o nível do verbo da Capacidade;
 Objecto;
 Condições do contexto avaliativo.

EXEMPLOS DE CAPACIDADES E SEUS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:

CAPACIDADE CONCEITUAL:

C2: Descrever a execução dos trabalhos de revestimento, identificando as necessidades de tratamento dos diferentes
tipos de membrana, ligando os diferentes tipos de revestimentos e suas propriedades e especificando os métodos
de trabalho.

CA 2.1. Explicar o papel dos revestimentos conglomerados de construção.


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
CA 2.2. Relacionar os principais revestimentos contínuosdocom
Unidade de Coordenação as suas
Sistema propriedades.
Nacional de Qualificações 1

CA 2.3. Relacionar os diferentes tipos de revestimentos aglomerados com seu campo de aplicação.

CA 2.4. Descrever o processo de preparação de uma superfície, os pré-requisitos, métodos e sequência de trabalho.

CA 2.5. Descrever os fatores de inovação tecnológica em obras de revestimento, avaliando o seu impacto na unidade de
competência associada.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 93


94 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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CAPACIDADE PROCEDIMENTAL:

C1: Numa situação prática de uma exploração agrícola que requer o dimensionamento de um sistema de micro
irrigação para uma determinada superfície irrigada.

CA 1.1. Calcular o caudal do ponto de água

CA 1.2. Calcular a superfície da parcela

CA 1.3. Estabelecer um croqui dos pontos de água e da parcela após ter analisado o declive.

CA 1.4. Elaborar um plano de instalação ou croqui, justificando o numero de subunidades.

Sistema
CA 1.5. Selecionar o diâmetro Nacional nominalSistema
de Qualificações
nominal e pressão Nacional
de diferentes de Qualificações
tubagens devidamente dimensionado para o tipo de
cultura escolhido e a morfologia do terreno.

Manual de Procedimentos
CA 1.6. Recolher rigorosamente a amostra de água usando equipamentos adequados, seguindo as recomendações técnicas
Manual de Procedimentos
para análise química, física e bacteriológicas.

CA 1.7. Encaminhar a amostra para uma instituição competente respeitando os protocolos existentes.

CA 1.8. Interpretar os resultados da análise de água e selecionar o tipo de cultura mais adaptada à situação.

CAPACIDADE COM CA CONCEITUAIS E PROCEDIMENTAIS:

C2: Aplicar técnicas de emboço com gesso fino, respeitando as medidas de qualidade e as normas de
segurança.

CA 2.1. Descrever o método e a ordem de aplicação de gesso.

CA 2.2. Descrever as condições que deve ter um suporte genérico para permitir a execução dos emboços com gesso fino.

CA 2.3. Numa situação prática de trabalhos de execução de emboço com gesso fino:
 Determinar a quantidade de trabalho de acordo com a documentação técnica;
 Identificar os materiais de acordo com o tipo, quantidade e qualidade;
 Selecionar as máquinas específicas para o trabalho;
 Especificar as medidas para prevenir os riscos profissionais;
 Definir a área de recursos e condições de recolhimento;
 Identificar os recursos humanos para realizar as tarefas.

CAPACIDADE ACTITUDINAL:

C1: Valorizar a importância da água e das fontes de energia e identificar as medidas para o seu uso eficiente
nas actividades de restauração.

CA 4.1. Reconhecer o uso das energias renováveis e as suas possibilidades num estabelecimento de restauração.

CA 4.2. Identificar as instalações eléctricas, de gás e outras de um estabelecimento de restauração e os pontos críticos possí-
veis de gerar anomalias.

CA 4.3. Analisar as boas práticas no consumo da água e da energia num estabelecimento de restauração e identificar possíveis
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
acções de redução de gastos. Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

CA 4.4. Em supostos estabelecimentos de restauração:


 Valorizar a repercussão económica do uso eficiente da água e da energia.
 Explicar um programa de poupança de água e de energia e as suas medidas de seguimento e controlo.
 Relacionar as medidas que podem repercutir na poupança de água e de energia.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 94


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 95
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PRODUTOS DE ENTRADA

Capacidades do MF formuladas segundo o estabelecido e prontas para determinar seus Critérios de


Avaliação.

PRODUTOS DE SAIDA

Critérios de Avaliação respeitantes dos requisitos formulados segundo a estrutura estabelecida.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Sistema
Após a dedução Nacional
das Capacidades de Qualificações
do Módulo Formativo.
Sistema Nacional de Qualificações

DESCRIÇÃO

1.
Manual Manual de Procedimentos
de Procedimentos
O Coordenador da Família profissional fornece se fora preciso, a formação metodológica per-
tinente.

2. O Coordenador da Família profissional apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, parte das Capacida-
des formuladas para cada MF realizada no seno do CTS.

3. O Coordenador da Família profissional fornece aos especialistas os requisitos que devem


cumprir os Critérios de Avaliação e como formular-lhes.

4. O ponto de partida são as Capacidades.

5. Os especialistas analisam cada Capacidade e deduzem o conjunto de precisões que indicam o


nível aceitável de concretização da Capacidade.

6. Os especialistas formulam os Critérios de Avaliação como estabelecido: Verbo infinitivo +


Produto ou resultado + Condições.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 95


96 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-E4 Determinação dos Conteúdos

CONCEITOS

O Conteúdo da formação é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes pedagogicamente


organizado no interior dos Módulos Formativos e Unidades Formativas, necessário para o de-
senvolvimento das competências associadas. O desenho dos conteúdos na abordagem por compe-
tências é um dos desafios da engenheira educativa, e as actividades de ensino-aprendizagem para a
Sistema
sua implementação, Nacional
um repto para ade Sistema Nacional de Qualificações
Qualificações
função docente.

Não existe uma regra que determine automaticamente qual conteúdo que vai conduzir a um maior

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
atingimento da Capacidade, mais sim, e é claro que estes devem garantir a afinidade em relação às
Competência e buscar a maior transferibilidade possível para outros campos profissionais.

Tipos de Conteúdos. Os conteúdos, como deduzidos das Capacidades, podem ser de tipo conceitual,
procedimental e actitudinal:

 Os Conteúdos conceituais – O SABER- apelam ao conhecimento compreensivo, aos factos, dados


e aos conceitos. São efémeros e fracos se não estão ligados aos Conteúdos procedimentais.

 Os Conteúdos procedimentais – O SABER- fornecem informação relativamente ao como fazer as


coisas. Estes conteúdos estão ligados a acção e devem ser observáveis e avaliáveis.

 Os Conteúdos atitudinais – O SABER ESTAR PROFISSIONALMENTE- fornecem informação relati-


vamente aos comportamentos, valores e normas. É um elemento chave que permite explicar por-
que um profissional é mais competente do que outro.

CONCEPTUAIS� PROCEDIMENTAIS� ATITUDINAIS�

Conhecimento� Ação�orientada�a� A tudes,�


compreensivo� um�obje vo� valores,�normas�

SABER� SABER�FAZER� SABER�ESTAR�

Os Conteúdos devem cumprir os seguintes requisitos:


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
1. Um mesmo conteúdo pode estar ligado a diferentes capacidades.
2. Uma Capacidade pode estar ligada a diferentes Conteúdos.
3. Os conteúdos agrupam-se em função das Capacidades às quais dão resposta.
4. Todas as Capacidades devem encontrar sua referência nos Conteúdos.

Formulação dos Conteúdos:

 Os Conteúdos devem ser redigidos de forma eminentemente procedimental.


 Devem chegar até um nível homogéneo de desagregação.
 O mínimo de desagregação são dois níveis.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 96

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 97


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EXEMPLOS DE CONTEÚDOS

C1: Aplicar os procedimentos de instalação e configuração de dispositivos periféricos num sistema


informático.

CA 1.1. Explicar as funções do driver e do sistema operacional relativo à gestão de periféricos.


CA 1.2. Classificar os dispositivos periféricos de acordo com suas funcionalidades e com sua inter-
relação com o sistema operacional.
CA 1.3. Em situações práticas de instalação:
 Descrever os mecanismos de instalação e configuração dos dispositivos periféricos.
 Descrever o conteúdo dos documentos
SistemadeNacional
registo das tarefas desenvolvidas e incidên-
de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
cias detectadas.

Conteúdo associado:
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
1. Instalação de periféricos.

1.1. Sistema operacional e drivers de dispositivos.


1.2. Tipos de dispositivos.
1.2.1. Pela sua função.
1.2.2. Pela sua relação com o sistema operativo.
1.2.3. Pela sua conexão com o sistema.
1.3. Procedimentos de instalação e configuração de dispositivos periféricos.
1.3.1. Dispositivos locais.
1.3.2. Dispositivos em rede.

C1: Comunicar mensagens orais simples em inglês relativos à navegação, utilizando um vocabulário
limitado ao Código Internacional Marítimo.

CA 1.1 Interpretar mensagens orais em inglês muito simples, utilizando o vocabulário técnico
marítimo da OMI, a fim de garantir a segurança da embarcação.
CA 1.2 Produzir mensagens orais em inglês muito simples, utilizando o vocabulário técnico
marítimo da OMI, a fim de garantir a segurança da embarcação
CA 1.3 Interpretar os aspectos gerais de mensagens e/ou expressões breves e simples, escritos
em inglês em produtos e equipamentos.

Conteúdo associado:

1. Terminologia inglesa referente às embarcações


1.1 Vocabulário técnico marítimo da OMI,
1.2 Vocabulários referentes à pesca, tráfego, equipamentos e materiais marítimos
1.3 Vocabulários e expressões de identificação
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
2. Mensagens de socorro e de alerta em língua inglesa 1

2.1 Emissão de mensagens de alerta e socorro, segurança e urgência


2.2 Resposta a mensagens de socorro, segurança e urgência

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 97


98 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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C1: Formular propostas de desenho de itinerários de viagem e rotas, visitas e itinerários ou produtos
turísticos de interesse cultural ou natural, a partir de supostos grupos turísticos, justificando a sua
viabilidade.

CA 4.1. Estimar as possibilidades de desenho ou de melhoria de diferentes itinerários de viagem e


rotas, visitas, itinerários ou produtos turísticos de interesse cultural ou natural, após a análi-
se da informação proporcionada.
CA 4.2. Seleccionar as componentes da oferta disponível num âmbito territorial determinado e
enquadra-los num itinerário, rota ou visita.
CA 4.3. Desenhar o programa de serviços e actividades, em função do perfil do suposto grupo, ajus-
tando-se à limitação de tempo preestabelecido.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
CA 4.4. Sintetizar a informação recolhida, adaptando-a aos supostos receptores e organizando-a em
função do itinerário, rota ou visita proposta.

Manual
CA 4.5.
de ProcedimentosManual de Procedimentos
Propor alternativas coerentes com o itinerário, rota ou visita desenhados, que dêem respos-
ta a determinados requisitos e características preestabelecidas de supostos compradores.
CA 4.6. Justificar a viabilidade comercial, técnica, financeira e, se for o caso, ambiental, do itinerá-
rio, rota ou visita suposto desenhado.

Conteúdo associado:
1. Desenho de itinerários turísticos

3.1. Informação de interesse geral para o desenho de itinerários turísticos.


3.1.1. Pesquisa, interpretação e tratamento de informação e documentação de interesse geral.
3.1.2. Revisão e actualização de informação relacionada com itinerários turísticos.
3.1.3. Adaptação da informação a distintos perfis de turistas.
3.1.4. Estimação da viabilidade comercial, técnica, financeira e ambiental do itinerário turístico.

3.2. Elementos do itinerário.


3.2.1. Os recursos culturais, como históricos, artísticos e outros recursos turísticos em geral.
3.2.2. Os recursos naturais, as suas características, a política ambiental e os espaços naturais e do
meio envolvente e a fragilidade do meio.
3.2.3. Os possíveis impactos dos turistas sobre o meio e a capacidade de carga ecológica e psicos-
social.
3.2.4. As novas necessidades/interesses e procuras dos turistas.
3.2.5. A infra-estrutura básica, como os acessos, abastecimentos, transporte, sinalização, salas de
interpretação e outros.
3.2.6. A infra-estrutura turística do meio envolvente como alojamentos, serviços de restauração,
oferta recreativa e outros.
3.2.7. Os parâmetros de qualidade estabelecidos pela entidade organizadora da viagem ou pela
gestora do espaço natural ou cultural.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

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PRODUTOS DE ENTRADA

1. Elementos de Competência da UC.


2. Capacidades e Critérios de Avaliação do MF.
3. Grelha de classificação dos saberes profissionais deduzidos dos EC e que tem dado lugar às
Capacidades: conceitos/procedimentos/meios tecnológicos/atitudes.
4. Requisitos e formulação de Conteúdos de formação.

PRODUTOS DE SAIDA

Conteúdos de formação, pertinentes para se atingir as competências associadas e agrupadas até um


segundo nível Sistema Sistema Nacional de Qualificações
Nacional de Qualificações
de desagregação.

PRAZO DE EXECUÇÃO
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Após a dedução das Capacidades e Critérios de Avaliação do Módulo Formativo.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional ministra se for caso, a formação metodológica perti-


nente.

2. O Coordenador da Família profissional, apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, parte das Capaci-
dades e Critérios de Avaliação formuladas para cada MF realizada no seio do CTS.

3. O Coordenador da Família profissional fornece aos especialistas os requisitos que devem


cumprir os Conteúdos e como formular-lhes.

4. O ponto de partida são os Elementos de Competência, as Capacidades, os saberes profissio-


nais identificados na grelha para deduzir as competências.

5. Os conteúdos deduzem-se dos produtos de entrada e estruturam-se de forma lógica.

6. Os conteúdos gerais formam blocos que se desagregam até um segundo nível mínimo.

7. Se existem conteúdos comuns e transversais a mais de um MF, estes podem constituir-se em


Unidades Formativas transversais a serem inseridas (mesmo nome, mesmo código) nos MF
em causa e que serão cursadas pelos formandos (mas) só uma vez quando estudar o pro-
grama formativo completo.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 99


100 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-E5 Especificação da duração do MF ou UF

CONCEITOS

A duração da formação varia e depende do tempo considerado necessário para se atingir as Capaci-
dades definidas no Módulo Formativo. Isto deve ser verificado com os especialistas formadores do
CTS, que, considerando os critérios relacionados com a natureza das Capacidades, Conteúdos, forma-
ção prévia dos formandos (requisitos de aceso à formação), e aplicando a sua experiência em activi-
Sistema
dades de formação, Nacional
definirão o tempodemínimo Sistema
necessárioNacional
Qualificações para atingirde
as Qualificações
capacidades identificadas no
módulo. Portanto, os especialistas do CTS deverão considerar as seguintes variáveis:


Manual
jados. Manual
de Procedimentos de Procedimentos
O alcance e a profundidade dos objectivos dese-

 A natureza das Capacidades e dos Conteúdos.


 A posse ou ausência de habilidades e conheci-
mentos prévios.
 A amplitude da qualificação com base no núme-
ro de horas.
 As cargas horárias disponíveis para a formação
técnica na via técnica profissionalizante.
 O programa deve ser o menos extenso possível
sem prejuízo da qualidade.

O tempo é expresso em horas necessárias para a obtenção dos resultados de aprendizagem. As horas
das Unidades Formativas que integram os Módulos Formativos são múltiplas de 10. A duração da
formação é indicativa, pelo que no momento da implementação requer analise do centro formativo e
adaptação num cronograma.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Capacidades do MF e seus Critérios de Avaliação.


2. Conteúdos do MF.
3. Estruturação interna do MF em UF.
4. Orientações para a duração.
5. Carga de horas disponíveis nos diferentes sistemas de formação.

PRODUTOS DE SAIDA
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Módulos Formativos e Unidades Formativas com a sua duração expressa em horas.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a determinação das Capacidades, Critérios de Avaliação e Conteúdos dos MF/UF.

DESCRIÇÃO

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 100

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 101


Juventude: O nosso compromisso!
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1. O Coordenador da Família profissional ministra, se for caso, formação metodológica perti-


nente.
2. O Coordenador da Família profissional, apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, parte das Capaci-
dades, Critérios de Avaliação e Conteúdos formuladas para cada MF realizada no seio do CTS.
3. O Coordenador da Família profissional fornece aos especialistas as orientações para estabe-
lecer uma duração indicativa nos MF e UF.

CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-E6 Identificação do Contexto Formativo do MF/UF
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
CONCEITOS

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
A formação associada às competências precisa de um conjunto de elementos mínimos que são neces-
sários para implementar, com garantias de qualidade, a oferta de Módulos Formativos/Unidades
Formativas. A especificação dos recursos de formação terá em conta o cenário e os actores envolvi-
dos no processo de formação de acordo com os seguintes princípios:

 Considerar o formando como o eixo no qual deve girar o processo de ensino-aprendizagem;


 Estabelecer os requisitos mínimos que as instalações devem cumprir de forma perceptível;
 Definir com carácter orientador, os equipamentos necessários para a aquisição da competência
associada ao MF ou UF;
 Identificar as competências que devem possuir os professores e formadores como condutores do
processo de ensino-aprendizagem;
 As possíveis modalidades formativas que se desenvolvam (no presente e no futuro), tais como
formação presencial ou e-learning;
 As informações constantes no contexto de trabalho do MF ou UF serão úteis na identificação do
contexto formativo.

O Contexto Formativo integra os seguintes elementos:

1. Espaços: instalações e equipamentos

A instalação considera-se o espaço físico onde serão desenvolvidos os processos de ensino-


aprendizagem, os quais devem ser estruturados tendo em conta:
 Objectivos da aprendizagem;
 Aspectos funcionais;
 Condições de salubridade;
 Conforto e segurança das pessoas;
 Conservação e manutenção de equipamentos e materiais.

As instalações devem estar acreditadas pela administração competente para a implementação da


formação, implicando este facto o cumprimento de requisitos prévios à homologação administra-
Unidade detiva. Os equipamentos
Coordenação do Sistema Nacional desão de carácter indicativo, não perceptivo; a definição
Qualificações 1
dos equipamentos,
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
máquinas, ferramentas e instrumentos deve estar em sintonia com o nível e a heterogeneidade
do desenvolvimento tecnológico da respectiva área profissional.

2. Professorado (professor/formador)

É o conjunto de profissionais docentes que conduz o processo de ensino-aprendizagem. Deve ter


uma qualificação adequada e definida fundamentalmente por três tipos de competências:

 Competência técnico-profissional

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 101


102 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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Referida ao conteúdo nuclear do MF ou UF. Deve existir correspondência entre a qualificação


dos professores e os conteúdos formativos a serem leccionados para garantir a qualidade do
processo de ensino-aprendizagem.
 Formação técnica: O professor ou formador deve ter a formação técnica relacionada com os
conteúdos do Módulo Formativo.
 Experiência no contexto produtivo: O professor ou formador deve ter experiência profissio-
nal comprovada nas competências incluídas na Unidade de Competência associada ao
Módulo Formativo.

 Competência metodológica

Sistema
Capacidades Nacional
requeridas para de Sistema
Qualificações
programar, Nacional
leccionar de Qualificações
e avaliar o processo de ensino-
aprendizagem.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Formação pedagógica e específica na Abordagem por Competências: O Professor ou formador
deve possuir um Certificado de Aptidão Profissional que prove que o mesmo é detentor de for-
mação pedagógica na abordagem por competências, segundo a lei.

 Competência relacional – social

Capacidades relacionadas com a condução de diferentes grupos em situações de aprendiza-


gem: jovens, desempregados, empregados, pessoas em situação de exclusão, etc.

3. Requisitos de acesso

Os requisitos de acesso dos formandos aos MF é determinado pelo nível da UC associada e pelos
requisitos de acesso directo estabelecidos pela legislação em vigor: As condições de acesso ao
módulo formativo constam no Artigo 15º, 16º, 17º 18º e 19º do Decreto-Lei nº 66/2010, de 27 de
Dezembro (Cf. Boletim Oficial nº 50/2010; I Série, de 27 de Dezembro).

 Diploma��do�Ensino�Secundário�(12º��ano�da�via�geral)�ou�
Q5  Diploma�do�Ensino�Secundário�(12º�ano�da�via�técnica)�ou�
 Cer ficado�de�QP�nível�4�da�mesma�Família�Profissional�
RES
 Cer ficado��do�Ensino�Secundário�(10º��ano)�ou�
PO
Q4  Cer ficado�de�QP�nível�3�da�mesma�Família�Profissional� NSÁ
VEL
DO
 Diploma�de�Escolaridade�Básica�Obrigatória�ou�
Q3  Diploma�de�Educação�Básica�de�Adultos�ou�
PRO
CE-
 Cer ficado�de�QP�nível�2�da�mesma�Família�Profissional�
DI-
ME
Q2 Não�existem�requisitos�de�acesso�nem�académicos�nem�profissionais�
NTO
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

1. C
Q1 o
o
r
SNQ d
e
nador da Família profissional.
2. Técnico da UC-SNQ.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 102

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 103


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PRODUTOS DE ENTRADA

1. Contexto Profissional da UC associada ao MF.


2. Capacidades e Critérios de Avaliação do MF
3. Requisitos e formulação do Contexto da formação.

PRODUTOS DE SAIDA

Contexto formativo homologado a colocar ao fim de cada MF (ou UF se a especificidade das mesmas
o requere):

Sistema
Requisitos básicos Nacional
do contexto dedo
formativo Qualificações
Módulo
Sistema Nacional de Qualificações
Espaços:

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
Os espaços onde deve decorrer o contexto formativo devem preencher os requisitos básicos estipulados
pelo Sistema de Acreditação das Entidades Formadoras. (cf. Decreto-Regulamentar nº2/2011, de 24 de
Janeiro; Boletim Oficial nº4; I Série).
Professor / Formador:

 O Professor ou formador deve possuir um Certificado de Aptidão Profissional que prove que o
mesmo é detentor de formação pedagógica na abordagem por competências, segundo a lei.
 O professor ou formador deve ter a formação técnica relacionada com os conteúdos do Módulo
Formativo.
 O professor ou formador deve ter experiência profissional comprovada nas competências incluídas
na Unidade de Competência associada ao Módulo Formativo.

Requisitos de acesso ao módulo formativo:

As condições de acesso ao módulo formativo constam no Artigo 15º, 16º, 17º 18º e 19º do Decreto-Lei nº
66/2010, de 27 de Dezembro (Cf. Boletim Oficial nº 50/2010; I Série, de 27 de Dezembro.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a determinação das Capacidades e Critérios de Avaliação do MF.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional, apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, ministra aos especialis-
tas do CTS a formação metodológica necessária para identificar o contexto formativo.

2. O Coordenador da Família profissional ministra aos especialistas dos CTS, o contexto profissional
da UC associada ao MF em causa.

Unidade Os especialistas do CTS analisam o contexto profissional e as Capacidades


3. de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1 e Critérios de Avaliação
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
do MF ou UF e identificam os recursos formativos que garantam a qualidade na implementação da
formação e facilitem o alcance das competências associadas.

4. O Coordenador da Família profissional coloca os parágrafos homologados (produto de saída) no


fim de cada MF/UF.

5. O Técnico da UC-SNQ garante que a informação relativa ao contexto formativo fornecida pelos
especialistas do CTS é arquivada convenientemente e informa à administração responsável da
acreditação dos centros, dos requisitos de implementação.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 103


104 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-E7 Elaboração do Módulo de Formação em Contexto Real de Trabalho

CONCEITOS

O Módulo de Formação em Contexto Real de Trabalho é um bloco de formação específica que se


desenvolve no âmbito produtivo real – na empresa - onde os formandos podem observar e desempe-
nhar as actividades e as funções próprias dos postos de trabalho correspondentes ao Perfil Profissio-
nal e conhecer a organização dos processos produtivos ou de serviços e as relações laborais existen-
tes. Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Os objectivos do MFCRT são:

 Manual
Facilitar que o formando Manual
de Procedimentos
se identifique de Procedimentos
com a realidade do contexto produtivo, dando-lhe a
possibilidade de inserção profissional mais rápida e efectiva;

 Evidenciar as competências adquiridas pelos formandos no centro formativo;

 Completar as capacidades que devido a motivos estruturais de equipamentos, etc., não


foram atingidas no centro formativo.

As características do MFCRT são:

 Apresenta a mesma estrutura que o resto dos Módulos Formativos que integram o Programa
Formativo da Qualificação Profissional;

 Definem-se uma série de Capacidades que o formando deve atingir quando finalizar o pro-
cesso de aprendizagem na empresa;

 Com o intuito de fornecer algumas orientações relativamente à consecução das Capacidades,


formulam-se para cada uma delas uma série de Critérios de Avaliação que evidenciam se o
formando atingiu a competência.

 Os Conteúdos desenvolvem-se através de um conjunto de actividades profissionais que


permitem completar as competências profissionais não adquiridas no contexto formativo.
Estes conteúdos apresentam-se de forma genérica para permitir a adaptação a diferentes
empresas.

 Os Conteúdos do MFCRT devem permitir ao formando completar as Capacidades e avaliar a


sua competência. Devem ser claros e genéricos para ser adaptados entre os centros formati-
vos e os centros produtivos. Os conteúdos devem ser:
 Realistas
 Viáveis
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
 VerificáveisUnidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

 Adaptáveis aos diferentes contextos


 Avaliáveis

 Os Conteúdos devem referir-se tanto aos aspectos técnicos como a aqueles relativos à segu-
rança no trabalho, saúde, protecção ambiental, organização do trabalho e relações no âmbi-
to laboral;

 O MFCRT é necessário para se obter o certificado da Qualificação profissional;

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 104

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 105


Juventude: O nosso compromisso!
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Juventude: O nosso compromisso!

 O MFCRT tem uma duração indicativa nas Qualificações profissionais que pode ser adaptada,
se for caso. A duração estabelecida nas Qualificações profissionais é múltipla de 40 horas:
240 horas para as Qualificações profissionais de Nível 2 e 360 horas para as Qualificações
profissionais de níveis 3, 4 e 5;

 Em função das Capacidades e Conteúdos determinados para o MFCRT, calcula-se a duração


mínima do mesmo. A proposta deve ser coerente e viável, pois a duração deve ser suficiente
para realizar as actividades previstas. A duração calcula-se em múltiplos de 40 horas, que é a
jornada laboral semanal. Com o intuito de fornecer uma orientação, o MFCRT das Qualifica-
ções profissionais de Nível 2 do QNQ parte de uma duração indicativa de 240 horas, que
aumenta para 360 horas, para as Qualificações profissionais de Níveis 3, 4 e 5.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
O MFCRT integra os seguintes elementos:

1.
2.
Manual
Denominação. Manual de Procedimentos
de Procedimentos
Código: alfanumérico, indica a Família profissional e a Qualificação profissional.
3. Duração.
4. Capacidades e Critérios de Avaliação.
5. Conteúdos.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Coordenador da Família profissional.


2. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

Capacidades a serem desenvolvidas ou completadas num ambiente real de trabalho, e deduzidas dos
saberes profissionais no P-E3.
Requisitos de elaboração do MFCRT.

PRODUTOS DE SAIDA

Módulo de Formação em Contexto Real de Trabalho integrado pelo seu nome, código, duração, Capa-
cidades, Critérios de Avaliação e Conteúdos.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a elaboração de todos os MF do Programa Formativo da Qualificação em causa.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional, apoiado pelo Técnico da UC-SNQ, ministra aos espe-
cialistas do CTS a formação metodológica necessária.
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
2. O Coordenador da Família profissional fornece ao CTS os documentos de identificação dos
saberes profissionais e dedução de Capacidades (P-E2) nos quais estão discriminadas as
Capacidades a serem desenvolvidas num ambiente real de trabalho.

3. Pode ser que a Capacidade possa ser desenvolvida num centro formativo mas é considerado
conveniente completá-la junto de uma empresa ou unidade de produção.

4. Revisam-se os Elementos de Competência para valorar se algumas das actividades possam


ser incluídas no MFCRT.

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 105


106 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
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5. Os especialistas verificam a coerência no conjunto de Capacidades para evitar duplicidades e


se for caso, fazem-se os ajustes pertinentes.

6. Os especialistas ordenam e numeram as Capacidades.

7. Os especialistas identificam os Critérios de Avaliação para cada uma das Capacidades.

8. Os especialistas determinam os Conteúdos seguindo os requisitos estabelecidos.

9. Os especialistas estabelecem uma duração indicativa múltipla de 40 horas, atendendo tam-


bém ao nível da Qualificação profissional no QNQ.
Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 107
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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-F1 Validação Interna do Programa Formativo

CONCEITOS

O Programa Formativo constitui o referencial de formação associado ao Perfil Profissional e, o conjun-


to de ambos, compõe a Qualificação Profissional. O processo de Validação Interna do Programa For-
mativo visa melhorar os principais elementos do mesmo, verificando o processo e o resultado.

Sistema
Além disso, visa Nacional
obter a aceitação dade Sistema
Qualificações
Qualificação Nacional
Profissional (Perfil +de Qualificações
Programa) pela UC-SNQ e pro-
porcionar a visão transversal necessária para a coordenação entre as várias Famílias profissionais.

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
O Programa Formativo é desenvolvido no seio do Comité Técnico Sectorial, com a participação directa
do Coordenador da Família profissional. Este e o CTS dispõem do apoio metodológico do Técnico da
UC-SNQ, que deve acompanhar o processo de elaboração e verificar a aplicação da metodologia.

Considerando que a responsabilidade da Validação Interna corresponde ao Técnico da UC-SNQ, este


processo dependerá do apoio e acompanhamento prestado. A Validação Interna do Programa Forma-
tivo implica a revisão do Perfil Profissional, pois uma validação positiva implica a validação da Qualifi-
cação profissional completa.

RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Técnico da UC-SNQ.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Perfil Profissional elaborado pelo CTS e validado interna e externamente.


2. Programa Formativo elaborado pelo CTS.
3. Critérios de revisão baseados em áreas críticas.

PRODUTOS DE SAIDA

Programa Formativo da Qualificação profissional revisado, verificado pela UC-SNQ e, quando apro-
priado, melhorado pelas contribuições metodológicas do Técnico implicado na validação interna.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a elaboração do Perfil Profissional pelo CTS.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional envia o rascunho do Programa


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Formativo da Qualifi-
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
cação profissional ao Técnico da UC-SNQ encarregado da Validação Interna. 1

2. O Técnico da UC-SNQ, sob a supervisão do Coordenador da Família profissional, efectua a


revisão do Programa Formativo apoiado em orientações recebidas e critérios estabelecidos e
conferindo com o Perfil Profissional associado.

3. O Técnico da UC-SNQ comprova tanto o processo metodológico seguido como o resultado,


de forma a garantir que os diferentes elementos que integram o Programa Formativo reú-
nem os requisitos e características de qualidade estabelecidas para que possa ser enviado ao
processo de Validação Externa em conjunto com o Perfil Profissional (Qualificação completa).

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 107


108 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
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4. Caso haja necessidade de realizar modificações no Programa formativo, o Técnico da UC-


SNQ, contacta e explica ao Coordenador da Família profissional quais são as melhorias a
serem efectuadas ou introduzidas.

5. O Coordenador da Família profissional modifica o Programa formativo seguindo as indica-


ções do Técnico da UC-SNQ e, caso necessário, convoca o Comité Técnico Sectorial para efec-
tuar as correcções no seio do mesmo.

6. O Coordenador da Família profissional envia novamente à UC-SNQ a nova versão do Progra-


ma formativo.

7. Sistema
O Técnico Nacional
da UC-SNQ verifica Sistemaforam
deseQualificações
as correcções Nacional de eQualificações
realizadas valida internamente o Pro-
grama, com conhecimento do Coordenador da UC-SNQ.

8.
Manual Manual
de Procedimentos
O Técnico da UC-SNQ redige uma deaoProcedimentos
Acta relativamente processo de Validação Interna.

9. O Técnico da UC-SNQ é responsável pelo arquivo – principalmente digitalizado - da docu-


mentação do processo de elaboração do Programa Formativo.

Sim Não
MÓDULO FORMATIVO

1. A denominação é simples e compreensível e não coincide com a UC.


2. A denominação é concreta e foge de denominações vagas (“introdução a”, “conceitos de”, “gene-
ralidades sobre”, “iniciação a” ou similares).
3. É disjunto com o resto dos módulos formativos.
4. Existe uma correspondência biunívoca com a UC.
5. O nível se corresponde com o nível da UC.
6. A duração é a mínima necessária para atingir todas as UC
7. Sua duração é múltipla de 30 h.
8. Denominação: Substantivo caracterizado.
Capacidades Sim Não
9. São complexas: referem-se a todos os âmbitos do conhecimento.9
10. São disjuntas.
11. Descrevem resultados críticos de aprendizagem.
12. Seu nº não supera os 6-8 (se superior é preciso justificar).
13. Não se repetem em outros módulos formativos.
14. O grau de detalhe na redacção é homogéneo.
15. Todas têm um reflexo na UC associada que se pode identificar.
16. Redacção: verbo inf. + objeto + condiciones/circunstâncias de aprendizagem (se necessário).
Critérios de avaliação Sim Não
17. Referem-se a um âmbito do conhecimento inferior à capacidade.
18. Cada critério está sustentado pelo menos por um conteúdo (bloco/parte de um conteúdo)
19. São observáveis directamente. Apontam instrumentos de medida.
20. Cada critério tem um resultado crítico de aprendizagem.
21. Redacção: verbo inf.+ objeto + condição
Conteúdos Sim Não
22. Estão estruturados em blocos e epígrafes com o mesmo nível de desagregação.
23. Cada bloco se desagrega mínimo até o 2º nível e como máximo até o 3º nível.
24.do Sistema
Unidade de Coordenação Cada bloco é susceptível
Nacional de constituir uma acção formativa independente. 1
de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
25. Se inferem dos saberes e destrezas derivados dos EC, C e CA.
26. O seu enunciado é concreto foge de denominações vagas (“introdução a”, “conceitos de”, “gene-
ralidades sobre”, “iniciação a” ou similares).
27. Não estão duplicados na mesma qualificação.
28. Existe equilíbrio entre os três âmbitos do conhecimento.
29. Estão sequenciados.
30. Se tratar-se de uma actividade regulada, os conteúdos do programa de formação das autoridades
competentes são respeitados.

9
Cognitivo, procedimental, actitudinal.

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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 109
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CÓDIGO DENOMINAÇÃO
P-F2 Validação Externa do Programa Formativo

CONCEITOS

O Programa Formativo constitui o referencial de formação associado ao Perfil Profissional e, o conjun-


to de ambos, compõe a Qualificação Profissional. O processo de Validação Externa do Programa
Formativo visa obter o reconhecimento e a aceitação da Qualificação completa (Perfil + Programa) da
parte das organizações do sector representadas no Conselho Sectorial, contribuindo para a garantia
Sistema
da qualidade do SNQ. Nacional de QualificaçõesSistema Nacional de Qualificações
RESPONSÁVEL DO PROCEDIMENTO

1. Manual da UCSNQde Procedimentos


Manual de Procedimentos
Técnico
2. Coordenador da Família profissional.

PRODUTOS DE ENTRADA

1. Dados de contacto das organizações representadas no COS.


2. Perfil Profissional da Qualificação profissional validado pelo COS nº 2.
3. Programa Formativo da Qualificação profissional a ser validado pelo COS nº 3.
4. Questionário de validação do Programa Formativo.

PRODUTOS DE SAIDA

1. Programa Formativo validado pelo COS com as sugestões de melhoria analisadas e, se for caso,
aplicadas ao documento.
2. Qualificação Profissional completa validada.

PRAZO DE EXECUÇÃO

Após a elaboração do Programa Formativo associado ao Perfil Profissional validado pelo COS nº 2.

DESCRIÇÃO

1. O Coordenador da Família profissional recebe do Técnico da UC-SNQ a permissão para começar


o processo de Validação Externa, após a verificação metodológica do Programa formativo efec-
tuada no procedimento de Validação Interna.

2. O Coordenador da Família profissional verifica os contactos dos representantes das organizações


do COS e elabora uma listagem de envio.

3. O Coordenador da Família profissional dispõe de uma conta de correio1 partilhada com a UC-SNQ
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
para enviar, receber os questionários e responder às dúvidas dos membros do COS, caso existi- 1

rem.

4. O Técnico da UC-SNQ fornece ao Coordenador da Família profissional um texto normalizado de


apresentação do processo de Validação Externa e que inclui:

 Enquadramento do processo;
 Perfil/Perfis Profissionais já validados no COS nº 2;
 Programa/s a serem validados no COS nº 3;
 Questionário de validação do Programa Formativo;
 Quaisquer outras informações ou documentação que considerem relevante para o processo;

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 109


110 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Juventude: O nosso compromisso!
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 Prazo disponível para enviar o questionário;


 Forma de envio e contacto, se for necessário.

5. O Coordenador da Família profissional verifica a boa recepção dos documentos pelos membros do
COS e apela ao seu compromisso inicial e a responsabilidade no processo com o intuito de atingir
o maior número de contributos.

6. O Coordenador da Família partilha com o Técnico da UC-SNQ os avanços no processo de Validação


Externa e contacta com os membros do COS se acharam conveniente para reforçar a comunicação
com o fim de obter melhores resultados no processo.

7. Sistema
O Coordenador Nacional
da Família profissional, Sistema
de Qualificações
uma Nacional
vez concluído de de
o prazo Qualificações
recepção de contributos,
analisa-os junto ao Técnico da UC-SNQ e decidem a pertinência das sugestões, para o qual é previ-
sível contactar com o CTS para que os especialistas participem na tomada de decisões.

8.
Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
O Coordenador da Família profissional prepara a versão provisória do Programa Formativo que
será apresentada no COS nº2.

9. O Técnico da UC-SNQ redige a Acta do COS nº 2 e envia aos Conselheiros para o seu conhecimento
e recolha de contributos.

EXEMPLO TEXTO PARA O COS 3

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 110

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 111


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

Prezados membros do Conselho Sectorial da Família Profissional de Metalomecânica,

Uma vez que já estão concluídas as 3 Qualificações da Família profissional de Metalomecânica – MET, pela
presente enviámos os referidos documentos para efeito de análise e validação.
Assim, queiram encontrar em anexo as 3 qualificações (Perfis +Programas formativos):

1. MET 001_3 Soldadura


2. MET002_3 Serralharia de Estruturas Metálicas
3. MET 003_3 Usinagem

Para facilitarSistema
o processoNacional Sistema Nacional
dea Qualificações
de validação, cada qualificação anexamos um dequestionário
Qualificações
para cada Módulo
Formativo, que devem ser preenchidos para facilitar o tratamento das vossas sugestões e contribuições.
Informamos ainda, que a referida validação externa tem uma duração de 9 dias úteis a contar da data de

Manual de Procedimentos
hoje (12 de Junho de 2012), pelo que no dia 22 de Junho de 2012 damos por terminado este processo de
Manual de Procedimentos
validação externa.

Assim, Senhores Conselheiros, solicitamos o maior rigor na análise dos documentos e no cumprimento do
prazo estipulado pois, findo o referido prazo, consideramos todos os documentos como validados pelo
Conselho Sectorial da Família profissional de Metalomecânica, órgão que representa a voz do sector e que
detém a responsabilidade da validação externa das Qualificações profissionais da família MET, antes da sua
aprovação pelo Governo.

Na certeza de podermos contar com a colaboração de todos, endereçamos os votos dos melhores cumpri-
mentos.

Atenciosamente,

O Coordenador,

EXEMPLO

QUESTIONÁRIO PARA A VALIDAÇÃO EXTERNA DOS PROGRAMAS FORMATIVOS

FAMÍLIA PROFISSIONAL DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO


PROGRAMA FORMATIVO ASSOCIADO AO PERFIL PROFISSIONAL DE
_______________________
NÍVEL ___
DATA 11/ 09 / 2012

Dados da instituição, organização, organismo ou empresa a que 1representa.


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

(*) Denominação: (*) Actividade:

Endereço: (*) E-mail:

Telefone: Fax:

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 111

112 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

(*) Tipo de organização:

Empresarial Sindical Administração Associação

Dados da pessoa ou pessoas que respondem ao questionário


(*) Nome Apelidos:

(*) Função: Departamento:

Endereço: Código postal, cidade


Sistema Nacional de Qualificações
Sistema Nacional de Qualificações
Telefone/Telemóvel: (*) E-mail:

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos
(Se na elaboração das respostas tiver participação de mais de uma pessoa, por favor, indique todos os
dados).

Este questionário tem como objectivo saber a sua opinião sobre os diferentes elementos da
Qualificação Profissional para a sua melhoria e validação.

Por favor siga as seguintes indicações:

- Complete um questionário para cada programa formativo.


- É necessário completar os campos que estão assinalados com um asterisco (*).
- Faça as suas propostas de uma forma precisa e concisa.
- Quando contestar negativamente, dê alternativas.
- Uma vez terminado, envie o questionário por e-mail, até o dia 21 de Setembro de
2012 a: E-mail: mailto:validaçao.age@gmail.com

1. MÓDULO FORMATIVO:

1.1. Considere adequada o nome deste Módulo Formativo?


Sim Não NS/NR

Nome alternativo que propõe:________________________________________________

1.2. Considere adequada a duração prevista para este Módulo Formativo?


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1
Sim Não NS/NR
Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Duração alternativa que propõe: ___________________________________________

1.3. Considere que com estas capacidades, entendidas como os resultados que as pessoas
deverão atingir ao finalizar o módulo formativo, será possível atingir os objectivos profis-
sionais estabelecidos na Unidade de Competência correspondente?
Sim Não NS/NR

Que capacidades propõe eliminar ou modificar?________________________________


Que Capacidades propõe adicionar? _________________________________________

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Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 113
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Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

1.4. Considere adequadas as capacidades que devem ser adquiridas num contexto real de
trabalho?
Sim Não NS/NR

Que capacidades propõe eliminar ou modificar neste bloco? _________________________

Que capacidades propõe adicionar neste bloco?__________________________________

1.5. Considere
Sistemaque os critérios
Nacional dede avaliação
Sistemaque se
Qualificações propõemde
Nacional delimitam o alcance e o nível da
Qualificações
capacidade a que se refere?

Manual de Procedimentos
Sim Não NS/NR
Manual de Procedimentos
1.6.Considera que os conteúdos que se propõem são adequados para alcançar as capacida-
des deste Módulo Formativo?

Sim Não NS/NR

Que conteúdos propõe adicionar:_______________________________________________

Que conteúdos propõe eliminar: ________________________________________________

Outras sugestões gerais consideradas pertinentes:


__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

OBRIGADO PELA SUA COLABORAÇÃO!!!

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 113

114 Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações


Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!
Juventude: O nosso compromisso!

FASES E PROCEDIMENTOS

PROCESSO E DESENHO CURRICULAR


PE1 Identificação dos Módulos formativos associados às UC
PE2 Determinação das capacidades do Módulo formativo
PE3 Determinação dos critérios de avaliação das capacidades
PE4 Determinação dos conteúdos do Módulo formativo
PE5 Especificação da duração do Módulo formativo e Unidade formativa
PE6 Identificação do contexto formativo do MF ou UF
PE7
SistemaElaboração
Nacional de do módulo formativo
Sistema
Qualificações em de
Nacional contexto real de trabalho
Qualificações
(MFCRT)

Manual de Procedimentos
Manual de Procedimentos

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 1

Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 85


Unidade de Coordenação do Sistema Nacional de Qualificações 115
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Sistema Nacional de Qualificações


Sistema Nacional de Qualificações

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