Вы находитесь на странице: 1из 12
UI MARIA LENIR ARAÚJO MENESES Aula 01: ASPECTOS HISTÓRICOS DO VOLEIBOL – UNIDADE I Aluno:
UI MARIA LENIR ARAÚJO MENESES
Aula 01: ASPECTOS HISTÓRICOS DO VOLEIBOL – UNIDADE I
Aluno:
Prof° Esp. Leonardo Delgado
Data:
/
/

ASPECTOS HISTÓRICOS DO VOLEIBOL

Nesta aula iremos fazer um resgate histórico do voleibol Brasileiro, Maranhense e Cordino, buscando entender um pouco melhor, suas origens, sua evolução e os aspectos técnico‐táticos desse jogo.

De acordo com Bizzocchi (2004),

vôlei é a adaptação americana de um jogo italiano difundido nos países latinos na Idade média (séculos V a XV). O esporte foi levado à Alemanha em 1893, onde ficou conhecido com o nome de faut‐ball, e dois anos mais tarde foi levado à América.

faut‐ball , e dois anos mais tarde foi levado à América. Figura 1: faust‐ball O faust‐ball

Figura 1: faust‐ball

O faust‐ball ou punhobol era

jogado por equipes de duas a nove pessoas, que devolviam a bola ao campo adversário sobre uma rede, utilizando os punhos (faust, em alemão, significa punho). A bola podia tocar duas vezes o chão antes de ser golpeada.

Adaptado de outros jogos e baseado ou não neles, o voleibol foi criado com características próprias e dinâmicas diferente de seus predecessores. No século XIX, as pessoas dos EUA dedicavam‐se a esportes diferentes a cada estação do ano. Na primavera, jogava‐se beisebol, no outono, futebol americano e no inverno as pessoas se recolhiam em ginásios fechados, onde, as sessões de ginástica dominavam os programas de educação física das instituições da época (BIZZOCCHI, 2004). William George Morgan, que nascera em 23 de janeiro de 1870 na cidade de Lockpon. Nova York, filho do irlandês George Henry Morgan e da norte‐americana Nancy Chatfield, aos 14 anos saiu de casa, onde ajudava seu pai no estaleiro, para se aventurar em uma navegação fluvial nos Grandes Lagos. Inscreveu‐se na Escola Preparatória de Mount Hermon e lá conheceu

Mary King (ou Mary Caldwell, segundo alguns livros), com quem se casou tempos depois.

segundo alguns livros), com quem se casou tempos depois. Figura 2: William Morgan Defendendo a escola

Figura 2: William Morgan

Defendendo a escola em um jogo de futebol americano, Morgan foi apresentado ao assistente técnico da equipe da ACM de Springfield, James Naismith, que logo se tomou um grande amigo. Naismith incentivou Morgan a ingressar na Escola para Trabalhadores Cristãos da ACM de Springfield, atual Springfield College. O fato ocorreu em junho de 1894 e, no mesmo ano, Morgan foi transferido para a cidade de Auburn. Em 1895, mudou‐se para Holioke, Massaschusetts, onde assumiu o cargo de diretor do Departamento de Atividades Físicas da ACM local. O pastor Lawrence Rinder lhe pediu desenvolvesse um jogo menos vigoroso que o basquetebol e mais recreativo que a calistenia, o esporte deveria ser sem contato físico entre os adversários, de modo a minimizar os riscos de lesões.

Morgan aceitou a proposta e começou a fazer um jogo novo, sem imaginar que estava idealizando um futuro esporte olímpico, que seria praticado em todos os cantos da Terra. No dia 9 de fevereiro de 1895, William Morgan baseando‐se no basquete e no tênis, no inverno, o próprio apresentou um jogo de rebater batizado com o nome de mintonette. A rede do tênis elevou‐se a 1,98 do chão e a câmara da bola de basquete serviu de bola para o novo jogo criado. O jogo recém‐criado foi bem aceito, e após algumas apresentações, os praticantes ofereceram sugestões, entre as quais estavam: a mudança da bola, uniformes, mudança de regras entre outros.

1

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

No início de 1896, Morgan foi convidado pelo diretor da ACM local, Dr. Luther H. Gullick, para mostrar o jogo na Conferência dos Diretores dos Departamentos

de Atividades Físicas das ACMs. Morgan viajou

com 10 voluntários divididos em dois times de cinco, e capitaneados por J. J. Curran e John

Lynch, prefeito e chefe dos bombeiros. A apresentação transformou‐se na sensação da conferência e despertou discussões entusiasmadas. O Dr. Gullick sugeriu a Morgan que mudasse o nome do jogo. Logo depois, foi aceita a idéia do Dr. Alfred Thompson Halstead, docente da escola: volleyball, já que a bola permanecia

em constante voleio (volley, em inglês) sobre

a rede. A partir desse dia, o voleibol foi

rapidamente difundido pelas ACMs vizinhas.

Springfieid e Nova Inglaterra incluíram‐no no programa de atividades físicas como um novo

e interessante jogo recreativo. Em julho do

mesmo ano, J. Y. Cameron, da ACM de Buffalo, Nova York, publicou na revista Physical Training um artigo intitulado "O original jogo de voleibol". Enquanto seu esporte era difundido pela região, Morgan concentrava‐se nas habilidades técnicas e capacidades físicas envolvidas no jogo, deixando o aperfeiçoamento das regras a critério de membros da ACM. Frank Wood e John Lynch foram os que mais contribuíram nesse período.

O voleibol chegou à Ásia no ano de 1908 pela capital das Filipinas, Manila, por intermédio do diretor do Núcleo Internacional da ACM, Elwood S. Brown. Em 1909, Heizo Omori e F. H. Brown comandaram uma exibição em Tóquio. Desde o início o continente asiático criou regras próprias para o novo esporte, jogando‐o, por exemplo, em quadras maiores, com nove jogadores de cada lado, sem rodízio obrigatório e com duas tentativas para o saque (essas regras peculiares foram mantidas nas disputas asiáticas até o final da década de 50). Foi o primeiro continente a promover torneios entre seus países. Organizado pela Associação de Atletas Amadores do Extremo Oriente, o voleibol foi um dos esportes dos Jogos do Extremo Oriente de 1913, em Manila, e os próprios filipinos venceram o campeonato. Os

japoneses entraram na disputa desse esporte nos Jogos de 1917 e sua federação nacional só foi fundada em 1927, exclusivamente com equipes das ACMs. Na China, o voleibol foi incluído nos programas de atividade física em colégios, fábricas e instituições a partir de 1920, sendo considerado, já na década de 30, o esporte mais popular entre jovens e mulheres. No Japão o desenvolvimento do voleibol foi mais lento que na China e nas Filipinas. Com o rótulo de esporte feminino, pela ausência de contato físico e por sua baixa virilidade, foi incluído nos programas de educação física de todas as escolas femininas do país. As competições femininas de voleibol só começaram a ser disputadas nos VI Jogos do Extremo Oriente, a partir de 1923. Na América do Sul, o primeiro país a conhecer o voleibol foi o Peru, em 1910, levado por Joseph B. Lockey e José A. Macknight, que coordenavam uma missão norte‐americana contratada pelo governo peruano com o objetivo de introduzir a instrução primária do esporte no país. O voleibol foi então incluído nos programas escolares, juntamente com o basquetebol e o handebol.

Em 1912, o Uruguai tomou conhecimento do esporte por Intermédio do diretor do Núcleo internacional da ACM nesse país, Jess T, Hopkins. As primeiras exibições aconteceram em Montevidéu e o primeiro campeonato nacional foi realizado em 1916. A Federação Uruguaia de Voleibol foi criada em

2

1922.

No Brasil, há controvérsias quanto ao ano da primeira exibição do esporte. Alguns autores informam que ocorreu em Pernambuco, em 1915, no Colégio Marista de Recife. Outros dizem que foi no ACM de São Paulo, em 1916 ‐ há registro fotográfico dessa apresentação na capital paulista. O primeiro campeonato nacional foi disputado somente em 1944. Em 1915, numa resolução governamental de educação, recomendou a prática de vôlei nos programas de educação física das escolas norte‐americanas. Em abril de 1922, foi realizado em Nova York, o primeiro campeonato nacional de vôlei entre ACMs, reunindo 27 núcleos de 11 estados. O voleibol foi jogado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos em 1924,

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

como parte de um evento especial onde foram apresentados esportes americanos. Em 1928, foi fundada, com a filiação de 22 associações, a Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA), que promoveu torneios em diferentes níveis e teve George J. Fischer como o primeiro presidente, mantido no cargo por 24 anos (BIZZOCCHI,

2004).

presidente, mantido no cargo por 24 anos (BIZZOCCHI, 2004). Figura 3: Associação de Voleibol dos Estados

Figura 3: Associação de Voleibol dos Estados Unidos (USVBA)

O primeiro periódico exclusivo do voleibol e de alcance internacional foi lançado nos Estados Unidos em 1940 com o nome National Volleyball Review (rebatizado algum tempo depois como International Volleyball Review, incluindo notícias e resultados de jogos de todo o mundo). O criador do voleibol faleceu em 27 de dezembro de 1942 aos 72 anos de idade em sua cidade natal. Em 1946, a National Recreation Associations (NRA), em sua publicação Recreatiou, considerou o voleibol o quinto esporte mais praticado nos Estados Unidos, com mais de 5 milhões de participantes e cerca de 1.210 cidades associadas à NRA e mais algumas centenas de cidades não associadas, com quadras construídas especificamente para sua prática. E foi escolhido, surpreendentemente, o segundo esporte mais praticado pelas tropas norte‐ americanas, atrás somente do softball ‐ jogo similar ao beisebol. Durante a Segunda Guerra Mundial havia organização de torneios entre o Comando Europeu (liderado pelo coronel Edward B. de Groot) e o Comando do Leste (liderado pelo major F. A. Lambert). A Confederação Sul‐Americana de Voleibol (em espanhol: Confederación Sudamericana de Voleibol ‐ CSV), tem sua data de fundação 1946, agora com relação ao local, ainda é motivo de disputa. Alguns situam sua fundação em Buenos Aires, capital da Argentina; outros

afirmam que ela teve lugar no Rio de Janeiro, Brasil. De todo modo, ela foi formada antes mesmo da própria FIVB, e permanece a mais antiga dentre as cinco confederações continentais dedicadas a este esporte. Sua sede localiza‐se no Rio de Janeiro, Brasil.

esporte. Sua sede localiza‐se no Rio de Janeiro, Brasil . Figura 4: Confederación Sudamericana de Voleibol

Figura 4: Confederación Sudamericana de Voleibol ‐ CSV

O Campeonato Sul‐Americano de Voleibol é um torneio de seleções de voleibol da América do Sul organizado a cada dois anos pela Confederação Sul‐Americana de Voleibol. Incluindo o Brasil, 13 nações foram responsáveis pela fundação da FIVB (Federação Internacional de Voleibol), que aconteceu no ano de 1947, em Paris.

3

de Voleibol), que aconteceu no ano de 1947 , em Paris. 3 Figura 5: FIVB (Federação

Figura 5: FIVB (Federação Internacional de Voleibol)

Dois anos mais tarde, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Voleibol da modalidade, apenas para homens. E em 1952, o evento foi estendido também ao voleibol feminino.

, o evento foi estendido também ao voleibol feminino . Figura 6: Jogo do primeiro Mundial

Figura 6: Jogo do primeiro Mundial feminino, realizado em Moscou e vencido pela União Soviética, em 1952.

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

O voleibol estreou nos Jogos Pan‐ Americanos em 1955, no México, com todos os ingressos esgotados antes do início dos jogos. No masculino, o campeão foram os Estados Unidos e o vice, o México; no feminino, as colocações se inverteram.

o México; no feminino, as colocações se inverteram . Figura 7: Jogos Pan‐Americanos de 1955. Nos

Figura 7: Jogos Pan‐Americanos de 1955.

Nos anos 60, o voleibol foi considerado o esporte mais popular em 25 países (incluindo Japão, Checoslováquia, União Soviética e China) dentre mais de cem filiados à FIVB. Era o terceiro esporte coletivo mais praticado no mundo, possuindo número superior a 60 milhões de praticantes. No ano de 1964, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o voleibol passou a fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos, a competição tomou a forma de um grupo único com 10 equipes no masculino e 6 equipes no feminino, tendo‐se mantido até a atualidade.

6 equipes no feminino, tendo‐se mantido até a atualidade. Figura 8: Jogos Olímpicos de Verão de

Figura 8: Jogos Olímpicos de Verão de 1964 foi realizado em Tóquio, Japão.

Após a Olimpíada de 1964, os campeonatos europeus lotaram constantemente os ginásios em que eram disputados. A procura por ingressos para os jogos entre os países socialistas era tanta que eles se esgotavam no dia anterior à disputa (há referência de um público de 40 mil pessoas no Estádio do Dínamo de Moscou

para assistir à partida entre União Soviética e Checoslováquia). Nos jongos Olímpicos de 1968, no México, todas as partidas tiveram um público de cinco mil pessoas (lotação máxima).

Os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, mostraram um voleibol que começava a se moldar taticamente, com todas as equipes adotando padrão defensivo (em quadrado ou em semi‐circulo) e levantamentos com maior alternância de ritmo (bolas mais baixas e mais rápidas). A arbitragem deixou de ser tão rigorosa nos contatos dos jogadores com a bola. A preparação física passou a ter tratamento especial e aumentou o intercâmbio entre os países para troca de experiências e amistosos. Nesses Jogos destacou‐se a equipe japonesa masculina, que revolucionou a forma de jogar voleibol.

Em 1976, Montreal assistiu à volta do bloco socialista aos primeiros lugares do pódio. Assimilando o modo de jogar dos japoneses e utilizando‐o em suas próprias equipes, somado à superioridade em estatura, os socialistas voltaram a dominar o voleibol mundial. A União Soviética, que não havia perdido nenhum set durante todas as fases anteriores, chegou à final contra a Polônia e perdeu a medalha de ouro por 3 sets a 2, quando vencia o quarto set por 15 a 14. Em 26 de julho de 1983 foi registrado o recorde mundial de publico no jogo disputado entre Brasil e União Soviética. No Estádio do Maracanã (o "templo do futebol"), no Rio de Janeiro, 95.887 pessoas vibraram com a vitória brasileira por 3 sets a 1. Nem mesmo a chuva atrapalhou o espetáculo; os próprios jogadores se sujeitaram a enxugar a quadra, improvisar carpetes e até correr o risco de contusões para que a festa tivesse seu desfecho. Em 1984, o mexicano Rubén Acosta assumiu a presidência da FIVB. Com idéias inovadoras e aproveitando o bom momento que o voleibol atravessava em popularidade, Acosta vendeu vários eventos internacionais a redes de televisão, buscou patrocinadores fortes e distribuiu prêmios milionários, transformando o voleibol em um interessante espaço para o marketing esportivo.

4

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

A Liga Mundial foi disputada pela primeira vez em 1990, distribuindo US$ 1 milhão em prêmios. Nas Olimpíadas de Los Angeles, disputa em 1984, o time brasileiro surpreendeu e conquistou a medalha de prata do torneio.

Recentemente, o voleibol de praia, uma modalidade derivada do voleibol, tem obtido grande sucesso em diversos países, nomeadamente no Brasil e nos EUA.

Nos esportes coletivos, a primeira medalha de

ouro olímpica conquistada por um país lusófono foi obtida pela equipe masculina de

vôlei do Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 1992(Barcelona). Em 1993, calculava‐se que mais

de 500 milhões de pessoas praticavam o

voleibol informal e mais de 160 milhões jogavam‐no de forma competitiva no mundo todo. Em 2001, a FIVB totalizava 218 países

inscritos.

A TV é hoje o veículo mais

importante para o patrocinador do esporte, e os cálculos por aparição são muito vantajosos.

O Campeonato Mundial de 2002, na

Argentina, que teve mais de 330 mil pessoas

nos ginásios, foi transmitido a cerca de 1 bilhão de telespectadores em 160 países.

O vôlei de praia também tem

acompanhado o de quadra como exemplo de investimento de marketing. Os campeonatos oficiais internacionais distribuíram US$ 3,66 milhões em prêmios em 1999. Nos Jogos Olímpicos de Sidnei, em 2000, mais de 50 países foram representados nas disputas masculina e feminina e o voleibol de praia foi confirmado como modalidade nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, Nessas

Olimpíadas o Voleibol Masculino foi medalha de ouro, derrotando a Itália por 3 set a um. Em 2006 o Dr. Rubén Acosta é reeleito por unanimidade como presidente da FIVB pelos delegados representando 196 da FIVB 219 federações nacionais no 30 º Congresso Mundial da FIVB em Tóquio, Japão.

A seleção brasileira masculina

defender sua coroa Campeonato do Mundo

ao vencer a Polónia na final em Tóquio. Mulheres da Rússia ganhar seu sexto

Campeonato do Mundo e seu primeiro desde

1990.

Nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 foi a vez de a seleção brasileira feminina

ganhar a sua primeira medalha de ouro em Olimpíadas e o masculino Medalha de prata, repetindo o feito em 2012 e novamente o masculino com medalha de prata. Em 2016, nas olimpíadas do Rio o voleibol masculino foi medalha de ouro, ganhando novamente da Itália, mas agora por 3 set a zero.

Voleibol no Brasil Existem duas explicações para a

chegada do voleibol ao Brasil. Para alguns, o esporte começou a ser praticado no Colégio Marista de Pernambuco, em 1915. Outros, porém. defendem a tese

de que tudo começou em 1917 e creditam o

fato à Associação Cristã de Moços de São Paulo (ACM), que teria trazido o vôlei do

Estados Unidos, onde surgiu. Ate 1954, a organização do voleibol no Brasil Oca a cargo da

Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

A partir dai, forma‐se a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

forma‐se a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) . 5 Figura 9: Confederação Brasileira de Voleibol (CBV)

5

Figura 9: Confederação Brasileira de Voleibol (CBV)

A CBV é a entidade máxima do voleibol no Brasil, sediada na Barra da Tijuca. É responsável pela organização de campeonatos nacionais, como a Superliga, administra as seleções nacionais (masculina e feminina), representa as Federações estaduais desse esporte e responde por tudo o que diz respeito ao vôlei de quadra ou praia em território brasileiro junto ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e a Federação Internacional

de Voleibol (FIVB), através da Confederação

Sul‐Americana de Voleibol (CSV). É considerada uma das confederações esportivas mais organizadas e competentes do país e consequentemente tem um dos esportes mais bem gerenciados e que apresentam o maior crescimento de interesse no Brasil. A CBV é responsável por oito medalhas de ouro nas Olimpíadas, sendo cinco na quadra e três na praia.

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

A entidade conta atualmente com

27 federações filiadas e mais de 87 mil atletas

‐ entre vôlei de quadra e praia ‐ em seus cadastros.

Dez anos depois da criação da CEM, o voleibol brasileiro marca presença nas Olimpíadas de Tóquio, em 1964, quando o

esporte faz sua estréia em Jogos Olímpicos. Assim como no futebol o Brasil é o único país que disputou todas as Copas do Mundo, o sexteto nacional masculino participou de todas as edições da Olimpíadas.

E a partir da metade dos anos 70

que o voleibol começa a crescer no pais. A CBV, em colaboração com federações estaduais, investe na formação de técnicos e atletas, organizando cursos e simpósios. Com isso, o vôlei desperta maior interesse rio público e da televisão. A televisão trouxe para o vôlei as empresas patrocinadoras tornando o esporte mais

profissional. A profissionalização do voleibol permite que atletas e técnicos de dediquem ao vôlei em tempo integral. Além disso, as equipes investem em organização e infra‐ estrutura.

Hoje, por exemplo, todas as grandes equipes são supervisionadas por profissionais altamente especializados. Alguns estão até sendo requisitados pelos grandes clubes de futebol para gerenciarem seus times. Essa infra‐ estrutura permitiu que o Brasil formasse seleções de alto nível. O voleibol brasileiro acumula

quatro títulos olímpicos nas quadras. Em 1992

e 2004, com a seleção masculina nos Jogos de

Barcelona e Atenas, respectivamente, e em 2008 e 2012, com a seleção feminina em Pequim e Londres. Nas areias, duas medalhas de ouro foram conquistadas. No feminino, em Atlanta/1996, com Jacqueline/Sandra, e, no masculino, em Atenas/2004, com Ricardo/Emanuel. Além desses títulos, são mais nove medalhas no voleibol de praia, seis de prata e três de bronze. Na quadra, já foram conquistadas outras cinco medalhas – três de prata e duas de bronze

Personalidades do Voleibol Brasileiro

Roberto Guimarães

(Quintana, 31 de julho de 1954) ou simplesmente Zé Roberto, é um ex‐jogador de

José

vôlei e atual técnico da Seleção Brasileira de Voleibol Feminino. Considerado legendário pela Federação Internacional de Voleibol, é o único técnico no mundo campeão olímpico com seleções de ambos os sexos: a seleção masculina em Barcelona 1992 e a seleção feminina em Pequim 2008 e Londres 2012. Único tricampeão olímpico do esporte brasileiro, ele também é formado em Educação Física.

brasileiro, ele também é formado em Educação Física. Figura 10: José Roberto Guimarães. Bernardo Rocha de

Figura 10: José Roberto Guimarães.

Bernardo Rocha de Rezende, conhecido como Bernardinho, (Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1959) é um ex‐jogador de voleibol brasileiro. Como treinador, Bernardinho é o maior campeão da história do voleibol, acumulando mais de trinta títulos importantes em vinte e dois anos de carreira dirigindo as seleções brasileiras feminina e masculina. Entre 2001 e 2017, foi o técnico da seleção brasileira de voleibol masculino. Como treinador conquistou incríveis 6 medalhas olímpicas consecutivas: Atlanta 1996, Sydney 2000 em ambas ocasiões obteve o bronze pela seleção feminina. Em Atenas 2004 sagrou‐se campeão pela seleção masculina. E ainda tem duas medalhas de prata, a primeira em Pequim 2008 e a segunda em Londres 2012 e conquistou novamente o ouro no Rio 2016.

em Londres 2012 e conquistou novamente o ouro no Rio 2016. Figura 11: Bernardinho 6 Leonardo

Figura 11: Bernardinho

6

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

Voleibol no Maranhão 1 É provável que já na década de 20

o Voleibol fosse praticado nas praias de São

Luís, pois SIMÃO FÉLIX – maranhense de Grajaú, onde nasceu em 3 de maio de 1908 e foi um dos um dos grandes atletas do passado, além do futebol praticava

basquetebol, voleibol, motociclismo, natação, remo, e muitas outras modalidades. Simão veio para São Luís em 1915, quando tinha 7 anos de idade, localizando‐se na Rua da Palma. Como faltava um guardião para o time da Montanha Russa

e Simão, que era bamba no basquete e vôlei,

foi encarregado de guarnecer a cidadela do Sírio; e quando não quis mais jogar como goleiro, continuou apenas com a prática da bola‐ao‐cesto, bola ao ar (vôlei ?), atletismo,

motociclismo, tênis, remo e outros esportes. Simão Félix deixou de praticar o basquete e o vôlei em 1947, quando figurou na equipe do Pif‐Paf, num campeonato interno organizado pelo Moto Clube. (O Esporte Clube Sírio Brasileiro foi fundado em 192(?); anos mais tarde, alguns dissidentes, devido a um aborrecimento, fundaram o Maranhão Atlético Clube (1932). O caso é que

o Sr. Jurandir Sousa Ramos queria mudar o

nome do Sírio e muitos associados não concordaram. Em conseqüência, 86 sócios do grêmio da colônia síria abandonaram o citado esquadrão e fundaram o MAC. (O ESPORTE, São Luís, 30 de maio de 1948, p. 2) Outro nome que lembra‐nos a glória do esporte maranhense em nosso passado recente, foi VALÉRIO MONTEIRO, nascido em Alcântara no dia 1º de abril de 1901. Aos 6 anos veio para a capital. Morando numa vivenda à rua Jacinto Maia, defronte ao antigo Gazômetro, dando suas fugidas para as peladas da Praia do Caju, onde existia, na época, uma verdadeira escola de futebol – a “Universidade Futebolística da Praia do Caju”. Após um grande período em que o futebol maranhense viveu em abandono, Valério aparece no Sírio como diretor, jogador de futebol e astro do basquete e vôlei. (O ESPORTE, São Luís, 14 de novembro de 1948, p. 2, Recordar é Viver)

1 Esse texto foi retirado do ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO – VOLEIBOL e trabalho de Monografia do Professor Telesfóro de Sousa.

e trabalho de Monografia do Professor Telesfóro de Sousa. Figura 12: Valério Monteiro De acordo com

Figura 12: Valério Monteiro

De acordo com o Prof. Telésforo Sousa, o voleibol chegou ao Maranhão na década de trinta. Para fazer esta afirmação foi feito uma pesquisa através da história oral com alguns dos atletas de São Luís. Depoimentos longos e minuciosos, fotos e acontecimentos, nos permitiram uma descrição do início do voleibol em solo maranhense.

uma descrição do início do voleibol em solo maranhense. Figura 13: Telésforo Sousa 7 Tudo começou

Figura 13: Telésforo Sousa

7

Tudo começou num terreno baldio que existia ao lado da praça Gonçalves Dias (praça pública localizada no centro da cidade de São Luís‐MA), onde atualmente funciona a reitoria da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, prédio que sediava a antiga Escola Normal. “…eu ia assistir aos jogos que aconteciam ali…” afirma Paulinho Carvalho, ex‐atleta, 81 anos de idade, numa entrevista feita em 03/05/1998. Os jogos que ocorriam ali a que a afirmação acima se refere eram algumas partidas que aconteciam entre equipes formadas pela Marinha, que por aqui trabalhavam ou estivessem de passagem e pelos sócios do Maranhão Atlético Clube. Se reuniam na praça e começavam a praticar o voleibol nos finais de tarde e aos fins de semana. Logo depois surgiram as duas primeiras equipes de voleibol. O Olímpico, formada só por militares e o Maranhão Atlético Clube formados por sócios na sua maioria. Alguns nomes foram destaques como os professores Bonifácio e Adolfo, por serem grandes atacantes de voleibol naquela época. Posteriormente surgiu

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

uma equipe formada praticamente pelos irmãos mais velhos de Raimundo Vieira da Silva. Estes acontecimentos datam entre os anos de 1933 e 1934. João Mouchreck, praticava esse esporte, junto com o motociclismo, futebol, atletismo, basquete e boxe. É criado o GRÊMIO “8 DE MAIO”, num dia 8 de maio de 1932 – daí porque recebeu este nome – por estudantes do Liceu Maranhense, liderados por Tarcísio Tupinambá Gomes. Como entidade representativa dos estudantes junto à direção do Liceu, foi um fracasso, por falta de interesse da rapaziada, que só queria se divertir. Mas os outros fundadores, dentre eles PAULINO RODRIGUES DE CARVALHO NETO e DÍLIO CARVALHO LIMA resolveram levar o Grêmio para o esporte, com o intuito de jogar Voleibol! As opções de esportes para os jovens da época eram o futebol e o voleibol. Os meninos do Liceu viam os mais velhos jogando em quadra existente em uma casa da Praça Gonçalves Dias – onde é hoje a sede da Reitoria da Universidade Federal do Maranhão. Os garotos sonhavam em ter as mesmas oportunidades. Criado o “8 de Maio”, passam a treinar no quintal da casa de Tarcísio Tupinambá, na Rua do Alecrim, esquina com a da Cruz. Usavam, também, a quadra da União dos Moços Católicos, no quintal da Arquidiocese de São Luís – mais tarde sede do Colégio Marista e, hoje, Hotel Vila Rica. Havia outras equipes, como a da União, mantida pelo Padre Joaquim de Jesus Dourado, como havia, ainda, outras opções de local de treinamento, como o quintal da cada de Thiago de Castro Cunha, na Av. Pedro II, no antigo Quartel da Praça Deodoro (onde hoje esta a Biblioteca Pública Benedito Leite), e em uma outra casa da Praça Gonçalves Dias, onde jogavam Raimundinho Vieira da Silva e o Prof. Bonifácio, dentre outros. RUBEM TEIXEIRA GOULART – iniciou‐se no esporte no Colégio de São Luiz, do professor Luís Rego. Em 1935, quando veio de sua cidade natal, Guimarães, principiou jogando futebol no “scratch” do seu educandário, permanecendo no time até 1938. Nesse mesmo período – 1935/38 ‐, passou a jogar volley‐ball no Dourado (Provável, no time do Padre Dourado, que organizava a equipe de vôlei da União dos

Moços Católicos, no pátio da Arquidiocese), melhor agremiação existente naquela época, sendo seus companheiros de “team” Boneca, Dias Carneiro, Furtado da Silva, Sócrates, Manola e alguns outros. Do Dourado, transportou‐se para as fileiras do União, onde demorou pouco, tendo formado ao lado de Elba, Mitre, Álvaro, Rabelo, etc. Ainda em 1937, foi fundador do Brasil, composto exclusivamente por alunos do Colégio de São Luiz. Nesse mesmo tempo Alexandre Costa criou o Flamengo, o mais acérrimo rival de seu conjunto. Formava no seu time – não só de volei, como no de basquete – elementos do quilate de Mauro Rego, Tenente Paiva, Américo Gonçalves, Boneca, José Alves e Manoel Barros, tendo servido de padrinhos o Dr. Clodoaldo e Altiva Paixão. O voleibol, em São Luís, já era bastante praticado na década de 30, como lembra o Sr. GLACYMAR RIBEIRO MARQUES. Chegando na cidade em 1937, passou a jogar voleibol no Colégio de São Luiz, participando das Olimpíadas Intercolegiais, ao lado de Rubem Goulart; Alexandre Costa (senador, já falecido); José Carlos Coutinho (coronel do exército); coronel José Paiva, e Raimundinho Vieira da Silva (ex‐deputado, suplente de Senador, presidente do grupo de comunicações Vieira da Silva). Em 1937, já existia o Grêmio 8 de Maio, e sua equipe era formada por Zé Rosa, Manolo, Zé Heitor Martins, Reinaldo Nova Costa, Raposo, Rubem Goulart, Paulo Meireles, Zé Carvalho, Zé Meireles. (BIGUÁ. Edivaldo Pereira; BIGUÁ, Tânia. Onde anda Você? Glacymar Pereira Marques. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 26 de março de 2001, Segunda‐feira, p. 4. Esportes. VAZ, ARAÚJO, VAZ. Inédito, op.cit.) As jovens, especialmente as estudantes do Colégio Santa Teresa, costumavam jogar Voleibol na praia da Ponta d´Areia, durante as férias escolares; a rede do primeiro jogo foi arrematada em um leilão realizado na casa do Cel. Anacleto Tavares. Nos anos 40, os jogos das estudantes já eram realizados na quadra do Liceu Maranhense DÉCADA DE 1940 – o jovem atleta RINALDI LASSALVIA LAULETA MAIA era jogador do Liceu Maranhense, e jogava basquete e vôlei, pelo Vera Cruz, clube que nas disputas de Vôlei levava sempre a pior. O Vera Cruz era um campeão autêntico. Em

8

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

1943, coberto de louros, Rinaldi embarcou para o Rio de Janeiro, a fim de cursar a Escola Nacional de Educação Física. Voltou a São Luís em 1945. Em 1947, Rinaldi tomou outra decisão. Deixou o Moto Clube e tratou de reorganizar o Vera Cruz, seu antigo clube. O seu sonho foi realizado, uma vez que o Vera reapareceu e em 1947 figurava na liderança do campeonato de basquetebol da cidade. E Rinaldi era figura destacada no grêmio cruzmaltense, onde atuava na guarda, juntamente com o professor Luiz Braga, outra grande figura do basquete e do volei maranhense. (O ESPORTE, São Luís, 25 de outubro de 1947, p. 2. Recordar é Viver.) Joaquim Itapary Sales de Oliveira – o Diabo Loiro, goleiro de Futsal – foi um dos maiores árbitros de Basquete que o Maranhão teve; começou a carreira de árbitro no início dos anos 50, aos 18 anos; tendo chegado de São Bento em 1946, quando o pai Joaquim Itapary assumiu o cargo de Secretário de Estado e Chefe de Polícia no governo Saturnino Bello; veio para estudar nos Maristas (aos 10 anos) e logo no ano seguinte estava no São Luís; Joaquim viveu na nova escola a prática da educação física como saúde; depois dos exercícios físicos, quem tinha alguma aptidão para algum esporte passava à prática e aprimoramento em aulas específicas, como Voleibol, Basquetebol, Atletismo e Boxe.

específicas, como Voleibol, Basquetebol, Atletismo e Boxe. Figura 14: Joaquim Itapary DÉCADA DE 1950 – Nos

Figura 14: Joaquim Itapary

DÉCADA DE 1950 – Nos anos 50, eram disputados os Jogos da Primavera, na quadra do Casino Maranhense. 1952 – Dimas lembra que, quando retornou a São Luís, no início da década de 50, praticou Voleibol: “jogava voleibol, menos, mas jogava … mas eu não me lembro de destaque, por exemplo, assim como tinha seis, sete clubes de basquetebol, não tinha de voleibol. O voleibol veio se destacar já mais para a frente, mais para

frente um pouco que o voleibol teve mais, mais…. “No Casino Maranhense – agora eu me lembrei ‐, mais para a frente um pouco passou

a se jogar voleibol no Cassino; eu me lembro

bem do, hoje ele é médico o [refere‐se a Orlando Araújo] …, ele jogava muito … , duas pessoas que eu me lembro bem que estavam

sempre jogando lá, era o Murilo Gago, que por

, sobre ele porque tinha outras pessoas também, estou tentando me lembrar… tinha o Rubem Goulart que jogava, o Braga que jogava, o próprio Alemão, o Mauro, eles jogavam praticamente…” (DIMAS, entrevistas).

sinal ele era bom e…

eu não quero falar só

entrevistas). sinal ele era bom e… eu não quero falar só Figura 15: Professor Dimas Início

Figura 15: Professor Dimas

Início de sua carreira esportiva de Cláudio Vaz dos Santos, ao ingressar no Colégio de São Luís, do Prof. Luís Rego (1952); nesse ano, participa dos Jogos Olímpicos Secundaristas, organizado pelo jornalista Mario Frias, como atleta de Basquetebol, Voleibol, Futebol de Campo, Atletismo e Natação.

Ainda nessa década de 50, surge

uma geração de jovens – “a geração de 53” – que aprendem esportes com a geração anterior, constituída pelos grandes nomes do Basquetebol e do Voleibol maranhense, de todos os tempos. Cláudio Vaz dos Santos – o Alemão – fala de sua iniciação nos esportes:“… Rubem Goulart, que foi o líder; praticava o Paulinho Carvalho, Zeca Carvalho, e foi onde eu comecei a praticar vôlei e basquete. Essa quadra era do “8 de Maio”, atrás do fundo do Casino Maranhense hoje…” (VAZ DOS SANTOS, Cláudio. Entrevistas). Lembra, ainda, quando foi fundado o time do ”Os Milionários”, de Basquetebol, os locais onde era praticado não só esse esporte, mas como também o Volei:

“O Milionários… nós fomos participar de volei

e basquetebol, sábado à tarde no Colégio São

Luís, e na quadre coberta que tinha no Liceu, onde jogava o Milionário, o Colégio São Luiz,

jogava 08 de Maio; nós jogávamos na quadra

9

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

do Colégio São Luiz, não sei se ainda existe a quadra lá… (VAZ DOS SANTOS, Cláudio. Entrevista).

1953 – Cláudio Alemão, junto

com outros atletas da época, de várias escolas, funda a equipe dos “Milionários”, que faz história no esporte maranhense,

especialmente no Basquetebol, por mais de 20 anos; a equipe era formada por Gedeão Matos, os irmãos Mauro e Miguel Fecury, Aziz Tajra, Raimundinho Sá, Poé, Denizar, Canhotinho, Fabiano Vieira da Silva, Cleon Furtado, Jaime Santana, os irmãos Zé Reinaldo e Silvinho Tavares, Wilson Bello, Sá Valle, Joaquim Itapary, Henrique Moreira Lima, Márcio Viana Pereira; com a extinção d´ “Os Milionários”, fundam o “Cometas”, que além de basquete e vôlei, participam dos jogos de Futebol de Salão. O primeiro clube de São Luís a possuir uma quadra oficial de Voleibol foi o CLUBE RECREATIVO JAGUAREMA, fundado em 03 de fevereiro, pelo médico pediatra Orlando Araújo, com o objetivo de lazer, esporte, divertimento e um local para congregar pessoas da sociedade maranhense. Orlando, e os amigos, estavam cansados de praticar o voleibol na praia. (BRITO, Sebastião Barreto de. A HISTÓRIA DO CLUBE RECREATIVO JAGUAREMA. São Luís : (s.e.), 2000)

1958 – o time de Voleibol do

Liceu conquista o tri‐campeonato dos Jogos

Interescolares, organizados pelo Dr. Carlos Vasconcelos; a equipe contava com Zé Augusto e Zé Roberto Lamar. Januário e César Bragança, Troglodita (Jesus Rizzo Cardoso) e Rogério Baima

1968 – Graça Heluy é contratada

como professora de Educação Física do

Colégio Santa Teresa e, no ano seguinte (1969), começa a prática do Voleibol entre as alunas. Para que as freiras aceitassem, as alunas usavam, além de um short, preso por elástico na perna, uma saia por cima.

1969 – o Santa Teresa participa

pela primeira vez do Festival Esportivo da

Juventude – FEJ – com uma equipe de voleibol

1973 – o Colégio Santa Teresa

cria seus Jogos Interclasse.

Voleibol em Barra do Corda Acredita‐se que o inicio de competições de voleibol tenha sido na década de 1970, no Colégio Nossa Senhora de Fátima

– Diocesano e na quadra da AABB de Barra do Corda.

No final da década de 1980, foi construído o primeiro ginásio de esportes de Barra do Corda, aonde ainda hoje é praticado

o voleibol.

Em setembro de 2010, foi realizado na AABB, O 1º aberto de vôlei de areia de Barra do Corda, organizado por Sabrina Arruda e com a presença e o apoio da vereadora Fátima Arruda, com a promessa de ser apenas o primeiro passo para um maior incentivo ao vôlei, e ao esporte cordino. Os atletas do vôlei de Barra do Corda, relatam que o esporte sobrevive de forma precária, pela falta de incentivo, entre os principais jogadores temos: Ricardo, Êudes, Jordano, Itamar, Dan, Antonio Filho, Touca, Sandro Maciel, Jean e muitos outros.

Personalidades no Voleibol Cordino Antônio Bezerra de Sousa Filho

no Voleibol Cordino Antônio Bezerra de Sousa Filho Figura 16: Antônio Filho 10 Profissional de Educação

Figura 16: Antônio Filho

10

Profissional de Educação Física (Cref 002054 G/MA), Graduado em Educação Física e Pós Graduado em Educação Física e Esporte: Planejamento e Gestão, professor da rede municipal desde 2002, foi campeão dos jogos escolares pelo CEC de Barra do Corda no período de 2005 a 2011 e pela Escola Frederico Figueira no ano de 2016. No total foram 8 (oito) títulos no jogos escolares de Barra do Corda. Atualmente trabalhando na Escola Municipal Unidade Integrada Frederico Figueira com projetos de escolinhas de Futebol Voleibol. Iniciou no voleibol ainda na adolescência, frequentando a Escola particular Centro Cenecista de Barra do Corda‐CNEC, nas antigas séries denominadas de ginásio. Estabeleceu‐se seu primeiro contato com essa modalidade esportiva, não nas aulas de Educação Física, mas nas práticas de voleibol de rua na frente à escola CNEC, com colegas e vizinhos, aonde aprendeu os fundamentos

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

básicos do voleibol, somente observando e praticando, posteriormente começou a participar de jogos escolares de Barra do Corda, quase sempre disputando as finais da modalidade. Foi campeão na modalidade dos anos de 1984 a 1988, sendo tetra campeão pela escola CNF no torneio dos 500 anos do Brasil.

Como jogador desde 1988

participou diversos campeonatos realizados

na cidade até os dias atuais na equipe da

Trizidela, com 29 anos de existência, a única equipe que participou de todos os campeonatos realizados na cidade conquistando nesse período 14 títulos entre campeonato cordino e torneio de férias, sendo considerado durante vários anos o melhor atleta da cidade de Barra do Corda na

década de 1990, com participação na seleção

de Barra do Corda durante os anos de 1995 a

2010.

Sabrina Arruda A professora Sabrina Arruda nasceu em 24 de março de 1989. Em 2007,

aos 18 anos mudou‐se para São Luís onde teve

a oportunidade de treinar em algumas

equipes e defender o estado em algumas competições nacionais pelo vôlei e graduar‐se em Educação Física pelo CEUMA, pós graduou‐se em treinamento desportivo e atualmente atua como professora da rede

municipal de Barra do Corda e é proprietária

da AS Sports.

municipal de Barra do Corda e é proprietária da AS Sports. Figura 17: Sabrina Arruda Quando

Figura 17: Sabrina Arruda

Quando mais jovem tinha o sonho de ser jogadora de vôlei e acredita que este foi o motivo maior que a impulsionou na

sua profissão a qual exerce com maior prazer

e paixão. "Quando pequena foi apaixonada por esportes". Sempre esteve em algumas ruas ou quadras esportivas jogando, defendeu

o estado do Maranhão em algumas

competições nacionais pelo vôlei.

Sua trajetória na prática esportiva iniciou durante o período escolar e estendeu até o ensino superior, destaque nos anos de 2011, onde o Maranhão obteve até então uma conquista inédita na história do voleibol feminino em competições nacionais. "Representando a equipe do Pitágoras conquistou a medalha de bronze nos jogos universitários brasileiros, realizado em campinas.

Neste mesmo ano consagrou‐se campeã no Campeonato Brasileiro dos Institutos Federais e Vice Campeã, no voleibol de praia nas areias do Rio de Janeiro. Em 2013, foi vice‐campeã dos Jogos Universitários Brasileiros realizados na cidade de Goiânia, chegando pela primeira vez as finais nacional.

Retrospectiva e Principais resultados:

‐ Tricampeã jogos escolares de Barra do Corda (Escola Estadual Professor Galeno Edgar Brandes (CEM) e Centro Educacional Cristão (CEC).

‐ Eneacampeã ‐ Jogos Cordino (Os que estou conseguindo lembrar no momento).

‐ Penta campeã (Campeonato Cordino )

‐ 2008 e 2009 ‐ 6° lugar nos Jogos

Universitários Brasileiros pela faculdade Ceuma nas cidades de Maceió e Fortaleza

‐ 2009 ‐ Campeã da Copa Primavera

‐ 2010 ‐ 5° lugar nos Jogos Universitários

Brasileiros pela Faculdade Pitágoras na cidade de Blumenau

‐ 2010 ‐ Campeã da Copa Primavera

‐ 2011 ‐ 3° lugar nos Jogos Universitários

Brasileiros pela Faculdade Pitágoras na cidade de Campinas. E participação na liga do Desporto Universitário

‐ 2012 ‐ 8° lugar nos Jogos Universitários

Brasileiros pela Faculdade Pitágoras na cidade

de Foz de Iguaçu

‐ 2012 ‐ 1° lugar nos Jogos Brasileiros dos

Institutos Federais em Brasília

‐ 2012 ‐ Vice ‐ Campeã vôlei de areia nos Jogos

Brasileiros dos Institutos Federais.

‐ 2013 ‐ 2° lugar nos Jogos Universitários Brasileiros pela faculdade Pitágoras em campinas

‐ 2013 ‐ Participação na Liga Nacional em

Fortaleza

‐ 2015 ‐ 2° lugar copa primavera pela equipe

Vôlei Clube

11

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA

Nyeme Victoria Alexandre Costa

Nyeme Victoria Alexandre Costa Figura 18: Nyeme Nascimento: 11/10/98 Cidade: Barra do Corda‐MA‐Brasil Altura: 1,75 cm

Figura 18: Nyeme

Nascimento: 11/10/98 Cidade: Barra do Corda‐MA‐Brasil Altura: 1,75 cm Peso: 66 kg Posição: Ponta/Líbero Clubes: Upaon‐Açu – Vôlei de Praia – Maranhão Vôlei/CTGM – Maranhão Vôlei/Cemar – ADC Bradesco Títulos Principais: Campeã dos Jogos Escolares/MA – Campeã Brasileira de Seleções Infanto Juvenil B – Campeã Sul‐Americana Infanto Juvenil

Nyeme iniciou no vôlei em sua cidade (Barra do Corda, no Maranhão) aos 9 anos de idade, porém apenas como lazer, depois foi para São Luís, onde atuou pelo Upaon‐Açu, logo depois recebeu a grande oportunidade de integrar o elenco do Maranhão Vôlei em uma Superliga (2013), também passou pelo Barueri e a partir do começo de 2015 no ADC Bradesco, onde permanece atualmente. Suas principais conquistas na carreira são as seguintes:

▪ Campeã Invicta por Barueri (na categoria

Infantil). ▪ Vice campeã Estadual Infanto pelo Bradesco

em 2014. ▪ Vice‐campeã do Paulista Infanto pelo Bradesco em 2015.

▪ Bi Campeã do Torneio Inicio pelo Bradesco (2015 e 2016).

▪ Vice campeã do Brasileiro de Seleções (2a

Divisao) pelo Maranhão. Nyeme também integrou a Seleção Brasileira Infanto no Mundial Sub 18 no ano passado (ficando nas estatísticas como a 7a melhor passadora). ▪ Sobre a alegria de mais uma vez poder representar nossa Seleção em uma competição importante, Nyeme no dia o seguinte: " É uma alegria

muito grande, pois é uma recompensa de Deus pelo suor de todos os dias no meu clube" Seleção Brasileira: Infanto Juvenil

Em 2013, a barra‐cordense Nyeme Victória, com apenas 15 anos, é premiada como a melhor atleta do voleibol maranhense. Ao lado de 24 outras categorias do esporte amador e profissional, Nyeme faturou o troféu da empresa de comunicação Mirante, o qual a cerimônia de premiação foi realizada no teatro Artur Azevedo, em São Luís.

Nyeme Costa é filha do Técnico da MAPANETE, Nelinho e da professora e Jogadora de Voley Nívea Maria.

Beatriz Alves Beatriz é a mais nova revelação do voleibol cordino, iniciou seu treinamento em Barra do Corda, mas logo teve que mudar‐ se para São Luís, participou dos Jogos Escolares Brasileiros, foi escolhida na 10ª edição do Troféu Mirante Esporte de 2015, como melhor jogadora de voleibol do estado do Maranhão.

como melhor jogadora de voleibol do estado do Maranhão. Figura 19: Beatriz Alves 12 Leonardo de

Figura 19: Beatriz Alves

12

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA