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Universidade Federal do Paraná

Setor de Ciências Humanas - SCH


Departamento de Antropologia

HS 109 - Outras Antropologias: diferentes contextos e novas perspectivas


Prédio Dom Pedro II, Sala EP 1, terceiro andar.
Segunda-feira, 7h:30-9h:30; quarta-feira, 9h:30-11h:30.
Prof. Miguel Carid Naveira (DEAN) – miguel@ufpr.br

Ementa:
O presente curso pretende trazer à tona debates diversos relacionados, por um
lado, com questões antropológicas desenvolvidas nos contextos coloniais e pós-coloniais, e
por outro lado, com as antropologias realizadas em países não diretamente vinculados com
a origem da disciplina (fundamentalmente, a matriz britânica, francesa, alemã e norte-
americana). A consolidação nas últimas décadas das antropologias nacionais não
metropolitanas vem dando lugar a novos debates e questionamentos sobre diversos
aspectos geopolíticos do conhecimento antropológico com influência direta nos
procedimentos teórico-metodológicos desta disciplina. Pretende-se ressaltar um olhar
atento ao desenvolvimento de teorias e temáticas que refletem criticamente sobre a
produção do conhecimento antropológico, suas conseqüências nas relações de poder e nos
olhares unidirecionais centro-periferia, ou até sua influência na constituição desse dualismo.
Se toda idéia implica (ou ex-plica) um valor, tratar-se-á de desenvolver um olhar sensível a
essa situação através do estudo de debates relacionados com as temáticas de subalternidade,
orientalismo, as múltiples vozes do discurso histórico e antropológico, a retórica da
modernidade, o fazer etnográfico, processos de significação em contextos de poder, o
pensamento mestiço, entre outros.

Avaliação
Prova teórica (50% da nota final); trabalho escrito de 10-15 páginas comparando dois ou
três textos/autores estudados durante o curso (50% da nota final) ou tradução ao
português de um texto incluído na bibliografia do curso com argüição oral que destaque a
relevância antropológica do texto traduzido (50% da nota final). Ou seja, todos realizarão a
prova teórica, mas os alunos poderão escolher entre fazer o trabalho sobre os
autores/artigos incluídos na bibliografia ou traduzir um texto e argumentar sobre sua
importância no contexto dos debates elaborados no decorrer da matéria. Todos os
trabalhos e traduções deverão ser entregues antes de sua apresentação oral.

Bibliografia

Sessão 1 - Outras Antropologias, Antropologias Outras.


Apresentação e discussão do programa da matéria.

1
Raízes pós-modernas
Sessão 2
CLIFFORD, James. 2008 (1994). “Sobre a automodelagem etnográfica: Conrad e
Malinowski”. Em: A experiência etnográfica – Antropologia e Literatura no século XX. José
Reginaldo Gonçalves (org.). Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, pp. 93-120.
Sessão 3
PRICE, Sally. 2000 (1991). “Anonimato e atemporalidade”; “Objetos de arte e artefatos
etnográficos”. Em: Arte primitiva em centros civilizados. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, pp. 87-101;
pp. 121-142.
Sessão 4
TAUSSIG, Michael. 2010 (1980). “Parte III – As minas de estanho bolivianas (cp. 8 ‘O
diabo nas minas’; cp. 9 ‘Adoração da natureza’; cp. 10 ‘O problema do mal’)”. Em: O diabo e
o fetichismo da mercadoria na América do Sul. São Paulo: Editora UNESP, pp. 201-252.

Orientalismo, historicismo, pós-colonialismo e agência


Sessão 5
SAID, Edward. O orientalismo. (Fragmento a definir)
Sessão 6
CHACRABARTY, Dipesh. 2008 (2000). “La pos-colonialidad y el artificio de la historia”.
Em: Al margen de Europa – Estamos ante el final del predominio cultural europeo?. Barcelona:
Tusquests Editores, pp. 57-80.
Sessão 7
BHABHA, Homi. 2010 (1994). “O pós-colonial e o pós-moderno – A questão da agência”.
Em: O local da cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, pp. 239-273.
Sessão 8
SPIVAK, Gayatri. ¿Puede hablar el sujeto subalterno? Orbis Tertius, 3 (6). Memoria
Académica, pp. 175-235. Disponível em:
http://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/art_revistas/pr.2732/pr.2732.pdf

Periferias e Centros
Sessão 9
OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. 2006. “Antropologias periféricas versus antropologias
centrais”. O trabalho do antropólogo. Brasília: Paralelo 15; São Paulo: Editora UNESP, pp. 107-
134.
Sessão 10
LINS, Gustavo. 2005. “Antropologias mundiais: cosmopolíticas, poder e teoria em
antropologia”. Série Antropologia, número 379, UnB, pp. 1-25.
Sessão 11
Prova teórica

2
O projeto modernidade/colonialidade
Sessão 12
ESCOBAR, Arturo. 2003. Mundos y conocimientos de otro modo: El programa de
investigación de Modernidad/colonialidad latinoamericano. In: Tabula Rasa 1(1): 51-86.
Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=39600104
Sessão 13
CUSICANQUI, Silvia. 2010. “Pachakuti: Los horizontes históricos del colonialismo
interno”. Em: Violencias (re)encubiertas en Bolivia. La Paz: Ed. Piedra Rota, pp. 39-63.
Sessão 14
ZAPATA, Laura. 2014. “Ser y no ser índio/a Mapuche. Pueblo indígena y diseminación”.
Em: Prácticas etnográficas: Ejercicios de reflexividad de antropólogas de campo, Rosana Guber (org.).
Miño y Dávila editores, pp. 183-224.

Retóricas da modernidade
Sessão 15
SANTOS, Boaventura. 2009. “Para além do pensamento abissal: das linhas globais a uma
ecologia de saberes. Em: Epistemologias do Sul, Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula
Meneses (orgs.). Coimbra: Edições Almedina, pp. 23-71.
Sessão 16
LATOUR, Bruno. “Entrevista: Por uma antropologia do centro”. Mana, num. 10/vol. 2,
pp. 397-414.

Mestiçagens
Sessão 17
GRUZINSKI, Serge. 1999 (2007). “La invasión de los grutescos o la imagen en
movimiento”. Em: El pensamiento mestizo – Cultura amerindia y civilización del Renacimiento.
Barcelona: Paidós, pp. 185-218.
Sessão 18
APPADURAI, Arjun. 2005. Dimensões culturais da globalização. Lisboa: Editora Teorema
(fragmento a definir).
Sessão 19
CANCLINI, Néstor. 2008 (1989). “O porvir do passado”. Em: Culturas Híbridas –
Estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, pp. 159-204.
Sessão 20
HARAWAY, Donna. 2009. Antropologia do Ciborgue: as vertigens do Pós-humano. Belo
Horizonte: Autêntica Editora.

Outras Antropologias e os Estados nacionais


Sessão 21
GUBER, Rosana. Antropólogos-ciudadanos (y comprometidos) en la Argentina. Las dos
caras de la ‘Antropología social’ en 1960-70. Trabalho apresentado na RAM, 43 p.
Sessão 22
LOMNITZ, Claudio. 2002. A antropologia entre fronteiras: dialética de uma tradição
nacional (México). Em: Antropologia, Impérios e Estados Nacionais. Benoît de L’Estoile,
Federico Neiburg e Lygia Sigaud (Eds.). Rio de Janeiro: Relume Dumará, pp. 125-15

3
Sessão 23
MASOLO, Dimas. 2009. “Filosofia e conhecimento indígena: uma perspectiva africana”.
Em: Epistemologias do Sul, Boaventura de Sousa Santos e Maria Paula Meneses (orgs.).
Coimbra: Edições Almedina, pp. 507-527.
Sessão 24
PACHECO DE OLIVEIRA, João. 2002. “O antropólogo como perito: entre o indianismo
e o indigenismo”. Em: Antropologia, Impérios e Estados Nacionais. Benoît de L’Estoile,
Federico Neiburg e Lygia Sigaud (Eds.). Rio de Janeiro: Relume Dumará, pp. 253-277.
Sessão 25
DAS, Veena. POOLE, Deborah. 2008. El estado y sus márgenes: etnografías comparadas.
Revista Académica de Relaciones Internacionales, Madri, n. 8. Disponível em:
http://www.relacionesinternacionales.info/ojs/article/view/112.html
Sessão 26
BEY, Hakim. 2011 (1991). TAZ – Zona autônoma temporária. Rio de Janeiro: Rizoma
Editorial, 68 p.

Antropologia, Antropologia(s)
Sessão 27
SAHLINS, Marshall. Sahlins. 2011. La ilusión occidental de la naturaleza humana. Tradução de
Liliana Andrade Llanas e Victoria Schussheim. México: Fondo de Cultura Económica.
Sessão 28
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. 2012. “Transformação” na antropologia,
transformação da “antropologia”. Mana, 18 (1), pp. 161-171

Sessões 29 e 30
Apresentações dos trabalhos e traduções.