Вы находитесь на странице: 1из 2

Universidade Federal de Goiás

Faculdade de Educação
Disciplina: Ética
Professor: Dr. Pedro Adalberto Gomes
Aluna: Lais Caroline Noronha

Ética do Discurso

A ética do discurso elaborada por Apel e posteriormente desenvolvida


por Habermas, aparece por volta da década de setenta em um momento
histórico marcado pelo desenvolvimento científico e tecnológico, que resultou
em uma série de mudanças no comportamento humano. Sendo assim, surge
da necessidade de reformular o ordenamento ético para enfrentar os novos
problemas da sociedade.

Tanto Apel como Habermas eram membros da Escola de Frankfurt, em


que tinha o programa inicial voltado para a teoria crítica da sociedade, sendo
que a tese geral de Habermas e Apel é centrada na linguagem como mediação
entre sujeito e objeto (a linguagem mediatiza todo sentido e validade do ethos).

A linguagem como mediação, divide-se em três eixos: sintática,


semântica e pragmática. O foco da preocupação da sintática é a relação entre
os sinais, já a semântica fica centrada com os significados dos sinais, e a
linguagem pragmática é aquela que explica a relação dos sinais com os
sujeitos e com seu uso. A ética proposta por Apel e Habermas é a ética
pragmática, ou seja, concentra-se na linguagem como mediação da relação
entre os sujeitos, entre o sujeito e o objeto, e que permite a constituição de um
ethos.

Nesse sentido, a ética do discurso vê a linguagem não só como


mediadora da relação entre sujeito e objeto, como também doadora de
sentindo. É a partir da linguagem que o homem consegue dar sentido as coisas
(esse sentido deve ser validado por todos) e estabelece uma boa relação com
o outro, ou seja, a comunicação humana permite um entendimento mútuo entre
os homens, que propicia a constituição de um ethos em que as ações humanas
ganham sentido e devem ser validadas por todos da comunidade. A
comunicação (linguagem) apresenta-se como um meio que influi diretamente
no agir do homem (pragmática) e na construção de uma vida social e política
(ethos). O princípio da particularidade moderna centrada no “eu” vai sendo
substituído pelo “Nós”.

A ética proposta por Apel, além de pragmática é também


transcendental. É transcendental, no sentido de que a comunicação é uma
condição intransponível e necessária a todos que fazem parte da comunidade.
Além disso, Apel acreditava que a linguagem não precisava de pressupostos
metafísicos como na ética Kantiana, pois está associada ao princípio da auto-
implicação, com a implicação do próprio discurso com o sentido dado pela
comunidade. Já a ética de Habermas é pragmática universal, pois propõe
reformular a ética por meio da racionalidade comunicativa, sendo
universalmente válida e unificadora das variedades de subsistemas e
pluralidade dos jogos de linguagem.