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QUESTÕES DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO – ROTEIRO DE ESTUDO

1. Por que o DIPr também é conhecido como Direito Civil Especial? Devido a
especialização nos temas de interesse civil oriundos da relação entre as pessoas de
diferentes Estados. Outros temas das relações internacionais, por exemplo,
comercial, trabalhista, são igualmente específicos.

2. Quais são as razões para a ocorrência do conflito de leis no espaço? O conflito


de leis no espaço ocorre porque os Estados têm seus ordenamentos jurídicos dentro
de suas soberanias que envolve inclusive, e em alguns casos, especialmente a
cultura, como no caso dos países árabes. Além disso, há também a questão
envolvendo a extraterritorialidade das leis de um Estado. O intercâmbio
internacional de pessoas e bens, necessariamente implica em conflitos, além de
cosmopolitismo humano. Assim é inerente às trocas (fluxos) entre Estados que haja
conflitos de leis no espaço.

3. O DIPr existia na Antiguidade? Em que país começaram os estudos sobre


conflito de leis no espaço e por que? Sim, o DIPr remonta à Grécia antiga que criou
mecanismos de proteção aos comerciantes na medida em que os fluxos comerciais
extrapolavam as fronteiras das cidades-estados. Em vez de prender um comerciante
de outro Estado, dava-se lhe meios de trabalhar o que era saudável para a
economia.

4. Explique as três (3) características das ordens jurídicas positivas. Pela


Diversidade em que cada Estado soberano com suas necessidades estabelece o
seu ordenamento jurídico de acordo com a sua cultura, por exemplo o detalhamento
Código de Trânsito Brasileiro. Pela Autonomia compreende-se a soberania inerente
ao Estado, que se traduz em liberdade de legislar conforme sua conveniência, ou
seja, sem interferência de organismos estrangeiros. A independência relaciona-se
diretamente à soberania pela qual o ordenamento jurídico não se subordina ao que
pensam outros Estados.

5. Quais são as espécies de conflitos de leis no espaço? Há duas espécies de


conflitos de leis no espaço, a saber: Positivo – ocorre quando dois ou mais
ordenamentos jurídicos se apresentam como competentes para a solução de um
dado conflito. Negativo – se dá quando as regras do DIPr dos ordenamentos
jurídicos envolvidos REENVIAM o caso para outro ordenamento. Tal situação é
vedada pelo artigo 16 da LINDB.

6. Quais são as dificuldades na aplicação do direito estrangeiro? O magistrado


precisa conhecer a legislação estrangeira aplicável ao caso. Precisa ainda trazer a
lei estrangeira, traduzi-la e compatibilizá-lo com o ordenamento jurídico brasileiro.

7. Qual é a principal diferença entre DIPr e Direito Internacional Público? O DIPr


é essencialmente direito Civil, é direito público interno, trata das relações entre as
pessoas de diferentes Estados. Já o DIP, essencialmente centrado em tratados
internacionais, trata das relações entre estados no mais amplo sentido.

8. Qual é o objeto tradicional do DIPr? O DIPr trata essencialmente do conflito de


leis no espaço.

9. Quais são os objetos do DIPr para a doutrina contemporânea (com fundamento


na escola francesa)? Qual a crítica a esses objetos? O objeto comum do DIPr é o
conflito de leis no espaço, mas, na França o DIPR ocupa-se ainda da condição
jurídica do estrangeiro, nacionalidade, conflito de jurisdições, e
reconhecimento dos direitos adquiridos na dimensão internacional. Na
prática, todos esses sub-objetos estão contidos no objeto único consistente em lidar
com a conflito de leis no espaço.

10. Qual é a função do DIPr? A principal função do DIPr é solucionar conflitos de


leis no espaço sem incorporar o direito estrangeiro, nem transformar o direito pátrio.
A globalização intensificou os fluxos entre Estados implicando em harmonizar
legislações de diferentes Estados. Para Dolinger, a circulação e propagação de
ordenamentos jurídicos gera compreensão da diversidade, respeito, tolerância e
maior aproximação entre povos.

11. Quais são as vantagens do DIPr? A principal vantagem do Direito Internacional


Privado é a compatibilização de ordenamentos jurídicos diversos, sem a
incorporação as leis nacionais, respeitando sempre a soberania de cada Estado, de
modo a assegurar aos estrangeiros que o mesmo será julgado de acordo com suas
próprias leis. Além disso, outra vantagem trazida por esse ramo do Direito é a
preocupação em resolução e regulamentação de fatos jurídicos que extrapolam os
limites territoriais dos Estados, utilizando-se de normas jurídicas, sentenças e
jurisdições estrangeiras quando necessário, para buscar a melhor legislação a ser
aplicada aquele caso em concreto. Em resumo o Direito Internacional Privado busca
propiciar meios para que o Direito externo ingresse no interno sem que a soberania
nacional seja alterada, sendo essa sua principal vantagem no mundo moderno, uma
vez que a economia e as relações comerciais estão cada vez mais globalizadas e
integradas, dado a movimentação de pessoas e fluxo de capitais.

12. É possível a uniformização do DIPr? Explique. Sim é possível a uniformização


do Direito Internacional Privado, visto que o mesmo é sobre direito. Essa
uniformização pode acontecer mediante Tratados Internacionais sobre os diferentes
temas por ele aplicados, a partir da assinatura do mesmo pelos Estados. Assim,
essa uniformização pode ser tanto Global como Regional, uma vez que irá depender
da amplitude do Tratado e das partes signatárias. Ainda, a uniformização pode
ocorrer por meios extra convencionais, uma vez que há o intercambio normativo
com a aplicação do Direito Internacional Privado, podendo então um Estado
Soberano passar a incorporar na sua base jurídica legislações desenvolvidas por
outros Estados soberanos. Porém, esse processo de incorporação é lento e irá
depender da vontade de cada Estado Soberano.

13. Por que os Direitos Humanos precisam ser observados na aplicação do DIPr?
Os Direitos Humanos precisam sempre ser observados na aplicação do Direito
Internacional Privado devido ao princípio norteador do Direito Humano ser a
dignidade da pessoa Humana, a qual deve sempre ser preservada. Assim, há uma
tendência no DIPR de analisar a materialidade das normas indicadas para aplicação,
sobretudo levando-se em conta os direitos humanos, pois a proteção da pessoa
humana e de seus direitos fundamentais tem caráter universal, que não deve
esbarrar nas Constituições dos diferentes países. No entanto, em países como o
Brasil, que tem como elemento de conexão internacional principal o domicílio, a
utilidade prática da utilização dos direitos humanos no direito internacional privado
é muito reduzida, se comparado com o elemento de conexão da nacionalidade,
adotado pela Alemanha, que reflete com maior fidelidade as tradições sociais e
jurídicas de determinada pessoa.

14. Por que o Direito Internacional Privado (DIPr) é um sobredireito? Entende-


se por norma de sobredireito como sendo a norma que disciplina a emissão e
aplicação de outras normas jurídicas. Assim, como o Direito Internacional Privado
tem a característica de escolher o direito a ser aplicado para determinada lide sem
adentrar ao mérito das partes, pode-se entender que as normas de direito
internacional privado constituem um sobredireito.

15. Por que o DIPr contemporâneo está se desenvolvendo de “fora para dentro”?
Pode-se dizer que o Direito Internacional Privado contemporâneo esta se
desenvolvendo de "fora para dentro" devido ao movimento atual do mundo moderno
em buscar a universalização de assuntos regulados pelo Direito internacional
Privado por meio de assinaturas de Tratados e Convenções Internacionais, ou seja,
pelo Direito Internacional Público. Assim, observa-se que os limites que separam a
esfera pública da esfera privada, também nas questões relativas ao direito
internacional, tornam-se fluidos em face dos novos desafios enfrentados pelo
direito, criando, portanto, um cenário de convergência cada vez mais densa entre o
direito internacional público e o direito internacional privado. Essa convergência é
observada contemporaneamente em diversos domínios do direito internacional,
dentre os quais se destacam os dispositivos de proteção dos direitos individuais em
face do comércio internacional e da atuação de empresas transnacionais, e a
interseção em governança global e a tutela dos direitos difusos e coletivos. Isso
deve-se ao fato de haver um interesse contemporâneo coletivo por desenvolver
medidas eficazes para proteção dos direitos humanos e universais nas relações
entre pessoas e empresas de diferentes nacionalidades, proporcionadas pelo avanço
da globalização.
16. As normas de DIPr pertencem a que ramo do Direito? Atualmente as normas
de Direito Internacional Privado são consideradas como um Direito Civil Especial
conforme definido por Maristela Bastos, uma vez que buscam resolver conflitos
caracteristicamente civis entre particulares estrangeiros, servindo, portanto, para
resolver problemas de aplicação da lei no espaço, uma vez que definem qual o
direito aplicável a determinado fato que apresenta conexão internacional. Dessa
forma a relação do Direito Internacional Privado com o Direito Constitucional e
Direito Internacional Público são patentes, por subordinar-se a eles. Já a relação
com o Direito Processual Civil e Penal é íntima, uma vez que ambos dispõem sobre
as regras procedimentais indispensáveis à solução do conflito internacional. Por fim,
quanto ao Direito Civil, sua relação é visível, pois grande parte das relações jurídicas
regulamentadas pelo Direito Internacional Privado tem natureza civil.

17. Conceitue o DIPr. O Direito Internacional Privado é o ramo do Direito que


estuda a solução de casos jusprivatistas com presença do elemento estrangeiro,
sendo assim é um ramo do Direito Público, por suas normas defenderem o interesse
público. Ainda é considerado um sobredireito, por ser um método de raciocínio para
que se possa definir a lei aplicável ao caso em análise em casos com participação
de estrangeiros nos âmbitos do Direito Civil e do Direito Empresarial. Não tratando
assim, de normas de Direito Público como assuntos tributários, acordos econômicos,
entre outros. Assim segundo Del'Olmo o Direito Internacional Privado é um conjunto
de normas de direito público interno que busca, por meio dos elementos de conexão,
encontrar o direito aplicável, nacional ou estrangeiro, quando a lide comporta opção
entre mais de uma ordem jurídica para solucionar o caso, sendo as normas do
DIPr as “normas de direito público interno” que compõem litígios em relações
privadas transnacionais, mas fazem parte do ordenamento jurídico interno dos
Estados, e na pós-modernidade estão constando cada vez mais de tratados e
convenções internacionais.

18. Quais são as espécies de fontes do DIPr? No Direito Internacional Privado há


fontes Internas e Externas. As principais fontes internas são as Leis Nacionais, os
costumes, doutrinas, jurisprudências e princípios gerais de Direito, já como fontes
externas temos os Tratados, costumes, doutrinas e jurisprudências internacionais.
No entanto, a principal fonte do Direito Internacional Privado é a lei. No Brasil, tem-
se a Lei de Introdução às Normas de Direito Brasileiro (Decreto-lei n. 4.657,
04/09/1942) que era denominada como Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro,
mas teve sua denominação alterada pela Lei nº 12.376, de 30 de dezembro de
2010. Nesta lei se concentra a maioria das regras de direito internacional privado
do Brasil, muito embora não exclua a possibilidade de regramento por outras
normas. Os tratados internacionais também podem representar fonte de direito
internacional privado, sendo que dentre aqueles que o Brasil ratificou, tem-se o
Código de Bustamante, de 20/02/1928, promulgado pelo Decreto nº 18.871, de
13/08/1929. No entanto, por razões várias o Código de Bustamante não tem tido
aplicação na prática. Por fim, ainda se fala na aplicação da jurisprudência, da
doutrina e dos costumes tanto internos quanto externos.

19. Qual é a fonte formal histórica mais importante do DIPr brasileiro? A Lei de
introdução as normas do Direito Brasileiro (decreto Lei nº 4.657/1942, com redação
dada pela lei 12.376/2010) é a fonte interna formal, regra jurídica elaborada por
processo legislativo, mais importante do Direito Interno Privado brasileiro,
disciplinado a matéria nos artigos 7º a 19º.

20. Existe conflito “real” de leis no espaço? Quais expressões seriam melhores,
apesar da tradição no uso do vocábulo “conflito”? Para Dolinger não existe conflito
de normas, mas sim concurso ou concorrência de leis no espaço uma vez que cada
soberania legista para si, embora o método clássico ou conflitual crie aparência de
conflito entre as normas.

21. Explique a diferença entre ótica (perspectiva ou enfoque) unilateral e


multilateral do conflito de leis no espaço. Quanto a diferença entre a ótica unilateral
e multilateral do multilateral do conflito de leis no espaço, pode-se dizer que a ótica
unilateral compara a lei dos diversos sistemas divergentes entre si, indagando qual
a extensão de aplicação da lei nacional. Já sob a ótica multilateral, esta procura
encontrar qual a lei aplicável para as diversas relações jurídicas e foi proposta por
Savingny a partir da detecção da sede do fato.

22. Por que o DIPr contemporâneo é considerado plúrimo ou plurifontes quanto às


fontes? O DIPr é plúrimo ou plurifontes pois apresenta uma pluralidade de métodos,
várias alternativas e possibilidade para o Judiciário solucionar as questões de DIPr
na pós-modernidade.

23. Qual o papel da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro para o DIPr?
Sendo a fonte interna mais importante do DIPr nacional, esta lei regula normas
relativas a competência internacional, normas sobre prova do direito estrangeiro e
normas a respeito da homologação de sentenças estrangeiras.

24. Qual a principal crítica à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro? A


principal crítica da LINDB é justamente que, embora tenha sido alterada em 2010,
ela não trouxe inovações, nem alterações, não acompanhando a evolução do Direito
internacional contemporâneo.

25. A jurisprudência é fonte formal de DIPr? Tendo em vista da questão


apresentada, pode-se dizer que dependerá do sistema adotado em cada pais, posto
que no sistema CIVIL LAW, a jurisprudência não é fonte formal, todavia, serve como
auxílio, um norte para aplicação das normas de DIPr. No Brasil é adotado este
sistema, logo, a jurisprudência serve como auxílio ao interprete. Na França adota-
se este sistema também, assim, a jurisprudência, para eles, estabelece princípios
norteadores para aplicação das normas de DIPr. Porém existem países que adotam
o sistema COMMON LAW, em que a jurisprudência passa a ser fonte formal dos DIPr,
posto que, a jurisprudência cria regras a serem aplicadas pelos tribunais, entretanto,
restam críticas a este sistema, pois, pode gerar insegurança jurídica

26. Explique por que no mundo contemporâneo o Direito Internacional Público tem
primazia sobre o DIPr. O direito internacional público tem primazia sobre o direito
internacional privado, porque, os tratados internacionais surgem em razão da
impossibilidade de um DIPr uniforme, ou seja, diante de várias regras internas
regulando o DIPr de cada Estado, os tratados norteiam estas regras, para que não
haja certos conflitos. Um exemplo desta primazia é o artigo 27 da Convenção de
Viena de 1969, que dispõe “Uma parte não pode invocar disposições de seu direito
interno para justificar o inadimplemento de um tratado”.

27. O que é o Código Bustamante? É legislação em vigor no Brasil? O código


Bustamante foi o primeiro código de direito internacional no mundo, detém 43
artigos e busca utilizar como elemento de ligação a lei estrangeira, entretanto,
apesar de ainda estar em vigor, não é utilizado, posto que está desatualizado.

28. Conceitue costume internacional. De acordo com o artigo 38, §1º, b, do


Estatuto da CIJ, o costume internacional é “ prova de uma prática geral (elemento
material ou objetivo) aceita (elemento psicológico ou subjetivo) como sendo
direito”.

29. Explique a teoria dualista em conflito entre fontes. Para esta teoria se tem duas
ordens jurídicas distintas e separadas: Direito interno (subordinação da lei à vontade
estatal) que envolve relações jurídicas intraestatais e, Direito internacional
(Coordenação entre Estados) que envolve relações jurídicas exteriores. Sob a ótica
desta teoria não existe conflito entre fontes (lei interna versus tratado), o tratado
deve ser incorporado a ordem jurídica interna para ser aplicado (teoria da
incorporação).

30. Explique as teorias monistas em conflitos entre fontes. Existem três escolas
monistas as quais defendes suas respectivas teorias, quais são: A Teoria da Primazia
(ou Supremacia) do direito internacional sobre o direito interno, que defende que
não há conflito de fontes, isto porque o tratado se sobrepõe (prevalece) à ordem
jurídica interna. Esta teoria é adotada na França; Teoria Monista da Primazia do
Direito Interno, a qual defende que o direito internacional advém do direito interno
do Estado. O direito internacional, de acordo com esse entendimento, é um “direito
estatal externo”, ou seja, “um direito interno que os Estados aplicam na sua vida
internacional”, é a autolimitação do Estado; e a Teoria Monista Moderada, a qual
sustenta que a prevalência do Direito Internacional ou Interno depende da ordem
cronológica da criação das fontes

31. É possível a aplicação de ofício da lei estrangeira? Em que hipótese? Sim, é


possível a aplicação de oficio de legislação estrangeira se esta representar o melhor
direito para a resolução do litigio para as partes interessadas, porém, desde que
não exista conflito com ordenamento pátrio. Conforme a visão de Portela: “[...] a
norma nacional* a ser aplicada deve ser oriunda da ordem jurídica do Estado com
a qual a relação com conexão internacional esteja mais estreitamente ligada. Obs.:
“Pelas normas de DIPr, o próprio legislador pátrio, no exercício do poder
soberano do Estado, admite a aplicação do Direito estrangeiro em território
nacional. ”, até mesmo de ofício, desde que autorizada a autoridade competente
pela “ordem jurídica pátria”.

32. Conceitue elemento de conexão. elemento de conexão é o elo entre o fato, a


pessoa e o local onde o fato for tratado juridicamente. Em outras palavras, elemento
de conexão conecta uma legislação estrangeira pertinente ao fato e às pessoas
envolvidas, e eventualmente a legislação local, na busca do melhor direito. são os
elos existentes entre as normas de um país e as de outro, capazes de fazer descobrir
qual ordem jurídica resolverá a questão (material) sub judice”.

33. Quais são as espécies de elementos de conexão. Quatro são as espécies de


conexão:
• Pessoais: envolve nacionalidade, domicílio, residência, origem e religião da
pessoa. As mais utilizadas são nacionalidade e domicílio, que é igual a
residência;
• Reais (territoriais): geralmente ligadas as coisas envolvendo a propriedade de
bens móveis e imóveis;
• Formais: são relacionadas aos atos jurídicos em geral, que conforme o artigo
7º, §1º da LINDB é o lugar da celebração, de execução – art. 9º, § 1º da
LINDB; e constituição – art. 9º, caput, da LINDB).
• Voluntárias: refere-se ao fôro de eleição, ou seja, a lei escolhida pelas
partes.

34. Qual o principal elemento de conexão do DIPr brasileiro? No Direito brasileiro,


principal elemento de conexão é o DOMICÍLIO.

35. Qual a principal desvantagem do elemento de conexão nacionalidade? A


nacionalidade implica em que o cidadão estrangeiro sempre será julgado conforme
o ordenamento pátrio, o que o alija da integração social no país em que se encontra.
Assim pode-se afirmar que ocorre um retorno às regras bárbaras (à cada pessoa,
um direito próprio), gerando fracionamento por “multiplicidade de Estados” – em
oposição ao papel do DIPr que defende a unidade da sociedade internacional.

36. Quais as vantagens do domicílio como elemento de conexão? são as seguintes:


• “corresponde ao interesse do imigrante” que não quer ser discriminado;
• Interesses de terceiros “que contratam e convivem com o imigrante” têm
maior proteção com aplicação da lei local – vide contratação com incapaz pela
lei da nacionalidade;
• A aplicação da lei domiciliar promove adaptação e integração ao Estado (que
tem interesse em assimilar todos os estrangeiros, vivendo em seu território);
• Um estatuto pessoal regido pela lei do domicílio facilita a aplicação do direito
de família, o qual pode gerar conflitos de leis “no seio da família” de imigrantes
– p.ex.: nacionalidade originária via ius soli.
• Vantagem principal: O juiz julgará nos termos da lei doméstica, ocorrendo
a coincidência entre competência jurisdicional (fixada via de regra pelo
domicílio – actor sequitur forum rei) e competência legal.

37. Qual o principal problema do elemento conexão domicílio? O principal problema


desse elemento de conexão relaciona-se a conceituação de domicilio, eis que
cada ordenamento jurídico apresenta características próprias. Outro problema diz
respeito às pessoas que, domiciliadas em um Estado, mantém sua nacionalidade
originária.

38. O que é adômida? Adômida é o termo que define a pessoa que não tem
domicílio estabelecido.

39. Conceitue estatuto pessoal. O estatuto pessoal é o conjunto dos atributos


constitutivos da individualidade jurídica de uma pessoa. Refere-se, portanto, a todos
os episódios juridicamente importantes da vida de uma pessoa, como o nascimento
e a consequente aquisição da personalidade jurídica, a capacidade jurídica,
questões relativas à filiação, ao nome, ao relacionamento com a família, ao poder
familiar, ao casamento, aos deveres conjugais, à separação e divórcio e à morte.
Em direito internacional privado, o estatuto pessoal costuma ser regido
pela nacionalidade da pessoa ou por seu domicílio.

40. A que se referem os seguintes elementos de conexão adotados pelo DIPr


brasileiro: lex loci delictis, lex domicilii, lex loci contractus, lex patriae, lex rei sitae
e mobília sequuntur personam? Os elementos de conexão apontados significam o
seguinte:
• lex loci delictis: aplicado no Direito Penal em relação ao local do delito;
• lex domicilii: no Direito Civil é o local de domicílio do requerente ou parte;
• lex loci contractus: no Direito Cívil é o local onde foi celebrado o contrato;
• lex patriae: refere-se à nacionalidade da pessoa física;
• lex rei sitae: refere-se ao local onde a coisa se encontra;
• mobília sequuntur personam: relaciona-se ao local onde reside o proprietário.