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jusbrasil.com.br
27 de Março de 2018

[Modelo] Contestação

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAMÍLIA
E SUCESSÕES DA COMARCA DE ...........

Processo nº: ............

Requerente: ............

Requerida: ..............

FULANO, brasileira, casada, DESEMPREGADA, inscrita sob o CPF nº. ..........,


portadora da carteira de Identidade nº. .........., telefone: .............., filha de ........ e
.............., brasileira, incapaz, neste ato representada por sua genitora, todas
residentes e domiciliadas a Rua .............., na cidade de .........., CEP: ............,
telefone: .................., vem, perante Vossa Excelência, por intermédio de seu
procurador signatário (procuração nos autos), com fundamento no artigo 335, I e
336 todos do CPC apresentar

CONTESTAÇÃO

nos autos da ação DIVÓRCIO C/C OFERTA DE ALIMENTOS, GUARDA E


REGULAMENTAÇÃO DE VISITA em epigrafe, que lhe move, FULANO,
brasileiro, casado, .........., inscrito sob o CPF nº. ..........., portador da carteira de
Identidade nº. .............., residente e domiciliado a Rua ..................., na cidade de
............., CEP: ..............., pelos fatos e fundamentos de direito adiante deduzidos:

1. ESCLARECIMENTOS INICIAIS

2.1 DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA

Insta esclarecer que a Requerida trata-se de pessoa que goza de pouca condição
econômica, não podendo arcar com os custos e despesas decorrentes de um
processo judicial, bem como honorários advocatícios, sem privar a si mesmo do
próprio sustento ou de seus familiares.
O presente pedido de gratuidade Judiciária está devidamente amparado pelas leis
1.060/50 e Lei nº 5478/68, bem como do artigo 5º, inciso LXXIV da Constituição
Federal, com o fim precípuo de não afastar a distribuição da Justiça aos
jurisdicionados mais carentes.

Assim, requer-se, desde já, com base no Art. 98, 99 do CPC, que se digne Vossa
Excelência em conceder os benefícios da assistência judiciária nos termos
da legislação em vigor, vez que a Requerida, mormente por não dispor de recurso
material, não tem condições de arcar com os custos e despesas processuais e
honorários advocatícios.

1.2 DA TEMPESTIVIDADE DA CONTESTAÇÃO

Dispõe o Art. 335, I do CPC que a contestação deverá ser oferecida no prazo de 15
dias, cujo termo inicial será a data da audiência de conciliação ou de mediação,
quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver
autocomposição.

Pois bem, a audiência de conciliação foi designada e realizada em ..........., onde não
houve autocomposição, portanto, considerando a aplicação dos Arts. 219 e 224 do
CPC, a contestação apresentada nesta data, é TEMPESTIVA.

2. DO ATO ATENTATÓRIO À DIGNIDADE DA JUSTIÇA ­ AUDIENCIA
DE CONCILIAÇÃO – CONTUMACIA

Foi designado por este juízo audiência de conciliação para a data .......... às .......


horas.

Ocorre que, realizada a audiência o Requerente/Autor não compareceu a


audiência, mesmo ciente/citado e ainda, se quer se justificou devidamente nos
autos sua ausência.

Veja que, o Art. 334 § 8o do CPC dispõe que o não comparecimento injustificado
do autor à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da
justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem econômica
pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da União ou do Estado.

Na oportunidade esclarece que o Requerente em verdadeira litigância de má-fé,


ignorando completamente o seu dever e responsabilidade com os atos do processo,
pasmem!!!, foi passear no ........... com sua noiva, conforme documento em
anexo (Doc. Anexo), o que prejudicou as Requeridas ao postergar ainda mais a
solução de um processo judicial, a qual envolvendo uma menor, ou seja, a própria
filha.

Pergunta­se, isso é querer o melhor e preocupar­se com os interesses
da filha? Isso é agir com responsabilidade com os atos do processo?
Acredita­se que não!
Pois bem, diante da conduta do Requerente Requer a Vossa Excelência que seja
aplicado a sanção previsto no Art. 334, § 8º do CPC por caracterizar, a conduta do
Requerente, verdadeiro ato atentatório à dignidade da Justiça, haja vista não ter
comparecido a Audiência conciliatória.

Vale esclarecer a Vossa Excelência que o comparecimento da Requerida somente


na audiência designada para ........ na mesma data referente ao processo principal
nº. ........, se deu porque a mesma estava passado mal por ansiedade de uma
audiência (natural a qualquer um), o que a impossibilitou de comparecer a tempo,
ressaltando inclusive que a sua ausência não trouxe nenhum prejuízo pois, além da
contumácia do Autor, todos os processos de nºs: ............... foram todos unidos
para realização na mesma data e na mesma hora, ou seja, as ....., a qual a
Requerida compareceu.

Ademais, conforme despacho de Vossa Excelência Id ........, foi determinado o


Apensamento do presente processo ao processo Principal .................... para o
devido processamento e julgamento conjuntos.

Portanto, não obstante a justificativa apresentada em audiência de conciliação, a


Requerida Requer a Vossa Excelência que seja indeferido o pedido formulado pelo
Advogado do autor em audiência.

3. PRELIMINARMENTE – DA LITISPENDÊNCIA

Dispõe o Art. 337, § 1º, 2º e 3º do CPC que há litispendência quando se repete ação
que está em curso, bem como se reproduz ação anteriormente ajuizada, hipótese
dos autos.

Ocupa-se a presente demanda de ação de DIVÓRCIO LITIGIO (classe 99) ajuizada


por ..............

Ocorre, porém, que perante a mesma Vara de Família e Sucessões desta Comarca
encontra-se tramitando AÇÃO SEMELHANTE, com AS MESMAS PARTES, a
MESMA CAUSA DE PEDIR e o MESMO PEDIDO o que, à evidência, caracteriza a
litispendência prevista no art. 337, §§ 1º, 2º e 3º do CPC.

Na data .......... foi ajuizada ação de DIVORGIO LITIGIO pela Requerida em face do
Requerente referente ao Processo nº. .........., onde a Requerida pede o Divórcio, a
Regulamentação de visitas, os alimentos e a guarda.

Veja que a presente ação ajuizada em .........., trata-se de ações semelhantes, com as
mesmas partes, a mesma causa de pedir e os mesmos pedidos, conforme se
observa dos processos.

Em face do exposto e da comprovada existência de litispendência, requer,


preliminarmente (art. 337, VI, CPC), que Vossa Excelência com base no Art. 485,§
3º digne-se decretar a extinção do processo, sem resolução do mérito, nos termos
do art. 485, V do CPC, com a consequente condenação do autor nas custas e nos
honorários do advogado da demandada.

4.1 SUBSIDIARIAMENTE - DO INDEFERIMENTO DA INICIAL

Dispõe o Art. 337, inciso IV do CPC que incumbe a Requerida antes de discutir o
mérito, alegar inépcia da petição inicial.

Pois bem, sendo assim passemos a demonstrar os motivos para o indeferimento da


inicial:

O Art. 330, inciso I e IV do CPC diz que a petição inicial será indeferida quando for
inepta ou quando não atendidas as prescrições do Art. 321, ou seja, a petição inicial
deverá atender integralmente os requisitos dos Arts. 319 e Art. 320 todos do CPC.

Perceba que na inicial o Requerente deixou claramente de atender um dos


principais requisitos do Art. 319, qual seja, expor na inicial a opção pela
realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação (inciso
VII), requisito este acrescentado pelo legislador no novo CPC e colocado como
indispensável em um inicial.

Ademais, outro requisito importante é o fato da inicial dever, obrigatoriamente, ser


acompanhada dos documentos indispensáveis à propositura da ação, que na
hipótese dos autos não se observa, diante de todos os fatos e motivos
absurdamente exposta na inicial.

Como exemplo podemos citar a falta de documentos capazes de comprovar a


idoneidade moral do Requerente, como CAC’s e FAC’s dentre outros, haja vista
esta requerendo guarda unilateral da menor.

Vale esclarecer que o Art. 434 do CPC diz que Incumbe à parte instruir a petição
inicial ou a contestação com os documentos destinados a provar suas alegações. No
caso dos autos o Requerente não juntou documentos a sustentar as absurdas
alegações, estória, falácias alegadas na exordial, via de consequências, não
comprovadas.

Portanto, em razão do Requerente não ter atendido os requisitos de uma petição


inicial, Requer desde já a Vossa Excelência que a inicial seja indeferida e, por via
de consequência, com base no Art. 485, inciso I do CPC extinto o processo sem
resolução do mérito.

4.2 DA IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA

O Art. 337, inciso III do CPC esclarece que incumbe ao réu, antes de discutir o
mérito, alegar: III - incorreção do valor da causa.
Portanto, considerando o artigo acima, utilizando do Art. 293 do CPC que diz que o
réu poderá impugnar, em preliminar da contestação, o valor atribuído à causa pelo
autor, sob pena de preclusão, e o juiz decidirá a respeito, impondo, se for o caso, a
complementação das custas, passamos a impugnar o valor atribuído a casa pelo
Requerente.

Pois bem, conforme Art. 291 do CPC toda causa será atribuído valor certo, ainda
que não tenha conteúdo econômico imediatamente aferível.

No mesmo sentido, o Art. 292 do CPC fala que o valor da causa constará da petição
inicial ou da reconvenção e será: III - na ação de alimentos, a soma de 12 (doze)
prestações mensais pedidas pelo autor; VI - na ação em que há cumulação de
pedidos, a quantia correspondente à soma dos valores de todos eles;

Na hipótese dos autos o Requerente deu a presente ação o valor de R$ 1.000,00


(hum Mil Reais), tendo em vista ter omitido informações a Vossa Excelência, pois,
além da oferta de alimentos, as partes possuem vários Bens a partilhar, totalizando
aproximadamente todos os bens em R$ 300.000,00 (Trezentos Mil Reais).

Portanto, fica impugnado o valor atribuído a causa pelo Requerente e entendendo


Vossa Excelência pela correção do valor, que designe intimar o Requerente para
complementar as custas, sob pena de extinção do processo.

4. BREVE RESUMO DA EXORDIAL

Inicialmente alega o Requerente que casou-se com a Requerida sob o regime de


comunhão Parcial de Bens em .......... e que após uma discursão a Requerida partiu
com a menor para o Município de ..............

Ato continuo, alega que a Requerida sofreu de depressão durante o casamento e


em razão disso alega não restar outra alternativa se não ajuizamento da ação para
o fim de ser declarado o divórcio.

Alega ainda que durante o União as partes não adquiriram bens.

Alega também que a Requerida era acompanhada de psicólogo e encaminhada a


psiquiatria, devendo os profissionais que supostamente a acompanhava serem
oficiados.

Alega que a menor esta sendo cuidado por terceiros e pessoas estranhas ao
convívio familiar, o que está afetando o crescimento e desenvolvimento da criança;

Alega que a guarda concedida ao mesmo irá proporcionar melhores condições de


educação, alimentação, vestuário e lazer.

Alega ainda alienação Parental pois é impedido de permanecer com a filha a sós e
só lhe é permitido visitar a filha algumas vezes.
Requereu o direito de visita a menor e conviver com a filha e portanto, em sede de
liminar requereu a concessão provisória da Regulamentação de visita.

O Requerente requereu oferta alimentos no percentual de ..... de seus rendimentos


mensais e alegou que desde a mudança da menor, já vinha contribuindo com suas
despesas mensais.

Alega na tutela de urgência que os requisitos autorizadores da concessão estão


presentes, pois o perigo de dano estaria evidenciado pela privação do convívio
entre pai e filha e os elementos que evidenciam a probabilidade do direito, estaria
presente haja vista que o Requerente sempre foi um pai dedicado.

Em síntese é a exordial.

5. DA VERDADE DOS FATOS

6.1 DO CASAMENTO

A Requerida é Natural de ..............., mas em razão das promessas e juramentos de


amor feitas pelo Requerente, acabou por morar em ...................

Desta feita, em .......... a Requerida contraiu matrimonio com o Requerente, sob o


regime de comunhão parcial de Bens, certidão nº. ............, conforme documento
anexo (Doc. Anexo), cuja finalidade dessa relação sempre foi de constituir família.

Em ......, com apenas quase 01 (Hum) ano de casada, a Requerida descobriu que o
Requerente vinha descumprimento com o dever conjugal de fidelidade,
companheirismo, afetividade, proteção, entre outras incumbências que só o Varão
detêm perante uma família.

Ademais, a Requerida descobriu que o Requerente vinha tendo relação


extraconjugal continua, que se iniciou ainda quando a Requerida estava gravida da
filha do casal. Fato este, público e notório.

Todavia, mesmo com a infidelidade do Requerente a Requerida sempre tentou


redireciona o seu relacionamento para a trilha da harmonia, União e fidelidade,
perdoando-o da traição.

Malgrado isso, a continuidade da vida em comum tornou-se completamente


inviável em definitivo, quando a Requerida descobriu novamente um ato de
infidelidade do Requerente.

Imperioso ressaltar que, a Requerente somente suportou todas as humilhações e


traições durante os ......... anos em que permaneceu casada com o Requerente, em
razão da sua filha, pois, sempre a colocou em primeiro lugar.
Perceba Excelência no primeiro momento que quem deu motivos para a separação
foi o próprio Requerente, no segundo momento, qual o exemplo que o Requerente
está dando para sua filha ao se relacionar com varias pessoas mesmo casado.

Portanto, fica desde já contestados todos os argumentos do Requerente quanto aos


motivos da separação e ainda das alegações de que a Requerida sofria de
depressão. Imaginemos porque.!!!

6.2 DA TRANSFERÊNCIA DA REQUERIDA PARA .............

Nesse período, a empresa a qual a Requerida trabalhava ............), transferiu-a da


cidade ...........para a cidade de .........., em caráter definitivo, exercendo o cargo de
apoio a partir de .......... e a partir da data ........... a função principal de vendedora.
(DOC. ANEXO)

Portanto, fica também contestado todos os argumentos de que a Requerida


mudou-se para ........., por ter discutido com o Requerente.

Desde a data em que a Requerida mudou-se com sua filha para ............, é a
Requerida quem vinha fazendo frente, de maneira digna, a todas às
necessidades da menor, contudo, sem contar com qualquer ajuda financeira do
Requerente.

Na oportunidade também fica contestado os argumentos de que a menor esta


sendo cuidada por terceiros, pois, imperiosos esclarecer que a Requerida fica todo
o tempo com a menor, salvo o horário escolar, da natação, balé e psicólogo.

Ademais, a Requerida detém fortes laços familiares, pois os pais da Requerida


residem em ..........., conforme documento em anexo. (Doc. Anexo)

6.3 DA FilhA

Registre-se desde logo, que a filha do casal está sob a guarda e responsabilidade da
Requerida, posto que a menor está sendo educada com todo o carinho, dedicação,
atenção, respeito e demonstração do mais salutar modo de convívio em sociedade,
conforme documentos em anexo. (Doc. Anexo)

6. DO MÉRITO

6.1 DA LITIGANCIA DE MÁ-FÉ DO REQUERENTE

Dispõe o Art. 77 do CPC que são deveres das partes, de seus procuradores e de
todos aqueles que de qualquer forma participem do processo expor os fatos em
juízo conforme a verdade; não formular pretensão quando cientes de
que são destituídas de fundamento, dentre outros.
Ademais, dispõe ainda o Art. 80 do CPC que considera-se litigante de má-fé aquele
que “II ­ alterar a verdade dos fatos; V ­ proceder de modo temerário
em qualquer incidente ou ato do processo”, dentre outros.

Pois bem, percebe-se claramente da exordial que o Requerente não cumpriu seu
dever de lealdade e boa-fé no processo, haja vista que além de inventar “estória”
alterando a verdade dos fatos o que será demonstrado abaixo, procedeu conforme
acima relatado de modo temerário a ato do processo (audiência) ao preferir
“passear no .....” com sua noiva em vez de comparecer a audiência de conciliação
designada, mesmo ciente.

No primeiro momento o Requerente omite informações a Vossa Excelência e


mente nos autos ao alegar que as partes não adquiriram bens em comum. Mentira
!!!

Ora excelência as partes conviveram mais .... anos juntos o que, portanto, por
obvio, adquiriram Bens na constância do casamento, vejamos:

QUANTIDADE

DESCRIÇÃO DO BEM

ANO DE AQUISIÇÃO

No segundo momento alega ser impedido pela Requerida de visitar e passear com
sua filha. Mentira !!!

Em .......... a Requerente com o fim de proporcionar uma boa e saudável


convivência entre Pai e Filha, sem qualquer embaraço, autorizou que o Requerente
pegasse a menor para que a mesma pudesse passar as férias escolares na cidade de
......... com o Requerido. (comprovação por depoimento de testemunha e da própria
menor)

Se não bastasse as férias escolares, o Requerente ficou também o período


carnavalesco todo com a menor, sem nenhum embaraço da Requerida,
emendando, portanto, o período escolar com o período carnavalesco.
(comprovação por depoimento de testemunha e da própria menor)

Em .........), a Requerida autorizou que o Requerente pegasse a menor (21h00) para


que pudessem passear nas cidades vizinhas de ............., retornando somente em
.................) na segunda-feira.

No mesmo dia ..............), após pressão do Requerente para que a menor fosse com
ele para a cidade de .........., mesmo no período de aula escolar, a Requerida na
pressão acabou permitindo que a menor fosse com o pai, sob uma condição, qual
seja, devolve-la no dia ..............
Ocorre que o Requerente, no dia combinado da entrega da menor ...........), o pai
ligou por volta das 20h30m para a Requerida dizendo que não ia trazer a filha para
a cidade de ..........., fato que permaneceu até o dia .......... quando, sem resistência
da família do Requerente a Requerida trouxe a menor para a cidade de ............

Veja Excelência que o Requerente construiu, arquitetou fatos, ou seja, nitidamente


alterou a verdade para se passar de coitado e impor as suas próprias atitudes sob a
Requerida.

Ato continuo, até a narração na exordial é sucinta sem riqueza de detalhes, o que
demonstra o verdadeiro intuito de converter a mentira em verdade, na tentativa de
levar este juízo ao erro.

Portanto, há vários elementos, circunstancias de que o Requerente tem utilizado


do processo alterando a verdade dos fatos com objetivo de vingança e ódio impedir
a Requerida (mãe) de ficar com a filha.

Nesse sentido, dispõe o Art. 142 do CPC que convencendo-se, pelas circunstâncias,
de que autor se servindo processo para praticar ato simulado ou conseguir fim
vedado por lei, o juiz proferirá decisão que impeça os objetivos da parte, aplicando,
de ofício, as penalidades da litigância de má-fé.

Da mesma forma, o Art. 79 do CPC diz: “Responde por perdas e danos aquele que
litigar de má-fé como autor, réu ou interveniente”, sendo por via de consequência
aplicada a penalidade do Art. 81 do mesmo códex.

Diante do exposto, Requer desde já a Vossa Excelência que seja reconhecida a


litigância de má-fé do Requerente aplicando as devidas penalidades.

6.2 DA ALIENAÇÃO POR PARTE DO REQUERENTE – REVOGAÇÃO DA


GUARDA COMPARTILHADA E REGULAMENTAÇÃO DE VISITA NOS TERMOS
DA INICIAL

A menor de apenas ..... anos de idade está sendo usada como instrumento pelo
Requerente e familiares, bem como influenciada, pressionada e psicologicamente
coagida para ficar contra a genitora/Requerida, conforme se comprova pelos
documentos juntados nos autos Processo nº: ................

No referido processo está em evidencia que o Requerente tenta impedir a


convivência familiar entre a genitora e sua filha, pois o Requerente persiste com
agressividade, na tentativa insistente de afastar a genitora da criança.

Conforme já relato alhures a Requerida nunca proibiu o Requerente de ter contato


com a menor. O Requerente já chegou dormir na casa da Requerida e almoçar
todos juntos. (comprovado também por testemunhas e a própria menor)
É certo que o deferimento judicial de guarda visa, precipuamente, regularizar a
situação de fato existente, propiciando melhor atendimento da criança em todos os
aspectos, nos termos do art. 33 da Lei 8069/90.

Contudo, na hipótese dos autos, é a Requerida que já vem exercendo a guarda de


fato, haja vista que a menor já está familiarizada, incluída no meio social, possui
amigos, está devidamente matriculada na escola, possui seus afazeres, suas
atividades diária, conforme documento anexo.

A ligação afetiva com seus avôs maternos é muito forte, tendo como apoio toda a
família da Requerida, que, vale repetir, residem em ............

Pela apreciação detida dos documentos ora acostados aos autos, é
perceptível que aquilo que mais atende aos interesses da menor, é ficar
sob a guarda unilateral de sua genitora.

Quanto aos termos da regulamentação de visita, ressalta-se, estes não merece


permanecer, tendo em vista que o Requerente tem se revestido do manto da
guarda compartilha e regulamentação de visita para práticas de atos que tem
acarretado cada vez mais danos irreparáveis a sanidade física e mental da menor,
bem como na relação maternal ao inibir a Requerida do seu direito como mãe, ao
levantar barreiras, inferiorizando a Requerida para a criança.

Portanto, fica contestada todo e qualquer alegação do Requerente quanto a


absurda alegação de alienação parental, regulamentação de visita e guarda
unilateral.

6.3 DOS ALIMENTOS a MENOR

Quanto aos alimentos ofertados estes ficam totalmente contestados, vejamos:

A menor necessita de alimentação, vestuário, a tratamento de saúde, a educação, a


atividades esportivas, dentre outros; fundamentais para o seu desenvolvimento
moral e intelectual.

Logo, deve-se sempre prevalecer o melhor interesse da criança, pois, o


rompimento da relação entre os genitores não pode comprometer a continuidade
do padrão de vida que a menor vive ou necessita para o seu crescimento.

Destarte, os alimentos possuem não apenas uma função econômica, de


manutenção do alimentando, como também possui caráter ético-social assentado
no princípio da solidariedade entre os membros componentes de um mesmo grupo
familiar, pelo que merecem acolhimento o presente pleito.

O Requerido, trabalha na empresa ................., no cargo de ........., com


vencimento superior a R$ 6.000,00 (Seis Mil Reais) mensais, variando
sempre para mais pois com o cumprimento de metas o Requerente ganha sobre o
lucro auferido da empresa.
O Requerente tem costume de fazer viagens internacionais a passeio e em litorais
brasileiros de classe Alta, como: .................” conforme documento em anexo.

Portanto, o Requerente tem total e completa capacidade de pagar alimentos a


menor no percentual de 30% dos seus vencimentos, inclusas as verbas recebidas a
título de férias remuneradas e décimo terceiro salário, haja vista estar dentro de
sua possibilidade financeira, atendendo, assim, o trinômio: necessidade,
possibilidade e proporcionalidade.

Ademais, o Requerente reside na casa dos pais, não havendo, portanto, nenhuma
despesa que o onere de fato, possuindo plenas condições de fornecer alimentos a
Menor.

7. DOS REQUERIMENTOS

Diante de todo o exposto requer:

a) O reconhecimento da Preliminar de Litispendência arguida e determinado a


extinção do processo pelos motivos expostos;

b) Subsidiariamente, caso a primeiro preliminar não seja reconhecida por Vossa


Excelência que seja então reconhecida a preliminar de Inépcia da Petição Inicial
pelos motivos também já expostos;

c) Ato continuo, não obstante as preliminares, que seja reconhecido ainda ato
atentatório à dignidade da Justiça pela contumácia do Requerente em audiência de
conciliação pelos motivos expostos;

d) Que seja reconhecida também a litigância de má-fé do Requerente pelos motivos


expostos acima.

e) Que seja reconhecida a impugnação do valor atribuído a causa pelos motivos


expostos na presente contestação;

f) Que a presente demanda seja julgada TOTALMENTE IMPROCEDENTE;

g) A condenação da autora ao pagamento das custas e honorários sucumbências,


de acordo com o artigo 85, § 2 do Código de Processo Civil, em no mínimo 10% e
no máximo 20% sobre o valor da condenação;

Protesta por todos os tipos de prova, em especial, depoimento pessoal do


Requerente, juntada de documentos e oitiva de testemunhas cujo rol segue abaixo;

Nestes termos,

Pede deferimento.
Disponível em: http://caymmibotelho.jusbrasil.com.br/modelos‑pecas/478939505/modelo‑contestacao