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- Resumo do Capítulo 03 de Termodinâmica:

Capítulo 3 - PROPRIEDADES DE UMA SUBSTÂNCIA PURA

Nós consideramos, no capítulo anterior, três propriedades familiares de uma


substância: volume específico, pressão e temperatura. Agora voltaremos nossa
atenção para as substâncias puras e consideraremos algumas das fases em que
uma substância pura pode existir, o número de propriedades independentes que
pode ter e os métodos utilizados na apresentação das propriedades
termodinâmicas.

3.1 Substância Pura


Uma substância pura é aquela que tem composição química invariável e
homogênea. Pode existir em mais de uma fase, mas a composição química é a
mesma em todas as fases. Assim, água líquida, uma mistura de água líquida e
vapor d'água ou uma mistura de gelo e água líquida são todas substâncias puras,
pois cada fase apresenta a mesma composição química. Por outro lado, uma
mistura de ar líquido e gasoso não é uma substância pura porque a composição da
fase líquida é diferente daquela da fase gasosa. Às vezes, uma mistura de gases,
tal como o ar, é considerada como uma substância pura desde que não haja
mudança de fase.

3.2 Equilíbrio de Fases Vapor - Líquida - Sólida numa Substância Pura


Consideremos como sistema a água contida no conjunto êmbolo - cilindro abaixo:

Figura 3.1: Mudança da fase líquida para vapor de uma substância pura a pressão
constante

Suponhamos que a massa de água seja igual a 1 kg, que o êmbolo e o peso
imponham a pressão de 0,1 MPa no sistema e que a temperatura inicial seja igual a
20oC. A medida que é transferido
calor à água, a temperatura aumenta consideravelmente, o volume específico
aumenta ligeiramente e a pressão permanece constante. Quando a temperatura
atinge 99,6 °C, uma transferência adicional de calor implica numa mudança de
fase, como indica o item b da figura.
Isto é, uma parte do líquido se transforma em vapor e, durante este processo, a
pressão e a temperatura permanecem constantes mas o volume específico aumenta
consideravelmente. Quando a última gota de líquido tiver vaporizado, uma
transferência adicional de calor resulta num aumento da temperatura e do volume
específico do vapor, como mostra o item b e a Figura 3.3.
Temperatura de saturação: é a temperatura na qual ocorre a vaporização de um
líquido a uma dada pressão, e esta pressão é chamada de pressão de saturação
para a dada temperatura.
Se uma substância existe como líquido na temperatura e pressão de saturação, ela
é chamada de líquido saturado. Se a temperatura do líquido é mais baixa do que
a temperatura de saturação para a pressão existente, a substância é chamada de
líquido comprimido (significando que a pressão é maior do que àquela de
saturação para a dada temperatura).

Figura 3.3: Diagrama temperatura por volume específico


Diagrama Temperatura-Volume para a água mostrando as fases líquida e vapor.

Título: Quando uma substância é composta por uma parcela na fase líquida e outra
na fase vapor, na temperatura de saturação, seu título é definido como a razão
entre a massa de vapor e a massa total. Assim, na Fig. 3.1, se a massa do vapor
for 0,2 kg , a massa do líquido será igual a 0,8 kg e o título será 0,2 ou 20%. O
título pode ser considerado como uma propriedade intensiva e seu símbolo é x.

Se uma substância existe como vapor na temperatura de saturação, ela é chamada


de vapor saturado (título é 100%). Quando o vapor está a uma temperatura maior
que a temperatura de saturação, é chamado de vapor superaquecido.

Ponto crítico: É um ponto de inflexão com inclinação nula onde os estados líquido
saturado e vapor saturado são idênticos. A temperatura, pressão e volume
específico do ponto crítico são chamados temperatura crítica, pressão crítica e
volume crítico. Para a água, a temperatura crítica é de 374,14oC, a pressão crítica,
22,09 MPa e o volume específico crítico, 0,003155 m3/kg.
3 - PROPRIEDADES DE UMA SUBSTÂNCIA PURA (Apostila UNIJUÍ)

3.1 - Substância Pura

Substância pura é aquela que tem composição química invariável e


homogênea. Pode existir em mais de uma fase, mas a sua composição química é
a mesma em todas as fases. Assim água líquida e vapor d'água ou uma mistura
de gelo e água líquida são todas substância puras, pois cada fase tem a mesma
composição química. Por outro lado uma mistura de ar líquido e gasoso não é uma
substância pura, pois a composição química da fase líquida é diferente daquela da
fase gasosa.
Neste trabalho daremos ênfase àquelas substâncias que podem ser
chamadas de substância simples compressíveis. Por isso entendemos que efeitos
de superfície, magnéticos e elétricos, não são significativos quando se trata com
essas substâncias.

Equilíbrio de Fase Líquido - Vapor - Considere-se como sistema 1 kg de


água contida no conjunto êmbolo-cilindro como mostra a figura 3.1-1. Suponha
que o peso do êmbolo e a pressão atmosférica local mantenham a pressão do
sistema em 1,014 bar e que a temperatura inicial da água seja de 15 OC. À medida
que se transfere calor para a água a temperatura aumenta consideravelmente e o
volume específico aumenta ligeiramente (Fig. 3.1-1b) enquanto a pressão
permanece constante.

Figura 3.1-1 - Representação da terminologia usada para uma substância pura à pressão P e
temperatura T, onde Tsat é a temperatura de saturação na pressão de saturação P.

Quando a água atinge 100 OC uma transferência adicional de calor implica


em uma mudança de fase como mostrado na Fig. 3.1-1b para a Fig. 3.1-1c, isto é,
uma parte do líquido torna-se vapor e, durante este processo, a pressão
permanecendo constante, a temperatura também permanecerá constante mas a
quantidade de vapor gerada aumenta consideravelmente (aumentado o volume
específico), como mostra a Fig. 3.1-1c. Quando a última porção de líquido tiver
vaporizado (Fig. 3.1-1d) uma adicional transferência de calor resulta em um
aumento da temperatura e do volume específico como mostrado na Fig. 3.1-1e e
Fig. 3.1-1f

Temperatura de saturação - O termo designa a temperatura na qual se dá


a vaporização de uma substância pura a uma dada pressão. Essa pressão é
chamada “pressão de saturação” para a temperatura dada. Assim, para a água
(estamos usando como exemplo a água para facilitar o entendimento da definição
dada acima) a 100 oC, a pressão de saturação é de 1,014 bar, e para a água a
1,014 bar de pressão, a temperatura de saturação é de 100 oC. Para uma
substância pura há uma relação definida entre a pressão de saturação e a
temperatura de saturação correspondente.

Líquido Saturado - Se uma substância se encontra como líquido à


temperatura e pressão de saturação diz-se que ela está no estado de líquido
saturado, Fig.3.1-1b.

Líquido Subresfriado - Se a temperatura do líquido é menor que a


temperatura de saturação para a pressão existente, o líquido é chamado de líquido
sub-resfriado (significa que a temperatura é mais baixa que a temperatura de
saturação para a pressão dada), ou líquido comprimido, Fig. 3.1-1a, (significando
ser a pressão maior que a pressão de saturação para a temperatura dada).

Título (x) - Quando uma substância se encontra parte líquida e parte vapor,
vapor úmido, Fig. 3.1-1c, a relação entre a massa de vapor pela massa total, isto
é, massa de líquido mais a massa de vapor, é chamada título. Matematicamente:

mv mv
x= = (3.1-1)
ml + mv mt

Vapor Saturado - Se uma substância se encontra completamente como


vapor na temperatura de saturação, é chamada “vapor saturado”, Fig. 3.1-1d, e
neste caso o título é igual a 1 ou 100% pois a massa total (mt) é igual à massa de
vapor (mv), (freqüentemente usa-se o termo “vapor saturado seco”)

Vapor Superaquecido - Quando o vapor está a uma temperatura maior que


a temperatura de saturação é chamado “vapor superaquecido” Fig. 3.1-1e. A
pressão e a temperatura do vapor superaquecido são propriedades independentes,
e neste caso, a temperatura pode ser aumentada para uma pressão constante.
Em verdade, as substâncias que chamamos de gases são vapores altamente
superaquecidos.
A Fig. 3.1-1 retrata a terminologia que acabamos de definir para os diversos
estados termodinâmicos em que se pode encontrar uma substância pura.
Considerações importantes

1) Durante a mudança de fase de líquido-vapor à pressão constante, a


temperatura se mantém constante; observamos assim a formação de patamares
de mudança de fase em um diagrama de propriedades no plano T x v ou P x v,
como mostrado na Fig. 3.2-1. Quanto maior a pressão na qual ocorre a mudança
de Fase líquido-vapor maior será a temperatura.

2) Aumentando-se a pressão observa-se no diagrama que as linhas de


líquido saturado e vapor saturado se encontram. O ponto de encontro dessas duas
linhas define o chamado "Ponto Crítico". Pressões mais elevadas que a pressão
do ponto crítico resultam em mudança de fase de líquido para vapor superaquecido
sem a formação de vapor úmido.

Figura 3.2-1 diagrama T x v e diagrama P x v

3) A linha de líquido saturado é levemente inclinada em relação à vertical


pelo efeito da dilatação volumétrica (quanto maior a temperatura maior o volume
ocupado pelo líquido), enquanto a linha de vapor saturado é fortemente inclinada
em sentido contrário devido à compressibilidade do vapor. A Fig. 3.2-1b mostra o
diagrama P -V no qual é fácil visualizar as linhas de temperatura constante e o
ponto de inflexão da isoterma crítica

Como exemplo, o ponto crítico para a água, é:

Pcrítica = 22,09 MPa


Tcrítica = 374,14 OC
Vcritico = 0,003155 m3 / kg

Ponto Triplo - Corresponde ao estado no qual as três fases (sólido, líquido


e gasosa) se encontram em equilíbrio. A Fig. 3.3-1 mostra um diagrama de fases
(P x T). Para qualquer outra substância o formato do diagrama é o mesmo.
Uma substância na fase vapor com pressão acima da pressão do ponto
triplo muda de fase (torna-se líquido) ao ser resfriada até a temperatura
correspondente na curva de pressão de vapor. Resfriando o sistema ainda mais
será atingida uma temperatura na qual o líquido irá se solidificar. Este processo
está indicado pela linha horizontal 1→2→3 na Fig. 3.3-1.

Para uma substância na fase sólida


com pressão abaixo da pressão do ponto
triplo ao ser aquecida observe que,
mantendo a pressão constante, será atingida
uma temperatura na qual ela passa da fase
sólida diretamente para a fase vapor, sem
passar pela fase líquida, como mostrado na
Fig. 3.3-1 no processo 4→5.
Como exemplo a pressão e a
temperatura do ponto triplo para a água
corresponde a 0,6113 kPa e 0,01 OC
respectivamente.
Figura 3.3-1 Diagrama de fases para a
água (sem escala)
3.3 Propriedades Independentes de uma Substância Pura

Um motivo importante para a introdução do conceito de substância pura é que o


estado de uma substância pura simples compressível (isto é, uma substância pura
na ausência de movimento, ação da gravidade e efeitos de superfície, magnéticos
ou elétricos) é sempre definido por duas propriedades independentes. Isso significa
que, se por exemplo, o volume específico e a temperatura do vapor superaquecido
forem especificados, o estado do vapor estará determinado.

Um processo a pressão constante, numa pressão maior do que a crítica, é


representado pela linha PQ (figura 3.3). Se a água a 40 MPa e 20 °C for aquecida
num processo a pressão constante, dentro de um cilindro como o da Fig. 3.1, nunca
haverá duas fases presentes. Haverá uma variação contínua da massa específica e
haverá sempre uma só fase presente. A questão que surge é: quando teremos
líquido e quando teremos vapor? A resposta é que essa não é uma questão válida
para pressões super-críticas. Usaremos, nesse caso, simplesmente a designação
de fluido.

3.4 Tabelas de propriedades termodinâmicas

No caso da água, estas tabelas normalmente são conhecidas como tabelas de


vapor. Tabelas de vapor saturado: São duas, uma relacionando as propriedades do
vapor saturado em função da temperatura de saturação, e outra relacionando-as
com a pressão de saturação. Ambas as tabelas fornecem o volume específico do
líquido saturado (νl) e o volume específico do vapor saturado (νv). A diferença entre
νl e νv representa o acréscimo de volume específico quando a substância passa de
liquido saturado para vapor saturado. O volume específico da região de
saturação (volume específico médio, v) é determinado através do título:

ν = (1- x).νl + x.νv

Relação das tabelas do Apêndice B mais usadas no curso:

Tabela B.1 – Propriedades termodinâmicas da água


B.1.1 – Água saturada, em função da temperatura
B.1.2 – Água saturada, em função da pressão
B.1.3 – Vapor d’água superaquecido, em função da temperatura
B.1.4 – Água líquida comprimida, em função da temperatura

Tabela B.2 – Propriedades termodinâmicas da amônia


B.2.1 – amônia saturada, em função da temperatura
B.2.2 – amônia saturada, em função da pressão

Tabela B.3 – Propriedades termodinâmicas do refrigerante R-12


B.3.1 – R-12 saturado, em função da temperatura
B.3.2 – R-12 saturado, em função da pressão

Tabela B.4 – Propriedades termodinâmicas do refrigerante R-22


B.4.1 – R-22 saturado, em função da temperatura
B.4.2 – R-22 saturado, em função da pressão
Tabela B.5 – Propriedades termodinâmicas do refrigerante R-134a
B.5.1 – R-134a saturado, em função da temperatura
B.5.2 – R-134a saturado, em função da pressão

Tabela B.6 – Propriedades termodinâmicas do nitrogênio


B.6.1 – nitrogênio saturado, em função da temperatura
B.6.2 – nitrogênio saturado, em função da pressão

Tabela B.7 – Propriedades termodinâmicas do metano


B.7.1 – metano saturado, em função da temperatura
B.7.2 – metano saturado, em função da pressão

Exemplo 1. Vapor d’água saturado a 260oC e título de 70%. Calcular o volume específico médio.
Da tabela B.1.1:
T Ps vl vv
260 4,688 0,001276 0,04221

v = (1 − x ).vl + x.vv ⇒ v = (1 − 0,7) × 0,001276 + 0,70 × 0,04221 = 0,002993m3 / kg

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Exemplo 2. Vapor d’água saturado a 0,5 MPa e título de 70%. Calcular o volume específico
médio.
Da tabela B.1.2:
P Ts vl vv
0,5 151,86 0,001093 0,3749

v = (1 − x ).vl + x.vv ⇒ v = (1 − 0,7 )× 0,001093 + 0,70 × 0,3749 = 0, 2676m3 / kg


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Exemplo 3. Refrigerante R-12 saturado a 23oC e título de 85%. Calcular o volume específico
médio.
Da tabela B.3.1:

T Ps vl vv
20 0,56729 0,000752 0,030780
25 0,65162 0,000763 0,026854

interpolando:
T Ps vl vv
23 0,61789 0,000759 0,028424

v = (1 − x ).vl + x.vv ⇒ v = (1 − 0,85) × 0,000759 + 0,85 × 0,028424 = 0,024274m3 / kg


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Exemplo 4. Refrigerante R-12 saturado a 0,7 MPa e título de 85%. Calcular o volume específico
médio.
Da tabela B.3.1:
T Ps vl vv
25 0,65162 0,000763 0,026854
30 0,74490 0,000774 0,023508

interpolando:
T Ps vl vv
0,7 0,000769 0,025118

v = (1 − x ).vl + x.vv ⇒ v = (1 − 0,85) × 0,000769 + 0,85 × 0,025118 = 0,021466m3 / kg


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As tabelas de vapor saturado também podem ser usadas para determinar o estado
termodinâmico de uma substância pura.

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Exemplo 5. Seja água a 60oC e a 25kPa. Determine o estado.
Da tabela de vapor saturado (B.1.1), temos para 60oC a pressão Ps de 19,940kPa. Como P > Ps

para a temperatura, então o estado é de líquido comprimida.


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Exemplo 6. Seja água a 80oC e a 47,39kPa. Determine o estado.
Da tabela de vapor saturado (B.1.1), temos para 80oC a pressão Ps de 47,39kPa. Como P = Ps
para a temperatura, então o estado é saturado.
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Exemplo 7. Seja água a 50oC e a 5kPa. Determine o estado.
Da tabela de vapor saturado (B.1.1), temos para 50oC a pressão Ps de 12,349kPa. Como P < Ps

para a temperatura, então o estado é superaquecido.


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Exemplo 8. Água a 250oC e pressão de 0,5 MPa. Calcular o volume específico médio.
Da tabela B.1.1, para 250oC tem-se Ps = 3,973 MPa. Como P < Ps , o estado é de vapor

superaquecido. Da tabela de vapor superaquecido, v = 0,4744 m 3/kg.


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Exemplo 9. Água a 320oC e pressão de 2,5 MPa. Calcular o volume específico médio.
Da tabela B.1.1, para 320oC tem-se Ps = 11,274 MPa. Como P < Ps , o estado é de vapor
superaquecido. Da tabela de vapor superaquecido, para a pressão de 2,5 MPa:
T v
300 0,0989
350 0,10976
Interpolando:
T v
320 0,10324

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Exemplo 10. Água a 400oC e pressão de 2,7 MPa. Calcular o volume específico médio.
Da tabela B.1.1, verifica-se que a temperatura máxima para estado saturado é de 374,14oC.
Como T < Ts , o estado é de vapor superaquecido. Interpolando na tabela de vapor superaquecido

(B.1.3), para a pressão de 2,7 MPa tem-se v = 0,111804 m3 /kg.


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O procedimento é o mesmo empregado para o vapor superaquecido. Entretanto, as tabelas não


são comuns, então, assume-se o valor das propriedades do líquido comprimido como sendo igual
ao do líquido saturado na mesma temperatura.

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Exemplo 11. Água a 100oC e pressão de 5 MPa. Calcular o volume específico médio.
Da tabela B.1.1, para 100oC tem-se Ps = 0,101 MPa. Como P > Ps , o estado é de líquido

comprimido. Da tabela de líquido comprimido (B.1.4), para a pressão de 5 MPa tem-se v =


0,001041 m3 /kg.
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Exemplo 12. Refrigerante R-12 a 10oC e pressão de 0,6 MPa. Calcular o volume específico
médio.
Da tabela B.3.1, para 10oC tem-se Ps = 0,42330 MPa. Como P > Ps , o estado é de líquido

comprimido. Como não há tabela de líquido comprimido, utiliza-se a de vapor saturado (B.3.1):
Para 10oC, v = vl = 0,000733 m3 /kg.
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3.6 Comportamento P - V - T dos Gases na Região onde as Massas
Específicas são Pequenas ou Moderadas

Uma das formas de acumulação de energia a nível molecular é a energia potencial


intermolecular. Esta forma de acumulação está relacionada com as forças que
atuam entre as moléculas. Quando a massa específica é baixa, e portanto a
distância média entre as moléculas é grande, considera-se que a energia potencial
intermolecular pode ser desprezada. Nesta condição, o fluido é denominado gás
perfeito. A partir de observações experimentais estabeleceu-se que o
comportamento P- V- T dos gases a baixa massa específica é dado, com boa
precisão, pela seguinte equação de estado:

n é o número de kmols de gás, M a massa molecular, m a massa em questão, e R


(R com o traço em cima) é a constante universal dos gases. O valor de R (R com o
traço em cima) é

A escala de temperatura que deve ser utilizada é a absoluta (Kelvin, escala de gás
perfeito). Combinando as equações e reordenando, obtemos

sendo R (R sem o traço em cima) a constante para um gás particular, V (V


maiúsculo) o volume do sistema em questão e v (v minúsculo) o volume específico
do fluido em questão. A tabela A.5 do Apêndice fornece o valor de R para algumas
substâncias.
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Exemplo 13. Determine a massa de ar contida numa sala de 6m ×10m × 4m quando a pressão e
a temperatura forem iguais a 100 kPa e 25°C. Admita que o ar se comporta como um gás perfeito.
Da Tabela A.5, tem-se R = 0,287 kNm/kgK . Deste modo,
P.V 100kN / m2 × 240m3
m= = = 280,5kg
R.T 0,287kNm / kgK × 298, 2K
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Exemplo 14. Um tanque com capacidade de 0,5m 3 contém 10 kg de um gás perfeito que
apresenta peso molecular igual a 24. A temperatura no gás é 25°C. Qual é a pressão no gás?
Primeiramente determina-se a constante do gás:
R 8,3145kNm / kmolK
R= = = 0,34644kNm / kgK
M 24kg / kmol
O valor de P pode então ser calculado:
m.R.T 10kg × 0,34644 kNm / kgK × 298,2 K
P= = 3
= 2066kPa
V 0,5m