DISTÚRBIOS PULMONARES NOS IDOSOS E VOZ
LUCIANE SOARES COSTA
Fonoaudióloga do CEE–UNIFESP–EPM; Especialista em Motricidade Oral e Voz e Mestre em
Reabilitação pela UNIFESP; Professora dos Cursos de Fisioterapia, Farmácia e Bioquímica e
Enfermagem da UNINOVE
MARTA A. DE ANDRADA E SILVA
Fonoaudióloga, Especialista em Motricidade Oral; Mestre em Fonoaudiologia e Doutora em
Comunicação e Semiótica pela PUC-SP; Professora da Faculdade de Fonoaudiologia da PUC-SP
LUCIANA BERTACHINI
Fonoaudióloga do CEE–UNIFESP–EPM, Especialista em Motricidade Oral e Voz, Mestre em
Distúrbios da Comunicação Humana – UNIFESP; Professora da Universidade São Camilo
CRISTIANE G. F. RANGEL
Fonoaudióloga, Especialista em Voz
WILMA T. M. REZENDE
Fonoaudióloga, Especialista em Voz
LUIZ ROBERTO RAMOS
Professor Livre Docente em Geriatria da UNIFESP, Diretor do CEE–UNIFESP–EPM
RESUMO ABSTRACT
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a The chronic obstrutive pulmonary disease (CPOD) is
patologia pulmonar mais comum em adultos. Há uma the most common pulmonary pathology in adults. With
correlação entre o aumento da expectativa de vida da the increase of the life expectancy of the Brazilian
população brasileira e o número de casos dessa doença population, it also increases the number of aged
entre os idosos. Para que se mantenha uma fonação attacked by this illness. To get a normal phonation, it is
normal, é necessário que haja um equilíbrio entre as necessary a balance between the aerodynamic strength
forças aerodinâmicas (pulmões) e as forças mioelásticas (lungs) and the mioelastics strength (larynx).
(laringe). Considerando-se que os distúrbios Considering that the pulmonary injury affects the air
pulmonares afetam a corrente aérea, diminuindo assim flow, thus diminishing the flow support for the
o suporte aéreo para a produção da voz, e que alguns production of the voice, and that some of medicines
dos medicamentos utilizados no seu tratamento podem used in its treatment can also modify the vocal quality,
alterar também a qualidade vocal, nota-se a deepened studies are necessary, so that the elucidation
necessidade de estudos mais aprofundados, a fim de of the impact that the pulmonary injury may have in the
que a elucidação do impacto que os distúrbios voice of aged ones indicates new therapeutical
pulmonares possam ter na voz dos idosos aponte novas techniques.
abordagens terapêuticas.
Palavras-chave: voz; pneumopatias; envelhecimento. Key words: voice; pulmonary injury; elderliness.
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ENVELHECIMENTO POPULACIONAL tabagismo e a presença de DPOC, que resultam
O envelhecimento populacional é hoje um em um aumento da velocidade de declínio no
fenômeno universal, característico tanto dos VEF1. (SALTZMAN, 1997)
países desenvolvidos quanto, de modo crescente, De acordo com vários consensos
do Terceiro Mundo (KALACHE, VERAS; RAMOS, internacionais, define-se a DPOC como uma
1987). O Brasil vem experimentando, nas últimas doença caracterizada pela redução do fluxo
décadas, uma transformação rápida e intensa na expiratório, lentamente progressiva e
sua estrutura etária. Com a diminuição irreversível. É uma combinação variada de
acentuada das taxas de fecundidade e de doenças das vias aéreas e enfisema. Um fator
mortalidade da população brasileira, pode-se comum a ambas é a etiologia tabagista, sua
prever um grande aumento percentual, em principal causa (FAROL; JARDIM, 1997). Os
números absolutos, da população de idosos (60 pacientes com DPOC apresentam um grau
anos ou mais). Em 2025, cerca de 14% da variável de limitação, dependendo da severidade
população brasileira (mais de 30 milhões de da doença. O melhor teste para estimar a
pessoas) será constituído de idosos (op.cit.). severidade dessa doença é o VEF1: quando é
O envelhecimento está associado à menor ou igual a 40%, pode-se dizer que há uma
deterioração das funções do corpo, e entre elas obstrução grave (PEREIRA et al., 1996).
estão acurácia, velocidade, resistência, Entre as dez maiores causas de morte em
estabilidade, força e coordenação, alterações na 1990, as Doenças Pulmonares Obstrutivas
capacidade respiratória, no batimento cardíaco, Crônicas ocuparam o sexto lugar no mundo
na velocidade de condução nervosa e função renal (quinto lugar no Primeiro Mundo e sétimo, no
(SATALOFF, 1991). Terceiro Mundo) e entre as causas de anos vividos
com incapacidade, ocuparam o quinto lugar no
ENVELHECIMENTO DO SISTEMA RESPIRATÓRIO mundo (perderam posição no Primeiro Mundo e
apareceram na quarta, no Terceiro Mundo)
Do sistema respiratório, a expiração é a
(MURRAY; LOPEZ, 1996).
parte do processo em que se observa a maior
alteração no envelhecimento, com o aumento
do volume residual, diminuição da capacidade MUDANÇAS NA VOZ INERENTES À IDADE
de tossir e expectorar e diminuição na potência Segundo Behlau; Ziemer (1987, p.71), “A voz é
da voz (RIBEIRO, 1999). Existe um declínio linear o veículo de nossa inter-relação, de comunicação,
constante da capacidade vital (CV ), após a idade um meio de atingir o outro. É um poderoso
de 20 a 25 anos (SALTZMAN, 1997). Valores instrumento que não apenas transmite uma
reduzidos de capacidade vital podem refletir em mensagem, mas também acrescenta algo ao seu
dificuldade para sustentar a fonação, sentido”. Do ponto de vista físico, é o som
inspirações freqüentes seguidas de pausas produzido pela vibração das pregas vocais à
inadequadas no discurso, contração da passagem do ar através da laringe e modificado
musculatura extrínseca do pescoço e tensão pelas cavidades situadas abaixo e acima dela, ditas
laríngea, na tentativa de manter o equilíbrio da cavidades de ressonância.
fonação (BEHLAU; PONTES, 1995). O volume Para uma fonação normal, é necessário que
expiratório forçado em um segundo ( VEF1) as forças aerodinâmicas estejam em equilíbrio
diminui de acordo com o aumento da idade. com as forças mioelásticas da laringe, de modo
Embora esta média de redução seja de 0,03 que o resultado não seja uma fonação
l/ano, nos estudos populacionais, as alterações demasiadamente soprosa, com predomínio das
em um dado indivíduo são bem variáveis, e forças aerodinâmicas, ou excessivamente tensa
influenciadas por muitos fatores, como o (BEHLAU; PONTES, 1995).
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Luciane S. Costa; Marta A. de Andrade e Silva; Luciana Bertachini; Cristiane G. F. Rangel; Wilma T. M. Rezende e Luiz R. Ramos
Após os 65 anos, aproximadamente, a voz HALL, 1998; SATALOFF, 1991), rouquidão
começa seu declínio, acompanhando as outras (SINARD; HALL, 1998; PTACEK; SANDER, 1966),
funções do corpo. Contudo, nem sempre espelha soprosidade (SINARD; HALL, 1998; PTACEK;
as mudanças extremamente rápidas que ocorrem SANDER, 1966), aspereza (CASE, 1996);
no funcionamento físico – corporal. Os indivíduos – Deterioração da qualidade vocal - em maior grau
idosos em boas condições físicas possuem para os homens (ALARCOS; BEHLAU; TOSI, 1983)
características de voz semelhantes às de pessoas e menos comprometida nas mulheres (BEHLAU,
mais jovens (RAMING; RINGEL, 1983). As 1999);
alterações da musculatura da laringe que ocorrem – Aumento do grau de nasalidade (ANDREWS,
com o envelhecimento – calcificação e ossificação 1995) e redução da intensidade da fala (PTACEK; A
R
gradual das cartilagens laríngeas e atrofia dos SANDER; MALONEY; JACKSON, 1966), o que
T
músculos laríngeos intrínsecos – resultam numa dificulta o volume e a projeção vocais (BEHLAU; I
menor eficiência biomecânica de todo o sistema PONTES, 1995); G
– Redução dos tempos máximos de fonação O
(ZEMLIN, 1968; COLTON; CASPER, 1996). Além
S
das diversas terminologias que vêm sendo (PTACEK; SANDER; MALONEY; JACKSON, 1966;
utilizadas para definir as mudanças relacionadas à BEHLAU; PONTES, 1995), o que gera frases mais
senescência, BEHLAU; PONTES; GANANÇA; TOSI curtas e necessidade constante de recarga de ar;
(1988) sugerem o termo ‘presbifonia’ para – Menor tessitura vocal, o que torna a qualidade
designar a deterioração vocal limitada às monótona (PTACEK; SANDER; MALONEY;
mudanças inerentes à idade, sem outras JACKSON, 1966; SATALOFF, 1991);
patologias associadas, cuja característica – Imprecisão articulatória (ANDREWS, 1995);
principal é a voz trêmula. Entre os estudos – Aumento das pausas articulatórias e redução na
realizados sobre as modificações que ocorrem velocidade de fala, o que não captura o ouvinte,
com a voz durante o processo de envelhecimento, reduzindo a efetividade da transmissão da
as principais alterações encontradas são: mensagem (BEHLAU; PONTES, 1995).
– Redução na capacidade vital (PTACEK; SANDER;
MALONEY; JACKSON, 1966; SALTZMAN, 1997), VOZ E DISTÚRBIOS PULMONARES
podendo chegar a ser menor que a metade da O decréscimo gradual da função pulmonar
idade adulta (BEHLAU; PONTES, 1995). em pessoas idosas pode resultar numa
– Aumento da freqüência fundamental nos diminuição do suporte aéreo para a produção da
homens (ALARCOS; BEHLAU; TOSI, 1983; voz. Essa diminuição, associada ao aumento da
BEHLAU; PONTES, 1995) e manutenção ou incidência de enfisema no idoso, pode ter como
redução da freqüência fundamental nas mulheres manifestação uma voz fraca, exigindo respirações
(ALARCOS, BEHLAU; TOSI, 1983; BEHLAU, 1999), mais freqüentes. Esses aspectos podem variar
o que faz com que as vozes dos indivíduos idosos muito de acordo com a condição física do
se pareçam, dificultando a identificação do sexo indivíduo. Além disso, alguns pacientes podem
do falante pela emissão vocal; compensar seu escasso suporte aéreo com a
– Aumento no jitter (variação de altura em torno contração laríngea durante a fonação, produzindo
da freqüência fundamental), o que indica menor uma qualidade vocal tensa (SINARD; HALL, 1998).
estabilidade na sustentação da freqüência Os distúrbios pulmonares modificam a
fundamental, dando a impressão de tremor corrente aérea e desequilibram a relação básica
(ALARCOS; BEHLAU; TOSI, 1983); entre as forças aerodinâmicas pulmonares e
– Aumento da variabilidade do pitch (SINARD; mioelásticas da laringe, favorecendo alterações de
HALL, 1998; SATALOFF, 1991); ressonância. O tabagismo é um importante fator
– A qualidade vocal apresenta tremor (SINARD; de risco para a DPOC, e a toxina do cigarro é
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diretamente depositada nas pregas vocais, Willians; Baghat; Destabelforth; Shenoi; Skinner
alterando também a qualidade vocal (BEHLAU; (1983) relataram disfonia e arqueamento das pregas
PONTES, 1995). vocais em pacientes, utilizando um corticosteróide
O tratamento farmacológico da DPOC objetiva inalado. O arqueamento pareceu relacionar-se à dose
a melhora da obstrução (dispnéia), a diminuição e à potência da droga utilizada, acreditando-se
das reações inflamatórias das vias aéreas, a representar uma miopatia esteróidea local. O
facilidade de eliminação de secreções e o combate arqueamento e a disfonia concomitantes foram
às reações infecciosas (FAROL; JARDIM, 1997). revertidos em todos os pacientes, após a cessação do
O uso de broncodilatadores, com a finalidade uso do inalante esteróideo.
de reduzir os sintomas e aumentar a tolerância ao Watkin; Ewanowski (1979) relataram que a
exercício, é ponto fundamental na conduta da administração prolongada de acetonido de
DPOC. Esses medicamentos dão um alívio triancinolona (Kenlog) em aerossol, uma droga
relativamente rápido aos sintomas e acredita-se utilizada por asmáticos crônicos, resulta em
que eles ajam predominantemente na funcionamento significativamente alterado do trato
musculatura lisa das vias aéreas. Não há vocal e em uma elevação da freqüência fundamental
evidência de que o tratamento crônico com de aproximadamente 20 Hz. Eles relataram que
broncodilatadores altere a história natural da mudanças estiveram evidentes depois de 1 ano de
DPOC. Os broncodilatadores afetam o movimento uso, com um efeito cumulativo descrito após 2 anos.
do ar pulmonar através da laringe (COLTON; Os profissionais da saúde têm notado a
CASPER, 1996). Quando administrados por meio necessidade de suporte assistencial, além do suporte
de inaladores com aerossol dosificado, têm como socioeconômico-cultural, para atender às
uma das desvantagens o jato frio que pode irritar necessidades da população na faixa etária analisada.
a orofaringe. Os anticolinérgicos podem provocar Por isso, neste trabalho procurou-se apontar a
alguns efeitos colaterais como gosto amargo e necessidade de avaliar o comportamento vocal de
efeitos sistêmicos como boca seca ou constipação indivíduos idosos pneumopatas crônicos,
(muito raro); os ß2-agonistas inalados, de curta considerando que tal elucidação pode não só
duração, podem provocar tremor muscular, mais ampliar a atuação fonoaudiológica nessa população,
freqüente nos pacientes idosos (BARNES; como também apontar abordagens terapêuticas
GODFREY; JARDIM, 1999). para melhorar a qualidade de vida dos idosos.
Quanto à corticoterapia, existem evidências
de um processo inflamatório das vias aéreas na REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DPOC, mas há pouquíssimas evidências de que ALARCOS, A.L.; BEHLAU, M.S.; TOSI, O.
corticóide inalado seja benéfico a longo prazo Computer – acoustical analysis of senile voices.
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ConSCIENTIAE SAÚDE. Rev. Cient., UNINOVE – São Paulo. V. 2 :
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