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CENTRO UNIVERSITÁRIO - CESMAC

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JAYME DE ALTAVILA - FEJAL


CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO “LATU SENSU”
PSICOPEDAGOGIA
PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O PAPEL DO SIGNO NA CONSTITUIÇÃO/REGULAÇÃO DAS FUNÇÕES


PSICOLÓGICAS SUPERIORES EM “A FORMAÇÃO SOCIAL DA MENTE” DE
VYGOTSKY (TÍTULO PROVISÓRIO)

ANDRÉ BARROS LEONE FREITAS

Maceió

2017
SUMÁRIO

Introdução________________________________________________________________03

Objetivos_________________________________________________________________05

Justificativa_______________________________________________________________06

Referências Bibliográficas___________________________________________________08
INTRODUÇÃO

Segundo Díaz; Neal; Amaya-Williams (1996) “Um dos enunciados centrais da teoria
vigotskiana do desenvolvimento afirma que o desenvolvimento cognitivo pode ser entendido
como a transformação de processos básicos, biologicamente determinados, em funções
psicológicas superiores. De acordo com a teoria, a criança é presenteada pela natureza com uma
grande capacidade de memorização, de atenção e de percepção, assim como com a capacidade
de perceber contraste e movimento, a capacidade para a memória eidética e para respostas
emergentes/habituais ao estímulo ambiental, entre outras. Tais processos básicos (também
referidos por Vygotsky como ‘biológicos, naturais ou elementares’, são, no entanto,
substancialmente transformados no contexto da socialização e da educação, em particular, por
meio do uso da linguagem, de modo a construírem as funções psicológicas superiores ou as
formas específicas da cognição humana.” (p. 124) Commented [A1]: Onde começa a citação?

Segundo Oliveira (1993), os “signos podem ser definidos como elementos que
representam ou expressam outros objetos, eventos, situações.” (p. 30). E que, segundo Van der
Veer & Valsiner (1996) “Os sistemas de signos em si constituíam a herança de cada cultura e
tinham que ser dominados por cada membro da cultura.” (p. 243).

Segundo Vygotsky (2007),

A diferença mais essencial entre signo e instrumento, e a base da divergência real entre as duas
linhas, consiste nas diferentes maneiras com que eles orientam o comportamento humano. A
função do instrumento é servir como um condutor da influência humana sobre o objeto da
atividade; ele é orientado externamente; deve necessariamente levar a mudanças nos objetos.
Constitui um meio pelo qual a atividade humana externa é dirigida para o controle e domínio
da natureza. O signo, por outro lado, não modifica em nada o objeto da operação psicológica.
Constitui um meio da atividade interna dirigido para o controle do próprio indivíduo; o signo é
orientado internamente. Essas atividades são tão diferentes uma da outra, que a natureza dos
meios por elas utilizados não pode ser a mesma.” (p. 55).

Segundo Van der Veer & Valsiner (1996), “os sistemas de fala e escrita e os sistemas
de contagem podiam ser considerados como sistemas de signos que serviam a uma dupla
função. Sistemas de contagem e a linguagem escrita e falada não serviam apenas a uma função
definida no mundo exterior – digamos, a preservação da tradição em textos escritos –, mas
serviam também como instrumentos para o crescente controle do comportamento humano.
Eram sistemas de signos que transformavam nosso funcionamento mental, como instrumentos
transformavam o universo inanimado” (p. 234).

Segundo Van der Veer & Valsiner (1996), “as pessoas não apenas possuem
instrumentos mentais, elas também são possuídas por eles. Os meios culturais, a fala em
particular, não são externos à nossa mente , mas crescem dentro dela, criando, assim, uma
‘segunda natureza’. O que Luria e Vygotsky pretendiam dizer é que o domínio dos meios
culturais irá transformar nossa mente: uma criança que tenha dominado o instrumento cultural
da linguagem nunca mais será a mesma criança outra vez (a menos que um dano cerebral
reduza-a a um estado pré-cultural)” (p.247). E segundo Díaz; Neal; Amaya-Williams (1996)
“no desenvolvimento os novos níveis de atividade alcançados através do uso de sinais externos
tornam-se parte da própria organização interna da criança (organização do cérebro?) até o
momento em que os sinais mediadores originais possam ser descartados. A nova relação entre
a criança e seu próprio ambiente, estabelecida em um dado momento através do uso de
mediadores externos, é agora uma propriedade intrapsicológica da criança, isto é, uma forma
internamente organizada de resposta e de relação com o ambiente. Neste contexto, em um
sentido verdadeiramente vigotskiano, a interiorização se refere não a uma imagem mental
simples ou a uma representação mental da relação externa, mas, na verdade, a um novo nível
de organização comportamental que se tornou possível apenas com a ajuda de sinais externos
e de mediadores. Os sinais externos, tendo criado uma nova forma de funcionamento no mundo,
um novo nível de organização comportamental, podem agora ser descartados. A liberação em
relação ao campo de estímulos imediatos e concretos é agora uma função psicológica da
criança, uma propriedade do seu repertório comportamental.” (p. 130).
OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL:

Compreender o papel do signo no desenvolvimento das funções psicológicas superiores


em “A formação social da mente” de Vygotsky.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

• Definir o conceito de signo em “A formação social da mente”;

• Diferenciar os conceitos de signo e instrumento;

• Identificar a relação entre signo e o desenvolvimento das funções psicológicas superiores;

• Descrever a função do signo na internalização dos processos sociais.


JUSTIFICATIVA

Filiando-nos a perspectiva do estudo vygotskyano do desenvolvimento das funções


psicológicas superiores e considerando a importância do signo em tal processo, acredito que as
interações mediadoras e a melhor facilitação simbólica concorrem para o melhor
desenvolvimento cognitivo. Sendo assim, esta investigação parte ao intuito de melhor
identificar as relações entre o signo e as funções psicológicas superiores (fps) e indicações de
uma melhor forma de trabalha-los no processo de educação.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DÍAZ, Rafael M.; NEAL, Cynthia J.; AMAYA-WILLIAMS, Marina. As origens sociais da
auto-regulação p. 123-149. In: MOLL, Luis C. Vygotsky e a educação: Implicações
pedagógicas da psicologia sócio-histórica. Porto Alegre: Artes médicas, 1996.
OLIVEIRA, Marta Khol. Vygotsky. Aprendizado e desenvolvimento: um processo sócio-
histórico. São Paulo: Scipione, 1993.
VAN DER VEER, René, & Valsiner, Jaan (2001). Vygotsky: uma síntese. São Paulo: Loyola,
1996.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos
psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

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