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Jantar no hotel Central

- Alencar lembra, aludindo à infância de Carlos, que “[…] nesses tempos podia-se emprestar
romances a senhoras, ainda não havia a pústula e o pus…” – esta metáfora refere-se ao
naturalismo/realismo de forma pejorativa. Para Alencar, assim como para os outros
Românticos, esta nova estética literária, com as novas abordagens científicas, correspondia à
corrupção dos princípios do Romantismo.

- Opositores ao Naturalismo/Realismo: Alencar, Craft e Carlos

- Defensor do Naturalismo/realismo: Ega

- Eça de Queirós serve-se da descrição do aspeto físico de Alencar para criticar o Romantismo
remanescente na sociedade portuguesa de finais do seculo XIX. Alencar representa todos
aqueles que ainda se apegavam aos princípios românticos e, por isso, é descrito como tendo
“uma face escaveirada, olhos encovados” e “alguma coisa de antiquado, de artificial e de
lúgubre”. O seu aspeto fúnebre, que o vestuário escuro acentua, simboliza a própria morte do
Romantismo. A intencionalidade crítica da personagem é sinteticamente apresentada através
da hipálage “longos espessos, românticos bigodes grisalhos”, que associa de modo expressivo
a figura à sua simbologia social.

- Após as “controvérsias das literaturas” os convivas discutem a situação de crise do país, que
se deve à constante necessidade nacional de recorrer aos empréstimos externos, que
conduzirão, em pouco tempo, à bancarrota. Esta, segundo Ega, deve-se à má gestão das
finanças nacionais, desenvolvida por banqueiros incompetentes. Segundo Cohen, a causa da
crise não pode ser atribuída aos banqueiros, antes se devendo à necessidade de “reformas”
por parte do país. Para solucionar a crise, Ega defende a união ibérica, no que é criticado pelas
restantes personagens (à exceção de Carlos que não intervém na discussão).

- Em duas ocasiões, durante o jantar, o narrador caracteriza Cohen a partir de referências à sua
esposa: “o marido da divina Raquel” e “pela influência do seu banco, dos belos olhos da sua
mulher e da excelência do seu cozinheiro”. Estas alusões a Raquel Cohen contribuem para a
caracterização do marido, condicionando a forma como era visto.

- O papel das mulheres é determinante na caracterização do espaço social da obra. Raquel


Cohen, além de constituir um elemento relevante de caracterização do marido, é uma
personagem que, enquanto representante das mulheres portuguesas com uma educação
romântica e um matrimónio infeliz, procura no adultério [na relação com João da Ega] uma
forma de trazer interesse e emoção à sua vida.

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