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MARCELO WOICIECHOVSKI - 1160567

Atividade de Portfólio

CURITIBA
2017
MARCELO WOICIECHOVSKI - 1160567

Atividade do Portfólio

Trabalho apresentado ao Centro


Universitário Claretiano para a
disciplina de Atividade Física Para
Populações Especiais como requisito parcial
para obtenção de avaliação, ministrado pelo
professor Antônio Eduardo Ribeiro.

CURITIBA
2017
ATIVIDADE DE PORTIFÓLIO : Atividade Física Para Populações Especiais

1) Mas, afinal, o que caracterizam os paradigmas histórico-sociais da exclusão, da


segregação e da integração que, até hoje, influenciam nossas atitudes, costumes e hábitos
cotidianos?
A definição das características histórico-sociais das populações especiais são:

a) Paradigma da exclusão: É conhecido como fase da negligência pela total falta de


atendimento, a pessoa fica desprovida de qualquer atendimento relativas as condições básicas
de vida como saúde, educação, moradia e convívio social. Esta condição extrema era
predominante na Antiguidade, porem ainda hoje temos em esta realidade presente no âmbito
escolar, esportivo, cultual, recreacional e saúde. Principalmente em países de terceiro mundo
as condições de atendimento são precárias, o que provocam diversas exclusões onde podemos
destacar a esportiva.
Na antiguidade as pessoas com algum tipo de deficiências eram, em sua maioria,
abandonadas morrendo por inanição ou perseguidos até a morte. A eliminação desta pessoa
era justificada pela impossibilidade de atuação plena na sociedade. Na Grécia, a idolatria pela
perfeição corporal não tolerava qualquer deficiência, eliminando inclusive recém nascidos
considerados inadequados aos padrões ideais da época. O contexto econômico era
preponderante onde o povo existia para servir os nobres, ou seja: sem cidadania.
Na atualidade aparentemente a ações são mais sutis, contudo ocorrem em diversos
cenários, pois não existem fortes políticas de responsabilidade social efetivas, que atendam
amplamente as necessidades da população especial. Porem temos um avanço na formação dos
profissionais da saúde que começam a ser preparados para compreender e atuar em prol desta
população.

b) Paradigma da segregação: este contexto é marcado no período da Idade Média e


Moderna que por influência da Igreja atribuía a deficiência ao pecado, por ações demoníacas,
bruxaria diminuindo a sobrevida dos portadores de deficiência. Pela crença cristã o
extermínio não era tão enfática, porem evitava-se o convívio sendo locais como orfanatos,
manicômios e outras instituições para atende-los, sobre a visão da salvação da alma. Surgindo
assim as santas Casas de Misericórdia.
No século 14 e 16 muda-se o contexto da deficiência como sobrenatural para o de
doença, porem ainda mantinha-se a segregação. A partir do séculos 18 e 19 sinaliza-se o
inicio do tratamento humanitário com a criação de hospitais psiquiátricos e instituições com
cunho educacional para surdos e mudos. No século 20, nos EUA foram criados escolas com
classes para entendimento ao público especial. Sob o contexto do pós-guerra, Segunda Guerra
Mundial, e grande contingente de pessoal mutiladas, são criado programas de reabilitação e
lazer.
No Brasil em 1854 é fundado o Imperial Instituto dos Meninos Cegos e 1857 o
Imperial Instituto dos Surdos-Mudos por D. Pedro II. Em 1926 em Porto Alegre fundou-se o
Instituto Pestalozzi para atender “deficiente mentais” e 1950 a AACD para atender as crianças
com deficiência física. Também em 1957 fundado a primeira APAE – Associação de Pais e
amigos do Excepcional.

c) Paradigma da integração: este contexto iniciou na Europa e EUA a partir de 1960,


impulsionando movimentos que davam os mesmo direitos de acessos e atendimento social
iguais das pessoas com desenvolvimento típico. Com a declaração dos Direitos das Pessoas
Deficientes em 1975, estabeleceu-se direitos fundamentais para que as pessoas deficientes
pudessem desfrutar de uma vida plena. No Brasil apenas a partir de 1988 começam a surtir
efeito do direito constitucional da inclusão, para as pessoas com desenvolvimento atípico.
A característica mais marcante deste paradigma é o acesso normal do atendimento
social e educacional a todos. Promovendo as adaptações necessárias para acesso das pessoas
deficientes a todos aparelhos sociais como escolas, bancos, etc. A partir da normalização do
atendimento, tanto de pessoas com desenvolvimento típico quanto atípico, começam a definir
um ambiente de igualdade.

2) Após fazer a descrição de cada paradigma, você deverá relatar um exemplo destes
atendimentos nos dias atuais. Estes relatos podem abranger questões, sociais,
recreacionais, esportivas, escolares, culturais e da saúde. Dê exemplos especificando
cada um deles, descrevendo como e de que forma eles aconteceram ou estão
acontecendo.
a) Paradigma da exclusão: Ainda temos em nossa sociedade exemplos claros deste
paradigma, observamos diariamente pessoas morando na rua em condições desumanas, estas
são vítimas de questões econômicas onde perdem seu lares e condições mínimas de
subsistência. Esta população passam a serem chamados de “moradores de rua” que neste
contexto se tornam invisíveis a sociedade que tendem a ser tratados com preconceito e
repulsa.
Os aparelhos do Estado não conseguem administrar de forma efetiva esta realidade e
portanto esta população acaba carente de saúde, alimentação, educação o que pode abreviar a
vida dos mesmos. Quando esta população é composta por indivíduos deficientes a situação se
agrava gerando consequências mais críticas aos mesmos.

b) Paradigma da segregação: No aspecto da segregação a sociedade tende a criar


mecanismos para o atendimento das pessoas com desenvolvimento atípico. A fundação de
vários aparelhos de assistência em todas as esferas, como a APAE, tendem a suprir as
necessidades desta população. Entretanto o volume de atendimento é insuficiente e muitas
patologias como a catarata infantil não são tratadas com a amplitude necessária, e assim
crianças ficam cegas por incompetência do Estado.
Com a falta de escolas e profissionais habilitados para atender a população deficiente,
ocorre a segregação entre pessoas com desenvolvimento típico e atípico, principalmente em
atividades desportivas.

c) Paradigma da integração: O esporte tem se apresentado como um exemplo para


integração entre a população com desenvolvimento atípico, pois grupos das diversas
modalidades estão evoluindo em âmbito técnico e social. Estes grupos superam limites e
participam de competições focadas em pessoas deficientes, inclusive foi criado a
paraolimpíada, evento que demostra claramente a integração não apenas de pessoas mais
também culturas. No Brasil os atletas paraolímpicos se destacam mais do que os atletas
convencionais, demonstrando a superação e comprometimento com a vida.

3) Descreva as diferenças entre essas três práticas sociais.


No paradigma da exclusão temos a negligencia total do indivíduo portador de alguma
deficiência, neste caso, o cidadão tem violado os seus direitos mais básicos, saúde, educação,
convívio social, etc.
No paradigma da segregação, existe o atendimento primário, contudo são ofertados
por instituições específicas, que se especializam em patologias. Porem nesta categoria não
temos um processo efetivo de integração entre o sujeito e a sociedade.
No paradigma da integração o modelo é mais coerente com os direitos universais do
indivíduo pois o locais começam a ser adaptados para uso de todos, atitudes discriminatórias
são trabalhadas ou eliminadas, e assim promove-se a autonomia social do deficiente.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CHEREGUINI, P. A. C. Atividade Física para Populações Especiais. Batatais: Claretiano,
2016. Unidade 1 e 2.