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Estados teocráticos, fundamentalismo religioso e ISIS(Estado Islâmico da Síria e do Iraque)

Responsável: Prof. José Lucas da Silva

Introdução

O tópico central da aula será o Estado Islâmico, mas especificamente sua corrida por

conquistas de territórios, as justificativas socais e religiosas que o embasem, o caráter e o que quer

dizer “Fundamentalismo”, para podermos ter uma visão mínima das tensões da região do Oriente

Médio.

Objetivos

Geral: Situar o aluno nas delicadas questões históricas e culturais envolvidas nas disputas

contemporâneas envolvendo o fundamentalismo religioso islâmico.

Especifico: oferecer conteúdo e mediação de conteúdo para compreensão tanto dos discursos

ocidentais sobre as disputas envolvendo a religiosidade islâmica contemporânea, bem, como as

questões internas desta religiosidade que baseiam os conflitos.

Metodologia

Utilizando como recurso a apresentações com mapas, charges e imagens históricas aliada a

construção de um mapa conceitual na lousa criar uma relação, na ordem que segue, dos seguintes

conceitos:

1. Islã: em árabe “submissão”, está fundamentado na observação do Alcorão e nos preceitos

deixados por Maomé(Mohamed), um autoproclamado profeta que pregou no séc VI, vem

também de herança judaica sendo uma das três maiores religiões monoteístas do planeta. Em

seus dogmas constam: a adoração suprema ao deus único sendo esta uma das principais

querelas teológicas com os cristãos que afirmam a Santíssima Trindade; profundo respeito e
piedade pelos pobres, indigentes e desafortunados; zelo pela erudição e educação, sobretudo

pelo e para o respeito e pela convivência pacífica. Também existe uma orientação para o

combate das deficiências morais quais sejam;

1. Para eles Deus se revela aos homens através da inspiração de profetas e na escritura de

livros sagrados. Para Moisés teria revelado a Torá(Judaísmo), para Davi os salmos, e a

Jesus os Evangelhos(Cristianismo),finalmente, para Mohamed: a revelação do Alcorão, a

revelação final. Para o islã não há distinção sobre os profetas e todo crente deve aceitá-

los e respeitá-los. Um dos dons supremos dados por Allah a todas as pessoas foi o livre

arbítrio, tanto é que a jurisprudência islâmica (Chariah) é pautada por três etapas: A

consulta ao Alcorão, a Suna, tradição oral sobre o comportamento dos profetas e caso

nenhuma dessas responda a questão deve-se recorrer a ijtihad, raciocínio individual

através de analogias(qyas). Em alguns casos apela-se para a ijma, o consenso da

comunidade. Só invocado em contextos tribais ou realmente comunitários.

2. Jyhad: a guerra santa, originalmente era a Jihad Maior, interior, subjetiva e relativo a

alma, e a Jihad Menor, exterior, funda-se em comentários do século XI, significa

originalmente empenho e esforço, mas só terá esta conotação a partir das guerras de

reconquistas cristãs das Cruzadas quando esta determinação islâmica será ligada a guerra

3. Constituição de Estados teocráticos: boa parte dos Estados Nacionais de maioria

islâmica se fundam numa não separação da religião e do Estado, como é o caso no Irã

por exemplo, com Marmoud Armadinejad e o Líder Supremo Ali Khamenei. Existe um

chefe de Estado, mas a autoridade suprema é a da figura do clero. Desta forma a relação

de que a religião no estilo “ide e pregai aos povos” será levado como finalidade de

Estado.

1. Califados: declara-se um território, qual seja, sob a proteção de um califa, um

sucessor da autoridade política de Maomé. Entre os Sunitas deverá vir da tribo

original de Maomé e que primeiro se opôs a ele, para os xiitas deverá ser de um imã,
autoridade na lei islâmica, que descenda da família de Maomé. De forma simplistas

os sunitas prezam pelo uso e interpretação que o povo deu ao Alcorão, já para os

xiitas deve-se manter fiel a transmissão da vontade divina por meio do profeta

Maomé e tendo na literalidade do Corão sua inspiração.

2. Definição de Fundamentalismo religioso: “fundamentalismo” é uma palavra que alguns

pastores evangélicos estadunidenses no início do século XX cunharam para se opor as

“modernizações” que ocorriam nas doutrinas cristãs, isto, remetiam as bases de sua crença e

como não queriam se adaptar aquelas que viam outras igrejas fazendo. Eram contra:

1. Admissão de que a Bíblia não tem um caráter divino servindo antes para inspirar a vida

em comunidade e não como a palavra de Deus vivo e presente

2. Questões relativa a atualização das verdades religiosas a luz da evolução científica do

séc XIX

3. Liberdades e direitos individuais

4. Não estava previsto atitudes violentas

5. Isto chegará na década de 1960 no Brasil, em especial no Norte e Nordeste, através de

missionários destas igrejas que impulsionariam igrejas neopentecostais renovadas e que,

futuramente, seriam a expressão de comunidades como “Igreja Universal do Reino de

Deus”, “Igreja Deus é Amor”, “Igreja Mundial”, “Igreja Renascer” e em menor medida a

“Igreja Bola de Neve”.

3. O Ocidente ao se envolver em disputas por recursos naturais no Oriente Médio acabará por

criar, intencionalmente ou não, uma série de grupos que em maior ou menor media sejam

lidos nesta visão fundamentalista da aplicação da lei islâmica.

1. Al-Qaeda: formada e fortalecida pela CIA durante a guerra fria para combater o avanço

soviético no Afeganistão treinou, armou e deu recursos para grupos que vinte anos
depois viriam a se voltar contra os EUA.

2. Estado Islâmico do Iraque e da Síria: grupo formado por dissidentes da Al-Qaeda tem

como táticas ações muito mais radicais e territoriais que seu grupo fundador. No ano de

2014 é proclamado como califa do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdad, ou Dr.

Ibrahim, tem Phd em filosofia e Lei Islâmica. A partir desta data os esforços de expansão

pela Síria e Iraque se intensificam e os atos do grupo em territórios europeus e africanos

se tornam frequentes. Estima-se que ajam células terroristas adormecidas em todo o

mundo. Principais alvos do ISIS no Oriente Médio: cristãos, curdos e muçulmanos

contrários a ele. Principais alvos do ISIS fora do seu território: quem não reconheça a

autoridade de Allah e que não pratique a Sharia.