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Curso: Arquitetura e Urbanismo

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS


CAMPUS SANTA LUZIA
Rua Érico Veríssimo, 317 - Londrina – Santa Luzia - MG – 33.115-390
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Disciplina: Patrimônio Cultural


Professora: Raquel Julião
Aluna: Bruna Batista Gonçalves

RESENHA

Na obra “O que é patrimônio histórico”, Carlos Lemos, arquiteto e historiador


da arquitetura brasileira, esclarece os elementos que estão abrangidos dentro da
temática do patrimônio. De acordo com o arquiteto, o Patrimônio Cultural pode ser
dividido em três grandes categorias: 1) Recursos Naturais (rios, peixes, etc.); 2)
Conhecimentos e técnicas (o saber e o saber fazer); 3) Bens Culturais (objetos,
artefatos, etc.). Lemos, pontua a relação existente entre essas três categorias,
sendo a natureza intimamente ligada às ações do homem e às suas invenções.
Desta forma, o objeto isolado de seu contexto se torna um apenas um fragmento e
se torna inútil. Assim nasceram os ecomuseus, que tem como proposta expor os
elementos culturais interrelacionados.

Ao criticar a seleção de objetos e histórias puramente elitizados, Lemos


prossegue com perguntas que irá desenvolver seu livro: Por que preservar? A quem
preservar? O que preservar? O autor, enfatiza que a preservação deve ter como
prioridade elementos de recursos materiais ligado à técnica de todos os grupos, em
sua integridade, conservando as condições mínimas de sobrevivência existentes no
meio ambiente. Ressalta ainda que por muito tempo a ideia de guardar e conservar
objetos eram práticas da elite, que pretendiam guardar a memória de seus avós.

A preservação de bens no Brasil, embora seja objeto de discussão em anos


anteriores, tem significativo avanço e importância na década de 30 com os estudos
apresentados pelo escritor e poeta Mário de Andrade. O poeta relatou a importância
de se preservar as diversas etnias brasileiras, bem como sua vasta iconografia,
artefatos, costumes e até mesmo a arte erudita estrangeira. Ainda na década de 30
Lemos destaca a criação do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional). Entretanto, embora Mário de Andrade tenha relatado questões ligadas à
urbanização, as cidades não foram contempladas em seu projeto como bens
culturais. Somente na década de 70 é que esse assunto passa a ser discutido,
embora nossa primeira cidade tenha sido preservada em 1933: Ouro Preto. Em seu
Curso: Arquitetura e Urbanismo
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS
CAMPUS SANTA LUZIA
Rua Érico Veríssimo, 317 - Londrina – Santa Luzia - MG – 33.115-390
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livro, Lemos aborda a trajetória e as implicações para se preservar uma cidade e


enfatiza a importância de se preservar todos os componentes culturais ligados a ela,
principalmente a técnica construtiva utilizada na implantação urbana. Lemos alerta
ainda para cuidado na preservação, uma vez que não é possível a total recuperação
de uma cidade ao seu estado original, visto que, a sociedade de hoje é diferente e
almeja usufruir de objetos do seu tempo. Entretanto, Lemos defende a preservação
destas cidades, chamando-as de “cenários”, uma vez que através deles, é possível
compreender as intenções plásticas e relações espaciais de uma determinada
época, evidenciando as soluções construtivas e arquitetônicas empregadas.

Em seu livro, Lemos dedica um capítulo para explicar o “como preservar”,


evidenciando que são os bens culturais arquitetônicos os principais elementos a
serem abordados. Evidencia ainda a importância de deixar o edifício em constante
uso, e dentro dos programas originais, dentro de sua possibilidade. Lemos descreve
as fases que de preservação que os monumentos passaram (método arqueologista,
método historicista, método científico) até o Congresso Internacional de Arquitetos e
Técnicos em Monumentos Históricos em Veneza (1964). Deste congresso resultou
na Carta de Veneza definindo os parâmetros para conservação e preservação dos
edifícios. A partir daí resultaram outros encontros regionais e ou locais que tinham
como objetivo organizar as regras oriundas do congresso internacional às suas
condições locais. Lemos destaca as singularidades e especificidades do caso
brasileiro, abordando a preservação de várias cidades como Belo Horizonte,
Salvador, Parati.

O arquiteto finaliza o livro lamentando a pouca representatividade de nossa


memória justificando a tardia criação do SPHAN e seu escasso recurso
financeiro. Aponta também o descaso popular com o passado, uma vez que, ao
buscar a melhoria de suas vidas, se desfaz e destrói as lembranças de seu passado.
Defender os bens culturais regionais, sejam eles antigos ou novos, é a mensagem
final que Lemos incita aos leitores.

Referência Bibliográfica: LEMOS, Carlos A. C. O que e patrimônio histórico. São


Paulo: Brasiliense, 1981. 115p. (Primeiros passos 51)

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