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Índice

Conteúdo Páginas

Introdução ..................................................................................................................... 1
Objectivo geral .............................................................................................................. 2
Objectivos específicos .................................................................................................. 2
Metodologia .................................................................................................................. 3
1. Origem e Evolução do Direito Económico ........................................................... 4
1.1. Conceito ............................................................................................................. 4
1.2. Gênese ................................................................................................................ 5
1.3. A primeira Guerra Mundial ............................................................................... 6
1.4. A grande Depressão de 1929 ............................................................................. 8
1.4.1. Início............................................................................................................... 8
1.4.2. Causas da Crise de 1929................................................................................. 8
1.4.3. O fim da crise ................................................................................................. 9
1.5. O New Deal de 1933 ........................................................................................ 10
1.5.1. Principais características do New Deal (medidas e objetivos)..................... 10
1.5.1.1. Fortes investimentos estatais em obras públicas ...................................... 10
1.5.1.2. Reforma do sistema bancário e monetário ............................................... 10
1.5.1.3. Controle de preços e produção das empresas ........................................... 10
1.5.1.4. Incentivos agrícolas .................................................................................. 10
1.5.1.5. Criação de medidas voltadas para a área social ........................................ 11
1.5.1.6. Redução da jornada de trabalho ............................................................... 11
1.5.2. Resultados .................................................................................................... 11
1.6. A segunda Guerra Mundial .............................................................................. 11
1.7. O posicionamento do Direito Económico no quadro geral das ciências jurídicas
...........................................................................................................................12
2. Conclusão ............................................................................................................ 14
3. Bibliografia .......................................................................................................... 15

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Introdução

O presente trabalho de pesquisa tem como o tema “ Origem e Evolução do Direito


Económico” Como se pode ver pelo tema, a necessidade de uma disciplina legal tem
origem na própria sociedade, como é o caso dos direitos fundamentais, que delimitam
bem a questão.
Com efeito, muitos autores ressaltam três momentos pertinentes à origem da tutela de
direitos, quais sejam: (1) o homem procura liberar-se da opressão do meio natural,
mediante descobertas e invenções; (2) desenvolveu-se o sistema de apropriação privada,
surgindo, daí a necessidade do homem de livrar-se não mais da opressão natural, mas,
agora, da opressão social e política advindas da subordinação causada pelo titular da
propriedade. O Estado, assim, nasce como aparato necessário deste sistema de
dominação; (3) são desenvolvidos os direitos fundamentais que têm o escopo de
minimizar os efeitos da opressão social e política...

Desta forma, começou a desenvolver-se a noção de direitos fundamentais, hoje


consolidada na Constituição da república Moçambicana e de todo mundo. Portando,
como afirma vários pesquisadores, se antes os direitos fundamentais só valiam no âmbito
da lei, hoje as leis só valem no âmbito dos direitos fundamentais.

Dai que, o Direito Económico, da mesma forma, vem como uma forma de disciplinar
relações e proteger outras, visando a formação de um quadro coerente com os próprios
postulados consolidados pela Constituição da república. Com relação aos direitos
fundamentais, o direito económico configura-se como verdadeiro pressuposto da
existência dos direitos sociais, pois, sem uma política económica orientada para a
intervenção e participação estatal na economia, não se comporão as premissas necessárias
ao surgimento de um regime democrático de conteúdo tutelar dos fracos e mais
numerosos. Portanto, quando se vai tratar do Direito Económico é inevitável aferir que
seu nascimento acompanhou o desenvolvimento da humanidade, dos seus conceitos
primários até suas construções jurídicas.

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Objectivo geral

Apresentar de forma clara e objectiva a origem e a evolução do Direito Económico

Objectivos específicos

 Identificar os conceitos chaves do direito económico


 Determinar através de um historial em matéria económica, os factores de
formação e desenvolvimento do Direito Económico;
 Conhecer o posicionamento do Direito Económico no quadro geral das ciências
juridicas

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Metodologia

Visto que a pesquisa é de caráter exploratório e de suma importância para o sucesso do


objetivo final, adotou-se a revisão de literatura, relacionada com o objeto de estudo,
caracterizado por uma pesquisa bibliográfica documental ou de fontes secundárias.
Marconi e Lakatos (2002 p. 58) comentam que:
“... as fontes secundárias possibilitam não só resolver os problemas já
conhecidos, mas também explorar novas áreas onde os problemas
ainda não se caracterizam suficientemente. Assim, a pesquisa
bibliográfica propicia a investigação de determinado assunto sob um
novo enfoque ou abordagem.”

No presente estudo, adotou-se como principais fontes de pesquisa: livros, trabalhos


acadêmicos, artigos científicos e avulsos, bem como consultas à internet, cujo aporte
técnico direcionou a operacionalização do conhecimento.

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1. Origem e Evolução do Direito Económico

1.1.Conceito
De acordo com MONCADA (1988:47) o Direito Económico consiste num sistema de
disposições jurídicas (normas e princípios com características próprias), ou na disciplina
que as estuda, elaboradas pelos poderes públicos, privados e de natureza mista, no âmbito
de uma função normativa de enquadramento global da actividade económica, ordenando-
a e regulando-a para garantir o interesse económico geral.

Segundo CABRAL (2003:88) A doutrina não é unânime quanto a definição do Direito


Económico, uns entendem que aquele, se identifica com todo o direito relativo à
economia, maxime, o direito da economia. Critica: é verdade que a economia é toda
actividade dirigida a produção, distribuição e consumo dos bens. Porém, é uma definição
extensa, que não exprime a sua especificidade, englobando desse modo, todas as regras
de direito privado e direito público atinentes a actividade económica, nomeadamente: os
direitos reais de gozo, o direito de propriedade, as garantias reais das obrigações, as
obrigações patrimoniais, etc. Ora o direito comum da actividade económica privada, cai
sobre alçada do direito comercial ou direito privado patrimonial. Por outro lado, abrange
normas do direito público, maxime, relativas à segurança social, obras públicas,
expropriações, etc.

Assim MOREIRA (2000:69) conclui que o direito económico é na verdade,


predominantemente de direito público, por um lado pelo fim prosseguido pelas normas
que o corporizam, por outro, pelos instrumentos ou meios jurídicos em que se
concretizam, ao expressarem poderes de autoridade – ius imperi.

Após a análise dos conceitos acima mencionados, o grupo conceitua o direito económico
como o ramo de direito público que disciplina as formas de interferência do Estado no
processo de geração de rendas e riquezas da nação, com o fim de direccionar e conduzir
a economia à realização e ao atingimento de objectivos e metas socialmente desejáveis

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1.2.Gênese

Segundo SANTOS (1996:33) o mundo antigo estabelecido em sistemas de feudos não


dava liberdade para a actuação económica individual. A monopolização de poder nas
mãos dos senhores feudais impedia a iniciativa privada. Foi quando então, houve uma das
maiores revoluções jamais vistas na história da humanidade, a Revolução Burguesa. Esta
virada histórica fez dos comerciantes (Burgueses) senhores e possuidores dos meios de
produção, e obviamente senhores do cerne da economia. Logo se estabeleceu um direito
negativo ao Estado, o burguês queria independência para poder comercializar sem a
intromissão Estatal em seus negócios, que na época vinha também dos monarcas
soberanos. O direito à liberdade, vida e primordialmente a propriedade foram ratificados
e logo a adiante constitucionalizados. Estas conquistas eram fundamentais para que o
capitalismo liberal fosse implantado e desenvolvido.

O auge dessas garantias individuais se deu no século XIX, onde o Estado deixava os
negócios jurídicos serem executados pelo livre-arbítrio das partes interessadas.

Como já mencionado, observou-se principalmente após a primeira e segunda guerras


mundiais que o Estado Liberal abusou de sua liberdade e entrou em colapso, pois, a
suposta igualdade de concorrência prometida pelo sistema Liberal era apenas uma utopia
que no fim aumentou as desigualdades e conflitos entre Nações e Estados. Foi devido a
concentração de riquezas nas mãos de poucos que as injustiças sociais e Estatais
encontraram terreno fértil, acarretando em lutas de classes sócias internas e em guerras
no campo externo, como já mencionamos a primeira e segunda guerras mundiais. Para
reconstruir a economia da Europa como um todo gerou-se a necessidade de repensar a
atuação do Estado na economia interna e externa, inclusive limitando também a atuação
econômica em âmbitos individuas. Foi diante desta necessidade que o Direito Económico
se desenvolveu. No findar do século XIX vemos o surgimento do Estado Intervencionista
que “puxou” para si toda a responsabilidade de gestão, tornando-se um tipo de “Estado-
Pai”, proporcionando um povo ocioso que buscou, ou busca no Estado a resolução de
todas suas necessidades. Vale aferir que também começou a se desenvolver uma visão
macroeconômica da economia, saindo daquela visão microeconômica, um tanto quanto,
fundamentalista do Estado Liberal. É após a segunda guerra mundial que o Estado
Intervencionista interfere fortemente na Ordem Económica.

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Logo em seguida, observa-se a derrocada deste “Estado-Pai” e surge a ideia de
um Estado Regulador que neste momento entra, balanceando, harmonizando,
disciplinando e fiscalizando a economia nas suas esferas internacionais, nacionais e
privadas, dentro dos limites da lei por ele mesmo criadas. Volta-se a considerar a livre
inciativa empresarial observando apenas o equilíbrio que se faz fundamental para o
desenvolvimento da Nação e do bem-estar coletivo. É neste momento que o Estado de
fato se torna um intermediador, equilibrando o ideário Liberal com o ideário Social,
respeitando a liberdade de mercado sem negligenciar o princípio da dignidade da pessoa
humana; pilar sumario e solido da Democracia.

Sendo assim o Direito Econômico é fruto da evolução socioeconômica sofrida


principalmente no século XX.

Podemos definir o Direito Econômico nas palavras de Moreira:

“Trata-se do (...) ramo do Direito, composto por um conjunto de normas


de conteúdo econômico e que tem por objetivo regulamentar medidas de
política econômica referentes às relações e interesses individuais e coletivos,
harmonizando-as – pelo princípio da economicidade – com a ideologia adotada
na ordem jurídica.”

Finalmente o Direito Económico do século XXI se esforça em regular a maneira como o


Estado intervirá na economia, visando a harmonização e desenvolvimento da Nação.

1.3.A primeira Guerra Mundial

De acordo com VASQUES (1996:74) As regras de Direito económico são regras jurídicas
que apareceram depois da 1ª Guerra Mundial, para reformar, ou mesmo, substituir a
ordem económica existente.

Duas grandes revoluções que marcaram a nascença e desenvolvimento do capitalismo: a


revolução liberal e a revolução industrial.

A 1ª Guerra Mundial marca o fim do capitalismo liberal e o início do capitalismo social.


O objectivo do capitalismo é essencialmente a procura do lucro.

O meio para atingir esse objectivo será a produção de bens e serviços, para satisfação das
necessidades dos cidadãos.

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O capitalismo liberal era marcado pelo direito à propriedade (privada) dos meios de
produção e à iniciativa privada bem como uma liberdade económica. Era o mercado que,
através da lei da oferta e da procura, regulava os preços. O mercado era o grande
instrumento coordenador e organizador da actividade económica.

Havia uma crescente intervenção por parte do Estado para satisfazer as exigências e as
necessidades trazidas pela 1ª Guerra.

Surgem, com a Revolução Russa de 1917, novas ideias políticas e económicas e aparece
em 1919 a 1ª Constituição que dedicava uma especial secção à vida económica – A
Constituição de Weimar de 1919. A Constituição de Weimar legitimava a intervenção do
Estado na vida económica. O capitalismo liberal, falha no domínio da justiça social
(Rawls)

Em 1929 surge uma grande crise económica com uma elevada taxa de desemprego e de
inflação, uma taxa de crescimento reduzida, perdurava a fome, a bancarrota, etc.

Daí surgiu Keynes que dizia que o Estado deveria intervir para estabilizar a economia.
Apareceu neste momento para defender, pela 1ª vez, a intervenção do Estado, no sentido
do investimento público em tempos de recessão, defendendo que perante um aumento da
procura agregada a oferta responderia.

Depois da 1ª Guerra Mundial, esta ordem económica existente, altera. O Estado passa a
intervir directamente e indirectamente e a própria guerra é o fenómeno que leva a que o
Estado passe a intervir.

Directamente, quando o Estado age como agente económico e indirectamente, quando o


Estado age como agente de regulação económico-social e regula o acesso à actividade
económica, regula a concorrência, regula o consumo.

É o abandono do liberalismo, substituição do capitalismo liberal pelo capitalismo social.


Os primeiros embriões de Direito Económico serviam para salvar a economia liberal, para
conservar a ordem existente, introduzindo normas para regular a concorrência livre num
mercado perfeito.

Os segundos embriões de Direito Económico, após a 1ª guerra mundial, correspondiam a


um direito, que visava reformar a ordem económica existente.

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Os terceiros embriões de Direito Económico correspondiam a um direito que já não
visava, salvar, nem reformar, mas sim substituir o sistema liberal pelo sistema socialista.
O fenómeno que fez aparecer o Direito Económico foi a mudança para um Estado
intervencionista (do liberalismo para o capitalismo), o fim da era liberal em que a relação
do Estado com a Economia se alterou.
Para reformar o capitalismo foi necessária uma intervenção política do Estado, a qual não
poderia ser realizada sem recurso ao Direito.
1.4.A grande Depressão de 1929
Nas palavras de VAZ (2003:56) a Crise de 1929, que ficou popularmente conhecida
como A Grande Depressão, foi uma grande crise econômica que persistiu até a Segunda
Guerra Mundial, sendo considerado como o pior e mais longo período de recessão
econômico que o século XX já passou. Entre todas as consequências que a crise trouxe,
podemos citar as elevadas taxas de desemprego, a diminuição da produção industrial de
diversos países, assim como as drásticas quedas dos PIB’s, dos preços de ações, entre
outros. Praticamente todo o mundo se viu envolto a este momento difícil, que prejudicou
as atividades econômicas de dezenas de países.

1.4.1. Início

A partir de julho de 1929 a produção industrial americana começava a cair dando início
ao que seria conhecida como A Grande Depressão, essa recessão econômica se arrastou
até o dia 24 de outubro, quando a bolsa de valores de Nova York e a New Stock
Exchange viram os valores de suas ações despencarem completamente, fazendo com que
milhares de acionistas perdessem tudo praticamente da noite pra o dia.

A partir daí aconteceram os fechamentos de centenas de empresas comerciais e


industriais, o que elevaram drasticamente as taxas de desemprego e pioraram ainda mais
os efeitos da recessão.

1.4.2. Causas da Crise de 1929

Quando a Primeira Guerra Mundial chegou ao fim, alguns países europeus estavam com
suas economias enfraquecidas, enquanto que os Estados Unidos cresciam cada vez mais,
lucrando com a exportação de alimentos e produtos industrializados.

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Em decorrência disso a produção norte-americana se acostumou com esse crescimento, o
que aumentou dia após dia, principalmente entre os anos de 1918 e 1928. Era um cenário
com muitos empregos, preço baixo, elevada produção na agricultura e a expansão do
crédito que incentivada o consumismo desenfreado.

O problema para os Estados Unidos foi que a Europa começou a se reestabelecer, o que
levou a importar cada vez menos dos Estados Unidos. Agora a indústria norte-americana
não tinha mais para quem vender a quantidade exacerbada de mercadorias, havendo mais
produtos do que procura. Isso levou a diminuição do preço, queda da produção, e
consequentemente, aumento do desemprego. Esses fatores provocaram a queda dos lucros
e a paralisação do comércio, ocasionando a queda das ações da bolsa de valores,
quebrando-a em seguida. Em resumo, a crise de 1929 se deu graças a superprodução, que
não estava preparada para a falta de procura, e acabou com todas as mercadorias
encalhadas.

Muitos países sofreram com a grande recessão americana, resultando em grandes efeitos
bem parecidos com os Estados Unidos da América – fechamento de estabelecimentos
bancários, comerciais, financeiros e industriais, que resultaram na demissão de milhares
de trabalhadores.

1.4.3. O fim da crise

Buscando uma solução para o grave problema, os eleitores americanos decidiram eleger
o democrata Franklin Delane Roosevelt à Presidência, na esperança de que ele reerguesse
a economia americana. No ano de 1933 ele pôs em prática o New Deal, que fazia com
que o governo passasse a controlar os preços e a produção das industrias e fazendas.
Assim foi possível controlar a inflação e evitar que houvesse acúmulo de estoques.

O Plano também inseria investimentos em obras públicas, como a melhoria das estradas,
ferrovias, energia elétrica, entre outros. Desta forma começaram a aparecer os primeiros
resultados, havendo uma diminuição significativa do desemprego. Com o
desenvolvimento do programa, a economia norte-americana foi aos poucos voltando a
entrar no rumo, e no início da década de 1940 ela já funcionava normalmente.

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1.5.O New Deal de 1933

Segundo MONCADA (1988:58) o New Deal (“Novo Acordo” em português) foi um


conjunto de medidas econômicas e sociais tomadas pelo governo Roosevelt, entre os anos
de 1933 e 1937, com o objetivo de recuperar a economia dos Estados Unidos da crise de
1929. Teve como princípio básico a forte intervenção do Estado na economia.
1.5.1. Principais características do New Deal (medidas e objetivos)
1.5.1.1.Fortes investimentos estatais em obras públicas
O governo dos EUA investiu, principalmente, na construção de obras de infraestrutura
(pontes, rodovias, aeroportos, usinas, hidrelétricas, barragens, portos, entre outras). Os
investimentos também foram para a construção de hospitais, escolas e outros
equipamentos públicos.
O principal objetivo destas medidas era a geração de empregos, pois os Estados Unidos
sofriam muito com o desemprego elevado após a Grande Depressão de 1929.
1.5.1.2.Reforma do sistema bancário e monetário
O governo dos EUA, através da modificação e criação de leis, passou a ter poderes de
controle e fiscalização sobre o mercado financeiro.
O objetivo era evitar fraudes financeiras, especulações e diminuir os riscos de operação
dos bancos e demais agentes financeiros.
1.5.1.3.Controle de preços e produção das empresas
Como uma das causas da Crise de 1929 tinha sido o aumento dos estoques das empresas,
O New Deal buscava resolver este problema através da fiscalização sobre os estoques da
empresas, para que estes não aumentassem a ponto de gerar risco operacional delas,
levando-as à falência. Os preços das mercadorias também foram controlados pelo
governo, a fim de evitar o aumento da inflação.
1.5.1.4.Incentivos agrícolas
Subsídios, empréstimos e outras medidas voltadas para o aumento da atividade agrícola
das grandes propriedades e da agricultura familiar.
Além de aumentar a produção de gêneros agrícolas, estas medidas visavam aumentar o
número de empregos no campo. Estes incentivos ao setor agrícola também tinham como
objetivo estancar o crescente êxodo rural, que estava gerando problemas sociais nos
grandes centros urbanos.

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1.5.1.5.Criação de medidas voltadas para a área social
Como forma de diminuir os impactos sociais da crise de 1929, o governo norte-americano
criou a Previdência Social, o seguro desemprego e o seguro para idosos acima de 65 anos.
1.5.1.6.Redução da jornada de trabalho
O principal objetivo de reduzir a carga horária semanal de trabalho era aumentar o número
de empregados, pois as indústrias precisaram contratar mais funcionários.
1.5.2. Resultados
O New Deal foi bem sucedido, apresentando resultados positivos já no começo da década
de 1940. O mercado acionário voltou a funcionar plenamente, o desemprego diminuiu, a
renda dos trabalhadores aumentou e as indústrias retomaram a produção, aumentando
suas exportações e vendas no mercado interno.
Embora os gastos públicos elevados e as renúncias fiscais tenham aumentado a dívida
pública, muitos economistas consideram que os resultados positivos, que geraram a saída
da crise econômica, tenham compensado.
1.6.A segunda Guerra Mundial
Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o capitalismo passou por trinta anos de
contínuo crescimento económico e pleno emprego, sobretudo nos países desenvolvidos.
Em grande parte, esse crescimento foi fruto da intervenção reguladora do Estado na
economia - prática então aceita de forma generalizada tanto nos países desenvolvidos
quanto os subdesenvolvidos.

O Direito Económico surge num cenário de pós segunda guerra mundial, pela necessidade
eminente do Estado de regular as relações de consumo, com vistas a proteger o
mercado, que tentava se reestruturar perante as sequelas gravosas deixadas com o fim da
guerra, e evitar abusos de poder por parte dos agentes econômicos (indivíduos, empresas
e o próprio Estado) quando da fixação de preços e qualidade dos bens e serviços postos a
disposição da sociedade.

Também colaboraram para o crescimento a estabilidade econômica c a maior liberdade


de comércio, resultado de acordos internacionais e da atuação de organizações criadas
nesse período.
Em julho de 1944 (ainda durante a Segunda Guerra Mundial), os Estados Unidos
convidaram 44 países para um encontro na cidade de Bretton Woods. Nessa reunião,
adotou-se o dólar norte-americano como a moeda do comércio e das finanças mundiais.

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Ainda nesse encontro, foram criados o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco
Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), com o objetivo de reorganizar
a economia no mundo, abalada pela crise de 1929 e pela Segunda Guerra Mundial.
O FMI deveria zelar pela estabilidade financeira do mundo e fornecer empréstimos para
socorrer países em crise econômica
O Grupo do Banco Mundial (BM), as Comunidades Europeias (CEE), a Organização do
Tratado do Atlântico Norte (NATO) e o Pacto de Varsóvia.

1.7.O posicionamento do Direito Económico no quadro geral das ciências


jurídicas

Para MANUEL (1998:47) o objeto do Direito Económico é a disciplina da economia


social, compondo-se esta de factos e fenómenos económicos à frente dos quais deve ser
estudado o direito. Assinala que cada vez, vamos assistindo mais a publicização de
normas e institutos de direito privado, mas filia-se à corrente daqueles que vêm as normas
de Direito Econômico ora enquadradas no campo do direito público, ora no campo do
direito privado. Apoia-se em Cesarino Júnior, para quem as normas do Direito Social não
podem ser classificadas nem no direito privado, nem no direito público, constituindo um
"tertium genus", uma terceira divisão do direito, a ser colocada ao lado das outras duas
conhecidas.

O posicionamento do autor referido fica bastante claro e preciso quando analisa sua
própria definição do Direito Econômico: "complexo de normas que regulam a ação do
Estado sobre as estruturas do sistema econômico e as relações entre os agentes da
economia".

Luis Cabral de Moncada na obra "Direito Económico" admite que este "recém nascido"
direito, desenvolve-se numa zona intermediária, que não é de direito público nem de
direito privado, por compreender regras de Direito Civil, de Direito Administrativo,
Comercial, Penal e Tributário. Chega mesmo a negar-lhe autonomia: "O que se chama
direito econômico mais não é do que direito civil, direito comercial e direito
administrativo alterados na matriz filosófica e no método.
Será um fenômeno do espírito econômico ou uma tarefa metodológica, jamais um direito
autônomo, mas um fato, um pensamento ou um método, enfim, algo que se está
superpondo ao Direito Civil acadêmico",

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Por fim conclui: "O Direito econômico não tem um lugar fixo no ordenamento jurídico,
como os demais ramos do Direito, eis que, por sua complexidade e grande difusão, não
pode ser delimitado como matéria independente".
Por isso admite um direito privado económico, baseado na actividade económica privada
e um direito público econômico, em cujo âmago se destacam o Direito Administrativo da
Economia, caracterizado pela intervenção da Administração Pública no ordenamento
jurídico privado e na atividade econômica da própria administração; o Direito
Constitucional da Economia; o Direito Penal Econômico, o Direito Processual
Econômico e o Direito Internacional Econômico.

A verdade é que dificilmente os estudiosos do Direito Económico encorajam-se em


classificá-lo num dos dois ramos clássicos do Direito, reconhecendo tratar-se de matéria
que envolve aspectos pertinentes a ambos.

A matéria, como se vê, é bastante complexa. O Direito Económico, pelas peculiaridades


apontadas, dificilmente se acomodará à clássica divisão do Direito. Por outro lado, há que
se lhe admitir certa autonomia didática, pelo acentuado desenvolvimento nas últimas
décadas, desde que o homem compreendeu que o desenvolvimento económico não é
inconciliável com as necessárias conquistas no plano moral e espiritual.

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2. Conclusão

Chegando o fim deste trabalho, ficou evidente que o Direito Económico estuda as regras
de Direito Público e privado que têm por objecto a criação, protecção, circulação e
redistribuição de riqueza a nível nacional e internacional. Após uma breve recapitulação
do tratamento dado às fontes de Direito económico, este estudo aborda algumas questões
particulares do Direito Económico moçambicano, em especial quanto a certas
características que lhe são próprias (como alguns princípios gerais e as cláusulas gerais
padronizadas) e outras que, sendo comuns a outros ramos do Direito económico, ainda
assim têm merecido particular atenção da doutrina a respeito deste trabalho. Por último,
é analisado um domínio que não se insere formalmente nas fontes do Direito Económico
mas que se reveste hoje em dia de grande importância prática: a utilização do espaço de
liberdade contratual para a criação de regimes de auto-regulamentação quando se trata de
mercadorias e mercados.

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3. Bibliografia

LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Andrade. Como elaborar projectos de pesquisa, 4ª


Ed., Atlas, São Paulo, 2002.

LUÍS Cabral Moncada, Direito Económico, 4ª ed., Coimbra Editora, Coimbra, 2003

MANUEL, Afonso Vaz, Direito Económico – A ordem económica portuguesa, 4ª ed.,


Coimbra Editora, Coimbra, 1998

MARCONI, Marina de Andrade & LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de


Metodologias

Cientificas, Atlas, 7ª Edição, São Paulo, 2010;

MONCADA, Luis S. Cabral, V., “Direito Económico”, Coimbra, Editora, Limitada,


1988;

MOREIRA V. de, “Economia e Constituição”, Coimbra Editora, Limitada; 2000

SANTOS A. C. dos; Gonçalves M.E.; Marques, M.M.L., “Direito Económico”,


Almedina, Coimbra; 1996

VASQUES, Sérgio, “Legislação Económica de Moçambique”, Fim de Século, 1996;

VAZ, Manuel Afonso de, “Direito Económico: A ordem económica portuguesa”,


Biblioteca juridica, Coimbra Editorta, Limitada. 2003

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