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Agronegócio do cupuaçu

O cupuaçuzeiro, Theobroma grandiflorum (Willdenow ex Sprengel) Schumann, é uma


planta originária da Amazônia, que vem se tornando uma das principais opções de cultivo na
região, ganhando visibilidade no mercado local, nacional e internacional em razão da
crescente demanda do produto e/ou subprodutos proporcionados por essa espécie. Da polpa
do cupuaçu são preparados sorvetes, sucos, compotas, geleias, licores, iogurte e outros doces.
E das sementes faz-se chocolates. Contudo, segundo Alves et. al. (2014) é bastante difícil
prever no momento qual seria o mercado potencial de cupuaçu, por se tratar de um fruto que
está conseguindo penetrar no mesmo em decorrência do modismo dos ditos ‘produtos
naturais’, cujo consumo não se encontra estabilizado; muito embora, esse ‘modismo’ seja a
via de acesso do cupuaçu, e outros frutos amazônicos, no mercado, a exemplo dos chocolates
NUGALI®.

“No exterior, os produtos da NUGALI® custam a partir de US$ 4 (cerca de R$ 15,50). No


Brasil, o preço varia de R$ 10 (barra de chocolate ao leite de 100g) a R$ 40 (caixa com
minitabletes variados 200g). Em 2014, a empresa passou a adotar o selo "Feito em Pomerode",
usado pelas empresas do município de grande influência da cultura alemã, como forma de
divulgação da cidade.” (COLDIBELI, 2015).

Visto que a conquista de novos mercados exige competência, agressividade, qualidade


e garantia de oferta, os agricultores nipo-brasileiros de Tomé-Açu, foram os primeiros a
perceberem as vantagens do cupuaçuzeiro como atividade econômica, buscando exercer um
controle de qualidade, sobretudo das características morfológicas e microbiológicas (mesmo
que ainda rudimentar, com poucos padrões, preestabelecidos pelos próprios produtores)
fundando a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) em 1949 e em 1988, foi
concluída a fábrica de sucos da Associação de Fomento Agrícola de Tomé-Açu (ASFATA),
sendo as agroindústrias de sucos e concentrados de frutas regionais que apresentaram maior
crescimento nos últimos anos no Estado do Pará.

Quanto aos mercados nacional e internacional, o estado do Pará destaca-se como o


maior exportador de frutos “Amazônicos” como o açaí e o cupuaçu; tal fato pode ser
vislumbrado por meio da receita gerada pelo estado, uma vez que estas frutas resultaram em
US$ 28 milhões relativos à exportação em 2009. Assim sendo, o fruto que tem despertado,
ultimamente, a atenção das agroindústrias e consumidores em geral, é o cupuaçu.
De acordo com Santos et. al. (2016) no ano de 2003 a produção estadual de frutos foi
de 30.417 toneladas, numa área colhida de 8.895 hectares. No ano de 2012 essa produção
cresceu para 74.524 toneladas em uma área colhida de 12.996 hectares conforme os dados
disponibilizados pela Sedap (2016), correspondendo a uma variação de 46,10% e 145,01%,
para área colhida e produção, respectivamente. No mesmo período, ao se comparar a
produtividade, houve um salto de 3,4 t./ha para 5,7 t./ha (Gráfico 1). Podendo ser justificado
pelo sistema de cultivo adotado (Sistemas agroflorestais-SAFs) no estado e o crescente
emprego de tecnologias que promoveram a utilização racional dos recursos, bem como uma
maior sustentabilidade dado o aumento da biodiversidade no sistema de produção
(KONAGANO et al.,2016).

GRÁFICO 1 – Área colhida, quantidade produzida e produtividade do cupuaçu no estado do Pará


entre os anos de 2003 a 2012.

Fonte: Elaborado a partir de dados básicos da SEDAP (SANTOS et. al., 2016).

Quanto aos financiamentos/fomentos para o alavanque da produção, tem-se que no


período de 2000 a 2011 houve maior destinação de crédito do FNO para o Pará em relação
aos demais estados produtores, no valor de R$ 5.406.605,63, totalizando 14.340,30 ha e 2.170
contratos, resultando em uma média por contrato/família de R$ 2.491,52. Quando verificado
por área, a média foi de R$ 377,02/ha, sendo este valor muito inferior aos outros estados da
Região. A atualização do financiamento representou, em 11 anos, para o Pará, o montante de
quase R$ 10,0 milhões aplicados para esta cultura (Tabela 1), tendo como resposta a expansão
das áreas plantadas, a maior visibilidade do fruto no mercado e a queda do valor de mercado
do mesmo [até o ano de 2008], com um movimento de tendência decrescente à taxa constante
ao longo de todo o período e, tal fato decorre, justamente, do aumento continuo da oferta do
produto no mercado consumidor, o que gerou excesso de oferta e, consequentemente,
diminuição do preço atrelado à importância da comercialização do cupuaçu, as matas
remanescentes passaram a ser conservadas, induzindo o plantio racional e expandindo as áreas
plantadas de cupuaçuzeiros a nível regional (Gráfico 2).

Tabela 1 - Cultura do cupuaçuzeiro financiado com recursos do FNO via Banco da Amazônia no
Estado do Pará, no período de 2000 a 2011 (valores nominais e/ou contratados e valores atualizados).

Fonte: Banco da Amazônia, 2012. (*) Valores atualizados pelo IGP-DI, base: valor médio de 2011. (ALVES et. al., 2014).

GRÁFICO 2 – Comportamento da tendência de preço de varejo do açaí, cupuaçu e bacaba, Estado do


Pará, 2008.

Fonte: NOGUEIRA & SANTANA, 2009.


REFERENCIAS

NOGUEIRA, Ana Karlla Magalhães; DE SANTANA, Antônio Cordeiro. Análise de


sazonalidade de preços de varejo de açaí, cupuaçu e bacaba no estado do Pará. Revista
de Estudos Sociais, v. 11, n. 21, p. 7-22, 2011.

ALVES, R. M.; FILGUEIRAS, G. C.; HOMMA, A.K.O. Aspectos socioeconômicos do


cupuaçuzeiro na Amazônia: do extrativismo a domesticação. In: SANTANA, A. C.
(ed.). Mercado, cadeias produtivas e desenvolvimento rural na Amazônia. 1.ed.
Belém, PA: UFRA, 2014. p.197-223. ISBN 9788572950879.

COLDIBELI, L. Com açaí e cupuaçu, chocolate de SC chega a Japão, EUA e Emirados


Árabes. Disponível em:
https://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2015/12/17/com-
acai-e-cupuacu-chocolate-de-sc-chega-a-japao-eua-e-emirados-arabes.htm#fotoNav=4
Acesso em: 03/04/2018.

DOS SANTOS, F. E; RODRIGUES, H. E.; GOMES, L. C.; CARDOSO, N. R. P.; DOS


SANTOS, M. A. S. Comportamento da produção de cupuaçu no Estado do Pará. 2016.