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KADIMA SEMINÁRIO TEOLÓGICO

TEOLOGIA SISTEMÁTICA

III

CRISTOLOGIAKADIMA – SEMINÁRIO TEOLÓGICO TEOLOGIA SISTEMÁTICA III PNEUMATOLOGIA BIBLIOLOGIA SOTERIOLOGIA EMBAIXADA ROCHA VIVA

PNEUMATOLOGIAKADIMA – SEMINÁRIO TEOLÓGICO TEOLOGIA SISTEMÁTICA III CRISTOLOGIA BIBLIOLOGIA SOTERIOLOGIA EMBAIXADA ROCHA VIVA 1

BIBLIOLOGIA– SEMINÁRIO TEOLÓGICO TEOLOGIA SISTEMÁTICA III CRISTOLOGIA PNEUMATOLOGIA SOTERIOLOGIA EMBAIXADA ROCHA VIVA 1

SOTERIOLOGIAKADIMA – SEMINÁRIO TEOLÓGICO TEOLOGIA SISTEMÁTICA III CRISTOLOGIA PNEUMATOLOGIA BIBLIOLOGIA EMBAIXADA ROCHA VIVA 1

KADIMA SEMINÁRIO TEOLÓGICO

TEOLOGIA SISTEMÁTICA II

CRISTOLOGIA

Podemos resumir da seguinte maneira o ensino bíblico acerca da pessoa de Cristo: Jesus Cristo foi plenamente Deus e plenamente homem em uma só pessoa e assim o será para sempre.

A. A HUMANIDADE DE CRISTO

1. O nascimento virginal.

Quando falamos na humanidade de Cristo, convém iniciar com uma consideração do nascimento virginal de Cristo. As Escrituras afirmam claramente que Jesus foi concebido no ventre de sua mãe, Maria, por obra miraculosa do Espírito Santo e sem um pai humano.

2. Fraquezas e Limitações Humanas

a. Jesus possuía um corpo humano.

O fato de que Jesus possuía um corpo humano exatamente como o nosso é visto em muitas passagens das Escrituras. Ele nasceu assim como nascem todos os bebês humanos (Lc 2.7). Ele passou da infância para a maturidade assim como crescem todas as outras crianças: “Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40).

b. Jesus possuía uma mente humana.

O fato de Jesus ter crescido em sabedoria (Lc 2.52) significa que ele passou por um processo de aprendizado assim como acontece com todas as outras crianças ele aprendeu a comer, a falar, a ler e a escrever, e a ser obediente a seus pais (veja Hb 5.8). Esse processo normal de aprendizado fazia parte da genuína humanidade de Cristo.

c. Jesus possuía alma humana e emoções humanas.

Vemos várias indicações de que Jesus possuía alma humana (ou espírito). Logo antes de sua crucificação, ele disse: “Agora, está angustiada a minha alma” (Jo 12.27). João escreve um pouco depois: “Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito” (Jo 13.21). Em ambos os versículos a palavra angustiar representa o termo grego tarassÜ, palavra muitas vezes empregada em referência a pessoas ansiosas ou que de repente são surpreendidas por um perigo.

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d. As pessoas próximas de Jesus consideravam-no apenas humano.

Mateus registra um incidente assombroso no meio do ministério de Jesus. Ainda que Jesus tivesse ensinado por toda a Galiléia, “curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”, de modo que “numerosas multidões o seguiam” (Mt 4.23-25), quando chegou à própria cidade de Nazaré, o povo que o conhecia havia muitos anos não o recebeu (Mt 13.53-58).

3. Impecabilidade.

Ainda que o Novo Testamento seja claro em afirmar que Jesus era plenamente humano exatamente como nós, também afirma que Jesus era diferente em um aspecto importante: ele era isento de pecado e jamais cometeu um pecado durante sua vida. Alguns objetam que se Jesus não pecou, então não era verdadeiramente humano, pois todos os humanos pecam. Mas os que fazem tal objeção simplesmente não percebem que os seres humanos estão agora numa situação anormal. Deus não nos criou pecaminosos, mas santos e justos. Adão e Eva no jardim do Éden eram verdadeiramente humanos antes de pecar, e nós agora, apesar de humanos, não nos conformamos ao padrão que Deus deseja que preenchamos quando nossa humanidade plena, impecável, for restaurada.

4. Jesus poderia ter pecado?

Às vezes levanta-se esta questão: “Cristo podia ter pecado? ” Alguns defendem a impecabilidade de Cristo, entendendo por impecável “não sujeito a pecar”. Outros objetam que se Jesus não fosse capaz de pecar, suas tentações não teriam sido reais, pois como uma tentação seria real, se a pessoa que estivesse sendo tentada não fosse mesmo capaz de pecar? Para responder a essa pergunta, precisamos distinguir, por um lado, o que as Escrituras afirmam claramente e, por outro lado, o que é mais uma inferência de nossa parte.

(1)

As Escrituras afirmam claramente que Cristo jamais pecou de fato (veja acima).

(2)

Não deve haver nenhuma dúvida a esse respeito em nossa mente. Elas também afirmam que Jesus foi tentado e que as tentações foram reais (Lc

(3)

4.2). Se cremos na Bíblia, precisamos insistir que Cristo foi “tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). Também precisamos afirmar com as Escrituras que “Deus não pode ser tentado pelo mal” (Tg 1.13). Mas aqui a questão torna-se difícil: se Jesus era plenamente Deus e também plenamente humano (e vamos argumentar adiante que as Escrituras ensinam isso várias vezes e de maneira clara), então não somos obrigados também a afirmar que (em algum sentido) Jesus também “não pode ser tentado pelo mal”?

5. Por que era necessário que Jesus fosse plenamente humano?

Quando João escreveu sua primeira epístola, circulava na igreja um ensino herético, segundo o qual Jesus não era homem. Essa heresia tornou-se conhecida

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como docetismo. Essa negação da verdade acerca de Cristo era tão séria que João podia dizer que se tratava de uma doutrina do anticristo: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo” (1Jo 4.2-3).

a. Para possibilitar uma obediência representativa.

Conforme observamos no capítulo acima sobre as alianças entre Deus e o homem, Jesus era nosso representante e obedeceu em nosso lugar naquilo que Adão falhou e desobedeceu. Vemos isso nos paralelos entre a tentação de Jesus (Lc 4.1-13) e a ocasião da prova de Adão e Eva no jardim (Gn 2.153.7). Também se reflete claramente na discussão de Paulo sobre os paralelos entre Adão e Cristo, na desobediência de Adão e na obediência de Cristo (Rm

5.18-19).

b. Para ser um sacrifício substitutivo.

Se Jesus não tivesse sido homem, não poderia ter morrido em nosso lugar e pago a penalidade que nos cabia. O autor de Hebreus nos diz: “Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hb 2.16-17; cf. v. 14).

c. Para ser o único mediador entre Deus e os homens.

Porque estávamos alienados de Deus por causa do pecado, necessitávamos de alguém que se colocasse entre Deus e nós e nos levasse de volta a ele. Precisávamos de um mediador que pudesse representar-nos diante de Deus e que pudesse representar Deus para nós. Só há uma pessoa que preencheu esse requisito: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm 2.5). Para cumprir essa função de mediador, Jesus tinha de ser plenamente homem e plenamente Deus.

d. Para cumprir o propósito original do homem de dominar a criação.

Como vimos em nossa discussão sobre o propósito para o qual Deus criou o homem, Deus colocou o ser humano sobre a terra para subjugá-la e dominá-la como representante divino. Mas o homem não cumpriu esse propósito, pois caiu em pecado. O autor de Hebreus percebe que Deus pretendia que tudo fosse sujeitado ao homem, mas reconhece: “Agora, porém, ainda não vemos todas as

coisas a ele sujeitas” (Hb 2.8). Então, quando Jesus veio como homem, foi capaz de obedecer a Deus e, assim, teve o direito de dominar a criação como homem, cumprindo o propósito original de Deus ao colocar o homem sobre a terra.

Jesus” em posição de

Hebreus reconhece isso quando diz que agora “vemos [

]

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autoridade sobre o universo, “coroado de glória e de honra” (Hb 2.9; cf. a mesma frase no v. 7).

e. Para ser nosso exemplo e padrão na vida.

João nos diz: “

aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar

assim como ele andou” (1Jo 2.6), e nos lembra que “quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele” e que essa esperança de futura conformidade com o caráter de Cristo confere mesmo agora pureza moral cada vez maior à nossa vida (1Jo 3.2-3). Paulo nos diz que estamos continuamente sendo “transformados [ ] na sua própria imagem” (2Co 3.18), avançando, assim, para o alvo para o qual Deus nos salvou: sermos “conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29). Pedro nos diz que, especialmente no sofrimento, temos de considerar o exemplo de Cristo:

“pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (1Pe 2.21).

f. Para ser o padrão de nosso corpo redimido.

Paulo nos diz que quando Jesus ressuscitou dos mortos, ressuscitou num novo

]

ressuscita corpo espiritual” (1Co 15.42-44). Esse novo corpo ressurreto que Jesus possuía quando ressurgiu dos mortos é o padrão do que será nosso corpo quando formos ressuscitados dos mortos, porque Cristo é “as primícias” (1Co 15.23) — uma metáfora agrícola que compara Cristo à primeira amostra da colheita, que demonstra como será o outro fruto daquela colheita.

ressuscita em glória [

corpo “na incorrupção [

]

]

ressuscita em poder [

g. Para compadecer-se como sumo sacerdote.

O autor de Hebreus lembra-nos de que “naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 2.18; cf. 4.15-16). Se Jesus não tivesse existido na condição de homem, não teria sido capaz de conhecer por experiência o que sofremos em nossas tentações e lutas nesta vida. Mas porque viveu como homem, ele é capaz de compadecer-se mais plenamente de nós em nossas experiências.

6. Jesus será um homem para sempre.

Jesus não abandonou a natureza terrena após sua morte e ressurreição, pois apareceu aos discípulos como homem após a ressurreição, até com as cicatrizes dos cravos nas mãos (Jo 20.25-27). Ele possuía carne e ossos (Lc 24.39) e comia (Lc 24.41-42). Posteriormente, quando conversava com os discípulos, foi levado ao céu, ainda em seu corpo humano ressurreto, e dois anjos prometeram que ele voltaria do mesmo modo: “Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir” (At 1.11).

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B. A DIVINDADE DE CRISTO

Para completar o ensino bíblico acerca de Jesus Cristo, precisamos declarar não só que ele era plenamente humano, mas também plenamente divino. Embora a palavra não ocorra de maneira explícita na Bíblia, a igreja tem empregado o termo encarnação para referir-se ao fato de que Jesus era Deus em carne humana. A encarnação foi o ato pelo qual Deus Filho assumiu a natureza humana. A comprovação bíblica da divindade de Cristo é bem ampla no Novo Testamento. Vamos examiná-la sob várias categorias.

1. Alegações bíblicas diretas.

Nesta seção, examinamos declarações diretas da Bíblia de que Jesus é Deus ou de que é divino.

a. A palavra Deus (theos) atribuída a Cristo.

Apesar de a palavra theos, “Deus”, ser em geral reservada no Novo Testamento para Deus Pai, há algumas passagens em que é também empregada em referência a Jesus Cristo. Em todos esses trechos, a palavra “Deus” é empregada com um sentido denso em referência àquele que é Criador do céu e da terra, o governante de tudo.

b. A palavra Senhor (kyrios) atribuída a Cristo.

Às vezes a palavra Senhor (gr. kyrios) é empregada simplesmente como tratamento respeitoso dispensado a um superior (veja Mt 13.27; 21.30; 27.63; Jo 4.11). Às vezes pode simplesmente significar “patrão” de um servo ou escravo (Mt 6.24; 21.40). Ainda assim, a mesma palavra é também empregada na Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento, de uso comum na época de Cristo) como uma tradução do hebraico yhwh, “Javé”, ou (conforme traduzido com freqüência) “o SENHOR” ou “Jeová”.

c. Outras fortes alegações de divindade.

Além dos usos da palavra Deus e Senhor em referência a Cristo, temos outras passagens que defendem com vigor a divindade de Cristo. Quando Jesus disse a seus opositores judeus que Abraão vira seu dia (o dia de Cristo), eles o contestaram: “Ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão? ” (Jo 8.57). Aqui uma resposta suficiente para provar a eternidade de Jesus teria sido: “Antes que Abraão fosse, eu era”. Mas não foi isso que Jesus disse. Antes, ele fez uma declaração muito mais estarrecedora: “Em verdade, em verdade eu vos digo:

antes que Abraão existisse, EU SOU(Jo 8.58).

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2. Sinais de que Jesus possuía atributos de divindade.

Além das afirmações específicas da divindade de Jesus vistas nas muitas passagens citadas acima, vemos muitos exemplos de atos na vida de Jesus que indicam seu caráter divino.

Jesus demonstrou sua onipotência quando acalmou a tempestade no mar com uma palavra (Mt 8.26-27), multiplicou os pães e peixes (Mt 14.19) e transformou a água em vinho (Jo 2.1-11). Alguns podem objetar, dizendo que esses milagres só mostraram o poder do Espírito Santo agindo por intermédio dele, assim como o Espírito Santo poderia agir por meio de qualquer outro ser humano e, assim, isso não comprova a divindade de Jesus.

3. Teria Jesus desistido de algum atributo enquanto estava na terra (a teoria da kenosis)?

Paulo escreve aos filipenses:

TTende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de

homens; e, reconhecido em figura humana

(Fp 2.5-7).

Partindo desse texto, alguns teólogos da Alemanha (a partir de 1860-1880) e da Inglaterra (a partir de 1890-1910) passaram a defender uma idéia de encarnação que jamais fora defendida na história da igreja. Essa nova idéia foi chamada “teoria da kenosis”, e a posição geral representada por ela foi chamada “teologia kenótica”.

4. Conclusão:

Cristo é plenamente divino.

O Novo Testamento, em centenas de versículos explícitos que chamam Jesus de “Deus” e “Senhor” e empregam alguns outros títulos de divindade em referência a ele, e em muitas passagens que lhe atribuem ações ou palavras aplicáveis somente ao próprio Deus, declara repetidas vezes a divindade plena e absoluta de Jesus Cristo. “Aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Cl 1.19) e “nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl 2.9).

5. Seria a doutrina da encarnação “compreensível” hoje?

Ao longo de toda a história levantam-se objeções ao ensino neotestamentário da plena divindade de Cristo. Um ataque recente a essa doutrina merece menção aqui por ter criado grande controvérsia, pois os que contribuíram para o texto eram todos líderes eclesiásticos de renome na Inglaterra. O livro era chamado The Mith of God Incarnate [o mito do Deus encarnado], editado por John Hick (London: SCM, 1977). O título apresenta a tese do livro: a idéia de que Jesus era “Deus encarnado” ou “Deus vindo em carne” é um “mito” — uma história que

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talvez se adequasse à fé das gerações anteriores, mas que não merece crédito hoje.

6. Por que é necessária a divindade de Jesus?

Na seção anterior alistamos alguns motivos pelos quais era necessário que Jesus fosse plenamente humano para obter nossa redenção. Aqui cabe reconhecer que é também crucialmente importante insistir na plena divindade de Cristo, não só porque ela é ensinada de maneira clara nas Escrituras, mas também porque

(1)

Só alguém que fosse Deus infinito poderia arcar com toda a pena de todos os

(2)

pecados de todos os que cressem nele qualquer criatura finita não seria capaz de arcar com tal pena; A salvação vem do Senhor (Jn 2.9 ARC), e toda a mensagem das Escrituras é

(3)

moldada para mostrar que nenhum ser humano, nenhuma criatura, jamais conseguiria salvar o homem só Deus mesmo poderia; e Só alguém que fosse verdadeira e plenamente Deus poderia ser o mediador entre Deus e homem (1Tm 2.5), tanto para nos levar de volta a Deus como também para revelar Deus de maneira mais completa a nós (Jo 14.9).

Assim, se Jesus não é plenamente Deus, não temos salvação e, por fim, nenhum cristianismo. Não é por acaso que ao longo da história os grupos que abandonaram a crença na plena divindade de Cristo não têm permanecido muito tempo na fé cristã, desviando-se logo para um tipo de religião representada pelo unitarismo nos Estados Unidos e em outros lugares. “Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2Jo 9).

C.A ENCARNAÇÃO: DIVINDADE E HUMANIDADE NA ÚNICA PESSOA DE CRISTO

O ensino bíblico sobre a plena divindade e plena humanidade de Cristo é tão amplo que se vem crendo em ambos desde os primeiros tempos da história da igreja. Mas um entendimento preciso de como a plena divindade e a plena humanidade poderiam ser combinadas em uma pessoa só foi formulado gradualmente na igreja e não chegou à forma final antes da Definição de Calcedônia em 451 d.C.

1. Três concepções inadequadas da pessoa de Cristo

a. O apolinarismo.

Apolinário, que se tornou bispo em Laodicéia em cerca de 361 a.C., ensinava que a pessoa única de Cristo possuía um corpo humano, mas não uma mente ou um espírito humano, e que a mente e o espírito de Cristo provinham da natureza divina do Filho de Deus.

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b.

O Nestorianismo.

O Nestorianismo é a doutrina de que havia duas pessoas distintas em Cristo, uma pessoa humana e outra divina, ensino diferente da idéia bíblica que vê Jesus como uma só pessoa.

c.

O monofisismo (Eutiquianismo).

Uma terceira concepção inadequada é chamada monofisismo, a idéia de que Cristo possuía só uma natureza (gr. monos, “um”, e physis, “natureza”). O primeiro defensor dessa idéia na igreja primitiva foi Êutico (c. 378-454 d.C.), líder de um mosteiro em Constantinopla. Êutico ensinava o erro oposto do nestorianismo, pois negava que as naturezas humana e divina em Cristo permanecessem plenamente humana e plenamente divina.

2.

A solução da controvérsia:

A Definição de Calcedônia em 451 d.C. Para tentar resolver os problemas levantados pelas controvérsias em torno da pessoa de Cristo, convocou-se um amplo concílio eclesiástico na cidade de Calcedônia, perto de Constantinopla (atual Istambul), realizado de 8 de outubro a 1. o de novembro de 451. A declaração resultante, chamada Definição de Calcedônia, previne contra o apolinarismo, o nestorianismo e o eutiquianismo. Ela tem sido tomada desde então como a definição padrão, ortodoxa, do ensino bíblico sobre a pessoa de Cristo igualmente pelos ramos católicos, protestantes e ortodoxos do cristianismo.

3.

Agrupamento de textos bíblicos específicos sobre a divindade e a humanidade de

Cristo.

Quando examinamos o Novo Testamento, conforme fizemos acima nas seções sobre a humanidade e a divindade de Jesus, há algumas passagens que parecem difíceis de encaixar. (Como Jesus podia ser onipotente e ainda assim fraco? Como podia deixar o mundo e ainda estar presente em todos os lugares? Como podia aprender coisas e ainda ser onisciente?)

a. Uma natureza faz algumas coisas que a outra não faz.

Teólogos evangélicos de gerações anteriores não hesitaram em fazer distinção entre coisas feitas pela natureza humana de Cristo, mas não pela natureza divina, ou pela natureza divina, mas não pela humana. Parece que temos de fazer isso se quisermos reafirmar a declaração de Calcedônia de que “é preservada a propriedade de cada natureza”. Mas poucos teólogos recentes dispõem-se a fazer tal distinção, talvez por causa de uma hesitação em afirmar algo que não conseguimos compreender.

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b. Tudo o que uma das naturezas faz, a pessoa de Cristo faz.

Na seção anterior mencionamos uma série de coisas feitas por uma natureza, mas não pela outra na pessoa de Cristo. Agora precisamos afirmar que tudo o que diz respeito à natureza humana ou divina de Cristo diz respeito à pessoa de Cristo. Assim Jesus pode dizer: “antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8.58). Ele não diz:

“Antes que Abraão existisse, minha natureza humana existia”, porque ele é livre para falar de qualquer coisa feita só por sua natureza divina ou só por sua natureza humana como algo feito por ele.

c. Títulos que nos lembram de uma natureza podem ser empregados em referência à pessoa, mesmo quando a ação é realizada pela outra natureza.

Os autores do Novo Testamento às vezes empregam títulos que nos lembram ou da natureza humana ou da natureza divina para falar da pessoa de Cristo, ainda que a ação mencionada possa ter sido realizada apenas pela outra natureza e não pela que pareça estar implicada no título. Por exemplo, Paulo diz que se os governantes deste mundo tivessem compreendido a sabedoria de Deus, “jamais teriam crucificado o Senhor da glória” (1Co 2.8).

d. Uma breve frase de resumo.

Às vezes no estudo da teologia sistemática, a seguinte frase tem sido empregada para resumir a encarnação: “Permanecendo o que era, tornou-se o que não era”. Em outras palavras, enquanto Jesus “permanecia” o que era (ou seja, plenamente divino), ele também se tornou o que não fora antes (ou seja, também plenamente humano). Jesus não deixou nada de sua divindade quando se tornou homem, mas assumiu a humanidade que antes não lhe pertencia.

e. A “comunicação” de atributos.

Depois de decidirmos que Jesus era plenamente homem e plenamente Deus, e que sua natureza humana permaneceu plenamente humana e sua natureza divina permaneceu plenamente divina, podemos ainda perguntar se algumas qualidades ou capacidades foram dadas (ou “comunicadas”) de uma natureza a outra. Parece que a resposta é sim.

(1) Da natureza divina para a natureza humana

Ainda que a natureza humana de Jesus não tenha mudado em seu caráter essencial, porque ela foi unida à natureza divina na pessoa única de Cristo, a natureza humana de Jesus obteve (a) dignidade para ser cultuada e (b) incapacidade de pecar, elementos que não pertencem, de outra maneira, aos seres humanos.

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(2) Da natureza humana para a natureza divina

A natureza humana de Jesus lhe deu (a) a capacidade de experimentar o sofrimento e a morte; (b) a capacidade de ser nosso sacrifício substitutivo, o que Jesus, só como Deus, não poderia ter feito.

f. Conclusão.

Ao final desta longa discussão, pode-nos ser fácil perder de vista o que de fato é ensinado nas Escrituras. Trata-se, de longe, do milagre mais maravilhoso de toda a Bíblia muito mais maravilhoso que a ressurreição e até que a criação do universo. O fato de o Filho de Deus, infinito, onipresente e eterno tornar-se homem e unir-se para sempre a uma natureza humana, de modo que o Deus infinito se tornasse uma só pessoa com o homem finito, permanecerá pela eternidade como o mais profundo milagre e o mais profundo mistério em todo o universo.

A EXPIAÇÃO

Podemos definir a expiação como segue: expiação é a obra que Cristo realizou em sua vida e morte para obter nossa salvação. Essa definição indica que usamos a palavra expiação num sentido mais amplo em que às vezes é utilizada. Ela é empregada de vez em quando para se referir apenas ao fato de Jesus morrer e pagar nossos pecados na cruz.

A. A CAUSA DA EXPIAÇÃO

Qual foi a causa última que levou Cristo a vir para este mundo e morrer pelos nossos pecados? Para encontrá-la, devemos pesquisar o assunto em alguma coisa no caráter do próprio Deus. E aqui as Escrituras apontam para duas coisas: o amor e a justiça de Deus.

O amor de Deus como uma das causas da expiação é descrito na passagem mais conhecida da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Mas a justiça de Deus também exigia que ele encontrasse um meio pelo qual a pena pelos nossos pecados fosse paga (pois ele não podia aceitar-nos em comunhão consigo mesmo a menos que a penalidade fosse paga).

B. A NECESSIDADE DE EXPIAÇÃO

Havia alguma outra maneira de Deus salvar os seres humanos além de enviar seu Filho para morrer em nosso lugar?

Antes de responder a essa pergunta, é importante entender que Deus não tinha nenhuma necessidade de salvar ninguém. Quando nos conscientizamos de que “Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo” (2Pe 2.4), percebemos que Deus poderia também ter escolhido com perfeita justiça deixar-nos em nossos

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pecados, esperando o julgamento; ele poderia ter escolhido não salvar ninguém, assim como fez com os anjos pecaminosos. Assim, nesse sentido a expiação não era absolutamente necessária.

C. A NATUREZA DA EXPIAÇÃO

Nesta seção, considero dois aspectos da obra de Cristo: (1) a obediência de Cristo por nós, pela qual obedeceu às exigências da lei em nosso lugar e foi perfeitamente obediente à vontade de Deus Pai como nosso representante, e (2) os sofrimentos de Cristo por nós, pelos quais recebeu o castigo pelos nossos pecados e, em conseqüência, morreu pelos nossos pecados.

1. A obediência de Cristo por nós (às vezes chamada “obediência ativa”).

Se Cristo tivesse conseguido só o perdão dos pecados por nós, não mereceríamos o céu. Nossa culpa teria sido removida, mas estaríamos simplesmente na posição de Adão e Eva antes de terem feito qualquer coisa boa ou má e antes de terem passado um tempo de provação com sucesso. Para serem estabelecidos em justiça para sempre e ter assegurada a sua eterna comunhão com Deus, Adão e Eva tinham de obedecer a Deus de modo perfeito por um período de tempo. Então, Deus teria olhado para sua obediência fiel com prazer e deleite, e eles teriam vivido em comunhão com o Senhor para sempre.

2. Os sofrimentos de Cristo por nós (às vezes chamados “obediência passiva”).

Além de obedecer à lei de modo perfeito por toda a sua vida em nosso favor, Cristo tomou também sobre si mesmo os sofrimentos necessários para pagar a penalidade pelos nossos pecados.

a. Sofrimento por toda a sua vida.

Num sentido mais amplo a pena que Cristo suportou ao pagar nossos pecados foi um sofrimento tanto em seu corpo como em sua alma ao longo da vida. Embora os sofrimentos de Cristo tenham culminado em sua morte sobre a cruz (veja abaixo), toda a sua vida num mundo caído envolveu sofrimento. Por exemplo, Jesus suportou tremendo sofrimento durante a tentação no deserto (Mt 4.1-11), quando foi submetido por quarenta dias aos ataques de Satanás. 5

b. A dor da cruz.

Os sofrimentos de Jesus se intensificaram à medida que ele se aproximava da cruz. Ele compartilhou com os discípulos algo da agonia que estava vivendo quando disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26.38). Foi especialmente sobre a cruz que os sofrimentos de Jesus por nós atingiram seu clímax, pois foi ali que ele suportou o castigo pelo nosso pecado e morreu em nosso lugar. As Escrituras nos ensinam que havia quatro diferentes aspectos da dor que Jesus experimentou:

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(1) Dor física e morte

Não precisamos sustentar que Jesus sofreu mais dor física do que qualquer ser humano jamais sofreu, pois em nenhuma passagem a Bíblia faz tal alegação. Mas ainda não podemos esquecer que a morte por crucificação era uma das formas mais horríveis de execução que o homem já inventou.

(2) A dor de carregar o pecado

Mais horrível que a dor do sofrimento físico que Jesus suportou foi a dor psicológica de carregar a culpa pelo nosso pecado. Em nossa própria experiência como cristãos conhecemos um pouco da angústia que sentimos quando sabemos que pecamos. O peso da culpa nos oprime o coração, e há um amargo sentimento de separação de tudo que é correto no universo, uma consciência de algo que num sentido bem profundo não devia existir. Na verdade, quanto mais crescemos em santidade como filhos de Deus, sentimos de modo mais intenso essa repugnância instintiva diante do mal.

(3) Abandono

A dor física da crucificação e a dor de carregar sobre si mesmo o mal absoluto de nossos pecados foram agravadas pelo fato de Jesus ter enfrentado essa dor sozinha. No Getsêmani, quando Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, confidenciou-lhes um pouco de sua agonia: “A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai” (Mc 14.34). Esse é o tipo de confidência que se faz a um amigo íntimo e implica um pedido de apoio em sua hora da maior provação. Porém, quando Jesus foi preso, “os discípulos todos, deixando-o, fugiram” (Mt 26.56).

(4) A dor de suportar a ira de Deus

Mais difícil ainda que esses três aspectos da dor de Jesus foi a dor de suportar sobre si a ira de Deus. Como Jesus carregava sozinho a culpa de nossos pecados, Deus Pai, o poderoso Criador, o Senhor do universo, derramou sobre ele a fúria de sua ira: Jesus se tornou objeto do intenso ódio e da vingança contra o pecado que Deus tinha guardado com paciência desde o início do mundo.

c. Outras reflexões sobre a morte de Cristo

(1) O castigo foi infligido por Deus Pai

Se perguntarmos “Quem exigiu que Cristo pagasse a pena pelos nossos pecados? , a resposta dada pelas Escrituras é que o castigo foi aplicado por Deus Pai como representante dos interesses da Trindade na redenção. Foi a justiça de Deus que exigiu que o pecado fosse pago, e, entre os membros da Trindade, era Deus Pai quem tinha o papel de exigir esse pagamento. Deus Filho voluntariamente assumiu o papel de suportar o castigo pelo pecado.

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(2) Não um sofrimento eterno, mas um pagamento integral

Se tivéssemos de pagar a pena de nossos próprios pecados, teríamos de sofrer eternamente separados de Deus. Porém, Jesus não sofreu eternamente. Existem duas razões para essa diferença:

(a)

Se sofrêssemos pelos nossos próprios pecados, nunca seríamos capazes de nos colocar novamente em condição correta com Deus por nós mesmos. Não haveria nenhuma esperança, pois não poderíamos viver de novo e conseguir justiça perfeita diante de Deus, e não haveria nenhum modo de desfazer nossa natureza pecaminosa e torná-la justa diante de Deus.

(b)

Jesus era capaz de receber toda a ira de Deus contra nosso pecado e sofrê-la até o fim. Nenhum homem comum poderia jamais fazer isso, mas em virtude da união das naturezas divina e humana em sua pessoa, Jesus era capaz de receber toda a ira de Deus contra o pecado e sofrê-la até o fim. Isaías predisse que Deus “verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito” (Is 53.11).

(3) O significado do sangue de Cristo

O Novo Testamento muitas vezes liga o sangue de Cristo com nossa redenção. Por

sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como

prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais

vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe 1.18-19).

exemplo, Pedro diz: “

(4) A morte de Cristo como “substituição penal”

A concepção da morte de Cristo apresentada aqui tem sido chamada com freqüência a teoria da “substituição penal”. A morte de Cristo foi “penal” pelo fato de ter ele cumprido uma pena quando morreu. Sua morte foi também uma “substituição” pelo fato de ter ele sido nosso substituto quando morreu.

d. Termos do Novo Testamento que descrevem diferentes aspectos da expiação. A obra expiatória de Cristo é um evento complexo que tem vários efeitos sobre nós. O Novo Testamento usa diferentes palavras para descrevê-los; vamos examinar quatro termos mais importantes. Eles mostram como a morte de Cristo atendeu a quatro necessidades que temos como pecadores:

(1) Sacrifício

Para pagar a pena de morte que merecemos por causa de nossos pecados, Cristo morreu como sacrifício por nós. Ele “se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

(2) Propiciação

Para nos livrar da ira de Deus que merecemos, Cristo morreu como propiciação pelos nossos pecados. “Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a

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Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).

(3) Reconciliação

Para vencer a nossa separação de Deus, precisávamos de alguém que proporcionasse reconciliação e dessa forma nos trouxesse de volta à comunhão com Deus. Paulo diz que Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2Co 5.18-19).

(4) Redenção

Uma vez que como pecadores estamos escravizados ao pecado e a Satanás, precisamos de alguém que nos proporcione redenção e, dessa forma, nos “redima” de nossa servidão. Quando falamos em redenção, entra em foco a idéia de “resgate”. Resgate é o preço pago para redimir alguém da escravidão ou cativeiro. Jesus disse de si mesmo: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).

e. Outras concepções da expiação. Em contraste com a concepção da substituição penal da expiação apresentada neste capítulo, vários outros pontos de vista têm sido defendidos na história da igreja.

(1) A teoria do resgate pago a Satanás

Essa visão foi sustentada por Orígenes (c. 185 c. 254 d.C.), teólogo de Alexandria

e mais tarde de Cesaréia, e depois dele por alguns outros na história antiga da

igreja. De acordo com esse ponto de vista, o resgate que Cristo pagou para nos redimir foi dado a Satanás, em cujo reino se encontravam todas as pessoas devido ao pecado.

(2) A teoria da influência moral

Defendida pela primeira vez por Pedro Abelardo (1079-1142), teólogo francês, a teoria da influência moral da expiação sustenta que Deus não exige o pagamento de um castigo pelo pecado, mas que a morte de Cristo era simplesmente um modo pelo qual Deus mostrou o quanto amava os seres humanos ao identificar- se, até a morte, com os sofrimentos deles. A morte de Cristo, portanto, torna-se um grande exemplo didático que mostra o amor de Deus por nós, amor que nos extrai uma resposta agradecida, de modo que somos perdoados ao amá-lo.

(3) A teoria do exemplo

A teoria do exemplo da expiação foi ensinada pelos socinianos, seguidores de

Fausto Socino (1539-1604), teólogo italiano que se estabeleceu na Polônia em 1578 e atraiu grande número de adeptos. A teoria do exemplo, à semelhança da teoria da influência moral, também nega que a justiça de Deus exija castigo pelo pecado; diz que a morte de Cristo simplesmente nos provê de exemplo de como

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devemos confiar em Deus e obedecer-lhe de modo perfeito, mesmo que essa confiança e obediência nos levem a uma morte horrível.

(4) A teoria governamental

A

teoria governamental da expiação foi ensinada pela primeira vez por um teólogo

e

jurista holandês, Hugo Grotius (1583-1645). Essa teoria sustenta que Deus não

tinha realmente de exigir castigo pelo pecado, mas, uma vez que ele era Deus onipotente, poderia deixar de lado essa exigência e simplesmente perdoar os pecados sem o pagamento de uma pena. Nesse caso, qual foi o propósito da morte de Cristo? Foi a demonstração divina do fato de que suas leis foram infringidas, que ele é o legislador moral e governador do universo e que alguma espécie de pena seria exigida sempre que suas leis fossem infringidas. Dessa forma, Cristo não paga a pena exatamente pelos pecados concretos de alguém, mas apenas sofreu para mostrar que quando as leis de Deus são quebradas alguma espécie de pena deve ser paga.

De novo, o problema com essa visão é que ela falha em explicar de modo adequado todas as passagens bíblicas que falam em Cristo carregando nossos pecados sobre a cruz, em Deus lançando sobre Cristo a iniqüidade de nós todos, em Cristo morrendo especificamente pelos nossos pecados e em Cristo sendo a propiciação pelos nossos pecados. Além disso, ela retira o caráter objetivo da expiação por tornar o seu propósito não a satisfação da justiça de Deus, mas apenas a influência sobre nós a fim de nos fazer perceber que Deus tem leis que devem ser guardadas. Essa concepção implica também que não podemos confiar de modo correto na obra completa de Cristo quanto ao perdão dos pecados, pois de fato não foram pagos por ele. Além do mais, ela faz com que a conquista efetiva do perdão por nós seja algo que aconteceu na mente do próprio Deus à parte da morte de Cristo sobre a cruz ele já tinha decidido nos perdoar sem exigir de nós nenhum castigo e então puniu Cristo apenas para demonstrar que ainda era o governador moral do universo. Mas isso significa que Cristo (segundo esse ponto de vista) não conquistou de fato o perdão por nós, e assim o valor de sua obra redentora é reduzido de maneira drástica. Por fim, essa teoria não explica de maneira adequada a imutabilidade de Deus e a infinita pureza de sua justiça. Dizer que Deus pode perdoar pecados sem exigir nenhum castigo (a despeito do fato de que através das Escrituras o pecado sempre requer o cumprimento de uma pena) é subestimar seriamente o caráter absoluto da justiça de Deus.

f. Teria Cristo descido ao inferno?

Argumenta-se às vezes que Cristo desceu ao inferno depois de morrer. A frase “desceu ao inferno” não aparece na Bíblia. Mas o Credo Apostólico, amplamente usado, diz: “foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao inferno; e ao terceiro dia ressurgiu dos mortos”. Isso significa que Cristo suportou mais sofrimentos após sua morte na cruz? Como veremos abaixo, um exame dos indícios bíblicos indica que não. Mas antes de examinar os textos bíblicos relevantes, deve-se analisar a frase “desceu ao inferno” do Credo Apostólico.

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(1) A origem da frase “desceu ao inferno”

Antecedentes obscuros encontram-se por trás de grande parte da história da frase em si. Suas origens, quando podem ser identificadas, estão bem longe de serem louváveis. O grande historiador eclesiástico Philip Schaff resumiu o desenvolvimento do Credo Apostólico num extenso diagrama, parte do qual reproduzimos nas p. 486-488.

(2) Possível apoio bíblico para a descida ao inferno

O apoio para a idéia de que Cristo desceu ao inferno encontra-se principalmente em cinco passagens: Atos 2.27; Romanos 10.6-7; Efésios 4.8-9; 1Pedro 3.18-20 e 1Pedro 4.6. (Tem- se recorrido também a poucas outras passagens, mas de maneira menos convincente.). Numa análise mais detida, será que alguma dessas passagens sustenta claramente esse ensino?

(A). Atos 2.27. Isso faz parte do sermão de Pedro no dia de Pentecostes, onde ele cita Salmos 16.10. Na versão King James, o versículo diz: “porque não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção”.

(b.). Romanos 10.6-7. Esses versículos contêm duas perguntas retóricas, de novo

citações do Antigo Testamento (de Dt 30.13): “Quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo; ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo dentre os mortos”.

(c). Efésios 4.8-9. Aqui Paulo escreve: “

que quer dizer subiu, senão que também

havia descido às regiões inferiores da terra? ” Isso significa que Cristo “desceu” ao inferno? À primeira vista não fica claro o que significa “às regiões inferiores da terra”, mas outra tradução parece dar o melhor sentido: “Que quer dizer ‘ele

subiu’, senão que também desceu às regiões terrenas inferiores? ”

(d).1Pedro 3.18-20. Para muitos, essa é a passagem mais intrigante em todo o assunto. Pedro diz que Cristo foi “morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca”.

Isso falaria de Cristo pregando no inferno?

Alguns entendem que “foi e pregou aos espíritos em prisão” significa que Cristo foi ao inferno e pregou aos espíritos que ali estavam ou proclamando o evangelho e oferecendo uma segunda oportunidade de arrependimento, ou só proclamando que havia triunfado sobre eles e que estavam eternamente condenados.

Isso falaria de Cristo pregando a anjos decaídos?

Para dar uma explicação melhor a essas dificuldades, alguns comentaristas propõem que se entenda “espíritos em prisão” como espíritos demoníacos, os espíritos dos anjos decaídos, dizendo que Cristo proclamou condenação a esses

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demônios. Isso (alegam) consolaria os leitores de Pedro, mostrando-lhes que as forças demoníacas que os oprimiam também seriam derrotadas por Cristo.

Isso falaria de Cristo proclamando libertação aos santos do Antigo Testamento?

Outra explicação é que Cristo, após sua morte, foi proclamar libertação aos crentes do Antigo Testamento que não tinham conseguido entrar no céu antes que se completasse a obra redentora de Cristo.

Uma explicação mais satisfatória

A explicação mais satisfatória de 1Pedro 3.19-20 parece aquela proposta (mas não de fato defendida) por Agostinho: a passagem refere-se não a algo que Cristo fez entre sua morte e ressurreição, mas ao que fez “no âmbito espiritual da existência” (ou “pelo Espírito”) nos dias de Noé. Quando Noé estava construindo a arca, Cristo “em espírito” estava pregando por meio de Noé aos incrédulos hostis em torno dele.

(3) Oposições bíblicas a uma descida ao inferno

Acrescentando-se ao fato de haver pouco ou nenhum apoio bíblico para a descida de Cristo ao inferno, há alguns textos do Novo Testamento que argumentam contra a possibilidade de Cristo ter ido ao inferno após sua morte.

As palavras de Jesus ao ladrão na cruz: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43), implicam que depois de sua morte, a alma (ou espírito) de Jesus foi imediatamente à presença do Pai no céu, ainda que seu corpo permanecesse sobre a terra, sendo sepultado.

(4) Conclusão a respeito do Credo Apostólico e da questão da possível descida de Cristo ao inferno

Será que a frase “desceu ao inferno” merece ser mantida no Credo Apostólico, junta-mente com as grandes doutrinas da fé com que todos concordamos? O único argumento em seu favor parece o fato de estar ali há muito tempo. Mas um erro antigo continua sendo um erro e durante todo o tempo em que ali tem estado, tem trazido confusão e desavenças quanto ao seu significado.

D. A AMPLITUDE DA EXPIAÇÃO

Uma das diferenças entre teólogos reformados e outros teólogos católicos e protestantes tem sido a questão da amplitude da expiação. A questão pode ser colocada da seguinte maneira: quando Cristo morreu, pagou os pecados de toda a raça humana ou só os pecados dos que, ele sabia, seriam por fim salvos?

1. Passagens bíblicas empregadas para sustentar a concepção reformada.

Algumas passagens das Escrituras falam do fato de que Cristo morreu por seu povo. “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). “Dou a minha vida pelas ovelhas” (Jo 10.15). Paulo fala da “igreja de Deus, a qual

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ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28). Ele também diz: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? ” (Rm 8.32).

2. Passagens bíblicas empregadas para sustentar a concepção não-reformada (redenção

geral ou expiação ilimitada).

Algumas passagens das Escrituras indicam que em algum sentido Cristo morreu por todo o mundo. João Batista disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). E João 3.16 nos diz que “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Jesus disse: “O pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (Jo 6.51).

3. Alguns pontos pacíficos e algumas conclusões sobre textos polêmicos.

Seria bom primeiro alistar os pontos sobre os quais ambos os lados concordam:

1. Nem todos serão salvos.

2. É correto que se ofereça gratuitamente o evangelho a todas as pessoas. É

completamente verdadeiro que “quem desejar” pode chegar a Cristo e obter a salvação,

e ninguém que chegar a ele será lançado fora. Essa oferta gratuita do evangelho é estendida em boa fé para todas as pessoas.

3. Todos concordam que a própria morte de Cristo, por ser ele o infinito Filho de Deus, possui mérito infinito, sendo em si suficiente para pagar a penalidade dos pecados dos muitos ou dos poucos que o Pai e o Filho decretaram. A questão não está nos méritos intrínsecos dos sofrimentos e da morte de Cristo, mas no número de pessoas pelas quais

o Pai e o Filho entenderam, no momento da morte de Cristo, que sua morte seria pagamento suficiente.

4. Pontos de esclarecimento e cautela a respeito dessa doutrina. É importante expor alguns pontos de esclarecimento e também algumas áreas em que podemos objetar com justiça contra a maneira pela qual alguns defensores da redenção particular expressam seus argumentos. É também importante perguntar as implicações pastorais desse ensino.

RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO

A. A RESSURREIÇÃO

1. Evidências do Novo Testamento.

Os evangelhos contêm testemunho abundante da ressurreição de Cristo (veja Mt 28.1-20; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1-53; João 20.1-21.25). Além dessas narrativas detalhadas nos quatro evangelhos, o livro de Atos é um relato histórico da proclamação que os apóstolos fizeram da ressurreição de Cristo, da contínua

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oração a ele dirigida e da confiança nele como aquele que está vivo e reinando no céu.

2. A natureza da ressurreição de Cristo.

A ressurreição de Cristo não foi simplesmente um retorno da morte, à semelhança daquela experimentada por outros antes dele, como Lázaro (João 11.1-44), porque senão Jesus teria se submetido à fraqueza e ao envelhecimento, e por fim teria morrido outra vez, exatamente como todos os outros seres humanos morrem.

3. O Pai e o Filho participaram na ressurreição.

Alguns textos afirmam especificamente que Deus Pai ressuscitou Cristo dentre os mortos (Atos 2.24; Rm 6.4; 1Co 6.14; Gl 1.1; Ef 1.20), mas outros textos falam de Jesus participando na sua própria ressurreição. Jesus diz: “Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la.

4. O significado doutrinário da ressurreição

a. A ressurreição de Cristo assegura nossa regeneração.

Pedro diz que Deus “nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (1Pe 1.3). Aqui ele associa explicitamente a ressurreição de Jesus com a nossa própria regeneração ou novo nascimento.

b. A ressurreição de Cristo assegura nossa justificação.

Em apenas uma passagem Paulo associa explicitamente a ressurreição de Cristo com a nossa justificação (ou o nosso recebimento da declaração de que não somos culpados, mas retos diante de Deus). Paulo diz que Jesus “foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm

4.25).

c. A ressurreição de Cristo assegura-nos de que iremos receber igualmente corpos ressurretos perfeitos.

O Novo Testamento associa várias vezes a ressurreição de Jesus com nossa ressurreição corpórea final. “Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1Co 6.14). Semelhantemente, “aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco” (2Co 4.14). Mas a discussão mais completa da associação entre a ressurreição de Cristo e a nossa própria acha-se em 1Coríntios 15.12-58. Ali Paulo afirma que Cristo é “as primícias” dos que dormem (1Co 15.20).

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5. O sentido ético da ressurreição.

Paulo também observa que a ressurreição tem uma aplicação relacionada à obediência a Deus nesta vida. Após uma longa discussão a respeito da ressurreição, Paulo conclui encorajando seus leitores: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15.58).

B. A ASCENSÃO

1. Cristo subiu para um lugar.

Após a ressurreição de Cristo, ele esteve na terra por quarenta dias (Atos 1.3) e depois conduziu os discípulos para Betânia, fora de Jerusalém, e “erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu” (Lc 24.50).

2. Cristo recebeu mais glória e honra como Deus-Homem.

Quando Jesus subiu ao céu recebeu glória, honra e autoridade que não tinha

glorifica-

me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (João 17.5). Em seu sermão em Pentecostes Pedro disse que Jesus fora exaltado à destra de Deus (Atos 2.33). Paulo declarou que Deus o exaltou grandemente (Fp 2.9), e que fora recebido em glória (1Tm 3.16; cf. Hb

antes, enquanto era Deus e homem. Antes de sua morte, Jesus orou: “

1.4). Cristo está agora no céu, e coros angelicais cantam-lhe louvor com as palavras: “Digno é o cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Ap 5.12).

3. Cristo assentou-se à destra de Deus (a sessão de Cristo).

Um aspecto específico de Cristo ter subido para o céu e recebido honra é o fato de que ele se assentou à destra de Deus. Isso é às vezes chamado sua sessão à destra de Deus.

Antigo Testamento predisse que o Messias sentar-se-ia à direita de Deus: “Disse

O

o

SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus

inimigos debaixo dos teus pés” (Sl 110.1). Quando Cristo ascendeu de volta ao céu

depois de ter feito a

ele recebeu o cumprimento daquela promessa: “

purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 1.3).

4. A ascensão de Cristo tem importância doutrinária para nossa vida.

Assim como a ressurreição tem implicações profundas para a nossa vida, do mesmo modo a ascensão de Cristo tem implicações significativas. Em primeiro lugar, visto que estamos unidos a Cristo em cada aspecto da obra de redenção, a ascensão de Cristo ao céu prefigura nossa ascensão futura com ele. “Nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o

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encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4.17).

C. OS ESTADOS DE JESUS CRISTO

Ao comentar sobre a vida, a morte e a ressurreição de Cristo, os teólogos muitas vezes aludem aos “estados de Jesus Cristo”. Com isso eles se referem às diferentes relações que Jesus mantinha com a lei de Deus para a humanidade, com a posse de autoridade e com a honra que se lhe deve. De forma geral distinguem-se dois estados (humilhação e exaltação). Assim, a doutrina do “estado duplo de Cristo” é

o ensino de que ele experimentou primeiramente o estado de humilhação para depois passar ao estado de exaltação.

OS OFÍCIOS DE CRISTO

Os três cargos mais importantes que poderiam existir para o povo de Israel no Antigo Testamento eram: o profeta (como Natã, 2Sm 7.2), o sacerdote (como Abiatar, 1Sm 30.7) e o rei (como Davi, 2Sm 5.3). Esses três ofícios eram distintos. O profeta falava as palavras de Deus ao povo; o sacerdote oferecia sacrifícios, orações e louvores a Deus em favor do povo; e o rei governava o povo como representante de Deus. Esses três ofícios prefiguravam a própria obra de Cristo de várias maneiras.

A. CRISTO COMO PROFETA

Os profetas do Antigo Testamento transmitiam a palavra de Deus ao povo. Moisés foi o primeiro grande profeta e escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco. Depois vieram outros que falaram e escreveram as palavras de Deus. Mas Moisés predisse que um dia viria outro profeta como ele.

B. CRISTO COMO SACERDOTE

No Antigo Testamento, os sacerdotes eram designados por Deus para oferecer sacrifícios. Eles também ofereciam orações e louvores a Deus em favor do povo. Ao agir assim “santificavam” as pessoas, ou tornavam-nas aceitáveis à presença de Deus, se bem que de forma limitada durante o período do Antigo Testamento. No Novo Testamento, Jesus tornou-se nosso grande sumo sacerdote. Esse tema é bem desenvolvido na carta aos Hebreus, na qual vemos que Jesus atua como sacerdote de duas maneiras.

1. Jesus ofereceu um sacrifício perfeito pelo pecado.

O sacrifício que Jesus ofereceu pelos pecados não foi o sangue de animais como

porque é impossível que o sangue de touros e bodes remova

touros ou bodes: “

pecados” (Hb 10.4). Em vez disso, Jesus ofereceu a si mesmo como sacrifício

perfeito: “

aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hb 9.26).

ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para

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2.

Jesus nos aproxima continuamente de Deus.

 

Os sacerdotes do Antigo Testamento não apenas apresentavam sacrifícios, mas também compareciam de modo representativo na presença de Deus, de tempos em tempos, em favor do povo. Mas Jesus faz muito mais do que isso. Como nosso perfeito sumo sacerdote, ele continuamente nos conduz à presença de Deus, de forma que não temos mais a necessidade de um templo em Jerusalém nem de um sacerdócio especial que se coloque entre nós e Deus.

3.

Como sacerdote, Jesus ora continuamente por nós.

 

Outra função sacerdotal no Antigo Testamento era orar a favor das pessoas. O

 

autor de Hebreus nos diz que Jesus também cumpre essa função: “

também

pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). Paulo afirma a mesma coisa quando diz que Cristo Jesus é aquele que intercede por nós (Rm 8.34).

C.

CRISTO COMO REI

 

No Antigo Testamento o rei tinha autoridade para governar a nação de Israel. No Novo Testamento, Jesus nasceu para ser o Rei dos judeus (Mt 2.2), mas recusou todas as tentativas feitas pelo povo para fazê-lo um rei terreno com um poder militar e político terreno (Jo 6.15). Ele disse a Pilatos: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18.36).

D.

NOSSO PAPEL COMO PROFETAS, SACERDOTES E REIS

 

Se olharmos para a situação de Adão antes da queda e para a nossa situação futura com Cristo no céu por toda a eternidade, poderemos ver que esses papéis de profeta, sacerdote e rei têm paralelo com a experiência que Deus originariamente pretendia que o homem tivesse e serão cumpridos na nossa vida no céu.

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TEOLOGIA SISTEMÁTICA III

PNEUMATOLOGIA

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CAPÍTULO I: A NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO

1. Personalidade do Espírito Santo

2. Divindade do Espírito Santo

3. Nomes do espírito Santo

4. Símbolos do Espírito Santo

CAPITULO II: A OBRA E O MINISTÉRIO GERAL DO ESPÍRITO SANTO

1.NO ANTIGO TESTAMENTO

a) As referências ao espírito Santo no Antigo Testamento

b) O espírito criativo no Antigo Testamento

c) O Espírito Santo antes do dilúvio

d) O espírito dinâmico produzindo líderes no A.T.

1.Obreiros para Deus

2.Os juízes

3.Os primeiros reis de Israel

4.Os profetas

e) O espírito regenerador no Antigo Testamento

1.Operativo, mas sem ênfase

2.O seu derramamento geral como fonte de santidade, uma bênção futura.

3.Em conexão com a vinda do Messias

2.NO NOVO TESTAMENTO

a) A vida de Cristo

1.O nascimento virginal (Lc 12:6-45; Mt 1:20)

2.Apresentação no Templo (Lc 2:22-39)

3.O batismo de Jesus (Mt 3:11-17)

4.O ministério público de Jesus

5.A crucificação

6.A ressurreição

7.A Ascenção

b) A Igreja

1.O derramamento do espírito

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2.Provisão do poder divino para a Igreja

3.A morada permanente do Espírito Santo na Igreja

4.A Ascenção do espírito e o Arrebatamento da Igreja

c)

O Espírito Santo no futuro

1.A tribulação

2.A revelação de Cristo

3.O milênio

CAPITULO III: O ESPÍRITO SANTO NA EXPERIÊNCIA HUMANA

1.

O ESPÍRITO SANTO E O PECADOR

a)

Convence do pecado

1.Sente seu pecado

2.Convence da justiça de Cristo

3.Convence do juízo

b)

Regenera

2.

O ESPÍRITO SANTO E O CRENTE

a). Habita nele

1.Certificando a filiação divina

2.Comungando

3.Assistindo no louvor e na oração

4.Instruindo e lembrando

5.Guiando

6.Confortando

b)Santifica

c)Batiza

d)Cura

e)Arrebata e glorifica

3.PECADOS CONTRA 0 ESPÍRITO SANTO

a). Por parte do descrente

1. Resistindo ao espírito

2. Maneiras de resistir ao espírito

b) Por parte do crente

1.Mentir à pessoa do Espírito Santo

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2.Entristecer o espírito

3.Apagar o espírito

CAPITULO I

A NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO

Desde o dia de Pentecostes, o Espírito Santo tem se manifestado de maneira diferente, especialmente desde o início do século XX, quando surgiu o moderno movimento pentecostal. Entendermos que este derramamento do Espírito representa um dos sinais importantes do regresso de Jesus a este mundo. A proeminência que o Espírito Santo em Sua obra ocupa nestes dias torna imperativo que os crentes sejam bem informados acerca da Terceira Pessoa da Trindade. Aquele que se aprofundar biblicamente neste assunto desfrutará ricas experiências, pois é através do Espírito que Jesus se revela ao mundo. E pelo espírito que Cristo opera com poder na Sua Igreja. Precisamos da Sua plenitude.

Os tempos que atravessamos são tempestuosos e Satanás sabendo que pouco templo lhe resta, opera vigorosamente contra Deus e contra a Sua causa. Somente no poder do Espírito Santo, seremos capazes de vencer estas forças malignas. Enquanto estudamos este assunto, acerca da natureza e do ministério do Espírito Santo, não nos contentemos apenas com um conhecimento superficial do assunto, mas peçamos ao Senhor, a plenitude dessa bênção e do poder que o Espírito Santo veio ao mundo para suprir.

1.A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

Muitas pessoas pensam que o Espírito Santo é uma mera força intocável, ou apenas uma misteriosa influência que ninguém define. Essa opinião está bem

longe da verdade, pois o Espírito Santo é uma pessoa, sim, a Terceira Pessoa da

3:13-17.

Uma forma corpórea não se faz necessário para que haja personalidade. Entretanto, encontramos os três seguintes atributos numa personalidade:

Trindade

Jo14:1,9,17;

Mt

1.Intelecto habilidade para pensar.

2.Sensibilidade habilidade para sentir.

3.Volição habilidade para escolher.

Encontramos esses três fatores no Espírito Santo:

1.Inte1ectoRm 8 27; I Co 2:10,11 13; 12:8

2.Sensibilidade - Is. 63.10, Rm 15.30; Ef. 4.30

3.Volição - At 16:6-11; I Co 12:11

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a) Promessas do Espírito Santo

Jesus ensinou aos discípulos acerca do Espírito Santo no final do seu ministério, usando os pronomes pessoais.

Sempre usando o pronome masculino, não neutro Jo 14:16-17; 15:26; 16:7-

8,13-14.

b) Ações do Espírito Santo

Encontramos outras provas da personalidade do Espírito Santo em Suas ações

Notamos que:

Ele ensina Jo 2:27; 14:26; Ne 9:20

Ele ora - Rm 8:26

Ele ordena At 16-6-7

Ele testifica Jo 15:26

Ele falaAt 13:2; 21:11

Ele guia At 16:6-7; Rm 8:14

Ele faz comunhão - II Co 13:14 4

Ele faz milagres At 10:38

Ele revela Lc 2:26

Ele faz seu prazer- At 15:28; I Co 12:11

c)

Ações contra o Espírito Santo

O

espírito pode ser tratado como Pessoa. Segundo Pedro, Ananias mentiu a Ele At 5:3.

Existe a possibilidade de entristecer o Espírito Santo Ef4:30;

Pode-se contristar Is 63:10;

Pode-se resistir ao Espírito Santo At 7:51;

Pode-se blasfemar o Espírito Santo Mt 12:31-32;

Pode-se extinguir o espírito I Ts 5:19

Não seria possível fazer essas coisas contra o espírito se Ele fosse apenas uma influência.

d)

Seu Nome

Uma das razões porque se atribui personalidade ao Espírito Santo é o fato de que a Bíblia lhe concede certos nomes. Um dos Seus grandes títulos é o CONSOLADOR Jo14:16,26; 16:7-13.

Consolador significa “alguém chamado para estar ao lado”, indicando o ministério confortador do espírito Santo A palavra grega “Paracleto” significa: para = ao lado, e kaleo = chamar ou pedir.

O

espírito Santo hoje é o nosso Paracleto ou (paráclito) e Consolador.

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2.A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

As Escrituras não apenas revelam o Espírito Santo como uma Pessoa, mas também atesta a sua divindade, quando afirma que Ele é Deus.

O incidente da tentativa do logro praticada por Ananias e Safira em Atos 5 serve para ilustrar a divindade do Espírito Santo.

Pedro acusou Ananias de ter mentido ao Espírito Santo (v. 3). No versículo seguinte Pedro disse: “mentiste a Deus”.

a) Atributos de Deus no Espírito Santo

Outra prova da divindade do espírito encontra-se nas qualidades divinas atribuídas a Ele.

EternidadeHb 9:14

Onipresença (está em toda parte) Sl.139:7-10

Onipotência (todo o poder) - Lc 1:35; Rm 15:18-19

Onisciência (todo conhecimento) I Co 2:10; Jo 14:26, 16:13

AmorRm 15:30

VerdadeJo 16:13

SoberaniaI Co 2:11

No Seu próprio nome “Espírito Santo”, vemos a santidade. Somente Deus possui estas qualidades.

b) Atividades divinas no Espírito Santo

Notemos também o poder criativo do Espírito Santo. Na criação do mundo o Espírito trouxe a vida Gn 1:2; Jó 26:13; 33:4; Sl 104:30.

4 Observamos em João 16:8-11 a tríplice obra do espírito Santo no pecador:

1.Convencer do pecado v. 8

2.Convencer da justiça v. 10

3.Convencer do juízo v. 11

Também notamos a obra do espírito Santo na ressurreição de Jesus Cristo, e o mesmo poder operará em nós na ressurreição dos mortos II Co 4:13-14.

c) Igualdade com Deus Pai e O Filho

1.Comissão apostólica Mt 28:19

2.Bênção apostólica II Co 13:13

3.Administração da Igreja Ef. 4:4-6

3- OS NOMES DO ESPÍRITO SANTO

Os nomes e títulos do Espírito Santo são muito significativos, pois revelam sua natureza e obra.

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a). Os nomes do Espírito Santo em relação com o Pai Isto significam que Ela tem re1ação íntima com o Pai, no que se refere ao nosso bem-estar espiritual e segurança.

1.O Espírito de Deus -Gn 1:2; Mt3:16

2.O Espírito de nosso Deus I Co 6:11

3.O Espírito do Senhor Jeová Is 61:1

4.O Espírito do Seu Pai Mt 10:20

5.O Espírito do Deus vivo II Co 3:3

6.O Espírito do Senhor Lc 4:18

b) Os nomes do Espírito Santo em re1ação com o Filho Estes nomes dados a Terceira

Pessoa da Trindade não significa que sejam dois espíritos distintos, como alguns pensam, mas sim que o Espírito é dado em nome de Cristo, pois é enviado por Cristo.

O Seu trabalho especial é glorificar o Filho de Deus.

1.O espírito de Cristo Rm 8:9; I Pe 1:22

2.O espírito de Jesus Cristo Fp 1:19

3.O Espírito de JesusAt 16:7

c) Os nomes do Espírito Santo que indicam atributos divinos

1.O espírito eterno Hb 9:l4

2.O espírito da vida Rm 8:2

3.O Espírito de santidade Rm 8:2

4.O espírito de sabedoria Ex 28:3; Is 11:2

5.O espírito da verdade Jo 14:7

6.O Espírito da graça Hb 10:29

d) Os nomes do Espírito Santo que indicam Sua obra

1.O Espírito de adoração Rm 8:15

2.O espírito de féII Co 4:13

3.O espírito de Oração Rm 8:26-27

4.OS SIMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Os símbolos do Espírito Santo são palavras empregadas nas Escrituras como i1ustração. Você perceberá que eles representam a ação do espírito através dos vários ministérios que exerce em favor do povo de Deus.

a) FOGO - LC 3:16

1.O Fogo queima Hb 12:29; Is 4:4. A manifestação da ardente santidade de Deus.

2.O fogo consome consome o que é combustível: madeira, palha, feno I Co

3:13-15

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3.O fogo limpa O fogo pode tirar a escória de diferentes matérias. E o símbolo do poder purificador Is 6:6-7; Nm. 3:2-3. 4.O fogo amolece O fogo do espírito derrete os corações endurecidos At 2:37.

5.O fogo endurece O espírito Santo que torna o crente mais branco, também o torna mais resistente, mais forte.

6.O fogo ilumina Israel era guiado à noite por um clarão de fogo Ex 13:2 1. O espírito nos guiaGl. 5:18.

b) VENTO - At. 2: 2

Jesus falou do vento como símbolo do Espírito Santo. O vento é invisível, mas é real. Não podemos tocá-lo, nem o entender, mas podemos senti-lo Jo 3:8.

A mesma palavra “pneuma” que é usada em referência ao Espírito Santo, também é traduzida por “vento”, “ar” ou “fôlego”. Deus soprou em Adão o fôlego da vida e ele tornou-se alma vivente.

A ação do vento simboliza benefícios proporcionados a nós pelo Espírito Santo. Dentre estes, destacam-se os seguintes:

1. Transmissão Todo som é transmitido pelas ondas do ar. Através do Espírito Santo nossas orações são transmitidas a Deus Rm8:26. por intermédio do Espírito Santo, a mensagem de Deus é transmitida aos pecadores Lc. 4:18.

2.Poder Como um vento forte e impetuoso, o Espírito Santo manifestou-se no cenáculo, onde os crentes primitivos estavam reunidos no dia de Pentecostes At 2:2; 37:41

3.Refrigério O vento movimenta e refresca, amenizando o calor do sol Sl. 23:3.7

C) ÁGUA. RIO. CHUVA Jo. 7:37-39

1.Origem:

A. Cristo, a fonte João 7:37-39

b) Cristo a rocha fendida Ex 17:6; I Co 10:4

c) O rio procede do altar Ez 47:1-2

d) A chuva vem do céu - Is.55.10

2.Proporção:

a) A Água é abundante, nunca falta.

b) água de um poço fica limitada Jo 4:6:13

c) água a jorrar ilimitada J0 4:14

3.Utilidade:

a) A água refresca e dessedenta 51 42:2; 23:2

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b) A água faz brotar as árvores e a erva Jo 14:9; Is 44:4

c) A água limpaHb. 10:22;Tt.3:5

d) A água alimenta Is 44:3

4.Valor:

a. A água é gratuitaIs55:1

b) A água é indispensável à vida, Pelo Espírito Santo.

D.

ÓLEO - AZEITE - Zc 4:2-6

O

óleo é considerado símbolo do Espírito Santo porque era utilizado nos cerimoniais de

unção e consagração de profetas, sacerdotes e reis no A.T. (Ex 30:30; Lv. 8:12; I Sm 10:1, 16:13). 1.Aplicação simbólica do óleo (azeite)

a. Azeite na orelha, na mão e no pé Lv. 14:17. Habilitação para ouvir a voz do Deus, para trabalhar, para andar no caminho do Senhor.

b) Azeite no rosto Sl 104:15; Hb. 1:9 para brilhar de alegria.

c) Azeite nas feridas Lc. 10:34 para restauração

2.A unção com óleo representa a finalidade da Unção do Espírito

Consagração do sacerdote para ministrar as coisas sagradas Lv 8:10-12; Rm

15:16.

b) Para servir eficientemente Ap 3:18; Hb 1:9; II Co 4:18.

c) Para enxergar perfeitamente Ap 3:18

d) Para comunicar conhecimento espiritual I Jo 2:20; I Co 2:9-10.

e) Para confirmar em Cristo II Co l:21;Hb 3:14.

O óleo era usado para alimentar, iluminar, lubrificar, curar enfermidades, suavizar a pelo,

etc.

E. SELO Ef 1: 13; II Tm2:19

1.Propriedade:

Especialmente em épocas passadas, a impressão de um selo indicava a resolução do proprietário do selo como sinal de que alguma coisa lhe pertencia.

Os crentes são propriedade de Deus, e a habitação do Espírito Santo neles é a prova desta possessão divina Rm 8:9.

2.Legitimidade e Autoridade

Os documentos eram reconhecidos e válidos mediante os selos da União, do Estado, etc. Quando Jesus foi sepultado, os principais sacerdotes pretenderam manter a Sua sepultura em segurança, selando-a e conservando-a sob guarda: Mt 27:66 Violar aquele selo implicava afrontar o governo romano. Assim, aquele que

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ataca um filho de Deus, selado com o Espírito Santo, ataca a autoridade do Governo Celestial que nos tem autenticado como verdadeiros Filhos de Deus.

3.Segurança ou preservação Ef 1:14

Alguns produtos, como conserva de frutas e vegetais, são lacrados (selados) como meio de evitar a penetração do ar, a fim de preservá-lo da deterioração durante todo o tempo em que o selo foi conservado intacto. Assim também as nossas vidas são seladas pelo espírito Santo e preservadas da má influência deste mundo contaminado.

4.O selo é o Espírito Santo

a) Jesus viveu pelo Espírito Santo Lc 14:18

b) Jesus se ofereceu e morreu pelo Espírito Santo Hb 9:14

c) Jesus ressuscitou pelo Espírito Santo Rm 8:11

d) Jesus vive em n6s pelo Espírito Santo Cl 1:27

e) Jesus produz vida em nos pelo Espírito Santo I Jo 4:17; Gl 6:8

F. A POMBA - Mt.3:16-17

O Espírito Santo desceu sobre os discípulos no cenáculo em forma de fogo; havia o que queimar. Sobre Jesus veio em forma corpó6rea de uma pomba, símbolo da pureza e inocência de Cristo.

1.A pomba saiu da arca, depois do juízo do sepultamento da terra nas Águas e sua imersão Gn. 8:8-12. O espírito Santo veio do céu sobre os discípulos depois do juízo que caiu sobre Jesus por causa dos nossos pecados At 2:1-4; Rm 6:3-5.

2.A pomba foi enviada três vezes e, na terceira vez ficou. O espírito foi enviado três vezes:

a. sobre os profetas;

b) sobre Jesus e

c) no Pentecostes sobre a Igreja e veio para permanecer com ela (Mt 3:16; Jo 14:16-17; At2:1-4; I Pe 1:10-1l).

A natureza da Pomba: A pomba é uma ave limpa. Era usada para sacrifícios Le 2:24.

Este símbolo fala de gentileza, ternura, amabilidade, inocência, bondade, brandura, paz, pureza e paciência. Não há dúvida de que estas virtudes são próprias do Espírito Santo e mostram a maneira como Ele age no crente para produzir estas qualidades.

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CAPÍTULO II

A OBRA E O MINISTÉRIO GERAL DO ESPÍRITO

1.NO ANTIGO TESTAMENTO

a) As referências ao espírito Santo no Antigo Testamento

Consideremos agora o trabalho e a presença do espírito Santo no AT. Segundo T. L. Holdcroft em seu livro “O espírito Santo”, Ele é mencionado oitenta e oito vezes no AT. Isso significa a terça parte das vezes que Ele é mencionado no N. T. Vinte e três, dos 39 livros do Antigo Testamento fazem referência ao Espírito Santo, e o livro de Isaías menciona o Espírito Santo quatorze vezes mais que os outros.

b) O Espírito Criativo no Antigo Testamento

Antes que fosse criado o homem, e mesmo antes que houvesse mundo, o espírito Santo existia. Em Gn 1:2 a terra é descrita como uma massa sem forma e vazia, e envolta em trevas. Um rio de esperança penetrava na escuridão: “O espírito de Deus se movia sobre a face das águas”. Todos os três membros da Trindade participaram da criação. O Pai exerceu a vontade e planejou a obra da criação; o Filho realizou esse plano. O Espírito Santo também cumpriu a Sua parte, que é especialmente a de transmitir vida.

O Espírito Santo em Sua obra:

1.Deu vida na criação e no sustento do universoG. 1:2; Si 104:30.

O Espírito Santo é o fornecedor e sustentador da natureza. O livro de Jó fala muito

a respeito desta obra. Em Jó 26:13 lemos: “Pelo Seu Espírito ornou os céus”. A

palavra “ornar” significa decorar ou adornar. Com que os céus estão adornados? A noite resplandece com o brilho dos corpos celestes. Os astrônomos analisam as mudanças de cor nas estrelas. Quem não aprecia a beleza do sol poente? O cristão especialmente, sente grande prazer com essas maravilhas, porque conhece o Artista que pintou cenas tão lindas. O salmista declarou no S1 33:6: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus e todo o exército deles pelo Espírito de Sua boca. ” “O Espírito de Sua boca”, é o Espírito Santo ajudando na criação dessas maravilhas encontradas no universo S1 29:1, 19.

2.Deu vida na criação e no sustento do homem Gn 2:7; Jó 33:4; S1 33:6.

3.Comunica vida e produz o novo nascimento Jo 3:5.

4.Ressuscitou a Cristo da morte Rm 1:4; 8:11.

c) O Espírito Santo Antes do Dilúvio

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Gênesis 6:1-7 descreve a corrupção dos homens antidi1uvianos, dias em que seus pensamentos e ações eram más continuamente. Em conseqüência disso Deus entristeceu-se e decidiu destruir a raça humana, com exceção da família de Noé, através da qual o mundo se propagaria. No meio de tão intenso juízo, Deus se lembrou da misericórdia, dando a Noé um meio de escape através da arca que salvou a sua vida II Pe

2:5.

Durante 120 anos, enquanto construía a arca, o Espírito de Deus contendeu e persistiu com os incrédulos. O ministério do Espírito é trabalhar com o pecador, avisando-o do perigo que ameaça acontecer se ele recusar a Palavra de Deus. Gn 6:3 diz: Não contenderá o meu Espírito para sempre. “Embora a paciência de Deus seja grande, ela é

limitada em certo sentido. O ímpio não deve presumir que de qualquer jeito e em qualquer época Deus usará a misericórdia. Os antidiluvianos abusaram desta misericórdia

e foram destruídos. Podemos notar duas coisas aqui: a resistência do povo ao Espírito Santo e a persistência do Espírito pelejando com o pecador.

d) O Espírito dinâmico produzindo líderes no Antigo Testamento

Muitos homens no AT, receberam poder especial do espírito Santo, outorgando-lhes capacidade especial no exercício de seus ministérios. Foram homens de ação, organizadores, executivos, etc.

1.OBREIROS PARA DEUS:

José a nação do Egito enfrentou um tempo de crise sem precedentes em sua hist6ria. Deus capacitou um jovem hebreu para reve1ação de mistérios, quando interpretou os sonhos do rei, avisando a Faraó que sete anos de fartura seriam seguidos por sete anos de fome. José sugeriu ao rei que escolhesse um administrador, encarregando-o de guardar os cereais durante os anos de fartura. Disse o rei:

“Acharíamos um varão como este em que há o Espírito de Deus? ” — Gn 41 38-40 Então o rei escolheu José, julgando que se ele pudera receber interpretação divina dos sonhos, poderia então receber sabedoria administrativa para a emergência nacional. José recebeu

o cargo e pelo Espírito do Senhor administrou a vida econômica do Egito, salvando a vida de muitos.

Bezaleel quando Moisés precisava de um homem que seria ao mesmo tempo arquiteto, desenhista, superintendente, mestre de obras, carpinteiro e artesão, Deus capacitou a Bezaleel para realizar a construção do tabernáculo no deserto (Ex 31:1 -6); e para ensinar outras pessoas - Ex 35:34). O Espírito Santo não apenas operou na “obra espiritual”, mas também na “obra material”, e para elas necessitamos da mesma operação do Espírito que ajudou Bezaleel.

Moisés Isaías 63:11 diz que Moisés foi cheio do Espírito Santo. E o Espírito que habitava em Moisés foi transmitido aos setenta anciãos, demonstrando assim que Moisés era um homem cheio do Espírito Santo Nm. 11:16-25. Ele recebeu capacidade, autoridade e sabedoria para liderar o povo de Israel.

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Josué - em Nm. 27:18 e Dt. 34:9, diz que era um homem no qual residia o Espírito Santo. Josué recebeu do Espírito Santo autoridade divina para comandar e liderar os israelitas a conquistar a terra prometida Js. 6-10.

2.OS JUÍZES:

A Bíblia fala que certos juízes experimentaram a descida do Espírito Santo em suas vidas, concedendo-lhes habilidade administrativa para liderar o povo de Israel e obter grandes vit6rias sobre os seus inimigos.

Sansão as Escrituras falam que o espírito do Senhor era o segredo da força de Sansão Jz13:25. Não devemos pensar que Sansão foi um gigante e de proporções físicas fora do comum, capazes de torná-lo um herói. Quando o espírito do Senhor vinha sobre ele, então ele podia matar um leão com as mãos Jz14:6,19; 15:14. Foi quando a espírito do Senhor vejo sobre ele que recebeu forças para matar mil homens com uma queixada de jumento Jz15:15.

Otniel foi a primeiro juiz. Ele adquiriu sabedoria para julgar Israel. Jz 3:9-10.

“Veio sobre ele a espírito do Senhor

Gideão foi a sexto juiz. Apesar de seus inúmeros opressores, ele venceu os midianitas com seus trezentos homens pelo poder do espírito Santo. “Então o Espírito do ”

Senhor revestiu Gideão

Jz6:34.

Jefté - foi a nono juiz. Ele venceu os filhos de Amom e libertou os israelitas, conforme está escrito em Jz11:29— “Então o Espírito do Senhor veio sobre Jefté Podemos perceber que as grandes vitórias alcançadas por esses homens de Deus no A.T., era o resultado do poder do Espírito Santo operando sobre eles.

3.OS PRIMEIROS REIS DE ISRAEL:

O Espírito Santo operou ativamente durante a primeira época dos reis de Israel. O poder do espírito Santo transformou Saul em outro homem I Sm 10:6. O espírito ungiu esse rei para conduzir Seu povo contra o inimigo I Sm 11:6,11. A autoridade de Saul para reinar e as vitórias por ele alcançadas eram dadas pelo poder do Espírito operando nele. A derrota de Saul foi a resultado de sua obstinada desobediência às ordens de Deus I Sm 13:8-18; 15:18-19,22. Quando Samuel ungiu a Davi, o espírito veio e permaneceu sobre o futuro rei de Israel I Sm 16:13. Foi essa unção que deu vitória a Davi sobre o filisteu Golias e para reinar tão bem sobre a nação, bem como lhe inspirar para escrever os maravilhosos Salmos. Esse homem que era “segundo o coração de Deus” compreendeu a tragédia que seria para ele se Deus lhe retirasse o Seu espírito - 51 51:11 Davi orou: “Não retires de mim o Teu Espírito”.

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4.OS PROFETAS:

A obra do Espírito Santo no A.T. atingiu o ponto máximo através do ministério dos profetas. Através desses homens de Deus Ele operou de três maneiras: a)Fizeram maravilhas pelo seu poder.

Por exemplo, Eliseu reconheceu o Espírito como o poder principal na vida de Elias, pedindo como uma bênção final, que lhe fosse dada a porção dobrada da unção que estava sobre Elias. Estes dois profetas serviram a Deus numa época de crise espiritual nacional, e as vitórias por eles alcançadas nesta época e com os maus reis, manifestaram ainda mais o poder do Espírito Santo operando em suas vidas.

b) Os profetas falaram e pregaram a mensagem de Deus sob a unção do Espírito para

sua geração e sua época.

c) A palavra escrita por eles foi produzida pela inspiração divina do espírito e

preservada para a posteridade. Pedro disse que “esses homens falaram inspirados pelo Espírito Santo” — I Pe 1:10-12.

O espírito regenerador no Antigo Testamento

1.Operativo, mas sem ênfase Is 63:10-11; 51 51:11; 142:10; Ne 9:20. Em seu livro

“Conhecendo as doutrinas da Bíblia “, Myer Pearlman diz: “O nome Espírito Santo ocorre

, ênfase está sobre operações dinâmicas do espírito, enquanto no N T. a ênfase está sobre o Seu poder santificador “.

somente três vezes no A. T

mas oitenta e seis vezes no Novo, sugerindo que no A. T. a

2.Seu derramamento Geral Como Fonte de Santidade, uma Bênção Futura. Quando os israelitas experimentaram a descida do Espírito Santo em forma parcial ou particular, vários de seus profetas profetizaram que chegaria o momento quando a descida do espírito Santo seria universal, ou geral Jl2:28-19. Esta declaração prediz o derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne, fazendo “toda a carne” participar de um acontecimento, que na história do povo israelita, ocorreu apenas individualmente, em ocasiões esporádicas. O derramamento do Espírito Santo seria de tal magnitude que viria acompanhado da profecia.

3.Em conexão com a vinda do Messias Foi necessário a vinda de Jesus Cristo ao mundo, para efetuar a salvação e depois conceder a efusão universal do espírito Santo Mt 3:11. Myer Pearlman disse: “A grande bênção da nova época seria o derramamento do Espírito e foi o mais elevado privilégio do Messias, o de conceder o espírito”. Então, o prometido derramamento do espírito Santo, teria como ponto culminante a pessoa do Messias Rei. Podemos notar que no AT., o Espírito Santo é revelado de três maneiras:

1. Como Espírito criativo, cujo poder o universo e todos os seres foram criados;

2.O Espírito dinâmico ou doador de poder;

3.Como Espírito regenerador, através do qual a natureza humana é transformada.

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2. O ESPÍRITO SANTO NO NOVO TESTAMENTO

Observaremos que o ministério do Espírito Santo no N. T. é bem mais amplo do que no A.T., quando consideramos a sua manifestação na vida e ministério de Jesus Cristo; assim como na igreja estabelecida por Ele e também no milênio com sua atividade e presença maravilhosa. O Espírito Santo ficou em silêncio, sem falar com os homens, durante quatrocentos anos aproximadamente, antes do nascimento de Jesus Cristo.

Durante esse período, nenhuma mensagem de Deus foi profetizada ao Seu povo. Então repentinamente, começa um período de intensa atividade espiritual fora do comum. Somente no Livro de Lucas, nos primeiros dois capítulos, encontramos oito referências ao Espírito Santo, ou seja, de pessoas falando e profetizando sob

o poder do Espírito Lc. 1:15, 35, 41, 46-55, 67-69~ 2:25-27, 30-35, 36-38.

A.O ESPÍRITO SANTO E A VIDA DE CRISTO

1 O nascimento virginal Lc1 :26-4J, Mt 1:20

Um anjo apareceu em Nazaré, a uma virgem chamada Maria, anunciando-lhe que, pelo poder do Espírito Santo, ela conceberia e daria à luz um filho, que seria o Salvador do mundo Is 7:14; Mt 1:22-23. O anjo apareceu a José, noivo de Maria, garantindo-lhe que a gravidez dela era o resultado da ação poderosa do Espírito

Santo. O anjo disse a José e Maria que este filho nasceria sem pecado. A Bíblia diz em Lc1:35 que “o santo” que dela ia nascer seria chamado o “filho de Deus”. E em Mt 1:21 o seu nome seria Jesus e a obra dele seria “salvar o seu povo dos seus pecados”. A passagem de Cristo pelo mundo representa a vitória sobre o pecado,

e o resultado de Sua vinda foi a restauração da raça humana.

2.A apresentação no Templo Lc 2:22-39

Após o nascimento de Jesus, durante a Sua apresentação no Templo, o Espírito manifestou-se novamente de forma especial sobre Simeão e Ana 2:30-38. O Espírito revelou a Simeão a verdadeira identidade do menino, anunciando que era Cristo, o Messias prometido Lc2:25-27. Simeão, homem sobre quem o Espírito estava, foi impulsionado pelo mesmo Espírito, no momento certo a ir ao Templo, e por ele falou a respeito de Jesus, a quem tomou nos braços.

3.O batismo de JesusMt 3:11-17

Depois de um período de atividade, aparentemente menor na vida de Jesus, o Espírito Santo tornou a manifestar-se de modo especial. Estando João a batizar no rio Jordão, Jesus veio a estar com ele. Quando Jesus foi batizado, o Espírito Santo desceu sobre ele, marcando o início do Seu minist6rio. Ao imergir Jesus, João Batista viu um sinal que Deus lhe indicara: “Sobre aquele que vires descer o Espírito e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo” — Jo1:33. Este sinal era necessário para que João reconhecesse quem era Cristo, o Messias,

e assim poder apresentá-lo especificamente ao povo judeu Lc3:21-22. Assim, ao

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abrirem-se os céus e o Espírito Santo descer sob a forma de pomba, João percebeu que contemplava o próprio Cristo.

4.O ministério público de Jesus

O Espírito Santo operou na vida do Filho de Deus, de uma maneira especial. Essa atividade será mais bem compreendida, ao entendermos como Jesus despojou-se da Sua glória. Esta experiência está relatada em Fp 2:7, onde diz que Cristo era co- igual com Deus e era o próprio Deus fazendo parte da divindade. Mesmo desfrutando dessa elevada posição, ele a renunciou voluntariamente, tornando-se homem para sofrer a morte. Ele deixou a glória que tinha junto ao Pai, antes que o mundo existisse Jo 17:5.

Ao vir ao mundo em forma humana, voluntariamente, ele assumiu a forma de servo sobre Si. Através do ministério do Espírito, no qual confiou, Jesus tornou-se dependente de Deus; limitando-se a operar através do Espírito Santo e Seu poder.

Inicialmente, o Espírito conduziu Jesus ao deserto para ser provado pelo diabo (Mt 4:1-10). Ao descrever este episódio, Marcos salienta a ação do Espírito dessa forma: “Impeliu-O”. Lembremos que Espírito não levou Jesus ao deserto para deixá-lo à mercê dos ataques de Satanás. Na verdade, Jesus, cheio do Espírito Santo (Lc 1:4), obteve vitória sobre toda tentação, usando a espada do Espírito, a Palavra de Deus (Hb4:12).

Só depois da tentação foi que Jesus começou seu ministério propriamente dito Mt 4:17, 23-25.

Os cristãos também, depois de receberem o batismo no Espírito Santo, são aprovados para terem sua fé mais arraigada e então desempenharem melhor seu ministério.

Depois disto, Jesus iniciou um ministério de três anos e meio, repleto do poder de Deus, enfrentando e vencendo os inimigos da humanidade. O poder que estava nEle fazia com que dominasse sobre: -A natureza, que não pode continuar em sua fúria ao ouvir a voz de Jesus ordenando. “Aquietai-vos” (Mc 4:39; Mt 8:23-27), ou quando o mar ofereceu firmeza aos pés de Jesus ao andar sobre ele (Mt 14:22:23). -As circunstâncias, que foram transformadas mesmo quando pareciam impossíveis, como acontecem quando ele alimentou milhares de pessoas, com apenas alguns pães e peixes (Mt 14:17-21).

-As doenças. Onde quer que Ele passasse, os cegos viam, os coxos andavam, os leprosos eram limpos, os surdos ouviam e toda classe de doentes era trazida para que ele curasse. Esse ministério não tinha precedentes na hist6ria da humanidade (Mt 11:5; 8:1-4, 14-17).

-Os demônios, fazendo com que estes fugissem ante a sua presença, libertando dessa forma a humanidade da aflição que eles causavam (Lc 11:20; Mt 12.28, Mc 5:7; At 10:38). -A morte, que perdeu seu poder diante da poderosa palavra que Jesus lhe dirigiu ao libertar algumas pessoas de suas garras, trazendo-as novamente A vida; como poderemos observar nos exemplos seguintes: “Moço, a ti te digo: Levanta-te” (Lc7:14-17).

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A Lázaro, disse em grande voz. “Vem para fora” (Jo11:43). Aqueles que o ouviram disseram: “Nunca homem algum falou como este homem”. A pregação de Jesus era diferente dos demais homens (Jo7:43). Não era somente a essência de sua mensagem, mas também a maneira de expressá-la, que causava admiração. Seu falar demonstrava força e autoridade, que transformava a vida dos seus ouvintes.

Cristo exerceu Seu ministério não apenas como Deus, mas como homem perfeito, ungido pelo Espírito Santo. Esse ministério maravilhoso que operava em Cristo era

o resultado do poder do Espírito que nEle estava. Da mesma forma, os cristãos

devem depender de Deus, para que assim, o Espírito que operava em Cristo tenha lugar, realizando obras sobrenaturais no seu ministério; pois ainda hoje podemos receber o mesmo poder que estava em Cristo.

5.A crucificação

O

mesmo Espírito que impeliu Jesus ao deserto, sustentando-O ali e operou em

Seu ministério, também Lhe concedeu força para consumar este ministério sobre a cruz onde, “pelo Espírito eterno Se ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus. ” (Hb

9:14). Ele foi à cruz com a unção ainda sobre Si.

O

Espírito manteve diante dEle as exigências inflexíveis de Deus e O encheu de

amor e zelo para com Deus, prosseguindo, apesar dos impedimentos da dor e dificuldades, a efetuar a obra de redenção do mundo (Hb 12:2). Este mesmo Espírito proporcionou o triunfo de Cristo sobre a morte para “levar-nos a Deus” (I Pe 3:18).

6. A ressurreição

O Espírito Santo foi o agente vivificador na ressurreição de Cristo e O será também na nossa Rm 1:4;8:I1,23.

7. Ascenção

A concessão do Espírito Santo na vida de Cristo foi em três fases:

a. Na Sua concepção, quando o Espírito de Deus agiu nesse momento, procedendo com poder vivificante e purificador no Espírito de Jesus, Ele foi ingressado em Sua carreira como Filho do homem e pelo qual viveu até o fim.

b) Com o passar dos anos, começou uma nova relação com o Espírito Santo. O Espírito de Deus passou a ser o Espírito de Cristo no sentido de que repousava sobre Ele para exercer seu ministério messiânico.

c) Após Sua Ascenção, o Espírito de Deus veio a ser o Espírito de Cristo no sentido Dele ser outorgado a outros (Jo 1:33). Após a ascensão, que aconteceu há séculos atrás, o Espírito continua a cumprir o ministério de Jesus Cristo na terra. O cristão certamente reconhece Cristo como o único objeto da sua fé, mas reconhece também que o Espírito Santo é o único poder que ratifica e implementa essa fé.

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B.A IGREJA

1.O DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

a) Enviado por Cristo

O Espírito veio para permanecer sobre Cristo, não apenas para Suas próprias necessidades, mas também para que ele derramasse sobre todos os cristãos:

Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (Jo 1:33).

O

derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecoste, confirmou a chegada de

Cristo à destra do Pai, um sinal de que a obra redentora havia sido consumada. Então, após Sua Ascenção, o Senhor exerceu a grande prerrogativa messiânica que

Lhe foi outorgada enviar o Espírito a outros. Portanto, Ele concede a bênção

que Ele mesmo recebeu e faz da Sua Igreja e Seus seguidores, coparticipantes com Ele mesmo — “De sorte que, exaltado /a destra de Deus, e tendo recebido do pai

a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.” (At

2:33).

b) O Cumprimento da Promessa

Este derramamento que aconteceu no dia de Pentecoste (At 2), é o cumprimento da promessa de Cristo em dar o Consolador (At 1:8). O Senhor havia dito que dentro de poucos dias eles iriam receber esta experiência, o batismo no Espírito Santo (At 1:5).

c) O Nascimento da Igreja

A

vinda do Espírito Santo era a promessa que os seguidores esperavam no

cenáculo. Esse evento poderoso, acompanhado de evidências visíveis vento, línguas de fogo, dominaram estes discípulos e eles falaram em línguas por eles desconhecidas, mediante o poder sobrenatural (At 2:1-4). Os cento e vinte no cenáculo eram os primogênitos dos milhares e milhares da Igreja, que desde então têm sido estabelecidas durante os ú1timos vinte séculos. O derramamento Pentecostal foi o princípio de uma nova dispensação.

Deus enviou o Seu Filho e quando a missão do Filho foi cumprida, Ele enviou o Espírito do Seu Filho para continuar a obra sob novas condições. A época entre a Ascenção de Cristo e Sua segunda vinda, é essa dispensação do Espírito. O Espírito veio ao mundo em um tempo determinado para uma missão específica e partirá quando Sua missão tiver se cumprido. Ele não apenas veio ao mundo com um propósito determinado, mas também por um tempo determinado. O nome específico do Espírito durante essa dispensação será “O Espírito de Cristo”. O ministério continuará até que Jesus venha, depois do qual se realizará outro ministério dispensacional.

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2.PROVISÃO DO PODER DIVINO PARA A IGREJA

No seu livro “The Holly Spirit”, L. T. Holdcroft diz: ‘

características da Igreja, no livro de Atos, são atribuídas ao Espirilo Santo. Ele tem sido chamado “0 Executor da Grande Comissão e o Administrador do empreendimento missionário”. Foi por Sua habilidade que as conversões

aconteceram, que a unidade foi preservada na Igreja, que uma dinâmica liderança neo-administrativa foi provida e os milagres foram realizados”. Dessa forma se explica a divulgação tão rápida do Evangelho naquele tempo, dando início a um movimento que perdura até nossos dias. Essa foi a obra sobrenatural nos seguidores de Cristo.

Tudo o que a Igreja primitiva, necessitava nos primeiros séculos para divulgar o Evangelho no mundo, foi providenciado pelo poder do Espírito Santo. O Espírito Santo tem desempenhado Seu papel como “Produtor da História da Igreja”.

muitas das realizações e

3.A MORADA PERMANENTE DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA

No dia de Pentecoste o Espírito Santo foi enviado para habitar na Igreja como Seu templo, sendo sua presença localizada no Corpo coletivo e nos cristãos individualmente. O Espírito assim, assumiu Seu ofício para administrar os assuntos do reino de Cristo. O Espírito Santo é o representante de Cristo. A Ele está entregue toda a administração da Igreja até a volta de Jesus. A obra e o propósito final do Consolador, é a edificação e aperfeiçoamento do Corpo de Cristo.

A confiança na direção do Espírito estava profundamente arraigada na igreja primitiva. Não havia nenhum aspecto na vida dos cristãos, em que não se reconhecesse Seu Dirigente ou que não se sentissem os efeitos da Sua direção. O Espírito Santo é o Diretor divino que guia a Igreja e o crente fielmente. É necessária sua direção nos seguintes aspectos:

a) No Trabalho Geral da Igreja.

Capacitando a Igreja a testemunhar, ganhar almas para Cristo e cuidar do rebanho através da pregação (I Pe 1:12; 1 Ts 1:6; I Co 2:4-5); oração (Jo 16:23; Ef 6:18; Jd 20; Rm 8:26-27); canto (Ef 5:18-19) e testemunho (At 8:4-5, 35; 11:19-20).

b) Na Administração e Organização da Igreja Esta é a prerrogativa e o ministério do Espírito Santo através de homens escolhidos para cargos e ofícios nela (At 20:28; 6:3;

15:28).

1. A Liderança Administrativa. O Espírito Santo providenciou liderança administrativa e operou milagres por ação direta, através de anjos ou visões. Por exemplo, o Espírito Santo enviou Filipe a Gaza (At 8:26-29); deu direção a Ananias para orar por Saulo (At 9:10-15) e orientou os líderes da Igreja em Antioquia para escolher missionários (At 13:1-4).

2. A Chamada e a Ordenação de Obreiros. O Espírito Santo confirmou através da Igreja, a chamada de Barnabé e Saulo e ordenou-os para a obra missionária. Os líderes da Igreja preocuparam-se não com suas próprias convicções, mas com a

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escolha do Espírito Santo (At 13:2-4). Paulo também estava consciente de que todo o seu ministério era inspirado pelo Espírito SantoRm15:18,19.

3.A Solução de Problemas e Discórdias. O Espírito Santo deu aos apóstolos sabedoria divina e direção para resolverem o primeiro problema da Igreja, estabelecendo assim, a organização na Igreja (At 6:1-6). Deu também sabedoria aos líderes para solucionarem as diferenças entre judeus crentes e gentios novos convertidos, guiando na rejeição das limitações do nacionalismo judeu excessivo e tirando a barreira de preconceitos raciais e discriminação (At 15:28), evitando assim, a fragmentação da Igreja e cumprindo os propósitos de Deus.

c. Na Orientação da Obra Missionária. Os grandes movimentos missionários da Igreja primitiva, foram ordenados e aprovados pelo Espírito Santo At 8:29; 10:19, 44: 13:2,4. Ele, como Diretor divino de missões, impediu e não permitiu certas viagens, mudando os planos de Paulo e dando uma nova direção a ele e A obra missionária.

4.A ASCENSÃO DO ESPÍRITO E O ARREBATAMENTO DA IGREJA

A obra específica do Espírito Santo na dispensação atual, é preparar uma esposa (a igreja mundial) para Cristo (At 15:14; I Co 3:16; 1 Jo 4:2). Quando isto for realizado e houver “entrado a plenitude dos gentios” (Rm11:25), ocorrerá o arrebatamento da igreja, e o Espírito passará Sua administração para o Filho. Depois que a Igreja for levada, a missão dispensacional do Espírito Santo, como o “Espírito de Cristo” será concluída, no entanto, Ele permanecerá no mundo com um ministério diferente.

C.O ESPÍRITO SANTO NO FUTURO

Na dispensação atual, o Espírito Santo tem sido o poder divino executor na Igreja. Quando a Igreja lhe oferece seu devido lugar, ela experimenta estrondosos avivamentos; quando a Igreja O ignora e negligencia, deixando-O à parte, sofre derrotas em sua missão, no que diz respeito à salvação de almas e ao crescimento espiritual dos seus membros. Com a ascensão da Igreja atual, terá início um novo período que dará ocasião a operação do Espírito de uma forma diferente.

Este período terá pelo menos três pontos culminantes e distintos, como seguem:

I.A TRIBULAÇÃO

O presente ministério do Espírito Santo em permanecer sobre a terra e restringir as investidas de Satanás, será interrompido no período da Tribulação — “Porque

há um que agora resiste até que do meio seja

tirado” (II Ts 2:7). Quando a Igreja for transladada o Espírito interromperá seu

ministério, ou seja, o de estar permanentemente sobre a terra, como Ele faz agora, na época da Igreja.

Os convertidos da Tribulação não terão o privilégio de ter o Espírito Santo habitando neles, para torná-los novas criaturas em Cristo Jesus, como acontece com os cristãos atuais. Os que se arrependerem e vierem a Deus durante a Tribulação desfrutarão de uma posição semelhante a dos crentes do A.T. “Creu

já o ministério da injustiça opera

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Abraão em Deus, e isto lhe foi imputado como justiça” (Rm 4:3). Como Abraão, os santos da Tribulação, conhecerão a justificação de Deus, mas não a regeneração feita pelo Espírito, nem Sua presença interna.

Entretanto, o Espírito Santo certamente continuará seu ministério no campo da humanidade, durante o período da Tribulação. Sob o símbolo dos “sete espíritos”, os quais aparentemente denotam plenitude. O Espírito é simbolizado durante o período da Tribulação como sendo “enviados a toda a terra” (Ap 5:6). Aparentemente, o Espírito terá parte no desenvolvimento do julgamento das forças do Anticristo. Como um outro ministério, o Espírito ungirá, capacitará e sustentará os judeus e os gentios restantes, e deste modo, lançará o fundamento para a conversão da nação judaica e a perseverança dos crentes, até o ponto de martírio. Seria evidente afirmar que estes que selam seu testemunho com seu próprio sangue serão vitalmente dependentes do Espírito Santo, no que se refere às suas conquistas, espiritualmente. Mesmo que o Espírito não opere a

regeneração, ele providenciará o ímpeto espiritual necessário para levá-los a crer em Deus, para que isso possa ser contado para eles por justiça. João enumerou os

vi debaixo do altar as almas dos que

foram mortos por amor da Palavra de Deus e por amor do testemunho que

E foram dados a cada um compridas roupas brancas” (Ap 6:9-

11).~‘Depois destas coisas olhei; e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro Trajando vestidos brancos e com palmas nas mãos” (Ap 7:9).

santos da Tribulação em duas classes: “

deram

2.A REVELAÇÃO DE CRISTO

Na revelação de Jesus Cristo, O divino Filho de Davi, há muito rejeitado pelo Seu povo, irá assumir sua posição como Rei dos Reis. O Espírito Santo apropriadamente O ungirá e O capacitará para seu novo ministério. “Porque

e repousará sobre Ele o Espírito do

Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is 11:1-2). Assim pode ser dito, que o hábil governo do Cristo divino será exercido no e pelo poder do Espírito Santo. O fato de que Cristo revelar-se-á, e retornará como grande Conquistador para derrotar o Anticristo e seus exércitos, é uma conseqüência do trabalho do Espírito. Os judeus retornarão para Ele e O receberão como sendo deles mesmos, por

brotará um rebento do trono de Jessé,

causa da efusão do Espírito sobre eles — “Porque derramarei água sobre o sedento e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a una posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes” (Is 44:3). “E porei em ”

(Ez37:14,). “E sobre a

vós o meu Espírito e vivereis, e vos porei na vossa terra

casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém; derramarei o Espírito de graça e

de súplicas; e olhando para mim a quem traspassaram, e o prantearão

“(Zc

12:10).

A efusão do Espírito no desfecho da Tribulação, aponta para a revelação de Cristo, porque

a exposição do Espírito opera nos corações dos judeus que se arrependem e aceitam seu Messias, que eles previamente haviam rejeitado.

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3.O MILÊNIO

O Milênio, ou seja, o reino de mil anos que Cristo reinará sobre a terra, será o tempo em que o Espírito exercerá a plenitude do seu ministério. Haverá um derramamento tal qual nunca houve no mundo (Is32:15). As conseqüências deste derramamento são descritas como sendo justiça, paz, repouso e segurança” (Is 32:16-17), de forma predominante O Espírito Santo será sentido de uma forma comum a todos no milênio, em contraste com a infrequência disto em outras épocas, e isto será manifestado na adoração e louvor ao Senhor, na pronta obediência a Ele, assim como o poder e transformação interior. No milênio, quando haverá um novo governo e um reino de justiça, o ministério do Espírito de Deus trará renovação completa (Is.44:3).

CAPITULO II

O ESPÍRITO SANTO NA EXPERIÊNCIA HUMANA

1.O ESPÍRITO SANTO E O PECADOR

a. CONVENCE DO PECADO

Por si mesmo, o homem jamais daria o primeiro passo em direção a Deus. Portanto operação número um do Espírito Santo é fazer com que o homem pecador sinta necessidade do Salvador (Jo 16:8-11). O Pai atrai os homens para Si mesmo através do ministério do Espírito Santo. Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer” (Jo6:44).

A metodologia do Espírito Santo é fazer com que a pessoa:

1.Sinta Seu Pecado

O Espírito Santo faz com que o pecador sinta seu pecado movendo o seu coração de

maneira que entenda que é um pecador; principalmente pelo fato dele não crer que Jesus

é a sublime expressão do amor de Deus. Os homens, muitas vezes, reconhecem que:

A. nasceram no pecado;

c) sua maneira de viver é vã, e que

d) serão condenados eternamente.

Entretanto, ainda não são convencidos. Mas quando compreendem o amor de Cristo e o quanto ele sofreu por eles, ai então, caem aos pés de Cristo, arrependendo-se dos seus pecados. Isto acontece porque o pecado da incredulidade que comportava e produzia novos pecados, desaparece. Certo erudito disse: “onde esse pecado permanece, todos os demais pecados surgem e quando esse desaparece, todos os demais desaparecem”. A resistência termina quando compreendem que o pecado é resistir ao supremo amor. 0 Espírito Santo não age com veementes acusa~~es contra o pecador como o faz o promotor de justiça contra o réu. A convicção do Espírito Santo não é efetuada com

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dureza, mas sim com ternura. A voz do Espírito é meiga, apelando ao coração para que aceite Aquele que derramou Seu sangue no Calvário.

2.Convença-se da Justiça de Cristo -. Jo 16:8-10

Essa justiça é comprovada pela ressurreição do Senhor, testificando a pureza de Cristo, ou seja, que nEle não havia pecado; Ele não era pecador, mas sim justo (Rm 1:4). Sua morte no Calvário bradou sua vitória sobre o pecado, libertando o pecador de sua escravatura. O Espírito Santo usou Pedro para convencer aqueles que O haviam crucificado, de que Jesus não era pecador, mas que eles tinham crucificado o Senhor da justiça. (At. 2.36-37).

O pecador sente através da operação do Espírito Santo que as suas iniquidades não condizem com o sacrifício propiciador de Cristo, assim, a justiça de Cristo reprova os atos do pecador, mas indica-lhes também a salvação, abolindo desta forma qualquer desculpa que tente justificar o pecador (At 2:38).

3 Convença-se do Juízo Jo 16:8,11

O pecador é convencido pelo Espírito Santo de que, se ele continuar na prática do pecado, não irá escapar do reto juízo de Deus (Rm 2:3); de que já o príncipe deste mundo, Satanás, está julgado (Jo 16:11). Ele tem governado como um tirano a vida dos seus servidores, mas a graça de Deus consumou no Calvário a vitória que Jesus obteve sobre o diabo, libertando assim o pecador da sua escravidão. O poder que Satanás tinha sobre os homens foi destruído pela verdade da cruz e assim, a sua ruína foi decretada (Hb2:14-15; Cl 2:15; 1 Jo 3:8; Rm 16:20). Cristo venceu o diabo libertando os homens, e cabe a este aceitar sua libertação. O Espírito convence os homens que eles podem ser livres (Ez28:14; Jo 8:36; 1 Jo 3:8; Cl 2:13; Jo 12:23,31- 33); e de que devem crer na declaração de Jesus de que passaram da morte para a vida (Jo 5:24).

D.REGENERA

Depois que o pecador é convencido pelo Espírito Santo do pecado, da justiça do juízo, este precisa ser regenerado e vivificado, pois só assim poderá se tomar filho de Deus. Por ter nascido no pecado e possuir uma natureza pecaminosa, é inútil tentar por si mesmo, melhorar essa natureza decaída herdada do velho Adão. A única alternativa é receber de Jesus Cristo, o segundo Adão, uma nova natureza (I Co15:45).

a. A natureza da regeneração. O Espírito Santo proporciona o início de toda a vida

quem não nascer da carne e do Espírito, não pode entrar no reino

de Deus” (Jo 3:5). A sua própria maneira, O Espírito Santo opera naqueles que estão espiritualmente mortos, vivificando-os. Desta forma, o convertido é filiado ao Espírito Santo — ‘Mas, se alguém não tem 0 Espírito de Cristo, esse tal, não é dele” (Rm 8:9). Um dos chefes judeus chamado Nicodemos recebeu de Jesus a explicação do significado do que venha a ser “nascer de novo”. Este nascimento não acontece através da vontade da carne, mas ocorre pelo Espírito e pela água — aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3:3).

espiritual — “

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b. A necessidade de regeneração. Nicodemos era um homem bom, de moral elevada, religioso e muito bem-educado; mas mesmo assim Jesus insistiu que ele precisava nascer de novo. A natureza humana é tão depravada, por causa do seu estado de morte espiritual, que é necessário que o homem receba vida, unicamente através de uma mudança radical O novo nascimento. (Ef 2:1;

Lc18:18-29).

c.A efetuação e o processo de regeneração. Este processo é uma completa recriação de uma mera fagulha em chamas da centelha divina; isto não significa desenvolver uma natureza superior, mas criar uma nova natureza.

A expressão “nascer da carne e do espírito”, simplesmente significa que o

homem. Em conseqüência de sua imundícia, precisa nascer da água, ou seja, precisa ser purificado. Essa água representa a poderosa e infalível Palavra de Deus (Ef 5:26; I Pe 1:23). Esta verdade pode ser encontrada também em Ezequiel,

quando o Senhor disse: “

porei dentro em vós o meu Espírito e vos farei andar nos meus estatutos (Ez36:25-27; Tt 3:4-5; Ef 2: 1)A expressão “nascer do Espírito” pareceu estranha a Nicodemos,Jesus explicou-lhe que a ação do Espírito sobre o homem é semelhante ao vento, cuja origem e destino, não se conhecem. Da maneira como Deus soprou nas narinas de Adão dando-lhe vida, assim o Espírito de Deus vivifica o espírito do homem, que se encontra morto em seus delitos e pecados, tornando-o apto a viver para Deus em santidade.

aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados

No atual processo de regeneração, essa operação é exclusivamente do Espírito Santo, e é uma obra divina e não humana

2.O ESPÍRITO SANTO E O CRENTE

A HABITA NELE

A habitação do Espírito Santo é tão básica na experiência cristã, que o crente é descrito como sendo o templo do Espírito — “ou não sabeis que o vosso corpo é o

“(I Co 6:19,). “Não sabeis vós que

sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós”? (I Co3:16). A habitação do Espírito no crente, confirma a filiação do crente -“E, porque sois

filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de Seu Filho

assegurou aos seus discípulos que o seu relacionamento para com o Espírito mudaria após o Calvário — “O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conheceis, porque habita

(Gl 4: 6). Jesus

templo do Espírito Santo, que habita em vós

convosco, e estará em vós” (Jo14:17). Ele ressaltou que isto seria um

”(Jo

14:16). O Espírito Santo habita no verdadeiro cristão, pois é através do Espírito que Cristo habita em seu coração pela fé. Esta união com Deus é a chamada habitação interior, e na realidade é produzida pela presença da Trindade completa

relacionamento permanente — “

para que fique convosco para sempre

nele. Habitando em nossos corações, a missão principal do Espírito Santo é

glorificar a Cristo — “Ele me glorificará porque há de receber o que é meu, e vo-lo

há de anunciar” (Jo16:14).

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O Espírito Santo não fala de Si, mas de Cristo a quem glorifica. Verdadeiramente, Ele está sempre presente em toda parte, mas a habitação interior significa que Deus está presente de uma maneira nova, mantendo uma relação pessoal com o indivíduo. A habitação do

Espírito começa no momento da conversão — “

em nós, pelo Espírito que nos tem dado” (I Jo3:24). A habitação do Espírito Santo precede

e nisto conhecemos que Ele (Jesus) está

todo e qualquer relacionamento que o cristão tiver com Ele. (Rm 8:9; II Tm1:14; Jo 2:27; Cl 1:27; Ap 3:20). Quando o Espírito habita no crente, este recebe um cuidado todo especial, porque o Espírito assume certas atitudes para com ele , tais como:

1.Certificando a Filiação Divina

Paulo declara que: “O mesmo espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8:16). Esta afirmação está de acordo com o que João disse: “ e o Espírito é o que testifica porque o Espírito é a verdade” (I Jo 5:6). Desta forma o Espírito providencia uma percepção espiritual que expande o senso natural. Muitos novos convertidos guardam muitas incertezas, ou mesmo, dúvidas declaradas, no que se refere à recém encontrada fé. Às vezes os efeitos do pecado são tão profundos que a pessoa deixa de desfrutar da presença de Deus. Uma face da obra do Espírito Santo é fazer-nos entender que somos verdadeiramente “filhos de Deus e “co-herdeiros com Cristo”. Essa obra em nós dá uma confiança que facilita a nossa entrada com “ousadia no trono da graça”. Resumindo podemos concluir que:

a. Através do novo nascimento recebemos a natureza de “filhos de Deus”;

b. Através da adoção, o Espírito testifica com o nosso espírito, que realmente possuímos os direitos de “filhos de Deus”. Esta 6 uma parte essencial e aceitável do ministério do Espírito Santo, ou seja, o de assegurar ao cristão sua estabilidade e segurança em Deus.

2.Comungando

Desde que o Espírito Santo é uma pessoa divina, Ele tem trabalhado para estender uma comunhão pessoal e um senso de relacionamento para com os crentes. A palavra grega “koinonia” pode ser traduzida como “comunhão” — “Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma

(Fp 2:1). “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o

amor de Deus e a comunhão (koinonia.) do Espírito Santo seja com todos v6s” (II Co13:13). O Espírito Santo e o crente regenerado, compartilham muitas coisas em comum. Ele oferece amizade e comunhão ao povo de Deus. Ele compartilha com o

crente o mesmo amor que Ele tem para com o Pai e o Filho, Ele guia cada um, sobre os quais Ele habita, num relacionamento crescente com Deus através da Sua divina Pessoa. Jesus Cristo, além de nos conceder a bênção do Espírito Santo, também nos concede a “comunhão” do Seu Santo Espírito. Esta bênção não apenas nos leva a ter uma comunhão privilegiada com Jesus como também, comunhão com os outros cristãos da Igreja.

comunhão (koinonia) no Espírito

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3.Assistindo no Louvor e na Oração

Paulo escreveu: “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus

no Espírito

ministério do Espírito Santo, que lhe concede direção e provisão eficiente no

16:14).

(Jo

(Fp 3:3). O cristão do N.T. tem o privilégio de participar do

louvor. Jesus prometeu, no que diz respeito ao Espírito: “Ele me glorificará

O Espírito Santo opera conduzindo o crente que louva A presença do Rei. As

instruções específicas no que é concernente A adoração dos crentes, são dadas

mas enchei-vos do Espírito; falando entre vós com salmos e hinos

por Paulo — “

e cânticos espirituais. Salmodiando ao Senhor no vosso coração

“(Ef 5:18-19).

O ministério do Espírito, particularmente, assiste o crente na oração — “Orando em todo tempo, com toda a oração e súplica no Espírito” (Ef 6:18). O Espírito Santo é quem nos ajuda em nossa vida de oração, conforme nos mostra em

Rm8:26-27. Ele intercede por nós, porque nós não sabemos orar como devemos, e quando não sabemos pedir o que devemos pedir, precisamos de alguém para nos orientar, e esse alguém é o Espírito Santo.

Devemos achar conforto num aspecto da intercessão do Espírito. Em Rm8:27está

escrito: “

para com Deus deve ser muito grande, quando sabemos que oramos “segundo Deus”. O Espírito produz exatamente essa confiança. Muitos crentes fazem pouco caso dEle, e assim, deixam de usufruir as vantagens que Ele dispensa. Se todos fossem cheios do Espírito Santo e humildemente confiantes na Sua Pessoa, não haveria crentes fracos e frustrados.

Ele que segundo Deus intercede pelos santos”. A nossa confiança

É

4 Instruindo e Lembrando

Jesus disse: “

esse vos ensinará tantas coisas e vos fará

lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14:26). A instrução do Espírito envolve

claramente, entre outras coisas providenciar soluções reais para problemas

práticos. O Espírito da verdade

que ele deixa mestres na igreja, Ele ensina através de ambos; da impressão direta, ou seja, da iluminação das Escrituras, e através dos recursos humanos. Um dos resultados do ministério do Espírito ao instruir e recordar a mensagem de Jesus foi a produção do Novo Testamento através dos apóstolos. O ensino do Espírito Santo não se relaciona tanto, como a revelação de verdades novas e desconhecidas, mas sim, com a iluminação das verdades já conhecidas e reveladas. Como já dissemos, de uma forma muito especial, Ele abre nossas mentes e corações para compreenderem a Palavra de Deus. Se o Espírito é o Autor deste livro, consequentemente, é o seu melhor intérprete. O mesmo Espírito que inspirou

”(Jo 16:13). Desde

o Espírito Santo

Ele vos guiará a toda verdade

homens a escrever a Bíblia, poderá atualmente ungir os crentes para compreenderem as verdades que a Bíblia reúne.

No ensino e recordação, o Espírito não é limitado ao intelecto humano ou à operação lógica convencional da mente no raciocínio e no recordar. Ele simplesmente comunica a medida do entendimento divino, e isto é diferente do que é convencionalmente humano.

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e não tendes necessidade de que alguém Vos ensine, mas com a sua unção vos

Jo 2:27). Deste modo podemos ver como o Espírito é

um grande instrutor, pois que, mesmo que Seus ensinos sejam muito profundos, Ele nos proporciona meios para entender a verdade, que de outro modo, a mente humana limitada, seria incapaz de compreender. Em I Co 2:9-10 lemos: “As coisas que o olho não viu e o ouvido não ouviu e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para as que O amam. Mas Deus no-las revelou o Seu Espírito, porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”.

ensina todas as coisas

”(1

3.Guiando

O Espírito opera, dirigindo o crente na tomada de decisões e solucionando problemas, particularmente aqueles relacionados ao serviço do Senhor.

Ele cumpre a promessa de Deus —“Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos” (Sl.32.8). Ele oferece liberdade das distrações, inclusive da própria carne (Rm8:14; Jo 16:13). Para ser guiado pelo Espírito, deve-se colocar de lado a autossuficiência e a sabedoria natural, mesmo que a direção do Espírito não seja contrária a eles (GI 5:25). Ser sensível à direção do Espírito é uma marca de maturidade crista. O ministério do Espírito ao guiar, tem sido descrito quando opera no crente por uma “intuição do nosso julgamento cristão”. Flaterry destacou que aquele que toma uma atitude orando, sendo submisso e humilde, desejando a intervenção da vontade de Deus, este pode confiar na Sua direção.

Ocasionalmente, a direção do Espírito é negativa e preventiva (At 16:6-7) Edmund Tedeschi comenta sobre este incidente dizendo: “O Espírito guia, e o resultado é que Cristo é exposto a um indivíduo, a uma família, ou a uma região qualquer do mundo. E o impedimento do Espírito, de fato oculta o Evangelho, talvez para proteger Seus mensageiros, talvez no julgamento da região, talvez para que a mensagem seja mais rápida para os povos mais bem preparados, ou talvez porque Ele está guiando um outro apóstolo (enviado) para aquele lugar. O Espírito guia iluminando as Escrituras, desvendando mistérios (Jo 14:26; 1 Co 2:12). O Espírito guia em casos pessoais de uma forma individual (Lc 2:27; 4:1; At 8:39), e também nos tempos de perseguição (Mt 10:19-20). A direção do Espírito não deve ser confundida com os desejos e opiniões humanas. Paulo foi a Jerusalém e foi preso pela vontade de Deus, a despeito dos conselhos dos discípulos. Algumas direções não são conduzidas pelo Espírito, mas são produtos do raciocínio e opinião humana. Uma das gloriosas experiências da vida crista é sentirmos a direção direta do Espírito.

6.Confortando

Jesus fez referência a um aspecto do ministério do Espírito Santo, quando o chamou de “Consolador”, que pode ser traduzido também por “Advogado”. Entre os antigos romanos, os advogados eram pessoas de uma certa posição social, conhecidos por sua integridade de caráter, sabedoria e conhecimento, que prestavam, principalmente por motivos de amor e afeição, conselhos e ânimo ao réu. Estes o acompanhavam perante os tribunais, e quando fosse necessário,

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falavam em favor daquele que agora era seu amigo. Da mesma forma o Espírito Santo ajuda o cristão como “Advogado”, encorajando-o, exortando-o, aconselhando-o e ensinando-lhe exatamente aquilo que deve falar e fazer. O termo grego “parácleto” empregado significa: “alguém chamado para estar ao lado de”. Deste modo, o Espírito Santo é enviado para estar ao nosso lado, sustentando-nos e ajudando-nos a não cair quando estivermos em tentação, garantindo a vitória sobre o mundo, a carne e o diabo, pela Sua companhia.

A nossa atitude deve ser de total confiança no Seu poder, entregando a ele nossos problemas e procurando dar ouvidos aos Seus conselhos, porque o Espírito será para conosco o mesmo que Jesus foi para Seus discípulos. O Seu conforto nos ajuda em nossas fraquezas e tribulações, sendo necessário apenas que o cristão dê a Ele a oportunidade de operar.

B. SANTIFICA

Quando a regeneração do homem acontece, o Espírito Santo efetua uma mudança radical na alma, concedendo assim um novo princípio de vida, isto não significa que os filhos de Deus se tornem perfeitos imediatamente. A debilidade adquirida de Adão permanece, e falta ainda vencer o mundo, a carne e o diabo. O Espírito

não opera aleatoriamente, mas de uma maneira vital e progressiva, renovando a alma a cada dia. A fé deve ser fortalecida através de muitas provas e o amor deve ser amadurecido para sobreviver às dificuldades e tentações. O Espírito Santo representa para o crente, a vida íntima de Cristo com toda a riqueza da Sua santidade divino humana. O Seu desejo é que a alma seja esvaziada de

pois já despistes do

autojustificativa e que a velha natureza seja rejeitada — “ velho homem com os seus feitos” (Cl 3:9).

As seduções do pecado precisam ser vencidas e as tendências e maus hábitos devem ser corrigidos. O ministério do Espírito Santo não anula a responsabilidade do crente, mas lhe dá a oportunidade de crescer moral e espiritualmente.

Muitos têm considerado o assunto apenas do lado negativo, ou seja, de afastar-se do mal (Is 6:5). O lado positivo de consagrar-se para o bem, é de igual ou maior importância. Somente afastar-se do mal cria um vácuo, portanto, devemos nos consagrar a Deus. Mesmo participantes da natureza divina, verdade é que, ao mesmo tempo, a velha natureza está presente e quer dominar a vida do cristão. A velha natureza é para ser crucificada com Cristo (Rm.6:6). Ele desenvolve a nova natureza assim que a vida da nova criatura em Cristo desabrocha (11 Co5:17). O Espírito Santo trabalha ao nosso lado outorgando-nos o poder para sermos vencedores. A do Espírito de Vida, em Cristo Jesus é mais poderosa do que a lei do pecado e da morte (Rm 8:2). Embora a carne procure levantar a cabeça e vencer a obra de Deus em nós, o Espírito também opera proporcionando poder para sermos vencedores sobre a carne. A carne produz obras da carne, e o espírito o fruto do Espírito, o seja. o caráter de Cristo. Dessa forma ele exerce um poder criativo que é descrito nas Escrituras, na figura do fruto do Espírito.

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O fruto do Espírito é a colheita resultante de uma vida que é vivida permanentemente em submissão ao Espírito. Assim, com esta atitude o Espírito produz o fruto, que se compõe das seguintes partes.

1. CARIDADE ou amor.

A palavra ágape possui conotação divina, e de fato esta palavra é usada unicamente no cristianismo. Desde que Deus é amor (I Jo 4:7-8; Jo3:16; 15:13),

este fruto engloba a máxima da essência e da natureza de Deus. Este amor divino

é suficiente para influenciar todos Os pontos de vista e conduta do cristão (Ef 5:

Amar é a motivação que encontra seu prazer principal na satisfação de

outrem (Mt. 22:37,39; J0 13:35; I Co 12:3 1; 13). Quando a amor, a fruto do Espírito, funciona corretamente, ele habilita o crente a dominar as exigentes circunstâncias da vida. O amor divinamente implantado permanece firme mesmo em face de castigo e disciplina, e ele não se estende unicamente aos amigos, mas também aos inimigos (Mt 5:44; 18:21-22). Este amor motiva o crente, como testemunha cristã, a levar o Deus que ama a todos os homens, e levar todos os homens ao Deus de amor. No discurso de Paulo sobre o amor em I Co 13, ele enumera um total de quinze atributos do amor, sete positivos e oito negativos. Nesta passagem, muitos outros frutos do Espírito (longanimidade, bondade, fé, mansidão), são descritos como expressões de amor. Isto portanto, enfatiza que o amor é a base das outras graças espirituais, e que é essencial na vida de todo ser humano.

2). 1

2. GOZO

A dádiva espiritual do gozo é um regozijo interno ou senso de prazer. As Escrituras dão bastante ênfase ao gozo. A palavra grega para gozo é “chara”. O gozo do Espírito pode existir simultaneamente com a tristeza, em face das tragédias e adversidades. Pode crescer até mesmo quando o crente sofre perseguições, aprisionamento e a hostilidade de homens perversos. Quando este fruto espiritual opera no crente torna-se um principio possível, relacionado à esperança, confiança e otimismo. Isto não é um sentimento, mas uma atitude ou perspectiva;

é um modo de ver e entender. Esta dádiva espiritual do gozo é suficiente para

neutralizar as reações naturais humanas como o desencorajamento, depressão, tristeza mórbida e auto-piedade. O ponto de vista da alegria é uma nota tônica no N.T. (At 13:52; 15:3; Rm 15:13; I Jo 1:4; At 20:24; Jd 24). A proeza do crente no gozo espiritual, une-se ao seu crescimento a semelhança de Cristo (Lc 10:21; Jo 15:11; Sl 40:8; Hb 12:2). Quando a Espírito Santo habita na pessoa, Ele proporciona gozo(Its l:6; Rm l4:17; I Pe l:8; 1s 35:10).

3. PAZ — do grego “eirêne”.

A dádiva espiritual paz denota um senso de calma, harmonia, uma completa falta de hostilidade ou uma beneficente serenidade. Esta paz começa com um aspecto da salvação, e a consciência de um relacionamento correto com Deus (Rm 5:1; Ef5:15; Rm 15:33; Fp 4:7). A manifestação da paz como um fruto do Espírito está arraigada nos atos do Espírito e não nos eventos da vida do crente. Paz espiritual

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pode existir no meio das dificuldades, conflitos e circunstancias hostis. O caminho de Deus primeiramente envolve uma mudança na mente e no coração do crente (Is 26:3; Rm14:17, 8:6).

Existe um relacionamento íntimo entre a paz apropriada como fruto do Espírito e conhecer verdadeiramente a Jesus Cristo (Ef 2:l4; Jo 14:27; 16:33; Ap 1:4; II Jo 3; IPe 1:2). O fruto da paz interior deve caracterizar a vida de cada cristão vitorioso.

4. LONGANIMIDADE.

A palavra grega para longanimidade é “makrothumia”, que significa o oposto de um temperamento rapidamente explosivo. O crente manifesta longanimidade quando ele mantém o autocontrole diante de uma insistente provocação. O crente prontamente suprime seus próprios desejos em favor dos desejos dos

outros. A palavra “paciência” é um sinônimo oportuno para este fruto do Espírito. Na verdade, no sentido em que é empregada no NT., não possui um equivalente exato em nossa língua. Ela não significa absolutamente ter uma atitude sempre plácida e fleumática, coma muitas pessoas pensam.

A

paciência é a capacidade que tem o amor altruísta de sobreviver por muito

tempo num clima adverso. E a capacidade de ficar firme, sem esmorecer, diante

de pessoas difíceis e circunstâncias adversas. E uma disposição para compreender

as

pessoas mais estranhas e os eventos mais problemáticos que o Pai permite em

nossa vida. E mais que isso, a paciência capacita o homem a permanecer firme quando lhe sobrevém a dificuldade, não apenas de pé, mas seguindo adiante.

As Escrituras repetidamente exortam à paciência e à longanimidade (Ef 4:2; I Ts5:15; II Tm 4:2; Cl 1:11). Downer disse a respeito da longanimidade: “Ela evita contendas, sana injúrias, promove perdão e bem querer. Ela dá a resposta branda

que lança fora a fúria”. A verdadeira longanimidade espiritual incorpora uma força

e um senso de vitória positiva. Quando este fruto é manifesto, o crente vai

resistindo no equilíbrio e serenidade, a despeito da tensão, miséria e provação. Ele mantém uma despreocupada perseverança em fazer o bem; ele aceita as ações dos outros com tolerância e abstém-se totalmente de tomar vingança (Tg5:11). A manifestação do fruto longanimidade, não apenas demonstra como

suportar o sofrimento, mas se for necessário para glória de Deus, suportar aquele sofrimento com alegria. Este fruto capacita o crente a reagir de maneira cristã diante de um tratamento injusto por parte de outros. Quando o Espírito comunica longanimidade como fruto espiritual, Ele comunica um dos atributos básicos de Deus (Ex 34:6; II Pe 3:9). Considerando que a típica resposta humana à provocação

é uma reação hostil, este fruto assegura que o crente é submisso e capaz de

participar da paciência divina. Deus compartilha seus atributos porque Ele quer que o crente participe de Seu trabalho.

5.BENIGNIDADE

A palavra benignidade no grego é “chrestotes”, e é equivalente a amabilidade ou benevolência, e neste caso do fruto espiritual significa bondade, generosidade ou honestidade. Também exprime a idéia de bondade moral e integridade que se expressa em ser gracioso e disposto a servir (Rm3:12; I Pe 2:3; Cl 3:120. Como um

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caráter característico, benignidade denota um espírito e vontade que são exercidos para assumir a máxima consideração com os outros. O crente que manifesta este fruto espiritual é verdadeiramente um cavalheiro ou uma dama. Ele é naturalmente bom, honesto, de temperamento doce, ajudador e temo de sentimentos. Ele sempre procura ver os outros na melhor das intenções. Ao

manifestar benignidade, o crente trata seus amigos da mesma maneira que Deus

o tem tratado (Ef 4:32).

O verdadeiro cristão gentil, intencionalmente ou não, jamais ferirá os outros (S1 18:35; I Ts 2:7; II Tm 2:24; Cl 3:12). O meio do cristão se tornar benigno, é a apropriação específica desta qualidade divina através da submissão ao ministério do gentil Espírito Santo.

6.BONDADE.

A palavra grega para bondade é “agathosune”, e como fruto do Espírito inclui o

caráter de quem é virtuoso e de quem é bondoso. É uma maneira especial de viver para os outros sem esperar recompensas. E constituído de um benefício prático e

de um zelo pelo que é bom. E um esforço deliberado em colocar o mundo certo. A

bondade é o amor em ação. Um sinônimo primário para bondade é “generosidade”. Aquele que manifesta bondade, é generoso por si mesmo em relação aos outros, e é generosamente submisso em sua vontade a Deus. Ele

dedica-se em servir aos seus amigos em obediência aos padrões morais de Deus.

A mais significativa função da bondade é no campo espiritual. As Escrituras

descrevem Barnabé como “um homem de bem, e cheio do Espírito Santo e de fé” (At 11:24). A bondade de Barnabé qualificou-o como ministro no avivamento de Antioquia (At 11:26), e para ser escolhido como companheiro de Paulo na primeira viagem missionária (At 13:1-3).

não há bom senão um só,

que é Deus

(Mt 19:17). A bondade é o invencível poder de Deus derrotando o

mal. A bondade do Senhor é a grandeza do Seu amor, que dissipa nosso desespero, e, de nossa morte ergue sua própria vida.

Jesus ensinou que a bondade é de origem divina — “ ”

7.FÉ

O original grego usa a mesma palavra para o fruto da fé e para o dom da fé. É

permitido neste contexto considerar que, a fé é uma questão de fruto expresso no caráter. Implícitas estão qualidades como: o cumprimento do dever, fidelidade, fidedignidade, confiança, lealdade, constância, firmeza, diligência, pontualidade, veracidade. Aquele em quem o fruto da fé é ativo, goza implicitamente obediência

e eventual confiança em Deus. Uma das ênfases das Escrituras é que estes que são

classificados como servos de Deus, são guardados para manifestar o fruto da fé,

tanto quanto constituir a fidelidade no serviço (Mt 24:45-46; 25:21; I Co 4:2). A constância de Paulo no seu ministério ilustra de maneira impressionante, o fruto

da fé no caráter humano (At 20:24; Ap 2: 10, Cl 2:7). O fruto da fé guia o crente

além de um mero emocionalismo sentimental, numa decisão firme de descansar nas mãos do Senhor.

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8.MANSIDÃO.

Mansidão é a graça interior que se estende em direção a Deus e aos seres humanos. O termo original “prautes, interpretado como mansidão é equivalente

a brandura ou bondade. A palavra de origem significa: acalmar, suavizar, amansar

ou tranquilizar. No padrão bíblico, mansidão pertence aquele que serve; era chamado “a roupa de um servo”. O homem manso era voluntário a servir, não porque possuísse poder, mas porque ele estava pronto para tornar-se um instrumento de Deus em grandes realizações. Mansidão simplesmente significa uma entrega à vontade de Deus. Deus deleita-se quando o crente permite que o Espírito Santo expresse o fruto da mansidão em sua vida. Deveras, pois Deus favorece as pessoas mansas (Sl 25:9; Mt 5:5; Rm 12:3; II Co 10:1; I Pe 3:4). Tiago deixou um princípio do procedimento de Deus para com a humanidade — “Humilhai-vos perante o Senhor, e Ele vos exaltará” (Tg4:10).

Mansidão pertence ao caráter do servo de Deus. Jesus Cristo, que com poder conquistou

a

morte, o inferno e a sepultura, certamente disse a respeito de si mesmo: “Eu sou manso

e

humilde de coração” (Mt. 11:29).

9.TEMPERANCA.

A capacidade para um autogoverno pessoal em assegurar total controle dos

apetites e instintos, é o resultado do fruto espiritual temperança, ou domínio próprio. A palavra original grega “egkrateia” denota: “aprisionando com uma mão firme”.

crente em quem o Espírito alcança temperar, controlar e restringir todos os seus impulsos e motivações, serão guardados em equilíbrio e nenhum destes impulsos

O

alcança um domínio destrutivo. Todo o nosso espírito, intuição consciência e comunhão com Cristo podem ser colocados sob o controle do Espírito de Deus. Toda a nossa personalidade mente, emoções e vontade pode ficar sob o domínio de Cristo. Todo o nosso corpo, com seus apetites, impulsos, desejos e

instintos, pode ser governado por Deus. É bom salientar que o que chamamos de “domínio próprio” não é o mesmo conceito do que o mundo chama de estoicismo.

A idéia aqui não é a amarga e rígida tese de cerrar os dentes, e suportar a vida

com frio cinismo, nem é aquela concepção de “aguentar firme”. O autocontrole proposto ao filho de Deus não implica em uma disciplina severa para que ele possa controlar sua conduta. Não é isso. O domínio próprio do cristão significa que todo a seu ser, espírito, alma e “corpo, estão sob o controle de Cristo. Significa que ele é uma pessoa totalmente governada por Deus. Cada aspecto de sua vida espiritual, moral ou físico, encontra-se sujeito à soberania do Espírito Santo.

Significa que ele é “um homem sob autoridade”. O controle de seus interesses, atitudes, ações, constitui um direito que ele cedeu e entregou ao Espírito Santo.

Temperança é uma qualidade essencial para o serviço cristão, e para cada crente amadurecido (Tt 1:8; 2:3; IIPe 1:8; 2:11; Pv16:32; 25:28). Hoje, a santificação relaciona-se, principalmente, com a separação de pessoas para viverem e servirem a Deus. O segredo da santificação é antes de tudo, permitir que o Espírito vença em nós as tentações da

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velha natureza e assuma o controle de todo a nosso ser; moldando em nós o caráter de Cristo, que é perfeito e plenamente santo.

C. BATIZA

Podemos notar em todo o N.T. que o Espírito Santo procede do Pai (Jo 15:26), e do Filho (Jo 16:27). Dessa forma, o Espírito Santo é o elemento no qual o crente é imerso na forma de batismo. Jesus é quem batiza ou imerge o crente no Espírito Santo (Mt 3:11).

O

recebimento do Espírito Santo é ilustrado como batismo, uma imersão profunda

no Divino Espírito, o que revela a maneira gloriosa como o Espírito envolve e enche a alma do crente. Todo o nosso ser fica saturado e dominado com a presença restauradora de Deus, pelo Seu Espírito Santo.

D.CURA

Ao cair em pecado, o homem ficou sujeito à deterioração do seu corpo que termina em morte. Só na ressurreição, por ocasião da vinda de Jesus, é que a redenção do corpo terá lugar, pois este flagelo será anulado. Enquanto aguardamos o dia da redenção, devemos usufruir das primícias que esta vitória concede através do ministério do Espírito Santo (Rm8:11).

F. ARREBATA E GLORIFICA

Quando tiver chegado o momento do desfecho da presente dispensação, que terá

o seu início com a vinda de Cristo, acontecerá um grande movimento do Espírito

sobre a face da terra. O mesmo poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos, fará ressuscitar todos os mortos em Cristo, que jazem em seus túmulos e transformará os vivos (crentes) num abrir e fechar de olhos. Serão como o Senhor, revestidos de corpos celestiais e glorificados. Neste mesmo dia haverá terminado todo a cansaço, toda dor e enfermidade para o povo Deus. A morte estará vencida para sempre. Por isso, toda honra deve ser dada ao Espírito em gratidão por Seu ministério. Muitos perguntam se o Espírito Santo estará com o crente no céu, e a resposta é que mesmo após a morte, o Espírito Santo no crente é como uma fonte de água viva que salta para a vida eterna (Jo4. 14). A habitação do Espírito representa apenas o começo da vida eterna que terá a sua consumação na vida futura. “A nossa salvação agora está mais perto de nós do que quando aceitamos a fé “, foi o que escreveu Paulo falando do estado de salvação que iniciou agora e que será consumado na vida futura.

O Espírito representa a primeira parte dessa salvação completa, que pode ser ilustrada de três maneiras:

1. Comercial a Espírito é descrito como penhor da nossa herança (Ef 1:14; II Co 5:5). O Espírito Santo é a nossa garantia de que a nossa libertação será completa.

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2.Agrícola o Espírito Santo representa os primeiros frutos da vida futura (Rm 8:23). A oferta de uma parte representa o todo. O Espírito Santo nos crentes, representa as primícias da gloriosa colheita vindoura, já que Ele nos conduzirá a Cristo.

3.Doméstica - Assim como as crianças recebem apenas uma porção de doce antes do

banquete, assim por enquanto, apenas “provará

Assim como Cristo concedeu uma prova antecipada da porção reservada aos seus, assim Ele doará o Espírito novamente aos Seus (Ap 7:17).

as virtudes do século futuro” (Hb 6:5).

3. PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO

Pecar contra o Espírito Santo é provavelmente a coisa mais horrenda que possa existir. O Espírito Santo convence a mundo do pecado, ministra aos santos como Consolador, ou seja, a Parácleto que está ao nosso lado. Apesar disso, muitos crentes pecam contra o Espírito Santo. Encontramos na Bíblia cinco admoestações concernentes às nossas relações para com o Espírito Santo. Destas duas, resistência e blasfêmia, referem-se a atitudes de pecadores. As outras três, mentir, entristecer e apagar, referem-se aos crentes.

A.POR PARTE DO DESCRENTE:

I.RESISTINDO AO ESPIRTO SANTO At 7:37-60; Ex 32:9, Dt 9:6; II Cr 30:8; Pv 29:1; Gn 6:3. Estevão estava testificando a um grupo de judeus rebeldes a Deus, e acusou-os de estarem resistindo ao Espírito Santo (At 7:5 1). Sua pregação foi tão poderosa e bem argumentada que os seus oponentes não lhe puderam responder, e então o apedrejaram. Existe um relacionamento intrínseco entre resistir ao Espírito e não crer em Deus. Resistir ao Espírito inclui todas as atitudes humanas que aceitam um degrau de obediência que é menos do que entrega completa a Deus. Isto significa que as pessoas que vivem em um estado de deliberada resistência ao Espírito Santo, perdem sua própria felicidade e ajuste pessoal. Resisti-lo é um convite á miséria humana.

O Espírito Santo é o divino Agente encarregado de efetuar a reconciliação do homem com Deus. Resistir ao Espírito é como se alguém estivesse se afogando e recusasse um salva- vidas que lhe atiram. Portanto, a pessoa que resiste ao Espírito Santo, está recusando a ajuda do único Agente que pode salvar.

A conseqüência desta resistência é a morte eterna.

A. Maneiras de Resistir ao Espírito.

1.Desatenção Não prestar atenção ao que o Espírito fala é desatenção e desta maneira se resiste à voz do Espírito Santo. Mesmo. que seja um ato inconsciente, fazer pouco caso ou não ter tempo para ouvir a voz do Espírito é um ato de rebeldia que tem sua origem no espírito de rebelião de uma consciência cauterizada — “O homem que muitas vezes é repreendido, endurece a cerviz, será quebrantado de repente, sem que haja cura” (Pv. 29:1).