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Perícia Criminal

Química Forense – Noções de DNA Forense –


Balística Forense
Perícia Criminal
INTRODUÇÃO

Este trabalho tem por objetivo o estudo a cerca da Perícia Criminal, no que
diz respeito a Química Forense, Noções de DNA Forense e por último Balística
Forense. O assunto abordado é de extrema importância para esclarecer
eventuais dúvidas sobre o tema e consequentemente opinar a respeito do que foi
pesquisado.

O principal objetivo do trabalho foi abordar os temas citados acima, através


do entendimento jurisprudencial, legislação e a leitura atenta da doutrina.
Ademais, é importante mencionar que requer um estudo complementar além
desse, tendo em vista o assunto ser extremamente importante para o profissional
da perícia ou a quem se interessar.

Por oportuno, esclareça-se que o trabalho será organizado em tópicos onde


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facilitará a compreensão do leitor e consequentemente o estudo em geral.

Primeiramente será abordado o conceito e suas especificações por meio de


tópicos. No primeiro, abordaremos a Química Forense, suas definições,
mencionando os seus principais assuntos. A seguir, as Noções de DNA forense
e por fim, a Balística Forense, finalizando o assunto por meio da conclusão.

A metodologia utilizada no trabalho foi extremamente importante para a


elaboração desse material que foi realizado por meio de pesquisas,
levantamento de opinião de doutrinadores e análise da legislação. É importante
mencionar que existe vários tipos de perícia, e, que o estudo consiste em um
trabalho de compreensão bibliográfica.

Os materiais usados, foram livros de acervos de biblioteca, artigos,


revistas, jornais, bem como outros que foram lidos e incluídos na lista
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bibliográfica.

A importância desse trabalho é esclarecer eventuais dúvidas, que possível-

emente irão surgir. Busca compreender de forma mais detalhada o tema através
da opinião doutrinária sobre o assunto. Para isso, é necessário, primeiramente
definir o conceito de cada assunto que será abordado e utilizado por alguns
estudiosos.

O objetivo final da elaboração do material, é destinado ao profissional que


atua como perito e para quem se interessa sobre o assunto. Para a solução da
prova pericial, é necessário disponibilizar recursos para os peritos desenvolver
suas atividades e com isso, ao final, encaminhar ao juiz que julgará o processo
com base no laudo pericial elaborado pelo perito.
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QUÍMICA FORENSE

Em um primeiro momento será abordado o assunto referente a química


forense, e, posteriormente outros temas da perícia criminal. É importante
mencionar que o início do estudo se dará pelo conceito do que é a química
forense.

A quem atua na área da química forense, é necessariamente o profissional da


área da Química, que tem a função de analisar as amostras encontradas na cena
do crime chegando a conclusões e baseando-se em testes realizados pela
evidência presente no local. O trabalho realizado de quem faz a análise da
química forense, consiste em identificar as evidências como parte de um grande
processo para desvendar o crime.

A seguir, será analisado através de exemplos as análises químicas de interesse


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forense.

A) Análise de disparos de armas de fogo;

B) Identificação de adulterações em veículos;

C) Adulterações de documentos;

D) Revelação de impressões digitais;

E) Análise de sangue nos locais de crime;

F) Análise de drogas;

G) Análise de vidros;

H) As tintas encontradas;

I) Explosivos e incêndios.

Ás áreas de atuação de um químico forense poderá ser na administração pública


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estadual ou federal, por meio de concurso público.

Após a aprovação e posteriormente a sua nomeação, o candidato passa por


um curso de formação, da própria polícia, estadual ou federal, e
consequentemente poderá optar por trabalhar como perito de cena do crime ou
em laboratório. É oportuno compreender o significado da palavra perícia, que
tem a sua origem no latim peritia, conceituado para quem tem experiência
adquirida, conhecimento, alguma habilidade, um saber específico.

Portanto, perícia é uma investigação oficial realizada pelos peritos, com o


propósito de esclarecer ou até mesmo evidenciar certos fatos que provocaram
o litígio judicial ou de interesse extrajudicial. E a expressão forense, vem do
latim, que pertence ao foro judicial.

Por oportuno, esclareça-se que o perito forense através do seu trabalho de


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análise do local do
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crime, fornece dados ao juiz baseado em resultados
detalhados e científicos obtidos através da análise laboratoriais e uso de
instrumentos científicos.

Vale ressaltar que no Brasil a perícia forense é pública, podendo ser


prestados os serviços por laboratórios privados, para com isso, contestar os
exames realizados pelos laboratórios oficiais, a pedido do interesse da parte.

Por meio de prova pericial, conhecimento técnico das análises do seus


laudos, pode fornecer segurança e eficiência à produção de prova pericial,
visto a facilidade da tecnologia ter acesso as evidências que podem inocentar
ou condenar uma pessoa.

Á área de atuação do químico forense é bastante ampla, podendo atuar no


campo desportivo em análise antidopagem. Ademais, exercer a atividade de
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perito judicial bem como de assistente técnico.

Cumpre observar que o perito judicial é indicado pelo juiz e, o assistente


pelas partes em um processo. Cada um tem suas competências, e o laudo de
ambas partes será analisado pelo juiz de forma a sanar eventuais dúvidas
existentes no processo.

O papel da química forense. Como funciona o trabalho no Instituto Geral de


Perícias:

A principal finalidade da química forense, é fornecer subsídios para a


resolução uma investigação criminal. Logo, o profissional da química forense
pode atuar na realização de exames antidoping, verificação de fraudes em
combustíveis, análise de narcóticos, identificar fraudes em obras de arte,
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comprovar crimes ambientais, ajudar a solucionar assassinatos e roubos. Os
materiais para a realização destas ações, são a química analítica instrumental,
com aparelhos como: cromatógrafos e detectores de raio-x. bem como a
utilização de reagentes apropriados para determinada perícia.

O Instituto Geral de Perícia:

Em um primeiro momento é bom esclarecer que o Instituto Geral de


Perícia, está dentro da Secretaria de Segurança Pública (SSP), atuando
juntamente com a Brigada Militar, Susepe e Polícia Civil.

Compõem o IGP o Departamento de Criminalística, o Departamento


Médico Legal, o Departamento de Identificação e o Laboratório de Perícias. O
laboratório de Perícias se subdivide em: Genética forense (DNA), Química
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legal e Toxicologia. Este é subdividido entre o material apreendido e as amostras
biológicas.

Nos laboratórios de perícias, trabalham os peritos, auxiliares de perícias e


auxiliares administrativos. No setor de toxicologia tem a função de analisar e
identificar drogas, como maconha e cocaína, realizando frequentes análises para
identificação de psicotrópicos em vísceras e na urina, verificação do teor
alcoólico e, em menor demanda, o setor de química legal e DNA. Em relação ao
setor de química legal, o mesmo é responsável pelos exames residuográficos em
mãos e vestes, exames de resíduos de incêndio, acelerantes, fibras, explosivos,
tintas, entre outros.

Já em relação ao setor de Toxicologia tem a função de análise toxicológicas


nos materiais brutos ou em amostras biológicas. Dentre as pesquisas concluídas
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cita-se as análise de
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psicotrópicos em urina, vísceras, materiais diversos
(seringas, comprimidos, etc...), pesquisa de venenos, alcoolemia, substâncias
voláteis prescritas.

Para todos os Estados da Federação terá perícia oficial, além da perícia da


Polícia Federal. Faz parte da Segurança Pública o IGP.

A Química Forense:

Cumpre observar a definição de Química Forense como a parte da ciência


que aplica os conhecimentos da química e áreas aos problemas forense
utilizando-se em geral os métodos analíticos. O material que é coletado pelo
médico legista, as drogas que são apreendidas pela polícia, os resíduos
extraídos da “cena do crime” bem como o DNA são elementos que compõem o
trabalho do perito.
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As área envolvidas
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na química são a química analítica e a química
orgânica, onde aquela desenvolve análises para identificação da presença ou da
ausência de compostos químicos na cena do fato criminoso, enquanto esta,
refere-se a análise como identificação de compostos biológicos, como por
exemplo testes de quimiluminescência orgânica. A Cromatografia é o método
analítico mais utilizado pelos químicos forenses.

Principais tipos de testes realizados na perícia forense:

Existem vários testes que são realizados pelos químicos forenses e variam
de acordo com a necessidade da análise, utilizando desde substâncias
específicas até a utilização de máquinas específicas. A seguir, serão citadas
algumas práticas realizados pelos químicos forenses.
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Impressões digitais:
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Observando atentamente nossos dedos vai poder analisar um

conjunto de “altos”, conhecido como nervuras ou linhas, que for-

mam arcos, redemoinhos ou outras figuras abstratas.

Funcionam como antiderrapante, caso nossas mãos e também os pés


fossem lisos, até conseguiríamos pegar os objetos mas escorregará com maior
facilidade.

Diante das análises feitas na área de química forense, serão citadas as


principais práticas que são utilizada pelos químicos forenses:

Impressões:

As impressões digitais é um conjunto de “altos”, designados de curvas ou


linhas, desenham arcos, redemoinhos ou outras figuras abstratas. Funcionam
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como antiderrapante.
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Caso nossas mãos e os pés fossem lisos os objetos
escorregavam com maior facilidade.

Temos muitos testes a serem realizados pelos químicos forenses são


inúmeros e estão de acordo com a necessidade da análise. Os instrumentos são
desde substâncias químicas até a utilização de máquinas e equipamentos
sofisticados. A seguir, será analisadas as áreas de químicas forense, vejamos:

1) Impressões digitais:

Ao tocarmos em alguma superfície automaticamente deixamos resíduos de


gordura, suor, ou outro sinal que demonstre que pegamos algo. Pode ocorrer nos
casos de deixarmos a nossa marca em algum material moldável ou que tivermos
os dedos sujos de tinta ou sangue.

Através das nossas impressões digitais temos em torno de 6-7 pontos chaves
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escolhidos entre os
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traços. Caso todos coincidirem temos a chamada
“Correspondência Positiva”.

A expressão Datiloscopia se refere às digitais presentes que se encontra na


ponta dos dedos, em relação a datiloscopia criminal, é usada para a
identificação de pessoas indicadas em inquéritos ou acusadas em processos. Já
a datiloscopia civil, tem por objetivo a identificação de pessoas, como nas
cédulas de identidade.

Os profissionais em datiloscopia que trabalham nessa área são os


papiloscopistas, o qual realiza trabalhos de pesquisas nos arquivos
datiloscópicos e comparam com as impressões digitais.

Logo que temos a presença de um crime, os peritos trabalham no objetos


deslocados da sua posição original, podendo revelar vestígios papilares nos
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objetos que apresentam superfície lisa ou polida. Para esses vestígios se dá o
nome de Impressões Papilares Latentes, podendo confirmar ou descartar a
dúvida de quem esteve na cena do crime.

Existem vários métodos de identificação de impressões digitais, vejamos:

1) Método do Pó:

É a mais utilizada pelos peritos. Por sua vez é utilizada quando as


Impressões Papilares Latentes, localizam-se nas superfícies que possibilitem o
decalque da impressão, em superfícies lisas, não rugosas e não absorventes.

A forma a ser usada pelo pó está baseada em características físicas e


químicas do pó e do tipo de instrumento aplicador.

2) Vapor de Iodo:

A principal característica do iodo é a sublimação, sendo a passagem do


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estado sólido para o estado vapor.
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A mudança de estado, o iodo precisa absorver calor. O vapor tem uma
coloração acastanhada e, quando em contato com a Impressão Papilares
Latente, forma um produto de cor marrom amarelada. É utilizada em objetos
pequenos. Colocando-se o material a ser examinado junto com cristais dentro
de um saco plástico selado, após o seu agito é gerado calor suficiente para a
sublimação dos cristais.

3) Amostras de sangue:

A presença da amostras de sangue é evidente. É localizado através de um


disparo de arma de fogo, podendo ser explícita. Temos a possibilidade do
criminoso em limpar a cena do crime. Detectar rastros de sangue

O sangue pode ser uma mistura de vários componentes, dentre eles temos:
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células, proteínas, substâncias inorgânicas (sais) e água.

A reação do luminol junto com peróxido de hidrogênio em água necessita


de um catalisador redox.

Nesse contexto, importante observar que até o presente momento foi


estudado sobre química forense onde foi analisado o conceito, as suas funções
bem como os métodos a serem coletados para fazer os exames. A seguir, será
abordado o tema a respeito da Noção de DNA forense, onde será direcionado
para os principais tópicos sobre o assunto.

É importante mencionar que o assunto não se encerra por aqui, tendo em


vista a importância da leitura atenda da doutrina.
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NOÇÕES DE DNA FORENSE

Dando continuidade ao tema de perícia criminal, neste tópico será


abordado sobre noções de DNA forense. A seguir será estudado por meio de
diferentes percepções o tema proposto. Podendo ser utilizada para auxiliar a
justiça na identificação de criminosos.

O DNA ou Perfil genético tem sido considerado uma forma de


identificação individual, pois a informação que consta no DNA é determinada
pela sequência como as letras do alfabeto genético que estão dispostas nos
cromossomos. Conforme for o crime, as evidências biológicas (manchas de
sangue, sêmen, cabelos, etc.), o DNA pode ser extraído dessas evidências e
estudado por técnicas moleculares no laboratório, possibilitando a possível
identificação do sujeito.
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O profissional da
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perícia criminal, no desempenho de suas funções,
conforme a situação entra em contato com materiais biológicos possibilitando a
extração de DNA, contribuindo e auxiliando os exames periciais contribuindo
para a resolução do crime. A coleta do DNA de forma correta pode permanecer
por vários anos para estudo.

Por oportuno, esclareça-se que as pessoas que foram acusadas de cometerem


crimes sejam inocentadas ou incriminadas anos após o evento. Ademais, o
estudo do DNA, tem a possibilidade de identificar pessoas pelos seus vestígios
microscópicos, através de fragmentos de impressões digitais latentes em objetos,
manchas de sangue, sêmen, saliva, dentre outros.

A maneira como é feita a coleta e preservação do material genético é


imprescindível para o perito criminal. Logo, a identificação pelo estudo do DNA
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depende da integridade
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de uma possível amostra biológica enviada ao
laboratório para análise. Atualmente, não temos muito acesso na maioria dos
Institutos de Criminalística do país por não possuir laboratórios de DNA
Forense, pois são estudos relativamente novos dentro das atividades periciais
criminais no Brasil.

O perito criminal possui uma importante responsabilidade na coleta do


local do crime. Os elementos materiais de valor criminalístico que levem à
elucidação do fato criminoso são de inteira responsabilidade do profissional
que realiza a perícia.

Vale ressaltar que o DNA forense é aplicado para identificar o suspeito em


casos de crimes sexuais (estupro, atentado violento ao pudor, ato libidinoso
diverso da conjugação carnal), para identificar cadáveres carbonizados, em
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decomposição, mutilados, etc.
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Existem outros crimes que podem ser analisados pelo DNA, ou seja,
identificação de cadáveres abandonados, aborto provocado, infanticídio, falta
de assistência durante o estado puerperal, investigação de paternidade em caso
de gravidez resultante de estupro, estudo de vínculo genético, raptos,
sequestros e tráfico de menores, e anulação de registros civil de nascimento.

Técnicas de detecção do DNA:

Num primeiro momento, faz-se necessário ter em mente que após ser
extraído o DNA no material em questão, segue-se a análise dos polimorfismos
genéticos. É bom lembrar que já foram desenvolvidas várias técnicas para o
estudo de diferentes tipos de polimorfismos de DNA.
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tendo em vista os cientistas e laboratórios poderem escolher o método mais
adequado para solucionar o problema.

Cumpre observar que o DNA forense, conhecido também por Genética


Forense, é uma das ciências forenses utilizada na perícia criminal bem como
para análise de processos civis. Como se nota é a união de duas áreas do
conhecimento humano, a Biologia e o Direito.

Quando se fala que o DNA pode ser utilizado na perícia criminal é para
fins de ajudar nos casos de crime, com objetivo de resolver os casos. Ademais,
na área cível é utilizado em casos de investigação de paternidade, mais
conhecido como teste de DNA.

A seguir, será analisado fatores históricos sobre o DNA, quem foi utilizou
pela primeira vez, bem como alguns conceitos sobre o tema proposto.
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Fatores históricos:
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A utilização do DNA forense foi experimentado pela primeira vez em
1985, pelo pesquisador Alec Jeffreys, através de marcadores moleculares,
ajudando a resolver um caso de assassinato na Inglaterra. O pesquisador havia
descoberto que os seres humanos possui sequências do DNA únicas e
repetidas, não podendo ser encontradas iguais em outra pessoa. O nome
específico para esse fato chama-se DNA fingerprinting conhecida como
(impressões digitais do DNA), pois a digitais é a única forma de caracterizar o
ser humano, não havendo a possibilidade de dois seres com as mesmas
digitais, bem como não existindo dois seres com o mesmo DNA, com exceção
dos gêmeos univitelinos, possuindo o mesmo genoma.

No Brasil, o DNA em relação ao âmbito forense, ocorreu em 1994, através


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da criação da Divisão de Pesquisa de ADN Forense, ligada à Polícia Civil do
Distrito Federal.

Para a grande parte da doutrina, o uso do DNA se tornou uma ferramenta


imprescindível configurando prova documental senão a única para demonstrar
a culpabilidade ou a inocência dos acusados.

Nesse contexto, importante observar que até o presente momento, foi


estudado os fatores históricos a respeito do DNA forense. A compreensão teve
como base a doutrina, artigos e pesquisa de modo geral.

É importante mencionar que o estudo não se encerra por aqui, sendo


necessário a leitura atenta na doutrina bem como o entendimento
jurisprudencial. A seguir, será abordado outros tópicos a respeito do assunto,
vejamos:
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Métodos para análise do DNA:
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A análise do DNA pode ser feita em diferentes resíduos biológicos, através
das células nucleadas do corpo, não se usando as hemácias (eritrócitos) do
sangue e sim os Leucócitos (glóbulos brancos). Pode ser feito usando fios de
cabelo (com as raízes), a saliva e a urina.

Pela saliva e a urina não apresentam o DNA na sua composição básica.


Contudo transportam células da mucosa bucal e das vias urinárias,
respectivamente, permitindo a determinação do DNA através delas. O exame
do DNA, poderá ser feito usando-se material fetal, podendo ser feito durante a
gravidez sendo que o ideal é ser feito ao término da gestação. Em restos
mortais também pode ser feitos para a identificação dos corpos.
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Prova pericial feita pelo exame do DNA: d

A realização do exame de DNA é a prova pericial onde se encaixa


perfeitamente entre as modalidades de perícia que estão sendo usadas em
investigações criminais. O DNA é um ácido celular, conhecido como ácido
desoxirribonucléico.

Por oportuno, esclareça-se que o exame do DNA está apto a confirmar ou


não, a autoria de crimes diversos, transformando meios de provas eficaz para o
descobrimento da verdade no processo penal. Logo, a principal função deste tipo
de exame de corpo de delito, é a comprovação da materialidade do crime,
podendo entrar na esfera da autoria e até mesmo à culpabilidade.

Por todo o exposto para desvendar crimes insolúveis é fundamento o exame


do DNA ou para elucidar fatos relacionados de ilícitos penais de grande
complexidade.
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Divergências do exame de DNA:
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Existe divergência doutrinária em relação ao exame pericial de DNA
independentemente de normas legais específicas disciplinando a matéria. A
seguir, será abordado três correntes que tratam a respeito do assunto.

Mister esclarecer que os adeptos da primeira corrente entende que o


exame de DNA imposto ao investigado, sendo o único elemento de prova. Para
quem segue essa corrente, a recusa do mesmo em submeter-se ao exame
pericial pode implicar na configuração de crime de desobediência à ordem
judicial.

Em relação a segunda corrente, o réu pode recusar-se a prática da


realização de exames, mas, sua negativa, será declarado a presunção de
verdade dos fatos contra ele alegados, independentemente de outras provas.
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- Já para a última
d
corrente, caracteriza-se pela não-obrigatoriedade da
realização do exame e também não aceitando a negativa por parte do réu que
possa implicar na presunção de veracidade, e com isso, reconhece que a recusa
poderá equiparar a um componente de futura reversão em seu favor.

Nesse contexto podemos refletir se é obrigatória a subsunção do


investigado ou do acusado ao exame de DNA?

No embasamento dos princípios do Direito Penal, ninguém pode ser


compelido a produzir provas contra si próprio. Este princípio chama-se nemo
tenetur se detegere, direcionado ao acusado de não produzir provas contra si
mesmo, permanecendo em silêncio nos interrogatórios policiais ou judiciais.

Há previsão está no artigo 5º, LXIII da Constituição Federal do Brasil, bem


como no Pacto de São José da Costa Rica, artigo 8º, §2º, alínea “g”.
Perícia Criminal
Nesse contexto,
d
importante observar que caso o acusado recusar a
submeter-se ao exame de DNA, a vontade deverá prevalecer sendo respeitada.
Contudo, haverá a advertência de que a sua negação induz à presunção juris
tantum da veracidade dos fatos contra si alegados.

Por fim, de forma motivada e amparado por rigorosos critérios da


adequação, necessidade e estrita proporcionalidade da medida, o órgão
julgador pode valer-se do princípio da proporcionalidade objetivando
determinar a submeter-se à realização do exame do DNA. Pelo mandado de
intimação deverá constar expressamente a ressalva de que a recusa pela
determinação judicial induzirá a presunção juris tantum (presunção relativa)
dos fatos alegados pertinentes a que se refere a prova pericial.

A seguir abordaremos o tópico a respeito da Balística Forense.


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BALÍSTICA FORENSE

Nos crimes que envolvem armas de fogo, é deixado vestígios de disparo,


sendo expelidos pela expansão gasosa realizada pela combustão da carga
explosiva, que se encontram-se na munição dessas armas. Encontram-se no
cano da arma.

Todavia, uma certa parcela desse fluxo de massa gasosa é expelida pela
região posterior da arma, pela ocorrência da presença de orifícios da culatra
(para revólveres) ou do extrator (em caso de pistola). A composição é dos
gases oriundo da combustão de CO2 e SO2, além de outros compostos
inorgânicos como o nitrito, nitrato, cátions de metais como chumbo e
antimônio e de metais oriundo do atrito e da fragmentação dos projéteis
metálicos disparados.
Perícia Criminal
d
Para a realização dos trabalhos dos peritos, é importante mencionar que
existem a detecção de vestígios em disparo de armas de fogo que se encontra
nas mãos de um possível suspeito constatando íons ou fragmentos metálicos de
chumbo. O chumbo que aparece nos vestígios quando ocorre o disparo pode
ter causa do agente detonador da espoleta, na qual se encontra presente na
forma de trinitroresorcinato de chumbo, na forma de estifinato de chumbo,
podendo ser gerado também através do atrito do corpo dos projéteis de
chumbo pelas paredes internas do cano da arma.

Portanto a seguir será analisado a química do chumbo, do que consiste, a


forma de como se faz a coleta, dentre outros itens importante para
compreender o entendimento da Balística Forense.

A composição química que fica envolvida no processo consiste na reação


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de íons. O resultado é
d
o complexo resultante da coloração avermelhada
intensa, diferente da solução inicial de rodizonato de sódio, de forma
amarelada, pela concentração utilizadas pelos laboratórios de Química
Forense.

Por oportuno, esclareça-se que Balística é uma parte da Física aplicada


que tem por objetivo estudar os projéteis (sua trajetória, os meios que
atravessam o local proposto), são as armas de fogo. Segundo a doutrina é a
ciência forense composta de diversos métodos para analisar a identificação
criminalística, dentre eles encontramos a balística que na definição é a parte da
física (mecânica), que tendo como objetivo, estudar o movimento dos
projéteis.

É importante compreender que projéteis é todo corpo que se desloca livre


Perícia Criminal
d
no espaço em virtude de um impulso. É uma doutrina autônoma pelos seus
métodos de pesquisa e aplicação na criminalística. Portanto, balística é a
ciência da velocidade dos projéteis.

A seguir, será direcionado o conceito sobre Balística Forense, realizado


por meio do estudo da doutrina, vejamos:

Balística forense:

Num primeiro momento, faz-se necessário ter em mente que Balística


forense, é uma disciplina que integra a criminalística, tendo como objetivo o
estudo das armas de fogo, sua munição e os efeitos que os tiros por elas
realizados.

Havendo uma relação direta ou indireta com infrações penais visando o


Perícia Criminal
o esclarecimento da sua ocorrência.
d
É utilizada para a análise e identificar as armas de fogo, dos projéteis bem
como dos explosivos. Para a criminalística a balística é importante para o
conhecimento e reconhecimento das armas de fogo. Os projéteis e dos
cartuchos vazios; dos explosivos que formam a munição, pelo confronto do
projétil com a arma de fogo que efetuou o disparo.

A par disso, iremos estudar a divisão da balística, que conforme os estudos


são submetidos à balística forense, que pode ser dividida em: balística interna,
balística externa e balística efeitos.

A) Balística interna:

É conhecida como balística interior, sendo a parte da balística que tem por
objetivo estudar a estrutura, mecanismos e o funcionamento das armas de fogo
Perícia Criminal
qual o tipo de metal que
d
foi utilizado na sua fabricação bem como, a sua
resistência às pressões desenvolvidas na ocasião do tiro.

Nesse passo as armas de fogo são analisadas nesse ramos da balística


forense, sendo além do estudo do funcionamento das armas, da estrutura e dos
mecanismos, este ramo da balística objetiva estudar as técnicas do tiro.

B) Balística externa:

É conhecida também como balística exterior, estudando a trajetória do


projétil, desde a sua saída da boca do cano da arma até a sua parada final
(repouso).

Como é conhecido, a balística exterior é para analisar as condições do


movimento, velocidade inicial do projétil, sua forma, massa, superfície,
resistência do ar, a ação da gravidade bem como os seus movimentos intrínsecos.
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C) Balística dos efeitos:
d
É conhecida como balística terminal ou balística do ferimento. Tem por
objetivo, estudar os efeitos gerados pelo projétil desde que abandona a boca do
cano até atingir o alvo.

Logo, essa divisão da balística forense busca analisar e descrever os efeitos


causados pelos disparos com arma de fogo. Dentre seus objetos estão os
impactos dos projéteis, bem como os ricochetes desse durante sua trajetória.

As lesões e os danos sofridos por meio dos corpos atingidos, visa a partir de
métodos científicos para identificar os efeitos que são causados pela arma que
efetuou os disparos, pelo que através dela haja uma futura identificação do
criminoso e sua detenção.

Vale ressaltar que a balística forense é responsável pela realização de alguns


Perícia Criminal
d
exames periciais que será estudados a seguir:

A) Exame de eficiência:

Este tipo de exame tem por finalidade verificar se a arma de fogo é


eficiente para realização de disparos. Os procedimentos periciais iniciam pela
identificação da arma, a descrição de suas característica, avaliação de sua
estrutura, testes de eficiência ao final a avaliação dos resultados.

B) Exame metalográfico:

É destinado para a recuperação das numerações de série destruídas. A sua


metodologia que é utilizada consiste em polir a área a ser investigada e em
seguida aplicar os reagentes químicos que são apropriados para a revelação da
numeração.
Perícia Criminal
C) Exame de comparação:
d
Tem por objetivo estabelecer a conexão entre a arma de fogo junto com o
projétil, entre a arma e o estojo, ou seja, entre projéteis e entre estojos. O
procedimento pericial adotado segue uma rotina padronizada no Brasil e no
Exterior, com o emprego de um moderno microscópio comparador que é
auxiliado por processo de captura de certas imagens e com isso, permite a
análise em vídeo de alta resolução.

D) Exame de segurança:

Cumpre observar que este exame é extremamente importante para a


Balística Forense. É utilizado quando se busca identificar os mecanismos de
segurança da arma de fogo que questionam se está eficiente, assim, poderá
Perícia Criminal
d
esclarecer as dúvidas quando a possibilidade de disparos acidentais.

Nesse contexto, importante observar que o exame de comparação da balística


é o exame mais requisitado do Instituto de Criminalística do IGP. Tem por
objetivo identificar de forma indireta uma arma de fogo, através de estudos
comparativos, macro e microscópicos, entre as formações que elas produzem, em
seus elementos de sua munição bem como as deformações presentes nos
elementos de munição.

Por oportuno, esclareça-se que a forma utilizada para comparar balística tem
como suporte principal o Comparador Balístico da Marca Leica. No que diz
respeito a comparação busca-se a produção de padrões de confrontos, das armas
suspeitas, feito por disparos realizados em caixas com algodão hidrófilo.

Ao sair da boca do canos o projétil, com alta velocidade, entrando em contato


Perícia Criminal
d
com o algodão, a rotação proporciona a formação de um novelo que envolve o
projétil, protegendo-o de eventuais deformações conservando as características
necessárias aos procedimentos comparativos ampliados.

A comparação se faz pelos projéteis padrão e pelos projéteis que são


retirados dos corpos das vítimas. Através da análise pormenorizada das
superfícies, os profissionais especializados em balística, buscam localizar
elementos convergentes.

Vale ressaltar que existem exames de balística para identificar a arma de


fogo. Vejamos:

Se inicia com a identificação indireta da arma de fogo que originou o


disparo. É feita através de uma comparação de projéteis e estojos padrão de um
tipo de projétis.
Perícia Criminal
Para a realização
d
do confronto microscópico dos projetis que são
encontrados na cena do crime é uma dificuldade dos peritos, principalmente
em cartuchos que são produzidos por indústria estrangeiras. Essa dificuldade é
em virtude da alteração da quantidade do tipo de pólvora, a composição e
forma dos projetis, aumentando também o efeito expansivo e o poder do
impacto.

Para identificar as armas de fogo, é necessários a identificação de alguns


exames chamado de macro e microcomparativos, vejamos: autenticidade,
adequabilidade, contemporaneidade e quantidade. Ademais é necessário os
padrões necessários para que haja a reprodução das condições do fato
originando o projétil ou estojo objetos do exame.

O requisito mais importante é a autenticidade. É um padrão autêntico,


Perícia Criminal
d
genuíno ou legítimo, quando temos a origem certa. É inquestionável, isto é,
quando for obtido por uma determinada área. É autêntico quando se pode
afirmar sem que haja dúvida que foi obtido pode uma arma específica.

Os projetis identificam a arma, através da marca, calibre e número de


série, assim como o cano e o número gravado quando existir.

Um outro elemento importante é a composição dos projetis. São usados


com frequência os de liga de chumbo, encamisados, semiencamisados, de
chumbo puro e até de cobre.

Não havendo a possibilidade de obter cartuchos carregados com projetis


referente a composição química idêntica, podem-se utilizar as reservas,
cartuchos com projetis que tem composição química similar. Essa técnica é
usada quando são produtos de indústria estrangeiras.
Perícia Criminal
O requisito da
d
contemporaneidade, trata-se de identificar a idade dos
cartuchos e projetis que são utilizados para colher padrões comparando com os
projetis objeto de exame. O requisito está na vida útil, ou seja, é o período
durante o qual os cartuchos são inalterados as suas características balística.

Tendo em vista o exame do microcomparativo, não se pode determinar a


sua quantidade padrão.

Cumpre observar que existe uma relação entre a arma e o crime praticado,
fato este que será estudado no próximo tópico.

Arma x Crime:

A identificação do disparo realizado pela arma de fogo, é extremamente


importante para o juiz quando temos o caso de morte. É a forma de provar
Perícia Criminal
d
de modo categórico a autoria do crime, identificando com isso, à causa jurídica
do crime (homicídio, suicídio ou acidente), podendo apontar o responsável pelo
mesmo.

Através desses exames, será feito análise dos meios usados para as
testemunhas, dos equipamentos empregados nos exames e do método que terá
para o trabalho em comparação com os projéteis. É importante mencionar que
conforme for a digital encontrada no local de crime, podemos identificar se o
mesmo praticou um ou mais crime, em datas e locais diferentes.

A superfície é fundamental para a identificação da digital. Deverá haver um


cuidado especial quando temos a presença de arma no local do crime, podendo
ser tiradas fotografia das impressões.

Através das fotos, podemos analisar as impressões digitais. Havendo suspeito


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as impressões serão comparadas com o possível suspeito. Caso não for o
mesmo, serão comparadas às do banco de impressões digitais, caso houver.

OS RESÍDUOS NAS MÃOS:

Para análise da perícia é fundamental saber a autoria do disparo, em caso


de morte ou lesão corporal. É importante vincular um fato concreto e
determinado.

É importante mencionar que apenas pelos resíduos não é o único meio


diferencial para realizar a perícia. Na presença de um disparo, os resíduos que
foram expelidos saem pela boca do cano, e pela parte anterior das câmaras entre
o tambor e o cano bem como entre a região do tambor e a culatra, nas armas.

Como se nota os resíduos saem da câmeras e podem atingir as mãos do


atirador, ficando nas mãos, nos dedos polegar e indicador, e também na palma
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da mão. A partir daí, será analisado, pesquisados e consequentemente
revelados os possíveis resíduos de um tiro.

Há uma diferença muito significativa entre os disparos de armas de um


revólver e de pistolas. Aquele, a quantidade de resíduos podem atingir a mão é
muito maior tendo em vista os disparos de pistolas, por serem armas fechadas
existem distinções entre a quantidade de resíduos que ficam na mão do
atirador.

Vale ressaltar que as armas longas, como submetralhadoras a possibilidade


de haver resíduos do tiro nas mãos do atirados é mínima.

Já, em relação as outras armas como espingardas, carabinas e rifles, a


situação é extremamente distintas. Esses tipos de armas são semiautomática, e
consequentemente a saída dos gases será através da janela de ejeção.
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Mister esclarecer que se a arma não for semiautomática, não haverá
escape de gases pela parte posterior do cano.

IDENTIFICAÇÃO DA ARMA:

Os projéteis tem a função de identificar a arma de fogo. Para o trabalho da


perícia, é extremamente importante o estudo dos projéteis para o possível
indiciamento da autoria.

É importante mencionar que o projétil é localizado no corpo da vítima ou


no local do crime. O mais comum, é no primeiro caso. Logo nestes casos a
função do perito é examinar o projétil, analisando o peso, formato,
comprimento, diâmetro, composição, calibre, raiamento, estriações laterais
finas e por fim deformações.

A seguir, será analisado as características da arma, vejamos:


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A) Calibre da arma:

Serve para demonstrar a medida do cano.

B) Raiação:

Indica o tipo de arma.

Estuda a sua correspondência com a arma suspeita, o qual menciona o seu


número, largura, aspecto se estas são dirigidas para a direita ou para a
esquerda.

C) Estriação lateral:

É o que individualiza a arma.

A individualização da arma ocorre com o estudo das estriações laterais


finas e das deformações que o projétil ocasiona. No que diz respeito das
estriações lateral fina é a produzida pelas saliências e reentrâncias que o cano
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apresenta sendo possível de serem moldadas nas faces laterais do projétil.

As estriações são relevantes para a identificação, não se provando que duas


armas diversas tenham impressões iguais. Contudo, o valor das estrias entre duas
balas para a possível identificação da arma, é grande.

Nesse contexto, importante observar que a identificação da arma se a


comparação for através de um conjunto de várias estriações existentes em uma
superfície específica, em relação as proporções bem como relações recíprocas das
estrias entre si.

A IDENTIFICAÇÃO ATRAVÉS DO ESTOJO:

O estojo é uma forma de identificar a arma que foi utilizada no crime, podendo
ser encontrado no local do crime ou no tambor da arma que foi apreendida.
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O perito ao receber o estojo, determina qual é o seu material, sua marca, o
seu calibre e por fim, suas deformações, e através dessas informações, consegue
identificar que tipo de arma fora usada no crime. Através desses estojos,
presenciamos as marcas produzidas pela superfície interna do cano, a marca do
percussor sobre a espoleta, a marca da espalda do cano sobre o talão, a marca do
extrator na gola do estojo, dentre outros.

Esses requisitos são diferentes de arma para arma. Serão confrontadas com
as que se produzem mediante tiros de prova, dados com a mesma arma suspeita.

Com o estojo em mãos e do seu padrão, será analisado pelo microscópico


comparador para o exame dos sinais deixados no culote do percussor.

Não podemos deixar de lado, a característica do estojo que é utilizado na


identificação dos sinais deixados pelo extrator e pelo ejetor, os quais deixam
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marcas específicas de cada arma, acontecendo no momento em que o extrator
toma o estojo através da gola, sendo puxado para trás, até que o ejetor o lance
para fora da janela.

IDENTIFICAÇÃO PELA PÓLVORA:

A pólvora pode ser encontrada na cápsula, na arma, no corpo ou veste da


vítima.

A análise do exame é para descobrir se o disparo foi feito com pólvora


negra ou com pólvora piroxilada.

Num primeiro momento, faz-se necessário ter em mente que o aspecto da


pólvora, podendo ser macroscópica ou microscopicamente, sendo que a
pólvora negra deixa no interior do cano resíduos preto que passa em poucos
dias para uma cor cinzenta esbranquiçada, e posteriormente o aspecto de tom
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avermelhado de ferrugem. Em relação a pólvora piroxilada deixa pouco resíduo,
na cor cinza escura, não se alterando a não ser logo depois com a ferrugem.

Nesse contexto, importante observar que o exame da pólvora feito pelos


peritos podem determinar a data aproximada do último disparo da arma.
Ademais, os elementos que levam os peritos a determinar qual a data provável
que foi realizado o último disparo, através das modificações processadas no
depósito da pólvora combusta.

Para a realização da perícia, o perito criminal deverá analisar os resíduos da


pólvora existente na arma no local do crime, tendo em vista que toda a vez que se
atira permanece um depósito de resultante da combustão da pólvora que varia.
Caso for negra, (a presença de sulfetos e sulfatos) ou piroxilada (presença de
nitrito e nitrato).
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Por fim, é importante mencionar que a temperatura do local que foi
encontrada a arma influencia nas modificações por onde passa o depósito de
pólvora.

DISTÂNCIA DO DISPARO:

Em um primeiro momento a arma e munição, são duas características


fundamentais para identificar as lesões produzidas pela arma de fogo.

O estudo realizado pela Balística Forense, em relação à distância do


disparo e dos efeitos produzido tem uma atenção especial. É através do estudo
dos efeitos do tiro, pesquisáveis juntos às lesões, pode-se estabelecer em
muitos casos, qual a distância do disparo que foi realizado.

Existem uma classificação para os tiros, conforme segue a seguir:


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A) Encostado:

As lesões são de bordas irregulares, estreladas. Na pele, pode constar um


desenho na pele que é produzido pela queimadura da boca do cano e da alça da
mira da arma.

B) Curta distância:

Se apresenta de forma arredondada ou ovalar, bordas invertidas, zonas de


contusão e enxugo aréola equimótica, e ainda as partes de queimadura e
esfumaçamento.

C) De distância: pode apresentar a forma arredondada, ovalar ou elíptica, as


bordas feridas apresentam irregulares ou invertidas, zona de contusão, enxugo
e aréola equimótica.
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DIREÇÃO DO DISPARO:

No que diz respeito a direção do disparo, é direcionada ao corpo da vítima,


é indicado por duas características: de orifício de entrada e a direção do trajeto
da lesão.

A direção do tiro é necessária a experimentação com a mesma arma e


munição, até mesmo pelas precauções ditas com relação à distância do tiro. A
inclinação do corpo mantida a mesma linha de visão da arma varia o trajeto do
projétil

A BALÍSTICA DIVISÃO DA BALÍSTICA FORENSE:

Se divide em balística interna, externa e balística dos efeitos.

Distinções:
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A) Interna:

É o funcionamento das armas, a sua estrutura e mecanismo, a técnica do


tiro.

B) Externa:

É o estudo do trajeto e a trajetória, desde sua saída da arma até a sua


parada, ou seja, o seu impacto.

C) Balística dos efeitos:

Para esta característica ou do ferimento, manifesta-se em relação aos


efeitos que são produzidos pelo projétil disparado, incluindo os ricochete,
impactos e as lesões e danos sofridos por quem foi atingido.

A identificação das armas de fogo, são classificadas como diretas e


indiretas.
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A direta é quando a identificação é feita na própria arma. Já a indireta
quando feita através de estudo comparativo de características deixadas pela
arma através dos elementos de sua munição.

Em relação a identificação direta, é o conjunto de caracteres físicos


constantes de seus registros e documentos, bem como o tipo da arma. Calibre,
número de série, fabricante, escudos e brasões, dentre outros.

Para as identificações indiretas, é usado métodos comparativos macro e


microscópicos para as deformações que são verificadas nos elementos da
munição. O projétil é o mais importante, quando se trata de arma de fogo
raiada. As armas de vogo de alma lisa, a sua identificação indireta é feita pelas
deformações impressas no estojo e suas espoletas ou cápsula de
espoletamento.
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Por fim, foi constato que é possível se estabelecer uma interligação entre a
arma de fogo e o crime cometido, pelos elementos sutis que possam ser
encontrados na cena do crime sendo analisado por um profissional da área
competente.

MEIO DE PROVA:

Os meios de provas são realizadas por profissionais com conhecimentos


técnicos para o deslinde de casos de difícil solução, com a função de instruir os
julgadores.

Nos inquéritos policiais, a perícia é uma regra determinada pela autoridade


policial. É para os casos quando deixar vestígios sendo indispensável o exame
de corpo de delito, direto ou indireto, conforme o artigo 158 do Código de
Processo Penal.
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Temos a presença do princípio da imediatidade, quando a perícia deve ser
realizada com urgência, para que não desapareça os vestígios, e, com isso
prejudicada a apuração dos fatos.

O laudo pericial tem valor inegável, sendo uma peça técnica, que é
indispensável à livre convicção do juiz. O magistrado tem a liberdade de
apreciação podendo aceitá-lo ou não, no todo ou em parte.

Na perícia, a prova tem valor relativo, tendo em vista que o processo penal
todas as provas têm esse valor, devendo ser examinado pelo juiz em conjunto
com outras provas e não de forma separadamente, conforme o artigo 155 do
CPP.

Em última análise, a perícia é extremamente importante para os


instrumentos legais para a ciência criminal, para identificar a autoria de crimes
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em que tenha ocorrido o disparo de armas de fogo.

JUSTIÇA E A BALÍSTICA FORENSE:

Por meio dos exames, através das perícias, o objetivo é provar a


ocorrência de infrações penais, e a ocorrência das infrações. Seu conteúdo é
eminentemente técnico, com finalidade jurídica e penal, com isso, recebe nome
de Balística Forense.

A Justiça está lado a lado com a Balística, em relação a dissolução dos


delitos em que o emprego da arma foi usado. A Balística com suas técnicas dão
assistência à Justiça atribuindo as práticas das violações das leis aos seus
verdadeiros autores.

Não havendo a apreensão da arma, não há como se apurar a sua


lesividade, o grau de risco para o bem jurídico em relação a integridade física
Perícia Criminal
alheia.

Em última análise a Balística Forense, é fundamental para o instrumento


jurídico para constatar a veracidade da autoria de crimes, efetuados através do
dispara da arma de fogo. Através disso, é analisado a autoria do crime, o modo,
a maneira, o tipo de munição bem como os efeitos dos tiros que possam
envolver um homicídio. Através disso, está contribuindo para a realização da
Justiça, em especial atenção para os crimes contra a vida.

Nesse contexto, importante observar que o estudo sobre Balística Forense


não se encerra por aqui, sendo necessário a complementação da doutrina e
legislação para compreender melhor sobe o assunto, e com isso, não ficar om
possíveis dúvidas a respeito do tema.
Perícia Criminal
CONCLUSÃO

Neste trabalho foi abordado o assunto sobre perícia criminal, o qual, foi
direcionado mais especificamente sobre Química Forense, Noções de DNA
Forense e por fim, Balística Forense. A conclusão que se teve é de na perícia
criminal, está presente vários requisitos para a realização dos exames periciais.

A química forense é um exemplo, pois é onde os profissionais químicos,


atuam para identifica as presentes substâncias, vestígios do crime. Ademais, às
evidências encontradas no local do crime, é extremamente importante para os
peritos.

Além disso, foi estudado as Noções de DNA forense, o conceito,


composição, bem como as marcar que podem serem analisadas através do
exame para identifica quem cometeu o crime, tudo isso, através da análise do
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exame do DNA.

É importante mencionar que o DNA tem a possibilidade de identificar


quem é o criminoso, e, se realmente cometeu aquele crime. No presente
trabalho, foi estudo as formas de coletar os objetos para fazer o exame de
DNA. A realização poderá ser feita, pelo cabelo, digitais, sêmen, roupa, dentre
outros exemplos citados no trabalho.

Na abordagem do estudo, constatou que o DNA é utilizado em crimes


específicos, bem como nas áreas de direito criminal e civil. No direito penal, é
para verificar quem cometeu o crime, retirar as provas. Já no cível, e para os
processos que correm perante a investigação de paternidade, para futuramente
saber quem é o pai.

Em última análise, foi estudado sobre Balística Forense. Envolve o estudo


Perícia Criminal
das espécies de arma de fogo. Tudo que envolve o disparo, a localização, os
vestígios, o local do criem, a forma e maneira como foi encontrado o corpo.

A Balística Forense, estudo os tipos de armas, as características dos


disparos, bem como a distância que foi praticado o crime. É uma disciplina
dentro da criminalística forense.

A apreensão da arma é fundamental para a perícia analisar as digitais de


quem praticou o crime. Por isso, é fundamental recolher a arma para análise
futura das digitais. Não havendo a apreensão da arma, não tem como fazer os
exames de digitais.

O estudo é analisado pelos resíduos que ficam pelo disparo da arma. É


analisado os dedos, às mãos e o objeto, no caso a arma. É extremamente
importante o trabalho minucioso dos peritos quando se fala em Balística
Perícia Criminal
forense, tendo em vista o resultada da autoria do crime.

Em última análise, é importante mencionar que o estudo não se encerra


por aqui. Para o esclarecimentos de eventuais dúvidas é necessários a leitura
da doutrina, legislação esparsa e o entendimento da jurisprudência dos nossos
tribunais.

Por fim, todos os objetivos que tínhamos proposto sobre este tópico foram
cumpridos. Alguns com mais conteúdos do que outros, tendo em vista a
matéria ser bem restrita.

Este trabalho foi muito importante para o conhecimento, a compreensão,


aprofundamento deste tema, visto que proporcionou conhecer melhor sobre a
perícia criminal. Permitiu desenvolver uma pesquisa através do estudo da
doutrina, suas competências, organização e finalidades.
Referências
- LEITE, Fábio et al. DNA Forense: Exames de DNA Humano. In:
criminalística – procedimentos e metodologias, Tocchetto, D. – coord.
Porto Alegre: Cleuza dos Santos Novakc, 1 edição: 2005. Capítulo XIII, P.
242 – 243.

- TOCCHETO, Domingos. Balística Forense: Aspectos Técnicos e


Jurídicos. 5 ed. Campinas: Millennium, 2009.

- Decreto – Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 194. Código de Processo


Penal.
FIM DA APRESENTAÇÃO