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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

SUGESTÃO PARA
APOSTILA DA DISCIPLINA
“INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
RESIDENCIAIS E PREDIAIS”

PARA O CURSO DE
ENGENHARIA CIVIL

PROF. FLAVIÖ HARÅ


COORD. GERAL DO PROGRAMA CIPMOI

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2º SEMESTRE DE 2009
Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009

ÍNDICE
LEIS – DECRETOS – RESOLUÇÕES SOBRE ATUAÇÃO PROFISSIONAL _______ 3 a 17
MODELO DE ART DO CREA____________________________________________ 18 a 19
LEI 8078-90: CODIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR_______________________ 20 a 36
NR-10 - INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE____________________ 37 a 49
RESOLUÇÃO 1010 CONFEA____________________________________________ 50 a 60
NOTAS DE AULA 1 – SEGURANÇA ______________________________________ 61 A 68
DPS - DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO ______________________ 69 a 71
EXERCÍCIO 1 – LEVANTAMENTO DE CARGAS E TIPO DE CONSUMIDOR______ 72 a 82
EXERCÍCIO 2 – COMANDOS (INTERRUPTORES) __________________________ 83 a 91
PORTARIA 19 DO INMETRO – PADRÃO DE TOMADAS______________________ 92
LEI N° 11.337 DE 26 DE JULHO DE 2006. (TERRA E TOMADAS) 93
EXERCÍCIO 3 – DIVISÃO DE CIRCUITOS _________________________________ 94 a 112
EXERCÍCIO 4 – DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES__________________ 113 a 126
PORTARIA 130 DO INMETRO – PADRÃO DE DISJUNTORES_________________ 127
EXERCÍCIO 5 – DIMENSIONAMENTO DOS DISJUNTORES E ELETRODUTOS___ 128 a 132
EXERCÍCIO 6 – DIMENSIONAMENTO DO ALIMENTADOR DIAGRAMA UNIFILAR_ 133 a 143
ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL BÁSICA – MÉTODO DOS LUMENS ________________ 144 a 163
LEVANTAMENTO DE MATERIAL DA OBRA________________________________ 164 a 173

ÍNDICE DAS TABELAS:


TABELA 1 TIPO DE CONSUMIDOR SEGUNDO A CEMIG ________________________ PG 77
TABELA 2 EXEMPLOS DE CARGAS TUGs E TUEs _____________________________ PG 78
TABELA 3 EXEMPLOS DE AR CONDICIONADO ________________________________ PG 78
TABELA 4 LEGENDA – SIMBOLOGIA ________________________________________ PG 88
TABELA 5 FCT – FATOR DE CORREÇÃO DE TEMPERATURA AMBIENTE _________ PG 114
TABELA 6 FCNC – FATOR DE CORREÇÃO DE NO. CIRCUITOS NO ELETRODUTO _ PG 114
TABELA 7 CCC – IFIO CAPACIDADE-CRITÉRIO DE CONDUÇÃO DE CORRENTE ____ PG 115
TABELA 8 CQT – CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO ___________________________ PG 118
TABELA 9 DIÂMETRO MÉDIO DOS ELETRODUTOS ___________________________ PG 131
TABELA 10 ÁREA EXTERNA TOTAL MÉDIA DOS CONDUTORES _________________ PG 131
TABELA 11 F.D. (FATOR DE DEMANDA) PARA CARGAS DE LUZ E TUGs __________ PG 133
TABELA 12 F.D. (FATOR DE DEMANDA) PARA CARGAS DE TUE _________________ PG 134
TABELA 13 DISJUNTOR-PROTEÇÃO GERAL SEGUNDO A CEMIG ________________ PG 134

OUTRAS FIGURAS IMPORTANTES


LEGENDA SIMBOLOGIA SEGUNDO A ABNT __________________________________ PG 76
DISJUNTOR EXEMPLOS DE VALORES PADRONIZADOS_________________________ PG 129

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III - doações, legados e quaisquer valores adventícios, bem como outras fontes de renda
LEI Nº 6.496 - DE 7 DE DEZ 1977 eventualmente instituídas em Lei;
IV - outros rendimentos patrimoniais.
Institui a "Anotação de Responsabilidade Técnica" na prestação de serviços de Engenharia, de § 1º - A inscrição do profissional na Mútua dar-se-á com o pagamento da primeira contribuição,
Arquitetura e Agronomia; autoriza a criação, pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e quando será preenchida pelo profissional sua ficha de Cadastro Geral, e atualizada nos
Agronomia - CONFEA, de uma Mútua de Assistência Profissional, e dá outras providências. pagamentos subseqüentes, nos moldes a serem estabelecidos por Resolução do
CONFEA.
O Presidente da República, § 2º - A inscrição na Mútua é pessoal e independente de inscrição profissional e os benefícios só
poderão ser pagos após decorrido 1 (um) ano do pagamento da primeira contribuição.
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 12 - A Mútua, na forma do Regimento, e de acordo com suas disponibilidades, assegurará os
seguintes benefícios e prestações:
Art. 1º - Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer I - auxílios pecuniários, temporários e reembolsáveis, aos associados comprovadamente
serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à necessitados, por falta eventual de trabalho ou invalidez ocasional;
"Anotação de Responsabilidade Técnica" (ART). II - pecúlio aos cônjuges supérstites e filhos menores associados;
Art. 2º - A ART define para os efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendimento de III - bolsas de estudo aos filhos de associados carentes de recursos ou a candidatos a escolas
engenharia, arquitetura e agronomia. de Engenharia, de Arquitetura ou de Agronomia, nas mesmas condições de carência;
§ 1º - A ART será efetuada pelo profissional ou pela empresa no Conselho Regional de IV - assistência médica, hospitalar e dentária, aos associados e seus dependentes, sem caráter
Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), de acordo com Resolução própria do obrigatório, desde que reembolsável, ainda que parcialmente;
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA). V - facilidade na aquisição, por parte dos inscritos, de equipamentos e livros úteis ou necessários
§ 2º - O CONFEA fixará os critérios e os valores das taxas da ART "ad referendum" do Ministro ao desempenho de suas atividades profissionais;
do Trabalho. VI - auxílio funeral.
Art. 3º - A falta da ART sujeitará o profissional ou a empresa à multa prevista na alínea "a" do Art. § 1º - A Mútua poderá financiar, exclusivamente para seus associados, planos de férias no País
73 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, e demais cominações legais. e/ou de seguros de vida, acidentes ou outros, mediante contratação.
Art. 4º - O CONFEA fica autorizado a criar, nas condições estabelecidas nesta Lei, uma Mútua de § 2º - Visando à satisfação do mercado de trabalho e à racionalização dos benefícios contidos no
Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, sob sua fiscalização, item I deste artigo, a Mútua poderá manter serviços de colocação de mão-de-obra de
registrados nos CREAs. profissionais, seus associados.
§ 1º - A Mútua, vinculada diretamente ao CONFEA, terá personalidade jurídica e patrimônio § 3º - O valor pecuniário das prestações assistenciais variará até o limite máximo constante da
próprios, sede em Brasília e representações junto aos CREAs. tabela a ser aprovada pelo CONFEA, nunca superior à do Instituto Nacional de Previdência
§ 2º - O Regimento da Mútua será submetido à aprovação do Ministro do Trabalho, pelo Social (INPS).
CONFEA. § 4º - O auxílio mensal será concedido, em dinheiro, por períodos não superiores a 12 (doze)
Art. 5º - A Mútua será administrada por uma Diretoria Executiva, composta de 5 (cinco) membros, sendo meses, desde que comprovada a evidente necessidade para a sobrevivência do associado
3 (três) indicados pelo CONFEA e 2 (dois) pelos CREAs, na forma a ser fixada no Regimento. ou de sua família.
Art. 6º - O Regimento determinará as modalidades da indicação e as funções de cada membro da § 5º - As bolsas serão sempre reembolsáveis ao fim do curso, com juros e correção monetária,
Diretoria Executiva, bem como o modo de substituição, em seus impedimentos e faltas, cabendo fixados pelo CONFEA.
ao CONFEA a indicação do Diretor-Presidente e aos outros Diretores a escolha, entre si, dos § 6º - A ajuda farmacêutica, sempre reembolsável, ainda que parcialmente, poderá ser
ocupantes das demais funções. concedida, em caráter excepcional, desde que comprovada a impossibilidade momentânea
Art. 7º - Os mandatos da Diretoria Executiva terão duração de 3 (três) anos, sendo gratuito o exercício de o associado arcar com o ônus decorrente.
das funções correspondentes. § 7º - Os benefícios serão concedidos proporcionalmente às necessidades do assistido, e os
Art. 8º - Os membros da Diretoria Executiva somente poderão ser destituídos por decisão do CONFEA, pecúlios em razão das contribuições do associado.
tomada em reunião secreta, especialmente convocada para esse fim, e por maioria de 2/3 (dois § 8º - A Mútua poderá estabelecer convênios com entidades previdenciárias, assistenciais, de
terços) dos membros do Plenário. seguro e outros facultados por Lei, para o atendimento do disposto neste Artigo.
Art. 9º - Os membros da Diretoria tomarão posse perante o CONFEA. Art. 13 - Ao CONFEA incumbirá, na forma do Regimento:
Art. 10 - O patrimônio da Mútua será aplicado em títulos dos Governos Federal e Estaduais ou por eles I - a supervisão do funcionamento da Mútua;
garantidos, Carteiras de Poupança, garantidas pelo Banco Nacional da Habilitação (BNH), II - a fiscalização e aprovação do Balanço, Balancete, Orçamento e da Prestação de Contas da
Obrigações do Tesouro Nacional, imóveis e outras aplicações facultadas por Lei para órgãos da Diretoria Executiva da Mútua;
mesma natureza. III - a elaboração e aprovação do Regimento da Mútua;
Parágrafo único - Para aquisição e alienação de imóveis, haverá prévia autorização do Ministro do IV - a indicação de 3 (três) membros da Diretoria Executiva;
trabalho. V - a fixação da remuneração do pessoal empregado pela Mútua;
Art. 11 - Constituirão rendas da Mútua: VI - a indicação do Diretor-Presidente da Mútua;
I - 1/5 (um quinto) da taxa de ART; VII - a fixação, no Regimento, da contribuição prevista no item II do Art. 11;
II - uma contribuição dos associados, cobrada anual ou parceladamente e recolhida, VIII - a solução dos casos omissos ou das divergências na aplicação desta Lei.
simultaneamente, com a devida aos CREAs; Art. 14 - Aos CREAs, e na forma do que for estabelecido no Regimento, incumbirá:

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I - recolher à Tesouraria da Mútua, mensalmente, a arrecadação da taxa e contribuição prevista
nos itens I e II do Art. 11 da presente Lei; Dispõe sobre a regulamentação do exercício das profissões de ENGENHEIRO, de arquiteto e de
II - indicar os dois membros da Diretoria Executiva, na forma a ser fixada pelo Regimento. agrimensor, regida pelo Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, e dá outras providências.
Art. 15 - Qualquer irregularidade na arrecadação, na concessão de benefícios ou no funcionamento da
Mútua, ensejará a intervenção do CONFEA, para restabelecer a normalidade, ou do Ministro do O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, e
Trabalho, quando se fizer necessária. CONSIDERANDO o que representou o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, quanto à
Art. 16 - No caso de dissolução da Mútua, seus bens, valores e obrigações serão assimilados pelo necessidade de completar disposições, dirimir dúvidas e preencher omissões que a prática tem revelado
CONFEA, ressalvados os direitos dos associados. na regulamentação do exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor, regida pelo
Parágrafo único - O CONFEA e os CREAs responderão, solidariamente, pelo déficit ou dívida da Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933;
Mútua, na hipótese de sua insolvência.
Art. 17 - De qualquer ato da Diretoria Executiva da Mútua caberá recurso, com efeito suspensivo, ao CONSIDERANDO que o Decreto-Lei nº 3.995, de 31 DEZ 1941, contém disposições que devem ser
CONFEA. modificadas ou revogadas;
Art. 18 - De toda e qualquer decisão do CONFEA referente à organização, administração e fiscalização
da Mútua caberá recurso, com efeito suspensivo, ao Ministro do Trabalho. CONSIDERANDO que a finalidade e organização dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura exigem
Art. 19 - Os empregados do CONFEA, dos CREAs e da própria Mútua poderão nela se inscrever, novos moldes;
mediante condições estabelecidas no Regimento, para obtenção dos benefícios previstos nesta
Lei. CONSIDERANDO que já se tornou imprescindível a solução de questões relativas aos técnicos de grau
Art. 20 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. superior e médio, estrangeiros e nacionais;

Brasília, 7 DEZ 1977; 156º da Independência e 89º da República. CONSIDERANDO que outras medidas de caráter geral e transitório devem ser adotadas para completar,
ERNESTO GEISEL esclarecer, modificar ou revogar disposições do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, e do Decreto-Lei nº
Arnaldo Prieto 3.995, de 31 DEZ 1941;

Publicada no D.O.U. de 09 DEZ 1977 - Seção I - Pág. 16.871. CONSIDERANDO a conveniência de que sejam definidas pelas próprias classes interessadas através do
Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura as especializações da Engenharia e da Arquitetura, que
LEI Nº 8.195, DE 26 JUN 1991 se desenvolvem e se caracterizam com o progresso da técnica e da ciência,

Altera a Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, que regula o exercício das profissões de Engenheiro, DECRETA:
Arquiteto e Engenheiro Agrônomo, dispondo sobre eleições diretas para Presidente dos
Conselhos Federal e Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e dá outras CAPÍTULO I - Dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura
providências.
Art. 1º - O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura e seus Conselhos Regionais, criados pelo
O Presidente da República. Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, constituem em seu conjunto uma autarquia, sendo cada um
deles dotado de personalidade jurídica de direito público.
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 2º - O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será constituído de brasileiros natos ou
naturalizados, legalmente habilitados, de acordo com o Art. 8º deste Decreto-Lei e obedecerá à
Art. 1º - Os Presidentes dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia seguinte composição:
serão eleitos pelo voto direto e secreto dos profissionais registrados e em dia com suas a) Um presidente, nomeado pelo Presidente da República, escolhido entre os nomes de lista
obrigações para com os citados Conselhos, podendo candidatar-se profissionais brasileiros tríplice organizada pelos membros do Conselho;
habilitados de acordo com a Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966. b) seis (6) conselheiros federais efetivos e três (3) suplentes, escolhidos em assembléia
Art. 2º - O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia disporá, em resolução, sobre os constituída por um delegado eleitor de cada Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.
procedimentos Eleitorais referentes à organização e data das eleições, prazos de c) três (3) conselheiros federais efetivos, escolhidos pelas Congregações de Escolas-Padrão
desincompatibilização, apresentação de candidaturas e tudo o mais que se fizer necessário à federais, sendo um engenheiro pela Escola Nacional de Engenharia, um engenheiro pela
realização dos pleitos. Escola de Minas e Metalurgia, e um engenheiro-arquiteto ou arquiteto pela Faculdade Nacional
Art. 3º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de Arquitetura.
Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário. Art. 3º - Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura serão constituídos de brasileiros natos ou
naturalizados, legalmente habilitados, de acordo com o Art. 8º deste Decreto-Lei, e terão a
FERNANDO COLLOR lotação que for determinada pelo Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.
Presidente da República. § 1º - Na composição dos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura será atendida a
Jarbas Passarinho. representação das escolas superiores de engenharia ou arquitetura existentes na Região,
oficiais ou reconhecidas pelo Governo, bem como as das associações de profissionais de
Publicada no D.O.U. DE 27 JUN 1991 - Seção I - Pág. 2.417. Engenharia e de Arquitetura, legalmente habilitados, de acordo com o Art. 8º deste
DECRETO-LEI Nº 8.620, DE 10 JAN DE 1946 (1)

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Decreto-Lei, quando quites com suas obrigações em relação ao respectivo Conselho Arquitetura, após curso regular e válido para o exercício da profissão no país onde se achar
Regional. situada a referida escola ou instituto, é assegurado o direito ao exercício da profissão como
§ 2º - A escolha dos Conselheiros se efetuará separadamente em assembléias realizadas nos diplomado, com as atribuições correspondentes aos seus cursos, sem a exigência da prova de
Conselhos Regionais, por delegados-eleitores das escolas interessadas e das associações revalidação do diploma.
de classe registradas no Conselho Regional respectivo. Art. 14 - A todos os que apresentarem certificados de aprovação em exames realizados nas escolas a
Art. 4º - O Conselheiro Federal ou Regional de Engenharia e Arquitetura que durante um ano faltar, sem que se refere o Art. 1º do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, ou nas que, com as suas
licença prévia, a seis sessões consecutivas ou não, embora com justificação, perderá, características, posteriormente tenham sido ou venham a ser criadas, será concedida pelos
automaticamente, o mandato, que passará a ser exercido em caráter efetivo pelo suplente que Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura autorização temporária para o exercício das
for sorteado. atividades correspondentes às matérias de aplicação em cujo exame final foram aprovados.
Art. 5º - O mandato dos Conselheiros de Engenharia e Arquitetura, inclusive o dos Presidentes dos Parágrafo único - O disposto neste Artigo somente será aplicado às regiões do país onde se
respectivos Conselhos, será honorífico e durará três (3) anos. verificar a escassez de profissionais diplomados.
Parágrafo único - O número de Conselheiros será anualmente renovado pelo terço. Art. 15 - O Art. 6º do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, passa a ter a seguinte redação: - Nos trabalhos
Art. 6º - O exercício da função de membros dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura, por espaço de gráficos, especificações, orçamentos, pareceres, laudos, termos de compromisso de vistorias e
tempo não inferior a dois terços do respectivo mandato, será considerado serviço relevante. arbitramentos e demais atos judiciários ou administrativos é obrigatória, além da assinatura,
Parágrafo único - O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura concederá aos que se precedida do nome da empresa, sociedade, instituição ou firma a que interessarem, a declaração
acharem nas condições deste artigo o certificado de serviço relevante, independentemente de do número da carteira do profissional diplomado e a menção explícita do título legal que possuir.
requerimento do interessado, até sessenta (60) dias após a conclusão do mandato.
Art. 7º - O pessoal a serviço do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Engenharia e CAPÍTULO III - Das especializações
Arquitetura continuará sujeito ao disposto no Art. 2º do Decreto-Lei nº 3.347, de 12 JUN 1941.
Art. 16 - Fica autorizado o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura a proceder à consolidação das
CAPÍTULO II - Do exercício profissional atribuições referidas no capítulo IV do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, com as das suas
Resoluções, bem como a estabelecer as atribuições das profissões civis de engenheiro naval,
Art. 8º - O exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e agrimensor, em todo o território nacional, construtor naval, engenheiro aeronáutico, engenheiro metalúrgico, engenheiro químico e
somente é permitido a quem for portador da carteira de profissional expedida pelos Conselhos urbanista.
Regionais de Engenharia e Arquitetura. Art. 17 - Sendo modificados os cursos-padrão existentes, criados outros ou modificada a estrutura do
Art. 9º - A prova do exercício da profissão, na data da publicação do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, ensino técnico superior, o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, em reunião de que
de que trata o Art. 4º do mesmo decreto, poderá ser feita, em qualquer tempo, perante os participará um representante de cada Conselho Regional, procederá à revisão das atribuições
Conselhos Regionais, desde que o profissional efetue o pagamento da multa, ou multas, em que profissionais.
houver incorrido. Parágrafo único - O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura consubstanciará as
Parágrafo único - A prova documentada do exercício da profissão de engenheiro ou de arquiteto, modificações introduzidas em resolução aprovada por maioria absoluta de votos, dando
por cinco (5) anos consecutivos, anteriormente ao decreto supracitado, poderá a juízo do publicidade aos respectivos atos.
Conselho Regional respectivo substituir a prova do exercício da profissão mencionada neste
Artigo. CAPÍTULO IV - Dos técnicos de grau superior e médio
Art. 10 - Aos profissionais diplomados de acordo com as exigências do Art. 1º do Decreto nº 23.569, de 11
DEZ 1933, cujos títulos não correspondam a nenhuma das especializações profissionais Art. 18 - Tornando-se necessário ao progresso da técnica, da arte ou do País, e a critério do Conselho
descritas no Capítulo VI do mesmo decreto, é permitido o exercício efetivo da profissão, dentro Federal de Engenharia e Arquitetura, verificada a escassez de profissionais habilitados e
dos limites de atribuições que o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura estabelecer, especializados, os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura poderão autorizar, a
tendo em vista os respectivos cursos. requerimento de firmas, empresas ou instituições interessadas, públicas e particulares, o
Art. 11 - Aos profissionais diplomados de que trata o Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, e que, à data da contrato de técnicos de grau superior ou médio, especializados em ramos ou atividades de
regulamentação de novas especialidades da Engenharia e Arquitetura, estiverem exercendo Engenharia ou de Arquitetura, nacionais ou estrangeiros, julgados capazes pelos referidos
funções dessas especialidades, será garantida a continuação do exercício de tais funções, Conselhos.
mediante anotação em sua carteira profissional. § 1º - Os técnicos a quem for concedida a autorização aludida serão registrados nos respectivos
Parágrafo único - Aos não-diplomados que estiverem nas condições deste Artigo será aplicado o Conselhos Regionais, e suas atribuições cessarão automaticamente na data do término
que dispõe o Art. 2º do referido Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933. dos seus contratos de trabalho.
Art. 12 - Aos portadores de carteiras de diplomados, quando habilitados, na forma do Decreto nº 23.569, § 2º - As autorizações referidas serão válidas pelo período máximo de três anos, podendo ser
de 11 DEZ 1933, e deste Decreto-Lei, ao exercício efetivo de qualquer especialização renovadas ou revalidadas pelos Conselhos Regionais que as concederam.
profissional, fica, em segunda inscrição, assegurado o direito de participar de concurso para § 3º - As firmas, empresas ou instituições contratantes serão obrigadas a manter, junto aos
cargos de repartição federal, estadual ou municipal, ou de organizações autárquicas ou técnicos contratados, por determinação dos Conselhos Regionais, profissionais brasileiros
paraestatais, ainda que tais cargos correspondam a ramos diferentes daqueles cujo exercício diplomados por escolas superiores ou técnicas, conforme se trate de técnicos de grau
esteja garantido pelos seus títulos, desde que não tenham inscrito profissionais devidamente superior ou médio.
especializados. Art. 19 - Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura estabelecerão o registro dos técnicos de
Art. 13 - Ao brasileiro diplomado por escola ou instituto técnico superior estrangeiro de engenharia, grau médio formados pelas escolas técnicas da União ou equivalentes, concedendo-lhes
arquitetura ou agrimensura, reconhecido idôneo pelo Conselho Federal de Engenharia e

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carteiras profissionais em que constarão as respectivas atribuições fixadas pelo Conselho CAPÍTULO VIII - Disposições gerais
Federal.
Art. 28 - Enquanto não houver em número suficiente profissionais habilitados em determinada
CAPÍTULO V - Dos auxiliares de engenheiro especialidade na forma deste Decreto-Lei, em município ou distrito compreendido na sua
jurisdição, poderão os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura permitir, a título
Art. 20 - Ficam substituídas em todo o território nacional, inclusive nas repartições federais, estaduais e precário, a execução de trabalhos previstos no Art. 5º do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933,
municipais e nas entidades paraestatais, as denominações de Prático de Engenharia, por pessoas idôneas, dentro das atribuições que fixarem.
Engenheiro-Prático ou equivalentes, pela de Auxiliar de Engenheiro, sem prejuízo dos Art. 29 - Sempre que a execução de uma obra ou de algumas de suas partes não couber
vencimentos e vantagens dos atuais possuidores de tais títulos, devendo as modificações diretamente ao autor do projeto, ou ao profissional responsável pela firma executora,
necessárias ser executadas pelas autoridades competentes dentro do prazo de um ano. deverão constar da respectiva placa, ou de outra contígua, os nomes dos profissionais
Parágrafo único - Os Auxiliares de Engenheiro serão registrados nos Conselhos Regionais de executantes, acompanhados da indicação da parte que lhes cabe, da de seus títulos de
Engenharia e Arquitetura mediante prova de capacidade e terão suas atribuições limitadas a habilitação e dos números de suas carteiras de profissional, correndo por conta deles a
conduzir trabalhos projetados e dirigidos por profissionais legalmente habilitados. responsabilidade pela colocação da placa devida.
Art. 30 - As entidades a que se refere o Art. 8º do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, bem como as que
CAPÍTULO VI - Das anuidades e taxas necessitem, sob qualquer modalidade, da assistência técnica do engenheiro ou do arquiteto, ou
tenham, na sua composição, qualquer secção de um dos ramos da Engenharia ou da
Art. 21 - Os profissionais habilitados, de que tratam o Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, e este Decreto- Arquitetura, ficam obrigadas a apresentar ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a
Lei, ficam obrigados ao pagamento de anuidade de Cr$ 50,00 (cinqüenta cruzeiros) ao Conselho cuja jurisdição pertencerem o esquema de sua organização técnica, especificando os seus
Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem. departamentos, secções, subsecções e serviços, com as respectivas atribuições.
Art. 22 - As firmas, sociedades, empresas, companhias ou organizações que explorem quaisquer dos Art. 31 - São nulos de pleno direito os contratos referentes a qualquer ramo da Engenharia ou da
ramos da Engenharia, da Arquitetura ou da Agrimensura, ou tiverem a seu cargo alguma secção Arquitetura, inclusive a elaboração de projeto, direção ou execução das obras respectivas,
dessas profissões, ficam obrigadas a pagar a anuidade de Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros) ao quando firmados por entidade pública ou particular com pessoa física não-habilitada
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura a cuja jurisdição pertencerem. legalmente a exercer no País a profissão de engenheiro ou de arquiteto, ou com pessoa
Art. 23 - As contribuições fixadas nos artigos 21 e 22 serão pagas até 31 MAR de cada ano. jurídica não-habilitada legalmente a executar serviço de Engenharia ou de Arquitetura.
§ 1º - No primeiro ano de exercício da profissão, esse pagamento é devido na ocasião de ser Parágrafo único - Tais contratos não poderão ser levados a registro, tornando-se
expedida a carteira profissional. passíveis da multa de Cr$ 1.000,00 (mil cruzeiros) o notário que houver lavrado a
§ 2º - O pagamento da primeira anuidade das firmas, empresas, companhias ou organizações respectiva escritura e o oficial que houver efetuado o registro.
realizar-se-á por ocasião do respectivo registro, nos termos do Art. 8º do Decreto nº 23.569, de 11 Art. 32 - Excetuam-se das exigências do Art. 5º do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, as construções
DEZ 1933. residenciais, de pequena área, com um só pavimento, isoladas, que não constituam conjuntos
§ 3º - O pagamento da anuidade fora do prazo estabelecido terá o acréscimo de 20`% a título de residenciais, nem possuam arcabouços ou pisos de concreto armado, bem como as de
mora. pequenos acréscimos em edifícios residenciais existentes, a juízo dos Conselhos Regionais de
Art. 24 - Os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura cobrarão as seguintes taxas: Engenharia e Arquitetura.
a) Cr$ 50,00 (cinqüenta cruzeiros) pela expedição ou substituição da carteira de profissional ou Parágrafo único - Os Conselhos Regionais poderão conceder, a título precário, de acordo com as
da carteira de autorização; necessidades de cada Região, município ou distrito, certificado de habilitação para executar
b) Cr$ 50,00 (cinqüenta cruzeiros) pela renovação anual das licenças precárias; essas construções a pessoas idôneas ou a técnicos de grau médio diplomados por escolas
c) Cr$ 50,00 (cinqüenta cruzeiros) por certidão referente à anotação de responsabilidade técnica técnicas.
ou de registro de firma. Art. 33 - As autoridades federais, estaduais e municipais deverão fornecer, quando solicitadas pelos
Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura, as informações que possam concorrer para o
CAPÍTULO VII - Das multas e penalidades exato cumprimento da legislação profissional do engenheiro, do arquiteto e do agrimensor.
Art. 34 - Ficam revogados o parágrafo único do Art. 20 e o Art. 48 do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933,
Art. 25 - O Art. 7º do Decreto-Lei nº 3.995, de 31 DEZ 1941, fica acrescido do seguinte parágrafo: Para o os Arts. 6º, 9º e 12 e seu parágrafo do Decreto-Lei nº 3.995, de 31 DEZ 1941, e o Decreto-Lei nº
fim de que trata este Artigo, os Conselhos Regionais procederão ao lançamento da sua dívida 8036, de 4 OUT 1945.
ativa nos moldes dos regulamentos fiscais vigentes, sendo-lhes extensivas as disposições do Art. 35 - O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura baixará as Resoluções que se tornarem
Decreto-Lei nº 960, de 17 DEZ 1938. necessárias para o cumprimento das disposições deste Decreto-Lei.
Art. 26 - São fixadas em Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros) a Cr$ 500,00 (quinhentos cruzeiros) as multas Art. 36 - Os casos omissos verificados neste Decreto-Lei serão resolvidos pelo Conselho Federal de
referidas na alínea "a" do Art. 38 do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, pela infração do disposto Engenharia e Arquitetura.
no Art. 7º e seu parágrafo desse Decreto.
Art. 27 - Tratando-se de infração primária, que se apure tenha resultado de incompreensão da Lei, CAPÍTULO IX - Disposições transitórias
poderão os Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura relevar a penalidade respectiva,
sem prejuízo do disposto no Art. 44 do Decreto nº 23.569, de 11 DEZ 1933, e do pagamento das Art. 37 - De acordo com a resolução aprovada na reunião do Conselho Federal de Engenharia e
despesas de expediente que se tornarem devidas. Arquitetura com os Presidentes e representantes dos Conselhos Regionais, realizada nesta
capital de 14 a 21 DEZ 1945, para melhor cumprimento deste Decreto-Lei e organização das
indispensáveis resoluções, o exercício das funções do atual Presidente do Conselho Federal de

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Engenharia e Arquitetura fica mantido até 31 DEZ 1948, e o mandato dos Presidentes dos Parágrafo único - Os funcionários públicos a que se refere este artigo deverão, logo que haja
Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura terminará nas datas correspondentes aos vaga, ser transferidos para outros cargos de iguais vencimentos e para os quais não seja exigida
períodos para os quais foram, respectivamente, escolhidos e eleitos. habilitação técnica.
Art. 38 - Revogam-se as disposições em contrário, entrando o presente Decreto-Lei em vigor na data de Art. 3º - É garantido o exercício de suas funções, dentro dos limites das respectivas licenças e
sua publicação. circunscrições, aos arquitetos, arquitetos-construtores, construtores e agrimensores que, não
diplomados, mas licenciados pelos Estados e Distrito Federal, provarem, com as competentes
Rio de Janeiro, 10 JAN 1946; 125º da Independência e 58º da República licenças, o exercício das mesmas funções à data da publicação deste Decreto, sem notas que os
desabonem, a critério do Conselho de Engenharia e Arquitetura.
JOSÉ LINHARES Parágrafo único - Os profissionais de que trata este Artigo perderão o direito às licenças se
R. Carneiro de Mendonça deixarem de pagar os respectivos impostos durante um ano, ou se cometerem erros técnicos ou
Raul Leitão da Cunha atos desabonadores, devidamente apurados pelo Conselho de Engenharia e Arquitetura.
Art. 4º - Aos diplomados por escolas estrangeiras que, satisfazendo às condições da alínea c do Art. 1º,
Publicado no D.O.U DE 12 JAN 1946 e Ret. no D.O.U. DE 24 JAN 1946 - Seção I - Pág. 197. salvo na parte relativa à revalidação, provarem perante o órgão fiscalizador a que se refere o Art.
(1) Revogado tacitamente pela Lei nº 5.194/66 18 que, à data da publicação deste Decreto, exerciam a profissão no Brasil e registrarem os seus
diplomas dentro do prazo de seis meses, contados da data da referida publicação, será permitido
DECRETO FEDERAL Nº 23.569, DE 11 DEZ 1933 (1) o exercício das profissões respectivas.
Art. 5º - Só poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico
Regula o exercício das profissões de engenheiro, de ARQUITETO e de agrimensor. os estudos, plantas, projetos, laudos e quaisquer outros trabalhos de Engenharia, Arquitetura e
Agrimensura, quer públicos, quer particulares, de que forem autores profissionais habilitados de
O Chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, na conformidade do Art. 1º acordo com este Decreto, e as obras decorrentes desses trabalhos também só poderão ser
do Decreto nº 19.398, de 11 NOV 1930, resolve subordinar o exercício das profissões de engenheiro, de executadas por profissionais habilitados na forma deste Decreto.
arquiteto e de agrimensor às disposições seguintes: Parágrafo único - A critério do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, e enquanto em
dado município não houver profissionais habilitados na forma deste Decreto, poderão ser
permitidas, a título precário, as funções e atos previstos neste Artigo a pessoas de idoneidade
CAPÍTULO I - Dos profissionais de engenharia, arquitetura e agrimensura reconhecida.
Art. 6º - Nos trabalhos gráficos, especificações, orçamentos, pareceres, laudos e atos judiciários ou
Art. 1º - O exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor será somente administrativos, é obrigatória, além da assinatura, precedida do nome da empresa, sociedade,
permitido, respectivamente: instituição ou firma a que interessarem, a menção explícita do título do profissional que os
a) aos diplomados pelas escolas ou cursos de Engenharia, Arquitetura ou Agrimensura, subscrever.
oficiais, da União Federal, ou que sejam, ou tenham sido ao tempo da conclusão dos Parágrafo único - Não serão recebidos em juízo e nas repartições públicas federais, estaduais ou
seus respectivos cursos, oficializados, equiparados aos da União ou sujeitos ao regime municipais, quaisquer trabalhos de engenharia, arquitetura ou agrimensura, com infração do que
de inspeção do Ministério da Educação e Saúde Pública; preceitua este Artigo.
b) aos diplomados, em data anterior à respectiva oficialização ou equiparação às da Art. 7º - Enquanto durarem as construções ou instalações de qualquer natureza, é obrigatória a
União, por escolas nacionais de Engenharia, Arquitetura ou Agrimensura, cujos afixação de uma placa, em lugar bem visível ao público, contendo, perfeitamente legíveis,
diplomas hajam sido reconhecidos em virtude de Lei federal; o nome ou firma do profissional legalmente responsável e a indicação de seu título de
c) àqueles que, diplomados por escolas ou institutos técnicos superiores estrangeiros de formatura, bem como a de sua residência ou escritório.
Engenharia, Arquitetura ou Agrimensura, após curso regular e válido para o exercício da Parágrafo único - Quando o profissional não for diplomado, deverá a placa conter mais, de
profissão em todo o país onde se acharem situados, tenham revalidado os seus modo bem legível, a inscrição - "Licenciado".
diplomas, de acordo com a legislação federal do ensino superior; Art. 8º - Os indivíduos, firmas, sociedades, associações, companhias e empresas, em geral, e suas filiais,
d) àqueles que, diplomados por escolas ou institutos estrangeiros de Engenharia, que exerçam ou explorem, sob qualquer forma, algum dos ramos de engenharia, arquitetura ou
Arquitetura ou Agrimensura, tenham registrado seus diplomas até 18 JUN 1915, de agrimensura, ou a seu cargo tiverem alguma secção dessas profissões, só poderão executar os
acordo com o Decreto nº 3.001, de 9 OUT 1880, ou os registraram consoante o disposto respectivos serviços depois de provarem, perante os Conselhos de Engenharia e Arquitetura,
no Art. 22 da Lei nº 4.793, de 7 JAN 1924. que os encarregados da parte técnica são, exclusivamente, profissionais habilitados e
Parágrafo único - Aos agrimensores que, até à data da publicação deste Decreto, tiverem registrados de acordo com este Decreto.
sido habilitados conforme o Decreto nº 3.198, de 16 DEZ 1863, será igualmente permitido o § 1º - A substituição dos profissionais obriga a nova prova, por parte das entidades a que se
exercício da respectiva profissão. refere este Artigo.
Art. 2º - Os funcionários públicos e os empregados particulares que, dentro do prazo de seis meses, § 2º - Com relação à nacionalidade dos profissionais a que este Artigo alude, será observado, em
contados da data da publicação deste Decreto, provarem perante o Conselho de Engenharia e todas as categorias, o que preceituam o Art. 3º e seu parágrafo único do Decreto nº
Arquitetura que, posto não satisfaçam as condições do Art. 1º e seu parágrafo único, vêm, à data 19.482, de 12 DEZ 1930, e o respectivo regulamento, aprovado pelo Decreto nº 20.291, de
da referida publicação, exercendo cargos para os quais se exijam conhecimentos de engenharia, 12 AGO 1931.
arquitetura ou agrimensura, poderão continuar a exercê-los, mas não poderão ser promovidos Art. 9º - A União, os Estados e os Municípios, em todos os cargos, serviços e trabalhos de Engenharia,
nem removidos para outros cargos técnicos. Arquitetura e Agrimensura, somente empregarão profissionais diplomados pelas escolas oficiais

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ou equiparadas, previamente registrados de acordo com o que dispõe este Decreto, ressalvadas CAPÍTULO III - Da Fiscalização
unicamente as exceções nele previstas.
Parágrafo único - A requerimento do Conselho de Engenharia e Arquitetura, de profissional Art. 18 - A fiscalização do exercício da Engenharia, da Arquitetura e da Agrimensura será exercida pelo
legalmente habilitado e registrado de acordo com este Decreto, ou de sindicato ou associação de Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura e pelos Conselhos Regionais a que se referem os
Engenharia, Arquitetura ou Agrimensura, será anulado qualquer ato que se realize com infração Arts. 25 a 27.
deste artigo. Art. 19 - Terá sua sede no Distrito Federal o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, ao qual
ficam subordinados os Conselhos Regionais.
CAPÍTULO II - Do registro e da carteira profissional Art. 20 - O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será constituído de dez membros, brasileiros,
habilitados de acordo com o Art. 1º e suas alíneas, e obedecerá à seguinte composição: (3)
Art. 10 - Os profissionais a que se refere este Decreto só poderão exercer legalmente a Engenharia, a a) um membro designado pelo Governo Federal;
Arquitetura ou a Agrimensura, após o prévio registro de seus títulos, diplomas, certificados- b) três profissionais escolhidos pelas congregações de escolas padrões federais, sendo um
diplomas e cartas no Ministério da Educação e Saúde Pública, ou de suas licenças no Conselho engenheiro pela da Escola Politécnica do Rio de Janeiro; outro, também engenheiro, pela da
Regional de Engenharia e Arquitetura, sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade. Escola de Minas de Ouro Preto, e, finalmente, um engenheiro arquiteto ou arquiteto pela da
Parágrafo único - A continuação do exercício da profissão, sem o registro a que este Artigo Escola Nacional de Belas Artes;
alude, considerar-se-á como reincidência de infração deste Decreto. c) seis engenheiros, ou arquitetos, escolhidos em assembléia que se realizará no Distrito Federal
Art. 11 - Os profissionais punidos por inobservância do artigo anterior não poderão obter o registro de e na qual tomará parte um representante de cada sociedade ou sindicato de classe que tenha
que este trata, sem provarem o pagamento das multas em que houverem incorrido. adquirido personalidade jurídica seis meses antes, pelo menos, da data da reunião da
Art. 12 - Se o profissional registrado em qualquer dos Conselhos de Engenharia e Arquitetura mudar de assembléia.
jurisdição, fará visar, no Conselho Regional a que o novo local de seus trabalhos estiver sujeito, Parágrafo único - Na representação prevista na alínea "c" deste Artigo haverá, pelo menos, um
a carteira profissional de que trata o Art. 14, considerando-se que há mudança desde que o terço de engenheiros e um terço de engenheiros arquitetos ou arquitetos.
profissional exerça qualquer das profissões na nova jurisdição por prazo maior de noventa dias. Art. 21 - O mandato dos membros do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será meramente
Art. 13 - O Conselho Federal a que se refere o Art. 18 organizará, anualmente, com as alterações honorífico e durará três anos, salvo o do representante do Governo Federal. (4)
havidas, a relação completa dos registros, classificados pelas especialidades dos títulos e em Parágrafo único - Um terço dos membros do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura será
ordem alfabética, e a fará publicar no "Diário Oficial". anualmente renovado, podendo a escolha fazer-se para novo triênio.
Art. 14 - A todo profissional registrado de acordo com este Decreto será entregue uma carteira Art. 22 - São atribuições do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura:
profissional, numerada, registrada e visada no Conselho Regional respectivo, a qual a) organizar o seu regimento interno;
conterá: b) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais, modificando o que se
a) seu nome por inteiro; tornar necessário, a fim de manter a respectiva unidade de ação;
b) sua nacionalidade e naturalidade; c) examinar, decidindo a respeito em última instância, e podendo até anular o registro de
c) a data de seu nascimento; qualquer profissional licenciado que não estiver de acordo com o presente decreto;
d) a denominação da escola em que se formou ou da repartição local onde obteve licença d) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais e dirimi-las;
para exercer a profissão; e) julgar em última instância os recursos de penalidades impostas pelos Conselhos Regionais;
e) a data em que foi diplomado ou licenciado; f) publicar o relatório anual dos seus trabalhos, em que deverá figurar a relação de todos os
f) a natureza do título ou dos títulos de sua habilitação; profissionais registrados.
g) a indicação da revalidação do título, se houver; Art. 23 - Ao presidente, que será sempre o representante do Governo Federal, compete, além da direção
h) o número do registro no Conselho Regional respectivo; do Conselho, a suspensão de qualquer decisão que o mesmo tome e lhe pareça inconveniente.
i) sua fotografia de frente e impressão dactiloscópica (polegar); Parágrafo único - O ato da suspensão vigorará até novo julgamento do caso, para o qual o
j) sua assinatura. presidente convocará segunda reunião, no prazo de quinze dias, contados do seu ato; e se, no
Parágrafo único - A expedição da carteira a que se refere o presente artigo fica sujeita à segundo julgamento, o Conselho mantiver, por dois terços de seus membros, a decisão
taxa de 30$000 (trinta mil-réis). (2) suspensa, esta entrará em vigor imediatamente.
Art. 15 - A carteira profissional, de que trata o Art. 14, substituirá o diploma para os efeitos deste Decreto, Art. 24 - Constitui renda do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura o seguinte: (5)
servirá de carteira de identificação e terá fé pública. a) um terço da taxa da expedição de carteiras profissionais estabelecida no Art. 14 e parágrafo
Art. 16 - As autoridades federais, estaduais ou municipais só receberão impostos relativos ao exercício único;
profissional do engenheiro, do arquiteto ou do agrimensor à vista da prova de que o interessado b) um terço das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais;
se acha devidamente registrado. c) doações;
Art. 17 - Todo aquele que, mediante anúncios, placas, cartões comerciais ou outros meios quaisquer, se d) subvenções dos Governos.
propuser ao exercício da Engenharia, da Arquitetura ou da Agrimensura, em algum de seus Art. 25 - O Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura fixará a composição dos Conselhos Regionais,
ramos, fica sujeito às penalidades aplicáveis ao exercício ilegal da profissão, se não estiver que deve, quanto possível, ser semelhante à sua, e promoverá a instalação, nos Estados e no
devidamente registrado. Distrito Federal, de tanto desses órgãos quantos forem julgados necessários para a melhor
execução deste Decreto, podendo estender-se a mais de um Estado a ação de qualquer deles.
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Art. 26 - São atribuições dos Conselhos Regionais: c) aprovação na Cadeira de "pontes e grandes estruturas metálicas e em concreto
a) examinar os requerimentos e processos de registro de licenças profissionais, resolvendo como armado", para exercerem as funções de Engenheiro de Secções Técnicas, encarregadas
convier; de projetar e executar obras-de-arte nas estradas de ferro e de rodagem;
b) examinar reclamações e representações escritas acerca dos serviços de registro e das d) aprovação na Cadeira de "saneamento e arquitetura", para exercerem funções de
infrações do presente decreto, decidindo a respeito; Urbanismo ou de Engenheiro de Secções Técnicas destinadas a projetar grandes
c) fiscalizar o exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor, edifícios.
impedindo e punindo as infrações deste Decreto, bem como enviando às autoridades Parágrafo único - Somente engenheiros civis poderão exercer as funções a que se referem
competentes minuciosos e documentados relatórios sobre fatos que apurarem e cuja as alíneas "a", "b" e "c" deste Artigo.
solução ou repressão não seja de sua alçada; Art. 30 - Consideram-se da atribuição do arquiteto ou engenheiro-arquiteto:
d) publicar relatórios anuais de seus trabalhos e a relação dos profissionais registrados; a) estudo, projeto, direção, fiscalização e construção de edifícios, com todas as suas obras
e) elaborar a proposta de seu regimento interno, submetendo-a à aprovação do Conselho complementares;
Federal de Engenharia e Arquitetura; b) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras que tenham caráter
f) representar ao Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura acerca de novas medidas essencialmente artístico ou monumental;
necessárias para a regularização dos serviços e para a fiscalização do exercício das profissões c) o projeto, direção e fiscalização dos serviços de urbanismo;
indicadas na alínea c deste Artigo; d) o projeto, direção e fiscalização das obras de arquitetura paisagística;
g) expedir a carteira profissional prevista no Art. 14; e) o projeto, direção e fiscalização das obras de grande decoração arquitetônica;
h) admitir a colaboração das sociedades de classe nos casos relativos à matéria das alíneas f) a arquitetura legal, nos assuntos mencionados nas alíneas "a" a "c" deste Artigo;
anteriores. g) perícias e arbitramentos relativos à matéria de que tratam as alíneas anteriores.
Art. 27 - A renda dos Conselhos Regionais será constituída do seguinte: (7)
a) dois terços da taxa de Expedição de carteiras profissionais, estabelecidas no Art. 14 e Art. 31 - São da competência do engenheiro industrial:
parágrafo único; a) trabalhos topográficos e geodésicos;
b) dois terços das multas aplicadas conforme a alínea c do artigo anterior; b) a direção, fiscalização e construção de edifícios;
c) doações; c) o estudo, projeto, direção, execução e exploração de instalações industriais, fábricas e
d) subvenções dos Governos. oficinas;
d) o estudo e projeto de organização e direção das obras de caráter tecnológico dos edifícios
CAPÍTULO IV - Das especializações profissionais industriais;
e) assuntos de engenharia legal, em conexão com os mencionados nas alíneas "a" a "d" deste
Art. 28 - São da competência do engenheiro civil: Artigo;
a) trabalhos topográficos e geodésicos; f) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores.
b) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção de edifícios, com todas as suas Art. 32 - Consideram-se da atribuição do engenheiro mecânico eletricista:
obras complementares; a) trabalhos topográficos e geodésicos;
c) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das estradas de rodagem e de b) a direção, fiscalização e construção de edifícios;
ferro; c) trabalhos de captação e distribuição da água;
d) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras de captação e d) trabalhos de drenagem e irrigação;
abastecimento de água; e) o estudo, projeto, direção e execução das instalações de força motriz;
e) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção de obras de drenagem e irrigação; f) o estudo, projeto, direção e execução das instalações mecânicas e eletromecânicas;
f) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras destinadas ao g) o estudo, projeto, direção e execução das instalações das oficinas, fábricas e indústrias;
aprovuitamento de energia e dos trabalhos relativos às máquinas e fábricas; h) o estudo, projeto, direção e execução de obras relativas às usinas elétricas, às redes de
g) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras relativas a portos, rios e distribuição e às instalações que utilizem a energia elétrica;
canais e das concernentes aos aeroportos; i) assuntos de engenharia legal concernentes aos indicados nas alíneas "a" a "h" deste Artigo:
h) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras peculiares ao j) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores.
saneamento urbano e rural; Art. 33 - São da competência do engenheiro eletricista:
i) projeto, direção e fiscalização dos serviços de urbanismo; a) trabalhos topográficos e geodésicos;
j) a engenharia legal, nos assuntos correlacionados com as especificações das alíneas "a" b) a direção, fiscalização e construção de edifícios;
a "i"; c) a direção, fiscalização e construção de obras de estradas de rodagem e de ferro;
k) perícias e arbitramento referentes à matéria das alíneas anteriores. d) a direção, fiscalização e construção de obras de captação e abastecimento de água;
Art. 29 - Os engenheiros civis diplomados segundo a Lei vigente deverão ter: e) a direção, fiscalização e construção de obras de drenagem e irrigação;
a) aprovação na Cadeira de "portos de mar, rios e canais", para exercerem as funções de f) a direção, fiscalização e construção das obras destinadas ao aproveitamento de energia e dos
Engenheiro de Portos, Rios e Canais; trabalhos relativos às máquinas e fábricas;
b) aprovação na Cadeira de "saneamento e arquitetura", para exercerem as funções de g) a direção, fiscalização e construção de obras concernentes às usinas elétricas e às redes de
Engenheiro Sanitário; distribuição de eletricidade;
h) a direção, fiscalização e construção das instalações que utilizem energia elétrica;
i) assuntos de engenharia legal, relacionados com a sua especialidade;

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j) vistorias e arbitramentos concernentes à matéria das alíneas anteriores. Art. 41 - Das multas impostas pelos Conselhos Regionais poderá, dentro do prazo de sessenta dias,
Art. 34 - Consideram-se da atribuição do engenheiro de minas: contados da data da respectiva notificação, ser interposto recurso, sem efeito suspensivo, para o
a) o estudo de geologia econômica e pesquisa de riquezas minerais; Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura.
b) a pesquisa, localização, prospecção e valorização de jazidas minerais; § 1º - Não se efetuando amigavelmente o pagamento das multas, serão estas cobradas por
c) o estudo, projeto, execução, direção e fiscalização de serviços de exploração de minas; executivo fiscal, na forma da legislação vigente.
d) o estudo, projeto, execução, direção e fiscalização de serviços da indústria metalúrgica; § 2º - Os autos de infração, depois de julgados, definitivamente, contra o infrator, constituem
e) assuntos de engenharia legal, relacionados com a sua especialidade; títulos de dívida líquida e certa.
f) vistorias e arbitramentos concernentes à matéria das alíneas anteriores. § 3º - São solidariamente responsáveis pelo pagamento das multas os infratores e os indivíduos,
Art. 35 - São da competência do engenheiro-geógrafo ou do geógrafo: firmas, sociedades, companhias, associações ou empresas e seus gerentes ou
a) trabalhos topográficos, geodésicos e astronômicos; representantes legais, a cujo serviço se achem.
b) o estudo, traçado e locação das estradas, sob o ponto de vista topográfico; Art. 42 - As penas de suspensão do exercício serão impostas:
c) vistorias e arbitramentos relativos à matéria das alíneas anteriores. a) aos profissionais, pelos Conselhos Regionais, com recurso para o Conselho Federal de
Art. 36 - Consideram-se da atribuição do agrimensor: Engenharia e Arquitetura;
a) trabalhos topográficos; b) às autoridades judiciárias e administrativas, pela autoridade competente, após inquérito
b) vistorias e arbitramentos relativos à agrimensura. administrativo regular, instaurado por iniciativa própria ou a pedido, quer do Conselho Federal
Art. 37 - Os engenheiros agrônomos, ou agrônomos, diplomados pela Escola Superior de Agricultura e de Engenharia e Arquitetura ou dos Conselhos Regionais, quer de profissional ou associação
Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, ou por escolas ou cursos equivalentes, a critério do de classe legalmente habilitados.
Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura, deverão registrar os seus diplomas para os Parágrafo único - As autoridades administrativas e judiciárias incursas na pena de suspensão
efeitos do Art. 10. serão, também, responsabilizadas pelos danos que a sua falta houver porventura causado ou
Parágrafo único - Aos diplomados de que este Artigo trata será permitido o exercício da profissão venha a causar a terceiros.
de agrimensor e a realização de projetos e obras concernentes ao seguinte: Art. 43 - As multas serão inicialmente aplicadas no grau máximo quando os infratores já tiverem sido
a) barragens em terra que não excedam a cinco metros de altura; condenados, por sentença passada em julgado, em virtude de violação dos arts. 134, 135, 148,
b) irrigação e drenagem, para fins agrícolas; 192 e 379 do Código Penal e dos arts. 1.242, 1.243, 1.244 e 1.245 do Código Civil.
c) estradas de rodagem de interesse local e destinadas a fins agrícolas, desde que nelas só haja Art. 44 - No caso de reincidência na mesma infração, praticada dentro do prazo de dois anos, a
bueiros e pontilhões até cinco metros de vão; penalidade será elevada ao dobro da anterior.
d) construções rurais destinadas à moradia ou fins agrícolas;
e) avaliações e perícias relativas à matéria das alíneas anteriores. CAPÍTULO VI - Disposições gerais

CAPÍTULO V - Das penalidades Art. 45 - Os engenheiros civis, industriais, mecânico-eletricistas, eletricistas, arquitetos, de minas e
geógrafos que, à data da publicação deste Decreto, estiverem desempenhando cargos, ou
Art. 38 - As penalidades aplicáveis por infração do presente decreto serão as seguintes: funções, em ramos diferentes daquele cujo exercício seus títulos lhe asseguram, poderão
a) multas de 500$ (quinhentos mil-réis), a 1:000$ (um conto de réis) aos infratores dos arts. 1º, continuar a exercê-los.
3º, 4º, 5º, 6º, e seu § único, e 7º, e seu § único; (8) Art. 46 - As disposições do capítulo IV não se aplicam aos diplomados em época anterior à criação das
b) multas de 500$ (quinhentos mil-réis) a 1:000$ (um conto de réis) aos profissionais, e de respectivas especializações nos cursos das escolas federais consideradas padrões.
1:000$ (um conto de réis) a 5:000$ (cinco contos de réis) às firmas, sociedades, associações, Art. 47 - Aos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura fica cometido o encargo de dirimir
companhias e empresas, quando se tratar de infração do Art. 8º e seus parágrafos e do Art. 17; quaisquer dúvidas suscitadas acerca das especializações de que trata o capítulo IV, com recurso
c) multas de 200$ (duzentos mil réis) a 500$ (quinhentos mil réis) aos infratores de disposições suspensivo para o Conselho Federal, a quem compete decidir em última instância sobre o
não mencionadas nas alíneas "a" e "b" deste Artigo ou para os quais não haja indicação de assunto.
penalidades em artigo ou alínea especial; Art. 48 - Tornando-se necessário ao progresso da técnica, da arte ou do País, ou ainda, sendo
d) suspensão do exercício da profissão, pelo prazo de seis meses a um ano, ao profissional que, modificados os cursos padrões, o Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura procederá à
em virtude de erros técnicos, demonstrar incapacidade, a critério do Conselho Regional de revisão das especializações profissionais, propondo ao Governo as modificações convenientes.
Engenharia e Arquitetura; Art. 49 - Dos anteriores registros de títulos de profissionais, efetuados nas Secretarias de Estado,
e) suspensão de exercício, pelo prazo de quinze dias a um mês, às autoridades administrativas federais ou estaduais, os quais ficam adestritos à revisão do Ministério da Educação e Saúde
ou judiciárias que infringirem ou permitirem se infrinjam o Art. 9º e demais disposições deste Pública, serão cancelados os que este reputar irregulares ou ilegais e incorporados ao registro
Decreto. de que se ocupa o capítulo II deste Decreto os que considerar regulares e legais.
Art. 39 - São considerados como exercendo ilegalmente a profissão e sujeitos à pena Parágrafo único - Os profissionais cujos títulos forem considerados regulares e legais consoante
estabelecida na alínea "a" do Art. 38; este Artigo ficam sujeitos também ao pagamento da taxa de 30$000 (trinta mil-réis), relativa à
a) os profissionais que, embora diplomados e registrados, realizarem atos que não se expedição da carteira profissional de que trata o Art. 14.
enquadrem nos de sua atribuição, especificados no capítulo IV deste Decreto; Art. 50 - Dos nove membros que, consoante as alíneas "b" e "c" do Art. 20, constituirão o Conselho
b) os profissionais licenciados e registrados que exercerem atos que não se enquadrem Federal de Engenharia e Arquitetura, serão sorteados, na reunião inaugural, os seis que deverão
no limite de suas licenças. exercer o respectivo mandato por um ano ou por dois anos, cabendo cada prazo deste a um dos
Art. 40 - As penalidades estabelecidas neste capítulo não isentam de outras, em que os culpados hajam membros constante da primeira daquelas alíneas e a dois dos da segunda.
porventura incorrido, consignadas nos Códigos Civil e Penal.

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Art. 51 - A exigência do registro do diploma, carta ou outro título, só será efetiva após o prazo de seis do Trabalho e do Curso de Técnico de Segurança do Trabalho, previsto no item I do Art. 1º e no
meses contados da data da publicação deste Decreto. item I do Art. 2º.
Art. 52 - O presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação. § 1º - O funcionamento dos cursos referidos neste Artigo determinará a extinção dos cursos de
Art. 53 - Ficam revogadas as disposições em contrário. que tratam o item II do artigo 1º e o item II do Art. 2º.
§ 2º - Até que os cursos previstos neste artigo entrem em funcionamento, o Ministro do Trabalho
Rio de Janeiro, 11 DEZ 1933; 112º da Independência e 45º da República. poderá autorizar, em caráter excepcional, que tenham continuidade os cursos
mencionados no parágrafo precedente, os quais deverão adaptar-se aos currículos
GETÚLIO VARGAS aprovados pelo Ministério da Educação.
Joaquim Pedro Salgado Filho Art. 4º - As atividades dos Engenheiros e Arquitetos especializados em Engenharia de Segurança
Washington Ferreira Pires do Trabalho serão definidas pelo Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia - CONFEA, no prazo de 60 (sessenta) dias após a fixação dos currículos de
Publicado no D.O.U de 15 DEZ 1933. que trata o artigo 3º pelo Ministério da Educação, ouvida a Secretaria de Segurança e
Retificação Publicada no D.O.U de 16 JAN 1933 Medicina do Trabalho - SSMT.
Art. 5º - O exercício da atividade de Engenheiro e Arquiteto na especialidade de Engenharia de
(1) Revogado tacitamente pela Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966 Segurança do Trabalho depende de registro no Conselho Regional de Engenharia,
(2) Alterado pela letra "a"do Art. 24 do Decreto-Lei nº 8.620. Arquitetura e Agronomia - CREA.
(3) Alterado pelo Art. 2º do Decreto-Lei nº 8.620. Art. 6º - As atividades de Técnico de Segurança do Trabalho serão definidas pelo Ministério do Trabalho,
(4) Alterado pelo Art. 5º do Decreto-Lei nº 8.620. no prazo de 60 (sessenta) dias após a fixação do respectivo currículo escolar pelo Ministério da
(5) Alterado pelo Art. 5º do Decreto-Lei nº 3.995. Educação, na forma do artigo 3º.
(6) Alterado pelo Art. 3º do Decreto-Lei nº 8.620. Art. 7º - O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho depende de registro no
(7) Alterado pelo Art. 5º do Decreto-Lei nº 3.995. Ministério do Trabalho.
(8) Alterado em parte pelo Art. 26 do Decreto-Lei nº 8.620. Art. 8º - O Ministério da Administração, em articulação com o Ministério do Trabalho, promoverá, no
prazo de 90 (noventa) dias a partir da vigência deste Decreto, estudos para a criação de
DECRETO Nº 92.530, DE 9 ABR 1986 categorias funcionais e os respectivos quadros do Grupo Engenharia e Segurança do Trabalho.
Art. 9º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Regulamenta a Lei nº 7.410, de 27 NOV 1985, que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário.
ARQUITETOS em Engenharia de Segurança do Trabalho, a profissão de Técnico de Segurança do
Trabalho, e dá outras providências. JOSÉ SARNEY
Presidente da República
O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição, e Almir Pazzianotto Pinto
tendo em vista o disposto no artigo 4º da Lei nº 7.410, de 27 NOV 1985,
Publicado no D.O.U. DE 10 ABR 1986 - Seção I - Pág. 5.168.
DECRETA: CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA

Art. 1º - O exercício da especialização de Engenheiros de Segurança do Trabalho é permitido, RESOLUÇÃO Nº 175, DE 23 JAN 1969
exclusivamente:
I - ao Engenheiro ou Arquiteto portador de certificado de conclusão de curso de especialização Autoriza os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia a procederem à
em Engenharia de Segurança do Trabalho, em nível de pós-graduação; revisão dos seus arquivos.
II - ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança do
Trabalho, realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho; O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso da atribuição que lhe confere a
III - ao possuidor de registro de Engenheiro de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério letra "f" do Art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966,
do Trabalho, dentro de 180 (cento e oitenta) dias da extinção do curso referido no item
anterior. CONSIDERANDO a necessidade de serem baixadas instruções que regulem o arquivamento e a
Art. 2º - O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho é permitido, exclusivamente: conservação de documentos nos Conselhos Regionais, permitindo o reaproveitamento de espaço e
I - ao portador de certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do Trabalho mantendo a garantia que devem receber os documentos de real valor;
ministrado no País em estabelecimento de ensino de 2º Grau;
II - ao portador de certificado de conclusão de curso de Supervisor de Segurança do Trabalho, CONSIDERANDO a conveniência e a necessidade de serem os documentos classificados e arquivados
realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho; nos Conselhos Regionais, de modo a permitir separar o arquivo morto dos documentos realmente úteis;
III - ao possuidor de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério
do Trabalho, até 180 (cento e oitenta) dias da extinção do curso referido no item anterior. CONSIDERANDO que o Governo Federal, sancionando a Lei nº 5.433, de 8 de maio de 1968, deu nova
Art. 3º - O Ministério da Educação, dentro de 120 (cento e vinte) dias, por proposta do Ministério do dimensão ao problema,
Trabalho, fixará os currículos básicos do curso de especialização em Engenharia de Segurança

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RESOLVE: O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso das atribuições que lhe confere a
letra "f" do artigo 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966,
Art. 1º - Ficam os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, autorizados, a seu
critério, a rever os arquivos de processos e a incinerá-los, selecionando os documentos que, pela CONSIDERANDO que os diplomados, por Convênios Culturais, em Engenharia, Arquitetura e
sua natureza, devam ser conservados. Agronomia, não podem ser impedidos de exercer suas atividades profissionais no País;
Art. 2º - Poderão ser incinerados processos;
I - de infração liquidados; CONSIDERANDO que o Poder Judiciário tem reiteradamente decidido nesse sentido;
II - de registros de profissionais falecidos;
III - de registro de firmas, empresas ou sociedades extintas; CONSIDERANDO que o Conselho Federal de Educação já adotou entendimento de que, para o registro
IV - de registro de profissionais, firmas, empresas ou sociedades arquivados por indeferimento, de diplomas dos formados por Convênios Culturais, é suficiente a apresentação da prova da
abandono ou baixa; permanência definitiva no País, dos interessados;
V - originários de consultas, pedidos de certidão ou de documentos.
Art. 3º - A incineração de processos efetuar-se-á desde que CONSIDERANDO que as letras "h" e "o" do artigo 34 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, concedem
I - decorridos 5 (cinco) anos da decisão final ou do último despacho; atribuições aos Conselhos Regionais para examinarem os pedidos de registro, expedindo as carteiras
II - através de edital, indicando o ano e o número respectivo, sejam os interessados convidados a profissionais e organizar, disciplinar e manter atualizados os mesmos registros,
requerer, dentro de 30 (trinta) dias, a devolução dos documentos que os instruam.
§ 1º - Tratando-se de processos de infração, o edital omitirá o nome dos interessados; RESOLVE:
§ 2º - A devolução de documentos às famílias de profissionais já falecidos independerá de
petição e far-se-á sem qualquer despesa. Art. 1º - Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia procederão ao registro, para
Art. 4º - Vencidos os prazos ou devolvidos os documentos, serão os processos incinerados, após lavrada habilitação profissional, dos diplomados por Convênios Culturais.
ata com a indicação dos seus números de ordem, nome dos interessados, título, data do registro Art. 2º - O registro deverá ser feito na forma da Resolução nº 168, de 17 MAIO 1968, do Conselho Federal.
e data do falecimento do profissional, se for o caso; ou denominação da empresa, firma ou Art. 3º - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
sociedade, capital, nome do empresário ou dos sócios e do responsável técnico e data de sua Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.
extinção, se for o caso.
Art. 5º - Serão conservados em arquivo próprio as fichas de registro, nelas constando elementos Rio de Janeiro, 10 JUL 1969.
indicados no Art. 3º e outros de identificação profissional, inclusive a denominação da escola do
diplomado, curso e ano de formatura; ALBERTO FRANCO FERREIRA DA COSTA
Art. 6º - Se dos processos a incenerar constar algum diploma, certificado ou documento valioso cuja Presidente
devolução não tenha sido pedida, este será conservado em arquivo especial de documentos FELÍCIO LEMIESZEK 1º Secretário
não-reclamados. Publicada no D.O.U. de 26 AGO 1969
Art. 7º - Ficam os Conselhos Regionais, nos termos da Lei nº 5.433/68 e de sua regulamentação,
autorizados a microfilmar os documentos de seu interesse, através de serviço próprio ou CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA
mediante locação, obedecidos os princípios acauteladores constantes desta Resolução.
Art. 8º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. RESOLUÇÃO Nº 218, DE 29 JUN 1973
Art. 9º - Revogam-se as disposições em contrário.
Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da ENGENHARIA, Arquitetura e
Rio de Janeiro, 23 JAN 1969. Agronomia.

Engº ALBERTO FRANCO FERREIRA DA COSTA O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, usando das atribuições que lhe conferem
Presidente as letras "d" e "f", parágrafo único do artigo 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966,
Engº CELSO VASCONCELLOS PINHEIRO
2º Secretário CONSIDERANDO que o Art. 7º da Lei nº 5.194/66 refere-se às atividades profissionais do engenheiro,
do arquiteto e do engenheiro agrônomo, em termos genéricos;
Publicado no D.O.U. DE 11 FEV 1969
CONSIDERANDO a necessidade de discriminar atividades das diferentes modalidades profissionais da
CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio, para fins da fiscalização de
seu exercício profissional, e atendendo ao disposto na alínea "b" do artigo 6º e parágrafo único do artigo
RESOLUÇÃO Nº 180, DE 10 JUL 1969 84 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966,

Dispõe sobre o registro dos diplomados por Convênios Culturais, nos Conselhos Regionais de RESOLVE:
Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

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Art. 1º - Para efeito de fiscalização do exercício profissional correspondente às diferentes agricultura; implementos agrícolas; nutrição animal; agrostologia; bromatologia e rações;
modalidades da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível economia rural e crédito rural; seus serviços afins e correlatos.
médio, ficam designadas as seguintes atividades: Art. 6º - Compete ao ENGENHEIRO CARTÓGRAFO ou ao ENGENHEIRO DE GEODÉSIA E
TOPOGRAFIA ou ao ENGENHEIRO GEÓGRAFO:
Atividade 01 - Supervisão, coordenação e orientação técnica; I - o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução,
Atividade 02 - Estudo, planejamento, projeto e especificação; referentes a levantamentos topográficos, batimétricos, geodésicos e aerofotogramétricos;
Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica; elaboração de cartas geográficas; seus serviços afins e correlatos.
Atividade 04 - Assistência, assessoria e consultoria; Art. 7º - Compete ao ENGENHEIRO CIVIL ou ao ENGENHEIRO DE FORTIFICAÇÃO e
Atividade 05 - Direção de obra e serviço técnico; CONSTRUÇÃO:
Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico; I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a
Atividade 07 - Desempenho de cargo e função técnica; edificações, estradas, pistas de rolamentos e aeroportos; sistema de transportes, de
Atividade 08 - Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação abastecimento de água e de saneamento; portos, rios, canais, barragens e diques;
técnica; extensão; drenagem e irrigação; pontes e grandes estruturas; seus serviços afins e correlatos.
Atividade 09 - Elaboração de orçamento; Art. 8º - Compete ao ENGENHEIRO ELETRICISTA ou ao ENGENHEIRO ELETRICISTA, MODALIDADE
Atividade 10 - Padronização, mensuração e controle de qualidade; ELETROTÉCNICA:
Atividade 11 - Execução de obra e serviço técnico; I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à
Atividade 12 - Fiscalização de obra e serviço técnico; geração, transmissão, distribuição e utilização da energia elétrica; equipamentos, materiais
Atividade 13 - Produção técnica e especializada; e máquinas elétricas; sistemas de medição e controle elétricos; seus serviços afins e
Atividade 14 - Condução de trabalho técnico; correlatos.
Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou Art. 9º - Compete ao ENGENHEIRO ELETRÔNICO ou ao ENGENHEIRO ELETRICISTA, MODALIDADE
manutenção; ELETRÔNICA ou ao ENGENHEIRO DE COMUNICAÇÃO:
Atividade 16 - Execução de instalação, montagem e reparo; I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a
Atividade 17 - Operação e manutenção de equipamento e instalação; materiais elétricos e eletrônicos; equipamentos eletrônicos em geral; sistemas de
Atividade 18 - Execução de desenho técnico. comunicação e telecomunicações; sistemas de medição e controle elétrico e eletrônico;
seus serviços afins e correlatos.
Art. 2º - Compete ao ARQUITETO OU ENGENHEIRO ARQUITETO: Art. 10 - Compete ao ENGENHEIRO FLORESTAL:
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a
edificações, conjuntos arquitetônicos e monumentos, arquitetura paisagística e de engenharia rural; construções para fins florestais e suas instalações complementares,
interiores; planejamento físico, local, urbano e regional; seus serviços afins e correlatos. silvimetria e inventário florestal; melhoramento florestal; recursos naturais renováveis;
Art. 3º - Compete ao ENGENHEIRO AERONÁUTICO: ecologia, climatologia, defesa sanitária florestal; produtos florestais, sua tecnologia e sua
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a industrialização; edafologia; processos de utilização de solo e de floresta; ordenamento e
aeronaves, seus sistemas e seus componentes; máquinas, motores e equipamentos; manejo florestal; mecanização na floresta; implementos florestais; economia e crédito rural
instalações industriais e mecânicas relacionadas à modalidade; infra-estrutura aeronáutica; para fins florestais; seus serviços afins e correlatos.
operação, tráfego e serviços de comunicação de transporte aéreo; seus serviços afins e Art. 11 - Compete ao ENGENHEIRO GEÓLOGO ou GEÓLOGO:
correlatos; I - o desempenho das atividades de que trata a Lei nº 4.076, de 23 JUN 1962.
Art. 4º - Compete ao ENGENHEIRO AGRIMENSOR: Art. 12 - Compete ao ENGENHEIRO MECÂNICO ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DE
I - o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referente AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DE ARMAMENTO ou ao
a levantamentos topográficos, batimétricos, geodésicos e aerofotogramétricos; locação de: ENGENHEIRO DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE
a) loteamentos; MECÂNICA:
b) sistemas de saneamento, irrigação e drenagem; I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a
c) traçados de cidades; processos mecânicos, máquinas em geral; instalações industriais e mecânicas;
d) estradas; seus serviços afins e correlatos. equipamentos mecânicos e eletro-mecânicos; veículos automotores; sistemas de produção
II - o desempenho das atividades 06 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referente de transmissão e de utilização do calor; sistemas de refrigeração e de ar condicionado;
a arruamentos, estradas e obras hidráulicas; seus serviços afins e correlatos. seus serviços afins e correlatos.
Art. 5º - Compete ao ENGENHEIRO AGRÔNOMO: Art. 13 - Compete ao ENGENHEIRO METALURGISTA ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL E DE
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a METALURGIA ou ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE METALURGIA:
engenharia rural; construções para fins rurais e suas instalações complementares; I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a
irrigação e drenagem para fins agrícolas; fitotecnia e zootecnia; melhoramento animal e processos metalúrgicos, instalações e equipamentos destinados à indústria metalúrgica,
vegetal; recursos naturais renováveis; ecologia, agrometeorologia; defesa sanitária; beneficiamento de minérios; produtos metalúrgicos; seus serviços afins e correlatos.
química agrícola; alimentos; tecnologia de transformação (açúcar, amidos, óleos, laticínios, Art. 14 - Compete ao ENGENHEIRO DE MINAS:
vinhos e destilados); beneficiamento e conservação dos produtos animais e vegetais; I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à
zimotecnia; agropecuária; edafologia; fertilizantes e corretivos; processo de cultura e de prospecção e à pesquisa mineral; lavra de minas; captação de água subterrânea;
utilização de solo; microbiologia agrícola; biometria; parques e jardins; mecanização na

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beneficiamento de minérios e abertura de vias subterrâneas; seus serviços afins e Parágrafo único - Serão discriminadas no registro profissional as atividades
correlatos. constantes desta Resolução.
Art. 15 - Compete ao ENGENHEIRO NAVAL: Art. 26 - Ao já diplomado aplicar-se-á um dos seguintes critérios:
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a I - àquele que estiver registrado, é reconhecida a competência concedida em seu registro,
embarcações e seus componentes; máquinas, motores e equipamentos; instalações salvo se as resultantes desta Resolução forem mais amplas, obedecido neste caso, o
industriais e mecânicas relacionadas à modalidade; diques e porta-batéis; operação, disposto no artigo 25 desta Resolução.
tráfego e serviços de comunicação de transporte hidroviário; seus serviços afins e II - àquele que ainda não estiver registrado, é reconhecida a competência resultante dos
correlatos. critérios em vigor antes da vigência desta Resolução, com a ressalva do inciso I deste
Art. 16 - Compete ao ENGENHEIRO DE PETRÓLEO: artigo.
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução referentes a Parágrafo único - Ao aluno matriculado até à data da presente Resolução, aplicar-se-á,
dimensionamento, avaliação e exploração de jazidas pretrolíferas, transporte e quando diplomado, o critério do item II deste artigo.
industrialização do petróleo; seus serviços afins e correlatos. Art. 27 - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 17 - Compete ao ENGENHEIRO QUÍMICO ou ao ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADE Art. 28 - Revogam-se as Resoluções de nº 4, 26, 30, 43, 49, 51, 53, 55, 56, 57, 58, 59, 67, 68, 71, 72, 74,
QUÍMICA: 76, 78, 79, 80, 81, 82, 89, 95, 96, 108, 111, 113, 120, 121, 124, 130, 132, 135, 139, 145,
I - desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à indústria 147, 157, 178, 184, 185, 186, 197, 199, 208 e 212 e as demais disposições em contrário.
química e petroquímica e de alimentos; produtos químicos; tratamento de água e
instalações de tratamento de água industrial e de rejeitos industriais; seus serviços afins e Rio de Janeiro, 29 JUN 1973.
correlatos.
Art. 18 - Compete ao ENGENHEIRO SANITARISTA: Prof. FAUSTO AITA GAI
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a Presidente
controle sanitário do ambiente; captação e distribuição de água; tratamento de água, Engº.CLÓVIS GONÇALVES DOS SANTOS
esgoto e resíduos; controle de poluição; drenagem; higiene e conforto de ambiente; seus 1º Secretário
serviços afins e correlatos.
Art. 19 - Compete ao ENGENHEIRO TECNÓLOGO DE ALIMENTOS: Publicada no D.O.U. de 31 JUL 1973
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à
indústria de alimentos; acondicionamento, preservação, distribuição, transporte e
abastecimento de produtos alimentares; seus serviços afins e correlatos. CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA
Art. 20 - Compete ao ENGENHEIRO TÊXTIL:
I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à RESOLUÇÃO Nº 221, DE 29 AGO 1974
indústria têxtil; produtos têxteis, seus serviços afins e correlatos.
Art. 21 - Compete ao URBANISTA: Dispõe sobre o acompanhamento pelo autor, ou pelos autores ou co-autores, do projeto de
I - o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, execução da obra respectiva de ENGENHARIA, Arquitetura ou Agronomia.
referentes a desenvolvimento urbano e regional, paisagismo e trânsito; seus serviços afins
e correlatos. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso da atribuição que lhe confere a
Art. 22 - Compete ao ENGENHEIRO DE OPERAÇÃO: letra "f" do Art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966,
I - o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução, circunscritas ao CONSIDERANDO que o artigo 22 e seu parágrafo único da mencionada Lei, regulamentados pela
âmbito das respectivas modalidades profissionais; Resolução nº 213, de 10 NOV 1972, asseguram ao autor, autores ou co-autores do projeto o direito de
II - as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução, desde que acompanhar a execução da obra respectiva;
enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo.
Art. 23 - Compete ao TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR ou TECNÓLOGO: CONSIDERANDO que é direito do autor, autores ou co-autores do projeto acompanhar a execução da
I - o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução, circunscritas obra, inclusive para permitir introdução de modificações,
ao âmbito das respectivas modalidades profissionais;
II - as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução, desde que RESOLVE:
enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo.
Art. 24 - Compete ao TÉCNICO DE GRAU MÉDIO: Art. 1º - Ao autor, autores ou co-autores do projeto é assegurado o direito de acompanhar a
I - o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, circunscritas execução da obra respectiva de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, de modo que,
ao âmbito das respectivas modalidades profissionais; a seu término, possam ser emitidas declarações de que a mesma foi realizada de
II - as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo 1º desta Resolução, desde que acordo com o projeto ou com as alterações aprovadas pelas partes interessadas.
enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. Art. 2º - As condições em que se desenvolverá o acompanhamento da obra deverão ser tratadas
Art. 25 - Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem, previamente pelas partes interessadas.
pelas características de seu currículo escolar, consideradas em cada caso, apenas, Parágrafo único - A inexistência de entendimento entre as partes interessadas exonera
as disciplinas que contribuem para a graduação profissional, salvo outras que lhe o autor, autores ou co-autores do projeto, de sua responsabilidade, quanto à fidelidade
sejam acrescidas em curso de pós-graduação, na mesma modalidade.

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Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009
da execução da obra, não excetuada, porém, a responsabilidade quanto a erro técnico Art. 5º - A presente resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as
no projeto por eles elaborado. disposições em contrário.
Art. 3º - Cabe ao autor, autores ou co-autores do projeto a instituição de equipes que, de acordo
com as características da obra, se tornem necessárias a seu acompanhamento. Rio de Janeiro, 27 JUN 1975.
Art. 4º - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário. Prof. FAUSTO AITA GAI
Presidente
Rio de Janeiro, 29 AGO 1974. Engº. HEITOR DE ASSUNPÇÃO S. FILHO
1º Secretário
Prof. FAUSTO AITA GAI
Presidente Publicada no D.O.U. de 22 AGO 1975
Arq. LUIZ CALHEIROS CRUZ
2º Secretário CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA

Publicada no D.O.U. de 13 SET 1974 RESOLUÇÃO Nº 262, DE 28 JUL 1979.

CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA Dispõe sobre as atribuições dos Técnicos de 2º grau, nas áreas da ENGENHARIA, Arquitetura e
Agronomia.
RESOLUÇÃO Nº 229, DE 27 JUN 1975
O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, usando das atribuições que lhe conferem
Dispõe sobre a regularização dos trabalhos de engenharia, arquitetura e agronomia iniciados ou as letras "d" e "f" do Art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966,
concluídos sem a participação efetiva de responsável técnico.
CONSIDERANDO que, pelo disposto no parágrafo único do Art. 84 da referida Lei, cabe a este Conselho
O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso das atribuições que lhe confere a regulamentar as atribuições dos graduados por estabelecimentos de ensino de Grau Médio;
letra "f" do artigo 27 da Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966,
CONSIDERANDO que, com o advento da Lei nº 5.692, de 11 AGO 1971, os Técnicos de Grau Médio
CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer normas para regularização de trabalhos de Engenharia, passaram a ser denominados Técnicos de 2º Grau;
Arquitetura e Agronomia, iniciados ou eventualmente concluídos sem a participação efetiva de
responsabilidade técnica por profissional devidamente habilitado; CONSIDERANDO que o recente surgimento de novas habilitações profissionais de 2º Grau impõe uma
revisão nas normas de concessão das correspondentes atribuições;
CONSIDERANDO que tais trabalhos podem ameaçar a segurança pública, afetando o prestígio das
profissões do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo, que são caracterizadas por CONSIDERANDO a conveniência de se deixarem bem explícitas as atribuições concedidas aos
realizações de interesse social e humano, Técnicos de 2º Grau pelo Art. 24 da Resolução nº 218, de 29 JUN 1973, e a necessidade de discriminar
as atividades pertinentes às diferentes habilitações desses profissionais;
RESOLVE:
CONSIDERANDO que Técnico de 2º Grau, nas áreas de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, é o
Art. 1º - Constatada a existência de empreendimento de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, iniciado profissional que, em vista de sua escolarização de 2º Grau, ou equivalente, se encontra, pela sua
sem a participação efetiva de responsável técnico habilitado, o Conselho Regional da especialização, habilitado ao exercício de atividades intermediárias entre as que são privativas dos
jurisdição deverá requerer, administrativa ou judicialmente, as medidas que visem a profissionais de nível superior nessas áreas, e as dos que, embora qualificados, não têm suas atividades
I - impedir o prosseguimento da obra ou serviço ou uso do que foi concluído; regulamentadas,
II - averiguar as condições técnicas da obra ou serviços realizados.
Art. 2º - A critério de cada Conselho Regional, os trabalhos que estejam sendo ilegalmente realizados em RESOLVE:
sua jurisdição poderão ser regularizados, ainda que já em curso a medida judicial.
Art. 3º - Para regularização do empreendimento no Conselho Regional, deverá o interessado apresentar: Art. 1º - Para efeito de fiscalização do exercício profissional dos Técnicos de 2º Grau, as
I - os projetos respectivos, nos quais conste o levantamento das etapas já efetuadas e das atividades constantes do Art. 24 da Resolução nº 218 ficam assim explicitadas:
que serão executadas com a participação de responsável técnico;
II - relatório elaborado pelo responsável técnico no qual comprove que vistoriou 1) Execução de trabalhos e serviços técnicos projetados e dirigidos por
minuciosamente o empreendimento, com a justificativa de que os trabalhos já concluídos profissionais de nível superior.
apresentam condições técnicas para seu aproveitamento. 2) Operação e/ou utilização de equipamentos, instalações e materiais.
Art. 4º - As providências enunciadas nos artigos anteriores não isentam os intervenientes nos trabalhos 3) Aplicação das normas técnicas concernentes aos respectivos processos de
sem participação do responsável técnico das cominações legais impostas pela Lei nº 5.194, trabalho.
de 24 DEZ 1966. 4) Levantamento de dados de natureza técnica.
5) Condução de trabalho técnico.

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6) Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção. 3.2 - Técnico em Edificações
7) Treinamento de equipes de execução de obras e serviços técnicos. 3.3 - Técnico em Estradas
8) Desempenho de cargo e função técnica circunscritos ao âmbito de sua 3.4 - Técnico em Geodésia e Cartografia
habilitação. 3.5 - Técnico em Hidrologia
9) Fiscalização da execução de serviços e de atividade de sua competência. 3.6 - Técnico em Saneamento
10) Organização de arquivos técnicos.
11) Execução de trabalhos repetitivos de mensuração e controle de qualidade. 4 - ELETRICIDADE
12) Execução de serviços de manutenção de instalação e equipamentos. 4.1 - Técnico em Eletromecânica
13) Execução de instalação, montagem e reparo. 4.2 - Técnico em Eletrônica
14) Prestação de assistência técnica, ao nível de sua habilitação, na compra e venda 4.3 - Técnico em Eletrotécnica
de equipamentos e materiais. 4.4 - Técnico em Instrumentação
15) Elaboração de orçamentos relativos às atividades de sua competência. 4.5 - Técnico em Proteção Radiológica
16) Execução de ensaios de rotina. 4.6 - Técnico em Telecomunicações
17) Execução de desenho técnico. 5 - MECÂNICA
5.1 - Técnico em Artes Gráficas
Parágrafo único - Para efeito de interpretação desta resolução, conceituam-se: 5.2 - Técnico em Calçados
5.3 - Técnico em Estruturas Navais
1 - CONDUZIR - Significa fazer executar por terceiros o que foi determinado por si ou 5.4 - Técnico em Manutenção de Aeronaves
por outros. 5.5 - Técnico em Máquinas Navais
2 - DIRIGIR - Significa determinar, comandar e essencialmente decidir. Quem é 5.6 - Técnico em Mecânica
levado a escolher entre opções, quem é obrigado a tomar 5.7 - Técnico em Mecânica de Precisão
decisões, quem deve escolher o processo construtivo e 5.8 - Técnico em Móveis e Esquadrias
especificar materiais em uma edificação está a dirigir. 5.9 - Técnico em Operações de Reatores
3 - EXECUTAR - Significa realizar, isto é, materializar o que é decidido por si ou por 5.10 - Técnico em Refrigeração e Ar Condicionado
outros.
4 - FISCALIZAR - Significa examinar a correção entre o proposto e o executado. 6 - METALURGIA
5 - PROJETAR - Significa buscar e formular, através dos princípios técnicos e 6.1 - Técnico em Metalurgia
científicos, a solução de um problema, ou meio de consecução
de um objetivo ou meta, adequando aos recursos econômicos 7 - MINAS
disponíveis as alternativas que conduzem à viabilidade da 7.1 - Técnico em Geologia
decisão. 7.2 - Técnico em Mineração

Art. 2º - Visando à fiscalização de suas atividades, bem como à adequada supervisão, quando 8 - QUÍMICA
prevista nesta Resolução, por profissional de nível Superior, os Técnicos de 2º Grau 8.1 - Técnico em Acabamento Têxtil
ficam distribuídos pelas seguintes áreas de habilitação: 8.2 - Técnico em Alimentos
8.3 - Técnico em Cerâmica
1 - AGRONOMIA 8.4 - Técnico em Cervejas e Refrigerantes
1.1 - Técnico em Açúcar e Álcool 8.5 - Técnico em Fiação
1.2 - Técnico em Agricultura 8.6 - Técnico em Malharia
1.3 - Técnico em Agropecuária 8.7 - Técnico em Tecelagem
1.4 - Técnico em Carnes e Derivados 8.8 - Técnico Têxtil
1.5 - Técnico em Enologia
1.6 - Técnico em Leite e Derivados Parágrafo único - Para efeito de fiscalização e supervisão prevista neste artigo, poderá ser
1.7 - Técnico em Meteorologia considerado, também, na área de Arquitetura, o técnico em Edificações, bem como,
1.8 - Técnico em Pecuária na área de Agronomia, o Técnico em Alimentos.
1.9 - Técnico em Pesca Art. 3º - Constituem atribuições dos Técnicos de 2º Grau, discriminados no Art. 2º, o exercício das
atividades de 01 a 17 do artigo 1º desta Resolução, circunscritas ao âmbito restrito de suas
2 - ARQUITETURA respectivas habilitações profissionais.
2.1 - Técnico em Decoração Art. 4º - A nenhum Técnico de 2º Grau poderá ser concedida atribuição que não esteja em estrita
2.2 - Técnico em Maquetaria concordância com sua formação profissional definida pelo seu currículo escolar e
escolaridade.
3 - CIVIL Art. 5º - É assegurada aos Técnicos de 2º Grau a competência para assumir a responsabilidade técnica
3.1 - Técnico em Agrimensura por pessoa jurídica cujo objetivo social seja restrito às suas atribuições.

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Art. 6º - As atribuições dos Técnicos de 2º Grau serão, por ocasião do seu registro, anotadas em sua Art. 3º - Fica revogada a Resolução nº 250, de 16 de dezembro de 1977.
Carteira de Identidade Profissional. Art. 4º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Parágrafo único - Para efeito do disposto neste artigo, deverá o CREA, após o exame do currículo
escolar do registrado, fazer constar na sua carteira o(s) campo(s) de atuação do HENRIQUE LUDUVICE
profissional. Presidente
Art. 7º - Na eventualidade de virem a ser definidas novas habilitações profissionais a nível de 2º Grau, de JOÃO ALBERTO FERNANDES BASTOS
validade nacional, o CONFEA baixará Resoluções visando ao estabelecimento das Vice-Presidente
correspondentes atribuições.
Art. 8º - Aos Técnicos de Grau Médio diplomados anteriormente à vigência da Lei nº 5.692/71 e já CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL
registrados à data da entrada em vigor desta Resolução serão asseguradas as atribuições
consignadas em seu registro. São deveres dos profissionais da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, de acordo com a
Art. 9º - Aos Técnicos de Grau Médio referidos no artigo anterior, já diplomados mas não registrados, Resolução no 205, de 30 de setembro de 1.971, que criou o Código de Ética Profissional da
serão concedidas as atribuições consignadas nas normas vigentes anteriormente à categoria.
publicação desta Resolução. A Ética Profissional é o conjunto de princípios que regem a conduta funcional de uma
Art. 10 - Aos Técnicos de 2º Grau já diplomados, registrados ou não, serão concedidas as atribuições determinada profissão.
previstas nesta Resolução.
Art. 11 - Esta Resolução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. 1º - Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade contribuir com seus conhecimentos,
capacidade e experiência para melhor servir à humanidade.
Brasília, 28 JUL 1979. 2º - Considerar a profissão como alto título de honra e não praticar nem permitir a prática de atos
que comprometam a sua dignidade.
3º - Não cometer ou contribuir para que se cometam injustiças contra colegas.
Engº CIVIL E ELETROTÉCNICO INÁCIO DE LIMA FERREIRA 4º - Não praticar qualquer ato que, direta ou indiretamente, possa prejudicar legítimos interesses
Presidente de outros profissionais.
5º - Não solicitar nem submeter propostas contendo condições que constituam competição de
Engº. CIVIL HARRY FREITAS BARCELLOS preços por serviços profissionais.
1º Secretário 6º - Atuar dentro da melhor técnica e do mais elevado espírito público, devendo, quando
Consultor, limitar seus pareceres às matérias específicas que tenham sido objeto da
Publicada no D.O.U. de 06 SET 1979 - Seção I - Parte II - Págs. 4.968/4.969 consulta.
7º - Exercer o trabalho profissional com lealdade, dedicação e honestidade para com seus
Obs.: Res. 278 - Exercício Profissional Técnico Agrícola e Industrial. clientes e empregadores ou chefes, e com espírito de justiça e eqüidade para com os
Res. 343 - Inclusão de Novas Habilitações. contratantes e empreiteiros.
8º - Ter sempre em vista o bem-estar e o progresso funcional dos seus empregados ou
CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA subordinados e tratá-los com retidão, justiça e humanidade.
9º - Colocar-se a par da legislação que rege o exercício profissional da Engenharia, da Arquitetura
RESOLUÇÃO Nº 407, de 09 AGO 1996. e da Agronomia, visando a cumprí-la corretamente e colaborar para sua atualização e
aperfeiçoamento.
Revoga a Resolução nº 250/77, que regula o tipo e uso de placas de identificação de exercício
profissional em obras, instalações e serviços de ENGENHARIA, Arquitetura e Agronomia.

O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso das atribuições que lhe confere a M INFRAÇÕES AO CÓDIGO DE ÉTICA
letra "f" do art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966,
Os profissionais que cometerem infrações enquadráveis no Código de Ética, tendo em vista a
CONSIDERANDO que a colocação de placas previstas na Lei 5.194/66 tem por finalidade a identificação gravidade da falta e os casos de reincidência, a critério e julgamento das respectivas Câmaras
dos responsáveis técnicos pela obra, instalação ou serviço de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia; Especializadas, podem receber penas de advertência reservada ou de censura pública.

CONSIDERANDO que cabe ao profissional decidir sobre a forma de se identificar como RT pela obra, M PROCESSO DE INFRAÇÃO AO CÓDIGO DE ÉTICA
instalação ou serviço,
Os processos de infração ao Código de Ética são regulamentados pela Resolução no 401/95, do
RESOLVE: CONFEA.

Art. 1º - O uso de placas de identificação do exercício profissional é obrigatório de acordo com o


Art. 16 da Lei 5.194/66.
Art. 2º - Os infratores estão sujeitos a pagamento de multa prevista no Art. 73, alínea "a", da Lei 5.194/66.

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LEI N.º 8.078, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de


produtos ou prestação de serviços.
DE 11 DE SETEMBRO DE 1990(1) § 1º - Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou
imaterial.
Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras § 2º - Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de
providências. consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária,
financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA caráter trabalhista.

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a CAPÍTULO II


seguinte Lei: DA POLÍTICA NACIONAL DE RELAÇÕES DE CONSUMO

TÍTULO I Art. 4º - A Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o


DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua
dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a
CAPÍTULO I melhoria de sua qualidade de vida, bem como a transferência e harmonia
DISPOSIÇÕES GERAIS das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios(4):
I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de
Art. 1º - O presente Código estabelece normas de proteção e defesa consumo;
do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos artigos II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o
5º, inciso XXXII(2), 170, inciso V, da Constituição Federal, e artigo 48 de consumidor:
suas Disposições Transitórias(3). a) por iniciativa direta;
Art. 2º - Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações
utiliza produtos ou serviço como destinatário final. representativas;
Parágrafo único - Equipara-se a consumidor a coletividade de c) pela presença do Estado no mercado de consumo;
pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de
consumo. qualidade, segurança, durabilidade e desempenho;
Art. 3º - Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de
privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade
que desenvolvem atividades de produção, montagem, criação, construção, de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os
princípios nos quais se funda a ordem econômica (artigo 170, da
Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações
(1) entre consumidores e fornecedores;
Publicada no Diário Oficial da União de 12.9.1990, em suplemento.
(2) IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto
Este dispositivo trata da competência do Estado para promover a defesa do
consumidor, pela via legal. aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo;
(3)
Este artigo determina que a elaboração do Código de Defesa do Consumidor
(4) o o
deveria ser realizada no prazo de 120 dias da promulgação da Constituição Com alteração introduzida pelo art. 7 da Lei n 9.008, de 21.3.1995 (Diário
Federal. O que aconteceu com a promulgação da Lei. Oficial da União de 22.3.1995).

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V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que
controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de apresentem;
mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva,
VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas
mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e
de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos serviços;
distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam
VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos
VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo. supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;
Art. 5º - Para a execução da Política Nacional das Relações de VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
Consumo, contará o Poder Público com os seguintes instrumentos, entre individuais, coletivos e difusos;
outros: VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos, com vistas à
I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais,
consumidor carente; coletivos ou difusos, assegurada a proteção jurídica, administrativa e técnica
II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, aos necessitados;
no âmbito do Ministério Público; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a
III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério
de consumidores vítimas de infrações penais de consumo; do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo
IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas as regras ordinárias de experiências;
Especializadas para a solução de litígios de consumo; IX - (Vetado.)
V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.
Associações de Defesa do Consumidor. Art. 7º - Os direitos previstos neste Código não excluem outros
§ 1º - (Vetado.) decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja
§ 2º - (Vetado.) signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas
autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos
CAPÍTULO III princípios gerais do direito, analogia, costumes e eqüidade.
DOS DIREITOS BÁSICOS DO CONSUMIDOR Parágrafo único - Tendo mais de um autor a ofensa, todos
responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas
Art. 6º - São direitos básicos do consumidor: de consumo.
I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos
provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços CAPÍTULO IV
considerados perigosos ou nocivos; DA QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIÇOS, DA
II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos PREVENÇÃO E DA REPARAÇÃO DOS DANOS
produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas
contratações; SEÇÃO I
III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos DA PROTEÇÃO À SAÚDE E SEGURANÇA
e serviços, com especificação correta de quantidade, características,

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Art. 8º - Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo acondicionamento de seus produtos, bem como por informações
não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.
considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e § 1º - O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que
fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as
informações necessárias e adequadas a seu respeito. circunstâncias relevantes, entre as quais:
Parágrafo único - Em se tratando de produto industrial, ao fabricante I - sua apresentação;
cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
impressos apropriados que devam acompanhar o produto. III - a época em que foi colocado em circulação.
Art. 9º - O fornecedor de produtos e serviços potencialmente § 2º - O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de
nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.
maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou § 3º - O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não
periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em será responsabilizado quando provar:
cada caso concreto. I - que não colocou o produto no mercado;
Art. 10 - O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo II - que embora haja colocado o produto no mercado, o defeito
produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de inexiste;
nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.
§ 1º - O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua Art. 13 - O comerciante é igualmente responsável, nos termos
introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade do artigo anterior, quando:
que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não
competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. puderem ser identificados;
§ 2º - Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior II - o produto for fornecido sem identificação clara do seu
serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor fabricante, produtor, construtor ou importador;
do produto ou serviço. III - não conservar adequadamente os produtos perecíveis.
§ 3º - Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de Parágrafo único - Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado
produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis,
Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. segundo sua participação na causação do evento danoso.
Art. 11 - (Vetado.) Art. 14 - O fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos
SEÇÃO II causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos
DA RESPONSABILIDADE PELO serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas
FATO DO PRODUTO E DO SERVIÇO sobre sua fruição e riscos.
§ 1º - O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o
Art. 12 - O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as
estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da circunstâncias relevantes, entre as quais:
existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos I - o modo de seu fornecimento;
consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;
construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou III - a época em que foi fornecido.

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§ 2º - O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas § 3º - O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do §
técnicas. 1º deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição
§ 3º - O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do
provar: produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.
I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; § 4º - Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1º
II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. deste artigo, e não sendo possível a substituição do bem, poderá haver
§ 4º - A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será substituição por outro de espécie, marca ou modelo diversos, mediante
apurada mediante a verificação de culpa. complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem
Art. 15 - (Vetado.) prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1º deste artigo.
Art. 16 - (Vetado.) § 5º - No caso de fornecimento de produtos in natura, será
Art. 17 - Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos responsável perante o consumidor o fornecedor imediato, exceto quando
consumidores todas as vítimas do evento. identificado claramente seu produtor.
§ 6º - São impróprios ao uso e consumo:
SEÇÃO III I - os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos;
DA RESPONSABILIDADE POR VÍCIO DO PRODUTO E DO II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados,
SERVIÇO falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos
ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de
Art. 18 - Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou fabricação, distribuição ou apresentação;
não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados
quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a ao fim a que se destinam.
que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles Art. 19 - Os fornecedores respondem solidariamente pelos
decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do vícios de quantidade do produto sempre que, respeitadas as variações
recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido for inferior às
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou de
consumidor exigir a substituição das partes viciadas. mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente
§ 1º - Não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 (trinta) e à sua escolha:
dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - o abatimento proporcional do preço;
I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em II - complementação do peso ou medida;
perfeitas condições de uso; III - a substituição do produto por outro da mesma espécie,
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente marca ou modelo, sem os aludidos vícios;
atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; IV - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente
III - o abatimento proporcional do preço. atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos.
§ 2º - Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do § 1º - Aplica-se a este artigo o disposto no § 4º do artigo anterior.
prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a 7 (sete) nem § 2º - O fornecedor imediato será responsável quando fizer a
superior a 180 (cento e oitenta) dias. Nos contratos de adesão, a cláusula pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido
de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de segundo os padrões oficiais.
manifestação expressa do consumidor. Art. 20 - O fornecedor de serviços responde pelos vícios de
qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o

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valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as § 1º - Havendo mais de um responsável pela causação do dano,
indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas
consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: Seções anteriores.
I - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando § 2º - Sendo o dano causado por componente ou peça
cabível; incorporada ao produto ou serviço, são responsáveis solidários seu
II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente fabricante, construtor ou importador e o que realizou a incorporação.
atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;
III - o abatimento proporcional do preço. SEÇÃO IV
§ 1º - A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros DA DECADÊNCIA E DA PRESCRIÇÃO
devidamente capacitados, por conta e risco do fornecedor.
§ 2º - São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para Art. 26 - O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil
os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não constatação caduca em:
atendam às normas regulamentares de prestabilidade. I - 30 (trinta) dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de
Art. 21 - No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a produto não duráveis;
reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação II - 90 (noventa) dias, tratando-se de fornecimento de serviço e
do fornecedor de empregar componentes de reposição originais de produto duráveis.
adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do § 1º - Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da
fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços.
consumidor. § 2º - Obstam a decadência:
Art. 22 - Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor
concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa
empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca;
seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. II - (Vetado.)
Parágrafo único - Nos casos de descumprimento, total ou parcial, III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.
das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas § 3º - Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no
compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista momento em que ficar evidenciado o defeito.
neste Código. Art. 27 - Prescreve em 5 (cinco) anos a pretensão à reparação pelos
Art. 23 - A ignorância do fornecedor sobre os vícios de danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II
qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento
responsabilidade. do dano e de sua autoria.
Art. 24 - A garantia legal de adequação do produto ou serviço Parágrafo único - (Vetado.)
independe de termo expresso, vedada a exoneração contratual do
fornecedor. SEÇÃO V
Art. 25 - É vedada a estipulação contratual de cláusula que DA DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e
nas Seções anteriores. Art. 28 - O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da
sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito,
excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos

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estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada Art. 32 - Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta
quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou
da pessoa jurídica provocados por má administração. importação do produto.
§ 1º - (Vetado.) Parágrafo único - Cessadas a produção ou importação, a oferta
§ 2º - As sociedades integrantes dos grupos societários e as deverá ser mantida por período razoável de tempo, na forma da lei.
sociedades controladas são subsidiariamente responsáveis pelas Art. 33 - Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso
obrigações decorrentes deste Código. postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem,
§ 3º - As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.
pelas obrigações decorrentes deste Código. Art. 34 - O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável
§ 4º - As sociedades coligadas só responderão por culpa. pelos atos de seus propostos ou representantes autônomos.
§ 5º - Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre Art. 35 - Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar
que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá,
prejuízos causados aos consumidores. alternativamente e à sua livre escolha:
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta,
CAPÍTULO V apresentação ou publicidade;
DAS PRÁTICAS COMERCIAIS II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia e
SEÇÃO I eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
SEÇÃO III
Art. 29 - Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos DA PUBLICIDADE
consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas
nele previstas. Art. 36 - A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o
consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.
SEÇÃO II Parágrafo único - O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou
DA OFERTA serviços, manterá em seu poder, para informação dos legítimos
interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à
Art. 30 - Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, mensagem.
veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a Art. 37 - É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a § 1º - É enganosa qualquer modalidade de informação ou
fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por
Art. 31 - A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o
assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
língua portuguesa sobre suas características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e
composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros serviços.
dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e § 2º - É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de
segurança dos consumidores. qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a
superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da

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criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o IX - recusar a venda de bens ou prestação de serviços, diretamente
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados
segurança. os casos de intermediação regulados em leis especiais(5);
§ 3º - Para os efeitos deste Código, a publicidade é enganosa por X - Elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços(6);
omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou XI - Aplicar índice ou fórmula de reajuste diversos do legal ou
serviço. contratualmente estabelecidos(7);
§ 4º - (Vetado.) XII - Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação
Art. 38 - O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério(8).
comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. Parágrafo único - Os serviços prestados e os produtos remetidos ou
entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se
SEÇÃO IV às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.
DAS PRÁTICAS ABUSIVAS Art. 40 - O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao
consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra,
Art. 39 - É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.
fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa
causa, a limites quantitativos; § 1º - Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá
II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata validade pelo prazo de 10 (dez) dias, contados de seu recebimento pelo
medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com consumidor.
os usos e costumes; § 2º - Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os
III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das
qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço; partes.
IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, § 3º - O consumidor não responde por quaisquer ônus ou
tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros, não
para impingir-lhe seus produtos ou serviços; previstos no orçamento prévio.
V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva; Art. 41 - No caso de fornecimento de produtos ou de serviços
VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços, os
autorização expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de, não o
práticas anteriores entre as partes; fazendo, responderem pela restituição da quantia recebida em excesso,
VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo
consumidor no exercício de seus direitos;
VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou
serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais
(5)
Com redação dada pelo art.87 da Lei no 8.884, de 11.6.1994 (Diário oficial da
competentes, ou, se normas específicas não existirem, pela União de 13.6.1994).
(6)
Idem nota 5.
Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade (7)
Com redação dada pela medida provisória no 1.477, de 1º.8.1996 (Diário Oficial
credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e da União de 2.8.1996).
Qualidade Industrial - CONMETRO; (8) o o
Com alteração dada pela art.7 da Lei n 9.008, de 21.3.1995 (Diário Oficial da
União de 22.3.1995).

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monetariamente atualizada, podendo o consumidor exigir, à sua escolha, o Art. 44 - Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão
desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções cabíveis. cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores
de produtos e serviços, devendo divulgá-los pública e anualmente. A
SEÇÃO V divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.
DA COBRANÇA DE DÍVIDAS § 1º - É facultado o acesso às informações lá constantes para
orientação e consulta por qualquer interessado.
Art. 42 - Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não § 2º - Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras
será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do artigo 22 deste
constrangimento ou ameaça. Código.
Parágrafo único - O consumidor cobrado em quantia indevida tem Art. 45 - (Vetado.)
direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro ao que pagou em
excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de CAPÍTULO VI
engano justificável. DA PROTEÇÃO CONTRATUAL

SEÇÃO VI SEÇÃO I
DOS BANCOS DE DADOS E CADASTROS DE CONSUMIDORES DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 43 - O consumidor, sem prejuízo do disposto no artigo 86, Art. 46 - Os contratos que regulam as relações de consumo não
terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros obrigarão os consumidores, se não Ihes for dada a oportunidade de tomar
e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos
sobre as suas respectivas fontes. forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e
§ 1º - Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, alcance.
claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo Art. 47 - As cláusulas contratuais serão interpretadas de
conter informações negativas referentes a período superior a 5 (cinco) anos. maneira mais favorável ao consumidor.
§ 2º - A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de Art. 48 - As declarações de vontade constantes de escritos
consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não particulares, recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo
solicitada por ele. vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execução específica, nos termos
§ 3º - O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus do artigo 84 e parágrafos.
dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o Art. 49 - O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 07
arquivista, no prazo de 5 (cinco) dias úteis, comunicar a alteração aos (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do
eventuais destinatários das informações incorretas. produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de
§ 4º - Os bancos de dados e cadastros relativos a produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial,
consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são especialmente por telefone ou a domicílio.
considerados entidades de caráter público. Parágrafo único - Se o consumidor exercitar o direito de
§ 5º - Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos,
consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de
Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou imediato, monetariamente atualizados.
dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

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Art. 50 - A garantia contratual é complementar à legal e será XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança
conferida mediante termo escrito. de sua obrigação, sem que igual direito Ihe seja conferido contra o
Parágrafo único - O termo de garantia ou equivalente deve ser fornecedor;
padronizado e esclarecer, de maneira adequada, em que consiste a mesma XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo
garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em que pode ser exercitada ou a qualidade do contrato, após sua celebração;
e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe entregue, devidamente XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;
preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento, acompanhado de XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao
manual de instrução, de instalação e uso de produto em linguagem didática, consumidor.
com ilustrações. XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por
benfeitorias necessárias.
SEÇÃO II § 1º - Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:
DAS CLÁUSULAS ABUSIVAS I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que
pertence;
Art. 51 - São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à
contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou o equilíbrio
I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do contratual;
fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor,
impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo considerando-se a natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes
entre o fornecedor e o consumidor-pessoa jurídica, a indenização poderá e outras circunstâncias peculiares ao caso.
ser limitada, em situações justificáveis; § 2º - A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não
II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já invalida o contrato, exceto quando de sua ausência, apesar dos
paga, nos casos previstos neste Código; esforços de integração, decorrer ônus excessivo a qualquer das
III - transfiram responsabilidades a terceiros; partes.
IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que § 3º - (Vetado.)
coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam § 4º - É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o
incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade; represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação
V - (Vetado.); para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o
VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do disposto neste Código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio
consumidor; entre direitos e obrigações das partes.
VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem; Art. 52 - No fornecimento de produtos ou serviços que envolva
VIII - imponham representante para concluir ou realizar outro negócio outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor, o
jurídico pelo consumidor; fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-lo prévia e
IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, adequadamente sobre:
embora obrigando o consumidor; I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional;
X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros;
preço de maneira unilateral; III - acréscimos legalmente previstos;
XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, IV - número e periodicidade das prestações;
sem que igual direito seja conferido ao consumidor; V - soma total a pagar, com e sem financiamento.

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§ 1º - As multas de mora decorrentes do inadimplemento de § 3º - Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos
obrigação no seu termo não poderão ser superiores a 2% (dois por claros e com caracteres ostensivos e legíveis, de modo a facilitar sua
cento) do valor da prestação(9). compreensão pelo consumidor.
§ 2º - É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada do § 4º - As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor
débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros deverão ser redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil
e demais acréscimos. compreensão.
§ 3º - (Vetado.) § 5º - (Vetado.)
Art. 53 - Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis
mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações fiduciárias CAPÍTULO VII
em garantia, consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que DAS SANÇÕES ADMINISTRATIVAS
estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor
que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a Art. 55 - A União, os Estados e o Distrito Federal, em caráter
retomada do produto alienado. concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa,
§ 1º - (Vetado.) baixarão normas relativas à produção, industrialização, distribuição e
§ 2º - Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a consumo de produtos e serviços.
compensação ou a restituição das parcelas quitadas, na forma deste artigo, § 1º - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
terá descontada, além da vantagem econômica auferida com a fruição, os fiscalizarão e controlarão a produção, industrialização, distribuição, a
prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo, no interesse
§ 3º - Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos da preservação da vida, da saúde, da segurança, da informação e do bem-
em moeda corrente nacional. estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem necessárias.
§ 2º - (Vetado.)
SEÇÃO III § 3º - Os órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais
DOS CONTRATOS DE ADESÃO com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão
comissões permanentes para elaboração, revisão e atualização das normas
Art. 54 - Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido referidas no § 1º, sendo obrigatória a participação dos consumidores e
aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente fornecedores.
pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa § 4º - Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos
discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. fornecedores para que, sob pena de desobediência, prestem informações
§ 1º - A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza sobre questões de interesse do consumidor, resguardado o segredo
de adesão do contrato. industrial.
§ 2º - Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde Art. 56 - As infrações das normas de defesa do consumidor ficam
que alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem
disposto no § 2º do artigo anterior. prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas:
I - multa;
II - apreensão do produto;
III - inutilização do produto;
(9) o o
Este dispositivo foi alterado pela Lei n 9.298, de 1 .8.1996, publicada no Diário IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;
Oficial da União de 2.8.1996. V - proibição de fabricação do produto;

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VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço; infrações de maior gravidade previstas neste Código e na legislação de
VII - suspensão temporária de atividade; consumo.
VIII - revogação de concessão ou permissão de uso; § 1º - A pena de cassação da concessão será aplicada à
IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade; concessionária de serviço público, quando violar obrigação legal ou
X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de contratual.
atividade; § 2º - A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre
XI - intervenção administrativa; que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a
XII - imposição de contrapropaganda. interdição ou suspensão da atividade.
Parágrafo único - As sanções previstas neste artigo serão aplicadas § 3º - Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de
pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser penalidade administrativa, não haverá reincidência até o trânsito em julgado
aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar antecedente ou da sentença.
incidente de procedimento administrativo. Art. 60 - A imposição de contrapropaganda será cominada quando o
Art. 57 - A pena de multa, graduada de acordo com a gravidade da fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos
infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor, será termos do artigo 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator.
aplicada mediante procedimento administrativo nos termos da lei, § 1º - A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da
revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, mesma forma, freqüência e dimensão e preferencialmente no mesmo
os valores cabíveis à União, ou fundos estaduais ou municipais de proteção veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da
ao consumidor nos demais casos(10). publicidade enganosa ou abusiva.
Parágrafo único - A multa será em montante nunca inferior a 300 § 2º - (Vetado.)
(trezentas) e não superior a 3.000.000 (três milhões) de vezes o valor da § 3º - (Vetado.)
Unidade Fiscal de Referência (UFIR), ou índice equivalente que venha
substituí-lo(11). TÍTULO II
Art. 58 - As penas de apreensão, de inutilização de produtos, de DAS INFRAÇÕES PENAIS
proibição de fabricação de produtos, de suspensão do fornecimento de
produto ou serviço, de cassação do registro do produto e revogação da Art. 61 - Constituem crimes contra as relações de consumo
concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração, previstas neste Código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e
mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes.
forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação Art. 62 - (Vetado.)
ou insegurança do produto ou serviço. Art. 63 - Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou
Art. 59 - As penas de cassação de alvará de licença, de interdição e periculosidade de produtos nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou
de suspensão temporária da atividade, bem como a de intervenção publicidade:
administrativa serão aplicadas mediante procedimento administrativo, Pena - Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa.
assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das § 1º - Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante
recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser
(10)
Com redação dada pela Lei no 8.656, de 21.5.1993 (Diário Oficial da União de
prestado.
22.5.1993). § 2º - Se o crime é culposo:
(11) o
Com redação dada pela Lei n 8.703, de 6.9.1993 (Diário Oficial da União de Pena - Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.
8.9.1993).

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Art. 64 - Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu
consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo trabalho, descanso ou lazer:
conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.
Pena - Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. Art. 72 - Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações
Parágrafo único - Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros:
retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade Pena - Detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano ou multa.
competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo. Art. 73 - Deixar de corrigir imediatamente informação sobre
Art. 65 - Executar serviço de alto grau de periculosidade, consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que
contrariando determinação de autoridade competente: sabe ou deveria saber ser inexata:
Pena - Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. Pena - Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.
Parágrafo único - As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo Art. 74 - Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia
das correspondentes à lesão corporal e à morte. adequadamente preenchido e com especificação clara de seu
Art. 66 - Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir conteúdo:
informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, Pena - Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.
quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia Art. 75 - Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes
de produtos ou serviços: referidos neste Código incide nas penas a esses cominadas na medida de
Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa
§ 1º - Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o
§ 2º - Se o crime é culposo: fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de
Pena - Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele
Art. 67 - Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria proibidas.
saber ser enganosa ou abusiva: Art. 76 - São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste
Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. Código:
Parágrafo único - (Vetado.) I - serem cometidos em época de grave crise econômica ou por
Art. 68 - Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria ocasião de calamidade;
saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo;
prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança: III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;
Pena - Detenção de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e multa. IV - quando cometidos:
Parágrafo único - (Vetado.) a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-
Art. 69 - Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que social seja manifestamente superior à da vítima;
dão base à publicidade: b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de 18 (dezoito)
Pena - Detenção de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa. ou maior de 60 (sessenta) anos ou de pessoas portadoras de deficiência
Art. 70 - Empregar, na reparação de produtos, peças ou mental, interditadas ou não;
componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: V - serem praticados em operações que envolvam alimentos,
Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa. medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais.
Art. 71 - Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, Art. 77 - A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-
constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena
enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o

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privativa da liberdade cominada ao crime. Na individualização desta Art. 81 - A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das
multa, o juiz observará o disposto no artigo 60, §1º, do Código Penal(12). vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.
Art. 78 - Além das penas privativas de liberdade e de multa, Parágrafo único - A defesa coletiva será exercida quando se tratar
podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente, observado o de:
disposto nos artigos 44 a 47 do Código Penal(13): I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos
I - a interdição temporária de direitos; deste Código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam
II - a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;
audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos
condenação; deste Código, os transindividuais de natureza indivisível de que seja titular
III - a prestação de serviços à comunidade. grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte
Art. 79 - O valor da fiança, nas infrações de que trata este Código, contrária por uma relação jurídica-base;
será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre 100 III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos
(cem) e 200.000 (duzentas mil) vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional os decorrentes de origem comum.
- BTN, ou índice equivalente que venha substituí-lo(14). Art. 82 - Para os fins do art. 81, parágrafo único, são legitimados
Parágrafo único - Se assim recomendar a situação econômica do concorrentemente(15):
indiciado ou réu, a fiança poderá ser: I - o Ministério Público;
a) reduzida até a metade de seu valor mínimo; II - a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;
b) aumentada pelo Juiz até 20 (vinte) vezes. III - as entidades e órgãos da Administração Pública, Direta ou
Art. 80 - No processo penal atinente aos crimes previstos neste Indireta, ainda que sem personalidade jurídica, especificamente destinados
Código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações à defesa dos interesses e direitos protegidos por este Código;
de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os IV - as associações legalmente constituídas há pelo menos 1 (um)
legitimados indicados no artigo 82, incisos III e IV, aos quais também é ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e
facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no direitos protegidos por este Código, dispensada a autorização assemblear.
prazo legal. § 1º - O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo Juiz,
nas ações previstas no artigo 91 e seguintes, quando haja manifesto
TÍTULO III interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou
DA DEFESA DO CONSUMIDOR EM JUÍZO pela relevância do bem jurídico a ser protegido.
§ 2º - (Vetado.)
CAPÍTULO I § 3º - (Vetado.)
DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 83 - Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este
Código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar
sua adequada e efetiva tutela.
Parágrafo único - (Vetado.)
(12)
Este artigo trata do aumento da pena de multa em virtude da situação
econômica do réu.
(13) (15)
Estes artigos tratam das penas restritivas de direitos. Com alteração introduzida pelo art. 7º da Lei no 9.008, de 21.3.95 (Diário Oficial
(14) o o
Este índice foi criado pelo art. 5 da Lei n 7.777, de 19.6.1989, tendo sido da União de 22.3.95). Ver art. 29 da Lei no 8.884, de 11.6.94 (Diário Oficial da
o o o
extinto pelo art. 3 da Lei n 8.177, de 1 .3.1991. União de 13.6.94).

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Art. 84 - Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação Art. 89 - (Vetado.)
de fazer ou não fazer, o Juiz concederá a tutela específica da obrigação ou Art. 90 - Aplicam-se às ações previstas neste Título as normas do
determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao Código de Processo Civil e da Lei nº 7.347, de 24 de junho de 1985,
do adimplemento. inclusive no que respeita ao inquérito civil, naquilo que não contrariar suas
§ 1º - A conversão da obrigação em perdas e danos somente será disposições.
admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou
a obtenção do resultado prático correspondente. CAPÍTULO II
§ 2º - A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da DAS AÇÕES COLETIVAS PARA A DEFESA
multa (artigo 287 do Código de Processo Civil)(16). DE INTERESSES INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS
§ 3º - Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo
justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao Juiz conceder Art. 91 - Os legitimados de que trata o art. 82 poderão propor, em
a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu. nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores, ação civil
§ 4º - O Juiz poderá, na hipótese do § 3º ou na sentença, impor coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos, de
multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente acordo com o disposto nos artigos seguintes(17).
ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o cumprimento Art. 92 - O Ministério Público, se não ajuizar a ação, atuará sempre
do preceito. como fiscal da lei.
§ 5º - Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado Parágrafo único - (Vetado.)
prático equivalente, poderá o Juiz determinar as medidas necessárias, tais Art. 93 - Ressalvada a competência da Justiça Federal, é
como busca e apreensão, remoção de coisas e pessoas, desfazimento de competente para a causa a Justiça local:
obra, impedimento de atividade nociva, além de requisição de força policial. I - no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano, quando de
Art. 85 - (Vetado.) âmbito local;
Art. 86 - (Vetado.) II - no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal, para os
Art. 87 - Nas ações coletivas de que trata este Código não haverá danos de âmbito nacional ou regional, aplicando-se as regras do Código de
adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer Processo Civil aos casos de competência concorrente.
outras despesas, nem condenação da associação autora, salvo comprovada Art. 94 - Proposta a ação, será publicado edital no órgão oficial, a fim
má-fé, em honorário de advogados, custas e despesas processuais. de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes,
Parágrafo único - Em caso de litigância de má-fé, a associação sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por
autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão parte dos órgãos de defesa do consumidor.
solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das Art. 95 - Em caso de procedência do pedido, a condenação será
custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. genérica, fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados.
Art. 88 - Na hipótese do artigo 13, parágrafo único, deste Código, a Art. 96 - (Vetado.)
ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo, facultada a Art. 97 - A liquidação e a execução de sentença poderão ser
possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos, vedada a denunciação promovidas pela vítima e seus sucessores, assim como pelos legitimados
da lide. de que trata o artigo 82.
Parágrafo único - (Vetado.)
(16)
Este artigo trata da pena pecuniária decorrente do pedido do autor, que objetive
(17) º o
abstenção da prática de algum ato, a tolerância de alguma atividade ou a Com alteração dada pelo art. 7 da Lei n 9.008, de 21.3.95 (Diário Oficial da
prestação de fato que não possa ser realizada por terceiros. União de 22.3.95).

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Art. 98 - A execução poderá ser coletiva, sendo promovida pelos I - a ação pode ser proposta no domicílio do autor;
legitimados de que trata o artigo 82, abrangendo as vítimas cujas II - o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá
indenizações já tiverem sido fixadas em sentença de liquidação, sem chamar ao processo o segurador, vedada a integração do contraditório pelo
prejuízo do ajuizamento de outras execuções(18). Instituto de Resseguros do Brasil. Nesta hipótese, a sentença que julgar
§ 1º - A execução coletiva far-se-á com base em certidão das procedente o pedido condenará o réu nos termos do artigo 80 do Código de
sentenças de liquidação, da qual deverá constar a ocorrência ou não do Processo Civil. Se o réu houver sido declarado falido, o síndico será
trânsito em julgado. intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade facultando-
§ 2º - É competente para a execução o Juízo: se, em caso afirmativo, o ajuizamento de ação de indenização diretamente
I - da liquidação da sentença ou da ação condenatória, no caso de contra o segurador, vedada a denunciação da lide ao Instituto de
execução individual; Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este.
II - da ação condenatória, quando coletiva a execução. Art. 102 - Os legitimados a agir na forma deste Código poderão
Art. 99 - Em caso de concurso de créditos decorrentes de propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir, em todo
condenação prevista na Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, e de o Território Nacional, a produção, divulgação, distribuição ou venda, ou a
indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento determinar alteração na composição, estrutura, fórmula ou
danoso, estas terão preferência no pagamento. acondicionamento de produto, cujo uso ou consumo regular se revele
Parágrafo único - Para efeito do disposto neste artigo, a destinação nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal.
da importância recolhida ao fundo criado pela Lei nº 7.347, de 24 de julho de § 1º - (Vetado.)
1985, ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as § 2º - (Vetado.)
ações de indenização pelos danos individuais, salvo na hipótese de o
patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela CAPÍTULO IV
integralidade das dívidas. DA COISA JULGADA
Art. 100 - Decorrido o prazo de 1 (um) ano sem habilitação de
interessados em número compatível com a gravidade do dano, poderão os Art. 103 - Nas ações coletivas de que trata este Código, a sentença
legitimados do artigo 82 promover a liquidação e execução da indenização fará coisa julgada:
devida. I - erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por
Parágrafo único - O produto da indenização devida reverterá para o insuficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá
Fundo criado pela Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. intentar outra ação, com idêntico fundamento, valendo-se de nova prova, na
hipótese do inciso I do parágrafo único do artigo 81;
CAPÍTULO III II - ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe,
DAS AÇÕES DE RESPONSABILIDADE DO salvo improcedência por insuficiência de provas, nos termos do inciso
FORNECEDOR DE PRODUTOS E SERVIÇOS anterior, quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo
único do artigo 81;
Art. 101 - Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de III - erga omnes, apenas no caso de procedência do pedido, para
produtos e serviços, sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste beneficiar todas as vítimas e seus sucessores, na hipótese do inciso III do
Título, serão observadas as seguintes normas: parágrafo único do artigo 81.
§ 1º - Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não
(18) o
Com alteração dada pela Lei n 9.008, de 21.3.95 (Diário Oficial da União de prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade,
22.3.95). do grupo, categoria ou classe.

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§ 2º - Na hipótese prevista no inciso III, em caso de improcedência III - prestar aos consumidores orientação permanente sobre
do pedido, os interessados que não tiverem intervindo no processo como seus direitos e garantias;
litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. IV - informar, conscientizar e motivar o consumidor através dos
§ 3º - Os efeitos da coisa julgada de que cuida o artigo 16, diferentes meios de comunicação;
combinado com o art. 13 da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, não V - solicitar à Polícia Judiciária a instauração de inquérito
prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos, policial para a apreciação de delito contra os consumidores, nos
propostas individualmente ou na forma prevista neste Código, mas, se termos da legislação vigente;
procedente o pedido, beneficiarão as vítimas e seus sucessores, que VI - representar ao Ministério Público competente para fins de
poderão proceder à liquidação e à execução, nos termos dos artigos 96 a adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições;
99. VII - levar ao conhecimento dos órgãos competentes as
§ 4º - Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos,
condenatória. coletivos, ou individuais dos consumidores;
Art. 104 - As ações coletivas, previstas nos incisos I e II do parágrafo VIII - solicitar o concurso de órgãos e entidades da União,
único do artigo 81, não induzem litispendência para as ações individuais, Estados, do Distrito Federal e Municípios, bem como auxiliar a
mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os fiscalização de preços, abastecimento, quantidade e segurança de
incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações bens e serviços;
individuais, se não for requerida sua suspensão no prazo de 30 (trinta) dias, IX - incentivar, inclusive com recursos financeiros e outros
a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. programas especiais, a formação de entidades de defesa do
consumidor pela população e pelos órgãos públicos estaduais e
TÍTULO IV municipais;
DO SISTEMA NACIONAL X - (Vetado.);
DE DEFESA DO CONSUMIDOR XI - (Vetado.);
XII - (Vetado.);
Art. 105 - Integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor - XIII - desenvolver outras atividades compatíveis com suas
SNDC - os órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais e as finalidades.
entidades privadas de defesa do consumidor. Parágrafo único - Para a consecução de seus objetivos, o
Art. 106 - O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor, Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá solicitar o
da Secretaria Nacional de Direito Econômico - MJ, ou órgão federal que concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnico-
venha substituí-lo, é organismo de coordenação da política do Sistema científica(20).
Nacional de Defesa do Consumidor, cabendo-lhe(19):
I - planejar, elaborar, propor, coordenar e executar a política TÍTULO V
nacional de proteção ao consumidor; DA CONVENÇÃO COLETIVA DE CONSUMO
II - receber, analisar, avaliar e encaminhar consultas, denúncias
ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas Art. 107 - As entidades civis de consumidores e as associações de
jurídicas de direito público ou privado; fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular, por

(19) o (20) o
Com alteração dada pelo Decreto n 761, de 19.2.93 (Diário Oficial da União de Com alteração dada pelo Decreto n 761, de 19.2.93 (Diário Oficial da União de
o
20.2.93) e pela Lei n 8.490, de 19.11.92 (Diário Oficial da União de 19.2.92). 20.2.93).

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convenção escrita, relações de consumo que tenham por objeto estabelecer § 6º - Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos
condições relativas ao preço, à qualidade, à quantidade, à garantia e interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências
características de produtos e serviços, bem como à reclamação e legais, mediante cominação, que terá eficácia de título executivo
composição do conflito de consumo. extrajudicial".
§ 1º - A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do Art. 114 - O artigo 15 da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, passa
instrumento no cartório de títulos e documentos. a ter a seguinte redação:
§ 2º - A convenção somente obrigará os filiados às entidades "Art. 15 - Decorridos 60 (sessenta) dias do trânsito em julgado da
signatárias. sentença condenatória, sem que a associação autora Ihe promova a
§ 3º - Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se execução, deverá fazê-lo o Ministério Público, facultada igual iniciativa aos
desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento. demais legitimados".
Art. 108 - (Vetado.) Art. 115 - Suprima-se o caput do artigo 17 da Lei nº 7.347, de 24 de
julho de 1985, passando o parágrafo único a constituir o caput, com a
TÍTULO VI seguinte redação:
DISPOSIÇÕES FINAIS "Art. 17 - Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os
diferentes responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente
Art. 109 - (Vetado.) condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem
Art. 110 - Acrescente-se o seguinte inciso IV ao artigo 1º da Lei nº prejuízo da responsabilidade por perdas e danos".
7.347, de 24 de julho de 1985: Art. 116 - Dê-se a seguinte redação ao art. 18, da Lei nº 7.347, de 24
"IV - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo." de julho de 1985:
Art. 111 - O inciso II do artigo 5º da Lei nº 7.347, de 24 de julho de "Art. 18 - Nas ações de que trata esta lei, não haverá adiantamento
1985, passa a ter a seguinte redação: de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas,
"II - inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio nem condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé, em
ambiente, ao consumidor, ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico honorários de advogado, custas e despesas processuais".
e paisagístico, ou a qualquer outro interesse difuso ou coletivo." Art. 117 - Acrescente-se à Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, o
Art. 112 - O § 3º do artigo 5º da Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, seguinte dispositivo, renumerando-se os seguintes:
passa a ter a seguinte redação: "Art. 21 - Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos,
"§ 3º - Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por coletivos e individuais, no que for cabível, os dispositivos do Título III da Lei
associação legitimada, o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a que instituiu o Código de Defesa do Consumidor".
titularidade ativa." Art. 118 - Este Código entrará em vigor dentro de 180 (cento e
Art. 113 - Acrescente-se os seguintes §§ 4º, 5º e 6º ao artigo 5º da oitenta) dias a contar de sua publicação.
Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985: Art. 119 - Revogam-se as disposições em contrário.
"§ 4º - O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo
Juiz, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou Brasília, 11 de setembro de 1990; 169º da Independência e 102º da
característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. República.
§ 5º - Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Fernando Collor de Mello
Públicos da União, do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos Bernardo Cabral
interesses e direitos de que cuida esta lei. Zélia M. Cardoso de Mello

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NR – 10: Portaria n.º 598, de 07/12/2004 (D.O.U. de 08/12/2004 – Seção 1)


Ementas: Portaria n.º 126, de 03/06/2005 (D.O.U. de 06/06/2005 – Seção 1)

NORMA REGULAMENTADORA Nº 10
SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE

10.1- OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO

10.1.1 Esta Norma Regulamentadora – NR estabelece os requisitos e condições mínimas


objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a
garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam
em instalações elétricas e serviços com eletricidade.
10.1.2 Esta NR se aplica às fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as
etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas
e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas
técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e, na ausência ou omissão
destas, as normas internacionais cabíveis.

10.2 - MEDIDAS DE CONTROLE

10.2.1 Em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas


preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas
de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. (210.001-
0/I=3)
10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais iniciativas da empresa, no
âmbito da preservação da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho. (210.002-
9/I=1)
10.2.3 As empresas estão obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalações
elétricas dos seus estabelecimentos com as especificações do sistema de aterramento e
demais equipamentos e dispositivos de proteção. (210.003-7/I=3)
10.2.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o
Prontuário de Instalações Elétricas, contendo, além do disposto no subitem 10.2.3, no
mínimo: (210.004-5/I=4)
a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e
saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descrição das medidas de controle
existentes; (210.005-3/I=3)
b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas
atmosféricas e aterramentos elétricos; (210.006-1/I=2) c) especificação dos
equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental, aplicáveis conforme
determina esta NR; (210.007-0/I=2)
d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos
trabalhadores e dos treinamentos realizados; (210.008-8/I=2)
e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção
individual e coletiva; (210.009-6/I=2)
f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas; (210.010-
0/I=3)
g) relatório técnico das inspeções atualizadas com recomendações, cronogramas de
adequações, contemplando as alíneas de “a” a “f”. (210.011-8/I=3)
10.2.5 As empresas que operam em instalações ou equipamentos integrantes do sistema elétrico
de potência devem constituir prontuário com o conteúdo do item 10.2.4 e acrescentar ao
prontuário os documentos a seguir listados: (210.012-6/I=4)
a) descrição dos procedimentos para emergências; (210.013-4/I=3)
b) certificações dos equipamentos de proteção coletiva e individual; 210.014-2/I=3)
10.2.5.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potência
devem constituir prontuário contemplando as alíneas “a”, “c”, “d” e “e”, do item 10.2.4 e
alíneas “a” e “b” do item 10.2.5. (210.015-0/I=4)

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10.2.6 O Prontuário de Instalações Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado pelo
empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo permanecer à
disposição dos trabalhadores envolvidos nas instalações e serviços em eletricidade.
(210.016-9/I=3)
10.2.7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalações Elétricas devem ser
elaborados por profissional legalmente habilitado. (210.017-7/I=2)

10.2.8 - MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA

10.2.8.1 Em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e


adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicáveis, mediante
procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a
saúde dos trabalhadores. (210.018-5/I=4)
10.2.8.2 As medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergização
elétrica conforme estabelece esta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de
segurança. (210.019-3/I=3)
10.2.8.2.1 Na impossibilidade de implementação do estabelecido no subitem 10.2.8.2., devem ser
utilizadas outras medidas de proteção coletiva, tais como: isolação das partes vivas,
obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de alimentação,
bloqueio do religamento automático. (210.020-7/I=2)
10.2.8.3 O aterramento das instalações elétricas deve ser executado conforme regulamentação
estabelecida pelos órgãos competentes e, na ausência desta, deve atender às Normas
Internacionais vigentes. (210.021-5/I=2)

10.2.9 - MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

10.2.9.1 Nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem
tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados
equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades
desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6. (210.022-3/I=4)
10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, devendo contemplar a
condutibilidade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas. (210.023-1/I=4)
10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas
proximidades. (210.024-0/I=1)

10.3 - SEGURANÇA EM PROJETOS

10.3.1 É obrigatório que os projetos de instalações elétricas especifiquem dispositivos de


desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização,
para sinalização de advertência com indicação da condição operativa. (210.025-8/I=3)
10.3.2 O projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalação de dispositivo de
seccionamento de ação simultânea, que permita a aplicação de impedimento de
reenergização do circuito. (210.026-6/I=3)
10.3.3 O projeto de instalações elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao
dimensionamento e a localização de seus componentes e as influências externas, quando
da operação e da realização de serviços de construção e manutenção. (210.027-4/I=3)
10.3.3.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicação, sinalização,
controle e tração elétrica devem ser identificados e instalados separadamente, salvo
quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento, respeitadas as
definições de projetos. (210.028-2/I=3)
10.3.4 O projeto deve definir a configuração do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou
não da interligação entre o condutor neutro e o de proteção e a conexão à terra das partes
condutoras não destinadas à condução da eletricidade. (210.029-0/I=3)
10.3.5 Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados dispositivos de
seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencialização e aterramento do
circuito seccionado. (210.030-4/I=1)

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10.3.6 Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário. (210.031-
2/I=2)
10.3.7 O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados,
das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser
mantido atualizado. (210.032-0/I=2)
10.3.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispõem as Normas Regulamentadoras de Saúde e
Segurança no Trabalho, as regulamentações técnicas oficiais estabelecidas, e ser
assinado por profissional legalmente habilitado. (210.033-9/I=2)
10.3.9 O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínim o, os seguintes itens de segurança:
a) especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos,
queimaduras e outros riscos adicionais; (210.034-7/I-1)
b) indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde – “D”,
desligado e Vermelho - “L”, ligado); (210.035-5/I-1)
c) descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo
dispositivos de manobra, de controle, de proteção, de intertravamento, dos condutores e
os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais indicações devem ser
aplicadas fisicamente nos componentes das instalações; (210.036-3/I-1)
d) recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos
componentes das instalações; (210.037-1/I-1)
e) precauções aplicáveis em face das influências externas; (210.038-0/I-1)
f) o princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto, destinados à
segurança das pessoas; (210.039-8/I-1)
g) descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica.
(210.040-1/I-1)
10.3.10 Os projetos devem assegurar que as instalações proporcionem aos trabalhadores
iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 –
Ergonomia. (210.041-0/I=2)

10.4 - SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTAGEM, OPERAÇÃO E


MANUTENÇÃO

10.4.1 As instalações elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas,


ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos
trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado,
conforme dispõe esta NR. (210.042-8/I=4)
10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas
destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura, confinamento,
campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e outros
agravantes, adotando-se a sinalização de segurança. (210.043-6/I=4)
10.4.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas
elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservandose as características
de proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas.
(210.044-4/I=3)
10.4.3.1 Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem
estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados de acordo com
as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes. (210.045-2/I=3)
10.4.4 As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e
seus sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de
acordo com as regulamentações existentes e definições de projetos. (210.046-0/I=3)
10.4.4.1 Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos e
instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido
utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos. (210.047-9/I=2)
10.4.5 Para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação
adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 – Ergonomia, de
forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das
tarefas. (210.048-7/I=2)

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10.4.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalações


elétricas devem atender à regulamentação estabelecida nos itens 10.6 e 10.7, e somente
podem ser realizados por trabalhadores que atendam às condições de qualificação,
habilitação, capacitação e autorização estabelecidas nesta NR. (210.049-5/I=3).

10.5 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS

10.5.1 Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para


trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a seqüência abaixo:
a) seccionamento; (210.050-9/I=2)
b) impedimento de reenergização; (210.051-7/I=2)
c) constatação da ausência de tensão; (210.052-5/I=2)
d) instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos
circuitos; (210.053-3/I=2)
e) proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I); (210.054-
1/I=2)
f) instalação da sinalização de impedimento de reenergização. (210.055-0/I=2)
10.5.2 O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para
reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a seqüência de procedimentos
abaixo: (210.056-8/I=3)
a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos; (210.057-6/I=2)
b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de
reenergização; (210.058-4/I=2)
c) remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais;
(210.059-2/I=2)
d) remoção da sinalização de impedimento de reenergização; (210.060-6/I=2)
e) destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento. (210.061-
4/I=2)
10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 podem ser
alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em função das peculiaridades de cada
situação, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica
previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança
originalmente preconizado.
10.5.4 Os serviços a serem executados em instalações elétricas desligadas, mas com
possibilidade de energização, por qualquer meio ou razão, devem atender ao que
estabelece o disposto no item 10.6. (210.062-2/I=3)

10.6 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ELÉTRICAS ENERGIZADAS

10.6.1 As intervenções em instalações elétricas com tensão igual ou superior a 50 Volts em


corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser
realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta Norma.
(210.063-0/I=4)
10.6.1.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança
para trabalhos com instalações elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga horária
e demais determinações estabelecidas no Anexo II desta NR. (210.064-9/I=4)
10.6.1.2 As operações elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em baixa
tensão, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação,
adequados para operação, podem ser realizadas por qualquer pessoa não advertida.
10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante
procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I. (210.065-7/I=3)
10.6.3 Os serviços em instalações energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos
de imediato na iminência de ocorrência que possa colocar os trabalhadores em perigo.
(210.066-5/I=2)

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10.6.4 Sempre que inovações tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operações
de novas instalações ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas
análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos
procedimentos de trabalho. (210.067-3/I=3)
10.6.5 O responsável pela execução do serviço deve suspender as atividades quando verificar
situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não
seja possível. (210.068-1/I=2)

10.7 - TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSÃO (AT)

10.7.1 Os trabalhadores que intervenham em instalações elétricas energizadas com alta tensão,
que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e
de risco, conforme Anexo I, devem atender ao disposto no item 10.8 desta NR. (210.069-
0/I=4)
10.7.2 Os trabalhadores de que trata o item 10.7.1 devem receber treinamento de segurança,
específico em segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades,
com currículo mínimo, carga horária e demais determinações estabelecidas no Anexo II
desta NR. (210.070-3/I=4)
10.7.3 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles executados
no Sistema Elétrico de Potência – SEP, não podem ser realizados individualmente.
(210.071-1/I=4)
10.7.4 Todo trabalho em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aquelas que
interajam com o SEP, somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica
para data e local, assinada por superior responsável pela área. (210.072-0/I=2)
10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe,
responsáveis pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e
planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios
técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao
serviço. (210.073-8/I=2)
10.7.6 Os serviços em instalações elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados
quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional
autorizado. (210.074-6/I=3)
10.7.7 A intervenção em instalações elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos
como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a
desativação, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de
religamento automático do circuito, sistema ou equipamento. (210.075-4/I-4)
10.7.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificação da
condição de desativação, conforme procedimento de trabalho específico padronizado.
(210.076-2/I-4)
10.7.8 Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais
isolantes, destinados ao trabalho em alta tensão, devem ser submetidos a testes elétricos
ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as especificações do fabricante, os
procedimentos da empresa e na ausência desses, anualmente. (210.077-0/I-4)
10.7.9 Todo trabalhador em instalações elétricas energizadas em AT, bem como aqueles
envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a
comunicação permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de
operação durante a realização do serviço. (210.078-9/I-4)

10.8 - HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO DOS


TRABALHADORES.

10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico
na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. 10.8.2 É considerado
profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no
competente conselho de classe.

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10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições,


simultaneamente:
a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e
autorizado; e
b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.
10.8.3.1 A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições
estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitação.
10.8.4 São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os
profissionais habilitados, com anuência formal da empresa.
10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificação que permita a qualquer tempo
conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador, conforme o item 10.8.4.
(210.079-7/I=1)
10.8.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalações elétricas devem ter essa condição
consignada no sistema de registro de empregado da empresa. (210.080-0/I=1)
10.8.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos à
exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em
conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico. (210.081-9/I=3)
10.8.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento
específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais
medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas, de acordo com o
estabelecido no Anexo II desta NR. (210.082-7/I=4)
10.8.8.1 A empresa concederá autorização na forma desta NR aos trabalhadores capacitados ou
qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com avaliação e
aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do ANEXO II desta NR. (210.083-
5/I=4)
10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma
das situações a seguir: (210.084-3/I=2)
a) troca de função ou mudança de empresa; (210.085-1/I=2)
b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a três meses;
(210.086-0/I=2)
c) modificações significativas nas instalações elétricas ou troca de métodos, processos e
organização do trabalho. (210.087-8/I=2)
10.8.8.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem destinados
ao atendimento das alíneas “a”, “b” e “c” do item 10.8.8.2 devem atender as necessidades
da situação que o motivou. (210.088-6/I=1)
10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de
acordo com risco envolvido. (210.089-4/I=3)
10.8.9 Os trabalhadores com atividades não relacionadas às instalações elétricas desenvolvidas
em zona livre e na vizinhança da zona controlada, conforme define esta NR, devem ser
instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar seus
possíveis riscos e adotar as precauções cabíveis. (210.090-8/I=2)

10.9 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO

10.9.1 As áreas onde houver instalações ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de
proteção contra incêndio e explosão, conforme dispõe a NR 23 – Proteção Contra
Incêndios. (210.091-6/I=3)
10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados à aplicação em
instalações elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser
avaliados quanto à sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.
(210.092-4/I=2)
10.9.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática
devem dispor de proteção específica e dispositivos de descarga elétrica. (210.093-2/I=2)

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10.9.4 Nas instalações elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incêndio
ou explosões, devem ser adotados dispositivos de proteção, como alarme e
seccionamento automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas de
isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de operação. (210.094-0/I=3)
10.9.5 Os serviços em instalações elétricas nas áreas classificadas somente poderão ser
realizados mediante permissão para o trabalho com liberação formalizada, conforme
estabelece o item 10.5 ou supressão do agente de risco que determina a classificação da
área. (210.095-9/I=4)

10.10 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

10.10.1 Nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de
segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR-26 –
Sinalização de Segurança, de forma a atender, dentre outras, as situações a seguir:
(210.096-7/I=3)
a) identificação de circuitos elétricos; (210.097-5/I=2)
b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas de manobra e comandos; (210.098-
3/I=2)
c) restrições e impedimentos de acesso; (210.099-1/I=2)
d) delimitações de áreas; (210.100-9/I=2)
e) sinalização de áreas de circulação, de vias públicas, de veículos e de movimentação de
cargas; (210.101-7/I=2)
f) sinalização de impedimento de energização; (210.102-5/I=2)
g) identificação de equipamento ou circuito impedido. (210.103-3/I=2)

10.11 - PROCEDIMENTOS DE TRABALHO

10.11.1 Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade


com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de
cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional que atenda ao que estabelece o
item 10.8 desta NR. (210.104-1/I=3)
10.11.2 Os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço
especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o
local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados. (210.105-0/I=2)
10.11.3 Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicação,
base técnica, competências e responsabilidades, disposições gerais, medidas de controle
e orientações finais. (210.106-8/I=2)
10.11.4 Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorização de
que trata o item 10.8 devem ter a participação em todo processo de desenvolvimento do
Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT,
quando houver. (210.107-6/I=2)
10.11.5 A autorização referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o treinamento
ministrado, previsto no Anexo II desta NR. (210.108-4/I=3)
10.11.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condições de exercer a
supervisão e condução dos trabalhos. (210.109-2/I=2)
10.11.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsável
pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as
atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios
técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço. (210.110-
6/I=2)
10.11.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a
competência dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no
trabalho. (210.111-4/I=2)

10.12 - SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

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10.12.1 As ações de emergência que envolvam as instalações ou serviços com eletricidade


devem constar do plano de emergência da empresa. (210.112-2/I=3)
10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros
socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação cardio-respiratória.
(210.113-0/I=3)
10.12.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados às suas
atividades, disponibilizando os meios para a sua aplicação. (210.114-9/I=3)
10.12.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de
prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações elétricas. (210.115-7/I=3)

10.13 – RESPONSABILIDADES

10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR são solidárias aos contratantes e


contratados envolvidos.
10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os
riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de
controle contra os riscos elétricos a serem adotados. (210.116-5/I=3)
10.13.3 Cabe à empresa, na ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo instalações e
serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas. (210.117-
3/I=4)
10.13.4 Cabe aos trabalhadores:
a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por
suas ações ou omissões no trabalho;
b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposições legais e
regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e
c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execução do serviço as situações que
considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas.

10.14 - DISPOSIÇÕES FINAIS

10.14.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa, sempre
que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou
a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que
diligenciará as medidas cabíveis. (210.118-1/I=4)
10.14.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem em suas
instalações elétricas e oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia aos órgãos
competentes. (210.119-0/I=2)
10.14.3 Na ocorrência do não cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE adotará as
providências estabelecidas na NR 3.
10.14.4 A documentação prevista nesta NR deve estar permanentemente à disposição dos
trabalhadores que atuam em serviços e instalações elétricas, respeitadas as
abrangências, limitações e interferências nas tarefas. (210.120-3/I=2)
10.14.5 A documentação prevista nesta NR deve estar, permanentemente, à disposição das
autoridades competentes. (210.121-1/I=2)
10.14.6 Esta NR não é aplicável a instalações elétricas alimentadas por extrabaixa tensão.

GLOSSÁRIO

1. Alta Tensão (AT): tensão superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em
corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
2. Área Classificada: local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva.
3. Aterramento Elétrico Temporário: ligação elétrica efetiva confiável e adequada intencional à
terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a
intervenção na instalação elétrica.

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4. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar, sob condições atmosféricas, de substâncias


inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a ignição a
combustão se propaga.
5. Baixa Tensão (BT): tensão superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente
contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente
contínua, entre fases ou entre fase e terra.
6. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalações
elétricas.
7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma atividade
de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde
ou de outras pessoas.
8. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou móvel de
abrangência coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores,
usuários e terceiros.
9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro ou barreira.
10. Extra-Baixa Tensão (EBT): tensão não superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts
em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra.
11. Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção de
medidas de proteção para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da
instalação.
12. Instalação Elétrica: conjunto das partes elétricas e não elétricas associadas e com
características coordenadas entre si, que são necessárias ao funcionamento de uma parte
determinada de um sistema elétrico.
13. Instalação Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condições de segurança
ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o
final dos trabalhos e liberação para uso.
14. Impedimento de Reenergização: condição que garante a não energização do circuito
através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores envolvidos
nos serviços.
15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato com partes
internas.
16. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica, por
interposição de materiais isolantes.
17. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental, mas não impede o contato direto por
ação deliberada.
18. Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à
saúde das pessoas por ausência de medidas de controle.
19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os perigos
da eletricidade.
20. Procedimento: seqüência de operações a serem desenvolvidas para realização de um
determinado trabalho, com a inclusão dos meios materiais e humanos, medidas de segurança
e circunstâncias que impossibilitem sua realização.
21. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informações
pertinentes às instalações e aos trabalhadores.
22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das
pessoas.
23. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos,
específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam
afetar a segurança e a saúde no trabalho.
24. Sinalização: procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir.
25. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a atingir um
determinado objetivo.
26. Sistema Elétrico de Potência (SEP): conjunto das instalações e equipamentos destinados à
geração, transmissão e distribuição de energia elétrica até a medição, inclusive.
27. Tensão de Segurança: extra baixa tensão originada em uma fonte de segurança.

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28. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona
controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensões condutoras,
representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule.
29. Travamento: ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de manobra fixo
numa determinada posição, de forma a impedir uma operação não autorizada.
30. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível inclusive
acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja
aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas e
instrumentos apropriados de trabalho.
31. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível, de
dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a
profissionais autorizados.

ANEXO II
ZONA DE RISCO E ZONA CONTROLADA
Tabela de raios de delimitação de zonas de risco, controlada e livre.

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Figura 1 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre

Figura 2 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre, com interposição de
superfície de separação física adequada.
ZL = Zona livre
ZC = Zona controlada, restrita a trabalhadores autorizados.
ZR = Zona de risco, restrita a trabalhadores autorizados e com a adoção de técnicas, instrumentos e equipamentos apropriados ao
trabalho.
PE = Ponto da instalação energizado.
SI = Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos dispositivos de segurança.

ANEXO III

TREINAMENTO

1. CURSO BÁSICO – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS COM ELETRICIDADE


I - Para os trabalhadores autorizados: carga horária mínima – 40h:
Programação Mínima:
1. introdução à segurança com eletricidade.
2. riscos em instalações e serviços com eletricidade:
a) o choque elétrico, mecanismos e efeitos;
b) arcos elétricos; queimaduras e quedas;
c) campos eletromagnéticos.
3. Técnicas de Análise de Risco.
4. Medidas de Controle do Risco Elétrico:
a) desenergização.
b) aterramento funcional (TN / TT / IT); de proteção; temporário;

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c) equipotencialização;
d) seccionamento automático da alimentação;
e) dispositivos a corrente de fuga;
f) extra baixa tensão;
g) barreiras e invólucros;
h) bloqueios e impedimentos;
i) obstáculos e anteparos;
j) isolamento das partes vivas;
k) isolação dupla ou reforçada;
l) colocação fora de alcance;
m) separação elétrica.
5. Normas Técnicas Brasileiras – NBR da ABNT: NBR-5410, NBR 14039 e outras;
6) Regulamentações do MTE:
a) NRs;
b) NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade);
c) qualificação; habilitação; capacitação e autorização.
7. Equipamentos de proteção coletiva.
8. Equipamentos de proteção individual.
9. Rotinas de trabalho – Procedimentos.
a) instalações desenergizadas;
b) liberação para serviços;
c) sinalização;
d) inspeções de áreas, serviços, ferramental e equipamento;
10. Documentação de instalações elétricas.
11. Riscos adicionais:
a) altura;
b) ambientes confinados;
c) áreas classificadas;
d) umidade;
e) condições atmosféricas.
12. Proteção e combate a incêndios:
a) noções básicas;
b) medidas preventivas;
c) métodos de extinção;
d) prática;
13. Acidentes de origem elétrica:
a) causas diretas e indiretas;
b) discussão de casos;
14. Primeiros socorros:
a) noções sobre lesões;
b) priorização do atendimento;

c) aplicação de respiração artificial;


d) massagem cardíaca;
e) técnicas para remoção e transporte de acidentados;
f) práticas.
15. Responsabilidades.

2. CURSO COMPLEMENTAR – SEGURANÇA NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP)


E EM SUAS PROXIMIDADES.
É pré-requisito para freqüentar este curso complementar, ter participado, com aproveitamento
satisfatório, do curso básico definido anteriormente.
Carga horária mínima – 40h
(*) Estes tópicos deverão ser desenvolvidos e dirigidos especificamente para as condições de
trabalho características de cada ramo, padrão de operação, de nível de tensão e de outras
peculiaridades específicas ao tipo ou condição especial de atividade, sendo obedecida a
hierarquia no aperfeiçoamento técnico do trabalhador.

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I - Programação Mínima:
1. Organização do Sistema Elétrico de Potencia – SEP.
2. Organização do trabalho:
a) programação e planejamento dos serviços;
b) trabalho em equipe;
c) prontuário e cadastro das instalações;
d) métodos de trabalho; e
e) comunicação.
3. Aspectos comportamentais.
4. Condições impeditivas para serviços.
5. Riscos típicos no SEP e sua prevenção (*):
a) proximidade e contatos com partes energizadas;
b) indução;
c) descargas atmosféricas;
d) estática;
e) campos elétricos e magnéticos;
f) comunicação e identificação; e
g) trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais.
6. Técnicas de análise de Risco no S E P (*)
7. Procedimentos de trabalho – análise e discussão. (*)
8. Técnicas de trabalho sob tensão: (*)
a) em linha viva;
b) ao potencial;
c) em áreas internas;
d) trabalho a distância;
e) trabalhos noturnos; e
f) ambientes subterrâneos.
9. Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso, conservação, verificação, ensaios) (*).
10. Sistemas de proteção coletiva (*).
11. Equipamentos de proteção individual (*).
12. Posturas e vestuários de trabalho (*).
13. Segurança com veículos e transporte de pessoas, materiais e equipamentos(*).
14. Sinalização e isolamento de áreas de trabalho(*).
15. Liberação de instalação para serviço e para operação e uso (*).
16. Treinamento em técnicas de remoção, atendimento, transporte de acidentados (*).
17. Acidentes típicos (*) – Análise, discussão, medidas de proteção.
18. Responsabilidades (*).

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RESOLUÇÃO Nº 1.010, DE 22 DE AGOSTO DE 2005.


Dispõe sobre a regulamentação da atribuição de títulos
profissionais, atividades, competências e caracterização
do âmbito de atuação dos profissionais inseridos no
Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do
exercício profissional.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA - Confea, no uso das


atribuições que lhe confere a alínea "f" do art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro 1966, e

Considerando a Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, que regula o exercício das profissões de
engenheiro, de arquiteto e de engenheiro agrônomo;
Considerando a Lei nº 4.076, de 23 de junho de 1962, que regula o exercício da profissão de geólogo;
Considerando a Lei nº 6.664, de 26 de junho de 1979, que disciplina a profissão de geógrafo;
Considerando a Lei nº 6.835, de 14 de outubro de 1980, que dispõe sobre o exercício da profissão de
meteorologista;
Considerando o Decreto nº 23.196, de 12 de outubro de 1933, que regula o exercício da profissão
agronômica;
Considerando o Decreto nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, que regula o exercício das
profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor;
Considerando o Decreto-Lei nº 8.620, de 10 de janeiro de 1946, que dispõe sobre a regulamentação
do exercício das profissões de engenheiro, de arquiteto e de agrimensor, regida pelo Decreto nº 23.569, de
1933;
Considerando a Lei nº 4.643, de 31 de maio de 1965, que determina a inclusão da especialização de
engenheiro florestal na enumeração do art. 16 do Decreto-Lei nº 8.620, de 1946;
Considerando a Lei nº 5.524, de 5 de novembro de 1968, que dispõe sobre a profissão de técnico
industrial e agrícola de nível médio;
Considerando o Decreto nº 90.922, de 6 de fevereiro de 1985, que regulamenta a Lei nº 5.524, de
1968, modificado pelo Decreto nº 4.560, de 30 de dezembro de 2002;
Considerando a Lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985, que dispõe sobre a especialização de
engenheiros e arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho;
Considerando o Decreto nº 92.530, de 9 de abril de 1986, que regulamenta a Lei nº 7.410, de 1985;
Considerando a Lei nº 7.270, de 10 de dezembro de 1984, que apresenta disposições referentes ao
exercício da atividade de perícia técnica;
Considerando a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional;
Considerando o Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004, que regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts.
39 a 41 da Lei nº 9.394, de 1996;
Considerando a Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1985, que altera dispositivos da Lei nº 4.024, de
20 de dezembro de 1961,

RESOLVE:

Art. 1º Estabelecer normas, estruturadas dentro de uma concepção matricial, para a atribuição de títulos
profissionais, atividades e competências no âmbito da atuação profissional, para efeito de fiscalização do
exercício das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea.
Parágrafo único. As profissões inseridas no Sistema Confea/Crea são as de engenheiro, de arquiteto e
urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo, de meteorologista, de tecnólogo e de
técnico.
CAPÍTULO I
DAS ATRIBUIÇÕES DE TÍTULOS PROFISSIONAIS

Art. 2º Para efeito da fiscalização do exercício das profissões objeto desta Resolução, são adotadas as
seguintes definições:
I – atribuição: ato geral de consignar direitos e responsabilidades dentro do ordenamento jurídico que rege a
comunidade;

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II - atribuição profissional: ato específico de consignar direitos e responsabilidades para o exercício da


profissão, em reconhecimento de competências e habilidades derivadas de formação profissional
obtida em cursos regulares;
III - título profissional: título atribuído pelo Sistema Confea/Crea a portador de diploma expedido por
instituições de ensino para egressos de cursos regulares, correlacionado com o(s) respectivo(s)
campo(s) de atuação profissional, em função do perfil de formação do egresso, e do projeto
pedagógico do curso;
IV - atividade profissional: ação característica da profissão, exercida regularmente;
V - campo de atuação profissional: área em que o profissional exerce sua profissão, em função de
competências adquiridas na sua formação;
VI – formação profissional: processo de aquisição de competências e habilidades para o exercício
responsável da profissão;
VII - competência profissional: capacidade de utilização de conhecimentos, habilidades e atitudes
necessários ao desempenho de atividades em campos profissionais específicos, obedecendo a
padrões de qualidade e produtividade;
VIII - modalidade profissional: conjunto de campos de atuação profissional da Engenharia correspondentes
a formações básicas afins, estabelecido em termos genéricos pelo Confea;
IX – categoria (ou grupo) profissional: cada uma das três profissões regulamentadas na Lei nº 5.194 de
1966; e
X – curso regular: curso técnico ou de graduação reconhecido, de pós-graduação credenciado, ou de pós-
graduação senso lato considerado válido, em consonância com as disposições legais que disciplinam
o sistema educacional, e devidamente registrado no Sistema Confea/Crea.
Art. 3º Para efeito da regulamentação da atribuição de títulos, atividades e competências para os
diplomados no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea, consideram-se nesta
Resolução os seguintes níveis de formação profissional, quando couber:
I - técnico;
II – graduação superior tecnológica;
III – graduação superior plena;
IV - pós-graduação no senso lato (especialização); e
V - pós-graduação no senso estrito (mestrado ou doutorado).
Art. 4º Será obedecida a seguinte sistematização para a atribuição de títulos profissionais e designações de
especialistas, em correlação com os respectivos perfis e níveis de formação, e projetos
pedagógicos dos cursos, no âmbito do respectivo campo de atuação profissional, de formação ou
especialização:
I - para o diplomado em curso de formação profissional técnica, será atribuído o título de técnico;
II - para o diplomado em curso de graduação superior tecnológica, será atribuído o título de tecnólogo;
III - para o diplomado em curso de graduação superior plena, será atribuído o título de engenheiro, de
arquiteto e urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo ou de meteorologista,
conforme a sua formação;
IV - para o técnico ou tecnólogo portador de certificado de curso de especialização será acrescida ao título
profissional atribuído inicialmente a designação de especializado no âmbito do curso;
V - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução, portadores de
certificado de curso de formação profissional pós-graduada no senso lato, será acrescida ao título
profissional atribuído inicialmente a designação de especialista;
VI - para o portador de certificado de curso de formação profissional pósgraduada no senso lato em
Engenharia de Segurança do Trabalho, será acrescida ao título profissional atribuído inicialmente a
designação de engenheiro de segurança do trabalho; e
VII - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução, diplomados em curso
de formação profissional pós-graduada no senso estrito, será acrescida ao título profissional atribuído
inicialmente a designação de mestre ou doutor na respectiva área de concentração de seu mestrado ou
doutorado.

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§ 1° Os títulos profissionais serão atribuídos em conformidade com a Tabela de Títulos Profissionais do


Sistema Confea/Crea, estabelecida em resolução específica do Confea, atualizada periodicamente,
e com observância do disposto nos arts. 7º, 8°, 9°, 10 e 11 e seus parágrafos, desta Resolução.
§ 2º O título de engenheiro será obrigatoriamente acrescido de denominação que caracterize a sua
formação profissional básica no âmbito do(s) respectivo(s) campo(s) de atuação profissional da
categoria, podendo abranger simultaneamente diferentes âmbitos de campos.
§ 3º As designações de especialista, mestre ou doutor só poderão ser acrescidas ao título profissional de
graduados em nível superior previamente registrados no Sistema Confea/Crea.

CAPÍTULO II
DAS ATRIBUIÇÕES PARA O DESEMPENHO DE ATIVIDADES NO ÂMBITO DAS COMPETÊNCIAS
PROFISSIONAIS
Art. 5º Para efeito de fiscalização do exercício profissional dos diplomados no âmbito das profissões
inseridas no Sistema Confea/Crea, em todos os seus respectivos níveis de formação, ficam
designadas as seguintes atividades, que poderão ser atribuídas de forma integral ou parcial, em
seu conjunto ou separadamente, observadas as disposições gerais e limitações estabelecidas nos
arts. 7º, 8°, 9°, 10 e 11 e seus parágrafos, desta Resolução:
Atividade 01 - Gestão, supervisão, coordenação, orientação técnica;
Atividade 02 - Coleta de dados, estudo, planejamento, projeto, especificação;
Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental;
Atividade 04 - Assistência, assessoria, consultoria;
Atividade 05 - Direção de obra ou serviço técnico;
Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem;
Atividade 07 - Desempenho de cargo ou função técnica;
Atividade 08 - Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio,
divulgação técnica, extensão;
Atividade 09 - Elaboração de orçamento;
Atividade 10 - Padronização, mensuração, controle de qualidade;
Atividade 11 - Execução de obra ou serviço técnico;
Atividade 12 - Fiscalização de obra ou serviço técnico;
Atividade 13 - Produção técnica e especializada;
Atividade 14 - Condução de serviço técnico;
Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;
Atividade 16 - Execução de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;
Atividade 17 - Operação, manutenção de equipamento ou instalação; e
Atividade 18 - Execução de desenho técnico.
Parágrafo único. As definições das atividades referidas no caput deste artigo encontram-se no glossário
constante do Anexo I desta Resolução.
Art. 6º Aos profissionais dos vários níveis de formação das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea é
dada atribuição para o desempenho integral ou parcial das atividades estabelecidas no artigo
anterior, circunscritas ao âmbito do(s) respectivo(s) campo(s) profissional(ais), observadas as
disposições gerais estabelecidas nos arts. 7º, 8°, 9°, 10 e 11 e seus parágrafos, desta Resolução, a
sistematização dos campos de atuação profissional estabelecida no Anexo II, e as seguintes
disposições:
I - ao técnico, ao tecnólogo, ao engenheiro, ao arquiteto e urbanista, ao engenheiro agrônomo, ao geólogo,
ao geógrafo, e ao meteorologista compete o desempenho de atividades no(s) Confea – Conselho
Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia LDR - Leis Decretos, Resoluções seu(s) respectivo(s)
campo(s) profissional(ais), circunscritos ao âmbito da sua respectiva formação e especialização
profissional; e

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II - ao engenheiro, ao arquiteto e urbanista, ao engenheiro agrônomo, ao geólogo, ao geógrafo, ao


meteorologista e ao tecnólogo, com diploma de mestre ou doutor compete o desempenho de atividades
estendidas ao âmbito das respectivas áreas de concentração do seu mestrado ou doutorado.
CAPÍTULO III
DO REGISTRO DOS PROFISSIONAIS
Seção I
Da Atribuição Inicial

Art. 7º A atribuição inicial de títulos profissionais, atividades e competências para os diplomados nos
respectivos níveis de formação, nos campos de atuação profissional abrangidos pelas diferentes
profissões inseridas no Sistema Confea/Crea, será efetuada mediante registro e expedição de
carteira de identidade profissional no Crea, e a respectiva anotação no Sistema de Informações
Confea/Crea - SIC.
Art. 8° O Crea, atendendo ao que estabelecem os arts. 10 e 11 da Lei nº 5.194, de 1966, deverá anotar as
características da formação do profissional, com a correspondente atribuição inicial de título,
atividades e competências para o exercício profissional, levando em consideração as disposições
dos artigos anteriores e do Anexo II desta Resolução.
§ 1º O registro dos profissionais no Crea e a respectiva atribuição inicial de título profissional, atividades e
competências serão procedidos de acordo com critérios a serem estabelecidos pelo Confea para a
padronização dos procedimentos, e dependerão de análise e decisão favorável da(s) câmara(s)
especializada(s) do Crea, correlacionada(s) com o respectivo âmbito do(s) campos(s) de atuação
profissional.
§ 2º A atribuição inicial de título profissional, atividades e competências decorrerá, rigorosamente, da
análise do perfil profissional do diplomado, de seu currículo integralizado e do projeto pedagógico
do curso regular, em consonância com as respectivas diretrizes curriculares nacionais.
Seção II
Da Extensão da Atribuição Inicial

Art. 9º A extensão da atribuição inicial fica restrita ao âmbito da mesma categoria profissional.
Art. 10. A extensão da atribuição inicial de título profissional, atividades e competências na categoria
profissional Engenharia, em qualquer dos respectivos níveis de formação profissional será
concedida pelo Crea em que o profissional requereu a extensão, observadas as seguintes
disposições:
I - no caso em que a extensão da atribuição inicial se mantiver na mesma modalidade profissional, o
procedimento dar-se-á como estabelecido no caput deste artigo, e dependerá de decisão favorável
da respectiva câmara especializada; e
II – no caso em que a extensão da atribuição inicial não se mantiver na mesma modalidade, o procedimento
dar-se-á como estabelecido no caput deste artigo, e dependerá de decisão favorável das câmaras
especializadas das modalidades envolvidas.
§ 1º A extensão da atribuição inicial decorrerá da análise dos perfis da formação profissional adicional
obtida formalmente, mediante cursos comprovadamente regulares, cursados após a diplomação,
devendo haver decisão favorável da(s) câmara(s) especializada(s) envolvida(s).
§ 2º No caso de não haver câmara especializada no âmbito do campo de atuação profissional do
interessado, ou câmara inerente à extensão de atribuição pretendida, a decisão caberá ao Plenário
do Crea.
§ 3º A extensão da atribuição inicial aos técnicos portadores de certificados de curso de especialização será
considerada dentro dos mesmos critérios do caput deste artigo e seus incisos.
§ 4º A extensão da atribuição inicial aos portadores de certificados de formação profissional adicional obtida
no nível de formação pós-graduada no senso lato, expedidos por curso regular registrado no
Sistema Confea/Crea, será considerada dentro dos mesmos critérios do caput deste artigo e seus
incisos.
§ 5º Nos casos previstos nos §§ 3º e 4º, será exigida a prévia comprovação do cumprimento das exigências
estabelecidas pelo sistema educacional para a validade dos respectivos cursos.

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Seção III
Da Sistematização dos Campos de Atuação Profissional

Art. 11. Para a atribuição de títulos profissionais, atividades e competências será observada a
sistematização dos campos de atuação profissional e dos níveis de formação profissional
mencionados no art. 3º desta Resolução, e consideradas as especificidades de cada campo de
atuação profissional e nível de formação das várias profissões integrantes do Sistema Confea/Crea,
apresentadas no Anexo II.
§ 1º A sistematização mencionada no caput deste artigo, constante do Anexo II, tem características que
deverão ser consideradas, no que couber, em conexão com os perfis profissionais, estruturas
curriculares e projetos pedagógicos, em consonância com as diretrizes curriculares nacionais dos
cursos que levem à diplomação ou concessão de certificados nos vários níveis profissionais, e
deverá ser revista periodicamente, com a decisão favorável das câmaras especializadas, do
Plenário dos Creas e aprovação pelo Plenário do Confea com voto favorável de no mínimo dois
terços do total de seus membros.
§ 2º Para a atribuição inicial de títulos profissionais, atividades e competências para os profissionais
diplomados no nível técnico e para os diplomados no nível superior em Geologia, em Geografia e
em Meteorologia prevalecerão as disposições estabelecidas nas respectivas legislações
específicas.
CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 12. Ao profissional já diplomado aplicar-se-á um dos seguintes critérios:


I – ao que estiver registrado será permitida a extensão da atribuição inicial de título profissional, atividades e
competências, em conformidade com o estabelecido nos arts. 9º e 10 e seus parágrafos, desta
Resolução; ou
II – ao que ainda não estiver registrado, será concedida a atribuição inicial de título profissional, atividades e
competências, em conformidade com os critérios em vigor antes da vigência desta Resolução,
sendo-lhe permitida a extensão da mesma em conformidade com o estabelecido nos arts. 9º e 10 e
seus parágrafos, desta Resolução.
Art. 13. Ao aluno matriculado em curso comprovadamente regular, anteriormente à entrada em vigor desta
Resolução, é permitida a opção pelo registro em conformidade com as disposições então vigentes.
Art. 14. Questões levantadas no âmbito dos Creas relativas a atribuições de títulos profissionais, atividades
e competências serão decididas pelo Confea em conformidade com o disposto no parágrafo único
do art. 27 da Lei nº 5.194, de 1966.
Art. 15. O Confea, no prazo de até cento e vinte dias a contar da data de publicação desta Resolução,
deverá apreciar e aprovar os Anexos I e II nela referidos.
Art. 16. Esta resolução entra em vigor a partir de 1° de julho de 2007. (*)

Brasília, 22 de agosto de 2005.


Eng. Wilson Lang
Presidente
Publicado no D.O.U de 30 de agosto de 2005 – Seção 1, pág. 191 e 192
Publicada no D.O.U de 21 de setembro de 2005 – Seção 3, pág. 99 as Retificações do inciso X do art. 2º e
do § 4º do art. 10. Anexos I e II publicados no D.O.U de 15 de dezembro de 2005 – Seção 1, páginas 337 a
342 e republicados no D.O.U de 19 de dezembro de 2006 – Seção 1, pág. 192 a 205.
(*) Nova redação dada pela Resolução nº 1.016, de 25 de agosto de 2006. Inclusão do Anexo III e nova
redação do art. 16, aprovados pela Resolução nº 1.016, de 25 de agosto de 2006. Publicada no D.O.U
de 4 de setembro de 2006 – Seção 1 Pág. 116 a 118

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RESOLUÇÃO N° 1.016, DE 25 DE AGOSTO DE 2006

Altera a redação dos arts. 11, 15 e 19 da Resolução nº


1.007, de 5 de dezembro de 2003,
do art. 16 da Resolução nº 1.010, de 22 de agosto de
2005, inclui o anexo III na Resolução nº 1.010, de 2005, e
dá outras providências.

O CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA - Confea, no uso das


atribuições que lhe confere o art. 27, alínea “f” da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e

Considerando que a Resolução nº 1.007, de 5 de dezembro de 2003, dispõe sobre o registro de


profissionais, aprova os modelos e os critérios para expedição de carteira de identidade profissional e dá
outras providências;
Considerando que a Resolução nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, estabeleceu nova sistemática
para a atribuição de títulos, atividades e competências profissionais aos portadores de diploma ou de
certificado de conclusão de cursos regulares oferecidos pelas instituições de ensino no âmbito das
profissões inseridas no Sistema Confea/Crea;
Considerando que a Resolução nº 1.010, de 2005, determinou que o estabelecimento dos critérios
para a padronização dos procedimentos seria, obrigatoriamente, expedido pelo Confea em, no máximo,
trezentos e sessenta e cinco dias a partir da data da publicação da resolução;
Considerando a necessidade de dilatação do prazo para entrada em vigor da Resolução nº 1.010, de
2005, em função do recadastramento dos profissionais registrados nos Conselhos Regionais de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia – Creas, regulamentado pela Resolução nº 494, de 26 de julho de
2006,
RESOLVE:

Art. 1º Os arts. 11, 15 e 19 da Resolução nº 1.007, de 5 de dezembro de 2003, passam a vigorar com a
seguinte redação: “A câmara especializada competente atribuirá o título, as atividades e as
competências profissionais em função da análise da qualificação acadêmica do portador de diploma
ou certificado, de acordo com os procedimentos e os critérios estabelecidos em resolução
específica.”
Art. 2º O art. 16 da Resolução nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 16. Esta resolução entra em vigor a partir de 1° de julho de 2007.”
Art. 3º Fica incluído como anexo III da Resolução nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, o Regulamento para o
Cadastramento das Instituições de Ensino e de seus Cursos e para a Atribuição de Títulos,
Atividades e Competências Profissionais.
Art. 4° Para efeito da atribuição inicial de título, atividades e competências profissionais ao egresso de curso
regular, que nele tenha se matriculado posteriormente à data de entrada em vigor da Resolução nº
1.010, de 2005, fica vedada a utilização das Resoluções nos 218, de 29 de junho de 1973; 235, de
9 de outubro de 1975; 241,

de 31 de julho de 1976; 256, de 27 de maio de 1978; 262, de 28 de julho de 1979; 278, de 27 de


maio de 1983; 279, de 15 de junho de 1983; 288, de 7 de dezembro de 1983; 308, de 21 de março
de 1986; 310, de 23 de julho de 1986; 313, de 26 de setembro de 1986; 345, de 27 de julho de
1990; 359, de 31 de julho de 1991; 380, de 17 de dezembro de 1993; 427, de 5 de março de 1999;
447, de 22 de setembro de 2000; 492, de 30 de junho de 2006, e 493, de 30 de junho de 2006 e
demais normativos baixados pelo Confea que dispõem sobre atribuição profissional.
Art. 5º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 25 de agosto de 2006.
Eng. Civ. Marcos Túlio de Melo
Presidente
Publicada no D.O.U, de 4 de setembro de 2006 – Seção 1, pág. 116 e 118

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ANEXO III DA RESOLUÇÃO Nº 1.010, DE 22 DE AGOSTO DE 2005.


REGULAMENTO PARA O CADASTRAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E DE SEUS
CURSOS E PARA A ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS, ATIVIDADES E COMPETÊNCIAS
PROFISSIONAIS
Art. 1° Este Regulamento estabelece critérios e procedimentos para a atribuição de títulos, atividades e
competências profissionais aos portadores de diploma ou de certificado que tenham de proceder ao
seu registro no Crea para exercer legalmente a profissão, e para o cadastramento das instituições
de ensino e dos cursos no âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea.
Parágrafo único. Os critérios para atribuição de títulos, atividades e competências profissionais devem ser
aplicados em estrita correspondência com as informações obtidas por meio do cadastramento de
instituição de ensino e de seus cursos regulares no Sistema Confea/Crea, de acordo com o
disposto na Resolução nº 1.010, de 2005.
CAPÍTULO I
DO CADASTRAMENTO INSTITUCIONAL

Art. 2º O cadastramento institucional é a inscrição da instituição de ensino que oferece cursos regulares no
âmbito das profissões inseridas no Sistema Confea/Crea nos assentamentos do Crea em cuja
circunscrição encontrar-se sua sede, em atendimento ao disposto nos arts. 10, 11 e 56 da Lei nº
5.194, de 1966.
§ 1º A finalidade do cadastramento institucional é proporcionar ao Crea informações indispensáveis ao
processo de registro profissional dos egressos dos cursos regulares oferecidos pela instituição de
ensino.
§ 2º O cadastramento institucional é constituído pelo cadastramento da instituição de ensino e pelo
cadastramento individual de cada curso regular por ela oferecido.
§ 3º Para efeito deste Regulamento, os cursos de extensão e de atualização não são considerados cursos
regulares.
Seção I
Do Cadastramento da Instituição de Ensino
Art. 3º O cadastramento da instituição de ensino deve ser formalizado por meio do preenchimento do
Formulário A, constante deste Regulamento, instruído com as seguintes informações:
I - indicação de seus atos constitutivos e regulatórios, registrados nos órgãos oficiais, que atestem sua
existência e capacidade jurídica de atuação;
II – indicação de suas peças estatutárias ou regimentais, aprovadas pelos conselhos de educação ou
instâncias competentes, que informem sua categoria administrativa e sua estrutura acadêmica; e

III - relação dos cursos regulares oferecidos nas áreas profissionais abrangidas pelo Sistema Confea/Crea,
com indicação dos respectivos atos de reconhecimento expedidos pelo poder público e publicados na
imprensa oficial.
Parágrafo único. A instituição de ensino deve atualizar seu cadastro institucional sempre que ocorram
alterações nas informações acima indicadas.
Seção II
Do Cadastramento do Curso
Art. 4º O cadastramento individual de cada curso regular oferecido pela instituição de ensino deve ser
formalizado por meio do preenchimento do Formulário B, constante deste Regulamento, instruído
com as seguintes informações:
I - projeto pedagógico de cada um dos cursos relacionados, contendo os respectivos níveis, concepção,
objetivos e finalidades gerais e específicas, estrutura acadêmica com duração indicada em períodos
letivos, turnos, ementário das disciplinas e atividades acadêmicas obrigatórias, complementares e
optativas com as respectivas cargas horárias, bibliografia recomendada e título acadêmico concedido; e
II - caracterização do perfil de formação padrão dos egressos de cada um dos cursos relacionados, com
indicação das competências, habilidades e atitudes pretendidas.

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Parágrafo único. A instituição de ensino deve atualizar o cadastro individual de cada curso sempre que
ocorram alterações nas informações acima indicadas.
Seção III
Da Apreciação do Cadastramento Institucional
Art. 5º Apresentados os Formulários A e B devidamente instruídos, o processo de cadastramento
institucional da instituição de ensino será encaminhado às câmaras especializadas competentes
para apreciação.
Parágrafo único. O cadastramento institucional será efetivado após sua aprovação pelas câmaras
especializadas competentes, aprovação pelo plenário do Crea e seu encaminhamento ao Confea
para conhecimento e anotação das informações referentes à instituição de ensino e aos seus
cursos regulares no Sistema de Informações Confea/Crea – SIC.

CAPÍTULO II
DA ATRIBUIÇÃO DE TÍTULOS, ATIVIDADES E COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Art. 6º A atribuição inicial de títulos, atividades e competências profissionais deve ser procedida pelas
câmaras especializadas competentes no momento da apreciação do requerimento de registro
profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no
Sistema Confea/Crea.
Parágrafo único. O registro profissional de portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das
profissões inseridas no Sistema Confea/Crea é realizado de acordo com resolução específica.
Art. 7º As câmaras especializadas competentes somente aprovarão o registro profissional de portador de
diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas

no Sistema Confea/Crea após a conclusão dos procedimentos para atribuição de títulos, atividades
e competências profissionais.
Parágrafo único. Da decisão proferida pelas câmaras especializadas o interessado pode interpor recurso ao
Plenário do Crea, e da decisão deste, ao Plenário do Confea.
Art. 8º A extensão da atribuição de títulos, atividades e competências profissionais pode ser requerida pelo
portador de diploma ou certificado de cursos regulares no âmbito das profissões inseridas no
Sistema Confea/Crea nos seguintes casos:
I – no momento de seu registro profissional no Crea, em decorrência de aquisição de habilidades e
competências complementares às adquiridas exclusivamente no âmbito do perfil de formação padrão
do curso anotado no SIC; e
II - após seu registro profissional no Crea, em decorrência da aquisição de novas habilidades e
competências no processo de educação profissional continuada, por meio da anotação de cursos de
especialização, pós-graduação lato senso e estrito senso.
Seção I
Da Atribuição de Títulos Profissionais e de Designações de Especialidades
Art. 9º A atribuição de títulos profissionais ou de suas designações adicionais será procedida pelas câmaras
especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso de acordo com a Tabela
de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea.
§ 1º Para efeito deste Regulamento, não é obrigatória a coincidência entre o título profissional a ser
atribuído e o título acadêmico concedido no diploma expedido pela instituição de ensino.
§ 2º Para efeito da padronização da atribuição de título profissional e de designações adicionais, fica
instituída a codificação constante da Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea.
Seção II
Da Atribuição de Atividades Profissionais
Art. 10. A atribuição inicial de atividades profissionais ou sua extensão será procedida pelas câmaras
especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso e deve ser circunscrita
ao âmbito das competências a serem atribuídas nos respectivos campos de atuação profissional.

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Parágrafo único. Para efeito da padronização da atribuição integral ou parcial de atividades profissionais,
fica instituída a codificação constante da tabela indicada no Anexo I da Resolução nº 1.010, de 22
de agosto de 2005.
Seção III
Da Atribuição de Competências Profissionais
Art. 11. A atribuição inicial de competências profissionais ou sua extensão será procedida pelas câmaras
especializadas competentes após análise do perfil de formação do egresso e deve ser circunscrita
ao âmbito dos conteúdos formativos adquiridos em seu curso regular.
§ 1º A atribuição de competências iniciais ou sua extensão poderá ser interdisciplinar, abrangendo
setores de campos de atuação profissional distintos, desde que estejam restritas ao âmbito
da mesma categoria/grupo profissional.
§ 2º Para efeito da padronização da atribuição de competências para o exercício profissional, fica
instituída a codificação constante da tabela indicada no Anexo II da Resolução nº 1.010, de
22 de agosto de 2005.
Seção IV
Do Perfil de Formação do Egresso
Art. 12. As câmaras especializadas competentes manifestam-se sobre a atribuição inicial de título,
atividades e competências profissionais e sua extensão, após a análise do perfil de formação do
egresso, portador de diploma ou certificado de curso no âmbito das profissões inseridas no Sistema
Confea/Crea.
Art. 13. A análise do perfil de formação do egresso tem por finalidade estabelecer a correspondência entre o
currículo efetivamente cumprido e as atividades e os campos de atuação profissional estabelecidos
pela Resolução nº 1.010, de 2005.
Parágrafo único. A análise do perfil de formação do egresso deve ser formalizada por meio do
preenchimento do Formulário C, constante deste Regulamento, de forma a compilar e
compatibilizar entre si:
I - as informações de caráter geral do perfil de formação padrão dos egressos do curso, prestadas pela
instituição de ensino e anotadas no SIC; e
II - as informações específicas de caráter individual, constantes da documentação apresentada pelo egresso
ao requerer seu registro profissional no Crea.
Art. 14. A atribuição de títulos, atividades e competências profissionais deve ser realizada de forma
homogênea para os egressos do mesmo curso que tenham cursado disciplinas com conteúdos
comuns, de acordo com o perfil de formação padrão dos egressos do curso anotado no SIC.

CAPÍTULO III
DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E ATRIBUIÇÃO PROFISSIONAL
Art. 15. O plenário do Crea pode instituir para auxiliar as câmaras especializadas comissão permanente
denominada Comissão de Educação e Atribuição Profissional - CEAP com a finalidade de instruir
os processos de registro profissional e de cadastramento institucional.
Parágrafo único. No caso em que a Comissão de Educação e Atribuição Profissional for instituída no âmbito
do Crea, as câmaras especializadas decidem sobre processos de registro profissional ou de
cadastramento institucional que tenham sido previamente instruídos pela CEAP.
Art. 16. A Comissão de Educação e Atribuição Profissional deve ser composta por um conselheiro regional
de cada uma das categorias, modalidades ou campos de atuação profissional com representação
no Crea.

Parágrafo único. Os integrantes da Comissão de Educação e Atribuição Profissional e os respectivos


suplentes, escolhidos entre os conselheiros regionais titulares, são eleitos pelo Plenário do Crea.
Art. 17. Caso o Crea não possua conselheiro regional de determinada categoria, modalidade ou campo de
atuação, cujos conhecimentos sejam essenciais à análise de determinado processo de registro
profissional ou de cadastramento institucional, a Comissão de Educação e Atribuição Profissional

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pode ser assessorada por profissional ad hoc com reconhecida capacidade ou por especialista
indicado por entidade de classe regional ou nacional, desde que registrado no Sistema
Confea/Crea, na condição de convidado.
Art. 18. Compete à Comissão de Educação e Atribuição Profissional, em relação aos procedimentos
estabelecidos neste Regulamento:
I – instruir os processos de cadastramento de instituição de ensino e de seus cursos regulares, de acordo
com os critérios e os procedimentos estabelecidos neste Regulamento, determinando a realização de
diligências necessárias;
II – instruir os processos de registro profissional de acordo com os critérios e os procedimentos
estabelecidos neste Regulamento, elaborando a análise do perfil de formação do egresso; e
III - elaborar seu regulamento, a ser encaminhado ao Plenário do Crea para aprovação.
Art. 19. A Comissão de Educação e Atribuição Profissional manifesta-se sobre assuntos de sua
competência mediante ato administrativo da espécie relatório fundamentado.
§ 1º O relatório fundamentado deve ser encaminhado para apreciação das câmaras especializadas
correspondentes aos campos de atuação profissional relacionados ao perfil de formação do
egresso.
§ 2º O relatório fundamentado deve ser emitido por profissional de mesmo nível de formação e da mesma
categoria, modalidade ou campo de atuação do curso ou do egresso cujo processo esteja sob
análise.
CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 20. Os critérios e os procedimentos para atribuição inicial de títulos, atividades e competências
profissionais ou sua extensão estabelecidos neste Regulamento serão adotados nos seguintes
casos:
I - quando o profissional registrado requerer a extensão de título, atividades ou competências profissionais
de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento;
II – quando o portador de diploma ou certificado que ainda não tiver se registrado no Crea até a data de
entrada em vigor da Resolução nº 1.010, de 2005, e que, posteriormente, venha a se registrar de
acordo com as disposições vigentes anteriormente à data acima mencionada, requerer a extensão
das suas atribuições iniciais de acordo com os critérios estabelecidos neste Regulamento;
III - quando o egresso de curso regular, que nele já estivesse matriculado anteriormente à data de entrada
em vigor da Resolução nº 1.010, de 2005, optar pelo seu registro no Crea de acordo com os critérios
estabelecidos neste Regulamento; e

IV - quando o egresso de curso regular, que nele tenha se matriculado posteriormente à data de entrada em
vigor da Resolução nº 1.010, de 2005, requerer seu registro no Crea.
Art. 21. O Confea realizará periodicamente auditorias nos Creas, com o objetivo de verificar a
homogeneidade na adoção dos critérios e dos procedimentos estabelecidos neste Regulamento.
Art. 22. Os casos omissos serão dirimidos pelo Plenário do Confea, após manifestação da comissão de
educação e atribuição profissional dos Creas, citadas nesta resolução e das câmaras
especializadas, ouvidas as comissões permanentes do Confea responsáveis pela atribuição de
títulos, atividades

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RESOLUÇÃO Nº 218, DE 29 DE JUNHO DE 1973


Discrimina atividades das diferentes
modalidades profissionais da Engenharia,
Arquitetura e Agronomia.

Art. 2º - Compete ao ARQUITETO OU ENG. ARQUITETO:


I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a edificações, conjuntos
arquitetônicos e monumentos, arquitetura paisagística e de interiores; planejamento físico, local,
urbano e regional; seus serviços afins e correlatos.
Art. 25 - Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhe competem, pelas
características de seu currículo escolar, consideradas em cada caso, apenas, as disciplinas que
contribuem para a graduação profissional, salvo outras que lhe sejam acrescidas em curso de pós-
graduação, na mesma modalidade.

ANEXO II DA RESOLUÇÃO Nº 1.010 DE 22 DE AGOSTO DE 2005


1. CATEGORIA ENGENHARIA
1.1 - CAMPOS DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL DA MODALIDADE CIVIL
1.1.1 Construção Civil
1.1.1.12.00 Instalações
1.1.1.13.01 Elétricas em Baixa Tensão para fins residenciais e comerciais de pequeno porte
1.1.1.13.02 de Tubulações Telefônicas e Lógicas para fins residenciais e comerciais de pequeno
porte

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EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA


SOBRE O CORPO HUMANO

DEVIDO AO AUMENTO SUBSTANCIAL DAS APLICAÇÕES DA


ELETRICIDADE EM TODOS OS CAMPOS, TEMOS UM CRESCIMENTO
DOS RISCOS DE ACIDENTES POR CHOQUE ELÉTRICO.

QUALQUER ATIVIDADE BIOLÓGICA É ACOMPANHADA POR


VARIAÇÕES DE POTENCIAIS ELÉTRICOS

CÉLULA EM REPOUSO

POTENCIAL INTERNO NEGATIVO ∆U=70mV a 100 mV


POTENCIAL EXTERNO POSITIVO (0,07 V a 0,10 V)

POTENCIAIS DEVIDO À MEMBRANA E AOS ÍONS (Na+, Cl-, K+,


PRINCIPALMENTE) EXISTENTES DENTRO E FORA DA CÉLULA.

CÉLULA ESTIMULADA

ESTÍMULO – AGENTES DE NATUREZA MECÂNICA, QUÍMICA,


TÉRMICA, ELÉTRICA (MAIS IMPORTANTE), ETC.

POTENCIAL PASSA DE NEGATIVO A POSITIVO (DO POTENCIAL DE


REPOUSO AO POTENCIAL DE AÇÃO)

ESSAS VARIAÇÕES DE POTENCIAIS SÃO TRANSMITIDAS AOS TECIDOS


E DIFUNDIDAS PELOS MEIOS CONDUTORES E MENSURÁVEIS
EXTERNAMENTE POR ELETRODOS NA PELE.

ELETROCARDIOGRAMA
ELETROENCEFALOGRAMA E ETC.

PARTE VIVA ⇒ CONDUTOR OU ELETRODO


MASSA ⇒ CARCAÇA METÁLICA
1) CANO DE GÁS
ELEMENTO ESTRANHO
2) CANO DE ÁGUA
À INSTALAÇÃO
3) SOLO E PAREDES CONDUTORAS

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CHOQUE ELÉTRICO: EFEITO PATOFISIOLÓGICO QUE RESULTA DA


PASSAGEM DE UMA CORRENTE ELÉTRICA, A
CHAMADA CORRENTE DE CHOQUE,
ATRAVÉS DO CORPO DE UMA PESSOA OU DE
UM ANIMAL.

UMA CORRENTE ELÉTRICA “EXTERNA” SUPERPONDO-SE


À PEQUENA CORRENTE FISIOLÓGICA “INTERNA” PODE
CAUSAR ALTERAÇÕES NAS FUNÇÕES VITAIS.

ESTAS ALTERAÇÕES DEPENDEM:

1) DO PERCURSO DA CORRENTE PELO CORPO;


2) DA INTENSIDADE DA CORRENTE;
3) DO TEMPO DE DURAÇÃO DESSA CORRENTE;
4) DAS CONDIÇÕES ORGÂNICAS;
5) ESPÉCIE (CC OU CA) E FREQÜÊNCIA.
6) DA SUPERFÍCIE DE CONTATO;
UMIDADE ;
7) DA CONDIÇÃO DE CONTATO TEMPERATURA;
PRESSÃO;
8) ZONA TEMPO x CORRENTE

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EFEITOS DA CC

PARA FIBRILAÇÃO

ICC = 2 A 4 ICA ICC = 3,75 ICA


CAUSAS:

CONTATO DIRETO OU CONTATO INDIRETO

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EM FUNÇÃO DA PASSAGEM DA CORRENTE DEFINIMOS 4


LIMITES:
1- LIMIAR DE PERCEPÇÃO: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE CAPAZ DE
PROVOCAR QUALQUER SENSAÇÃO NA PESSOA.
PARA CC SOMENTE ON/OFF
2- LIMIAR DE REAÇÃO: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE CAPAZ DE PROVOCAR
CONTRAÇÃO INVOLUNTÁRIA (TETANIZAÇÃO).
PARA CA 0,5 mA (0,0005 A) INDEPENDENTE DO TEMPO
PARA CC 2,0 mA (0,0020 A)

3- LIMIAR DE LARGAR: VALOR MÁXIMO DE CORRENTE PARA QUAL UMA


PESSOA SEGURANDO UM ELETRODO PODE AINDA LARGAR USANDO OS
MÚSCULOS QUE ESTÃO TOMANDO CHOQUE.
PARA CA 10 mA (0,010 A) INDEPENDENTE DO TEMPO
PARA CC NÃO É DEFINIDO (SOMENTE ON/OFF)

4- LIMIAR DE FIBRILAÇÃO VENTRICULAR: VALOR MÍNIMO DE CORRENTE QUE


PASSA PELO CORPO HUMANO, CAPAZ DE PROVOCAR FIBRILAÇÃO.

ZONA TEMPO x CORRENTE CA


ZONA 1 – GERALMENTE NENHUMA REAÇÃO
ZONA 2 – GERALMENTE NENHUM EFEITO PATOFISIOLÓGICO PERIGOSO
ZONA 3 – GERALMENTE NENHUM RISCO DE FIBRILAÇÃO
ZONA 4 – RISCO DE FIBRILAÇÃO (PROBABILIDADE ACIMA DE 50%)
ZONAS DE EFEITO DE 50/60 Hz SOBRE ADULTOS
GRÁFICO DOS EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA NO CORPO HUMANO, DE ACORDO COM A IEC 60479.
SOBREPOSTA AO GRÁFICO, A CURVA DE ATUAÇÃO DE UM DISPOSITIVO DR DE 30 MA.

Corrente = 0,5mA 0,5mA até b b para cima Acima c1 c1 a c2 c2 a c3 Acima c3


Reação Fisiológica Leve desconforto Dor intensa paralisia 5% 50% Acima 50%

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ZONA TEMPO x CORRENTE CC


CURVA C E D – ENSAIO COM CÃES POR G. KNICKERBOCKER
CURVA C – FIBRILAÇÃO POSSÍVEL (ATÉ 50%)
CURVA D – PROBABILIDADE DE FIBRILAÇÃO ACIMA DE 50%
ZONAS DE EFEITO SOBRE ADULTOS

SÃO 4 EFEITOS PRINCIPAIS DA CORRENTE ELÉTRICA:


1- TETANIZAÇÃO: CONTRAÇÃO MUSCULAR SUSTENTADA POR ESTÍMULOS REPETIDOS EM
INTERVALOS INFERIORES À DURAÇÃO DA CONTRAÇÃO MUSCULAR PRODUZIDA POR UM
ÚNICO DESSES ESTÍMULOS.
2- PARADA RESPIRATÓRIA: EFEITO QUE CAUSA A CONTRAÇÃO DOS MÚSCULOS LIGADOS À
FUNÇÃO RESPIRATÓRIA E/OU UMA PARALISIA DOS CENTROS NERVOSOS QUE COMANDAM
ESTA FUNÇÃO.
PERDA DE CONSCIÊNCIA E CONSEQÜENTE SUFOCAMENTO;
LESÕES IRREVERSÍVEIS NOS TECIDOS CEREBRAIS.
3- QUEIMADURAS: DESENVOLVIMENTO DE CALOR, POR EFEITO JOULE, NO CORPO HUMANO.
SITUAÇÃO MAIS CRÍTICA NOS PONTOS DE ENTRADA E DE SAÍDA;
DESTRUIÇÃO DOS TECIDOS SUPERFICIAIS E PROFUNDOS (NECROSE);
ROMPIMENTO DE ARTÉRIAS COM CONSEQÜENTE HEMORRAGIA;
DESTRUIÇÃO DOS CENTROS NERVOSOS.
4- FIBRILAÇÃO CARDÍACA: FIBRILAÇÃO DO MÚSCULO DE UMA OU MAIS CÂMARAS DO
CORAÇÃO, LEVANDO AO DISTÚRBIO DE ALGUMAS FUNÇÕES DO ÓRGÃO.
QUANDO LIMITADA AOS VENTRÍCULOS (FIBRILAÇÃO VENTRICULAR), LEVA À
CIRCULAÇÃO INSUFICIENTE DE SANGUE E À FALHA DO CORAÇÃO.

ATERRAMENTOS TENSÃO DE TOQUE

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DESCRIÇÃO DOS COMPONENTES DE ATERRAMENTO DE ACORDO COM A NBR 5410

TENSÃO DE PASSO

EQUIPOTENCIALIZAÇÃO:

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Proteção para garantir segurança (De acordo com itens 5.1 e 9.5 da NBR
5410:2004)

Proteção contra choques elétricos


a) proteção básica (ver 3.2.2)
b) proteção supletiva (ver 3.2.3)

NOTAS:
1 Os conceitos e princípios da proteção contra choques elétricos aqui adotados são aqueles da IEC
61140.

2 Os conceitos de “proteção básica” e de “proteção supletiva” correspondem, respectivamente, aos


conceitos de “proteção contra contatos diretos” e de “proteção contra contatos indiretos” vigentes até
a edição anterior desta Norma.

3 Exemplos de proteção básica:


Isolação básica ou separação básica;
Uso de barreira ou invólucro;
Limitação da tensão;

4 Exemplos de proteção supletiva:


Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação;
Isolação suplementar;
Separação elétrica.

Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção. Ver
notas deste subitem.

Em cada edificação deve ser realizada uma eqüipotencialização principal (...)

Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar


vinculadas à eqüipotencialização principal (...)

Proteção contra sobrecorrentes

Todo circuito terminal deve ser protegido contra sobrecorrentes por dispositivo que
assegure o seccionamento simultâneo de todos os condutores de fase.

NOTA:
Isso significa que o dispositivo de proteção deve ser multipolar, quando o circuito for constituído de mais de
uma fase. Dispositivos unipolares montados lado a lado, apenas com suas alavancas de manobra
acopladas, não são considerados dispositivos multipolares.

DEFINIÇÃO MUNDIAL DO SIGNIFICADO DA PALAVRA


“SEGURANÇA” SEGUNDO A ABNT ISO/IEC GUIA 2:
“AUSÊNCIA DE RISCO INACEITÁVEL DE DANO”

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DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTRA SURTOS – DPS (vide item


6.3.5)

Uso e localização dos DPSs


Nos casos em que for necessário o uso de DPS, como previsto em 5.4.2.1.1 da página
69, e nos casos em que esse uso for especificado, independentemente das
considerações de 5.4.2.1.1, a disposição dos DPS deve respeitar , dentre outros, o
seguintes critério: Quando o objetivo for a proteção contra sobretensões de
origem atmosférica transmitidas pela linha externa de alimentação, bem
como a proteção contra sobretensões de manobra, os DPS devem ser
instalados junto ao ponto de entrada da linha na edificação ou no quadro de
distribuição principal, localizado o mais próximo possível do ponto de
entrada.
NOTAS
1. Ver definição de “ponto de entrada (na edificação)” no item 3.4.4.
2. Excepcionalmente, no caso de instalações existentes, de unidades consumidoras em edificações de uso
individual atendidas pela rede pública de distribuição em baixa tensão, admite-se que os DPS sejam
dispostos junto à caixa de medição, desde que a barra PE aí usada para conexão do DPS seja interligada
ao barramento de eqüipotencialização principal da edificação (BEP), conforme exigido em 6.4.2.1, de
desde que a caixa de medição não diste mais de 10 metros do ponto de entrada na edificação.

Em seguida, tem-se as
figura 01 e 02 que
mostram um exemplo
do dispositivo de
proteção contra surto,
utilizado atualmente:

Figura 01 Figura 02

Instalação do DPS no ponto de entrada ou no quadro de distribuição principal

Quando os DPS forem instalados, conforme indicado em 6.3.5.2.1, junto ao ponto de


entrada da linha elétrica na edificação ou no quadro de distribuição principal, o mais próximo
possível do ponto de entrada, eles serão dispostos no mínimo como mostra a figura 13,
página 131 da NBR 5410:2004.

NOTA
Quando a edificação contiver mais de uma linha de energia externa, devem ser providos DPS no mínimo no
ponto de entrada ou de saída de cada linha.

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Seleção dos DPS (ver item 6.3.5.2.4 da página 132 da NBR 5410:2004).

Esquema da página 131

Tabela 1 – Suportabilidade a impulso exigível dos componentes da instalação


Tensão nominal da Tensão de impulso suportável requerida (kV)
instalação (V) Categoria de produto
Produto a ser
Produto a utilizado em
Produtos
ser utilizado circuitos de Equipamentos
Sistemas especialmente
Sistemas na entrada distribuição e de utilização
monofásicos protegidos
trifásicos da instalação circuitos
com neutro terminais
Categoria de suportabilidade a impulsos
IV III II I
115-230
120/208
120-240 4 2,5 1,5 0,8
127/220
127-254
Referente à tabela 31 da página 71 da NBR 5410:2004

70
Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009

6.1.8 Documentação da instalação

6.1.8.1 A instalação deve ser executada a partir de projeto específico, que deve conter, no
mínimo:

a) plantas;
b) esquemas unifilares e outros, quando aplicáveis;
c) detalhes de montagem, quando necessários;
d) memorial descritivo da instalação
e) especificação dos componentes (descrição, características nominais e normas que devem
atender);
f) parâmetros de projeto (correntes de curto-circuito, queda de tensão, fatores de demanda
considerados, temperatura ambiente etc.).

6.1.8.2 Após concluída a instalação, a documentação indicada em 6.1.8.1 deve ser revisada e
atualizada de forma a corresponder fielmente ao que foi executado (documentação “como
construído”, ou “as built”).

Nota: Esta atualização pode ser realizada pelo projetista, pelo executor ou por outro profissional,
conforme acordado previamente entre as partes.

6.1.8.3 As instalações para as quais não se prevê equipe permanente de operação, supervisão e/ou
manutenção, composta por pessoal advertido ou qualificado (BA4 ou BA5, tabela 18), devem
ser entregues acompanhadas de um manual do usuário, regido em linguagem acessível a
leigos, que contenha, no mínimo, os seguintes elementos:

a) esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com indicação dos circuitos e respectivas finalidades,
incluindo relação dos pontos alimentados, no caso de circuitos terminais;

b) potências máximas que podem ser ligadas em cada circuito terminal efetivamente disponível;

c) potências máximas previstas nos circuitos terminais deixados como reserva, quando for o caso;

d) recomendação explícita para que não sejam trocados, por tipos com características diferentes, os
dispositivos de proteção existentes no(s) quadro(s).

Nota: São exemplos de tais instalações as de unidades residenciais, de pequenos estabelecimentos


comerciais, etc.

6.2.8.10 É vedada a aplicação de solda a estanho na terminação de condutores, para conectá-los a


bornes ou terminais de dispositivos ou equipamentos elétricos.

6.5.3.1 Todas as tomadas de corrente fixas das instalações devem ser do tipo com contato de
aterramento (PE). As tomadas de uso residencial e análogo devem ser conforme ABNT NBR
6147 e ABNT NBR 14136, e as tomadas de uso industrial devem ser conforme IEC 60309-1.

6.5.3.2 Devem ser tomados cuidados para prevenir conexões indevidas entre plugues e tomadas que
não sejam compatíveis. Em particular, quando houver circuitos de tomadas com diferentes
tensões, as tomadas fixas dos circuitos de tensão mais elevada, pelo menos, devem ser
claramente marcadas com a tensão a elas provida. Essa marcação pode ser feita por placa
ou adesivo, fixado no espelho da tomada. Não deve ser possível remover facilmente essa
marcação. No caso de sistemas SELV, devem ser atendidas as prescrições de 5.1.2.5.4.4.

71
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Roteiro para execução de projetos elétricos


residenciais
Roteiro 1 – Exercício 1: _______________________________________73
- Previsão de cargas (NBR 5410 – OUT 2004)
- Marcação na planta dos pontos de luz (NBR 5413 – ABR 1992)
- Determinação do tipo de fornecimento (CEMIG ND – 5.1 – NOV 1990)

Roteiro 2 – Exercício 2: _______________________________________83


- Escolha e posicionamento dos comandos, de acordo com a NBR 6527/2000,
das lâmpadas nos cômodos.
- Marcação de eletrodutos com os condutores necessários para o comando das lâmpadas
(NBR 5410 – OUT 2004)

Roteiro 3 – Exercício 3.1: (NBR 5410 – OUT 2004) ____________________94


- Escolha da localização do quadro de distribuição de circuitos (QDC)
- Definição dos circuitos na Tabela de Circuitos (NBR 5410 – OUT 2004)
- Numeração dos pontos de luz e interligação ao QDC dos circuitos de luz

Roteiro 3 – Exercício 3.2: (NBR 5410 – OUT 2004) ___________________102


- Marcação na planta dos pontos de tomadas (NBR 5410 – OUT 2004)
- Numeração dos pontos de tomadas de acordo com os circuitos
- Alimentação dos pontos de tomadas gerais (TUG) e específicas (TUE) e interligação ao QDC
dos circuitos de tomadas

Roteiro 4 – Exercício 4.1: ____________________________________113


- Dimensionamento de condutores (NBR 6148 – 1997). Critério Capacidade de
Corrente (CCC)

Roteiro 4 – Exercício 4.2: ____________________________________117


- Dimensionamento de condutores (NBR 6148 – 1997). Critério da Queda de Tensão
(CQT)

Roteiro 5 – Exercício 5: ______________________________________128


- Dimensionamento da proteção dos circuitos (NBR – IEC 60947-2, NBR NM IEC
60898 / NBR – IEC 61009-1 – DR)
- Dimensionamento dos eletrodutos (NBR 6150 – NOV 1980)

Roteiro 6 – Exercício 6: (NBR 5410 – OUT 2004) _____________________133


- Cálculo da demanda.
- Dimensionamento do alimentador e da proteção geral
- Diagrama unifilar e equilíbrio de cargas

NBR 5410 – OUT 2004 - ENTRADA EM VIGOR EM : 31 / 03 / 2005.

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EXERCÍCIO 1
1) Fazer o levantamento da carga de iluminação e tomadas por cômodo, de acordo
com o critério sugerido pela norma NBR- 5410:2004, preenchendo o quadro de
cargas instaladas, na planta;
2) Determinar a carga total de sua instalação, em kW;
3) Determinar o tipo de fornecimento (ver TABELA 1 – pg. 79);
4) Indicar na planta a localização dos pontos de luz com a simbologia adequada.

As recomendações da norma NBR-5410 e da ND 5.1 e ND 5.2/CEMIG, que se aplicam a


este exercício estão resumidas a seguir.
1- Carga mínima de iluminação
Para se determinar as cargas de iluminação em unidades residenciais, pode ser utilizado
o seguinte critério: como alternativa à aplicação da ABNT NBR 5413, conforme prescrito na
alínea a) de 4.2.1.2.2 da página 13. Em cada cômodo ou dependência é recomendado ser
previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto, comandados por interruptor. (Conforme
item 9.5.2.1.2 da página 183).
a) Em cômodos com área igual ou inferior a 6 m2, deve ser prevista uma carga mínima
de 100 VA;
b) Em cômodos com área superior a 6 m2, deve ser prevista uma garga de 100 VA para
os primeiros 6 m2, acrescido de 60 VA para cada aumento de 4 m2 inteiros.
Notas:
• Os valores aqui apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento
dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas.
• O número de pontos de iluminação deve ser tal que, distribua uniformemente a iluminação geral, prevendo
também pontos de iluminação para destaques específicos.

2- Carga mínima para os pontos (caixas) de tomadas (ver TABELA 2 – PG. 80)

Os pontos de tomadas são caracterizadas como sendo de uso geral (TUG’s) ou


específicas (TUE’s). Conforme 6.5.3.1 pg 156 – ABNT 6147 e ABNT 14136.

São chamadas de específicos todas os pontos de tomadas que alimentam carga cuja
corrente nominal é superior a 10A. A carga deste ponto de tomada deve ser portanto, a
de utilização ou seja, a do equipamento a ser utilizado naquele local. São destinadas à
ligação de equipamentos fixos e estacionários. Conforme item 9.5.3.1 pg 184. Exemplos:

Figura 1.1
O projetista deve escolher o número, a localização e o tipo delas em função do lay-out de
sua instalação e das necessidades do usuário, lembrando que elas devem estar no máximo
a 1,50m do aparelho.

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Os pontos de tomadas de uso geral (Conforme item 9.5.2.2 da 5410 pg 183): não se
destinam à ligação de equipamentos específicos e nelas são sempre ligados aparelhos
móveis ou aparelhos portáteis.

Figura 1.2
F São recomendadas por norma as seguintes quantidades de pontos de tomadas TUG’s
(Conforme item 9.5.2.2.1 da 5410 pg 183):
a) Em banheiros pelo menos um ponto de tomada; atendidas as restrições de 9.1, para
locais contendo banheira ou chuveiro; (Ver figura 1.3)
b) Em cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos um ponto de
tomada para cada 3,5 m (ou fração) de perímetro;
c) Nos demais cômodos, um ponto de tomada para cada 5 m (ou fração) de perímetro,
se a área for superior a 6 m2 ou apenas um ponto de tomada se a área for inferior a
6 m2;
1
d) Em subsolos, sótãos, garagens e varandas (churrasqueira e circulação ) pelo menos
um ponto de tomada.

F Devem ser atribuídas a estes pontos de tomadas as seguintes potências (Conforme item
9.5.2.2.2 da 5410 pg 184):

e) Em banheiros, cozinhas, copas e áreas de serviço no mínimo 600VA por ponto


tomada, até 3 pontos de tomadas e 100VA para cada uma dos excedentes; sempre
considerando cada um dos ambientes separadamente;
f) Nos demais cômodos 100VA por ponto de tomada.

1
ALÉM DA NORMA PARA A DISCIPLINA

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Figura 1.3

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3- Simbologia.
Para a interpretação de um projeto
elétrico é essencial a utilização de
símbolos. Existem aqueles normalizados
que são apresentados:
Como a simbologia normalizada pode
eventualmente ser modificada é essencial
a utilização de uma legenda em seu
projeto.

Na disciplina o símbolo de terra será


a letra “T” de cabeça para baixo.

Abaixo temos as caixas de embutir


utilizadas em instalações elétricas:

CAIXA 5x10x5 (2”X4”)

CAIXA 10x10x5 (4”X4”)

CAIXA P3

CAIXA P4
(PONTO DE LUZ NA DISCIPLINA)

PONTO DE LUZ

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3– Determinação do tipo de consumidor ou tipo de fornecimento.

Deve ser feito de acordo com as instruções das normas da concessionária de energia que
atende o local das instalações. Para o caso da CEMIG, são atendidos em baixa tensão
aqueles consumidores que apresentarem carga (potência instalada) igual ou inferior a 75
kW.

De acordo com a Norma ND 5.1 da CEMIG, estão na tabela seguinte os tipos de


fornecimento para instalações residenciais em região urbana em baixa tensão:

TABELA 1
TIPO FORNECIMENTO CARGA INSTALADA
1 fase + neutro (2 fios)
A ATÉ (£) 10 KW
TENSÃO DE 127 V
2 fases + neutro (3 fios)
B DE (>) 10 KW ATÉ (£) 15
TENSÃO DE 127 V E 220 V KW
3 fases + neutro (4 fios)
D DE (>) 15 KW ATÉ (£) 75
TENSÃO DE 127 V E 220 V KW

Tipo A Tipo B Tipo D


Figura 1.4

De posse de sua carga total calculada nos itens 1 e 2, determine quantas fases a sua
residência receberá da concessionária local. Esta informação é muito importante para o
próximo exercício.

Para fornecimento tipo A, monofásica, todos os circuitos terão ligação fase-neutro, 127V.

Para fornecimento tipo B e D, deveremos ter os circuitos de iluminação e tomadas de uso


geral no menor valor de tensão, 127V, ou seja estes circuitos serão monofásicos. As
tomadas de uso específico, de maior potência, podem ser ligadas em duas fases, 220V.

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TABELA 2 - potências médias de alguns aparelhos elétricos


APARELHOS POTÊNCIA
Aquecedor central de água 1500 a 4000
Aspirador de pó 300 a 800
Batedeira 100 a 400
Cafeteira 500 a 1000
Chuveiro 4400 a 6000
Centrífuga 200
Computador com impressora 450
Ebulidor 200
Espremedor de frutas 200
Exaustor 75 a 300
Ferro Elétrico 500 a 1500
Fogão Elétrico 3000 a 6000
Forno a resistência 2500
Forno de microondas 1500
Freezer 350 a 500
Geladeira duplex 500
Grill 1500
Lâmpada Incandescente 15 a 200
Lâmpada Fluorescente 15 a 65
Liquidificador 150 a 300
Máquina de costura 100
Máquina de lavar louças ∗ 2000 VA ou 1600W
Máquina de lavar roupas 500 a 1000
Rádio 50 a 100
Secador de cabelo 300 a 2000
Secadora de roupas 2500 a 6000
Som 20
Televisão a cores 70 a 400
Torneira Elétrica 2000 a 4000
Torradeira 500 a 850
Ventilador 100 a 500
Vídeo Cassete 100
Todas as potências médias da tabela acima estão em W e possuem o FP =1 ou cos θ =1,
exceto as marcadas com um asterisco.

TABELA 3 - Potências nominais dos condicionadores de ar tipo janela


Capacidade Potência nominal
BTU/h kcal/h W VA
8500 2125 1300 1550
10000 2500 1400 1650
12000 3000 1600 1900
14000 3500 1900 2100
Valores válidos para aparelhos até 12000 BTU/h ligados em 127V ou 220 V e para os
aparelhos acima de 14000BTU/h ligados em 220V.

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A seguir tem-se um exemplo de uma casa que será utilizada na apostila, onde está ilustrado
o LayOut e em seguida a planta com todos os pontos de luz lançados.

Figura 1.5

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Figura 1.6

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Recomendações para a marcação dos pontos de luz na planta

1) Ler todo o exercício 01 da apostila;


2) Ver e ler toda a planta;
3) Completar toda a primeira tabela segundo o mínimo da norma e orientações dada na aula
teórica;
1. LUZ;
2. TUE (podendo acrescentar até mais 3 além das 4 que estão na tabela);
3. TUG;
4. Preencher os campos: totais, tipo de consumidor, tensão, área total (cuidado com as
unidades);

4) Alocar somente os pontos de luz na planta (tamanho ver legenda):


1. pelo menos dois pontos de luz no teto ou mais QS, SJ e CZ na Planta 1;
2. pelo menos dois pontos de luz no teto ou mais SE, SJ e CZ nas Plantas 2 e 3;
3. nos demais pelo menos um ponto de luz no teto ou mais;
5) arandela indicar a altura na legenda ( h = ?cm ).
6) Como no exemplo abaixo, para cada cômodo, independente de quantos pontos de luz
existirem, a soma de todos os pontos de luz deverá ser igual ao valor da 1a. tabela da
planta. (ou seja Ex. Se o QS tem na 1a. tabela 100 VA a soma de todos os pontos de luz
tem que ser 100 VA).

7) Terminar como a figura 1.6 da página 84;


8) Cortar e dobrar a planta segundo a norma.

NBR 5410 - Uso obrigatório em todo o território nacional conforme lei


8078/90, art. 39 - VIII, art. 12, art. 14.

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EXERCÍCIO 2
1) Escolher de forma apropriada o comando das lâmpadas dos vários cômodos,
prevendo comandos simples, duplos, “three-way” ou “four-way”, onde se fizerem
necessários. Representando-o em planta com a simbologia adequada, mostrada no
Tabela 4.
2) Supor que, em cada ponto de luz, temos disponível uma fase ou retorno e um
neutro. Lançar na planta os eletrodutos com os condutores necessários para o
comando das lâmpadas.
Abaixo são mostrados os comandos, normalmente utilizados numa instalação elétrica
residencial, de acordo com a norma NBR 5413:1992 – Iluminância de Interiores; e NBR 6527
– Interruptores para uso doméstico. Conforme item 5.6.6.1.2 pg 76 (não seccionar o
neutro).
O padrão de cor utilizado na identificação dos condutores está descrito no item 6.1.5.3 da
NBR 5410:2004, na página 86. Observar também as restrições do item 6.5.5.2 pg 159.
NOTAS:
1. A FASE (numa instalação é o condutor vermelho) é o condutor que deve ser interrompido
para se comandar uma lâmpada.
2. O NEUTRO (condutor azul) não deve ser interrompido. Ele sempre deve ser ligado
diretamente na base rosqueada da lâmpada. Conforme item 6.5.5.2.4 pg 159.
3. O RETORNO (condutor preto), o condutor que vai do comando à lâmpada, deve
portanto, ser ligado no disco central da lâmpada.
4. Conforme item 5.6.6.1.2 da página 76, o neutro não é interrompido no comando
“unipolar” (interruptor simples)

Identificação dos condutores no eletroduto para facilitar a leitura da planta (DEVERÁ


SER SEGUINDO NA DISCIPLINA)

PADRÃO DE COR PARA FIAÇÃO

Figura 2.1
Os condutores deverão estar como os representados no lado de cima do eletroduto (como
em negrito na figura acima).

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1- Comando de uma ou mais lâmpadas de um único ponto: interruptor simples

Na Figura 2.3 vemos representado um eletroduto contendo os condutores necessários ao


comando simples de uma lâmpada. Vemos que o condutor fase é interrompido no interruptor
(que é instalado numa caixa retangular padronizada de 5x10cm ou 2x4”) e então retorna à
lâmpada recebendo neste trajeto o nome de condutor retorno. A caixa octogonal do teto,
onde fixamos a lâmpada, também pode ser vista nesta figura. Esta caixa é representada em
planta, como na Figura 2.4.

Figura 2.2

Figura 2.3

Figura 2.4: Diagrama esquemático em


Figura 2.5 planta

O diagrama esquemático em planta de um cômodo com um único ponto de luz no teto,


sendo comandado também de um único ponto (A), perto da porta, é mostrado na
Figura 2.4.

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2- Comando separado de duas lâmpadas ou dois grupos de lâmpadas, de um mesmo


ponto: interruptor duplo

Neste tipo de comando temos dois interruptores simples numa mesma caixa 5x10cm ou
2x4”, cada um comandando uma das duas lâmpadas, separadamente. Temos então dois
retornos, um para cada lâmpada ou grupo de lâmpadas.

esquema equivalente

Figura 2.6

Figura 2.7

Figura 2.9 Figura 2.8

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3- Comando de uma lâmpada ou de um grupo de lâmpadas de dois pontos: sistema


“THREE-WAY”
Quando desejamos comandar uma ou mais lâmpadas de dois pontos diferentes
(aplicações típicas: escadas, cama da suite, salões, etc.), necessitamos do sistema
“three-way”. Neste tipo de comando precisamos interligar os interruptores, o que é feito
pelos retornos paralelos (vide figura abaixo). O neutro deve ser ligado na lâmpada, a fase
em um dos comandos e o retorno liga então o outro comando à lâmpada.

Figura 2.10
Nota: Tanto o sistema de comando como o interruptor possuem o mesmo nome: “three-
way”. Dizemos então: o sistema “three-way” possui dois interruptores “three-way”.

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4- Comando de uma lâmpada ou de um grupo de lâmpadas de três pontos:sistema


“four-way”
Este comando é constituído por 2 interruptores “three-way” e 1 chamado, intermediário. O
esquema equivalente pode ser visto abaixo. Observe que os 3 interruptores são inter-
conectados pelos retornos paralelos. O neutro vai diretamente para a lâmpada, a fase para
um dos “three-way” e o retorno do outro “three-way” para a lâmpada.
Caso queiramos comandar uma lâmpada de mais de três pontos distintos é necessário
introduzirmos, (n-2) intermediários, onde n=número de pontos de comando.

FIGURA 2.11

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TABELA 4
Abaixo listamos alguns símbolos normalizados pela NB-3 para a execução de um projeto
elétrico residencial em baixa tensão.
- eletroduto embutido no TETO de 20mm
de diâmetro

φ 25 mm - eletroduto embutido na PAREDE de


25mm de diâmetro
- eletroduto embutido no PISO de 25mm de
diâmetro
n
- condutor FASE no eletroduto com o
número do circuito (n)

- condutor NEUTRO no eletroduto


A
- condutor de RETORNO no eletroduto com
a identificação do comando (A)

- condutor TERRA (ou proteção) no


eletroduto
A
- condutores retornos paralelos, passando
dentro de eletroduto com a identificação
do comando (A)

interruptor simples ou de uma seção

interruptor duplo ou de duas seções

interruptor triplo ou de três seções

interruptor "three way"

interruptores "four way"

interruptor com tomada na mesma


prumada

interruptores no mesmo espelho

Na Figura 2.12 está ilustrado um exemplo de como a planta deve ficar após esta tarefa:

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Figura 2.12

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Recomendações para este exercício:

1) Corrigir os erros anteriores se houver;


2) Ler o exercício 02 da apostila;
3) Ver e ler toda a planta e legendas;
4) Indicar com letras MAIÚSCULAS nos pontos de luz
conforme legenda (evitar as letras “X” por causa do
“three way” ou “four way”); e no eixo do mesmo lado
do(s) símbolo(s) do(s) retorno(s); mesma letra significa
que ligam e desligam sempre juntas;

5) Definir a posição (em planta) dos interruptores e colocar as letras (representa quais os
pontos de luz que serão comandadas por esses interruptores);
Obs.: O número de interruptores com a(s) mesma(s) letra(s) define se o comando será
simples, three-way ou four-way ou conjugação entre eles (ou seja mesma letra
mesmo comando).
6) Desenhar os eletrodutos em arco para facilitar a leitura da planta (perguntar!):
1. Interligar os pontos de luz e interruptores com o menor número de eletrodutos e menor
caminho;
2. Indicar/desenhar o eletroduto de alimentação (com fase/neutro - 127V) apontando para
região/cômodo da CZ ou AS, pois é provavelmente onde o QDC deverá ficar (por que
na etapa 3);
3. Somente 01 eletroduto de alimentação por cômodo no ponto de luz do teto (do item
anterior);
4. No máximo 06 eletrodutos por ponto de luz no teto;

7) Passar os condutores para que os interruptores funcionem; Seguindo os esquemas


equivalentes:
1o ) Identifique a que ponto de luz pertencem os interruptores colocando as
respectivas letras;
o
2 ) desenhar/passar o condutor neutro até o(s) ponto(s) de luz;
3o ) desenhar o condutor fase até o interruptor e
4o ) desenhar o(s) condutor(es) retorno(s).
5o ) Identifique os condutores representados com os retornos – colocando as
respectivas letras (nos retornos; pontos de luz e interruptores) de acordo com a
legenda da planta (VER PG. 76, ou legenda na planta, ou Tabela 4 na pg 88);
8) Pelo menos um sistema “3-WAY” e um “4-WAY”.

9) EVITAR AO MÁXIMO repetir as letras para outros comandos.

10) NÃO CRUZAR os eletrodutos (são desenhados em arco, mas executados em linha reta).

11) Terminar conforme planta (fig 2.12) da página 89.

12) Planta não roda (letra, número e símbolos dos pontos de luz).

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• Conforme item 6.5.5.2 da página 159 da NBR 5410-2004:

1. Os equipamentos de iluminação destinados a locais molhados ou úmidos devem ser


especialmente concebidos para tal uso, não permitindo que a água se acumule nos
condutores, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas.
2. Os equipamentos de iluminação devem ser firmemente fixados. Em particular, a
fixação de equipamentos de iluminação pendentes deve ser tal que:
a. rotações repetidas no mesmo sentido não possam causar danos aos meios de
sustentação; e
b. a sustentação não recaia sobre os condutores de alimentação.
3. O contato lateral dos porta-lâmpadas com rosca deve ser ligado ao condutor neutro,
quando existente.

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MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR – MDIC


INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL - INMETRO

Portaria n.º 019, de 16 de janeiro de 2004. (Plugues e Tomadas)


O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE
INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas pela Lei nº 5.966, de 11 de dezembro de
1973, e tendo em vista o disposto no artigo 3º, da Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999;

Considerando o disposto nas Portarias Inmetro n.º 136, de 04 de outubro de 2001, e n.º 134, de 15 de julho de
2002, que tratam, respectivamente, da certificação compulsória e da comercialização de plugues e tomadas;

Considerando que ao regulamentar um segmento industrial é necessário visualizar a factibilidade do


cumprimento do regulamento por todos os envolvidos na questão;

Considerando a necessidade de zelar pela eficiência energética de dispositivos elétricos, de modo a


minimizar desperdícios de energia por conta de deficiências de material, de contato elétrico, dentre outros;

Considerando a necessidade de zelar pela segurança das instalações elétricas de baixa tensão, focos
potenciais de incêndios e de diversos acidentes residenciais;

Considerando a necessidade de regulamentar os segmentos da fabricação, importação e


comercialização dos plugues e tomadas, para uso doméstico e análogo, para tensões de até 250V e
corrente até 20A, de modo a estabelecer regras equânimes e de conhecimento público;

Considerando a existência, no mercado, de grande variedade de dispositivos elétricos residenciais de


baixa tensão produzidos em desacordo com as normas técnicas, o que os tornam impróprios para o
uso;

Considerando que os prazos estabelecidos para a regulamentação e para a entrada em


vigor do padrão brasileiro de plugues e tomadas não atendem às necessidades dos
fabricantes para a depreciação dos investimentos gastos nos ferramentais, resolve:
Art. 1º – A partir de 31 de dezembro de 2006, fabricantes e importadores de plugues e tomadas deverão
oferecer estes produtos, à comercialização, em conformidade com os requisitos da norma brasileira de
padronização NBR 14136.

Art. 2º – A partir de 31 de dezembro de 2008, lojistas e varejistas de plugues e tomadas deverão


comercializar estes produtos, ao consumidor final, em conformidade com a norma brasileira de
padronização NBR 14136.

Art. 3º – A partir de 01 de agosto de 2007, fabricantes e importadores de plugues, tomadas, cordões


conectores e prolongadores, incorporados aos aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletro-eletrônicos,
deverão oferecer estes produtos, à comercialização, em conformidade com os requisitos exigidos pela
norma brasileira de padronização NBR 14136.

Art. 4º – A partir de 01 de agosto de 2007, fabricantes e importadores de plugues, tomadas, cordões


conectores e prolongadores, para uso específico na manutenção e na reposição de aparelhos
elétricos, eletrônicos ou eletro-eletrônicos, deverão comercializar estes produtos em conformidade com
os requisitos impostos pela norma brasileira de padronização NBR 14136.

Art. 5º – A partir de 31 de agosto de 2009, lojistas e varejistas de aparelhos elétricos, eletrônicos ou eletro-
eletrônicos, especificados nos artigos 3º e 4º desta Portaria, só deverão comercializar estes
produtos se em conformidade com os requisitos da norma brasileira de padronização NBR
14136.

Art. 6º Fica revogado o artigo 7º da Portaria Inmetro n.º 136, de 04 de outubro de 2001.

Art. 7º Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

ARMANDO MARIANTE CARVALHO JUNIOR

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LEI N° 11.337, DE 26 DE JULHO DE 2006

Determina a obrigatoriedade de as edificações possuírem


sistema de aterramento e instalações elétricas
compatíveis com a utilização de condutor-terra de
proteção, bem como torna obrigatória a existência de
condutor-terra de proteção nos aparelhos elétricos que
especifica.

O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C A
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° As edificações cuja construção se inicie a partir da vigência desta Lei deverão
obrigatoriamente possuir sistema de aterramento e instalações elétricas compatíveis com a utilização do
condutor-terra de proteção, bem como tomadas com o terceiro contato correspondente.

Art. 2° Os aparelhos elétricos com carcaça metálica e aqueles sensíveis a variações bruscas
de tensão, produzidos ou comercializados no País, deverão, obrigatoriamente, dispor de condutor-terra de
proteção e do respectivo adaptador macho tripolar.

Parágrafo único. O disposto neste artigo entra em vigor quinze meses após a publicação desta
Lei.

Art. 3° Esta Lei entra em vigor noventa dias após sua publicação.

Brasília, 26 de julho de 2006; 185° da Independência e 118° da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Luiz Fernando Furlan
Márcio Fortes de Almeida

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EXERCÍCIO 3
1) Escolher a localização mais adequada para o quadro de distribuição de circuitos.
2) Dividir a instalação elétrica (cargas de iluminação e tomadas) em circuitos e
preencher o quadro de distribuição de circuitos na planta (similar ao ANEXO 1).
3) Numerar os pontos de luz e fases conforme a legenda da planta e interligar os
circuitos de luz ao QDC.
4) Indicar na planta a localização das tomadas NBR 14.136 NOV – 2002 com a
simbologia adequada.
5) Numerar as tomadas de acordo com os circuitos do ANEXO 4 (Ler NOTA no. 1 da
Planta).
6) Interligar, alimentar as tomadas gerais e específicas os vários circuitos ao QDC.

As indicações da norma NBR-5410 que se aplicam a este exercício são apresentadas a


seguir.
1- Definição de circuitos:
Chama-se circuito ao conjunto de equipamentos e condutores elétricos ligados ao
mesmo dispositivo de proteção o disjuntor.

Na figura 3.1 são mostrados 3 disjuntores, um monofásico de 10A e um bifásico de 20A e


o disjuntor diferencial residual (DR). Estes disjuntores são instalados no quadro de
distribuição (QD) mostrado na figura 3.2 e também no anexo 1.

Figura 3.1 – Disjuntores monofásico (10A – curva B), bifásico (20A – curva B), trifásico (16A
– curva C), e DR bipolar (30 mA – 25A), respectivamente.

2- Quadro de distribuição - QD:

Componente de uma instalação elétrica que recebe os condutores do quadro de medição


e possui a finalidade de dividir a instalação elétrica em circuitos. É nele que estão
localizados os dispositivos de proteção dos circuitos, como mostrado nas figuras abaixo;
Em residências ou apartamentos o quadro de distribuição deve ser instalado
preferencialmente no centro de cargas, que pode ser definido como o ponto ou região
onde se concentram as maiores potências, em ambiente de serviço ou circulação, em
local de fácil acesso, visível e seguro. Assim deve ser obtida uma razoável economia de
condutores (menores comprimentos de condutores implicam em menores quedas de
tensão e assim menores bitolas);

94
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Devem ser observadas as seguintes restrições para a divisão de circuitos em unidades


residenciais:
1. Qualquer instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos forem necessários, de
forma a proporcionar facilidade de inspeção, manutenção, bem como evitar que, por
ocasião de um defeito num circuito, toda a instalação fique desprovida de alimentação;
2. Obrigatório ser previstos circuitos distintos para iluminação e tomadas (Conforme item
9.5.3.3 da 5410 pg 184 e item 4.2.5.5 pg 18);
3. Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro, quando for Fase/Neutro (Conforme
item 6.2.6.2 da 5410 pg 114);
4. 1É recomendado prever os circuitos independentes para cada equipamento com corrente
nominal superior a 10A (TUE) (Conforme item 9.5.3.1 da 5410 pg 184) (na disciplina será
obrigatório cada TUE em circuitos distintos);
5. É obrigatório que sejam previstos circuitos independentes para as tomadas de uso geral
das cozinhas, área de serviço e copas – separadas entre si (Conforme item 9.5.3.2 da
5410 pg 184);
6. 1A mínima potência dos circuitos deve ser de aproximadamente 1270VA ( S = U * I => S
= 127V * 10A); E a potência máxima dos circuitos deve ser de aproximadamente 2540VA
(S = U * I => S = 127V * 20A).
7. 1As proteções dos circuitos de aquecimento ou condicionamento de ar de uma residência
podem ser agrupadas no quadro de distribuição da instalação elétrica de modo geral ou
num quadro separado (na disciplina será obrigatório todos os circuitos no mesmo quadro);
Na figura 3.2 quadro de distribuição, temos disjuntores monofásicos (127 V), bifásicos
(220V), trifásicos, DR tetrapolares e relés/DPS. Na parte inferior do 1º. temos 2 barramentos
o da direita o neutro (isolado) e da esquerda o terra em contato com o quadro; Na parte
superior do 2º. temos 2 barramentos o de baixo o neutro (isolado) e de cima o terra em
contato com o quadro

Disjuntor
3Ø DR

DISJUN

Barra de Terra Barra de


Proteção / Terra (PE) Neutro

Figura 3.2 – QD

1
Itens utilizados na disciplina

95
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Em instalações polifásicas (que recebem mais de uma fase da concessionária), os circuitos


devem ser distribuídos entre as fases de modo a assegurar o melhor equilíbrio nas mesmas
(será tratado na etapa do exercício 6), como mostrado na figura 3.3, onde vemos o diagrama
esquemático de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B que possui 6 circuitos: 2
bifásicos (2 fases F1 e F2) e 4 monofásicos.

Figura 3.3

3 - Exemplos de algumas instalações elétricas

Figura 3.4 - Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar

96
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Figura 3.5 - Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar

Figura 3.6 - Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar (127V), e um disjuntor


monofásico ou monopolar (127V).

Figura 3.7 - Circuito ligado a um disjuntor monofásico ou monopolar (127V), e um


disjuntor bifásico ou bipolar (220V).

97
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Recomendações para o traçado dos eletrodutos e para a representação dos


condutores dos circuitos de iluminação.
ETAPA 3.1
1. Corrigir os erros anteriores se houver;

2. Ler PG 94 -> 101;

3. Ler e ver TODA a planta e legendas;

4. Definir a melhor posição do QDC e desenhá-lo segundo a legenda da planta (para


diminuir o efeito do CQT EX. #4.2)
1
5. A mínima potência dos circuitos deve ser de aproximadamente 1270VA (S = U * I => S
= 127V * 10A). E a potência máxima dos circuitos deve ser de aproximadamente 2500VA
(S = U * I => S = 127V * 20A); (PLT 2 entre 1100VA e 1300VA – para diminuir o efeito das
3 bitolas consecutivas);

6. Dividir os circuitos de forma a facilitar a verificação e manutenção, alocando em um


mesmo circuito cômodos próximos com entradas/circulações próximas e/ou
atividades/uso similares;

7. Completar a TABELA referente à DIVISÃO DE CIRCUITOS (mesma do pg seguinte)

8. Escrever na TABELA de circuitos onde cada TUE vai ficar (local / cômodo);

9. É obrigatório que sejam previstos circuitos independentes para as tomadas de uso geral
das cozinhas, área de serviço e copas, ou seja, os circuitos de TUG separadas entre si
(Conforme item 9.5.3.2 da 5410 pg 184);

10. 1Não bifurcar os circuitos na saída do QDC (o mesmo circuito NÃO pode sair 2 ou mais
vezes do QDC, ou seja, sair somente em 1 duto do QDC e ao chegar em um ponto de luz
ou caixa de passagem poderá ser feita a derivação do circuito – para aumentar o FCNC);

11. 1Trace os eletrodutos procurando caminhos mais curtos evitando sempre que possível
cruzamento de tubulações (na disciplina não cruzar em linha reta os eletrodutos) e
também o menor caminho de cada ponto do circuito até o QDC;

12. Evite que as caixas octogonais do teto estejam interligadas a mais de 6 eletrodutos (tentar
usar no máximo 5 eletrodutos nesta etapa 3.1) ;
13. Evite que as caixas retangulares embutidas nas paredes se conectem com mais de 4
eletrodutos;
14. Identifique a que circuitos pertencem os condutores fase e os pontos de luz representados
em planta numerando-os, de acordo com os números dos circuitos da TABELA DE
CIRCUITOS na planta (2ª. Tabela – Ver as legendas);

98
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15. Como decidir a saída do circuito (para qual direção / Cômodo) e NÃO DEIXAR na planta:
1o ) Achar o centro geométrico do circuito (centro da figura formada pelos cômodos
deste circuito, representado por este símbolo );
o
2 ) Achar o centro de carga do circuito (representado por este símbolo );
o
3 ) Na direção destes 2 centros (não neles); Sair do QDC para o primeiro ponto de luz
nesta direção será uma das melhores soluções. Assim melhoramos o CQT (menor
distância) e o FCNC (menor número de circuitos em um mesmo eletroduto).

16. Represente os condutores que passam em cada trecho do eletroduto utilizando a


simbologia adequada (NBR 5444) ver as legendas na planta, ou na pg 77, ou Tabela 4 na
pg 88;
17. Na etapa 3.1 terminar a planta como na figura 3.16 do ANEXO 2 da página 101.
18. Verificar se o circuito (fase/neutro) realmente saiu do QDC e passa em todos os
eletrodutos até o ponto/cômodo que ele alimenta.
19. Condutor terra chegando em todas as luminárias.

1
Itens utilizados na disciplina

99
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ANEXO 1 - QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE CIRCUITOS

100
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ANEXO 2 - Planta esquemático parcial (iluminação) de uma instalação elétrica com
fornecimento tipo B – Figura 3.16

Figura 3.16

101
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4 - Alimentação de tomadas gerais e específicas

Conforme item 6.5.3.1 da 5410 pg 156, as tomadas de uso residencial e análogo devem ser
conforme ABNT NBR 6147 e ABNT NBR 14136. Conforme item 6.5.3.2 da 5410 pg 157 é
obrigatório identificar as tensões 220V nas placas dos pontos de tomada.

10 A com Ø 4,3 ± 0,2mm 10 A com Ø 4,0 ± 0,05mm


20 A com Ø 5,0 ± 0,2mm 20 A com Ø 4,8 ± 0,05mm
TOMADA NA PAREDE PLUG DE ENERGIA SEM/COM
TERRA

Resolução do CONMETRO no. 11 de 16-JAN-2006, basicamente resumida nos


seguintes prazos para adequação – fabricantes e importadores:
Ø De plugues 2P até 01-AGO-2007 (desmontáveis) e 01-JAN-2008 (não
desmontáveis);
Ø De plugues 3P até 01-JAN-2009;
Ø De tomadas fixas e móveis 3P a partir de 01-JAN-2009;
Ø De cordão de força para aparelhos elétricos e eletrônicos 2P e 3P a partir de 01-
JAN-2010.

Para a conexão de alguns aparelhos que ainda não estão com a configuração do
plugue padrão, será necessário a utilização de adaptador (segundo a NBR 14.936 já
publicada em abril de 2003).

102
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4.1 - Ligação de tomadas monofásicas de uso geral (TUG’s)

Figura 3.8

4.2 - Ligação de tomadas monofásica e bifásica de uso específico (TUE’s)

Figura 3.9

103
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Como o sistema de proteção pessoal contra choques elétricos provocados por contatos
direto ou indireto (ver figura 3.10) atuando não no valor da corrente que passa pelo corpo
humano e sim limitando o tempo de percurso da corrente. O DR abre mais rapidamente
quanto maior for a corrente que atinge a pessoa.
É obrigatório o uso do dispositivo DR (Conforme item 5.1.3.2 e 5.1.3.2.2 da 5410 pg 49).
Existe um tipo de disjuntor chamado de “diferencial residual” ou DR. Ele possui tanto o
sistema do disjuntor comum, que é de proteção do condutor contra sobrecarga e curto
circuito quanto o dispositivo DR. Também existe o interruptor DR – atua somente com a fuga
de corrente, NÃO atua com a sobre carga ou curto-circuito.
Uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade – DR

5.1.3.2.2. Casos em que o uso de dispositivo diferencial-residual de alta sensibilidade como proteção adicional é
obrigatório.

Além dos casos especificados na seção 9, e qualquer que seja o esquema de aterramento, devem
ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente
diferencial-residual nominal I?n igual ou inferior a 30 mA:

a) os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro;

b) os circuitos que alimentam tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;

c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;

d) os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados e cozinhas, copas-
cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas
molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens;

e) os circuitos que, em edificações não-residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em


cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas
molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens.

NOTAS:
1 No que se referem a tomadas de corrente, a
exigência de proteção adicional por DR de
alta sensibilidade se aplica às tomadas com
corrente nominal de até 32 A.
3 Admite-se a exclusão, na alínea d), dos
pontos que alimentam aparelhos de
iluminação posicionados a uma altura igual
ou superior a 2,5m.
5 A proteção dos circuitos pode ser realizada
individualmente, por ponto de utilização ou
por circuito ou por grupo de circuitos.

Campo de aplicação (...) as unidades residenciais


como um todo (...).

104
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Todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda sua extensão.


Nota: Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito, observado o disposto em
6.4.3.1.5.
Aquecimento elétrico de água (9.5.2.3)
A conexão do aquecedor elétrico de água ao ponto de utilização deve ser direta, sem uso de tomada
de corrente.
Nota: O uso de dispositivos DR não dispensa, em nenhuma hipótese, o uso de condutor de proteção.
Como especificado em 5.1.2.2.3.6, todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda sua
extensão (ver também 6.4.3.1.5).
6.3.3.2.5 O circuito magnético dos dispositivos DR deve envolver todos os condutores vivos do
circuito, inclusive o neutro, mas nenhum condutor de proteção; todo condutor de proteção deve
passar exteriormente ao circuito magnético.

Figura 3.10
A seguir temos alguns exemplos de circuitos que devem ser protegidos com este tipo de
disjuntor como: sistema de iluminárias externas com corpo de metal, TUG’s e TUE’s.
105
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1o Exemplo: Circuito de Iluminação em 127V ou 220V

FIGURA 3.11
o
2 Exemplo: Circuito de Tomada em 127V ou 220V

Figura 3.12
3o Exemplo: Circuito de Tomada de Uso Específico (TUE) em 127V ou 220V

Figura 3.13

106
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Caixa octogonal

Figura 3.14 – Ponto de luz no teto e condutores num eletroduto

Figura 3.15 - Diagrama esquemático 3D de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B

107
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ANEXO 3 - Planta esquemático parcial (luz e alocação tomadas) de uma instalação elétrica
com fornecimento tipo B – Figura 3.17

Figura 3.17
108
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ANEXO 4 - Planta de uma instalação elétrica com fornecimento tipo B – Figura 3.18

Figura 3.18
109
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Recomendações para o traçado dos eletrodutos restantes e para a representação dos


condutores dos circuitos de tomadas.
ETAPA 3.2
1) Corrigir os erros anteriores se hgouver;
2) Ler PG 102 -> 112;
3) Ler e ver TODA a planta e legendas;
4) Deve-se ter pelo menos um ponto de tomada TUG por bancada (na PLT 1 a letra F fica
assim – pelo menos em uma das bancadas na cozinha);

5) Após a determinação do número de pontos de tomadas de uso geral devemos então


localiza-las na planta. Para isto é necessário seguir os critérios abaixo:

1. Em banheiros, próximo ao lavatório;

2. Em cozinhas, copas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos acima de cada


bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no mesmo
ponto ou em pontos distintos

3. As demais tomadas devem ser localizadas de acordo com o lay-out do cômodo ou


deverão ser espaçadas tão uniformemente quanto possível.
5) Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro, quando for Fase/Neutro (Conforme
item 6.2.6.2.1 da 5410 pg 114);
6) 1Proibidos trechos de eletrodutos com mais de 4 circuitos;
7) 1Terra comum: Somente 1 (um) terra por eletroduto. (Conforme nota 5.1.2.2.3.6 pg 37 e
item 6.4.3.1.5 pg 150). Todos os circuitos devem ser acompanhados de terra;
8) Em algumas situações é recomendável a utilização de eletrodutos embutidos no piso,
para o atendimento de circuitos de tomadas baixas e médias;

9) Rever páginas 98 e página 99;


10) Evite trechos contínuos (sem interposição de caixas ou equipamentos) retilínios de
tubulação maiores que 15m, sendo que nos trechos em curvas, essa distância deve ser
reduzida de 3m para cada curva de 900;
11) 1Na etapa 3.2 terminar a planta como na figura 3.18 do ANEXO 4 da página 109.

6.2.11.1.9 Devem ser empregadas caixas:

a) em todos os pontos da tubulação onde houver entrada ou saída de condutores, exceto nos pontos de
transição de uma linha aberta para a linha em eletrodutos, os quais, nestes casos, devem ser rematados
com buchas;

b) em todos os pontos de emenda ou de derivação de condutores;

c) sempre que for necessário segmentar a tubulação, para atendimento do disposto em 6.2.11.1.6 - b).

1
Itens utilizados na disciplina

110
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Conectores: Porcelana, Barras, olhal e cones

Figura 3.19

111
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112
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EXERCÍCIO 4
1) Dimensionar os condutores (fio ou cabo) dos vários circuitos. Usando os critérios
de capacidade de corrente (CCC) e de queda de tensão (CQT)

2) Dimensionar e lançar o(s) condutor(es) terra.

Os condutores em geral são determinados pela NBR 5471. Os condutores de PVC seguem as
normas NBR 7288 (cabo PVC) e NBR NM 247-3 (condutor isolado PVC) que abrangem cabos
condutores. Conforme item 6.2.3.4 da pg 89 da 5410, não propaga fogo. Já os condutores de EPR
são regulamentados pela norma NBR 7286 que trata de fios condutores.

1- Dimensionamento de condutores em instalações residenciais/prediais:

Em circuitos monofásicos residenciais os condutores fase e neutro, até seção de #25mm2


possuem a mesma bitola. Para as novas configurações das tomadas residenciais utilizadas
nacionalmente, vide a portaria 19 do INMETRO no ano de 2004 pg 92 e a pg 93.

a) Condutores utilizados:

Em instalações residenciais e/ou prediais


convencionais, os condutores utilizados são
de cobre, com isolamento de PVC (cloreto de
polivinila) ou de outros materiais previstos
por normas, como por exemplo, o EPR
(borracha etileno-propileno). O tipo de
isolação determinará a temperatura máxima
a que os condutores poderão ser submetidos
em regime contínuo, em sobrecarga ou em
condição de curto-circuito.

Figura 4.1

Temperatura máxima em Temperatura máxima Temperatura máxima


Tipo de isolação o
serviço contínuo ( C)
o
em sobrecarga ( C)
o
em curto-circuito ( C)
PVC até 300 mm2 70 100 160
EPR 90 130 250
Referente à tabela 35 da página 100 da NBR 5410:2004

b) Maneira de instalar – (Método construtivo B1)


A maneira segundo a qual os condutores estarão instalados influenciará na capacidade de
troca térmica entre os condutores e o ambiente, e em conseqüência, na capacidade de
condução de corrente elétrica dos mesmos. Quanto melhor as condições dos condutor
dissipar o calor, maior poderá ser a corrente transportada por ele. Utilizaremos em nosso
projeto a maneira mais usual em instalações residenciais/prediais, que é: Condutores
unipolares em eletroduto embutido em alvenaria (tabela 33 da página 90 da NBR-5410
Out/2004).

As indicações da NBR-5410 Out/2004 que se aplicam a este exercício são apresentadas a


seguir.

113
Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009

c) Para o dimensionamento dos condutores devemos proceder a dois critérios:


c1) Critério da capacidade de corrente
Primeiramente deve-se calcular a corrente em cada circuito e em seguida aplicar os
fatores de correção, FCT e FCNC, quando necessário. (Cada circuito terá o mesmo
condutor em toda sua extensão).
Para análise, como se fossem circuitos monofásicos, tem-se:
P S
ICIRC = (Ampere) ou ICIRC = (Ampere)
U x cos ϕ U
Onde: ICIRCUITO = Corrente total da(s) Carga(s) ou do(s) equipamento(s) do mesmo circuito
P = potência em Watts do circuito S = potência em VA do circuito
U = tensão em Volts do circuito cosϕ = fator de potência = FP.
Será necessário aplicar fatores de correção aos valores calculados de corrente de cada
circuito, de forma a adequar cada caso específico às condições para as quais foram
elaboradas as tabelas de condução de corrente. São basicamente duas as correções:
uma em função do número de circuitos dentro de um mesmo eletroduto e outra em
função da temperatura ambiente. A corrente de projeto (IPROJ )será então:

FCT - fator de correção de temperatura


ICIRC
IPROJ = FCT x FCNC FCNC - fator de correção para grupo de circuitos
num mesmo eletroduto
Os fatores de correção de temperatura (sem levar em conta a radiação solar) e o fator de
correção para grupo de circuitos num mesmo eletroduto são obtidos nas tabelas 5 e 6.
TABELA 5
Fator de correção FCT
Temperatura(ºC) PVC EPR OU XLPE
10 1,22 1,15
15 1,17 1,12
20 1,12 1,08
25 1,06 1,04
30 1,00
35 0,94 0,96
40 0,87 0,91
Referente à tabela 40 da página 106 da NBR 5410:2004

TABELA 6
Número de circuitos ou de cabos Tabela dos
Forma de agrupamento multipolares FCNC
Ref. métodos de
dos condutores
1 2 3 4 5 6 referência
Em feixe: ao ar livre ou
Métodos de
1 sobre superfície; embutidos; 1,00 0,80 0,70 0,65 0,60 0,57
AaF
em conduto fechado
Referente à tabela 42 da página 108 da NBR 5410:2004
Os fatores de agrupamento de circuitos (FCNC) e de temperatura (FCT) devem ser
aplicados para se evitar um aquecimento excessivo dos fios quando se agruparem vários
circuitos num mesmo eletroduto ou se a temperatura ambiente for diferente da
especificada nas tabelas de capacidade de condução de corrente.
114
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Quando temos uma corrente de projeto menor ou igual a 30% do valor da Tabela 7,
poderemos desconsiderar esse circuito para ser contabilizado no FCNC, pois ele não
apresentará problema de aquecimento (entretanto ocupará espaço no eletrodutro).
A seguir apresenta-se a Tabela 7 (Conforme Tabela 36 da 5410 pg 101, método B1)
referente a capacidade de condução de corrente de condutores e cabos de cobre com
isolação de PVC, instalados em eletrodutos embutidos em alvenaria (apenas um circuito
dentro do eletroduto) numa temperatura ambiente de 30o C.
TABELA 7
BITOLA 2 condutores 30% da 3 condutores
carregados (*) Capacidade carregados (*)
seção nominal (Mono ou Bifásico) De condução (Trifásico)
(mm²) IFIO (A) 2 condutores (A) IFIO (A)
# 1,5 17,5 5,3 15,5
# 2,5 24,0 7,2 21,0
# 4,0 32,0 9,6 28,0
# 6,0 41,0 12,3 36,0
# 10,0 57,0 17,1 50,0
# 16,0 76,0 22,8 68,0
# 25,0 101,0 30,3 89,0
(*)Conforme Tabela 36 da 54!0 pg 101, considera-se condutor carregado
aquele que efetivamente é percorrido pela corrente elétrica no
funcionamento normal do circuito, inclusive o neutro.

EX.:CRITÉRIO DE CORRENTE CIRCUITO 7 (TOMADA CHUVEIRO) DA PÁGINA 109.

Dimensione os condutores do circuito 4500 W


7 pelo critério da corrente CCC. ICIRCUITO = 220 V x FP
= 20,45A

Observe que como o chuveiro é uma 4500 VA


carga resistiva o FP = 1 (cosϕ =1). ICIRCUITO = 220 V
= 20,45A

Considerando que no primeiro ou segundo trecho deste circuito (que é o mais crítico em
relação ao número de circuitos no mesmo eletroduto), o eletroduto que sai do quadro de
distribuição e vai para o ponto de luz no teto do dormitório 2, temos 3 circuitos passando
no mesmo eletroduto e ainda que, a temperatura ambiente é de 30o C, a corrente de
projeto será (TABELAS 5 e 6 pg.114)
FCT (30OC) = 1,0 FCNC (3) = 0,70 (TABELAS 5 e 6 pg. 114)

20,45 A
IPROJETO = 1,0 x 0,70 = 29,22 A

Observe que houve um “acréscimo” de 43% na corrente do projeto devido ao agrupamento


de circuitos no eletroduto, levando a escolha de condutores de #4,0mm2 e não a de
#2,5 mm2 como indicado pelo critério de corrente do circuito (TABELA 7 pg. 115 – 2
condutores carregados).

115
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EX.:CRITÉRIO DE CORRENTE CIRCUITO 3 (TOMADAS) DA PÁGINA 109.


1600 VA
ICIRCUITO = 127 V
= 12,60 A

Assim como no caso anterior, temos no máximo 3 circuitos carregados no trajeto deste
circuito. Considerando a temperatura ambiente é de 30o C, a corrente de projeto será:
FCT (30OC) = 1,0 FCNC (3) = 0,70 (TABELAS 5 e 6 pg. 114)
12,60 A
IPROJETO = 1,0 x 0,70 = 18,00 A

A corrente de projeto foi aumentada em quase 43%. Analisando a tabela 7 da pág. 115, para
2 condutores carregados temos fio ou cabo de #2,5 mm2.

EX.:CRITÉRIO DE CORRENTE DO CIRCUITO 2 (ILUMINAÇÃO) DA PÁGINA 109.


500 VA
ICIRCUITO = 127 V
= 3,94 A

Observe que para este caso, quando o circuito sai do quadro de distribuição temos 4 circuitos
carregados no mesmo eletroduto, assim para temperatura de 30o C temos:
FCT (30OC) = 1,0 FCNC (4) = 0,65 (TABELAS 5 e 6 pg. 114)
3,94 A
IPROJETO = 1,0 x 0,65 = 6,06A

Para este caso a corrente de projeto é cerca de 54% maior que a corrente de circuito.
Analisando a tabela 7 da página 115, para 2 condutores carregados temos fio ou cabo de
#1,5 mm2.

Recomendações:
ETAPA 4.1

1) Corrigir os erros anteriores se houver;


2) Ler o exercício 04 da apostila até a pg 116;
3) Ler as NOTAS;
4) Completar a segunda tabela da planta até a coluna de CCC (deixar a bitola=seção nominal
pelo resultado dos cálculos do CCC);
5) FCNC (parâmetros na planta), resultados dos cálculos das correntes com apenas uma
casa decimal;

Sugestão:
Caso termine esta etapa antes do final da aula, inicie o exercício de CQT, que será corrigido
sem descontar pontos.

116
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c2) Método de cálculo da queda de tensão (Sd = VA x m)


Os equipamentos elétricos (eletrodomésticos, chuveiros, etc.) são projetados para
trabalharem a determinadas tensões, com reduzida tolerância.
Entre o ponto de fornecimento de energia e o ponto de utilização ocorre uma queda de
tensão nos condutores, devido à resistência elétrica dos mesmos. Estas quedas são
função da distância entre a carga e o ponto de fornecimento. Quando as quedas são
elevadas, os equipamentos receberão uma tensão inferior aos valores nominais e isto é
prejudicial ao seu desempenho, podendo reduzir a sua vida útil.
As quedas de tensão admissíveis são dadas em porcentagem da tensão nominal ou de
entrada em relação ao padrão da concessionária.

Pela norma NBR-5410:2004, para instalações alimentadas diretamente por um ramal de


baixa tensão, a partir da rede de distribuição pública de baixa tensão, a queda admissível é
de 4% (Conforme item 6.2.7.2 da 5410 pg 115). Esta queda deve ser dividida entre o
alimentador principal e os demais circuitos. É usualmente sugerido quedas iguais para o
alimentador principal e os demais circuitos, como mostrado na figura a seguir.

Figura 4.2 – (catálogo Pirelli)

Para o dimensionamento dos condutores utilizando o critério de queda de tensão existem


vários métodos de cálculo. Utilizaremos o método “VA x m” que é simples e produz uma
boa aproximação para condutores de diâmetros pequenos como os usados em instalações
residenciais/prediais.
A queda de tensão percentual num circuito constituído pela fonte, a carga e os condutores
de alimentação, pode ser expressa por:
RxI
∆U(%) = x 100 (Equação 1)
U
onde: R = resistência do condutor de alimentação (Ω);
I = corrente que circula no condutor (A);
U = tensão da fonte de alimentação (220V ou 127V)
Para circuitos monofásicos a dois condutores temos que:

ρxd (Equação 2)
R=2x A (Ω)
onde: ρ = resistividade do cobre (Ω mm2 / m);
A = área da seção transversal do condutor (mm2) e
d = comprimento do condutor (m).
117
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E ainda se admitimos que S = U x I (Equação 3), podemos então, substituindo as duas


últimas equações (2) e (3) na primeira (1) e demonstrar que:

200 x S x d (Equação 4)
∆U(%) = ρ x A x U2
Logo:
Sxd= A x U2 x ∆U(%)
(VA*m) (Equação 5)
200 x ρ
Para um condutor de resistividade ρ e área A e para uma queda máxima de tensão do
quadro de distribuição à carga de 2%, podemos então construir a tabela a seguir,
utilizando a equação 5.

TABELA 8
Soma dos produtos Potência(VA) x comprimento(m) = Sd(VAm)
BITOLA Valores para Sd MÁXIMO (VA*m) de 2%
condutor
(mm²) UQUADRO = 127V UQUADRO = 220 V
UMÍNIMA NA CARGA = 124,46 V UMÍNIMA NA CARGA = 215,60 V
# 1,5 14.032 42.108
# 2,5 23.387 70.180
# 4,0 37.419 112.288
# 6,0 56.129 168.432
# 10,0 93.548 280.720
# 16,0 149.677 449.152
# 25,0 233.871 701.800
ρCOBRE = 1 Ω mm2 , de acordo com Equação 5.
58 m

Figura 4.3
118
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Figura 4.4

EX.:QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 7 (TOMADA CHUVEIRO) DA PÁGINA 109.


1) Calcule os condutores do circuito 7, pelo critério da queda de tensão CQT. Estando o QDC
a 1,3m do piso e o pé direito sendo de 2,8m, temos que o comprimento dos condutores
que alimentam o chuveiro é de 8,4m, sendo a escala de 1:50.

Figura 4.5

Sd = 4500VA x (1,5 + 2,1 + 2,8 + 1,2 + 0,8)m =


Sd = 4500VA x (8,4)m = 37.800 VAm
Assim, podemos calcular a nova queda máxima de tensão:
37.800VA x% 0.02 * 37.800
= →x= % → x = 1,8%
42.108VA 2% 42.108

Pela TABELA 8 – pg. 118 de SdMÁX (coluna de 220 V), para este circuito podemos escolher
o condutor de # 1,5 mm2, pois com este condutor a queda de tensão no chuveiro seria de
1,8%, portanto menor que a máxima permitida.
Então pelo critério da queda de tensão encontramos que o condutor deve ser o de
# 1,5 mm2 , porém pelo critério da corrente o condutor encontrado é de # 2,5 mm2 . Logo, o
condutor utilizado neste circuito deve ser o de # 2,5 mm2 pois assim, ele atende aos dois
critérios, o da corrente e o da queda de tensão.

119
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EX.:CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 3 (TOMADAS) DA PÁGINA 109.


2) Dimensione os condutores do circuito 3, pelo critério da queda de tensão. Abaixo temos
representado o desenho esquemático do circuito 3. O esquema não está em escala mas as
distâncias dos vários trechos e as potências das cargas estão indicadas no desenho.

Figura 4.6
A seguir são ilustradas todas as possibilidades para o cálculo dos condutores, sendo que
existem várias possibilidades e deve ser levado em conta aquela que utiliza em seus
cálculos maior potência e maior comprimento.

100x(2,0+2,5) (Sd = 6210VAm)


ou
Sd = 1600x(1,5+2,1) + 100x(2,1+2,5) (Sd = 6220VAm)
5760VAm ou
100x(1,7+2,5) (Sd = 6180 VAm)
ou
100x(1,7+0,6+2,5) (Sd = 9750 VAm)
ou
1300x2,7 + 600x(1,1+1,5) (Sd = 10830 VAm)
3510VAm
ou 100x(1,7+2,5) (Sd = 10350 VAm)
ou
600X2,7 + 200x(1,9+2,5) + 100x1,9 (Sd=11960VAm)
1620VAm ou
100x(1,7+2,5) (Sd=12270VAm) ⇐
300X3,2 + ou 420Vam
960VAm 100x(1,7+2,5) (Sd=12270VAm) ⇐
ou
100x(1,5+2,5) (Sd=12250VAm)

120
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A saída do QDC
Enxerga / vê
como
Se fosse uma
carga única (total
pela frente)

Esse caminho de
2,70m
Enxerga / vê como
Se fosse uma
carga única (total
pela frente)

Novamente esse caminho de 2,70m


Enxerga / vê como
Se fosse uma carga única (total pela frente)

121
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Analisando os resultados conclui-se que Sdmax é de 12270 VAm, este valor foi obtido da
equação abaixo:

Sd = [100VA x (1,7+2,5)m] + [300VA x (3,2)m] + [600VA x (2,7)m]+


[1300VA x (2,7)m] + [1600VA x (1,5 +2,1)m] Sd = 12.270 VAm
12.270VA x% 0.02 *12.270
= →x= % → x = 1,75%
14.032VA 2% 14.032

Consultando a TABELA 8 pg. 118 de SdMÁX (coluna de 127 V) vemos que devemos utilizar o
condutor de # 1,5mm2 pois teremos no ponto crítico uma queda de 1,75%, menor portanto
que a máxima permitida.

Mas como foi calculado anteriormente, pelo critério de corrente, para este circuito
encontramos que o condutor do circuito 3 deve ser o de # 2,5 mm². Assim, para que o
condutor atenda aos dois critérios será utilizado o condutor de # 2,5 mm².

122
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EX.:CRITÉRIO DE QUEDA DE TENSÃO DO CIRCUITO 2 (ILUMINAÇÃO) DA PÁGINA 109.


3) Idem para o circuito 2, do exemplo do Roteiro 3.

Figura 4.7

100VA x (2,3+0,4+1,1+1,0)m (Sd = 2080VAm)


Sd = 500VA x(1,5+1,7)m + ou
1600VAm 100VA x (3,3+1,7+1,5)m (Sd = 2250VAm)
ou
[200 x 3,5]+[100 x (3,2+1,5+1,7+1,5+1,7)] (Sd = 3260VAm)
700VAm 960VAm
A nova queda máxima de tensão é:
3.260VA x% 0.02 * 3.260
= →x= % → x = 0,47%
14.032VA 2% 14.032
Consultando a TABELA 8 pg. 118 de SdMÁX (coluna de 127 V) vemos que devemos
utilizar o condutor de # 1,5mm2 pois teremos no ponto crítico uma queda de 0,47%, menor
portanto que a máxima permitida.
Os valores encontrados para o condutor do circuito 2 pelo critério da corrente e pelo
critério da queda de tensão são amobos de # 1,5 mm². Portanto o condutor do circuito 2
deve ser o de # 1,5 mm².
d) Escolha da bitola dos condutores
Uma vez verificados os dois critérios acima, adota-se o condutor de maior seção.
Devendo-se observar a seção mínima exigida pela NBR 5410:2004 (Conforme item 6.2.6
da página 113) que no caso de instalações residenciais, a seção dos condutores de fase,
em circuitos de corrente alternada, e dos condutores vivos, em circuitos de corrente
contínua, não deve ser inferior ao valor pertinente dado na tabela seguinte:

Seção mínima do
Tipo de Linha Utilização do circuito condutor em mm2
(cobre)
Instalações fixas Condutores e Circ. de iluminação 1,5
em geral cabos isolados Circ. de força* 2,5
Referente à tabela 47 da página 113 da NBR 5410:2004
*Os Circuitos de tomadas de corrente são considerados circuitos de força

123
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Em um eletroduto embutido em alvenaria deve existir


somente condutores que estão contidos no intervalo de 3
bitolas normalizadas sucessivas.
Conforme 2º. Sub-item da alínea a) do item 6.2.10.2, página 119, da NBR 5410:2004

e) Dimensionamento do condutor neutro


De acordo com o item 6.2.6.2 da norma, o condutor neutro não pode ser comum a mais
de um circuito e quando for circuito monofásico, deve ter a mesma seção do condutor de
fase.
Sendo que num circuito bifásico ou trifásico com neutro, a taxa de terceira harmônica e
seus múltiplos for superior a 33%, pode ser necessário um condutor neutro com seção
superior à dos condutores de fase. Caso contrário tem-se os valores apresentados em
seguida, que são aplicáveis quando os condutores de fase e o condutor de neutro forem
do mesmo metal.

Se a seção dos condutores de fase for menor ou igual a 25 mm2, deve-se adotar como
seção reduzida do condutor neutro a mesma seção adotada para os condutores fase.
Referente à tabela 48 da página 115 da NBR 5410:2004.

f) Dimensionamento do condutor de proteção (terra)


Aterramento é a ligação elétrica intencional com a terra. Esta ligação visa propiciar um
meio favorável e seguro ao percurso de correntes elétricas perigosas e indesejáveis.
As instalações elétricas estão sujeitas a defeitos como falhas de isolamento de
condutores ou partes energizadas que, em contato com superfícies condutoras, poderão
colocá-las sob um potencial elétrico diferente do da terra. Alguém, em contato com a terra
no instante em que tocar superfícies com potencial elétrico diferente do da terra,
estabelecerá um caminho condutor fechado entre dois pontos sob potencial elétrico
diferente, o que ocasionará a circulação de corrente elétrica deste ponto à terra (veja
figuras abaixo). É o que chamamos choque elétrico. Para maior entendimento é ilustrado
abaixo duas situações, a primeira trata-se de um sistema aterrado enquanto a segunda
trata-se de um sistema não aterrado. Em ambos os casos o material metálico, carcaça de
um equipamento encontra-se energizado.

Figura – 4.8 sistemas aterrado Figura – 4.9 sistema não aterrado

124
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Como pode ser observado, em um sistema aterrado a pessoa em contato com a carcaça
é protegida em um sistema aterrado, enquanto num sistema não aterrado a corrente
circulará através da pessoa.
O aterramento também é deve fornecer um plano de referência estático e sem
perturbações (terra), de tal modo que os equipamentos eletrônicos, computador, possam
funcionar satisfatoriamente tanto em baixas quanto em altas freqüências.
Conforme a norma NBR 5410, toda instalação elétrica predial deve possuir um sistema de
aterramento. O esquema sugerido neste trabalho será o TN-S onde o condutor neutro e o
condutor de proteção (terra) são separados ao longo da instalação e as massas (conjunto
de partes metálicas não destinadas a conduzir corrente, eletricamente interligadas e
isoladas das partes vivas) devem então ser conectadas ao condutor de proteção.

A NBR-5410-2004 estabelece a necessidade de se instalar o fio TERRA e plugues e


tomadas padrão atenderão esta EXIGÊNCIA, em conformidade com a Lei no. 11.337
de 26-JUL-2006
De acordo com a Tabela 58 página 150 da NBR 5410:2004, utiliza-se no condutor de
proteção a mesma seção do condutor fase, do circuito de maior bitola, até # 16mm².
Sendo necessário que o condutor de proteção for construído do mesmo metal que os
condutores de fase (Conforme item 6.4.3.1.3 da página 150);

6.4.3.1.4 A seção de qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo cabo ou não esteja
contido no mesmo circuito fechado que os condutores de fase não deve ser inferior a:

a) 2,5 mm2 em cobre, se for provida de proteção contra danos mecânicos;


b) 4 mm2 em cobre, se não for provida de proteção contra danos mecânicos.

Todo circuito deve dispor de condutor de proteção, em toda sua extensão.


Nota: Um condutor de proteção pode ser comum a mais de um circuito, observado o disposto em
6.4.3.1.5.
Seção mínima do condutor de proteção
Seção dos condutores de fase S mm2 Seção mín. do cond. de proteção corresp. mm2
16 áS S
35 á S > 16 16
S > 35 S/2
Referente à tabela 58 da página 150 da NBR 5410:2004

6.4.3.2.3 Os seguintes elementos metálicos não são admitidos como condutor de proteção:

a) tubulações de água;
b) tubulações de gases ou líquidos combustíveis ou inflamáveis;
f) armadura do concreto (ver nota);
g) estruturas e elementos metálicos da edificação (ver nota).

Nota: Nenhuma ligação visando equipotencialização ou aterramento, incluindo as conexões às


armaduras do concreto, pode ser usada como alternativa aos condutores de proteção dos
circuitos. Como especificado em 5.1.2.2.3.6, todo circuito deve dispor de condutor de
proteção, em toda a sua extensão (ver também 6.4.3.1.5).

A medição da resistência de aterramento é feita segundo a NBR 5410-2004 conforme o


anexo J (normativo), página 202 e 203 da NBR-5410:2004.

125
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Nos quadros de distribuição, deve ser previsto espaço para ampliações futuras, com base
no número de circuitos com que o quadro for efetivamente equipado, conforme a tabela
seguinte:
Espaço para ampliações em quadros de distribuição
Quantidade de circuitos Espaço mínimo destinado a
efetivamente disponível reserva (em número de circuitos)
N
Até 6 2
7 a 12 3
13 a 30 4
N > 30 0,15 N
NOTA A capacidade de reserva deve ser considerada no cálculo
do alimentador do respectivo quadro de distribuição
Referente à tabela 59 da página 157 da NBR 5410:2004

Conforme item 6.5.4.10 da página 158, os quadros de distribuição destinados a


instalações residenciais e análogas devem ser entregues com a seguinte advertência:
ADVERTÊNCIA
1. Quando um disjuntor ou fusível atua, desligando algum circuito ou a instalação inteira, a
causa pode ser uma sobrecarga ou um curto-circuito. Desligamentos freqüentes são sinal de
sobrecarga. Por isso, NUNCA troque seus disjuntores ou fusíveis por outros de maior
corrente (maior amperagem) simplesmente. Como regra, a troca de um disjuntor ou fusível
por outro de maior corrente requer, antes, a troca dos fios e cabos elétricos, por outros de
maior seção (bitola).

2. Da mesma forma, NUNCA desative ou remova a chave automática de proteção contra


choques elétricos (dispositivo DR), mesmo em caso de desligamentos sem causa aparente.
Se os desligamentos forem freqüentes e, principalmente, se as tentativas de religar a chave
não tiverem êxito, isso significa, muito provavelmente, que a instalação elétrica apresenta
anomalias internas, que só podem ser identificadas e corrigidas por profissionais
qualificados.
A DESATIVAÇÃO OU REMOÇÃO DA CHAVE SIGNIFICA A ELIMINAÇÃO DE MEDIDA
PROTETORA CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS E RISCO DE VIDA PARA OS USÚARIOS
DA INSTALÇÃO.
Esta advertência pode vir de fábrica ou ser provida no local, antes de a instalação ser entregue ao
usuário, e não deve ser facilmente removível.

ETAPA 4.2
1) Corrigir os erros anteriores se houver;
2) Ler o restante exercício 04 da apostila;
3) Ler as NOTAS;
4) Calcular as quedas de tensão de acordo com o CQT, somente de um circuito de LUZ, um
de TUG e um de TUE. Identificar cada um dos 3 cálculos desta forma qual tipo de circuito e
o número dele: TUE – C?, TUG – C? e LUZ – C? Onde a interrogação é o número do
circuito;
5) Completar na coluna CQT somente os 3 circuitos que foram calculados;
6) Completar toda a coluna de BITOLA em relação ao CCC, somente 3 com CQT (nestes
casos escolher o maior entre as 2 bitolas na coluna BITOLA), nos demais circuitos que não
possuem o cálculo do CQT copiar a coluna CCC para coluna BITOLA tomando cuidado
com as observações pg 123 e 124;
7) Dimensionar o(s) condutor(es) de proteção – terra pg 124 e 125.
126
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MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - MDIC


INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE INDUSTRIAL – INMETRO

Portaria nº 130, de 30 de junho de 2005. (Disjuntores)


O PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE
INDUSTRIAL - INMETRO, no uso de suas atribuições, conferidas pela Lei nº 5.966, de 11 de dezembro de
1973, e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei nº 9.933, de 20 de dezembro de 1999;

Considerando a necessidade de zelar pela segurança das instalações elétricas de baixa tensão, foco de
incêndios e de diversos acidentes residenciais;

Considerando a necessidade de regulamentar os segmentos da fabricação, importação e


comercialização dos disjuntores, de modo a estabelecer regras equânimes e de conhecimento público;

Considerando a existência, no mercado, de grande variedade de dispositivos elétricos residenciais de


baixa tensão, industrializados em desacordo com as normas técnicas, fato que torna desaconselhável a
sua utilização, resolve baixar as seguintes disposições:

Art. 1º Fica mantida, no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade – SBAC, a certificação
compulsória dos disjuntores utilizados nos quadros de entrada, de medição e de distribuição,
residenciais, comumente conhecidos como minidisjuntores, ou execuções mono, bi, tri e tetrapolares
para tensões até 415V (volt), correntes nominais até 63A (ampère) e correntes de curtocircuito até 10kA
(quilo-ampère).

Art. 2º Os disjuntores mencionados no artigo anterior deverão ostentar a identificação da certificação, no


âmbito do SBAC, indicando conformidade, respectivamente, às Normas Brasileiras NBR 5361, NBR IEC
60947-2, NBR IEC 60898 ou NBR NM 60898, editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas –
ABNT.

Parágrafo Único – A certificação, de que trata o caput deste artigo, em conformidade com as Normas
Brasileiras NBR 5361 e NBR IEC 60898, será admitida até 31 de dezembro de 2005, derrogando o
parágrafo único do artigo 2º, da Portaria Inmetro nº 35, de 14 de fevereiro de 2005. As certificações,
anteriormente mencionadas, deverão estar de acordo com o Regulamento de Avaliação da
Conformidade para Certificação dos Disjuntores, editado pelo INMETRO.

Art. 3º Disponibilizar, no site www.inmetro.gov.br, proposta de revisão do texto do Regulamento de Avaliação


da Conformidade para Certificação dos Disjuntores.

Art. 4º Declarar aberto, a partir da data da publicação desta Portaria, o prazo de 60 (sessenta) dias para que
sejam apresentadas sugestões e críticas relativas ao Regulamento de Avaliação da Conformidade para
Certificação dos Disjuntores.

Art. 5º Informar que as críticas e sugestões a respeito da proposta deverão ser encaminhadas para o endereço
abaixo:
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro
Diretoria da Qualidade – DQUAL
Divisão de Avaliação da Conformidade – DIPAC
Rua Santa Alexandrina 416
CEP 20261-232 - Rio Comprido - RJ
FAX: (021) 2563.2834 , ou E-mail: dipac@inmetro.gov.br

Art. 6º Declarar que, findo o prazo estipulado no artigo 4º desta Portaria, o Inmetro se articulará com as
entidades representativas do setor, que tenham manifestado interesse na matéria, para que indiquem
representantes nas discussões posteriores, visando à consolidação do texto final.

Art. 7º Publicar esta Portaria no Diário Oficial da União, quando iniciará a sua vigência.

JOÃO ALZIRO HERZ DA JORNADA


Presidente do Inmetro

127
Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009
EXERCÍCIO 5
1) Dimensionar a proteção dos circuitos – os disjuntores NBR NM 60898:2004
2) Dimensionar os eletrodutos – diâmetro dos dutos NBR 6150

As indicações da norma NBR-5410 – 2004 que se aplicam a este exercício estão resumidas
a seguir. (Conforme item 5.3.3.1 da página 62).

Os disjuntores termomagnéticos em caixa moldada, geralmente de cor branca (também


chamados de mini-disjuntores) são regulamentados pela norma NBR NM 60898:2004
aplicável para instalações domésticas e similares.

Os disjuntores DR são regulamentados pela norma NBR IEC 61009 – 1; e IEC 898
(aplicação residencial).

1- Dimensionamento da proteção dos circuitos

A NBR 5410 estabelece prescrições fundamentais destinadas a garantir a segurança de


pessoas, de animais domésticos e de bens, contra os perigos que possam resultar de
utilização das instalações elétricas.

PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES

As sobrecorrentes são correntes elétricas cujos valores excedem o valor da corrente


nominal ou valor de funcionamento normal do equipamento. Elas podem ser pouco
superiores à corrente nominal (correntes de sobrecarga) ou muito superior por ocasião de
uma falta (correntes de curto-circuito).

Em instalações residenciais utilizam-se normalmente disjuntores termomagnéticos em


caixas moldadas ("quick-lag"), para proteger os diversos circuitos contra eventuais
sobrecargas ou curtos-circuitos. De construção compacta (vide figura abaixo), possuem
acionamento manual e são equipados com disparadores eletromagnéticos que atuam em
caso de curto-circuito e disparadores térmicos que atuam em caso de sobrecarga. São
usados, portanto, para a proteção e manobra de circuitos de distribuição, montados em
quadros de distribuição padronizados.

Disjuntor monofásico Disjuntor bifásico Disjuntor trifásico


Curva B 10A Curva B 20A Curva C 16A

128
Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009
VALORES PADRONIZADOS PARA AS CORRENTES DE INTERRUPÇÃO:

IDISJUNTOR : ...10 - 13 - 16 - 20 - 25 - 32 - 40 - 50 - 63 - 70 - 80A...

Podem ser dimensionados utilizando-se o seguinte critério:

IFIO x (FCNC x FCT) á IDISJUNTOR á ICIRCUITO


Conforme item 5.3.4.1 da 5410 pg 63
Onde o valor do IFIO encontra-se na TABELA 7 – pg 115.
O gráfico abaixo mostra a curva de disparo de um disjuntor que atende às rígidas exigências
da norma IEC 898 (aplicação residencial).

Onde:
C = curva de suportabilidade
térmica do condutor;
D1 = curva de atuação do
disjuntor.

(CATÁLOGO GE) FIGURA 1


PROTEÇÃO CONTRA CHOQUES ELÉTRICOS
É previsto um sistema de aterramento para a instalação onde todas as massas devem ser
conectadas à terra (Ver exercício anterior).

É obrigatória, também, a utilização de dispositivos diferenciais de alta sensibilidade. Na


prática todos os circuitos apresentam uma corrente de fuga, limitada a valores mínimos,
devido à inexistência real de isolação perfeita. O que o dispositivo diferencial faz é
supervisionar a existência de corrente de fuga no circuito ao qual está conectado e atuar,

129
Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009
provocando o seccionamento da alimentação do circuito, sempre que o valor desta corrente
for superior a um valor preestabelecido.
Comercialmente os dispositivos diferenciais são fornecidos em módulos acoplados elétrica e
mecanicamente a disjuntores termomagnéticos, constituindo portanto um único dispositivo.
Desta forma, garante-se em um mesmo dispositivo, a proteção dos condutores contra
sobrecargas e curto-circuitos e a proteção das pessoas contra choques. Em instalações
residenciais em locais molhados, em particular banheiros e piscinas, é obrigatório a
utilização de dispositivos diferenciais.

PROTEÇÃO CONTRA SOBRETENSÃO


Numa instalação residencial aa causas mais freqüente das sobretensões são os fenômenos
atmosféricos. A tendência dos raios é atingir a superfície da Terra. Estando a sua
ocorrência, a princípio, fora do controle da ação humana, pois são fenômenos da natureza,
trata-se então de procurar oferecer um ponto de captação, um percurso seguro e um
sistema de escoamento das descargas elétricas de origem atmosférica de forma a evitar ou
reduzir os seus efeitos perigosos. Este é então o princípio fundamental dos sistemas de
proteção contra descargas atmosféricas.
O projeto e a instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas não são
objetivos de estudo nesta disciplina.

2- Dimensionamento dos eletrodutos


De acordo com a norma NBR 6150:1980 – Eletrodutos de PVC rígido – (Eletroduto flexível
de seção circular, de PVC, Corrugado de acordo com a IEC 60614.2-3), as dimensões
internas dos eletrodutos e os respectivos acessórios de ligação devem permitir instalar e
retirar facilmente os condutores nele contidos. Portanto seu dimensionamento irá depender
do número e da bitola dos condutores que estão contidos no eletroduto. Quando temos 3 ou
mais condutores no eletroduto, a taxa máxima de ocupação em relação à área de seção
transversal do mesmo deve ser de 40%, conforme o item 6.2.11.1.6 da 5410 pg 120.
6.2.11.1.1 É vedado o uso, como eletroduto, de produtos que não sejam expressamente
apresentados e comercializados como tal.
Nota: Esta proibição inclui, por exemplo, produtos caracterizados por seus fabricantes como
“mangueiras”.
6.2.11.1.2 Nas instalações elétricas abrangidas por esta Norma só são admitidos
eletrodutos não-propagantes de chama.
6.2.11.1.5 Nos eletrodutos só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares
ou cabos multipolares.
Nota: Isso não exclui o uso de eletrodutos para proteção mecânica, por exemplo, de
condutores de aterramento.
6.2.11.1.7 Em cada trecho de tubulação delimitado, de um lado e de outro, por caixa ou
extremidade de linha, qualquer que seja essa combinação (caixa-caixa, caixa-
extremidade ou extremidade-extremidade), podem ser instaladas no máximo três
curvas de 90° ou seu equivalente até no máximo 270°. Em nenhuma hipótese
devem ser instaladas curvas com deflexão superior a 90°.

6.2.11.1.8 As curvas, quando originadas do dobramento do eletroduto, sem o uso de


acessório específico, não devem resultar em redução das dimensões internas do
eletroduto.

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Figura 2

Calculada a área ocupada pelos condutores em cada eletroduto usando a equação abaixo
pode-se escolher o eletroduto.

25
π .d k2
ÁREA TOTAL OCUPADA PELOS CONDUTORES = ∑
k =1, 5
n
4
[mm2]

onde:
d = diâmetro externo (mm)
k = bitola do condutor no eletroduto (mm2)
n = número de condutores da bitola k

O cálculo acima será PROIBIDO na disciplina, foi apresentado somente para fins de dedução!

Abaixo transcrevemos dados de eletrodutos de PVC rígido, rosqueável, da Tigre.

TABELA 9
Diâmetro nominal Diâmetro interno Área útil 40% da área útil
(*) (mm) (mm2) (mm2)
20 (mm) ½” 16,4 211,2 84,48
25 (mm) ¾” 21,3 356,3 142,52
32 (mm) 1” 27,5 593,9 237,56
* Estes são os eletrodutos adaptáveis às caixas octogonais usadas em
instalações elétricas residenciais.
Diâmetro externo dos condutores com os resultados dos cálculos da equação acima, ou seja
a área média de cada condutor ocupará:
TABELA 10
CONDUTOR (mm2) 1,5 2,5 4 6 10 16 25

diâmetro externo (mm) 3,0 3,7 4,2 4,6 5,9 6,9 8,5

ΑCADA FIO = Σ π d2 (mm2) 7,07 10,75 13,85 16,62 27,34 37,39 56,75
4

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Exemplo:
O eletroduto que liga o quadro de distribuição ao ponto de luz do quarto suíte da planta da
pg 109, teremos o esquema da figura abaixo, supondo-se que os circuito 1 é de bitola
#1,5mm2, o 3 de bitola #2,5mm2, o 7 e o fio terra de bitola #4,0 mm2, poderemos
dimensionar o diâmetro mínimo.
Consultando a TABELA 10, utilizaremos o valor de φ 3,0mm de diâmetro externo para os
condutores de #1,5mm2, φ 3,7mm para os condutores de #2,5mm2 e φ 4,2mm para os
condutores de #4,0mm2. No total temos 7 condutores neste eletroduto: 4 fases, 2 neutros e 1
terra (são 3 circuitos => 6 condutores e o terra).

Assim pelo esquema temos 2 condutores de #1,5 mm2 (circuito 1 fase e neutro), 2
condutores de #2,5 mm2 (circuito 3 fase e neutro) e 3 condutores de #4,0 mm2 (circuito 7
fase e fase mais o terra). Pela TABELA 10 da pg 131, teremos:

A = 2 x (7,07mm2) + 2 x (10,75mm2) + 3 x (13,85mm2) =


A = 14,14mm2 + 21,50mm2 + 27,70mm2 = 63,34 mm2
Na planta PROIBIDO aparecer algum cálculo com (Pd2/4)!

Consultando a TABELA 9 da pg 131, utilizaremos um eletroduto de PVC φ 20mm, pois


63,34 mm2 é menor ou igual a 84,48 mm2, que representa o máximo de 40% da área interna
do duto de φ 20mm.

Recomendações:

1) Corrigir os erros anteriores se houver;


2) Ler o exercício 05 da apostila;
3) Dimensionar os disjuntores preenchendo o final da 2ª. Tabela (menos o disjuntor geral);
4) Dimensionar os eletrodutos, apresentando no mínimo 2 cálculos bases e no máximo 5;
NOTA: Cáculo base é aquele que você consegue por comparação, determinar o que acontece com as
combinações de número de condutores e bitolas igual(is) ou número menor de condutores com as
mesmas bitolas.
5) Todas as plantas terão o cálculo do duto onde passam os 02 chuveiros;
6) Ler as NOTAS e as LEGENDAS da planta.
Observação:
Nesta etapa o que deve ser verificado são as combinações de ocupação dos condutores.
Para garantir que todos os dutos foram dimensionados, qualquer duto que estiver na planta
a condição de ocupação dentro dele será apresentada por um dos cálculos explicitamente
e/ou a partir de algum dos cálculos consigo deduzir a ocupação deste, ou seja que todas as
combinações de bitolas da sua planta foram calculadas ou comparadas com o cálculo base.

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EXERCÍCIO 6
1) DIMENSIONAR O ALIMENTADOR (PELA CARGA INSTALADA OU PELA DEMANDA)
E A PROTEÇÃO GERAL DE SUA INSTALAÇÃO
2) FAZER O DIAGRAMA UNIFILAR GERAL DA INSTALAÇÃO E O EQUILÍBRIO DE
FASES.

1 - Estimativa de demanda

Em instalações alimentadas por mais de uma fase, as cargas devem ser distribuídas entre
as fases de modo a assegurar o melhor equilíbrio possível.
Caso sua instalação tenha um fornecimento tipo D será necessário estimar a demanda.
Uma forma de se calcular esta demanda é sugerida pela Cemig em seu “Manual da
Distribuição para atendimento de consumidores em baixa tensão” que é transcrita abaixo.
Em residências com carga instalada acima de 15kW (considerada elevada para a
concessionária local) sabe-se que nem toda ela é utilizada simultaneamente. Portanto
torna-se necessário o cálculo da carga demandada, que representaria a potência que
realmente seria utilizada simultaneamente.
Define-se por fator de demanda o fator por que deve ser multiplicado a potência instalada
para se obter a potência demandada.
Em residências pequenas (pequena carga) o fator de demanda pode ser considerado
igual a 100%, ou seja, toda a carga instalada é utilizada simultaneamente.
Para o cálculo da demanda:
a) Somamos todas as cargas de iluminação e tomadas de uso geral e multiplicamos pelo
fator de demanda.
TABELA 11
C = ∑ Cargas de iluminação e F.D
TUG’s (LUZ + TUG) (fator de demanda)
(Cargas em kVA) (LUZ + TUG)
∑ Cargas £ 1 0,86
1 < ∑ Cargas £ 2 0,81
2 < ∑ Cargas £ 3 0,76
3 < ∑ Cargas £ 4 0,72
4 < ∑ Cargas £ 5 0,68
5 < ∑ Cargas £ 6 0,64
6 < ∑ Cargas £ 7 0,60
7 < ∑ Cargas £ 8 0,57
8 < ∑ Cargas £ 9 0,54
9 < ∑ Cargas £ 10 0,52
∑ Cargas > 10 0,45

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TABELA 12
b) Para as cargas especiais o fator de Número de F.D.
demanda é dado em função do aparelhos (TUE)
número de aparelhos de um mesmo 1 1,00
tipo (independente da potência dos
equipamentos). 2 0,92
3 0,84
4 0,76
5 0,70

c) A carga demandada da instalação será a soma das parcelas acima.


2 - Dimensionamento da proteção geral
A seguir é mostrada parte da tabela extraída do “Manual da Distribuição para atendimento
de consumidores em baixa tensão” da Cemig, que indica a proteção geral (disjuntor) a ser
usada no quadro de medição. Observe que, de acordo com a norma ND 5.1 – Cemig, para
consumidores A e B utiliza-se a carga instalada (kW) mas já para consumidores tipo D,
será necessário calcular a carga demandada (kVA).

TABELA 13
CARGA INSTALADA
FORNECIMENTO
OU No de No de Disjuntor
Carga demandada
fios fases (A)
tipo faixa De (>) Até (£)
A A1 --- 5 kW 2 1 40
A2 5 10 kW 2 1 70
B --- 10 15 kW 3 2 60
D1 ----- 15 kVA 4 3 40
D2 15 23 kVA 4 3 60
D D3 23 27 kVA 4 3 70
D4 27 38 kVA 4 3 100
D5 38 47 kVA 4 3 120
D6 47 57 kVA 4 3 150

3 - Dimensionamento do alimentador e da proteção geral

O alimentador deve ser dimensionado da mesma forma como foram dimensionados os


condutores dos circuitos, utilizando os critérios da capacidade de corrente e o da queda de
tensão.

Para consumidores tipos A e B, o dimensionamento é feito com base na potência instalada


em kW. Para consumidores tipo D, o dimensionamento é feito com base na provável
demanda de potência (kVA), que pode ser estimada pelo projetista ou pela concessionária
conforme ítem anterior.

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4 - Diagrama Unifilar
O diagrama unifilar dos quadros de distribuição e medição é fundamental para a perfeita
compreensão do projeto de uma instalação elétrica.
Uma vez dimensionados as proteções geral e individuais de cada circuito e os condutores
(circuitos e alimentador), podemos traçar o diagrama unifilar da instalação, que será
exemplificado abaixo.
Exemplo:
Dimensione o alimentador e faça o diagrama unifilar de uma instalação sabendo-se que
possui 9 circuitos, com as seguintes tensões e potências:

C1 - 4500 VA - 220 V - chuveiro


C2 - 4500 VA - 220 V - chuveiro
C3 - 1500 VA - 127 V - micro ondas
C4 - 1500 VA - 127 V - iluminação
C5 - 1300 VA - 127 V - iluminação
C6 - 1300 VA - 127 V - tomadas
C7 - 1300 VA - 127 V - tomadas
C8 - 2000 VA - 127 V - tomadas cozinha e área de serviço
C9 - 3500 VA - 220 V - torneira elétrica
21.400VA = Potência Total Instalada (deste exemplo => Tipo D)
• DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO GERAL OU DISJUNTOR GERAL
PT(LUZ +TUG) = C4 + C5 + C6 + C7 + C8 =
= 1500 + 1300 + 1300 + 1300 + 2000 = 7400 VA
Estes valores já estão somados na 1ª.TAB. de levantamento de cargas e 2ª.TAB de divisão dos circuitos da
planta (no final das colunas LUZ e TUG).

Da TABELA 11, pg.134 temos que o fator de demanda de iluminação e TUG será 0,57.

⇒ PT(LUZ +TUG)DEMANDADA = 7400 VA x 0,57 = 4218 VA

Da TABELA 12 – pg. 134 temos que o fator de demanda para aparelhos do mesmo tipo de
uso serão: 0,92 (chuveiros), 1,0 (micro ondas) e 1,0 (torneira elétrica)
PT(TUE)DEMANDADA = [( C1 + C2 ) x 0,92] + ( C3 x 1 ) + ( C9 x 1 ) =
= [(4500+4500) x 0,92] + (1500 x 1) + (3500 x 1) =
= (8280) + (1500 ) + (3500) = 13280 VA

Pot. Total DEMANDADA = PT(Ilu +TUG)DEMANDADA + PT(TUE)DEMANDADA =


= 4218VA + 13280VA = 17498 VA

Assim pela TABELA 13 – pg. 167 de Proteção Geral, esta instalação será do tipo D2 com
disjuntor geral de 60 A trifásico.

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• CONTINUANDO COM O CÁLCULO DO ALIMENTADOR:

Figura 6.1 – Planta de implantação e situação

PT(LUZ + TUG)DEMANDA + PT(TUE) DEMANDADA 17498 VA


PFASE = = = 5833 VA
3 3
(TABELA 7 – pg. 115 Roteiro 4 – Critério de corrente – 3 condutores carregados)
PFASE VA
I FASE = = 46 A ⇒ # 10mm2
127 V

Supondo um alimentador de 10m (comprimento TOTAL dos condutores, levando em


cosideração subidas e descidas), vide figura 6.1 que mostra a situação do lote na rua e a
implantação da casa no mesmo. (SERÁ UTILIZADO O MESMO COMPRIMENTO PARA O
EXERCÍCIO NAS PLANTAS)

⇒ S d = PFASE x d = 5833 VA x 10 m = 58330 VAm

(TABELA 8 – pg. 118 Roteiro 4 – Critério de queda de tensão em 127V) ⇒ # 10mm2

Logo o alimentador escolhido deve ser sempre o que for


maior para garantir os 2 critérios ⇒ o de # 10mm2 .

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• DIAGRAMA UNIFILAR DA INSTALAÇÃO

Figura 6.2

QDC

2
# 4,0 mm

2
# 4,0 mm

2
# 2,5 mm

2
# 2,5 mm

2
# 1,5 mm

2
# 1,5 mm

2
# 2,5 mm

2
# 2,5 mm

2
# 2,5 mm

Figura 6.3
Deve-se dividir as cargas INSTALADAS o mais igualmente possível entre as fases: carga
da fase A, B e C com valores em torno da potência de referencia. Importante é que no final
a DEMANDA média por fase fique bem equilibrada (valores bem próximos).

Referência de equilíbrio das fases = Potência Instalada


Número de fases
Segundo o exemplo dado teremos que somando os 9 circuitos teremos uma potência
instalada de 21.400VA.

21400 VA
Pot. Ref. = = 7134 VA por fase
3
C1 C9
FASE A = + C4 + C6 + = 6800 VA
2 2
C1 C2
FASE B = + + C3 + C5 = 7300 VA
2 2
C2 C9
FASE C = + C7 + C8 + = 7300 VA
2 2

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5 - Na figura 6.4 tem-se uma vista de uma instalação elétrica, desde o ramal de ligação até os
circuitos terminal.
6.1.8.3 As instalações para as quais não se prevê
equipe permanente de operação, supervisão
e/ou manutenção, composta por pessoal
advertido ou qualificado (BA4 ou BA5, tabela
18), devem ser entregues acompanhadas
de um manual do usuário, regido em
linguagem acessível a leigos, que
contenha, no mínimo, os seguintes
elementos:
a) esquema(s) do(s) quadro(s) de distribuição com
indicação dos circuitos e respectivas finalidades,
incluindo relação dos pontos alimentados, no caso
de circuitos terminais;
b) potências máximas que podem ser ligadas em cada
circuito terminal efetivamente disponível;
c) potências máximas previstas nos circuitos terminais
deixados como reserva, quando for o caso;
d) recomendação explícita para que não sejam
trocados, por tipos com características diferentes,
os dispositivos de proteção existentes no(s)
quadro(s).

Nota: São exemplos de tais instalações as de


unidades residenciais, de pequenos
estabelecimentos comerciais, etc

FIGURA 6.4
Recomendações:
1) Corrigir os erros anteriores se houver;
2) Ler o exercício 06;
3) Especificar os cálculos da demanda para dimensionar o disjuntor geral (completar a 2ª.
tabela com o valor dele);
4) Alimentador:
1. CCC: considerar três condutores carregados;
2. CQT: considerar 127 V por fase, na disciplina adotaremos 10,0m comprimento TOTAL
dos condutores que alimentam a casa;
5) Completar o diagrama unifilar:
1. Potência dos circuitos;
2. Disjuntor geral;
3. Disjuntores do QDC;
4. Bitola do alimentador;
5. Bitola de cada circuito;
6. Equilíbrio de fases;
6) Equilíbrio de fases:
1. Diferença máxima do valor entre a maior fase e a menor fase das 3 fases: 10%;
2. 127 V: 01 fase;
3. 220 V: 02 fases.

MFASE mFASE
=1,0 e 1,1 =0,9 e 1,0
mFASE OU MFASE

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6 – CONSTRUÇÃO DO PADRÃO DE ENTRADA DE ENERGIA


Conforme folheto da CEMIG sobre Padrão de Entrada de Energia deverão ser
observadas os seguintes pontos e a ND 5.1 da CEMIG de Novembro-1998:

1) O local do Padrão deve ser livre, de fácil acesso, dentro do lote, não podendo ser
instalado em escadas ou rampas;

2) A distância entre o padrão e a divisa do lote e ente o padrão e seu acesso é de no


máximo 6,0 metros;

3) A distância entre o poste da CEMIG e o ponto de entrega é de, no máximo 30,0


metros;

4) O imóvel deverá conter placa com número predial, obedecendo a numeração


sequencial da rua;

5) A altura entre o ponto de entrega e o solo deve ser de no mínimo 5,9 metros
quando o poste da CEMIG estiver do outro lado da rua e de, no mínimo 4,0 metros
quando do mesmo lado do imóvel;

6) O cano poste do padrão não poderá conter emendas. Deverá ficar à vista do piso
ao topo, com furo para inspeção e ter a sua base concretada;

7) Os fios condutores não poderão ter emendas dentro dos eletrodutos, devendo
deslizar livremente dentro dos mesmos e ter comprimento adequado para a
ligação;

8) O condutor neutro deverá ter o isolamento na cor azul;

9) A conexão do fio terra à haste de aterramento deverá ficar à vista para vistoria e
posterior acabamento;

10) Os eletrodutos deverão ser de ferro galvanizado ou pintado ou PVC rígido;

11) As caixas de medição deverão ser numeradas nas partes internas e externas. Ex.:
cx 01, cx 02, ...;

12) A montagem do padrão deverá permitir a visualização do pingadouro a partir do


solo;

13) Informações complementares estão disponíveis nas Normas da CEMIG.

A seguir algumas figuras para melhor visualização de tipos de Padrões de Entrada


mais comuns.

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FIGURA 6.5 – Alturas mínimas do ramal de ligação ao solo (Fig. 1 da ND 5.1 pg 8-1)

FIGURA 6.6 – Situação da Edificação para escolha do Padrão (Fig. 3 da ND 5.1 pg 8-3)
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FIGURA 6.7 – (Figuras da ND 5.1 pg 9-6 e 9-1 respectivamente)

141
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FIGURA 6.8 – (Figuras da ND 5.1 pg 9-2 e 9-3 respectivamente)

142
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FIGURA 6.9 – (Figuras da ND 5.1 pg 9-4 e 9-19 respectivamente)

143
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EXERCÍCIO DE CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO

GRANDEZAS E UNIDADES UTILIZADAS EM LUMINOTÉCNICA 145


PROJETO DE ILUMINAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO 146
INTRODUÇÃO 146
QUANTIDADE DE LUZ 146
NÍVEIS MÍNIMOS DE ILUMINAMENTO RECOMENDÁVEIS 146
A DISTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO 147
O PLANO DE TRABALHO 147
QUALIDADE DE LUZ 148
OFUSCAMENTO 148
RELAÇÕES DE BRILHO 149
DIFUSÃO 150
COR 150
SISTEMAS DE ILUMINAMENTO 152
INDIRETO 152
SEMI-INDIRETO 152
GERAL DIFUSO OU DIRETO-INDIRETO 152
SEMIDIRETO 152
DIRETO 152
MÉTODOS DE ILUMINAÇÃO 152
GERAL 153
GERAL LOCALIZADO 153
SUPLEMENTAR 153
PROJETO DE ILUMINAMENTO DE INTERIORES - “MÉTODO DOS LUMENS” 153
DETERMINAÇÃO DO NÍVEL REQUERIDO DE ILUMINAMENTO 153
ESCOLHA DAS LÂMPADAS E LUMINÁRIAS 153
DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO (FU) 154
ESTIMATIVA DO FATOR DE DEPRECIAÇÃO / CONSERVAÇÃO (FC) 154
CÁLCULO DO NÚMERO DE LÂMPADAS E LUMINÁRIAS REQUERIDAS 154
DETERMINAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS 155

144
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Luminotécnica

Uma iluminação bem planejada permite criar um espaço


mais produtivo, mais confortável e mais aconchegante,
devendo ser programada no início do projeto, e não
acrescentada no final.
GRANDEZAS E UNIDADES UTILIZADAS EM LUMINOTÉCNICA
• Fluxo luminoso (φ) → é a potência luminosa irradiada em todas as direções por uma
fonte de luz. A unidade de fluxo é o lumen [lm].
• Intensidade luminosa (I) → é a irradiação de luz em apenas uma direção. A unidade de
intensidade luminosa é a candela [cd].
• Eficiência luminosa (η) → é a relação entre o fluxo luminoso total emitido pela fonte e a
potência por ela absorvida. Sua unidade é portanto o lumen/watt [lm/W].
• Iluminamento (E) → podemos definí-lo (em um ponto da superfície) como a densidade
superficial de fluxo luminoso recebido. A unidade brasileira de iluminamento segundo a
ABNT-NBR 5413 é o lux [lx = lumen/m2].
• Luminância (L) → é a razão entre a intensidade luminosa refletida por uma superfície e a
sua área. É a medida do grau de ofuscamento. Sua unidade é o nit [nit = cd/m2].
• Fator de reflexão da luz ou refletância (R) → quando se ilumina uma superfície uma
parte do fluxo luminoso que incide sobre a mesma é refletida, outra atravessa a superfície
transmitindo-se ao outro lado, e uma terceira parte é absorvida pela própria superfície,
transformando-se em calor. Portanto o fluxo luminoso incidente divide-se em três partes
em uma dada proporção que depende da superfície sobre a qual incide. O fator de
reflexão é a relação entre o fluxo refletido por uma superfície e o fluxo luminoso incidente
sobre ela. É normalmente dado em porcentagem e corresponde a um valor médio dentro
de todo o espectro visível.

145
Instalações Elétricas Residenciais e Prediais - ELE054 Prof. Flaviö Harå 2/2009

PROJETO DE ILUMINAMENTO DE UMA INSTALAÇÃO


INTRODUÇÃO
O projeto de iluminamento de uma instalação deve se basear em uma série de questões:
• Qual é a instalação a projetar?
• É uma iluminação para visão propriamente dita, ou para decoração?
• Qual a tarefa visual naquela instalação ou para que atividades o espaço vai ser usado?
• Quais são as exigências arquitetônicas, decorativas e/ou limitações construtivas?
• Quais considerações econômicas devem ser levadas em conta?
As respostas a tais perguntas determinam a quantidade de luz necessária e os melhores
meios para conseguí-la. Uma vez que gostos pessoais e opiniões variam, especialmente em
termos de aparência externa, existem certas regras básicas, para determinar a quantidade
e a qualidade de luz adequadas, que devem sempre ser observadas.
QUANTIDADE DE LUZ
Um dos dados fundamentais para o projeto de iluminamento de uma instalação é a
quantidade de luz necessária para se realizar bem uma certa tarefa. Na norma brasileira
existem tabelas, onde se incluem as tarefas visuais mais freqüentes e os índices mínimos de
iluminamento recomendados. É também importante distribuir/concentrar esta iluminação no
plano de trabalho.
NÍVEIS MÍNIMOS DE ILUMINAMENTO RECOMENDÁVEIS
A título de exemplo mostramos nas tabelas 1 e 2 abaixo, níveis mínimos de iluminamento
recomendados em escolas e ainda alguns níveis de iluminamento representativos.
Tabela 1. Níveis mínimos de iluminamento recomendados em escolas
Ambiente Iluminamento (lux)
Corredor 100
Laboratórios 500
Oficina 500
Salas de desenho 500
Salão de reuniões 200
Salas de aula 300
Salas de estudos 300

Tabela 2. Níveis de iluminamento representativos


Iluminamento
(lux)
Luz das estrelas 0,002
Luz da lua 0,24
Iluminamento de ruas 6-18
Luz do dia, janelas voltadas para o norte 500-2.000
Luz do dia, na sombra em exteriores 1.000-10.000
Diretamente expostos aos raios solares 50.000-100.000
Iluminamento em oficinas 700-1.500

Os níveis de iluminamento recomendados, se comparados com os encontrados na natureza,


são baixos. Tal recomendação não é feita porque os níveis baixos sejam satisfatórios para a
visão, mas sim devido a nossas limitações atuais com relação à capacidade para produzir
níveis mais altos, de forma econômica e confortável.

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Portanto as tabelas de níveis mínimos de iluminamento recomendados pela norma servem


como guia para os valores que hoje em dia são acessíveis e práticos no estado atual da arte
da iluminação.

A DISTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO
Assim como o nível de iluminamento, a distribuição de iluminação deve ser determinada no
projeto da instalação.

Tanto na iluminação geral (aquela que possibilita uma circulação fácil e segura e que define
o espaço) como na iluminação de tarefas (ilumina áreas onde se trabalha) é geralmente
recomendável que se coloquem luminárias de tal maneira que proporcionem uma iluminação
razoavelmente uniforme sobre todo o ambiente. Em certas circunstâncias a iluminação
uniforme pode não ser conveniente, como por exemplo nos casos de iluminação de
destaque (luz que sobressai o que é especial). Na maior parte das salas de festas, por
exemplo, o contraste pela variação na iluminação, ajuda a criar uma atmosfera atrativa.

Na distribuição uniforme a relação entre o iluminamento máximo abaixo das luminárias e o


mínimo em lugares situados entre duas delas, nunca deve ser maior que dois, devendo
sempre que possível aproximar-se de um. As luminárias com distribuição estreita da luz
devem ser colocadas mais próximas para uma adequada distribuição de iluminação.

Os fabricantes de luminárias fornecem as distâncias máximas entre elas para os diversos


tipos que fabricam, em função da altura de montagem, para que a distribuição seja uniforme
no ambiente.
O PLANO DE TRABALHO
É importante identificar o plano de trabalho, que pode ser horizontal (mesas, máquinas, etc),
vertical ou inclinado (painéis de controle) ou se situar dentro da superfície de certos objetos
muito grandes, como ocorre em sessões de montagem de fábricas de aviões. É desejável
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que a seleção de luminárias, com sua respectiva distribuição luminosa, possa iluminar da
melhor maneira o plano de trabalho.
QUALIDADE DE LUZ
Em um projeto de iluminamento sabe-se que a quantidade de luz não assegura por si só
uma boa iluminação. A qualidade, tão importante quanto a quantidade, é geralmente mais
difícil de se conseguir. Os fatores para se levar em conta a qualidade do iluminamento são
muitos e complexos, mas o ofuscamento, as relações de brilho, a difusão e a cor, podem ser
considerados os mais importantes.
OFUSCAMENTO
O conceito de ofuscamento está intimamente ligado ao brilho. Não depende do brilho
intrinsecamente considerado, mas das diferenças do brilho. Este fenômeno se apresenta
quando no campo visual existem objetos ou fontes iluminadas com grandes diferenças de
brilho. Como é difícil dimensionar matematicamente os distintos elementos do ofuscamento,
tem-se estabelecido certos fatores determinantes:
(i) O brilho excessivo de uma fonte luminosa (por exemplo a visão direta de uma lâmpada
incandescente): O limite tolerável de brilho, para uma visão direta, é o produzido por uma
luminância de 7500 nits. As características de luminância de algumas fontes luminosas
são mostradas na tabela 3;
Tabela 3. Luminâncias de fontes luminosas
Fontes luminosas Luminâncias (nits)
Filamento de lâmpada incandescente 1.000.000.000
Lâmpadade vapor de mercúrio 200 W 1.400.000
Lâmpada fluorescente branca 100 W 7.000
Lâmpada fluorescente branca de 40 W 6.000
Lâmpada de vapor de sódio 85 W 190.000

(ii) Localizações inadequadas de fontes luminosas de brilho intenso ( próximas ao olho


humano ou situadas no centro do campo visual): Para evitar o ofuscamento provocado
pelas fontes próximas do olho humano, pode-se definir o ângulo mínimo de localização
das mesmas como sendo o ângulo formado pela direção visual horizontal e a direção da
visão ao foco luminoso. Este ângulo deve ser superior a 30°. Para as lâmpadas de
luminância elevada que ficam dentro de ângulos inferiores, deve-se protegê-las por
globos difusores, refletores, etc, no sentido de reduzir seu limite de luminância até o limite
admissível;
(iii) Contrastes excessivos de luz e sombra no campo visual;

(iv) Brilho refletido por numa superfície metálica muito polida, ou seja, um brilho produzido
por reflexão especular.
OS EFEITOS QUE O OFUSCAMENTO PRODUZ SÃO OS SEGUINTES:
(i) Diminuição da percepção visual: O observador concentra involuntariamente sua atenção
na direção do objeto brilhante e diminui a percepção no resto do campo visual;
(ii) Fadiga visual com menor rendimento no trabalho ou tarefa encomendada;

(iii) Dar um aspecto falso e prejudicial aos objetos excessivamente iluminados.

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Para evitar o ofuscamento, pode-se observar as seguintes recomendações:

(i) Não colocar objetos brilhantes no campo visual do observador, isto é, as lâmpadas e
demais objetos luminosos com brilho excessivo, devem ficar ocultos aos olhos do
observador;

(ii) Evitar o ofuscamento refletido, ou seja, aquele que é produzido sobre as superfícies
refletoras (espelhos, cristais, superfícies metálicas, etc.). Neste aspecto, deve-se situar as
fontes luminosas de tal modo que os raios refletidos não cheguem aos olhos do
observador, com o objetivo de que a imagem refletida fique fora do campo visual. O
ofuscamento refletido pode ser tão incômodo e prejudicial como o direto;

(iii) Usar cores claras nos tetos e paredes para reduzir o contraste.

RELAÇÕES DE BRILHO
Brilhos altos nas proximidades da superfície de trabalho tendem a distrair o olhar da tarefa, o
que deve ser evitado. Estudos do processo visual, tem demonstrado que a situação ideal
para uma boa visão seria ter brilho igual nas proximidades e no alvo de trabalho. Esta
condição não é fácil de se conseguir. As relações máximas de luminância no campo visual
do observador não devem ultrapassar aquelas mostradas na tabela 4.
Tabela 4. Relações máximas de luminância no campo visual
Local Relações de brilho
Entre a tarefa e a superfície de trabalho 3:1
Entre a tarefa e o espaço circundante 10:1
Entre a fonte luminosa e o fundo 20:1
Em todo o campo visual 40:1
O fator de reflexão das paredes e teto é altamente importante para manter relações de brilho
cômodas dentro do campo de visão. Apesar de condições especiais requererem muitas
exceções à regra geral, os fatores de reflexão dados na tabela 5 são, de uma maneira geral,
os mais satisfatórios, para níveis médios de iluminamento. Refletâncias fora destes limites
reduzirão provavelmente o conforto visual com a criação de ofuscamento ou de altos
contrastes de brilho.

Tabela 5. Fatores de reflexão satisfatórios escova) ou liso (%)


Fatores de Reflexão (%) Cor liso áspero
Tetos 70 - 95 Negro 8 7,6
Paredes 40 - 60 Cinza claro 43 39
Móveis 25 - 45 Creme * 44
Quadros Negros 15 - 20 Alaranjado 51 46
Pisos 20 - 43 Azul 46 58
As tabelas 6 e 7 mostram os fatores de Creme claro * 68
reflexão para diferentes materias de Branco 68 75
acabamento e a tabela 8 apresenta as Verde 45 *
refletâncias para várias cores. *não testados

Tabela 6. Refletâncias para superfícies


com revestimento de cal e areia (1:1),
pintadas a óleo, com acabamento áspero
( batido à Índice de Reflexão
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Tabela7. Fatores de reflexão para materiais diversos


Material metálico Reflexão(%) Material metálico Reflexão(%)
Aço inoxidável 55 - 65 Plástico metalizado 75 - 85
Ferro esmaltado 60 - 90 Chapa de madeira nova 50 - 60
Alumínio polido 65 - 85 Carvalho escuro envernizado 51 - 40
Prata vaporizada 90 - 95 Imbuia 10 - 30
Vidro 1,46 - 1,96 Jacarandá 10 - 30
Espelho de vidro 80 - 90 Cedro 20 - 40
Cerejeira 20 - 40 Pau-marfim 20 - 40

Tabela 8. Refletâncias dos vários tipos de cores


Cor Reflexão(%)
Vermelho 11 - 49
Branco 63 - 78
Azul 15 - 58
Cinza escuro 28 - 43
Verde 39 - 64
Cinza claro 44 - 71
Alaranjado 46 - 56

Na tabela 8 verifica-se que em cada cor o fator de reflexão pode variar de maneira acentuada e
que, com exceção do branco, as demais cores não se destacam nitidamente umas das outras.
Não existe portanto um fator de reflexão característico para cada tipo de cor.
DIFUSÃO
A iluminação que resulta da luz procedente de várias direções se chama difusa. A difusão se
realiza com várias de fontes de luz, com luminárias de grande superfície e baixo brilho, com
iluminação indireta ou parcialmente indireta no qual o teto e paredes se convertem em fontes
secundárias, devendo o acabamento das paredes, tetos, pisos e móveis, ser de cores claras. As
luminárias fluorescentes proporcionam geralmente mais iluminação difusa que as
incandescentes. O grau da difusão desejável depende do trabalho a ser realizado. Em escolas, a
luz perfeitamente difusa é o ideal, pois o principal requisito a ser cumprido é proporcionar uma
boa visão. A difusão é uma função do número e tamanho das fontes de luz que contribuem na
iluminação do ponto desejado. O que se deseja é evitar as sombras acentuadas. Entretanto,
para que os objetos presentes no campo visual dêem uma sensação tridimensional, é
necessário a existência de sombras, ou seja, regiões de menor iluminação. Isto equivale a dizer
que as variações na forma dos objetos se faz visível pelo contraste de brilhos existentes entre as
regiões de sombra e as regiões submetidas à luz refletida.
COR
A cor da luz não tem efeito sobre a eficácia visual em tarefas comuns. Para a realização de
qualquer tarefa visual, nenhuma fonte de luz tem vantagem sobre outras do ponto de vista de
cor. A cor de uma fonte pode ser importante na qualidade da iluminação para tarefas
específicas.
Quando desejamos uma correta reprodução de cores, devemos utilizar fontes de luz de elevado
índice de reprodução de cores. Este índice é um número abstrato, variando de 0 a 100, que
indica aproximadamente como o rendimento de cor de uma lâmpada se aproxima do de uma
fonte ideal. A tabela 9 indica índices de reprodução de cores de alguns tipos de lâmpadas e a
tabela 10 qual a reprodução de cores desejada para algumas tarefas.

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Tabela 9. Índices de reprodução de cores (R)


Tipo de lâmpada R
Incandescente 100
Incandescente de halogênio 100
Fluorescente, luz do dia ou branca de luxo 76 a 79
Vapor de mercúrio 47
Vapor de sódio 35

Tabela 10. Índices mínimos de reprodução de cores


Reprodução de Índice Exemplos de recintos
cores desejadas
Excelente 90 Indústria têxtil, de tintas e gráfica.
Boa 80 Escritórios, lojas.
Razoável 60 Corredores, escadas, trabalho mais pesado.
Iluminação pública, indust. de fundição e laminação.
Nenhuma -

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SISTEMAS DE ILUMINAMENTO
A iluminação de uma boa qualidade e adequada quantidade, pode ser obtida com qualquer dos
vários sistemas de iluminamento. Estes sistemas são classificados de acordo com sua
distribuição luminosa vertical, de acordo com a tabela 11. A seleção do melhor tipo de luminária
depende das características físicas da instalação, do tipo de tarefa a ser realizada e das
condições de manutenção que se devam conseguir.

Tabela 11. Distribuição luminosa vertical dos diversos tipos de sistemas de iluminamento
Sistema de Iluminamento Componente para Componente para
cima(%) baixo(%)
Indireto 90 - 100 0 - 10
Semi-indireto 60 - 90 10 - 40
Geral difuso/direto-indireto 40 - 60 40 - 60
Semidireto 10 - 40 60 - 90
Direto 0 - 10 90 - 100
INDIRETO
Praticamente toda a luz efetiva no plano de trabalho é refletida do teto e em menor medida das
paredes, obtendo-se assim uma iluminação difusa. Como os tetos têm um papel decisivo na
reflexão da luz, é importante que sejam tão claros quanto possível e que sejam mantidos em
boas condições.

Este tipo de sistema de iluminamento não é, portanto, tão eficaz como alguns dos outros, do
ponto de vista puramente quantitativo, mas a distribuição da luz produzida, a ausência de
sombras e de brilho o fazem frequentemente o mais recomendado para escolas, oficinas e
outras aplicações similares.
SEMI-INDIRETO
Possui todas as vantagens do indireto porém é ligeiramente mais eficaz do ponto de vista
quantitativo.
GERAL DIFUSO OU DIRETO-INDIRETO
O iluminamento existente no plano de trabalho vem diretamente da luminária. Existe também um
componente indireto vindo das paredes dando também um caráter difuso à iluminação. Neste
caso a cor e o estado das paredes influenciam na reflexão da luz.
SEMIDIRETO
O iluminamento que este sistema proporciona no plano de trabalho é, fundamentalmente,
resultado da luz que vem diretamente da luminária. A porção de luz dirigida para o teto é
pequena, e apenas torna mais brilhante a área do teto ao redor da luminária, melhorando o
contraste de brilhos.
DIRETO
Do ponto de vista quantitativo é o mais eficaz produtor de luz, já que não existe absorção de luz
pelo teto e muito pouca pelas paredes. São recomendados para locais muito altos ou quando se
deseja iluminar uma área relativamente estreita.
MÉTODOS DE ILUMINAÇÃO
A iluminação produzida por cada um dos cinco sistemas de iluminamento pode ser ainda
classificada com relação à distribuição de luz no plano de trabalho em: geral, geral localizada e
suplementar.

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GERAL
Uma distribuição luminosa uniforme em um ambiente é obtida mediante a colocação simétrica
das luminárias. As dimensões da instalação, a distribuição luminosa característica das
luminárias utilizadas (fornecida pelo fabricante) e o nível de iluminamento desejado são fatores
que determinam o projeto.

Calcula-se o fluxo luminoso necessário para se produzir a luz desejada e em seguida determina-
se o tipo de lâmpada e o número delas por luminária para a geometria da instalação. A distância
exata entre as luminárias é determinada pela divisão do comprimento da instalação pelo número
de luminárias na fila, permitindo-se a metade da distância entre a parede e a primeira luminária.

A relação entre a separação e a altura de montagem deve estar dentro de limites estabelecidos
pelas características de distribuição luminosa das luminárias. Quanto mais aberta for esta
distribuição, maior poderá ser a distância entre elas. Por esta razão as luminárias indiretas
podem ser montadas mais separadas do que as diretas.
GERAL LOCALIZADO
Neste tipo de iluminamento colocam-se luminárias aonde se necessitam altas intensidades de
luz, ou seja, concentra-se a maior parte da luz sobre uma área restrita, debaixo da luminária. As
luminárias direta, semidireta e direta-indireta são as utilizadas para esta finalidade.
SUPLEMENTAR
Proporciona uma intensidade relativamente alta em pontos específicos de trabalho, mediante
uma combinação com a iluminação geral ou localizada. É frequentemente necessária quando se
trata de tarefas visuais especiais, ou quando não se pode prever uma maior intensidade por
nenhum outro método ou ainda quando se requer luz de qualidade dirigida para certas
operações de inspeção.

PROJETO DE ILUMINAMENTO DE INTERIORES - “MÉTODO DOS LUMENS”

O “Método dos Lumens” é um dos métodos utilizados para o cálculo do iluminamento de


interiores. Com ele obtemos o nível médio em lux do iluminamento, mediante uma formulação
bastante simples. Cada um dos fatores utilizados no cálculo deve ser adequadamente escolhido
ou calculado, para a obtenção de resultados corretos.
Para se usar este método na resolução de um problema de iluminamento geral, devem ser
observados seis pontos fundamentais:
DETERMINAÇÃO DO NÍVEL REQUERIDO DE ILUMINAMENTO
Como visto anteriormente existem tabelas que relacionam níveis de iluminamento e tarefas
visuais.
ESCOLHA DAS LÂMPADAS E LUMINÁRIAS
Esta etapa depende de diversos fatores, tais como: objetivo da instalação (comercial, industrial,
domiciliar, etc.), fatores econômicos, razões de decoração, facilidade de manutenção, etc.
Para esta etapa torna-se indispensável a consulta a catálogos de fabricantes. Nos anexos 1 e 2,
são apresentados alguns tipos de lâmpadas e modelos de luminárias.

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DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE UTILIZAÇÃO (FU)
O coeficiente de utilização relaciona o fluxo luminoso inicial emitido pela luminária (fluxo total) e
o fluxo recebido no plano de trabalho (fluxo útil), que geralmente é um plano horizontal a 76 cm
do solo. Depende portanto das dimensões do local, da cor do teto, das paredes e do
acabamento das luminárias.
Em geral quanto mais alta e estreita for a instalação, maior será a porcentagem de luz absorvida
pelas paredes e mais baixo será o coeficiente de utilização. Cada instalação se classifica em
relação à sua forma, em dez grupos, cada um identificado por uma letra conhecida por “índice
do local (IL)”. Resultados de índices do local são normalmente apresentados na literatura
pertinente, em tabelas, como a seguir:
O coeficiente de utilização pode então ser determinado em função do índice do local e pelas
refletâncias dos teto e paredes da instalação (anexo 2).
ESTIMATIVA DO FATOR DE DEPRECIAÇÃO / CONSERVAÇÃO (FC)
É importante no projeto de iluminamento se considerar o fator de conservação pois existem três
elementos de conservação que são variáveis e que afetam a quantidade de luz obtida na
instalação, que são:
• perda na emissão luminosa da lâmpada

• perda devido a acumulação de sujeira sobre a superfície refletora ou transmissora da


luminária e sobre as próprias lâmpadas
• perda de luz refletida devido a sujeira das paredes e tetos
Os fabricantes de luminárias fornecem fatores de conservação para lâmpadas e luminárias,
em três condições bem definidas:
Tabela de Fator de Conservação (FC)
Quando as condições atmosféricas são boas, as luminárias são limpas
frequentemente e as lâmpadas são repostas pelo sistema de substituição
BOM
em grupo

Quando existem condições atmosféricas menos limpas, as luminárias não


são limpas frequentemente e as lâmpadas só são repostas quando se
MËDIO
queimam

RUIM Quando as condições atmosféricas são bastante sujas, e a instalação tem


uma conservação deficiente
CÁLCULO DO NÚMERO DE LÂMPADAS E LUMINÁRIAS REQUERIDAS

Número de E.S
=
Lâmpadas ϕ. FU. FC
onde:
E= nível de iluminamento em lux S= área da instalação em m2
ϕ=lumens por lâmpada
FU= fator de utilização FC= fator de conservação

Numero de Lampadas
Número de Luminárias = Lampadas por Luminarias

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DETERMINAÇÃO DA DISPOSIÇÃO DAS LUMINÁRIAS


Normalmente os fabricantes de luminárias fornecem a relação entre o espaçamento máximo
entre luminárias e a distância da luminária ao piso. Na maior parte dos casos, para obter os
níveis de iluminamento requeridos é necessário colocar as luminárias mais próximas uma das
outras, do que as relações máximas determinam.

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EXERCÍCIO PROPOSTO:
Suponha que você vai montar um escritório de engenharia (E=300lux). Sabendo-
se que a área da sala é de 142,5m2 (9,5 x 15,0m) e que o pé direito é de 3,0m,
faça o projeto de iluminação, dentro dos padrões de qualidade. Utilize o método
dos lumens para determinar a carga de iluminação deste escritório. Neste método,
como visto anteriormente não leva em conta a incidência da luz natural. Os outros
dados serão fornecidos em sala de aula.
1.Lâmpadas Incandescentes Para Iluminação Geral
Watts Lumens
127 V 220 V
60 810 726
100 1500 1385
150 2385 2250
200 3420 3200
300 5580 4920
500 9700 8800
O fator de reflexão dos tetos e paredes é:
1) teto branco → 75%
2) teto claro → 50%
3) paredes brancas → 50%
4) paredes claras → 30%
5) paredes médias → 10
de Descarga Fluorescentes todas em 127 V
Tipo Watts Bulbo Lumens
Luz do Branca Fria Branca Morna Croma 50
Dia
15 (60cm) T-8 750 870 - -
Convencional T-12 650 650 - -
30 (120cm) T-8 1900 2250 - -
Universal 20 (60cm) 1000 1150 1150 850
40 (120cm) T-12 2550 3000 3000 2150
H.O. 85 (250cm) 5600 6650 - -
110 (350cm) 7800 9200 - -
Medida final da luminária em cm

CR = BOA CR = RUIM CR = BOA CR = RUIM


CT = BOM CT = ÓTIMO CT = BOM CT = BOM

Sistema de Iluminação:

=0 ≠0 ≠ 0 (-) SEMI ≠ 0 (+) SEMI


DIRETA = 0 INDIRETA
≠0 ≠ 0 (+) DIRETA ≠ 0 (-) INDIRETA

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EXEMPLO DE UMA PLANTA COM O QS


Para a entrega parcial do QS: o xerox (EM ESCALA) tamanho A4 como no
exemplo abaixo (o QS centralizado).

Para a entrega final: a planta passada a limpo com as medidas em cm escrita


em vermelho; o xerox do diagrama unifilar; a(s) bitola(s) do Terra(s) e
detalhes.

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ORIENTAÇÃO QUE ESTÁ NA 1ª. PLANILHA DO EXCEL.

1) TODOS OS ELETRODUTOS QUE SAEM DE UM CÔMODO (N) E CHEGAM NO CÔMODO


(N+1) OU SUPERIOR, SERÃO DESCRITOS NO CÔMODO (N) (SÓ ATÉ A LUVA DA
CURVA SE FOR PELO TETO) INCLUSIVE AS LUVAS DOS ELETRODUTOS COM MAIS
DE 3,00m.

=> ONDE (N) É O NÚMERO NO NOME DA PLANILHA, NA SEQUÊNCIA.

EXEMPLOS:

SE UM DUTO VEM PELA PAREDE DO (1-QS) PARA ALIMENTAR UMA TOMADA NA (9-SE),
ESTE DUTO SERÁ DIMENSIONADO NO (1-QS).

SE UM DUTO VEM PELO TETO DO (4-CC) PARA ALIMENTAR O PONTO DE LUZ DA (12-
GR), ESTE DUTO SERÁ DIMENSIONADO NO (4-CC).

2) NAS PLANIHAS DE No.1 A No.14, NAS COLUNAS "QUANTIDADE", NÃO COLOCAR NADA
NA COLUNA "CORREÇÃO"

3) QUANDO FOR ZERO COLOCAR O SINAL DE SUBTRAÇÃO ("MENOS")

4) NESTA PLANIHA SOMENTE NA COLUNA "QUANTIDADE" DO QDC

5) NÃO ALTERAR NENHUMA PROPRIEDADE DESTE ARQUIVO!

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PLANILHA TOTAL (1ª. DO Excel DA ESQUERDA PARA À DIREITA, AS DEMAIS SÃO
NUMERADAS)

D I S J U N T O R (NBR NM 60898 NBR – IEC 60947-2 NBR – IEC 61009-1)


MATERIAL QUADRO DE COMANDOS - QDC QUANTID R$ UNIDADE R$ TOTAL
QUADRO DE COMANDOS DE 30 POSIÇÕES R$ 49,43 R$ -
DISJUNTOR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 10A R$ 5,00 R$ -
DISJUNTOR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 13A R$ 5,00 R$ -
DISJUNTOR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 16A R$ 5,00 R$ -
DISJUNTOR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 20A R$ 5,00 R$ -
DISJUNTOR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 25A R$ 5,00 R$ -
DISJUNTOR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 32A R$ 5,00 R$ -
DISJUNTOR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 40A R$ 6,90 R$ -
DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 10A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 13A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 16A R$ 30,00 R$ -
DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 20A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 25A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 32A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR MONOPOLAR 127V - CURVA B - 40A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 10A R$ 28,90 R$ -
DISJUNTOR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 13A R$ 28,90 R$ -
DISJUNTOR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 16A R$ 29,00 R$ -
DISJUNTOR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 20A R$ 29,00 R$ -
DISJUNTOR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 25A R$ 29,00 R$ -
DISJUNTOR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 32A R$ 29,00 R$ -
DISJUNTOR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 40A R$ 32,00 R$ -
DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 10A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 13A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 16A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 20A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 25A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 32A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR DR BINOPOLAR 220V - CURVA B - 40A R$ 230,00 R$ -
DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 40A CURVA C R$ 34,70 R$ -
DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 60A CURVA C R$ 52,00 R$ -
DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 70A CURVA C R$ 80,00 R$ -
DISJUNTOR GERAL TRIPOLAR 100A CURVA C R$ 118,00 R$ -

ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0,6/1kV - 70 Oc - 10,0mm2 R$ 2,85 R$ -


ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0,6/1kV - 70 Oc - 16,0mm2 R$ 4,25 R$ -
ALIMENTADOR FIO DE COBRE PVC 0,6/1kV - 70 Oc - 25,0mm2 R$ 6,77 R$ -
DPS - DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTO 4kV R$ 74,95 R$ -
TOTAL QDC = R$ -
TOTAL GERAL MÍNIMO= R$ -

Temos o alimentador constituído de 3 fases, 1 neutro e 1 terra!


O neutro será aterrado no BEP!

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MATERIAL UNID QTD R$ TOTAL


PONTO DE LUZ NO TETO - CAIXA OCTOGONAL CAIXA 2 R$ -
CAIXA DE PASSAGEM NO TETO - CAIXA OCTOGONAL CAIXA - R$ -
PONTO DE LUZ PAREDE - CAIXA RETANGULAR (5x10) CAIXA - R$
PONTO DE LUZ PAREDE - CAIXA QUADRADA (10x10) CAIXA - R$
CONEXÕES
BUCHA 20 mm (1/2") BUCHA 19 R$
BUCHA 25 mm (3/4") BUCHA 2 R$
BUCHA 32 mm (1") BUCHA - R$
ARRUELA 20 mm (1/2") ARRUELA 19 R$
ARRUELA 25 mm (3/4") ARRUELA 2 R$
ARRUELA 32 mm (1") ARRUELA - R$

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CONEXÕES QTD
CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 20 mm (1/2") CURVA 6 R$ -
CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 25 mm (3/4") CURVA - R$ -
CURVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 90o 32 mm (1") CURVA - R$ -
LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 20 mm (1/2") LUVA 16 R$ -
LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 25 mm (3/4") LUVA - R$ -
LUVA PVC RÍGIDO ANTICHAMA 32 mm (1") LUVA - R$ -

Como o maior comprimento de eletroduto é de 300cm, somente contabilizar luva


para eletrodutos “retos” com mais de 305cm.

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R$
MATERIAL UNIDADE QTD R$ UNID. TOTAL
I N T E R R U P T O R (NBR - 6527)
CAIXA RETANGULAR (5x10) CAIXA 1 R$ 1,51 R$ -
CAIXA QUADRADA (10x10) CAIXA 1 R$ 2,53 R$ -
SIMPLES (250V-10A) INTER - R$ 3,60 R$ -
DUPLO SIMPLES (250V-10A) INTER - R$ 6,29 R$ -
TRIPLO SIMPLES (250V-10A) INTER - R$ 11,05 R$ -
PARALELO (3 WAY) (250V-10A) INTER 2 R$ 5,14 R$ -
INTERMEDIARIO (4 WAY) (250V-10A) INTERR - R$ 14,72 R$ -

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T O M A D A (NBR - 14136)
CAIXA RETANGULAR (5x10) CAIXA 4 R$ 1,51 R$ -
CAIXA QUADRADA (10x10) CAIXA - R$ 2,53 R$ -
2P+T 250V / 10A TOMADA 5 R$ 7,63 R$ -
2P+T 250V / 20A TOMADA - R$ 7,63 R$ -

A caixa 10x10cm (quadrada) com tomada já foi contabilizada no quantitativo dos


interruptores.

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Ex.:ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA EM CENTÍMETROS ASSIM:


Todos os eletrodutos de Ø20mm com as descidas:
=[(315+150)+(195+150)+(305)+(250+150+50+25)+(360)+(430)+(195+80)+
(185+250+280)]/100
(vai aparecer o resultado 33,70)
Todos os eletrodutos de Ø50mm com as descidas:
=[(180)]/100 (vai aparecer o resultado 1,80)
E L E T R O D U T O (NBR - 6150)
PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 20 mm (1/2") METRO 33,70 R$ 0,97 R$ -
PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 25 mm (3/4") METRO 1,80 R$ 1,60 R$ -
PVC RÍGIDO ANTICHAMA ROSQUEÁVEL 32 mm (1") METRO - R$ 2,77 R$ -

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ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA ASSIM:


2
FASES C4 e C5 (220V) CADA UM TODOS SÃO DE 6,0mm :
=[(4*(315+150+30))+(4*(430))]/100 (vai aparecer o resultado 37,00)
TERRA C4 e C5 COMUM:
=[(315+150+30)+(430)]/100 (vai aparecer o resultado 9,25)
MATERIAL UNID QTD R$ UNID. R$ TOT
C O N D U T O R (NBR - 7288 NBR NM 247 - 3)
- FIO DE COBRE (PVC 750V - 70oC) 4,0mm2 METRO R$ 1,30 R$ -
- FIO DE COBRE (PVC 750V - 70oC) 6,0mm2 METRO 37,00 R$ 1,85 R$ -
- FIO DE COBRE (PVC 750V - 70oC) 4,0mm2 METRO R$ 1,30 R$ -
- FIO DE COBRE (PVC 750V - 70oC) 6,0mm2 METRO 9,25 R$ 1,85 R$ -

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ESCREVER NA CÉLULA DA COLUNA QTD DA PLANILHA ASSIM:


FASES C7 e C2 (127V), e C7 (220V) TODOS SÃO 2,5mm2:
=[(4x(195+30+150))+(305)+(2x(250+30+150))+(50+30+25)+(2x(360))+(2x(180))+
(2x(195+30+80))+(185+30+250+280)]/100
NEUTROS C7 e C2 (127V) TODOS SÃO 2,5mm2:
=[(2x(195+30+150))+(305)+(250+30+150+50+30+25)+(2x(360))+(2x(180))+
(185+30+250+280)]/100
RETORNOS C2 (127V) TODOS SÃO 2,5mm2:
=[(2x(250+30+150))+(3x(180))+(3x(185+30+150))]/100
TERRA COMUM C7 e C2 (127V), e C7 (220V) TODOS SÃO 2,5mm2:
=[(195+30+150)+(250+30+150+50+30+25)+(360)+(180)+(195+30+80)+
(185+30+250+280)]/100
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