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ELOISA ARENA PIOVESAN

VANESSA RODRIGUES

ATIVIDADES DE CAMPO NO PARQUE DA ROCHA


MOUTONNÉE

SÃO PAULO
2017
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RESUMO

O relatório em questão apresenta as atividades técnicas de campo realizadas no


Parque da Rocha Moutonnée, contando com 5 paradas, afim de observar e embasar
conhecimento sobre tal granito, bem como seu histórico, preservação e sua
representatividade para aquele local, geologia brasileira e material de estudos de
diversos discentes e geólogos.

Palavras Chave: Rocha Moutonnée, extração predatória, preservação,


CONDEPHAAT e SIGEP.
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SUMÁRIO
p.

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................4

2 OBJETIVOS...........................................................................................................4

3 JUSTIFICATIVAS TÉCNICAS...............................................................................5

4 LEVANTAMENTO DE CAMPO.............................................................................6

5 PROBLEMAS AMBIENTAIS.................................................................................8

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................8

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................8
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1 INTRODUÇÃO

A cidade de Salto, município pertencente ao Estado de São Paulo, situado a cerca


de 100 km da capital, compreende na periferia de sua zona urbana “(...) o primeiro
parque brasileiro planejado e instalado com objetivo ecológico e de proteção de um
monumento específico, de excepcional interesse geológico.” (Rocha-Campos, A. C.
2000)
O Parque da Rocha Moutonnée, localizado na Rodovia Rocha Moutonnée, S/N
(Antiga Chácara Guaraciaba) – Bairro: Loteamento de Terras de São Pedro e São
Paulo é administrado pela Prefeitura da Estância Turística de Salto, inaugurado no
ano de 1991, conta com 43.338 m² de área, entrada gratuita, diversos painéis
explicativos sobre o surgimento da vida no Planeta Terra, nove réplicas de
dinossauros que fazem referência a Era Mesozóica¹ e ainda, detém o único
exemplar restante de rocha moutonnée, a estrutura rochosa encontra-se no centro
do Parque, totalmente cercada e sem acesso aos visitantes (Somente observação e
fotografias). Seu propósito é integrar a valorização e proteção integral do
monumento geológico que mesmo parcialmente preservado, mantém a morfologia e
as feições características de abrasão glacial típicas das rochas moutonnées
recentes ou pleistocênicas e bem como, preservar o ecossistema terrestre local,
proporcionando a seus visitantes lazer, educação ambiental, divulgação científica,
entre outros.

1.1 ROCHA MOUTONNÉE

Trata-se de um granito de cor rósea, erodido na Era Neoproterozóica, de formato


arredondado recoberto por rochas do Subgrupo Itararé (Depósitos subglaciais e
subaquáticos) de abrasão glacial (Desgaste mecânico do assoalho rochoso pelo
atrito de materiais sólidos, como areia, cascalhos, fragmentos de rocha
transportados em decorrência do movimento das geleiras, formando assim, estrias
no mesmo, Imagem nº 01).
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Figura nº 01 – Ilustração da ocorrência da Abrasão Glacial


Fonte: Google (Acesso: 05/11/2017)

No ano de 1992, tal rocha foi tombada pelo CONDEPHAAT, sob o Processo de nº
00506/75, na Resolução de Tombamento nº 45 de 18/12/1992 no Livro do Tombro
Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico (Inscrição nº 25, p. 308, 24/06/1993),
contendo os seguintes dizeres: “De rara beleza e grande interesse geológico,
histórico, científico e turístico, a Rocha Moutonnée constitui corpo de rocha saliente,
cuja superfície mostra estrias e caneluras produzidas pela ação erosiva do material
transportado por antigas geleiras. A denominação vem do termo francês que
significa “assemelhada à forma de carneiro”. A rocha situa-se no contato do
embasamento pré-cambriano com os sedimentos da formação Itararé, do grupo
Tubarão. Tal embasamento, representado pelas rochas do complexo Amparo
encontra-se intrudido por um corpo granítico de coloração rosada, formado a 540
milhões de anos, que compõe a Fácies Itu. A importância da rocha deve-se ao fato
desta registrar a ocorrência de antigas glaciações no planeta, na época em que o
hemisfério sul apresentava um único continente – o Gondwana. A rocha tombada foi
descoberta em Salto, em 1946, pelo geólogo Mager Gutmans, do Instituto
Agronômico de Campinas. Situa-se no ponto definido pelas coordenadas UTM
7.432,50 kmN e 265,00 kmE.
Seu tombamento foi publicado no Diário Oficial de São Paulo, sob Resolução SC-
045 de 18/12/1992.
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1.2 HISTÓRICO

Segundo relatos do Professor Wilson S. Iyomasa (2017), antes da construção do


Parque, em 1990, havia uma pedreira no local (Conhecido anteriormente como
Praça da Pedreira) e assim, durante décadas, houve extração predatória do referido
granito por parte da pedreira, cantareiros transeuntes e moradores locais, dentre
diversos destinos possíveis, grande parte do volume desta rocha fora utilizado para
a produção de materiais de construção.
No ano de 1990, de acordo com Rocha-Campos (2000), a área ocupada pelo
monumento geológico veio a ser tombada, por parte da Secretaria do Estado da
Cultura de São Paulo, atendendo à proposta do Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT). Em
decorrência de tal fato, houve a desapropriação da área em questão e área
adicional, periférica à rocha moutonnée, incitando a construção do Parque da Rocha
Moutonnée, sucessivamente, as instalações superiores foram de responsabilidade
da Prefeitura da Estância Turística de Salto e assim, a inauguração do mesmo no
ano seguinte.
Neste mesmo ano, a Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos
(SIGEP) definiu o Parque como um Sítio Geológico Paleoambiental e o incluiu no
Inventário de Geossítios do Brasil sob o nº 021.
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2 OBJETIVOS

2.1 OBJETOS GERAIS

Avaliar criticamente a depredação do único exemplar de rocha moutonnée existente,


medir algumas estrias de sua superfície, com o auxílio de uma Bússola de Geólogo
e ainda, analisar outros monumentos compreendidos no parque.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Aplicar os conhecimentos de sala de aula transmitidos pelas matérias de Geologia


Geral e Mecânica dos Solos, Geologia de Engenharia e Ensaios de Campo e
Impactos Ambientais
Observar a rocha moutonnée, identificar sua degradação por parte de ações
antrópicas e intemperismo, morfologia e estrias existentes.
Observar ainda outros monumentos compreendidos no parque.

3 JUSTIFICATIVAS TÉCNICAS

Com o próposito de preservar as evidências glacias do local e o único exemplar de


rocha moutonnée existente, o Parque da Rocha Moutonnée foi fundado.
Evidenciou a preservação de monumentos geológicos para o entendimento das
transformações geológicas que o Planeta Terra sofreu.
Além de oferecer outros atrativos, como as esculturas de dinossauros e os assentos
de pedra, feitos por cantareiros que trabalhavam no local antes da abertura do
parque.
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4 LEVANTAMENTO DE CAMPO

Os discentes de Engenharia Ambiental e Sanitária, acompanhados do Professor


Wilson S. Iyomasa realizaram atividades técnicas de campo no dia 07 de outubro,
sábado, partindo da cidade de São Paulo rumo a Itu, cidade interiorana da capital.
Devido a chuva, o Parque Geológico do Varvito estava fechado para visitação,
assim, os estudantes partiram para a cidade vizinha, Salto, rumo ao Parque da
Rocha Moutonnée.
Em um total de 5 paradas, com explicações do professor, observou-se a rocha
Moutonnée, porém graças a última reforma realizada pelo parque, o monumento
(Localizado na parte central) não tem mais acesso direto aos seus visitantes, assim
não foi possível realizar a medição de algumas de suas estrias. Tal observação se
limitou na morfologia da rocha, parte assentada e redonda (Parte preservada que se
assemelha a um carneiro), parte com alguns “degraus” formados devido à extração
predatória realizada décadas anteriores (Comprovando o relato do Professor Wilson
de que havia uma pedreira no local) e ainda o intemperismo; coloração rósea (Figura
nº 02).

Figura nº 02 – Rocha Moutonnée


Fonte: Google (Acesso: 05/11/2017)
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Observou-se e foram tomadas notas de diversas placas explicativas oferecidas pelo


parque (Figuras nº 03 e 04), não só da rocha, mas de eras como o Paleozóico.
Assim, 9 réplicas de dinossauros foram construídas dentro de sua extensão, fazendo
referência a esta era (Figura nº 05).

Figura nº 03 – Placa contendo explicações sobre a rocha moutonnée


Fonte: Autoras
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Figura nº 04 – Placa contendo explicações sobre a evolução do homem


Fonte: Autoras

Figura nº 05 – Esculturas de dinossauro


Fonte: Google (Acesso: 05/11/2017
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Adentro, observou-se ainda, bancos feitos de rocha, evidenciando a atividade de


cantareiros (Tal profissional moldava o granito róseo para a construção de material
civil). (Figura nº 06)

Figura nº 06 – Bancos feitos de rocha


Fonte: Nardotto, S. (2017)
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5 PROBLEMAS AMBIENTAIS

O problema ambiental observado foi à depredação da rocha moutonnée, atualmente


considerada um monumento geológico tombado.
A origem de sua depredação se deu por exploração predatória por parte da pedreira
existente no local, cantareiros transeuntes e até mesmo moradores locais que
notaram valor econômico em tal granito, destinado em grande parte, para
construção de material civil. Com isso parte de evidências geológicas podem ter sido
dissipadas e assim, não fundamentando totalmente o estudo não só desta rocha,
bem como do local em questão.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após as atividades técnicas de campo, realizadas no Parque da Rocha Moutonnée,


aderiu-se o conceito de preservação de patrimônios ambientais e históricos.
Graças à preservação do monumento geológico, os estudantes e futuras gerações
puderam e poderão aprofundar seus estudos em diversos campos.
A rocha permite evidenciar que, remotamente, o local era uma geleira, graças a
existências de suas estrias.
E ainda, dentro da literatura existente, não há muitas informações sobre este tipo de
rocha moutonnée, derivada do embasamento da Bacia do Paraná, assim, a
realização de visita no local, permitiu observar sua morfologia, mesmo que parte
degradada e sua coloração.
Além disso, o parque proporciona interação com a biodiversidade local, e atrativos
como as esculturas de dinossauros, placas explicativas sobre a rocha moutonnée,
eras geológicas e monumentos que fazem jus as antigas atividades econômicas
realizadas naquele local, os bancos de pedra.
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7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

https://anhembi.blackboard.com/bbcswebdav/pid-5880224-dt-content-rid-
22069500_1/courses/201720.03238.01/Aula-ParqueVarvito%282%29.pdf
(Material Wilson)

https://salto.sp.gov.br/site/?page_id=728

http://sigep.cprm.gov.br/Lista_Geral_Sitios_e_Propostas.pdf

http://sigep.cprm.gov.br/sitios.htm#Vol1

http://condephaat.sp.gov.br/benstombados/rocha-moutonnee/

http://www.infopatrimonio.org/wp-content/uploads/2013/12/Rocha-Moutonn
%C3%A9e-res.pdf

http://www.ambiente.sp.gov.br/2017/05/11/passeio-e-aula-de-geologia-no-parque-da-
rocha-moutonnee/

http://www2.igc.usp.br/glacial/glossario.htm

http://sigep.cprm.gov.br/sitio062/sitio062.pdf