Вы находитесь на странице: 1из 60

Unidade II

METODOLOGIA DE ENSINO APLICADA ÀS CIÊNCIAS SOCIAIS

Profa. Josefa Alexandrina

Objetivos da disciplina

Habilitar profissionais para o exercício da docência nas Ciências Sociais, que sejam capazes de analisar e compreender a realidade social em seus múltiplos aspectos.

Preparar profissionais éticos e competentes, com sólida formação teórica e metodológica nas áreas que compõem o campo científico das Ciências Sociais – Antropologia, Sociologia e Ciência Política.

nas áreas que compõem o campo científico das Ciências Sociais – Antropologia, Sociologia e Ciência Política.

Objetivos desta unidade

Refletir sobre o processo de produção do conhecimento na área de Sociologia.

Analisar os recursos didáticos básicos para o ensino da Sociologia.

Analisar a especificidade da pesquisa como recurso didático para o ensino e também como caminho para o desenvolvimento da autonomia intelectual do jovem estudante.

Analisar as possibilidades de utilização de músicas, filmes e poesias no ensino da Sociologia.

Refletir sobre os limites e possibilidades de utilização da internet como recurso didático.

ensino da Sociologia.  Refletir sobre os limites e possibilidades de utilização da internet como recurso

O processo de construção do conhecimento

O processo de construção do conhecimento em sala de aula requer a ação do docente para criar as condições adequadas ao ensino. Isto requer fundamentalmente problematizar o próprio conteúdo.

A problematização consiste em explicitar a relevância do conteúdo e estabelecer relação com temas atuais. Devem-se criar questionamentos que conduzam a provocar, a instigar os alunos a compreender a importância do conteúdo.

Esta problematização pode ter início com perguntas “socráticas”. A problematização pode ser acompanhada por uma sensibilização do aluno a partir da escolha de um recurso didático, como música, texto, charge, entre outros.

por uma sensibilização do aluno a partir da escolha de um recurso didático, como música, texto,

Linha de questionamento sociológico elaborada por Giddens

Linha de questionamento sociológico elaborada por Giddens Fonte: livro-texto.

Fonte: livro-texto.

A elaboração do plano de aulas

A introdução de questionamentos que conduzam à reflexão requer que o docente tenha um plano adequado de aulas.

A elaboração de um plano de aulas demanda algumas reflexões prévias, como veremos a seguir:

1. Por que isso é importante?

2. Qual o meu objetivo para os estudantes? O que eles devem ser capazes de fazer ao fim deste conteúdo?

3. Como o tema se encaixa no currículo geral?

4. O que os estudantes já sabem sobre isso?

A elaboração do plano de aulas

6. Como eu posso apresentar esse material?

7. O que os estudantes farão durante as aulas?

8. Como eu posso atender às necessidades de cada estudante?

9. Como eu posso ligar o conteúdo à rotina dos estudantes?

10. Existe alguma tecnologia capaz de melhorar essa tarefa?

9. Como eu posso ligar o conteúdo à rotina dos estudantes? 10. Existe alguma tecnologia capaz

O plano de aulas

O plano de aula é uma ferramenta importante para a organização do trabalho, pois indica as intenções (objetivos) e a forma de conduzir a situação de aprendizagem. O plano de aula, além de ser um guia, contribui para que o professor não se distancie dos seus objetivos educacionais.

É importante destacar que o plano de aula não requer o seu rígido cumprimento. O contexto da aula exige do professor uma postura proativa para recriar ou redirecionar as ações quando necessárias.

O contexto da aula exige do professor uma postura proativa para recriar ou redirecionar as ações

O plano de aulas

Segundo Bridi (2009), os questionamento que devem nortear o plano são:

1.Que tipo de reação minha aula irá provocar?(2009), os questionamento que devem nortear o plano são: 2. Quais são as operações mentais que

2. Quais são as operações mentais que estarei acionando ou exigindo?

2.1. Recordação, reconhecimento, associação.

2.2. Comparação, levantamento de hipótese, crítica, resumo, interpretação, solução de problemas, entre outras.

2.2. Comparação, levantamento de hipótese, crítica, resumo, interpretação, solução de problemas, entre outras.

O plano de aulas

A educação tradicional valoriza a cópia, a reprodução, a imitação, repetição ou exercício mecânico. É necessário superar a educação tradicional para estimular processos mentais mais elaborados.

Espera-se que o ensino de Sociologia contribua para que os alunos desenvolvam a habilidade de compreender e analisar os fenômenos sociais, desenvolvam a desnaturalização da percepção da relação do homem com a natureza, as relações do indivíduo com a sociedade e suas instituições e identifiquem a estrutura social e como esta produz e reproduz as desigualdades sociais. É preciso compreender também a dinâmica do Estado, da cultura e da ideologia.

e reproduz as desigualdades sociais. É preciso compreender também a dinâmica do Estado, da cultura e

Aula expositiva e construção do diálogo coletivo

Parte considerável das atividades desenvolvidas nas escolas se concentra nas salas de aula. As atividades desenvolvidas em outros espaços, como museus, estudos de meio, constituem momentos especiais do processo de aprendizagem.

As atividades desenvolvidas em sala de aula representam um momento significativo para a aprendizagem.

Aula expositiva e construção do diálogo coletivo

A aula expositiva é vista como recurso necessário para o estímulo ao diálogo e à sistematização do conhecimento. Porém, é necessário que haja diversificação das formas de dar aula e a aula expositiva não seja vista como único recurso pedagógico.

“Se o professor tem por objetivo que o aluno participe da aula, alguns encaminhamentos prévios precisam ser acertados, tais como: a leitura do texto, a elaboração de questões, o levantamento de dúvidas (oral ou escrito), o fichamento de textos, as respostas previamente elaboradas às questões centrais”. (BRIDI, 2009).

(oral ou escrito), o fichamento de textos, as respostas previamente elaboradas às questões centrais”. (BRIDI, 2009).

Aula expositiva e formação de mapas conceituais

Capital cultural Capital Capital social econômico
Capital
cultural
Capital
Capital
social
econômico

Aula expositiva e construção do diálogo coletivo

Portanto, a aula expositiva é um recurso importante, mas não deve ser usada extensivamente. Pode ser utilizada nos momentos iniciais de uma reflexão e nos momento finais, para a elaboração da síntese.

Interatividade

A problematização de temas a partir de questões socráticas pode possibilitar ao aluno:

a) memorizar o texto;

b) desenvolver a habilidade de escrita;

c) refinar a oratória;

d) desenvolver reflexão autônoma;

e) internalizar regras.

Seminários

O seminário é um recurso didático que pode contribuir muito para o desenvolvimento dos alunos. Todo seminário deve ter um tema, um texto que sirva de referência para a sala. Segundo Severino (1998), a condução de um seminário pode ocorrer da seguinte maneira:

1. exposição inicial do professor sobre o problema a ser discutido e indicação de um roteiro de questões para a discussão;

2. divisão da turma em grupos para a discussão do texto;

3. organização de uma plenária em que os grupos expõem a síntese da discussão;

Seminários

De acordo com as OCN’s, o seminário é um recurso de aprendizagem que requer do professor constante intervenção. Não significa distribuir temas e mandar o aluno pesquisar e expor. Como veremos a seguir, cabe ao professor:

organizar os grupos, distribuir os temas, orientar cada um deles a respeito de uma bibliografia mínima, analisar o material encontrado pelos grupos, estar presente, intervir durante a apresentação e ‘fechar’ o seminário.

o material encontrado pelos grupos, estar presente, intervir durante a apresentação e ‘fechar’ o seminário.

Seminários

Além disso, o professor auxiliará os alunos na produção e na apresentação do seminário, complementando o que possivelmente tiver sido deixado de lado. Possibilitará aos alunos a oportunidade de pesquisar e de expor um determinado tema, desenvolvendo uma autonomia no processo e na exposição dos resultados da pesquisa.

e de expor um determinado tema, desenvolvendo uma autonomia no processo e na exposição dos resultados

Seminários

É

preciso levar em conta que o debate em sala de aula

só é profícuo quando é preparado previamente. O debate

baseado meramente em opiniões não contribui para a superação do senso comum. Deste modo, é necessário que os alunos preparem suas argumentações a partir da leitura da bibliografia indicada.

É

usual que os debates girem em torno de questões

polêmicas nas aulas de Sociologia. É um momento rico para a contraposição de visões diferenciadas sobre

o processo social. Neste caso, a sala pode ser dividida

em dois grupos, uma parte defende um ponto de vista e a outra parte se prepara para contra-argumentar.

pode ser dividida em dois grupos, uma parte defende um ponto de vista e a outra

A pesquisa como recurso didático

A prática da pesquisa escolar deve ser um estímulo à autonomia intelectual e se configura como um “instrumento importante para o desenvolvimento da compreensão e para

a explicação dos fenômenos sociais”. (OCN’s, p. 126).

O conhecimento no campo das Ciências Sociais é, antes de tudo, um exercício de autoconhecimento, mas de modo sistemático, rigoroso e intersubjetivo, uma vez que a investigação sociológica oferece ao estudante instrumentais que lhe garantam um tratamento coerente e analítico das questões que estão à sua volta, compreendidas com racionalidade. Ir além do que é imediatamente visível

e aceito como natural é um dos objetivos de se trabalhar

a pesquisa sociológica no Ensino Médio. (OCN’s).

A pesquisa como recurso didático

Seja na opção por trabalhar com temas, conceitos ou teorias, é recomendável a prática da pesquisa. A questão que se coloca é compreender em qual momento da aprendizagem deve ser inserida a prática da pesquisa.

Segundo as OCN’s, a pesquisa pode ser feita depois das apresentações teóricas, conceituais ou temáticas, como um elemento de verificação ou de aplicação (ou não) do que foi visto anteriormente. Mas pode ser utilizada como elemento anterior às explicações, por meio dos três recortes. Podem-se encaminhar os alunos para que realizem uma pesquisa antes de discutirem qualquer teoria, conceito ou tema, e, a partir do que encontrarem, problematizar os resultados no contexto de cada um dos recortes.

A pesquisa como recurso didático

A prática da pesquisa não pode prescindir dos padrões mínimos da metodologia científica, pois, deste modo, as pesquisas tenderiam simplesmente à reprodução do senso comum.

Por exemplo, qual o sentido de realizar uma pesquisa sobre desemprego analisando exclusivamente entrevistas com desempregados? A entrevista nos concede a visão do indivíduo, mas não revela por si as estruturas sociais. Neste sentido, a pesquisa deve ser acompanhada da análise teórica sobre as novas configurações do mercado de trabalho, análise de dados estatísticos sobre o desemprego no país. Este procedimento contribui para que a pesquisa realizada pelo aluno adquira maior amplitude e revele novos aspectos da realidade.

A pesquisa como recurso didático

Mesmo as pesquisas de caráter bibliográfico devem ser acompanhadas do conhecimento mínimo sobre metodologia científica. É usual encontrarmos, no meio escolar, pesquisas baseadas simplesmente em uma fonte da grande imprensa, que tendem a reproduzir um ponto de vista de um grupo social.

É imprescindível discernir artigos de opinião de artigos mais analíticos. Saber identificar o que é juízo de fato e juízo de valor nas leituras.

A pesquisa como recurso didático

Recomenda-se que o aluno tenha noções prévias do que seja um editorial, uma reportagem, um artigo ou uma entrevista. Outra questão relevante é analisar várias publicações para identificar as diferentes abordagens sobre um mesmo tema.

A pesquisa como recurso didático

Para os jovens, tem sido comum, ao fazer uma pesquisa, se restringir a selecionar informações disponíveis na web e imprimi-las como se fossem sua produção. Para Bridi (2009), a solução deste problema que assola o ambiente escolar é:

“Jamais pedir uma pesquisa sobre algum tema geral sem

o acompanhamento das etapas de elaboração do trabalho,

a exigência de fichamentos de leituras e, principalmente,

a organização de um roteiro propondo questões reflexivas

a serem abordadas pelo aluno.” (BRIDI, 2009, p. 129).

a organização de um roteiro propondo questões reflexivas a serem abordadas pelo aluno.” (BRIDI, 2009, p.

O desenvolvimento de atitudes científicas na escola

É possível que a prática de pesquisa no Ensino Médio contribua para o desenvolvimento de atitudes científicas

e

crie predisposição para conhecer de forma inteligente

e

não apenas repetitiva e reprodutiva.

Além disso, a prática da pesquisa possibilita um certo treino

e disciplina para o trabalho intelectual.

O professor como pesquisador

Fica mais clara a necessidade de o educador se ver não só como docente, mas também como pesquisador. Quando ele se coloca na posição de professor-pesquisador, abre espaço para as curiosidades e perguntas dos estudantes. Conforme Becker e Marques (2007, p. 19), o professor sabe que ‘toda investigação começa com uma pergunta’. Diante disso, sabendo quais são os problemas com que os estudantes se deparam, podemos constituir um programa de estudos diferenciado que, em vez de privilegiar a reprodução dos conteúdos, destacamos como fundamental a contribuição com base em suas ações e reflexões para a construção do conhecimento. (ZORZI, 2012, p. 112).

a contribuição com base em suas ações e reflexões para a construção do conhecimento. (ZORZI, 2012,

O professor como pesquisador

Diante do exposto, evidencia-se como a prática da pesquisa é importante para o professor como trabalhador intelectual e para o aluno, concebido como agente construtor do conhecimento.

importante para o professor como trabalhador intelectual e para o aluno, concebido como agente construtor do

Interatividade

Qual o sentido da pesquisa sociológica no Ensino Médio?

a)

Viabilizar a iniciação científica no Ensino Médio.

b)

Desenvolver uma postura de investigação ou uma atitude de curiosidade que leve o aluno a refletir sobre a realidade social que o cerca.

c)

Compreender os procedimentos básicos da pesquisa científica para desenvolver a autonomia intelectual.

d)

Compreender os procedimentos básicos da pesquisa científica para desvendar os sistemas ideológicos.

e)

Compreender os procedimentos básicos da pesquisa científica para produção de teorias de alcance local.

e) Compreender os procedimentos básicos da pesquisa científica para produção de teorias de alcance local.

Recursos didáticos

Entende-se por recursos didáticos todos os elementos presentes no ambiente educativo que contribuam para

o processo de ensino-aprendizagem. Pode ser considerada

como recurso didático até mesmo a paisagem da janela de uma sala de aula, quando utilizada para observação e análise de um fenômeno estudado.

Os materiais didáticos cumprem uma função de intermediar

a comunicação entre o professor e o aluno. Uma vez que podem disponibilizar sons, imagens e romper com

a monotonia da aula expositiva.

entre o professor e o aluno. Uma vez que podem disponibilizar sons, imagens e romper com

Motivação dos alunos e estratégias didáticas

Segundo Bridi, muitos professores confundem motivação com estratégias e recursos didáticos utilizados e até mesmo

com um ensinamento de maneira lúdica. As estratégias

e os recursos didáticos são ferramentas que visam a facilitar

a aprendizagem, porém, não podem ser confundidos com motivação. A Psicologia demonstra que a motivação

é

um processo interno ao indivíduo e implica desejo

e

vontade pessoais.

Motivação dos alunos e estratégias didáticas

Entretanto, sendo a motivação um dos componentes essenciais para que aconteça a aprendizagem, é mister que os alunos encontrem razões suficientes para estudar Sociologia em seu Ensino Médio. Sem dúvida, está entre uma das razões a exigência dos conhecimentos que englobem essa disciplina para a aprovação em exames vestibulares ou nos exames nacionais para o Ensino Médio, mas isso é pouco diante de sua importância para a formação individual e para a consciência social da pessoa. (BRIDI, 2009).

Portanto, o êxito do processo educacional não está ligado diretamente à existência de recursos didáticos, mas ao grau de motivação que o aluno possui.

não está ligado diretamente à existência de recursos didáticos, mas ao grau de motivação que o

A contribuição dos recursos didáticos para o processo de aprendizagem

1. Servem de estímulo para despertar a curiosidade e o interesse no aprendizado.

2. Contribuem para ilustrar e estimular o debate.

3. Contribuem para o desenvolvimento da capacidade de observação.

4. Permitem a sistematização dos conteúdos.

debate. 3. Contribuem para o desenvolvimento da capacidade de observação. 4. Permitem a sistematização dos conteúdos.

Recursos didáticos

Existe uma gama de materiais que não foram produzidos originalmente com objetivos didáticos, mas que podem ser adaptados para a realidade escolar. É o caso de recursos audiovisuais e de espaços de vivência coletiva.

É usual que os docentes considerem que os recursos didáticos colocados à disposição das instituições sejam insuficientes. Pois muitas escolas não dispõem sequer de serviços de reprodução de textos ou de computadores conectados à internet, data show para exibição de filmes ou imagens, quanto mais de recursos para a realização de atividades extracurriculares.

show para exibição de filmes ou imagens, quanto mais de recursos para a realização de atividades

Recursos didáticos

A ausência de recursos didáticos não pode ser um obstáculo para o desenvolvimento das atividades. Cabe ao docente, como condutor do processo, garantir o desenvolvimento da aula.

Veja a seguir o depoimento de Paulo Freire sobre o seu processo inicial de aprendizagem:

“Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz”. (FREIRE, 1992).

Recursos didáticos

É pertinente afirmar que os recursos podem tornar as aulas mais participativas e agradáveis, mas é necessário que o professor os utilize de forma adequada, ou seja, planejar qual o momento adequado de utilização dos recursos e como explorá-los adequadamente.

Como recurso didático, as OCN’s analisam a importância das atividades extraescolares, como excursões, visitas a museus e parques como oportunidades de aprendizagem e enriquecimento curricular.

Leitura e produção de textos

Vamos analisar a importância da leitura para a formação do “olhar sociológico”.

O ato de ler não se limita à decodificação da palavra escrita,

a leitura é elemento primordial para a compreensão da

realidade. A formação de um público leitor é uma tarefa primordial, que se coloca não só para os professores,

mas para a sociedade brasileira.

A leitura como forma de compreensão do mundo se

opõe aos tradicionais métodos de leitura que pressupõem

a memorização do conteúdo. A leitura de um texto, quando

pautada na busca inócua da memorização e não da intelecção

e do estabelecimento de relação com o mundo,

torna-se ineficaz.

Leitura e produção de textos

No ambiente escolar é importante que se trabalhe com diversos tipos de textos, como jornais, revistas, quadrinhos. Na leitura de livros, diferentes gêneros podem conduzir

a reflexão sobre o mundo social, desde as obras literárias clássicas, poesia e outros.

Segundo as Orientações Curriculares Nacionais,

a leitura de textos sociológicos deve servir de suporte para o desenvolvimento de um tema ou para a exposição

e análise de teorias e conceitos. Todos os textos devem

ser contextualizados e analisados dentro do conjunto da obra do autor. Neste sentido, cabe ao professor o trabalho de mediação entre o texto e o aluno.

dentro do conjunto da obra do autor. Neste sentido, cabe ao professor o trabalho de mediação

Leitura e produção de textos

A leitura nas aulas de Sociologia requer do docente a seleção adequada do texto. É preciso iniciar com textos curtos que permitam o debate em sala de aula. Os alunos devem ser orientados a ler, identificar as ideias centrais, sublinhá-las, anotar dúvidas e elaborar questões.

Os alunos devem ser orientados a ler, identificar as ideias centrais, sublinhá-las, anotar dúvidas e elaborar

A expressão escrita

Para Bridi, 2009, os alunos devem ser estimulados a verbalizar e escrever sobre os conteúdos estudados, utilizando-os para entender ou explicar sua realidade, os fenômenos sociais, políticos, culturais e econômicos. Para isso é necessário que os alunos se situem criticamente diante de alguma notícia das diversas mídias: impressa, televisiva e da internet.

A expressão escrita é fundamental para o desenvolvimento do aluno, deste modo, é importante estimular a passagem da oralidade para a escrita. Diante da importância da expressão escrita na formação do jovem, entende-se que não compete somente à disciplina de Língua Portuguesa o desenvolvimento da escrita. Trata-se de um desafio maior, que deve ser encampado por todas as disciplinas do currículo.

A expressão escrita

Para o desenvolvimento da expressão escrita, Bridi (2009) nos recomenda:

Na disciplina de Sociologia, após a leitura, o levantamento de dúvidas, o debate e os dados complementares trabalhados, o aluno sistematiza o seu entendimento por escrito, o qual pode conter questões reflexivas, questões-problema ou mesmo ideias centrais do conteúdo. A apresentação escrita é uma exigência e um dos componentes fundamentais do processo de avaliação, podendo ser por meio de resenhas, resumos, pesquisas, relatórios, levantamentos sociais, sínteses, redações, elaboração de jornal ou revista etc.

resumos, pesquisas, relatórios, levantamentos sociais, sínteses, redações, elaboração de jornal ou revista etc.

A expressão escrita

A Sociologia, juntamente com outras disciplinas escolares, deve contribuir para uma escrita competente do aluno

e isso acontece nas atividades que levem a trabalhar com

a produção de textos, levantando questões capazes de exigir argumentação, análise, comparação, síntese, relações, descrição, narração. (BRIDI, 2009).

Sabemos que a leitura e a compreensão das obras clássicas no campo das Ciências Sociais não é uma tarefa simples para jovens do Ensino Médio. Por isso, recomenda-se

a utilização de recortes, ou seja, trechos significativos, para que o estudante tenha contato com um pensamento mais sofisticado.

de recortes, ou seja, trechos significativos, para que o estudante tenha contato com um pensamento mais

Interatividade

A prática de leitura é fundamental para o desenvolvimento do olhar sociológico sobre a realidade, por isso, é recomendável que:

a) o aluno inicie a leitura das obras clássicas da área;

b) iniciar a aprendizagem com pequenos textos da área;

c) restringir-se à leitura dos livros didáticos;

d) por sua linguagem acessível, restringir-se à leitura de jornais e revistas da grande imprensa;

e) ler os dicionários especializados para se familiarizar com as expressões das Ciências Sociais.

A utilização de músicas e poesias no ensino de Sociologia

A música e a poesia são grandes aliadas no processo de ensino-aprendizagem. A música se encontra presente na vida da maioria dos jovens brasileiros como forma de expressão da sua identidade cultural. O trabalho com música possibilita o exercício da reflexão, o cultivo da sensibilidade e agrega prazer ao processo de aprendizado.

A utilização de músicas e poesias no ensino de Sociologia

A vinculação de textos literários (neste caso, poemas, mas podem tratar-se também de novelas, capítulos de novelas, fragmentos de ensaios, contos ou peças de teatro) é um trabalho rico e interessante. Permite dar vida e cor aos temas destas matérias, pode oferecer novos dados ou novas maneiras de ver as coisas, diferentes da proporcionada pelos livros didáticos ou pela explicação do professor e ajudam os alunos a ver a realidade de uma maneira ampla, integral e não parcelada em matérias de estudo, brindando-os com a possibilidade sempre bem-vinda de abrir a aula para a apreciação da comunicação e dos sentimentos vivos num texto literário. (NIDELCOFF, 2004, p. 122).

A utilização da poesia no ensino de Sociologia

No caminho, com Maiakóvski

"[

]

Na primeira noite eles se

aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia,

o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada

[ ]."

Poema de Eduardo Alves da Costa.

A utilização da poesia no ensino de Sociologia

A partir do trecho do poema é possível discutir temas como:

violência;

cidadania;

Estado de direito.

A partir do trecho do poema é possível discutir temas como:  violência;  cidadania; 

A utilização de músicas nas aulas de Sociologia

A música é um recurso financeiramente acessível, disponível à maioria das escolas e que aguça a capacidade de análise em relação a situações, capaz de superar as dificuldades presentes nos textos didáticos, levando-se em conta que as letras analisadas não foram escritas com esse propósito, mas com intenções as mais diversas. A partir da inspiração pessoal do artista que escreveu os versos, a análise sociológica que deles provém pode remeter às mais diferentes questões da vida social (OCN’s).

os versos, a análise sociológica que deles provém pode remeter às mais diferentes questões da vida

A utilização de músicas nas aulas de Sociologia

Para trabalhar em sala de aula com música, recomenda-se inicialmente ouvi-la com a turma, em uma atmosfera de aula de maior descontração. A seguir, ouvir as impressões iniciais dos alunos e em seguida ler a letra com o grupo, levando a discussão sobre a ideologia do consumo e classes sociais.

TV e vídeo nas aulas de Sociologia

As facilidades técnicas oferecidas pelos computadores possibilitam a exploração de um leque ilimitado de ações pedagógicas, permitindo uma ampla diversidade de atividades que professores e alunos podem realizar. Por um lado, essa

ampla gama de atividades pode ou não estar contribuindo para o processo de construção do conhecimento. O aluno pode estar fazendo coisas fantásticas, porém, o conhecimento usado nestas atividades pode ser o mesmo que o exigido em

outra atividade menos espetacular. [

pode estar buscando informações na rede internet, na forma de texto, vídeo ou gráficos, colando-as na elaboração de uma multimídia, porém, sem ter criticado ou refletido sobre os diferentes conteúdos utilizados. Com isso, a multimídia pode ter um efeito atraente, mas ser vazia do ponto de vista de conteúdos utilizados. (BRASIL: 2005, p. 23).

]

Por exemplo, o aluno

TV e vídeo nas aulas de Sociologia

Diante do exposto, coloca-se a necessidade de refletir sobre a forma como as tecnologias podem contribuir com o processo educacional. Elas possuem a capacidade de informar? Contribuem para o desenvolvimento do conhecimento?

O desenvolvimento da internet e as múltiplas utilizações do computador no meio educacional têm levado muitos educadores a desconsiderar a importância da televisão e do vídeo para o processo educacional.

têm levado muitos educadores a desconsiderar a importância da televisão e do vídeo para o processo

TV e vídeo nas aulas de Sociologia

Morin indica pistas de como trabalhar a televisão na sala de aula. Parte-se do sensorial, do afetivo, para se avançar para

conceitos e teorias. Para Morin, é necessário que o professor faça um esforço para integrar imagens, sons e textos, para que

a linguagem se aproxime mais do jovem.

A utilização da televisão nas aulas de Sociologia permite partir-se de elementos mais próximos da sensibilidade dos alunos e desenvolver análise do conteúdo com vistas

a que estes percebam os aspectos positivos e negativos

da abordagem televisiva. Deste modo, é possível formar

o telespectador criterioso, que saiba avaliar o que

é apresentado.

abordagem televisiva. Deste modo, é possível formar o telespectador criterioso, que saiba avaliar o que é

Filmes nas aulas de Sociologia

A utilização de vídeos tem se constituído um recurso comum nas aulas de Sociologia. O grande problema é que a projeção de filmes destoa do tempo de aula. As produções médias dos longas metragens é de 2 horas e as horas-aula possuem em média 50 minutos. Para que aconteça uma projeção são necessários verdadeiros malabarismos, com novos arranjos de turmas. É preciso selecionar filmes que permitam certos recortes, que possibilitem tornar evidentes determinados aspectos considerados fundamentais.

filmes que permitam certos recortes, que possibilitem tornar evidentes determinados aspectos considerados fundamentais.

TV e vídeo nas aulas de Sociologia

Ao traçar um paralelo entre o discurso televisivo e o discurso escolar, Morin identifica que a TV possui um formato “despretensioso e sedutor”, que cria uma dificuldade para o meio escolar contrapor, com uma visão mais crítica, que requer um grau maior de abstração. Enquanto a televisão fala do mundo afetivo, o discurso escolar tem base científica. Para abstrações necessárias para o desenvolvimento de linhas de raciocínio, a televisão oferece a sedução das imagens.

Fotografias nas aulas de Sociologia

Além dos recursos acima descritos, a fotografia também pode ser utilizada em aulas. A fotografia permite a análise de contextos sociais, políticos e culturais. Sua análise contribui para compreender os valores, as ideologias e as tensões de uma determinada época e local.

Com o avanço dos recursos tecnológicos, tem se popularizado a utilização de filmadoras e câmaras fotográficas, que podem ser utilizadas no espaço escolar pelos alunos para refletir sobre os temas das Ciências Sociais.

A internet e a criação de redes de conhecimento

Para alguns grupos, a internet é concebida como instrumento primordial para o processo educacional. Segundo análise desenvolvida por Bridi (2009), a observação empírica da realidade mostra que o acesso às informações não significa que estas são necessariamente refletidas pelo aluno.

A utilização adequada da rede (internet) exige certa competência acadêmica, além de, na maior parte do tempo, sua utilização ocorrer em espaços de ‘bate-papo’ ou ser destinada à cópia de textos para os trabalhos escolares. (BRIDI, 2009, p.79).

A internet e a criação de redes de conhecimento

As observações empíricas sobre o esforço das escolas para equiparem-se e acompanharem o processo de informatização do ensino-aprendizagem e do crescente número de domicílios com acesso ao computador revelam:

a) as novas tecnologias não tornam obsoletas as formas

convencionas de escrita e leitura;

b) a capacidade de seleção e análise das fontes continua

sendo fundamental para o processo de conhecimento;

c) o fato de que os alunos, ao utilizarem cotidianamente

o computador, sabem utilizá-lo como ferramenta potencializadora de informações e do conhecimento. (BRIDI, 2009, p. 98).

A internet e a criação de redes de conhecimento

A escola deve contribuir para a inclusão do jovem na cibercultura, mas é preciso ter clareza de que o acesso a sites, por si só, não promove a inclusão, pois é preciso desenvolver habilidades para selecionar sites com conteúdos de qualidade, ler as informações e principalmente interpretar o que se lê.

para selecionar sites com conteúdos de qualidade, ler as informações e principalmente interpretar o que se

Interatividade

A inserção do jovem na cibercultura significa:

a) equipar as escolas com computadores modernos;

b) substituir a leitura de livros por pesquisas livres na internet;

c) reproduzir as informações encontradas na web;

d) inserir os jovens nas redes sociais;

e) desenvolver a habilidade de selecionar sites com conteúdo de qualidade e ler criticamente.

ATÉ A PRÓXIMA!

ATÉ A PRÓXIMA!