Вы находитесь на странице: 1из 5

12.

  MODELO DE AÇÃO PARA CONCESSÃO DE APOSENTADORIA POR TEMPO


DE CONTRIBUIÇÃO COM CÔMPUTO DE TEMPO RURAL E ESPECIAL
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA VARA/JUIZADO ESPECIAL
FEDERAL DA CIDADE – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO
Segurado, nacionalidade, estado civil, profissão, residente e domiciliado(a) na Rua,
bairro, cidade, Estado, inscrito no CPF sob o n.º, vem à presença de Vossa Excelência, por
intermédio de seus procuradores constituídos, propor a presente AÇÃO DE CONCESSÃO DE
BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO contra o INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL –
INSS, pelos fatos e fundamentos que a seguir aduz:

1. BREVE RESENHA FÁTICA <adequar ao caso concreto>


O(A) Autor(a) requereu, junto à Autarquia Previdenciária, o benefício de Aposentadoria por
Tempo de Serviço, com reconhecimento de atividade rural em regime de economia familiar,
na condição de segurado especial, bem como o reconhecimento de período(s) trabalhados em
atividade sujeita a condições especiais, com sua conversão em tempo de serviço comum que
foi indeferido, conforme documento anexo.
Dados sobre a atividade rural:

1. Período rural:

2. Localidade e Município:

3. No de membros da família:

4. Produtos cultivados

5. Criação de animais (espécie e


no)

O(A) autor(a), entretanto, possuiu prova de que trabalhou como agricultor(a) junto com
sua família em condições de dependência e colaboração, por ser indispensável à própria
subsistência do grupo familiar, sem a utilização de empregados, o que, pela lei, o torna
segurado especial perante a Autarquia, possibilitando, assim, a contagem do referido período
para a concessão da aposentadoria por tempo de serviço.

Dentre as provas documentais apresentadas, o(a) autor(a) juntou:

a) Em nome de seus genitores e/ou terceiros:

( ) Certidão do INCRA;

( ) Escritura Pública;

( ) Ficha de sócio no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de...;

( ) Notas de Produtor Rural;

( ) Guias de Recolhimentos do ITR, ou

( ) ________________________________

b) Em nome do autor(a):

( ) Certidão de casamento e título eleitoral;

( ) Certificado de Reservista;


( ) Certidão de nascimento dos filhos;

( ) Lembrança da 1.ª Comunhão;

( ) Histórico Escolar;

( ) Certificado de conclusão do curso primário;

( ) Notas de Produtor Rural;

( ) Certidão do INCRA; ou

( ) __________________________________

Além disso, o(a) autor(a) exerceu também atividade exposta a agentes nocivos, devendo
tal tempo ser somado de forma diferenciada aos demais períodos de contribuição.

Dados sobre a atividade especial<adequar ao caso concreto>:

Período Profissão Agente nocivo Empresa

1.

2.

Dentre as provas documentais apresentadas referentes ao tempo especial, destaca-se:

( ) Cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social;

( ) Formulário(s) SB-40 ou DSS-8030;

( ) Laudo(s) pericial(is); ou

( ) Perfil Profissiográfico Previdenciário;

( ) __________________________________

Segundo o INSS, o indeferimento do benefício se deu <incluir os motivos de


indeferimento>.

É descabida, entretanto, a justificação apresentada pelo INSS para o indeferimento, sendo


devida a concessão do benefício nas formas da Lei Previdenciária vigente. O segurado recorre
a esse nobre Juízo para garantir a concessão da aposentadoria, posto que implementou todos
os requisitos necessários para o deferimento do pedido administrativo.

2. FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA <adequar ao caso concreto>


No que tange ao tempo de serviço rural, exercido em regime de economia familiar, a
pretensão do Autor(a) vem amparada no art. 55, § 2.º, combinado com o art. 11, IV e § 1.º,
ambos da Lei n.º 8.213/1991, onde resta assegurado o direito de computar referido tempo de
serviço rural como tempo de serviço, independentemente do recolhimento de contribuições.

Quanto ao(s) período(s) em que laborou sujeito a condições especiais à sua saúde e
integridade física, cabe à parte autora destacar que <exemplos>:

1. trabalhou em atividade profissional especial, elencada nos Decretos n.º 53.831, de


25.03.1964, e n.º 83.080, de 24.01.1979, o que garante seu cômputo como tempo de serviço
especial, independentemente de laudo pericial, até 29.04.1995, data do advento da Lei n.º
9.032/1995, que passou a exigir prova de efetiva submissão aos agentes nocivos; OU

2. trabalhou em atividade que o submetia, de modo habitual e permanente, a algum dos


agentes nocivos elencados nos Decretos n.º 53.831, de 25.03.1964, e n.º 83.080, de
24.01.1979. O enquadramento em tais diplomas perdurou até 05.03.1997, quando passou a
ser disciplinado no Decreto n.º 2.172. Por fim, desde 06.05.1999, os agentes nocivos
encontram previsão no Decreto n.º 3.048. Entende que, pelo menos até o advento da Lei n.º
9.032/1995, que passou a exigir prova de efetiva submissão aos agentes nocivos, a
comprovação de que seu labor foi especial pode dar-se pela apresentação dos formulários SB-
40 ou DSS-8030.

Assim, a parte tem direito adquirido (art. 5.º, XXXIV, da Constituição Federal) a ver
considerado(s) tal(is) período(s) como tempo de serviço especial, de acordo com a sistemática
vigente à época em que o labor foi executado.

Nesse sentido, é importante destacar o entendimento da Quinta Turma do STJ, que


permite a conversão do tempo especial em comum após 28.5.1998, sob o fundamento de
que:

PREVIDENCIÁRIO. RECONHECIMENTO DE ATIVIDADE ESPECIAL APÓS 1998. MP N.º 1.663-14,


CONVERTIDA NA LEI N.º 9.711/1998 SEM REVOGAÇÃO DA REGRA DE CONVERSÃO.

1. Permanece a possibilidade de conversão do tempo de serviço exercido em atividades


especiais para comum após 1998, pois a partir da última reedição da MP n.º 1.663, parcialmente
convertida na Lei n.º 9.711/1998, a norma tornou-se definitiva sem a parte do texto que
revogava o referido § 5.º do art. 57 da Lei n.º 8.213/1991.

2. Precedentes do STF e do STJ.

(STJ, REsp 1.151.363/MG, 3.ª Seção, Rel. Min. Jorge Mussi, DJe 5.4.2011).

A TNU também passou a adotar esse mesmo entendimento, editando a Súmula n.º 50,
com o seguinte teor: “É possível a conversão do tempo de serviço especial em comum do
trabalho prestado em qualquer período”.

Cabe ressaltar, ainda, que a Parte Autora tem direito à conversão de todo o tempo de
serviço especial em tempo de serviço comum, consoante facultado pelo § 5.º do art. 57 da Lei
n.º 8.213/1991.

Dessa forma, somando-se o período especial convertido em comum, bem como o tempo
de atividade rural em regime de economia familiar, ao restante tempo de serviço comum, a
parte autora tem tempo suficiente à aposentação por tempo de serviço, antes do advento da
Emenda Constitucional n.º 20, de 15.12.1998, tendo, portanto, direito adquirido ao benefício
de forma proporcional ou integral, consoante disposto em seu art. 3.º <conferir e se for o caso
adequar a afirmação ao tempo real de contribuição de cada parte autora>

Caso V. Exa. assim não considere, a Parte Autora também se enquadra na regra de
transição do art. 9.º, § 1.º, da Emenda Constitucional n.º 20, que resguarda o direito à
aposentação proporcional àqueles que antes de seu advento já fossem filiados ao Regime
Geral de Previdência Social. <conferir e, se for o caso, adequar a afirmação ao tempo real de
contribuição de cada Parte Autora>.

Em último caso, lhe assiste direito à aposentadoria por tempo de contribuição, nos moldes
do art. 201, § 7.º, I, da Constituição Federal.

Além disso, se houver totalizado o tempo mínimo para a aposentadoria integral ou


proporcional antes do advento da Lei n.º 9.876, de 26 de novembro de 1999, tem direito
adquirido a ver a renda mensal inicial de seu benefício, calculada pela aplicação do percentual
respectivo sobre a média aritmética simples dos 36 últimos salários de contribuição
monetariamente atualizados, integrantes de um período básico de cálculo de 48 meses, sem
aplicação do fator previdenciário. Tal pretensão esteia-se no art. 6.º da Lei n.º 9.876/1999, que
garante, ao segurado, que até o dia anterior à publicação do diploma tenha cumprido os
requisitos para a concessão do benefício, o cálculo consoante as regras então vigentes, isto é,
de acordo com o art. 29 da Lei n.º 8.213/1991, em sua redação original.

Por fim, caso não lhe assista direito à aposentação, a Parte Autora deseja a averbação do
tempo de serviço rural bem como do tempo de contribuição exercido mediante condições
especiais, com sua conversão em tempo comum.

3. REQUERIMENTOS <adequar ao caso concreto>


Diante do exposto, requer-se a Vossa Excelência:
a) a citação do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS para, querendo, responder à
presente demanda, no prazo legal;

b) a determinação ao INSS para que, na primeira oportunidade em que se pronunciar nos


autos, apresente o Processo de Concessão do Benefício Previdenciário para apuração dos
valores devidos à Parte Autora, conforme determinado pelo art. 11 da Lei n.o 10.259/2001,
sob pena de cominação de multa diária, nos termos do art. 139, IV, do Código de Processo
Civil/2015 (arts. 287 c/c 461, § 4.º, do CPC/1973) – a ser fixada por esse Juízo;

c) a procedência da pretensão deduzida, consoante narrado nesta inicial, para que se


determine ao INSS que proceda a averbação do tempo de serviço rural do(a) Autor(a), em
regime de economia familiar, na condição de segurado especial, o período de ____________ a
____________;

d) a procedência da pretensão deduzida, consoante narrado nesta inicial, para que se


determine ao INSS que proceda a averbação em favor do(a) Autor(a), do(s) período(s) de
____________a ____________, como laborados em condições especiais, convertendo-o(s) em
tempo de serviço comum;

e) a procedência da pretensão deduzida, consoante narrado nesta inicial, condenando-se


o INSS a conceder o benefício de aposentadoria por tempo de contribuição à parte Autora,
com data de início a contar do requerimento administrativo;

f) a condenação do INSS ao pagamento dos valores acumulados desde a concessão do


benefício à Parte Autora, acrescidos de correção monetária a partir do vencimento de cada
prestação até a efetiva liquidação, respeitada a prescrição quinquenal, adotando-se, como
critério de atualização, o INPC (a partir de 04.2006, conforme o art. 31 da Lei n.º 10.741/2003,
combinado com a Lei n.º 11.430/2006, precedida da MP n.º 316, de 11.08.2006, que
acrescentou o art. 41-A à Lei n.º 8.213/1991, e REsp n.º 1.103.122/PR). Requer-se ainda a
aplicação dos juros de mora a serem fixados à taxa de 1% ao mês, a contar da citação, com
base no art. 3.º do Decreto-lei n.º 2.322/1987, aplicável, analogicamente, aos benefícios
pagos com atraso, tendo em vista o seu caráter alimentar;

g) a condenação do INSS ao pagamento de custas, despesas e honorários advocatícios, na


base de 20% (vinte por cento), apuradas em liquidação de sentença, conforme dispõem o art.
55 da Lei n.o 9.099/1995 e o art. 85, § 3.º, do Código de Processo Civil/2015 (art. 20, § 3.º, do
CPC/1973).

<se necessária a produção de provas, a exemplo da testemunhal, requerer e fazer o


arrolamento das testemunhas; entretanto, se a documentação anexa na inicial for suficiente
para a comprovação do tempo e o deferimento do benefício, incluir o seguinte pedido:
“Considerando que a questão de mérito é unicamente de direito, requer o Julgamento
Antecipado da Lide, conforme dispõe o art. 355 do Código de Processo Civil/2015 (art. 330 do
CPC/1973). Sendo outro o entendimento de V. Exa., requer e protesta pela produção de todos
os meios de prova admitidos em direito, sem exclusão de nenhum que se fizer necessário ao
deslinde da demanda.”>

Requer-se, ainda, por ser a Parte Autora pessoa hipossuficiente, na acepção jurídica do
termo, sem condições de arcar com as despesas processuais e os honorários advocatícios
sucumbenciais sem prejuízo de seu sustento e de sua família, a concessão do Benefício da
Justiça Gratuita, na forma dos artigos 4.º e 9.º da Lei n.º 1.060/1950 <recomenda-se a coleta,
pelo advogado, de declaração de hipossuficiência do cliente, caso seja requerida a Justiça
Gratuita. Deve-se, também, de preferência, fazer a juntada de tal declaração nos autos, já na
inicial>.

Requer-se, com base no § 4.º do art. 22 da Lei n.º 8.906/1994, que, ao final da presente
demanda, caso sejam encontradas diferenças em favor do autor, quando da expedição da RPV
ou do precatório, os valores referentes aos honorários contratuais (contrato de honorários em
anexo) sejam expedidos em nome da sociedade de advogados contratada pela Parte Autora,
no percentual constante no contrato de honorários em anexo, assim como dos eventuais
honorários de sucumbência.

Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (Mil reais). <adequar conforme o caso>

Nestes Termos,
PEDE DEFERIMENTO.

Cidade e data.

Assinatura do advogado

<Caso seja necessária a ouvida de testemunhas, recomenda-se a listagem das mesmas,


com nome completo, CPF e endereço, já na inicial>.