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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS


TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO I
Resenha V
Professor: Luiz Alex Silva Saraiva
Aluno: Gustavo Henrique Rossi
Matrícula: 2018064406
Data de Entrega: 04/04/2018

1. REFERÊNCIAS
BARROS, L. A. Fordismo: nascimento e maturação. In: BARROS, L. A. Fordismo: origens
e metamorfoses. Piracicaba: UNIMEP, 2004. P. 15-40.

FORD, H. Os princípios de prosperidade. Rio de Janeiro: Brand, 1960. Cap. 2 até 8 (pág.
105).

2. RESUMO DO TEXTO 1: “FORDISMO: NASCIMENTO E MATURAÇÃO”


Henry Ford (1936-1974) foi o fundador de um regime de acumulação que futuramente
veio a ser nomeado, de maneira referente a seu nome, como fordismo. Essa nova forma de
produção, que consiste em uma linha de montagem de fluxo contínuo, tinha como característica
a capacidade de levar até o operário a matéria prima que ele viria a utilizar. O surgimento do
fordismo é associado a uma nova fábrica de Highland Park (Detroit) na primavera de 1913.
Além da diminuição do tempo e do espaço necessário para a fabricação, Ford afirmava
que na fabricação do Modelo T, a identificação de problemas técnicos ou operacionais era
favorecida pelo fato de cada trabalhador fazer uma única, simplificada e determinada operação.
A mão de obra que tinha preferência era a desqualificada, em especial a de estrangeiros. Cerca
de 95% dos trabalhos recebiam uma instrução destinada a lhes tornar aptos a uma única
operação, de modo que até os mais ignorantes conseguiam aprender a curto prazo.
Em busca de aperfeiçoamento da produção, eles criavam novas máquinas porque “(...)
o trabalho manual jamais será o melhor e o mais barato” (Ford) e passaram a fabricar, na medida
do possível, com mais simplicidade e maior semelhança porque isso permitia produção em
maior quantidade e um intervalo menor de tempo.
As empresas sofreram um declínio no início dos anos 30 devido a um sistema de
controle administrativo, insuficiente e burocrático, inserido por Ford. Alfred Sloan da General
Motors (GM) aprimorou o sistema fordista com três modificações: a introdução da ideia das
divisões descentralizadas, fez isso criando uma linha de cinco divisões de modelos básicos de
veículos; descentralizou uma parte da produção de peças para fora da fábrica; e criou funções
na área de finanças para menores custos e na área de marketing visando o público consumidor.
Após o aperfeiçoamento de Sloan, o sistema de produção em questão fez com que as empresas
americanas dominassem o mercado até os anos 50.
Para justificar a cobrança de resultados dos empregados, as empresas de Ford
implantaram um complexo programas de recompensas com base na produtividade individual.
Após o processo produtivo ser controlado, as relações sociais passaram a ser alvo de controle.
As constantes reações de resistência do operariado ao aumento contínuo da velocidade do
maquinário eram, obviamente, indesejadas.
Como possível solução, para essas atitudes rebeldes, foi constituída uma complexa e
inflexível escala salarial. Para que os trabalhadores se beneficiassem, além de terem que ter um
ótimo desempenho referente as características profissionais, deveriam se encaixar nos padrões
de vida pessoal desejados. Dentre os valores desejados que o empregado deveria ter, estavam
retidão moral, monogamia e valores familiares. Os trabalhadores passarem a fazer
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autovigilância porque, para conseguir acesso ao bom salário, deslizes não poderiam ser
cometidos.
Ford acreditava que quem soubesse controlar sua vida particular, também seria um bom
trabalhador. Para fortalecer a ideia de que essas características pessoais eram indispensáveis foi
criado o Departamento Sociológico para desenvolver, monitorar e implementar esse projeto
(CLARKE, 1991). Também havia outro departamento, o de Previsão Social. Esse não era tão
aparente porque era formado de investigadores que se encarregavam de perceber a perspectiva
privada dos empregados.
De acordo com as memórias de Ford, seu sonho era a constituição de uma nova
sociedade baseada no trabalho e na prosperidade. Apesar de ter toda essa impulsividade dirigida
para uma maior produtividade, também defendia que “quando se exige de um homem que
dedique seu tempo e a sua energia a algum trabalho, é preciso estabelecer o seu salário de modo
que não sinta nenhuma dificuldade financeira. “
Devido a necessidade de extremo controle, ele ultrapassou os limites que o faziam ser
limitado a fábrica e a coerção social passou ser realidade nos espaços domésticos. Foi criada
uma espécie de ética do trabalho que recebeu até apoio científico da Psicologia, Sociologia,
Economia e outras ciências. Após o período de implantação do novo regime salarial, boa parte
daqueles que cumpriram as exigências para receber o salário alto começaram a participar do
mercado. Fica evidente nesse fato a principal diferença entre do fordismo para o Taylorismo,
Ford reconheceu que produção de massa significa consumo de massa.
A inflação na economia americana que ocorreu nos anos 30 prejudicou os ganhos
salariais oriundos do aumento da produtividade de anos anteriores até o ponto em que a maioria
dos consumidores deixou de ter uma renda que pudesse fazê-los participar de modo efetivo do
mercado consumidor. Apesar do sério risco que a economia americana enfrentava, os
republicanos seguiram fielmente a sua política de não intervenção estatal.
Representados por Franklin Delano Roosevelt (1882-1945), os democratas assumiram
a presidência com uma política de maciça intervenção estatal. Logo após assumir o poder, o
presidente baixou uma série de programas legislativos que objetivavam reorganizar a economia.
São exemplos, a lei de Recuperação da Indústria Nacional (National Industrial Recovery Act),
o Programa de Obras Civis (Civil Work Administration), o Tennessee Valley Authority e o
Programa para o Progresso do Trabalho.
Essa nova maneira de governar foi possível graças ao economista inglês Jonh Maynard
Keynes (1883-1996) que comandava um grupo de pensadores conhecidos como Brain Trust. O
plano econômico em questão, veio a ser conhecido como New Deal. Após a implementação, o
plano teve sucesso parcial, mas após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi revigorado e
consequentemente o capitalismo foi salvo juntamente com o regime de acumulação fordista.
Um novo perfil das relações de trabalho surgiu, tendo como plano de fundo as conquistas
sindicais.
Em seguida, o fordismo sofreu um colapso devido a hiperprodução e isso levou o Estado
a intervir, porém mantendo a metodologia fordista, de acordo com Gramsci (1974): “a
intervenção estatal não se limitou aos componentes econômicos, invadiu a vida privada,
domesticou e contribuiu para a padronização dos seres humanos indispensáveis para a
dinamicidade da hegemonia industrial.
Os Estados Unidos após tornaram-se, irrefutavelmente, a nação mais poderosa do
mundo, na sequência da Segunda Guerra Mundial, adotaram como objetivo neutralizar o poder
soviético e conter a expansão comunista na Europa. Foram tomadas atitudes, como o Plano
Marshall, destinado a reconstrução dos países que haviam sido destruídos pela guerra, e houve
o desenvolvimento da Doutrina de Truman, que tinha como foco principal o objetivo
americano, já citado, de barrar o crescimento do comunismo. A adoção de tais medidas levou
à Guerra Fria, que acabou com a queda do Muro de Berlim em 1989.
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A potência mundial, em questão, adotou uma medida conhecida como acordo de Bretton
Woods (1994) que lhe dava segurança monetária por tornar o dólar a moeda-reserva de paridade
mundial. O fordismo desenvolvimento nesse cenário encontrou boas condições de
desenvolvimento. O Wellfare State (Estado de Bem-Estar Social) foi fortalecido e os anos de
50 e 60 consolidaram a relação entre Estado e o novo modelo de regulação. Contraditoriamente,
apesar da boa situação econômica, a situação com os trabalhadores não era das melhores e
muitos sindicatos ao invés de resistirem, preferiram aderir ao compromisso legitimado pelo
fordismo.

3. RESUMO DO TEXTO 2: “OS PRINCÍPIOS DA PROSPERIDADE”


Na época da fabricação de seu primeiro automóvel, Ford já tinha planos e expectativas
a longo prazo. Mesmo sendo novato no ramo, já questionava certas crenças industriais tidas
praticamente como inquestionáveis. Por exemplo, duas particularidades do mundo dos negócios
lhe chamavam muita atenção, a primeira era a grande importância dada a questão financeira e
quase nenhuma a qualidade do produto; a segunda consistia no desprezo em melhorar os
métodos de produção enquanto os produtos estavam dando lucro.
Ford, ao invés de se ater a velhas crenças que não concordava, acreditava na sua ideia
de que o certo era bem fabricar e que um negócio deve começar modestamente e pouco a pouco
ir crescendo com os próprios lucros. Também defendia que o valor do dinheiro é dado pelo
valor dos produtos que ele fabrica ou que adquire, portanto não pode ser pré-determinado.
Há necessidade de novos capitais era interpretada como uma medida tomada por
administradores incompetentes que apenas adiavam o fracasso. Pois, de acordo com a crença já
mencionada, o dinheiro não produz nada por si só, portanto não trará lucros a uma empresa que
não trabalha bem. O determinante para o sucesso de um negócio é ter como base prioritária a
qualidade do produto.
Apesar de que a preocupação, no começo da era da indústria, era limitada a venda do
produto, de modo a desconsiderar tudo que viesse depois, Ford defendia que o ato da compra
apenas inicia uma série de mútuas relações entre vendedor e comprador. Tal fato, mostra como
falso o raciocínio em que predomina a finança e desvaloriza a produção útil, porque essa
primeira visa apenas lucro imediato.
Uma grande parcela dos compradores, 95% segundo Ford, não exigiam características
específicas nos produtos, mas de modo geral os compradores aprenderam a comprar e passaram
a exigir produtos com uma qualidade que compensasse o dinheiro gasto. A preocupação de
Ford em estudar previamente o produto desenvolvido é coerente com o cumprimento dessa
exigência.
Um dos grandes objetivos de Ford era a redução do peso dos carros, além que visava
que construir um modelo fixo cujas peças fossem desmontáveis e substituíveis, de modo que
um carro nunca pudesse perder o seu valor. Mas, quando o carro começou a ser aceito pelo
grande público, o critério usado para definir se um automóvel era de qualidade ou não, era a
velocidade que o veículo tinha capacidade de atingir. Uma semana após uma corrida bem-
sucedida de um carro de modelo “999”, foi lançada a Ford Motor Company, em que Ford tinha
grande responsabilidade pois ocupava os cargos de vice-presidente, desenhista, engenheiro-
chefe, inspetor e diretor geral. No modelo de fabricação adotado inicialmente, os carros eram
construídos em várias fábricas diferentes.
Desde o primeiro anúncio, Ford deixou clara sua intenção de priorizar a utilidade dos
veículos produzidos. Conforme ia progredindo, pode observar com a experiência que menor
preço do produto resulta em aumentos das vendas. Os vendedores eram escolhidos
cautelosamente, pois recebiam ótimo salários de modo a justificar a exigência de ótimos
resultados.
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A Ford Motor Company veio a ser alvo de um processo de grande magnitude. Consistia
em uma Associação querendo revogar seus direitos de comércio porque queria monopolizar o
comércio em questão. Felizmente, para Ford e seus beneficiários, a companhia, além de sair
ilesa, acabou sendo beneficiada após publicar uma propaganda referente ao processo que
garantia aos compradores que seriam compensados financeiramente de modo generoso caso
fossem prejudicados por questões jurídicas relacionadas.
Havia duas principais diferenças na indústria fordista se comparada com as demais, a
primeira é que trabalhavam com um padrão menos complicado de automóvel com base na
crença de que “Quanto mais um artigo é simples e fácil de fabricar, mais barato pode ser
vendido e mais se vende”; e a segunda é que não usavam capital de fora.
Após Ford passar a ter conhecimento que os franceses estavam trabalhando com um tipo
de aço desconhecido para ele, não poupou esforços em descobrir qual tipo de metal era além de
suas especificações. Através de princípios de administração científica, fez o automóvel passar
por uma série de testes de modo a determinar qual seria o melhor aço para ser utilizado em cada
peça.
Foram produzidos diferentes modelos de carro até a criação do modelo T que reunia
características positivas já testadas naqueles que o precediam. Posteriormente, o produto passou
a ser barateado, o que gerou aumento espantoso na venda e grande expansão na produção.
Conforme foi sendo comprovado que o automóvel fordista era resistente e tinha utilidade real,
o negócio se expandiu em âmbito mundial.
Com a produção em larga escala, os trabalhadores, sem exceção, foram sendo
designados para as suas respectivas funções, mesmo os mais desqualificados tinham suas
próprias responsabilidades. Os poucos empregados que podiam ser considerados como peritos
não eram designados para a fabricação, mas sim para fornecer ao operário comum condições
para fabricar.
Devido à grande quantidade de pessoas responsáveis pela produção, era necessário
tomar precauções administrativas para que certos comportamentos indesejados, como
reavaliação de erros passados e influências causadas por opiniões indesejadas, prejudicassem
de maneira subjetiva, e dificilmente perceptível, a fabricação.
Com um grande número de operários a formalização de uma hierarquia muito complexa
pode ser prejudicial. Pode ser necessário para alguém que esteja em uma posição
hierarquicamente baixa, passar uma informação de maneira que passe por representantes dos
diferentes níveis hierárquicos até que chegue ao de posição hierárquica elevada a quem ela se
dirige. Isso é prejudicial porque além de que o comunicado muito provavelmente chegará
modificado, mesmo que com ausência de intenção, é desnecessário que uma seção qualquer
saiba o que se passa na outra.
Nas fábricas Ford, hão havia hierarquia determinada com exceção da organização de
escritórios necessários e de alguns títulos baseados em determinações legais e alguns com a
utilidade de orientar o público. Ford defendia que “Quem trabalha seriamente não necessita de
título honorífico. Sua obra o honra. “ Para a seleção dos poucos títulos elevados
hierarquicamente, muitos funcionários eram desconsiderados, não necessariamente por
incapacidade, mas sim porque um operário de tipo médio tinha mais interesse em um trabalho
certo do que por uma promoção que aumentaria sua responsabilidade. O problema não estava
em encontrar homens que merecessem promoção, mas sim aqueles que a desejavam.
Pessoas criativas, consideradas como artistas, são necessárias no mundo industrial. Boas
ideias seguidas de planos bem formulados e bem executados pode gerar ótimas consequências.
Paralelamente são necessários aqueles que não se importem com a monotonia de certas funções
porque essas podem ser praticamente insuportáveis para alguns.
Em um processo de produção em larga escala bem dividido e bem estudado é possível
designar tarefas para pessoas com diferentes condições de invalidez, de modo que elas
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produzam tanto quanto, ou até mais que, as pessoas sem esse tipo de condição limitadora.
Consequentemente, nessas condições, os salários desses funcionários não devem ser inferiores
ao dos demais.
É preciso que haja rigidez e cobrança séria dos funcionários de modo a firmar uma
disciplina orientadora, caso contrário haverá caos onde é indispensável que haja ordem. É
preciso, por exemplo, tratar de modo rigoroso casos de ausências de funcionários.
Para proporcionar bom rendimento e, ao mesmo tempo, condições humanas e boas para
os funcionários é necessário que existam acomodações amplas, limpas e devidamente
ventiladas. Além disso são necessários cuidados para prevenir que os funcionários atinjam o
estado de fadiga mental.
A questão mais vital, para Ford, é a dos salários. Afinal o tipo de vida do povo, que é
determinado por seu salário, é o que determina a prosperidade do país. A ambição dos chefes e
operários deveria ser direcionada de modo a visar benefício mútuo, enquanto aqueles que estão
no posto de diretor deveriam objetivar pagar os salários mais elevados, os trabalhadores
deveriam se concentrar em proporcionar condições para que isso seja possível.
A indústria fordista realizou estudos de modo a poder arcar com a crença de que o salário
deve ser alto, mas de acordo com o que a empresa pode suportar. Ford considerou que pagar
altos salários era o melhor dos negócios. Mas obviamente, os empregados deveriam merecer
receber a remuneração privilegiada além de que deviam possuir certas características de sua
vida privada adequada aos padrões estabelecidos para o modelo de funcionário desejado.

4. CRÍTICA GERAL
As contribuições de Ford para a estruturação das metodologias industriais, vigentes na
atualidade, são evidentes. Além de ser o responsável pela criação do Departamento de
Sociologia, que levou a criação do Departamento de Recursos Humanos, demonstrou como os
funcionários devem ser valorizados, respeitados e devem receber bons salários de modo
proporcional aos benefícios financeiros que trazem para a empresa.
Em contrapartida, também contribuiu com brechas para exploração de empregados,
causadas por chefes que poderiam partir de seus princípios de produtividade e usá-los de forma
amadora, exagerada e que além de prejudicar os trabalhadores, talvez fosse feita sem lhes trazer
os benefícios de participação nos lucros e carga horária reduzida.
A leitura, de ambos os textos, é recomenda para estudantes de ciências sociais, aplicadas
ou não; chefes que queiram aprimorar sua percepção dos meios de produção; e trabalhadores
que queiram ter melhor conhecimento de seus deveres e direitos em suas relações profissionais.
Quanto aos detalhes de contextualização fornecidos, o segundo texto é mais rico e talvez
contenha detalhes mais relevantes para a compreensão do que levou Ford ao sucesso, pelo fato
de ele ter sido o autor. A sua leitura torna possível alcançar um entendimento das ambições
pessoais e das medidas tomadas para fazer o fordismo ter a importância que teve, e continua a
ter, na história. Porém, é necessário desconfiar quando alguém escreve sobre si mesmo. Apesar
de ser possível que o autor não tenha tido intenção, é extremamente provável que haja distorção
dos fatos narrados. Devido a isso, a leitura do texto de Barros, como complementar, propicia
um melhor entendimento de como a ambição pessoal era a grande motivadora de Henry Ford,
de como seu interesse pelas relações pessoais tinha como finalidade proporcionar melhores
condições de atingir seus objetivos e que os altos salários eram justificados por melhores
resultados e maior número de vendas, ao invés de realização subjetiva dos operários.