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2018

Felipe Arché

5 PASSOS
PARA
ALUCINAR
COM
AUTO-
HIPNOSE
Protocolo Alexandre de Auto-Hipnose

Prepared for

INSTITUTO

LAMBDA
5 PASSOS
PARA
ALUCINAR
COM
AUTO-
HIPNOSE

Protocolo Alexandre de
Auto-Hipnose

Felipe Arché

RECIFE

2018

CORREÇÃO: 
MONARA MONIKE DA SILVA
I N S T I T U T O L A M B D A

SUMÁRIO

1   | O Protocolo Alexandre

2   | Etapas do Protocolo

3     | Hipnose Clássica x Auto-hipnose

4     | Encerrando Processos

5     | Fenômeno Extra-cotidiano

6   | Transformando A em B

7     | Voz Mentral e Expectativa

www.institutolambda.com
I N S T I T U T O L A M B D A

8  | Fenômenos Complexos:
Alucinações e Delírios

9   | O loop Hipnótico na Auto-hipnose

1 0 | Relatos de Auto-hipnose

1 1 | Resumo do Protocolo

1 2 | Sobre o Criador do Protocolo

1 3 | Sobre o Instituto

1 4   | Referências

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CAPÍTULO 01

O PROTOCOLO
ALEXANDRE

INSTITUTO LAMBDA | 03
CAP 01 | O PROTOCOLO ALEXANDRE

      O Protocolo Alexandre de auto-hipnose é fruto de uma


série de experiências de autodescoberta que tive no
decorrer dos meus sete anos de estudo e prática do
hipnotismo. Nestes anos pude vivenciar Enoc's ¹ nos mais
variados contextos. Destes, destaco três momentos
fundamentais para que as peças que compõe este
protocolo se encaixassem:
      As minhas primeiras experiências significativas com
Enoc's foram no contexto artístico, exercendo a arte da
ator, e nestas circunstâncias pude compreender o poder de
uma condução hipnótica eficaz e iniciar as minhas
investigações sobre auto-hipnose aplicada nas artes
cênicas.
      O segundo contexto importante vivenciei na
cicloviagem que fiz de Natal, capital do Rio Grande do
Norte até Fortaleza, capital do Ceará. Pedalando estes
quase 550,0 km pude sentir diariamente o estado de flow²,
formando então uma visão mais holística sobre a natureza
dos meus processos mentais.
      E o último contexto e talvez o mais importante no que
diz respeito à compreensão do ‘eu’, e dos mecanismos
psicológicos que estruturam a experiência que significo
como real, vivenciei, e ainda vivencio, no xamanismo, tanto
com estados extáticos de consciência alcançados com o
toque do tambor, quanto com a consagração de medicinas
enteógenas³ como a jurema e a ayahuasca.
      Estas experiências e os "A principal diferença entre a
estudos sobre hipnose, hipnose clássica e a auto-hipnose é
meditação, estado de flow, que na ultima, o sujeito não pode
mindfulness e do xamanismo, se alienar da responsabilidade de
me conduziram à criação do criar."
Protocolo Alexandre de auto- 01 - Enoc ; Estado não ordinário de consciência,
hipnose, capaz de estado alterado de consciência, transe.

proporcionar a criação de 02 - Estado de Flow: Estado de fluxo. Vede a


obra de Mihaly Csikszentmihalyi
alucinações visuais e delírios!
03 - Enteógeno:  substância alteradora da
Desejo imensamente que o consciência que induz ao estado xamânico ou
conteúdo aqui apresentado de êxtase. Ecodélico. Medicina indígena.

seja útil ao buscador. INSTITUTO LAMBDA | 04


CAPÍTULO 02

ETAPAS DO
PROTOCOLO

INSTITUTO LAMBDA | 05
CAP 02 | ETAPAS DO PROTOCOLO

O Protocolo Alexandre está dividido em cinco etapas:

Primeira etapa - Encerrando Processos: Nesta etapa, iremos


abordar como resolver o problema da atenção alternada,
encerrando os processos abertos do subconsciente, e
consequentemente aumentando a Potência da Atenção.

Na segunda etapa - Fenômeno Extra-cotidiano: Iremos


abordar como criar ou perceber uma experiência subjetiva
com potencial hipnótico.

Na terceira etapa - Transformando A em B: Iremos abordar


como funciona a dinâmica da evolução dos fenômenos na
auto-hipnose, e como transformar um fenômeno extra-
cotidiano em outro fenômeno.

Na quarta etapa – Voz Mental e Expectativa: Iremos abordar


qual o momento adequado de situar a expectativa com sua
voz mental e como utilizar a linguagem de forma eficaz na
autossugestão, possibilitando o aumento na complexidade
dos fenômenos.  

E a última etapa - Fenômenos Complexos : Alucinações


Visuais e Delírios; Iremos abordar quais as diferenças entre
delírios e alucinações, como transferir o campo visual do
nível consciente para o nível subconsciente, e como utilizar
a imaginação para construir um fenômeno de alucinação ou
delírio.

Mas antes de adentramos ao passo a passo do Protocolo,


vamos compreender melhor algumas diferenças entre a
auto-hipnose e a hipnose clássica.

INSTITUTO LAMBDA | 06
CAPÍTULO 03

HIPNOSE
CLÁSSICA X
AUTO-HIPNOSE

INSTITUTO LAMBDA | 07
CAP 03 | HIPNOSE CLÁSSICA X AUTO-HIPNOSE

     Quando se trata de auto-hipnose, muito do que sabemos


sobre hipnose clássica¹ parece não se adequar.
Os conceitos parecem funcionar de uma forma diferente.
Afinal, como representar uma autoridade para si mesmo?
Como gerar expectativa quando já sabemos exatamente o
passo a passo? Como produzir fenômenos complexos com a
autossugestão?

      Uma forma didática de ilustrar uma das principais dife-


renças entre a auto-hipnose e a hipnose clássica, é
utilizando analogamente os modelos de processamento
Botton-up e Top-down.

Botton-up ou processamento de baixo para cima, diz


respeito a construção do significado partindo de um
estímulo externo e específico, até alcançar o interno, o geral.

Top-down ou processamento de cima para baixo, diz


respeito a construção do significado que parte da
representação geral, interna, em direção a especificidade.

      Deste modo, podemos considerar a hipnose clássica


como uma forma Botton-up de construir fenômenos, ou
seja, partindo de um elemento externo, até alcançar a
experiência interna do sujeito, seu mapa de mundo, sua
representação de realidade.

      Apesar de sabermos na prática que o hipnotista utiliza


estrategicamente as referências internas do sujeito, ainda
sim para fins didáticos, consideramos a hipnose clássica¹
como uma forma Botton-up; levando em consideração o
fator “do externo ao interno” que o hipnotista exerce
aplicando a técnica.

01 - Utilizamos o termo hipnose clássica para nos


referirmos à hétero hipnose. Hipnose construída na
relação entre sujeito e hipnotista.

INSTITUTO LAMBDA | 08
CAP 03 | HIPNOSE CLÁSSICA X AUTO-HIPNOSE

      Já a auto-hipnose poderia ser considerada como uma


forma Top-down de construir fenômenos, ou seja, partindo
das representações internas, das generalizações, das
referências do sujeito para a construção ou percepção da
experiência.
      Podemos dizer que, se para a hipnose clássica a
permissividade do sujeito para com o conteúdo sugerido é
um elemento imprescindível, na auto-hipnose a criatividade
cumpre essa função. É importante na auto-hipnose uma
postura ativa e dotada de potencial imaginativo.
      Deste modo, alguns elementos fundamentais na
construção da hipnose em um modelo botton-up não se
configuram na mesma dinâmica ou não tem tanta
importância em um modelo top-down.
Esse parece ser o caso da autoridade:

“Quando há uma figura de autoridade, é maior a probabilidade das


pessoas agirem de forma obediente, mesmo se essa autoridade for
ilegítima." – (Cialdini.1984)

     A autoridade cumpre dentro da hipnose clássica a


função de direcionar comportamentos evitando análises
críticas.
Na auto-hipnose não existe a necessidade de considerar a
autoridade como pertencente a dinâmica, o sujeito não
precisa convencer a si mesmo, deve apenas possuir boa
vontade e uma atenção concentrada.

    Já a expectativa ainda é um elemento importantíssimo


para evolução dos fenômenos na auto-hipnose, porém sua
aplicabilidade segue outra estrutura.

    Veremos qual o momento correto de adicionar a


expectativa, e como alcançar fenômenos complexos
com a autossugestão no cap 07. 

INSTITUTO LAMBDA | 09
CAPÍTULO 04

ENCERRANDO
PROCESSOS

INSTITUTO LAMBDA | 10


CAP 04 | ENCERRANDO PROCESSOS

      Todas as teorias da mente estão de acordo no que diz


respeito aos limites da atenção consciente. Isso porque a
mente consciente não consegue manter uma atenção
instrumental, ou seja, que execute uma função complexa,
em mais de uma tarefa.

     Por mais que tenhamos a impressão de conseguir realizar


duas ou mais tarefas de forma consciente ao mesmo tempo,
o que estamos fazendo na realidade é executando uma
tarefa de forma consciente, e as outras tarefas de forma
automática, ou seja, de forma subconsciente!

       Se por um lado, a mente consciente não é multitarefa, a


mente subconsciente é, e ela mantém abertas todas as
tarefas que a mente consciente foca ou que ela
compreende como importante.
Lembrando que para a mente subconsciente, os conteúdos
importantes nem sempre são o que conscientemente
consideramos.

Um exemplo disso são as músicas chiclete: O subconsciente


considera importante tudo aquilo a que fica exposto
repetidas vezes, logo, repetições deixam programações a
nível subconsciente.

    Você provavelmente já deve ter experienciado a sensação


de tentar manter o foco da atenção em algo, enquanto que
conteúdos inconvenientes começam a brotar na mente
fazendo sua atenção alternar.
     Conteúdos como as preocupações diárias, a voz mental
se questionando, músicas e situações do dia a dia se
repetindo mentalmente, etc... Estes conteúdos fazem parte
do que consideramos como “Processos Abertos do
Subconsciente”¹.

01 - Na meditação,  esta inquietude dos pensamentos é


popularmente conhecida como  “a mente do macaco".

INSTITUTO LAMBDA | 11


CAP 04 | ENCERRANDO PROCESSOS

      Basicamente, existem duas formas de se lidar com essa


alternância da atenção. Uma delas exige esforço mental
para manter o foco.  Apesar de ser um excelente exercício
mental, acaba por esgotar um recurso limitado muito
importante: a força de vontade.

      Então, visando esgotar o mínimo possível da força de


vontade, desenvolvi uma técnica que visa encerrar os
processos abertos do subconsciente, atenuando a
alternância da atenção consciente e consequentemente
aumentando a potência da atenção¹.

Nem preciso mencionar o quão importante é a atenção


concentrada para a auto-hipnose.
A técnica chama-se: “A meditação do observador
desassociado”

                                 Vamos a técnica:

Feche os olhos. Respire profundamente algumas vezes


para te ajudar a entrar em downtime².
Comece a observar todos os conteúdos que vão surgindo
na sua mente. Seu objetivo é somente observar, de uma
forma passiva e desassociada. Logo começarão a surgir
vários tipos de conteúdo: tanto memórias, julgamentos,
análises, e repetições, quanto as sensações corporais.
Busque manter a postura de observador desassociado
inclusive para sua voz mental e para as sensações físicas.
Irá perceber que, mesmo que haja interferências (ex:
desconfortos³, barulhos,etc...) você continuará observando
de forma passiva e desassociada.

          
01 -  Potência da Atenção: capacidade de manter uma atenção
contínua, intensa, concentrada. Capacidade de concentração.

02 - Atenção na experiência interna, 


Terminologia utilizada na hipnose conversacional.

03 - Essa postura de observador distante é uma excelente forma de


anular dores físicas.

INSTITUTO LAMBDA | 12


CAP 04 | ENCERRANDO PROCESSOS

   Nesta técnica, você terá que evitar conscientemente duas


coisas: Uma delas é cair no sono; observar os processos
abertos do subconsciente parece-me uma excelente forma
de lidar com a insônia.

 Outra coisa a se evitar é envolver-se mentalmente com os


conteúdos. Caso contrário, se houver envolvimento mental,
os processos ainda continuarão abertos.

 É justamente a postura de observador desassociado que


irá reduzir a importância dos conteúdos para a mente, e
uma vez que os conteúdos forem perdendo a importância
para a mente subconsciente, ela se encarregará de
encerrar, um por um, de forma gradativa.

    Busque desenvolver a capacidade de encerrar processos


por dez minutos seguidos. A princípio, cinco minutos irão
parecer uma grande vitória, mas não se engane, seu
objetivo é conseguir permanecer na técnica no mínimo
dez minutos. E isso depende única e exclusivamente da
sua dedicação.

         Com a prática continuada desta técnica é comum


que os Processos do Subconsciente tornem-se abstratos,
metafóricos, ou que memórias de longo prazo sejam
acessadas. Também será possível "reduzir a importância"
até mesmo de sensações físicas, para anular dores, ou
para gerar catalepsias e alcançar a fase R.E.M.¹ de forma
rápida. O mais importante é desenvolver a habilidade de
"limpar" a mente de processos, para diminuir a
alternância da atenção.

01 -  O sono R.E.M., ou Rapid Eye Movement ("movimento rápido dos olhos"), é a fase do sono na
qual ocorrem os sonhos mais vívidos. Durante esta fase, os olhos movem-se rapidamente e a
atividade cerebral é similar àquela que se passa nas horas em que se está acordado. As pessoas
acordadas durante o sono REM, normalmente, sentem-se alertas, com maior índice de atenção,
ou mais dispostas e prontas para a atividade normal

INSTITUTO LAMBDA | 13


CAPÍTULO 05

FENÔMENO
EXTRA-
COTIDIANO

INSTITUTO LAMBDA | 14


CAP 05 | FENÔMENO EXTRA-COTIDIANO

      Fenômeno extra-cotidiano é todo fenômeno que não


faz parte do dia a dia, do comum. Imagine a seguinte
situação, que a palma da sua mão está colada
hipnoticamente na superfície de uma mesa. Lógico que em
circunstâncias normais uma experiência como esta
dificilmente aconteceria, foi preciso que algo especial
acontecesse, no caso, a presença de um hipnotista, um
contexto hipnótico e a sugestão.
      Agora imagine esta outra situação: que você está tão
concentrado na sua experiência interna, que consegue
perceber sensações em seu corpo que nunca havia notado,
como a temperatura da circulação sanguínea em um dos
seus dedos mindinhos ou a umidade de uma das suas
cavidades oculares.

      A estes dois tipos de fenômenos, tanto a experiência


especial de uma sugestão hipnótica, quanto a percepção
de uma experiência interna sutil, podemos classificar como
fenômenos extra-cotidiano.

Resumindo qual a importância da criação\percepção de


um fenômeno extra-cotidiano na auto-hipnose em poucas
palavras: “todo fenômeno extra-cotidiano pode produzir
outro fenômeno extra-cotidiano mais complexo”.
Este ponto é fundamental no que diz respeito a configurar
uma auto-hipnose, que sai do âmbito tão somente de
produzir fenômenos e a partir de agora também engloba a
percepção como elemento determinante.
    
       Depois que eu entendi a mecânica da auto-hipnose
percebi que estive em “estados hipnóticos” diversas vezes,
mas 'tentando' produzir fenômenos de uma forma não
eficaz. O fato é que podemos fechar os olhos e perceber
algo especial acontecendo em nós, e isso é mais do que
suficiente para produzir outros fenômenos mais intensos e
complexos.

INSTITUTO LAMBDA | 15


CAP 05 | FENÔMENO EXTRA-COTIDIANO

          Como Perceber um fenômeno extra-cotidiano?

            Primeiramente, antes de exercitar essa etapa,


certifique-se que você já está bom o suficiente em encerrar
os processos abertos do subconsciente.
Encerre os processos do subconsciente. Busque passear
com sua atenção consciente por seu corpo para perceber
quais sensações especiais você possa estar experienciando
no momento. Talvez você consiga notar mudanças sutis de
temperatura no seu corpo. Sensações de energias, ou
leveza. Não importa que tipo de fenômeno seja e o quão
sutil ele se apresente, apenas perceba o que de novo você
possa estar sentindo. E quando encontrar esta sensação
busque aumentar, potencializar, com a sua imaginação!

            Como criar um fenômeno extra-cotidiano?

Encerre os processos do subconsciente. Busque colocar


toda a sua atenção consciente em algum ponto do seu
corpo e utilize sua imaginação para criar algum fenômeno,
exemplo: imaginar que um dos seus dedos da mão
esquerda está pulsando. Utilize o máximo de modalidades
possível para criar a experiência e perceba qual relação
funciona melhor: imaginar com o som ou com imagens
está me causando mais sensações?

      Depois que conseguir ativar alguma sensação, busque


aumentar gradativamente, intensificando a sua
imaginação. "Se as imagens estão me causando a sensação,
busco imaginar imagens com cores mais intensas. Se é
pelo som, busco imaginar um som mais alto. Se sinto num
ritmo lento, busco acelerar o ritmo". Importante mencionar
que, o processo de criar sensações é gradual e proporcional
a sua capacidade de atenção e imaginação. Busque
sempre encontrar que tipo de fenômenos você consegue
criar com mais facilidade, e use a imaginação para produzir
mudanças de ritmo e intensidade.
.
INSTITUTO LAMBDA | 16
CAPÍTULO 06

TRANSFORMANDO
'A' EM 'B'

INSTITUTO LAMBDA | 17


CAP 06 | TRANSFORMANDO A EM B

     Na hipnose clássica, transformar um fenômeno em outro


é algo simples como subir uma escada. Se um fenômeno 'A'
se estabiliza ( vamos supor que o fenômeno A seja: olhos
colados) o próximo fenômeno 'B' ( vamos supor uma
amnésia temporária) tem uma alta probabilidade de
estabilizar se:  a experiência 'A' foi significativa para o sujeito
(ele percebeu realmente que não conseguia desgrudar os
olhos) e com isso a expectativa acerca do próximo
fenômeno tenha sido alimentada. E se a sugestão do
fenômeno 'B' seja clara o suficiente para ser entendida
perfeitamente pelo sujeito.

 Porém, na auto-hipnose o fator expectativa se configura de


uma forma diferente: você sabe exatamente o que e quando
irá se autossugestionar, então como gerar expectativa?
      Desse modo, é realmente ineficaz tentar sugestionar¹ a si
próprio para produzir fenômenos como na hipnose clássica.

Compreendendo a dinâmica da auto-hipnose, todos esses


fatores são inseridos da forma correta no momento correto.
Os conceitos da hipnose clássica oferecem pistas preciosas
para a auto-hipnose, porém a estrutura da hipnose clássica
não funciona na auto-hipnose.

      Se na hipnose clássica, a evolução dos fenômenos se


assemelha a analogia de subir uma escada, na auto-hipnose
a evolução se assemelha muito mais a analogia de subir
uma rampa: não existe salto do fenômeno A para o
fenômeno B. O que acontece na realidade é uma
transformação gradual. O Fenômeno A se metamorfoseia no
B. É preciso transformar gradativamente com a imaginação
uma experiência extra-cotidiana em outra, até alcançar os
fenômenos mais complexos!

01 -  Importante frisar que a autossugestão nos moldes de Émile


Coué ainda se apresenta como alternativa terapêutica eficaz

INSTITUTO LAMBDA | 18


CAP 06 | TRANSFORMANDO A EM B

       Como transformar os fenômenos extra-cotidiano?

Comece encerrando os processos.

Perceba ou crie um fenômeno extra-cotidiano.

Utilize a sua atenção e imaginação para transformar um


fenômeno.

Ou seja, se o fenômeno que você conseguiu alcançar foi


uma dormência no polegar, experimente levar essa
sensação gradativamente para o indicador, anelar, etc...

Se a sensação foi algo como um formigamento,


experimente transformar gradativamente em dormência ou
conduzir uma mudança de temperatura, etc...

Tanto o ato de conduzir a sensação para outra parte do


corpo quanto ato de mudar a natureza do fenômeno se
enquadram no que consideramos aqui como “transformar o
fenômeno”.

O importante nesta etapa é começar a situar a imaginação


como condutora da sua experiência interna.

Sem sombra de dúvidas que a partir deste momento sua


experiência alimentará sua crença, fortalecendo e
possibilitando que fenômenos cada vez mais complexos
gradativamente se estabilizem. 

É hora de situar a expectativa na estrutura da auto-hipnose,


para aumentar a complexidade dos fenômenos e possibilitar
a autossugestão!

INSTITUTO LAMBDA | 19


CAPÍTULO 07

VOZ MENTAL E
EXPECTATIVA

INSTITUTO LAMBDA | 20


CAP 07 | VOZ MENTAL E EXPECTATIVA

       Se você já conseguiu criar um fenômeno extra-cotidiano


e transforma-lo em outro gradativamente, perfeito!
O Próximo passo agora é situar a expectativa como
elemento dentro da dinâmica da auto-hipnose.

Esse é o momento em que sua voz mental vai assumir a


função importante de conduzir sua expectativa.

                           Como situar a expectativa:

          Entre a transformação dos fenômenos adicione a


expectativa de que “quando o fenômeno B se transformar
no fenômeno C” você irá experienciar uma sensação de bem
estar, ou leveza, etc...

O que precisa se certificar nesta etapa, é que você criará


com sua voz mental a expectativa de um fenômeno simples.
Comece sempre gradativamente.

Exemplo: Pensar que quando o fenômeno B (ex: O pulsar de


um dos dedos da mão direita) se transformar num
fenômeno C (ex: O pulsar em um dos dedos da outra mão)
você se sentirá muito bem, uma onda de felicidade poderá
passear pelo seu corpo, etc...

       Com a prática algo muito interessante vai acontecer:


você vai perceber que poderá se “autossugestionar” com a
voz mental sempre que fizer a transição de um fenômeno
extra-cotidiano para outro.

Essa espécie auto-hipnose conversacional funciona na


medida em que seu foco de atenção é a transformação dos
fenômenos. A voz mental apenas cria a causalidade:
“quando o fenômeno C se transformar no D irei sentir X”.

INSTITUTO LAMBDA | 21


CAP 07 | VOZ MENTAL E EXPECTATIVA

         Utilizando uma linguagem eficaz na voz mental:

      Para tornar mais eficaz a criação dos fenômenos com a


expectativa na voz mental, é fundamental que a linguagem
tenha a capacidade de gerar pesquisas transderivacionais¹
eficientes, ou seja, de se voltar para as representações
internas na procura do significado. Utilizaremos aqui uma
linguagem com estrutura semelhante ao metamodelo², não
como uma estratégia de superar filtros, mas como uma
forma de “incutir possibilidades” numa estrutura provocativa
de significações.  
(ex : “Como seria a sensação de sentir X quando o fenômeno
C se transformar em D?”)
       Perguntas possuem capacidade de gerar a pesquisa na
estrutura profunda, enquanto que o “como” tem a
intencionalidade de buscar a forma do fenômeno, e
consequentemente produz a experiência.
       Devemos levar em consideração um fator importante,
que é o cérebro como “servomecanismo”, ou seja, o cérebro
como máquina que age em conformidade com as
informações que recebe. Uma vez que fazemos uma
pergunta, o servomecanismo busca automaticamente uma
resposta. É razoável afirmar que, sempre que perguntamos
algo (ex: “como seria sentir-se bem agora?”) em algum nível
iremos experienciar a sensação, mesmo que seja de forma
extremamente sutil.
    
Esta é a forma mais eficaz de encaixar a expectativa na auto-
hipnose: Não é necessário construir uma sugestão direta,
mas apenas a criação de uma possibilidade.
A expectativa consiste justamente no intervalo entre a
transição dos fenômenos e a resposta do servomecanismo.

01 - Pesquisas transderivacionais são buscas por significados, no qual a


mente precisa focar subconscientemente em encontrar possíveis
relações.

02 - Um modelo desenvolvido por John Grinder e Richard Bandler, que


identifica determinadas classes de padrões de linguagem que podem ser
problemáticas ou ambíguas. Baseado na gramática transformacional, o
metamodelo identifica distorções, omissões e generalizações comuns,
que obscurecem a estrutura profunda e/ou o significado original.
INSTITUTO LAMBDA | 22
CAP 07 | VOZ MENTAL E EXPECTATIVA

                         Vejamos um exemplo completo:

Durante a transformação dos fenômenos me indago


mentalmente:

“Como seria sentir os meus pés colados no chão, quando o


pulsar da minha mão direita se transformar no pulsar da
minha mão esquerda?”

Ponho toda a atenção concentrada somente em imaginar a


transformação gradual do fenômeno “pulsar da mão direita”
para o fenômeno “pulsar da mão esquerda”.

Uma vez que conecto causalidades, preciso me certificar


somente em conseguir o resultado que compete a minha
postura ativa de imaginar.

No momento em que realizo a transformação dos


fenômenos, o servomecanismo responde a pergunta com a
experiência, e então sinto os "pés colados no chão".

Nesta etapa temos a oportunidade de realizar uma série de


autossugestões e obter respostas como na hipnose clássica.
Sugiro que as primeiras experiências alcançadas com a
autossugestão sejam simples e muito agradáveis, afinal, as
partes mais básicas da mente sempre buscam refazer
caminhos prazerosos. 

 
Esse avanço é realmente incrível!
      Se você chegou até está etapa com êxito, parabéns!
Você pode agora alcançar todos os tipos de fenômenos
complexos da hipnose clássica, utilizando a auto-
hipnose. Inclusive alucinações visuais e delírios!

INSTITUTO LAMBDA | 23


CAPÍTULO 08

FENÔMENOS 
COMPLEXOS: 

ALUCINAÇÕES
VISUAIS E
DELÍRIOS

INSTITUTO LAMBDA | 24


CAP 08 | FENÔMENOS COMPLEXOS

      Costumamos erroneamente considerar Alucinações e


Delírios como sinônimos, mas na realidade são fenômenos
distintos.
     Alucinações são uma experiência prioritariamente
imaginária, porém se apresentam como realidade.
Não há um estímulo externo para sustentar a alucinação.

     Já o delírio é uma distorção da realidade, é uma forma


diferente de significar um estímulo real.
Enquanto que a alucinação permite que você veja e/ou ouça
algo que não está fisicamente lá, como um elefante rosa
passeando pelo quintal da sua casa, o delírio se estrutura
com base num estímulo real: você olha para um carro
estacionado e vê um elefante rosa.  
Um delírio é ligeiramente menos complexo que uma
alucinação.

   Foi com base nas experiências visionárias com a ayahuasca


e com o tambor xamânico, que pude compreender como as
alucinações e delírios se relacionam com a atenção, quais os
níveis alucinatórios, e como fazer um bom uso deles para
propósitos de autoconhecimento.
Basicamente, o principal método de produzir alucinações e
delírios sem a ingestão de nenhuma substancia enteógena
ou psicodélica, é absurdamente simples.
    Mas antes de te ensinar como, deixe-me lhe contar alguns
fatos importantes sobre o funcionamento do cérebro e da
mente consciente.
    
     O primeiro fato diz respeito a construção da realidade
subjetiva. Para o cérebro, conteúdos processados pelas
portas de entrada¹ e conteúdos imaginários tem
praticamente o mesmo valor. Então é certo afirmar que uma
imaginação suficientemente forte tem o poder de adicionar
conteúdo no que percebemos e significamos como real.

            
01 - Visão, audição, tato, olfato e paladar.

INSTITUTO LAMBDA | 25


CAP 08 | FENÔMENOS COMPLEXOS

      Outro fato importante é sobre a atenção da mente


consciente: Como foi dito no início deste e-book, a atenção
consciente só consegue trabalhar em uma tarefa complexa
por vez, deixando todo o resto sob responsabilidade do
subconsciente. O Subconsciente é muito reativo a
imaginação e a imaginação é facilmente conduzida pela
atenção consciente. Essas informações são suficientes para
entendermos a mecânica das alucinações intencionais.
      A técnica é simples, consiste basicamente em colocar a
Atenção Consciente engajada em algum processo
downtime, enquanto que matemos os olhos abertos. Uma
vez que a mente consciente está focada na experiência
interna, o subconsciente assume a jurisdição do campo
visual, tornando-o muito mais reativo a conteúdos
imaginários e distorções.
      A princípio, manter a atenção consciente em downtime
enquanto estamos de olhos abertos pode parecer uma
tarefa difícil, afinal estamos condicionados a ficar em
uptime¹ sempre que abrimos os olhos. Mas você irá perceber
que na prática do Protocolo Alexandre de Auto-Hipnose,
você já estará muito envolvido conscientemente nos
processos downtime, transformando os fenômenos extra-
cotidiano.
A próxima etapa da construção de uma alucinação é
adicionar o conteúdo ao campo visual.

            Veremos como isso funciona na prática:

Encerre os processos. Encontre ou crie um fenômeno extra-


cotidiano. Transforme os fenômenos. Ou seja, mude-os de
lugar ou de natureza. Adicione a expectativa entre a
próxima transformação dos fenômenos. Abra os olhos e
mantenha a atenção em downtime, ou seja, na experiência
interna, no caso; na condução dos fenômenos extra-
cotidiano. Agora, exteriorize os fenômenos para o campo
visual.
01- Atenção na experiência externa, oposto de downtime. Terminologia utilizada na hipnose conversacional.

INSTITUTO LAMBDA | 26


CAP 08 | FENÔMENOS COMPLEXOS

          É interessante perceber que, exteriorizar um fenômeno


extra-cotidiano para o campo visual implica uma forma
subjetiva de imaginar que a experiência está saindo do seu
corpo e se projetando no espaço. Então, talvez você imagine
ondulações, fumaças, flashes ou de qualquer outra forma. O
importante é perceber como sua experiência está se
configurando e tornar congruente a sua imaginação com a
sua percepção.

               A experiência me sugere dizer que, produzir


fenômenos na região da face, da testa e dos olhos, facilita na
criação gradual das alucinações no momento de
exteriorizar. Afinal, tudo na auto-hipnose é processual,
gradativo. Então perceber o momento em que o fenômeno
está influenciando o campo de visão de forma sutil é
extremamente importante para ir estabilizando a
alucinação aos poucos.

             Duas coisas podem acontecer: uma delas é você


perceber abstrações no espaço, como uma “energia” que
pode ser moldada com sua imaginação de forma gradativa.
Outra, é seu subconsciente criar imagens metafóricas no
espaço. Ambas as experiências podem vim com um
material muito significativo da sua psiquê, te
proporcionando momentos preciosos de autodescoberta.

             É importante te dizer que, mesmo com seu foco de


atenção esteja em um conteúdo do campo visual, no
momento da criação da alucinação você ainda estará em
downtime. Afinal, seu foco de atenção ainda é algo da
experiência interna, do mundo subjetivo.

O próximo passo é “moldar” a sua experiência visual!

INSTITUTO LAMBDA | 27


CAP 08 | FENÔMENOS COMPLEXOS

Foque a atenção em como se configura sua experiência


visual.
A minha geralmente se assemelha a fumaças flutuando no
espaço. Então aos poucos eu vou moldando o ritmo,
movimento e adicionando a expectativa que: quanto mais
nítida a minha experiência visual fica, mas ‘feliz’¹ me sinto.

             Então aos poucos a experiência vai se tornando mais


nítida, assumindo formas e cores mais intensas e me
trazendo conteúdos do subconsciente. Para mim, esta é
uma oportunidade de autodescoberta muito valiosa. 

A ayahuasca e as experiências com o tambor xamânico


oferecem algumas pistas sobre níveis de alucinação úteis
para o buscador. Numa experiência com a ayahuasca, as
sensações visuais alcançam diversos níveis. Processos
botton-up, ou seja, do estímulo até a significação interna, e
top-down, ou seja, das representações internas até a
especificidade, acontecem alternadamente num ritmo
extremamente alto.
Os estudos mais atuais sobre o efeito da Ayahuasca nas
ondas cerebrais, sugerem que a faixa de ondas gama (entre
30-100 hertz) tem um papel essencial na fase alucinatória
mais complexa da experiência.

“Esse aumento de gama pode ajudar a explicar porque durante a


ayahuasca a percepção de sons e imagens, por exemplo, parece se
       
fundir e criar relações peculiares, não perceptíveis durante a
consciência ordinária, quando o cérebro tende a organizar a
atividade neural relacionada aos cinco sentidos de maneira
parcialmente independente. Essa função do gama em unificar ou
integrar informaçõesno cérebro é conhecida de longa data, pelo
menos desde a obra pioneira do cientista Chileno Francisco Varela.”
(EE Schenberg.2015)

01 - Geralmente uso padrões de prazer associado a expectativa, afinal


as partes mais básicas e poderosas do nosso cérebro estão sempre
favorecendo processos de prazer, e evitando processos de dor.

INSTITUTO LAMBDA | 28


CAP 08 | FENÔMENOS COMPLEXOS

       Já as experiências com o tambor, tem o poder de


conduzir sua atenção por diversas frequências,
possibilitando que a atenção consciente concentrada na
experiência downtime, abra diversas possibilidades de
sinestesia, delírios e alucinações sutis.
Com base nestas duas experiências, sintetizei de uma forma
didática três níveis de alucinações e delírios visuais.
São elas: Imaginação repentina,Impressões periféricas e
Experiência estável.
              
                            Imaginação repentina:

      Tanto na ayahuasca quanto com o tambor, a imaginação


começa a surgir cheia de imagens e conceitos, muitas vezes
de origem não consciente. Essa fase da alucinação é a mais
comum e mais sutil. Ela é o primeiro passo para as próximas
experiências, porém pode trazer à consciência conteúdos
subconscientes e inconscientes importantíssimos.

                           Impressões periféricas:

      As impressões periféricas são falhas de interpretação de


elementos do espaço, com base em duas características
importantes do funcionamento do cérebro:
Uma delas é a percepção em tempo finito do espaço. O
cérebro é uma máquina que lida com as informações do
espaço, muitas vezes usando um critério de previsibilidade.
Isso para garantir a sobrevivência, afinal em algumas
situações, estímulos precisam de uma reação imediata.         
      O cérebro faz um misto entre o processamento de
origem externa Botton-up, e de significação geral; top-down,
porém, como ele busca ‘prever’ para reagir, muitas vezes
esses estímulos são processados tão rapidamente que as
lacunas são preenchidas de uma forma imediata e
provisória, fazendo com que percebamos algo
completamente diferente.

INSTITUTO LAMBDA | 29


CAP 08 | FENÔMENOS COMPLEXOS

        Outra característica é pela própria estrutura da atenção:


como já foi anteriormente mencionando, a mente
consciente está ativamente onde o seu foco de atenção está.
Sendo bem razoável dizer que, se a atenção consciente está
em apenas um ponto do campo visual, todo o resto do
campo visual está sendo processado a nível subconsciente.
As mensagens subliminares se apoiam nesta característica
da visão periférica subconsciente. E como sabemos, o
subconsciente é muito reativo a imagens e emoções.
             Os maiores erros de percepção do espaço
geralmente acontecem quando há um estímulo na visão
periférica que ativa algum padrão de sobrevivência, e
ativando consequentemente a previsibilidade para gerar um
comportamento de fuga ou luta! Nesta fase, temos diversas
‘impressões errôneas’, como ver uma cadeira e pensar ter
visto algum animal, ver uma sombra e pensar ter visto uma
pessoa, etc...
              Por mais que cotidianamente possamos vivenciar
esta fase, na ayahuasca estas experiências de ‘erro’ de
interpretação são levadas até as últimas consequências,
criando as vezes incontáveis conexões metafóricas e
significativas entre a interpretação distorcida dos estímulos,
com conteúdos internos importantes. Basicamente é desta
forma que os delírios se estruturam de forma espontânea.

                                Experiência estável:

       Já na experiência estável, presenciamos uma certa


durabilidade e interatividade com os conteúdos. Importante
mencionar que, tanto a imaginação repentina quanto as
impressões periféricas são as bases criadoras da Experiência
Estável. De certa forma os estímulos externos e as
representações internas são dois caminhos distintos que se
conectam para sintetizar uma experiência alucinatória ou
de delírio estável.

INSTITUTO LAMBDA | 30


CAPÍTULO 9

O LOOP
HIPNÓTICO NA
AUTO-HIPNOSE

INSTITUTO LAMBDA | 31
CAP 09 | O LOOP HIPNÓTICO NA AUTO-HIPNOSE

          Se você é um estudioso da hipnose provavelmente


já deve ter esbarrado com os conteúdos do James Tripp¹
na internet. Resolvi destacar o loop hipnótico da teoria
da hipnose sem Transe do Tripp para explicar como se
dá a evolução dos fenômenos na hipnose, porém,
aplicadas num modelo Top-down.
            O Loop Hipnótico do James Tripp é um modelo
de compreensão e construção de fenômenos hipnóticos.
Basicamente, o Loop hipnótico possui 5 elementos
fundamentais, quatro deles enquanto etapas de
evolução do loop, e um deles, a expectativa, como
elemento chave que alimenta a construção dos
fenômenos.

São eles: Imaginação, fisiologia, experiência e crença.

expectativa

Comumente na hipnose clássica adentramos no loop


hipnótico por duas portas: a Fisiológica, utilizando
técnicas de Pseudo-hipnose².   Ou pela Imaginação,
estimulando fenômenos ideodinâmicos.
       
 01 - James Tripp: hipnotista teórico da hipnose sem transe e
criador do loop hipnótico.

02 - Rotina onde o fator fisiológico determina o resultado, hipnose


falsa, funciona como convincer.

INSTITUTO LAMBDA | 32
CAP 09 | O LOOP HIPNÓTICO NA AUTO-HIPNOSE

          Fenômenos ideodinâmicos são uma extensão do


conceito de fenômenos Ideomotores, que o Tripp utiliza
para abranger outras categorias de experiências
produzidas com a hipnose, são eles:

Ideoemocionais: Resposta emocional à ideias (ex: sentir


feliz, calmo, triste, etc...)
Ideocognitivas: Respostas de processos mentais à ideias
e emoções (ex: Amnésia, confusão, alucinações, etc...)
Ideosensoriais: Resposta do sistema sensorial à ideias e
emoções (ex: anestesia, calor, cócegas, etc...)
Ideomotores: Resposta motora à ideias e emoções (ex:
catalepsia, mãos ou olhos colados, levitação de braço,
etc...)
          Os fenômenos vão aumentando de complexidade
na medida em que o hipnotista vai conduzido a
experiência do sujeito dentro do loop.

Basicamente, a ‘Imaginação’ cria ou estimula uma


fisiologia (ideodinâmica), a ‘Fisiologia’ cria a noção de
experiência (algo está acontecendo, o sujeito está
vivenciando) e a experiência estabelece uma ‘Crença’ de
que a hipnose está funcionando. Lembrando que a
crença neste contexto é um tanto mais profunda que o
ato consciente de acreditar ou não em hipnose. Vamos
ver um exemplo na hipnose clássica:

Após o pré-talk ¹ o hipnotista conduz a Pseudo-hipnose


“Livro e Balões”. Sugere que o braço esquerdo do sujeito
segura um objeto pesado como um livro, e o direito está
leve e suspenso por balões de gás hélio amarrados no
pulso
       

 01 - Conversa prévia, onde o hipnotista constrói sua autoridade e


tira resistências do sujeito. 

 INSTITUTO LAMBDA | 33
CAP 09 | O LOOP HIPNÓTICO NA AUTO-HIPNOSE

       Comumente o que se observa é: o braço esquerdo


desce gradativamente enquanto que o direito vai
levitando cada vez mais alto.
               Vamos agora apontar onde cada elemento do
loop entra nessa rotina:

A etapa ‘imaginação’ se encontra na condução de toda


ideodinâmica da experiência (inclusive da fisiologia).

A fisiologia é estimulada pela Pseudo-hipnose: O braço


esquerdo desce, pois, geralmente é mais fraco e
consequentemente cansará mais rápido (se o sujeito for
canhoto, colocamos os livros imaginários na mão direita).
Logo, o sujeito experiencia os livros pesarem em sua mão
esquerda e seu braço abaixar. Ele credita isso a sugestão
do hipnotista.

 O sujeito estabelece uma crença de que a hipnose está


acontecendo. Essa crença alimenta por sua vez a
Imaginação, ou seja, possibilitando o aumento da
capacidade imaginativa de gerar fenômenos
ideodinâmicos. O braço direito a partir daí começa a
levitar.
Enquanto que o ato do braço esquerdo descer, é algo
fisiológico, o braço direito levitar é algo ideodinâmico.
      
Esse é o funcionamento do loop, que gradativamente vai
criando mais experiências ideodinâmicas e alimentando
a crença, que por sua vez aumenta a capacidade da
imaginação criar ideodinâmicas mais complexas.

 A expectativa é utilizada na linguagem do hipnotista


como um dos principais fatores de criação das
ideodinâmicas. 

 INSTITUTO LAMBDA | 34
CAP 09 | O LOOP HIPNÓTICO NA AUTO-HIPNOSE

      Vejamos como ficam os elementos do loop hipnótico


pela ótica do Protocolo Alexandre de Auto-hipnose:

      Encerrar os processos: Diminuição da alternância da


atenção, aumentando a potência da atenção e da
imaginação.
      Percebendo\criando fenômeno extra-cotidiano:
Deste Modo, resolvemos o problema da porta fisiológica
do loop hipnótico. Já não precisamos mais nos
preocupar em como engajar a mente num processo de
Pseudo-hipnose, e sim, buscar perceber na experiência
interna, um fenômeno extra-cotidiano.
      Transformando A em B: Nesta etapa utilizamos a
imaginação para ir criando gradativamente novas
experiências, que por sua vez irão gerar novas crenças,
possibilitando o aumento da capacidade imaginativa de
gerar ideodinâmicas mais complexas.
      Voz mental e expectativa: Situamos a expectativa
entre as transições ideodinâmicas, como uma “auto-
hipnose conversacional”: ainda há a mesma dinâmica
potencializadora da experiência, apenas criamos mais
relações de causa e efeito: entre um fenômeno e outro,
criamos a possibilidade de gerar um terceiro fenômeno.

     Desta forma temos o loop: imaginação – criando o


fenômeno extra-cotidiano (ideodinâmica), fisiologia –
percebendo na experiência interna um fenômeno já em
andamento, experiência – no momento em que
criamos/percebemos um fenômeno extra-cotidiano e o
transformamos, e crença – a cada transformação de
fenômenos, possibilitando que a imaginação desenvolva
mais ideodinâmicas.
      E a expectativa participa como elemento criador de
novas causalidades, possibilitando uma forma eficaz de
proporcionar a autossugestão. 

 INSTITUTO LAMBDA | 35
CAPÍTULO 10

RELATOS DE
AUTO-HIPNOSE

 INSTITUTO LAMBDA | 36


CAP 10 | O RAPÉ E O JAPAMALA

   Sempre que menciono nos espaços que frequento,


que sou hipnólogo, presencio reações diversas. Desde
fascínio e curiosidade à medo e repulsa. Confesso que já
estou acostumado. Porém uma pergunta recorrente e
que me rende debates interessantíssimos é: “hipnose
tem a ver com espiritualidade?”. Minha resposta é
sempre a mesma: “Não, e sim!”. Prossigo mencionando
que a hipnose não é espiritual e sim uma série de
processos psicológicos, ou como prefiro contextualizar:
“Hipnose é uma técnica"¹. Depois de contextualizar o
lado ‘científico’ da hipnose menciono que hipnose tem a
ver sim com espiritualidade, uma vez que onde há
espiritualidade geralmente há religiosidade, e onde há
religiosidade geralmente há ritualidade, e onde há
ritualidade sem sombra de dúvidas há hipnose.
 Na cicloviagem ganhei dois presentes muito
interessantes: um rapé Tsunu em Natal e um japamala
em Fortaleza. O rapé é uma medicina indígena a base
de tabaco e outras ervas e cinzas de árvores que são
moídos. Seus efeitos variam muito de acordo com a
ritualística e as ervas.  Já o japamala é um elemento da
cultura oriental comumente associado ao Hinduísmo e
ao Budismo. O japamala é como o rosário católico,
geralmente possui 108 contas para meditar, tanto
repetindo mantras quanto sincronizando a respiração. 
Utilizo uma ritualística ao consagrar o rapé que me
proporciona uma experiência extra-cotidiana muito rica
em autoconhecimento. Basicamente, silencio a mente e
deposito o rapé na palma da mão esquerda, ponho um
pouco do rapé no curipe² e aplico na narina esquerda
pedindo esclarecimentos. Medito nas sensações, e
depois aplico na narina direita com a expectativa de
receber os esclarecimentos. 
01 - Compreender a hipnose como a "técnica que constrói estados" e não mais como "estado de transe",
permite uma visão mais completa acerca da função do hipnotista, e de todos os fenômenos que a técnica
pode configurar. Afinal, o que é transe?

02 - Kuripe ou Tepi são instrumentos utilizados para a aplicação do rapé sagrado. Dentro da tradição
indígena, não se "aspira" o rapé. Ele é sempre soprado por outra pessoa ou por quem vai tomar o rapé.

 INSTITUTO LAMBDA | 37
CAP 10 | O RAPÉ E O JAPAMALA

As sensações que o rapé tsunu proporcionam não são intensas,


porém, por menor que seja a sensação extra-cotidiana, uma
concentração adequada te permite alcançar sensações cada vez
maiores.
Acredito que as figuras espirituais representam arquétipos do
inconsciente, e através destas metáforas o inconsciente pode nos
trazer mensagens importantes.
      Quando comecei a meditar com o japamala antes de
consagrar o rapé, percebi que minhas experiências ficaram muito
mais ricas e intensas no que diz respeito as mensagens do
inconsciente. É maravilhoso quando o inconsciente traz respostas
a dúvidas que nos afligiam.
Por que o rapé e o japamala podem ser considerados como auto-
hipnose?
É simples, a meditação com o japamala cumpre a função de
“aumentar a potência da atenção” uma vez que estabelece um
foco. E a repetição, como sabemos, influencia muito o
subconsciente. Meditar com o japamala é uma experiência
hipnótica por si só.
           Já a consagração do rapé cumpre a função de “criar um
fenômeno extra-cotidiano”, possuindo seu efeito hipnótico a
depender da forma como é utilizado¹.
Utilizo o rapé raramente quando sinto que preciso obter uma
resposta do inconsciente, vivenciando muitas vezes experiências
visuais. Mas um detalhe importante: O rapé tsunu não contém
nenhuma substância com potencialidade psicodélica; o que o
torna capaz de proporcionar alucinações é a natureza hipnótica
do ritual no qual ele é utilizado.
   Na cicloviagem, tirávamos nosso sustento das doações e das
formações em Reiki xamânico Ma’heo’o que realizávamos em
cada capital que passávamos. Estávamos hospedados num lugar
chamado Aldeia Lua Branca, que fica na cidade de Maracanaú,
onde iriamos realizar uma iniciação em reiki. Numa das noites de
lua cheia, realizamos uma roda de tambor em volta da fogueira, e
então decidi que iria meditar ali, ouvindo o som do tambor
xamânico. Comecei fazendo respirações a cada conta do japamala
e após o término das contas, consagrei o rapé. A sensação do rapé
no sistema respiratório é um pouco desagradável, mas o tabaco
logo traz uma sensação de leveza.      

 1 - O  rapé
    faz parte das medicinas ancestrais indígenas, e como toda a
medicina não deve ser usada de forma exagerada e irresponsável,
principalmente por conter substâncias como o tabaco.

 INSTITUTO LAMBDA | 38
CAP 10 | O RAPÉ E O JAPAMALA

       Começo então a colocar toda a atenção nas sensações,


enquanto que perifericamente o som dos tambores conduz.
Lembro que quando pararam de tocar os tambores eu continuei
meditando nas sensações, e então algo bem interessante
aconteceu: comecei a executar Pranayamas¹ muito complexos,
sem ao menos saber o básico sobre o assunto. Era como se meu
corpo soubesse exatamente como respirar e como controlar a
musculatura interna. Nesse momento apenas observei e deixei o
inconsciente continuar realizando o trabalho. Foi realmente uma
das experiências mais incríveis que vivenciei: Meu corpo alí,
executando algo de uma complexidade absurda,
automaticamente, como se eu tivesse desbloqueado uma
sabedoria ancestral, arquetípica, inconsciente.
           Logo, processos emocionais começaram a ser trabalhados,
ressignificados, me proporcionando um outro patamar de
consciência, insights e sensações muito prazerosas. Lembro-me de
abrir os olhos e ver uma espada vermelha na minha mão direita,
que metaforicamente representava meu poder pessoal, e logo em
seguida fechar os olhos novamente. Quando as sensações foram
cessando fui abrindo os olhos novamente e me retirando para
dormir. Quando deitei, muitas sensações da experiência foram
retornando e acabei adormecendo. Quando acordei, era como se
eu estivesse completamente renovado, um ser humano novo
emocionalmente e fisicamente. Sem sombra de dúvidas que, a
junção do japamala, do rapé, da fogueira e do toque do tambor é
algo hipnoticamente poderoso.   
     
CAP 10 | SONHO ACORDADO

      Estava abrigado num lugar chamado Paraíso dos Ventos no


Ceará, onde iríamos abrir formações em Reiki Xamânico. Por falar
nisso, o xamanismo é algo extremamente irracional. Mas não falo
isso de forma pejorativa, muito pelo contrário, é justo por se apoiar
em processos que estão além dos limites do consciente, que o
xamã alcança a sabedoria e a ancestralidade do inconsciente. E
quando se trata do inconsciente ou dos “níveis xamânicos de
consciência” basicamente tudo é possível, mas, sem querer entrar
no mérito do mundo Tonal e do mundo Nagual, vamos falar sobre
as alucinações e delírios neste contexto. Uma das formas mais
populares de autoconhecimento no xamanismo é a descoberta
do seu animal de poder. E para isso existem diversos rituais. Irei
destacar um ritual com espelho, simples, mas que funciona muito
bem. E sim, também é auto-hipnose!
       INSTITUTO LAMBDA | 39
CAP 10 | SONHO ACORDADO

Esta técnica requer um espelho e uma vela. Com uma das mãos
segura-se a vela e com a outra segura-se o espelho em frente ao
rosto. A vela deve circular entre o chakra¹ laríngeo e o frontal, no
espaço entre o rosto e o espelho. O sujeito deve visar o espelho,
intencionando que o seu animal de poder se apresente. A auto
fascinação, somada ao estímulo da visão periférica pela vela, a
expectativa no ritual, mais a sugestão: “quero ver meu animal de
poder”, carregam todos os elementos capazes de gerar um delírio
hipnótico. O que comumente acontece é que o rosto refletido no
espelho começa a se distorcer, assumindo outras formas. As vezes
o animal se apresenta surgindo repentinamente no espelho, ou
trazendo sensações corporais, sons, comportamentos, etc.

           No Paraíso do Ventos, costumava meditar todas as tardes.


Iniciava sempre encerrando os processos do subconsciente, e
então direcionava a atenção para as sensações que surgiam.
Porém, num certo dia, os conteúdos do subconsciente
começaram novamente a brotar, mas desta vez, dotados de
importância e significado. Levei minha atenção às imagens. Eram
símbolos, metáforas e insights. As informações linkavam de uma
forma hiperveloz, até que sintetizaram a imagem de um homem,
que parecia ser indiano. De alguma forma esta imagem trazia
informações sobre mim, sobre minha condição no momento, e
respostas para minhas angústias. A imagem deste indiano era tão
nítida quanto num sonho. Foi uma experiência magnífica estar
acordado de olhos fechados, sonhando!

CAP 10 | A PRIMEIRA VEZ QUE ALUCINEI COM O PROTOCOLO

Certa noite, iniciei uma auto-hipnose com a intenção de me


autossugestionar para ter sonhos lúcidos. Comecei encerrando os
processos. Depois levei a atenção para a experiência interna
buscando alguma sensação. Minha testa estava pulsando, então
resolvi que aquela sensação era boa o suficiente para iniciar a
auto-hipnose. Comecei aumentando a intensidade da sensação
com a minha imaginação. Costumo pensar num som que significa
“pulsar” e junto ao som penso em uma luz, acendendo e
apagando. Depois que aumentei este pulsar, transferi
gradativamente este pulsar para os meus olhos. Aos poucos, fui
imaginando a sensação caminhado da minha testa até os meus
olhos, e meus olhos começaram a pulsar. 
01 - Chakra (चक◌्र) originaria do sânscrito, segundo a filosofia iogue, são centros energéticos dentro do
corpo humano, que distribuem a energia (prana) através de canais (nadis) que nutre órgãos e sistemas.

 INSTITUTO LAMBDA | 40


CAP 10 | A PRIMEIRA VEZ QUE ALUCINEI COM O PROTOCOLO

Então pensei “como seria a sensação de sentir-me muito bem,


quando esta pulsação retornar para minha testa?”. E a partir daí,
coloquei toda a atenção em transferir novamente o pulsar dos
meus olhos para a minha testa. Quando consegui, senti uma
energia muito boa fluindo pelo meu corpo. Foi aí que percebi que
tinha a capacidade de criar todo o tipo de fenômeno extra-
cotidiano, somente por ter situado a  imaginação como condutora
da experiência interna. Então, levei o pulsar para o centro da
minha cabeça e abri os olhos. Mesmo de olhos abertos, todo o
foco da minha atenção estava tão somente em sentir e imaginar o
pulsar dentro da minha cabeça, que ficava cada vez mais intenso
na medida em que me concentrava. Percebi que minha visão
ficou um pouco distorcida, porém, sempre que a atenção buscava
alternar para uptime, conscientemente a direcionava para
downtime, na experiência extra-cotidina.
 Neste momento pensei em exteriorizar a sensação para ver o que
poderia acontecer.
            Fui imaginando a sensação “saindo” de dentro da minha
cabeça pela minha testa, e se projetando vagarosamente no
espaço. Então algo interessante aconteceu: fumaças como uma
obnubilação¹  começaram a surgir e se movimentar lentamente
pelo espaço. Este tipo de obnubilação provocada, era
intencionalmente moldável pela minha imaginação, mas ainda
obedecendo um processo gradual, lento. Comecei a molda-la
gradativamente em formas abstratas. Entre uma transformação e
outra, criei a expectativa com a voz mental de que, quando as
formas ficassem mais nítidas, eu iria sentir um bem-estar intenso.
As obnubilações foram ficando cada vez maiores e mais intensas.
            Percebi alguns padrões semelhantes aos da ayahuasca e
por um instante me assustei, afinal, uma experiência de ayahuasca
pode ser bem difícil às vezes. Então, busquei rapidamente levar
minha atenção para uptime e imediatamente as imagens
sumiram. Bastando somente que piscasse os olhos e olhasse para
outro lugar no espaço. Desde então, ativar as obnubilações
hipnóticas tem sido cada vez mais fácil, e moldá-las tem sido cada
vez mais rápido. Porém, por vezes as alucinações vêm carregadas
de conteúdos metafóricos. É preciso estar preparado para olhar de
frente aquilo que passamos a vida toda ignorando.

01 - Rebaixamento do nível de consciência: perturbação do sentido da


visão, que dá a impressão de que os objetos são vistos através de uma
nuvem.

 INSTITUTO LAMBDA | 41


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Produzir alucinações e delírios é uma capacidade maravilhosa e


acessível à quem busca insistentemente, e o desenvolvimento da
habilidade de gerar fenômenos hipnóticos em si mesmo depende
única e exclusivamente de você!
 É inalienável! Não permita que sua vontade e esforço sejam
menores que a resistência que suas crenças limitantes te impõem!

É responsabilidade inteiramente sua transformar todo o potencial


que seu corpo e sua mente possuem, em realidade.

Aliás, transformar a realidade tem sido uma das coisas mais


fantásticas que a hipnose me proporcionou!

                      Obrigado por estudar este material!

Espero que os conceitos aqui apresentados tenham somado de


alguma forma na sua caminhada!

Qualquer dúvida sobre a aplicação deste Protocolo, entre em


contato pelo site do Instituto Lambda (Institutolambda.com)

ou envie um e-mail diretamente para mim, ficarei honrado em te


ajudar!

 (felipe.alexandre.teatro@gmail.com)

 INSTITUTO LAMBDA | 42


RESUMO DO PROCOLO ALEXANDRE DE AUTO-HIPNOSE

01 - Encerrar processos | Aumentar Potência da Atenção

(Meditação do observador desassociado)

02 - Criar | Perceber fenômeno extra-cotidiano

(ex: Pulsações, formigamentos, sons intracranianos,etc...)  


 

03 - Transformar fenômeno 'A' em fenômeno 'B'

(ex: Mudar fenômeno de natureza ou de lugar:


Transformar pulsação em formigamento, mudar pulsação
da mão direita para a mão esquerda, etc...)

04 - Voz Mental e Expectativa

(ex: Utilizar a voz mental para criar possibilidade: “Quando


o fenômeno ‘C’ se transformar no ‘D’ irei sentir meu braço
levitar”.

Levar em consideração uma linguagem eficaz, que gere


pesquisas transderivacionais e que possibilite ao
servomecanismo “responder” de forma adequada).

- Para produzir alucinações visuais -

05 - Colocar atenção consciente em Downtime e o


campo visual na 'jurisdição' do subconsciente!

(ex: Colocar toda a atenção consciente numa experiência


interna enquanto mantêm-se os olhos abertos)

06- Exteriorizar fenômeno extra-cotidiano para o campo


visual

(ex: Imaginar que o fenômeno extra-cotidiano se projeta


gradativamente para o campo visual)
 INSTITUTO LAMBDA | 43
 O CRIADOR DO PROTOCOLO

 Felipe Alexandre da Mota 'Arché' é ator,


hipnoterapeuta, artista de processos e
criador da plataforma Arqué Onírico de
arte em estados não ordinários de
consciência. Desenvolve trabalhos com
anahuasca e performance art.
Cofundador do Instituto Lambda

@FELIPE.ARCHE

FELIPE ALEXANDRE (ARCHÉ)

FELIPE.ALEXANDRE.TEATRO@GMAIL.COM

INSTITUTO LAMBDA | 44
SOBRE O INSTITUTO

 O Instituto Lambda elabora e oferece


serviços educacionais, treinamentos,
cursos e eventos de entretenimento.
Realiza pesquisas em desenvolvimento
pessoal e estados não ordinários de
consciência. Excelência em treinamentos,
hipnoterapia e desenvolvimento pessoal.

@LAMBDAINSTITUTO

INSTITUTO LAMBDA

LAMBDAINSTITUTO@GMAIL.COM

INSTITUTO LAMBDA | 45
REFERÊNCIAS

Anthony Jacquin. A Realidade é Plastica - Arte da Hipnose


Impromptu. 2017.

Dr. F. Caprio ; J. R. Berger. Curando-se Com a Auto-hipnose. 1998.

Émile Coué. O Domínio de Si Mesmo Pela Auto-Sugestão


Consciente. 1970.

EE Schenberg ; J. F. M. Alexandre ; R. Filev, A. Mascioli C. ; J. R. Sato ;


Suresh D. M. ; M. Yonamine ; M. Waguespack ; I. Lomnicka ; Steven
A. Barker ; D. X. da Silveira. Acute Biphasic Effects of
Ayahuasca. 2015.

Gilberto Icle. . O Ator como Xamã. 2010.

Lawrence LS. Meditação Transcendental. 1974.

Marcelo Maia. Hackeando Mentes. 1998.

James Tripp. Hipnose - Para Além do Mito do Transe. 2017.

Karl Weissmann. O Hipnotismo - Psicologia, técnica e


aplicação. 1958.

Patrícia Maria Uchôa Simões. Análise de Estudos sobre Atenção


Publicados em Periódicos Brasileiros. 2014.

Robert Cialdini. As Armas da Persuasão. 1984.

IINSTITUTO LAMBDA | 46


2018

Felipe Arché

INSTITUTO

LAMBDA