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Art.

1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois
de oficialmente publicada.
Doutrina: Portanto, não havendo disposição contrária, a lei começa a vigorar, ou seja, a produzir seus
efeitos, de forma simultânea (princípio do prazo simultâneo), em todo o território brasileiro, após
quarenta e cinco dias contados de sua publicação no Diário Oficial. É também conhecido como
sistema da obrigatoriedade simultânea.
O prazo poderá ser maior ou menor, neste caso, dependendo de disposição expressa no texto da lei, como por
exemplo: “esta lei entra em vigor após decorridos quinze dias de sua publicação oficial.

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>
Acesso em: 16 de maio de 2018.
Comentário do aluno: Se a lei não especificar o prazo para que a mesma entre em vigor (vacatio legis),
teremos por base este artigo da LICC, que determina que entre em vigor 45 dias depois de oficialmente
publicada.

§1o Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses
depois de oficialmente publicada.

Doutrina: Aplica-se, neste caso, o período de vacância de três meses, pois, em que pese o pleno acesso à
informação daqueles que residam no exterior, principalmente, em face da publicação eletrônica das leis,
cumpre destacar que a LINDB buscou, desde o início, preservar o cidadão que não está no Brasil e, portanto,
presumidamente, está afastado do contexto nacional, fazendo-se necessário período maior de vacância para
assimilar as alterações legislativas. Como observação importante, há que se salientar que o período de
vacância é de três meses, não devendo ser computado em dias.

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>
Comentário do aluno: A mesma situação descrita acima, difere apenas no prazo para sua entrada em vigor
que no território nacional é de 45 dias e no exterior é de 3 meses. Sendo assim, se havia uma lei anterior a ela
no exterior, ela prevalece por estes 3 meses ainda que no Brasil a lei nova já esteja em uso.

§ 2º Revogado pela Lei nº. 12.036 de 2009

§ 3º Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo
deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.

Doutrina: A duas, se a correção for feita após ter transcorrido o período de vacância da lei, portanto, estando
a primeira lei em pleno vigor, a nova lei, que veio para corrigir – ora denominada de lei corretiva – terá de
aguardar o seu próprio período de vacância, enquanto, neste período, as incorreções da primeira lei
continuarão a vigorar. Assim, publicada a lei nova, os atos praticados durante a vacatio legis, conforme a lei
antiga, terão validade, ainda que voltados a evitar os efeitos da lei nova. Quando cumprido o período de
vacância da lei corretiva, cessa a vigência dos artigos incorretos da primeira lei, e a segunda lei corretiva tem
plenos efeitos.
Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.
Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>
Comentário do aluno:
Essa situação ocorre pra corrigir erros de ortografia ou pelo sentido da lei ter ficado confuso, exigindo assim
uma correção para eliminar o erro ou esclarecer qual é o objeto da lei em questão. Sendo assim nada mais
natural que todos os prazos que constavam na lei, passem a contar novamente da nova publicação.

§ 4º As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

Doutrina: Não há como ser corrigida a lei mediante mera interpretação judicial analógica; faz-se necessário a
produção de lei corretiva.

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>
Comentário do aluno:
Como as correções às leis passam pelo mesmo processo de criação de uma lei, equiparam-se elas a uma lei
nova.

Art. 2º Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

Doutrina: Importa destacar que lei com vigência temporária é aquela norma que vem atender situação
temporária, fixando prazo determinado de vigência. A doutrina aponta como exemplo a Lei nº 7.538, de
24.09.1986, que suspendeu as execuções de despejo até 1º de março de 1987, em face de grave crise
econômica havida, na época. Logo, a própria lei, ao nascer, já refere o seu período de vigência. Contudo, no
tocante à maioria das leis, a doutrina identificou o “princípio da continuidade das leis”, ou seja, segundo Caio
Mário da Silva Pereira: “Nos regimes jurídicos em que a teoria geral das fontes de direito assenta na supremacia
da lei escrita, deve ter e tem efetivamente esta um começo certo e um fim precisamente caracterizado; nasce,
vive e morre, somente cessando sua obrigatoriedade em razão de um fato que o legislador reconhece como
hábil a este resultado, que é a revogação. Enquanto esta não ocorrer, a lei permanece em vigor, mesmo que
decorra largo tempo sem que seja invocada e aplicada.

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>
Comentário do aluno:
Exceto as leis de caráter temporário que já trazem expressas o tempo de sua validade, as leis brasileiras têm
caráter permanente, ou seja, seguem em vigor até que se publique uma outra lei que a modifique ou revogue.

Artigo 2º, § 1º , da LINDB: A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja
com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

Doutrina: Logo, verificam-se duas espécies de revogação:

Revogação Expressa: A lei nova, por declaração expressa, revoga a lei velha, declarando que todo o texto de
lei está revogado, ou, ainda, enumerando dispositivos de uma determinada lei, revogando aqueles que estão
revogados, declinando o número do artigo e da lei.

Revogação Tácita: É quando há incompatibilidade da lei nova com a lei velha, em que pese não haja expressa
referência de revogação aos dispositivos anteriores. Segundo Caio Mário da Silva Pereira: “(...) quando a lei
nova passa a regular inteiramente a matéria versada na lei anterior, todas as disposições desta deixam de
existir, vindo a lei revogadora substituir inteiramente a antiga. (...) Incompatibilidade poderá surgir também
no caso de disciplinar a lei nova, não toda, mas parte apenas da matéria, antes regulada por outra, apresentado
o aspecto de uma contradição parcial. A lei nova, entre seus dispositivos, contém um ou mais, estatuindo
diferentemente daquilo que era objeto da lei anterior.”4 A diferença entre revogação expressa e tácita é
trazida pelo célebre jurista Carlos Maximiliano, em sua obra Hermenêutica e Aplicação do Direito: “A
revogação é expressa, quando declarada na lei nova; tácita, quando resulta da incompatibilidade entre texto
anterior e posterior. (...) Dá-se a revogação expressa em declarando a norma especificadamente quais as
prescrições que inutiliza; e não pelo simples fato de se achar no último artigo a frase tradicional – revogam-se
as disposições em contrário: uso inútil; superfetação, desperdício de palavras, desnecessário acréscimo!”

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>
Comentário do aluno:
A lei mais nova revoga a lei antiga, toda ou em parte, conforme a situação. Aparecerá de forma expressa ou
tácita a revogação. A revogação se dá por incompatibilidade parcial ou total, quando a matéria necessitar de
uma regulação totalmente diferente em virtude da evolução de costumes.

Artigo 2º, § 2o , da LINDB: A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes,
não revoga nem modifica a lei anterior.

 Doutrina: Os dois parágrafos supracitados, referem-se às formas pelas quais a lei posterior revogará a
anterior; como também, o momento em que não considerar-se-á modificada nem mesmo revogada, hipótese
de lei complementar.

Referência: https://serjuridico.wordpress.com/2015/11/03/lindb-comentada-art-1o-ao-6o/
Comentário do aluno:
A norma geral não revoga a especial assim como a especial não revoga a geral, podendo ambas reger a mesma
matéria contanto que não haja choque entre elas. Se houver este choque caberá um método de resolução de
antinomias.

Artigo 2º, § 3º , da LINDB: Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei
revogadora perdido a vigência.

Doutrina: Logo, em regra, a repristinação não se aplica no Direito brasileiro. Assim, em havendo uma “LEI A”,
e, sendo esta revogada pela “LEI B”, caso a “LEI B” (revogadora) venha a ser revogada, não retornam
automaticamente os efeitos da “LEI A”, no Direito brasileiro. No entanto, é incorreto afirmar que a
repristinação jamais é admitida no ordenamento jurídico pátrio, pois, como refere o texto de lei: “salvo
disposição em contrário”.

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>
Comentário do aluno: Sem grandes comentários, essa situação explicitada acima se justifica pelo fato do
nosso ordenamento jurídico não admitir o dispositivo da repristinação automática. A repristinação só ocorre se
expressamente for declarada.
Nos termos do que dispõe o artigo 3º da LINDB: Art. 3o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que
não a conhece.

Doutrina: Se contrário fosse, ter-se-ia que analisar a mente de cada pessoa, buscando investigar o que cada
um saberia acerca do Direito, tornando-se impraticável aplicar a lei a todos, dada a impossibilidade de notificar
cada destinatário da norma individualmente.

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>

Comentário do aluno: A lei depois de tornada publica através de publicação oficial, respeitando o período de
vacatio legis se houver, passa a vigorar para todos, não podendo ninguém alegar ignorância para justificar seu
descumprimento.

Art. 4º. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os
princípios gerais de direito

Doutrina: Na integração, não se aplicarão métodos interpretativos, uma vez que não há lei, devendo as lacunas
serem preenchidas com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.

Referência: COLOMBO, Fernando. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO.


Disponível em: <http://aulas.verbojuridico3.com/DPE_Processual/Civil_Cristiano_Colombo_08-11-
12_Parte1.pdf>

Aluno: Nem Sempre o Juiz vai encontrar uma lei que seja aplicável ao caso concreto, pois existem lacunas no
Direito. Porém, não há situação que seja interesse do direito sem lei anterior que o defina, ou seja, ainda que
não se encontre uma lei específica para resolver uma situação, deve-se usar a analogia se for possível
encontrando casos julgados semelhantes, os costumes embora no sistema civil law este não tenha a mesma
força como no sistema commow law, e os princípios gerais do direito que são os norteadores das leis no nosso
sistema jurídico.

Art. 5º. Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem
comum.

Doutrina: O art. 5º da LICC indica um caminho, um rumo para o juiz: ele deve atender os fins sociais
a que a lei se dirige, às exigências do bem comum. A interpretação, portanto, deve ser axiológica,
progressista, na busca daqueles valores para que a prestação jurisdicional seja democrática e justa,
adaptando-se às contingências e mutações sociais.

Referência: VELOSO, Zeno. Comentários à Lei de Introdução ao Código Civil. 2. ed. Belém:
Umuama, 2006, p. 126.

Aluno: O Juiz deverá aplicar a norma para o fim que ela se destina, ou seja, a sua interpretação deverá atender
o melhor possível a situação, enquadrando a lei no caso concreto, evitando lacunas ou contradições
normativas.

.Art. 6º. A lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido
e a coisa julgada.
Aluno: A lei após entrar em vigor terá efeito imediato e geral, respeitando esses três dispositivos conforme
ordena a CF1988. Valendo então durante a sua vigência, para futuras situações.

§ 1º. Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo que se efetuou.

Aluno: O ato jurídico perfeito é o já consumado que pela legislação anterior foi regido e que por este motivo
(sendo ele já concluído), não será objeto de nenhuma lei nova.

§ 2º. Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer
como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição preestabelecida inalterável,
a arbítrio de outrem.

Aluno: Direito adquirido é quando o seu titular já teve o direito reconhecido por uma lei antiga, mesmo que
venha a lei nova, esta não poderá atingi-lo. Podemos citar como exemplo uma pessoa que necessite de 35
anos de serviço para se aposentar mas por escolha não se aposentou mesmo com 37 anos de serviço
comprovados. Se na época que entrar em vigor uma nova lei nova exigindo 40 anos de serviços, esta lei não
o atinge, pois quando ela entrou em vigor, ele já preenchia os requisitos da lei antiga.

§ 3º. Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.

Aluno: A última sentença, decisão esta que não cabe a ninguém mais recorrer. É a decisão final sobre o caso.
A coisa julgada, o direito adquirido e o ato jurídico perfeito são dispositivos para promover a segurança jurídica.

Doutrina: O primeiro aspecto se apresenta como o ato jurídico perfeito, que é o já consumado segundo a lei
vigente ao tempo em que efetuou. É ato plenamente constituído, cujos requisitos se cumpriram na pendência
da lei sob cujo império se realizou, e que fica cavaleiro da lei nova.

 O presente artigo abarca uma série de conceitos importantes para o direito.


 Primeiro, é fundamental ressaltar que, a matéria abordada pelo legislador refere-se ao chamado direito
intertemporal.
 Em regra, toda lei que entra em vigor possui efeitos imediatos e gerais, portanto possui como característica a
irretroatividade.
 A irretroatividade se faz importante para assegurar segurança jurídica e estabilidade a vida em sociedade. “O
direito de hoje não pode ser violado pela lei de amanhã. ”
 Assim, em via de regra, a lei nova não pode atingir situações reguladas pela lei anterior.

Referência: https://serjuridico.wordpress.com/2015/11/03/lindb-comentada-art-1o-ao-6o/