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Març
o,2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL
LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Metodologia para definição das equações


Intensidade-Duração-Frequência do
Projeto Atlas Pluviométrico

Eber José de Andrade Pinto

BELO HORIZONTE

Março, 2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

METODOLOGIA PARA DEFINIÇÃO DAS EQUAÇÕES


INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA DO
PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Belo Horizonte

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Belo Horizonte


Avenida Brasil, 1731- Bairro Funcionários.
Belo Horizonte - MG – 30.140-002
Telefone: 0(xx)(31)3878-0307
Fax: 0(xx)(31) 3878-0383
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Metodologia para definição das equações


Intensidade-Duração-Frequência do Projeto Atlas Pluviométrico. Eber José de
Andrade Pinto – Belo Horizonte: CPRM, 2013.

48p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – PINTO, E. J. A.


CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DEPESQUISA DE RECURSOS MINERAIS SERVIÇO


GEOLÓGICO DO BRASIL(CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE BELO HORIZONTE
Marco Antônio Fonseca
Superintendente

Márcio de Oliveira Candido


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Marco Antônio da Silva


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Marcelo de Araújo Vieira


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Lindinalva Felippe (interina)


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja-Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Karine Pickbrenner-Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder-Sureg/PA
Jean Ricardo da Silvado Nascimento -RETE
Margarida Regueira da Costa-Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato -Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros -Sureg/SP

Sistema de Informações Geográficas e Mapa


Ivete Souza de Almeida-Sureg/BH
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 01
1 – COLETA DE DADOS ....................................................................................................... 02
2 – ANÁLISE DE FREQUÊNCIA DE EVENTOS EXTREMOS .......................................... 05
2.1 – Séries de valores máximos anuais (SA) ................................................................... 07
2.2 – Séries de séries de duração parcial (SDP) ................................................................ 07
2.2.1 - Modelos com séries de duração Parcial ....................................................... 08
2.2.1.1 - A distribuição de Poisson .............................................................. 08
2.2.1.2 - Modelo Poisson-Pareto .................................................................. 09
3 – EQUAÇÃO IDF ................................................................................................................. 10
3.1 – Definição da equação IDF ........................................................................................ 15
4 – RESUMO ESQUEMÁTICO DE DEFINIÇÃO DE UMA EQUAÇÃO IDF .................... 16
5 – DEFINIÇÃO DAS RELAÇÕES IDF A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DE
CHUVAS DIÁRIAS ........................................................................................................ 19
5.1 – Organização das séries de precipitação diária máxima por ano hidrológico (AH) .. 19
5.2 – Análise de frequência das séries de precipitação diária máxima por AH ............... 19
5.3 – Desagregação das precipitações diárias ................................................................... 20
5.4 – Equação das relações IDF obtidas com a desagregação das chuvas diárias ............ 20
6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................... 23

ANEXOS
Anexo I – Momentos-L, Distribuições de Frequência.
Anexo II – Teste de Cunnane
Anexo III – Modelo Poisson-GEV e Modelo Poisson-Logística

LISTA DE FIGURAS
Figura 01 –Pluviograma de 11 de janeiro de 2011 em Vargem Alta – Nova Friburgo-RJ
Figura 02 – Exemplo de Curvas IDF
Figura 03 – Variação da altura de chuva, P, com 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼 ⁄60)�
Figura 04 – Variação dos coeficientes J e K com 𝐿𝑛(𝑇)

LISTA DE QUADROS
Quadro 01 – Durações de chuvas recomendadas por alguns autores
Quadro 02 – Limites mínimos para chuvas intensas
INTRODUÇÃO

No dimensionamento de estruturas hidráulicas, tais como, galerias pluviais, bueiros, sistemas


de drenagem e barragens, deve-se levar em conta um risco de falha da estrutura, o qual é
definido em função da vida útil, de critérios de segurança e econômicos, entre outros. Assim,
estruturas com menor risco de falha terão maior porte e, em consequência, terão maior custo.

Como algumas das variáveis que condicionam o projeto destas estruturas são eventos naturais
– precipitações, vazões etc. – o risco hidrológico estará associado a frequência de ocorrência
dos eventos cuja magnitude pode causar danos as estruturas, tornando de suma importância a
elaboração de um estudo de frequência de eventos raros.

No caso da utilização dos dados de chuva nos trabalhos de engenharia, além da magnitude e
da frequência, mencionadas acima, a duração e a distribuição espacial também são
fundamentais.

A magnitude é expressa pela intensidade da precipitação, ou seja, a altura de chuva que


precipita em um intervalo de tempo, por exemplo, milímetros por hora (mm/h) ou por minuto
(mm/min.). A duração é o período de tempo do evento chuvoso, e a frequência refere-se a
expectativa de ocorrência de intensidades de chuva iguais ou superiores a um dado valor, para
uma duração determinada. A distribuição espacial reflete a variação das relações entre a
intensidade, a duração e a frequência de uma precipitação de uma localidade para outra,
podendo ser obtida através de uma análise regional dos diversos postos de coleta de dados
localizados na área de interesse.

As características, intensidade, duração e frequência podem ser sintetizadas através de curvas


chamadas curvas IDF (Intensidade-Duração-Frequência) ou equações que refletem essas
relações.

Observa-se, ao se correlacionar as durações e as intensidades das chuvas, que quanto maior


for a duração, menos intensa será a precipitação; e que quanto maior tempo o tempo de
retorno, ou seja, menor frequência, maior a intensidade da chuva.

As relações IDF podem ser locais, ou seja, utilizam as informações de uma estação
pluviográfica ou automática na sua definição, ou regional, onde os dados de todos os postos
de uma região considerada homogênea são utilizados no estabelecimento das relações IDF da
região.

Este trabalho procura fazer uma síntese da metodologia utilizada no projeto Atlas
Pluviométrico do Brasil na determinação das relações IDF locais, dissertando sobre a coleta
de dados, a análise de frequência e a definição das equações de chuvas intensas. Também
descreve a metodologia utilizada no estabelecimento de equações IDF a partir da
desagregação dos dados de precipitações diárias máximas por ano hidrológico.

1
1 – COLETA DOS DADOS

Os dados necessários para a definição das relações IDF são oriundos da análise dos
pluviogramas das estações pluviográficas e/ou dos dados das estações automáticas. Através
desses registros é possível fazer a seleção das chuvas consideradas intensas para as diversas
durações. A Figura 01 apresenta a reprodução de um pluviograma que contêm chuvas
consideradas intensas para diversas durações.

Figura 01 – Pluviograma de 11 de janeiro de 2011 em Vargem Alta – Nova Friburgo-RJ

As durações adotadas para as chuvas intensas são definidas a partir dos propósitos para os
quais se destinam e por limitações impostas pela precisão de leitura nos registros
pluviográficos. O Quadro 01 apresenta as durações adotadas por alguns autores e as utilizadas
no projeto Atlas Pluviométrico do Brasil.

Autores Duração (min.) Duração (horas) Duração (dias)


Pfafstetter
5 15 30 1 2 4 8 14 24 48 1 2 3 4 6
1957
Villela,
5 10 15 30 45 1 2 3 6 12 24
1977
Wilken,
5 10 15 20 30 45 1 1,5 2 3 4
1978
Bertoni
5 10 15 30 1 2 4 6 12 18 24
1993
Pinheiro
10 15 30 45 1 2 3 4 8 14 24
1997
PARH
5 10 15 30 45 1 2 3 4 8 14 24 48
1997
ATLAS
5 10 15 30 45 1 2 3 4 8 14 20 24
2013
Quadro 01 – Durações de chuvas recomendadas por alguns autores

Na análise dos pluviogramas é necessário fazer a seleção das chuvas consideradas intensas, ou
seja, aquelas que tenham intensidades maiores que os limites mínimos estipulados para cada
duração. O Quadro 02 mostra alguns valores mínimos recomendados em diferentes trabalhos
e os adotados pelo projeto Atlas Pluviométrico do Brasil.

Os limites mínimos definidos por Pfafstetter, no trabalho Chuvas Intensas no Brasil, foram
escolhidos de modo que, em cada posto e para cada duração, se obtivesse na média 3 (três)
chuvas intensas por ano de observação.

2
A pesquisa das chuvas intensas nos pluviogramas pode ser realizada manualmente ou
trabalhando os dados digitalizados. A seleção manual da precipitação considerada como
intensa é feita pesquisando-se a parte de maior inclinação no registro efetuado pela pena no
pluviograma ou, buscando-se a maior altura de chuva para a duração considerada.

Autor Pfafstetter (1957) Wilken (1978) PARH (1997) ATLAS (2013)


Duração P (mm) i (mm/h) P (mm) i (mm/h) P (mm) i (mm/h) P (mm) i (mm/h)
5 min 8 96 10 120 8 96 8 96
10 min 12 72 12 72 12 72
15 min 15 60 15 60 15 60 15 60
20 min 17 51
30 min 20 40 20 40 20 40 20 40
45 min 23 30,6 23 30,6 23 30,6
1h 25 25 25 25 25 25 25 25
1,5 h 28 18,7
2h 30 15 30 15 30 15 30 15
3h 33 11 33 11 33 11
4h 35 8,8 35 8,8 35 8,8 35 8,8
8h 40 5 40 5 40 5
14 h 47 3,4 47 3,4 47 3,4
20 h 55 2,75
24 h 55 2,3 55 2,3 55 2,3
48 h 70 1,5 70 1,5 70 1,5
1 dia 60
2 dias 80
3 dias 100
4 dias 120
6 dias 150
Quadro 02 – Limites mínimos para chuvas intensas

No Projeto Atlas Pluviométrico, nos estudos de definição das relações IDF são utilizados os
pluviogramas digitalizadas. A organização e a extração das intensidades por duração dos
pluviogramas digitalizados é realizada com o programa ATLASPLU, desenvolvido pelo
Pesquisador em Geociências da CPRM Carlos Eduardo de Oliveira Dantas. O programa
permite a leitura dos dados de pluviógrafos digitalizados pelos softwares Hidro Graph,
desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Recursos Hídricos do DEA/UFV, e do GEDAC,
desenvolvido pelo IPH/UFRGS. Além disso, também lê arquivos em um formato padrão do
próprio software. O ATLASPLU, a partir de arquivos oriundos da digitalização de
pluviogramas, gera um arquivo no formato TEXTO (*.txt) com incrementos de precipitação
nas durações de 5 minutos, 10 minutos, 15 minutos, 30 minutos, 45 minutos, 1 hora, 2 horas,
3 horas, 4 horas, 8 horas, 14 horas, 20 horas, 24 horas e 48 horas.

Em um mesmo evento chuvoso pode haver chuvas consideradas intensas para diferentes
durações, sendo que neste caso, o início ou o fim das chuvas intensas não precisam ser
coincidentes. Alguns autores, como Brandão e Hipólito (1995), Huff (1967) apud Pinheiro
(1997), consideram eventos chuvosos distintos, aqueles que apresentam um período mínimo
de 6 horas sem chuva entre eles. Outro fator que deve ser considerado na separação de
eventos chuvosos distintos é o conhecimento, quando possível, dos processos originadores da
precipitação, como por exemplo, frentes frias estacionárias, processos convectivos de final de

3
tarde devido ao aquecimento diurno etc. É importante ressaltar que para um mesmo evento
chuvoso, pode ser extraída somente uma chuva intensa para cada duração.

No Projeto Atlas Pluviométrico do Brasil é adotado o Princípio das Durações Prolongadas de


Sherman, onde chuvas em que a precipitação total apresenta valores significativos para
períodos maiores que a duração real do evento, deve-se considerar como se tivesse continuado
durante tempos maiores (Pfafstetter, 1957). Por exemplo, uma chuva de 15 minutos de
duração que produziu uma precipitação de 22 mm, pode ser adotada não só como uma chuva
de 15 minutos, mas também como uma chuva de 20 e 30 minutos, caso fossem adotados os
limites mínimos estipulados por Pfafstetter em 1957 e Wilken em 1978.

4
2 - ANÁLISE DE FREQUÊNCIA DE EVENTOS EXTREMOS

A análise de frequência de eventos extremos de precipitação tem por objetivo permitir a


estimativa da altura de chuva (mm) ou intensidade (mm/h), associados a uma probabilidade
de excedência.

A análise estatística das informações coletadas dos pluviogramas pode ser efetuada com a
utilização de dois tipos de séries de dados: (i) as séries de máximos anuais, que consiste na
seleção das maiores precipitações ocorridas num intervalo de tempo anual para as durações
definidas; (ii) e as séries de duração parcial, para as quais são selecionados todos os valores
observados superiores a um valor limite definido para cada duração.

As séries assim constituídas devem ser representativas do processo analisado, não


apresentando erros acidentais ou sistemáticos e possuir um número mínimo de elementos para
garantir uma boa confiabilidade nas extrapolações (Pires,1994).

Basicamente, as etapas para análise de frequência local para definição das relações IDF são as
seguintes:
• Optar pela utilização de séries de valores máximos anuais ou séries de duração parcial.
• Avaliar a consistência dos dados e organizar as séries de intensidades ou alturas de chuva
por duração.
• Verificar a presença de valores atípicos (outliers)
• Avaliar a independência, a homogeneidade e a estacionariedade das séries.
• Estimar a distribuição empírica das intensidades de chuva de cada duração.
• Definir as distribuições teóricas de probabilidades candidatas a modelagem das
intensidades de chuva.
• Calcular, para cada duração, os parâmetros das distribuições teóricas de probabilidades
candidatas.
• Definir a distribuição teórica que será adotada na modelagem das séries a partir da
verificação da aderência à distribuição empírica.
• Estimar, para cada duração, os quantis associados a diferentes tempos de retorno.
• Traçar as curvas Intensidade-Duração-Frequência.

Na etapa de consistência procura-se identificar problemas com os registros de chuva que


poderiam desacreditar as informações, como por exemplo, pluviógrafo muito descalibrado,
relógio travando, diferenças significativas entre leitura do pluviômetro e o registro do
pluviograma etc.

A presença de valores atípicos (superiores e inferiores) é avaliada com o critério do gráfico


Box-Plot (Naghettini e Pinto, 2007, página 39) e com o teste de Grubbs e Beck (Naghettini e
Pinto, 2007, página 287). O valor atípico pode ter origem em erros de medição ou de
processamento, mas, também pode ser o produto de causas naturais indeterminadas. Se for
identificado que o valor atípico é inconsistente, este deve ser excluído da amostra. Em caso de
presença de outliers realmente observados deve-se avaliar a manutenção ou retirada destes
pontos amostrais atípicos. Pois, a presença de pontos atípicos em uma dada amostra, pode
afetar drasticamente o ajuste da distribuição de probabilidades.

A independência dos valores de uma série significa que nenhuma observação pode influenciar
a ocorrência, ou não ocorrência, da observação seguinte. No projeto Atlas Pluviométrico do
Brasil a hipótese de independência é avaliada com o teste não paramétrico proposto por Wald

5
e Wolfowitz (1943). A descrição detalhada deste teste é encontrada em Naghettini e Pinto
(2007), página 264.

Uma amostra é considerada homogênea quando todos os elementos provêm de uma única e
idêntica população. A recomendação é avaliar a homogeneidade da série por meio do teste
não-paramétrico proposto por Mann e Whitney (1947), o qual está descrito em detalhes em
Naghettini e Pinto (2007), página 265.

A estacionariedade de uma série, de um ponto de vista intuitivo, está associada a não alteração
das características estatísticas ao longo do tempo o que significa a não existência de
tendências e saltos. Nos trabalhos do Atlas a verificação da estacionariedade das séries é
efetuada pelo teste não-paramétrico de Spearman, o qual encontra-se descrito em Naghettini e
Pinto (2007), página 267.

A estimativa da distribuição empírica é realizada com ordenação decrescente das séries por
duração e o calculo da posição de plotagem pela fórmula de Weibull, ou seja, no caso de
séries de máximos por ano hidrológico temos 𝑃(𝑃 > 𝑝) = 𝑚⁄(𝑁 + 1), onde m é número de
ordem e N o tamanho de amostra.

A distribuição empírica no caso de séries de duração parcial será detalhada no item 2.2.

A definição da distribuição teórica de probabilidade é de suma importância, pois valores


calculados para um mesmo período de retorno podem apresentar grandes variações quando
estimados por diferentes distribuições. Nos estudos do Atlas de frequência das séries de
intensidades ou alturas de chuva de diferentes durações são adotadas as distribuições
candidatas de 2 ou 3 parâmetros.

Quando se utilizar as séries de máximos por ano hidrológico (SA) as distribuições candidatas
são: a Generalizada de Pareto (3P); a Generalizada de Eventos Extremos (3P); a Generalizada
Logística (3P); a Gama (2P); a Gumbel (2P) e a Exponencial (2P). Adotando-se as séries de
duração parcial (SDP) as distribuições candidatas serão as mesmas, desde que as taxas de
excedência anual de eventos sejam oriundas de processo Poissoniano, como será apresentado
no item 2.2

A estimativa dos parâmetros das distribuições candidatas é efetuada pelo método dos
momentos-L. O Anexo I apresenta as funções densidade e acumulada de probabilidades das
distribuições candidatas e as equações para cálculo dos parâmetros.

A aderência da distribuição teórica candidata à curva da distribuição empírica é verificada


pelos testes do Qui-Quadrado, de Kolmogorov-Smirnov e de Anderson-Darling. A descrição
detalhada destes testes é encontrada em Naghettini e Pinto (2007), páginas de 271 a 280.

O Anexo I apresenta uma pequena descrição dos momentos-L, as funções densidade de


probabilidade acumulada das distribuições candidatas, além das equações obtidas pelo método
dos momentos-L para a estimativa dos parâmetros das distribuições.

6
2.1 – Séries de valores máximos anuais (SA)

Quando se utiliza as séries de valores máximos anuais, assume-se que os eventos selecionados
são independentes e identicamente distribuídos. A independência dos eventos pode ser
assegurada pela seleção dos dados de precipitação por ano hidrológico.

Segundo Wilken (1978), para fins práticos, as séries de duração parcial e as séries anuais não
diferem muito, exceto para baixos períodos de retorno, recomendando a análise com os dois
tipos de séries para comparação.

O relatório dos estudos de vazões do Natural Environment Research Council da Inglaterra em


1975, recomenda o uso de séries de valores máximos anuais quando se dispõe de mais de 25
anos de observações (NERC, 1975).

Occhipinti (1965) apud Wilken (1978) e Villela (1977), afirmam que as séries anuais
revelam-se mais significantes, pois são definidos em termos de sua ocorrência em vez da sua
magnitude.

2.2 - Séries de Duração Parcial (SDP)

Para montagem destas séries são selecionados os valores observados superiores a um limite
especificado para cada duração. Assim, dispondo de uma série de n anos, é possível analisar,
2N, 3N .... máximos.

A modelagem com séries de duração parcial (SDP) resulta em dois questionamentos.


Primeiro, qual é o melhor modelo para a taxa de excedências dos eventos maiores que um
limite estipulado, e segundo, qual é o modelo que descreve a magnitude desses eventos. Por
exemplo, a distribuição de Poisson é frequentemente usada para modelar a taxa de excedência
dos eventos, e geralmente uma distribuição exponencial descreve a magnitude dos picos que
excedem o limite estabelecido. (Stedinger et al. 1992)

As séries de duração parcial são utilizadas assumindo-se que os eventos selecionados são
independentes e identicamente distribuídos. Esta independência pode ser garantida com a
seleção de eventos que apresentam períodos sem chuva entre eles e considerando os eventos
formadores da precipitação, conforme descrito no item 1.

Bertoni e Tucci (1993) afirmam que a metodologia de séries parciais é utilizada quando o
número de anos de dados é pequeno (< 12 anos) e os tempos de retorno que serão utilizados
são inferiores a 5 anos.

Wang (1991) apud Laura (1997) mostrou que os modelos de séries parciais também são
eficientes para grandes períodos de retorno.

Kite (1977), indica que a escolha das séries de duração parcial ou anual depende das relações
entre o evento hidrológico e do tipo e características da infraestrutura a projetar-se.

Moreira et al. (1983), em estudo comparativo sobre a utilização de séries de duração parcial
ou de máximos anuais para estimativa de vazões extremas através de séries sintéticas
obtiveram resultados conflitantes. As vezes, as séries parciais mostravam-se mais precisas,

7
produzindo quantis estimados com menor erro médio absoluto em relação aos gerados nas
séries sintéticas, do que as séries de máximos anuais. Outras vezes, ocorria o inverso.

As distribuições mencionadas para o modelo de máximos anuais também podem ser utilizadas
no modelo de duração parcial. Entretanto, verifica-se na prática que a distribuição
exponencial é a mais utilizada.

Pinheiro (1997) utilizou o modelo Poisson-Exponencial com séries de duração parcial que
possuíam duas vezes o número de anos observados (λ = 2) e aplicando a metodologia do
“Index-Flood” com a utilização de momentos-L estabeleceu uma equação do tipo IDF para a
Região Metropolitana de Belo Horizonte.

2.2.1 – Modelos com séries de duração parcial

2.2.1.1 – A distribuição de Poisson

A distribuição de Poisson foi estudada por Siméon-Denis Baron Poisson (1781-1840), sendo
publicada pela primeira vez em 1837 no livro “Recherches sur la probabilité des jugements en
matière criminelle e matière civile”. Esta distribuição pode surgir nas seguintes condições:
• Independência entre os eventos
• Probabilidade constante de evento para evento

Por definição, uma variável aleatória discreta X, segue a distribuição de Poisson com
parâmetro λ, se sua distribuição de probabilidade é dada por:

 e − λ λx
 , x = 0,1,2,3,...
f ( x ) =  x! (01)
 0
 em outros casos

Esta distribuição apresenta as seguintes propriedades:

E (x) = λ e Var (x) = λ (02)

λ
f ( x + 1, λ ) = f ( x ) (03)
λ +1

onde E (x) e Var (x) são respectivamente o valor esperado e a variância populacionais.

Caso o número de excedências anuais das séries de duração parcial satisfaçam os critérios da
distribuição de Poisson, temos que o números de eventos, η(t), em um intervalo de tempo (0,t]
é uma variável aleatória descrita pela distribuição de Poisson como está apresentado a seguir:

[ ( ) ]
P η t = x = PX =
(λt ) x
exp(− λt ) x = 0,1,2,3,..... (04)
x!

onde,
P[η(t )=x] é a probabilidade de x excedências em um intervalo de tempo (0,t]
λ é o número médio de eventos por unidade de tempo

8
E [η(t)] = Var [η(t)] = λt (05)

2.2.1.2 – Modelo Poisson-Pareto

Existem relações importantes entre a distribuição de probabilidade para máximos anuais e a


frequência de eventos em uma série de duração parcial. Para uma SDP, com taxa de
excedência, λ, que é igual ao número médio de eventos por ano maiores que um limite
estabelecido (x0), e G(x) a probabilidade dos eventos serem menores que x e estarem na faixa
(x0, x); temos que a taxa de excedência para qualquer limite x, com x ≥ x0 é:

λ* = λ [1 − G ( x )] (06)

onde,
λ∗ é a taxa de excedência para qualquer limite x, com x ≥ x0;
[1-G(x))] é a probabilidade dos eventos serem maiores que x, sendo x ≥ x0 ;
λ é taxa de excedência (número médio de eventos por ano maiores que um limite
estabelecido) ;

A função de distribuição acumulada correspondente a série de máximos anuais, Fa (x), é a


probabilidade que um máximo anual não excederá x. Para eventos independentes, a
probabilidade de não excedência de x em um ano é dada pela distribuição de Poisson:

PX =
[λt ]x exp(− λt ) x = 0, 1, 2, 3, .... (07)
x!

Para x = 0 (não há excedência) e t = 1 ano, temos:

PX = exp (-λ) (08)

Fa (x) = exp (-λ*) (09)

Fa (x) = exp {-λ[1-G(x)]} (10)

A equação acima representa a relação entre a função de distribuição acumulada para máximos
anuais, Fa (x), a razão de ocorrência dos eventos acima do limite estipulado, λ, e a
distribuição acumulada da série de duração parcial, G(x).

Se a probabilidade de excedência anual, [1- Fa (x)], dada por 1/Ta, onde Ta é o período de
retorno anual, e a correspondente probabilidade de excedência, [1- G (x)], para um nível x em
uma série de duração parcial é dada por qe, temos:

1 - Fa (x) = 1 - exp (-λ qe) (11)

1  1 
= 1 − exp −  (12)
Ta  T 
 p 

9
onde 𝑇𝑝 = 1⁄(𝜆𝑞𝑒 )

1
Ta = (13)
 1
1 − exp − 
 T 
 p

1 1
Tp = − ou Tp = (14)
 1  ln (Ta ) − ln (Ta − 1)
ln1 − 
 Ta 

A distribuição das magnitudes dos eventos maiores que x0, é usualmente modelada pela
distribuição Generalizada de Pareto (GDP), cuja função acumulada é dada por:

1
  x − x0  K
G ( x ) = 1 − 1 − K   (15)
  α 

para
α
K > 0 , x0 < x ≤ x0 +
K

K<0, x0 < x < ∞

K = 0 , gera uma distribuição exponencial de dois parâmetros.

Substituindo G(x) na equação 10, quando K ≠ 0, obtemos a distribuição Generalizada de


Extremos (GEV) para a série de máximos anuais maiores que x0.

 1

  − ξ  
Fa ( x ) = exp − 1 − K  ∗   
 x K
K ≠0 (16)
   α  
 

Os parâmetros transformados de ξ e α ∗ são assim definidos:

α (1 − λ − K )
ξ = x0 + (17)
K

α ∗ = αλ − K (18)

sendo que a função inversa é igual a:

x(Fa ) = x 0 +
(α − α ) + α {1 − [− ln(F )] }
∗ ∗
K
(19)
a
K K

10
E quando K = 0, teremos a distribuição de Gumbel.

   x −ξ   
Fa ( x ) = exp− exp −    K =0 (20)
   α   

com parâmetro transformado:

ξ = x 0 + α ln(λ ) (21)

e função inversa :

x(Fa ) = x 0 − α {ln[− ln(Fa ) − ln (λ )]} (22)

Este modelo, chamado Poisson-Pareto, permite a análise de séries de duração parcial e a


obtenção direta dos quantis para períodos de retornos anuais.

A aplicação dos modelos de série de duração parcial é possível quando se garante que a taxa
de excedência dos eventos, λ, segue um modelo poissoniano. Uma das maneiras de se
verificar esta condição é através de um teste elaborado por Cunnane (1979), apresentado no
Anexo II.

Substituindo G(x) da equação 10 pelas funções de distribuição acumulada da Generalizada


Logística e da Generalizada de Eventos Extremos é possível estabelecer os modelos Poisson-
Logística e Poisson-GEV. As deduções dos dois modelos estão apresentadas no Anexo III.

A estimativa da distribuição empírica das series de duração parcial é realizada com ordenação
decrescente das séries por duração e o cálculo da posição de plotagem pela fórmula de
Weibull, ou seja, 𝑞𝑒 = 𝑃(𝑃 > 𝑝) = 𝑚⁄(𝑁 + 1), onde m é número de ordem e N o tamanho
de amostra. O tempo de retorno parcial é calculado por 𝑇𝑝 = 1⁄(𝜆𝑞𝑒 ), onde λ é taxa de
excedência. E, finalmente, a estimativa do tempo de retorno anual é realizada com a equação
13.

11
3 – EQUAÇÃO IDF

Após a análise de frequência, as curvas que representam as relações entre a intensidade, a


duração e a frequência de ocorrência de precipitações intensas podem ser expressas por uma
equação.

Dentre os diversos trabalhos elaborados para o estabelecimento de equações IDF destacam-se


os de Pfafstetter (1957), Occhipinti e Santos (1965) e Wilken (1978). Nos estudos
desenvolvidos no Projeto Atlas Pluviométrico as relações IDF realizados com dados
pluviográficos são representadas pela equação:
kT γ
i= (23)
(t + b )c
i é a intensidade da precipitação em mm/h
T é o tempo de retorno em anos
t é a duração da precipitação em minutos
k, γ, b, c são os parâmetros da equação

Os parâmetros são estimados com o algoritmo de gradiente reduzido generalizado (GRG2)


desenvolvido por Lasdon e Waren (1981) para resolver problemas não lineares e que está
disponível no Microsoft Excel Solver.

A estimativa dos parâmetros da equação com o Solver é realizada de duas maneiras


diferentes. Na primeira se busca a minimização da Raiz do Erro Quadrático Médio (REQM),
ou seja, os valores dos parâmetros são alterados até que se encontre o mínimo para a função:

∑ (i − ic )
2

REQM =
a
(24)
N −1

Na segunda, o objetivo é minimizar Desvio Percentual Médio Absoluto (DPMA). O algoritmo


pesquisa o conjunto de parâmetros que minimiza a equação:

ia − ic
∑ ia
.100
DPMA = (25)
N

onde, nas duas funções objetivo temos:


ia é a intensidade obtida na análise de frequência,
ic é a intensidade calculada pela equação e
N o tamanho da amostra.

As soluções encontradas pelo solver utilizando o algoritmo de gradiente reduzido


generalizado (GRG2) são sensiveis aos parâmetros arbitrados inicialmente. Assim, sugere-se
que os parâmetros iniciais da equação IDF para busca da melhor solução sejam obtidos da
maneira descrita a seguir.

Por anamorfose logarítmica temos que a equação 23 que representa as relações IDF é
transformada em:

12
log i = log A + c log(t + b ) (26)

onde, A = kT γ

a) Estimativa inicial do parâmetro “b”

Ao se grafar , para cada tempo de retorno, os pares de pontos "(t + b)" versus "i" em papel
bilogarítmico, adotando inicialmente "b" = 0, constata-se um alinhamento dos pontos.
Entretanto, para durações menores os pontos apresentam uma curvatura. Assim, procura-se
determinar um valor para "b" que retifica a curva. A determinação do parâmetro "b" é feita
variando-se o seu valor até a linearização da curva.

b) Estimativa inicial do parâmetro “c”

A partir da definição do parâmetro "b", é possível determinar para cada tempo de retorno,
através do método dos mínimos quadrados, os valores de "c" e "log A". Adotando a curva de
ajuste como sendo a equação 26, os valores de "c" e "log A", para cada tempo de retorno, são
determinados de maneira que a soma dos quadrados dos desvios entre os valores calculados
de "i" e os observados seja a menor possível. Assim, para

x = iobservado − icalculado (27)

Temos que,

∑x = ∑ [log i − log A + c log(t + b )]


2 2
(28)

Esta equação será um mínimo quando as suas derivadas parciais em relação a "c" e a "log A"
forem iguais a zero.

(
∂ ∑ x2 )=0 (
∂ ∑ x2 )=0 (29)
∂ log A ∂c

Resolvendo as derivadas obtêm-se as duas equações normais.

∑ log i = n log A − c∑ log(t + b ) (30)

∑ [log i. log(t + b)] = log A.∑ log(t + b) − c.∑ [log(t + b)]


2
(31)

A resolução do sistema de equações acima resulta nos seguintes valores para as incógnitas:

∑ log i.∑ [log(t + b)] − ∑ log(t + b).∑ [log i. log(t + b)]


2

log A = (32)
n.∑ [log(t + b )] − [∑ log(t + b )]
2 2

13
c=
∑ log(t + b).∑ log i − n.∑ [log i. log(t + b)] (33)
n.∑ [log(t + b )] − [∑ log(t + b )]
2 2

onde,
n é igual ao número de durações adotadas no estudo.

As equações 32 e 33 permitem calcular um valor de "log A" e "c" para cada tempo de retorno
utilizado na definição das curvas IDF.

Sugere-se que o valor do parâmetro "c" da equação IDF seja a média dos valores calculados.

c) Estimativa iniciais dos parâmetros “k” e “γ”

Os parâmetros k e γ, são determinados a partir dos valores de "log T" e os de "log A" obtidos
na análise anterior.

Como A = kT γ , temos por anamorfose logarítmica que:

log A = log k + γ log T (34)

Adotando esta equação como a curva de ajuste e aplicando o método dos mínimos quadrados
obtêm-se:

∑ (log T ) .∑ log A − ∑ (log A. log T ).∑ log T


2

log k = (35)
n.∑ (log T ) − (∑ log T )
2 2

n∑ (log A. log T ) − ∑ log T .∑ log A


γ= (36)
n∑ (log T ) − (∑ log T )
2 2

onde,
n é igual ao número de períodos de retorno utilizados na definição das curvas IDF.

O parâmetro γ é estimado diretamente com a equação 36. O parâmetro k é obtido calculando


o inverso de "log k", o qual é obtido com a equação 35.

14
3.1 Definição da Equação IDF

A avaliação do ajuste entre os pontos oriundos da análise de frequência e os valores obtidos


pela equação definida no estudo pode ser realizado pelo cálculo da raiz do erro quadrático
médio (REQM), dos desvios percentuais médios absolutos (DPMA), além da comparação
gráfica. Adotar como critério o máximo desvio percentual médio absoluto de 10% entre os
valores gerados com os resultados da análise de frequência e aqueles obtidos com a equação.

A análise gráfica permite que se visualize, quando se grafa os valores oriundos da análise de
frequência "versus" os obtidos pela equação definida no estudo, o alinhamento dos pontos.
Em uma situação ideal, o modelo descrevendo perfeitamente a variação da amostra, os pontos
representarão uma reta que passa pela origem, com coeficiente angular e coeficiente de
determinação iguais a 1.

15
4 - RESUMO ESQUEMÁTICO DE DEFINIÇÃO DE UMA EQUAÇÃO IDF

a) A partir dos pluviogramas da estação pluviográfica para a qual se deseja definir as


relações IDF, selecionar os eventos de chuvas intensas para diversas durações
conforme descrito no item 1.

b) Com os eventos selecionados montar as séries de duração parcial ou de máximas


anuais para cada duração a fim de efetuar o estudo de frequência.

i. Verificar a presença de valores atípicos (outliers) com o critério do gráfico


Box-Plot (Naghettini e Pinto, 2007, página 39) e com o teste de Grubbs e Beck
(Naghettini e Pinto ,2007, página 287).
ii. Se for utilizar as séries de duração parcial aplicar o teste de Cunnane para
verificar se as excedências dos eventos, λ, segue um modelo poissoniano.
Adotar o nível de significância de 2% a 5%.Ver Anexo II.

c) Avaliar a independência das séries aplicando o teste não paramétrico proposto por
Wald e Wolfowitz (1943) para o nível de significância de 2% a 5%. Ver Naghettini e
Pinto (2007), página 264.

d) Avaliar a homogeneidade das séries aplicando o teste não-paramétrico proposto por


Mann e Whitney (1947) para o nível de significância de 2% 5%. Ver Naghettini e
Pinto (2007), página 265.

e) Avaliar a estacionariedade das séries aplicando pelo teste não-paramétrico de


Spearman para o nível de significância de 2% a 5%. Ver Naghettini e Pinto (2007),
página 267.

f) Estimar a distribuição empírica.

i. No caso de séries de máximos anuais, ordenar de forma decrescente as séries


por duração e calcular da posição de plotagem pela fórmula de Weibull, ou
seja, 𝑃(𝑃 > 𝑝) = 𝑚⁄(𝑁 + 1), onde m é número de ordem e N o tamanho de
amostra.

ii. Para as séries de duração parcial calcular a posição de plotagem pela fórmula
de Weibull, ou seja, 𝑞𝑒 = 𝑃(𝑃 > 𝑝) = 𝑚⁄(𝑁 + 1), onde m é número de
ordem e N o tamanho de amostra. O tempo de retorno parcial é calculado
por 𝑇𝑝 = 1⁄(𝜆𝑞𝑒 ), onde λ é taxa de excedência. A estimativa do tempo de
retorno anual é realizada com a equação 13.

g) Calcular os momentos-L amostrais das séries por duração e estimar os parâmetros das
distribuições candidatas. Ver Anexo I. As distribuições candidatas são: a Generalizada
de Pareto (3P); a Generalizada de Eventos Extremos (3P); a Generalizada Logística
(3P); a Gama (2P); a Gumbel (2P) e a Exponencial (2P). Adotando-se as séries de
duração parcial (SDP) as distribuições candidatas serão as mesmas, desde que as taxas
de excedência anual de eventos sejam oriundas de processo Poissoniano. Ver o item
2.2.2.

16
h) Escolher a distribuição candidata teórica que melhor adere à curva da distribuição
empírica. Para tanto, aplicar, a um nível de significância de 2% a 5%, os testes de
aderência do Qui-Quadrado, de Kolmogorov-Smirnov e de Anderson-Darling. Ver
Naghettini e Pinto (2007), páginas de 271 a 280. Também analisar o ajuste visual da
aderência entre as distribuições empíricas e teóricas em um gráfico de probabilidade
de Gumbel.

i) Utilizando a distribuição teórica selecionada no item anterior, definir, para cada


duração, os quantis associados aos diferentes tempos de retorno. Por exemplo,

Tr DURAÇÃO
(anos) 5 min 10 min 15 min ... 12 Horas
2 I5-2 I10-2 I15-2 ... I12h-2
5 I5-5 I10-5 I15-5 ... I12h-5
10 I5-10 I10-10 I15-10 ... I12h-10
20 I5-20 I10-20 I15-20 ... I12h-20
25 I5-25 I10-25 I15-25 ... I12h-25
50 I5-50 I10-50 I15-50 ... I12h-50
100 I5-100 I10-100 I15-100 ... I12h-100

O maior tempo de retorno indicado para estimar um quantil é no máximo igual a 3.N,
onde N é o tamanho da amostra. Entretanto, o executor pode adotar o maior tempo de
retorno superior a 3.N, desde que justifique a escolha.

Figura 2 – Exemplo de curvas IDF

j) Com os quantis associados a vários tempo de retorno calcular as diferenças entre as


alturas de precipitações de diferentes durações para verificar possíveis incoerências
nas intensidades de durações sequentes.

17
k) Com os quantis associados a vários tempo de retorno calcular as relações entre as
alturas de precipitações de diferentes durações.
i. (Pd1/Pd2): 5 Minutos/10 Minutos; 10 Minutos/15 Minutos; 15 Minutos/30
Minutos; 30 Minutos/45 Minutos; 45 Minutos/1 Hora ; 1 Hora/2 Horas; 2
Horas/3 Horas; 3 Horas/4 Horas; 4 Horas/8 Horas; 8 Horas/14 Horas; 14
Horas/20 Horas; 20 Horas/24 Horas.

ii. (Pd/P1hora): 5 Minutos/1 Hora; 10 Minutos/1 Hora; 15 Minutos/1 Hora; 30


Minutos/1 Hora; 45 Minutos/1 Hora

iii. (Pd/P24horas): 1 Hora/24 Horas; 2 Horas/24 Horas; 3 Horas/24 Horas; 4


Horas/24 Horas; 8 Horas/24 Horas; 14 Horas/24 Horas; 20 Horas/24 Horas.

l) A partir das curvas geradas com a análise de frequência é possível definir uma ou mais
equações que representem as relações Intensidade-Duração-Frequência. Para tanto,
calcular os parâmetros da equação 23.
i. Primeiramente estimar os parâmetros iniciais da equação 23. Ver item 3.

ii. Executar o Solver, iniciando com o conjunto de parâmetros obtidos no item i,


para encontrar os conjuntos de parâmetros que minimizam as funções objetivo
REQM e DPMA. Ver item 3.

iii. Selecionar o conjunto de parâmetros mais adequado. Ver item 3.1.

18
5 – DEFINIÇÃO DAS RELAÇÕES IDF A PARTIR DA DESAGREGAÇÃO DAS
CHUVAS DIÁRIAS.

Muitas localidades dispõem apenas de pluviômetros, que são aparelhos acumuladores de


chuva. De uma forma geral, os dados obtidos com os pluviômetros referem-se a altura diária
de chuva, ou seja, realiza-se somente uma leitura diária em horário fixo, por exemplo as 07
horas da manhã como nas estações da Agência Nacional de Águas. A leitura diária representa
a precipitação acumulada em 24 horas não se importando com a duração da chuva ocorrida.

Assim, como não há o registro contínuo da chuva nos pluviogramas ou nos arquivos dos
pluviômetros automáticos, não é possível medir a duração das chuvas ocorridas. Nesta
situação, as relações intensidade-duração-frequência podem ser estabelecidas por um método
de cálculo denominado desagregação de chuvas. O método consiste basicamente na
estimativa da das alturas de chuvas de durações inferiores a 24 horas utilizando os dados de
precipitações diárias.

No projeto Atlas Pluviométrico as etapas metodológicas para definição das relações IDF a
partir de dados de altura diária máxima por ano hidrológico são as seguintes:
a) Organização da série de precipitação diária máxima por ano hidrológico.
b) Análise de frequência da série de precipitação diária máxima por ano hidrológico.
c) Desagregação das precipitações diárias associadas a diferentes tempos de retorno.
Inicialmente, por meio de uma função linear, transformam-se as precipitações diárias
em chuvas de 24 horas. Em seguida, as precipitações de 24 horas são desagregadas em
alturas de chuva de menor duração.
d) Definição dos parâmetros da equação que representa as relações IDF estabelecidas
com a desagregação de chuvas.

5.1 – Organização das séries de precipitação máxima por ano hidrológico (AH)

Esta etapa refere-se a realização da consistência da série de precipitações diárias da localidade


aplicando a metodologia descrita por Brasil (1995). Após a consistência dos dados diários é
realizada a separação da altura diária máxima por ano hidrológico para montagem da série
histórica.

5.2 - Análise de frequência das séries de precipitação diária máxima por AH

A análise de frequência deve ser realizada baseando-se nas descrições apresentadas no


capítulo 8 de Naghettini e Pinto (2007), da página 295 a 351. Resumidamente as etapas são as
seguintes:

a) Verificar a presença de valores atípicos (outliers) com o critério do gráfico Box-Plot


(Naghettini e Pinto, 2007, página 39) e com o teste de Grubbs e Beck (Naghettini e
Pinto ,2007, página 287).

b) Avaliar a independência das séries aplicando o teste não paramétrico proposto por
Wald e Wolfowitz (1943) para o nível de significância de 2% a 5%. Ver Naghettini e
Pinto (2007), página 264.

19
c) Avaliar a homogeneidade das séries aplicando o teste não-paramétrico proposto por
Mann e Whitney (1947) para o nível de significância de 2% a 5%. Ver Naghettini e
Pinto (2007), página 265.

d) Avaliar a estacionaridade das séries aplicando pelo teste não-paramétrico de Spearman


para o nível de significância de 2% a 5%. Ver Naghettini e Pinto (2007), página 267.

e) Estimar a distribuição empírica. Ordenar de forma decrescente a série e calcular da


posição de plotagem pela fórmula de Weibull, ou seja, 𝑃(𝑃 > 𝑝) = 𝑚⁄(𝑁 + 1), onde
m é número de ordem e N o tamanho de amostra.

f) Calcular os momentos-L amostrais das séries por duração e estimar os parâmetros das
distribuições candidatas. Ver Anexo I. As distribuições candidatas são: a Generalizada
de Pareto (3P); a Generalizada de Eventos Extremos (3P); a Generalizada Logística
(3P); a Gama (2P); a Gumbel (2P) e a Exponencial (2P).

g) Escolher a distribuição candidata teórica que melhor adere à curva da distribuição


empírica. Para tanto aplicar, a um nível de significância de 2% a 5%, os testes de
aderência do Qui-Quadrado, de Kolmogorov-Smirnov e de Anderson-Darling. Ver
Naghettini e Pinto (2007), páginas de 271 a 280. Também analisar o ajuste visual da
aderência entre as distribuições empíricas e teóricas em um gráfico de probabilidade
de Gumbel.

h) Utilizando a distribuição teórica selecionada no item anterior, definir os quantis


associados aos diferentes tempos de retorno. O maior tempo de retorno utilizado para
estimar um quantil será no máximo igual a 100 anos.

5.3 – Desagregação das precipitações diárias.

A desagregação é realizada em duas etapas. Inicialmente, por meio de uma função linear,
transformam-se as precipitações diárias em chuvas de 24 horas. Em seguida, as precipitações
de 24 horas são desagregadas em alturas de chuva de menor duração. No projeto Atlas
Pluviométrico, as relações entre as alturas de chuva de diferentes durações que serão
utilizadas dependerão das informações disponíveis próximas a localidade sem registro
contínuo das precipitações. Assim será possível utilizar as relações entre as alturas de chuva
de diferentes durações oriundas de trabalhos desenvolvidos por outras instituições ou
pesquisadores. Exemplos de trabalhos que podem fornecer essas relações são os próprios
estudos do Atlas Pluviométrico, Pfafstetter (1957), Martinez e Magni (1999), Taborga (1974),
Back (2002) e Fendrich (1992) entre outros.

5.4 – Equação das relações IDF obtidas com a desagregação das chuvas diárias

As curvas que representam as relações IDF obtidas a partir da desagregação das precipitações
diárias máximas por ano hidrológico serão expressas por uma equação do seguinte tipo:

𝑃 = (𝐴. 𝐿𝑛(𝑇) + 𝐵). 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼 ⁄60)� + (𝐶. 𝐿𝑛(𝑇) + 𝐷) (37)

𝑃
𝑖= 𝑡
(38)

20
Onde,
P é altura de precipitação em mm
i é a intensidade da precipitação em mm/h
T é o tempo de retorno em anos
t é a duração da precipitação em horas
A, B, C e D são os parâmetros da equação
α é um parâmetro de correção da duração, em minutos.

A definição desse tipo de equação foi baseada na experiência e foi inicialmente proposta pelo
Pesquisador em Geociências da CPRM, o Eng. José Alexandre Moreira Farias. As
observações iniciais mostraram que, fixando o tempo de retorno, T, a altura de chuva P varia
linearmente com 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼 ⁄60)�. Este comportamento está ilustrado na Figura 3. Assim, o
parâmetro α é aquele lineariza o gráfico 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼⁄60)� x P, o qual pode ser obtido por
tentativa e erro.

Como, para um determinado valor de tempo de retorno, T, a relação entre a altura de


precipitação e o logaritmo da duração é linear, temos:

𝑃 = 𝐽. 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼 ⁄60)� + 𝐾 (39)

Onde
P é altura de precipitação, em mm, associada a um tempo de retorno T
t é a duração da precipitação em horas
α é um parâmetro de correção da duração, em minutos
J e K são os coeficientes da regressão linear entre P e 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼⁄60)�.

Figura 03 – Variação da altura de chuva, P, com 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼 ⁄60)�

Assim, para cada tempo de retorno, T, temos os pares de coeficientes da regressão linear, J e
K. Ora, na tentativa de se estabelecer uma relação entre os coeficientes, J e K , com o tempo
de retorno, T, observou-se que ambos apresentam uma relação linear com o logaritmo de T.
Este comportamento está apresentado na Figura 4.

As equações para estimativa de J e K são:

𝐽 = 𝐴. 𝐿𝑛(𝑇) + 𝐵 (40)

𝐾 = 𝐶. 𝐿𝑛(𝑇) + 𝐷 (41)

21
Onde,
J e K são estimativas dos coeficientes da regressão linear entre 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼⁄60)� e P para um
determinado tempo de retorno, T.
T é o tempo de retorno em anos,
A, B, C e D são os coeficientes das regressões lineares.

Figura 04 – Variação dos coeficientes J e K com 𝐿𝑛(𝑇)

Dessa forma, dado o tempo de retorno, T, estimam-se os coeficientes J e K com as equações


40 e 41. Estes coeficientes permitem o cálculo da altura de chuva em função da duração por
meio da equação, 𝑃 = 𝐽. 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼⁄60)� + 𝐾. A equação 37 sintetiza os passos de cálculo
descritos neste parágrafo, ou seja, substitui-se J e K na equação 39 pelas expressões 40 e 41.
Obviamente, para calcular a intensidade da chuva associada a um tempo de retorno, T, basta
dividir a altura de chuva estimada com a equação 37 pela sua duração.

Resumidamente as etapas para estimativa dos parâmetros da equação 37 são os seguintes:

1) Para cada tempo de retorno, grafar os pares de pontos 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼 ⁄60)� e P.


Inicialmente admita α igual a zero. Em seguida variar o valor de α até encontrar a
melhor linearização dos gráficos. Ressalva-se que será o mesmo α para todos os
tempos de retorno.
2) Em cada gráfico com os pares de pontos 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛼 ⁄60)� e P, fazer uma regressão
linear de forma a se estimar os coeficientes J e K da equação 39. Dessa maneira
teremos um par de coeficientes J e K para cada tempo de retorno.
3) Grafar os pares de pontos 𝐿𝑛(𝑇) e J. Verificar os alinhamento desses pontos e fazer a
regressão linear para estimar os parâmetros A e B das equações 40 e 37.
4) Grafar os pares de pontos 𝐿𝑛(𝑇) e K. Verificar os alinhamento desses pontos e fazer a
regressão linear para estimar os parâmetros C e D das equações 41 e 37.

Na verificação dos parâmetros adotar o critério de atender a um máximo desvio percentual


médio absoluto de 10% entre os valores gerados com os resultados da análise de frequência e
aqueles obtidos com a equação.

No Projeto Altas Pluviométrico são ajustadas duas equações. Temos uma equação com um
conjunto de parâmetros estimados para as durações de 5 minutos a 1 hora, inclusive. E, a
outra equação terá os parâmetros definidos para durações superiores a 1 hora e menores ou
iguais a 24 horas. Em algumas situações, quando se verificar um bom ajuste em todas as
durações, pode se utilizar somente uma equação para representar as relações IDF.

22
6 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Santa Catarina. Florianópolis: Epagri (Boletim Técnico 123), 65p., 2002.

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Brasileiro de Recursos Hídricos e II Simpósio de Hidráulica dos Países de Língua
oficial Portuguesa. Recife, Anais 1, 4v., 1995.

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Francisco – Sub-bacias 40 a 44. Belo Horizonte: ANEEL/CPRM, 1995

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23
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25
ANEXO I

Momentos-L

Distribuições de Frequência
MOMENTOS-L
Os momentos-L foram apresentados por Hosking (1986) como sendo combinações lineares
dos momentos ponderados por probabilidade de uma variável aleatória X, ou simplesmente
MPP's. Esses momentos foram definidos por Grenwood e al. (1979) como:
{
Mp,r,s = E X p [Fx ( x )] [1 − Fx ( x )]
r s
} (1)

Os MPP’s αr = M 1,0,r e βr = M 1,r,0 representam casos especiais de relevância particular


para a inferência estatística. Com efeito, considerando-se uma distribuição cuja função de
quantis seja dada por x(p), após algumas considerações pode-se expressar αr e βr da seguinte
forma:
1 1
αr = ∫ x (p) (1 - p) dp βr = ∫ x (p)p
r r
, dp (2)
0 0

Comparando as equações acima com a definição de momentos convencionais, ou

( ) = ∫ [x ( p ) ]
1
r r
seja E X dp , observa-se que esses implicam em potências sucessivamente
0

crescentes da função de quantis x(p), enquanto que αr e βr implicam em potências


sucessivamente crescentes de p ou (1-p), dessa forma, os MPP’s αr e βr podem ser vistos como
integrais de x(p), ponderadas pelos polinômios pr ou (1-p)r.

Diversos autores utilizaram os MPP’s αr e βr como base para a estimação de parâmetros de


distribuições de probabilidades. Hosking & Wallis (1997) ponderam, entretanto, que αr e βr são
de interpretação difícil, em termos das medidas de escala e forma de uma distribuição de
probabilidades, e sugerem, para esse efeito, certas combinações lineares de αr e βr. Ainda
segundo Hosking & Wallis (1997), essas combinações advém da ponderação das integrais de
x(p) por um conjunto de polinômios ortogonais, denotados por Pr*(p), r = 0,1,2,..., definidos
pelas seguintes condições:
(i) Pr*(p) é um polinômio de grau r em p.
(ii) Pr*(1), = 1
1

∫p ( p ) Ps ( p )dp = 0, para r ≠ s (condição de ortogonalidade)


* *
(iii) r
0
Essas condições definem os polinômios de Legendre, devidamente modificados para a condição
de ortogonalidade no intervalo 0 ≤ p ≤ 1 e não -1 ≤ p ≤ 1, como em sua formulação original.
Formalmente, esses polinômios são dados por
r
Pr ( p ) = ∑ lr,* k p k
*
(3)
k =0
 r  r + k  (−1) r − k (r + k )!
onde lr,* k = (−1) r − k    =
 k  k  (k! ) 2 (r − k )!
De posse das definições acima, os momentos-L de uma variável aleatória X podem ser
agora conceituados como sendo as quantidades
1
λr = ∫ x ( p) Pr*-1 ( p)dp (4)
0
Em termos dos MPP’s, os momentos-L são dados por
r r
λ r +1 = (−1) r ∑ lr,* k α k = ∑ lr,* k β k (5)
k =0 k =0

Os primeiros quatro momentos-L são, portanto,


λ1 = α0 = β0 (média ou momento-L de posição) (6)
λ2 = α0 – 2α1 = 2β1 – β0 (momento-L de escala) (7)
λ3 = α0 – 6α1 + 6α2 = 6β2 - 6β1 + β0 (8)
λ4 = α0 – 12α1 + 30α2 – 20α3 = 20β3 – 30β2 + 12β1 – β0 (9)

Em termos de medidas de forma das distribuições, torna-se mais conveniente que os


momentos-L sejam expressos em quantidades adimensionais. Essas são representadas pelos
quocientes de momentos-L, dados por
λr
τr = , r = 3,4,... (10)
λ2
Dessa forma, τ3 e τ4 são, respectivamente, as medidas de assimetria e curtose,
independentes da escala da distribuição de probabilidades. Pode-se definir, também em termos
de momentos-L, uma medida análoga ao coeficiente de variação, qual seja
λ2
L - CV = τ = (11)
λ1
A estimação dos MPP’s e momentos-L, a partir de uma amostra finita de tamanho n,
inicia-se com a ordenação de seus elementos constituintes em ordem crescente, ou seja
x1:n ≤ x2:n ≤ ... ≤ x n:n. Um estimador não-enviesado, ou não tendencioso, do MPP βr pode ser
escrito como
1 n
( j − 1)( j − 2)...( j − r )
br = βˆ r =
n
∑ (n − 1)(n − 2)...(n − r ) x
j = r +1
j:n (12)

Dessa forma, os estimadores de βr, r ≤ 2, são dados por


1 n
b0 = ∑ x j:n
n j =1
(13)

1 n ( j − 1)
b1 = ∑
n j =2 (n − 1)
x j:n (14)
1 n ( j − 1)( j − 2 )
b2 = ∑
n j =3 (n − 1)(n − 2 )
x j:n (15)

Analogamente às equações (6) a (9), os estimadores não-enviesados de λ, são os momentos-L


amostrais, esses definidos pelas seguintes expressões:
 1 = b0 (16)

 2 = 2b1 − b0 (17)

 3 = 6b2 − 6b1 + b0 (18)

 4 = 20b3 − 30b2 + 12b1 − b0 (19)


r
 r +1 = ∑ lr,* k bk ; r = 0,1,..., n – 1 (20)
k =0

Na equação (20), os coeficientes lr,* k são definidos tal como na equação (3). Da mesma forma, os
quocientes de momentos-L amostrais são dados por
r
tr = ; r≥3 (21)
2
enquanto o L-CV amostral calcula-se através de
2
t= (22)
1

Os estimadores de τr, fornecidos pelas equações (21) e (22), são muito pouco enviesados
quando calculados para amostras de tamanho moderado a grande.
DISTRIBUIÇÃO GENERALIZADA DE PARETO - GP

• Função Densidade de Probabilidade

 (x − ξ ) 
1
1  κ (x − ξ )  k
−1
1
f X ( x ) = 1 −  ; k ≠0 f X ( x) =exp −  ; k =0
α α  α  α 
α = parâmetro de escala k = parâmetro de forma. ξ = limite inferior
Limites:
α
ξ ≤x≤ ; k >0 ξ ≤x<∞ ; k ≤0
k

• Função Acumulada de Probabilidades


1
  x − ξ  K
F ( x ) = 1 − 1 − K   K ≠0
  α 
 x −ξ 
F ( x ) = 1 − exp −  K =0
 α 

• Inversa da função acumulada


 α
[
ξ + k 1 − (1 − F )
k
], k ≠0

x(F ) = 
ξ − α ln(1 − F ) ; k =0


• Momentos-L
α α
λ1 = ξ + λ2 =
(1 + k ) [(1 + k )(2 + k )]
α (1 − k ) α (1 − k )(2 − k )
λ3 = λ4 =
[(1 + k )(2 + k )(3 + k )] [(1 + k )(2 + k )(4 + k )]
τ3 =
(1 − k ) τ4 =
(1 − k )(2 − k )
(3 + k ) (3 + k )(4 + k )
• Estimativa dos parâmetros pelos momentos-L

α = 1 + k  l1
^ l1 ^ ^
k= −2
l2  
DISTRIBUIÇÃO GENERALIZADA DE EVENTOS EXTREMOS (GEV)

• Função Densidade de Probabilidade

K = Parâmetro de Forma α = Parâmetro de Escala ξ = Parâmetro de Posição


f X ( x) = exp[− (1 − K ) y − exp(− y )]
1
α
x −ξ
Para K = 0, temos y = , que a reduz a função de densidade da distribuição de Gumbel.
α
1  ( x − ξ )K 
E quando K ≠ 0, y = − ln 1 −
K  α 

Os limites da função são:


α α
Para K < 0: ξ+ ≤ x ≤ ∞ para K = 0: − ∞ ≤ x ≤ ∞ e para K > 0: − ∞ < x ≤ ξ +
k k

• Função Acumulada de Probabilidades


  K ( x − ξ )  1/ K

FX ( x ) = exp− 1 − 
  α  

• Inversa da função acumulada

ξ − α ln[− ln (F )], K = 0

x (F ) =  α
{ }
ξ + K 1 − [− ln (F )] , K ≠ 0
K

• Momentos –L
α α α
λ1 = ξ +
κ
[1 − Γ(1 + Κ )] λ2 =
κ
[(1 − 2 −κ )Γ(1 + κ )] λ3 = [(1 − 3,2 −κ + 2,3−κ )Γ(1 + Κ )]
κ
α
λ4 = [(1 − 6,2 −κ + 10,3−κ )Γ(1 + Κ )]
κ
(
2 1 − 3 −κ
τ3 = −3
) τ4 =
( ) (
5 1 − 4 −κ − 10 1 − 3−κ + 6 1 − 2 −κ ) ( )
(
1 − 2 −κ ) (
1 − 2 −κ )
Onde Γ ( ) é a função gama.

• Estimação dos parâmetros pelos momentos-L

^ ^
^ ^ Kλ 2 ^ α  ^

K = 7,8590c + 2,9554c 2
α= ξ = λ1 − ^ 
1 − Γ  1 + K 
( 
)  K  
^
1 − 2 − K Γ1 + K 
 
Sendo
2λ 2 ln (2 ) (2 β1 − β 0 ) ln (2 )
c= − = −
λ3 + 3λ2 ln(3) (3β 2 − β 0 ) ln(3)
DISTRIBUIÇÃO GENERALIZADA LOGÍSTICA

• Função Densidade de Probabilidade

⎧−𝑘 −1 𝐿𝑛 �1 − 𝑘 (𝑥 − 𝜉)� 𝑘≠0


−1 −(1−𝜅)𝑦
𝛼 𝑒 ⎪ 𝛼
𝑓𝑋 (𝑥) = , 𝑦=
(1 + 𝑒 −𝑦 )2 ⎨ (𝑥 − 𝜉)
⎪ 𝑘=0
⎩ 𝛼

Parâmetros: 𝜉 é o parâmetro de posição; 𝛼 é o parâmetro de escala e 𝑘 o parâmetro de forma.

Limites:
𝛼 𝛼
se 𝑘 > 0; , ∞ < 𝑥 ≤ 𝜉 + 𝑘 se 𝑘 < 0; 𝜉 + 𝑘 ≤ 𝑥 < ∞ se 𝑘 = 0; ∞ < 𝑥 ≤ ∞

• Função Acumulada de Probabilidades

1
𝐹(𝑥) =
(𝑥 − 𝑒 −𝑦 )

• Inversa da função acumulada

⎧ (1 − 𝐹) 𝑘
�1 − � � �
⎪ 𝐹
𝜉+𝛼 𝑘 ≠0
𝑥(𝐹) = 𝑘
⎨ (1 − 𝐹)
⎪ 𝜉 − 𝛼𝐿𝑛 � � 𝑘=0
⎩ 𝐹

• Momentos-L
1 𝜋 𝛼𝑘𝜋 (1 + 5𝑘 2 )
𝜆1 = 𝜉 + 𝛼 � − � 𝜆2 = 𝜏3 = −𝑘 𝜏4 =
𝑘 𝑠𝑒𝑛(𝑘𝜋) 𝑠𝑒𝑛(𝑘𝜋) 6

Os momentos-L são definidos para −1 < 𝑘 < 1

• Estimativa de parâmetros pelos momentos-L

𝜆2 𝑠𝑒𝑛�𝑘�𝜋� 1 𝜋
𝑘� = − 𝜏3 𝛼� = 𝜉̂ = 𝜆1 − 𝛼� � − �
𝑘�𝜋 𝑘 𝑠𝑒𝑛�𝑘�𝜋�

DISTRIBUIÇÃO DE GUMBEL

• Função Densidade de Probabilidade

1  x −ξ  x − ξ 
f X ( x) = exp − − exp − 
α  α  α 

α = Parâmetro de escala ξ = Parâmetro de posição

Limites: −∞ ≤ 𝑥 < ∞

• Função Acumulada de Probabilidades

  x − ξ 
FX ( x) = exp − exp − 
  α 

• Inversa da função acumulada

x = ξ − α ln[− ln (F ( x) )]

• Momentos L

λ1 = ξ + αγ E λ2 = α ln(2) λ3 = α [2 ln(3) − 3 ln(2 )] λ4 = α [5 ln(4) − 10 ln(3) + 6 ln(2)]


τ 3 = 0,1699 τ 4 = 0,1504

• Estimativa dos parâmetros pelos momentos-L

^ l2 ^ l1
α= ξ=
ln(2 ) γEα
^

Onde l1 e l2 são os momentos-L amostrais e γE = 0,5572157 é a constante de Euler.


DISTRIBUIÇÃO EXPONENCIAL

• Função Densidade de Probabilidade


1 1
𝑓𝑋 (𝑥) = 𝑒𝑥𝑝 �− (𝑥 − 𝜉)�
𝛼 𝛼

Parâmetros: 𝛼 é o parâmetro de escala e 𝜉 o limite inferior

Limites: 𝜉 ≤ 𝑥 < ∞

• Função Acumulada de Probabilidades


1
𝐹(𝑥) = 1 − 𝑒𝑥𝑝 �− (𝑥 − 𝜉)�
𝛼

• Inversa da função acumulada


𝑥(𝐹) = 𝜉 − 𝛼𝐿𝑛(1 − 𝐹)

• Momentos-L
𝛼 1 1
𝜆1 = 𝜉 + 𝛼 𝜆2 = 𝜏3 = 𝜏4 =
2 3 6

• Estimativa de parâmetros pelos momentos-L

𝛼� = 2𝑙2 𝜉̂ = 𝑙1 − 𝛼�
DISTRIBUIÇÃO GAMA

• Função Densidade de Probabilidade


𝑥 𝜂−1 𝑥
� � 𝑒𝑥𝑝 �− �
𝑓𝑋 (𝑥) = 𝜃 𝜃 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑥, 𝜃 𝑒 𝜂 > 0
𝜃Γ(𝜂)

Parâmetros: 𝜃 é o parâmetro de escala e 𝜂 o parâmetro de forma

• Função Acumulada de Probabilidades


𝑥 𝜂−1
𝑥 𝑥
� � 𝑒𝑥𝑝 �− �
𝐹(𝑥) = � 𝜃 𝜃 𝑑𝑥
𝜃Γ(𝜂)
0

A integral acima não pode ser resolvida analiticamente. Ver Naghettini e Pinto (2007), página
148 e o exemplo 5.6 na página 150.

• Inversa da função acumulada

A inversa pode ser calculada com a função INV.GAMA do Excel.

• Estimativa de parâmetros pelos momentos-L

A estimativa de 𝜂̂ é a solução da equação:

𝑙2 Γ(𝜂 + 0,5)
=
𝑙1 √𝜋 Γ(𝜂 + 1)

𝑙1
𝜃� =
𝜂̂
ANEXO II
TESTE PARA VERIFICAÇÃO DO MODELO DE POISSON

O teste apropriado para se averiguar a veracidade da hipótese de Poisson foi primeiramente


formulado por Cunnane (1979) e baseia-se na aproximação da distribuição de Poisson pela
distribuição Normal. Considera-se que o número de excedências que ocorrem no ano k,
denotado por mk, segue uma distribuição Normal com média ν̂ e desvio padrão ν̂ . Nessas
condições, pode-se afirmar que a estatística

 m − νˆ 
N 2

γ = ∑ k  (1)
k =1  νˆ 

segue uma distribuição do Qui-Quadrado com (N-1) graus de liberdade ( η ), onde N indica o
número de anos de registros. Esse teste é considerado válido para os valores de ν̂
correntemente empregados e para tamanhos de amostra superiores a cinco. Deste modo, a
hipótese de que as ocorrências são oriundas de um evento poissoniano é rejeitada, para um
nível de significância α , se:

 m −νˆ 
N 2

γ = ∑ k  > χ 12−α ,η (2)


k =1  νˆ 
ANEXO III
MODELO POISSON-GEV

Distribuição das probabilidades anuais da variável X

F (x ) = exp{− Λ[1 − H (x )]} (1)

Λ é a intensidade anual de ocorrências


H(x) é a distribuição de probabilidades da série de duração parcial

Desenvolvendo a equação 1 temos:

Ln(F (x )) = −Λ[1 − H (x) )]


Ln(F (x ))
= H (x ) − 1
Λ

H (x ) = 1 + Ln(F ( x ))
1
(2)
Λ

Adotando a distribuição generalizada de Eventos Extremos (GEV) :

H (x ) = exp(− exp(− y )) (3)

  k (x − ξ )
 Ln 1 − α 
−   k≠0
y= k
 (x − ξ )
 k =0
 α

α é o parâmetro de escala; k é o parâmetro de forma e ξ é o parâmetro de posição


α α
Limites: para k < 0 ξ + ≤ x ≤ ∞ , para k > 0 − ∞ ≤ x ≤ ξ + e para k = 0 − ∞ ≤ x < ∞
k k

Igualando as equações 1 e 3 temos:

exp(− exp(− y )) = 1 + Ln(F ( x ))


1
Λ
(− exp(− y )) = Ln1 + 1 Ln(F (x ))
 Λ 
(exp(− y )) = − Ln1 + 1 Ln(F (x ))
 Λ 
  
− y = Ln − Ln1 + Ln(F (x ))
1
  Λ 

  
y = − Ln − Ln1 + Ln(F ( x ))
1
(4)
  Λ 
Para k = 0, na distribuição GEV y =
(x − ξ ) . Substituindo y na equação 4:
α

(x − ξ ) = − Ln − Ln1 + 1 Ln(F (x ))


  
α   Λ 

  
x = ξ − α .Ln − Ln1 + Ln(F ( x )) ou
1
  Λ 

  Λ + Ln(F ( x )) 
x = ξ − α .Ln − Ln  (5)
  Λ 

onde F ( x ) = 1−
1
T (anos )

 k (x − ξ )
Ln 1 −
α 
Para k ≠ 0, na distribuição GEV y = −  . Substituindo y na equação 4:
k

 k (x − ξ )
Ln 1 −
α    
−  = − Ln − Ln1 + Ln(F ( x ))
1
k   Λ 
 k (x − ξ )   
= k .Ln − Ln1 + Ln(F ( x ))
1
Ln 1 − 
 α    Λ 
 k (x − ξ )
k
  
Ln 1 − = Ln  − Ln  1 +
1
Ln ( F ( x )) 
 α    Λ 
k (x − ξ )
k
  
= − Ln1 + Ln(F ( x ))
1
1−
α   Λ 
k (x − ξ )
k
  
= 1 − − Ln1 + Ln(F ( x ))
1
α   Λ 

α  
k
  
x = ξ + 1 − − Ln1 + Ln(F (x ))
1
 ou
k    Λ  

α   Λ + Ln(F ( x ))  
k

x = ξ + 1 − − Ln   (6)
k    Λ  

onde F ( x ) = 1 −
1
T (anos )
MODELO POISSON-LOGISTICA

Distribuição das probabilidades anuais da variável X

F (x ) = exp{− Λ[1 − H (x )]} (7)

Λ é a intensidade anual de ocorrências


H(x) é a distribuição de probabilidades da série de duração parcial

Desenvolvendo a equação 1 temos:

Ln(F (x )) = −Λ[1 − H (x) )]


Ln(F (x ))
= H (x ) − 1
Λ

H (x ) = 1 + Ln(F ( x ))
1
(8)
Λ

Adotando a distribuição generalizada Logística :

H (x ) =
1
(9)
1 + exp(− y )

  k (x − ξ )
 Ln 1 − α 
−   k≠0
y= k
 (x − ξ )
 k =0
 α

α é o parâmetro de escala; k é o parâmetro de forma e ξ é o parâmetro de posição


α α
Limites: para k < 0 ξ + ≤ x ≤ ∞ , para k > 0 − ∞ ≤ x ≤ ξ + e para k = 0 − ∞ ≤ x < ∞
k k

Igualando as equações 1 e 3 temos:

= 1 + Ln(F (x ))
1 1
1 + exp(− y ) Λ
1 Λ + Ln(F (x ))
=
1 + exp(− y ) Λ
Λ
= Λ + Ln(F (x ))
1 + exp(− y )
Λ
1 + exp(− y ) =
Λ + Ln(F ( x ))
Λ
exp(− y ) = −1
Λ + Ln(F ( x ))
Λ − Λ − Ln(F (x ))
exp(− y ) =
Λ + Ln(F (x ))
− Ln(F ( x ))  Ln(F (x )) 
exp(− y ) = ⇒ − y = Ln − 
Λ + Ln(F ( x ))  Λ + Ln(F (x ))

 Ln(F ( x )) 
y = − Ln −  (10)
 Λ + Ln(F ( x ))

Para k = 0, na distribuição Generalizada Logística y =


(x − ξ ) . Substituindo y na equação 4:
α

(x − ξ ) = − Ln − Ln(F ( x )) 
α  Λ + Ln(F (x ))
 

 Ln(F (x )) 
x = ξ − α .Ln −  (11)
 Λ + Ln(F (x ))

onde F ( x ) = 1−
1
T (anos )

 k (x − ξ )
Ln 1 −
α 
Para k ≠ 0, na distribuição Generalizada Logística y = −  . Substituindo y na
k
equação 4:

 k (x − ξ )
Ln 1 −
α   Ln(F ( x )) 
−  = − Ln − 
k  Λ + Ln(F ( x ))
 k (x − ξ )  Ln(F (x )) 
Ln 1 − = k . Ln  − 
 α   Λ + Ln(F (x ))
 k (x − ξ ) Ln(F (x )) 
k

Ln 1 −  = Ln − 
 α   Λ + Ln(F ( x )) 
k (x − ξ ) Ln(F ( x ))  k (x − ξ ) Ln(F ( x )) 
k k
 
1− = −  ⇒ = 1 − − 
α  Λ + Ln(F ( x ))  α  Λ + Ln(F ( x )) 

α Ln(F ( x ))  
k

x = ξ + 1 − − 
k   Λ + Ln(F ( x )) 
(12)


onde F ( x ) = 1−
1
T (anos )
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Cândido Sales/BA

Estação Pluviográfica: Cândido Sales,


Código: 01541001

SALVADOR
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência de Salvador

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência de Salvador


Avenida Ulysses Guimarães, 2862 - Sussuarana - Centro Administrativo da Bahia
Salvador - BA – 41.213-000
Telefone: 0(xx)(71) 2101-7300
Fax: 0(xx)(71) 3371-4005
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


Município: Cândido Sales/BA. Estação Pluviográfica: Cândido Sales, Código
01541001. Osvalcélio Mercês Furtunato; José Alexandre Moreira Farias; Eber
José de Andrade Pinto. Salvador, BA: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – FURTUNATO, O.


M.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SALVADOR

Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior


Superintendente

Gustavo Carneiro da Silva


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José da Silva Amaral Santos


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Renato dos Santos Andrade


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Cândido Sales/BA onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Cândido Sales, código 01541001.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Cândido Sales e regiões


circunvizinhas.
O município de Cândido Sales está localizado no Estado da Bahia, na mesorregião do
Centro-Sul Baiano e microrregião de Vitória da Conquista, na Latitude 15°30'18'' S e
Longitude 41°14'21'' W, a 595 km de Salvador/BA. O município possui área de 1.617 km²,
apresenta uma população estimada em 27.918 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de
627 metros.
A estação de Cândido Sales, código 01541001, fica localizada na Latitude 15°30'18'' S
e Longitude 41°13'45'' W, na cidade de Cândido Sales, próximo ao ginásio de esportes, e já
não se encontra mais em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a
partir dos pluviogramas de um pluviógrafo marca IH, modelo PLG-4. A Figura 01 apresenta a
localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Cândido Sales, código
01541001, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Cândido Sales, para durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da


equação são os seguintes:

a = 1200,6 ; b = 0,1849 ; c = 10,90 e d = 0,8331;

1200,6𝑇 0,1849
𝑖= (𝑡+10,90)0,8331
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Cândido Sales, foi registrada uma Chuva
de 45,0 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
45,0 mm dividido por 0,25 h é igual a 180,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
180,0(15 + 10,90)0,8331 0,1849
𝑇=� � = 81,0 𝑎𝑛𝑜𝑠
1200,6
O tempo de retorno de 81,0 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,23%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 180,0𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,23%
𝑇 81,0
Mesmo superando a validade da equação, o tempo de retorno do evento ocorrido,
81,0 anos, é superior aos tempos de retorno utilizados no dimensionamento do sistema de
drenagem de Cândido Sales, isto explica os transtornos gerados no sistema de drenagem
pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação pluviográfica de Cândido Sales. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em setembro de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=290670&search=bahia|candid
o-sales. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Bahia - Município de Cândido Sales. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2ndido_Sales. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
DATA 5 MIN DATA 10 MIN DATA 15 MIN DATA 30 MIN DATA 45 MIN DATA 1 HORA
10/01/1992 9,6 05/11/1991 10,1 05/11/1991 13,9 05/11/1991 24,6 05/11/1991 31,5 05/11/1991 32,8
29/02/1992 7,9 10/01/1992 17,3 10/01/1992 21,3 10/01/1992 31,9 10/01/1992 48,2 10/01/1992 59,6
07/09/1992 6,9 11/12/1993 10,2 07/09/1992 14,6 19/01/1993 21,6 06/10/1993 25,1 06/10/1993 28,3
28/09/1993 8,2 15/01/1994 17,7 19/01/1993 13,0 06/10/1993 19,9 15/01/1994 37,7 15/01/1994 37,7
11/12/1993 6,5 13/03/1994 12,2 28/11/1993 14,5 15/01/1994 36,3 13/03/1994 30,1 13/03/1994 30,9
15/01/1994 13,1 16/03/1994 12,3 11/12/1993 13,9 13/03/1994 27,9 16/03/1994 31,7 16/03/1994 40,0
13/03/1994 9,5 02/04/1994 10,7 15/01/1994 20,6 16/03/1994 26,8 02/04/1994 31,7 02/04/1994 33,6
16/03/1994 9,7 26/06/1994 13,6 13/03/1994 19,1 02/04/1994 26,2 26/06/1994 37,0 26/06/1994 41,2
26/06/1994 10,2 11/10/1995 10,2 16/03/1994 18,4 26/06/1994 26,2 03/04/1995 25,1 03/04/1995 29,3
11/10/1995 6,7 15/12/1999 11,1 02/04/1994 15,6 16/12/1999 27,3 10/10/1995 27,2 10/10/1995 29,9
15/12/1999 6,6 16/12/1999 18,5 26/06/1994 17,0 23/01/2000 19,8 16/12/1999 30,5 16/12/1999 33,8
16/12/1999 10,1 23/01/2000 10,5 15/12/1999 15,6 02/02/2000 20,3 23/01/2000 25,9 23/01/2000 27,3
23/01/2000 10,0 29/02/2000 10,7 16/12/1999 21,0 29/02/2000 20,6 29/02/2000 26,2 29/02/2000 31,9
29/02/2000 9,9 10/04/2000 10,2 23/01/2000 13,1 10/04/2000 20,2 10/04/2000 27,4 10/04/2000 28,7
15/04/2001 7,1 03/12/2000 10,2 03/12/2000 14,7 03/12/2000 22,8 03/12/2000 25,4 03/12/2000 27,4
23/10/2001 17,1 23/10/2001 34,3 23/10/2001 44,6 23/10/2001 50,5 23/10/2001 50,9 23/10/2001 51,0

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
05/11/1991 35,4 05/11/1991 35,9 05/11/1991 35,9 10/01/1992 84,5 20/11/1991 48,8 20/11/1991 57,8
10/01/1992 71,2 10/01/1992 77,2 10/01/1992 83,8 28/01/1992 42,7 10/01/1992 84,6 10/01/1992 88,9
06/10/1993 31,8 28/01/1992 34,0 28/01/1992 37,4 08/12/1992 40,5 27/01/1992 49,1 27/01/1992 52,2
15/01/1994 40,7 06/10/1993 32,5 15/01/1994 41,2 06/10/1993 42,5 07/09/1992 43,2 29/10/1992 61,8
13/03/1994 35,6 15/01/1994 40,7 13/03/1994 37,7 15/01/1994 42,7 27/11/1992 48,7 27/11/1992 54,2
16/03/1994 51,0 13/03/1994 36,9 16/03/1994 53,6 07/03/1994 39,8 08/12/1992 44,4 13/03/1994 58,9
02/04/1994 36,6 16/03/1994 51,6 02/04/1994 37,1 13/03/1994 53,7 07/03/1994 47,6 16/03/1994 110,1
26/06/1994 52,4 02/04/1994 37,1 26/06/1994 52,5 15/03/1994 93,9 13/03/1994 55,4 25/06/1994 85,7
03/04/1995 38,1 26/06/1994 52,5 03/04/1995 46,6 26/06/1994 52,5 15/03/1994 106,4 03/04/1995 49,9
10/10/1995 35,4 03/04/1995 43,4 10/10/1995 62,5 20/11/1994 40,7 26/06/1994 53,9 10/10/1995 77,8
29/11/1999 34,6 10/10/1995 54,7 29/11/1999 45,5 03/04/1995 48,4 20/11/1994 47,0 28/11/1999 64,3
01/12/1999 31,0 29/11/1999 41,1 01/12/1999 36,1 10/10/1995 73,0 03/04/1995 48,5 29/11/1999 64,3
16/12/1999 40,0 01/12/1999 34,5 16/12/1999 44,8 29/11/1999 56,0 10/10/1995 76,1 01/12/1999 64,3
29/02/2000 35,9 16/12/1999 42,7 23/01/2000 35,5 16/12/1999 45,9 29/11/1999 62,5 15/12/1999 65,9
10/04/2000 30,7 29/02/2000 36,4 29/02/2000 36,6 23/01/2000 39,0 15/12/1999 61,7 16/12/1999 71,2
23/10/2001 51,0 23/10/2001 51,0 23/10/2001 51,0 23/10/2001 67,9 23/10/2001 68,7 22/10/2001 72,3
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TRANSFORMAÇÃO MINERAL
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GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Juazeiro/BA

Estação Pluviográfica: Juazeiro,


Código: 00940024

SALVADOR
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

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GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

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EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência de Salvador

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência de Salvador


Avenida Ulysses Guimarães, 2862 - Sussuarana - Centro Administrativo da Bahia
Salvador - BA – 41.213-000
Telefone: 0(xx)(71) 2101-7300
Fax: 0(xx)(71) 3371-4005
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

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Município: Juazeiro/BA. Estação Pluviográfica: Juazeiro, Código 00940024.
Osvalcélio Mercês Furtunato; José Alexandre Moreira Farias; Eber José de
Andrade Pinto. Salvador, BA: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – FURTUNATO, O.


M.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SALVADOR

Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior


Superintendente

Gustavo Carneiro da Silva


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José da Silva Amaral Santos


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

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Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

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Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Juazeiro/BA onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Juazeiro, código 00940024.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Juazeiro e regiões


circunvizinhas.
O município de Juazeiro está localizado no Estado da Bahia, na mesorregião do Vale
São-Franciscano da Bahia e microrregião de Juazeiro, na Latitude 09°24'42'' S e Longitude
40°29'55'' W, a 511 km de Salvador/BA. O município possui área de 6.500 km², apresenta
uma população estimada em 197.967 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de 368
metros.
A estação de Juazeiro, código 00940024, fica localizada na Latitude 09°24'20'' S e
Longitude 40°30'12'' W, na Ilha do Fogo, nas dependências do estaleiro da FRANAVE, no
município de Juazeiro, e já não se encontra mais em operação. Os dados para definição da
equação IDF foram obtidos a partir dos pluviogramas de um pluviógrafo marca IH, modelo
PLG-7. A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Juazeiro, código
00940024, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Juazeiro, para durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da


equação são os seguintes:

a = 1519,0 ; b = 0,1880 ; c = 9,33 e d = 0,8795 ;

1519,0𝑇 0,1880
𝑖= (𝑡+9,33)0,8795
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Juazeiro, foi registrada uma Chuva de 52,0
mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
52,0 mm dividido por 0,25 h é igual a 208,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
208,0(15 + 9,33)0,8795 0,1880
𝑇=� � = 77,9 𝑎𝑛𝑜𝑠
1519,0
O tempo de retorno de 77,9 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,28%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 208,0𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,28%
𝑇 77,9
Mesmo superando a validade da equação, o tempo de retorno do evento ocorrido,
77,9 anos, é superior aos tempos de retorno utilizados no dimensionamento do sistema de
drenagem de Juazeiro, isto explica os transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da
cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação pluviográfica de Juazeiro. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em setembro de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=291840&search=bahia|juazeir
o. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Bahia - Município de Juazeiro. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Juazeiro_(Bahia). Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
DATA 5 MIN DATA 10 MIN DATA 15 MIN DATA 30 MIN DATA 45 MIN DATA 1 HORA
13/03/1994 9,9 21/02/1994 13,0 29/01/1992 12,4 21/02/1994 27,2 21/02/1994 32,2 21/02/1994 38,3
04/01/1995 12,2 04/01/1995 19,5 21/02/1994 20,2 13/03/1994 21,2 13/03/1994 24,1 13/03/1994 25,8
17/02/1995 9,7 09/02/1995 10,6 04/01/1995 23,5 04/01/1995 36,7 04/01/1995 45,6 04/01/1995 46,8
19/02/1995 11,3 19/02/1995 21,1 09/02/1995 15,1 06/01/1995 20,3 09/02/1995 29,4 09/02/1995 33,4
06/01/1999 7,6 02/03/1999 15,8 19/02/1995 28,1 09/02/1995 22,6 19/02/1995 45,3 19/02/1995 49,0
11/01/1999 7,1 15/03/1999 27,4 25/03/1995 12,1 19/02/1995 39,2 25/03/1995 30,6 25/03/1995 33,6
02/03/1999 10,9 16/11/1999 11,5 02/03/1999 17,8 25/03/1995 21,8 14/03/1999 23,4 14/03/1999 28,8
15/03/1999 18,4 16/02/2000 10,8 15/03/1999 35,1 02/03/1999 18,1 15/03/1999 58,95 15/03/1999 64,6
16/11/1999 10,1 14/03/2000 11,1 16/11/1999 20,1 15/03/1999 47,4 16/11/1999 27,8 16/11/1999 29,8
14/03/2000 9,8 06/02/2001 10,2 14/03/2000 12,5 16/11/1999 24,6 19/12/1999 22,3 09/11/2000 24,4
08/03/2006 13,8 31/03/2001 10,7 12/03/2001 12,7 19/12/1999 18,4 12/03/2001 31,1 12/03/2001 33,8
10/03/2006 7,4 08/03/2006 18,0 31/03/2001 12,2 12/03/2001 23,6 08/03/2006 36,9 08/03/2006 42,9
24/03/2006 7,4 12/03/2006 10,9 08/03/2006 21,5 08/03/2006 30,0 10/03/2006 26,1 10/03/2006 29,2
12/04/2006 22,3 12/04/2006 29,1 10/03/2006 12,3 10/03/2006 19,6 12/04/2006 40,6 12/04/2006 41,1
02/12/2009 8,2 12/03/2006 13,7 12/04/2006 39,2 06/04/2010 25,1 06/04/2010 30,0
24/02/2010 9,0 12/04/2006 32,7 08/04/2010 19,7 08/04/2010 25,5 08/04/2010 26,7

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
21/02/1994 61,6 28/01/1992 34,0 28/01/1992 40,4 28/01/1992 53,3 27/01/1992 73,1 27/01/1992 73,3
04/01/1995 50,4 21/02/1994 83,3 21/02/1994 91,7 21/02/1994 94,6 29/01/1992 52,4 29/01/1992 58,7
09/02/1995 45,4 13/03/1994 34,9 13/03/1994 39,7 12/03/1994 43,1 21/02/1994 94,6 21/02/1994 94,6
19/02/1995 49,7 04/01/1995 53,2 04/01/1995 53,4 04/01/1995 53,8 04/01/1995 53,9 04/01/1995 53,9
15/03/1995 34,1 09/02/1995 46,2 09/02/1995 51,1 09/02/1995 52,0 09/02/1995 55,5 09/02/1995 55,5
25/03/1995 44,5 19/02/1995 49,9 19/02/1995 49,9 18/02/1995 49,9 18/02/1995 49,9 14/03/1995 65,3
14/03/1999 42,3 15/03/1995 41,6 15/03/1995 48,1 15/03/1995 64,3 14/03/1995 64,6 24/03/1995 67,4
15/03/1999 69,1 25/03/1995 50,0 25/03/1995 55,2 25/03/1995 67,1 24/03/1995 67,4 11/01/1999 58,3
16/11/1999 32,8 15/03/1999 70,1 11/01/1999 42,9 11/01/1999 57,4 11/01/1999 58,0 14/03/1999 120,5
14/02/2000 30,7 14/02/2000 37,2 15/03/1999 71,0 13/03/1999 48,9 13/03/1999 50,5 16/11/1999 66,6
12/03/2001 43,2 12/03/2001 51,5 14/02/2000 38,9 14/03/1999 71,0 14/03/1999 71,0 11/03/2001 56,5
08/03/2006 59,5 08/03/2006 60,4 12/03/2001 54,9 14/02/2000 42,5 16/11/1999 58,8 08/03/2006 62,5
10/03/2006 32,2 10/03/2006 38,1 08/03/2006 61,7 12/03/2001 56,2 14/02/2000 45,6 12/04/2006 58,6
29/03/2006 31,1 29/03/2006 33,8 10/03/2006 40,1 08/03/2006 62,3 09/11/2000 43,9 06/04/2010 71,5
12/04/2006 41,9 12/04/2006 42,1 12/04/2006 42,2 12/04/2006 42,2 11/03/2001 56,2
06/04/2010 42,7 06/04/2010 47,5 06/04/2010 50,7 06/04/2010 71,4 08/03/2006 62,4
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Santa Cruz da Vitória/BA

Estação Pluviográfica: Santa Cruz da Vitória,


Código: 01439044

SALVADOR
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência de Salvador

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência de Salvador


Avenida Ulysses Guimarães, 2862 - Sussuarana - Centro Administrativo da Bahia
Salvador - BA – 41.213-000
Telefone: 0(xx)(71) 2101-7300
Fax: 0(xx)(71) 3371-4005
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


Município: Santa Cruz da Vitória/BA. Estação Pluviográfica: Santa Cruz da Vitória,
Código 01439044. Osvalcélio Mercês Furtunato; José Alexandre Moreira Farias;
Eber José de Andrade Pinto. Salvador, BA: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – FURTUNATO, O.


M.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SALVADOR

Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior


Superintendente

Gustavo Carneiro da Silva


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José da Silva Amaral Santos


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Renato dos Santos Andrade


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Santa Cruz da Vitória/BA onde foram
utilizados os registros contínuos da estação pluviográfica Santa Cruz da Vitória, código
01439044.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Santa Cruz da Vitória e regiões
circunvizinhas.
O município de Santa Cruz da Vitória está localizado no Estado da Bahia, na
mesorregião do Sul Baiano e microrregião de Ilhéus-Itabuna, na Latitude 14°57'40'' S e
Longitude 39°48'42'' W, a 603 km de Salvador/BA. O município possui área de 298 km²,
apresenta uma população estimada em 6.673 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de
243 metros.
A estação de Santa Cruz da Vitória, código 01439044, fica localizada na Latitude
14°57'34'' S e Longitude 39°48'27'' W, na área do Grupo Escolar Pedro Ribeiro, próximo á
residência do observador, no município de Santa Cruz da Vitória, e já não se encontra mais
em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos
pluviogramas de um pluviógrafo marca IH, modelo PLG-4. A Figura 01 apresenta a
localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Santa Cruz da Vitória,
código 01439044, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam
do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a de Poisson-Logística.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
Modelo Poisson-Logística
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Santa Cruz da Vitória, para durações de 5 minutos a 24 horas, os


parâmetros da equação são os seguintes:

a = 1098,6 ; b = 0,1895 ; c = 12,76 e d = 0,8331 ;

1098,6𝑇 0,1895
𝑖= (𝑡+12,76)0,8331
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Santa Cruz da Vitória, foi registrada uma
Chuva de 40,0 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
40,0 mm dividido por 0,25 h é igual a 160,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
160,0(15 + 12,76)0,8331 0,1890
𝑇=� � = 86,2 𝑎𝑛𝑜𝑠
1098,6
O tempo de retorno de 86,2 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,16%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 160,0𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,16%
𝑇 86,2
Mesmo superando a validade da equação, o tempo de retorno do evento ocorrido,
86,2 anos, é superior aos tempos de retorno utilizados no dimensionamento do sistema de
drenagem de Santa Cruz da Vitória, isto explica os transtornos gerados no sistema de
drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=292780&search=bahia|santa-
cruz-da-vitoria. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Bahia - Município de Santa Cruz da Vitória. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Cruz_da_Vit%C3%B3ria. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
DATA 5 MIN DATA 10 MIN DATA 15 MIN DATA 30 MIN DATA 45 MIN DATA 1 HORA
15/03/1994 9,3 17/11/1991 19,2 17/11/1991 21,2 17/11/1991 26,8 15/03/1994 29,3 15/03/1994 32,0
28/03/1994 8,0 15/03/1994 14,0 15/03/1994 18,6 01/12/1991 24,6 28/03/1994 47,9 28/03/1994 55,1
02/04/1994 9,4 28/03/1994 15,0 28/03/1994 21,9 15/03/1994 24,5 02/04/1994 28,9 13/04/1995 49,0
13/04/1995 12,0 02/04/1994 12,6 13/04/1995 29,5 28/03/1994 37,2 13/04/1995 46,7 09/12/1996 39,2
09/12/1996 9,9 13/04/1995 20,6 08/12/1995 18,5 02/04/1994 24,1 09/12/1996 35,0 18/03/1997 34,1
10/02/1997 10,1 08/12/1995 14,6 09/12/1996 19,6 13/04/1995 39,1 18/03/1997 30,4 09/11/1997 40,2
25/03/1997 9,6 09/12/1996 14,7 10/02/1997 18,3 08/12/1995 24,3 25/03/1997 28,4 24/11/1998 32,5
01/05/1997 8,2 10/02/1997 14,2 25/03/1997 17,1 09/12/1996 30,6 09/11/1997 38,9 03/12/1998 30,2
09/11/1997 10,5 09/11/1997 17,2 09/11/1997 20,4 09/11/1997 32,3 03/03/1999 33,5 03/03/1999 34,5
01/12/1998 8,3 14/01/1998 12,5 14/01/1998 18,7 03/03/1999 28,5 18/12/1999 29,4 18/12/1999 30,5
03/12/1998 10,3 02/03/1999 25,1 02/03/1999 33,6 18/12/1999 25,4 23/01/2000 39,7 23/01/2000 42,6
02/03/1999 15,1 03/03/1999 13,9 03/03/1999 19,9 23/01/2000 34,5 07/04/2000 31,1 13/03/2000 32,6
18/12/1999 10,2 18/12/1999 18,2 18/12/1999 20,3 13/03/2000 24,7 12/03/2006 31,1 07/04/2000 31,4
23/01/2000 8,5 23/01/2000 16,1 23/01/2000 23,3 12/03/2006 28,8 01/04/2006 32,2 12/03/2006 31,9
07/04/2000 10,0 13/03/2000 14,1 13/03/2000 20,4 01/04/2006 24,5 15/04/2006 30,3 01/04/2006 34,7
04/05/2000 8,4 07/04/2000 17,0 07/04/2000 22,0 15/04/2006 26,8 20/10/2006 38,2 20/10/2006 43,7
09/03/2006 11,3 09/03/2006 14,9 12/03/2006 22,7 20/10/2006 29,1 08/11/2006 35,9 08/11/2006 38,5
12/03/2006 13,7 12/03/2006 18,8 08/11/2006 17,7 08/11/2006 30,4 19/10/2010 44,7 19/10/2010 48,4
15/04/2006 8,1 08/11/2006 12,4 19/10/2010 16,4 19/10/2010 31,9

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
17/11/1991 38,9 17/11/1991 44,7 17/11/1991 46,1 28/11/1992 52,2 17/11/1991 59,1 17/11/1991 59,3
15/03/1994 34,8 13/03/1994 38,5 13/03/1994 42,3 13/03/1994 49,1 28/11/1992 54,0 21/11/1991 56,6
28/03/1994 64,1 28/03/1994 65,1 28/03/1994 65,2 15/03/1994 53,7 13/03/1994 49,1 01/12/1991 57,2
02/04/1994 41,0 02/04/1994 48,9 02/04/1994 54,3 28/03/1994 77,2 15/03/1994 55,1 28/11/1992 62,7
26/03/1995 38,5 26/03/1995 47,9 26/03/1995 49,0 02/04/1994 56,2 28/03/1994 77,2 14/03/1994 55,1
13/04/1995 51,3 13/04/1995 54,0 18/03/1997 65,7 13/04/1995 54,3 01/04/1994 62,9 28/03/1994 77,2
09/12/1996 39,2 09/12/1996 39,2 09/11/1997 43,9 18/03/1997 86,8 25/03/1995 56,3 01/04/1994 83,4
18/03/1997 48,5 18/03/1997 56,1 24/11/1998 53,2 20/03/1997 56,5 13/04/1995 54,3 25/03/1995 56,3
09/11/1997 42,3 09/11/1997 43,9 03/12/1998 40,1 24/11/1998 59,9 18/03/1997 94,7 18/03/1997 115,0
24/11/1998 44,7 24/11/1998 51,0 02/03/1999 78,0 02/03/1999 78,1 20/03/1997 56,8 20/03/1997 58,8
03/12/1998 36,0 02/03/1999 78,0 03/03/1999 39,8 03/03/1999 40,3 24/11/1998 66,4 09/11/1997 57,3
03/03/1999 37,6 03/03/1999 39,0 18/12/1999 48,8 18/12/1999 57,1 02/03/1999 78,1 24/11/1998 68,8
23/01/2000 47,3 18/12/1999 46,4 31/12/1999 46,2 31/12/1999 48,7 18/12/1999 57,1 02/03/1999 78,1
13/03/2000 36,3 31/12/1999 43,1 23/01/2000 57,1 23/01/2000 59,2 31/12/1999 48,7 18/12/1999 74,3
01/04/2006 35,9 23/01/2000 52,6 13/03/2000 44,5 13/03/2000 47,9 23/01/2000 59,8 23/01/2000 65,8
20/10/2006 50,9 13/03/2000 41,5 20/10/2006 51,3 14/10/2006 42,1 13/03/2000 73,0 13/03/2000 77,4
08/11/2006 40,1 20/10/2006 51,3 08/11/2006 41,7 20/10/2006 51,4 20/10/2006 51,7 07/12/2000 56,1
19/10/2010 55,9 08/11/2006 41,4 19/10/2010 61,8 08/11/2006 41,7 08/11/2006 50,0 31/01/2008 72,6
19/10/2010 59,6 19/10/2010 64,4 19/10/2010 64,4
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Teodoro Sampaio/BA

Estação Pluviográfica: Teodoro Sampaio,


Código: 01238051

SALVADOR
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência de Salvador

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência de Salvador


Avenida Ulysses Guimarães, 2862 - Sussuarana - Centro Administrativo da Bahia
Salvador - BA – 41.213-000
Telefone: 0(xx)(71) 2101-7300
Fax: 0(xx)(71) 3371-4005
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


Município: Teodoro Sampaio/BA. Estação Pluviográfica: Teodoro Sampaio,
Código 01238051. Osvalcélio Mercês Furtunato; José Alexandre Moreira Farias;
Eber José de Andrade Pinto. Salvador, BA: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – FURTUNATO, O.


M.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SALVADOR

Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior


Superintendente

Gustavo Carneiro da Silva


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José da Silva Amaral Santos


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Renato dos Santos Andrade


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Teodoro Sampaio/BA onde foram utilizados
os registros contínuos da estação pluviográfica Teodoro Sampaio, código 01238051.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Teodoro Sampaio e regiões


circunvizinhas.
O município de Teodoro Sampaio está localizado no Estado da Bahia, na mesorregião
do Centro Norte Baiano e microrregião de Feira de Santana, na Latitude 12°17'36'' S e
Longitude 38°37'42'' W, a 98 km de Salvador/BA. O município possui área de 231,5 km²,
apresenta uma população estimada em 7.895 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de
121 metros.
A estação de Teodoro Sampaio, código 01238051, fica localizada na Latitude
12°18'13'' S e Longitude 38°38'21'' W, na Rua da Matriz, próximo a Igreja, no município de
Teodoro Sampaio, e se encontra em operação. Os dados para definição da equação IDF
foram obtidos a partir dos pluviogramas de um pluviógrafo marca HIDROMEC. A Figura 01
apresenta a localização do município.

Figura 01 – Localização do Município (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Teodoro Sampaio,
código 01238051, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam
do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Teodoro Sampaio, para durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros


da equação são os seguintes:

a = 1406,4 ; b = 0,1516 ; c = 18,47 e d = 0,8222 ;

1406,4𝑇 0,1516
𝑖= (𝑡+18,47)0,8222
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Teodoro Sampaio, foi registrada uma
Chuva de 38,0 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
38,0 mm dividido por 0,25 h é igual a 152,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
152,0(15 + 18,47)0,8222 0,1516
𝑇=� � = 78,6 𝑎𝑛𝑜𝑠
1406,4
O tempo de retorno de 78,6 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,27%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 152,0𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,27%
𝑇 78,6
Mesmo superando a validade da equação, o tempo de retorno do evento ocorrido,
78,6 anos, é superior aos tempos de retorno utilizados no dimensionamento do sistema de
drenagem de Teodoro Sampaio, isto explica os transtornos gerados no sistema de drenagem
pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=293140&search=bahia|teodor
o-sampaio. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Bahia - Município de Teodoro Sampaio. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Teodoro_Sampaio_(Bahia). Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
DATA 5 MIN DATA 10 MIN DATA 15 MIN DATA 30 MIN DATA 45 MIN DATA 1 HORA
24/01/1992 9,8 22/11/1991 13,5 22/11/1991 19,1 24/01/1992 27,6 24/01/1992 32,7 24/01/1992 35,5
09/12/1992 10,4 24/01/1992 16,9 24/01/1992 21,6 29/11/1992 28,1 29/11/1992 34,6 29/11/1992 35,9
21/03/1994 14,7 12/02/1992 13,0 29/11/1992 20,9 09/12/1992 35,7 09/12/1992 45,1 09/12/1992 51,6
24/01/1995 10,0 29/11/1992 15,1 09/12/1992 20,8 21/03/1994 35,0 21/03/1994 36,4 21/03/1994 36,6
14/01/1997 8,7 09/12/1992 15,6 21/03/1994 26,5 18/11/1994 24,4 18/11/1994 33,1 18/11/1994 38,1
25/01/1997 8,8 21/03/1994 24,8 14/01/1997 20,9 14/01/1997 31,1 14/01/1997 33,2 24/11/1996 34,7
18/02/1997 9,3 14/01/1997 13,9 25/04/1997 16,8 26/03/1997 23,7 26/03/1997 33,1 26/03/1997 44,1
11/03/1997 8,9 11/03/1997 12,2 19/12/1999 18,4 25/04/1997 25,7 25/04/1997 31,6 25/04/1997 35,5
19/09/1999 8,6 08/03/2000 19,9 08/03/2000 28,0 23/11/1998 24,4 23/11/1998 31,4 23/11/1998 37,4
08/03/2000 15,0 08/11/2000 15,7 08/11/2000 16,5 19/12/1999 31,7 19/12/1999 41,4 19/12/1999 44,8
08/11/2000 10,5 11/11/2006 14,9 11/11/2006 20,9 08/03/2000 38,3 08/03/2000 50,1 08/03/2000 50,1
25/10/2006 10,2 13/11/2006 17,8 13/11/2006 25,3 11/11/2006 38,6 11/11/2006 43,9 11/11/2006 49,6
11/11/2006 8,9 10/02/2007 13,3 10/02/2007 18,8 13/11/2006 31,1 13/11/2006 31,2 13/02/2007 40,6
13/11/2006 9,8 06/03/2007 13,6 06/03/2007 17,1 13/02/2007 26,4 13/02/2007 36,6 16/04/2010 53,3
06/03/2007 9,9 16/04/2010 19,4 16/04/2010 29,1 16/04/2010 43,3 16/04/2010 51,4 20/10/2010 36,4
16/04/2010 10,6 09/12/2010 13,2 09/12/2010 18,6 09/12/2010 32,2 09/12/2010 39,3 09/12/2010 41,3

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
24/01/1992 37,8 09/12/1992 90,9 09/12/1992 93,5 22/11/1991 49,3 09/12/1992 105,3 09/12/1992 105,3
09/12/1992 85,3 18/11/1994 38,4 18/04/1995 63,9 09/12/1992 103,7 18/04/1995 64,3 17/04/1995 65,5
21/03/1994 36,7 18/04/1995 62,8 20/04/1996 43,9 18/04/1995 63,9 10/04/1996 76,6 09/04/1996 78,9
18/11/1994 38,4 24/11/1996 45,2 24/11/1996 45,6 10/04/1996 60,1 20/04/1996 80,7 20/04/1996 88,9
18/04/1995 46,1 26/03/1997 50,3 25/01/1997 39,9 20/04/1996 68,3 23/11/1996 59,3 23/11/1996 72,4
24/11/1996 42,9 23/11/1998 54,2 26/03/1997 50,5 23/11/1996 50,0 26/03/1997 56,6 26/03/1997 71,7
26/03/1997 50,0 19/12/1999 53,7 23/11/1998 54,4 26/03/1997 52,3 23/11/1998 56,2 23/11/1998 56,9
23/11/1998 53,5 08/03/2000 50,1 19/12/1999 53,7 23/11/1998 54,5 17/05/1999 73,6 16/05/1999 94,1
19/12/1999 52,2 08/11/2000 41,6 08/03/2000 50,1 19/12/1999 71,4 19/12/1999 93,9 19/12/1999 97,8
08/03/2000 50,1 09/05/2006 39,3 08/11/2000 43,6 08/03/2000 50,1 11/11/2006 110,3 27/05/2006 65,8
09/05/2006 39,2 11/11/2006 98,2 11/11/2006 103,7 11/11/2006 110,0 13/02/2007 51,9 29/06/2006 56,3
13/02/2007 45,3 13/02/2007 48,0 13/02/2007 51,0 13/02/2007 51,9 25/05/2007 54,2 11/11/2006 119,0
16/04/2010 56,0 16/04/2010 56,8 16/04/2010 56,8 16/04/2010 56,8 16/04/2010 56,8 15/04/2010 56,8
08/06/2010 49,5 08/06/2010 59,4 08/06/2010 65,8 08/06/2010 75,9 07/06/2010 77,8 07/06/2010 79,3
20/10/2010 43,9 20/10/2010 49,0 20/10/2010 54,6 20/10/2010 58,2 20/10/2010 59,0 02/07/2010 69,1
09/12/2010 44,3 09/12/2010 48,7 09/12/2010 50,8 09/12/2010 51,5 09/12/2010 51,8 20/10/2010 60,0
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Forquilha/CE

Estação Pluviográfica: Fazenda Pocinhos,


Códigos: SUDENE 2779769/ ANA 00340036

FORTALEZA, CE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Fortaleza

Copyright @ 2013 CPRM - Residência de Fortaleza


Av. Antônio Sales 1418 – Joaquim Távora
Fortaleza - CE - 60.135-101
Telefone: 0(xx)(85)3878-0226
Fax: 0(xx)(85) 3878-0240
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Forquilha/CE. Estação Pluviográfica: Fazenda Pocinhos, Códigos
SUDENE 2779769/ ANA 00340036. José Alexandre Moreira Farias; Eber José de
Andrade Pinto. Fortaleza, CE: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - FARIAS, J. A. M.;


PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE FORTALEZA

Darlan Filgueira Maciel


Chefe da Residência

Jaime Quintas dos Santos Colares


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

José Adilson Dias Cavalcanti


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisco Edson Mendonça Gomes


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Francisco de Assis Vasconcelos


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório apresenta a equação IDF estabelecida para o município de
Forquilha/CE onde foram utilizados os registros contínuos da estação pluviográfica Fazenda
Pocinhos, códigos SUDENE 2779769/ ANA 00340036.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Forquilha e regiões


circunvizinhas.
O município de Forquilha está localizado no Estado do Ceará, na mesorregião do
Noroeste Cearense e microrregião de Sobral, na Latitude 03°47'52''S e Longitude
40°15'39''W, a 208 km de Fortaleza/CE. O município possui área de 517,0 km², apresenta
uma população estimada em 21.786 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de 100 m.
A estação de Fazenda Pocinhos, códigos SUDENE 2779769/ANA 00340036, ficava
localizada na Latitude 03°53'00'' S e Longitude 40°10'00'' W, no município de Forquilha, e já
não se encontra mais em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a
partir dos pluviogramas de um pluviógrafo Curvo. A Figura 01 apresenta a localização do
município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Fazenda Pocinhos,
código SUDENE 2779769/ ANA 00340036, foram utilizadas séries de duração parcial e os
dados utilizados constam do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a
Poisson-Logística.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
Modelo Poisson-Logística
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos T = 80 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Fazenda Pocinhos, para durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros


da equação são os seguintes:

a = 1229,7 ; b = 0,2015 ; c = 13 e d = 0,8413 ;

1229,7𝑇 0,2015
𝑖= (𝑡+13)0,8413
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 80 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Forquilha, foi registrada uma Chuva de
45mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
45mm dividido por 0,25 h é igual a 180 mm/h. Substituindo os valores na equação 03 temos:
1�
180(15 + 13)0,8413 0,2015
𝑇=� � = 79,5 𝑎𝑛𝑜𝑠
1229,7
O tempo de retorno de 79,5 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,26%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 180𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,26%
𝑇 79,5
O tempo de retorno do evento ocorrido, 79,5 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Forquilha, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação pluviográfica de Fazenda Pocinhos. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em agosto de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=230435&search=ceara|forquilh
a. Acesso em agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Ceará - Município de Forquilha. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Forquilha_%28Cear%C3%A1%29. Acesso em: agosto de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
DATA 5 MIN DATA 10 MIN DATA 15 MIN DATA 30 MIN DATA 45 MIN DATA 1 HORA
17/03/1970 11,3 17/03/1970 19,7 17/03/1970 24,9 17/03/1970 34,3 17/03/1970 39,4 17/03/1970 43,8
02/03/1971 13,2 02/03/1971 22,8 02/03/1971 27,3 02/03/1971 30,3 02/03/1971 43,5 02/03/1971 53,3
22/03/1971 11,5 22/03/1971 17,7 05/05/1971 22,5 22/03/1971 29,9 22/03/1971 30,8 04/06/1971 42,7
11/02/1972 11,7 05/05/1971 19,1 04/05/1972 21,3 28/04/1971 25,4 28/04/1971 30,3 11/02/1972 43,4
20/04/1972 10,8 04/05/1972 20,6 24/01/1973 26,9 05/05/1971 28,7 05/05/1971 30,5 25/04/1972 34,0
30/04/1972 12,5 24/01/1973 18,4 21/02/1974 32,1 11/02/1972 27,4 04/06/1971 36,1 19/12/1972 32,8
04/05/1972 14,9 21/02/1974 23,6 27/02/1974 22,6 25/04/1972 27,0 11/02/1972 36,7 01/02/1974 32,7
24/01/1973 10,7 27/02/1974 17,8 02/04/1974 27,2 30/08/1972 28,6 25/04/1972 30,2 21/02/1974 55,2
21/02/1974 13,8 02/04/1974 21,0 29/04/1974 22,3 30/12/1972 31,0 30/12/1972 31,2 27/02/1974 34,7
27/02/1974 11,5 29/04/1974 17,7 04/06/1974 21,9 24/01/1973 26,9 21/02/1974 52,7 02/04/1974 37,7
02/04/1974 11,9 04/06/1974 16,9 10/02/1975 21,1 21/02/1974 47,0 27/02/1974 34,6 10/04/1974 40,6
29/04/1974 12,3 10/02/1975 17,9 23/02/1975 24,4 27/02/1974 33,0 02/04/1974 37,3 29/04/1974 35,4
20/05/1974 10,0 23/02/1975 19,4 09/03/1978 26,4 02/04/1974 35,6 10/04/1974 36,8 16/05/1974 32,2
04/06/1974 10,1 03/04/1977 15,8 18/01/1985 20,4 29/04/1974 31,2 29/04/1974 34,1 10/02/1975 32,1
10/02/1975 10,5 09/03/1978 19,9 23/02/1985 21,7 04/06/1974 26,6 23/02/1975 35,2 23/02/1975 35,4
23/02/1975 11,0 20/04/1982 26,1 05/04/1985 33,1 10/02/1975 26,2 11/03/1975 33,4 11/03/1975 36,1
08/03/1975 10,2 23/02/1985 15,9 21/04/1985 23,1 23/02/1975 34,2 16/01/1978 32,2 16/01/1978 33,4
07/04/1975 10,7 05/04/1985 22,8 15/02/1986 22,0 11/03/1975 26,2 09/03/1978 53,7 09/03/1978 60,7
03/04/1977 10,5 21/04/1985 17,3 15/03/1986 20,3 16/01/1978 25,6 21/04/1978 33,7 21/04/1978 38,9
09/03/1978 12,4 15/02/1986 15,9 28/04/1986 22,7 09/03/1978 42,2 09/05/1978 29,9 26/03/1981 34,8
18/02/1982 10,4 15/03/1986 15,8 03/05/1988 21,7 02/04/1981 27,0 02/04/1981 35,1 02/04/1981 38,4
20/04/1982 13,8 28/04/1986 19,0 14/01/1989 35,6 18/02/1982 26,7 03/04/1984 32,2 03/04/1984 36,1
11/03/1983 10,1 26/05/1986 16,1 09/03/1989 32,6 03/04/1984 27,9 14/03/1985 35,2 14/03/1985 35,2
20/02/1984 9,9 03/05/1988 16,9 29/03/1989 22,7 23/02/1985 28,8 07/04/1985 36,2 07/04/1985 39,9
03/04/1984 10,9 14/01/1989 26,5 08/05/1989 23,8 07/04/1985 31,2 21/04/1985 51,1 21/04/1985 61,0
18/01/1985 10,6 09/03/1989 23,7 30/04/1990 27,7 21/04/1985 39,0 15/02/1986 34,0 31/01/1986 33,0
14/02/1985 10,0 12/03/1989 15,8 23/02/1991 26,1 15/02/1986 33,3 13/02/1988 30,8 15/02/1986 34,0
05/04/1985 13,0 29/03/1989 17,8 28/04/1986 27,5 24/04/1988 34,2 13/02/1988 33,4
21/04/1985 11,1 08/05/1989 20,1 29/04/1986 25,8 14/01/1989 46,4 24/04/1988 34,3
15/03/1986 10,8 30/04/1990 25,3 13/02/1988 25,2 09/03/1989 40,9 03/05/1988 32,2
28/04/1986 11,0 23/02/1991 19,5 24/04/1988 31,2 29/03/1989 31,9 14/01/1989 54,6
26/05/1986 10,8 14/01/1989 44,1 08/05/1989 33,5 09/03/1989 41,3
14/01/1989 15,7 09/03/1989 40,7 22/12/1989 36,3 08/05/1989 37,7
09/03/1989 14,8 12/03/1989 26,7 18/01/1990 29,9 22/12/1989 40,2
22/03/1989 9,8 29/03/1989 31,8 30/04/1990 35,9 30/04/1990 36,5
04/04/1989 10,0 08/05/1989 29,8 03/01/1991 30,0 03/01/1991 35,0
19/04/1989 11,2 22/12/1989 31,5 23/02/1991 42,6 23/02/1991 43,9
08/05/1989 11,9 30/04/1990 33,9 03/04/1993 40,5 03/04/1993 41,5
17/02/1990 10,4 23/02/1991 40,2
30/04/1990 15,5 03/04/1993 27,6
23/02/1991 10,4
09/05/1991 10,6
2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
02/03/1971 62,5 02/03/1971 62,9 02/03/1971 64,0 02/03/1971 64,2 04/05/1971 63,1 01/03/1971 64,2

05/05/1971 41,0 04/05/1971 47,2 04/05/1971 55,6 04/05/1971 62,8 05/05/1971 52,7 04/05/1971 63,1
04/06/1971 46,4 05/05/1971 49,5 05/05/1971 51,5 05/05/1971 52,4 11/02/1972 52,0 11/02/1972 61,1
11/02/1972 50,7 04/06/1971 47,0 04/06/1971 47,5 04/06/1971 47,6 19/12/1972 65,5 25/02/1973 67,4
25/04/1972 36,6 11/02/1972 51,3 11/02/1972 51,9 11/02/1972 52,0 25/02/1973 65,2 21/02/1974 80,0
19/12/1972 53,6 19/12/1972 55,2 19/12/1972 55,2 25/04/1972 45,0 17/01/1974 50,4 07/04/1974 73,9
24/01/1973 45,6 24/01/1973 45,6 24/01/1973 45,6 19/12/1972 61,3 21/02/1974 59,0 10/04/1974 59,2
25/02/1973 37,1 25/02/1973 43,3 25/02/1973 48,0 24/01/1973 45,6 02/04/1974 52,4 29/04/1974 68,3
01/02/1974 37,2 17/01/1974 39,2 17/01/1974 41,5 25/02/1973 58,0 10/04/1974 49,3 29/05/1974 76,3
21/02/1974 56,5 01/02/1974 38,0 21/02/1974 58,9 17/01/1974 49,8 29/04/1974 61,0 09/02/1975 67,3
02/04/1974 38,0 21/02/1974 58,4 02/04/1974 46,5 21/02/1974 59,0 30/04/1974 57,4 16/01/1978 60,0
10/04/1974 45,8 10/04/1974 48,1 10/04/1974 48,5 02/04/1974 52,2 10/02/1975 67,3 11/02/1978 120,4
16/05/1974 39,2 16/05/1974 40,4 16/05/1974 41,4 10/04/1974 49,3 03/04/1977 55,7 09/03/1978 118,4
30/05/1974 37,2 30/05/1974 42,0 30/05/1974 43,5 29/04/1974 61,0 16/01/1978 60,0 21/04/1978 73,6
10/02/1975 45,4 10/02/1975 60,5 10/02/1975 63,2 30/04/1974 46,9 09/03/1978 118,4 13/03/1981 74,0
23/02/1975 35,7 03/04/1977 48,4 03/04/1977 55,3 10/02/1975 67,3 21/04/1978 54,2 23/03/1981 66,6
11/03/1975 36,1 16/01/1978 39,3 16/01/1978 51,8 03/04/1977 55,7 13/03/1981 57,3 27/03/1981 77,9
11/02/1978 51,8 11/02/1978 67,3 11/02/1978 84,3 16/01/1978 60,0 23/03/1981 56,2 13/03/1985 60,6
09/03/1978 72,1 09/03/1978 78,0 09/03/1978 89,6 11/02/1978 101,9 28/03/1981 77,9 02/04/1985 94,6
21/04/1978 42,9 21/04/1978 51,2 09/04/1978 47,0 09/04/1978 54,9 02/04/1985 55,7 04/04/1985 85,7
12/03/1981 39,7 12/03/1981 42,1 21/04/1978 53,3 21/04/1978 54,2 05/04/1985 80,8 20/04/1985 105,0
02/04/1981 40,7 02/04/1981 40,8 12/03/1981 44,2 12/03/1981 45,7 07/04/1985 47,8 31/01/1986 86,6
03/04/1984 40,4 03/04/1984 41,4 13/03/1981 43,3 13/03/1981 45,9 21/04/1985 77,2 14/04/1988 73,7
14/03/1985 37,1 18/01/1985 39,4 02/04/1981 40,8 23/03/1981 53,1 31/01/1986 82,3 10/05/1988 77,2
05/04/1985 76,8 14/03/1985 38,6 03/04/1984 42,7 28/03/1981 50,7 14/04/1988 71,1 13/01/1989 60,0
07/04/1985 43,2 05/04/1985 88,6 18/01/1985 40,7 05/04/1985 80,8 10/05/1988 77,2 22/12/1989 101,2
21/04/1985 71,9 07/04/1985 47,2 14/03/1985 40,4 07/04/1985 47,8 14/01/1989 56,9 18/01/1990 60,8
31/01/1986 48,3 21/04/1985 73,8 05/04/1985 80,5 21/04/1985 77,2 16/03/1989 49,3
15/04/1988 49,6 31/01/1986 59,4 07/04/1985 47,8 31/01/1986 70,9 22/12/1989 101,2
14/01/1989 55,4 15/04/1988 61,3 21/04/1985 76,5 14/04/1988 64,6 18/01/1990 59,7
09/03/1989 43,1 10/05/1988 39,7 31/01/1986 65,6 10/05/1988 73,9 18/04/1991 53,1
08/05/1989 41,5 14/01/1989 56,0 15/04/1988 63,1 14/01/1989 56,9
22/12/1989 53,9 09/03/1989 43,4 10/05/1988 46,8 22/12/1989 98,5
18/01/1990 39,9 08/05/1989 41,5 14/01/1989 56,4 18/01/1990 57,0
30/04/1990 40,1 22/12/1989 61,1 09/03/1989 43,4 30/04/1990 45,9
03/01/1991 37,1 18/01/1990 44,1 08/05/1989 41,5 23/02/1991 46,7
23/02/1991 45,3 30/04/1990 40,7 22/12/1989 68,0 18/04/1991 53,1
18/04/1991 46,7 23/02/1991 45,8 18/01/1990 46,9
18/04/1991 48,0 30/04/1990 44,2
23/02/1991 46,0
18/04/1991 48,7
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Jaguaruana/CE

Estação Pluviográfica: Jaguaruana,


Código SUDENE: 2894643

FORTALEZA, CE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Fortaleza

Copyright @ 2013 CPRM - Residência de Fortaleza


Av. Antônio Sales 1418 – Joaquim Távora
Fortaleza - CE - 60.135-101
Telefone: 0(xx)(85)3878-0226
Fax: 0(xx)(85) 3878-0240
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Jaguaruana/CE. Estação Pluviográfica: Jaguaruana, Código SUDENE
2894643. José Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto. Fortaleza,
CE: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - FARIAS, J. A. M.;


PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE FORTALEZA

Darlan Filgueira Maciel


Chefe da Residência

Jaime Quintas dos Santos Colares


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

José Adilson Dias Cavalcanti


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisco Edson Mendonça Gomes


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Francisco de Assis Vasconcelos


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Jaguaruana/CE onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Jaguaruana, código SUDENE 2894643.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Jaguaruana e regiões


circunvizinhas.
O município de Jaguaruana está localizado no Estado do Ceará, na mesorregião do
Jaguaribe e microrregião do Baixo-Jaguaribe, na Latitude 04°50'02'' S e Longitude 37°46'51''
W, a 183 km de Fortaleza/CE. O município possui área de 867 km², apresenta uma população
estimada em 32.236 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de 20 m.
A estação de Jaguaruana, código SUDENE 2894643, ficava localizada na Latitude
4°50'00'' S e Longitude 37°47'00'' W, no município de Jaguaruana, e já não se encontra mais
em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos
pluviogramas de um pluviógrafo Reto. A Figura 01 apresenta a localização do município e da
estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Jaguaruana, código
SUDENE 2894643, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam
do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Jaguaruana, para durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da


equação são os seguintes:

a = 3351,4 ; b = 0,1683 ; c = 40 e d = 0,9430 ;

3351,4𝑇 0,1683
𝑖= (𝑡+40)0,9430
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Jaguaruana, foi registrada uma Chuva de
40,0 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
40,0 mm dividido por 0,25 h é igual a 160,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
160,0(15 + 40)0,9430 0,1683
𝑇=� � = 79,7 𝑎𝑛𝑜𝑠
3351,4
O tempo de retorno de 79,7 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,25%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 160,0𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,25%
𝑇 79,7
Mesmo superando a validade da equação, o tempo de retorno do evento ocorrido,
79,7 anos, é superior aos tempos de retorno utilizados no dimensionamento do sistema de
drenagem de Jaguaruana, isto explica os transtornos gerados no sistema de drenagem
pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação pluviográfica de Jaguaruana. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em agosto de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=230700&search=ceara|jaguaru
ana. Acesso em agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Ceará - Município de Jaguaruana. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaguaruana. Acesso em: agosto de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
28/03/1982 8,3 20/12/1981 12,8 20/12/1981 15,1 14/03/1982 28,1 14/03/1982 32,8 27/02/1982 30,2

21/04/1982 10,6 14/03/1982 12,6 14/03/1982 17,0 28/03/1982 27,3 28/03/1982 37,6 14/03/1982 35,0

24/04/1982 7,5 28/03/1982 14,0 28/03/1982 17,4 15/04/1982 31,4 15/04/1982 46,3 28/03/1982 37,6

09/02/1983 7,7 15/04/1982 14,1 15/04/1982 20,5 21/04/1982 25,0 21/04/1982 29,3 15/04/1982 56,6

05/03/1984 10,1 21/04/1982 14,0 21/04/1982 17,4 25/03/1983 26,4 25/03/1983 28,5 21/04/1982 29,5

17/03/1984 11,5 25/03/1983 13,7 25/03/1983 17,1 17/03/1984 29,6 17/03/1984 31,4 17/03/1984 39,1

25/03/1984 8,3 05/03/1984 12,9 05/03/1984 15,8 25/03/1984 27,4 25/03/1984 35,6 25/03/1984 42,6

01/04/1984 12,0 17/03/1984 16,6 17/03/1984 24,1 01/04/1984 41,7 01/04/1984 59,8 01/04/1984 63,7

06/04/1984 9,8 25/03/1984 13,3 25/03/1984 17,5 15/04/1984 22,9 15/04/1984 27,6 19/04/1984 36,2

04/02/1985 9,4 01/04/1984 20,7 01/04/1984 24,6 19/04/1984 23,3 19/04/1984 31,1 30/03/1985 53,6

30/03/1985 11,0 04/02/1985 15,3 04/02/1985 20,9 04/02/1985 27,1 30/03/1985 47,4 02/03/1986 52,8

26/05/1986 9,5 30/03/1985 18,0 30/03/1985 25,0 30/03/1985 40,0 02/03/1986 47,1 05/03/1986 38,8

02/03/1986 17,2 02/03/1986 25,5 02/03/1986 41,2 05/03/1986 31,1 26/05/1986 33,1

26/05/1986 13,2 26/05/1986 16,9 26/05/1986 27,0 26/05/1986 32,5 17/03/1987 34,4

25/03/1987 18,8 25/03/1987 23,0 25/03/1987 38,7 25/03/1987 47,0 25/03/1987 53,1

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
27/02/1982 49,3 27/02/1982 56,2 27/02/1982 56,8 27/02/1982 58,3 27/02/1982 67,9 27/02/1982 73,7

14/03/1982 55,0 14/03/1982 67,5 14/03/1982 75,3 14/03/1982 77,6 14/03/1982 78,3 14/04/1982 111,1

28/03/1982 37,6 28/03/1982 37,6 28/03/1982 38,7 15/04/1982 103,9 14/04/1982 109,8 20/04/1982 49,4

15/04/1982 79,6 15/04/1982 85,8 15/04/1982 87,9 21/04/1982 47,6 21/04/1982 47,8 17/03/1984 80,9

17/03/1984 56,9 17/03/1984 57,1 17/03/1984 70,6 25/03/1983 39,6 17/03/1984 80,9 24/03/1984 53,5

25/03/1984 52,1 25/03/1984 53,1 25/03/1984 53,2 17/03/1984 73,7 25/03/1984 53,5 01/04/1984 89,0

01/04/1984 82,6 01/04/1984 84,2 01/04/1984 84,2 25/03/1984 53,2 01/04/1984 85,1 19/04/1984 104,4

19/04/1984 59,3 19/04/1984 68,4 19/04/1984 72,3 01/04/1984 84,2 06/04/1984 43,6 23/02/1985 62,0

15/05/1984 43,1 15/05/1984 43,2 15/05/1984 43,3 19/04/1984 74,7 19/04/1984 84,9 27/02/1985 58,0

30/03/1985 66,7 24/02/1985 36,5 24/02/1985 37,5 15/05/1984 43,3 15/05/1984 43,3 13/03/1985 50,6

02/03/1986 57,0 30/03/1985 70,4 30/03/1985 71,2 30/03/1985 75,5 30/03/1985 78,8 29/03/1985 82,6

05/03/1986 46,2 02/03/1986 58,8 02/03/1986 60,9 02/03/1986 62,4 02/03/1986 62,6 01/03/1986 65,6

26/05/1986 34,2 05/03/1986 49,1 05/03/1986 53,3 04/03/1986 55,6 05/03/1986 56,4 04/03/1986 77,0

17/03/1987 35,2 26/05/1986 46,5 26/05/1986 49,7 26/05/1986 62,1 26/05/1986 64,4 26/05/1986 64,4

25/03/1987 62,6 25/03/1987 64,2 25/03/1987 64,2 25/03/1987 64,2 25/03/1987 64,2 24/03/1987 64,2
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Morada Nova/CE

Estação Pluviográfica: Morada Nova,


Código SUDENE: 3803225

FORTALEZA, CE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Fortaleza

Copyright @ 2013 CPRM - Residência de Fortaleza


Av. Antônio Sales 1418 – Joaquim Távora
Fortaleza - CE - 60.135-101
Telefone: 0(xx)(85)3878-0226
Fax: 0(xx)(85) 3878-0240
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Morada Nova/CE. Estação Pluviográfica: Morada Nova, Código
SUDENE 3803225. José Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto.
Fortaleza, CE: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - FARIAS, J. A. M.;


PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE FORTALEZA

Darlan Filgueira Maciel


Chefe da Residência

Jaime Quintas dos Santos Colares


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

José Adilson Dias Cavalcanti


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisco Edson Mendonça Gomes


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Francisco de Assis Vasconcelos


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Morada Nova onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Morada Nova, código SUDENE 3803225.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Morada Nova e regiões


circunvizinhas.
O município de Morada Nova está localizado no Estado do Ceará, na mesorregião do
Jaguaribe e microrregião do Baixo-Jaguaribe, na Latitude 05°06'25'' S e Longitude 38°22'22''
W, a 168 km de Fortaleza/CE. O município possui área de 2.779 km², apresenta uma
população estimada em 62.065 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de 52 m.
A estação de Morada Nova, código SUDENE 3803225, ficava localizada na Latitude
05°07'00'' S e Longitude 38°23'00'' W, no município de Morada Nova, e já não se encontra
mais em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos
pluviogramas de um pluviógrafo Curvo. A Figura 01 apresenta a localização do município e
da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Morada Nova, código
SUDENE 3803225, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam
do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Morada Nova, para durações de 5 minutos a 24 hora, os parâmetros da


equação são os seguintes:

a = 1920,7 ; b = 0,2167 ; c = 21 e d = 0,9181 ;

1920,7𝑇 0,2167
𝑖= (𝑡+21)0,9181
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Morada Nova, foi registrada uma Chuva de
41 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
41 mm dividido por 0,25 h é igual a 164 mm/h. Substituindo os valores na equação 03 temos:
1�
164(15 + 21)0,9181 0,2167
𝑇=� � = 46,0 𝑎𝑛𝑜𝑠
1920,7
O tempo de retorno de 46,0 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 2,17%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 164𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 2,17%
𝑇 46,0
O tempo de retorno do evento ocorrido, 46,0 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Morada Nova, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação pluviográfica de Morada Nova. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em agosto de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=230870&search=ceara|morada
-nova. Acesso em agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Ceará - Município de Morada Nova. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Morada_Nova. Acesso em: agosto de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA

24/04/1982 11,8 16/04/1981 9,9 16/04/1981 13,0 24/04/1982 50,7 16/04/1981 27,8 16/04/1981 28,7

06/04/1983 7,1 24/04/1982 20,7 24/04/1982 27,5 18/03/1983 22,5 24/04/1982 72,0 24/04/1982 80,0

19/05/1984 6,9 06/04/1983 13,2 06/04/1983 18,8 06/04/1983 24,1 18/03/1983 30,6 18/03/1983 34,4

19/01/1985 15,3 28/02/1984 11,2 28/02/1984 13,1 19/01/1985 27,7 19/01/1985 31,5 19/01/1985 33,1

14/02/1985 5,9 19/05/1984 10,2 19/01/1985 22,9 25/01/1985 22,4 04/03/1985 39,9 04/03/1985 43,1

24/03/1985 6,8 19/01/1985 21,4 04/03/1985 23,2 04/03/1985 29,9 11/05/1985 27,3 20/04/1985 30,1

17/04/1985 10,4 04/03/1985 21,0 02/01/1986 19,6 02/01/1986 29,8 12/06/1985 26,7 11/05/1985 30,4

22/04/1985 7,4 17/04/1985 11,6 31/01/1986 13,6 04/01/1986 23,5 02/01/1986 30,7 12/06/1985 29,1

02/01/1986 7,1 02/01/1986 13,5 12/02/1986 13,4 12/02/1986 21,6 12/02/1986 26,4 02/01/1986 31,3

31/01/1986 6,7 31/01/1986 10,1 28/03/1986 13,3 28/03/1986 23,2 28/03/1986 29,0 28/03/1986 29,3

20/04/1986 8,0 20/04/1986 12,7 20/04/1986 16,5 20/04/1986 31,3 20/04/1986 35,4 20/04/1986 39,6

26/05/1986 9,9 26/05/1986 18,1 26/05/1986 24,1 26/05/1986 35,3 26/05/1986 42,1 26/05/1986 46,7

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS

24/04/1982 94,2 24/04/1982 103,2 24/04/1982 108,6 02/04/1981 45,1 02/04/1981 56,5 02/04/1981 58,6

18/03/1983 39,6 18/03/1983 39,7 18/03/1983 39,7 24/04/1982 109,3 23/04/1982 109,3 24/04/1982 110,3

19/01/1985 33,3 06/04/1983 33,9 06/04/1983 35,3 17/03/1984 41,5 17/03/1984 52,6 06/04/1983 65,0

04/03/1985 44,4 19/01/1985 33,8 04/03/1985 45,3 18/01/1985 53,1 18/01/1985 55,7 18/01/1985 65,8

19/03/1985 33,7 04/03/1985 45,2 19/03/1985 42,0 04/03/1985 45,3 04/03/1985 45,3 18/03/1985 57,1

20/04/1985 31,8 19/03/1985 39,8 24/03/1985 34,1 19/03/1985 43,1 19/03/1985 43,2 27/04/1985 56,3

11/05/1985 37,4 17/04/1985 35,0 17/04/1985 42,4 11/05/1985 45,2 11/05/1985 49,5 11/06/1985 54,9

02/01/1986 31,8 20/04/1985 33,8 20/04/1985 34,5 17/06/1985 45,3 17/06/1985 46,6 31/01/1986 84,8

31/01/1986 32,3 11/05/1985 40,4 11/05/1985 41,7 31/01/1986 47,3 31/01/1986 50,7 20/04/1986 76,0

20/04/1986 43,6 31/01/1986 32,4 31/01/1986 36,4 20/04/1986 51,3 20/04/1986 59,8 26/05/1986 67,8

26/05/1986 53,8 20/04/1986 43,7 20/04/1986 43,7 26/05/1986 67,4 26/05/1986 67,8

26/05/1986 59,7 26/05/1986 63,9


MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Paracuru/CE

Estação Pluviográfica: Paracuru,


Código SUDENE: 2861786

FORTALEZA, CE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Fortaleza

Copyright @ 2013 CPRM - Residência de Fortaleza


Av. Antônio Sales 1418 – Joaquim Távora
Fortaleza - CE - 60.135-101
Telefone: 0(xx)(85)3878-0226
Fax: 0(xx)(85) 3878-0240
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Paracuru/CE. Estação Pluviográfica: Paracuru, Código SUDENE
2861786. José Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto. Fortaleza,
CE: CPRM, 2013.

12p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - FARIAS, J. A. M.;


PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE FORTALEZA

Darlan Filgueira Maciel


Chefe da Residência

Jaime Quintas dos Santos Colares


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

José Adilson Dias Cavalcanti


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisco Edson Mendonça Gomes


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Francisco de Assis Vasconcelos


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Paracuru/CE onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Paracuru, código SUDENE 2861786.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Paracuru e regiões


circunvizinhas.
O município de Paracuru está localizado no Estado do Ceará, na mesorregião do
Norte Cearense e microrregião do Baixo Curu, na Latitude 03°24'36'' S e Longitude 39°01'51''
W, a 87 km de Fortaleza/CE. O município possui área de 300,3 km², apresenta uma
população estimada em 31.636 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude de 20 m.
A estação de Paracuru, código SUDENE 2861786, ficava localizada na Latitude
03°25'00'' S e Longitude 39°02'00'' W, no município de Paracuru, e já não se encontra mais
em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos
pluviogramas, em que parte do período veio de um pluviógrafo Curvo e outra parte de
pluviógrafo Reto.

A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Paracuru, código
SUDENE 2861786, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam
do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos T = 100 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Paracuru, para durações de 5 minutos a 24 hora, os parâmetros da


equação são os seguintes:

a = 1888,0 ; b = 0,1493 ; c = 27 e d = 0,8525 ;

1888,0𝑇 0,1493
𝑖= (𝑡+27)0,8525
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 100 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Paracuru, foi registrada uma Chuva de
37,5 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
37,5 mm dividido por 0,25 h é igual a 150,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
150,0(15 + 27)0,8525 0,1493
𝑇=� � = 79,7 𝑎𝑛𝑜𝑠
1888,0
O tempo de retorno de 79,7 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,25%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 150,0𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,25%
𝑇 79,7
O tempo de retorno do evento ocorrido, 79,7 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Paracuru, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação pluviográfica de Paracuru. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em agosto de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=231020&search=ceara|paracur
u. Acesso em agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Ceará - Município de Paracuru. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Paracuru. Acesso em: agosto de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA

12/04/1966 8,3 12/04/1966 12,5 12/04/1966 16,7 12/04/1966 27,0 12/04/1966 29,9 12/04/1966 30,0
03/02/1967 8,9 03/02/1967 12,6 09/05/1966 15,3 09/05/1966 25,1 09/05/1966 30,5 09/05/1966 36,2
10/02/1967 13,0 10/02/1967 19,7 03/02/1967 16,4 03/02/1967 32,0 03/02/1967 42,5 03/02/1967 53,1
21/03/1967 8,8 21/03/1967 12,9 10/02/1967 26,2 10/02/1967 50,9 10/02/1967 63,2 10/02/1967 66,3
24/04/1967 8,8 24/04/1967 13,2 21/03/1967 16,9 22/02/1967 23,6 22/02/1967 31,8 22/02/1967 33,8
04/05/1967 10,6 04/05/1967 14,5 24/04/1967 17,0 21/03/1967 24,2 21/03/1967 28,7 04/05/1967 31,6
14/03/1969 12,8 14/03/1969 20,8 04/05/1967 17,1 04/05/1967 28,0 04/05/1967 29,7 04/03/1969 32,1
28/03/1969 10,5 24/03/1969 12,6 14/03/1969 28,8 14/03/1969 46,0 14/03/1969 55,3 14/03/1969 59,9
28/02/1970 9,6 01/07/1969 12,4 24/03/1969 16,9 24/03/1969 23,0 05/04/1969 30,6 24/03/1969 31,6
02/03/1970 8,1 09/11/1970 15,2 05/04/1969 16,1 05/04/1969 28,4 12/05/1969 26,4 05/04/1969 31,6
29/04/1970 10,3 21/01/1971 17,4 01/07/1969 15,5 25/04/1969 23,9 09/11/1970 50,9 09/11/1970 56,3
09/11/1970 10,9 26/02/1971 12,6 19/03/1970 16,7 09/11/1970 39,2 21/01/1971 45,7 21/01/1971 55,0
21/01/1971 9,5 17/03/1971 12,6 09/11/1970 19,7 21/01/1971 39,5 26/02/1971 28,1 26/02/1971 36,9
26/02/1971 8,7 21/03/1971 18,3 21/01/1971 24,4 26/02/1971 24,3 21/03/1971 58,8 21/03/1971 69,7
21/03/1971 10,0 09/04/1971 14,7 17/03/1971 17,1 17/03/1971 25,0 09/04/1971 32,2 09/04/1971 33,8
09/04/1971 9,8 25/02/1973 19,8 21/03/1971 25,7 21/03/1971 45,4 25/02/1973 46,6 27/01/1973 32,8
11/04/1971 8,2 16/05/1973 16,6 09/04/1971 19,6 09/04/1971 28,9 08/03/1973 33,3 25/02/1973 48,9
01/06/1971 8,3 14/06/1973 12,6 25/02/1973 28,0 25/02/1973 40,0 12/03/1973 31,7 08/03/1973 33,8
30/05/1972 9,4 17/05/1974 19,3 08/03/1973 16,8 08/03/1973 29,7 22/05/1973 28,6 12/03/1973 35,5
25/02/1973 10,0 07/05/1975 17,2 09/05/1973 16,1 12/03/1973 22,9 17/05/1974 31,0 22/05/1973 35,6
16/05/1973 9,8 12/05/1975 19,0 16/05/1973 21,0 22/05/1973 25,8 07/05/1975 36,6 17/05/1974 31,1
14/06/1973 8,2 29/05/1975 12,1 17/05/1974 24,8 17/05/1974 29,5 12/05/1975 38,9 07/05/1975 37,3
17/05/1974 11,2 16/03/1977 16,1 07/05/1975 22,1 07/05/1975 29,1 29/05/1975 27,9 12/05/1975 54,3
07/05/1975 10,1 29/03/1977 13,0 12/05/1975 22,6 12/05/1975 27,8 30/03/1977 30,8 29/05/1975 27,9
12/05/1975 12,2 03/04/1977 12,8 29/05/1975 17,5 29/05/1975 27,2 03/04/1977 32,4 30/03/1977 36,6
16/03/1977 10,8 06/04/1977 13,9 16/03/1977 17,4 03/04/1977 29,0 06/04/1977 48,2 03/04/1977 35,4
29/03/1977 10,7 26/04/1977 15,6 03/04/1977 18,2 06/04/1977 36,0 26/04/1977 28,9 06/04/1977 60,1
26/04/1977 8,3 27/03/1979 12,8 06/04/1977 20,3 26/04/1977 27,0 22/05/1977 27,1 26/04/1977 30,6
27/03/1979 8,5 18/04/1979 12,5 26/04/1977 21,7 18/04/1979 25,4 18/04/1979 31,8 22/05/1977 32,4
05/04/1981 9,5 05/04/1981 12,9 14/05/1977 16,8 30/03/1981 28,8 30/03/1981 37,2 18/04/1979 35,6
09/05/1981 12,0 07/05/1981 14,6 18/04/1979 16,9 05/04/1981 28,5 05/04/1981 42,2 30/03/1981 42,0
09/03/1983 9,1 09/05/1981 17,6 05/04/1981 16,2 07/05/1981 37,8 07/05/1981 43,1 05/04/1981 45,5
28/03/1983 9,5 28/03/1983 13,1 07/05/1981 20,9 09/05/1981 29,9 09/05/1981 35,6 07/05/1981 43,3
08/04/1983 10,5 08/04/1983 14,7 09/05/1981 22,4 29/01/1982 23,9 29/01/1982 27,8 09/05/1981 37,9
29/02/1984 8,1 06/03/1984 17,9 08/04/1983 18,6 08/04/1983 24,7 24/01/1985 28,3 29/01/1982 32,3
06/03/1984 10,6 24/01/1985 16,6 06/03/1984 19,4 24/01/1985 26,5 30/01/1985 41,9 24/01/1985 28,6
01/04/1984 8,4 30/01/1985 14,9 24/01/1985 20,3 30/01/1985 36,3 07/02/1985 28,6 30/01/1985 52,2
24/01/1985 9,0 07/02/1985 16,6 30/01/1985 22,1 07/02/1985 28,5 01/02/1986 28,3 07/02/1985 28,9
07/02/1985 10,7 12/02/1987 12,5 07/02/1985 20,8 09/05/1986 23,7 09/05/1986 27,7 01/02/1986 33,6
11/02/1985 9,2 11/04/1987 13,2 12/02/1987 17,0 12/02/1987 23,8 17/03/1987 32,7 09/05/1986 29,5
11/04/1987 8,6 13/02/1988 16,5 13/02/1988 22,4 13/02/1988 34,9 13/02/1988 46,4 17/03/1987 39,3
26/01/1988 8,4 14/03/1988 13,8 19/02/1988 15,6 19/02/1988 24,9 19/02/1988 31,3 13/02/1988 51,1
13/02/1988 9,6 30/03/1988 12,1 14/03/1988 19,3 14/03/1988 27,1 14/03/1988 27,2 19/02/1988 35,9
0/03/1988 8,8 31/03/1988 12,8 31/03/1988 18,9 31/03/1988 27,7 31/03/1988 29,1 31/03/1988 30,2
2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
11/04/1966 42,6 11/04/1966 45,4 11/04/1966 46,0 15/03/1966 50,6 14/03/1966 58,8 14/03/1966 58,8
09/05/1966 40,7 09/05/1966 40,7 03/02/1967 101,9 11/04/1966 47,2 11/04/1966 63,6 11/04/1966 63,6
03/02/1967 76,9 03/02/1967 93,7 10/02/1967 66,7 03/02/1967 118,9 03/02/1967 119,7 03/02/1967 119,7
10/02/1967 66,4 10/02/1967 66,4 11/02/1967 43,3 10/02/1967 69,0 09/02/1967 69,0 09/02/1967 69,0
04/05/1967 46,1 04/05/1967 52,3 04/05/1967 53,9 11/02/1967 67,3 11/02/1967 70,5 10/02/1967 118,1
04/03/1969 41,2 04/03/1969 53,3 04/03/1969 55,3 02/05/1967 51,4 02/05/1967 53,3 02/05/1967 53,5
14/03/1969 76,6 14/03/1969 84,5 14/03/1969 86,9 04/05/1967 55,6 04/05/1967 63,6 04/05/1967 65,0
06/04/1969 46,2 28/03/1969 46,8 28/03/1969 50,3 04/03/1969 57,3 13/03/1969 88,7 13/03/1969 88,7
04/05/1970 38,6 06/04/1969 55,8 06/04/1969 66,2 14/03/1969 88,7 28/03/1969 64,7 27/03/1969 65,2
08/11/1970 63,6 12/05/1969 43,7 12/05/1969 46,5 28/03/1969 62,0 05/04/1969 76,3 05/04/1969 90,0
21/01/1971 67,1 01/07/1969 44,4 01/07/1969 49,5 05/04/1969 76,3 06/05/1969 79,2 06/05/1969 79,4
26/02/1971 56,7 04/05/1970 42,0 04/05/1970 49,6 06/05/1969 76,9 19/03/1970 69,5 19/03/1970 71,1
21/03/1971 83,9 08/11/1970 65,4 08/11/1970 65,5 19/03/1970 50,7 01/04/1970 51,4 01/04/1970 55,6
09/04/1971 43,6 21/01/1971 74,4 20/01/1971 74,4 01/04/1970 50,4 03/05/1970 60,5 20/01/1971 112,1
17/06/1972 37,6 26/02/1971 57,0 26/02/1971 57,7 04/05/1970 50,0 08/11/1970 65,5 20/03/1971 91,5
27/01/1973 44,0 21/03/1971 85,5 21/03/1971 90,4 08/11/1970 65,5 21/01/1971 109,4 08/04/1971 76,4
25/02/1973 52,2 09/04/1971 43,7 17/06/1972 47,2 21/01/1971 75,4 20/03/1971 90,4 10/04/1971 71,8
12/03/1973 50,2 17/06/1972 45,4 27/01/1973 52,9 26/02/1971 61,4 09/04/1971 76,4 13/04/1971 87,5
12/04/1973 38,2 27/01/1973 51,4 25/02/1973 56,9 20/03/1971 90,4 11/04/1971 67,1 27/01/1973 72,8
25/04/1973 47,0 25/02/1973 54,2 12/03/1973 56,5 09/04/1971 76,4 13/04/1971 69,8 25/02/1973 111,3
22/05/1973 38,5 12/03/1973 54,6 12/04/1973 43,0 13/04/1971 60,7 17/06/1972 51,4 11/03/1973 62,2
26/01/1974 38,0 25/04/1973 47,0 25/04/1973 47,0 17/06/1972 49,9 27/01/1973 62,3 03/04/1973 93,1
07/05/1975 37,9 15/05/1973 47,7 15/05/1973 49,1 27/01/1973 58,4 25/02/1973 61,1 24/04/1973 64,9
12/05/1975 64,0 26/01/1974 45,2 26/01/1974 47,8 25/02/1973 59,4 11/03/1973 58,6 13/03/1975 55,2
30/03/1977 38,3 12/05/1975 65,1 11/05/1975 90,1 12/03/1973 57,9 03/04/1973 79,7 11/05/1975 91,4
03/04/1977 38,0 03/04/1977 39,4 06/04/1977 71,8 04/04/1973 68,4 14/03/1975 52,7 03/04/1977 62,3
06/04/1977 71,7 06/04/1977 71,8 22/05/1977 48,3 25/01/1974 47,8 20/04/1975 48,4 05/04/1977 71,8
22/05/1977 40,4 22/05/1977 47,2 18/04/1979 43,5 11/05/1975 91,1 11/05/1975 91,4 30/03/1981 92,9
18/04/1979 38,1 18/04/1979 41,3 24/03/1981 52,5 06/04/1977 71,8 06/04/1977 71,8 05/04/1981 122,9
24/03/1981 45,6 24/03/1981 51,2 30/03/1981 46,6 22/05/1977 48,3 21/05/1977 48,3 06/05/1981 71,1
30/03/1981 46,0 30/03/1981 46,6 05/04/1981 101,9 05/04/1981 119,6 05/04/1981 122,9 06/02/1984 59,1
05/04/1981 82,4 05/04/1981 96,6 07/05/1981 60,6 07/05/1981 71,1 07/05/1981 71,1 27/03/1984 58,7
07/05/1981 48,6 07/05/1981 54,0 08/05/1981 49,2 08/05/1981 49,2 08/05/1981 49,2 28/07/1984 63,0
09/05/1981 45,5 09/05/1981 49,2 09/03/1983 44,8 16/04/1984 51,2 16/04/1984 51,7 30/01/1985 66,5
29/01/1982 39,9 29/01/1982 41,4 28/07/1984 55,9 28/07/1984 62,9 28/07/1984 62,9 10/02/1985 53,9
09/03/1983 37,9 28/07/1984 52,4 24/01/1985 46,9 30/01/1985 66,2 30/01/1985 66,4 31/01/1986 91,1
28/07/1984 39,6 24/01/1985 46,9 30/01/1985 64,4 01/02/1986 75,4 31/01/1986 84,3 08/03/1987 55,7
24/01/1985 44,7 30/01/1985 64,4 01/02/1986 71,8 09/05/1986 59,2 09/03/1987 53,9 17/03/1987 146,2
30/01/1985 64,2 01/02/1986 68,8 09/05/1986 59,2 09/03/1987 49,7 17/03/1987 145,9 29/03/1987 70,8
01/02/1986 56,7 09/05/1986 59,2 17/03/1987 78,4 17/03/1987 137,0 29/03/1987 69,3 13/02/1988 87,2
09/05/1986 57,0 17/03/1987 66,4 29/03/1987 55,6 29/03/1987 68,9 13/02/1988 85,2 18/02/1988 54,3
17/03/1987 49,4 13/02/1988 64,0 13/02/1988 69,8 13/02/1988 84,8 18/02/1988 51,8 06/04/1988 70,3
13/02/1988 59,7 18/02/1988 41,5 19/02/1988 50,8 18/02/1988 51,0 30/03/1988 48,2
19/02/1988 41,1 07/04/1988 47,1 06/04/1988 53,6 06/04/1988 62,8 06/04/1988 66,4
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Várzea Alegre/CE

Estação Pluviográfica: Várzea Alegre,


Código SUDENE: 3831543

FORTALEZA, CE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Fortaleza

Copyright @ 2013 CPRM - Residência de Fortaleza


Av. Antônio Sales 1418 – Joaquim Távora
Fortaleza - CE - 60.135-101
Telefone: 0(xx)(85)3878-0226
Fax: 0(xx)(85) 3878-0240
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Várzea Alegre/CE. Estação Pluviográfica: Várzea Alegre, Código
SUDENE 3831543. José Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto.
Fortaleza, CE: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - FARIAS, J. A. M.;


PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE FORTALEZA

Darlan Filgueira Maciel


Chefe da Residência

Jaime Quintas dos Santos Colares


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

José Adilson Dias Cavalcanti


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisco Edson Mendonça Gomes


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Francisco de Assis Vasconcelos


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Várzea Alegre/CE onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Várzea Alegre, código SUDENE 3831543.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Várzea Alegre e regiões


circunvizinhas.
O município de Várzea Alegre está localizado no Estado do Ceará, na mesorregião do
Centro-Sul Cearense e microrregião de Várzea Alegre, na Latitude 06°47'20'' S e Longitude
39°17'45'' W, a 436 km de Fortaleza/CE. O município possui área de 835,7 km² e localiza-se a
uma altitude de 302 m.
A estação de Várzea Alegre, código SUDENE 3831543, ficava localizada na Latitude
06°48'00'' S e Longitude 39°18'00'' W, no município de Várzea Alegre, e já não se encontra
mais em operação.
Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos pluviogramas de
um pluviógrafo Reto.
A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fontes: Wikipédia e Google,


2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Várzea Alegre, código
SUDENE 3831543, foram utilizadas séries de máximos anuais (por ano hidrológico) e os
dados utilizados constam do Anexo I.

A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
1000

Tr
(anos)

2
100
5
10
Intensidade (mm/h)

15
20
25
30
35
40

10 45
50
55
60

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:

i é a intensidade da chuva (mm/h)


T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Várzea Alegre, para durações de 5 minutos a 24 hora, os parâmetros da


equação são os seguintes:

a = 2977,1 ; b = 0,1711 ; c = 36 e d = 0,9059 ;

2977,1𝑇 0,1711
𝑖= (𝑡+36)0,9059
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 60 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Várzea Alegre, foi registrada uma Chuva
de 41 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
41 mm dividido por 0,25 h é igual a 164 mm/h. Substituindo os valores na equação 03 temos:
1�
164(15 + 36)0,9059 0,1711
𝑇=� � = 48,2 𝑎𝑛𝑜𝑠
2977,1
O tempo de retorno de 48,2 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 2,07%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 164𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 2,07%
𝑇 48,2
O tempo de retorno do evento ocorrido, 48,2 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Várzea Alegre, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação pluviográfica de Várzea Alegre. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em agosto de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=231400&search=ceara|varzea-
alegre. Acesso em agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Ceará - Município de Várzea Alegre. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%A1rzea_Alegre. Acesso em: agosto de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
DATA 5 MIN DATA 10 MIN DATA 15 MIN DATA 30 MIN DATA 45 MIN DATA 1 HORA
02/mar/62 13,4 26/jan/64 21,9 25/mar/61 18,7 25/mar/61 31,1 25/mar/61 33,4 25/mar/61 33,5
26/jan/64 11,7 28/mar/65 20,2 28/mar/65 24,6 06/abr/62 41,3 06/abr/62 42,4 06/abr/62 42,7
28/mar/65 11,6 03/fev/67 17,5 06/fev/66 28,9 13/fev/64 41,7 28/mar/65 48,1 28/mar/65 53,9
06/fev/66 12,2 03/abr/68 19,4 03/fev/67 23,0 28/mar/65 40,7 06/fev/66 57,2 03/fev/67 60,0
03/fev/67 10,2 08/mar/70 20,5 03/abr/68 27,6 06/fev/66 46,1 03/fev/67 56,0 28/dez/67 58,7
03/abr/68 11,3 30/mar/71 20,8 06/mai/69 30,2 28/dez/67 39,0 05/mai/69 61,3 05/mai/69 64,3
30/mar/71 12,1 01/abr/72 14,7 30/mar/71 25,4 06/mai/69 51,8 27/fev/70 49,7 30/jan/71 65,3
30/jan/72 9,7 24/fev/73 21,5 24/fev/73 25,6 27/fev/70 41,6 30/jan/71 58,6 14/mar/72 38,2
24/fev/73 14,0 10/abr/75 16,6 03/abr/74 24,8 30/jan/71 45,1 25/fev/73 45,5 25/fev/73 48,8
03/abr/74 13,0 03/fev/76 13,9 10/abr/75 23,8 25/fev/73 40,7 20/abr/74 37,8 02/mar/75 38,1
18/abr/75 10,9 11/fev/77 28,3 03/fev/76 20,0 20/abr/74 30,2 02/mar/75 38,1 06/dez/75 39,5
06/mar/76 8,6 14/mar/79 15,6 11/fev/77 34,6 02/mar/75 33,4 06/dez/75 33,3 14/mar/79 39,7
11/fev/77 14,9 17/mar/81 16,9 14/mar/79 22,7 11/fev/77 51,7 14/mar/79 38,8 02/abr/81 62,5
17/mar/81 9,7 17/fev/85 19,7 17/mar/81 19,9 14/mar/79 35,7 02/abr/81 50,3 05/abr/83 35,9
17/fev/85 11,5 21/mar/87 14,8 17/fev/85 29,6 02/abr/81 37,3 17/fev/85 53,2 17/fev/85 57,7
26/mar/86 13,0 24/fev/88 18,9 26/mar/86 25,0 26/mar/86 33,5 26/mar/86 38,3 26/mar/86 41,6
08/fev/87 10,3 01/jan/89 19,6 21/mar/87 21,1 21/mar/87 33,7 21/mar/87 37,1 21/mar/87 38,1
04/fev/88 9,8 24/fev/88 26,8 24/fev/88 42,9 24/fev/88 47,1 16/mar/88 61,3
01/jan/89 11,4 01/jan/89 29,4 01/jan/89 45,4

DATA 2 HORAS DATA 3 HORAS DATA 4 HORAS DATA 8 HORAS DATA 14 HORAS DATA 24 HORAS
25/mar/61 33,5 25/mar/61 33,5 02/mar/62 43,6 22/jan/62 71,0 13/fev/64 52,6 12/fev/64 62,6
02/mar/62 43,6 02/mar/62 43,6 13/fev/64 52,6 13/fev/64 52,6 28/mar/65 93,0 28/mar/65 93,0
13/fev/64 52,6 13/fev/64 52,6 05/fev/66 116,7 28/mar/65 93,0 05/fev/66 157,3 05/fev/66 157,3
28/mar/65 85,9 28/mar/65 89,3 03/fev/67 73,1 05/fev/66 157,3 02/fev/67 111,4 02/fev/67 111,4
06/fev/66 81,0 05/fev/66 106,6 09/fev/68 88,0 03/fev/67 93,9 08/fev/68 99,4 28/dez/67 103,3
24/fev/73 76,0 03/fev/67 72,7 01/mai/69 79,4 08/fev/68 95,2 30/abr/69 83,0 30/abr/69 86,5
01/mar/75 40,5 01/mai/69 78,3 18/jan/72 92,0 30/abr/69 83,0 02/mar/70 105,4 02/mar/70 126,7
06/dez/75 63,5 02/mar/70 82,7 24/fev/73 101,6 02/mar/70 101,6 29/jan/71 112,4 29/jan/71 112,4
06/fev/77 73,0 30/jan/71 94,6 01/mar/75 48,9 30/jan/71 108,3 18/jan/72 134,2 18/jan/72 134,2
15/jan/79 49,0 18/jan/72 75,7 15/jan/79 76,6 18/jan/72 126,6 24/fev/73 110,4 24/fev/73 141,0
02/abr/81 83,7 24/fev/73 98,3 05/abr/83 42,4 24/fev/73 110,4 05/dez/75 96,9 05/dez/75 100,9
05/abr/83 39,3 01/mar/75 48,9 26/mar/86 44,5 01/mar/75 48,9 05/fev/77 77,3 05/fev/77 77,3
17/fev/85 67,8 05/dez/75 69,1 30/mar/87 59,4 05/dez/75 96,9 15/jan/79 88,0 15/jan/79 88,6
26/mar/86 44,3 05/abr/83 42,3 16/mar/88 95,5 05/fev/77 77,3 01/abr/81 98,0 01/abr/81 99,7
30/mar/87 46,8 26/mar/86 44,4 01/jan/89 110,1 15/jan/79 83,1 17/fev/85 76,2 16/fev/85 126,7
01/jan/89 90,9 30/mar/87 55,5 02/abr/81 94,9 25/mar/86 62,7 28/mar/86 73,3
17/fev/85 76,2 29/mar/87 64,7 23/nov/86 96,5
25/mar/86 59,3 15/mar/88 102,5 15/mar/88 102,5
29/mar/87 64,3 01/jan/89 134,2 01/jan/89 134,4
15/mar/88 102,5
31/dez/88 114,1
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Imperatriz/MA

Estação Pluviográfica: Imperatriz


Código: SUDENE 3615006/ ANA 00547001

TERESINA/PI
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Teresina

Copyright @ 2013 CPRM – Residência de Teresina


Rua Goiás - Bairro Ilhotas
Teresina - PI - 64.001-620
Telefone: 0(xx)(86)3222-4153
Fax: 0(xx)(86) 3222-4153
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Imperatriz/MA. Estação Pluviográfica: Imperatriz, Código SUDENE
3615006/ ANA 00547001. Jean Ricardo da Silva do Nascimento, José Alexandre
Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto. Teresina, PI: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - NASCIMENTO, J. R.


S.; FARIAS, J. A. M. e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE TERESINA

Francisco das Chagas Lages Correia Filho


Chefe da Residência

Carlos Antonio da Luz


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

Elizangela Soares Amaral


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisca de Paula da Silva Braga


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Thiago Moraes Sousa


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Nayanna Coelho Miranda - RETE
Taciana dos Santos Lima – RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos


da Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações
sobre chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição
das relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para
os pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de
chuva, ou seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento
de diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um
evento de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão
mapeadas, pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a cheias,
inundações e deslizamentos.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Imperatriz/MA onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Imperatriz, código SUDENE 3615006/ ANA
00547001. Esta estação fica localizada no município de Imperatriz/MA.
1 – INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Imperatriz/MA.
O município de Imperatriz é um município brasileiro do estado do Maranhão, sendo
sua segunda cidade mais populosa, que fica na microrregião de Imperatriz, dentro da
mesorregião Oeste Maranhense, fazendo fronteira ao Norte com os municípios de
Cidelândia e São Francisco do Brejão, ao Sul com Governador Edison Lobão, a Leste com
João Lisboa, Senador La Roque e Davinopólis e a Oeste com São Miguel do Tocantins, Praia
Norte, Augustinopólis e Sampaio. O município de Imperatriz possui área aproximada de
1.368,987km² (IBGE, 2010). Apresenta uma população de 247.505 habitantes (IBGE, 2010) e
população estimada para 2013 de 251.468 habitantes.
A estação Imperatriz, código SUDENE 3615006 e ANA 00547001, está localizada na
Latitude 05°32'00''S e Longitude 47°29'00''W. A Figura 01 apresenta a localização do
município.

Figura 01 – Localização do Município (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Imperatriz, código
SUDENE 3615006/ ANA 00547001, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados
utilizados constam do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a
Exponencial. A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Imperatriz os parâmetros da equação são os seguintes:
a = 2106,2351 ; b = 0,1314 ; c = 20,2953 e d = 0,8821 ;
2106,2351𝑇 0,1314
𝑖= (𝑡+20,2953)0,8821
(02)

Esta equação é válida para tempo de retorno até 50 anos e durações de 5 minutos a 24
horas.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Imperatriz, foi registrada uma Chuva de 38
mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
38 mm dividido por 0,25 h é igual a 152 mm/h. Substituindo os valores na equação 03 temos:
1�
152(15 + 20,2953)0,8821 0,1314
𝑇=� � = 50 𝑎𝑛𝑜𝑠
2106,2351
O tempo de retorno de 50 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 2%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 152𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 2%
𝑇 50

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=210530&search=maranhao|im
peratriz. Acesso em: Setembro de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/temas.php?codmun=210530&idtema=1&search=m
aranhao|imperatriz|censo-demografico-2010:-sinopse-. Acesso em: Setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Maranhão - Município de Imperatriz. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Imperatriz_(Maranh%C3%A3o). Acesso em: Setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30
DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN
04/02/1982 8,5 21/09/1982 14,2 10/12/1983 19,1 21/09/1982 27,9
21/09/1982 8,8 10/12/1983 13,8 28/12/1983 26,8 10/12/1983 31,6
25/09/1983 9,9 28/12/1983 20,6 21/01/1984 22,8 28/12/1983 42,8
28/12/1983 11,7 21/01/1984 16,9 14/04/1984 23,2 21/01/1984 36,1
05/01/1984 8,9 12/02/1984 12,2 27/04/1984 20,5 14/04/1984 39,5
21/01/1984 10,5 14/04/1984 19,2 15/02/1985 18,3 27/04/1984 32,2
14/04/1984 11,2 15/02/1985 14,9 08/03/1985 26,4 08/03/1985 36,6
15/02/1985 10,3 08/03/1985 18,3 31/10/1985 22,3 25/03/1985 25,7
08/03/1985 10,0 25/03/1985 12,7 02/01/1986 22,9 02/04/1985 26,7
31/10/1985 12,1 31/10/1985 17,9 13/03/1986 25,1 13/03/1986 27,3
02/01/1986 12,4 02/01/1986 17,8 15/03/1986 29,4 28/10/1986 39,8
13/03/1986 11,5 28/10/1986 18,4 28/10/1986 25,6 30/12/1986 49,1
15/03/1986 11,8 04/03/1987 13,1 20/11/1986 18,1 30/03/1987 31,1
28/10/1986 11,3 30/03/1987 14,0 30/12/1986 27,1 25/12/1987 28,6
20/11/1986 9,5 25/12/1987 15,7 30/03/1987 18,3 18/01/1988 29,0
30/12/1986 13,7 22/01/1988 12,8 25/12/1987 20,1 13/12/1988 33,6
30/03/1987 9,6 04/04/1988 17,6 18/01/1988 18,1 23/12/1988 24,7
25/12/1987 10,5 23/12/1988 21,0 22/01/1988 18,2
04/04/1988 9,7 04/04/1988 24,1
23/06/1988 10,0 13/12/1988 21,5
13/12/1988 9,8 23/12/1988 22,4

45 1 2 3
DATA DATA DATA DATA
MIN HORA HORAS HORAS
21/09/1982 32,7 21/09/1982 33,8 27/01/1983 48,2 27/01/1983 56,7
27/01/1983 26,9 21/03/1983 31,9 21/03/1983 44,8 21/03/1983 48,2
10/12/1983 40,6 10/12/1983 46,0 10/12/1983 48,3 10/12/1983 48,3
28/12/1983 50,1 28/12/1983 53,3 28/12/1983 54,0 28/12/1983 55,1
21/01/1984 46,5 21/01/1984 51,4 21/01/1984 52,4 21/01/1984 52,6
13/02/1984 29,4 14/04/1984 52,5 14/04/1984 54,4 14/04/1984 54,5
14/04/1984 47,1 27/04/1984 41,1 27/04/1984 51,2 27/04/1984 56,3
27/04/1984 39,0 23/01/1985 30,3 31/10/1985 47,5 18/01/1985 51,2
31/10/1985 38,1 08/03/1985 38,1 16/01/1986 55,9 31/10/1985 48,7
27/12/1985 27,6 31/10/1985 43,7 13/03/1986 43,4 26/12/1985 55,3
02/01/1986 32,6 02/01/1986 32,6 15/03/1986 57,8 16/01/1986 64,9
15/03/1986 55,6 15/03/1986 57,8 02/04/1986 39,8 13/03/1986 49,0
28/10/1986 43,4 28/10/1986 46,5 28/10/1986 48,7 15/03/1986 57,8
04/03/1987 36,5 04/03/1987 47,5 20/11/1986 50,1 02/04/1986 55,5
14/03/1987 34,3 12/03/1987 34,5 30/12/1986 76,5 28/10/1986 51,2
30/03/1987 37,4 14/03/1987 39,3 04/03/1987 64,2 20/11/1986 56,6
25/12/1987 31,7 30/03/1987 41,4 14/03/1987 44,6 30/12/1986 77,0
18/01/1988 30,4 18/01/1988 33,5 30/03/1987 56,2 04/03/1987 72,4
04/04/1988 29,0 21/03/1988 45,7 21/03/1988 51,8 14/03/1987 47,5
13/12/1988 40,2 13/12/1988 42,7 13/12/1988 43,6 30/03/1987 67,3
21/03/1988 54,3
4 8 14 20 24
DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
27/01/1983 61,6 26/01/1983 74,9 26/01/1983 75,0 26/01/1983 75,0 26/01/1983 75,6
21/03/1983 50,4 21/03/1983 56,0 21/03/1983 56,0 21/03/1983 57,7 21/03/1983 74,3
10/12/1983 48,3 10/12/1983 48,3 10/12/1983 58,1 12/12/1983 68,3 10/12/1983 58,1
28/12/1983 56,1 28/12/1983 56,6 12/12/1983 67,2 21/01/1984 57,0 12/12/1983 68,3
21/01/1984 52,6 21/01/1984 52,6 21/01/1984 57,0 13/02/1984 71,6 21/01/1984 71,5
13/02/1984 40,5 13/02/1984 65,9 13/02/1984 71,6 14/04/1984 76,5 13/02/1984 79,9
27/04/1984 57,8 27/04/1984 65,7 14/04/1984 72,8 27/04/1984 76,6 14/04/1984 76,5
08/03/1985 41,1 22/01/1985 55,1 27/04/1984 76,6 22/01/1985 57,2 27/04/1984 77,7
30/10/1985 50,8 01/04/1985 58,4 22/01/1985 57,2 01/04/1985 58,6 22/01/1985 57,2
26/12/1985 55,6 30/10/1985 56,8 01/04/1985 58,6 30/10/1985 56,8 01/04/1985 58,6
16/01/1986 67,6 26/12/1985 55,6 30/10/1985 56,8 26/12/1985 83,0 26/12/1985 83,0
15/03/1986 57,8 16/01/1986 72,0 26/12/1985 56,2 16/01/1986 76,0 16/01/1986 78,9
31/05/1986 44,2 02/04/1986 61,3 16/01/1986 72,0 15/03/1986 61,3 15/03/1986 61,4
20/11/1986 62,2 30/12/1986 77,6 02/04/1986 64,6 27/03/1986 64,4 27/03/1986 83,7
30/12/1986 77,1 03/03/1987 89,3 03/03/1987 93,6 02/04/1986 72,0 03/03/1987 93,6
04/03/1987 80,2 12/03/1987 60,1 11/03/1987 60,3 03/03/1987 93,6 12/03/1987 88,1
21/03/1988 54,3 14/03/1987 56,8 29/03/1987 122,4 29/03/1987 124,9 29/03/1987 125,0
08/12/1988 46,8 30/03/1987 121,5 20/11/1987 57,6 20/11/1987 63,7 20/11/1987 63,7
13/12/1988 43,6 11/03/1988 49,3 11/03/1988 59,8 11/03/1988 59,8 11/03/1988 59,8
20/03/1988 54,3 20/03/1988 54,3 21/03/1988 65,2 21/03/1988 86,5
07/12/1988 58,7 07/12/1988 59,7 07/12/1988 64,9 07/12/1988 64,9
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Pedreiras/MA

Estação Pluviográfica: Pedreiras II


Código: 00444005

TERESINA/PI
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Teresina

Copyright @ 2013 CPRM – Residência de Teresina


Rua Goiás - Bairro Ilhotas
Teresina - PI - 64.001-620
Telefone: 0(xx)(86)3222-4153
Fax: 0(xx)(86) 3222-4153
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Pedreiras/MA. Estação Pluviográfica: Pedreiras II, Código ANA
00444005. Jean Ricardo da Silva do Nascimento, José Alexandre Moreira Farias;
Eber José de Andrade Pinto. Teresina, PI: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - NASCIMENTO, J. R.


S.; FARIAS, J. A. M.; e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE TERESINA

Francisco das Chagas Lages Correia Filho


Chefe da Residência

Carlos Antonio da Luz


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

Elizangela Soares Amaral


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisca de Paula da Silva Braga


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Thiago Moraes Sousa


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Nayanna Coelho Miranda - RETE
Taciana dos Santos Lima – RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos


da Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações
sobre chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição
das relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para
os pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de
chuva, ou seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das
precipitações máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento
de diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um
evento de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão
mapeadas, pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de
massa e enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Pedreiras/MA onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Pedreiras II, código 00444005. Esta estação
fica localizada no município de Pedreiras/MA.
1 – INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Pedreiras/MA.


O município de Pedreiras é um município brasileiro do estado do Maranhão, que fica
na microrregião do Médio Mearim, dentro da mesorregião do Centro Maranhense, fazendo
fronteira com os municípios de Trizidela do Vale, São Luís Gonzaga do Maranhão, Lima
Campos, Santo Antônio dos Lopes, Poção de Pedras e Bernardo do Mearim. O município de
Pedreiras possui área aproximada de 288.432km² (IBGE, 2010). Apresenta uma população de
39.448 habitantes (IBGE, 2010) e população estimada para 2013 de 39.337 habitantes.
A estação Pedreiras II, código 00444005, está localizada Latitude 04°34'13''S e
Longitude 44°36'18''W, no município de Pedreiras/MA. A Figura 01 apresenta a localização
do município.

Figura 01 –Localização do Município. (Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Pedreiras II, código
00444005, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial. A Figura 02 apresenta as
curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Trizidela do Vale os parâmetros da equação são os seguintes:
a = 1163,17 ; b = 0,1403 ; c = 14,35 e d = 0,7768;
1163,17𝑇 0,1403
𝑖= (𝑡+14,35)0,7768
(02)

Esta equação é válida para o Munícipio de Pedreiras com o tempo de retorno até 50 anos e
durações de 5 minutos a 24 horas.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Pedreiras, foi registrada uma Chuva de
38,25mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
38,25 mm dividido por 0,25 h é igual a 153 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
153(15 + 14,35)0,7768 0,1403
𝑇=� � = 70 𝑎𝑛𝑜𝑠
1163,17
O tempo de retorno de 70 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,43%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 153𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,43%
𝑇 70
O tempo de retorno do evento ocorrido, 70 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Pedreiras, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=210820&search=maranhao|pe
dreiras. Acesso em: Setembro de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/temas.php?codmun=210820&idtema=1&search=m
aranhao|pedreiras|censo-demografico-2010:-sinopse-. Acesso em: Setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Maranhão - Município de Pedreiras. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedreiras_(Maranh%C3%A3o). Acesso em: Setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45
DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN
12/01/2001 10,7 12/01/2001 20,0 12/01/2001 26,0 02/03/2001 38,1 12/01/2001 56,2
20/05/2001 11,8 02/03/2001 15,5 02/03/2001 20,8 12/12/2001 34,8 02/03/2001 43,4
12/12/2001 13,0 20/05/2001 21,9 20/05/2001 29,7 26/10/2004 35,7 12/12/2001 35,7
04/01/2006 9,9 12/12/2001 20,2 12/12/2001 25,5 25/12/2005 32,4 26/10/2004 40,4
06/01/2007 11,4 26/10/2004 13,9 26/10/2004 20,7 04/01/2006 31,4 25/12/2005 35,7
19/01/2007 11,2 13/01/2005 16,7 13/01/2005 22,1 20/11/2006 24,1 06/01/2007 35,8
26/02/2007 9,8 25/12/2005 15,4 25/12/2005 21,6 06/01/2007 35,2 19/01/2007 54,0
13/03/2007 8,4 04/01/2006 16,9 04/01/2006 21,9 08/01/2007 24,0 13/03/2007 38,7
26/05/2007 12,3 06/01/2007 16,7 06/01/2007 21,7 19/01/2007 42,3 08/01/2008 34,2
28/12/2007 8,6 19/01/2007 18,2 19/01/2007 23,9 26/02/2007 25,2 14/01/2008 38,3
12/02/2008 11,3 26/02/2007 16,8 26/02/2007 22,4 08/01/2008 30,4 30/01/2008 31,8
24/02/2008 9,8 13/03/2007 15,8 13/03/2007 23,2 14/01/2008 26,5 12/03/2008 39,3
12/03/2008 9,7 26/05/2007 23,1 26/05/2007 31,9 30/01/2008 24,0 01/01/2009 35,9
01/01/2009 11,3 28/12/2007 13,7 12/02/2008 27,8 12/02/2008 35,7 21/01/2009 34,2
05/03/2009 12,2 12/02/2008 19,4 01/01/2009 22,8 12/03/2008 30,9 18/02/2009 34,5
21/02/2010 8,6 24/02/2008 12,9 05/03/2009 20,5 25/12/2008 25,7 20/02/2009 32,1
18/04/2010 10,0 12/03/2008 14,5 18/04/2010 21,3 01/01/2009 31,5 18/04/2010 35,8
23/04/2010 9,2 01/01/2009 18,3 05/05/2010 21,9 21/01/2009 25,9 05/05/2010 42,2
05/05/2010 10,1 05/03/2009 17,2 31/05/2010 22,0 18/02/2009 29,8 31/05/2010 42,6
31/05/2010 11,0 18/04/2010 16,2 20/02/2009 25,9
23/04/2010 14,2 02/03/2009 24,8
05/05/2010 16,3 20/12/2009 24,8
31/05/2010 16,6 18/04/2010 29,2

1 2 3 4 8
DATA DATA DATA DATA DATA
HORA HORAS HORAS HORAS HORAS
20/05/2001 52,9 12/01/2001 62,5 02/03/2001 53,5 12/01/2001 76,2 12/01/2001 83,8
12/12/2001 36,3 02/03/2001 53,4 20/05/2001 57,4 02/03/2001 53,5 02/03/2001 53,9
26/10/2004 40,4 20/05/2001 55,3 25/12/2005 41,2 20/05/2001 57,5 22/01/2005 52,9
13/01/2005 64,0 26/10/2004 40,4 19/01/2007 57,1 28/12/2001 41,4 08/01/2007 48,2
25/12/2005 36,7 25/12/2005 39,2 13/03/2007 40,6 25/12/2005 41,4 19/01/2007 57,2
04/01/2006 34,4 20/11/2006 37,5 26/05/2007 89,6 19/01/2007 57,1 18/02/2007 47,0
20/11/2006 35,1 19/01/2007 57,1 14/01/2008 44,2 26/05/2007 91,7 26/05/2007 91,8
06/01/2007 35,9 13/03/2007 40,6 18/01/2008 43,4 14/01/2008 44,3 18/01/2008 54,6
13/03/2007 39,6 26/05/2007 80,9 30/01/2008 42,6 12/02/2008 46,3 12/02/2008 58,3
08/01/2008 35,5 14/01/2008 43,2 12/02/2008 42,4 12/03/2008 64,6 12/03/2008 66,6
14/01/2008 41,1 18/01/2008 38,3 20/12/2008 62,3 20/12/2008 68,3 25/12/2008 49,6
30/01/2008 39,2 30/01/2008 42,5 18/02/2009 43,5 25/12/2008 43,2 02/03/2009 68,5
12/02/2008 37,0 12/02/2008 41,3 02/03/2009 65,8 18/02/2009 52,3 21/12/2009 49,5
12/03/2008 50,2 12/03/2008 59,8 31/12/2009 45,8 02/03/2009 66,0 31/12/2009 57,3
25/12/2008 39,2 20/12/2008 55,8 03/01/2010 43,4 20/12/2009 42,8 03/01/2010 46,2
01/01/2009 36,1 18/02/2009 40,7 28/03/2010 42,8 22/12/2009 49,5 18/04/2010 54,1
21/01/2009 34,6 02/03/2009 59,4 18/04/2010 41,3 31/12/2009 47,6 04/05/2010 45,8
18/02/2009 36,8 31/12/2009 41,7 31/05/2010 65,5 03/01/2010 44,5 31/05/2010 111,9
18/04/2010 35,9 03/01/2010 41,0 28/03/2010 54,7
05/05/2010 43,8 05/05/2010 45,5 18/04/2010 53,9
31/05/2010 49,2 31/05/2010 60,2 05/05/2010 45,8
31/05/2010 67,4
DATA 14 20 24
DATA DATA
HORAS HORAS HORAS
12/01/2001 85,8 12/01/2001 86,6 12/01/2001 86,6
02/03/2001 71,0 13/01/2005 146,5 02/03/2001 71,3
20/05/2001 61,9 22/01/2005 56,0 27/12/2001 44,8
13/01/2005 142,2 15/02/2005 52,9 26/10/2004 45,7
22/01/2005 56,0 19/01/2007 57,3 13/01/2005 146,5
17/02/2005 60,8 18/02/2007 78,0 22/01/2005 56,0
18/01/2007 56,5 28/03/2007 50,3 15/02/2005 53,0
19/01/2007 57,2 26/05/2007 91,8 08/01/2007 49,0
18/02/2007 78,0 18/01/2008 59,2 19/01/2007 57,3
28/03/2007 50,3 12/02/2008 58,6 18/02/2007 78,0
26/05/2007 91,8 12/03/2008 66,9 28/03/2007 51,0
18/01/2008 54,7 25/12/2008 51,7 26/05/2007 91,9
12/02/2008 58,6 18/02/2009 68,8 18/01/2008 59,3
12/03/2008 66,7 02/03/2009 70,3 12/02/2008 58,6
25/12/2008 51,7 31/12/2009 59,6 12/03/2008 68,9
18/02/2009 66,1 27/01/2010 59,1 04/04/2008 46,0
02/03/2009 69,6 28/03/2010 60,5 25/12/2008 51,7
31/12/2009 59,5 18/04/2010 54,2 18/02/2009 76,0
27/01/2010 59,1 31/05/2010 118,8 03/01/2010 46,4
28/03/2010 60,5 18/04/2010 54,2
18/04/2010 54,2 30/05/2010 118,9
31/05/2010 118,6
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: São Luís/MA

Estação Pluviográfica: São Luís,


Código: SUDENE 2751043/ ANA 00244007

TERESINA/PI
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Teresina

Copyright @ 2013 CPRM – Residência de Teresina


Rua Goiás - Bairro Ilhotas
Teresina - PI - 64.001-620
Telefone: 0(xx)(86)3222-4153
Fax: 0(xx)(86) 3222-4153
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: São Luís/MA. Estação Pluviográfica: São Luís, Código SUDENE
2751043/ ANA 00244007. Jean Ricardo da Silva do Nascimento, José Alexandre
Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto. Teresina, PI: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - NASCIMENTO, J. R.


S.; FARIAS J. A. M.; PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE TERESINA

Francisco das Chagas Lages Correia Filho


Chefe da Residência

Carlos Antonio da Luz


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

Elizangela Soares Amaral


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisca de Paula da Silva Braga


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Thiago Moraes Sousa


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Nayanna Coelho Miranda – RETE
Taciana dos Santos Lima - RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Débora de Sousa Gurgel - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos


da Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações
sobre chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição
das relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para
os pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de
chuva, ou seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento
de diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um
evento de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município São Luís/MA onde foram utilizados os registros
contínuos da estação pluviográfica São Luís, código SUDENE 2751043/ ANA 00244007.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de São Luís/MA.
O município de São Luís está localizado no Estado do Maranhão, na microrregião
Aglomeração Urbana de São Luís, na mesorregião Norte Maranhense, fazendo fronteira com
os municípios de Paço do Limiar, São José de Ribamar, Alcântara e Raposa. O município de
São Luís possui área aproximada de 834,785 km² (IBGE, 2010). O distrito sede localiza-se a
uma altitude de 4 metros. Apresenta uma população de 1.014.837 habitantes (IBGE, 2010), e
população estimada para 2013 de 1.053.919 habitantes.
A estação São Luís, código SUDENE 2751043/ ANA 00244007, está localizada na
Latitude 02°32'00''S e Longitude 44°18'00''W, no município de São Luís/MA. A Figura 01
apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica (Fonte: Wikipédia,


2013 e Google, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação São Luís, código
2751043, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a de Gumbel. A Figura 02 apresenta as
curvas ajustadas.

1
GUMBEL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de São Luis os parâmetros da equação são os seguintes:

a = 1142,62 ; b = 0,1073 ; c = 14,4 e d = 0,7358


1142,62𝑇 0,0,1073
𝑖= (𝑡+14,4)0,7358
(02)

Esta equação é válida para tempo de retorno até 50 anos e durações de 5 minutos a 24
horas.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em São Luis, foi registrada uma Chuva de
32,5mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
32,5 mm dividido por 0,25 h é igual a 130 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
130(15 + 14,4)0,7358 0,1073
𝑇=� � = 18,7 𝑎𝑛𝑜𝑠
1142,62
O tempo de retorno de 18,7 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 5,35%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 130𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 5,35%
𝑇 18,7

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH. Estação pluviográfica de São Luis. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em 08 de outubro de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=211130&search=maranhao|sa
o-luis. Acesso em: Setembro de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/temas.php?codmun=211130&idtema=1&search=m
aranhao|sao-luis|censo-demografico-2010:-sinopse-. Acesso em: Setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Maranhão - Município de São Luís. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Lu%C3%ADs_(Maranh%C3%A3o). Acesso em:
Setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)

5 10 15 30 45
DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN
27/01/1982 9,0 18/06/1983 12,3 18/06/1983 16,4 23/02/1982 22,9 23/02/1982 29,9
28/12/1983 13,7 28/12/1983 20,7 28/12/1983 25,8 18/06/1983 24,6 10/04/1983 26,8
16/03/1984 11,2 16/03/1984 19,1 16/03/1984 24,2 27/06/1983 24,9 18/06/1983 28,0
27/04/1984 10,6 04/04/1984 14,5 14/04/1984 24,0 28/12/1983 31,0 28/12/1983 33,7
17/06/1984 9,9 17/06/1984 14,6 17/06/1984 18,5 16/03/1984 36,2 26/03/1984 29,9
07/02/1985 12,0 20/07/1984 17,1 20/07/1984 21,8 12/04/1984 24,1 02/04/1984 34,7
27/03/1985 10,9 17/02/1985 18,7 07/02/1985 20,7 14/04/1984 43,0 14/04/1984 55,6
01/04/1985 9,3 09/04/1985 12,9 17/02/1985 19,6 27/03/1985 35,0 27/03/1985 40,7
02/03/1986 9,9 21/04/1985 17,9 17/03/1985 16,9 09/04/1985 28,3 09/04/1985 35,5
19/06/1986 9,1 12/06/1985 13,1 27/03/1985 23,8 21/04/1985 37,9 21/04/1985 49,0
07/07/1986 10,4 17/03/1986 12,3 09/04/1985 17,4 24/05/1985 30,0 27/01/1986 33,3
26/07/1986 10,5 25/03/1986 14,7 24/04/1986 17,6 27/01/1986 24,3 21/04/1986 32,9
11/02/1987 10,1 02/04/1986 14,1 05/04/1987 18,0 21/04/1986 29,7 24/04/1986 29,3
20/04/1987 13,0 24/04/1986 14,1 20/04/1987 22,6 02/03/1987 33,1 17/02/1987 37,9
12/05/1987 9,3 26/03/1987 16,5 25/05/1987 20,4 26/03/1987 28,7 02/03/1987 43,4
17/06/1987 9,8 20/04/1987 18,9 17/06/1987 18,6 04/05/1987 23,6 29/05/1987 41,1
23/01/1988 11,1 17/06/1987 16,7 24/08/1987 19,6 29/05/1987 27,7 24/08/1987 36,8
24/02/1988 9,6 23/01/1988 16,8 24/02/1988 21,7 23/01/1988 32,5 25/02/1988 38,5
28/02/1988 10,0 24/02/1988 16,5 03/05/1988 21,1 25/02/1988 34,0 28/02/1988 33,4
10/07/1988 10,3 25/02/1988 15,3 14/06/1988 16,5 03/05/1988 37,5 03/05/1988 44,2
29/03/1988 13,9 10/07/1988 17,7 21/07/1988 26,3 21/07/1988 32,0

1 2 3 4 8
DATA DATA DATA DATA DATA
HORA HORAS HORAS HORAS HORAS
23/02/1982 34,5 07/01/1982 40,1 07/01/1982 48,7 07/01/1982 56,9 06/01/1982 77,0
14/04/1983 32,2 18/02/1982 47,4 18/02/1982 55,1 25/01/1982 55,2 25/01/1982 90,6
28/12/1983 36,8 23/02/1982 49,8 29/03/1982 47,4 23/02/1982 64,3 18/02/1982 63,1
26/03/1984 35,3 29/03/1982 39,3 28/12/1983 64,1 28/12/1983 66,8 06/02/1983 59,0
02/04/1984 36,3 28/12/1983 61,5 02/04/1984 52,4 26/03/1984 52,7 11/04/1983 61,5
14/04/1984 67,5 03/05/1984 42,3 30/01/1985 57,6 02/04/1984 60,0 28/12/1983 70,4
17/02/1985 41,5 17/02/1985 55,9 17/02/1985 83,4 03/05/1984 51,1 02/04/1984 68,7
23/03/1985 33,2 27/03/1985 72,5 27/03/1985 91,3 30/01/1985 70,5 29/01/1985 95,9
21/04/1985 53,7 21/04/1985 58,5 24/05/1985 45,9 17/02/1985 101,0 17/02/1985 110,1
24/05/1985 42,9 24/05/1985 45,8 02/03/1986 53,9 27/03/1985 93,9 27/03/1985 120,0
27/01/1986 36,6 27/01/1986 40,4 08/03/1986 44,8 02/03/1986 54,0 08/03/1986 60,7
02/03/1986 40,4 02/03/1986 53,4 21/04/1986 49,1 17/04/1986 58,6 17/04/1986 60,1
21/04/1986 35,9 24/04/1986 60,7 24/04/1986 73,3 24/04/1986 78,0 24/04/1986 81,7
24/04/1986 37,1 17/02/1987 51,6 17/02/1987 54,8 17/02/1987 65,4 17/02/1987 93,2
17/02/1987 44,5 02/03/1987 68,7 02/03/1987 82,1 02/03/1987 90,8 02/03/1987 130,9
02/03/1987 50,7 29/05/1987 61,0 25/05/1987 50,6 25/03/1987 53,8 25/05/1987 65,2
25/05/1987 35,5 24/08/1987 43,6 29/05/1987 61,1 29/05/1987 61,1 23/01/1988 87,8
24/08/1987 38,9 24/02/1988 64,9 24/02/1988 71,6 24/02/1988 73,7 24/02/1988 74,5
24/02/1988 52,3 28/02/1988 48,0 03/05/1988 87,9 25/02/1988 53,6 03/05/1988 98,3
25/02/1988 41,8 03/05/1988 71,4 23/07/1988 66,1 03/05/1988 98,0 23/07/1988 66,8
03/05/1988 46,5
14 20 24
DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS
06/01/1982 77,9 06/01/1982 78,6 06/01/1982 96,0
25/01/1982 113,6 24/01/1982 124,1 24/01/1982 133,2
23/02/1982 74,0 06/02/1983 104,5 06/02/1983 117,9
11/04/1983 82,0 11/04/1983 82,5 11/04/1983 82,5
27/12/1983 72,8 28/12/1983 76,4 16/03/1984 111,1
16/03/1984 78,3 16/03/1984 107,6 14/04/1984 160,8
02/04/1984 80,5 02/04/1984 85,4 02/05/1984 87,1
14/04/1984 160,5 14/04/1984 160,8 29/01/1985 116,0
29/01/1985 103,4 29/01/1985 115,7 27/03/1985 141,8
17/02/1985 110,1 17/02/1985 110,1 09/04/1985 145,9
27/03/1985 126,8 27/03/1985 138,6 12/06/1985 92,8
09/04/1985 92,9 09/04/1985 144,7 25/03/1986 95,6
02/03/1986 72,6 12/06/1985 90,8 17/04/1986 83,1
24/04/1986 85,7 25/03/1986 94,9 24/04/1986 88,8
16/02/1987 114,2 17/04/1986 81,4 17/02/1987 138,5
02/03/1987 132,3 24/04/1986 88,3 02/03/1987 136,9
25/05/1987 65,4 16/02/1987 115,4 28/05/1987 102,0
23/01/1988 89,7 02/03/1987 132,5 23/01/1988 120,5
17/02/1988 67,4 08/03/1987 77,7 28/02/1988 84,8
24/02/1988 74,7 17/02/1988 74,7 03/05/1988 104,5
03/05/1988 98,5 03/05/1988 100,6
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Trizidela do Vale/MA

Estação Pluviográfica: Pedreiras II


Código: 00444005

TERESINA/PI
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Teresina

Copyright @ 2013 CPRM – Residência de Teresina


Rua Goiás - Bairro Ilhotas
Teresina - PI - 64.001-620
Telefone: 0(xx)(86)3222-4153
Fax: 0(xx)(86) 3222-4153
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Trizidela do Vale/MA. Estação Pluviográfica: Pedreiras II, Código
00444005. Jean Ricardo da Silva do Nascimento, José Alexandre Moreira Farias;
Eber José de Andrade Pinto. Teresina, PI: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - NASCIMENTO, J. R.


S.; FARIAS, J. A. M.; e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE TERESINA

Francisco das Chagas Lages Correia Filho


Chefe da Residência

Carlos Antonio da Luz


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

Elizangela Soares Amaral


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisca de Paula da Silva Braga


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Thiago Moraes Sousa


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Nayanna Coelho Miranda - RETE
Taciana dos Santos Lima – RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos


da Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações
sobre chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição
das relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para
os pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de
chuva, ou seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento
de diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um
evento de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão
mapeadas, pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a cheias,
inundações e deslizamentos.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Trizidela do Vale/MA onde foram utilizados
os registros contínuos da estação pluviográfica Pedreiras II, código ANA 00444005. Esta
estação fica localizada no município de Pedreiras/MA.
1 – INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Trizidela do Vale/MA.
O município de Trizidela do Vale é um município brasileiro do estado do Maranhão,
fica na microrregião do Médio Mearim dentro da mesorregião Centro Maranhense, fazendo
fronteira com os municípios de Pedreiras e Bernardo do Mearim. O município de Trizidela do
Vale possui área aproximada de 222,946 km² (IBGE, 2010). Apresenta uma população de
18.953 habitantes (IBGE, 2010) e população estimada para 2013 de 19.559 habitantes.
Atualmente o município Trizidela do Vale compartilha os mesmos dados da estação
de Pedreiras II, código 00444005, que está localizada na Latitude 04°34'13''S e Longitude
44°36'18''W. A Figura 01 apresenta a localização do município.

Figura 01 –Localização do Município (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Pedreiras II, código
00444005, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial. A Figura 02 apresenta as
curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Trizidela do Vale os parâmetros da equação são os seguintes:
a = 1163,17 ; b = 0,1403 ; c = 14,35 e d = 0,7768 ;
1163,17𝑇 0,1403
𝑖= (𝑡+14,35)0,7768
(02)

Esta equação é válida para tempo de retorno até 50 anos e durações de 5 minutos a 24
horas.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Trizidela do Vale, foi registrada uma Chuva
de 38,25 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
38,25 mm dividido por 0,25 h é igual a 153 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
153(15 + 14,35)0,7768 0,1403
𝑇=� � = 70 𝑎𝑛𝑜𝑠
1163,17
O tempo de retorno de 70 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,43%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 153𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,43%
𝑇 70
O tempo de retorno do evento ocorrido, 70 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Trizidela do Vale, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=211223&search=maranhao|tri
zidela-do-vale. Acesso em: Setembro de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/temas.php?codmun=211223&idtema=1&search=m
aranhao|trizidela-do-vale|censo-demografico-2010:-sinopse-. Acesso em: Setembro de
2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Maranhão - Município de Trizidela do Vale. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Trizidela_do_vale. Acesso em: Setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45
DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN
12/01/2001 10,7 12/01/2001 20,0 12/01/2001 26,0 02/03/2001 38,1 12/01/2001 56,2
20/05/2001 11,8 02/03/2001 15,5 02/03/2001 20,8 12/12/2001 34,8 02/03/2001 43,4
12/12/2001 13,0 20/05/2001 21,9 20/05/2001 29,7 26/10/2004 35,7 12/12/2001 35,7
04/01/2006 9,9 12/12/2001 20,2 12/12/2001 25,5 25/12/2005 32,4 26/10/2004 40,4
06/01/2007 11,4 26/10/2004 13,9 26/10/2004 20,7 04/01/2006 31,4 25/12/2005 35,7
19/01/2007 11,2 13/01/2005 16,7 13/01/2005 22,1 20/11/2006 24,1 06/01/2007 35,8
26/02/2007 9,8 25/12/2005 15,4 25/12/2005 21,6 06/01/2007 35,2 19/01/2007 54,0
13/03/2007 8,4 04/01/2006 16,9 04/01/2006 21,9 08/01/2007 24,0 13/03/2007 38,7
26/05/2007 12,3 06/01/2007 16,7 06/01/2007 21,7 19/01/2007 42,3 08/01/2008 34,2
28/12/2007 8,6 19/01/2007 18,2 19/01/2007 23,9 26/02/2007 25,2 14/01/2008 38,3
12/02/2008 11,3 26/02/2007 16,8 26/02/2007 22,4 08/01/2008 30,4 30/01/2008 31,8
24/02/2008 9,8 13/03/2007 15,8 13/03/2007 23,2 14/01/2008 26,5 12/03/2008 39,3
12/03/2008 9,7 26/05/2007 23,1 26/05/2007 31,9 30/01/2008 24,0 01/01/2009 35,9
01/01/2009 11,3 28/12/2007 13,7 12/02/2008 27,8 12/02/2008 35,7 21/01/2009 34,2
05/03/2009 12,2 12/02/2008 19,4 01/01/2009 22,8 12/03/2008 30,9 18/02/2009 34,5
21/02/2010 8,6 24/02/2008 12,9 05/03/2009 20,5 25/12/2008 25,7 20/02/2009 32,1
18/04/2010 10,0 12/03/2008 14,5 18/04/2010 21,3 01/01/2009 31,5 18/04/2010 35,8
23/04/2010 9,2 01/01/2009 18,3 05/05/2010 21,9 21/01/2009 25,9 05/05/2010 42,2
05/05/2010 10,1 05/03/2009 17,2 31/05/2010 22,0 18/02/2009 29,8 31/05/2010 42,6
31/05/2010 11,0 18/04/2010 16,2 20/02/2009 25,9
23/04/2010 14,2 02/03/2009 24,8
05/05/2010 16,3 20/12/2009 24,8
31/05/2010 16,6 18/04/2010 29,2

1 2 3 4 8
DATA DATA DATA DATA DATA
HORA HORAS HORAS HORAS HORAS
20/05/2001 52,9 12/01/2001 62,5 02/03/2001 53,5 12/01/2001 76,2 12/01/2001 83,8
12/12/2001 36,3 02/03/2001 53,4 20/05/2001 57,4 02/03/2001 53,5 02/03/2001 53,9
26/10/2004 40,4 20/05/2001 55,3 25/12/2005 41,2 20/05/2001 57,5 22/01/2005 52,9
13/01/2005 64,0 26/10/2004 40,4 19/01/2007 57,1 28/12/2001 41,4 08/01/2007 48,2
25/12/2005 36,7 25/12/2005 39,2 13/03/2007 40,6 25/12/2005 41,4 19/01/2007 57,2
04/01/2006 34,4 20/11/2006 37,5 26/05/2007 89,6 19/01/2007 57,1 18/02/2007 47,0
20/11/2006 35,1 19/01/2007 57,1 14/01/2008 44,2 26/05/2007 91,7 26/05/2007 91,8
06/01/2007 35,9 13/03/2007 40,6 18/01/2008 43,4 14/01/2008 44,3 18/01/2008 54,6
13/03/2007 39,6 26/05/2007 80,9 30/01/2008 42,6 12/02/2008 46,3 12/02/2008 58,3
08/01/2008 35,5 14/01/2008 43,2 12/02/2008 42,4 12/03/2008 64,6 12/03/2008 66,6
14/01/2008 41,1 18/01/2008 38,3 20/12/2008 62,3 20/12/2008 68,3 25/12/2008 49,6
30/01/2008 39,2 30/01/2008 42,5 18/02/2009 43,5 25/12/2008 43,2 02/03/2009 68,5
12/02/2008 37,0 12/02/2008 41,3 02/03/2009 65,8 18/02/2009 52,3 21/12/2009 49,5
12/03/2008 50,2 12/03/2008 59,8 31/12/2009 45,8 02/03/2009 66,0 31/12/2009 57,3
25/12/2008 39,2 20/12/2008 55,8 03/01/2010 43,4 20/12/2009 42,8 03/01/2010 46,2
01/01/2009 36,1 18/02/2009 40,7 28/03/2010 42,8 22/12/2009 49,5 18/04/2010 54,1
21/01/2009 34,6 02/03/2009 59,4 18/04/2010 41,3 31/12/2009 47,6 04/05/2010 45,8
18/02/2009 36,8 31/12/2009 41,7 31/05/2010 65,5 03/01/2010 44,5 31/05/2010 111,9
18/04/2010 35,9 03/01/2010 41,0 28/03/2010 54,7
05/05/2010 43,8 05/05/2010 45,5 18/04/2010 53,9
31/05/2010 49,2 31/05/2010 60,2 05/05/2010 45,8
31/05/2010 67,4
DATA 14 20 24
DATA DATA
HORAS HORAS HORAS
12/01/2001 85,8 12/01/2001 86,6 12/01/2001 86,6
02/03/2001 71,0 13/01/2005 146,5 02/03/2001 71,3
20/05/2001 61,9 22/01/2005 56,0 27/12/2001 44,8
13/01/2005 142,2 15/02/2005 52,9 26/10/2004 45,7
22/01/2005 56,0 19/01/2007 57,3 13/01/2005 146,5
17/02/2005 60,8 18/02/2007 78,0 22/01/2005 56,0
18/01/2007 56,5 28/03/2007 50,3 15/02/2005 53,0
19/01/2007 57,2 26/05/2007 91,8 08/01/2007 49,0
18/02/2007 78,0 18/01/2008 59,2 19/01/2007 57,3
28/03/2007 50,3 12/02/2008 58,6 18/02/2007 78,0
26/05/2007 91,8 12/03/2008 66,9 28/03/2007 51,0
18/01/2008 54,7 25/12/2008 51,7 26/05/2007 91,9
12/02/2008 58,6 18/02/2009 68,8 18/01/2008 59,3
12/03/2008 66,7 02/03/2009 70,3 12/02/2008 58,6
25/12/2008 51,7 31/12/2009 59,6 12/03/2008 68,9
18/02/2009 66,1 27/01/2010 59,1 04/04/2008 46,0
02/03/2009 69,6 28/03/2010 60,5 25/12/2008 51,7
31/12/2009 59,5 18/04/2010 54,2 18/02/2009 76,0
27/01/2010 59,1 31/05/2010 118,8 03/01/2010 46,4
28/03/2010 60,5 18/04/2010 54,2
18/04/2010 54,2 30/05/2010 118,9
31/05/2010 118,6
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Águas Vermelhas/MG

Estação Pluviográfica: Itamarati,


Código: 01541010

SALVADOR
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência de Salvador

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência de Salvador


Avenida Ulysses Guimarães, 2862 - Sussuarana - Centro Administrativo da Bahia
Salvador - BA – 41.213-000
Telefone: 0(xx)(71) 2101-7300
Fax: 0(xx)(71) 3371-4005
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


Município: Águas Vermelhas/MG. Estação Pluviográfica: Itamarati, Código
01541010. Osvalcélio Mercês Furtunato; José Alexandre Moreira Farias; Eber
José de Andrade Pinto. Salvador, BA: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – FURTUNATO, O.


M.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE SALVADOR

Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior


Superintendente

Gustavo Carneiro da Silva


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José da Silva Amaral Santos


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Renato dos Santos Andrade


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Águas Vermelhas/MG onde foram utilizados
os registros contínuos da estação pluviográfica Itamarati, código 01541010.
1 - INTRODUÇÃO

A equação definida pode ser utilizada no município de Águas Vermelhas e regiões


circunvizinhas.
O município de Águas Vermelhas está localizado no Estado de Minas Gerais, na
mesorregião do Norte de Minas e microrregião de Salinas, na Latitude 15°44'50'' S e
Longitude 41°27'23'' W, a 760 km de Belo Horizonte/MG. O município possui área de 1.259
km², apresenta uma população estimada em 12.722 (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude
de 1.430 metros.
A estação de Itamarati, código 01541010, fica localizada na Latitude 15°34'37'' S e
Longitude 41°24'23'' W, em uma área aberta próxima a residência da observadora, no
município de Águas Vermelhas, e se encontra em operação. Os dados para definição da
equação IDF foram obtidos a partir dos pluviogramas de um pluviógrafo marca IH, modelo
PLG-4. A Figura 01 apresenta a localização do município.

Figura 01 – Localização do Município (Fontes: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO

A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).


Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Itamarati, código
01541010, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Itamarati, para durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da


equação são os seguintes:

a = 2210,5 ; b = 0,1530 ; c = 33,39 e d = 0,8938 ;

2210,5𝑇 0,1530
𝑖= (𝑡+33,39)0,8938
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Águas Vermelhas, foi registrada uma
Chuva de 34,0 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
34,0 mm dividido por 0,25 h é igual a 136,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
136,0(15 + 33,39)0,8938 0,1530
𝑇=� � = 84,6 𝑎𝑛𝑜𝑠
2210,5
O tempo de retorno de 84,6 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,18%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 136,0𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,18%
𝑇 84,6
Mesmo superando a validade da equação, o tempo de retorno do evento ocorrido,
84,6 anos, é superior aos tempos de retorno utilizados no dimensionamento do sistema de
drenagem de Águas Vermelhas, isto explica os transtornos gerados no sistema de drenagem
pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=310100&search=minas-
gerais|Águas-vermelhas. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Minas Gerais - Município de Águas Vermelhas. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81guas_Vermelhas. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
DATA 5 MIN DATA 10 MIN DATA 15 MIN DATA 30 MIN DATA 45 MIN DATA 1 HORA
04/03/1994 8,1 16/03/1994 14,5 16/03/1994 20,0 04/03/1994 25,0 04/03/1994 32,9 04/03/1994 34,9
16/03/1994 9,7 25/01/1995 15,6 25/01/1995 20,1 16/03/1994 30,4 16/03/1994 37,1 16/03/1994 41,9
25/01/1995 9,8 29/10/1996 14,8 29/10/1996 19,4 25/01/1995 33,7 25/01/1995 39,5 25/01/1995 44,0
13/12/1995 8,1 03/11/1998 16,5 03/11/1998 21,4 03/04/1995 24,6 03/04/1995 36,5 03/04/1995 46,9
29/10/1996 10,3 01/12/1998 14,8 01/12/1998 17,6 29/10/1996 24,1 10/12/1995 27,4 10/12/1995 30,7
03/11/1998 10,0 06/11/1999 13,8 06/11/1999 20,1 03/11/1998 29,2 29/10/1996 28,1 29/10/1996 32,1
29/11/1998 8,0 11/01/2000 14,3 11/01/2000 19,8 06/11/1999 31,2 03/11/1998 35,5 03/11/1998 42,3
01/12/1998 8,5 06/10/2004 14,3 23/01/2000 16,8 11/01/2000 27,0 06/11/1999 34,5 10/11/1998 30,9
13/05/1999 8,4 28/10/2004 13,6 06/10/2004 18,1 06/10/2004 31,3 29/11/1999 27,9 06/11/1999 38,0
06/11/1999 10,1 30/11/2004 12,3 28/10/2004 19,9 28/10/2004 31,9 11/01/2000 32,8 11/01/2000 37,8
29/11/1999 10,2 14/02/2005 12,9 30/11/2004 15,7 30/11/2004 25,9 06/10/2004 39,5 06/10/2004 51,3
11/01/2000 11,3 26/02/2005 12,2 14/02/2005 18,3 14/02/2005 27,8 28/10/2004 41,5 28/10/2004 49,9
23/01/2000 8,2 07/03/2006 13,0 26/02/2005 16,0 07/03/2006 22,1 14/02/2005 28,8 30/03/2006 49,3
13/03/2000 9,1 13/04/2006 20,0 07/03/2006 19,3 30/03/2006 26,4 30/03/2006 39,8 31/03/2006 32,5
11/12/2000 9,7 30/10/2006 13,6 13/04/2006 25,5 13/04/2006 34,3 13/04/2006 38,0 13/04/2006 40,0
13/04/2006 11,6 11/01/2007 17,5 30/10/2006 20,5 30/10/2006 35,1 30/10/2006 46,4 30/10/2006 57,3
11/01/2007 9,5 16/12/2007 13,1 11/01/2007 24,9 11/01/2007 40,7 11/01/2007 43,9 11/01/2007 44,6
21/01/2008 9,8 21/01/2008 16,8 16/12/2007 17,5 16/12/2007 28,7 16/12/2007 30,8 16/12/2007 32,1
26/02/2008 10,8 26/02/2008 13,2 21/01/2008 23,8 21/01/2008 38,0 21/01/2008 45,5 21/01/2008 46,9
22/10/2009 10,6 22/10/2009 16,6 22/10/2009 21,2 22/10/2009 30,9 22/10/2009 32,6 22/10/2009 34,3

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
04/03/1994 39,5 04/03/1994 41,4 04/03/1994 45,8 16/03/1994 65,5 17/12/1993 62,0 17/12/1993 62,0
07/03/1994 40,2 07/03/1994 44,0 07/03/1994 45,2 08/04/1994 60,5 16/03/1994 78,0 15/03/1994 82,4
16/03/1994 57,9 16/03/1994 59,3 16/03/1994 61,9 29/10/1994 49,0 08/04/1994 61,2 08/04/1994 63,4
25/01/1995 58,1 29/10/1994 48,8 29/10/1994 48,9 20/11/1994 54,8 20/11/1994 58,2 20/11/1994 60,5
03/04/1995 69,8 25/01/1995 70,1 25/01/1995 72,7 24/01/1995 79,3 24/01/1995 81,2 24/01/1995 85,1
03/11/1998 71,0 03/04/1995 76,1 03/04/1995 80,7 03/04/1995 85,4 03/04/1995 85,5 03/04/1995 85,7
10/11/1998 40,5 03/11/1998 77,9 10/12/1995 48,6 10/12/1995 51,8 10/12/1995 51,8 10/12/1995 68,3
06/11/1999 42,9 10/11/1998 49,7 03/11/1998 81,5 03/11/1998 83,1 03/11/1998 83,3 02/11/1998 109,7
01/12/1999 38,4 03/12/1998 41,9 10/11/1998 51,2 10/11/1998 54,2 10/11/1998 57,4 10/11/1998 72,0
11/01/2000 39,0 06/11/1999 42,9 03/12/1998 48,6 01/12/1998 51,1 01/12/1998 71,9 01/12/1998 72,1
06/10/2004 76,0 01/12/1999 51,5 06/11/1999 42,9 03/12/1998 66,1 03/12/1998 93,2 03/12/1998 109,8
28/10/2004 52,5 06/10/2004 78,3 01/12/1999 58,2 29/11/1999 50,7 29/11/1999 59,1 29/11/1999 62,1
14/02/2005 44,7 28/10/2004 52,6 06/10/2004 81,7 30/11/1999 60,1 01/12/1999 61,2 01/12/1999 114,7
30/03/2006 57,8 14/02/2005 44,7 28/10/2004 52,6 06/10/2004 84,3 06/10/2004 87,8 28/12/2002 65,5
31/03/2006 43,0 30/03/2006 62,7 14/02/2005 44,9 28/10/2004 52,7 28/10/2004 55,3 06/10/2004 87,8
13/04/2006 40,8 31/03/2006 52,2 08/12/2005 51,9 08/12/2005 81,5 08/12/2005 108,5 08/12/2005 109,8
30/10/2006 66,4 13/04/2006 40,9 30/03/2006 70,6 29/03/2006 70,7 29/03/2006 70,7 29/03/2006 71,3
11/01/2007 45,3 30/10/2006 66,6 30/10/2006 66,7 30/03/2006 91,2 30/03/2006 91,2 30/03/2006 91,5
21/01/2008 47,2 11/01/2007 45,3 11/01/2007 45,3 30/10/2006 66,7 30/10/2006 66,9 29/10/2006 69,3
22/10/2009 37,3 21/01/2008 47,2 21/01/2008 47,2 21/01/2008 47,2 24/12/2008 57,0 21/01/2008 63,8
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTAS MUNICIPAIS DE SUSCETIBILIDADE


A MOVIMENTOS DE MASSA E ENCHENTES

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Santarém

Estação Pluviográfica: Santarém


Código: 00254000

BELÉM
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Belém

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Belém


Avenida Dr. Freitas, 3645 - Bairro do Marco
Belém - PA – 66095-110
Telefone: 0(xx)(91) 3182-1300
Fax: 0(xx)(91) 3182-1349
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Santarém. Estação Pluviográfica: Santarém, Código 00254000.
Andressa Macedo Silva de Azambuja e Eber José de Andrade Pinto – Belém:
CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - AZAMBUJA, A.M.S.


de e PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE BELÉM

Manfredo Ximenes Ponte


Superintendente

João Batista Marcelo de Lima


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Lucia Travassos da Rosa Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Tomaz de Aquino M Lobato


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Moacir Ribeiro Furtado


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima – RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Santarém onde foram utilizados os registros
contínuos da estação pluviográfica Santarém, código 00254000.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Santarém e regiões
circunvizinhas.
O município de Santarém está localizado no estado do Pará, na Mesorregião do Baixo
Amazonas, a 697 km de Belém, capital do estado. O município possui área de 22.886,624
km² e o distrito sede localiza-se a uma altitude aproximada de 56 m. Sua população, segundo
o censo de 2010 do IBGE, é de 294.580 habitantes.
A estação de Santarém, código 00254000, está localizada na Latitude 02°26'36''S e
Longitude 54°42'11''W, em Santarém, na área da 5ª Unidade Regional de Ensino (5ª URE). Os
dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos pluviogramas de um
pluviógrafo IH, modelo 4 (PLG 4). A Figura 01 apresenta a localização do município e da
estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviográfica


(Fonte: Wikipedia, 2013 e Google apud SNIRH, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Santarém, código
00254000, foi utilizada a série de precipitações diárias máximas por ano hidrológico (01/Out
a 30/Set) e os dados utilizados constam do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos
dados foi a Gama, com os parâmetros calculados pelo método dos momentos-L. A Figura 02
apresenta as curvas ajustadas.

1
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência, para TR de 2 a 100 anos

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Santarém os parâmetros da equação são os seguintes:
a = 2980,0 ; b = 0,0931; c = 27 e d = 0,8835;
2980,0𝑇 0,0931
𝑖= (𝑡+27)0,8835
(02)

Esta equação é válida para tempo de retorno até 100 anos e durações de 5 minutos a 24
horas.

3 – EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Santarém, foi registrada uma chuva de
39,2 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:

2
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎

A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,


39,2 mm dividido por 0,25 h é igual a 156,8 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
156,8(15 + 27)0,8835 0,0931
𝑇=� � = 47 𝑎𝑛𝑜𝑠
2980
O tempo de retorno de 47 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 2,1%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 156,8𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 2,1%
𝑇 47

Este parâmetro tem grande utilidade para análises de risco e dimensionamento de


obras de engenharia.

Em fevereiro de 2004 ocorreram chuvas elevadas na região de Santarém. Na estação


pluviográfica, no dia 18 de fevereiro, foi registrada uma chuva de 156,9 mm com duração de
8 horas, a qual gerou vários problemas no município. Qual é o tempo de retorno dessa
precipitação?

Figura 03 – Pluviograma da precipitação de 18 de fevereiro de 2004

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎

A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,


156,9 mm dividido por 8 h é igual a 19,6 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:

3
1�
19,6(480 + 27)0,8835 0,0931
𝑇=� � = 172 𝑎𝑛𝑜𝑠
2980

O tempo de retorno de 172 anos corresponde a uma probabilidade de que esta


intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 0,6%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 19,6 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 0,6%
𝑇 172

Mesmo estando fora do limite de aplicação da equação, o tempo de retorno estimado


do evento ocorrido, 172 anos, indica a excepcionalidade do evento.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Agência Nacional de Águas (Brasil). Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos
(SNIRH). Estação pluviográfica de Santarém. Disponível em:
<http://www.ana.gov.br/PortalSuporte/frmSelecaoEstacao.aspx>. Acesso em: set. 2013.

Agência Nacional de Águas (Brasil). Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos
(SNIRH). Base de dados. Disponível em: <http://www2.snirh.gov.br/home/>. Acesso em: set.
2013.

GOOGLE EARTH. Estação pluviográfica de Santarém. Disponível em:


<http://www.google.com/earth>. Acesso em: set. 2013.

IBGE (Brasil). IBGE - Cidades@. Município de Santarém. Disponível em:


<http://cod.ibge.gov.br/1J4R9>. Acesso em: set. 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações intensidade-duração-frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. Belo Horizonte: CPRM, mar. 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Pará - Município de Santarém. Disponível em:


<http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Para_Municip_Santarem.svg>. Acesso em: setembro
de 2013.

4
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)

5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
03/02/1990 11,7 03/02/1990 17,6 13/02/1990 20,8 21/03/1996 45,2 21/03/1996 55,2 13/02/1990 53,2
16/01/1994 11,0 16/01/1994 16,1 21/03/1996 29,2 11/04/1996 36,3 11/04/1996 46,3 21/03/1996 60,3
21/03/1996 15,4 21/03/1996 21,7 11/04/1996 25,9 28/11/1998 42,2 28/11/1998 58,6 28/11/1998 75,9
11/04/1996 12,3 11/04/1996 20,7 28/11/1998 23,9 05/01/1999 56,3 05/01/1999 70,7 05/01/1999 81,0
05/03/1997 11,5 28/11/1998 17,3 05/01/1999 34,3 01/03/1999 45,0 01/03/1999 59,1 01/03/1999 68,6
05/01/1999 12,5 05/01/1999 25,0 18/01/1999 23,6 17/03/1999 38,2 25/03/1999 42,2 01/11/1999 77,7
18/01/1999 12,7 18/01/1999 19,0 01/03/1999 23,8 25/03/1999 40,8 01/11/1999 65,4 18/02/2000 69,5
01/03/1999 12,2 01/03/1999 17,8 17/03/1999 33,6 01/11/1999 50,0 18/02/2000 65,5 07/01/2001 53,6
11/03/1999 11,6 17/03/1999 28,7 25/03/1999 27,4 18/02/2000 54,2 07/01/2001 47,7 08/09/2001 57,5
17/03/1999 22,5 25/03/1999 18,8 01/11/1999 31,0 12/03/2000 32,4 05/05/2001 41,7 06/04/2002 49,0
25/03/1999 13,6 27/04/1999 17,4 21/11/1999 20,0 07/01/2001 35,4 08/09/2001 48,1 19/02/2004 61,7
27/04/1999 12,3 01/11/1999 23,3 18/02/2000 27,8 18/03/2001 32,8 19/02/2004 55,0 07/05/2004 51,9
15/10/1999 11,3 18/02/2000 18,8 07/01/2001 20,0 05/05/2001 37,9 18/07/2004 42,3 18/07/2004 51,5
01/11/1999 12,5 05/05/2001 20,0 05/05/2001 25,8 08/09/2001 37,8 18/01/2005 64,5 18/01/2005 76,7
05/05/2001 11,7 19/02/2004 16,8 08/09/2001 21,1 19/02/2004 41,3 30/03/2005 41,0 30/03/2005 48,5
31/01/2005 10,9 18/01/2005 20,0 19/02/2004 24,5 18/01/2005 50,0 14/03/2008 42,2 18/10/2006 50,0
08/12/2008 16,0 18/06/2008 15,7 18/01/2005 30,0 30/03/2005 31,9 13/05/2008 40,8 14/03/2008 49,8
27/05/2009 11,7 08/12/2008 29,2 18/06/2008 20,5 08/12/2008 53,6 08/12/2008 59,4 24/03/2008 53,5
17/03/2010 14,7 27/05/2009 15,8 08/12/2008 39,2 13/05/2008 52,3
25/03/2010 11,8 17/03/2010 21,0 17/03/2010 26,0 01/06/2008 49,3
05/04/2010 11,6 08/12/2008 59,4
2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
13/02/1990 65,3 13/02/1990 67,3 21/03/1996 73,6 05/03/1997 103,6 12/02/1990 128,5 22/01/1994 103,4
21/03/1996 65,7 21/03/1996 70,5 15/04/1996 78,4 28/11/1998 116,2 05/03/1997 118,5 15/04/1996 123,7
15/04/1996 74,4 15/04/1996 78,3 05/03/1997 86,7 05/01/1999 139,0 28/11/1998 116,2 18/04/1996 101,9
28/11/1998 101,0 28/11/1998 107,0 28/11/1998 111,9 01/03/1999 104,7 05/01/1999 139,2 05/03/1997 134,6
05/01/1999 123,6 05/01/1999 138,6 05/01/1999 138,6 18/02/2000 100,6 06/02/1999 90,3 28/11/1998 116,2
01/03/1999 79,8 01/03/1999 86,3 01/03/1999 90,8 04/01/2001 127,0 01/03/1999 105,0 05/01/1999 139,2
01/11/1999 81,2 01/11/1999 81,6 01/11/1999 81,6 08/09/2001 84,6 18/02/2000 100,6 28/02/1999 105,4
18/02/2000 76,6 18/02/2000 98,6 18/02/2000 100,5 28/02/2003 98,4 04/01/2001 127,0 17/02/2000 109,1
05/01/2001 63,9 05/01/2001 91,9 05/01/2001 116,4 19/02/2004 156,9 05/04/2002 90,3 04/01/2001 127,0
07/01/2001 63,7 08/09/2001 84,2 07/01/2001 89,1 06/05/2004 85,7 22/04/2002 90,0 05/04/2002 112,5
08/09/2001 81,9 06/05/2002 80,8 08/09/2001 84,4 17/01/2005 88,0 28/02/2003 98,4 28/02/2003 100,8
06/05/2002 72,6 19/02/2004 104,5 06/05/2002 80,8 18/10/2006 88,4 19/02/2004 160,4 18/02/2004 168,2
19/02/2004 88,2 07/05/2004 83,7 28/02/2003 90,4 07/05/2007 93,3 07/05/2007 93,3 07/05/2007 109,8
07/05/2004 63,3 18/07/2004 78,6 19/02/2004 112,7 30/01/2008 92,3 30/01/2008 96,3 29/02/2008 106,9
18/07/2004 74,9 18/01/2005 87,8 07/05/2004 85,6 29/02/2008 91,4 29/02/2008 106,7 11/03/2008 133,4
18/01/2005 85,3 30/03/2005 65,6 18/07/2004 80,6 11/03/2008 94,8 11/03/2008 99,7 23/03/2008 116,7
30/03/2005 64,3 18/10/2006 88,4 18/01/2005 88,0 23/03/2008 94,0 23/03/2008 105,1 13/05/2008 134,5
18/10/2006 79,3 11/03/2008 70,3 18/10/2006 88,4 13/05/2008 122,2 12/05/2008 124,6 31/05/2008 122,5
24/03/2008 73,8 24/03/2008 81,6 30/01/2008 80,7 01/06/2008 97,7 01/06/2008 97,9 25/02/2009 108,6
13/05/2008 93,7 13/05/2008 111,2 11/03/2008 85,1 20/10/2008 95,9 19/10/2008 95,9 05/06/2009 111,8
01/06/2008 87,0 01/06/2008 91,9 24/03/2008 87,9 08/12/2008 86,0 25/02/2009 89,2
20/10/2008 63,3 20/10/2008 73,6 13/05/2008 115,4 06/06/2009 86,5
06/06/2009 69,8 06/06/2009 79,3 01/06/2008 94,9
20/10/2008 95,9
06/06/2009 82,4
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL.
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Arcoverde/PE

Estação Pluviográfica: Arcoverde,


Códigos: SUDENE 3865889/ ANA 00837003

RECIFE, PE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Recife

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Recife


Av. Sul 2291 - Bairro Afogados
Recife - PE – 50770-011
Telefone: 0(xx)(81)3316-1400
Fax: 0(xx)(81) 3316-1403
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Arcoverde. Estação Pluviográfica: Arcoverde, Códigos SUDENE
3865889/ ANA 00837003. Margarida Regueira da Costa; José Alexandre Moreira
Farias; Eber José de Andrade Pinto - Recife : CPRM, 2013.

10p. ; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - COSTA, M. R. da;


FARIAS, J. A. M e PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE RECIFE

José Wilson de Castro Temoteo


Superintendente

Adriano da Silva Santos


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Adeilson Alves Wanderlei


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José Pessoa Veiga Júnior


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Gilberto Augusto Pinto Ribeiro Junior


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Arcoverde/PE onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Arcoverde, código SUDENE 3865889/ ANA
00837003.
1 – INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Arcoverde e regiões
circunvizinhas.
O município de Arcoverde está localizado no Estado de Pernambuco, na mesorregião
do Sertão Pernambucano e microrregião do Sertão do Moxotó, na Latitude 08°25'15" S e
Longitude 37°03'41" W, a 252 km de Recife/PE. O município possui área de 351 km²,
apresenta uma população estimada em 68.763 habitantes (IBGE, 2010) e localiza-se a uma
altitude média de 663 m.
A estação de Arcoverde, código SUDENE 3865889, ficava localizada na Latitude
08°26'00'' S e Longitude 37°04'00'' W, no município de Arcoverde, e já não se encontra mais
em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir de
pluviogramas. A Figura 01 apresenta a localização do município.

Figura 01 – Localização do município. (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Arcoverde, código
SUDENE 3865889/ ANA 00837003, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados
utilizados constam do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a
Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
1000

100 5
Intensidade (mm/h)

10

15

20

25

10 30

35

40

45

1
0.01 0.1 1 10 100

Tempo (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Arcoverde, para durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da
equação são os seguintes:

a = 1116,5 ; b = 0,257 ; c = 19 e d = 0,8837;


1116,5𝑇 0,257
𝑖= (𝑡+19)0,8837
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno até 45 anos.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Arcoverde, foi registrada uma chuva de 32
mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
32 mm divididos por 0,25 h é igual a 128 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
128(15 + 19)0,8837 0,257
𝑇=� � = 41 𝑎𝑛𝑜𝑠
1116,5
O tempo de retorno de 41 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 2,44%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 128𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 2,44%
𝑇 41
O tempo de retorno do evento ocorrido 41 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Arcoverde, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH, Estação Pluviográfica de Arcoverde. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em setembro de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=260120&search=pernambuco|
arcoverde. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Pernambuco - Município de Arcoverde. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/arcoverde. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
10/02/1969 7 22/02/1969 14,4 19/03/1972 32,1 19/03/1972 48,0 10/02/1969 26,2 19/03/1972 72,6

24/07/1969 6,7 24/07/1969 10,4 28/02/1974 22,2 02/04/1984 31,7 22/02/1969 32,4 05/04/1973 38,4

19/03/1972 15,1 27/04/1971 10,6 21/01/1986 21,6 23/03/1973 29,6 19/03/1972 62,2 01/03/1986 34,0

28/03/1972 7,1 02/06/1971 10,6 02/04/1984 19,4 01/04/1972 29,1 28/03/1972 26,2 01/04/1972 33,7

23/05/1972 7,5 19/03/1972 23,4 05/04/1973 19,3 23/01/1969 27,4 23/03/1973 35,3 07/02/1986 32,9

29/11/1983 7,1 28/03/1972 13,8 23/03/1973 16,9 28/03/1972 25,8 05/04/1973 36,7 25/04/1984 31,0

02/04/1984 6,9 05/04/1973 14,9 23/01/1969 16,8 01/03/1986 23,1 27/04/1975 25,0 27/04/1975 30,2

18/04/1984 6,9 28/02/1974 16,6 17/03/1986 15,1 28/03/1972 22,1 25/04/1984 27,8 10/03/1985 30,1

25/04/1984 11,6 04/04/1984 10,9 05/03/1970 15,0 07/04/1985 21,7 10/03/1985 27,9 10/02/1969 29,1

17/02/1985 8 11/04/1985 10,6 11/04/1985 14,3 10/02/1969 21,3 07/04/1985 23,6 23/01/1969 28,8

09/05/1985 6,1 09/05/1985 10,9 29/11/1983 14,2 27/04/1971 20,9 21/01/1986 25,3 24/07/1969 28,5

21/01/1986 9,4 21/01/1986 17,2 10/02/1969 14,2 20/05/1986 20,8 07/02/1986 28,6 28/03/1972 26,3

05/07/1986 6,6 17/03/1986 10,2 24/07/1969 14,2 24/07/1969 20,6 20/05/1986 24,8 21/01/1986 25,3

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS

10/02/1969 34,1 23/01/1969 30,0 10/02/1969 35,6 10/02/1969 38,9 10/02/1969 38,9 09/02/1969 38,9

22/02/1969 32,5 10/02/1969 35,2 22/02/1969 32,7 19/03/1972 101,6 22/01/1970 37,3 24/07/1969 76,6

24/07/1969 44,7 22/02/1969 32,5 19/03/1972 99,6 23/03/1973 42,3 19/03/1972 101,6 22/01/1970 37,3

19/03/1972 91,2 19/03/1972 94,7 01/04/1972 33,8 05/04/1973 54,8 23/03/1973 42,3 18/03/1972 107,6

01/04/1972 33,8 01/04/1972 33,8 23/03/1973 41,9 28/02/1974 47,8 04/02/1974 64,2 22/03/1973 42,3

23/03/1973 40,6 23/03/1973 41,9 05/04/1973 51,3 26/03/1974 75,5 28/02/1974 47,8 27/02/1974 48,5

05/04/1973 42,3 28/02/1974 47,5 28/02/1974 47,5 26/03/1974 34,3 26/03/1975 38,6 26/03/1974 39,4

26/03/1975 33,0 27/03/1974 33,2 26/03/1975 34,2 26/03/1975 38,6 27/04/1975 39,0 27/04/1975 51,6

27/04/1975 34,4 27/04/1975 36,8 27/04/1975 38,3 27/04/1975 39,0 26/05/1975 38,0 25/05/1975 44,1

26/05/1975 30,7 28/01/1983 32,5 28/01/1983 37,8 26/05/1975 34,6 27/01/1983 46,6 27/01/1983 47,4

28/01/1983 29,9 25/04/1984 31,0 18/04/1984 35,2 27/01/1983 46,1 02/04/1984 96,3 02/04/1984 96,3

25/04/1984 31,0 21/01/1986 32,0 21/01/1986 32,1 18/04/1984 42,6 18/04/1984 42,8 18/04/1984 43,5

01/03/1986 40,3 01/03/1986 44,9 01/03/1986 44,9 01/03/1986 44,9 01/03/1986 44,9 28/02/1986 51,7
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Bezerros/PE

Estação Pluviográfica: Bezerros,


Códigos: SUDENE 3868453/ ANA 00835007

RECIFE, PE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Recife

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Recife


Av. Sul 2291 - Bairro Afogados
Recife - PE – 50770-011
Telefone: 0(xx)(81)3316-1400
Fax: 0(xx)(81) 3316-1403
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Bezerros/PE. Estação Pluviográfica: Bezerros, Código SUDENE
3868453/ANA 00835007. Margarida Regueira da Costa; José Alexandre Moreira
Farias; Eber José de Andrade Pinto – Recife : CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - COSTA, M. R. da;


FARIAS, J. A. M e PINTO, E. J. A

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE RECIFE

José Wilson de Castro Temoteo


Superintendente

Adriano da Silva Santos


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Adeilson Alves Wanderlei


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José Pessoa Veiga Júnior


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Gilberto Augusto Pinto Ribeiro Junior


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Bezerros/PE onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Bezerros, códigos SUDENE 3865453/ANA
00835007.
1 – INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Bezerros e regiões
circunvizinhas.
O município de Bezerros está localizado no Estado de Pernambuco na mesorregião
do Agreste Pernambucano e microrregião Vale do Ipojuca, na Latitude 08°14’34”S e
Longitude 35°47’07”W, a 102 km de Recife. O município possui área de 490.817 km²,
apresenta uma população estimada em 58.668 habitantes (IBGE, 2010) e localiza-se a uma
altitude de 470 m.
A estação de Bezerros, códigos SUDENE 3868453/ ANA 00835007, estava localizada
na Latitude 08°14'00'' S e Longitude 35°45'00'' W, a 2,9 km da atual sede do município,
acesso pela BR-232. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir de
pluviogramas. A Figura 01 apresenta a localização do município.

Figura 01 – Localizações do município (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Bezerros, códigos
SUDENE 3868453/ ANA 00835007, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados
utilizados constam do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a
Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
1000

2
100
5
Intensidade (mm/h)

10

15

20

25
10
30

35

40

1
0.01 0.1 1 10 100

Tempo (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Bezerros, com duração de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da
equação são os seguintes:
a = 768,70 ; b = 0,240 ; c = 9 e d = 0,8240 ;
768,70𝑇 0,240
𝑖= (𝑡+9)0,8240
(02)

A equação é válida para tempos de retorno de até 40 anos.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Bezerros, foi registrada uma chuva de 66
mm com duração de 2 horas, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem pluvial
da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
66 mm dividido por 2 h é igual a 33 mm/h. Substituindo os valores na equação 03 temos:
1�
33(120 + 9)0,8240 0,240
𝑇=� � = 35 𝑎𝑛𝑜𝑠
768,70
O tempo de retorno de 35 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 2,86%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 33 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 2,86%
𝑇 35
O tempo de retorno do evento ocorrido, 35 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Bezerros, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=260190&search=pernambuco|
bezerros. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Pernambuco - Município de Bezerros. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Bezerros. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)

5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
28/02/1970 11,5 28/02/1970 15,7 18/03/1970 14,1 13/02/1974 22,6 18/03/1970 26,7 28/02/1970 26,7

24/02/1974 8,0 13/02/1974 11,7 13/02/1974 16,3 11/04/1974 19,3 13/02/1974 22,6 18/03/1970 29,5

17/04/1974 9,6 11/04/1974 18,2 26/02/1974 18,1 01/04/1975 19,8 26/02/1974 55,0 26/02/1974 60,6

14/02/1975 13,0 23/04/1975 16,5 11/04/1974 18,5 14/02/1985 21,2 01/04/1975 30,0 17/04/1974 31,7

23/04/1975 11,0 17/02/1985 13,1 17/02/1985 15,4 17/02/1985 25,6 23/04/1975 23,7 14/02/1975 34,0

06/12/1975 7,8 27/03/1985 22,2 20/02/1985 20,6 27/03/1985 41,7 30/03/1985 27,6 17/02/1985 36,1

27/03/1985 13,8 14/04/1985 11,6 27/03/1985 28,5 11/04/1985 24,0 11/04/1985 30,1 20/02/1985 33,4

08/05/1985 15,5 26/04/1985 11,4 08/05/1985 29,1 12/02/1987 19,3 26/04/1985 27,1 07/05/1985 33,5

04/03/1986 8,3 08/05/1985 23,2 07/12/1988 14,3 24/02/1988 31,0 09/03/1988 25,8 09/03/1988 29,0

24/02/1988 8,6 24/02/1988 12,5 07/04/1989 20,7 23/04/1988 27,3 23/04/1988 28,3 23/04/1988 28,8

21/03/1988 7,7 23/04/1988 15,5 15/04/1989 15,5 07/04/1989 32,2 07/12/1988 38,1 07/04/1989 37,8

01/05/1989 8,2 01/05/1989 16,2 01/05/1989 20,1 01/05/1989 23,6 15/04/1989 26,0 01/05/1989 25,3

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS

28/02/1970 31,3 18/03/1970 34,1 18/03/1970 37,0 28/02/1970 39,8 28/02/1970 45,8 28/02/1970 46,1

18/03/1970 33,1 04/02/1974 32,3 11/04/1974 40,1 18/03/1970 37,8 18/03/1970 38,2 19/07/1970 88,2

26/02/1974 66,5 24/02/1974 32,6 14/02/1975 34,0 19/07/1970 58,8 26/02/1974 69,4 26/02/1974 70,6

17/04/1974 37,9 11/04/1974 39,0 17/07/1975 37,0 11/04/1974 47,2 11/04/1974 54,2 10/04/1974 61,7

14/02/1975 34,0 14/02/1975 34,0 20/02/1985 35,9 23/03/1985 49,8 16/07/1975 102,6 17/04/1974 105,8

01/04/1975 44,1 20/02/1985 35,1 27/03/1985 105,6 27/03/1985 107,6 17/02/1985 66,4 17/02/1985 66,4

17/02/1985 40,1 27/03/1985 86,1 30/03/1985 34,0 11/04/1985 38,1 11/04/1985 61,5 10/04/1985 61,5

20/02/1985 34,3 26/04/1985 37,0 26/04/1985 40,7 26/04/1985 42,9 14/04/1985 39,9 26/04/1985 45,2

30/03/1985 33,6 24/02/1988 44,2 07/04/1986 36,5 24/02/1988 47,4 26/04/1985 44,7 24/02/1988 49,5

09/03/1988 31,7 09/03/1988 34,6 24/02/1988 44,4 09/03/1988 36,8 24/02/1988 49,5 24/02/1988 48,5

07/12/1988 50,6 07/12/1988 50,7 09/03/1988 36,1 07/12/1988 52,5 07/12/1988 52,8 07/12/1988 52,8

07/04/1989 44,6 07/04/1989 45,5 07/04/1989 45,5 07/04/1989 45,6 07/04/1989 51,7 07/04/1989 53,1
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Catende/PE

Estação Pluviográfica: Catende


Códigos SUDENE 3878358/ ANA 00835011

RECIFE, PE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Recife

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Recife


Av. Sul 2291 - Bairro Afogados
Recife - PE – 50770-011
Telefone: 0(xx)(81)3316-1400
Fax: 0(xx)(81) 3316-1403
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Catende/PE. Estação Pluviográfica: Catende, Códigos SUDENE
3878358/ANA 00835011. Margarida Regueira da Costa; José Alexandre Moreira
Farias; Eber José de Andrade Pinto – Recife : CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - COSTA, M. R. da;


FARIAS, J. A. M; e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE RECIFE

José Wilson de Castro Temoteo


Superintendente

Adriano da Silva Santos


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Adeilson Alves Wanderlei


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José Pessoa Veiga Júnior


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Gilberto Augusto Pinto Ribeiro Junior


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Catende/PE onde foram utilizados os registros
contínuos da estação pluviográfica Catende, códigos SUDENE 3878358/ANA 00835011.
1 – INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Catende e regiões
circunvizinhas.
O município de Catende está localizado no Estado de Pernambuco na mesorregião da
Mata Pernambucana e microregião da Mata Meridional de Pernambucana, na Latitude
08°40’00” S e Longitude 35°43’00” W, a 142 km de Recife/PE. O município possui área de
207,244 km², apresenta uma população estimada em 32.236 habitantes (IBGE, 2010) e
localiza-se a uma altitude de 168 m.
A estação de Catende, códigos SUDENE 3878358/ANA 00835011, ficava localizada na
Latitude 08°40’0,12”S e Longitude 35°43’0,12”W, no município de Catende. Os dados para
definição da equação IDF foram obtidos a partir de pluviogramas. A Figura 01 apresenta a
localização do município.

Figura 01 – Localização do município. (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Catende, códigos
SUDENE 3878358/ANA 00835011, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados
utilizados constam do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a
Exponencial.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
1000

100
2
Intensidade (mm/h)

10

15

20
10
25

30

1
0.01 0.1 1 10 100

Tempo (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Catende, com durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da


equação são os seguintes:
a = 743,4 ; b = 0,267 ; c = 12 e d = 0,8155;
743,4𝑇 0,267
𝑖= (𝑡+12)0,8155
(02)

A equação é valida para tempos de retorno de até 30 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Catende, foi registrada uma chuva de 24
mm com duração de 10 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
24 mm divididos por 0,167 h é igual a 144 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
144(10 + 12)0,8155 0,267
𝑇=� � = 27 𝑎𝑛𝑜𝑠
743,4
O tempo de retorno de 27 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 3,7%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 144𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 3,7%
𝑇 27

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=260420&search=pernambuco|
catende. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Pernambuco - Município de Catende. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Catende. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
17/04/1965 5,8 17/04/1965 11,5 17/04/1965 16,7 07/07/1965 10,9 11/06/1965 14,1 17/04/1965 40,0

22/01/1966 8,6 02/05/1965 7,6 28/08/1965 10,1 24/01/1966 33,2 24/01/1966 34,6 12/06/1965 17,4

16/02/1966 6,6 28/08/1965 8,6 22/01/1966 10,0 18/04/1966 12,9 12/04/1966 14,6 03/03/1966 14,6

11/09/1966 6,3 22/01/1966 9,3 24/01/1966 23,9 24/04/1966 13,8 18/04/1966 17,9 12/04/1966 17,6

30/03/1967 7,8 24/01/1966 17,9 03/03/1966 7,2 26/05/1966 10,9 28/05/1966 17,6 18/04/1966 17,9

05/04/1967 5,9 15/04/1966 9,4 15/04/1966 10,5 25/01/1967 18,1 25/01/1967 18,6 28/05/1966 19,1

12/05/1967 5,3 25/01/1967 11,8 28/05/1966 8,6 30/03/1967 21,5 30/03/1967 21,7 13/06/1966 17,4

17/09/1967 5,4 30/03/1967 12,7 13/06/1966 8,8 05/04/1967 13,9 05/04/1967 17,0 25/01/1967 18,7

22/01/1968 13,7 05/04/1967 8,3 25/01/1967 15,7 12/05/1967 15,8 12/05/1967 20,0 30/03/1967 21,7

26/01/1968 5,4 12/05/1967 10,0 30/03/1967 16,6 20/05/1967 15,0 20/05/1967 15,0 05/04/1967 19,3

05/05/1968 9,8 20/05/1967 9,8 05/04/1967 10,7 27/12/1967 12,4 27/12/1967 16,9 12/05/1967 23,0

12/06/1975 3,1 17/09/1967 9,3 12/05/1967 12,1 22/01/1968 55,5 22/01/1968 73,5 27/12/1967 18,4

11/07/1975 5,4 22/01/1968 24,4 22/01/1968 34,0 22/03/1968 13,6 22/03/1968 16,7 22/01/1968 77,4

14/07/1975 3,3 26/01/1968 6,7 05/05/1968 16,3 05/05/1968 22,9 05/05/1968 23,9 22/03/1968 16,7

17/07/1975 4,0 09/07/1975 9,6 30/04/1971 8,9 30/04/1971 12,3 30/04/1971 19,1 05/05/1968 24,2

11/09/1975 4,3 17/07/1975 6,2 09/07/1975 10,3 12/06/1975 12,0 12/06/1975 12,6 30/04/1971 21,0

03/12/1975 11,5 03/12/1975 18,2 11/07/1975 10,3 05/12/1975 14,7 05/12/1975 14,8 05/12/1975 14,9

05/12/1975 6,6 05/12/1975 10,2 05/12/1975 11,8 06/12/1975 13,5 06/12/1975 16,7 06/12/1975 21,9

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
17/04/1965 48,8 17/04/1965 51,1 17/04/1965 57,1 03/04/1965 24,0 11/06/1965 95,8 06/05/1965 33,9

11/06/1965 29,2 09/05/1965 21,8 09/05/1965 23,0 11/06/1965 74,0 27/08/1965 30,7 05/06/1965 36,5

24/01/1966 43,3 11/06/1965 38,9 11/06/1965 51,6 24/01/1966 44,1 26/12/1965 30,5 11/06/1965 118,3

12/04/1966 22,2 24/01/1966 43,7 18/04/1966 23,6 26/05/1966 36,5 12/04/1966 33,7 26/08/1965 34,7

24/04/1966 21,5 28/05/1966 21,5 24/04/1966 28,9 12/06/1966 59,1 24/04/1966 41,1 23/04/1966 41,1

26/05/1966 19,6 12/06/1966 33,2 28/04/1966 31,5 05/04/1967 38,3 18/05/1966 41,9 28/04/1966 48,5

28/05/1966 20,8 05/04/1967 26,3 18/05/1966 28,0 27/04/1967 22,0 12/06/1966 74,9 30/05/1966 41,9

13/06/1966 24,6 17/04/1967 41,7 11/06/1966 25,8 30/06/1967 38,0 18/09/1967 34,9 12/06/1966 101,2

25/01/1967 28,7 12/05/1967 25,5 12/06/1966 40,6 22/01/1968 86,6 22/01/1968 87,2 26/07/1967 45,2

30/03/1967 21,8 17/09/1967 20,3 25/01/1967 41,1 30/04/1971 28,4 26/01/1968 30,6 31/07/1967 41,3

05/04/1967 24,0 27/12/1967 23,8 12/05/1967 25,6 02/06/1971 42,1 30/04/1971 31,1 03/05/1968 36,8

17/04/1967 30,0 22/01/1968 83,1 22/01/1968 83,5 24/07/1971 39,1 05/08/1971 31,0 20/06/1971 38,2

27/12/1967 21,6 27/03/1968 21,8 27/03/1968 22,3 14/05/1975 36,4 02/05/1975 30,9 23/07/1971 50,5

22/01/1968 81,7 30/04/1971 23,7 02/06/1971 27,1 02/07/1975 34,4 11/07/1975 29,9 05/08/1971 36,5

30/04/1971 22,3 02/06/1971 23,9 24/07/1971 26,3 09/07/1975 32,4 16/07/1975 77,0 29/04/1975 38,4

17/07/1975 23,5 09/07/1975 31,2 29/07/1971 35,7 16/07/1975 53,5 16/08/1975 34,6 02/05/1975 42,2

03/12/1975 31,4 11/07/1975 21,6 03/12/1975 31,5 03/12/1975 31,5 03/12/1975 32,0 16/07/1975 91,0

06/12/1975 32,2 06/12/1975 37,7 06/12/1975 41,8 06/12/1975 43,3 05/12/1975 44,2 15/08/1975 38,4
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Glória do Goitá/PE

Estação Pluviográfica: Glória do Goitá,


Códigos SUDENE: 3869041/ ANA 00835027

RECIFE, PE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Recife

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Recife


Av. Sul 2291 - Bairro Afogados
Recife - PE – 50770-011
Telefone: 0(xx)(81)3316-1400
Fax: 0(xx)(81) 3316-1403
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Glória do Goitá/PE. Estação Pluviográfica: Glória do Goitá, Código
SUDENE 3869041/ ANA 00835027. Margarida Regueira da Costa; José
Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto – Recife : CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - COSTA, M. R. da;


FARIAS, J. A. M e PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE RECIFE

José Wilson de Castro Temoteo


Superintendente

Adriano da Silva Santos


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Adeilson Alves Wanderlei


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José Pessoa Veiga Júnior


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Gilberto Augusto Pinto Ribeiro Junior


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Glória do Goitá/PE onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Glória do Goitá, código SUDENE 3869041/ANA
00835027.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Glória de Goitá e regiões
circunvizinhas.
O município de Glória do Goitá está localizado no Estado de Pernambuco na
mesorregião da Mata Pernambucana e microrregião de Vitória de Santo Antão, na Latitude
08°00’07”S e Longitude 35°17’34” W, a 46 km de Recife/PE. O município possui área de
231,832 km², apresenta uma população estimada em 29.019 habitantes (IBGE,2010) e
localiza-se a uma altitude de 158 m.
A estação de Glória do Goitá, código SUDENE 3869041/ANA 00835027, ficava
localizada na Latitude 08°00’00”S e Longitude 35°18’00” W, no município de Glória do Goitá,
e já não se encontra mais em operação. Os dados para definição da equação IDF foram
obtidos a partir de pluviogramas. A Figura 01 apresenta a localização do município.

Figura 01 – Localização do município (Fontes: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Glória do Goitá, código
SUDENE 3869041/ANA 00835027, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados
utilizados constam do Anexo I.
A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial. A Figura 02
apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
1000

10

100 15
Intensidade (mm/h)

20

25

30

35

10 40

45

50

55

60

1 65
0.01 0.1 1 10 100

Tempo (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Glória do Goitá, com durações de 5 minutos a 24 horas, os parâmetros da
equação são os seguintes:
a = 565,2 ; b = 0,2333 ; c = 17 e d = 0,7533 ;
565,2𝑇 0,2333
𝑖= (𝑡+17)0,7533
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno de até 65 anos.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Glória do Goitá, foi registrada uma chuva
de 27 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
27 mm divididos por 0,25 h é igual a 108 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
108(15 + 17)0,7533 0,2333
𝑇=� � = 60 𝑎𝑛𝑜𝑠
565,2
O tempo de retorno de 60 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,67%, ou:
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 108 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,67%
𝑇 60
O tempo de retorno do evento ocorrido, 60 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Glória do Goitá, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Google Earth, Estação Pluviográfica de Glória do Goitá. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em setembro de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=260610&search=pernambuco|
gl%F3ria-do-goit%E1. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro - Pernambuco - Município de Glória do Goitá. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Gl%C3%B3ria_do_Goit%C3%A1. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
30/03/1970 6,5 14/04/1970 11,5 19/03/1970 23,1 19/03/1970 33,7 19/03/1970 34,9 19/03/1970 36,2

14/04/1970 6,9 29/01/1974 13,0 14/04/1970 14,4 20/07/1970 18,3 31/03/1970 22,5 29/01/1974 20,7

08/03/1974 5,9 25/02/1974 12,9 20/07/1970 10,4 29/01/1974 19,4 20/07/1970 21,8 25/02/1974 48,0

11/03/1974 4,8 16/02/1981 12,6 29/01/1974 16,7 25/02/1974 29,4 29/01/1974 19,9 21/05/1974 35,3

09/04/1974 5,6 03/02/1983 12,0 25/02/1974 17,8 08/03/1974 16,6 25/02/1974 41,2 12/03/1980 28,6

16/02/1980 6,2 21/02/1985 12,1 16/02/1980 11,3 12/03/1980 19,7 12/03/1980 22,7 09/06/1980 28,3

16/02/1981 7,7 05/03/1985 12,4 16/02/1981 16,8 16/02/1981 22,4 16/02/1981 24,1 16/02/1981 24,4

16/03/1981 7,6 18/03/1985 9,9 16/03/1981 19,3 17/02/1981 22,5 17/02/1981 29,3 17/02/1981 30,6

03/02/1983 8,7 06/07/1985 10,0 03/02/1983 15,2 16/03/1981 22,6 16/03/1981 24,0 21/05/1982 28,4

06/06/1985 5,9 22/02/1987 12,4 21/02/1985 14,4 03/02/1983 27,4 21/05/1982 25,4 03/02/1983 39,1

06/07/1985 5,0 29/03/1987 17,1 25/03/1985 13,6 05/03/1985 19,5 03/02/1983 35,4 06/07/1985 24,7

19/02/1987 4,4 08/06/1988 9,9 06/06/1985 10,2 06/07/1985 20,1 06/07/1985 23,1 22/02/1987 32,4

29/03/1987 11,7 12/04/1989 7,5 22/02/1987 17,1 22/02/1987 26,6 22/02/1987 29,5 24/03/1987 34,2

08/06/1988 5,3 02/05/1989 7,7 31/03/1987 10,9 24/03/1987 22,6 24/03/1987 29,3 29/03/1987 27,3

20/05/1989 5,6 08/02/1990 14,2 16/06/1987 10,3 29/03/1987 23,3 31/03/1987 21,9 08/06/1988 20,6

28/02/1989 6,0 30/04/1991 7,5 14/03/1988 11,2 20/05/1989 17,4 26/06/1989 20,6 19/09/1989 33,0

08/02/1990 7,1 16/03/1992 7,4 20/05/1989 13,8 19/09/1989 24,5 19/09/1989 31,9 08/02/1990 30,8

16/03/1992 5,1 29/03/1992 7,2 19/09/1989 13,5 08/02/1990 27,8 08/02/1990 30,5 30/03/1992 27,2

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
19/03/1970 42,6 14/04/1970 29,9 19/03/1970 49,3 19/03/1970 56,1 19/03/1970 57,5 19/03/1970 59,1

20/07/1970 38,3 19/07/1970 37,9 19/07/1970 46,9 02/06/1970 41,8 02/06/1970 46,3 19/07/1970 139,7

25/02/1974 79,0 20/07/1970 49,2 20/07/1970 53,8 19/07/1970 86,3 10/08/1970 76,7 10/08/1970 83,9

21/05/1974 40,2 25/02/1974 79,9 25/02/1974 79,9 20/07/1970 66,3 25/02/1974 81,6 24/02/1974 81,6

09/06/1980 52,7 21/05/1974 43,8 21/05/1974 50,2 10/08/1970 63,7 08/03/1974 59,2 08/03/1974 61,5

17/02/1981 36,7 12/03/1980 62,5 12/03/1980 66,9 25/02/1974 81,6 21/05/1974 65,9 21/05/1974 67,1

21/05/1982 32,0 09/06/1980 64,9 17/02/1981 36,7 21/05/1974 62,6 15/02/1980 54,8 15/02/1980 57,5

03/02/1983 42,9 17/02/1981 36,7 03/02/1983 43,1 15/02/1980 34,7 12/03/1980 86,1 09/06/1980 122,8

05/03/1985 30,5 17/07/1984 29,1 05/03/1985 30,8 17/02/1981 36,7 09/06/1980 111,3 16/02/1981 69,4

05/03/1985 30,5 06/07/1985 36,3 06/07/1985 39,5 03/02/1983 43,1 18/05/1984 42,6 22/06/1982 69,1

06/07/1985 34,0 22/02/1987 34,2 22/02/1987 52,7 17/07/1984 56,4 17/07/1984 61,5 18/05/1984 55,7

22/02/1987 34,2 24/03/1987 41,5 24/03/1987 41,5 05/07/1985 44,7 05/07/1985 50,8 17/07/1984 63,3

24/03/1987 40,9 29/03/1987 34,2 15/07/1988 36,2 22/02/1987 68,5 22/02/1987 68,9 31/03/1987 56,5

12/04/1989 34,7 12/04/1989 36,0 26/06/1989 44,3 24/03/1987 46,2 24/07/1988 53,4 11/04/1989 60,7

26/06/1989 38,0 26/06/1989 43,6 19/09/1989 39,3 26/06/1989 44,3 20/07/1990 76,4 19/07/1990 78,9

19/09/1989 38,8 19/09/1989 38,9 20/07/1990 44,3 20/07/1990 59,8 28/07/1990 98,1 28/07/1990 98,1

29/07/1990 39,0 20/07/1990 37,6 29/07/1990 63,4 28/07/1990 78,0 29/03/1992 59,6 29/03/1992 61,1

20/06/1992 30,9 20/06/1992 35,2 20/06/1992 36,1 20/06/1992 52,2 20/06/1992 58,7 20/06/1992 58,7
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Recife/PE

Estação Pluviográfica: Recife-Curado,


Códigos: SUDENE 3960117/ANA 00834006

RECIFE, PE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Recife

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Recife


Av. Sul 2291 - Bairro Afogados
Recife - PE – 50770-011
Telefone: 0(xx)(81)3316-1400
Fax: 0(xx)(81) 3316-1403
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Recife/PE. Estação Pluviográfica: Recife-Curado, Códigos SUDENE
3960117/ANA 00834006. Margarida Regueira da Costa; José Alexandre Moreira
Farias; Eber José de Andrade Pinto – Recife : CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - COSTA, M. R. da;


FARIAS, J. A. M e PINTO, E. J. A
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE RECIFE

José Wilson de Castro Temoteo


Superintendente

Adriano da Silva Santos


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Adeilson Alves Wanderlei


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José Pessoa Veiga Júnior


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Gilberto Augusto Pinto Ribeiro Junior


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Recife/PE onde foram utilizados os registros
contínuos da estação pluviográfica Recife-Curado, códigos SUDENE 3960117/ANA 00834006.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Recife e regiões circunvizinhas.
O município de Recife está localizado no Estado de Pernambuco, na mesorregião
metropolitana e microrregião de Recife, na Latitude 08° 3' 14"S e Longitude 34° 52' 52" W,
sendo ele mesmo a capital do Estado. O município possui área de 218,435 km², apresenta
uma população estimada em 1.537.704 habitantes (IBGE, 2010) e localiza-se a uma altitude
de 4 m.
A estação de Recife-Curado, códigos SUDENE 3960117/ANA 00834006, ficava
localizada na Latitude 08°03’00”S e Longitude 34°55’00” W, no município de Recife, e já não
se encontra mais em operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a
partir de pluviogramas. A Figura 01 apresenta a localização do município.

Figura 01 – Localização do município. (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Recife-Curado, código
SUDENE 3960117/ANA 00834006, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados
utilizados constam do Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a
Exponencial. A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

15
10
20

1
0.01 0.1 1 10 100

Tempo (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Recife-Curado, com durações de 5 minutos e 24 horas, os parâmetros da
equação são os seguintes:

a = 343,9 ; b = 0,14 ; c = 3 e d = 0,6049 ;


343,9𝑇 0,14
𝑖= (𝑡+3)0,6049
(02)

Esta equação é válida para tempos de retorno de até 20 anos

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Recife, foi registrada uma chuva de 22 mm
com duração de 15 minutos. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

2
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
22 mm dividido por 0,25 h é igual a 88 mm/h. Substituindo os valores na equação 03 temos:
1�
88(15 + 3)0,6049 0,14
𝑇=� � = 16 𝑎𝑛𝑜𝑠
343,9
O tempo de retorno de 16 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 6,25%,ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 88𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 6,25%
𝑇 16

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=261160&search=pernambuco|
recife. Acesso em setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Recife - Município de Recife. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Recife. Acesso em: setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)

5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA

28/03/1964 10,4 09/02/1962 12,4 11/06/1962 15,0 09/02/1962 21,9 11/06/1962 22,4 09/02/1962 34,8

06/04/1964 8,8 28/03/1964 13,0 12/03/1964 13,2 06/06/1962 22,2 12/01/1964 21,1 12/02/1964 27,0

18/04/1964 8,1 06/04/1964 11,6 28/03/1964 15,6 11/06/1962 20,5 11/02/1964 21,7 19/03/1964 26,9

24/07/1964 8,1 24/07/1964 13,4 24/07/1964 15,7 11/02/1964 21,6 15/01/1965 22,9 28/03/1964 25,9

08/05/1965 8,9 08/05/1965 16,6 18/04/1965 13,7 12/02/1964 26,5 18/04/1965 22,0 15/01/1965 30,7

26/03/1967 9,4 29/06/1965 11,9 08/05/1965 21,1 19/03/1964 20,2 11/06/1966 22,2 20/12/1966 32,3

31/05/1967 6,5 30/01/1966 15,6 30/01/1966 22,6 04/05/1964 20,2 19/04/1967 24,3 15/02/1966 26,3

28/07/1967 6,9 26/03/1967 12,6 20/12/1966 16,4 12/04/1966 22,5 05/05/1967 46,5 12/04/1966 27,9

01/03/1969 6,1 04/04/1967 11,4 04/04/1967 14,6 11/04/1967 29,4 28/07/1967 22,9 11/04/1967 29,5

03/05/1969 8,4 11/04/1967 14,0 01/03/1969 14,9 23/01/1969 23,0 23/01/1969 24,2 28/07/1967 28,2

08/06/1969 9,0 05/05/1967 17,2 08/06/1969 14,1 01/03/1969 26,2 08/06/1969 24,8 01/03/1969 42,1

13/06/1969 10,1 13/06/1969 13,2 13/06/1969 16,3 13/06/1969 25,1 13/06/1969 25,1 08/06/1969 25,6

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS

05/06/1962 52,4 09/02/1962 59,7 09/02/1962 61,0 18/04/1964 69,1 20/06/1962 64,8 19/06/1962 77,1

18/04/1964 38,9 22/06/1962 37,8 12/03/1962 44,7 25/04/1964 68,4 22/06/1962 61,5 02/03/1964 88,6

25/04/1964 39,7 19/03/1964 38,3 22/06/1962 46,6 14/01/1965 53,3 02/05/1965 69,3 18/04/1964 83,8

04/05/1964 46,0 04/05/1964 46,2 14/04/1964 54,5 17/04/1965 41,6 25/04/1964 83,8 11/06/1965 155,0

03/05/1965 38,2 15/01/1965 52,2 25/04/1964 53,2 30/01/1966 69,0 28/05/1966 76,0 27/05/1966 95,8

08/05/1965 33,2 12/06/1965 59,9 15/01/1965 53,2 11/06/1966 72,2 10/06/1966 91,3 10/06/1966 95,3

20/07/1966 31,5 30/01/1966 53,3 30/01/1966 55,2 20/07/1966 77,8 05/04/1967 114,9 20/07/1966 104,3

20/12/1966 32,7 09/02/1966 37,9 11/06/1966 45,0 26/03/1967 66,5 05/05/1967 136,0 03/04/1967 79,9

28/07/1967 34,1 26/03/1967 44,0 05/09/1966 39,9 11/04/1967 49,8 16/08/1967 76,1 05/04/1967 116,5

16/08/1967 34,4 16/08/1967 42,7 16/08/1967 60,9 13/06/1969 96,5 02/07/1969 54,0 18/05/1969 110,0

13/06/1969 47,2 24/05/1969 41,1 12/07/1969 43,8 12/07/1969 59,9 02/07/1969 54,0 24/05/1969 87,5

12/07/1969 34,8 12/07/1969 41,0 03/08/1969 35,5 05/08/1969 68,5 05/08/1969 71,5 13/06/1969 124,9
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Campo Maior/PI

Estação Pluviográfica: Campo Maior,


Código: 2795665 (SUDENE) / 00442004 (ANA)

TERESINA, PI
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Teresina

Copyright @ 2013 CPRM – Residência de Teresina


Rua Goiás - Bairro Ilhotas
Teresina - PI - 64.001-620
Telefone: 0(xx)(86)3222-4153
Fax: 0(xx)(86) 3222-4153
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Campo Maior/PI. Estação Pluviográfica: Campo Maior, Código
SUDENE 2795665/ ANA 00442004. Jean Ricardo da Silva do Nascimento, José
Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto. Teresina, PI: CPRM,
2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - NASCIMENTO, J. R.


S.; FARIAS J. A. M.; PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
RESIDÊNCIA DE TERESINA

Francisco das Chagas Lages Correia Filho


Chefe da Residência

Carlos Antonio da Luz


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

Elizangela Soares Amaral


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisca de Paula da Silva Braga


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Thiago Moraes Sousa


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico

Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE


José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Nayanna Coelho Miranda – RETE
Taciana dos Santos Lima - RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Débora de Sousa Gurgel - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Campo Maior/PI onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Campo Maior, código SUDENE 2795665/ ANA
00442004.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Campo Maior/PI.
O município de Campo Maior está localizado no Estado do Piauí, na microrregião de
Campo Maior, dentro da mesorregião do Centro Norte Piauiense, fazendo fronteira com os
municípios de Cabeceiras do Piauí, Nossa Senhora de Nazaré, Cocal de Telha, Alto Longá,
Coivaras, Novo Santo Antônio, Jatobá do Piauí, Sigefredo Pacheco, José de Freitas, Altos,
Coivaras. O município de Campo Maior/PI possui área aproximada de 1.675,74 km² (IBGE,
2010). O distrito sede localiza-se a uma altitude de 125 metros. Apresenta uma população
de 45.177 habitantes (IBGE, 2010), e população estimada para 2013 de 45.827 habitantes.
A estação Campo Maior, código SUDENE – 2795665 e ANA - 00442004, está
localizada na Latitude 04°49'00''S e Longitude 42°11'00''W, no município de Campo
Maior/PI. A Figura 01 apresenta a localização do município.

Figura 01 – Localização do Município (Fonte: Wikipédia, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Campo Maior, código
ANA 00442004, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do
Anexo I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial. A Figura 02
apresenta as curvas ajustadas.

1
EXPONENCIAL
T = 2 anos T = 5 anos T = 10 anos T = 15 anos T = 20 anos T = 25 anos T = 30 anos T = 50 anos
1000

100
Intensidade (mm/h)

10

1
0,01 0,1 1 10 100
Tempo (Horas)
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Campo Maior os parâmetros da equação são os seguintes:
a = 1738,86 ; b = 0,1363 ; c = 22,3 e d = 0,8380 ;
1738,6𝑇 0,1363
𝑖= (𝑡+22,3)0,8380
(02)

Esta equação é válida para tempo de retorno até 50 anos e durações de 5 minutos a 24
horas.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Campo Maior, foi registrada uma Chuva de
37 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:

2
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
37 mm dividido por 0,25 h é igual a 148 mm/h. Substituindo os valores na equação 03 temos:
1�
148(15 + 22,3)0,8380 0,1363
𝑇=� � = 65 𝑎𝑛𝑜𝑠
1738,86
O tempo de retorno de 65 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,54%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 148𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,54%
𝑇 65
O tempo de retorno do evento ocorrido, 65 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Campo Maior, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=220220&search=piaui|campo-
maior. Acesso em: Setembro de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/temas.php?codmun=220220&idtema=1&search=pi
aui|campo-maior|censo-demografico-2010:-sinopse-. Acesso em: Setembro de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Piauí - Município de Campo Maior. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_Maior_(Piau%C3%AD). Acesso em: Setembro de 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30
DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN
24/02/1979 9,6 18/11/1979 13,7 18/11/1979 18,9 02/04/1992 36,7
24/12/1981 10,0 24/12/1981 18,3 24/12/1981 23,3 24/03/1992 30,4
29/12/1981 11,4 29/12/1981 19,6 29/12/1981 27,2 24/01/1992 35,6
27/03/1982 11,1 29/01/1982 16,4 29/01/1982 23,0 20/12/1991 30,3
02/01/1985 9,4 27/03/1982 18,4 27/03/1982 24,3 14/04/1988 39,4
12/01/1985 13,3 12/01/1985 21,7 02/01/1985 22,4 02/04/1988 45,0
15/01/1985 14,0 15/01/1985 20,7 12/01/1985 28,4 26/02/1988 28,5
30/01/1985 12,3 30/01/1985 19,2 15/01/1985 25,9 18/03/1987 29,4
25/01/1987 12,5 12/05/1985 16,5 30/01/1985 22,8 27/03/1985 30,9
17/02/1987 10,0 24/01/1987 18,2 10/04/1985 18,9 06/02/1985 34,0
18/03/1987 9,8 18/03/1987 17,8 24/01/1987 20,0 15/01/1985 38,6
24/01/1988 11,0 24/01/1988 13,9 18/03/1987 24,8 02/02/1982 31,0
18/02/1988 9,1 16/02/1988 14,9 16/02/1988 19,2 29/01/1982 32,5
02/04/1988 11,56 26/02/1988 15,0 26/02/1988 20,3 29/12/1981 39,1
23/04/1988 8,5 02/04/1988 18,2 02/04/1988 24,8 24/12/1981 35,8
24/01/1992 11,5 14/04/1988 14,6 14/04/1988 21,3 18/11/1979 35,4
24/03/1992 8,4 20/12/1991 14,0 20/12/1991 19,8
02/04/1992 10,4 24/01/1992 17,2 24/01/1992 22,3
26/04/1993 10,5 24/03/1992 15,8 24/03/1992 20,9
02/04/1992 19,1 02/04/1992 25,0
29/03/1993 19,7

45 1 2 3
DATA DATA DATA DATA
MIN HORA HORAS HORAS
18/11/1979 48,4 18/11/1979 53,4 18/11/1979 54,4 18/11/1979 55,0
24/12/1981 43,7 23/12/1981 48,0 23/12/1981 49,5 23/12/1981 50,5
29/12/1981 50,1 29/12/1981 55,1 29/12/1981 57,1 29/12/1981 59,4
06/01/1982 33,6 06/01/1982 42,1 06/01/1982 45,4 06/01/1982 48,6
29/01/1982 33,2 07/03/1982 38,3 22/01/1982 43,4 03/01/1985 47,2
02/02/1982 33,7 15/01/1985 54,1 07/03/1982 42,6 12/01/1985 59,5
07/03/1982 34,1 27/03/1985 39,3 02/01/1985 48,5 15/01/1985 63,2
02/01/1985 44,4 13/04/1985 49,0 03/01/1985 44,1 23/01/1985 68,8
03/01/1985 39,1 24/01/1988 39,4 15/01/1985 62,1 24/01/1988 51,4
15/01/1985 48,3 19/03/1988 43,1 23/01/1985 61,8 19/03/1988 58,5
06/02/1985 37,9 02/04/1988 57,5 13/04/1985 53,6 02/04/1988 70,8
14/04/1988 41,3 14/04/1988 42,6 24/01/1988 49,8 23/04/1988 62,5
23/04/1988 35,9 24/01/1992 48,5 19/03/1988 54,7 23/01/1992 76,7
24/01/1992 44,4 02/04/1992 52,8 02/04/1988 68,1 24/03/1992 59,1
24/03/1992 35,0 28/03/1993 36,3 14/04/1988 47,1 01/04/1992 71,6
02/04/1992 45,4 20/01/1994 36,2 23/04/1988 47,1 28/03/1993 46,8
28/03/1993 33,4 24/01/1992 70,6 30/04/1993 62,7
24/03/1992 41,4 17/01/1994 69,0
01/04/1992 64,5 20/01/1994 89,2
28/03/1993 41,6
30/04/1993 62,0
17/01/1994 55,0
20/01/1994 64,5
4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS
18/11/1979 55,0 18/11/1979 55,4 18/11/1979 55,4 18/11/1979 58,6
23/12/1981 50,5 19/03/1981 53,0 19/03/1981 67,1 29/12/1981 77,5
29/12/1981 61,8 23/12/1981 50,9 23/12/1981 50,9 02/02/1982 55,7
06/01/1982 48,9 29/12/1981 69,6 29/12/1981 71,8 01/01/1985 63,8
02/02/1982 53,0 05/01/1982 50,5 05/01/1982 51,0 15/01/1985 68,0
12/01/1985 59,5 02/02/1982 55,5 02/02/1982 55,7 23/01/1985 88,3
15/01/1985 65,9 03/01/1985 59,5 12/01/1985 59,5 28/01/1985 69,8
23/01/1985 74,0 15/01/1985 68,0 15/01/1985 68,0 24/01/1988 59,7
28/01/1985 58,3 23/01/1985 83,5 23/01/1985 87,4 18/03/1988 66,5
13/04/1985 56,0 28/01/1985 65,0 28/01/1985 68,3 22/04/1988 78,0
19/03/1988 59,9 02/05/1985 56,4 24/01/1988 55,7 23/04/1988 100,4
02/04/1988 74,8 24/01/1988 55,7 19/03/1988 66,5 21/03/1992 60,6
23/04/1988 63,5 19/03/1988 62,5 02/04/1988 76,5 24/03/1992 72,5
24/03/1992 62,9 02/04/1988 75,8 14/04/1988 52,4 01/04/1992 101,5
01/04/1992 76,4 14/04/1988 51,8 23/04/1988 96,4 28/03/1993 76,9
28/03/1993 50,3 23/04/1988 87,6 21/03/1992 60,6 30/04/1993 76,0
30/04/1993 63,3 21/03/1992 59,5 24/03/1992 72,5 04/01/1994 53,9
17/01/1994 72,4 24/03/1992 72,5 01/04/1992 86,2 17/01/1994 98,6
20/01/1994 109,3 01/04/1992 85,7 28/03/1993 51,1 20/01/1994 144,9
28/03/1993 51,1 30/04/1993 76,0
30/04/1993 67,0 17/01/1994 82,6
17/01/1994 72,5 20/01/1994 129,9
20/01/1994 129,7
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Quitandinha

Estação Pluviográfica: Rio da Várzea dos Lima,


Código 02549003

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


Rua Banco da Província, 105 –Santa Tereza
Porto Alegre - RS - 90.840-030
Telefone: 0(xx)(51) 3406-7300
Fax: 0(xx)(51) 3233-7772
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Quitandinha. Estação Pluviográfica: Rio da Várzea dos Lima, Código
02549003. Adriana B. Weschenfelder; Karine Pickbrenner e Eber José de
Andrade Pinto – Porto Alegre: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II –


WESCHENFELDER, A.B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Quitandinha onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Rio da Várzea dos Lima, código 02549003,
operada pela SUDERHSA/ANA. Esta estação está localizada a 15 km da sede do município.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Quitandinha e regiões
circunvizinhas.
O município de Quitandinha está localizado no estado do Paraná, na Latitude
025°52'26'' S e Longitude 049°29'52'' W, a 67 km de Curitiba. O município possui área de 447
km² e localiza-se a uma altitude de 814 m. Sua população, segundo o censo de 2010 do IBGE,
é de 17.089 habitantes.
A estação de Rio da Várzea dos Lima, código 02549003, está localizada na Latitude
025°57'00'' S e Longitude 049°22'60'' W. Os dados para definição da equação IDF foram
obtidos a partir dos registros de uma estação pluviográfica, operada pela SUDERHSA
(Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental). A
Figura 01 apresenta a localização do município e da estação e da bacia.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviógráfica. (Fonte: Google, 2012)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Rio da Várzea dos
Lima, código 02549003, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados
constam do Anexo I. A montagem das séries foi realizada utilizando 10 anos hidrológicos
(set-ago) no período de 1989 a 2002. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a
Exponencial. A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

As equações adotadas para representar a família de curvas da Figura 02 são do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

No caso de Rio da Várzea dos Lima a IDF foi dividida em 2 equações, os parâmetros
das equação são os seguintes:
5min ≤ t < 4h
a = 2392,7 ; b = 0,1365 ; c = 15 e d = 0,9682 ;
2392,7 𝑇 0,1365
𝑖= (𝑡+15)0,9682
(02)

4h ≤ t ≤ 24h
a = 454,6 ; b = 0,1423 ; c = 0 e d = 0,6766 ; (03)
454,6 𝑇 0,1423
𝑖 = (𝑡)0,6766

Estas equações são validas para tempo de retorno de até 50 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, na estação de Rio da Várzea dos Lima, foi
registrada uma Chuva de 34,4 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários
problemas no sistema de drenagem pluvial. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (04)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
34,4 mm dividido por 0,25 h é igual a 137,6 mm/h. Substituindo os valores na equação 04
temos:
1�
137,6(15 + 15)0,9682 0,1365
𝑇=� � = 25 𝑎𝑛𝑜𝑠
2392,7
O tempo de retorno de 25 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 4%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 137,6𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 4%
𝑇 25

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GOOGLE EARTH. Estação pluviográfica de Rio da Várzea dos Lima. Disponível em:
http://www.google.com/earth. Acesso em 17 de dezembro de 2012.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 17 de dezembro de 2012.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
11/02/1990 9,1 31/12/1989 14,8 27/11/1989 18,5 27/11/1989 26 27/11/1989 29,9 27/11/1989 30,7
16/03/1990 10,2 11/02/1990 14,4 31/12/1989 18,4 31/12/1989 28,5 31/12/1989 34,4 31/12/1989 36,5
20/09/1990 17,2 13/03/1990 13,6 11/02/1990 17,1 13/03/1990 30,2 13/03/1990 35,9 13/03/1990 36,6
07/02/1991 11,6 16/03/1990 13,8 13/03/1990 19,8 16/03/1990 25 16/03/1990 28,1 16/03/1990 29,2
24/10/1991 11,5 20/09/1990 28 16/03/1990 17,5 20/09/1990 36,3 20/09/1990 36,3 20/09/1990 36,4
07/01/1993 11,1 07/02/1991 17,4 20/09/1990 34,4 18/11/1990 26,9 18/11/1990 31,6 18/11/1990 32,3
20/02/1993 8,9 24/10/1991 13,8 07/02/1991 24,7 07/02/1991 38,9 07/02/1991 40,1 07/02/1991 40,5
25/10/1994 12,6 29/03/1992 15,4 29/03/1992 21,8 29/03/1992 38,2 29/03/1992 49 12/05/1992 28,3
15/12/1994 10,2 07/01/1993 15,6 07/01/1993 20,2 28/05/1992 24,6 28/05/1992 26,8 28/05/1992 28
06/01/1995 8,7 13/01/1993 13,2 13/01/1993 18,4 07/01/1993 27,7 07/01/1993 30,8 07/01/1993 31,9
14/01/1995 10,8 25/10/1994 16,8 14/02/1993 16,6 13/01/1993 27,6 13/01/1993 30,5 13/01/1993 32,5
18/01/1995 10,9 13/11/1994 13 25/10/1994 20,1 28/01/1993 27,2 28/01/1993 30,2 28/01/1993 41,7
31/01/1995 12,4 15/12/1994 15,7 13/11/1994 18,6 14/02/1993 28,8 14/02/1993 31,3 14/02/1993 32,1
23/02/1995 10,7 18/01/1995 17,7 15/12/1994 21,8 25/10/1994 23,6 13/05/1993 25,6 13/11/1994 37,8
15/03/1995 8,5 31/01/1995 18,8 18/01/1995 20,2 13/11/1994 30,5 13/11/1994 36,9 15/12/1994 39,6
18/06/1995 9,7 23/02/1995 14,4 31/01/1995 24,8 15/12/1994 37,5 15/12/1994 39,5 06/01/1995 27,8
14/01/1996 10,4 15/03/1995 13,3 21/02/1995 17 18/01/1995 25,7 18/01/1995 32,4 18/01/1995 35,8
19/10/1996 9,0 14/01/1996 14,7 15/03/1995 17,0 31/01/1995 30 31/01/1995 30,3 31/01/1995 30,3
21/12/1996 8,6 12/12/1996 13,8 14/01/1996 18,7 21/02/1995 23,5 21/02/1995 27,3 21/02/1995 27,9
28/01/1997 11,5 21/12/1996 14,8 05/12/1996 17,5 14/01/1996 30,2 14/01/1996 37,7 14/01/1996 39,4
31/01/1997 8,4 28/01/1997 19,8 12/12/1996 17,0 05/12/1996 23 12/12/1996 32,2 12/12/1996 34,4
04/04/1997 8,8 29/10/1997 15,6 28/01/1997 25,9 12/12/1996 26,2 12/01/1997 34,6 26/12/1996 32,3
29/10/1997 12,8 28/12/1997 23,7 29/10/1997 16,8 12/01/1997 28,5 28/01/1997 38,2 12/01/1997 35,5
28/12/1997 12,6 05/03/1998 14,2 28/12/1997 29,9 28/01/1997 35 10/02/1997 29,3 28/01/1997 38,4
05/02/1998 8,6 19/02/2001 13,4 05/03/1998 16,3 10/02/1997 22,8 03/03/1997 32,6 10/02/1997 32
05/03/1998 12,1 06/06/2001 14,2 06/06/2001 16,8 03/03/1997 23,9 28/12/1997 33,4 03/03/1997 39,1
28/12/2000 9,8 29/11/2001 13,8 29/11/2001 17,8 28/12/1997 32,8 06/01/2002 27,6 28/12/1997 33,8
06/06/2001 9,7 06/01/2002 13,8 06/01/2002 20 06/01/2002 27,4 06/02/2002 24,7 06/01/2002 32,3
09/02/2002 13 09/02/2002 22,6 09/02/2002 27,3 09/02/2002 41,5 09/02/2002 44,7 09/02/2002 52,1
15/02/2002 8,8 15/02/2002 17,6 15/02/2002 23,2 15/02/2002 33,2 15/02/2002 46,7 15/02/2002 54,7
2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
31/12/1989 39,3 31/12/1989 55,1 31/12/1989 55,6 31/12/1989 60,4 31/12/1989 61,5 12/09/1989 56,1
13/03/1990 37,6 13/03/1990 38,3 13/03/1990 38,3 04/07/1990 45,9 26/08/1990 57 31/12/1989 83,1
20/09/1990 36,5 20/09/1990 37,4 20/09/1990 37,9 20/09/1990 45,6 08/11/1990 58 07/01/1990 67,5
18/11/1990 33,1 03/02/1991 38,1 03/02/1991 45,7 08/11/1990 48,5 02/02/1991 61,9 13/03/1990 60,8
07/02/1991 41,1 07/02/1991 41,2 07/02/1991 42 03/02/1991 61,9 29/03/1992 79 19/07/1990 55,8
12/05/1992 33,6 29/03/1992 78,5 29/03/1992 78,8 29/03/1992 78,8 12/05/1992 54,7 26/08/1990 60,7
01/11/1992 32,6 12/05/1992 42,8 12/05/1992 48,3 12/05/1992 54,6 28/05/1992 97 08/11/1990 59
07/01/1993 42 28/05/1992 37,4 28/05/1992 48,6 28/05/1992 88,2 30/05/1992 78,6 02/02/1991 71,8
13/01/1993 33,9 01/11/1992 36,5 01/11/1992 37,3 30/05/1992 61 29/06/1992 70 09/10/1991 65,2
28/01/1993 47,2 07/01/1993 44,2 07/01/1993 45,4 29/06/1992 55,9 13/05/1993 76,5 28/03/1992 84
14/02/1993 35,4 28/01/1993 48,1 28/01/1993 49,4 07/01/1993 45,4 06/01/1995 61,7 28/05/1992 122,7
13/11/1994 38,5 14/02/1993 39,4 14/02/1993 40,4 28/01/1993 50 10/01/1995 53,2 30/05/1992 86,9
15/12/1994 39,9 13/05/1993 37,9 13/05/1993 45,8 08/02/1993 47,7 23/02/1995 51,5 28/06/1992 82,2
06/01/1995 45,3 13/11/1994 38,7 13/11/1994 39 13/05/1993 58,5 24/06/1995 57,4 08/02/1993 57,3
18/01/1995 39,1 15/12/1994 39,9 15/12/1994 39,9 06/01/1995 61,5 07/07/1995 79,0 13/05/1993 108,5
23/02/1995 32,1 06/01/1995 49,5 06/01/1995 55,3 10/01/1995 48,9 19/09/1995 50,7 06/01/1995 69,7
19/09/1995 31,7 18/01/1995 42,7 18/01/1995 45,2 18/01/1995 45,3 19/10/1996 54,1 10/01/1995 75,1
14/01/1996 40,6 23/02/1995 40,7 23/02/1995 43,4 07/07/1995 56 22/12/1996 50,9 24/06/1995 70,9
12/12/1996 39,5 05/01/1996 36,3 19/09/1995 40,8 19/09/1995 47,3 26/12/1996 72,9 07/07/1995 112,3
22/12/1996 32,8 14/01/1996 43,6 14/01/1996 43,9 21/12/1996 45,9 20/01/1997 52,4 05/01/1996 56,7
26/12/1996 43,7 12/12/1996 40,7 12/12/1996 40,8 22/12/1996 46 28/01/1997 52,8 21/12/1996 92
12/01/1997 35,9 22/12/1996 40,5 22/12/1996 44,6 26/12/1996 72,9 28/09/1997 51,4 26/12/1996 91,1
28/01/1997 43,4 26/12/1996 43,8 26/12/1996 49,4 28/01/1997 52,7 18/03/1998 62,2 20/01/1997 66,5
10/02/1997 34,6 28/01/1997 43,5 28/01/1997 47,2 28/12/1997 45,1 13/08/1998 51,2 17/03/1998 78,1
03/03/1997 42,2 03/03/1997 44,3 03/03/1997 44,4 18/03/1998 47,9 25/06/2001 57,6 23/04/1998 71,9
28/12/1997 34,5 28/12/1997 37,8 28/12/1997 38,8 30/01/2001 49,7 01/10/2001 67,1 12/08/1998 76,5
13/12/2001 34,9 30/01/2001 42,3 30/01/2001 48,6 01/10/2001 51,1 13/12/2001 52,7 25/06/2001 71,4
06/01/2002 32,4 13/12/2001 43,8 13/12/2001 48,1 13/12/2001 52,6 08/02/2002 53,4 01/10/2001 77,1
09/02/2002 53,4 09/02/2002 53,4 09/02/2002 53,4 09/02/2002 53,4 09/02/2002 53,4 12/12/2001 56,7
15/02/2002 57,3 15/02/2002 57,5 15/02/2002 57,5 15/02/2002 57,5 15/02/2002 57,5 15/02/2002 58
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Cristal

Estação Pluviográfica: Passo do Mendonça,


Código 03152011

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


Rua Banco da Província, 105 – Santa Tereza
Porto Alegre - RS - 90.840-030
Telefone: 0(xx)(51) 3406-7300
Fax: 0(xx)(51) 3233-7772
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Cristal. Estação Pluviográfica: Passo do Mendonça, Código 03152011.
Adriana B. Weschenfelder; Karine Pickbrenner e Eber José de Andrade Pinto –
Porto Alegre: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II –


WESCHENFELDER, A. B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Cristal onde foram utilizados os registros
contínuos da estação pluviográfica Passo do Mendonça, código 03152011, operada pela
CPRM/ANA. Esta estação está localizada na sede do município.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Cristal e regiões
circunvizinhas.
O município de Cristal está localizado no estado do Rio Grande do Sul, na Latitude
031°00'18'' S e Longitude 052°02'39'' W, a 158 km de Porto Alegre. O município possui área
de 682 km² e localiza-se a uma altitude de 24 m. Sua população, segundo o censo de 2010
do IBGE, é de 7280 habitantes.
A estação de Passo do Mendonça, código 03152011, está localizada na Latitude
031°00'01'' S e Longitude 052°02'59'' W e fica inserida na sub-bacia 87.
A sub-bacia 87 possui como corpo d’água principal a Laguna dos Patos. Seus
principais formadores são as sub-bacias do Lago Guaíba, a noroeste, e do Camaquã, a oeste.
O principal curso d'água da sub-bacia do Camaquã é o rio Camaquã, que se forma pela
junção de vários rios e arroios de nascentes na serra do Jaguari, do Tabuleiro e Chapada
Santa Teresa, nos municípios de Bagé, Lavras do Sul e Caçapava do Sul. Passa a se chamar rio
Camaquã nos limites dos municípios de Bagé e Caçapava. O Lago Guaíba, recebe a
contribuição das sub-bacias dos rios Gravataí, Caí , Sinos, e Baixo Jacuí. A sub-bacia do Litoral
Norte também se insere na sub-bacia 87, interligando-se com o Oceano Atlântico através da
barra do rio Tramandaí.
Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos pluviogramas de
um pluviógrafo IH. A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação e da bacia.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviógráfica. (Fonte: Google, 2012)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Passo do Mendonça,
código 03152011, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam
do Anexo I. A montagem das séries foi realizada utilizando 17 anos hidrológicos (jan-dez) no
período de 1994 a 2011. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial. A
Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

As equações adotadas para representar a família de curvas da Figura 02 são do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Passo do Mendonça a IDF foi dividida em 2 equações, os parâmetros das
equações são os seguintes:
5min ≤ t < 1h
a = 481,8 ; b = 0,1715 ; c = 8 e d = 0,5933 ;
481,8 𝑇 0,1715
𝑖= (𝑡+8)0,5933
(02)

1h ≤ t ≤ 24h
a = 880,1 ; b = 0,1783 ; c = 0 e d = 0,7595;
880,1 𝑇 0,1783
𝑖= (𝑡)0,7595
(03)

Estas equações são validas para tempos de retorno de até 75 anos.

2
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, na estação de Passo do Mendonça, foi
registrada uma Chuva de 51,6 mm com duração de 30 minutos, a qual gerou vários
problemas no sistema de drenagem pluvial. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (04)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
51,6 mm dividido por 0,5 h é igual a 103,2 mm/h. Substituindo os valores na equação 04
temos:
1�
103,2(30 + 8 )0,5933 0,1715
𝑇=� � = 37 𝑎𝑛𝑜𝑠
481,8
O tempo de retorno de 37 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 2,7%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 103,2𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 2,7%
𝑇 37

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GOOGLE EARTH. Estação pluviográfica de Passo do Mendonça. Disponível em:
http://www.google.com/earth. Acesso em 17 de dezembro de 2012.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 17 de dezembro de 2012.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
31/01/1994 10,7 31/01/1994 15,4 31/01/1994 19,4 31/01/1994 23,1 31/01/1994 28,3 31/01/1994 29,4
03/02/1994 10,5 16/02/1994 14,2 16/02/1994 18,2 18/03/1994 25,3 16/02/1994 28,4 16/02/1994 30,8
16/02/1994 10,2 18/03/1994 13,3 18/03/1994 16,9 02/12/1994 23,4 18/03/1994 25,8 19/10/1994 26,5
28/04/1994 10,1 02/12/1994 16,7 02/12/1994 20,6 10/02/1995 29,1 10/02/1995 35,5 28/12/1994 29,8
02/12/1994 12,8 10/02/1995 14,1 10/02/1995 18,5 16/02/1995 36,9 16/02/1995 40,4 10/02/1995 36,1
16/02/1995 14 16/02/1995 20,4 16/02/1995 26,5 09/04/1995 24,5 09/04/1995 29,7 16/02/1995 42,3
03/03/1995 10,3 22/12/1995 13,7 09/04/1995 17,1 22/12/1995 29,7 22/12/1995 31,3 09/04/1995 30,2
04/10/1995 9,6 23/12/1995 13,7 22/12/1995 19,9 23/12/1995 26,2 23/12/1995 39,2 22/12/1995 32,8
23/12/1995 10,1 20/02/1996 21,4 23/12/1995 17,3 20/02/1996 23,3 12/12/1997 25 23/12/1995 48
11/01/1996 10,8 18/01/1997 13,3 20/02/1996 22,1 27/12/1997 23,7 27/12/1997 29,6 27/12/1997 33,3
20/02/1996 11,5 13/02/1997 12,3 18/01/1997 15,9 27/01/1998 21,4 27/01/1998 28,7 27/01/1998 32,3
17/12/1996 10,5 13/02/1999 13,4 06/02/1998 15,6 13/02/1999 24,2 11/04/1998 25,4 11/04/1998 26,8
05/01/1997 9,5 25/02/1999 21,8 13/02/1999 17,3 25/02/1999 35,4 13/02/1999 25,7 13/02/1999 27,1
18/01/1997 10,6 05/04/1999 18,2 25/02/1999 26,6 05/04/1999 36,7 25/02/1999 35,7 25/02/1999 38,8
12/12/1997 9,6 24/02/2001 14,4 05/04/1999 23,9 16/01/2000 28,8 05/04/1999 40,3 05/04/1999 40,6
15/01/1998 9,4 31/03/2001 13,1 16/01/2000 17,7 28/02/2000 21,6 16/01/2000 40,2 16/01/2000 51,6
06/02/1998 8,8 10/11/2001 16,8 24/02/2001 21 24/02/2001 31 28/02/2000 25,5 12/02/2001 27,8
25/02/1999 13,9 31/01/2002 13,2 31/03/2001 17 31/03/2001 23,4 12/02/2001 26 24/02/2001 36,5
05/04/1999 10,4 24/04/2002 12,3 10/11/2001 21,2 10/11/2001 28,7 24/02/2001 33,8 10/11/2001 36,6
10/11/2001 11,2 04/12/2002 14,4 04/12/2002 20,7 04/12/2002 26,7 10/11/2001 33,1 04/12/2002 34,4
31/01/2002 12,3 06/12/2002 12,4 06/12/2002 16,2 06/12/2002 30,2 04/12/2002 30,6 06/12/2002 53,4
15/12/2002 14,4 15/12/2002 20 15/12/2002 23,8 15/12/2002 35,8 06/12/2002 43,6 15/12/2002 42,3
09/01/2004 9,9 23/12/2002 14,5 23/12/2002 20 23/12/2002 30,7 15/12/2002 41,7 23/12/2002 51
24/01/2004 9,5 09/01/2004 15,1 09/01/2004 19,6 09/01/2004 37,9 23/12/2002 40,7 09/01/2004 51,8
01/02/2004 11,2 24/01/2004 15,2 24/01/2004 18 24/01/2004 29 09/01/2004 47,8 24/01/2004 32,4
22/04/2004 9,5 14/05/2004 20,3 14/05/2004 25,4 14/05/2004 41,4 24/01/2004 31,9 14/05/2004 43,8
14/05/2004 13 10/02/2005 13,1 10/02/2005 17,7 15/06/2005 26,6 14/05/2004 43,5 15/06/2005 34,5
30/12/2004 8,9 15/06/2005 13,4 15/06/2005 17,0 03/10/2005 24,6 15/06/2005 31,7 21/01/2006 29,5
15/06/2005 9,9 21/01/2006 15,1 03/10/2005 16,1 21/01/2006 28,1 03/10/2005 25,5 12/02/2006 57,1
21/01/2006 10,1 12/02/2006 22,9 21/01/2006 21,7 12/02/2006 46,8 21/01/2006 28,7 12/02/2008 28,8
12/02/2006 12,3 14/12/2006 14,2 12/02/2006 30,9 07/04/2007 21,3 12/02/2006 56,1 16/02/2008 26,7
14/12/2006 8,8 16/02/2008 13,1 14/12/2006 18,9 16/02/2008 22,4 07/04/2007 25,1 28/01/2009 89,5
05/03/2007 10,5 28/01/2009 19,6 16/02/2008 16,4 28/01/2009 51,6 16/02/2008 25,9 05/10/2009 26,5
16/02/2008 9,9 05/10/2009 12,3 28/01/2009 27,2 29/01/2009 22,1 28/01/2009 69,3 06/12/2009 36,1
28/01/2009 10,0 06/12/2009 13,5 05/10/2009 15,2 05/10/2009 21,4 06/12/2009 34,9 29/01/2010 32,3
22/02/2009 10,0 20/12/2009 13,6 06/12/2009 18,6 06/12/2009 28,5 29/01/2010 32,1 05/02/2010 40
19/11/2009 8,6 05/02/2010 17,6 05/02/2010 22,3 29/01/2010 24,3 05/02/2010 37,9 15/02/2010 34,7
06/12/2009 8,6 15/02/2010 16,1 15/02/2010 21,8 05/02/2010 31,2 15/02/2010 33,7 26/01/2011 35,7
05/02/2010 10,3 02/01/2011 14,2 02/01/2011 16 15/02/2010 31,3 26/01/2011 35,4 01/02/2011 38
15/02/2010 9,6 26/01/2011 18,2 26/01/2011 22,8 26/01/2011 31,9 01/02/2011 35,7 05/02/2011 38,3
26/01/2011 12,3 05/02/2011 15,1 05/02/2011 20,8 01/02/2011 25 05/02/2011 37,3 09/02/2011 29,8
20/06/2011 9,8 25/03/2011 15,2 25/03/2011 18,7 05/02/2011 30,8 09/02/2011 25,7 31/12/2011 26,9
DATA 2 DATA 3 DATA 4 DATA 8 DATA 14 DATA 24
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
16/02/1994 35 16/02/1994 38,6 16/02/1994 38,9 12/10/1994 47,8 12/10/1994 58,4 18/06/1994 74,1
19/10/1994 33,3 19/10/1994 36,8 19/10/1994 42,3 19/10/1994 62,1 19/10/1994 62,3 14/07/1995 65,2
28/12/1994 42,4 28/12/1994 43,9 28/12/1994 44,6 16/02/1995 48,3 22/12/1995 60 22/12/1995 160,1
10/02/1995 40,2 10/02/1995 40,2 10/02/1995 40,2 22/12/1995 58,7 23/12/1995 112,2 19/05/1997 82,7
16/02/1995 43,4 16/02/1995 43,4 16/02/1995 43,4 23/12/1995 112,2 19/05/1997 62,5 04/10/1997 90,9
22/12/1995 39,8 22/12/1995 45,5 22/12/1995 46,6 13/06/1997 47,0 04/10/1997 77,3 27/12/1997 75
23/12/1995 59,1 23/12/1995 62,6 23/12/1995 72,8 04/10/1997 55,9 26/12/1997 63,5 29/01/1998 70,2
14/10/1997 36,6 14/10/1997 41,4 14/10/1997 45,2 06/01/1998 50,5 30/01/1998 70,2 13/05/1998 65
27/12/1997 38,5 27/12/1997 40,1 27/12/1997 41 30/01/1998 66 15/05/1998 76,9 15/05/1998 88,9
27/01/1998 33,2 30/01/1998 47,2 30/01/1998 55,8 15/05/1998 62,7 10/06/1998 70,9 10/06/1998 106,6
30/01/1998 37,4 15/05/1998 41,8 15/05/1998 50,9 25/08/1998 49,4 25/08/1998 73,5 25/08/1998 111,1
15/05/1998 35,0 13/02/1999 40,9 13/02/1999 47,7 13/02/1999 62 13/02/1999 62 20/09/2000 66,4
13/02/1999 35,1 25/02/1999 40,6 25/02/1999 40,6 16/01/2000 54,5 16/01/2000 57,3 28/04/2001 104,1
25/02/1999 40,6 05/04/1999 43,7 05/04/1999 43,7 01/05/2000 48,2 28/04/2001 91,6 17/07/2001 63,5
05/04/1999 43,3 16/01/2000 54,5 16/01/2000 54,5 24/02/2001 50,4 03/09/2001 61,1 02/09/2001 73,5
16/01/2000 54,4 24/02/2001 44,9 24/02/2001 47,9 28/04/2001 63,9 07/09/2001 59,5 09/11/2001 125,7
24/02/2001 43,5 28/04/2001 52,5 28/04/2001 54,1 07/09/2001 52,5 10/11/2001 112,7 02/06/2002 87,3
28/04/2001 45 10/11/2001 47 10/11/2001 50,2 10/11/2001 66,8 02/06/2002 69,5 11/09/2002 84,1
10/11/2001 40,4 19/09/2002 37,8 15/05/2002 40,7 07/10/2002 50 11/09/2002 63,4 07/10/2002 63,9
19/10/2002 35,6 19/10/2002 42 19/09/2002 42,8 19/10/2002 47,6 07/10/2002 63,9 04/12/2002 96,1
04/12/2002 46,8 04/12/2002 61,4 19/10/2002 46,9 04/12/2002 92 04/12/2002 96 05/12/2002 75,7
05/12/2002 70,6 05/12/2002 71,8 04/12/2002 73,9 05/12/2002 75,7 05/12/2002 75,7 22/12/2002 146,7
15/12/2002 42,3 15/12/2002 42,3 05/12/2002 73,4 22/12/2002 127,6 22/12/2002 140,7 12/03/2004 65,2
22/12/2002 81,8 22/12/2002 99,1 15/12/2002 42,3 09/01/2004 53,3 13/03/2004 65 22/04/2004 86,2
09/01/2004 52,8 09/01/2004 53,2 22/12/2002 100 13/03/2004 52,7 22/04/2004 62,9 30/07/2004 85,5
24/01/2004 32,6 13/03/2004 41,7 09/01/2004 53,3 22/04/2004 59,4 14/05/2004 57,4 10/09/2005 69,4
14/05/2004 44,3 14/05/2004 47,4 13/03/2004 48,7 14/05/2004 52,1 30/07/2004 65,7 03/10/2005 93,8
15/06/2005 37 15/06/2005 37,8 22/04/2004 43,2 30/07/2004 51,9 03/10/2005 84,9 13/09/2006 83,4
03/10/2005 36 03/10/2005 51,5 14/05/2004 49 12/10/2004 51,7 12/02/2006 60,5 14/09/2006 92,5
12/02/2006 60,2 12/02/2006 60,5 03/10/2005 56,5 03/10/2005 78 13/09/2006 56 05/11/2006 68,9
14/09/2006 33,8 14/09/2006 37 12/02/2006 60,5 12/02/2006 60,5 05/11/2006 68,9 16/11/2006 74,8
12/02/2008 52,1 18/11/2007 38,5 14/09/2006 46,8 14/09/2006 51,9 17/11/2006 63 25/04/2007 73
28/01/2009 122,6 12/02/2008 60,4 12/02/2008 61,3 05/11/2006 57,5 25/04/2007 68,1 11/06/2007 80,3
05/10/2009 32,5 28/01/2009 124,1 28/01/2009 124,2 25/04/2007 59,1 12/06/2007 56,9 13/06/2007 73,6
06/12/2009 37,5 06/12/2009 37,6 05/12/2009 40,3 07/07/2007 52,1 07/07/2007 70,8 07/07/2007 81,8
05/02/2010 42,6 05/02/2010 43,6 05/02/2010 43,7 12/02/2008 77,9 12/02/2008 81,3 12/02/2008 81,3
15/02/2010 36,0 15/02/2010 37,1 15/02/2010 39,5 28/01/2009 125,2 28/01/2009 127,3 28/01/2009 127,3
26/01/2011 37,3 18/05/2010 37,6 18/05/2010 42,9 05/10/2009 47,5 18/05/2010 72,2 18/05/2010 74
01/02/2011 65,7 26/01/2011 38,2 02/01/2011 49,1 19/01/2010 51,5 16/06/2010 56,3 16/06/2010 64
05/02/2011 40,7 01/02/2011 69,4 01/02/2011 69,7 18/05/2010 61,5 02/01/2011 69,1 02/01/2011 69,2
25/03/2011 32,7 05/02/2011 41,4 05/02/2011 41,4 02/01/2011 62,4 31/01/2011 69,9 31/01/2011 69,9
31/12/2011 34,4 31/12/2011 39,5 31/12/2011 40,3 31/01/2011 69,7 31/12/2011 57,3 30/09/2011 66,8
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Rosário do Sul

Estação Pluviográfica: Granja Umbu,


Código 03054016

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


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Porto Alegre - RS - 90.840-030
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Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Rosário do Sul. Estação Pluviográfica: Granja Umbu, Código
03054016. Adriana B. Weschenfelder; Karine Pickbrenner e Eber José de
Andrade Pinto – Porto Alegre: CPRM, 2013.

11p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II –


WESCHENFELDER, A. B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade


Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Rosário do Sul onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Granja Umbu, código 03054016, operada pela
CPRM/ANA. Esta estação está localizada a 35 quilômetros da sede do município.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Rosário do Sul e regiões
circunvizinhas.
O município de Rosário do Sul está localizado no estado do Rio Grande do Sul, na
Latitude 030°15'07'' S e Longitude 054°55'22'' W, a 389 km de Porto Alegre. O município
possui área de 4370 km² e localiza-se a uma altitude de 128 m. Sua população, segundo o
censo de 2010 do IBGE, é de 39.707 habitantes.
A estação de Granja Umbu, código 03054016, está localizada na Latitude 030°30'52''
S e Longitude 054°46'13'' W e fica inserida na sub-bacia 76.
A sub-bacia 76 tem como curso d’água principal o rio Ibicuí, o mais importante
afluente do rio Uruguai. Recebe este nome após a confluência do rio Santa Maria com o
Ibicuí Mirim, no município de Cacequi e seus principais afluentes são os rios Itú, Miracatu,
Jaguari, Ibirocaí e Ibirapuitã.
Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos pluviogramas de
um pluviógrafo IH. A Figura 01 apresenta a localização do município, da estação e da bacia.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviógráfica. (Fonte: Google, 2012)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Granja Umbu, código
03054016, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A montagem das séries foi realizada utilizando 11 anos hidrológicos (jan-dez) no período
de 1997 a 2010. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial. A Figura
02 apresenta as curvas ajustadas.

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação

1
No caso de Granja Umbu os parâmetros da equação são os seguintes:
5min ≤ t ≤ 24h
a = 1595,2 ; b = 0,1767 ; c = 22 e d = 0,8278 ;
1595,2 𝑇 0,1767
𝑖= (𝑡+22)0,8278
(02)

Esta equação é valida para tempos de retorno de até 75 anos.

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, na estação de Granja Umbu, foi registrada
uma Chuva de 53,5 mm com duração de 30 minutos, a qual gerou vários problemas no
sistema de drenagem pluvial. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
53,5 mm dividido por 0,5 h é igual a 107 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
107(30 + 22)0,8278 0,1767
𝑇=� � = 25 𝑎𝑛𝑜𝑠
1595,2

2
O tempo de retorno de 25 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 4%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 107𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 4%
𝑇 25

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH. Estação pluviográfica de Granja Umbu. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em 17 de dezembro de 2012.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 17 de dezembro de 2012.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
5 10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN MIN HORA
18/01/1997 8,2 28/01/1996 18,5 16/04/1997 16,3 28/10/1997 29,9 28/10/1997 35,3 28/10/1997 38,4
29/01/1997 8,6 09/01/1997 20,6 28/10/1997 24,4 27/12/1997 28 12/11/1997 27,1 12/11/1997 33,9
19/02/1997 8,2 02/11/1997 19,6 03/02/1998 19,2 03/02/1998 24,3 22/12/1997 26 22/12/1997 34,9
16/04/1997 10,3 11/11/1997 21,2 06/02/1998 32,2 06/02/1998 46,5 27/12/1997 36,6 27/12/1997 44,3
15/10/1997 9,3 10/11/1998 13,2 25/02/1998 19,8 25/02/1998 25,4 03/02/1998 29,1 06/02/1998 61,4
28/10/1997 16,4 29/11/1998 14,6 11/04/1998 32 11/04/1998 53,5 06/02/1998 57,8 25/02/1998 32,2
03/02/1998 8,6 11/12/2000 13,6 12/05/1998 18,6 03/02/1999 24,1 25/02/1998 30,4 11/04/1998 69,7
06/02/1998 13,3 09/01/2001 13,8 03/02/1999 16 17/03/2000 24,1 11/04/1998 64,2 17/03/2000 31,3
25/02/1998 9,4 16/01/2001 13,0 12/11/2000 19,8 24/03/2000 23,2 17/03/2000 30,5 24/03/2000 30,8
11/04/1998 11,5 23/01/2001 14,5 16/01/2001 23,1 12/11/2000 31,5 24/03/2000 28,0 01/07/2000 30,8
12/05/1998 12,6 14/10/2001 13,7 01/06/2001 19,1 16/01/2001 44,1 12/11/2000 38,8 12/11/2000 40
12/11/2000 10,4 19/12/2002 12,9 15/02/2002 21,2 23/03/2001 21,7 16/01/2001 56,5 16/01/2001 61,5
16/01/2001 9,4 08/02/2003 17,6 19/02/2003 18,9 24/01/2002 26,1 23/03/2001 27 23/03/2001 30,0
01/06/2001 9,7 12/02/2003 15,5 30/11/2003 17,8 20/11/2002 22,0 24/01/2002 29,6 24/01/2002 30,4
15/02/2002 9,7 16/02/2003 20,4 14/12/2003 19,7 19/02/2003 28,1 19/09/2002 26,9 19/09/2002 31,8
07/10/2002 9,2 07/03/2003 14,5 22/12/2003 16,3 30/11/2003 22 20/11/2002 27,5 20/11/2002 33,9
19/02/2003 8,5 25/10/2003 14 01/02/2004 15,7 14/12/2003 29,9 19/02/2003 37,8 19/02/2003 42,4
18/10/2003 8,8 05/12/2003 12,6 08/12/2004 15,6 01/02/2004 21,8 14/12/2003 31,6 14/12/2003 31,9
01/02/2004 10,2 11/12/2003 12,8 06/11/2006 17,1 08/12/2004 28,5 08/12/2004 34,1 08/12/2004 35,8
12/10/2004 9 04/01/2006 12,6 18/12/2006 16,1 06/11/2006 23,1 06/11/2006 28,4 06/11/2006 30,6
08/12/2004 8,7 28/07/2006 17,5 13/01/2009 21,5 13/01/2009 28,5 13/01/2009 30,7 13/01/2009 31
06/11/2006 8,2 02/01/2008 20,3 07/09/2009 20,4 18/11/2009 28,3 07/09/2009 28,9 19/02/2009 29,8
18/12/2006 8,4 01/03/2009 15,0 18/11/2009 16,8 21/11/2009 23,1 18/11/2009 35,4 07/09/2009 32,9
13/01/2009 8,9 08/03/2009 27,4 28/11/2009 22,7 28/11/2009 28,1 21/11/2009 29,3 18/11/2009 40,9
07/09/2009 11,5 02/12/2009 15,1 30/11/2009 16,5 30/11/2009 23,2 28/11/2009 28,4 21/11/2009 35,3
21/11/2009 9,2 17/01/2010 18,6 06/01/2010 17,1 06/01/2010 27,6 06/01/2010 33,8 06/01/2010 34,4
28/11/2009 10,7 12/02/2010 18,8 19/01/2010 21,2 19/01/2010 29,2 19/01/2010 31,3 19/01/2010 32
19/01/2010 9,6 24/03/2010 13,2 14/02/2010 21,4 14/02/2010 26,2 14/02/2010 34,2 14/02/2010 41,7
14/02/2010 8,1 08/01/2011 23,1 21/02/2010 30,7 21/02/2010 49,4 21/02/2010 61,1 21/02/2010 68,3
21/02/2010 12,2 29/08/2011 19,7 22/03/2010 23,3 22/03/2010 32,1 22/03/2010 36,7 22/03/2010 38,3
22/03/2010 11,3 10/11/2011 20,2 19/04/2010 18,5 19/04/2010 26,9 19/04/2010 31,3 19/04/2010 35,8
2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
28/10/1997 40,3 19/02/1997 40,2 05/02/1997 41,9 05/02/1997 61,1 05/02/1997 101,8 05/02/1997 132
12/11/1997 52,1 16/07/1997 46,0 19/02/1997 42,8 16/07/1997 58,1 19/05/1997 65,4 18/05/1997 82,5
22/12/1997 51,8 28/10/1997 40,5 16/07/1997 46,6 28/10/1997 60,3 11/11/1997 105,3 15/07/1997 87,0
27/12/1997 53,5 12/11/1997 67,7 12/11/1997 67,8 12/11/1997 102,9 22/12/1997 130,9 04/10/1997 77,8
06/02/1998 68,3 22/12/1997 61,2 22/12/1997 80,7 22/12/1997 125,2 27/12/1997 78,2 11/11/1997 109,9
25/02/1998 44,1 27/12/1997 58,5 27/12/1997 64,2 27/12/1997 67,5 06/02/1998 76,5 21/12/1997 137,5
11/04/1998 95,9 06/02/1998 70,5 06/02/1998 73,8 06/01/1998 54,2 09/02/1998 94,5 26/12/1997 97,5
24/03/2000 34,9 25/02/1998 45,5 09/02/1998 42,7 06/02/1998 75,4 25/02/1998 82,8 06/02/1998 76,5
01/07/2000 48,2 08/04/1998 38,4 25/02/1998 64,7 09/02/1998 72,0 11/04/1998 110,7 09/02/1998 99,7
12/11/2000 43,9 11/04/1998 107,7 11/04/1998 109,5 25/02/1998 79,3 24/08/1998 66,1 24/02/1998 82,8
16/01/2001 65,6 01/07/2000 56,8 01/07/2000 65,9 11/04/1998 110 02/04/1999 64,8 11/04/1998 121,1
23/03/2001 36,7 12/11/2000 45 12/11/2000 45,0 12/04/1998 54,6 30/06/2000 72,6 10/06/1998 73,0
28/04/2001 41,9 16/01/2001 65,6 16/01/2001 65,6 01/07/2000 72,6 09/10/2000 72,5 01/04/1999 80,9
19/09/2002 44,9 23/03/2001 40,9 23/03/2001 45 09/10/2000 63,7 16/01/2001 67,3 30/06/2000 72,6
20/11/2002 51,2 28/04/2001 56,4 28/04/2001 64,8 16/01/2001 66,6 28/04/2001 107,7 09/10/2000 73,2
19/02/2003 59,9 01/06/2001 41,6 01/06/2001 54,0 28/04/2001 96,3 21/05/2001 65,5 16/01/2001 83,4
11/12/2003 34,7 19/09/2002 53,8 19/03/2002 47,0 01/06/2001 77,3 31/05/2001 92,3 28/04/2001 133,7
14/12/2003 37,6 20/11/2002 79,7 19/09/2002 65,1 19/03/2002 80,3 18/03/2002 111,1 31/05/2001 116,7
08/12/2004 36,6 22/12/2002 42,7 20/11/2002 84,6 11/09/2002 53 02/06/2002 65,9 29/09/2001 86,6
06/11/2006 34,7 19/02/2003 69,9 22/12/2002 46,6 18/09/2002 70,5 11/09/2002 73 18/03/2002 116,7
07/09/2009 37,4 10/03/2003 38,8 19/02/2003 82,9 07/10/2002 60,1 18/09/2002 70,6 08/08/2002 72,7
18/11/2009 52,8 11/12/2003 40,8 10/03/2003 42,3 19/11/2002 95,6 07/10/2002 74,6 11/09/2002 85,5
21/11/2009 62,8 14/12/2003 45,7 11/12/2003 43 22/12/2002 63,3 19/11/2002 99 07/10/2002 76,8
23/11/2009 35,7 18/11/2009 64,9 14/12/2003 51,4 19/02/2003 95,5 22/12/2002 73,4 19/11/2002 103,9
20/12/2009 37,8 21/11/2009 66,9 18/11/2009 77,6 11/12/2003 61,8 19/02/2003 95,5 22/12/2002 73,4
06/01/2010 35,7 23/11/2009 41,4 21/11/2009 70,2 03/11/2009 59,8 05/11/2006 65,6 19/02/2003 95,6
18/01/2010 39,4 18/01/2010 41,1 23/11/2009 47,2 18/11/2009 90,1 03/11/2009 66,6 14/12/2003 87,0
14/02/2010 45 14/02/2010 47,9 18/01/2010 44,5 21/11/2009 74,8 18/11/2009 90,6 17/11/2009 90,6
21/02/2010 89,1 21/02/2010 95,4 14/02/2010 49,7 23/11/2009 53,9 21/11/2009 100,2 21/11/2009 102
22/03/2010 40,0 22/03/2010 40,1 21/02/2010 97,9 21/02/2010 98,2 18/01/2010 73,7 18/01/2010 82,7
19/04/2010 38,3 19/04/2010 46,0 19/04/2010 48,1 19/04/2010 53,1 21/02/2010 98,5 21/02/2010 107,3
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Município: Alfredo Wagner

Estação Pluviográfica: Saltinho


Código 02749037

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


Rua Banco da Província, 105 – Santa Tereza
Porto Alegre - RS - 90.840-030
Telefone: 0(xx)(51) 3406-7300
Fax: 0(xx)(51) 3233-7772
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência.


Município: Alfredo Wagner. Estação Pluviográfica: Saltinho, Código 02749037.
Adriana Burin Weschenfelder; Karine Pickbrenner e Eber José de Andrade Pinto –
Porto Alegre: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - WESCHENFELDER,


A.B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
Apoio Técnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima – RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Alfredo Wagner onde foram utilizados os
registros contínuos da estação pluviográfica Saltinho, código 02749037, operada pela
EPAGRI/ANA. Esta estação está localizada a aproximadamente 4 km da sede do município.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Alfredo Wagner e regiões
circunvizinhas.
O município de Alfredo Wagner está localizado no estado de Santa Catarina na
Latitude 27°42'02'' S e Longitude 49°19'40'' W, a 108 km de Florianópolis. O município possui
área de 733 Km² e localiza-se a uma altitude de 625 metros. Sua população, segundo o censo
de 2010 do IBGE, é de 9.410 habitantes.
A estação de Saltinho, código 02749037, está localizada na Latitude 27°41'00'' S e
Longitude 49°21'55'' W, e fica inserida no extremo sudeste da sub-bacia 83 – Rio Itajaí-Açu,
mais especificamente na sub-bacia do rio Itajaí do Sul, um dos principais formadores da sub-
bacia do Rio Itajaí-Açu. O rio Itajaí do Sul nasce a sudeste da sub-bacia 83, na confluência dos
rios Caeté, Adaga e Águas Frias e desloca-se para noroeste até a junção com o rio Itajaí do
Oeste, onde forma o Rio Itajaí-Açu.
Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos registros de uma
estação pluviográfica, operada atualmente pela EPAGRI (Empresa de Pesquisa Agrícola de
Santa Catarina). A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município da Estação Pluviográfica (Fonte: GOOGLE 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação está descrita em detalhes em Pinto (2013).
Na definição da equação Intensidade-Duração-Frequência da estação Saltinho, código
02749037, foram utilizadas séries de duração parcial e os dados utilizados constam do Anexo
I. A distribuição de frequência ajustada aos dados foi a Exponencial, com os parâmetros
calculados pelo método dos momentos-L. A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

1
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Saltinho os parâmetros da equação são os seguintes:

10min ≤ t ≤ 2h
a = 3864,5 ; b = 0,1739; c = 34 e d = 1,0536;
3864,5𝑇 0,1739
𝑖= (𝑡+34)1,0536
(02)

2h < t < 8h
a = 2098,4 ; b = 0,1805; c = 39 e d = 0,9275;
2098,4𝑇 0,1805
𝑖= (𝑡+39)0,9275
(03)

8h ≤ t ≤ 24h
a = 159,3 ; b = 0,1805; c = 0 e d = 0,5216;
159,3𝑇 0,1805
𝑖= (𝑡)0,5216
(04)

2
Estas equações são válidas para tempo de retorno até 50 anos e durações de 10 minutos a
24 horas.

3 – EXEMPLOS DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Alfredo Wagner, foi registrada uma Chuva
de 28,7 mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (05)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
28,7 mm dividido por 0,25 h é igual a 114,8 mm/h. Substituindo os valores na equação 05
temos:
1�
114,8(15 + 34)1,0536 0,1739
𝑇=� � = 29 𝑎𝑛𝑜𝑠
3864,5
O tempo de retorno de 29 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 3,5%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 114,8 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 3,5%
𝑇 29

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
GOOGLE EARTH. Estação pluviográfica de Alfredo Wagner. Disponível em:
http://www.google.com/earth. Acesso em 18 de junho de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 18 de junho de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar, 2013.

SANTA CATARINA. Secretaria do Estado do Desenvolvimento Social, Urbano e Meio


Ambiente. Codificação dos cursos d’água do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: SDS,
2003. 20 mapas.

3
ANEXO I
Série de Dados Utilizados por Duração – Altura de Chuva (mm)
10 15 30 45 1
DATA DATA DATA DATA DATA
MIN MIN MIN MIN HORA
12/09/1997 12,8 12/09/1997 16,9 31/01/1997 27 31/01/1997 32,2 31/01/1997 35
30/01/1998 12,9 03/02/1998 17,2 12/09/1997 22,9 03/02/1998 27,9 10/02/1998 37,1
03/02/1998 14,5 03/12/1998 16,7 03/02/1998 25,7 10/02/1998 34,1 27/02/1998 29,5
10/02/1998 13,3 16/01/2000 28,7 10/02/1998 22,9 27/02/1998 28,7 16/01/2000 54,2
29/11/1998 12,5 03/02/2000 16,2 27/02/1998 23 16/01/2000 49,8 03/02/2000 32,2
03/12/1998 12,8 14/12/2000 16,7 03/12/1998 24,7 03/02/2000 30,6 30/01/2001 48,4
16/01/2000 19,1 30/01/2001 17,6 16/01/2000 42,4 30/01/2001 40,5 15/03/2001 29
14/12/2000 12 24/03/2001 23,6 14/12/2000 23,1 24/03/2001 39,2 24/03/2001 39,6
30/01/2001 12,2 23/12/2002 19,7 30/01/2001 32,1 06/02/2002 26,8 23/12/2002 45,9
24/03/2001 18,1 18/05/2005 21,1 24/03/2001 36,6 23/12/2002 39,7 11/12/2003 32,2
23/12/2002 14,7 05/10/2006 23,2 23/12/2002 34 18/05/2005 34,5 18/05/2005 35,6
18/05/2005 18,4 12/01/2011 17,2 18/05/2005 28,2 14/11/2005 27,4 14/11/2005 29,4
05/10/2006 18,1 17/02/2011 17,4 05/10/2006 32,5 05/10/2006 33,6 05/10/2006 34,7

2 3 4 8 14 24
DATA DATA DATA DATA DATA DATA
HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS HORAS
31/01/1997 43,7 31/01/1997 47,1 31/01/1997 58,7 31/01/1997 69,4 31/01/1997 86,9 30/01/1997 126,1
09/10/1997 33,3 12/09/1997 37,5 12/09/1997 48,2 12/09/1997 63,8 12/09/1997 85,4 12/09/1997 85,8
10/02/1998 42,9 10/02/1998 45 10/02/1998 45,1 09/02/1998 54 10/02/1998 67,7 09/02/1998 78,3
27/02/1998 37 27/02/1998 59,6 27/02/1998 62,8 27/02/1998 68 27/02/1998 68,2 13/09/2000 85,5
16/01/2000 55,2 10/06/1999 38,2 09/06/1999 41,2 16/01/2000 55,9 27/04/1998 76 14/12/2000 93,1
03/02/2000 35,9 16/01/2000 55,4 16/01/2000 55,7 03/02/2000 51,8 14/12/2000 82,5 29/01/2001 87,1
15/12/2000 42,5 15/12/2000 45,9 15/12/2000 48,5 15/12/2000 52,1 30/01/2001 69,5 30/09/2001 135,8
30/01/2001 66,4 30/01/2001 69,2 30/01/2001 69,4 30/01/2001 69,4 18/02/2001 65,6 18/05/2005 147
24/03/2001 39,9 24/03/2001 41,3 24/03/2001 41,8 30/09/2001 71,7 30/09/2001 102,3 30/08/2005 91,7
23/12/2002 50 23/12/2002 50,1 23/12/2002 50,1 11/12/2003 52,5 14/09/2004 64,5 15/08/2006 80,5
11/12/2003 39,8 11/12/2003 43,2 11/12/2003 47,5 18/05/2005 99,6 18/05/2005 114,5 08/08/2011 110,4
18/05/2005 51,8 28/09/2004 40,3 27/09/2004 41,5 27/10/2005 54,3 08/08/2011 67 29/08/2011 84,4
05/10/2006 35,3 18/05/2005 72,1 18/05/2005 81,5 09/08/2011 56,2 29/08/2011 70 07/09/2011 108,4
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Antônio Carlos

Estação Pluviométrica: Antônio Carlos


Código 02748016

BELÉM
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Belém

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Belém


Avenida Dr. Freitas, 3645 - Bairro do Marco
Belém - PA – 66095-110
Telefone: 0(xx)(91) 3182-1300
Fax: 0(xx)(91) 3182-1349
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Antônio Carlos. Estação
Pluviométrica: Antônio Carlos, Código 02748016. Andressa Macedo Silva de
Azambuja e Eber José de Andrade Pinto – Belém: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - AZAMBUJA, A.M.S.


de e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE BELÉM

Manfredo Ximenes Ponte


Superintendente

João Batista Marcelo de Lima


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Lucia Travassos da Rosa Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Tomaz de Aquino M Lobato


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Moacir Ribeiro Furtado


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida-Sureg/BH
ApoioTécnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma freqüência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a freqüência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Antônio Carlos onde foram utilizados os
registros de precipitações diárias máximas por ano civil da estação pluviométrica de
Antônio Carlos, código 02748016, operada pela EPAGRI.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Antônio Carlos e regiões
circunvizinhas.
O município de Antônio Carlos está localizado no estado de Santa Catarina, na Região
Metropolitana de Florianópolis, a 23 km de Florianópolis, capital do estado. O município
possui área de 228,65 km² e o distrito sede localiza-se a uma altitude aproximada de 30 m.
Sua população, segundo o censo de 2010 do IBGE, é de 7.458 habitantes.
A estação de Antônio Carlos, código 02748016, está localizada na Latitude 27°31'1''S
e Longitude 48°46'12''W, em Antônio Carlos, na rua João Antônio Besen. Os dados para
definição da equação IDF foram obtidos no Banco de Dados da ANA - Agencia Nacional de
Águas. A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica.


(Fonte: Google apud SNIRH, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da estação Antônio Carlos, código 02748016, foi utilizada a série de
precipitações diárias máximas por ano civil (01/Jan a 31/Dez), apresentada no Anexo I. A
distribuição de frequência ajustada aos dados diários foi a Gumbel, com os parâmetros
calculados pelo método dos momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Pfafstetter (1982) para o município de Florianópolis, distante 22 km da estação de
Antônio Carlos. A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

7
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑖 = ��(𝑎𝐿𝑛(𝑇) + 𝑏). 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛿 ⁄60)�� + 𝑐𝐿𝑛(𝑇) + 𝑑�⁄𝑡 (01)
Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (horas)
a, b, c, d, δ são parâmetros da equação

No caso de Antônio Carlos, para durações de 10 minutos a 1 hora, os parâmetros da


equação são os seguintes:
a = 7,8812; b =19,0057; c =11,8381; d =28,5618 e δ = 12,1

𝑖 = ��(7,8812𝐿𝑛(𝑇) + 19,0057). 𝐿𝑛�𝑡 + (12,1⁄60)�� + 11,8381𝐿𝑛(𝑇) + 28,5618�⁄𝑡 (02)


Esta equação é válida para tempos de retorno até 100 anos.

Para durações superiores a 1 hora até 24 horas, os parâmetros da equação são os


seguintes:
a = 7,145; b = 17,2019; c = 12,0471; d = 29,0492 e δ = 11,4

𝑖 = ��(7,145𝐿𝑛(𝑇) + 17,2019). 𝐿𝑛�𝑡 + (11,4⁄60)�� + 12,0471𝐿𝑛(𝑇) + 29,0492�⁄𝑡 (03)


A equação acima é válida para tempos de retorno até 100 anos.

8
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Antônio Carlos, foi registrada uma Chuva
de 23 mm com duração de 10 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
𝑖𝑡−𝑏𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�−𝑑
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � 𝑎𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�+𝑐
� (04)

A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,


23 mm dividido por 0,25 h é igual a 138,0 mm/h. Substituindo os valores na equação 04
temos:
138.0,166667 − 19,0057𝐿𝑛�0,166667 + (12,1⁄60)� − 28,5618
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � � = 29,5 𝑎𝑛𝑜𝑠
7,8812𝐿𝑛�0,166667 + (12,1⁄60)� + 11,8381

O tempo de retorno de 29,5 anos corresponde a uma probabilidade de 3,39 % que


esta intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 138𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 3,39%
𝑇 29,5

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Agência Nacional de Águas (Brasil). Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos
(SNIRH). Estação pluviométrica de Antônio Carlos. Disponível em:
<http://www.ana.gov.br/PortalSuporte/frmSelecaoEstacao.aspx>. Acesso em: set. 2013.

Agência Nacional de Águas (Brasil). Sistema Nacional de Informação sobre Recursos Hídricos
(SNIRH). Base de dados. Disponível em: <http://www2.snirh.gov.br/home/>. Acesso em: set.
2013.

IBGE (Brasil). IBGE - Cidades@. Município de Antônio Carlos. Disponível em:


<http://cod.ibge.gov.br/1J2QU>. Acesso em: set. 2013.

PFAFSTETTER, Otto. Chuvas intensas no Brasil: relação entre precipitação, duração e


freqüência de chuvas registradas com pluviógrafos em 98 postos meteorológicos. 2. ed. Rio
de Janeiro: Departamento Nacional de Obras de Saneamento, 1982. 426 p.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações intensidade-duração-frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. Belo Horizonte: CPRM, mar. 2013.

9
ANEXO I
Série de Dados Utilizados– Altura de Chuva diária (mm)
Máximo por Ano Civil (01/Jan a 31/Dez)

Precipitação Máxima
Ano Data
Diária (mm)
1977 06/09/1977 147,2
1978 26/12/1978 135,5
1979 24/02/1979 121,5
1980 30/07/1980 101,4
1981 29/03/1981 97,2
1982 10/03/1982 90,4
1983 12/11/1983 147,2
1984 07/08/1984 103,6
1985 06/01/1985 71
1986 10/10/1986 135,8
1987 30/12/1987 92,9
1988 20/01/1988 66
1989 06/01/1989 114,2
1990 25/12/1990 70,3
1991 15/11/1991 145
1992 26/01/1992 108,4
1993 09/02/1993 83,4
1994 25/02/1994 195,1
1995 28/12/1995 154
1996 17/02/1996 82,1
1997 27/01/1997 164
1998 11/12/1998 146,6
1999 24/01/1999 67
2000 11/01/2000 72,6
2001 23/09/2001 125
2002 30/10/2002 81,2
2003 07/11/2003 50,4
2004 28/01/2004 88,8
2005 31/08/2005 72,8
2008 01/02/2008 170,8
2009 28/09/2009 75
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

CARTAS MUNICIPAIS DE SUSCETIBILIDADE


A MOVIMENTOS DE MASSA E ENCHENTES

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Araranguá

Estação Pluviométrica: Taquaruçu


Código 02849004

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

CARTAS MUNICIPAIS DE SUSCETIBILIDADE


A MOVIMENTOS DE MASSA E ENCHENTES

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


Rua Banco da Província, 105 - Bairro Santa Teresa
Porto Alegre - RS - 90.840-030
Telefone: 0(xx)(51)3406-7300
Fax: 0(xx)(51) 3233-7772
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Araranguá. Estação
Pluviométrica: Taquaruçu Código 02849004. Adriana B. Weschenfelder; Karine
Pickbrenner e Eber José de Andrade Pinto – Porto Alegre: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – WESCHENFELDER


A.B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DEPESQUISA DE RECURSOS MINERAIS SERVIÇO


GEOLÓGICO DO BRASIL(CPRM/SGB)

CONSELHO DEADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenaçãodo Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja-Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Karine Pickbrenner-Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder-Sureg/PA
Jean Ricardo da Silvado Nascimento -RETE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Margarida Regueira da Costa-Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato -Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros -Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida-Sureg/BH
ApoioTécnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Juliana Oliveira-Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Araranguá onde foram utilizados os registros
de precipitações diárias máximas anuais da estação pluviométrica de Taquaruçu, código
02849004, operada pela EPAGRI/ANA. Esta estação está localizada a 11 km da sede do
município.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Araranguá e regiões
circunvizinhas.
O município de Araranguá está localizado no estado de Santa Catarina, a 215 km de
Florianopolis, capital do estado. O município possui área de 304 km² e o distrito sede
localiza-se a uma altitude aproximada de 5 m.
A estação de Taquaruçu, código 02849004, está localizada na Latitude 28°57'30'' S e
Longitude 49°36'05'' W e insere-se no extremo sul da sub-bacia 84, mais especificamente na
sub-bacia do rio Itoupava, um dos principais afluentes que desagua no rio Araranguá,
principal rio da sub-bacia do rio Araranguá.
A estação pluviométrica localiza-se aproximadamente a 11 km da sede do município
de Araranguá. Esta estação encontra-se em operação desde 1945 e os dados para definição
da equação IDF foram obtidos a partir dos dados diários de precipitação coletados em um
pluviômetro convencional, operado atualmente pela EPAGRI (Empresa de Pesquisa Agrícola
de Santa Catarina).
A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fonte: Google,2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da estação Taquaruçu, código 02849004, foi utilizada a série de precipitações
diárias máximas por ano civil (01/Jan a 31/Dez), apresentada no Anexo I. A distribuição de
frequência ajustada aos dados diários foi a Gumbel, com os parâmetros calculados pelo
método dos momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Weschenfelder, Pickbrenner e Pinto (2013), para a estação de Praia Grande, código
02949001, distante aproximadamente 45 km da estação de Taquaruçu.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

2
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Taquaruçu, os parâmetros da equação são os seguintes:

a = 913,3; b =0,1756; c =29,4; d =0,7703

913,3𝑇 0,1756
𝑖= (𝑡+29,4)0,7703
(02)

A equação acima é válida para tempos de retorno até 100 anos e durações de 5 minutos a 24
horas.

3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Araranguá, foi registrada uma Chuva de 50
mm com duração de 45 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

3
Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da
equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (03)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
50 mm dividido por 0,75 h é igual a 66,7 mm/h. Substituindo os valores na equação 03
temos:
1�
66,7(45 + 29,4)0,7703 0,1756
𝑇=� � = 55 𝑎𝑛𝑜𝑠
913,3
O tempo de retorno de 55 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,8%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 66,7 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,8%
𝑇 55

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH. Estação pluviométrica de Taquaruçu. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em 05 de agosto de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 05 de agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

SANTA CATARINA. Secretaria do Estado do Desenvolvimento Social, Urbano e Meio


Ambiente. Codificação dos cursos d’água do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: SDS,
2003. 20 mapas.

WESCHENFELDER, A. B., PICKBRENNER K. e PINTO, E. J. A. Atlas Pluviométrico do Brasil.


Equações Intensidade-Duração-Frequência. Estação Pluviográfica: Praia Grande, Código
02949001. CPRM. Porto Alegre. Mar., 2013.

4
ANEXO I
Série de Dados Utilizados– Altura de Chuva diária (mm)
Máximos por ano civil (01/Jan a 31/Dez)
Precipitação Precipitação
AI AF Data Máxima AI AF Data Máxima
Diária (mm) Diária (mm)
1953 1953 14/09/1953 47,4 1982 1982 01/03/1982 68,8
1954 1954 29/06/1954 43,8 1983 1983 12/06/1983 131,4
1955 1955 21/11/1955 48,4 1984 1984 02/03/1984 71,6
1956 1956 14/06/1956 47,6 1985 1985 08/08/1985 90,3
1957 1957 20/07/1957 88,8 1986 1986 09/10/1986 115
1958 1958 11/06/1958 79,2 1987 1987 29/07/1987 57
1959 1959 12/01/1959 59,2 1988 1988 12/09/1988 84,2
1960 1960 13/03/1960 79,4 1989 1989 19/03/1989 97
1961 1961 04/03/1961 66,8 1990 1990 20/06/1990 68,4
1962 1962 15/03/1962 91,8 1992 1992 23/02/1992 60
1963 1963 31/01/1963 80 1993 1993 19/09/1993 58,8
1964 1964 07/10/1964 72,6 1994 1994 15/05/1994 63
1965 1965 16/08/1965 85,2 1995 1995 23/12/1995 150,4
1966 1966 07/12/1966 78 1996 1996 16/02/1996 64
1967 1967 19/09/1967 93,2 1997 1997 02/01/1997 69,8
1968 1968 21/01/1968 45,8 1998 1998 10/12/1998 84
1969 1969 18/09/1969 64,8 1999 1999 01/10/1999 56
1971 1971 15/04/1971 94,8 2000 2000 11/10/2000 99
1972 1972 23/12/1972 70,8 2001 2001 30/09/2001 68,8
1973 1973 14/02/1973 70,6 2002 2002 11/06/2002 67
1975 1975 29/08/1975 79,8 2003 2003 19/02/2003 84
1976 1976 12/05/1976 92,8 2004 2004 14/11/2004 80,1
1977 1977 16/08/1977 101,4 2005 2005 22/03/2005 70,2
1978 1978 03/02/1978 51,9 2006 2006 09/04/2006 78,3
1979 1979 14/12/1979 83,9 2008 2008 05/09/2008 62,2
1980 1980 28/07/1980 61,2 2009 2009 02/01/2009 118,4
1981 1981 13/04/1981 137,4

5
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Balneário Camboriú - SC

Estação Pluviométrica: Itajaí,


Código 02648008

TERESINA
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Teresina

Copyright @ 2013 CPRM - Residência de Teresina


Rua Goiás, 312 – Frei Serafim
Teresina - PI - 64.001-620
Telefone: 0(xx)(86)3222-4153
Fax: 0(xx)(86) 3223-6188
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Balneário Camboriú/SC.
Estação Pluviométrica: Itajaí, Código 02648008. Jean Ricardo da Silva do
Nascimento, José Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto.
Teresina, PI: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – NASCIMENTO, J. R.


S.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS SERVIÇO


GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças

Eduardo Santa Helena

RESIDÊNCIA DE TERESINA
Francisco das Chagas Lages Correia Filho
Chefe da Residência
Carlos Antonio da Luz
Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

Elizangela Soares Amaral


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisca de Paula da Silva Braga


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Thiago Moraes Sousa


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL


Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho
Departamento de Gestão Territorial
Cássio Roberto da Silva
Divisão de Hidrologia Aplicada
Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro
Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico
Eber José de Andrade Pinto
Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade
Sandra Fernandes da Silva
Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico
Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA
Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP

Sistema de Informações Geográficas e Mapa


Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
ApoioTécnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Nayanna Coelho Miranda – RETE
Taciana dos Santos Lima - RETE
Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Débora de Sousa Gurgel - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Balneário Camboriú/SC onde foram
utilizados os registros de precipitações diárias máximas por ano hidrológico da estação
pluviométrica Itajaí, Código 02648008. Esta estação fica localizada no vizinho município de
Itajaí/SC.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Balneário Camboriú/SC.
O município de Balneário Camboriú é um município da Região Metropolitana da Foz
do Rio Itajaí, no litoral norte do estado de Santa Catarina, que fica na microrregião de Itajaí e
mesorregião do Vale do Itajaí, distante cerca de até 80km da capital do Estado, fazendo
fronteira com os municípios de Camboriú, Itajaí e Itapema. O município de Balneário
Camboriú/SC possui área de 46,238 km² (IBGE) e o distrito sede localiza-se a uma altitude
aproximada de 2 metros. Apresenta uma população de 108.089 habitantes (IBGE, 2010) e
população estimada para 2013 de 120.926 habitantes.
A Estação Itajaí, código 02648008, ficava localizada na Latitude 26°55'00.12"S e
Longitude 48°37'59.88"W (conforme informação do Banco Nacional de Estações
Meteorológicas - ANA), no vizinho município de Itajaí. Esta estação pluviométrica era
operada pelo Departamento Nacional de Obras de Saneamento e se encontra fora de
operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos dados diários
de precipitação coletados em pluviômetro modelo Ville de Paris. A Figura 01 apresenta a
localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fontes: Wikipédia e


Google, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da Estação Itajaí, código 02648008, foi utilizada a série de precipitações diárias
máximas por ano hidrológico apresentada no Anexo I. A distribuição de frequência ajustada
aos dados diários foi a Exponencial, com os parâmetros calculados pelo método dos
momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Pfafstetter (1982) para o município de Blumenau /SC.
A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.
1000

TR
100 Anos
95 Anos
90 Anos
85 Anos
80 Anos

100 75 Anos
70 Anos
65 Anos
Intensidade (mm/h)

60 Anos
55 Anos
50 Anos
45 Anos
40 Anos
10 35 Anos
30 Anos
25 Anos
20 Anos
15 Anos
10 Anos
5 Anos
2 Anos
1
0,01 0,1 1 10 100
Duração (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑖 = ��(𝑎𝐿𝑛(𝑇) + 𝑏). 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛿 ⁄60)�� + 𝑐𝐿𝑛(𝑇) + 𝑑�⁄𝑡 (01)
Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (horas)
a, b, c, d, δ são parâmetros da equação
No caso de Balneário Camboriú, para durações de 5 minutos a 1 hora, os parâmetros
da equação são os seguintes:
a = 6,8614 ; b = 15,3685 ; c = 15,9473 ; d = 35,7248 e δ = 5
𝑖 = ��(6,8614𝐿𝑛(𝑇) + 15,3685). 𝐿𝑛�𝑡 + (5⁄60)�� + 15,9473𝐿𝑛(𝑇) + 35,7248�⁄𝑡 (02)
Esta equação é válida para tempos de retorno até 100 anos.

Para durações superiores a 1 hora até 24 horas, os parâmetros da equação são os


seguintes:
a = 6,6802 ; b = 14,9383 ; c = 16,4059 ; d = 36,7398 e δ = 1
𝑖 = ��(6,6802𝐿𝑛(𝑇) + 14,9383). 𝐿𝑛�𝑡 + (1⁄60)�� + 16,4059𝐿𝑛(𝑇) + 36,7398�⁄𝑡 (03)
A equação acima é válida para tempos de retorno até 100 anos.
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO

Suponha que em um determinado dia, em Balneário Camboriú, foi registrada uma


Chuva de 55mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de
drenagem pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
𝑖𝑡−𝑏𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�−𝑑
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � 𝑎𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�+𝑐
� (04)

A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,


55 mm dividido por 0,25 h é igual a 220 mm/h. Substituindo os valores na equação 04 temos:
220 × 0,25 − 15,3685𝐿𝑛�0,25 + (5⁄60)� − 35,7248
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � � = 73,7 𝑎𝑛𝑜𝑠
6,8614𝐿𝑛�0,25 + (5⁄60)� + 15,9473
O tempo de retorno de 73,7 anos corresponde a uma probabilidade de 1,36% que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 220𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,36%
𝑇 73,7
O tempo de retorno do evento ocorrido, 73,7 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de drenagem de Balneário Camboriú, isto explica
os transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CETESB. Drenagem Urbana: Manual de Projeto. 3ª ed, São Paulo: CETESB/ASCETESB, 1986.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=420200&search=santa-
catarina|balneario-camboriu. Acesso em: Setembro de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/temas.php?codmun=420200&idtema=16&search=s
anta-catarina|balneario-camboriu|sintese-das-informacoes. Acesso em: Setembro de 2013.
DAEE. Equações de Chuvas Intensas do Estado de São Paulo. Convênio DAEE – USP, 1999.

PFAFSTETTER, O. Chuvas Intensas no Brasil. 2ª ed. DNOS, 1982.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

TABORGA, J. T. Práticas Hidrológicas. TRANSCON Consultoria Técnica Ltda. Rio de Janeiro, RJ,
1974.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Santa Catarina - Município de Balneário Camboriú. Disponível


em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Balne%C3%A1rio_Cambori%C3%BA. Acesso em: Setembro
de 2013.
ANEXO I

Série de Dados Utilizados – Altura de Chuva diária (mm)


Máximo por Ano Civil (01/Jan a 31/Dez)
Precipitação Precipitação
AI AF Data Máxima AI AF Data Máxima
Diária (mm) Diária (mm)
1969 1969 13/12/1969 99,6 1980 1980 28/02/1980 83,6
1970 1970 02/02/1970 86,2 1981 1981 29/03/1981 89,0
1971 1971 06/01/1971 103,4 1982 1982 25/03/1982 98,0
1972 1972 24/12/1972 149,4 1983 1983 07/01/1983 134,8
1973 1973 21/07/1973 129,1 1984 1984 25/01/1984 154,6
1974 1974 27/01/1974 125,4 1985 1985 15/01/1985 73,0
1975 1975 02/10/1975 116,4 1986 1986 27/02/1986 112,0
1976 1976 10/05/1976 91,0 1987 1987 15/02/1987 97,0
1977 1977 31/03/1977 72,4 1988 1988 01/03/1988 79,0
1978 1978 26/12/1978 80,0 1989 1989 06/01/1989 102,2
1979 1979 24/02/1979 188,1
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Botuverá

Estação Pluviométrica: Botuverá - Montante


Código 02749045

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


Rua Banco da Província, 105 - Bairro Santa Teresa
Porto Alegre - RS - 90.840-030
Telefone: 0(xx)(51)3406-7300
Fax: 0(xx)(51) 3233-7772
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Botuverá. Estação
Pluviométrica: Botuverá - Montante Código 02749045. Adriana B. Weschenfelder;
Karine Pickbrenner e Eber José de Andrade Pinto – Porto Alegre: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – WESCHENFELDER


A.B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DEPESQUISA DE RECURSOS MINERAIS SERVIÇO


GEOLÓGICO DO BRASIL(CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja-Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Karine Pickbrenner-Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder-Sureg/PA
Jean Ricardo da Silvado Nascimento -RETE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Margarida Regueira da Costa-Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato -Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros -Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida-Sureg/BH
ApoioTécnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Juliana Oliveira-Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a freqüência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Botuverá onde foram utilizados os registros
de precipitações diárias máximas anuais da estação pluviométrica de Botuverá - Montante,
código 02749045 operada pela EPAGRI/ANA. Esta estação está localizada a 1,8 km da sede
do município.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Botuverá e regiões
circunvizinhas.
O município de Botuverá está localizado no estado de Santa Catarina, a 122 km de
Florianópolis, capital do estado. O município possui área de 296 km² e o distrito sede
localiza-se a uma altitude aproximada de 150 m.
A estação de Botuverá-Montante, código 02749045, está localizada na Latitude
27°11'48'' S e Longitude 49°05'14'' W; insere-se a leste da sub-bacia 83, mais
especificamente na sub-bacia do rio Itajai-Mirim, principal afluente pela margem direita do
rio Itajaí-Açu que é o principal rio da sub-bacia do rio Itajaí.
A estação pluviométrica localiza-se no município de Botuverá, aproximadamente a
1,8 km da sede do município. Esta estação encontra-se em operação desde 1987 e os dados
para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos dados diários de precipitação
coletados em um pluviômetro convencional, operado atualmente pela EPAGRI (Empresa de
Pesquisa Agrícola de Santa Catarina).
A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fonte: Google, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da estação Botuverá-Montante código 02749045, foi utilizada a série de
precipitações diárias máximas por ano civil (01/Jan a 31/Dez), apresentada no Anexo I. A
distribuição de frequência ajustada aos dados diários foi a Exponencial, com os parâmetros
calculados pelo método dos momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Weschenfelder, Pickbrenner e Pinto (2013), para a estação de Leoberto Leal, código
02749034, localizada no município de Leoberto Leal, distante aproximadamente 40 km da
estação desagregada Botuverá-Montante.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

2
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

As equações adotadas para representar a família de curvas da Figura 02 são do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Botuverá-Montante a IDF foi dividida em 2 equações, sendo os
parâmetros da equação os seguintes:
5min ≤ t ≤ 8h
a = 811,0; b =0,2112; c =10,2; d =0,7888
811,0𝑇 0,2112
𝑖= (𝑡+10,2)0,7888
(02)

8h < t ≤ 24h
a = 60,0; b =0,2093; c =33,1; d =0,4000
60,0𝑇 0,2093
𝑖= (𝑡+33,1)0,4
(03)

As equações acima são válidas para tempos de retorno até 100 anos.

3
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Botuverá, foi registrada uma Chuva de 40
mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (04)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
40 mm dividido por 0,25 h é igual a 160 mm/h. Substituindo os valores na equação 04 temos:
1�
160(15 + 10,2)0,7888 0,2112
𝑇=� � = 79 𝑎𝑛𝑜𝑠
811,0
O tempo de retorno de 79 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,3%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 160,0 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,3%
𝑇 79

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH. Estação pluviométrica de Botuverá Montante. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em 29 de agosto de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 29 de agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

SANTA CATARINA. Secretaria do Estado do Desenvolvimento Social, Urbano e Meio


Ambiente. Codificação dos cursos d’água do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: SDS,
2003. 20 mapas.

WESCHENFELDER, A. B., PICKBRENNER K. e PINTO, E. J. A. Atlas Pluviométrico do Brasil.


Equações Intensidade-Duração-Frequência. Estação Pluviográfica: Leoberto Leal, Código
02749034. CPRM. Porto Alegre. Abr., 2013.

4
ANEXO I
Série de Dados Utilizados– Altura de Chuva diária (mm)
Máximos por ano civil (01/Jan a 31/Dez)
Precipitação Máxima
AI AF Data
Diária (mm)
1986 1986 09/10/1986 102,7
1987 1987 13/06/1987 68,8
1988 1988 20/09/1988 52,1
1989 1989 05/01/1989 96,8
1990 1990 29/05/1990 83,4
1991 1991 14/11/1991 120
1992 1992 28/05/1992 75,9
1993 1993 29/01/1993 60
1994 1994 11/05/1994 77,3
1995 1995 22/12/1995 76,5
1996 1996 05/01/1996 60
1997 1997 26/11/1997 77,2
1998 1998 10/12/1998 80,5
1999 1999 02/07/1999 51
2000 2000 16/01/2000 63,5
2001 2001 30/09/2001 114,4
2002 2002 29/10/2002 61,5
2003 2003 11/12/2003 81,5
2004 2004 11/06/2004 65,3
2005 2005 18/05/2005 95,3
2006 2006 19/12/2006 65
2007 2007 30/08/2007 78,1
2008 2008 22/11/2008 162,5
2009 2009 08/03/2009 96,7
2010 2010 25/04/2010 79,5
2011 2011 09/02/2011 99,1
2012 2012 25/04/2012 60

5
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Brusque

Estação Pluviométrica: Brusque


Código 02748000

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


Rua Banco da Província, 105 - Bairro Santa Teresa
Porto Alegre - RS - 90.840-030
Telefone: 0(xx)(51)3406-7300
Fax: 0(xx)(51) 3233-7772
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Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Brusque. Estação
Pluviométrica: Brusque Código 02748000. Adriana B. Weschenfelder; Karine
Pickbrenner e Eber José de Andrade Pinto – Porto Alegre: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – WESCHENFELDER


A.B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DEPESQUISA DE RECURSOS MINERAIS SERVIÇO


GEOLÓGICO DO BRASIL(CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja-Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Karine Pickbrenner-Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder-Sureg/PA
Jean Ricardo da Silvado Nascimento -RETE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Margarida Regueira da Costa-Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato -Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros -Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida-Sureg/BH
ApoioTécnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Juliana Oliveira-Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Brusque onde foram utilizados os registros
de precipitações diárias máximas anuais da estação pluviométrica de Brusque, código
02748000, operada pela EPAGRI/ANA. Esta estação está localizada a 800 m da sede do
município.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Brusque e regiões
circunvizinhas.
O município de Brusque está localizado no estado de Santa Catarina, a 101 km de
Florianópolis, capital do estado. O município possui área de 283 km² e o distrito sede
localiza-se a uma altitude aproximada de 19 m.
A estação de Brusque, código 02748000, está localizada na Latitude 27°06'02' S e
Longitude 48°55'04'' W, insere-se no leste da sub-bacia 83, mais especificamente na sub-
bacia do rio Itajaí-Mirim, principal afluente pela margem direita do rio Itajaí-Açu que é o
principal rio da sub-bacia do rio Itajaí.
A estação pluviométrica localiza-se no município de Brusque, aproximadamente a
800 m da sede do município. Esta estação encontra-se em operação desde 1941 e os dados
para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos dados diários de precipitação
coletados em um pluviômetro convencional, operado atualmente pela EPAGRI (Empresa de
Pesquisa Agrícola de Santa Catarina).
A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fonte: Google, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da estação Brusque código 02748000, foi utilizada a série de precipitações
diárias máximas por ano civil (01/Jan a 31/Dez), apresentada no Anexo I. A distribuição de
frequência ajustada aos dados diários foi a Gumbel, com os parâmetros calculados pelo
método dos momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Pfafstetter (1982), para a estação de Blumenau, localizada no município de Blumenau,
distante aproximadamente 25 km da estação desagregada Brusque.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

2
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

As equações adotadas para representar a família de curvas da Figura 02 são do tipo:

𝑖 = ��(𝑎𝐿𝑛(𝑇) + 𝑏). 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛿 ⁄60)�� + 𝑐𝐿𝑛(𝑇) + 𝑑�⁄𝑡 (01)


Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d, δ são parâmetros da equação
No caso de Brusque a IDF foi dividida em 2 equações, sendo os parâmetros da
equação os seguintes:
5min ≤ t ≤ 1h
a = 3,6816;b =13,1203 ; c =8,9318;d =31,8945 eδ = 4,2
𝑖 = ��(3,6816𝐿𝑛(𝑇) + 13,1203). 𝐿𝑛�𝑡 + (4,2⁄60)�� + 8,9318𝐿𝑛(𝑇) + 31,8945�⁄𝑡 (02)

1h < t ≤ 24h
a = 3,7145;b =13,2582 ; c =9,0871;d =32,4747 eδ = 1,7
𝑖 = ��(3,7145𝐿𝑛(𝑇) + 13,2582). 𝐿𝑛�𝑡 + (1,7⁄60)�� + 9,0871𝐿𝑛(𝑇) + 32,4747�⁄𝑡 (03)

As equações acima são válidas para tempos de retorno até 100 anos.

3
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Brusque, foi registrada uma Chuva de 38
mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
𝑖𝑡−𝑏𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�−𝑑
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � 𝑎𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�+𝑐
� (04)

A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,


38 mm dividido por 0,25 h é igual a 152 mm/h. Substituindo os valores na equação 04 temos:
152.0,25 − 13,1203𝐿𝑛�0,25 + (4,2⁄60)� − 31,8945
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � � = 85,2 𝑎𝑛𝑜𝑠
3,6816𝐿𝑛�0,25 + (4,2⁄60)� + 8,9318
O tempo de retorno de 85,2 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,17%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 152 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,17%
𝑇 85,2

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH. Estação pluviométrica de Brusque. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em 29 de agosto de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 29 de agosto de 2013.

PFAFSTETTER, O. Chuvas Intensas no Brasil. 2ª ed. DNOS, 1982.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

SANTA CATARINA. Secretaria do Estado do Desenvolvimento Social, Urbano e Meio


Ambiente. Codificação dos cursos d’água do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: SDS,
2003. 20 mapas.

4
ANEXO I
Série de Dados Utilizados– Altura de Chuva diária (mm)
Máximos por ano civil (01/Jan a 31/Dez)
Precipitação Precipitação
AI AF Data Máxima AI AF Data Máxima
Diária (mm) Diária (mm)
1941 1941 12/11/1941 72,1 1981 1981 21/12/1981 111,9
1942 1942 17/06/1942 76,4 1982 1982 24/05/1982 60,7
1943 1943 30/07/1943 66,8 1983 1983 11/11/1983 97
1944 1944 10/01/1944 48,6 1985 1985 21/11/1985 98,2
1945 1945 22/02/1945 51,7 1972 1972 23/12/1972 109,4
1946 1946 16/10/1946 68,8 1974 1974 22/03/1974 100
1947 1947 09/12/1947 58,3 1975 1975 06/01/1975 100,2
1948 1948 16/05/1948 65,3 1976 1976 20/01/1976 146,8
1949 1949 27/03/1949 60,3 1977 1977 16/08/1977 87,2
1950 1950 02/12/1950 55,7 1978 1978 25/12/1978 135
1951 1951 18/01/1951 55,2 1979 1979 08/05/1979 79,8
1952 1952 24/01/1952 58,2 1980 1980 28/03/1980 63,6
1953 1953 22/10/1953 56,6 1981 1981 21/12/1981 111,9
1954 1954 31/03/1954 93,8 1982 1982 24/05/1982 60,7
1955 1955 03/07/1955 67,8 1983 1983 11/11/1983 97
1956 1956 05/12/1956 75,4 1985 1985 21/11/1985 98,2
1957 1957 14/11/1957 79,6 1986 1986 09/10/1986 90,7
1958 1958 13/03/1958 79,6 1988 1988 13/01/1988 46,8
1959 1959 30/08/1959 61,4 1989 1989 05/01/1989 114,2
1960 1960 01/08/1960 75,5 1990 1990 09/03/1990 84,2
1961 1961 31/10/1961 100,7 1991 1991 14/11/1991 115,7
1962 1962 19/09/1962 61,9 1994 1994 11/05/1994 96,7
1964 1964 30/04/1964 59,1 1995 1995 06/01/1995 78,4
1968 1968 21/12/1968 57,2 1996 1996 05/01/1996 77,8
1969 1969 23/05/1969 90 1997 1997 20/01/1997 79,7
1971 1971 07/06/1971 69 1998 1998 10/12/1998 100,2
1972 1972 23/12/1972 109,4 1999 1999 02/07/1999 72,9
1974 1974 22/03/1974 100 2000 2000 15/02/2000 69,6
1975 1975 06/01/1975 100,2 2001 2001 22/09/2001 77,3
1976 1976 20/01/1976 146,8 2002 2002 01/01/2002 89,5
1977 1977 16/08/1977 87,2 2005 2005 03/01/2005 94,2
1978 1978 25/12/1978 135 2008 2008 23/11/2008 109,5
1979 1979 08/05/1979 79,8 2009 2009 25/04/2009 69
1980 1980 28/03/1980 63,6

5
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Camboriú - SC

Estação Pluviométrica: Itajaí,


Código 02648008

SALVADOR
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência de Salvador

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência de Salvador


Avenida Ulysses Guimarães, 2862 - Sussuarana - Centro Administrativo da Bahia
Salvador - BA – 41.213-000
Telefone: 0(xx)(71) 2101-7300
Fax: 0(xx)(71) 3371-4005
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Camboriú/SC. Estação
Pluviométrica: Itajaí, Código 02648008. Osvalcélio Mercês Furtunato; José
Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto. Salvador, BA: CPRM,
2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – FURTUNATO, O.


M.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.

CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças

Eduardo Santa Helena


SUPERINTENDÊNCIA DE SALVADOR

Teobaldo Rodrigues de Oliveira Junior


Superintendente

Gustavo Carneiro da Silva


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José da Silva Amaral Santos


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Renato dos Santos Andrade


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
ApoioTécnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Débora de Sousa Gurgel - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lêmia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima – RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Camboriú/SC onde foram utilizados os
registros de precipitações diárias máximas por ano hidrológico da estação pluviométrica
Itajaí, Código 02648008. Esta estação fica localizada no vizinho município de Itajaí/SC.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Camboriú/SC.
O município de Camboriú está localizado no Estado de Santa Catarina, na
microrregião de Itajaí e mesorregião do Vale do Itajaí, distante cerca de 90km da capital do
Estado, fazendo fronteira com os municípios de Balneário Camboriú, Itajaí, Brusque,
Canelinha, Itapema, Porto Belo e Tijucas. O município de Camboriú/SC possui área de 212
km² (IBGE) e o distrito sede localiza-se a uma altitude aproximada de 8 metros. Apresenta
uma população de 62.361 habitantes (IBGE, 2010).
A Estação Itajaí, código 02648008, ficava localizada na Latitude 26°55'00.12"S e
Longitude 48°37'59.88"W (conforme informação do Banco Nacional de Estações
Meteorológicas - ANA), no vizinho município de Itajaí. Esta estação pluviométrica era
operada pelo Departamento Nacional de Obras de Saneamento e se encontra fora de
operação. Os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos dados diários
de precipitação coletados em pluviômetro modelo Ville de Paris. A Figura 01 apresenta a
localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fontes: Wikipédia e


Google, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da Estação Itajaí, código 02648008, foi utilizada a série de precipitações diárias
máximas por ano hidrológico apresentada no Anexo I. A distribuição de frequência ajustada
aos dados diários foi a Exponencial, com os parâmetros calculados pelo método dos
momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Pfafstetter (1982) para o município de Blumenau, distante 40km da estação de Itajaí.
A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.
1000

TR
100 Anos
95 Anos
90 Anos
85 Anos
80 Anos

100 75 Anos
70 Anos
65 Anos
Intensidade (mm/h)

60 Anos
55 Anos
50 Anos
45 Anos
40 Anos
10 35 Anos
30 Anos
25 Anos
20 Anos
15 Anos
10 Anos
5 Anos
2 Anos
1
0,01 0,1 1 10 100
Duração (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑖 = ��(𝑎𝐿𝑛(𝑇) + 𝑏). 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛿 ⁄60)�� + 𝑐𝐿𝑛(𝑇) + 𝑑�⁄𝑡 (01)
Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (horas)
a, b, c, d, δ são parâmetros da equação
No caso de Camboriú, para durações de 5 minutos a 1 hora, os parâmetros da
equação são os seguintes:
a = 6,8614 ; b = 15,3685 ; c = 15,9473 ; d = 35,7248 e δ = 5
𝑖 = ��(6,8614𝐿𝑛(𝑇) + 15,3685). 𝐿𝑛�𝑡 + (5⁄60)�� + 15,9473𝐿𝑛(𝑇) + 35,7248�⁄𝑡 (02)
Esta equação é válida para tempos de retorno até 100 anos.

Para durações superiores a 8 horas até 24 horas, os parâmetros da equação são os


seguintes:
a = 6,6802 ; b = 14,9383 ; c = 16,4059 ; d = 36,7398 e δ = 1
𝑖 = ��(6,6802𝐿𝑛(𝑇) + 14,9383). 𝐿𝑛�𝑡 + (1⁄60)�� + 16,4059𝐿𝑛(𝑇) + 36,7398�⁄𝑡 (03)
A equação acima é válida para tempos de retorno até 100 anos.
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Camboriú, foi registrada uma Chuva de
55mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
𝑖𝑡−𝑏𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�−𝑑
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � 𝑎𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�+𝑐
� (04)

A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,


55 mm dividido por 0,25 h é igual a 220 mm/h. Substituindo os valores na equação 04 temos:
220 × 0,25 − 15,3685𝐿𝑛�0,25 + (5⁄60)� − 35,7248
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � � = 73,7 𝑎𝑛𝑜𝑠
6,8614𝐿𝑛�0,25 + (5⁄60)� + 15,9473
O tempo de retorno de 73,7 anos corresponde a uma probabilidade de 1,36% que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 220𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,36%
𝑇 73,7
O tempo de retorno do evento ocorrido, 73,7 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de micro drenagem de Camboriú, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CETESB. Drenagem Urbana: Manual de Projeto. 3ª ed, São Paulo: CETESB/ASCETESB, 1986.

GOOGLE EARTH. Disponível em: http://www.google.com/earth. Acesso em julho de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=420320&search=santa-catarina|camboriu. Acesso
em julho de 2013.

PFAFSTETTER, O. Chuvas Intensas no Brasil. 2ª ed. DNOS, 1982.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

TABORGA, J. T. Práticas Hidrológicas. TRANSCON Consultoria Técnica Ltda. Rio de Janeiro, RJ,
1974.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Santa Catarina - Município de Camboriú. Disponível em:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Cambori%C3%BA. Acesso em: julho de 2013.
ANEXO I
Série de Dados Utilizados – Altura de Chuva diária (mm)
Máximo por Ano Civil (01/Jan a 31/Dez)
Precipitação Precipitação
AI AF Data Máxima AI AF Data Máxima
Diária (mm) Diária (mm)
1969 1969 13/12/1969 99,6 1980 1980 28/02/1980 83,6
1970 1970 02/02/1970 86,2 1981 1981 29/03/1981 89,0
1971 1971 06/01/1971 103,4 1982 1982 25/03/1982 98,0
1972 1972 24/12/1972 149,4 1983 1983 07/01/1983 134,8
1973 1973 21/07/1973 129,1 1984 1984 25/01/1984 154,6
1974 1974 27/01/1974 125,4 1985 1985 15/01/1985 73,0
1975 1975 02/10/1975 116,4 1986 1986 27/02/1986 112,0
1976 1976 10/05/1976 91,0 1987 1987 15/02/1987 97,0
1977 1977 31/03/1977 72,4 1988 1988 01/03/1988 79,0
1978 1978 26/12/1978 80,0 1989 1989 06/01/1989 102,2
1979 1979 24/02/1979 188,1
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

CARTAS MUNICIPAIS DE SUSCETIBILIDADE


A MOVIMENTOS DE MASSA E ENCHENTES

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Criciúma

Estação Pluviométrica: Içara


Código 02849022

PORTO ALEGRE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

CARTAS MUNICIPAIS DE SUSCETIBILIDADE


A MOVIMENTOS DE MASSA E ENCHENTES

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQÜÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Porto Alegre

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Porto Alegre


Rua Banco da Província, 105 - Bairro Santa Teresa
Porto Alegre - RS - 90.840-030
Telefone: 0(xx)(51)3406-7300
Fax: 0(xx)(51) 3233-7772
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Criciúma. Estação
Pluviométrica: Içara Código 02849022. Adriana B. Weschenfelder; Karine
Pickbrenner e Eber José de Andrade Pinto – Porto Alegre: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II – WESCHENFELDER


A.B.; PICKBRENNER, K. e PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DEPESQUISA DE RECURSOS MINERAIS SERVIÇO


GEOLÓGICO DO BRASIL(CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças


Eduardo Santa Helena
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE PORTO ALEGRE

José Leonardo Silva Andriotti


Superintendente

Marcos Alexandre de Freitas


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

João Angelo Toniolo


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

Ana Claudia Viero


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Alexandre Goulart
Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenaçãodo Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja-Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Karine Pickbrenner-Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder-Sureg/PA
Jean Ricardo da Silvado Nascimento -RETE
José Alexandre Moreira Farias-REFO
Margarida Regueira da Costa-Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato -Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros -Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida-Sureg/BH
ApoioTécnico
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira-Sureg/SP
Jennifer Laís Assano -Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira-Sureg/SP
Juliana Oliveira-Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro-Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso -Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior-Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes -Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes -Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim -REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda-Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros -Sureg/RE
Liomar Santos da Hora-Sureg/SA
Lemia Ribeiro-Sureg/SA
Márcia Faermann -Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira-Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira-Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira-Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira-Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima–RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero-Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a freqüência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Criciúma onde foram utilizados os registros
de precipitações diárias máximas anuais da estação pluviométrica de Içara, código
02849022, operada pela EPAGRI/ANA. Esta estação está localizada a 9 km da sede do
município de Criciúma.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Criciúma e regiões
circunvizinhas.
O município de Criciúma está localizado no estado de Santa Catarina, a 199 km de
Florianópolis, capital do estado. O município possui área de 236 km² e o distrito sede
localiza-se a uma altitude aproximada de 55 m.
A estação de Içara, código 02849022, está localizada na Latitude 28°43'18'' S e
Longitude 49°18'12'' W, insere-se no extremo sul da sub-bacia 84, mais especificamente na
sub-bacia do rio Içara, afluente do rio Urussanga, principal rio da sub-bacia do rio Urussanga,
que faz divisa com a sub-bacia do rio Araranguá.
A estação pluviométrica localiza-se no município vizinho de Içara, aproximadamente
a 9 km da sede do município de Criciúma. Esta estação encontra-se em operação desde 1976
e os dados para definição da equação IDF foram obtidos a partir dos dados diários de
precipitação coletados em um pluviômetro convencional, operado atualmente pela EPAGRI
(Empresa de Pesquisa Agrícola de Santa Catarina).
A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fonte: Google, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da estação Içara código 02849022, foi utilizada a série de precipitações diárias
máximas por ano civil (01/Jan a 31/Dez), apresentada no Anexo I. A distribuição de
frequência ajustada aos dados diários foi a Gumbel, com os parâmetros calculados pelo
método dos momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Weschenfelder, Pickbrenner e Pinto (2013), para a estação de Urussanga, código
02849011, localizada no município de Urussanga, distante aproximadamente 21 km da
estação desagregada Içara.

A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.

2
Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

As equações adotadas para representar a família de curvas da Figura 02 são do tipo:

𝑎𝑇 𝑏
𝑖= (𝑡+𝑐)𝑑
(01)

Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (minutos)
a, b, c, d são parâmetros da equação
No caso de Içara a IDF foi dividida em 2 equações, sendo os parâmetros da equação
os seguintes:
5min ≤ t < 2h
a = 5720,0; b =0,1568; c =32,8; d =1,1179
5720,0𝑇 0,1568
𝑖= (𝑡+32,8)1,1179
(02)

2h ≤ t ≤ 24h
a = 723,6; b =0,1576; c =0; d =0,7343
723,6𝑇 0,1576
𝑖= (𝑡)0,7343
(03)

As equações acima são válidas para tempos de retorno até 100 anos e durações de 5
minutos a 24 horas.

3
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em Criciúma, foi registrada uma Chuva de 65
mm com duração de 45 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
1�
𝑖(𝑡+𝑐)𝑑 𝑏
𝑇=� � (04)
𝑎
A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,
65 mm dividido por 0,75 h é igual a 86,7 mm/h. Substituindo os valores na equação 04
temos:
1�
86,7(45 + 32,8)1,1179 0,1568
𝑇=� � = 75 𝑎𝑛𝑜𝑠
5720,0
O tempo de retorno de 75 anos corresponde a uma probabilidade de que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer de 1,3%, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 86,7 𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,3%
𝑇 75

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH. Estação pluviométrica de Içara. Disponível em:


http://www.google.com/earth. Acesso em 05 de agosto de 2013.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Disponível em:


http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/index.php. Acesso em 05 de agosto de 2013.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

SANTA CATARINA. Secretaria do Estado do Desenvolvimento Social, Urbano e Meio


Ambiente. Codificação dos cursos d’água do Estado de Santa Catarina. Florianópolis: SDS,
2003. 20 mapas.

WESCHENFELDER, A. B., PICKBRENNER K. e PINTO, E. J. A. Atlas Pluviométrico do Brasil.


Equações Intensidade-Duração-Frequência. Estação Pluviográfica: Urussanga, Código
02849011. CPRM. Porto Alegre. Jul., 2013.

4
ANEXO I
Série de Dados Utilizados– Altura de Chuva diária (mm)
Máximos por ano civil (01/Jan a 31/Dez)
Precipitação Máxima
Data
Diária (mm)
20/03/1978 59
15/12/1979 93
04/12/1980 120
06/06/1981 85
02/03/1982 55
12/06/1983 96,6
17/04/1984 72
19/02/1985 68,7
20/06/1990 77,6
14/11/1991 116,4
27/05/1992 90,4
02/07/1993 76
11/05/1994 119,8
26/12/1995 63,1
13/08/1996 98
13/09/1997 60
10/12/1998 92,7
01/10/1999 62,1
29/02/2000 61,3
30/09/2001 99,4
29/10/2002 65,4
01/11/2003 68,2
03/05/2004 124,9
09/08/2005 86,7
19/11/2006 65,4
31/01/2008 99,3
02/01/2009 101,3

5
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

CARTAS MUNICIPAIS DE SUSCETIBILIDADE


A MOVIMENTOS DE MASSA E ENCHENTES

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Florianópolis - SC

Estação Pluviométrica: Florianópolis - INMET,


Código SC - 83897

TERESINA
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

CARTAS MUNICIPAIS DE SUSCETIBILIDADE


A MOVIMENTOS DE MASSA E ENCHENTES

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Residência de Teresina

Copyright @ 2013 CPRM - Residência de Teresina


Rua Goiás, 312 – Frei Serafim
Teresina - PI - 64.001-620
Telefone: 0(xx)(86)3222-4153
Fax: 0(xx)(86) 3223-6188
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Florianópolis/SC. Estação
Pluviométrica: Florianópolis - INMET, Código SC - 83897. Jean Ricardo da Silva
do Nascimento, José Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto.
Teresina, PI: CPRM, 2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - NASCIMENTO, J. R.


S.; FARIAS, J. A. M.; PINTO, E. J. A.
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças

Eduardo Santa Helena


RESIDÊNCIA DE TERESINA

Francisco das Chagas Lages Correia Filho


Chefe da Residência

Carlos Antonio da Luz


Assistente de Hidrologia e Gestão Territorial

Elizangela Soares Amaral


Assistente de Geologia e Recursos Minerais

Francisca de Paula da Silva Braga


Assistente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Thiago Moraes Sousa


Assistente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Mercês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
ApoioTécnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Nayanna Coelho Miranda – RETE
Taciana dos Santos Lima - RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Débora de Sousa Gurgel - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em localidades nas quais existem somente pluviômetros, ou seja, não
existem registros contínuos das precipitações, obtidos com pluviógrafos ou estações
automáticas, as relações IDF serão estabelecidas a partir da desagregação das precipitações
máximas diárias.
As relações IDF são importantíssimas na definição das intensidades de precipitação
associadas a uma frequência de ocorrência, as quais serão utilizadas no dimensionamento de
diversas estruturas de drenagem pluvial ou de aproveitamento dos recursos hídricos.
Também podem ser utilizadas de forma inversa, ou seja, estimar a frequência de um evento
de precipitação ocorrido, definindo se o evento foi raro ou ordinário.
Na definição das relações IDF foram priorizados os municípios onde serão mapeadas,
pela CPRM-Serviço Geológico do Brasil, as áreas suscetíveis a movimentos de massa e
enchentes.
Este relatório, que acompanhará a carta municipal de suscetibilidade, apresenta a
equação IDF estabelecida para o município de Florianópolis/SC onde foram utilizados os
registros de precipitações diárias máximas anuais da estação pluviométrica Florianopólis -
INMET, Código SC - 83897.
1 - INTRODUÇÃO
A equação definida pode ser utilizada no município de Florianópolis/SC.

O município de Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina, e está localizada


na Região Metropolitana conhecida como “Grande Florianópolis”. Essa região tem como
centro a Capital e é constituída por dez municípios que formam uma área urbana contínua,
tendo como consequência um aglomerado populacional significativo para o estado. Os
municípios que a compõe são: Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da
Imperatriz, Governador Celso Ramos, Antônio Carlos, Águas Mornas e São Pedro de
Alcântara. Essa região encontra-se em expansão com os outros municípios que estão no seu
entorno. O município possui área de 675,409 km² e sua população, segundo estimativa do
IBGE para 2013, é de 453.281 habitantes.

A Estação Florianópolis, código SC - 83897, está localizada na Latitude 27° 36' 09,16"S
e Longitude 48°37'13,02"W, no município de Florianópolis/SC. Esta estação pluviométrica
continua em atividade, sendo operada pela INMET . Os dados para definição da equação IDF
foram obtidos a partir dos dados diários de precipitação coletados em pluviômetro modelo
Ville de Paris. A Figura 01 apresenta a localização do município e da estação,
respectivamente.

Figura 01 – Localização do Município e da Estação Pluviométrica. (Fontes: Wikipédia e


Google Earth, 2013)

2 - EQUAÇÃO
A metodologia para definição da equação por desagregação das precipitações diárias
está descrita em detalhes em Pinto (2013). Na definição da equação Intensidade-Duração-
Frequência da Estação Florianópolis - INMET, código SC - 83897, foi utilizada a série de
precipitações diárias máximas anuais, apresentada no Anexo I. A distribuição de frequência
ajustada aos dados diários foi a Exponencial, com os parâmetros calculados pelo método dos
momentos-L.
A desagregação dos quantis diários em outras durações foi efetuada com as relações
entre alturas de chuvas de diferentes durações obtidas com as relações IDF estabelecidas
por Pfafstetter (1982) para o município de Florianópolis/SC.
A Figura 02 apresenta as curvas ajustadas.
1000

TR

100 Anos
95 Anos
90 Anos
85 Anos
80 Anos

100 75 Anos
70 Anos
65 Anos
Intensidade (mm/h)

60 Anos
55 Anos
50 Anos
45 Anos
40 Anos
10 35 Anos
30 Anos
25 Anos
20 Anos
15 Anos
10 Anos
5 Anos
2 Anos
1
0,01 0,1 1 10 100
Duração (Horas)

Figura 02 – Curvas intensidade-duração-frequência

A equação adotada para representar a família de curvas da Figura 02 é do tipo:


𝑖 = ��(𝑎𝐿𝑛(𝑇) + 𝑏). 𝐿𝑛�𝑡 + (𝛿 ⁄60)�� + 𝑐𝐿𝑛(𝑇) + 𝑑�⁄𝑡 (01)
Onde:
i é a intensidade da chuva (mm/h)
T é o tempo de retorno (anos)
t é a duração da precipitação (horas)
a, b, c, d, δ são parâmetros da equação
No caso de São José, para durações de 5 minutos a 1 hora, os parâmetros da equação
são os seguintes:
a = 11,9823; b = 16,0856; c = 17,0421; d = 22,8708 e δ = 13,5
𝑖 = ��(11,9823𝐿𝑛(𝑇) + 16,0856). 𝐿𝑛�𝑡 + (13,5⁄60)�� + 17,0421𝐿𝑛(𝑇) + 22,8708 �⁄𝑡 (02)
Esta equação é válida para tempos de retorno até 100 anos.

Para durações superiores a 1 hora até 24 horas, os parâmetros da equação são os


seguintes:
a = 10,4420; b = 14,0191; c = 17,0179 ; d = 22,8590 e δ = 16
𝑖 = ��(10,4420𝐿𝑛(𝑇) + 14,0191). 𝐿𝑛�𝑡 + (16⁄60)�� + 17,0179𝐿𝑛(𝑇) + 22,8590�⁄𝑡 (03)
A equação acima é válida para tempos de retorno até 100 anos.
3 – EXEMPLO DE APLICAÇÃO
Suponha que em um determinado dia, em São José, foi registrada uma chuva de
45mm com duração de 15 minutos, a qual gerou vários problemas no sistema de drenagem
pluvial da cidade. Qual é o tempo de retorno dessa precipitação?

Resp: Inicialmente, para se calcular o tempo de retorno será necessária a inversão da


equação 01. Dessa forma temos:
𝑖𝑡−𝑏𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�−𝑑
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � 𝑎𝐿𝑛�𝑡+(𝛿 ⁄60)�+𝑐
� (04)

A intensidade da chuva registrada é a altura da chuva dividida pela duração, ou seja,


45mm dividido por 0,25 h é igual a 180 mm/h. Substituindo os valores na equação 04 temos:
180 × 0,25 − 16,0856𝐿𝑛�0,25 + (13,5⁄60)� − 22,8708
𝑇 = 𝑒𝑥𝑝 � � = 66,6 𝑎𝑛𝑜𝑠
11,9823𝐿𝑛�0,25 + (13,5⁄60)� + 17,0421
O tempo de retorno de 66,6 anos corresponde a uma probabilidade de 1,50% que esta
intensidade de chuva seja igualada ou superada em um ano qualquer, ou
1 1
𝑃(𝑖 ≥ 180𝑚𝑚/ℎ) = 100 = 100 = 1,50%
𝑇 66,6
O tempo de retorno do evento ocorrido, 66,6 anos, é superior aos tempos de retorno
utilizados no dimensionamento do sistema de micro drenagem de São José, isto explica os
transtornos gerados no sistema de drenagem pluvial da cidade.

4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOGLE EARTH. Disponível em: http://www.google.com/earth. Acesso em julho de 2013.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Cidades. Disponível em:


http://www.ibge.gov.br/cidadesat/xtras/perfil.php?codmun=420540&search=santa-
catarina|Florianópolis Acesso em julho de 2013.

PFAFSTETTER, Otto. Chuvas intensas no Brasil: relação entre precipitação, duração e


freqüência de chuvas registradas com pluviógrafos em 98 postos meteorológicos. 2. ed. Rio
de Janeiro: Departamento Nacional de Obras de Saneamento, 1982. 426 p.

PINTO, E. J. A. Metodologia para definição das equações Intensidade-Duração-Frequência do


Projeto Atlas Pluviométrico. CPRM. Belo Horizonte. Mar., 2013.

WIKIPEDIA, 2013. Ficheiro – Santa Catarina - Município de São José. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Florian%C3%B3polis Acesso em: julho de 2013.
ANEXO I
Série de Dados Utilizados – Altura de Chuva diária (mm)
Máximo Anual (01/jan a 31/dez)
P Max
Data
Diária
16/03/1962 80
14/01/1963 122
08/10/1964 81,6
26/11/1965 75,8
27/12/1966 87,4
18/12/1967 75,6
12/12/1969 103
31/03/1970 72,6
27/03/1971 85,1
04/08/1972 100,9
21/05/1973 56,9
21/02/1974 86,2
02/02/1975 67,4
16/05/1976 107,4
06/09/1977 123
17/12/1978 94,9
12/11/1983 89,6
26/01/1992 84,2
03/07/1993 75,7
22/02/1994 227,4
21/01/1995 64,2
02/05/1996 135,2
14/09/1997 116
28/04/1998 88
28/10/1999 76,3
01/10/2001 118
30/10/2002 65,4
09/05/2005 103,3
20/11/2006 61,7
18/03/2007 74,2
01/02/2008 216,4
23/04/2009 120,8
19/05/2010 253
22/01/2011 144,4
01/01/2012 82
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E
TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL

PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL


LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Município: Ilhota

Estação Pluviométrica: Ilhota-Jusante,


Código 02648001

RECIFE
2013
PROGRAMA GEOLOGIA DO BRASIL

LEVANTAMENTO DA GEODIVERSIDADE

CARTA DE SUSCETIBILIDADE A MOVIMENTOS


GRAVITACIONAIS DE MASSA E INUNDAÇÃO

ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

EQUAÇÕES INTENSIDADE-DURAÇÃO-FREQUÊNCIA
(Desagregação de Precipitações Diárias)

Executado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM


Superintendência Regional de Recife

Copyright @ 2013 CPRM - Superintendência Regional de Recife


Av. Sul 2291 – Bairro: Afogados
Recife – PE – 50770-011
Telefone: 0(xx)(81)3316-1400
Fax: 0(xx)(81) 3316-1403
http://www.cprm.gov.br

Ficha Catalográfica

Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

Atlas Pluviométrico do Brasil; Equações Intensidade-Duração-Frequência


(Desagregação de Precipitações Diárias). Município: Ilhota. Estação
Pluviométrica: Ilhota-Jusante, Código 02648001. Margarida Regueira da Costa;
José Alexandre Moreira Farias; Eber José de Andrade Pinto – Recife : CPRM,
2013.

10p.; anexos (Série Atlas Pluviométrico do Brasil)

1. Hidrologia 2. Pluviometria 3. Equações IDF 4. I - Título II - COSTA, M. R. da;


FARIAS, J. A. M; e PINTO, E. J. A
CDU : 556.51

Direitos desta edição: CPRM - Serviço Geológico do Brasil e


É permitida a reprodução desta publicação desde que mencionada a fonte
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

MINISTRO DE ESTADO
Edison Lobão

SECRETÁRIO EXECUTIVO
Márcio Pereira Zimmermann

SECRETÁRIO DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Carlos Nogueira da Costa Junior

COMPANHIA DE PESQUISA DE RECURSOS MINERAIS


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM/SGB)

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente
Carlos Nogueira da Costa Junior
Vice-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Conselheiros
Ladice Peixoto
Luiz Gonzaga Baião
Jarbas Raimundo de Aldano Matos
Osvaldo Castanheira
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-Presidente
Manoel Barreto da Rocha Neto
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
Thales de Queiroz Sampaio
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Roberto Ventura Santos

Diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento


Antônio Carlos Bacelar Nunes

Diretor de Administração e Finanças

Eduardo Santa Helena


SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DE RECIFE

José Wilson de Castro Temoteo


Superintendente

Adriano da Silva Santos


Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial

Adeilson Alves Wanderlei


Gerente de Geologia e Recursos Minerais

José Pessoa Veiga Júnior


Gerente de Relações Institucionais e Desenvolvimento

Gilberto Augusto Pinto Ribeiro Junior


Gerente de Administração e Finanças

PROJETO ATLAS PLUVIOMÉTRICO DO BRASIL

Departamento de Hidrologia
Frederico Cláudio Peixinho

Departamento de Gestão Territorial


Cássio Roberto da Silva

Divisão de Hidrologia Aplicada


Achiles Eduardo Guerra Castro Monteiro

Coordenação Executiva do DEHID – Atlas Pluviométrico


Eber José de Andrade Pinto

Coordenação do Projeto Cartas Municipais de Suscetibilidade

Sandra Fernandes da Silva

Coordenadores Regionais do Projeto Atlas Pluviométrico


Andressa Macêdo Silva de Azambuja - Sureg/BE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Karine Pickbrenner - Sureg/PA

Equipe Executora
Adriana Burin Weschenfelder - Sureg/PA
Jean Ricardo da Silva do Nascimento - RETE
José Alexandre Moreira Farias - REFO
Margarida Regueira da Costa - Sureg/RE
Osvalcélio Merês Furtunato - Sureg/SA
Vanesca Sartorelli Medeiros - Sureg/SP
Sistema de Informações Geográficas e Mapa
Ivete Souza de Almeida - Sureg/BH
ApoioTécnico
Debora Gurgel - REFO
Eliane Cristina Godoy Moreira - Sureg/SP
Jennifer Laís Assano - Sureg/SP
João Paulo Vicente Pereira - Sureg/SP
Juliana Oliveira - Sureg/BE
Fabiana Ferreira Cordeiro - Sureg/SP
Luisa Collischonn – Sureg/PA
Murilo Raphael Dias Cardoso - Sureg/GO
Paulo Guilherme de Oliveira Sousa – RETE

Estagiários de Hidrologia
Amanda Elizalde Martins – Sureg/PA
Carolina Macalos – Sureg/PA
Caroline Centeno – Sureg/PA
Cassio Pereira – Sureg/PA
Cláudio Dálio Albuquerque Júnior - Sureg/MA
Diovana Daugs Borges Fortes - Sureg/PA
Fernanda Ribeiro Gonçalves Sotero de Menezes - Sureg/BH
Fernando Lourenço de Souza Junior – Sureg/RE
Glauco Leite de Freitas – Sureg/RE
Ivo Cleiton Costa Bonfim - REFO
João Paulo Lopes Chaves Miranda - Sureg/BH
José Érico Nascimento Barros - Sureg/RE
Liomar Santos da Hora - Sureg/SA
Lemia Ribeiro - Sureg/SA
Márcia Faermann - Sureg/PA
Mariana Carolina Lima de Oliveira - Sureg/BH
Mayara Luiza de Menezes Oliveira - Sureg/MA
Nayara de Lima Oliveira - Sureg/GO
Pedro da Silva Junqueira - Sureg/PA
Rosangela de Castro – Sureg/SP
Taciana dos Santos Lima – RETE
Thais Danielle Oliveira Gasparin – Sureg/SP
Vanessa Romero - Sureg/GO
APRESENTAÇÃO

O projeto Atlas Pluviométrico é uma ação dentro do programa de Levantamentos da


Geodiversidade que tem por objetivo reunir, consolidar e organizar as informações sobre
chuvas obtidas na operação da rede hidrometeorológica nacional.
Dentre os vários objetivos do projeto Atlas Pluviométrico, destaca-se, a definição das
relações intensidade-duração-frequência (IDF). Essas relações serão estabelecidas para os
pontos da rede hidrometeorológica nacional que dispõe de registros contínuos de chuva, ou
seja, estações equipadas com pluviógrafos ou estações automáticas.
Entretanto, em loc