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GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE ALFACE NOS

MATERIAIS DA ESCOMBREIRA DA URGEIRIÇA


Bernardo1, M.; Pinto, F. M.; Roque2, M. A; Santos3, C. A.
1marianassbernardo@hotmail.com; 2Mroque_723@hotmail.com; 3catia948@hotmail.com

Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 8º Ano; Turma B

INTRODUÇÃO
Na região de Canas de Senhorim, de natureza granítica, ocorreu no passado
actividade extractiva de urânio, localizando-se na Urgeiriça a mais importante mina
portuguesa. Investigações várias têm permitido concluir que é moderada a elevada a
concentração de urânio, rádio e radão naquela região.
A escombreira dos rejeitados da Urgeiriça á composta quase exclusivamente pelos
materiais provenientes do tratamento de minérios. Apesar do urânio ter sido quase
todo retirado subsistem na escombreira quantidades elevadas dos materiais da sua
série de decaimento entre os quais o radão.

Localização e representação genérica da


Escombreira da Urgeiriça.
geologia da área em estudo (Ponte and
Pereira, 1991)

No projecto de execução de recuperação ambiental na área mineira da Urgeiriça, ao


qual foi dado parecer favorável pelo Ministério de Ambiente e Ordenamento de
Na Ribeira da Pantanha foi
Território, em 5 de Março de 2005, no ponto 40 é referida a necessidade de ser realizada a recolha de água.

elaborada: “(...) uma carta de riscos e usos condicionados, da área mineira e sua
envolvente, a ser divulgada em campanhas de sensibilização da população. No
seguimento desta, deverá ser implementada sinalização de alerta e proibição do uso
da água para rega e consumo humano, bem como a proibição da utilização dos Local de recolha de material
junto à escombreira.
solos com fins agrícolas”.

Resultados do ensaio preliminar de


germinação e crescimento inicial da
Lactuca sativa.

RESULTADOS

METODOLOGIA A análise dos resultados não permitiu concluir que a presença de materiais

A germinação das sementes é influenciada pela temperatura, pela água e pelo ar. radioactivos no substrato e na água afectam a germinação das sementes da

Com objectivo de observar os resultados da germinação com substracto e água alface. Nesta fase da vida da planta, não foram evidentes as anomalias
daquela região, foram germinados dois lotes de sementes de alface (Lactuca sativa provocadas pelo uso das águas e do solo daquele local para fins agrícolas, o que

L.) em material recolhido junto à escombreira na Urgeiriça, sendo um regado com poderá provocar “enganos” que conduzam a facilidades e poucos cuidados na

água recolhida no local e o outro com água destilada. Como controlo um lote sua utilização.

idêntico foi sujeito a germinação hidropónica com utilização só de água destilada.

Bibliografia
Paulo, C., Pratas, J. and Rodrigues, N., 2005, Callitriche stagnalis Scop. – Potential for phytoremediation. Poster in NATO ASI, Zhitomir,
Ucrânia, (trabalho premiado).
Paulo, C., Pratas, J. e Rodrigues, N., 2006, Fitorremediação: descontaminações com plantas, Revista da Associação de Professores de
Biologia e Geologia, … (in press).
Pratas, J., Rodrigues, N., Paulo, C., 2005, Uranium accumulator plants from the center of Portugal – their potential to phytoremediation.
In: Merkel, B. and Hasche-Berger, A. (Eds.), 2005, Uranium in the Environment: Mining Impact and consequences, Springer-Verlag,
Berlim, 477-482.

APOIO:

1
EFEITO DA COMPACTAÇÃO DO SOLO NA
GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE MANJERICÃO
Cortesão1, D. F.; Pereira2, A. V.; Santos3, J. R.; Sousa4, A. C.
1daniela_cortesão@hotmail.com; 2vanessapereira08@holmail.com;
3joanasantos.10@hotmail.com; 4ana.x-tina@hotmail.com

Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 8º Ano; Turma B

INTRODUÇÃO
A compactação do solo não é uma propriedade mas sim o efeito da variação de
algumas das suas características devido à acção de cargas externas como por
exemplo tráfego de máquinas e ferramentas agrícolas. Solos argilosos e tráfego
intenso de máquinas, são alguns dos factores propícios ao aumento da
compactação do solo principalmente ao nível da sub-superfície.
Em solos compactados ocorre modificação da estrutura e, consequentemente,
alteração das propriedades físicas como aumento da densidade, decréscimo da
macroporosidade e da microporosidade, redução da disponibilidade de água e de As subunidades experimentais.

nutrientes e também a diminuição da difusão de gases no solo. Assim a


compactação do solo interfere na germinação das sementes e no
desenvolvimento das raízes não só porque afecta a superfície de contacto das
estruturas vegetais com a sua fracção sólida, mas também condiciona a RESULTADOS

quantidade de água, ar e nutrientes essenciais para aqueles processos. O


objectivo deste trabalho foi estudar o efeito de diferentes densidades do mesmo
solo sobre a germinação e o desenvolvimento radicular de manjericão (Oncimum
basilicum).

METODOLOGIA
O estudo foi realizado com a utilização de dois tipos de solos um granular
e outro coesivo, para os quais foi determinada a respectiva textura. As
unidades experimentais foram colunas dos solos, acondicionadas em
garrafas de água, em plástico transparente, onde foram colocados lotes de
sementes de manjericão. Para os dois solos foram testadas subunidades
Resultado da germinação nas amostras do local 2.
com as mesmas densidades diferenciadas. As densidades do solo foram
produzidas artificialmente com compressões diferentes sobre a sua
superfície e mantendo constante o teor de humidade. Durante a
experiência foram feitas irrigações idênticas em todos as subunidades
para assegurar o conteúdo de água no solo necessário para o processo de
germinação e crescimento das raízes.

Resultado da germinação nas amostras do local 1.

CONCLUSÃO
Concluiu-se que não só os níveis de compactação, mas também a textura
Local de amostragem 1.
do solo influenciaram a germinação das sementes e o desenvolvimento
radicular inicial das plântulas do manjericão.

Bibliografia
Guimarães, R. M., Medeiros, R. D., Soares, A. A. (2005). Compactação do solo e manejo da água.
On line: www.editora.ufla.br/revista/29_5/art04.pdf
(disponível em 12 de Março de 2006).
Silva, A. D., Gramaxo, F., (2003). Planeta Vivo - Sustentabilidade na Terra. Porto Editora, Porto, 27pp.
Beulter, A. N., Centurion, J. F. (2004). Compactação do solo no desenvolvimento radicular e na produtividade da soja.
On line: http//www.atlas.sct.embrapa.br/pdf/pab2004/junho/39n06a10pdf
(disponível em 10 de Março de 2006).

Local de amostragem 2.

APOIO:

2
EFEITO DE DOSES CRESCENTES DE CLORETO DE
SÓDIO NA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE FEIJOEIRO
Monteiro, C. F.; Silva1, D. F.; Pinto, Sousa2, F. G.
1danyfvieirasilva@yahoo.com.br; 2stnvifuhgihaphg@netcabo.pt

Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 8º Ano; Turma B

INTRODUÇÃO
Dos estudos realizados sobre os efeitos das descargas de água salgada sobre os
solos, as águas subterrâneas, a vegetação e os habitats, aquando da utilização da
água do mar no combate aos incêndios, concluiu-se que os impactes não são
preocupantes.

RESULTADOS

No entanto, alguns ambientalistas defendem que, em situações específicas,


poderão resultar danos económicos de perdas de produção agrícola e danos
ecológicos associados aos impactes provocados em alguns ecossistemas.
No que respeita à sensibilidade dos solos, é admitido por várias investigações
que a deposição de cloreto de sódio pode causar uma concentração de
4% ClNa 2% ClNa 1% ClNa 0,5% ClNa 0% ClNa

elevados valores de sal que podem tornar-se tóxicas para as plantas, sendo
que, com uma concentração de dois a cinco por cento, os solos se tornam
improdutivos.
25

A salinidade é um problema comum para a produtividade agrícola em muitas


partes do mundo, prejudicando a germinação, crescimento e reprodução das 20

18

plantas, sendo a germinação da semente uma das fases mais vulneráveis à


16

salinidade. De forma geral, a germinação tem maior sucesso em ambientes 15


Nº de feijões

livres de sal ou com baixa concentração salina, e há somente poucas halófitas


10
9
que têm a capacidade de germinar com salinidade mais elevada.
Devido ao efeito do sal na germinação de sementes e posterior 5

desenvolvimento das plantas, pretendeu-se determinar os seus efeitos na 2

germinação de sementes de feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.). Em condições 0


0% 0,50% 1% 2%
0

4%
Concentração de Cloreto de Sódio (NaCl)

de temperatura e fotoperíodo constantes procedeu-se à germinação


hidropónica de 25 sementes em diferentes concentrações de NaCl (zero; 0,5;
1,0; 2,0, 4,0 %). Foi contado o número de sementes germinadas e observadas
CONCLUSÃO
características anatómicas desenvolvidas.
Os resultados permitem concluir que as sementes de feijoeiro foram afectadas
pelas concentrações de cloreto de sódio, tendo sido sempre decrescente a
METODOLOGIA
germinação com o aumento de concentração de sal. Assim o uso de água salgada
Devido ao efeito do sal na germinação de sementes e posterior desenvolvimento
no combate a incêndios em Portugal, que é uma técnica usada correntemente
das plantas, pretendeu-se determinar os seus efeitos na germinação de
nalguns países, deverá ser precedido de estudos de pormenor que sustentem
sementes de feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.). Em condições de temperatura e
cientificamente esta matéria.
fotoperíodo constantes procedeu-se à germinação hidropónica de 25 sementes
em diferentes concentrações de NaCl (zero; 0,5; 1,0; 2,0, 4,0 %). Foi contado o
número de sementes germinadas e observadas características anatómicas
desenvolvidas.
Bibliografia
Torres, S. B., Vieira, L. M. (2004). Efeitos da salinidade na germinação e no desenvolvimento de plântulas de pepino.
On line: http://www.abrates.org.br/revista/artigospublicados/indice.php?v=22&n=2 (disponível em 12 de Março de 2006).
Silva, A. D., Gramaxo, F., (2003). Planeta Vivo - Sustentabilidade na Terra. Porto Editora, Porto, 27pp.
Menezes, N. L.; Moraes, G. A. F. (2005). Comportamento de sementes de feijão sob diferentes potenciais osmóticos.
On line:http://www.ufsm.br/ccr/revista/pesquisa/133-04.html (disponível em 10 de Março de 2006).

APOIO:

3
ESTUDO DA ACÇÃO DAS CHUVAS ÁCIDAS SOBRE AS
FOLHAS DE PINHEIRO MANSO, ACÁCIA, OLIVEIRA E
EUCALIPTO
Bento, L. A.; Ferreira, D. S.; Paixão, B. A.; Santos, M. A.; Silva, B.F.
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 7º Ano; Turma C

INTRODUÇÃO
METODOLOGIA
A água pura na superfície terrestre a 20oC tem um pH = 7, vulgarmente
Com o objectivo de avaliar os efeitos do ácido sulfúrico e do ácido nítrico, folhas
designado por pH neutro, mas a água que existe na atmosfera não é
de pinheiro manso (Pinus pinea L.), de acácia (Acacia dealbata Link.), de oliveira
neutra. A chuva é ligeiramente ácida, devido à dissolução do dióxido de
(Olea europaea L.) e de eucalipto (Eucalyptus globulus Labill.) foram submetidas
carbono atmosférico na água. Atendendo apenas a esta dissolução, a
a chuva ácida simulada. Foram utilizadas soluções de ácido sulfúrico e ácido
água da chuva teria um pH aproximadamente de 5,5. Medições
nítrico a diferentes concentrações e como controle foi utilizada água destilada. A
efectuadas em regiões muito industrializadas, sobretudo perto de
“chuva ácida” foi aplicada com pulverizador e os parâmetros observados foram
instalações industriais que queimam carvão ou fuel, revelaram valores de
só os danos externos provocados.
pH para a água da chuva de cerca de 4,3. Este valor de pH é devido, não
As alterações observadas nas folhas permitiram concluir que as espécies em
só à dissolução do dióxido de carbono mas, principalmente, à dissolução
estudo reagem de forma diferenciada à acção das concentrações e ácidos
dos óxidos de enxofre e, em menor escala, à dissolução de óxidos de
utilizados.
azoto que vão formar respectivamente o ácido carbónico, o ácido sulfúrico
e o ácido nítrico.

O PROBLEMA
As chuvas ácidas constituem um problema ambiental pois, além de
poderem ser transportadas para locais onde não existe queima de
combustíveis, provocam também muitos problemas na vida terrestre:
nos organismos vivos, no solo e até mesmo em construções e outros
materiais.
Estudos sobre o efeito das chuvas ácidas têm demonstrado que estas
destroem florestas não só por tornarem o solo ácido e provocarem a
sua meteorização, mas também por danificarem as folhas. Ao nível
das folhas as chuva ácidas afectam a sua estrutura e causam o
colapso do tecido vegetal.

Acacia dealbata Link.

Eucalyptus globulus Labill.

CONCLUSÃO
As alterações observadas nas folhas permitiram concluir que as espécies em
Pinus pinea L.
estudo reagem de forma diferenciada à acção das concentrações e ácidos
utilizados

Bibliografia
Quercus (2005). Protocolo de Gotemburgo entrou em vigor. On line:http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=1483&iLingua=1
(disponível em 12 de Março de 2006).
Meira, R. (2002). Chuvas ácidas. On line: http://www.rudzerhost.com/ambiente/chuvas.htm
(disponível em 10 de Março de 2006).
Silva, A. D., Gramaxo, F., (2003). Planeta Vivo - Sustentabilidade na Terra. Porto Editora, Porto, 69pp.

Olea europaea L.

APOIO:

4
O QUE É O EFEITO DE ESTUFA?
Cortesão, J. C.; Faria, D.; Ferreira, C.F.
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 7º Ano; Turma A

INTRODUÇÃO
Durante o dia, parte da energia solar é captada pela superfície da Terra e
absorvida, outra parte é irradiada para a atmosfera. Os gases naturais
que existem na atmosfera funcionam como uma capa protectora que
impede a dispersão total desse calor para o espaço exterior, evitando
que durante o período nocturno se perca calor e assim o nosso planeta
permanece quente.

O QUE ACONTECE?
A radiação solar que chega ao topo da atmosfera e nela penetra vai ser,
em parte, absorvida (pelos gases atmosféricos e vapor de água),
difundida (pelas moléculas dos gases atmosféricos e pelas partículas em
suspensão no ar) e reflectida (principalmente pelas núvens). Só cerca de
47% da radiação que chega ao topo da atmosfera é que alcança a
superfície terrestre. Essa radiação corresponde quase totalmente a
radiação visível.
O globo depois de aquecido também emite radiação mas no domínio dos
infravermelhos. Esta radiação é praticamente absorvida na totalidade por
alguns gases da atmosfera (dióxido de carbono, metano, vapor de água e
óxido nitroso) que por sua vez também os irradiam nesses mesmos
comprimentos de onda. De forma simples pode-se considerar que efeito
de estufa se baseia na “transformação” de comprimentos de onda: a A aplicação do princípio do efeito de estufa na agricultura.
(http://www.ep-agricultura-cister.rcts.pt/c-explo.htm)
atmosfera e o globo recebem radiação de pequenos comprimentos de
onda e “transformam-na” em radiação de grandes comprimentos de onda.
Deste modo a superfície do globo está em equilíbrio com a radiação que
recebe do Sol e a quantidade equivalente que ela devolve sob a forma de
radiação infravermelha.

CONCLUSÃO
Se não existisse efeito de estufa, a temperatura da superfície terrestre
seria, em média, cerca de 34ºC mais fria do que é hoje. O efeito de
estufa gerado pela natureza é, portanto, não apenas benéfico, mas
imprescindível para a manutenção da vida sobre a Terra mas se a
composição dos gases da atmosfera, mais propriamente dos gases
do efeito de estufa, for alterada, para mais ou para menos, o equilíbrio
térmico da Terra sofrerá conjuntamente.
Os processos do efeito de estufa.
(http://www.rudzerhost.com/ambiente/estufa.htm)

Bibliografia
Meira, R. (2002). Efeito de Estufa.On line:http://www.rudzerhost.com/ambiente/estufa.htm
O mecanismo de retenção de calor na Terra é semelhante ao de uma estufa (disponível em 13 de Março de 2006).
Pereira, C. (2000). Alterações Climáticas. On line:http:www.naturlik.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=4057&ilingua=1
(disponível em 15 de Março de 2006).
de plantas com tecto de vidro ou cobertura de plástico, permitindo que a Silva, A. D., Gramaxo, F., (2003). Planeta Vivo - Sustentabilidade na Terra. Porto Editora, Porto, 67pp.

energia luminosa penetre na atmosfera e impedindo que a radiação


proveniente da superfície aquecida do planeta se dissipe.

APOIO:

5
OZONO NA ESTRATOSFERA = CAMADA DE OZONO
Fonseca, R. I.; Maia, J.; Salgado, D. F.
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 7º Ano; Turma B

INTRODUÇÃO
O ozono é um gás que existe na atmosfera, constituído por três atómos
de oxigénio (O3). O ozono é muito menos comum na atmosfera do que o
oxigénio normal mas, apesar de existir em quantidades reduzidas
(0,0001%), desempenha um papel fundamental para assegurar a vida na
Terra, pois tem a capacidade de absorver grande parte da radiação
ultravioleta, impedindo-a de atingir a superfície do planeta, onde pode
provocar efeitos nocivos ou até mesmo mortais nos seres vivos:
alterações do ADN, do sistema imunitário e da visão.
Cerca de 90% do ozono concentra-se na estratosfera, entre 10 a 50km
acima da superfície terrestre; mas as maiores concentrações aparecem a
altitudes aproximadamente entre 15 e 35km, constituindo o que se
convencionou chamar “Camada de Ozono”.

Formação do O3.

FORMAÇÃO DO OZONO ESTRATOSFÉRICO Localização da camada de ozono na atmosfera.

O ozono estratosférico forma-se por acção da radiação solar ultravioleta


nas moléculas de oxigénio (O2) num processo designado por fotólise: as
moléculas de oxigénio são quebradas, dando origem a átomos de
oxigénio que, por sua vez, se combinam com outras moléculas de
oxigénio para formar a molécula triatómica de ozono. Simultaneamente,
também por influência da radiação ultravioleta, o ozono é dissociado em
oxigénio e átomos de oxigénio que reagem com ozono formando
Dia 25 de Março de 2005
moléculas biatómicas. A quantidade de ozono presente na estratosfera
é assim mantida num equilíbrio dinâmico, por processos naturais,
através dos quais é continuamente formado e destruído.
Durante os últimos 20 anos observou-se uma redução gradual da
camada de ozono, principalmente nas latitudes médias e altas devido,
em grande parte, à destruição do ozono por compostos químicos
resultantes das actividades humanas, não só os hidrocarbonetos
totalmente clorofluorados (CFC) e, em menor escala, os
A camada de ozono em Portugal (fonte Instituto de Metereologia - Portugal).
hidrocarbonetos parcialmente clorofluorados (HCFC) (provenientes da
refrigeração, produção de espumas expandidas, aerossóis e solventes),
mas também o brometo de metilo proveniente da fumigação dos solos CONCLUSÃO

na agricultura e da queima da biomassa. A redução do ozono da estratosfera provoca um aumento da radiação

A redução do ozono da estratosfera provoca um aumento da radiação Ultravioleta-B que atravessa a atmosfera e atinge a superfície terrestre. O

Ultravioleta-B que atravessa a atmosfera e atinge a superfície terrestre. crescimento do nível de radiação UV tem consequências nefastas no

O crescimento do nível de radiação UV tem consequências nefastas no aumento da incidência de cancro da pele e nas cataratas, além dos efeitos

aumento da incidência de cancro da pele e nas cataratas, além dos ao nível das alterações climáticas e dos danos nos ecossistemas.

efeitos ao nível das alterações climáticas e dos danos nos ecossistemas

Bibliografia
Reis, M. C. (2004). A camada de ozono. On line:http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2166&iLingua=1
(disponível em 12 de Março de 2006).
Silva, A. D., Gramaxo, F., (2003). Planeta Vivo - Sustentabilidade na Terra. Porto Editora, Porto, 71pp.
Tente, H. (2001). O(zono) Pesadelo de uns dias de Verão. On line: http//www.naturlik.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=6016&iLingua=1
(disponível em 10 de Março de 2006.)

APOIO:

6
O OZONO NA TROPOSFERA
Abrantes1, J. P., Antunes2, E. M.; Moreira3, J. P.
1Pimenta. Abrantes.@clix.pt; 2Erico_Antunes_10@10hotmail.com; 3jooboo_26@hotmail.com
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 7º Ano; Turma B

INTRODUÇÃO
A troposfera é a camada atmosférica imediatamente acima da superfície da
Terra, onde as condições meteorológicas e a vida humana ocorrem. O ozono,
que é um gás incolor cujas moléculas são formadas por três átomos de
oxigénio, existe na estratosfera (camada da atmosfera exterior à troposfera),
onde é útil à vida, formando a camada de ozono que serve de filtro à radiação
ultravioleta. Mas o ozono também está presente na troposfera, onde é nocivo e,
em níveis elevados, pode provocar danos: à saúde humana (provocando tosse,
dor de cabeça, náuseas, dores peitorais, falta de ar, irritações oculares e danos
na função pulmonar), aos ecossistemas (reduzindo a produção agrícola e
florestal e o crescimento da vegetação natural e semi-natural) e aos materiais e
construções (causando fragilidade, fendas e outras alterações químicas).

FORMAÇÃO DO OZONO TROPOSFÉRICO


O ozono troposférico, vulgarmente conhecido como o “ozono mau”, não é
emitido directamente em quantidades significativas pelas actividades
humanas; resulta maioritariamente da interacção entre radiação solar,
oxigénio e poluentes precursores, principalmente óxidos de azoto, monóxido
de carbono, metano e compostos orgânicos voláteis não metânicos. A reacção
destes compostos com a luz solar produz o chamado “smog fotoquímico”, cuja
característica principal é a presença de O3 na troposfera. Os valores mais
O smog cai sobre as cidades com maiores problemas de poluição na forma
elevados ocorrem usualmente nos dias de maior luminosidade, de maiores de uma bruma opaca, geralmente meio escura.

temperaturas e de grande estabilidade atmosférica junto à superfície, visto


favorecerem a acumulação destes poluentes em certas zonas.

CONCLUSÃO
As consequências na saúde variam consoante os níveis de
ozono, a duração da exposição e o volume de ar inalado.
Durante um episódio de poluição de ozono, no caso de ser
ultrapassado o limiar de informação à população (180µg/m3), Emissões orgânicas

as pessoas mais sensíveis devem, não só reduzir ao mínimo a O ciclo completo de oxidação do ozono
actividade física intensa ao ar livre, mas também evitar outros
factores de risco, tais como fumar ou utilizar produtos irritantes Bibliografia
Fulgêncio, C. (2003). Violação dos limites do ozono troposférico. On line:http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=5908&iLingua=1
(disponível em 10 de Março de 2006)
(ex: gasolina, tintas, vernizes). No caso de ser ultrapassado o Reis, M. C. (2004). A camada de ozono. On line:http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2166&iLingua=1
(disponível em 12 de Março de 2006).
limiar de alerta (240µg/m3), toda a população será avisada e Silva, A. D., Gramaxo, F., (2003). Planeta Vivo - Sustentabilidade na Terra. Porto Editora, Porto, 71pp.
Tente, H. (2001). O(zono) Pesadelo de uns dias de Verão. On line: http//www.naturlik.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=6016&iLingua=1 (disponível
em 10 de Março de 2006).
deverá seguir as indicações atrás referidas.

APOIO:

7
O BURACO DO OZONO
Alves, D. V.; Pinto, R. F.; Ramos, J. M.; Silva, T. S.
Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de S. Silvestre; 7º Ano; Turma B

INTRODUÇÃO
Nos anos 80, confirmou-se a destruição progressiva da camada do ozono,
com a sua consequente rarefacção, designada por buraco do ozono. Apesar
30 de Setembro de 2000
dos gases que prejudicam a camada de ozono serem emitidos em todo o 30 de Setembro de 2001
mundo - 90% no hemisfério norte e principalmente resultantes da actividade
humana - é na Antárctida que a falha na camada de ozono, que se abre
anualmente de Setembro até Dezembro, é maior.

30 de Setembro de 2003

30 de Setembro de 2002
31 de Julho de 2005

31 de Agosto 2005

30 de Setembro de 2005
30 de Setembro de 2004

31 de Outubro de 2005

30 de Setembro de 2005

São diversas as substâncias químicas que reagem com o ozono,


destruindo-o, mas o efeito mais destrutivo é provocado pelos
clorofluocarbonetos (CFCs) e o brometo de metilo. A sua estabilidade
30 de Novembro de 2005 31 de Dezembro de 2005
permite-lhes atingir a estratosfera inalterados, sendo só então quebradas
as suas moléculas por acção da radiação UV e libertados os radicais (de
cloro ou bromo). Cada átomo de cloro e bromo reage com o ozono,
levando à formação dos respectivos monóxidos e oxigénio (O2). Como os
monóxidos não são estáveis, reagem rapidamente com o oxigénio
atómico (O), originando mais uma molécula de oxigénio e libertando o
cloro e o bromo para uma nova reacção de degradação de moléculas de
ozono. Nesta reacção em cadeia, cada átomo de cloro e bromo pode

FORMAÇÃO DO BURACO DE OZONO destruir 100 000 moléculas de ozono, antes de ser destruído, o que pode

O buraco do ozono não se restringe à Antárctida. Um efeito similar, mas levar mais de 100 anos.

mais fraco, tem sido detectado no Árctico e também noutras regiões do A combinação das reacções de destruição de moléculas de ozono, com a

planeta. A camada de ozono tem ficado mais fina, permitindo a libertação de mais de um milhão de toneladas de CFCs por ano, coloca a

intensificação dos raios UV e o aparecimento de novos buracos que perda da camada de ozono como uma das mais problemáticas questões

poderão surgir sobre qualquer latitude. criadas pelo Homem.

A área do buraco de ozono é definida como o tamanho da região cujo


CONCLUSÃO
ozono está abaixo das 220 unidades Dobson (DUs - unidade de medida
As emissões, à escala mundial de CFC's e de brometo de metilo, podem
que descreve a espessura da camada de ozono numa coluna directamente
deteriorar a camada de ozono, de modo a existir risco de efeitos nocivos
acima de onde são feitas as medições) e que corresponde a 2,20mm.
para a saúde do homem e para o ambiente em geral. Mais de cem países
já ratificaram a Convenção de Viena para a protecção da camada de
oxono e o Protocolo de Montreal. Este Protocolo estabelece o controlo da
produção e consumo de cerca de 90 substâncias que deterioram a
Média global de ozono: 300 DU=3 mm Média do buraco de ozono: 100 DU=1 mm
camada de ozono.

Bibliografia
Reis, M. C. (2004). A camada de ozono. On line:http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=2166&iLingua=1
(disponível em 12 de Março de 2006).
Silva, A. D., Gramaxo, F., (2003). Planeta Vivo - Sustentabilidade na Terra. Porto Editora, Porto, 71pp.
Tente, H. (2001). O(zono) Pesadelo de uns dias de Verão. On line: http//www.naturlik.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=6016&iLingua=1
(disponível em 10 de Março de 2006).

APOIO: