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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA


EQM 036 - TRANSFERÊNCIA DE MASSA

ANÁLISE DA ADEQUAÇÃO DOS MODELOS DE ADSORÇÃO DE FREUNDLICH E


LANGMUIR À ADSORÇÃO DE ÁCIDO ACÉTICO EM CARVÃO ATIVADO

GABRIELA FERREIRA VIEIRA


ISABELA FERREIRA VIEIRA
LAIS BARBOSA DE ALMEIDA

BELO HORIZONTE
27 de Março de 2018
RESUMO

A adsorção constitui-se em um processo de separação em que componentes de uma fase


fluida (sólido, líquido ou gás) aderem-se à superfície de um sólido adsorvente sem
adentrarem nessa superfície. A adsorção pode ser física ou química. O processo de
adsorção pode ser observado ao deixar o adsorvente (ácido acético) em contato com o
adsorvato (carvão ativado) ajustando os dados obtidos as isotermas de Langmuir e de
Freundlich. Neste experimento soluções de diferentes concentrações de ácido acético
foram colocadas em contato com 1 g de carvão ativado cada uma deixadas para reagir
durante 30 minutos a fim de se observar a absorção do ácido acético. Após os 30 minutos,
as soluções ácidas foram tituladas com o intuito de determinar a nova concentração de
ácido acético e assim saber o quanto de ácido foi adsorvido pelo carvão. Para a construção
da curva de Langmuir foram obtidos pontos cujas abscissas fossem o inverso da
concentração do soluto no equilíbrio (1/C), ou seja, do ácido acético e as ordenadas fossem
o inverso da razão da massa do soluto adsorvida pela massa de adsorvente (1/(x/m)).
Enquanto para a construção da curva de Freundlich foram obtidos pontos das ordenadas
equivalentes a razão massa do soluto adsorvida pela massa de adsorvente (x/m) e pontos
cujas abcissas fossem (1/C) ou seja o inverso da concentração. As isotermas de Freundlich
e de Langmuir tiveram coeficientes de correlação equivalentes a 0,8795 e ​0,7622.
Analisando ambas as isotermas ajustadas, pode ser visto que a adsorção de ácido acético
pelo sólido aumenta com o aumento das concentrações de ácido acético. Por fim,
conclui-se que, a partir deste experimento, não foi possível atestar bom grau de adequação
dos modelos para representar o comportamento da adsorção analisada apesar de
referências bibliográficas indicarem grau de adequação satisfatório.

Palavras chave: Ácido acético; Adsorção física; Carvão ativado; Isoterma de Freundlich;
Isoterma de Langmuir.
1. Introdução

Considerando o sistema sólido-líquido e sólido-gás, a adsorção constitui-se em um


processo de separação em que componentes de uma fase fluida são transferidos para a
superfície de um sólido adsorvente (MCCABE et al., 1993). A substância com capacidade
de reter quantidades significativas de outras substâncias na superfície é chamada de
adsorvente, enquanto a substância que é adsorvida é chamada de adsorvato (FREITAS,
2005).
Bons adsorventes devem ter tamanho de poro maior que o tamanho molecular do adsorvato
(chamado "poro efetivo") e elevada área superficial. Exemplos de bons adsorventes são o
carvão ativado, que pode ser obtido a partir de uma gama de fontes orgânicas, tem uma
superfície altamente rugosa (maior área superficial) e apresenta uma vasta distribuição de
tamanho de poro (CHIANG et al., 1999); e as zeólitas, que podem ser naturais ou sintéticas
e que apresentam a propriedade de 'peneira molecular' (NETTO, 2011).
A adsorção pode ser física ou química e o processo é governado por um grande número de
interações na região interfacial envolvendo muitas variáveis tais como a solubilidade e a
carga superficial do sólido, o pH, a temperatura da solução e a própria estrutura da espécie
química que se adsorve (PENHA et al, 2001).
A adsorção física envolve forças intermoleculares fracas, que inclui as forças de van der
Waals (dispersão-repulsão) e interações eletrostáticas incluindo polarização, dipolo e
interação quadrupolo. As forças de van der Waals sempre estão presentes, enquanto as
interações eletrostáticas são significativas somente no caso de adsorventes como as
zeólitas, que possuem uma estrutura iônica. Na adsorção química há a formação de
ligações químicas entre a superfície do adsorvente e o composto adsorvido. A tabela 1
indica as principais diferenças entre a adsorção física e a química (RUTHVEN, 1984).

Tabela 1:​ Principais diferenças entre adsorção física e adsorção química


Adsorção física Adsorção química

Baixo calor de adsorção (2 ou 3 vezes Alto calor de adsorção (2 ou 3 vezes maior


menor que o calor latente de vaporização) que o calor latente de vaporização)

Não específica Altamente específica

Monocamada ou multicamada Somente monocamada

Nenhuma dissociação das espécies Pode envolver dissociação


adsorvidas

Significante somente a temperaturas Possível em uma ampla faixa de


relativamente baixas temperatura

Rápida, não ativada, reversível Ativada; pode ser lenta e irreversível

Sem transferência de elétrons. Polarização Transferência de elétrons com formação de


do adsorvato pode ocorrer ligações entre adsorvato e adsorvente
Fonte: RUTHVEN, 1984
A isoterma de adsorção é o método utilizado para avaliar o mecanismo de adsorção. São
equações matemáticas que representam a quantidade de um determinado soluto adsorvido
por uma superfície adsorvente, em função da concentração de equilíbrio do soluto. Para se
construir uma isoterma de adsorção coloca-se em contato a solução contendo o
componente a ser adsorvido em diferentes concentrações iniciais e em temperatura
constante até o equilíbrio, determinando-se assim a quantidade de material adsorvido (DIAS
et al., 2001,(VEGLIO et al, 2003).
Os modelos de isoterma de Langmuir e de Freundlich são os mais comumente utilizados na
literatura (PEREIRA et al, 2009). O modelo de isoterma de Langmuir assume que todas as
forças que atuam na adsorção são similares em natureza àquelas que envolvem uma
reação química e que a sorção se resume em uma única camada de moléculas da
substância sobre a superfície das partículas sólidas (TAGLIAFERRO et al, 2010).
A isoterma de Langmuir é, então, descrita pelas Equações 1 e 2 ​(FIGUEIREDO et al.,
2018):

x (x/m)º bC
m = 1 + bC ​(1)

1 1 1 1
(x/m) = b(x/m)º C + (x/m)ºC ​(2)

Em que:
- x é a massa de soluto adsorvida;
- m é a massa do adsorvente;
- C é a concentração do soluto no equilíbrio;
- (x/m)0 é um parâmetro que representa a cobertura de adsorvato em uma
monocamada (a máxima adsorção possível);
- b é o parâmetro relacionado com a energia de adsorção (constante de equilíbrio),
que corresponde à afinidade entre a superfície do adsorvente e o soluto.

A isoterma de Freundlich é uma relação, puramente empírica, que descreve a adsorção em


uma ampla variedade de sistemas e corresponde a uma distribuição exponencial de calores
de adsorção (FREITAS, 2005). Este modelo considera que a adsorção ocorre em
multicamadas e é útil para descrever a adsorção em superfícies altamente heterogêneas
(TAGILAFERRO et al, 2010). Ele é apresentado nas Equações 3 e 4, esta última na sua
forma linearizada (FIGUEIREDO et al., 2017):

x
m =​k cn ​(3)
log( mx )= logk + nlogC (4)

em que x, m e C têm o mesmo significado daqueles já definidos para a isoterma de


Langmuir; k e n são constantes de Freundlich que dependem de diversos fatores
experimentais e estão relacionadas à capacidade e intensidade da adsorção (FREITAS,
2005).
No presente experimento, os modelos são usados para descrever a adsorção de um líquido
em uma superfície sólida. Entretanto, o modelo de Langmuir foi baseado no comportamento
de gases ideais, assim ele considera baixa interação entre as moléculas do adsorvato.
Dessa forma, para que o sistema sólido-líquido ajuste-se bem ao modelo é importante que
as interações intermoleculares não apresentem magnitude consideravelmente elevada e
que o adsorvente seja insolúvel no adsorvato (GHABBOUR e DAVIES, 2011).O modelo de
Freundlich, por sua vez, é um modelo experimental e que não é capaz de descrever de
maneira adequada o comportamento de isotermas sólido/gás (KUMAR et al., 2010).

2. Objetivo

Os objetivos deste experimento foram analisar a adsorção do ácido acético no carvão


ativado e além disso verificar o ajuste dos modelos de Langmuir e Freundlich aos dados
experimentais coletados.

3. Materiais e métodos

Utilizou-se uma solução ácido acético 1 M com a finalidade de preparar 6 soluções diluídas
de ácido acético em balões de 50 mL. Em seguida pipetou-se os balões volumétricos
correspondentes a 1, 2, 5, 10, 15 e 25 mL de ácido acético 1 M e esses balões foram
enchidos com água destilada até a sua marca.

As soluções diluídas de ácido acético presentes nos balões volumétricos foram transferidas
com o auxílio de uma pipeta para 6 erlenmeyers de 250 mL contendo 1 g de carvão ativado
cada um deles. A adsorção foi observada durante a espera de 30 minutos para que a
reação ocorresse por completo sendo cada Erlenmeyer agitado manualmente a cada 5
minutos. Cada sistema foi mantido fechado por um filme plástico.

Uma alíquota de 5 mL de cada solução de ácido acético foi pipetada com o propósito de
serem tituladas com uma solução 1 M de NaOH e 2 gotas de fenolftaleína. Após as
repetições das titulações, calculou-se a média dos valores dos volumes e concentrações
obtidos em duplicata.

Concomitantemente à espera de 30 minutos as soluções foram deixadas em repouso para


decantar. Por fim as soluções foram colocadas em contato com um papel de filtro em um
funil, filtradas desde as mais diluídas até as mais concentradas. Obteve-se o volume de 10
mL de cada amostra filtrada seguindo uma ordem, primeiro titulou-se com NaOH padrão 1
M as amostras número 1 , 2 e 3 (mais diluídas) . Logo em seguida mediu-se 2 mL das
amostras número 4,5 e 6 e a titulação foi realizada. Os respectivos valores de volumes
gastos nas titulações foram anotados e posteriormente as concentrações das soluções
diluídas foram calculadas. Dessa forma a quantidade de ácido acético absorvida pelo
carvão ativado pôde ser determinada.
4. Resultados e discussão

A análise da adequação dos modelos de Freundlich e de Langmuir para a representação


do experimento é feita por meio da construção das isotermas de cada modelo. É, então,
analisado o coeficiente de regressão, R​2 obtido para cada uma dessas curvas. Quanto mais
próximo a 1 for este coeficiente, melhor o modelo para a descrição do experimento. As
Figuras 1 e 2 apresentam, respectivamente, a isoterma de Langmuir e de Freundlich, sendo
que a metodologia para construir as curvas está descrita no Anexo A.

Figura 1:​ Ajuste de dados para isoterma de Langmuir


Fonte: autores do relatório
Figura 2:​ Ajuste de dados para isoterma de Freundlich
Fonte: autores do relatório

A Tabela 2 apresenta os coeficientes de regressão linear para cada modelo assim como o
coeficiente de inclinação da reta, A, e o termo constante da equação linearizada, B.

Tabela 2: ​Parâmetros obtidos pela regressão linear em cada modelo de adsorção


Modelo A B R​2

Langmuir 0,3566 11,571 0,7622

Freundlich 0,4606 -0,7487 0,8795


FONTE: autores do relatório.

De maneira geral, é comum assumir na estatística que regressões cujos coeficientes são
maiores que 0,99 são representações adequadas do fenômeno em estudo. No caso deste
experimento, os baixos valores do coeficiente de regressão podem originar-se de dois
quesitos.
O primeiro deles seria o fato de o modelo usado no experimento não ser capaz de
representar de maneira satisfatória o comportamento do fenômeno em análise. Nesta
situação, uma ou mais das hipóteses assumidas para a construção do modelo estariam
inadequadas ao contexto. No caso do modelo de Langmuir, a consideração inicial de que a
adsorção é feita em monocamada e/ou a de que a energia de uma espécie adsorvida é a
mesma em qualquer ponto da superfície estaria equivocada. Já no caso de Freundlich, a
consideração principal é que a adsorção pode ocorrer em multicamadas. Assim, o baixo
valor de R​2​ pode ser usado para contestar esta hipótese.
O segundo aspecto que poderia implicar baixos valores de R​2 está associado a dificuldades
de o grupo de conduzir a prática, o que acarreta erros de medição de volumes usados nas
titulações, por exemplo, e implica consequentemente em acúmulo de erros durante o
tratamento de dados e grande desvio do esperado no final do processo.
Para se analisar qual seria a principal fonte de erro possível, foi verificado com alunos que
realizaram este experimento em semestres anteriores quais valores de coeficiente de
regressão eles obtiveram. Os dados expressos na Tabela 3 e 4 representam,
respectivamente, os parâmetros obtidos por grupos no primeiro semestre de 2017 e no
segundo semestre.

Tabela 3: ​Parâmetros obtidos para experimento de adsorção realizado no segundo


semestre de 2017
Modelo A B R​2

Langmuir 0,6884 1,8206 0,9985

Freundlich 0,8059 -0,1736 0,9947


Fonte: MARIANO et. al., 2017.

Tabela 4: ​Parâmetros obtidos para experimento de adsorção realizado no segundo


semestre de 2017
Modelo A B R​2

Langmuir 0,6646 5,9412 0,9409

Freundlich 0,9150 -5,4022 0,9964


Fonte: ALVES et. al., 2017.

Uma vez que não houve variação na metodologia do experimento, esperava-se obter
resultados similares no experimento realizado em 2017 e em 2018. Como os resultados dos
dois semestres de 2017 foram parecidos, pode-se inferir que os resultados destoantes
obtidos em 2018 devem-se, em certa parte, a erros de condução do experimento.
Provavelmente, o principal erro que afetou o resultado final do experimento é referente à
titulação. Esta passou do ponto considerado ideal, ou seja, mais base foi usada para
neutralizar o ácido do que era necessário. Assim,os cálculos indicaram maior concentração
de ácido do que de fato havia na prática. Dessa forma, os pontos usados para construir as
isotermas de adsorção não correspondem de fato à adsorção do ácido e, assim, é plausível
esperar que os modelos não apresentem boa adequação para representar os dados
experimentais. Esta hipótese é corroborada pelo fato de as soluções tituladas terem
apresentado cor rosa forte e não rosa suave, o que indica que mais base foi usada do que o
necessário. A Figura 3 ​apresenta uma das soluções tituladas em que é possível ver a
coloração forte.
Figura 3: ​Solução de ácido acético titulada com solução de hidróxido de sódio
Fonte: autores do relatório.

Os resultados de 2017 permitem inferir que a adequação dos modelos de Langmuir e de


Freundlich é satisfatória devido ao elevado valor de R​2​, mas os resultados do experimento
de 2018 não podem ser usados para validar essa hipótese. A boa adequação de ambos os
modelos era esperada, uma vez que ambos podem ser usados para sistemas líquidos. Em
relação à qual deles apresenta melhor adequação, o resultado do experimento de 2018 em
análise indicou que o modelo de Freundlich era melhor, assim como o experimento
realizado no segundo semestre de 2017. A melhor adequação do modelo de Freundlich era
esperada previamente, uma vez que este modelo é empírico enquanto o modelo de
Langmuir apresenta base teórica (SPOSITO,1980). Porém, como ambos os modelos
apresentaram coeficientes de regressão alto e próximos nos experimentos anteriores, há
grandes indícios de que a adsorção do ácido acético no carvão foi híbrida, com deposição
predominante em multicamada.
Conforme a Equação 2, os parâmetros da regressão linear do modelo de Langmuir podem
ser usados para o cálculo da máxima adsorção possível e do parâmetro relacionado à
energia de adsorção. As contas envolvidas neste processo estão disponíveis no Anexo A.
O parâmetro (x/m)º indica a cobertura de adsorvato em uma monocamada, ou seja, a
máxima adsorção possível. O valor determinado no experimento foi de 0,0864. Assim, para
cada 1g de carvão, o massa máxima adsorvida de ácido acético é de 0,0864 g. Este valor
foi muito próximo ao disponível na literatura, 0,084 (ZUIM,2010).
Quanto ao parâmetro b, o valor determinado, 32,4567, distancia-se bastante do valor
calculado por grupos que fizeram esta experiência anteriormente, que foi 2,5858 (CAMPOS,
2017) e indica elevada energia de ligação entre o ácido acético e o carvão ativado.
Já o parâmetro k, cujo cálculo está descrito no Anexo A, relaciona-se à capacidade de
adsorção. Assim, quanto maior o valor deste, maior a capacidade de adsorção do material
adsorvente. O resultado prático indica o valor de 0,1784 para este parâmetro. A referência
encontrada indica o valor de 0,6663 para este parâmetro (MARIANO, 2017). Esse valor
distancia-se em certo grau do obtido neste experimento, o que já era esperado, pois a
referência trabalhou com dados que forneceram um ajuste significativamente melhor, com
coeficiente de regressão de 0,9947.
O parâmetro n, por sua vez, relaciona-se qualitativamente à distribuição de sítios
energéticos no carvão ativado (SPOSITO, 1989) . Valores de 1/n podem demonstrar se o
processo de adsorção é favorável (valores entre 0 e 1) ou desfavorável acima de 1
(LÁZARO et al., 2008). No caso carvão em estudo, o valor de 1/n foi de 2,17, podendo-se
considerar que a adsorção do ácido acético no carvão ativado foi desfavorável.
Quando n=1, todos os sítios energéticos se equivalem e os dados podem ser ajustados ao
modelo teórico de Langmuir. Entretanto, quando n≠1 a distribuição dos sítios energéticos
tende a variar com a densidade de adsorção. Quanto maior o valor de n maior a
heterogeneidade dos sítios de adsorção (SPOSITO, 1980). Desta forma, como n obtido no
experimento foi diferente de 1, é coerente obter um baixo valor para o coeficiente de
regressão no modelo de Langmuir.

5. Conclusão

Com a realização desse experimento foi possível analisar a adsorção do ácido acético no
carvão ativado. No entanto, como as isotermas de Langmuir e de Freundlich apresentaram
coeficientes de correlação distantes de 1,0 o objetivo de verificar o ajuste dos modelos de
Langmuir e Freundlich aos dados experimentais não foi atingido com êxito. Como somente
experimentos idênticos foram comparados não foi possível saber se esse experimento se
adequaria a outras espécies químicas diferentes do ácido acético por exemplo.

6. Referências bibliográficas

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Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2017.

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DIAS, N.M.P.; ALLEONI, L.R.F; CASAGRANDE, J.C.; CAMARGO, O.A. Isotermas de


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LÁZARO, D. A.; MANSUR, M. B.; FRANCA, A. S.; OLIVEIRA, L. S.; ROCHA, S. D. F.


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MARIANO, K., PINTO, L., SOUZA, V.,VEIGA, M.; ​Verificação da adsorção de ácido
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Dissertação (Mestrado em Tecnologia de Alimentos). Setor de Tecnologia, Universidade
Federal do Paraná, Curitiba. 2010.
ANEXO A

Memória de cálculo

Para realizar a construção da curva de adsorção de Langmuir, foi importante conseguir, a


partir dos dados fornecidos pelo experimento, obter pontos cujas abscissas fossem o
inverso da concentração do soluto no equilíbrio (1/C), ou seja, do ácido acético e as
ordenadas fossem o inverso da razão da massa do soluto adsorvida pela massa de
adsorvente (1/(x/m)). Já para o modelo de Freundlich, a curva foi construída a partir de
pontos cujas abscissas eram o logaritmo da concentração de soluto no equilíbrio (log C) e
as ordenadas, o logaritmo da razão da massa de soluto adsorvida pela massa de
adsorvente (log x/m).
As massas de adsorvente depositadas em cada erlenmeyer já tinham sido pesadas
anteriormente pelo doutorando que acompanhou a prática e foram fornecidas aos alunos no
início do experimento. Os valores das massas encontram-se dispostos na Tabela A.1.

Tabela A.1: ​Massas de adsorvente usadas no experimento


Erlenmeyer Massa de adsorvente (g)

1 1,0124

2 1,0057

3 1,0043

4 1,0077

5 1,0043

6 1,0026
FONTE: autores dos relatório.

● Determinação da concentração de soluto no equilíbrio

A concentração do soluto no equilíbrio equivale à concentração de ácido acético após a


adsorção do carvão ativado e será representada por C. Este valor foi obtido a partir dos
resultados da titulação da solução de ácido acético com a solução de hidróxido de sódio
0,1M, que foi realizada após a adsorção. Para cada titulação, foram usados 5 mL de ácido
acético e cada experimento foi feito em duplicata.
Como a reação de neutralização de ácido acético e hidróxido de sódio segue a proporção
1:1, o cálculo da concentração de ácido acético usado pode ser calculado conforme a
Equação A.1.

C = (CbxVb)/Va (A.1)
Sendo que:
- C: concentração de ácido acético após adsorção;
- Cb: concentração da solução básica, ou seja, de hidróxido de sódio;
- Va: volume de ácido acético;
- Vb: volume da solução de hidróxido de sódio.

Os valores obtidos para concentração de ácido a partir do cálculo sugerido pela equação
A.1 estão dispostos na Tabela A.2, assim como a concentração e o volume da base usada
e o volume de ácido. A nomenclatura Vb1, Vb2 e Vb médio referem-se, respectivamente,
ao volume de titulante na primeira titulação, na segunda e a média destes volumes.

Tabela A.2: ​Valores usados para cálculo da concentração de ácido após adsorção
Erlenmeyer Cb Va Vb1 Vb2 Vb médio C
(mol/L) (mL) (mL) (mL) (mL) (mol/L)

1 1,40 1,10 1,25 0,0125

2 10 3,30 3,40 3,35 0,0335

3 0,1 8,90 8,60 8,75 0,0875

4 3,70 3,90 3,80 0,1900

5 2 6,10 6,00 6,05 0,3025

6 10,00 10,10 10,05 0,4875


FONTE: autores dos relatório.

● Determinação de massa de soluto adsorvida

A determinação da massa de soluto adsorvida usa como base a diferença da concentração


antes da adsorção e depois da adsorção. Esta diferença permite calcular o número de mols
adsorvidos e, consequentemente, a massa. Para isso, é preciso primeiramente identificar a
concentração de ácido usada para preparar as soluções, o que é feito a partir da titulação
da solução ácida com solução de hidróxido de sódio. Em seguida, é necessário calcular a
concentração da solução adicionada à cada erlenmeyer, ou seja, a concentração antes da
adsorção. Para isso, basta calcular a diluição da solução inicial feita em cada balão
volumétrico. É, então, possível comparar a concentração antes e depois da adsorção.
Como a reação de neutralização é a mesma citada no tópico anterior, pode-se usar a
equação A.1 para calcular a concentração de ácido acético usado como base para a
diluição, Ca. Dessa forma, com o intuito de facilitar a compreensão dos dados, C é
substituído por Ca na equação A.1.
Os volumes da solução de hidróxido de sódio bem como os valores calculados para a
concentração de ácido acético estão dispostos na Tabela A.3. Nesta situação, foram usados
5 mL de ácido acético em cada replicata e a concentração da solução básica era 1mol/L.
Tabela A.3: Valores dos parâmetros envolvidos no cálculo da concentração média de ácido
acético inicial.
Va (mL) Cb (mol/L) Vb (mL) Ca (mol/L) Ca médio (mol/L)

5,90 1,18
5,00 1,00 1,09
5,00 1,00
FONTE: autores dos relatório.

Conhecendo, então, a concentração do ácido usado para preparar as soluções, é preciso


calcular as concentrações de cada solução ácida antes da adsorção, ou seja, as
concentrações após as diluições. A equação A.2 demonstra como estes valores podem ser
obtidos.

Cai = (Ca x Va)/ Vt (A.2)

Em que:
- Cai: concentração do ácido após diluição;
- Ca: concentração do ácido antes da diluição;
- Va: volume de ácido usado na diluição;
- Vt: volume total da solução.

O valor de Ca usado para cálculo foi o Ca médio determinado anteriormente, ou seja, 1,09
mol/L. Já o volume total da solução corresponde ao volume do balão do volumétrico usado,
que era o de 50 mL. Os valores obtidos para a concentração do ácido após a diluição estão
apresentados na Tabela A.4, bem como os erlenmeyers aos quais estas soluções foram
adicionadas e os valores citados relativos à concentração antes da diluição e o volume total.

Tabela A.4:​ Parâmetros para determinação de concentração de ácido acético após diluição.
Balão Vt (mL) Ca (mol/L) Va (mL) Cai (mol/L)

1 1 0,0218

2 2 0,0436

3 50 1,09 5 0,109

4 10 0,218

5 15 0,327

6 25 0,545
FONTE: autores dos relatório.

Conhecendo a concentração de ácido acético antes e depois da adsorção, bem como o


volume da solução, ou seja, o volume total de balão volumétrico, é possível calcular o
número de mols adsorvidos, como mostrado na equação A.3 e, consequentemente, a
massa adsorvida, como indicado pela equação A.4. Os valores envolvidos neste cálculo
bem como os resultados estão apresentados na Tabela A.5.

n = (Cai-C)xVt (A.3)
x = nad x MM (A.4)
Em que:
- n: número de mols adsorvidos;
- x: massa adsorvida;
- MM: massa molar do soluto, no caso, do ácido acético.
-
Tabela A.5:​ Parâmetros necessários para o cálculo da massas de ácido adsorvida
Erlenmeyer C (mol/L) Cai (mol/L) Vt (L) MM (g/mol) n (mol) x (g)

1 0,0125 0,0218 0,000465 0,0279

2 0,0335 0,0436 0,000505 0,0303

3 0,0875 0,1090 0,050 60,05 0,001075 0,0646

4 0,1900 0,2180 0,001400 0,0840

5 0,3025 0,3270 0,001225 0,0736

6 0,4875 0,5450 0,002875 0,1726


FONTE: autores dos relatório.

● Construção da isoterma de Langmuir

Os parâmetros necessários para a construção da isoterma de Langmuir estão dispostos na


Tabela A.6.

Tabela A.6: ​Termos para linearização de modelo de Langmuir


x (g) m (g) x/m 1/(x/m) C (mol/L) 1/C (L/mol)

0,0279 1,0124 0,0276 36,2319 0,0125 80,0000

0,0303 1,0057 0,0301 33,2226 0,0335 29,8507

0,0646 1,0043 0,0643 15,5521 0,0875 11,4286

0,0840 1,0077 0,0833 12,0048 0,1900 5,2632

0,0736 1,0043 0,0733 13,6426 0,3025 3,3058

0,1726 1,0026 0,1721 5,8108 0,4875 2,0513


FONTE: autores dos relatório.
● Construção de isoterma de Freundlich

Os parâmetros necessários para a construção da isoterma de Freundlich estão dispostos na


Tabela A.7.

Tabela A.7: ​Termos para linearização de modelo de Freundlich


x (g) m (g) x/m log (x/m) C (mol/L) log (C)

0,0279 1,0124 0,0276 -1,5591 0,0125 -1,9031

0,0303 1,0057 0,0301 -1,5214 0,0335 -1,4750

0,0646 1,0043 0,0643 -1,1918 0,0875 -1,0580

0,0840 1,0077 0,0833 -1,0793 0,1900 -0,7212

0,0736 1,0043 0,0733 -1,1349 0,3025 -0,5193

0,1726 1,0026 0,1721 -0,7642 0,4875 -0,3120


FONTE: autores dos relatório.

● Cálculo de parâmetros obtidos pelas regressões dos modelos de adsorção

Comparando a equação 2 presente na introdução à equação da reta fornecida por


Langmuir, tem-se que​:
1/(x/m)º = ​11,571 (A.5)
1/[b*(x/m)º] = 0,3566 (A.6)
Comparando a equação 4 à reta fornecida pela regressão, tem-se que:

log(k) = -0,7487 (A.7)


n = 0,4606
Os resultados obtidos para o parâmetro que representa a cobertura de adsorvato em uma
monocamada, ou seja, a máxima adsorção possível, (x/m)º,e o parâmetro relacionado à
energia de adsorção, b, estão dispostos na Tabela A.8.

Tabela A.8: ​Parâmetros obtidos a partir da isoterma das isotermas


(x/m)º b k n

0,0864 32,4567 0,1784 0,4606


FONTE: autores dos relatório.