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Instituto Superior Politécnico de Songo

Licenciatura em Engenharia Hidráulica


3o ANO

SISTEMA DE ABASTECIMENTO E TRATAMENTO DE ÁGUA

QUALIDADE DA ÁGUA
PARA O CONSUMO HUMANO

DISCENTES: DOCENTE:
MUHATE, Auneta da Conceiçaõ Engo . FOQUIÇO, Edelino Guilherme
NGALO, Guifte Samuel B.
RACHIDE, Rachide Abdula

Songo, 4 de Maio de 2018


Qualidade da Água para o Consumo Humano
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Trabalho em Grupo

4 de Maio de 2018
Agradecimentos

Em primeiro lugar, queremos aproveitar a oportunidade para expressar gratidão à Deus


de Israel, de Abraão, de Jaco, de Daniel, ao Senhor do Sábado, louvado seja seu nome,
clemente e misericordioso, quem nos tem guiado e mantido firmes durante esta longa ca-
minhada de formação ao curso de Engenharia Hidráulica. Muito obrigado.

Agradecemos também aos pais, irmãos por todo tipo de apoio que têm a nós prestado.

Ao docente da cadeira de SATA, engenheiro Edelino Guilherme pela compreensão e ca-


rinho que a nos tem demonstrado.

Aos docentes que de forma directa ou indirecta tem contribuı́do para o sucesso da nossa
formação e toda a direcção do ISPSongo.

i
Resumo

A água encontra-se em todos aspectos tangı́veis relacionados a sobrevivência para o ser


humano. Este importante recurso, para além de apresentar valor energético e potencializar
a prática do saneamento, é indispensável para a sociedade de hoje em dia, possibilitando
usos múltiplos e contribuindo para proliferação de enfermidades (no caso dum saneamento
deficiente). Isso porque, a água que ocorre na natureza é susceptı́vel a contaminação de
substâncias diversas, quer de origem natural e/ou artificial. Alguns dos parâmetros dessas
substâncias ajudam fundamentalmente ditando ı́ndices de potabilidade da água que chega
aos potenciais consumidores. Cabe ao presente artigo cientı́fico, abordar sobre determina-
dos parâmetros quı́micos ou não, que garantem a caracterização das águas.

Palavras Chave: Qualidade da água.

ii
Abstract

Water is found in all tangible aspects related to human survival. This important resource, be-
sides presenting energy value and potentializing the practice of sanitation, is indispensable
for the society of today, allowing multiple uses and contributing to the proliferation of disea-
ses (in the case of poor sanitation). This is because water occurring in nature is susceptible
to the contamination of diverse substances, whether of natural and / or artificial origin. Some
of the parameters of these substances help fundamentally by dictating the potability of the
water that reaches potential consumers. It is up to the present scientific article, to address
on certain chemical parameters or not, that guarantee the characterization of the waters.

Keywords: Water quality.

iii
Copyright
c 2018 Trabalho em Grupo

I MPRESSO AOS 4 DE M AIO DE 2018

O ISPSongo têm o direito, perpétuo e sem limites geográficos, de arquivar e publicar este
artigo através de exemplares impressos reproduzidos em papel ou de forma digital, ou por
qualquer outro meio conhecido ou que venha a ser inventado, e de a divulgar através de
repositórios cientı́ficos e de admitir a sua cópia e distribuição em objectivos educacionais ou
de investigação, não comerciais, desde que sejam dados créditos aos autores e editores.
Conteúdo

Agradecimentos i

Resumo ii

Abstract iii

Copyright iv

1 Introdução 2
1.1 Objectivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.1.1 Objectivo geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.1.2 Objectivos especı́ficos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.2 Metodologias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3

2 Qualidade da Água 4
2.1 A água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2.1.1 Principais propriedades da água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2.1.2 Caracteristicas fisicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.1.3 Caracteristicas quimicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.1.4 Caracteristicas biológicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.2 Microbiologia da água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2.1 Enfermidades de transmissão hı́drica (causas) . . . . . . . . . . . . . 13
2.2.2 Bactérias indicadoras de contaminação . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.3 Parâmetros de qualidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
2.3.1 Parâmetros Microbiológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.3.2 Parâmetros fı́sicos e organolépticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.3.3 Parâmetros Quı́micos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.3.4 Parâmetros Orgânicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

v
CONTEÚDO CONTEÚDO
2.4 Eutrofização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
2.5 Contaminantes da água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
2.6 Procedimento de teste . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27

3 Conclusão 30

Referências Bibliográficas 31

Trabalho em Grupo vi SATA – ISPSongo


Lista de Tabelas

2.1 Tabela de viscosidade cinemática e dinâmica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6


2.2 Tabela de tensão de saturação da água . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.3 Enfermidades de origem bactériana. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.4 Enfermidades de origem viral 1–2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.5 Enfermidades de origem parasitária protozoário . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.6 Doenças transmitidas por vectores que se relacionam com a água . . . . . . 14
2.7 Parâmetros Microbiológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
2.8 Parâmetros fı́sicos e organolépticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.9 Parâmetros Quı́micos 1–3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.10 Parâmetros Quı́micos 2–3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
2.11 Parâmetros Quı́micos 3–3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
2.12 Parâmetros Orgânicos 1–2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
2.13 Parâmetros Orgânicos 2–2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
2.14 Contaminantes e implicações a saúde humana 1–2. . . . . . . . . . . . . . . 26
2.15 Contaminantes e implicações a saúde humana 2–2. . . . . . . . . . . . . . . 27
2.16 Classificação de águas de acordo com o IQA calculado. . . . . . . . . . . . . 29

1
Capı́tulo 1

Introdução

Iniciaremos nossa abordagem conceituando água e dando ênfase à sua importância, visto
que a molécula da água regula o metabolismo dos ecossistemas aquáticos. De seguida,
falar-se-á das principais propriedades da água, de realçar que quanto a composição quı́mica,
a molécula da água é constituı́da por ligações covalentes, tida como referência quando se
pretende determinar a densidade relativa de diversos lı́quidos. Em estado de contaminação,
este precioso recurso pode apresentar caracterı́sticas fı́sicas notáveis ao olho nu, ao passo
que, no que compreende caracterı́sticas quı́micas, estas, só poderão ser determinadas com
precisão laboratorialmente, sendo de extrema importância quando se pretende averiguar a
melhor técnica de tratamento de água a adoptar.

Não obstante, as caracterı́sticas biológicas, estão intimamente relacionadas à enfermida-


des de transmissão hı́drica e à principais indicadores de contaminação. Razão é que, todo
tratado teórico relativo a qualidade de água, será imprescindı́vel no tange a compreensão
de parâmetros de qualidade, para a posterior ter noções da sua caracterização quer em
campo, quer em laboratórios.

1.1 Objectivos

1.1.1 Objectivo geral

O objectivo geral deste trabalho, compreende satisafazer em termos teóricos, aspectos


inerentes à qualidade de água para o consumo humano, atendendo diversos factores con-
temporâneos que afectam este parâmetro importantissimo para a saúde pública .

2
1.2. METODOLOGIAS CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO
1.1.2 Objectivos especı́ficos

Em termos de objectivos especificos, apresentam-se os seguintes:


• Conhecer as agentes poluidores da água e a sua composição no estado de poluição;
• Conhecer em geral os limites admissı́veis das substâncias presentes na água;
• Apresentar os procedimentos de caracterização das águas;

1.2 Metodologias

A metodologia usada, consistiu na pesquisa cientı́fico-didáctica com auxilio de alguns ma-


nuais sobre sistema de abastecimento de água e de saneamento ; recorrendo à interacção
sem contestações entre os elementos do grupo, com o propósito de compilar informações
credı́veis acerca do tema que a nós foi encubido, e por consultas adicionais de materias
electónicos elaborou-se o presente trabalho.

Trabalho em Grupo 3 SATA – ISPSongo


Capı́tulo 2

Qualidade da Água para o Consumo


Humano

2.1 A água

É a substância simples mais abundante no planeta Terra e pode ser encontrada na atmos-
fera, sobre ou sob a superfı́cie terrestre, nos oceanos, mares, rios e lagos. É o constituinte
inorgânico mais presente na matéria viva: cerca de 60% do peso do homem é constituı́do
de água e em certos animais aquáticos esta percentagem alcança 98% (SPERLING, 1996,
p. 12).

Cientistas estimam que o nosso planeta tem 1 trilhão e 360 bilhões de quilómetros cúbicos,
com (1,5 x 1012) m3 em estado livre no planeta (A. NETTO et alli, 1998, p. 536). Os mares
e os oceanos contêm cerca de 97,4 % de toda essa massa, formada pela água salgada.
2% da água total está estocada sob a forma de neve ou gelo, no topo das grandes cadeias
de montanhas ou nas zonas polares. Assim apenas cerca de 0,6% do total encontra-se dis-
ponı́vel como água doce nos aquı́feros subterrâneos (0,5959%), os rios e lagos superficiais
(0,0140%) e na atmosfera na forma de vapor de água (0,001%) (MEDEIROS F, C. F. 2000,
p. 01).

Importância das caracterı́sticas da molécula da água

• As propriedades únicas da água são devidas a sua estrutura atómica e tipo de ligações
quı́micas, assim como ao modo como as moléculas da água se associam nas fases
sólida, lı́quida e gasosa;

4
2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
• A bipolaridade resultante é a responsável pela tendência das moléculas se associa-
rem umas com as outras, de dissolver outras substâncias e por possibilitar processos
bioquı́micos;
• Importância para a vida: nenhum processo metabólico ocorre sem a acção directa ou
indirecta da água;
• Regulam o metabolismo dos ecossistemas aquáticos pois sua densidade vária com a
temperatura o que tende a formar um ambiente estratificado que controla em grande
parte as propriedades quı́micas e as caracterı́sticas bióticas.

2.1.1 Principais propriedades da água

Composição quı́mica

A água é composta por dois elementos quimicos: o hidrogênio e o oxigênio. Para formar
uma molécula desse liquido são necessários dois átomos de hidrogênio e apenas um de
oxigêncio, que se ligam por ligações covalentes (H-O-H).

H2 + O −→ H2 O (2.1)

Massa especı́fica

A massa especı́fica de uma liquido é a razão entre a massa (m) de quantidade de liquido e
o volume corresponde:
m
ρ= (2.2)
V
No SI a unidade é o kg · m−3 , quando o liquido for água será igual a massa especifica será
igual a 1000kg · m−3 .

Densidade relativa

A densidade relativa, d, de um liquido – quociente entre a massa (ou peso) de um dado vo-
lume desse liquido e a massa (ou peso) de igual volume de agua à pressão atmosférica e à
temperatura de 4o C – é, em virtude da definição, uma grandeza adimensional. A densidade
da agua, nas referidas condicoes de pressão e temperatura, é a unidade, verificando-se
para um liquido em geral as relações

 ρ=d×ρ
H2 O
(2.3)
 γ =d×γ
H2 O

Trabalho em Grupo 5 SATA – ISPSongo


2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
Peso especı́fico

O peso especifico é definido como o peso por unidade de volume. No SI a unidade é N · m−3 .
É calculado multiplicando-se a massa especifica do material kg · m−3 pela aceleração da
gravidade m · s−2
γ =ρ×g (2.4)

Quando o liquido e questão for água, o seu valor é aproximandamente a 10.000N · m3

Viscosidade dinâmica

A viscosidade pode ser vista como a propriedade do fluido que mede sua resistência ao
deslizamento ou fricção interna. Ela varia com a temperatura e é também afectada pelo tipo
e concentração de solutos. Defini-se pela lei de Newton1 da viscosidade

∂u
τ= (2.5)
∂y

Onde: τ é a taxa de deformação angular do fluido, enquanto que a constante, µ é o


coeficiente de viscosidade ou viscosidade dinâmica.

Viscosidade cinemática

Frequentemente, em vez da grandeza viscosidade dinâmica, considera-se a viscosidade


cinemática, que se define por
µ
ν= (2.6)
ρ
A viscosidade cinemática da água varia com a temperatura de acordo com a tabela
seguinte:

Temperatura (o C) 4 10 20 30 50 80 100
ν (10−6 m2 · s−1 ) 1,57 1,31 1,01 0,80 0,56 0,37 0,30
µ (10−2 g · cm−1 · s−1 ) – 1.31 1.01 0.89 0.55 – –

Tabela 2.1: Tabela de viscosidade cinemática e dinâmica. (Adaptado QUINTELA, pag. 6)

1
Cientista ingles, mais conhecido como fisico e matematico (1643–1727).

Trabalho em Grupo 6 SATA – ISPSongo


2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
Coesão, adesão e tensão superficial

A tensão superficial dos liquidos resulta da coesão (entre moléculas liquidas) e a capilari-
dade da acção conjunta da coesão e da adesão (entre liquidos e sólidos). Na hidráulica, a
tensão superficial e a capilaridade terão de ser consideradas somente quando intervenham
gotas, lâminas liquidas finas, jactos finos ou quando se trate de emulsões.

Compressibilidade

O coeficiente de compressibilidade, α, de um liquido defini-se como o coeficiente de pro-


procionalidade entre o acréscimo relativo do volume ocupado por uma dada massa liquida
e o acrescimo de pressão e o módulo de elasticidade vomumétrica, ε, como o inverso do
coeficiente de compressibilidade
1
ε= (2.7)
α
No caso dos liquidos os valores de α e de ε são praticamente independentes da pressão e
da temperatura, tendo-se pra água (H2 O) aproximadamente

 α = 0, 51 × 109 N · m−2
(2.8)
 ε = 19, 6 × 108 N · m−2

Pressão de vapor

Quando a pressão na superficie livre de um liquido desce até à respectiva tensão de


saturação de vapor, o liquido entra em ebulição. A tensão de saturação do vapor de um
liquido, tv , varia com a temperatura. A variação da tensão de saturação do vapor da água
em função da temperatua é apresentada na tabela seuinte notando-se que, para a tempe-
ratura de 100o C, a tensão iguala a pressão atmosférica normal.

Temperatura (o C) 4 10 20 30 50 80 100
tv (kgf · m−2 ) 83 125 238 433 1260 4830 10330

Tabela 2.2: Tabela de tensão de saturação da água. (Adaptado QUINTELA, pag. 8)

2.1.2 Caracteristicas fisicas

Quando se pretende utilizar uma determinada fonte de água para uma certa finalidade,
primeiro analisa-se as suas caracterı́sticas fı́sicas, visto que se pode efectuar a olho, sur-
gindo a posterior a preocupação de que a água seja limpa, inodora e incolor. No entanto, a

Trabalho em Grupo 7 SATA – ISPSongo


2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
maioria das fontes de água superficiais apresentam colorações (provenientes de matérias
orgânicas), maus cheiros (caracterı́sticos por exemplo de águas de pântanos, ou então,
apresentarem-se turvas (turvação de sólidos em suspensão).

Matéria a flutuar

O material em flutuação é geralmente de origem orgânica sendo parte sólida constituı́da


basicamente por plantas aquáticas, restos vegetais e animais e material fecal, enquanto a
parte lı́quida é constituı́da basicamente por óleos minerais e resı́duos de indústrias.

Sólidos suspensos e turvação

Os sólidos em suspensão presentes em águas, são parcialmente de origem mineral (areia,


argila e outros solos) e de origem orgânica (vegetação, águas residuais). A sua presença
em elevadas concentrações pode causar problemas como a diminuicão do seu valor recre-
ativo e consequentemente alterando o seu parâmetro de qualidade.

Cheiro

A ocorrência de cheiro na água é geralmente devida a presença nessas águas de matéria


orgânica em decomposição. Em conjunto com o gás sulfı́drico (H2 S) que tem o cheiro
clássico de ovo podre, uma variada gama de outros cheiros podem ser detectados em
águas.

Temperatura

A temperatura constitui uma caracterı́stica da água que exerce influência sobre muitos
parâmetros de qualidade das águas, também impacta sobre as espécies de organismos
e plantas que vivem na água. Ela pode ser alterada por descargas industriais ou por efeito
de albufeira o que pode influenciar o equilibro biológico nos cursos de água, nos casos em
que isso ocorre, diz-se que houve poluição térmica.

Cor

Na maioria dos casos a coloração verificada em águas não representa a cor verdadeira
das águas mas sim o resultado de misturas que se verificam nas águas. A cor na água
pode ser também resultado de descargas de correntes em conjunto com as águas residuais

Trabalho em Grupo 8 SATA – ISPSongo


2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
e industriais que, no caso de não haverem sofrido tratamento adequado podem ter um
impacto na cor dos cursos receptores.

2.1.3 Caracteristicas quimicas

Todos os sais inorgânicos são total ou parcialmente solúveis em água, sendo a sua solu-
bilidade função da temperatura. No processo da dissociação, os sais separam-se em iões
(aniões ou catiões) o que torna impossı́vel a determinação da sua composição original. Por
esta razão, os ensaios de caracterização da qualidade quı́mica da água baseiam-se em
ensaios de determinação de presença de iões especı́ficos (tais como o cálcio, magnésio e
chumbo) resultante da decomposição dos referidos sais.

Espécies inorgânicas de origem humana

As águas podem conter compostos inorgânicos de origem antropogénica tais como metais
pesados. A consideração destes parâmetros em análises de qualidade de água, deve-se
ao seu carácter tóxico para os microrganismos, plantas, animais e seres humanos, o que
significa que podem provocar doenças por vezes mortais mesmo no caso em que a sua
presença se verifique sob baixas concentrações. A presença destes constituintes em água,
deve-se principalmente a descargas residuais e industriais (brutas ou com tratamento par-
cial), sendo as maiores concentrações encontradas em lamas provenientes de tratamentos
de águas residuais.

Sólidos dissolvidos totais e condutividade eléctrica

A condutividade eléctrica de uma solução é a capacidade que essa solução tem de conduzir
corrente eléctrica. A corrente eléctrica numa solução, é transmitida por meio dos iões pre-
sentes nessa solução e, é óbvio que a condutividade aumentara a medida que concentração
desses iões aumenta. A condutividade eléctrica duma dada amostra de água, pode ser
aproximada através da expressão:

N
X
CE = (ci × σi ) (2.9)
i=1

Sendo, ci – concentração dos iões especı́ficos na solução em meq · l−1 ou mg · l−1 ; e σi


– factor de condutividade especı́fica para cada espécie iónica. Em alguns casos a maior
parte dos constituintes dos sais totais na água é composta por cloretos.

Trabalho em Grupo 9 SATA – ISPSongo


2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
Compostos orgânicos naturais

Os principais compostos orgânicos naturais encontrados em águas residuais domésticas


incluem: proteı́nas, carbohidratos e lı́pidos. Pelo facto desses produtos serem degradáveis,
podem dar origem a ácidos, aminoácidos, metano, etc.

As proteı́nas são o principal constituinte do tecido molecular dos animais, ocorrendo também
em plantas embora em menor quantidade, elas contem carbono, hidrogénio, oxigénio e ni-
trogénio. Este último constitui a sua caracterı́stica particular de distinção em relação a
outros compostos orgânicos.

Os carbohidratos contem os primeiros três constituintes das proteı́nas, incluindo açúcares


(glucose), celulose e fibras de madeira. Estes são o principal constituinte do tecido mole-
cular vegetal ocorrendo em certos tecidos animais. Com excepção das fibras de madeira e
da celulose, os carbohidratos normalmente são biodegradáveis.

Os lı́pidos são constituintes de tecido molecular de plantas e animais sendo totalidade in-
solúveis em água mas podendo ser solúveis em outros solventes orgânicos (como gorduras,
óleos e cera). Dada a sua estrutura e baixa solubilidade os lı́pidos não são biodegradáveis.

Compostos orgânicos sintéticos

A presença de compostos orgânicos produzidos sinteticamente em águas naturais tem


vindo a ser problemática sob o ponto de vista da saúde humana, tratamento e eliminação
dos mesmos, e ainda sob o aspecto ecológico uma vez que estes vêem a ser prejudiciais
tanto para o homem quanto para o meio ambiente. Os principais produtos sintéticos são:
detergentes (o vulgo sabão), pesticidas e produtos quı́micos de origem agrı́cola (na maior
parte dos casos apresentam-se tóxicos), dissolventes de limpeza (os mais comuns são a
acetona, benzeno, tetracloreto de carbono, álcool etı́lico, álcool metı́lico e tricloretano) e
trialometanos.

Determinação de contéudo e matéria orgânica dissolvida

Os métodos de determinação do conteúdo orgânico em águas podem ser divididos em dois


grupos distintos a saber: métodos para determinar concentrações até mais do que 1g · m−3

Trabalho em Grupo 10 SATA – ISPSongo


2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
e métodos para determinar concentrações no intervalo 10−12 a 10−3 g · m−3 . A presença de
oxigénio dissolvido em cursos de água, é de vital importância uma vez que esta mantém
a vida biológica nos meios aquáticos para além de garantir um aspecto estético adequado.
O consumo de oxigénio por matéria orgânica, é um dos parâmetros principais a considerar
quando se elabora um programa de controle de qualidade orgânica de aguas.

Os testes laboratoriais vulgarmente usados para a determinação de compostos orgânicos


em águas para o caso de concentrações maiores do que 1g · m−3 , compreendem: Demanda
Quı́mica do Oxigénio (DQO), Demanda Bioquı́mica do Oxigénio (DBO), Demanda Total do
Oxigénio (DTO) e Carbono Orgânico Total (COT).

Demanda Quı́mica do Oxigénio. O teste DQO visa determinar a quantidade de matéria


orgânica presente em águas naturais, residuais municipais e industriais, é realizado a tem-
peraturas elevadas, medindo-se a quantidade de oxigénio equivalente consumida, usando-
se um oxidante forte (dicromato de potássio), em meio ácido. Este teste apresenta a vanta-
gem de levar pouco tempo, aproximadamente três horas para fornecer resultados, porém,
a principal desvantagem é de não ser possı́vel a distinção entre a quantidade de matéria
orgânica que é biodegradável e aquela que não é, visto que no método consegue-se a
oxidação de todos os compostos orgânicos presentes na amostra. Outro inconveniente, é
em relação a estimativa da velocidade com que se processam as reacções de oxidação, e
não somente, também é susceptı́vel de sofrer interferências provocadas por elementos tais
como cloretos.

Demanda Bioquı́mica do Oxigénio. A DBO de uma determinada amostra e’ portanto,


uma medida da quantidade de oxigénio necessária para a oxidação dos materiais orgânicos
carbonáceos duma mistura complexa de compostos orgânicos. Os principais produtos finais
de uma oxidação carbónica das matérias orgânicas são, o dióxido de carbono (C2 O), amónia
(NH3 ) e água (H2 O). Neste teste, o consumo de oxigénio eh medido após uma incubação de
5 dias numa estufa escura. A quantidade de oxigénio necessária para o desenvolvimento
deste processo é denominada “Nitrogenous biochemical oxigen Demand” (NBOD).

Demanda Total do Oxigénio. Também conhecida como TOD (Total Oxygen Demand),
a DTO consiste em uma determinação instrumental capaz de não ser afectada por certos
poluentes que interferem mesmo no teste da DQO (por exemplo, amónia e benzeno), sendo

Trabalho em Grupo 11 SATA – ISPSongo


2.1. A ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
o teste realizado em três minutos (JORDÃO e PESSOA, 1995).

Carbono Orgânico Total. O teste do COT apresenta resultados satisfatórios fundamen-


talmente quando o conteúdo em matéria orgânica for pequeno, neste teste a água ana-
lisada, é vaporizada e oxidada cataliticamente até a formação de dióxido de carbono. A
quantidade de dióxido de carbono formada é medida com base em analisadores de in-
fravermelhos a qual é só se medirá o conteúdo da matéria orgânica das amostras, estas
deverão ser inicialmente acidificadas e aeradas para remover compostos inorgânicos de
carbono da mesma. Na alguns casos, parte de matéria orgânica de amostra não irá ser oxi-
dada e nestes casos os valores medidos serão obviamente menores que aquela quantidade
de matéria orgânica existente na amostra.

2.1.4 Caracteristicas biológicas

As caracterı́sticas biológicas no âmbito de controlo de qualidade estão relacionadas com


presença de microrganismos, cujo impacto directo esta associado com a possibilidade de
transmissão de doenças por microrganismos patogénicos eventualmente existentes. Por
outro lado, outras implicações podem ocorrer, como libertação de maus cheiros e sabo-
res no caso de águas superficiais ou subterrâneas ou então a ocorrência de corrosão ou
precipitação nas superfı́cies dos sistemas de aquecimento ou mesmo em condutas dos sis-
temas de abastecimento de água ou drenagem de águas residuais.

Os principais microrganismos normalmente presentes em água, quer naturais quer resi-


duais, e que tem interesse sob o ponto de vista de controlo da qualidade tanto das aguas
naturais como de aguas residuais compreendem: bactérias, fungos, algas, protozoários,
rotı́feros, crostários, vermes e vı́rus.

Trabalho em Grupo 12 SATA – ISPSongo


2.2. MICROBIOLOGIA DA ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

2.2 Microbiologia da água

2.2.1 Enfermidades de transmissão hı́drica (causas)

Origem Bactériana
Enfermidades Causas (Agente causador)
Cólera Micróbio Vibrio cholerae
Febres tifoide, Salmoneloses e paratifoide Salmonella typhi/ Salmonella
paratyphi
Meningites, infecções no trato urinário, Escherichia Coli
bacteremia e doenças diarreicas
Legionella Pneumophila, febre de pontiac e L. Pneumophila
legionelose
Infecções humanas e de animais dos Macrófagos preenchidos com
pulmões, nódulos linfáticos, pele, ossos e Mycrobacterium Avium Comolex
tratos gastrointestinais e genitourinário (MAC)
Fibrose cı́stica, doenças brandas em in- Pseudomonas aeruginosas
divı́duos saudáveis infecções secundarias
em ferimentos ou cirurgia
Shigelose Shigella spp
Yersinose Yersinia enterocolitica
Enfermidades de febres, diarreias infeccio- Campylobacter jejuni
sas e dor abdominal

Tabela 2.3: Enfermidades de origem bactériana.

Trabalho em Grupo 13 SATA – ISPSongo


2.2. MICROBIOLOGIA DA ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

Origem Viral
Enfermidades Causas (Agente causador)
Gastroenterite, Conjuntivite, Faringite Adenovı́rus (φ = 70nm), No-
rovı́rus
Gastroenterite aguda Calicivı́rus (vı́rus do tipo
Norwaik) (φ = 32nm)
Febre branda, miocardites, meningoen- Enterovı́rus (φ = 30nm), Po-
cefalites, poliomielites falha múltipla de liovı́rus
órgãos em neonatos
Gastroenterite viral aguda, diarreia aguda Rotavı́rus (φ = 40nm)
Hepatite A Vı́rus da Hepatite A (φ = 27 −
32nm)
Hepatite E Vı́rus da Hepatite E (φ = 32 −
34nm)

Tabela 2.4: Enfermidades de origem viral 1–2.

Origem parasitária protozoário


Enfermidades Causas (Agente causador)
Giardı́ase e criptosporidı́ase, Severa diar- Cryptosporidium parvum (φ =
reia, diarreia branda 4 − µ6m )
Dracunculı́ase Dracunculus medinensis
Disenteria, abcesso amebiano do fı́gado Entamoeba histolytica, Entamo-
(amebı́ase) eba coli
Enfermidades nutricionais (sı́ndrome de Giardia intestinales (syn. G.
ma absorção) lamblia)

Tabela 2.5: Enfermidades de origem parasitária protozoário

Doenças transmitidas por vectores que se relacionam com a água


Malária Parasita Plasmodium, seu vector: anofelino (Anopheles)
Dengue Flavivirus. A, seu vector: Aedes aegypti
Febre-amarela Vı́rus chamado Flavivirus, seu vector: Aedes aegypti

Tabela 2.6: Doenças transmitidas por vectores que se relacionam com a água

Trabalho em Grupo 14 SATA – ISPSongo


2.2. MICROBIOLOGIA DA ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
2.2.2 Bactérias indicadoras de contaminação

A presença de microrganismos patogénicos na água geralmente é decorrente da poluição


por fezes humanas e de animais, provenientes de águas residuais (GONZALEZ et al, 1982).

As bactérias coliformes são um grupo de organismos que podem ser encontrados no solo,
nas águas naturais e residuais domésticas e no intestino do homem e de outros animais
de sangue quente, não esporuladas e na forma de bastonete, sendo que, as bactérias co-
liformes totais incluem as espécies fecais e as ambientais. A Escherichia coli (E. coli) e
os coliformes fecais (ou termo tolerantes) constituem um subgrupo das bactérias colifor-
mes totais. As principais bactérias do grupo coliforme pertencem aos géneros Escherichia,
Aerobacter, Citrobacter, Klebsiela e outros que quase nunca aparecem em fezes como a
Serratia.

A maioria das bactérias coliformes não são patogénicas, sendo no entanto aceites como
indicadores de contaminação microbiológica em virtude da sua persistência, facilidade de
detecção e correlação significativa com a presença de microrganismos indicadores de contaminação
fecal como é o caso da E.coli. Outras bactérias, como Pseudomonas aeruginosa e ente-
rococos têm sido isoladas de águas recreacionais e a presença destes microrganismos
sugere riscos à saúde por meio do contacto corporal, ingestão ou inalação, e têm sido
propostos como indicadores de qualidade para as águas complementares aos coliformes.
Algumas espécies de leveduras são propostas para serem usadas como indicadores de
contaminação orgânica em águas de recreação.

Escherichia coli

Os coliformes fecais, mais especificamente Escherichia. Coli, fazem parte da microbiota


intestinal do homem e outros animais de sangue quente. Estes microrganismos quando
detectados em uma amostra de água fornecem evidência directa de contaminação fecal
recente, e por sua vez podem indicar a presença de patógenos entéricos (POPE et al,
2003). Segundo Cerqueira e Horta (1999), E. coli representa percentuais em torno de 96 a
99% nas fezes humanas e de animais homeotérmicos, sendo o principal representante dos
coliformes termotolerantes (fecais) (MASCARENHAS; et al, 2002). E. Coli são considerados
indicadores especı́ficos de qualidade de águas destinadas a potabilidade e balneabilidade
(LEBARON et al., 2005).

Trabalho em Grupo 15 SATA – ISPSongo


2.2. MICROBIOLOGIA DA ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
Enterococos

De acordo com Duarte (2011) outro grupo que é utilizado como indicadores de contaminação
é os enterococos. Essas bactérias do grupo dos estreptococos fecais pertencentes ao
género Enterococcus, caracterizam-se pela alta tolerância às condições adversas de cres-
cimento, como a capacidade de sobreviverem na presença de 6,5% de cloreto de sódio
(halotolerantes), em pH 9,6 e em ampla faixa de temperatura, de 10 a 45C.

Pseudomonas aeruginosa

Pseudomonas é um microrganismo envolvido em contaminação de água, cujas espécies


estão distribuı́das no solo, na água, em matéria orgânica em decomposição, podendo ser
isoladas da pele, garganta e fezes de pessoas doentes e em indivı́duos saudáveis de 3% a
5% (WAGNER et al., 2003). As bactérias Pseudomonas, por produzirem pigmentos hidros-
solúveis, enzimas proteolı́ticas, lipolı́ticas e pectolı́ticas (em algumas espécies), destacam-
se como deteriorantes na contaminação de alimentos e água. A importância deste género
para o homem, além da presença e deterioração em alimentos, é que estas bactérias po-
dem ser importantes patógenos oportunistas.

Leveduras

São microrganismos predominantemente unicelulares, não móveis, na sua maioria saprófitos


e alguns parasitas oportunistas (STARMER, 1998). Normalmente, as leveduras estão as-
sociadas a processos fermentativos que contenham açucares. Possuem as leveduras habi-
lidade em assimilar grande número de compostos orgânicos, expandindo a sua capacidade
de dispersão e de ocupação dos nichos ecológicos. As leveduras são comuns em ambien-
tes subtropicais, água do mar, estuários e água doce.

O crescimento e distribuição de leveduras, ocorre na presença de poluição ou de algas


e podem alcançar mais de mil células por litro (HAGLER e MENDONÇA-HAGLER, 1981).
Em todos os estágios de tratamento de esgoto, observou-se a existência de uma grande
diversidade de leveduras, e estas ocorreram em altas densidades de águas naturais que re-
cebiam efluentes de esgotos domésticos sugere que a presença do elevado número de le-
veduras poderia ser utilizada como um bom indicador de enriquecimento orgânico periódico
e localizado em ambientes aquáticos.

Trabalho em Grupo 16 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
Anaeróbios Fecais

Anaeróbios fecais são apontados, por Bauer et al. (1966), como alternativa ao grupo coli-
forme. Bacteroides e Bifidobacterium podem ser organismos indicadores de contaminação
fecal, podendo estar presentes em altas densidades populacionais no trato gastrointestinal
de humanos.

Bacteroides spp

Os membros do género Bacteroides são Gram-negativos, bacilos ou coco-bacilos anaeróbios


obrigatórios são normalmente comensais, encontrados no trato intestinal de humanos e ou-
tros animais. As espécies de Bacteroides correspondem às bactérias numericamente domi-
nantes no intestino grosso de humanos, compreende uma parte importante da microbiota
normal humana e contabilizam aproximadamente 30% de todos os isolados das fezes.

2.3 Parâmetros da qualidade da água

Definem-se como parâmetros de qualidade de água os limites de tolerância das substâncias


presentes na água de modo a garantir-lhe as caracterı́sticas de água potável. A água pura,
no sentido rigoroso do termo, não existe na natureza. Por ser um óptimo solvente, ele
nunca é encontrada em estado de absoluta pureza. As impurezas presente na água é
que vão determinar suas carteristicas fı́sicas, quı́micas e biológicas. as carteristicas das
águas naturais, bem como as que devem ter água ao consumidor, determinam o grau de
tratamento e parâmetros necessário para cada uso.

Trabalho em Grupo 17 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
Índice dos parâmetros da qualidade de água destinada ao consumo humano e seus
riscos para saúde pública – Ministério da Saúde (MISAU) e Organização Mundial Da Saúde
(OMS):

2.3.1 Parâmetros Microbiológicos

Parâmetros Limite Admissı́vel Máximo Unidades Risco Para a


SaúdePública

SNS OMS

Coliformes Totais Ausente Ausente NMP/100ml Doenças Gas-


trointestinais
N de co-
lonias
/100ml
Coliformes Fecais Ausente Ausente NMP/100ml Doenças Gas-
trointestinais
N de co-
lonias
/100ml
VibrioCholerae Ausente Ausente 100ml Doenças Gas-
trointestinais

Tabela 2.7: Parâmetros Microbiológicos

Trabalho em Grupo 18 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
2.3.2 Parâmetros fı́sicos e organolépticos

Parâmetros Limite Admissı́vel Máximo Unidades Risco Para a


SaúdePública

SNS OMS

Cor 15 15 TCU aparência


Cheiro Inodoro Inodoro Sabor
Condutividade 50-2000 – NMP/100ml Doenças Gas-
trointestinais
Ph 6,5 – 8.5 – Sabor, cor-
rosão, irritação
de pele
Sabor insipido – 100ml Doenças Gas-
trointestinais
Sólidos Totais 1000 1000 Mg/l Sabor, corrosão
Turvação 5 5 NTU Aparência,
dificulta a
desinfecção

Tabela 2.8: Parâmetros fı́sicos e organolépticos

Trabalho em Grupo 19 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
2.3.3 Parâmetros Quı́micos

Parâmetros Limite Admissı́vel Máximo Unidades Risco Para a


Saúde Pública

SNS OMS

Amonı́aco 1.5 1.5 ml/l Sabor e cheiro


desagradável
Alumı́nio 0.2 0.2 ml/l Afecta o sis-
tema locomotor
Arsénio 0.01 0.01 ml/l Cancro de pele
Antimónio 0.005 0.005 ml/l Cancro no san-
gue
Bário 0.7 0.7 ml/l Vasoconstrição
e doenças car-
diovasculares
Boro 0.3 0.3 ml/l Gastroenterites
e eritemas
Sólidos Totais 1000 1000 Mg/l Sabor, corrosão
Cadmio 0.003 0.003 ml/l Vasoconstrição
urinária
Cálcio 50 – ml/l Aumenta du-
reza da água
Chumbo 0.01 – ml/l Intoxico aguda
Cianeto 0.07 0.07 ml/l Bócio e parali-
sia
Cloretos 250 250 ml/l Sabor desa-
gradável e
corrosão

Tabela 2.9: Parâmetros Quı́micos 1–3

Trabalho em Grupo 20 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

Parâmetros Limite Admissı́vel Máximo UN Risco Para a Saúde


Pública

SNS OMS

Cloro residual 0.2-0.5 0.2 ml/l Sabor e cheiro desa-


Total gradável
Cobre 1 2 ml/l Irritação intestinal
Crómio 0.05 0.05 ml/l Gastroenterites,
hemorragias e con-
vulsões
Dureza Total 500 - ml/l Depósitos, corrosão
e espumas
Fósforo 0.1 - ml/l Aumenta proliferação
dos microorganismos
Ferro Total 0.3 - ml/l Necrose he-
morrágica
Fluoreto 1.6 1.5 ml/l Afecta o tecido es-
quelético
Matéria 2.5 - ml/l Aumenta proliferação
orgânica de microorganismos
Magnésio 50 0.50 ml/l Sabor desagradável
Manganês 0.1 - ml/l Anemia, afecta o sis-
tema nervoso
Mercúrio 0.001 0.001 ml/l Distúrbios renais e
neurológicos
Molibdénio 0.07 0.07 ml/l Distúrbio urinários
Nitrito 3.0 3.0 ml/l Reduz o O2 no san-
gue
Nitrato 50 50 ml/l Reduz o O2 no san-
gue

Tabela 2.10: Parâmetros Quı́micos 2–3

Trabalho em Grupo 21 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

Parâmetros Limite Admissı́vel Máximo UN Risco Para a Saúde


Pública

SNS OMS

Nı́quel 0.02 0.02 ml/l Eczema e


intoxicações
Sódio 200 200 ml/l Sabor e desa-
gradável
Sulfato 250 250 ml/l Sabor e corrosão
Selénio 0.01 0.01 ml/l Doenças Cardiovas-
culares
Sólidos Totais 1000 1000 ml/l Sabor desagradável
Dissolvidos
Zinco 3.0 3.0 ml/l Aparência e sabor e
desagradáveis
Pesticidas 0.0005 - ml/l Intoxicações e
Totais distúrbios de vária
ordem
Hidrocarbonatos 0.0001 - ml/l Sabor desagradável,
aromáticos po- intoxicações e
licı́clicos distúrbio de varia
ordem

Tabela 2.11: Parâmetros Quı́micos 3–3

Trabalho em Grupo 22 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
2.3.4 Parâmetros Orgânicos

Parâmetros Limite admissı́vel Máximo Unidade

SNS OMS
Tetracloreto de car- - 2
bono
Dicloro-metano - 20 µg/l
1,1 dicloroetano - NDS µg/l
1,2 dicloro-etano - 30 µg/l
1,1,1 tricloro-etano - 2 µg/l
Cloro de vinilo - 5 µg/l
1,1 dicloro-eteno - 30 µg/l
1,2 dicloro-eteno - 50 µg/l
Tri-cloro-eteno - 70 µg/l
Tetra-cloro-eteno - 40 µg/l
Benzeno – 10 µg/l
Tolueno – 700 µg/l
Xilenos - 500 µg/l
Etil-benzeno - 300 µg/l
Estireno - 20 µg/l
Benzopireno - 0,7 µg/l
Mono-cloro-benzeno - 300 µg/l

Tabela 2.12: Parâmetros Orgânicos 1–2

Trabalho em Grupo 23 SATA – ISPSongo


2.3. PARÂMETROS DE QUALIDADE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

Parâmetros Limite admissı́vel Máximo Unidade

SNS OMS
1,2 di-cloro-benzeno - 1 µg/l
1,3 di-cloro-benzeno - NDS µg/l
1,4 di-cloro-benzeno - 300 µg/l
Tri-cloro-benzenos - 20 /l
Adipato de di (2eti- - 80 µg/l
lhexilo)
Ftalato de - 8 µg/l
di(2etilhexilo)
Acrilamida - 0,5 µg/l
Epiclorhidrina - 0,4 µg/l
Hexa-cloro- - 0,6 µg/l
butadieno
EDTA - 200 µg/l
Ac. nitrilotriacético - 200 µg/l
Óxido de tri-butil- - 2 µg/l
estanho

Tabela 2.13: Parâmetros Orgânicos 2–2

Trabalho em Grupo 24 SATA – ISPSongo


2.4. EUTROFIZAÇÃO CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

2.4 Fenómeno de eutrofização das águas

As algas são organismos autótrofos capazes de produzir matéria orgânica e oxigénio a partir
de matéria inorgânica e por acção de energia solar (fotossı́ntese). Para o seu metabolismo
as algas também precisam de energia que é obtida por oxidação de matéria orgânica (o
mesmo processo ocorre quando as algas morrem ou são consumidas). Para o seu me-
tabolismo as algas precisam, para além dos elementos mencionados (H2 O, CO2 , energia),
outros elementos como o enxofre, nitrogénio e fósforo (chamados nutrientes).

Um crescimento reduzido de algas não traz problemas (podendo até servir de alimento
para os organismos na água) no entanto, caso existam concentrações elevadas de nutri-
entes e ao mesmo tempo suficiente luz pode-se verificar um crescimento em excessivo de
algas. Este crescimento forte pode turvar a água e lhe atribuir uma certa coloração (verde,
castanha ou vermelha).

Muitas algas na água podem portanto prejudicar a utilização da água para a recreação
e aumentar o custo do respectivo tratamento. O processo de adução e o aumento de
concentração de nutrientes chama-se eutroficação. Num determinado manancial de água
superficial, não é possı́vel evitar o crescimento de algas, no entanto, pode-se diminuir a
velocidade de crescimento destas por diminuição das concentrações de nutrientes na água
(por exemplo eliminar a adição artificial de nutrientes).

Importa notar que o fósforo, mesmo quando presente em menores concentrações (com-
parado com o azoto), já é capaz de provocar a eutroficação. Uma vez que a descarga
do azoto em águas superficiais é difı́cil de controlar, na prática o combate a eutroficação
em águas superficias é feito por meio da redução das descargas de fósforo (pela remoção
deste nutriente das águas residuais).

Trabalho em Grupo 25 SATA – ISPSongo


2.5. CONTAMINANTES DA ÁGUA CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

2.5 Contaminantes da água. Fontes e implicações a saúde


humana

AlUMÍNIO MCL 0.2 mg/L


(Al)
Riscos e Efeitos toxicos, provoca depositos de flocos de hidro-
efeitos xido de alumı́nio em sistemas de distribuicão e acen-
tuar a colorocão da água.
Origem .
MERCÚRIO MCL 0.002 mg/L
(Hg)
Riscos e Perda de visão e audição, deterioro intelectual,
efeitos alterações do sistema nervoso, interferência nos rins,
morte (a nı́veis elevados)
Origem Em fungicidas, baterias usadas, exploracao mineira,
equipamentos eléctricos, industria de papel e cloreto
de vinilo, depósitos naturais.
NITRATOS MCL 10.0 mg/L
(NO3 )
Riscos e Crescimento de plantas ema aguas superficiais, peri-
efeitos goso para os lactentes e criancas (a nivel elevados).
Origem Em fungicidas, baterias usadas, exploracão mineira,
equipamentos eléctricos, industria de papel e cloreto
de vinilo.
NITRITO MCL 0.001 mg/L
Riscos e Oxidação de hemoglobina, provoca ciano ou metahe-
efeitos moglobinemia (sı́ndrome do bebe azul).
Origem Em fertilizantes, esgotos, despejos industriais, drena-
gem e decomposição de matéria orgânica .

Tabela 2.14: Contaminantes e implicações a saúde humana 1–2.

Trabalho em Grupo 26 SATA – ISPSongo


2.6. PROCEDIMENTO DE TESTE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA

NIQUEL MCL 0.001 mg/L


(Ni)
Riscos e Oxidação de hidrogénio, ocasiona dermatite e ma
efeitos formação de fetos (em elevadas exposição).
Origem Encontra-se em plantas, animais e até mesmo no
solo.
SELÉNIO MCL 100 mg/L
(Se)
Riscos e Antioxidante, prevenção de cancer, fortalecimento do
efeitos sistema imunológico
Origem Encontra-se em solos, em certos alimentos (farinha
de trigo, pao e gema de ovo).
TÁLIO (Tl) MCL 100 mg/L
Riscos e Altamente tóxico, causa perda de cabelos e danos
efeitos nos nervos periféricos.
Origem Fabrição de aparelhos electrónicos .

Tabela 2.15: Contaminantes e implicações a saúde humana 2–2.

2.6 Procedimento de teste

Definição de objectivos

A caracterização da água corresponde à quantificação das impurezas de natura fı́sica,


quı́mica, biologia e radiológicas presentes na água. É a partir do conhecimento das im-
purezas presentes na água que se pode definir com segurança a técnica mais adequada
para seu tratamento foi satisfatório e se a agua distribuı́da à população é segura do ponto
de vista sanitário. A caracterização da água não se restringe às actividades de laboratório.

A definição dos parâmetros a serem monitorados depende dos objectivos do trabalho a


ser realizado, Esses objectivos podem ser, por exemplo: monitorar a qualidade da agua
para programas de despoluição ou preservação de mananciais, planear o uso dos recur-
sos hı́dricos, fornecer informações sobre a variação sazonal da qualidade da agua, para
dar subsı́dios à escola da técnica de tratamento a ser utilizada visando ao abastecimento

Trabalho em Grupo 27 SATA – ISPSongo


2.6. PROCEDIMENTO DE TESTE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
publico, verificar o atendimento aos padrões de qualidade de água para usos diversos, ava-
liar a eficiência dos diferentes processos de tratamento de agua, obter pesquisas cientificas.

A definição clara e precisa dos objectivos facilitara a realização de todas actividades, de-
pendendo da finalidade do trabalho, seleccionam-se os tipos de exames a serem realizados
(bacteriológicos, fı́sicos, quı́micos) e os respectivos parâmetros mais adequados para ca-
racterizar a água.

Colecta de amostras

Para serem representativas, as amostras precisam ser réplicas, as mais exactas possı́veis,
do ambiente fı́sico, quı́mico e biológico de onde foram colectadas, ou seja, agua colectada
deve representar a qualidade da água amostrada, em termos de concentração de com-
ponentes examinados. Para assegurar a representatividade das amostras, dois aspectos
principais devem ser observados: a escolha dos pontos de amostragem e a frequência das
amostras.

No caso da avaliação da qualidade da água bruta em um rio ou represa, por exemplo, deve-
se levar em conta que a qualidade da água pode variar temporal e espacialmente, quando
afectada por fontes de poluição ou de diluição difusa ou pontual, tais como a mistura com
um afluente, que apresenta água com qualidade diferente.

Validação de amostras

Para que as amostras tenham validade, devem ser observadas rigorosamente as recomendações
técnicas aplicáveis as etapas de colecta e preservação das mesmas. Os cuidados devem
ser tomadas desde a colocação das etiquetas de identificação ate o transporte das amos-
tras ao laboratório.

Preservação de amostras

As técnicas de preservação em geral restringem-se a retardar a actividade biológica e a


hidrólise de compostos, ou de reduzir a volatilidade dos constituintes que serão analisa-
dos. Sempre que possı́vel, recomenda-se efectuar as análises no próprio local de colecta,
mas a complexidade de algumas determinações inviabiliza este procedimento. Os dados
obtidos em laboratório e em campo devem ser processados adequadamente e verificados

Trabalho em Grupo 28 SATA – ISPSongo


2.6. PROCEDIMENTO DE TESTE CAPÍTULO 2. QUALIDADE DA ÁGUA
quanto a sua consistência. Nesta etapa podem ser realizados tratamentos estatı́sticos,
determinações de tendências, correlações etc., e a apresentação dos resultados em for-
mas apropriadas (gráficos, planilhas, mapas temáticos etc.), organizando-se um banco de
dados.

Controle de qualidade

Existem diversas técnicas analı́ticas que podem ser utilizadas para quantificar um deter-
minado parâmetro, a escolha das técnicas de análise deve ser baseada na avaliação da
sensibilidade e especificidade requeridas para o tipo de amostra (agua bruta, tratada ou
distribuı́da). Por exemplo, se é desejada a informação sobre os nı́veis de chumbo que po-
dem causar problemas a saúde, nos sistemas públicos de agua, haverá, evidentemente,
pouco valor se for usado um método analı́tico incapaz de medir concentrações menores
que 1 mg/L, pois eh sabido que o chumbo pode causar efeitos danosos ah saúde em
concentrações muito muito inferiores a essa. Algumas análises podem ser facilmente imple-
mentadas em pequenos laboratórios de saneamento, tais como análises de rotina (turbidez,
pH, cor, cloro residual), realizadas nas próprias estacões de tratamento de água, mas to-
das análises precisam ser realizadas com máximos rigor técnico e cientı́fico, para que haja
confiabilidade nos resultados.

Processamento de resultados obtidos

Os ı́ndices de Qualidade da Água (IQA) são bastante úteis para dar uma ideia da tendência
de evolução da qualidade da água ao longo do tempo, além de permitir a comparação
entre diferentes mananciais. O IQA varia normalmente entre 0 (zero) e 100 (cem), sendo
que, quanto maior o seu valor, melhor é a qualidade da água. Este IQA é determinado
pelo produto ponderado dos seguintes parâmetros de caracterização das águas: Oxigénio
Dissolvido (OD), Demanda Bioquı́mica de Oxigénio (DBO), Coliformes Fecais, Temperatura,
pH, Nitrogénio Total, Fósforo Total, Turbidez e sólidos Totais. (SEAMA, 2004)

IQA 80 a 100 52 a 79 37 a 51 20 a 36 0 a 19

Qualidade da água Ótima Boa Aceitável Ruim Péssima

Tabela 2.16: Classificação de águas de acordo com o IQA calculado.

Trabalho em Grupo 29 SATA – ISPSongo


Capı́tulo 3

Conclusão

As exigências humanas quanto a qualidade da água crescem com o progresso humano e


o da técnica. Justamente para evitar os perigos decorrentes da má qualidade de água, são
estabelecidos padrões de potabilidade, por essas e outras razões deve-se ter certo juı́zo
no uso da água (através da identificação das suas caracterı́sticas) para evitar possı́veis
contaminações de doenças de transmissão hı́drica e mortes de algumas espécies viventes
na água. Estas propriedades, caracterı́sticas e padrões apresentam os Valores Máximos
Permissı́veis (VMP) com que elementos nocivos ou caracterı́sticas desagradáveis podem
estar na água, sem que esta se torne inconveniente para o consumo humano.

De concluir que nem toda a contaminação da água tem influência do homem, mas sim a na-
tureza também contamina através do ciclo hidrológico. E que os procedimentos de testes de
qualidade podem ser efectuados tanto em campo como em laboratórios, sequenciados da
colecta de amostras, validação, preservação, controle e processamento de resultados obti-
dos. Na maioria das vezes convêm apreciar os parâmetros do pH, Cálcio, Sódio, Magnésio,
Ferro, Zinco, Fluoreto, Sulfato, Nitrato e Cloretos.

30
Bibliografia

[1] DE PÁDUA. Valter Lúcio. Abastecimento de Água para o Consumo Humano. Volume
1. 2a edição revista e atualizada. Belo horizonte: Editora UFMG,2010.

[2] QUINTELA. António de Carvalho. Hidráulica. 11a edição. Lisboa: Fundação Calouste
Gulbenkian, 2009.

[3] MATSINHE e RIETVELD. Eng. Nelson e Eng. Luuk. Abastecimento de Água. Apostila
da UEM. TuDelf. Julho de 1992.

[4] FILHOS. Carlos Fernandes de Madeira. Abastecimento de Água. Apostila da Universi-


dade Coimpinas Grande. Brasil.

[5] VON SPERLING, M. Introdução a qualidade das águas e ao tratamento de esgotos.


Belo horizonte: Desa/UFMG, 1996.

[6] MINISTERIO DA SAÚDE. Manual de Saneamento. SP-FNS, 4-20. 2001

31

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