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A síndrome do ninho vazio (https://centradaemsi.pt/a-


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Quando os filhos se tornam independentes e saem de casa, é normal que nos sintamos
tristes ou sem saber exatamente como reagir. Precisamos de tempo para nos adaptarmos.
Se está nesta situação, damos-lhe as chaves para dar a volta.

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Os filhos ocupam grande parte do nosso tempo e dos nossos pensamentos. Durante muitos
anos é em torno deles que programamos o nosso dia a dia. Damos-lhes atenção, cuidamos
deles, estamos constantemente atentos às suas necesidades, partilhamos casa com eles, fazem-
nos companhia, falamos com eles, divertimo-nos… Quando os nosso filhos já são adultos este
tempo que passamos juntos reduz-se e o nosso papel de mãe torna-se menos ativo, mas
sabemos que virão comer ou dormir a casa, e que os veremos diariamente. E quase sem nos
darmos conta, um dia vão-se embora.

Nesse momento podemos sentir que perdemos parte O seu papel de mãe não
de nós mesmas, parte da nossa missão ou dos nossos
objetivos vitais, entre os que estavam “fazer com que
acabou, só está diferente.
tenham sucesso na vida”, “cuidar deles” ou “estar Agora é o momento certo para
disponível para as suas coisas”. A casa fica mais potenciar-se a si mesma
silenciosa, sabemos que podem passar vários dias
sem os vermos, chegamos inclusivamente a pensar que somos menos importantes para eles e
sentir-nos tristes e desanimadas.

Este conjunto de emoções e pensamentos é conhecido como “síndrome do ninho vazio”,


período em que temos que reavaliar as nossas prioridades, redefinir os nossos papéis e a nós
mesmas em função de outros aspetos.

Chaves para enfrentar o ninho vazio


Claro que estes sintomas são normais e não ocorrem em todos os casos, mas se se identifica
com o que acabámos de descrever, tome nota:

1. Mude a sua forma de pensar: quando se redescobrir pensando em si própria e no que faz
mais falta da sua vida em casa com os seus filhos, centre o seu pensamento neles. Pense na
sorte que têm por poderem ser independentes, e em como o seu papel foi importante nesse
facto. Se pensar bem, qual é a função dos pais? Fazer com que os filhos sejam independentes
e que possam construir a sua própria vida, tomar as suas próprias decisões. E isso já
conseguiram.
2. Faça uma lista de tudo o que há muito queria fazer e andava a adiar porque “tinha que estar
em casa”, “o seu filho/filha comia a tal hora”… Talvez num primeiro momento não tenha que
dedicar-se efetivamente a essas atividades, mas assim poderá começar a pensar em projetos
que a estimulem para depois atrever-se a dar um passo em frente e iniciá-los.
3. Fale com o seu companheiro: ainda que seja mais comum entre as mulheres, os homens
também podem também vivê-lo e alguns casos podem não saber como expressá-lo. Falem
sobre o que cada um sente e sobre os planos de ambos que ficaram por cumprir. Se não os
cumpriram até agora, este é o melhor momento para se reencontrarem como casal e não
estarem apenas centrados no vosso papel de pais.
4. Reserve tempo para pensar em si: quem é realmente, quais são as suas funções além de mãe,
e quais delas deixou de lado e gostaria de recuperar.
5. Não fique à espera que sejam sempre os seus filhos a ligar-lhe para irem a casa. Programe
reuniões familiares, deixe de ter um papel passivo para assumir um papel ativo. Fale com eles.
Estabeleçam acordos, decidam que não podem passar mais de um mês sem se verem e
almoçar ou jantar juntos.

Lembre-se: o seu papel de mãe não acabou. Só mudou, tal como foi acontecendo ao longo do
tempo, desde que os seus filhos eram pequenos até agora. Potencie as suas outras facetas
(https://centradaemsi.pt/6-conselhos-para-melhorar-a-sua-autoestima/). Continua a ser mãe
mas também é mulher.

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