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HIGIENE DO TRABALHO

 Higiene do Trabalho é um conjunto de normas e procedimentos que visam à


proteção da integridade física e mental do trabalhador, preservando-o dos riscos
de saúde inerentes às tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são
executadas.
 A Higiene do Trabalho tem caráter eminentemente preventivo, pois objetiva a
saúde e o conforto do trabalhador, evitando que adoeça e se ausente provisória
ou definitivamente do trabalho.
 Sabe-se que trabalhador, em suas atividades rotineiras, se expõe a diversos
riscos que decorrem das condições inerentes ao ambiente de trabalho. Portanto,
estes riscos são as condições inseguras do trabalho, capazes de afetar a saúde,
a segurança e o bem estar do trabalhador.
 Riscos Operacionais: condições inseguras relativas ao processo produtivo
(máquinas desprotegidas, pisos escorregadios, empilhamentos precários, etc);
 Riscos Ambientais: condições inseguras relativas ao ambiente de trabalho
(gases e vapores tóxicos, o ruído e calor intensos, etc.)

Exemplos de riscos ambientais:


 Tradicionalmente, a Segurança do Trabalho trata da prevenção e controle dos
riscos operacionais e a Higiene do Trabalho dos riscos ambientais.
 Infelizmente, existem atividades ou processos produtivos que geram os riscos
ambientais, como exemplo as Siderúrgicas (geram poeira, ruído, calor, etc.),
as indústrias automobilísticas (geram ruído, vapores de tintas, etc.), as
atividades dos soldadores (geram fumos metálicos) etc.
 Em função da gravidade do problema, o Ministério do Trabalho criou NR’s
especificas que regulamentassem o gerenciamento dos fatores dos riscos
ambientais, do meio ambiente e da qualidade de vida. Essas normas são:
NR 9 – PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;
NR 7 – PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional;
NR 15 – Operações e Atividades Insalubres.

PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS

 O PPRA é um programa de higiene que visa à prevenção da saúde e integridade


dos trabalhadores. Para atingir este objetivo, a empresa deve identificar todos
os riscos ambientais gerados em seus processos produtivos, avaliá-los e, a partir
daí adotar medidas que visem eliminá-los, reduzi-los ou controlá-los.

 Importante salientar que o PPRA é um programa estabelecido pelo Ministério do


Trabalho, através da NR 9, sendo obrigatório a sua implementação e controle,
sob pena de aplicação de multas pelo seu descumprimento, ou até mesmo a
interdição do estabelecimento, caso detectado risco grave e iminente que possa
causar acidente do trabalho.
 É preciso agruparmos os riscos ambientais (ruído, poeira, frio, bactérias etc)
conforme as suas características semelhantes. Assim, os riscos ambientais são
classificados em riscos Físicos, Químicos e Biológicos.
 Consideram-se os agentes físicos as diversas formas de energia a que possam
estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões
anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e não ionizantes.
 Consideram-se os agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos
que possam penetrar pelo organismo pela via respiratória, nas formas de
poeiras, fumos, névoas, gases, ou vapores, ou que pela natureza da atividade
de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através
da pele ou por ingestão.
 Consideram-se os agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos,
parasitas, protozoários, vírus, etc,

DESENVOLVIMENTO DO PPRA
 A NR 9 determina uma metodologia para desenvolver o PPRA, em 4 fases:
1. Antecipação de riscos ambientais;
2. Reconhecimento dos riscos ambientais;
3. Avaliação dos riscos ambientais;
4. Controle dos riscos ambientais.

1) Antecipação dos riscos ambientais:


Identificação dos riscos ambientais e adoção de medidas de controle na fase de
instalação do estabelecimento ou setor da empresa. Nesta fase de planejamento
poderão ser previstas medidas de isolamento e segregação de fonte poluidora.
2) Reconhecimento dos riscos ambientais:
Identificação dos riscos ambientais (quando a empresa já está em funcionamento) em
cada setor de trabalho, as principais fontes geradoras do risco, medidas de controle
existentes, dentre outros.
O reconhecimento dos riscos deverá conter:
a) A sua identificação;
b) A determinação e localização das possíveis fontes geradoras;
c) A identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes
no ambiente de trabalho;
d) Os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados;
e) A descrição das medidas de controle já existentes;

Exemplo:
 Por exemplo, se determinada máquina ou processo produz uma substância
química nociva à saúde e a trajetória dessa substância, da fonte geradora até o
ponto de exaustão, expõe diversos outros postos de trabalho à ação do agente
de risco, havendo possibilidade de alterar a localização da fonte geradora, pode-
se diminuir o número de trabalhadores expostos.
 Os níveis de ruído, se a fonte for corretamente identificada, algumas vezes
podem ser reduzidos com a simples troca de peças desgastadas. Outras vezes
a saída de ar comprimido de certos equipamentos produz ruídos que podem ser
reduzidos levando essa saída para fora do ambiente de trabalho.
 3) Avaliação dos riscos ambientais:
Quantificar ou qualificar o risco ambiental existente no setor de trabalho, através da
utilização de Instrumentos de Medição ou métodos de inspeção, objetivando
dimensionar o quanto os trabalhadores estão expostos.
 Os dados obtidos devem ser comparados com os Limites de Tolerância previstos
na NR15 (Operações e atividades insalubres);
 Os Limites de Tolerância são valores máximos que, acredita-se, não cause
danos à saúde do trabalhador.
A avaliação quantitativa deverá ser realizada sempre que necessário para:
a) Comprovar o controle da exposição ou a inexistência de riscos identificados na
etapa de reconhecimento;
b) Dimensionar a exposição dos trabalhadores;
c) Auxiliar o equacionamento das medidas de controle.

4) Controle dos riscos ambientais:


Exemplos: