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Direito Penal

Cleber Masson
Fontes do direito penal
 Materiais, substanciais ou de produção: é o órgão constitucionalmente encarregado
de elaborar o Direito Penal, ou seja, a União, c.f. art. 22, PU. CF/88.
A União pode delegar essa competência aos Estados por meio de Lei Complementar,
para legislar sobre questões específicas, c.f. art. 22, PU, CF/88.
 Formais, cognitivas ou de convencimento: é o modo pelo qual o Direito Penal se
revela: Subdividem-se em:
A) Fonte formal imediata: é a lei editada conforme o processo legislativo
constitucional
B) Fontes formais mediatas ou secundárias: são os costumes, os princípios
gerais de direito e os atos administrativos. Consideram-se também, com
ressalva, a doutrina, a jurisprudência e os tratados internacionais.

Fontes Formais imediatas


Costume é a prática reiterada de uma conduta, de modo constante e uniforme (requisito
objetivo), por força da convicção de sua obrigatoriedade (requisito subjetivo).
A) Secundum legem ou interpretativo: auxilia o interprete a esclarecer o
conteúdo de elementos ou circunstâncias do tipo penal;
B) Contra legem ou negativo: contraria a lei, mas não tem o condão revogá-la.
C) Praeter legem ou integrativo: supre a lacuna da lei e somente pode ser
utilizado na seara das normas penais não incriminadoras

Princípios gerais de direitos são os valores fundamentais que inspiram a elaboração e a


preservação do ordenamento jurídico.

Ato da administração público funciona como complemento de algumas leis penais em branco.

PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL


 Princípio da reserva legal ou da estrita legalidade. Art. 5º XXXIX, CF/88 e art. 1º do CP.
A exclusividade da lei para a criação de delitos e de penas. Dois fundamentos: político
(proteção do ser humano face ao poder de punir) e jurídico ( taxatividade do conteúdo
do tipo penal).
Mandados de criminalização explícitos na Constituição Federal indicam matérias sobre as quais
o legislador não tem a faculdade de legislar, mas a obrigatoriedade de tratar. (Ex. art. 5º CF,
tortura, terrorismo, tráfico de drogas e afins...).
 Princípio da anterioridade define que o crime e a pena devem estar definidos em lei
prévia ao fato cuja punição se pretende. É permitida a retroatividade da lei benigna.
 Princípio da insignificância ou criminalidade de bagatela, o Direito Penal não deve se
ocupar de assuntos irrelevantes, incapazes de lesar bem jurídico. Não se aplica esse princípio
em crimes praticados com emprego de violência ou grave ameaça à pessoa. STF também veda
a sua aplicação nos crimes da L. n. 11.343/06.
Requisitos autorizadores do STF para reconhecimento do princípio: a mínima ofensividade
da conduta, a ausência de periculosidade social da ação, o reduzido grau de reprovabilidade do
comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica. O supremo também enxerga a
qualidade pessoa da vítima e o importe do bem para o lesado.
Não se aplica nos crimes praticados com emprego de violência ou grave ameaça a pessoa,
tampouco nos crimes da l. 11.343/06.
 Princípio da individualização art. 5.º, XLVI CF, desenvolve-se em três planos: legislativo,
administrativo e judiciário.
 Princípio da alteridade de Claus Roxin: proíbe a incriminação de atitude meramente
interna do agente, bem como do pensamento ou de condutas moralmente censuráveis,
incapazes de invadir o patrimônio jurídico alheio.
 Princípio da confiança: se baseia na premissa de que todos devem esperar por parte
das demais pessoas comportamentos responsáveis e em consonância com o ordenamento
jurídico.
A conseqüente aplicação da deste pensamento no direito penal será a de excluir
responsabilidade dos agentes em relação a fatos que se estendam para além do dever
concreto que lhes é imposto nessa circunstância e nas condições existentes no momento de
realizar a atividade. Funciona como limite o dever objetivo de cuidado.
Princípio da adequação social: não pode ser considerado criminoso o comportamento
humano que, embora tipificado em lei, não afrontar o sentimento social de justiça.
Princípio da intervenção mínima: art. 8.º da Declaração de Direitos do Homem e do
Cidadão. Surgia o princípio da intervenção mínima ou da necessidade, afirmando ser legítima a
intervenção penal apenas quando a criminalização de um fato se constitui meio indispensável
para a proteção de determinado bem ou interesse (fragmentariedade do direito penal), não
podendo ser tutelado por outros ramos do ordenamento jurídico.
Princípio da fragmentariedade ou caráter fragmentário do Direito Penal.
Nem todos os ilícitos configuram infrações penais.
Deve ser utilizado no plano abstrato, para o fim de permitir a criação de tipos penais
somente quando os demais ramos do Direito tiverem falhado na tarefa de proteção de um
bem jurídico. Refere-se, assim, à atividade legislativa.
Princípio da subsidiariedade (Plano concreto)
Este princípio, ao contrário do postulado da frgmentariedade, se projeta no planop
concreto, isto é, em sua atuação prática o Direito Pena somente se legitima quando os demais
meios disponíveis já tiverem sido empregados, sem sucesso, para proteção do bem jujrídico.
Princípio da proporcionalidade
Incide tanto na atividade legislativa, como forte barreira impositiva de limites ao
legislador, como também na atividade judicial na dosimetria da pena-base.
Princípio da humanidade
Apregoa a inconstitucionalidade da criação de tipos penais ou a cominação de penas que
violam a incolumidade física ou moral de alguém. Decorre da dignidade da pessoa humana.
Princípio da ofensividade ou da lesividade
Não há infração penal quando a conduta não tiver oferecido ao menos perigo de lesão ao
bem jurídico, incide tanto em nível legislativo como no âmbito jurisdicional.
Principio da exclusiva proteção do bem jurídico
Veda ao Direito Penal a preocupação com as intenções e pensamentos das pessoas, do seu
modo de viver ou de pensar, ou ainda de suas condutas internas, enquanto não exteriorizada a
atividade delitiva.
Princípio da imputação pessoal
O Direito Penal não pode castigar um fato cometido por agente que atue sem
culpabilidade.
Princípio da responsabilidade pelo fato
Os tipos penais devem definir fatos, associando-lhes as penas respectivas, e não
estereotipar autores em razão de alguma condição específica. Guarda sintonia com o Direito
Penal do inimigo, idealizado pelo alemão Günther Jakobs.
Princípio da personalidade ou da intranscendência
Ninguém pode ser responsabilizado por fato cometido por terceira pessoa.
Consequentemente, a pena não pode passar da pessoa do condenado.
Princípio da responsabilidade penal subjetiva
Nenhum resultado penalmente relevante pode ser atribuído a quem não o tenha
produzido por dolo ou culpa. (art. 19 do CP).
Classificação das Leis Penais
a) Incriminadoras: são as que criam crimes e cominam penas.
b) Não incriminadoras: são as que não criam crimes nem cominam penas. Subdividem-se:
Permissivas: autorizam a prática de condutas típicas (causas excludente da ilicitude).
Exculpantes: estabelecem a não culpabilidade do agente ou ainda a impunidade de
determinados delitos.
Interpretativas: esclarecem o conteúdo e o significado de outras leis penais.
De aplicação, finais ou complementares: delimitam o campo de validade das leis
incriminadoras.
Diretivas: são as que estabelecem os princípios de determinada matérias.
Integrativas ou de extensão: são as que complementam a tipicidade no tocante ao
nexo causal.
Completas ou perfeitas: apresentam todos os elementos da conduta criminosa;
Incompletas ou imperfeitas: reservam a complementação de definição da conduta
criminosa a uma outra lei, a um ato da Administração Pública ou ao julgador.
Lei penal em branco
Homogênea;
Heterogênea:
inversa ou ao avesso: o preceito primário é completo, mas o secundário reclama
complementação legal. Ex. Lei 2.889/1956 – Crimes de Genocídios.