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Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett (1843)

A obra Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, apresenta o drama que se abate sobre a
família de Manuel de Sousa Coutinho e D. Madalena de Vilhena.

O Tempo

 A ação dramática de Frei Luís de Sousa, acontece em 1599, durante o domínio


filipino, 21 anos apos a batalha de Alcácer Quibir que aconteceu a 4 de Agosto de
1578.

 A ação reporta-se no final do seculo XVI, porém o texto é escrito no seculo XIX.

 Referencia aos vinte e um anos passados apos a batalha de Alcácer Quibir (4 de


Agosto de 1578), que indica que a chegada do Romeiro, no final do Ato II, ocorre
no dia 4 de Agosto de 1599.

Estrutura da Peça

ESTRUTURA INTERNA ESTRUTURA EXTERNA


 O primeiro casamento de D.
Madalena;
 O desaparecimento do seu primeiro
EXPOSIÇÃO marido; ATO I: CENAS I-III
 O segundo casamento de D.
Madalena;
 A debilidade física de Maria.
 O desenvolvimento da ação até ao
climax; ATO I: CENAS III-XII
CONFLITO  Reconhecimento de D. João de ATO II: CENAS I-XV
Portugal, encoberto na figura do ATO III: CENAS I-IX
Romeiro.
 Morte física de Maria;
DESENLACE  Morte espiritual de D. Madalena e ATO III: CENAS X-XII
de Manuel de Sousa Countinho.
As Personagens

D. Madalena tinha 17 anos quando D. João de Portugal


desapareceu na Batalha de Alcácer Quibir. Procurou durante
7 anos. Há 14 que vive com Manuel Sousa Coutinho. Tem
agora 38 anos.
Surge também como “pobre mãe”, “coitada”, que se
D. Madalena de Vilhena
encontra em pânico, com pressentimento de desgraça. Surge
ainda como uma mulher apaixonada pelas qualidades morais
do seu marido, Manuel Sousa Coutinho, mas não consegue
esquecer que o seu primeiro marido, “vivo ou morto”,
apareceria um dia.
É um nobre e honrado fidalgo, que queima o seu próprio
palácio, para não receber os governadores. Embora
Manuel Sousa Coutinho apresente a razão a dominar os sentimentos, por vezes, estes
sobrepõem-se, quando se preocupa com a doença da filha. É
um bom pai e um bom marido.
Tem 13 anos, é uma menina bela, mas frágil, com
tuberculose, e acredita com fervor que D. sebastião
regressará. Ao pressentir a hipótese de ser filha ilegítima
sofre moralmente.
Maria de Noronha Criada por Telmo, que no início não a podia ver, pois era fruto
de uma relação que ele não apoiava, Maria cresceu a ouvir
historias que Telmo lhe contava sobre D. João de Portugal e
D. Sebastião. Por tudo isso e pela sua própria natureza
sonhadora, Maria acredita que D. Sebastião está vivo.
É o velho criado, confidente privilegiado e define-se pela
lealdade e fidelidade. Não quer magoar nem pretende a
desgraça da família de D. Madalena e Manuel. Mas como
verdadeiro crente no mito sebastianista, acredita que D. João
de Portugal há de regressar. Telmo percebe aquilo que já
Telmo Pais
parecia adivinhar e temer: ama mais Maria do que o seu
antigo senhor. Aquele regresso de D. João de Portugal, tantas
vezes desejado, revelou-se profundamente dramático, só
trouxe desgraça, levando Telmo a desejar que o seu antigo
amo tivesse ficado na batalha.
Apresenta-se como peregrino, mas é o próprio D. João de
Portugal. Os vinte anos de cativeiro transformaram-no e já
Romeiro nem a mulher reconhece. Romeiro que se identifica como
“Ninguém”. O seu fantasma paira sobre a felicidade daquele
lar como uma ameaça trágica.
Irmão de Manuel de Sousa, amigo da família e confidente nas
horas de agustia. Vai ter um papel importante na
identificação do Romeiro.
Frei Jorge Coutinho
É uma personagem que impõem uma certa racionalidade no
final da peça, tentando manter o equilíbrio no seio da família
angustiada e desfeita.
A Simbologia

 Dia aziago: sexta- feira, fim da tarde (Ato I), sexta- feira, tarde (Ato II) sexta-
feira, alta noite (Ato III); numa sexta-feira D. Madalena casou-se pela primeira
vez; numa sexta-feira viu Manuel pela primeira vez; numa sexta-feira dá-se o
regresso de D. João de Portugal; numa sexta-feira morre D. Sebastião.

 A numerologia parece ter sido escolhida intencionalmente. Madalena casou 7


anos depois do desaparecimento de D. João na batalha de Alcácer Quibir; há 14
anos que vive com Manuel de Sousa Coutinho; a desgraça, com o aparecimento
do Romeiro, sucede 21 anos depois da batalha. O número 7 é um número
primo que se liga ao ciclo lunar. O número 3 é o número da criação e
representa o círculo perfeito. Exprime o percurso da vida: nascimento,
crescimento e morte. O número 21 significa a fatalidade perfeita.

 Maria vive apenas 13 anos. Na crença popular o 13 indica azar.

O valor simbólico dos retratos

 O retrato de D. Sebastião: símbolo do sebastianismo que percorre obra


 O retrato de Camões: símbolo do nacionalismo, representa a exaltação da pátria e a
importância atribuída à literatura e aos seus autores principais.
 O retrato de D. João de Portugal: simbolismo associado à destruição do retrato de
Manuel de Sousa Coutinho, no final do Ato I. Enquanto a casa e o retrato de Manuel
desapareceram com o fogo, assume destaque o retrato de D. João de Portugal, o que
torna a personagem mais ameaçadora e mais presente.

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