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/; SANTIAGO ESTRADA

PASANDO
POR

MONTEVIDEO

BUENOS AIRES
IMPRENTA DE P A B L O E. C O N I , ESPECIAL P A R A OBRAS

60, Calle Alsina, 60


M DCCC L X X X I I I
A LA

H
RA
§) A
fjARIA § ! . DE I^EQUENA

TESTIMONIO DE GRATITUD

EL AUTOR.
P A S A N D O POR MONTEVIDEO

R e c i e n en 1869, d e s p u é s de h a b e r a c a r i -
ciado m u c h o s años la ilusión de c o n o c e r la
ciudad de M o n t e v i d e o , r e n o m b r a d a p o r su
sorprendente actividad comercial, p o r el
d e n u e d o de sus v a r o n e s y la d o n o s u r a de
sus m u j e r e s , nos fué dado v i s i t a r la q u e ,
con s o b r a d a r a z ó n , ha sido d e n o m i n a d a C á -
diz a m e r i c a n a . N i otras b e l l e z a s n a t u r a l e s ,
ni otras p o b l a c i o n e s suntuosas, ni otra fran-
ca h o s p i t a l i d a d , han c o n s e g u i d o b o r r a r la
i m p r e s i ó n q u e entonces nos c a u s a r o n a q u e l
t e r r e n o o n d u l a d o , aquel m o s a i c o d e e d i f i -
cios, aquel mar r u m o r o s o , aquel rio p l a t e a -
do, aquellos jardines herederos d é l a v e g e -
— 6 —

tacion i n m a r c e s i b l e de las c a m p i ñ a s g r i e -
gas.
Cada v e z q u e h e m o s v u e l t o á M o n t e v i d e o
b u s c a n d o el c a m i n o del P a c í f i c o ó regre-
sado salpicados con las e s p u m a s de las olas
agitadas del m a r de Balboa, ó que h e m o s
i d o á e n c o n t r a r en tierra estraña el r e p o s o
q u e m o m e n t á n e a m e n t e nos n e g a b a la n a -
tiva, nos h e m o s adelantado al sol para c o n -
t e m p l a r la simpática ciudad, m e d i o a l u m -
b r a d a por la luz del alba y m e d i o o s c u r e c i d a
p o r las s o m b r a s de la n o c h e .
E s t r e m e c i d o el a i r e por las vibraciones
de las c a m p a n a s q u e l l a m a n á M i s a de p r i -
ma á los q u e no han d o r m i d o atribulados,
á los j o r n a l e r o s q u e entrado el dia carece-
rán de media h o r a que c o n s a g r a r al e s p í r i -
tu, y á l o s q u e tienen la buena c o s t u m b r e
de m a d r u g a r , hasta la v o z de la R e l i g i ó n
añade su m í s t i c o acento a los r u m o r e s p o é -
ticos de la naturaleza, q u e canta para d e s -
p e r t a r la s o m n o l i e n t a mañana.
P o c o d e s p u é s las v a g a s siluetas se a c e n -
túan, y las t o r r e s y l o s m i r a d o r e s , y los
— 7—
edificios e m p i e z a n á d e s t a c a r s e , a l b o s y e l e -
g a n t e s , c o m o si acabaran de d a r l e s la ú l t i -
m a m a n o los artífices.
M o n t e v i d e o , p o r las c o n d i c i o n e s g e o l ó g i -
cas y t o p o g r á f i c a s de su s u e l o , en q u e es-
casean la h u m e d a d y el p o l v o y abundan el
a i r e y la luz, p a r e c e s i e m p r e una ciudad
nueva.
P a s a n d o del m u e l l e al H o t e l Oriental, el
visitante ó el v i a j e r o encuentra la mejor
casa de su g é n e r o en S u d - A m é r i c a . Con-
sultó el arquitecto la sencillez, la c o m o d i -
dad y la h i g i e n e , y al penetrar en el patio no
se r e s p i r a el a m b i e n t e de cuarto c e r r a d o
q u e p r e d o m i n a en la g e n e r a l i d a d de las p o -
sadas.
L a R e p ú b l i c a Oriental d e b e pasar h o y p o r
un p e r í o d o fatal para su c o m e r c i o , q u e p o r
su estension há p o c o escedia las p r o p o r c i o -
nes n a t u r a l e s . El m o v i m i e n t o a d u a n e r o de
M o n t e v i d e o , casi correspondía con el de
una p o b l a c i ó n e u r o p e a de d o b l e número
q u e la r e p a r t i d a en toda la R e p ú b l i c a del
U r u g u a y . Dá t e s t i m o n i o de esta crisis el
— 8 —

r e l o j del B a n c o C o m e r c i a l , p a r a d o en l a s
t r e s , y , s e g ú n dicen los v e c i n o s , r e c o r d a n d o
la d u r a c i ó n de su i n m o v i l i d a d , sin e s p e r a n -
za de v o l v e r á andar.
P e r o esta situación q u e todos l a m e n t a n ,
no i m p i d e q u e la c a l l e del « 25 de M a y o »
sea una g r a n v i d r i e r a p a r i s i e n s e , dividida
en tantos compartimentos como tiendas
h a y en ella, d o n d e la m o d a , ó m e j o r dicho
el c a p r i c h o e x h i b e todo cuanto n e c e s i t a n el
lujo, la elegancia y el buen gusto para satis-
facer sus e x i g e n c i a s .
L a n u e v a plaza, q u e s i r v e de punto de ar-
r a n q u e á la g r a n a v e n i d a d e l « 1 8 de Julio »,
cortada p o r el m o n u m e n t o e r i g i d o en el r e -
cinto c o n s a g r a d o á p e r p e t u a r la memoria
de la batalla de « C a g a n c h a » , p o r sus p r o -
porciones y la e l e v a c i ó n de l o s edificios
q u e la r o d e a n , no d e s m e r e c e c o m p a r a d a con
otras g r a n d e s p l a z a s e u r o p e a s . Cuando en
las p r i m e r a s h o r a s de la m a ñ a n a las g e n t e s
v a n de la ciudad nueva á s u s ' q u e h a c e r e s
en la ciudad vieja, y cuando de la v i e j a , al
sonar las cinco en el reloj de la M a t r i z , e m -
— 9 —

piezan a r e g r e s a r buscando sus h o g a r e s en


la nueva, o f r e c e el aspecto m a s pintoresco
y a n i m a d o . L a a m p l i t u d de m u r o á m u r o ,
la c o m o d i d a d de las a c e r a s , la p r o d i g a l i d a d
de m á r m o l e s de Italia y de a z u l e j o s de S e -
v i l l a , la a r b o l e d a q u e se estiende de un e s -
t r e m o á otro de la via, presentan á la vista,
de g o l p e y reducida en r e l i e v e , la planta de
las ciudades modernas. Roma y Grecia
fueron g r a n d e s p o r q u e t u v i e r o n caminos:
P a r i s y L o n d r e s hacen consistir su princi-
pal h e r m o s u r a , en la c o m o d i d a d de sus ca-
l l e s y a v e n i d a s . L a capacidad de las v i a s y
los a c u e d u c t o s , d e b e estar en r e l a c i ó n con
la masa de h o m b r e s y de agua á q u e den
paso.

P e r o desandando el c a m i n o q u e a c a b a m o s
de h a c e r , v o l v a m o s á la ciudad v i e j a , que
nos obliga un e n c a r g o . Para cumplirlo
v a m o s al C o l e g i o de las Hijas de San V i c e n -
te de P a u l . Es la hora c o n s a g r a d a al r e c r e o ,
y las niñas ejecutan en el patio una r o n d a
d i r i g i d a p o r la H e r m a n a q u e las cuida, y
— lo-
q u e t a m b i é n , preocupada de la tarea de
prolongar m o r a l m e n t e á sus a l u m n a s la
época d é l a infancia, toma parte en el j u e g o .
Dos p a l o m a s b l a n c a s , colocadas en el cen-
tro del c í r c u l o , siguen los m o v i m i e n t o s de
las niñas, sin que ninguna las p e r s i g a , y
disfrutando de una f a m i l i a r i d a d e n c a n t a d o -
ra. P a r e c e q u e allí las p a l o m a s se h u b i e r a n
v u e l t o niñas, y las niñas p a l o m a s .

Del Colegio p a s e m o s á la I g l e s i a que c o n s -


t r u y e n los P a d r e s Capuchinos, l l e v a d o s por
la fama artística de un altar de m á r m o l y
p ó r f i d o , ele estilo « b a r o c o » , que en este m o -
m e n t o acaba de ser c o l o c a d o . Es una pieza
a d m i r a b l e del s i g l o X V I , c o m p r a d a en la
a l m o n e d a de un m o n a s t e r i o disuelto p o r la
r e v o l u c i ó n italiana y labrada á e s p e n s a s de
un hijo, interprete de la v o l u n t a d de su pa-
d r e . L a r e v o l u c i ó n r e m u e v e d e s de las ofren-
dasd el a m o r filial hasta las p i e d r a s . El cata-
c l i s m o q u e a r r a n c ó esos m á r m o l e s p r i m o -
r o s o s , los ha a r r o j a d o á M o n t e v i d e o , á t r a -
v é s del O c é a n o , y M o n t e v i d e o ha v u e l t o á
— 11 —

r e u n i r l o s á la s o m b r a de una b ó v e d a , r e s -
tableciendo el ara del Sacrificio en el altar,
Cuando s a l í a m o s del t e m p l o , no t e r m i n a d o
todavía, un m e n e s t e r o s o q u e temblaba de
frío, r e c i b í a en la puerta del v e c i n o con-
v e n t o , el pan que le presentaba un f r a n c i s -
cano de luenga barba. L a campana llamaba
á V í s p e r a s , y ya se a p r o x i m a b a n á la capi-
lla a l g u n o s fieles, cuya r e l i g i o s i d a d desafia-
ba la ventisca y la llovizna de aquella b r u -
m o s a tarde de i n v i e r n o . Hasta la p e r s p e c -
tiva lejana de la ciudad prestaba á la escena
el c o l o r i d o local de un antiguo c u a d r o m o -
nástico, v i e j o por la edad, p e r o n u e v o s i e m -
p r e por la eterna h e r m o s u r a de la p i e d a d y
la R e l i g i ó n .

Dispuestos á recibir impresiones melan-


c ó l i c a s , i r e m o s á visitar el C e m e n t e r i o del
R u c e o . P o d r í a m o s ir al antiguo, magnifico
j a r d í n en q u e la fé ha plantado c r u c e s , la
memoria erigido monumentos, y el arte
l a b r a d o estatuas q u e á cada paso hablan
con muda y fría elocuencia de una historia
— 12 —

guerrera, s e m b r a d a de muertos como de


e s p i g a s un c a m p o batido p o r el v e n d a v a l . . .
Pero ya lo h e m o s visitado muchas ve-
c e s , ya h e m o s m e d i t a d o en la vida q u e pasa
v i e n d o p e r d e r s e en el h o r i z o n t e las v e l a s d e
los b u q u e s , y en la eternidad, c o n t e m p l a n d o
el m a r , sin aparentes o r i l l a s , q u e m u r m u r a
á lo l e j o s . V a m o s á la N e c r ó p o l i s del B u c e o .
A m p l i a , muy amplia, rodeada también por
las a g u a s del Plata m e z c l a d a s con las a g u a s
del Océano, m a s q u e un jardín es un
parque d o n d e la muerte convida á re-
c r e a r s e en las plácidas p e r s p e c t i v a s de r e -
g i o n e s e l e v a d a s , en q u e las flores y las p a l -
m a s no se m a r c h i t a n j a m á s . L a s v i o l e t a s y
los j a c i n t o s , las r o s a s y los j a z m i n e s p e r f u -
m a n las a v e n i d a s de aquella ciudad com-
pendiada, q u e contiene tal v e z una f a m i l i a
en el recinto en q u e v i v o apenas e n c o n t r a -
da a i r e r e s p i r a b l e un h o m b r e . Sobre el
m u r o de la d e r e c h a , nos detiene el n o m b r e
de un artista. Reig, hemos leido. A l l í des-
cansan las c e n i z a s de la c o m p a ñ e r a d e su
v i d a , marchita, mustia, m u e r t a c o m o una
— 13 —

flor, en el e s p a c i o q u e separa una mañana


d e una n o c h e . Se lee el n o m b r e de la e x t i n -
ta, y e n t r e a d m i r a c i o n e s la d e s p e d i d a del
e s p o s o q u e se queda en el m u n d o , á la e s -
posa q u e se ha m a r c h a d o de la tierra, r e p e -
tida i n c e s a n t e m e n t e , c o m o p r e n d a de afecto
y t e s t i m o n i o de cristiana esperanza en la
inmortalidad del alma : / Hasta mañana !
S a l g a m o s de aqui, q u e el sol traspasa
el h o r i z o n t e , q u e las sombras empiezan á
e n n e g r e c e r los c i p r e s e s , los p i n o s y la y e -
dra, que la n o c h e v i e n e , y ya c o m i e n z a á
h e l a r n o s el frió g l a c i a l escapado de l o s s e -
p u l c r o s abandonados, c u y a s abiertas b o c a s
parecen aguardar, como fieras famélicas,,
la presa de la vida.

N i a l u m b r a d o p o r los p r i m e r o s r a y o s de
un sol b r i l l a n t e , nos p a r e c i ó r i s u e ñ o el Ma-
n i c o m i o , e s e otro C e m e n t e r i o de la r a z ó n y
d e la i n t e l i g e n c i a . ¡ Qué espléndida la m a n -
sión del mayor de los infortunios! ¡ Qué
h o n o r para esta ciudad el p o d e r e n s e ñ a r al
q u e la visita, c o m o el m e j o r d e sus p a l a c i o s ,
— 14 —

el a l b e r g u e de los que v i v e n m u e r t o s ! L a
labrada verja que c i e r r a el a n c h u r o s o j a r d í n
que p r e c e d e á la Capilla, b o r r a el r e c u e r d o
p a v o r o s o de las j a u l a s de h i e r r o , semejan-
tes a las de las fieras, en q u e antes gemia
la c a r n e maltratada del infeliz d e m e n t e , p o r -
q u e d e m u e s t r a q u e a l l í existe la s e g u r i d a d
sin la tortura. El incesante h a b l a r , el p e -
r e n n e m o v i m i e n t o de los a s i l a d o s , el des-
entono de las v o c e s , el t i m b r e infantil de al-
g u n a s , el acento e x a s p e r a d o de otras, a q u e -
lla confusión de estraños r u i d o s y de m u r -
m u l l o s a p a g a d o s , d o m i n a d a de t i e m p o en
t i e m p o por d e s a p a s i b l e a l a r i d o , r e p r o d u c e n
fielmente el caos de la h u m a n a r a z ó n . D e
trecho en trecho, por las a b e r t u r a s p r a c -
ticadas en los m u r o s , penetra f r a n c a m e n t e
la luz, q u e p a r e c e s o b r a r en los frescos
paisajes del e s t e r i o r , f o r m a d o s por h u e r t o s ,
j a r d i n e s , g r a n j a s , c a m p a n a r i o s , t o r r e s , chi-
m e n e a s y m o l i n o s de v i e n t o . P e r o e l l a , en
v e z de a l e g r a r , entristece, por el contraste
que f o r m a n la c l a r i d a d de la naturaleza físi-
ca y las tinieblas de la naturaleza m o r a l !
— 15 —

B u s q u e m o s en otra casa de caridad leni-


tivo para la a m a r g u r a q u e nos ha dejado el
M a n i c o m i o . C a m i n o de la plaza de Toros,
en la V i l l a de la U n i o n , e x i s t e , c o n v e r t i d o
en H o s p i c i o , el palacio q u e o c u p a r o n , d u -
rante el sitio g r a n d e de M o n t e v i d e o , las
Oficinas del General Don M a n u e l O r i b e . A l
a b a r c a r con una m i r a d a el i n t e r i o r , no se
v é sino ancianos d i s e m i n a d o s en los patios,
buscando el r a y o de sol q u e necesitan para
recalentar la s a n g r e , q u e les enfria el t i e m -
p o q u e los a r r e b a t a . Fijándose en los de-
talles del edificio, los d i v e r s o s l e t r e r o s e s -
critos s o b r e las puertas l a t e r a l e s , dan in-
dicio de a l g o q u e se c o m p r u e b a p r e g u n t a n -
d o . E x i s t e allí una especie de Escuela de
A r t e s y Oficios, dirigida por una H e r m a n a
mejicana, en la cual los q u e pueden t r a b a -
j a r y no saben una arte m a n u a l , la a p r e n -
den, y d o n d e los q u e estando en la misma
c o n d i c i ó n la saben, la practican, con u t i l i -
dad de los h o s p e d a d o s y e c o n o m í a de la c a -
sa, p o r q u e todos esos talleres no se ocupan
de otra cosa q u e de atender á las n e c e s i d a -
— 16 —

des del e s t a b l e c i m i e n t o . C o m o es D o m i n g o ,
todo el m u n d o , v e s t i d o de fiesta, pasea y
e s p e r a la h o r a de v i s p e r a s q u e vá á l l e g a r .
A b i e r t a la Capilla, y o c u p a d o s los bancos
p o r los a n c i a n o s y a l g u n o s v e c i n o s de la
l o c a l i d a d , un c o r o f o r m a d o por diez H e r m a -
nas, a c o m p a ñ a d a s p o r el ó r g a n o , e m p i e z a el
oficio, dejando e s c a p a r , m a s q u e de los la-
bios, del corazón, sin pretension de ser
artistas, ni e s f u e r z o p o r ser e s c u c h a d a s de
los circunstantes, las alabanzas al Señor
q u e las conforta, q u e las c o n d u c e , q u e i n -
flama su c a r i d a d . L a s v o c e s a r m o n i o s a s de
m u j e r e s en tierna e d a d sacrificadas á los
p o b r e s , h a b l a n d o al a l m a con el acento de
i n a l t e r a b l e c o n v i c c i ó n , fortalecen en el c r i s -
tiano la fé en una r e l i g i o n , q u e no c o n c e d e
á sus a d e p t o s otra r e c o m p e n s a en la v i d a
q u e la e s p e r a n z a . Escuchárnoslas abstraí-
dos momentáneamente de los humanos
afanes, v o l v i m o s á e n c o n t r a r n o s inconta-
m i n a d o s , c o m o en el t i e m p o f u g i t i v o en q u e
a l b o r e a b a nuestra j u v e n t u d , y de la fuente
oculta ya p o r l o s b r e z a l e s , b r o t ó , en ofrenda
ala fé q u e p r o f e s a m o s , una l á g r i m a que
nada en el m u n d o nos ha a r r a n c a d o t o d a -
vía.

En las p r i m e r a s h o r a s de la m a ñ a n a i n -
mediata ó la tarde de esta visita, tomamos
el tren q u e lleva á V i l l a Colon, sueño her-
m o s o , no r e a l i z a d o , de los s e ñ o r e s Lezica,
FinljL y L a n ú s , e m p r e s a r i o s de las « A g u a s
C o r r i e n t e s » . En este sitio p i n t o r e s c o , c u b i e r -
to de m i l l a r e s de e u c a l y p t u s y de acacias,
han establecido el « C o l e g i o P i ó » los P a d r e s
Salesianos. Situado en la confluencia de
a v e n i d a s f r o n d o s a s , d o m í n a s e desde el p ó r -
tico d e la Capilla, y d e s d e las azoteas de la
casa, un paisaje e s t e n s í s i m o , del cual no es
p o s i b l e a d m i r a r en detalle las l o m a s , las
p l a n t a c i o n e s , los edificios, las lejanas po-
b l a c i o n e s , la v a r i e d a d de m a t i c e s de la v e -
g e t a c i ó n , pues el conjunto a b s o r b e y e n c a n -
ta al e s p e c t a d o r . El e s t a b l e c i m i e n t o no deja
q u é d e s e a r , p o r q u e la Capilla en q u e se r i n -
d e culto á Dios, el p r o g r a m a de e s t u d i o s , el
observatorio a s t r o n ó m i c o , en q u e se en-
cuentran los instrumentos de Secchi y
Denza, el teatro en q u e se cultivan la p o e -
sía y la m ú s i c a , el c o m e d o r en q u e se s i r v e n
a l i m e n t o s f r u g a l e s y nutritivos, el g i m n a s i o
en q u e se d e s a r r o l l a n las fuerzas físicas, el
a i r e p u r o q u e se r e s p i r a en los j a r d i n e s , la
cortesía atrayente del D i r e c t o r , garantizan
q u e de sus aulas saldrán m e n t e s sanas en
c u e r p o s sanos. P a s a m o s un día, q u e 110 se
b o r r a r á f á c i l m e n t e de nuestra m e m o r i a , en
el seno de la f a m i l i a del P a d r e B o s c o , y le
p r o m e t i m o s v o l v e r en las v a c a c i o n e s á par-
ticipar de su t e c h o , de su m e s a , de su c i e n -
cia y de su e j e m p l o m o r a l i z a d o r .

Habia l l e g a d o á su m e r i d i a n o el sol p r ó -
x i m o , c u a n d o , d e s p u é s de siete a ñ o s , v o l v i -
m o s á v e r , c o n v e r t i d o s en á r b o l e s , las m a g -
n o l i a s , los c o n i f e r o s , los e u c a l y p t u s , y los
frutales del P a s o del M o l i n o . L a s c o n s t r u c -
ciones de v a r i a d o s estilos, g ó t i c a s , á r a b e s ,
chinescas, dóricas, asiáticas y europeas,
apenas se d e s c u b r e n entre el follaje. Olvi-
dábamos que habíamos envejecido, mien-
— 19 —

tras la a r b o l e d a de esa suntuosa avenida


ha echado ramas y copas. A su sombra
buscan a l i v i o de los a r d o r e s del sol e s t i v a l ,
j ó v e n e s q u e c o n o c i m o s niños, niñas q u e se
han c o n v e r t i d o en m u j e r e s , h o m b r e s q u e
van para v i e j o s .

N o nos d i m o s cuenta de c ó m o pasando


p o r el « P u e n t e de las D u r a n a s » , f u i m o s á
dará «Atíihualpa» conjunto precioso de
jardines, por cuyas c e r c a s se a s o m a b a n ,
cual c u r i o s a s , en una p r i m a v e r a ya r e m o t a ,
tantas rosas c o m o hojas v e r d e s a c e r t á b a m o s
á v e r en las plantas que las sustentaban.
B u s c á b a m o s ahora la gótica Capilla de la
piadosa familia de J a c k s o n , q u e dentro de
poco contará entre sus benéficas obras,
tres t e m p l o s y tres c o l e g i o s m a s de los q u e
h o y sostiene, d e s p u é s de h a b e r l o s fundado
á sus e s p e n s a s . Esta Capilla, m o d e l o de su
g é n e r o en toda S u d - A m é r i c a , es el s e p u l -
c r o de los J a c k s o n . Y a r e p o s a n en e l l a la
madre y Elena, eclipsada c o m o un astro
p o r una n u b e , ó, m e j o r d i c h o , a r r e b a t a d a
— 20 -

p o r una t r o m b a q u e nadie viera f o r m a r s e


en la atmósfera t r a n s p a r e n t e que la envol-
v í a . En los funerales de la v i r g e n cristiana
q u e habia e s p a r c i d o su fortuna, ora fundan-
do el A s i l o de H u é r f a n a s adyacente á la Ca-
pilla ora a l i v i a n d o las m i s e r i a s a g e n a s , los
pobres prodigáronle lágrimas y flores, al
d e s f i l a r j u n t o á su f é r e t r o , h o n r a d o p o r la
palabra del S a c e r d o t e , b e n d e c i d o por la R e -
ligion. Colocada la casa de oración que
visitamos, verdadero relicario labrado por
el arte, en m e d i o de un j a r d i n , s o m b r e a d o
p o r á r b o l e s a ñ o s o s , la gótica arquitectura,
i m i t a d a de la selva, q u e fué el p r i m e r tem-
p l o de la D i v i n i d a d , a d q u i e r e un carácter
p o é t i c o a d m i r a b l e . Cuando el sol no la a l u m -
b r a v e r t i c a l m e n t e , y la hojarasca de la a r -
b o l e d a v e l a sus r a y o s t r a n s v e r s a l e s , la luz
q u e se filtra dulcificada p o r los c l a r o s de
las i m á g e n e s g r a b a d a s en las v i d r i e r a s d e
c o l o r e s , recorta y acentúa las esce'nas de la
humana redención, reproducidas en los
c r i s t a l e s , y las presenta ante los ojos c o m o
v i s i o n e s de la i m a g i n a c i ó n , dibujadas y p i n -
— 21 —

tadas en el a m b i e n t e . El v i n o q u e se con-
sagra en el Sacrificio incruento de la Misa,
la cera q u e se c o n s u m e delante del taberná-
c u l o , el aceite de la lámpara del altar, y la
seda de los o r n a m e n t o s s a g r a d o s , son p r o -
ductos de las v i d e s , las c o l m e n a s , los o l i -
v o s y los g u s a n o s de la h e r e d a d q u e es á la
v e z h o g a r y s e p u l c r o de los J a c k s o n . A n t e
el altar de alabastro y p ó r f i d o , ante las i m á -
g e n e s talladas por p r i m o r o s o s escultores,
uniendo nuestra oración á la p l e g a r i a de las
huérfanas del A s i l o , p e d i m o s á Dios que
c o n c e d i e r a el ciento por uno á q u i e n e s , con
la m o d e s t i a y el t e m b l o r de la viuda del
E v a n g e l i o , clan lo mas á los p o b r e s y se
quedan con lo m e n o s . ¡ Felices los r i c o s
q u e en v e z de confiar sus c a u d a l e s á los
b a n c o s de la tierra, depositan sus dineros
en el arca del t e m p l o , a s e g u r á n d o s e ganan-
cias i m p e r e c e d e r a s en el c i e l o !

Dura, Bauza y Z o r r i l l a de San M a r t i n d e s -


cuellan en las filas c o n t r a r i a s á Garlos M a -
ría R a m í r e z y Daniel M u ñ o z , dos b r i l l a n t e s
i n t e l i g e n c i a s de diversa i n c l i n a c i ó n , en c u -
y a s o b r a s , m a e s t r a m e n t e cinceladas, se echa
de m e n o s el ideal de la fé cristiana, q u e fal-
tando á los g r i e g o s p a r e c e q u e hubiera e n -
d u r e c i d o y enfriado el m á r m o l de sus esta-
tuas. P e r o ahora no nos p r o p o n e m o s ocu-
p a r n o s del periodista i n g e n i o s o 6 i n c i s i v o ,
ni del o r a d o r e l e v a d o y c o r r e c t o , sino de
aquel de los tres c o r r e l i g i o n a r i o s nombra-
dos que pulsa la lira y repite sus v e r s o s
entre a p l a u s o s . Se n o s ha l l e v a d o á escu-
char al autor de La Leyenda Patria, reci-
tada por p r i m e r a v e z en la plaza de la F l o -
rida, al i n a u g u r a r s e el m o n u m e n t o de los
a Treinta y T r e s » fundadores de la i n d e -
pendencia uruguaya. Acaba de d a r n o s á
c o n o c e r la introducción del p o e m a nacional
Tabaré, que tiene s o b r e todos los p o e m a s
a m e r i c a n o s , la ventaja da no p a r e c e r s e á
n i n g u n o de e l l o s . A q u í , donde sin saber
por q u é , escasean los c u l t o r e s del arte de
la d e c l a m a c i ó n , Z o r r i l l a de San M a r t i n es
una especie de e s c e p c i o n á la r e g l a . Si la
inclinación ó la necesidad le hubiera c o n d u -
— 23 —

ciclo al teatro, él habría sido un actor f a m o -


so. L a intención de su m e n t e y la sensibili-
dad de su c o r a z ó n , tienen en las facultades
físicas del poeta, s i e r r a s s u m i s a s á su v o -
luntad. Cuando él, p r o n u n c i a d a s las p r i -
m e r a s p a l a b r a s , e m p a l i d e c e , su talla y su
v o z c r e c e n , y llega m o m e n t o en que la e m -
b r i a g u e z s u b l i m e que el p r o p i o acento p r o -
ducía en R a c h e l , agita su c u e r p o , estimula
su c e r e b r o , brilla en su m i r a d a . Zorrilla
p e r t e n e c e al n ú m e r o de a q u e l l o s que c o m o
L e g o u v é , r e p i t i e n d o lo m i s m o que o t r o s di-
j e r o n sin c o n m o v e r una fibra del a u d i t o r i o ,
le arrancan después lágrimas y aplausos,
quiera ó no quiera l l o r a r , quiera ó no q u i e r a
r e n d i r l e justicia. El c i e l o le c o n s e r v e el
entusiasmo que lo m u e v e y la v o z q u e lo
t r a s m i t e , lo q u e i m p o r t a pedirle que le
g u a r d e su fé de cristiano y sus facultades
de artista !

L a s l a r g a s p r u e b a s políticas p o r q u e ha
pasado M o n t e v i d e o , otrora asilo de la m a -
y o r parte de los h o m b r e s de letras argén-
— 24 —

tinos, han p r o p e n d i d o en esa ciudad al c u l -


t i v o de las artes en familia. C o i n c i d e con el
alejamiento de la vida c i v i l de m u c h o s ciu-
d a d a n o s , el a l e j a m i e n t o de los espectáculos
p ú b l i c o s de m u c h a s f a m i l i a s . C o n c e n t r a d a s
las g e n t e s en el h o g a r , se han i n g e n i a d o la
m a n e r a de pasar el t i e m p o a g r a d a b l e m e n t e ,
y de aquí la abundancia de e x c e l e n t e s afi-
c i o n a d o s al canto y la música i n s t r u m e n t a l
q u e hay en M o n t e v i d e o . Asignamos entre
ellos p u e s t o de p r i m e r a fila á la señora S o -
lana R e y e s de G o n z á l e z , discípula de Gott-
s c h a l l k , al dar los p r i m e r o s pasos en el arte,
y d e s p u é s , ú l t i m a m e n t e , del D i r e c t o r del
C o n s e r v a t o r i o de P a r i s . N o s condujo á escu-
c h a r l a el Dr. D. Joaquín R e q u e n a , q u e c o m -
parte las h o r a s de su fecunda vida entre el
estudio de la ciencia, el s e r v i c i o p ú b l i c o en
l o s trabajos de codificación, la práctica de
la caridad y el c u l t i v o del g u s t o artístico.
P a r é c e n o s dificultoso h a l l a r entre los d i s c í -
p u l o s del pianista a m e r i c a n o , otro q u e se
haya identificado con su estilo c o m o la se-
ñora de G o n z á l e z . A c a b a m o s de e s c u c h a r -
— 25 —

le la Tarantela de G o t t s c h a l l k , el Vals Bri-


llante de R u b e n s t e i n , la Velada del Castillo
de B e e t h o v e n , y la Mazurca de Chopin, y
h e m o s pasado s u c e s i v a m e n t e del pié del
V e s u v i o , d o n d e se v i v e y se sueña agua-
d a m e n t e , e s p e r a n d o y t e m i e n d o , á la r e g i a
cámara de la corte ceremoniosa entre-
gada á la danza, de la esplanada de la g ó -
tica estructura, a l u m b r a d a por la luna, á
la fiesta de la d e s p e d i d a , en q u e los movi-.
rnientos a u t o m á t i c o s del b a i l e , precipitan
las l á g r i m a s de los ojos. L a s e g u r i d a d y la
elegancia de esta.... ¿ p o r q u é no d e c i r la
p a l a b r a ? . . . de esta artista, se advierten
a p e n a s , sentada al p i a n o , r e c o r r e el teclado
y ejecuta la escala para d e s e n t u m e c e r s e l o s
d e d o s . M u c h o s concertistas se darian por
bien s e r v i d o s si d i s p u s i e r a n de la p u l s a c i ó n
y del colorido de la admirable pianista
o r i e n t a l , pues solo se puede s o b r e s a l i r en
el i n s t r u m e n t o de su e l e c c i ó n , h a b i e n d o r e -
c i b i d o p o r añadidura de la facultad m u s i c a l ,
la i n s p i r a c i ó n del acento, y a d q u i r i d o el a r -
te del c l a r o - o s c u r o .
Otra noche c o n s a g r a d a al arte. El m i s m o
i l u s t r e c i c e r o n e de lo b e l l o l l e v ó n o s a y e r á
casa del Dr. D. D o m i n g o G o n z á l e z , a b o g a d o
y j u e z , á q u i e n los c ó d i g o s y los e s p e d i e n -
tes no han p o d i d o sacarle de los c a m i n o s
del arte, q u e cultiva con e s m e r o y a d m i r a á
la m a n e r a de C h o r o n , p u e s él v e en la m ú -
sica una e m a n a c i ó n del c i e l o , ni d i s t r a e r l e
del e m p e ñ o de f o r m a r con sus hijas M a r i a ,
A d e l i n a , Basilia y Carmen un d e l i c i o s o cuar-
teto. L a p r i m e r a toca el p i a n o , la segunda el
a r m o n i u m , y las otras d o s e l v i o l i n . M a r i a
descuella por la fuerza, A d e l i n a p o r la e s -
p r e s i o n , Basilia p o r la facilidad con que
v e n c e las dificultades, C a r m e n p o r la arcada
de su v i o l i n , y todas r e u n i d a s p o r el g u s t o y
c o n c i e r t o de sus facultades, a cada m o m e n -
to puestas á p r u e b a por la crítica y á s e r v i -
cio de la caridad. Cuando en las h o r a s d e
d e s c a n s o se encuentra reunida esta buena é
i n t e l i g e n t e familia, y dejando de lado fúti-
les c o n v e r s a c i o n e s de p a s e o s y s a r a o s , se la
v é del todo e n t r e g a d a al c u l t i v o de una arte
útil y b e l l a , no es p o s i b l e dejar de tributar
entusiasta aplauso al mas m e r i t o r i o de sus
m i e m b r o s , c u y o esfuerzo no se d e s c u b r e
a p a r e n t e m e n t e , p e r o se adivina sin d i f i c u l -
tad. L a s mas renombradas composicio-
nes clásicas, c o m o las mejores románti-
cas, f o r m a n el selecto r e p e r t o r i o de las s e -
ñoritas G o n z á l e z . Si Rossini imaginó su
música c o m o escrita en el a i r e , tan v a p o -
rosa é ideal es, j a m á s se le antojó q u e sus
g r a n d e s p e n s a m i e n t o s fueran i n t e r p r e t a d o s
p o r á n g e l e s . L a sinfonía de Guillermo Tell,
en que á la v e z que se p e r c i b e n las vagas
a r m o n í a s de las m o n t a ñ a s , se deja oír el
m u g i d o del v e n d a v a l q u e sacude las cadenas
forjadas por G e s s l e r , ejecutada por las se-
ñ o r i t a s González, sino gana s o l e m n i d a d , ga-
na poesía, p o r q u e al o í r s e l a s , p a r é c e n o s e s -
c u c h a r el p o e m a de la patria, reproducido
p o r los g e n i o s tutelares de la Suiza.

A l r e t i r a r n o s de la m o r a d a del Dr. Gon-


z á l e z , e m b e l l e c i d a p o r el arte, r e p e t í a m o s
m e n t a l m e n t e uno de los andantes de B e e t h o -
v e n , y flotaban, por d e c i r l o así, ante núes-
— 28 —

tra i m a g i n a c i ó n , c o m o en una nube p e r f u -


mada por las flores de los j a r d i n e s aéreos
de la c e l e b r e reina caldea, las m e l o d í a s ba-
b i l ó n i c a s de Semiramis que habíamos es-
c u c h a d o . S a c ó n o s de ese e m b e l e s o del es-
p í r i t u , la v o z de un v e n d e d o r de d i a r i o s q u e
anunciaba el Ferro-Carril, y caímos al
m u n d o real, q u e en ese m o m e n t o era p a r a
n o s o t r o s una ciudad entregada al sueño.
En las calles q u e se estendian á lo l a r g o ,
circulaban algunos vecinos ó pasageros re-
tardados, q u e a p r e s u r a b a n el paso para l l e -
g a r p r o n t o á sus casas, y los s e r e n o s q u e
se p r e p a r a b a n para cantar la hora que iba á
dar el reloj de la M a t r i z , d e s p u é s de a b a n -
donar con d i s g u s t o el a m o r de la lumbre
q u e e n c i e n d e n para c a l e n t a r s e en los p u n -
tos de parada.

C o m o mañana d e b e m o s marchar-
nos y v o l v e r á la vida o r d i n a r i a , m o m e n t á -
n e a m e n t e i n t e r r u m p i d a , no q u e r e m o s d e s -
pedirnos de M o n t e v i d e o sin p r e s e n c i a r la
puesta del sol d e s d e la torre de la Iglesia
— 29 —

del R e d a c t o , edificada s o b r e una loma p i n -


toresca de las i n m e d i a c i o n e s de la ciudad
oriental del Plata. F a t i g o s a es la ascención
de la escalera, c u y o e s t r e c h o r e c i n t o p a r e c e
saturado con el incienso quemado en el
t e m p l o durante el Sacrificio de la m a ñ a n a .
Cuando se l l e g a al ú l t i m o p e l d a ñ o , con la
frente humedecida por el sudor, el aire
fresco q u e se r e c i b e de i m p r o v i s o y el c u a d r o
q u e de pronto se estiende ante los ojos, c o m -
pensan el b o c h o r n o y la fatiga. Casi al frente,
la ciudad en f o r m a d e anfiteatro, á los pies
el p u e r t o , las e m b a r c a c i o n e s , el caudaloso
r i o , y m a s allá los h o r i z o n t e s del m a r o s -
c u r e c i d o s p o r el v e l o de la tarde, f o r m a n d o
contraste con las r e m a t e s de los blancos
edificios situados al p o n i e n t e , y a l u m b r a -
dos p o r los p o s t r e r o s y d e s m a y a d o s rayos
del sol. Si se v u e l v e el r o s t r o á la e s p a l d a ,
á derecha é i z q u i e r d a , encantan la vista los
accidentes del t e r r e n o tapizado de v e r d e y
aterciopelada yerba, las copas ondulantes
d e l o s á r b o l e s de las huertas y de los j a r -
dines, cubiertos de eucalyptus, acacias y
— 30 —

c o n i f e r o s , los c a p r i c h o s o s palacios del P a s o


del M o l i n o y de A t a h u a l p a , las agujas g ó t i -
cas de alguna Capilla, los d i v e r s o s mati-
ces eme la tarde d i s t r i b u y e en la v e g e t a c i ó n
y las plantas salpicadas de flores, en a q u e -
lla tierra donde la p r i m a v e r a reina de fijo,
a p e s a r de los a r d o r e s e s t i v a l e s y de los hie-
l o s del i n v i e r n o . Hasta el e l e v a d o sitio q u e
p i s a m o s p a r e c e n l l e g a r los v a g o s rumores
de la ciudad, que e m p i e z a á e n t r e g a r s e p a u -
latinamente al descanso de las tareas d i a -
rias. Y a c o m i e n z a n á b r i l l a r aquí y allá en
la rada las luces de los buques, y á fla-
m e a r de t r e c h o en trecho en las c a l l e s las
l l a m a s de los faroles p ú b l i c o s . El p u l m ó n ,
dilatado por la brisa m a r i n a , aspira con d e -
leite las e m a n a c i o n e s de los a r b u s t o s y d e
los t r é b o l e s del c a m p o . A l z a m o s los ojos
hacia el c i e l o f u e r t e m e n t e a z u l a d o , y v i m o s
t e m b l a r p r i m e r o la luz de una e s t r e l l a , y
fijarse d e s p u é s , y b r i l l a r por fin como es-
p e r a n z a e v o c a d a en el infinito e s p a c i o del
pensamiento. Descendamos, que la noche
l l e g a , y a n t e s de dejar nuestra atalaya, s a -
— 31 —

luclemos los h o g a r e s en q u e encontramos


h o s p i t a l i d a d , los paisajes en q u e hallamos
deleite, los j a r d i n e s en q u e a s p i r a m o s aro-
m a s , los h o r i z o n t e s en que divagaron los
ojos y la fantasía, durante p a s a g e r o s pero
inolvidables momentos !