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CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE SISTEMA DE ENERGIA ELÉTRICA

1.1 Considerações Iniciais

1.2 Sistemas Elétricos de Potência


Inicialmente, vale destacar que até os anos 50, a maioria dos sistemas elétricos
funcionava de maneira isolada, ou seja, uma unidade geradora era conectada
diretamente à um carga. A partir desta referida data, os sistemas elétricos começaram
a serem interconectados, com isso vieram os benefícios, mas como consequências
sugiram novos desafios.
O planejamento da operação, o aperfeiçoamento e a expansão de um sistema elétrico
de potência exigem as seguintes análises:
 Estudos de fluxo de carga;
 Cálculos de curto circuitos;
 Estudos de estabilidade;
 Estudos de transitórios eletromagnéticos;
 Estudos de fluxos harmônicos.
Todos estes tipos de estudos mencionados anteriormente podem ser realizados
através de simulações digitais, pois é extremamente importante antever o
comportamento de um sistema elétrico antes mesmo de realizar as alterações
pretendidas.
Dentro desse contexto, cabe ao engenheiro eletricista capacitado e habilitado para
trabalhar em uma concessionária de energia conhecer os métodos disponíveis para
que possa realizar as análises anteriormente mencionadas. Vale destacar também que
para cada tipo de estudo os componentes elétricos como geradores, motores,
transformadores, etc. devem ser modelados adequadamente, visto que os resultados
almejados estão diretamente relacionados com o grau de detalhes incorporados aos
modelos.

1.2 Diagrama Unifilar


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Por questões de simplificação nos cálculos, a maioria dos estudos é realizada
pressupondo-se que o sistema elétrico é trifásico balanceado, ou seja:
 As três fases do sistema são idênticas, isto é, as linhas de transmissão são
transpostas, os transformadores são simétricos, etc.;
 As cargas, nas três fases, são idênticas em conformidade com a figura 1.1.
ZLT A
a 

ZG

ZC
E an

E cn n
 E bn
ZC
N ZC
ZG ZG
ZLT
b B C
c   

ZLT

Figura 1.1 – circuito trifásico equilibrado, sendo um gerador suprindo uma carga

Nessas condições, o sistema poderá ser também estudado por intermédio do circuito
monofásico equivalente, conforme apresentado pela figura 1.2.

ZLT

ZG

ZC
E

Figura 1.2 – circuito trifásico equilibrado, sendo um gerador suprindo uma carga

Este diagrama apresentado na figura 1.2, resultada da simplificação de um circuito


trifásico em um circuito monofásico equivalente denomina-se diagrama unifilar.

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Neste momento, é oportuno mencionar que as cargas conectadas em delta () podem
ser representadas pelo seu circuito equivalente em estrela (), através da
transformação .

1.3 Representação dos Elementos do Sistema Elétrico de Potência

1.3.1 Linhas Aéreas de Transmissão


As linhas de transmissão de um sistema elétrico de potência podem ser representadas,
pelo menos, por três categorias diferentes, dependendo do seu comprimento e do
nível de tensão.

a) Linhas Curtas
Para este tipo de linhas adota-se que o seu comprimento seja inferior a 80 km de
comprimento. Diante disso, a capacitância paralela para a terra é pequena, podendo
ser desprezada para a maioria dos estudos. Assim a figura 1.3 representa o circuito
equivalente de uma linha de transmissão curta.

ZLT  R+jX

ZC
E


Figura 1.3 – Circuito ilustrativo de uma linha curta

b) Linhas Médias
Normalmente, o comprimento desse tipo de linha de transmissão se situa entre 80 a
250 km de comprimento. Estas linhas são representadas, usualmente, por duas
maneiras distintas, que são os tipos T-nominal e -nominal. Conforme ilustrados pela
figura 1.4.

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ZLT ZLT
2 2 ZLT  R+jX
  

Y Y
E Y ZC E ZC
2 2

 
Circuito T Circuito 

Figura 1.4 – Circuitos ilustrativos de uma linha média

Vale ressaltar que o circuito  é mais utilizado, uma vez que a localização da
capacitância no meio do trecho no tipo T-nominal acrescenta um nó ao sistema, fato
que não ocorre com o modelo .

b) Linhas Longas
O comprimento para este tipo de classificação de linha de transmissão é acima de 250
km. Mesmo que os modelos  ou T não representem precisamente os fenômenos
elétricos, mas a maioria dos programas computacionais adota o modelo  para linhas
longas. Nestas circunstâncias, para manter-se a precisão, é uma prática comum, adota
o circuito -equivalente, o qual está ilustrado na figura 1.5.

Z'LT

Y' Y'
E ZC
2 2


Circuito 

Figura 1.5 – Circuitos ilustrativos de uma linha longa

Sendo os parâmetros dados pelas equações (1.1) a (1.3), onde fc é denominado de


fator de correção.
Z '  Z  fc (1.1)

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senh ZY
Z'  Z  (1.2)
ZY
De maneira análoga, podemos definir a admitância pela equação 1.3.

 
tgh  ZY 
 2 
Y'  Y  (1.3)
ZY
2

1.3.2 Cabos
As capacitâncias dos cabos, para um mesmo comprimento de condutor, são maiores
do que aqueles das linhas aéreas. Assim, exceto para estudo de curto circuito, mesmo
um cabo curto pode ter sua representação efetuada através do modelo .

1.3.2 Máquinas Síncronas


Antes de adentrarmos na representação das máquinas síncronas, devemos fazer
alguns apontamentos, a saber:
a) Quando ocorre um falta num Sistema Elétrico de Potência (SEP) a corrente que
circula é função de alguns parâmetros tais como:
 Das forças eletromotrizes internas das máquinas presentes no sistema;
 Das impedâncias das máquinas;
 Das impedâncias entre as máquinas síncronas e o ponto da falta, as quais
incluem aos transformadores e linhas de transmissão.
b) A corrente que percorre uma máquina síncrona após a falta é dividida em três
etapas em função do período de tempo decorrido. Tem-se aquela que circula
imediatamente após a falta, alguns ciclos após e aquela que persiste até que a
falta seja eliminada, esta última é, normalmente, denominada de corrente de
regime permanente. Vale ressaltar que todas apresentam valores diferentes e
decrescentes.
Diante do exposto, vamos também relembrar alguns conceitos extremante relevante
para a compreensão do comportamento de uma máquina síncrona, cujo é foco central
deste tópico.

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Se aplicarmos um sinal de tensão senoidal dado v  t   Vm sen  ωt+α V a um circuito

RL conforme ilustrado na figura 1.6, podemos obter a expressão que descreve este
evento pela equação (1.4).

t=0

i(t)
R

v(t)

Figura 1.6 – Circuito RL na presença de um sinal senoidal

di(t)
v  t   Vm sen  ωt+α   R  i  t   L  (1.4)
dt
Sendo a solução da equação anterior é dada pela equação (1.5).

Vm  R
 t 
it   sen  ωt+α  θ   e L
sen  α  θ  (1.5)
Z  
Sendo:

Z= R 2 +  ωL
2

 ωL 
θ = ângulo do fator de potência dado por: θ=arc tg  
 R 
Vm
sen  ωt+α  θ  = Componente alternada da corrente
Z

Vm  LR t
e sen  α  θ  = componente contínua da corrente que decresce com o tempo.
Z
Este decréscimo, também conhecido por atenuação.

O fenômeno da presença da componente contínua surge sempre que um circuito RL


estiver na presença de uma variação brusca de corrente. Assim na presença de uma
falta como é o caso de um curto circuito esta componente surgirá. Nota-se que o valor

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dessa componente depende também do instante  da energização do circuito e do
fator de potência do circuito através do ângulo do mesmo.
Na figura 1.7 está ilustrado um caso ideal  α  θ=0 , ou seja, a corrente é dada por

Vm
it  sen  ωt  , consequentemente a componente contínua da corrente inexistirá.
Z

Figura 1.7 – Corrente nos primeiros ciclos após a energização para α  θ=0

No entanto, para a situação bastante desfavorável de α  θ=  90º , a componente


contínua da corrente tem seu valor máximo inicial. A corrente total será

Vm   t
R
it   sen  ωt+α  θ   e  . Esta condição está ilustrada na figura 1.8.
L
Z  

Figura 1.8 – Corrente nos primeiros ciclos após a energização para α  θ=  90º

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Diante de tudo que foi exposto anteriormente, a componente contínua pode ter
Vm
qualquer valor desde zero (0) até e dependendo do valor instantâneo da tensão
Z
quando o circuito é fechado e do fator de potência do circuito.

1.3.3.1 Corrente de curto circuito e reatâncias das máquinas síncronas

A figura 1.7 apresentada anteriormente representa a resposta de um circuito RL


comum, na condição ideal, com total ausência da componente contínua. Por outro
lado, se o circuito elétrico não possui apenas uma reatância indutiva estática, mas
também uma máquina síncrona, a corrente será do tipo daquela ilustrada na figura
1.9, isto sem considerar o efeito da componente contínua.

Figura 1.9 – Corrente em uma máquina síncrona em curto, sem componente contínua

As justificativas pelo comportamento da corrente são:


 No instante do curto, o fluxo no entreferro é muito grande;
 Após alguns ciclos do surgimento do curto, há uma redução do fluxo causada pela
força eletromotriz da corrente da armadura, denominada de reação de armadura.
Caso haja o efeito da componente contínua da corrente a figura anterior adquire o
formato da figura 1.10.

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Figura 1.10 – Corrente em uma máquina síncrona em curto, com componente contínua

Os cálculos de curto circuito em um sistema de potência são efetuados considerando-


se um dos três possíveis períodos:
a) Período de regime subtransitório: Quando se representa as máquinas síncronas
por suas reatâncias subtransitórias, X ''d . Em geral, este período compreende os

dois (2) primeiros ciclos após o distúrbio.


b) Período de regime transitório: Quando se representa as máquinas síncronas por
suas reatâncias transitórias, X 'd . Este período se situa entre o final do segundo

(2o) e o final do quinto (5o) ciclo.


c) Período de regime permanente: Quando se representa as máquinas síncronas por
suas reatâncias síncronas, X d . Este período se inicia a partir do final do quinto (5 o)

ciclo.

1.3.4 Transformador de potência


Os transformadores podem ser divididos em três grandes grupos, a saber:
 Transformadores de dois enrolamentos;
 Autotransformadores;
 Transformadores de três enrolamentos.

1.3.4.1 Transformador de dois enrolamentos

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As figuras 1.11 e 1.12 ilustram um transformador ideal de dois enrolamentos e o
circuito equivalente de um transformador, respectivamente.

núcleo ferromagnético
fluxo magnético

I2

I1
E1 N1 N2 E2 ZC

Figura 1.11 – Transformador ideal de dois enrolamentos


N2
I'2 = I2
R1 X1 N1 R2 X2

Im
I1 I2
I rp I

E1 Rp Xm N1 N2 E2 ZC

Figura 1.12 – Circuito equivalente de um transformador

Na sequência, a figura 1.13 representa o circuito equivalente de um transformador de


N1 1
dois enrolamentos, quando a relação de espiras é de .
N2 N

Z1 Z2
 
Im
I1 I2
1:N

E1 Zm L1 L2 E2

 
Figura 1.13 – Circuito equivalente de um transformador

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A figura 1.14 ilustra o mesmo circuito anterior, porém com todas as reatâncias
refletidas ao primário.

Z2
Z'2 
Z1 N2
 
I1 Im I'2

E2
E1 Zm E '2 
N

 
Figura 1.14 – Circuito equivalente de um transformador com as reatâncias refletidas ao
primário

Finalmente, como a impedância do ramo magnetizante é muito maior que a soma das
reatâncias do primário e do secundário  Zm >>Z1 +Z2  , em estudo de curto circuito a

mesma pode ser retirada, como ilustrada na figura 1.15.

Z2
ZT =Z1 +Z'2  Z1 
N2
 
IT

E2
E1 E '2 
N

 
Figura 1.15 – Circuito equivalente de um transformador sem a impedância de
magnetização

Normalmente, em estudo de grandes sistemas utilizamos a representação através de


diagramas unifilares, diante disso, é usual fazer uso da simbologia de transformadores
conforme ilustrada na figura 1.16.

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Figura 1.16 – Representação unifilar de transformador de dois enrolamentos

1.3.4.1 Transformador de três enrolamentos


De maneira análoga ao transformador de dois enrolamentos, podemos representar o
transformador de três enrolamentos através de uma simbologia unifilar, conforme
ilustrado na figura 1.17.

Figura 1.17 – Representações unifilares de transformador de três enrolamentos

Além disso, temos também o circuito equivalente para o transformador de três


enrolamentos de acordo com a figura 1.18.

Z2
Z'2 
N 22

Z1 I'2

Z3
I1 Im I3' Z3' 
N 32 E2
E '2 
 N2
E1 Zm
E3
E 3' 
N3

 
Figura 1.18 – Circuito equivalente de um transformador de três enrolamentos

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Similarmente ao transformador de dois enrolamentos, a impedância de magnetização,
em geral, possui um valor bastante elevado, fazendo com que o circuito equivalente de
um transformador de três enrolamento se torne igual aquela apresentado na figura
1.19.

Z'2

Z1 I'2

I1 I3'
Z3'
E '2

E1
E 3'

 
Figura 1.19 – Circuito equivalente de um transformador de três enrolamentos
simplificado

1.4 Bibliografia
Oliveira, C. C. B., Schmidt, H. P., Kagan, N., Robba, E. J., “Introdução a Sistemas
Elétricos de Potência - Componentes Simétricos”, 2a Ed., Editora Edgard Blücher, 2000.

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