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CENTRO ESTADUAL TECNOLÓGICO PAROBÉ

CURSO DE EDIFICAÇÕES

MANUAL PRÁTICO DE INSTALAÇÕES


HIDRÁULICAS E SANITÁRIAS

Autores: Engenheira Silvia Steinstrasser


Engenheiro Gilson Paim Costa
Engenheiro Alexandre Cavagni
Centro Estadual Tecnológico Parobé
Curso de Edificações – Instalações Hidráulicas

CENTRO ESTADUAL TECNOLÓGICO PAROBÉ


CURSO DE EDIFICAÇÕES

MANUAL PRÁTICO DE INSTALAÇÕES


HIDRÁULICAS E SANITÁRIAS I

Autores: Engenheira Silvia Steinstrasser


Engenheiro Gilson Paim Costa
Engenheiro Alexandre Cavagni

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Curso de Edificações – Instalações Hidráulicas

NORMAS TÉCNICAS

NBR 5626-09/98 – Instalação Predial de Água Fria


NBR 8160–09/99 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário – Projeto e Execução
NBR 10844/89 – Instalações Prediais de Águas Pluviais
NBR 13969-09/97 – Tanques Sépticos – Unidades de Tratamento Complementar e Disposição Final
dos Efluentes Líquidos – Projeto, Construção e Operação.
NBR 7198-09/93 - Instalações Prediais de Água Quente.
NBR 7229/93 - Disposição Final dos Efluentes Líquidos – Projeto, Construção e Operação.
Decreto 9369/88 – Código de Instalações Prediais do DMAE
LC nº 423/98 – Ramal Predial
IT 150 – Medição Individualizada de Água em Condomínios. Instrução de Trabalho do DMAE –
Revisão 01 de julho 2009.

TERMINOLOGIA

Alimentador Predial ou de Ligação – Canalização de água compreendida entre a rede pública e o


hidrômetro, inclusive.
ART – Anotação de Responsabilidade Técnica no CREA – Conselho Regional de Engenharia e
Arquitetura.
Caixa Adicional – Caixa de inspeção, instalada pelo DMAE, destinada a receber a rede predial de
esgoto sanitário da edificação.
Caixa Coletora – Caixa onde se reúnem os refugos líquidos que exigem elevação mecânica para
serem esgotados.
Caixa de Gordura – Dispositivo projetado e instalado para separar e reter substâncias indesejáveis
às redes de escoamento.
Caixa Separadora de Óleo – Dispositivo projetado e instalado para separar e reter substâncias
indesejáveis às redes de escoamento.
Cavalete – É a parte do ramal predial destinado à instalação do hidrômetro.
Coletor Cloacal – Canalização pertencente ao sistema público de esgotos sanitários.

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Coletor Predial – Trecho de canalização compreendido entre a última inserção de subcoletor,


ramal de esgoto ou de descarga e o coletor público.
Consumo Diário – É o valor médio de água consumido num período de 24 horas.
DMAE – Departamento Municipal de Água e Esgoto.
DEP – Departamento Municipal de Esgotos Pluviais.
DM – Declaração Municipal: Informativo das condições urbanísticas de ocupação do solo.
Desconector - caixa sifonada ou sifão.
Esgoto – Refugo líquido que deve ser conduzido a um destino final.
Esgoto Sanitário – Refugo líquido proveniente do uso de água para fins domésticos ou industriais.
Esgoto Pluvial – São as águas de chuvas coletadas e conduzidas ao coletor público pluvial.
Hidrômetro – Aparelho destinado a medir o volume de água consumido pelo usuário.
Instalação Hidrossanitária – Conjunto de canalizações, reservatórios, equipamentos, peças de
utilização, aparelho e dispositivos empregados para a distribuição de água ou coleta de esgoto no
prédio.
Perda de Carga – Perda de pressão da água pelo atrito e turbulência dentro da tubulação. Quanto
mais rugoso o material e quanto mais conexões existirem numa rede, maior é a perda de carga.
Ponto de Consumo – É todo o terminal de canalização de água em que há ou poderá haver
consumo de água: como bacia sanitária, lavatório, chuveiro de box, bidê, tanque, pia, banheira,
máquina de lavar, piscina, aquecedor, torneira de jardim, etc...
Pressão – São forças que a água exerce no fundo e nas paredes dos tubos. Quanto maior a altura,
maior a pressão. 1 kgf/cm2 = 10 mca.
Ramal de Entrada – Canalização compreendida entre o ramal predial e a primeira derivação para a
instalação predial ou válvula de flutuador do reservatório (torneira bóia).
RE - Ramal de Esgoto: Tubulação que sai de uma caixa sifonada ou de um sifão.
Rede de Distribuição – A rede predial de distribuição é o conjunto de tubulações, compreendido
pelos barriletes, colunas de distribuição, ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos.
Reservatório – Elemento componente do sistema de abastecimento e destinado a acumular a água
e regular a vazão e pressão do mesmo.
RV - Ramal de Ventilação: Tubulação que tira o gás de um ramal de esgoto e desta forma deve ser
conectado a este e conduzido a um tubo de ventilação.
SMOV – Secretaria Municipal de Obras e Viação de Município de Porto Alegre.

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TQG - Tubo de Queda de Gordura: Tubo vertical que conduz a gordura produzida nas pias da
cozinha de um prédio até uma caixa de gordura coletiva.
TQS - Tubo de Queda Sanitário: Tubo vertical que conduz o esgoto sanitário, em um prédio, até
uma caixa de inspeção.
TQP – Tubo de Queda Pluvial: Tubo vertical que conduz as águas de chuvas provenientes de
coleta, através de ralos ou calhas, até uma caixa de inspeção.
TV - Tubo de Ventilação: Tubulação vertical na qual se conectam todos os ramais de ventilação e
opcionalmente o tubo de queda sanitário no ultimo pavimento, quando este tubo não e conduzido
até a cobertura ou telhado do prédio e então é ventilado para o exterior.
Usuário – Toda pessoa física ou jurídica responsável pela utilização do serviço público de
abastecimento de água e de remoção de esgoto sanitário.
Vazamento – É o desperdício de água verificado na instalação predial.
Vazão – Quantidade de água que passa em determinada seção na unidade de tempo. Quanto
maior a vazão, maior será o volume de água na tubulação.

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1.0. INTRODUÇÃO

O homem vive cercado pelo ar, pela água e pelos alimentos. Ao respirar o ar, ingerir os alimentos,
beber a água e utilizá-la, para inúmeros fins, o homem cria um novo elemento conhecido como
resíduo e constituído pelo esgoto (resíduo líquido) e pelo lixo (resíduo sólido).
A água límpida que é distribuída a uma cidade, ao atravessá-la, passa a agregar agentes químicos
(gorduras, detergentes, produtos químicos de origem doméstica e industrial), agentes físicos
(substâncias que alteram a cor, a temperatura das águas, sólidos finos que aumentam a turbidez)
e agentes biológicos (fungos, vírus, bactérias patogênicas, protozoários, etc...).
Essa água assim desagregada, contendo restos de cozinha, fezes, resíduos sólidos e resíduos
provenientes de atividades industriais é que constituem os esgotos sanitários.
As águas provenientes das chuvas formam os esgotos pluviais.

Para que as águas possam ser coletadas, tratadas e utilizadas é necessário que projetos de
instalações hidráulicas sejam pensados e executados atendendo as Normas Técnicas e os padrões
da “boa técnica”.
Em anexo estão algumas medidas convencionadas para auxiliar na elaboração dos projetos
hidrossanitários:
Na Figura 1.1 temos as alturas de esperas de água fria e esgoto convencionadas para a maioria
dos padrões de projetos. Na Figura 1.2 aparecem as alturas das esperas quando temos algum
sistema de aquecimento para a água. Na Figura 1.3 temos as medidas dos aparelhos sanitários
apresentada por uma empresa comercial, que pode servir como base para os projetos de água e
esgoto.
Na Figura 1.4 aparecem as convenções que devem ser adotadas no momento da elaboração de
um projeto.

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Figura 1.3 – Medidas das louças e esperas sanitárias

Fonte: Figura extraída do Catálogo Técnico da Empresa IDEAL STANDART

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2.0. TRATAMENTO DA ÁGUA

A água que consumimos é responsável pela nossa higiene, limpeza e saúde. A utilização da água
encanada também pode ser utilizada para:
Irrigação dos campos;
Barragens (geração de energia);
Combate a incêndios;
Matéria prima para indústrias.
A qualidade de vida de uma cidade depende diretamente da água canalizada, ou seja, da água
tratada e distribuída para todos. Em Porto Alegre, o tratamento e distribuição são feitos pelo
DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgoto). Na grande Porto Alegre e interior do estado é
feita pela CORSAN (Companhia Riograndense de Saneamento).
A água antes de chegar a nossas casas é captada na superfície (barragens, rios e lagos). Passa
então por uma série de etapas de tratamento com o objetivo de purifica-las para consumo.
Existem quatro fases básicas para tratamento da água:

Coagulação;
Decantação;
Filtração;
Desinfecção.

Coagulação – Nesta fase é adicionado à água bruta, no tanque, um produto químico chamado
sulfato de alumínio. O sulfato provoca uma atração entre as impurezas em suspensão na água,
formando pequenos flocos. O sistema permanece em movimento para englobar todas as
impurezas.

Decantação – À medida que esses flocos vão ficando mais pesados, tendem a se depositar no
fundo, tornando então a água mais clara e com melhor aspecto.

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Filtração – A seguir a água passa por um filtro que retém os flocos que não decantaram, bem
como parte das bactérias e demais impurezas em suspensão na água.

Desinfecção - Finalmente é feita a desinfecção com cloro, que elimina as bactérias que não ficaram
retidas nos filtros. É feita a adição de cal hidratada, para equilibrar o PH da água, pois o cloro é
ácido. Além disso, é feita a adição de sal de flúor à água, para fazer a prevenção da cárie dentária.

A figura 2.1 faz referência ao sistema básico de tratamento da água potável na ETA (Estação de
Tratamento de Água).

A Figura 2.2 apresenta o esquema de abastecimento da água tratada em uma cidade.


A água tratada sai da ETA e através de bombeamento é recalcada para os reservatórios públicos
sendo distribuída através das redes canalizadas para a cidade, assim cada usuário terá a sua
ligação predial.

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3.0. SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA

3.1. REDE DE DISTRIBUIÇÃO

A partir das ligações prediais a água é distribuída para o consumo das economias.
A distribuição é feita a partir da rede pública de água, a 90°, através de uma conexão denominada
ferrule. Este trecho denomina-se Ramal de Entrada, e vai até o cavalete com hidrômetro, ambos
de propriedade do DMAE. A partir do hidrômetro a rede passa a denominar-se Ramal de
Alimentação, que é de propriedade e responsabilidade do usuário.
Na Figura 3.1 podemos ver o esquema dos ramais de entrada e de alimentação.

O sistema de distribuição pode ser Direto, Indireto ou Misto.

3.1.1. DIRETO – Os pontos de consumo são alimentados pela pressão da rede pública (sem
reservatório), conforme mostra a Figura 3.2.

Vantagens do Sistema Direto:


Menor perigo de contaminação da água de abastecimento interno;
O custo da instalação é bem menor.
Desvantagens do Sistema Direto:
Há maior probabilidade de ficar sem água devido a cortes no abastecimento urbano;
Não podem ser instaladas válvulas fluxíveis do tipo Hydra.

3.1.2. INDIRETO – A alimentação da rede de distribuição é feita através de reservatório superior.


O reservatório superior pode ser alimentado por gravidade ou por bombeamento. Para prédios
acima de quatro pavimentos, instalar reservatório inferior e superior com bombeamento. As
Figuras 3.3 e 3.4 mostram o sistema de distribuição indireto com reservatório alimentado por
gravidade para uma casa e em um prédio. A Figura 3.5 mostra a distribuição indireta com
alimentação do reservatório através de bombeamento.
Vantagens do Sistema Indireto:

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Há sempre reserva de água;


A pressão de água é constante e reduzida nos encanamentos.
Desvantagens do Sistema Indireto:
Maior custo das instalações;
Maior probabilidade de contaminação da água acumulada.

3.1.3. MISTO – Alguns pontos de consumo são alimentados diretamente pela rede pública e outros
a partir do reservatório superior, conforme mostra a Figura 3.6.

3.2 . PRESSÃO HIDRÁULICA


A pressão hidráulica = peso de água sobre um ponto.
É medido em Kgf/cm2 ou em mca (metros de coluna d’água).
A pressão hidráulica é medida através de um equipamento denominado Manômetro.

1 Kgf/cm2 = 10 mca

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4.0. ESTUDO DE INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO

4.1. INTRODUÇÃO

As redes de esgoto sanitário foram sendo aprimoradas pela humanidade, com o intuito de afastar
das proximidades do meio onde vive, o tão indesejável efluente que geram durante suas
atividades diárias.
As redes de esgoto sanitário são compostas de:

Ramal de descarga ou ramal secundário: é a tubulação que recebe diretamente os efluentes dos
aparelhos sanitários (lavatórios, ralos de chuveiro, bidês, pias, tanques...) levando-os até a caixa
sifonada ou caixa de gordura.

Ramal de esgoto ou ramal primário: É a tubulação que recebe os efluentes do vaso sanitário, pias
de despejo ou caixas sifonadas, unindo-se ao subcoletor. Os ramais provenientes dos mictórios
devem ser ligados diretamente ao ramal primário, devendo ser ventilados.

Subcoletor: Tubulação que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de esgoto.
Devem ter diâmetros e declividades mínimas constantes, conforme mostra a Tabela 4.1.

Tabela 4.1 - Diâmetros e Declividades dos Subcoletores

Canalizações Declividade
75 mm 3,0%
100 mm 2,0%
150 mm 0,7%
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160-09/99

Coletor predial: Trecho de tubulação compreendido entre a última inserção de subcoletor, ramal
de esgoto ou de descarga e o coletor público ou sistema particular.
A rede de esgoto sanitário deverá chegar ao passeio, com no máximo, um metro de profundidade,
sendo que o DMAE só executará a ligação Ana rede, se esta condição for obedecida.

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Tubo de queda: É a tubulação vertical que recebe efluentes de subcoletores, ramais de esgoto e
ramais de descarga.

Tubo de ventilação: É o tubo destinado a possibilitar o escoamento do ar da atmosfera para o


interior da instalação de esgotos e expurgar os gases que se formam nas redes, com a finalidade
de protegê-la contra possíveis rupturas dos fechos hídricos dos desconectores (caixas sifonadas,
vasos sanitários, mictórios). Os tubos de ventilação devem ultrapassar 30cm o telhado. O trecho
de um tubo ventilador que interliga o desconector ou o ramal de descarga a uma coluna de
ventilação chama-se Ramal de Ventilação.

Desconectores ou sifões: São dispositivos que contém uma camada líquida chamada de fecho
hídrico, destinada a vedar a passagem dos gases contidos nos esgotos. Ex: caixa sifonada, vaso
sanitário. É necessário 5cm para a altura dos fechos hídricos dos desconectores.

Ralos: São caixas dotadas de grelha na parte superior, destinadas a receber as águas de chuveiros,
lavagem de pisos e terraços.

Caixas sifonadas: É a peça da instalação de esgotos que recebe as águas servidas de lavatórios,
banheiras, box, tanques e pias, ao mesmo tempo em que impede o retorno dos gases contidos nos
esgotos para os ambientes internos dos compartimentos.

Caixas de inspeção: São caixas destinadas a permitir a inspeção, limpeza e desobstrução das
tubulações. Devem ser de alvenaria, com dimensões internas mínimas de 60x60cm, com
profundidade máxima de 1,00m.

4.2. PROJETO DE ESGOTO PREDIAL

Na elaboração do projeto de instalações de esgotos sanitários prediais, o projetista deve estar


bem ciente da localização dos diversos aparelhos sanitários pela planta de arquitetura e dos
itinerários a serem seguidos pelas tubulações, que devem ser os mais curtos e retilíneos possíveis.
A elaboração do projeto de instalações de esgoto predial deve seguir algumas regras básicas:

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Para os Banheiros
Inicialmente projetar a ligação do vaso a uma caixa ou a um TQS.
Decidir a localização da CSG, que não deverá ficar em local de circulação, nem muito próxima das
paredes, pois elimina as possibilidades de ligações. Também é bom não colocar sob as peças, pois
um dos objetivos da caixa é manter a inspeção.
Decidir a localização do RS do box do chuveiro, que não deve ser colocado no local onde o
indivíduo pisa para tomar o banho.
Ligar todas as peças na CSG (lavatório, bidê, banheira e ralo do chuveiro). Obedecer às entradas da
CSG, e a formação dos ângulos de 45°, para evitar que na obra os tubos sejam aquecidos. O
projeto deve retratar exatamente o que será feito na obra, utilizando-se as conexões com os
ângulos corretos, conforme são vendidos no mercado.
Interligar a CSG na tubulação que sai do vaso sanitário. Esta ligação deve ser a 45°, jamais a 90° ou
no contra fluxo.
Projetar o ramal de ventilação (sempre entre a caixa e o tubo do vaso), que pode ser em qualquer
ângulo, pois na prática este ramal corre sobre as demais tubulações. Interligar ao tubo de
ventilação. O tubo de ventilação não deve ser projetado atrás do espelho do lavatório e nem nos
cantos das peças, onde é feita a amarração das alvenarias.
O ideal é passar os TQS e TVs em shafts, pois são tubos 100 e 75mm (=10cm e 7,5cm), que às vezes
podem enfraquecer uma parede de alvenaria.
Após segue-se o dimensionamento, que é feito através das Tabelas que seguem.
Ver exemplos de projetos de esgoto predial de banheiros nas Figuras 4.1, 4.2, 4.3, 4.4, 4.5 e 4.6.

Para Cozinhas:

Se forem em residências, localizar a CG fora da cozinha. Posicionar de modo que o esgoto da pia
entre sem muitos percursos. Ligar o esgoto da máquina de lavar louças. Encaminhar o ramal de
esgoto para uma caixa de inspeção. O ramal de ventilação deverá ser posicionado logo após a CG e
deverá ser interligado ao tubo de ventilação.
Para prédios, os ramais de descarga das pias e máquina de lavar louças se unem e são conduzidos
ao TQG. A caixa de gordura individual passa a não existir e uma caixa de gordura coletiva é

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construída junto ao pé de coluna do TQG, no térreo. O ramal de ventilação é ligado ao ramal de


descarga e interligado ao tubo de ventilação.
Ver exemplos de projetos de esgoto predial de cozinhas nas Figuras 4.7, 4.8, 4.9, 4.10 e 4.11.

Para Lavanderias:

Se forem residências, localizar a CS dentro da lavanderia, em local protegido da circulação. Não


projetar sob o tanque ou máquina de lavar roupas. Ligar o esgoto da máquina de lavar roupas e o
tanque na CS. Encaminhar o ramal de esgoto para uma caixa de inspeção. O ramal de ventilação
deverá ser posicionado logo após a CS e deverá ser interligado ao tubo de ventilação.
Para prédios, os ramais de descarga dos tanques e máquina de lavar louças são conduzidos a uma
CS, como nas residências, porém devem ser interligados a um TQS. O ramal de ventilação é ligado
ao ramal de descarga e interligado ao tubo de ventilação.
Ver exemplos de projetos de esgoto predial de lavanderias nas Figuras 4.12, 4.13, 4.14 e 4.15.

4.3. DIMENSIONAMENTO DOS ESGOTOS.

Para dimensionamento de esgoto predial de sanitários e cozinhas, seguir as regras práticas


indicadas abaixo:

DEFINIÇÃO IMPORTANTE:
UHC = Unidade Hunter de Contribuição é o número estatístico desenvolvido por um pesquisador
denominado Hunter, o qual atribuiu valores em uma escala de 0,5 até 6 para indicar a maior ou
menor quantidade de esgoto que circula no interior de um tubo. Os limites tratam do bebedouro
(0,5 UHC) que praticamente não produz nenhum esgoto, passando pelo vaso sanitário (6UHC) que
tem maior contribuição. Este número é utilizado para dimensionamento de tubulações de esgoto
sanitário.

a) Atribuir os valores das Unidades Hunter e diâmetros dos ramais de descarga, para cada
aparelho, conforme a Tabela 4.2.

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TABELA 4.2 – Unidades Hunter de Contribuição dos Aparelhos Sanitários e Diâmetro Nominal Mínimo dos Ramais de
Descarga
Número de Unidades Diâmetro Nominal mínimo do
Hunter de Contribuição ramal de descarga - DN
Bacia Sanitária Aparelho sanitário 6 100
Banheira de residência 2 40
Bebedouro 0,5 40
Bidê 1 40
Chuveiro De residência 2 40
Coletivo 4 40
Lavatório De residência 1 40
De uso geral 2 40
Mictório Válvula de descarga 6 75
Caixa de descarga 5 50
Descarga automática 2 40
De calha 2 50
Preparação 3 50
Pia de Cozinha Industrial
Lavagem de Panelas 4 50
Pia de cozinha residencial 3 50
Tanque de lavar roupas 3 40
Máquina de lavar louças 2 50
Máquina de lavar roupas 3 50
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

b) Dimensionar os ramais de esgoto, que são tubulações que partem dos sifões. A NBR 8160/99
apresenta a Tabela 4.3 que trata do numero máximo de Unidade Hunter de contribuição que
podem ser lançados nas tubulações de acordo com os diâmetros nominais. Porém, pode-se seguir
o dimensionamento prático, indicado na Tabela 4.4;

Tabela 4.3 – Dimensionamento de Ramais de Esgoto


Diâmetro Nominal Mínimo do Tubo Número Máximo de Unidades Hunter de
DN Contribuição - UHC
40 3
50 6
75 20
100 100
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

TABELA 4.4 – Tabela para Dimensionamento Prático dos Ramais de Esgoto


Peças DN (mm)
Sanitários sem banheira 50
Sanitários com banheira 75
Cozinha 75
Lavanderia 75
Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

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c) Dimensionamento dos ramais de ventilação: Ramal de ventilação é a tubulação ligada ao ramal


de esgoto. Faz-se o somatório de unidades Hunter incluindo o vaso sanitário. Os ramais de
ventilação têm dimensionamento pratico indicado na Tabela 4.5.

TABELA 4.5 – Dimensionamento dos Ramais de Ventilação


Grupos Aparelhos Sem Bacias Sanitárias Grupos Aparelhos Com Bacias Sanitárias
Número de Unidades Diâmetro Nominal do Número de Unidades Diâmetro Nominal do
Hunter de Contribuição Ramal de Ventilação Hunter de Contribuição Ramal de Ventilação
Até 12 40 Até 17 50
13 a 18 50 18 a 60 75
19 a 36 75 - -
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

d) É preciso verificar se a distancia entre o sifão e o ramal de ventilação está nos limites
estabelecidos na Tabela 4.6:

TABELA 4.6 – Distancia Máxima de um Desconector ao Tubo Ventilador

Diâmetro Nominal do Ramal de Descarga Distancia máxima - m


40 1,00
50 1,20
75 1,80
100 2,40
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

e) O dimensionamento dos Tubos de Queda Sanitários TQS e TQG é calculado somando-se as


Hunter de todos os pavimentos, e entrando na Tabela 4.7:

TABELA 4.7 – Dimensionamento Prático dos Tubos de Queda


Número Máximo de Unidades Hunter de Contribuição
Diâmetro Nominal
Prédio de até 3 pavimentos Prédio com mais de 3 pavimentos
do Tubo
TQS TQG TQS TQG
75 30 30 70 70
100 240 240 500 500
150 960 960 1 900 1 900
200 2 200 2 200 3 600 3 600
250 3 800 3 800 5 600 5 600
300 6 000 6 000 8 400 8 400
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

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f) O tubo de ventilação - tubulação vertical na qual se conectam todos os ramais de ventilação e


opcionalmente o tubo de queda do vaso sanitário no último pavimento, quando este não segue
até a cobertura e é ventilado para o exterior, pode ser dimensionado pela NBR 8160/99 ou de
forma prática através da Tabela 4.9:

TABELA 4.8 – Dimensionamento de Colunas e Barriletes de Ventilação

Diâmetro Número de
nominal do tubo Unidades Diâmetro nominal mínimo do tubo de ventilação
de queda ou do Hunter de 40 50 75 100 150 200 250 300
ramal de esgoto Contribuição Comprimento permitido em metros
40 8 46 - - - - - - -
40 10 30 - - - - - - -
50 12 23 61 - - - - - -
50 20 15 46 - - - - - -
75 10 13 46 317 - - - - -
75 21 10 33 247 - - - - -
75 53 8 29 207 - - - - -
75 102 8 26 189 - - - - -
100 43 - 11 76 299 - - - -
100 140 - 8 61 229 - - - -
100 320 - 7 52 195 - - - -
100 530 - 6 46 177 - - - -
150 500 - - 10 40 305 - - -
150 1 100 - - 8 31 238 - - -
150 2 000 - - 7 26 201 - - -
150 2 900 - - 6 23 183 - - -
200 1 800 - - - 10 73 286 - -
200 3 400 - - - 7 67 219 - -
200 5 600 - - - 6 49 186 - -
200 7 600 - - - 5 43 171 - -
250 4 000 - - - - 24 94 293 -
250 7 200 - - - - 18 78 225 -
250 11 000 - - - - 16 60 192 -
250 15 000 - - - - 14 55 174 -
300 17 300 - - - - 9 37 116 287
300 13 000 - - - - 7 29 90 219
300 20 000 - - - - 6 24 76 186
300 26 000 - - - - 5 22 70 152
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

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4.9 – Tabela Prática para Dimensionamento dos Tubos de Ventilação


Diâmetro TQS ou TQG Diâmetro TV
BANHEIROS
Casas térreas com ou sem banheira Sem TQS 50mm
Prédio ou casa ate 3 pavimentos 100mm 50mm
Prédio ou casa entre 4 e 15 pavimentos 100mm 75mm
Prédio com mais de 15 pavimentos 100mm 100mm
Prédio até 3 pavimentos 150mm 75mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 150mm 100mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 150mm 150mm
COZINHAS
Casas térreas Sem TQG 50mm
Prédio ou casa com até 3 pavimentos 75mm 50mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 75mm 50mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 75mm 75mm
Prédio até 3 pavimentos 100mm 50mm
Prédio entre 4 e 15 pavimentos 100mm 75mm
Prédio com mais de 15 pavimentos 100mm 100mm
Prédio até 3 pavimentos 150mm 75mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 150mm 100mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 150mm 150mm
LAVANDERIAS
Casas térreas Sem TQS 50mm
Prédio ou casa com até 3 pavimentos 75mm 50mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 75mm 50mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 75mm 75mm
Prédio ou casa até 3 pavimentos 100mm 50mm
Prédio entre 4 e 15 pavimentos 100mm 75mm
Prédio com mais de 15 pavimentos 100mm 100mm
Prédio até 3 pavimentos 150mm 75mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 150mm 100mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 150mm 150mm
Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

g) Os coletores e subcoletores são dimensionados escolhendo-se uma declividade para a rede, em


função da rede pública, na qual será feita a ligação. Na Tabela 4.10, cada declividade suporta um
número máximo de Unidades Hunter, que corresponde ao diâmetro do tubo que deverá ser
projetado.

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TABELA 4.10 – Dimensionamento de Subcoletores e Coletor Predial

Diâmetro Nominal do Número Máximo de Unidades Hunter de Contribuição em


Função das Declividades Mínimas (%)
Tubo
DN 0,5 1 2 4
100 - 180 216 250
150 - 700 840 1 000
200 1 400 1 600 1 920 2 300
250 2 500 2 900 3 500 4 200
300 3 900 4 600 5 600 6 700
400 7 000 8 300 10 000 12 000
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

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5.0. MATERIAIS UTILIZADOS NAS INSTALAÇÕES DE ÁGUA QUENTE E FRIA

Existem no mercado inúmeros materiais para execução d instalações de água fria e quente. Para
água fria, o material mais utilizado é o PVC, que devido à facilidade de manuseio e instalação e por
ser um material leve, tem ainda um custo relativamente acessível frente aos concorrentes como
cobre e ferro galvanizado. Estes últimos são mais utilizados para execução de instalações de água
quente.

5.1. ÁGUA FRIA

O material mais usado nas instalações de água fria é PVC (Cloreto de Polivinila).
O PVC é uma resina plástica obtida de um processo petroquímico, que recebe pigmentos que
identificam as linhas de tubulações existentes no mercado (branco, preto, marrom, bege, etc...).
Existem vários tipos de tubos de PVC, indicados para diversas pressões de serviço. Os tubos são
divididos em grupos, que levam o nome de Classe.
Existem três classes de tubos de PVC. Para saber a pressão de serviço de cada classe, divide-se o
número da classe por 2:

Classe 12 ( 2) = 6 Kgf/cm2 = 60mca


Classe 15 ( 2) = 7,5 Kgf/cm2 = 75mca
Classe 20 ( 2) = 10 Kgf/cm2 = 100mca

Existem dois tipos de tubulações de PVC distintas: a soldável e a roscável. A linha soldável é a mais
usada, pois são tubulações leves soldadas a frio, com baixo custo. São vendidas barras de 6m com
ponta e bolsa. A linha soldável é vendida comercialmente pelo diâmetro externo.
A Tabela 5.1 faz a conversão de milímetros e polegadas, relacionando-se assim os diversos tipos de
materiais.

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Tabela 5.1 – Correspondência dos Diâmetros


Diâmetro Interno (mm) 13 19 25 32 38 50 63 75 100
Diâmetro Interno ( “ ) 1/2" 3/4" 1” 1 1/4" 1 1/2" 2” 2 1/2" 3” 4”
Diâmetro Externo PVC 20 25 32 40 50 60 75 85 110
Cobre 15 22 28 35 42 54 66 79 104
PP 20 25 32 40 50 63 75 90 -
PEX 16 20 25 32 40 50 63 75 90
CPVC 15 22 28 35 42 54 73 89 114
Fonte: Tabela de autoria da Eng. Silvia Steinstrasser

5.2. ÁGUA QUENTE

Para instalações de água quente temos o cobre, que é o material mais tradicional, de longa vida,
porém de custo elevado, de difícil execução, necessitando ainda, de materiais para fazer o
isolamento, pois perde muito calor para as alvenarias, por se metálico e condutor. A soldagem
dos tubos e conexões é feita com cordão de solda aquecido por chama de maçarico. Existem três
classes de tubulações de cobre, que variam de acordo com sua espessura.
O CPVC é um material plástico, que possui as mesmas características do PVC quanto a custos,
manuseio e facilidade de instalação. Como é pouco condutor não necessita de isolamento térmico.
O CPVC é o PVC acrescido de mais cloro, que aumenta a resistência dos tubos para possibilitar a
condução de líquidos sob pressão e altas temperaturas. Os tubos de CPVC são dimensionados
para trabalharem com as seguintes pressões de serviço:

6 Kgf/cm2 ou 60mca conduzindo água a 80°C.


24 Kgf/cm2 ou 240mca conduzindo água a 20°C.

Estão entrando no mercado outros materiais como PEX, PP e outros, que podem ser usados tanto
para água fria como quente. São materiais leves, não necessitam isolamento, tem relativa
facilidade de execução, com custo que supera o CPVC, aproximando-se ao custo do cobre.
A Tabela 5.2 apresenta um comparativo entre os tipos de materiais mais comuns, existentes no
mercado.

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Tabela 5.2 – Comparativo entre materiais.


Tipo Temperatura Limite Isolamento Solda Pressão Kgf/cm2
PEX 90° Não * Mecânica 8
PP 80° Não * Termo fusão 9
CPVC 80° Não * Química Fria 6
COBRE 150° Sim Maçarico à Gás 14
Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa
( * ) Opcional

5.3. REGISTROS

Registro de Pressão: Também conhecido como “Válvula de Globo” , utilizado nas canalizações que
abastecem os chuveiros, em mictórios e onde é necessário uma perfeita vedação. Apresenta
grande perda de carga devido ao seu sistema de vedação interno, que obriga a água a desviar no
seu interior, causando perda de pressão na rede. Sua vedação é absolutamente estanque, pois
apresenta um anel de borracha de vedação que evita o contato entre os metais em seu interior. É
de custo mais elevado, e não deve ser usado nas colunas de água fria por ocasionar elevadas
perdas de carga.

Registro Gaveta: Apresenta perda de carga desprezível, pois seu miolo fecha como se fosse uma
“gaveta”, recolhendo-se completamente, liberando a passagem da água. Tem baixo custo e deve
ser usado nas colunas e barriletes.

Registro de esfera: Apresenta o mesmo princípio do registro de pressão. Por não possuir
acabamento é muito utilizado na indústria, quando há a necessidade de uma vedação perfeita.

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6.0. SISTEMAS DE AQUECIMENTO DE ÁGUA

6.1. GENERALIDADES

Atualmente não se pode conceber um prédio sem água quente. Prédios residenciais, hotéis,
hospitais, indústrias, laboratórios, etc.. exigem água quente, seja por necessidade ou por conforto.
A temperatura da água deve a ser fornecida depende do uso a que se destina. Por norma a
temperatura para banhos é de 40°C.
A Norma Técnica que rege as Instalações de Água Quente é a NBR 7198.

6.2. CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DOS AQUECEDORES

6.2.1. Critérios Técnicos:


Volume de acumulação
Temperatura da água
Tempo de aquecimento
Consumo de combustível

6.2.2. Critérios Econômicos


Custo de aquisição
Custo da instalação
Custo de manutenção
Vida útil
Custo do combustível/energia

6.2.3. Material dos Encanamentos


Os encanamentos podem ser feitos com cobre recozido e conexões em bronze ou latão. Existem
no mercado novas linhas de produtos importados e nacionais que suportam pressão aliada à
temperatura.
Os tubos e conexões de PVC não devem ser empregados para água quente, pois possuem elevado
coeficiente de dilatação linear e amolecem a temperatura de 100°C. A 60°C sua pressão de serviço

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é de apenas 2Kg/cm2. O tubo de ferro maleável galvanizado, embora seja empregado, apresenta
pouca resistência à corrosão.

6.2.4. Isolamento dos Encanamentos


Os encanamentos devem ser isolados com material de baixa condutibilidade térmica, a fim de não
dissipar o calor antes de a água atingir os sub-ramais.
Existem vários tipos no mercado, desde a tradicional lã de vidro até componentes do tipo espuma
e mangueiras isolantes. Quando a tubulação for instalada em locais úmidos, pode-se protegê-la
com uma película de alumínio adesiva. A Figura 6.1 mostra alguns detalhes executivos do
isolamento das tubulações.

6.2.5. Dilatação dos Encanamentos


Deve-se levar em conta a dilatação dos encanamentos sob o efeito do calor nas instalações de
água quente, permitindo que a dilatação se dê livremente e sem obstáculos a fim de evitar que
ocorram tensões internas no tubo e empuxos consideráveis.
Para atender ao efeito da dilatação nas tubulações pode-se usar um dos recursos seguintes:
As instalações de água quente devem poder dilatar sem romper o isolamento térmico. Deve-se
evitar embutir as linhas alimentadoras principais na alvenaria. Sempre que possível, devem ser
instaladas em nichos ou shaft de tubulações.

6.3. MODALIDADES DE INSTALAÇÃO DE AQUECIMENTO DE ÁGUA

6.3.1. Instalação Individual


Aquecedor de Passagem;
Aquecedor por Acumulação.

6.3.2. Instalação Coletiva


Centrais de aquecimento conhecidas como Storage ou caldeiras.

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6.4. TIPOS DE AQUECEDORES

6.4.1. AQUECEDOR DE PASSAGEM A GÁS

Características:
Prático, fácil de instalar;
Econômico;
Não pode ser instalado no interior de sanitários;
Atende poucos pontos de consumo;
Modelos de qualidade duvidosa podem apagar a chama de gás, deixando este escapar para o
ambiente.
São aparelhos que precisam de pressões de 5 a 10mca para garantir seu funcionamento,
necessitando muitas vezes de pressurizador ou ligação direta da rede pública para garantir um
bom funcionamento.

Vantagem - Precisa de poucos metros de canalização para abastecer. É um sistema econômico,


pois só é acionado no momento em que for usado.

Desvantagem - Problema de ventilação. O aparelho deve ser dotado de chaminé para expulsão
dos gases provenientes da queima. Este aparelho consome em pouco tempo o oxigênio do ar. Não
pode ser colocado dentro do banheiro. Na peça onde for colocado, deverá haver ventilação
cruzada. O aparelho deve ser colocado próximo a uma janela, e na porta, 10cm acima do rodapé,
deverá ser instalada uma abertura venezianada. Aquece no máximo, dois pontos ao mesmo
tempo. Quando acionado, demora alguns minutos para chegar água quente, causando desperdício
de água.

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Figura 6.1 – Aquecedor de passagem a gás

Fonte: Imagens capturadas da internet.

6.4.2. AQUECEDOR DE PASSAGEM ELÉTRICO INDIVIDUAL

Existem no mercado alguns tipos de aquecedores elétricos que aquecem individualmente alguns
pontos como chuveiros, lavatórios, banheiras e pias de cozinha. Os modelos mais conhecidos são
da CARDAL e da LORENZETTI.

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Figura 6.2 – Aquecedor de passagem elétrico individual

Fonte: Imagens capturadas na internet.

Características:
Pode ser instalado no interior de sanitários;
Atende apenas um ponto de consumo de cada vez;
Apresenta alto consumo de energia elétrica;
Necessitam de coluna de água de diâmetro 50mm, pois o bom funcionamento está diretamente
ligado à pressão da rede de alimentação;

Vantagem – Pode ser instalado dentro do banheiro ou em qualquer compartimento, pois não
apresenta queima de gases.
Desvantagem – Consumo de energia elevado. Necessita de instalação trifásica, e bom
aterramento. Necessita de altura de coluna d’água para um bom desempenho do aparelho.

6.4.3. AQUECEDOR DE PASSAGEM ELÉTRICO


Características:
Pode ser instalado no interior de sanitários, ou em qualquer local, pois não há combustão;
Atende vários pontos de consumo;
Apresenta alto consumo de energia elétrica;
Também trabalha precisando de boa pressão na rede de água para garantir seu funcionamento.

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É ideal para ser instalado em locais públicos onde é vedada a utilização de aparelhos a gás. São
muito utilizados nas lanchonetes de shopping, órgãos públicos, feiras e eventos em geral.
As vantagens e desvantagens seguem as mesmas características do aquecedor elétrico de
passagem individual.

Figura 6.3 – Aquecedor de Passagem Elétrico

Fonte: Imagem capturada da internet

6.4.4. AQUECEDOR À GÁS POR ACUMULAÇÃO

Vantagens - Aquece várias peças da casa. Pode ser usado em pontos simultaneamente. Quando
utilizado o sistema de retorno, permite que a água saia quente, no momento em que for acionada
a torneira.
Desvantagens - É necessário que fique ligado o dia todo, aquecendo a água no tambor, mesmo
quando não está em uso.
A capacidade do reservatório é calculada em função da população do prédio.

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Figura 6.4 – Aquecedor à gás por acumulação

Fonte: Imagens capturadas na internet

Descrição do Aparelho

Tambor interno – Reservatório que armazena um determinado volume de água que será aquecido
pelo calor liberado pela combustão do gás que alimenta o queimador colocado na parte inferior
do tambor interno, até atingir uma temperatura previamente regulada pôr meio do controle
automático.
Isolação – Revestido com poliuretano expandido, material de baixo coeficiente de condutividade
térmica, reduzindo sensivelmente as perdas de calor;

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Acabamento: Tambor externo em chapa de aço, laminada a frio, desengraxada e protegida com
primeira demão de tinta anticorrosiva. Acabamento final em esmalte sintético branco e cinza
grafite, polimerizado em estufa;
Controle automático de temperatura – Elemento de extrema sensibilidade, controla a temperatura
de funcionamento do aparelho. Caindo a temperatura o controle é acionado automaticamente
acendendo o queimador até que seja atingida a temperatura programada;
Piloto Termopar – O queimador é aceso pela chama do piloto quando a temperatura da água fica
abaixo da programada no controle automático
O termopar tem a função de fechar a passagem total do gás caso o piloto se apague, pelo bloqueio
do orifício da passagem de gás pôr resfriamento. Este sistema proporciona total segurança ao
aquecedor, eliminando o risco de vazamento de gás;
Válvula de Segurança de Pressão – Dispositivo de segurança destinado a aliviar a pressão interna
do reservatório quando a mesma ultrapassa um valor pré-determinado. A válvula de segurança
deverá ser canalizada juntamente com o dreno para um box ou outro local de fácil visualização.
Não canalizar a válvula de segurança para ralos ou locais onde não se perceba sua abertura.
Respiro - Nos casos de instalação de baixa pressão utiliza-se o Respiro em substituição à válvula de
segurança. É instalado na saída de água quente em seu ponto mais elevado a fim de eliminar a
formação de bolhas de ar na tubulação de água quente e como dispositivo de segurança para
aliviar a pressão interna do aquecedor. Deve-se ultrapassar a tubulação de respiro em 80cm acima
do nível máximo do reservatório.
Ventilação - É obrigatória a instalação de aquecedores a gás em ambientes com ventilação
permanente mínima e o uso de chaminé de exaustão.
Quando instalados em ambientes fechados (Área de Serviço ou similares), o ambiente deve
possuir volume mínimo de 9m3 para aquecedores até 150 litros e 12 m3 de 175 a 250 litros.
Pressão dinâmica mínima - Não deve ser inferior a 5 kPa (0,5 m.a);
Pressão estática máxima: Nas peças de utilização e nos aquecedores não deve ser superior a
400 kPa (40 mca). Devemos prever dispositivos redutores de pressão caso ultrapasse este valor.
Devem ser previstos registros de fechamento no início de cada coluna de distribuição e em cada
ramal, no trecho compreendido entre a respectiva derivação e o primeiro sub-ramal. A entrada de
água fria é conectada à luva da direita, olhando o aparelho de frente. A saída de água quente é
conectada à luva da esquerda olhando o aparelho de frente. A alimentação de água fria para o

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aquecedor deve estar sempre em cota superior ao aquecedor e deve alimentar somente o mesmo,
não devendo derivar de rede que tenha válvula de descarga de vasos sanitários.
Prever dispositivos de escoamento como ralos, canaletas, ou outro dispositivo que permita o
escoamento da água proveniente de eventual vazamento. O ralo deve estar a uma distancia
mínima de 1,50m do aquecedor.
A tubulação de alimentação de água fria e a de distribuição de água quente do aquecedor, devem
ser de material resistente à temperatura máxima admissível da água quente. Não utilizar
tubulações em PVC. Não instalar o aquecedor na mesma coluna que alimenta as válvulas de
descarga. Ao optar pela instalação em CPVC, recomenda-se a colocação da válvula da segurança
de temperatura (termo válvula) na instalação hidráulica, conforme orientações técnicas do
fabricante do CPVC;
Para obtenção de pressão mínima nos pontos de consumo, o fundo do reservatório, deverá estar a
pelo menos 1 metro acima da tubulação de água quente que corre pela laje/forro;
Para instalação em residências térreas (baixa pressão), recomenda-se que o diâmetro da
tubulação de água fria que alimenta o aquecedor seja superior ao diâmetro de entrada do
aquecedor;

6.4.5. AQUECEDOR ELÉTRICO POR ACUMULAÇÃO

Características:
Pode ser instalado no interior de sanitários, ou em qualquer local, até mesmo sob o telhado;
Atende vários pontos de consumo;
Apresenta alto consumo de energia elétrica;
Também trabalha precisando de boa pressão na rede de água para garantir seu funcionamento.
É ideal para ser instalado em locais públicos onde é vedada a utilização de aparelhos a gás. São
muito utilizados nas lanchonetes de shopping, órgãos públicos, feiras e eventos em geral.
As vantagens e desvantagens seguem as mesmas características do aquecedor elétrico de
passagem.

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Figura 6.5 – Aquecedor Elétrico por Acumulação

Fonte: Imagem capturada da internet.

6.4.6. SISTEMA HÍBRIDO DE PASSAGEM E ACUMULAÇÃO

É a combinação de dois sistemas, sendo utilizados aquecedores de passagem e um acumulador. O


objetivo é aumentar o poder de recuperação do acumulador, uma vez que os aquecedores de
passagem aquecem a água previamente. Outro objetivo é a redução do consumo energético,
principalmente quando o sistema é religado para utilização, após um período sem uso.

Figura 6.6 – Sistema Híbrido de Passagem e Acumulação

Fonte: Imagem capturada da internet.

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6.4.7. INSTALAÇÃO COLETIVA – GERADORA DE ÁGUA QUENTE

É um sistema de aquecimento de água composto de um ou mais tanques de acumulação de água


horizontais ou verticais, com capacidade de 300 a 10.000 litros. Esta instalação permite a
alimentação de todo o prédio simultaneamente. Neste sistema as redes estão interligadas nos
pavimentos e a água está sempre circulando, o que ocasiona a otimização do sistema. A qualquer
momento, qualquer ponto que for acionado, terá água quente disponível.

Figura 6.7 – Geradora de Água Quente

Fonte: Imagem capturada da internet

O tamanho e capacidade da geradora são calculados em função da população do prédio.


Necessitam área específica no pavimento térreo devido suas grandes dimensões.
Os catálogos dão as dimensões necessárias para as peças, em função do tamanho das máquinas. O
local de instalação deve ser exclusivo, garantindo espaço suficiente para a manutenção preventiva
e corretiva. A porta de acesso, bem como o caminho a percorrer, devem ter espaços com folga
para a passagem do equipamento. Já no interior, a sala deve ter no mínimo 80cm livres em toda a
volta do equipamento, lembrando que muitas vezes espaços maiores são indispensáveis, como
por exemplo, para remoção de um queimador de gás.
Outras considerações são quanto a uma boa iluminação, circuito especial e exclusivo com maior
amperagem, caixas de comando protegidas, instaladas pelo lado externo da peça. É necessário
ainda, extintor de incêndio adequado.

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As geradoras possuem capa externa tratada para resistir a corrosão. Internamente o depósito de
água é em aço inoxidável, isolado termicamente. O aparelho recebe o calor através de
queimadores, podendo ser alimentadas a gás, lenha, diesel, ou combinações.
Para o perfeito funcionamento são necessárias a instalação de dispositivos de segurança,
termostato, termômetro, válvula de segurança e uma cuidadosa manutenção.
Com o aquecimento da água, há a tendência de formação de bolhas de ar com muita intensidade.
Assim, é importante evitar sifões nas redes, bem como executar a tubulação com aclives e
declives, que conduzam o ar a um ponto com respiro. É necessário executar pelo menos um
respiro. Em outros pontos onde não for possível, deverá ser prevista a instalação de válvulas
desaeradoras.
Para um bom funcionamento das instalações, a alimentação da geradora deverá ser com coluna
específica para esta finalidade (AGAQ). A coluna de distribuição (ABAQ), bem como as CAQs
deverão suportar a temperatura de 100°C, logo é aconselhável a utilização de tubos de cobre,
isolados termicamente;
A água sobe por termossifão até 3 ou 4 pavimentos. A partir disso é aconselhável prever uma
bomba de recirculação. Esta bomba é apenas para vencer a inércia. Não se calcula como bomba de
recalque é uma bomba com baixa potência.
A geradora é provida de chaminé devido à queima. É preciso prever no projeto arquitetônico o
destino para a chaminé.
A Figura 6.2 mostra um esquema básico de instalação do sistema Central Coletivo.

Vantagens:
Atende grandes volumes de água;
Não tem instalações de equipamentos no interior dos apartamentos.
Desvantagens:
Sistema relativamente caro, pois necessita de aporte inicial de dinheiro para sua instalação;
Necessita manutenção e controle permanente;
É necessário instalar registros de medição nos apartamentos para diferenciar e cobrar consumos.

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6.4.8. AQUECIMENTO SOLAR

Figura 6.8 – Aquecimento Solar

Fonte: Imagens capturadas da internet.

O princípio de funcionamento do sistema de aquecimento solar é bastante simples. Ele é


composto por dois elementos básicos: o coletor solar, que aquece a água, e o reservatório térmico
(bolier), que armazena a água aquecida.
A água circula entre o reservatório térmico e os coletores solares através de tubos de cobre. As
placas de cobre com superfície preta dos coletores solares captam o calor do sol e o transferem
para a água que circula no interior da serpentina os coletores. Aquecida a água retorna ao
reservatório térmico e ali fica armazenada até que seja consumida.
É fundamental que a tubulação por onde circula a água seja de cobre em função das severas
condições de temperatura e necessidade de trocas térmicas rápidas. A alimentação do sistema é
feita por um reservatório de água fria.
Os sistemas possuem ainda uma forma auxiliar de aquecimento, que entra em ação quando a
insolação não for suficiente para aquecer a água ou o consumo de água quente for superior ao
inicialmente projetado.
Normalmente o sistema de aquecimento complementar é composto de uma resistência elétrica
blindada e de um termostato. Sua operação é automática, mas, nos casos de sistemas residenciais
é recomendado que o sistema auxiliar seja também controlado através dos disjuntores, acionando

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o complemento de aquecimento quando houver necessidade, ou ainda por meio de um


Controlador Digital de Temperatura, que faz uma operação automática mais precisa frente às
necessidades do usuário e economia de energia.

A circulação da água pelos coletores solares pode se dar de duas maneiras: naturalmente, pelo
efeito termo sifão, ou forçada, com o uso de uma moto bomba. O termo sifão é a opção mais
utilizada nos casos de instalações residenciais de pequeno porte. Já a circulação por moto bomba
é a mais empregada em sistemas de médio e grande porte.

O sistema por termo sifão faz com que a circulação da água se processe em razão da diferença de
peso (densidade) entre a água fria e a água quente. A água fria “empurra” a água quente,
realizando a movimentação.

A forma mais comum de sistemas termo sifão é chamada de “instalação em desnível”. Para que o
termo sifão obtenha um funcionamento perfeito, os componentes do aquecedor solar e a caixa de
água fria de abastecimento deverão considerar algumas condições. O reservatório térmico deverá
ficar abaixo da caixa d’água. O desnível poderá variar de zero até o limite de pressão admissível no
reservatório térmico (usualmente de 2 a 5 metros). Os coletores solares deverão ficar a pelo
menos 30cm abaixo do fundo do reservatório térmico. E a distancia máxima entre os
componentes não deverá ultrapassar 5metros.
Os coletores devem ser orientados para o Norte, recomendando-se que o anglo de inclinação seja
igual à latitude mais 10°. Para Porto Alegre as placas devem ser instaladas a 30°, assim garante-se
um melhor desempenho no inverno. O rendimento de um coletor solar varia em função da
temperatura do ar, velocidade do vento, intensidade da radiação solar, temperatura da água no
coletor. O rendimento médio varia entre 30 e 50%.
A Figura 6.3 mostra o esquema básico de instalação do sistema de aquecimento solar.
A Figura 6.4 mostra o sistema ideal em desnível para aquecimento solar.

Características:
Necessita muita área de coletores solares para grandes volumes de água quente;
Ecologicamente correto;
Necessita apoio elétrico na ausência de sol;

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Projeto e Dimensionamento:
Para dimensionar é necessário calcular o volume de consumo diário de água quente. No caso de
aquecedores solares, o volume dos reservatórios térmicos (boiler) deve ser igual ao consumo
diário. É preciso calcular também, a área necessária para os coletores em função do volume de
água a ser aquecida. O projeto deve analisar o local da instalação (cidade), características do
equipamento e condições de instalação na obra.
A Tabela 6.5 aplica-se ao calculo do consumo médio de água quente para sistemas de pequeno
porte, em edificações residenciais, com bom nível de conforto, sem desperdícios.

Tabela 6.1 – Consumo Médio de Água Quente em Residências.


Peças Consumo Diário
Ducha 40 a 80 litros/pessoa
Lavatório 5 a 7 litros/pessoa
Cozinha 20 a 30 litros/pessoa
Lavanderia 20 a 30 litros/Kg de roupa seca
Banheira 100 a 200 litros/uso
Fonte: Tabela extraída de Catálogo Técnico da Empresa Soletrol

A Tabela 6.2 faz referência ao pré-dimensionamento do volume de água quente em edificações


diversas e que usualmente levam a um maior volume de consumo e a sistemas de grande e médio
porte.

Tabela 6.2 – Consumo Médio de Água Quente em Edificações Diversas.


Edificações Consumo Diário
Edifício Residencial 110 litros/morador
Hotel 105 litros/leito
Motel 800 litros/apartamento
Hospital 100 litros/leito
Vestiário Industrial 50 litros/pessoa
Lavanderia Industrial 30 litros/Kg de roupa seca
Cozinha Industrial 15 litros/refeição
Residência Popular 40 litros/pessoa
Fonte: Tabela extraída de Catálogo Técnico da Empresa Soletrol

A quantidade de coletores necessários para o aquecimento de 100 litros de água nas condições
ideais é de 1 a 1,6m2, variando conforme o fabricante das placas.

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Após calcular o volume de água necessário e a área das placas, basta entrar nos catálogos de
fabricantes para verificar o tamanho dos reservatórios térmicos e placas solares ofertados pelo
mercado.
As Tabelas 6.3 e 6.4 fazem referências a capacidade e dimensões dos reservatórios térmicos e
placas solares da Soletrol.

Tabela 6.3 – Dimensões Aproximadas dos Reservatórios Térmicos


Capacidade Diâmetro – Comprimento
(em litros) (aproximado em cm)
200 60 – 120
300 60 – 130
400 60 – 160
500 60 – 190
600 60 – 230
800 80 – 280
1000 80 – 380
2000 110 – 240
3000 110 – 360
4000 130 – 400
5000 130 - 480
Fonte: Tabela extraída de Catálogo Técnico da Empresa Soletrol

Tabela 6.4 – Dimensões Aproximadas dos Coletores Solares


Largura Comprimento
(aproximada em cm) (aproximado em cm)
74 194
80 200
100 103
100 200
Fonte: Tabela extraída de Catálogo Técnico da Empresa Soletrol

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7.0. ESTUDO DAS INSTALAÇÕES DE ÁGUA QUENTE E FRIA - ISOMÉTRICAS

7.1. INTRODUÇÃO

O uso da água potável nos prédios constitui condição indispensável para o atendimento das mais
elementares condições de habitabilidade, higiene e conforto.
Há quem procure reduzir o custo da construção de um prédio sacrificando as instalações, seja com
o inadequado emprego de certos materiais, seja com o sub dimensionamento dos encanamentos,
peças e equipamentos. O desconforto, os prejuízos e as questões que decorrem do descaso para
com o projeto, as especificações e a execução das instalações, infelizmente, são realidades que
ninguém ignora que muitos experimentam pessoalmente. [MACINTYRE, 1986].
As redes de água são compostas de:
Sub-ramal: é o trecho compreendido entre o ponto de espera (ex: torneira) e uma derivação (Tê).
Ramal: é o trecho que abastece os sub-ramais. O ramal termina onde inicia a coluna de
distribuição.
CAF, CAQ: São as colunas de distribuição de água quente e fria. CAF (Coluna de Água Fria), CAQ
(Coluna de Água Quente).
Barrilete: São as redes que distribuem água para as colunas.
Recirculador: É a tubulação que retira a água fria do reservatório ou água quente do aquecedor.

Os componentes de uma instalação de água quente e fria podem ser vistos na Figura 7.1.
Por convenção:
As redes de água quente são indicadas através de linhas tracejadas;
As redes de água fria são representadas através de linhas cheias;
A espera de água quente fica à esquerda de quem olha;
A espera de água fria fica à direita de quem olha;
Sempre que possível, deve-se levar as canalizações de água quente pela parede, porque as perdas
de calor são menores do que no piso.
A Figura 7.2 mostra o detalhe das ligações de água quente e fria do chuveiro.

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Em água quente evita-se sifão invertido, que acumula bolhas de ar na parte superior do sifão. Caso
não possa ser evitado, é necessária a utilização de válvulas desaeradoras ou a instalação de
cachimbo de ventilação.
As alturas ideais para passagem das redes de água quente e fria nas alvenarias são de 70 cm e
100 cm. Elas devem distar 30 cm uma da outra, para evitar a perda de calor da água quente para a
fria. Não passar redes nas alturas de 33 cm, 20 cm, 60 cm, 110 cm, 180 cm e 210 cm, pois são
alturas de esperas de aparelhos.
A Tabela 7.1 mostra as alturas usuais das esperas, que deverão ser apresentadas no projeto de
instalações de água quente e fria. Alturas diferentes deverão ser consideradas juntamente com o
arquiteto, no caso de projetos especiais ou à critério dos usuários que utilizarão a edificação.

Tabela 7.1 – Alturas das Esperas dos Aparelhos


BA Banheira 0,60m
BD Bidê 0,20m
BE Bebedouro 0,50m
V Vaso 0,33m
CD Caixa de Descarga 1,60m
CDA Caixa de Descarga Acoplada 0,20m
VD Válvula de Descarga 1,10m
F Filtro 1,10m
L Lavatório 0,60m
CH Chuveiro 2,10m
RP Registro de Pressão 1,10m
RG Registro de Gaveta 1,80m
MLL Máquina Lavar Louça 0,60 - 1,10m
MLR Máquina Lavar Roupa 1,10m
TQ Tanque 1,10m
M Mictório 1,05m
P Pia 1,10m
Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

7.2. PROJETO DAS REDES DE ÁGUA QUENTE E FRIA DAS ISOMÉTRICAS

Iniciar o projeto das isométricas desenhando a peça em perspectiva de 30°.


Marcar os eixos das peças.
Subir linhas de chamada finas, que serão apagadas posteriormente;
Marcar a altura de cada peça de acordo com a Tabela 7.1;
Sobre a altura marcada, traçar uma linha paralela à parede;
A 15cm para cada lado do ponto, marcar as esperas;
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Evidenciar as esperas e marcar qual é a água quente e qual é a água fria;


Apagar as linhas de chamada;
Marcar linhas de chamada nos cantos da peça e nos cantos do shaft, pelo lado interno da peça;
Escolher as alturas para passar os ramais de água quente e fria, deixando 30cm entre eles;
Interligar as esperas de água quente no ramal de água quente (subindo ou descendo até os
ramais). Idem para a água fria.
Verificar o término das redes;
Cortar as linhas de redes que se cruzam;
Escolher o local para a descida das CAF e CAQ, colocando os registros de gaveta;
Dimensionar conforme as tabelas.

IMPORTANTE:
Cuidar para não passar redes nas portas e janelas;
Não projetar as colunas atrás do lavatório onde será colocado o espelho.
Não projetar as colunas nas portas e janelas;

As Figuras 7.3 a 7.8 mostram alguns exemplos de isométricas de Banheiros, Cozinhas e áreas de
Serviço.

7.3. DIMENSIONAMENTO DAS REDES DE ÁGUA QUENTE E FRIA DAS ISOMÉTRICAS

Para utilização das tabelas a seguir, faz-se necessário o entendimento do conceito de peso:
Peso: É um número estatístico, para o qual foi desenvolvida a equação de provável vazão de
utilização de vários pontos de consumo simultâneos.

Q=c ∑P

Onde:

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Q = vazão estimada na seção considerada, em litros por segundo;


ΣP = soma dos pesos relativos de todas as peças de utilização, alimentadas pela tubulação
considerada.
C = Coeficiente de descarga = 0,30

Os pesos relativos são estabelecidos empiricamente em função da vazão de projeto conforme


mostra a Tabela 7.2. Cada espera alimentada pela tubulação é formada constituindo o Somatório
de Pesos (ΣP). Usando a equação acima, esse somatório é convertido na demanda simultânea total
do grupo de peças de utilização considerado, tornando-se uma estimativa da vazão a ser usada no
dimensionamento da tubulação. Como é fácil de imaginar, salvo em instalações cujos horários de
funcionamento sejam rígidos, como quartéis, colégios, etc... Nunca há o caso de se utilizar todas
as peças ao mesmo tempo. Há uma diversificação que representa economia no dimensionamento
das canalizações. Assim, por exemplo, se uma pessoa utiliza um banheiro, poderá haver consumo
d’água na banheira, enquanto utiliza ou o vaso, ou bidê ou lavatório, nunca todos
simultaneamente. Esse método é válido para instalações destinadas ao uso normal da água e
dotadas de aparelhos sanitários e peças de utilização usuais: não se aplica quando o uso é intenso,
(como é o caso de cinemas, escolas, quartéis, estádios e outros), onde torna-se necessário
estabelecer, para cada caso particular, o padrão de uso e os valores máximos de demanda.

O dimensionamento deve ser feito para as canalizações de água fria, na seguinte sequência:
Atribuir os pesos a cada espera conforme a Tabela 7.2;
Identificar os sub-ramais e colocar os diâmetros conforme a Tabela 7.3.
Para calculo dos ramais, somar os pesos dos dois sub-ramais mais distantes da Coluna de
Distribuição e entrar na Tabela 7.4.
Continuar trecho a trecho acumulando os pesos e entrando na Tabela 7.4, até chegar na Coluna de
Distribuição.
Relacionar as tubulações de água fria com as de água quente, através da equivalência mostrada na
Tabela 7.5. Idem para os registros e válvulas, que são apresentadas no projeto em polegadas.

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7.4. PESOS RELATIVOS E VAZÕES NOS APARELHOS

TABELA 7.2 – Pesos relativos nos pontos de utilização e vazões identificados em função dos aparelhos sanitários e das
peças de utilização
Vazão de Projeto Peso
Aparelho Sanitário Peça de Utilização
(litros/segundo) Relativo
Caixa Descarga 0,15 0,3
Bacia Sanitária
Válvula Descarga 1,70 32
Banheira Misturador (água fria) 0,30 1,0
Bebedouro Registro de Pressão 0,10 0,1
Bidê Misturador (água fria) 0,10 0,1
Chuveiro ou Ducha Misturador (água fria) 0,20 0,4
Chuveiro Elétrico Registro de Pressão 0,10 0,1
Lavadora de Pratos ou Roupas Registro de Pressão 0,30 1,0
Torneira ou Misturador
Lavatório 0,15 0,3
(água fria)
Com sifão
Válvula de Descarga 0,50 2,8
integrado
Mictório cerâmico Caixa de Descarga, Registro
Sem sifão
de Pressão ou Válvula de 0,15 0,3
integrado
Descarga para Mictório
Caixa de Descarga ou 0,15
Mictório tipo calha 0,3
Registro de Pressão por metro de calha
Torneira ou Misturador
0,25 0,7
Pia (água fria)
Torneira Elétrica 0,10 0,1
Tanque Torneira 0,25 0,7
Torneira de jardim ou lavagem em geral Torneira 0,20 0,4
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626/98

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7.5. DIÂMETROS MÍNIMOS DOS SUB-RAMAIS.

TABELA 7.3 – Vazões Unitárias dos Aparelhos Sanitários


Peças de Utilização PVC Soldável DE (mm) Bitola (“)
Aquecedor de Alta Pressão 20 ½”
Aquecedor de Baixa Pressão 25 ¾”
Bacia Sanitária com Caixa de Descarga 20 ½”
Bacia Sanitária com válvula de descarga de bitola 1 1/4” 50 1 ½”
Bacia Sanitária com válvula de descarga de bitola 1 1/2” 50 1 ½”
Banheira 20 ½”
Bebedouro 20 ½”
Bidê 20 ½”
Chuveiro 20 ½”
Filtro de Pressão 20 ½”
Lavatório 20 ½”
Máquina Lavar Louças 25 ¾”
Máquina Lavar Roupas 25 ¾”
Mictório de Descarga Contínua por Metro ou Aparelho 20 ½”
Pia de Cozinha 20 ½”
Tanque de Lavar Roupas 25 ¾”
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626/98

7.6. DIÂMETROS DOS RAMAIS E COLUNAS

De posse desses dados, é possível fazer um pré-dimensionamento das tubulações pela


“capacidade de descarga dos tubos”, de acordo com a Tabela 7.4.

Tabela 7.4 - Diâmetros de Ramais de Água Fria


Somatório de Pesos Diâmetro Externo PVC
0,1 a 0,99 20
1,0 a 3,80 25
3,81 a 17,0 32
17,1 a 39,9 40
40 a 140,0 50
140,1 a 390,0 60
390,1 a 1.100,0 75
1.100,1 a 2.800,0 85
2.800,1 a 6.000,0 110
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626-09/98 – Instalação Predial de Água Fria

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7.7. CORRESPONDÊNCIA DOS DIAMETROS EM RELAÇÃO AO PVC EXTERNO.

Tabela 7.5 – Correspondência dos Diâmetros


Diâmetro Interno (mm) 13 19 25 32 38 50 63 75 100
Diâmetro Interno ( “ ) 1/2” 3/4” 1” 1 1/4” 1 1/2” 2” 2 1/2” 3” 4”
Diâmetro Externo PVC 20 25 32 40 50 60 75 85 110
Cobre 15 22 28 35 42 54 66 79 104
PP 20 25 32 40 50 63 75 90 -
PEX 16 20 25 32 40 50 63 75 90
CPVC 15 22 28 35 42 54 73 89 114
Fonte: Tabela de autoria da Eng. Silvia Steinstrasser

7.8. PERDAS DE CARGA LOCALIZADAS

7.8.1 PERDA DE CARGA EM CONEXÕES – PLÁSTICO, COBRE.


Para o realizar o calculo com as perdas de carga localizadas, seguir a Tabelas 7.6, para conexões de
PVC, cobre e plástico.

Tabela 7.6 - Perda de Carga em Conexões – Comprimento Equivalente para Tubo Liso (Tubo de Plástico, Cobre ou Liga de
Cobre)
Tipo de Conexão
Diâmetro
Tê Passagem Tê Passagem
Nominal (DN) Cotovelo 90° Cotovelo 45° Curva 90° Curva 45°
Direta Lateral
15 (1/2”) 1,1 0,4 0,4 0,2 0,7 2,3
20 (3/4”) 1,2 0,5 0,5 0,3 0,8 2,4
25 (1”) 1,5 0,7 0,6 0,4 0,9 3,1
32 (1 ¼”) 2,0 1,0 0,7 0,5 1,5 4,6
40 (1 ½”) 3,2 1,0 1,2 0,6 2,2 7,3
50 (2”) 3,4 1,3 1,3 0,7 2,3 7,6
65 (2 ½”) 3,7 1,7 1,4 0,8 2,4 7,8
80 (3”) 3,9 1,8 1,5 0,9 2,5 8,0
100 (4”) 4,3 1,9 1,6 1,0 2,6 8,3
125 4,9 2,4 1,9 1,1 3,3 10,0
150 5,4 2,6 2,1 1,2 3,8 11,1
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626/98

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7.8.2. PERDA DE CARGA EM CONEXÕES – AÇO CARBONO

Para realizar o calculo com as perdas de carga localizadas, seguir a Tabela 7.7 para conexões de
ferro e aço.

Tabela 7.7 - Perda de Carga em Conexões – Comprimento Equivalente para Tubos Rugosos (Tubo de Aço Carbono,
Galvanizado ou não)
Tipo de Conexão
Diâmetro
Tê Passagem Tê Passagem
Nominal (DN) Cotovelo 90° Cotovelo 45° Curva 90° Curva 45°
Direta Lateral
15 (1/2”) 0,5 0,2 0,3 0,2 0,1 0,7
20 (3/4”) 0,7 0,3 0,5 0,3 0,1 1,0
25 (1”) 0,9 0,4 0,7 0,4 0,2 1,4
32 (1 ¼”) 1,2 0,5 0,8 0,5 0,2 1,7
40 (1 ½”) 1,4 0,6 1,0 0,6 0,2 2,1
50 (2”) 1,9 0,9 1,4 0,8 0,3 2,7
65 (2 ½”) 2,4 1,1 1,7 1,0 0,4 3,4
80 (3”) 2,8 1,3 2,0 1,2 0,5 4,1
100 (4”) 3,8 1,7 2,7 ..... 0,7 5,5
125 4,7 2,2 ..... ..... 0,8 6,9
150 5,6 2,6 4,0 .... 1,0 8,2
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626/98

7.8.3. PERDAS DE CARGA EM VÁLVULAS E REGISTROS

As perdas de carga a seguir referem-se as peças de ligação dos reservatórios, válvulas e registros.

Tabela 7.8 – Comprimentos Equivalentes em Metros de Canalização de PVC Rígido ou Cobre


Reservatório Válvula Válvula Retenção Registro Registr Registro
DN DE pé Leve- Pesado Globo gaveta ângulo
Entrada Saída
PVC crivo horizontal vertical Aberto aberto aberto
15(1/2”) 20 0,9 0,8 8,1 2,5 3,6 11,1 0,1 5,9
20(3/4”) 25 1,0 0,9 9,5 2,7 4,1 11,4 0,2 6,1
25(1”) 32 1,2 1,3 13,3 3,8 5,8 15,0 0,3 8,4
32(1 1/4”) 40 1,8 1,4 15,5 4,9 7,4 22,0 0,4 10,5
40(1 1/2”) 50 2,3 3,2 18,3 6,8 9,1 35,8 0,7 17,0
50(2”) 60 2,8 3,3 23,7 7,1 10,8 37,9 0,8 18,5
60(2 ½”) 75 3,3 3,5 25,0 8,2 12,5 38,0 0,9 19,0
75(3”) 85 3,7 3,7 26,8 9,3 14,2 40,0 0,9 20,0
100(4”) 110 4,0 3,9 28,6 10,4 16,0 42,3 1,0 22,1
Fonte: Tabela extraída da NB 92/80

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As Figuras 7.9 e 7.10 apresentam as colunas de água partindo do shaft.

Figura 7.9

Fonte: Acervo de Trabalhos Técnicos do Prof. Gilson Paim Costa


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Figura 7.10

Fonte: Acervo de Trabalhos Técnicos do Prof. Gilson Paim Costa


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EXERCÍCIO 1
Elaborar a isométrica com água quente e fria.

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7.9. PRESSÕES MÁXIMAS E MÍNIMAS

Em condições dinâmicas (com escoamento), a pressão da água nos pontos de utilização deve ser
estabelecida de modo a garantir as vazões de projeto indicadas na Tabela 7.2 e o bom
funcionamento das peças de utilização e dos aparelhos sanitários.
Em qualquer caso a pressão não deve ser inferior a 10kPa (1mca), com exceção do ponto da caixa
de descarga, onde a pressão pode ser menor do que este valor, até um mínimo de 5 kPa (0,5mca),
e do ponto da válvula de descarga para bacia sanitária onde a pressão não deve ser inferior a 15
kPa (1,5 mca).
Em qualquer ponto da rede predial de distribuição, a pressão da água em condições dinâmicas
(com escoamento) não deve ser inferior a 5 kPa (0,5 mca).
Em condições estáticas (sem escoamento), a pressão da água em qualquer ponto de utilização da
rede predial de distribuição não deve ser superior a 400 kPa (40 mca).

7.10. VELOCIDADE MÁXIMA


A velocidade máxima da água nas canalizações não deve exceder 3 m/s, pois caso isto aconteça,
provoca um ruído desagradável.
As pressões máximas e mínimas, assim como as velocidades, são calculadas quando se faz o
dimensionamento através de Perdas de Carga.

7651
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CENTRO ESTADUAL TECNOLÓGICO PAROBÉ


CURSO DE EDIFICAÇÕES

MANUAL PRÁTICO DE INSTALAÇÕES


HIDRÁULICAS E SANITÁRIAS 2

Autores: Engenheira Silvia Steinstrasser


Engenheiro Gilson Paim Costa
Engenheiro Alexandre Cavagni

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8.0. RESERVATÓRIOS DE ÁGUA

8.1. MATERIAIS

Os reservatórios são componentes do sistema de abastecimento indireto, que tem a finalidade de


acumular a água e regular a vazão e pressão do sistema.
Os materiais mais empregados são fibra de vidro, concreto armado, aço inox, resinas com reforço
de fibra de vidro, polietileno de alta densidade, entre outros. Os reservatórios de fibrocimento
estão atualmente em desuso, devido ao alto grau de doenças ocupacionais que sua fabricação tem
gerado.
A Figura 8.1 mostra um esquema dos reservatórios de fibra de três fabricantes, onde é possível
relacionar as medidas às cotas apresentadas nas Tabelas 8.1, 8.2, 8.3 e 8.4 dos fabricantes a
seguir:
Tabela 8.1 – Dimensões dos Reservatórios de Fibra
Altura
Volume φ Superior φ Inferior Altura Útil Altura Altura total
Incêndio
(Litros) (D) (d) (hu) (h) (H)
(Hi)
20.000 3.19 2.40 3.25 3.35 3.59 0.81
15.000 3.19 2.63 2.25 2.35 2.59 0.75
10.000 2.64 2.00 2.36 2.46 2.71 1.18
7.500 2.12 2.00 2.25 2.35 2.35 1.50
5.000 2.12 1.67 1.78 1.90 2.02 *
3.000 1.84 1.45 1.42 1.50 1.68 *
2.000 1.84 1.58 0.88 0.95 1.09 *
1.000 1.53 1.13 0.72 0.80 0.91 *
Fonte: Tabela extraída de catálogo técnico da empresa FIBRATEC

Tabela 8.2 – Dimensões dos Reservatórios de Fibra


Altura
Volume φ Superior φ Inferior Altura Útil Altura Altura total
Incêndio
(Litros) (D) (d) (hu) (h) (H)
(hi)
20.000 3.31 2.42 3.08 3.29 3.58 0.78
15.000 3.31 2.65 2.15 2.35 2.60 0.72
10.000 2.64 2.03 2.33 2.53 2.79 1.17
7.500 2.52 2.07 1.81 1.82 2.10 1.21
5.000 2.14 1.69 1.73 1.87 2.05 *
3.000 1.81 1.37 1.51 1.71 1.89 *
2.000 1.74 1.46 0.96 0.96 1.15 *
1.000 1.54 1.14 0.85 0.85 0.91 *
Fonte: Tabela extraída de catálogo técnico da empresa PLASTIFIBRA

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Tabela 8.3 – Dimensões dos Reservatórios de Fibra


Altura
Volume φ Superior φ Inferior Altura Útil Altura Altura total
Incêndio
(Litros) (D) (d) (hu) (h) (H)
(hi)
20.000 * * * * * *
15.000 3.07 2.47 2.48 2.56 3.02 0.83
10.000 2.56 2.08 2.36 2.38 2.64 1.20
7.500 2.36 2.04 1.84 1.85 2.11 1.32
5.000 2.22 1.76 1.61 1.71 1.87 *
3.000 1.80 1.40 1.52 1.60 1.77 *
2.000 1.73 1.41 1.03 1.11 1.24 *
1.000 1.73 1.46 0.80 0.80 0.93 *
Fonte: Tabela extraída de catálogo técnico da empresa GLUB

Tabela 8.4 – Dimensões dos Reservatórios de Polietileno de Média Densidade - PEMD

Volume φ Superior φ Inferior Altura Altura total


(Litros) (D) (d) (h) (H)
1500 1.822 1.468 0.870 0.999
1000 1.691 1.400 0.664 0.792
750 1.519 1.208 0.654 0.776
500 1.263 1.012 0.628 0.715
310 1.019 0.785 0.576 0.655
Fonte: Tabela extraída do Manual Técnico da empresa TIGRE - 2008

8.2. COMPONENTES DOS RESERVATÓRIOS

De acordo com o Decreto nº 9369/88 do DMAE, são obrigatórios em qualquer reservatório:


Tampa de inspeção confeccionada em material resistente, leve e devidamente afixada, conforme
mostra a Figura 8.2.

A escolha da tampa tem importância, pois garante a qualidade da água, eliminando os riscos de
contaminação. A seguir estão descritos os principais inconvenientes das tampas mais utilizadas
para vedação de caixas d’água:

Tampas de concreto – Vedação deficiente, permitindo a entrada de pó e água de chuva passível de


estarem contaminados com fezes e urina de ratos, gatos e outros animais que circulam sobre as

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caixas d’água. Difícil manuseio, pois pesam entre 30 e 50 Kg, podendo causar acidente quando
manuseada por pessoa não qualificada.

Tampas de ferro – Baixa durabilidade devido ao cloro da água ser forte e corrosivo, além da água
da chuva, a tampa de ferro enferruja rapidamente. Risco de contaminação, pois com o tempo a
água que evapora da caixa condensa na tampa misturada a resíduos da própria caixa tais como
tinta e pequenos pedaços da tampa de ferro.

Tampas de fibra – Vedação deficiente, permitindo a entrada de pó e água da chuva, passível de


estarem contaminados com fezes e urina de ratos, gatos e outros animais que circulam sobre a
caixa d’água. Sensível à ação do sol, pois o sol resseca a tampa fazendo com que a fibra solte uma
poeira fina que causa alergia quando em contato com a pele além do risco de contaminação da
água com resíduos de fibra.

Tampas de alumínio – Risco de contaminação através do contato com o gás que se forma dentro
da caixa d’água, devido à evaporação do cloro, forma um tipo de zinabre (óxido de alumínio) na
parte interna da caixa que tende a cair dentro da água causando a contaminação, provocando
sérios riscos à saúde das pessoas.

b) Canalização extravasora com proteção de tela milimétrica;


c) Canalização de aviso com proteção de tela milimétrica, quando a extravasora ligar diretamente
ao esgoto pluvial;
d) Canalização de expurgo;
e) Canalização de ventilação, em forma de cachimbo, com proteção de tela milimétrica.
Os materiais empregados na construção e impermeabilização dos reservatórios não deverão
transmitir à água substancias que possam contaminá-la.
Os reservatórios deverão localizar-se em áreas de condomínio, assim como seu acesso, atendendo
aos seguintes critérios:

* Os reservatórios de concreto armado


Terão afastamento mínimo de 60cm na volta, no fundo e sobre o mesmo;
Terão afastamento mínimo de 60cm em relação às divisas do imóvel;

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Terão afastamento mínimo de 10cm em relação às paredes de outro reservatório ou


compartimento utilizado para armazenar água destinada para outros fins, que não o consumo
humano;
A capacidade de cada unidade que ultrapassar a 6000 litros (6,0m3) deve ser dividida em dois
compartimentos, ambos dotados de todos os acessórios, para permitir operações de manutenção
sem que haja a interrupção na distribuição de água. São excetuadas desta exigência as residências
unifamiliares isoladas.

* Os reservatórios pré-fabricados
Ter afastamento mínimo de 60cm sobre o mesmo;
Ter afastamento mínimo de 60cm em relação ao piso, quando as saídas forem pelo fundo;
Ter afastamento mínimo de 10cm em relação ao piso, quando as saídas forem pelas laterais;
Ser constituído de, no máximo, duas unidades para o reservatório inferior e duas para o superior,
por ramal predial;
A reserva de consumo armazenada nos reservatórios inferior e/ou superior que ultrapassar a 6000
litros (6m3) deverá ser dividida em dois compartimentos, ambos dotados de todos os acessórios.

A Figura 8.3 mostra as ligações para um reservatório residencial.

As Figuras 8.4 e 8.5 mostram os detalhes das ligações e o dimensionamento das redes para os
reservatórios inferiores e superiores de concreto armado, respectivamente. As Figuras 8.6 e 8.7
apresentam os mesmos detalhes para os reservatórios superior e inferior, com duas células em
fibra de vidro.
A Fig. 8.8 mostra a instalação dos reservatórios superiores de fibra na cobertura do prédio.

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Figura 8.8 – Instalação de Reservatórios Superiores na Cobertura do Prédio

Fonte: Foto capturada pelo Eng. Gilson

8.3. A RESERVA DE ÁGUA

Os reservatórios devem ser dimensionados para armazenarem, no mínimo, um consumo diário. O


somatório das capacidades dos reservatórios não poderá ultrapassar a três consumos diários.
O reservatório inferior poderá ter de 40 % a 60% do consumo diário, devendo o superior
completar o volume necessário.
No caso de residência de pequeno tamanho, recomenda-se que a reserva mínima seja de 500
litros.
Em instalações prediais de água quente, onde o aquecimento é feito por aquecedor alimentado
por tubulação que se liga ao reservatório, independentemente das tubulações da rede predial de
distribuição, a tomada de água da tubulação que alimenta o aquecedor deve se posicionar em
nível acima das tomadas de água fria, como meio de evitar o risco de queimaduras na
eventualidade de falha no abastecimento.

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8.4. RESERVA DE INCÊNDIO

A reserva de incêndio é estabelecida em função do tipo de atividade que gera a determinação do


grau de risco. Nos reservatórios superiores de consumo, devem ser acrescidos os seguintes
volumes, de acordo com a Tabela 8.4:

TABELA 8.4 – Dimensionamento das Reservas de Incêndio.

Padrões para Dimensionamento do Reservatório de Hidrantes


Tipo de Atividade Volume
Residencial
10.000 L
Prestação de serviços profissionais, pessoas e técnicos, sem estacionamento.
Prestação de serviços profissionais, pessoais e técnicos, com estacionamentos,
12.000 L
outras atividades de risco pequeno.
Postos de serviço, garagem com abastecimento, depósitos de líquidos combustíveis
15.000 L
e inflamáveis e depósitos de GLP acima de 520Kg.
Atividades de risco de ácido. 30.000 L
Atividades de risco grande. 54.000 L
Fonte: [LC 284] Lei Complementar n° 284 de 27.10.1992 - Código de Edificações de Porto Alegre

É admitida a colocação de água reservada para consumo em conjunto com a reserva de incêndio,
quando a reserva de incêndio não ultrapassar a duas vezes a reserva de consumo diário do prédio,
e também, quando o reservatório possuir dispositivo, com saída lateral, que promova a
recirculação da água.

Ri ≤ 2 Rc

8.5. CALCULO DO CONSUMO DIÁRIO E DIMENSIOAMENTO DE RESERVATÓRIOS.


Para calcular o volume do reservatório é necessário saber qual a população que utilizará o prédio.
Os valores mínimos para o calculo da população serão estimados de acordo com a Tabela 8.5.
Caso o prédio a projetar não encontre enquadramento, este deverá ser por semelhança, ou buscar
saber a população através do arquiteto ou proprietário, responsável pelo prédio.

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Tabela 8.5 – Estimativa de população.


Dormitório até 12m2 2 pessoas
Apartamentos e Residências
Dormitório com mais 12m2 3 pessoas
Cinemas, Teatros e Templos Cada 0,7m2 área 1 lugar
Escritórios Cada 7m2 1 pessoa
Banco Cada 5m2 1 pessoa
Restaurante Cada 1,5m2 1 pessoa
Sala de Hotéis Cada 5,5m2 1 pessoa
Museus e Bibliotecas Cada 5,5m2 1 pessoa
Fonte: [DEC 9369, 1988]

Após o calculo da população é necessário multiplicar o número de pessoas pelo consumo médio
diário fornecido na Tabela 8.6. Os valores mínimos para o consumo em litros por dia serão
considerados da seguinte forma:

Tabela 8.6 – Consumo Médio de Água em Litros por Dia.


PRÉDIOS CONSUMO (litro/dia)
Apartamentos e residências 200 per capita
Cinemas, teatros e templos 2 por lugar
Escolas – externatos 50 per capita
Escolas – internatos 200 per capita
Escolas – semi-internatos e creches 100 per capita
Escritórios e lojas 50 per capita
Estabelecimentos de banho ou saunas 300 l/pessoa/banho
Fábricas (excluído o processo industrial) 50 per capita
Garagens para estacionamento de veículos 25 por veículo
Hotéis e motéis 200 por hóspede
Hospitais 250 por leito
Lavanderias 30 por Kg de roupa seca
Mercado 5 por m2 de área
Posto de serviço para automóveis 150 por veículo
Restaurantes e similares 25 por refeição
Fonte: [DEC 9369, 1988]

Obtendo-se o volume do reservatório, é possível cubar para projetar as dimensões do


reservatório.

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Exercício 1:
Dimensionar os reservatórios superior e inferior para um prédio residencial de 10 andares, 4
apartamentos por andar, cada apartamento com dois quartos, sendo um quarto com 14m2 e o
outro com 8m2. Considerar a reserva de incêndio.

Solução:

Calculo da população:

1 dormitório com A=14m2 > 12m2 ........3 pessoas


1 dormitório com A= 8m2 < 12m2 .........2 pessoas
Total 5 pessoas por apartamento x 4 apartamentos x 10 = 200 pessoas no prédio.

Calculo do consumo diário:

200 pessoas x 200 l/pessoa/dia = 40.000 litros de água.


40.000 / 1000 = 40m3

Calculo do Reservatório Inferior:

60% do consumo = 0,6 x 40 = 24m3 > 6m3, logo serão duas células de 12m3.

Calculo das dimensões do Reservatório Inferior:

V= axaxh

Fixando a altura da lâmina d’água = 1,20m e sabendo que V= 12m3


12 = a x a x 1,20
a = 3,16m . Considerar a = 3,20m

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Ainda é necessário prever a altura da separação atmosférica, que para o reservatório inferior é
aproximadamente 0,30m.
Logo, a dimensão de cada célula do reservatório inferior será de:
Largura = 3,20m
Altura = 1,20m + 0,30m = 1,50m
Profundidade = 3,20m.

A Figura 8.8 mostra o reservatório inferior com as dimensões e volumes calculados.

Calculo do Reservatório Superior:

40% do consumo = 0,4 x 40 = 16m3 + 10m3 (incêndio) = 26m3 > 6m3, logo serão duas células de
13m3.

Calculo das dimensões do Reservatório Superior:

V= axaxh

Fixando a altura da lâmina d’água = 1,50m e sabendo que V= 13m3


13 = a x a x 1,50
a = 2,94m . Considerar a = 3,00m

Calculo da altura do recirculador:

É preciso calcular a altura em que será instalado o recirculador, pois é necessário garantir a
reserva de incêndio no reservatório.
Considerando que a reserva de incêndio é 10m3, logo serão V=5m3 para cada célula. Sabendo-se
que as células são de 3,00 x 3,00m, é possível calcular a altura de instalação do recirculador
usando a mesma fórmula do Volume V:

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5m3 = 3,00m x 3,00m x h


h = 0,55m

Para calcular a altura da célula, ainda é necessário prever a altura da separação atmosférica, que
para o reservatório superior é aproximadamente 0,30m. O tamanho preciso da separação
atmosférica para o reservatório superior, será estudado na sequência da matéria.
Logo, a dimensão de cada célula do reservatório superior será de:
Largura = 3,00m
Altura = 1,50m + 0,30m = 1,80m
Profundidade = 3,00m.
Altura do recirculador = 0,55m
A Figura 8.9 mostra o reservatório superior com as dimensões e volumes calculados.

Exercício 2:

Dimensionar os reservatórios superior e inferior e a altura do recirculador para um prédio


residencial com 10 pavimentos, 4 apartamentos por pavimento, sendo 1 dormitório com
A=8,00m2, 1 dormitório com A= 20,0m2 e o outro dormitório com A= 12,0m2. Utilizar 10.000
litros para a reserva de incêndio.

Exercício 3:

Dimensionar o reservatório para um prédio comercial de 2 pavimentos, com área útil de 150m2.

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8.6. DETERMINAÇÃO DO DIÂMETRO DO ALIMENTADOR PREDIAL

Alimentador predial é a canalização de água compreendida entre a rede pública e o hidrômetro.


Os diâmetros externos do ramal predial que o DMAE oferece são 25mm e 32mm, ficando a critério
do Departamento a aceitação de diâmetros superiores.
A ligação ao distribuidor público inclui todo o ramal predial, inclusive o hidrômetro, sendo a
execução desta de competência exclusiva do DMAE.
O cavalete é parte integrante do ramal predial, e deverá ficar localizado junto ao alinhamento
predial;
O cavalete deverá ficar preferencialmente, no lado externo, nos casos de ligação em lojas, sendo
que os casos especiais serão resolvidos pelo DMAE.
O ramal predial independente será admitido nas seguintes hipóteses:
a) lojas com numeração própria para o logradouro;
b) prédios isolados num mesmo terreno que tenham uso independente de água;
c) o imóvel ou conjunto que tenham finalidades distintas do restante do prédio;
d) nos condomínios horizontais e nos edifícios com até três pavimentos acima do nível médio do
passeio é obrigatória a existência de ramal predial e reservatório superior individualizados para
cada economia;
e) nos condomínios verticais com número de pavimentos superior ao definido no parágrafo
anterior, deverá existir um ramal predial para cada bloco de economia;

Não será permitida a passagem de ramal predial através de imóvel ou imóveis de terceiros.
Para o calculo do diâmetro é utilizada a seguinte equação:

D interno = 2,97 √ Cd

Cd = Consumo Diário (m3)

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Exercício:
Calculo do Alimentador Predial para o Cd = 56.000 litros

D = 2,97 √ 56
D = 22,22m (interno)
Até D interno = 21mm, usar De = 25mm PVC
D externo = 32mm

8.7. BOMBEAMENTO DA ÁGUA PARA O RESERVATÓRIO SUPERIOR

Conforme vimos no capítulo 3, a alimentação do reservatório superior deve ser feita através de
bombeamento, para prédios acima de quatro pavimentos, pois a água não consegue atingir
alturas superiores aos 10mca, que é a pressão garantida pelo DMAE. Assim a água que vem da
rede pública passa pelo hidrômetro e é acumulada no reservatório inferior. Um sistema de
tubulações com motores-bomba elevam a água até um reservatório superior, que faz a
distribuição para os pontos de consumo em todos os pavimentos.
O DMAE estabelece algumas normas para instalação de grupos de recalque, conforme segue:
Os grupos de recalque devem ser instalados próximos ao reservatório inferior do qual será
aspirada a água, sendo vedada a colocação dos mesmos em cima do reservatório. Há permissão
para colocação do grupo de recalque sob o reservatório, quando a altura de sua laje inferior até o
piso for de, no mínimo, 1,00m (um metro), sendo o espaço destinado a cada bomba de, no
mínimo, 1,00m2 (um metro quadrado) de área. Em caso de recinto fechado, deverá haver
abertura para ventilação.
A canalização de recalque não deve ter diâmetro interno nominal inferior à 19mm (3/4”). Deverá
ser de material que satisfaça as recomendações das Normas Brasileiras, pois se a tubulação de
recalque estiver sujeita a uma pressão estática superior a 40m, o trecho inferior desta canalização
deve ser de classe especial, adequada a grandeza da pressão a que estiver submetida.
Os acessórios da instalação elevatória deverão obedecer aos seguintes critérios:
Quando houver altura de sucção, a respectiva tubulação deve ser dotada de válvula de pé;
Deve ser colocado filtro ou crivo antes da válvula de pé, para proteção;

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A canalização de recalque deve ser dotada de válvula de retenção e registro de gaveta;


A entrada dos condutos de alimentação dos reservatórios devem distar, no mínimo, de 10cm
abaixo da face inferior da cobertura e deve ser dotada de fecho automático, com regulador de
boia.
Tratando-se de reservatório compartimentado, a tubulação de sucção deve ser feita de tal forma
que possibilite o trabalho de qualquer das bombas, a partir de cada uma das células,
isoladamente.
Para cada canalização de recalque, deve haver dois grupos de motor-bomba, sendo um de reserva.
A Figura 8.10 apresenta o esquema de instalação de um sistema de bombeamento em prédio.
Neste sistema, a água vem da rede pública, passa pelo hidrômetro, e é armazenada no
reservatório inferior. Quando falta água no reservatório superior, os motores são acionados e a
água sai do reservatório inferior através da tubulação de sucção, passa pela bomba, que eleva
água, através da tubulação de recalque, com velocidade suficiente para alcançar o reservatório
superior. Todo o sistema funciona através de chaves-de-boia elétricas, ligadas a um painel de
comando, que faz o sistema funcionar automaticamente.
Ainda na Figura 8.11 mostra o esquema de ligação de um conjunto motor-bomba, composto de
registros de gaveta e válvula de retenção. Os registros devem ser instalados de maneira que as
bombas possam ser usadas individualmente e alternadas, isto é, quando uma funciona a outra
permanece desligada. Esta alternância deve ser programada pelos responsáveis do prédio. A
válvula de retenção é um dispositivo que permite o fluxo de água em apenas um sentido. Quando
instalada na coluna de recalque, evita que a água do reservatório retorne para as bombas.
Para estudarmos o dimensionamento de motores é importante o entendimento de alguns
conceitos:

Perda de carga: Resulta do atrito interno do líquido, isto é, de sua viscosidade, da resistência
oferecida pelas paredes devido à rugosidade, do número de conexões e do comprimento das
canalizações. Logo, a perda de carga pode ser localizada ou unitária (devido ao número de peças e
conexões existentes na rede) e também, calculada por metros de canalização. Quanto maior o
comprimento da rede, maior a perda de carga. Quanto mais peças e conexões na rede, maior é a
perda de carga.
No sistema em repouso temos o princípio dos vasos comunicantes.

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Colocando e retirando água no sistema, ele entra em movimento, ocorrendo a perda de carga ∆,
em função do atrito nas conexões e ao longo da tubulação, conforme esquematizado na Figura
8.12.

Perda de Carga Unitária: É a perda de pressão de uma peça ou conexão medida em metros de
canalização.

Altura Geométrica (Hg): É a altura que vai do eixo dos motores, até a chegada da água no
reservatório superior, em linha reta.

Altura Manométrica (Hm): é a altura correspondente a altura geométrica, acrescida das perdas de
carga.

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8.8. DIMENSIONAMENTO DOS MOTORES

O dimensionamento é feito calculando-se o Consumo Diário (Cd) e a Altura Geométrica (Hg). O


calculo da altura manométrica (Hm) deve ser feito através da perda de carga das tubulações e
conexões ao longo dos trechos de sucção e recalque.
Quando for impraticável prever os tipos e número de conexões a serem utilizadas, um
procedimento alternativo previsto na NBR 5626/98, consiste em estimar uma porcentagem do
comprimento real da tubulação como o comprimento equivalente necessário para cobrir as
perdas de carga em todas as conexões. Essa porcentagem pode variar de 10% a 40% do
comprimento real, dependendo da complexidade de desenho da tubulação, sendo que o valor
efetivamente usado depende muito da experiência do projetista.

É necessário calcular a Vazão de Bombeamento (Qb) para entrar nas tabelas e escolher o motor de
recalque.

Qb = Cd (em m3/h)
5 horas

A escolha do motor é feita entrando-se inicialmente na Tabela 8.7, que dá a especificação e


potencia dos conjuntos motores-bomba e após a Tabela 8.8 apresenta as características,
dimensionamento das bitolas de recalque e sucção, e também as dimensões dos mesmos.
A Tabela 8.8 pode ser acompanhada com a Figura 8.13, que apresenta as dimensões dos motores,
tão necessárias para a elaboração da Casa de Máquinas. Ambas as tabelas são resumidas,
extraídas de catálogos da KSB – Bombas Hidráulicas S. A. Existem vários fabricantes no mercado
para consulta.
Os conjuntos motores-bomba são escolhidos de acordo com a potência do motor.
A unidade de potência é o HP (Horse Power), também expresso como CV (Cavalo Vapor).

1 HP = 1 CV = 736 W

101
67
ALTURA MANOMÉTRICA - Hm
15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 95 100 110 130
25-150 25-150 25-150 25-150 25-150 25-150 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200
4 4
0,75 1,0 2,0 2,0 3,0 3,0 5,0 5,0 5,0 7,5 7,5 7,5 10 10 10 10
25-150 25-150 25-150 25-150 25-150 25-150 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200
6 6
0,75 1,5 2,0 2,0 3,0 3,0 5,0 7,5 7,5 7,5 10 10 10 10 10 10
25-150 25-150 25-150 25-150 25-150 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1
8 8
1,0 1,5 2,0 3,0 3,0 5,0 5,0 7,5 7,5 7,5 10 10 10 10 10 10 15 20 20 25
32-125.1 32-125.1 25-150 25-150 25-150 32-160.1 25-200 32-160.1 25-200 25-200 25-200 25-200 25-200 32-200.1 32-200 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1
10 10
1,5 2,0 2,0 3,0 3,0 5,0 5,0 7,5 7,5 7,5 10 10 10 10 12,5 15 20 20 20 25
32-125.1 32-125.1 32-125.1 25-150 32-125.1 32-160.1 32-160.1 32-160.1 32-160.1 25-200 32-200.1 25-200 32-200.1 32-200 32-200 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1
12 12
1,5 2,0 3,0 3,0 4,0 5,0 5,0 7,5 7,5 10 10 10 10 12,5 12,5 15 20 20 20 25
32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-150.1 32-160.1 32-160.1 32-160.1 32-200.1 32-200.1 32-200.1 32-200 32-200 32-200 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1
14 14
1,5 3,0 3,0 3,0 4,0 5,0 7,5 7,5 7,5 10 10 10 12,5 12,5 12,5 20 20 20 20 25
VAZÃO DE BOMBEAMENTO - Qb

VAZÃO DE BOMBEAMENTO - Qb
32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-160.1 32-160.1 32-160.1 32-160.1 32-200.1 32-200.1 32-200 32-200 32-200 32-200 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1
16 16
1,5 3,0 3,0 4,0 4,0 7,5 7,5 7,5 7,5 10 10 12,5 12,5 12,5 15 20 20 20 25 25
32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-160.1 32-160.1 32-160.1 32-160.1 32-200.1 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1
18 18
1,5 3,0 3,0 4,0 5,0 7,5 7,5 7,5 7,5 10 12,5 12,5 12,5 15 15 20 20 25 25 30
32-125.1 32-125.1 32-125.1 32-125 32-160.1 32-160.1 32-160.1 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250.1 32-250
20 20
3,0 4,0 4,0 5,0 7,5 7,5 7,5 10 12,5 12,5 12,5 15 15 15 20 25 25 25 30
32-125 32-125 32-125 32-125 32-160.1 32-160.1 32-160 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-250 32-250 32-250 32-250 32-250
22 22
4,0 4,0 5,0 5,0 7,5 7,5 10 10 12,5 12,5 12,5 15 15 15 20 20 25 25 40
32-125 32-125 32-125 32-125 32-160.1 32-160.1 32-160 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-250 32-250 32-250 32-250 32-250
24 24
4,0 4,0 5,0 7,5 7,5 7,5 10 12,5 12,5 12,5 15 15 15 20 20 25 25 25 40
32-125 32-125 32-125 32-125 32-160 32-160 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 40-200 32-250 32-250 32-250 32-250 32-250
26 26
4,0 5,0 5,0 7,5 7,5 10 12,5 12,5 12,5 15 15 15 20 20 25 25 25 30 40
32-125 32-125 32-125 32-125 32-160 32-160 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 40-200 32-250 32-250 32-250 32-250 32-250
28 28
4,0 5,0 7,5 7,5 10 10 12,5 12,5 15 15 15 20 20 20 25 25 25 30 40
32-125 32-125 32-125 32-160 32-160 32-160 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 32-200 40-200 32-250 32-250 32-250 32-250 40-250
30 30
4,0 5,0 7,5 7,5 10 10 12,5 15 15 15 20 20 20 20 25 25 25 30 40
40-125 40-125 40-125 40-125 40-160 40-160 40-160 40-160 40-160 40-200 32-200 32-200 40-200 40-200 40-250 40-250 40-250 40-250 40-250
35 35
5,0 7,5 7,5 10 10 10 12,5 12,5 15 20 20 20 25 20 25 30 30 40 40
40-125 40-125 40-125 40-125 40-160 40-160 40-160 40-160 40-160 40-200 40-200 40-200 40-200 40-200 40-250 40-250 40-250 40-250
40 40
5,0 7,5 7,5 10 10 12,5 12,5 15 15 20 20 20 25 25 30 30 40 40
40-125 40-125 40-125 40-160 40-160 40-160 40-160 40-160 40-200 40-200 40-200 40-200 40-200 50-200 40-250 40-250 40-250 40-250
45 45
7,5 7,5 10 10 12,5 12,5 15 15 20 20 25 25 25 30 30 40 40 40
40-125 40-125 40-125 40-160 40-160 40-160 40-160 40-200 40-200 40-200 40-200 40-200 40-200 50-200 40-250 40-250 40-250 40-250
50 50
7,5 7,5 10 12,5 12,5 15 15 20 20 25 25 25 25 30 40 40 40 40
50-125 50-125 40-160 40-160 40-160 40-160 50-160 50-160 50-160 50-200 50-200 50-200 50-200 50-200 40-250 40-250 40-250 40-250
60 60
10 10 12,5 12,5 15 15 20 20 20 25 25 30 30 40 40 40 50 50

ALTURA MANOMÉTRICA - Hm
102 Tabela 8.7 – Dimensionamento de Motores - Fonte: Tabela extraída de Catálogo Técnico da KSB – BOMBAS
Tabela 8.8 – Dimensões dos Motores e Diâmetro das Tubulações de Descarga e Sucção
Referência do Potencia Conexões (1) Dimensões aproximadas dos conjuntos em milímetros
motor Sucção Descarga
Motor (cv) DN1 DN2
a1 c l t1 t2 n4 b
1,5
25-150
2,0 11/4” 1” 160 73 375 150 88 190 112
3,0
3,0 362 150 88
5,0 412 160 98
25-200 11/2” 1” 175 90 240 160
7,5 462 175 110
10 512 205 130
2,0 e 3,0 362
138 88
4,0 387
32-125 2” 11/4” 140 80 190 112
5,0 412 150 98
7,5 433 172 110
2,0 e 3,0 3,62
138 88
32-125.1 4,0 2” 11/4” 140 80 387 240 112
5,0 412 150 98
4,0 387 138 88
5,0 412 150 98
32-160 2” 11/4” 160 80 240 132
7,5 433 172 110
10 473 208 130
4,0 387 138 88
32-160.1 5,0 2” 11/4” 160 80 412 150 98 240 132
7,5 433 172 110
7,5 433 172 110
10 473
32-200 2” 11/4” 180 80 208 130 240 160
12,5 e 15 511
20 613 240 154
7,5 433 172 110
32-200.1 2” 11/4” 180 80 240 160
10 473 208 130
20
613 240 154
25
32-250 2” 11/4” 225 100 320 180
30 681 270 174
40 740 290 192
15 511 208 130
20
32-250.1 2” 11/4” 225 100 613 240 154 320 180
25
30 681 270 174
4,0 387 138 88
5,0 412 150 98
40-125 21/2” 11/2” 140 80 210 112
7,5 433 172 110
10 473 208 130
10 473
40-160 21/2” 11/2” 160 80 208 130 240 132
12,5 e 15 511
20 e 25 613 240 164
40-200 21/2” 11/2” 180 100 265 160
30 681 270 174
25 613 240 154
30 681 270 174
40-250 21/2” 11/2” 225 100 345 180
40
740 290 192
50
10 473
50-125 3” 2” 160 100 208 130 240 132
12,5 e 15 511
20
50-160 3” 2” 180 100 613 240 154 265 160
25
25 613 240 154
50-200 30 3” 2” 200 100 681 270 174 265 160
40 740 290 192
15 511 208 180
65-125 4” 21/2” 180 100 280 160
20 613 240 154
25 613 240 154
65-160 30 4” 21/2” 200 100 681 280 160
270 174
40 740
30 681 240 154
65-200 40 4” 21/2” 225 100 320 180
740 290 192
50
Fonte: Tabela extraída do Catálogo Técnico da Empresa KSB - BOMBAS

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81 A
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8.9. CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA

Pode-se calcular o custo da energia do motor em funcionamento, através da seguinte fórmula:

E=PxT

Onde:
E = Consumo de energia elétrica em Kw/h
P = Potência em Kw
T = Tempo em horas
Como 1 CV = 736 W

Exemplo do custo para um motor de 5CV:

5 CV = 736 X 5 = 3680W = 3,7 Kw


5 horas x 3,7 = 18,5 Kw/hora/dia
Considerando o custo do Kw de R$ 0,40
18,5 x 0,40 = R$ 7,40/dia
7,40 x 30 dias = R$ 222,00/mês

8.10. ESTUDO DA CASA DE MÁQUINAS.

A apresentação do projeto da Casa de Máquinas tanto do Reservatório como da Geradora de Água


Quente, deve conter o maior número possível de informações, em concordância com o projeto
geral. Este detalhamento pode ser feito na escala 1/75, devendo ser cotado, apresentar locais e
dimensões de portas, ventilações, encaminhamento das tubulações, volumes dos reservatórios,
potência dos motores, e todo o detalhamento necessário para elucidar o projeto. A Figura 8.14 faz
referência ao detalhamento da Casa de Máquinas do Reservatório Inferior.

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Exercício:
Dimensionar o conjunto motor-bomba para um prédio de 5 pavimentos, sendo 10 apartamentos
por pavimento e 10 pessoas por apartamento. Considerar pé-direito 3m e altura da laje de
cobertura até a entrada da água no reservatório de 3,5m. Considerar também a reserva de
incêndio de 10.000 litros.

8.11 – PISCINAS

De acordo com o Decreto 9369/88, o suprimento da piscina deverá ser feito através do ramal
predial da edificação.
Deve haver uma separação atmosférica mínima de 20cm entre a canalização de alimentação e o
nível de água na piscina.
As ligações entre os sistemas da piscina e rede de esgoto pluvial devem ser feitas de modo a
tornar impossível a penetração de águas pluviais na mesma, devendo ser provida de desconector
antes da rede pública de esgoto.
É vedado o escoamento de água da piscina direta ou indiretamente para a rede cloacal.
O DMAE pode interditar qualquer piscina, sempre que verificar o perigo de contaminação da água
de abastecimento devido a defeitos construtivos, ligações inadequadas ou por qualquer outra
forma capaz de colocar em perigo a saúde pública.

106
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9.0. DISTRIBUIÇÃO DAS REDES DE ÁGUA QUENTE E FRIA.

9.1. DIMENSIONAMENTO DO BARRILETE E ESQUEMA VERTICAL DE ÁGUA PARA UMA


ECONOMIA

A distribuição da água em uma economia é feita através dos barriletes e colunas de água. A água
sai do reservatório superior, percorre a cobertura horizontalmente e entra nas colunas verticais
para abastecer todos os pavimentos, e todas as peças hidráulicas existentes nos pavimentos.
O barrilete é representado na planta de cobertura, na escala 1/50. As colunas de água quente e
fria (CAFs e CAQs) são representadas no esquema vertical de água, normalmente sem escala
definida.

Na Figura 9.1 estão representadas as plantas do tipo e cobertura onde aparece o projeto do
barrilete.

Na Figura 9.2 está representado o Esquema Vertical da Água. Para dimensionar as colunas é
necessário ir somando os pesos trecho a trecho e entrar na Tabela 9.1.
O dimensionamento do barrilete segue os mesmos passos. Assim é possível calcular o diâmetro
dos recirculadores. O dimensionamento consiste em atribuir os pesos às peças, conforme a Tabela
9.1 e acumular trecho a trecho, entrando na Tabela 9.2 para determinar o diâmetro de cada
trecho de coluna.

A verificação da pressão disponível deve ser feita através do Calculo da Perda de Carga nos pontos
mais desfavoráveis como chuveiro ou válvula de descarga no último pavimento, assim como os
pontos mais distantes do reservatório.

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TABELA 9.1 – Pesos relativos nos pontos de utilização e vazões identificados em função do aparelho sanitário e da peça
de utilização
Vazão de Projeto
Peça de Utilização
Aparelho Sanitário (litros/segundo) Peso Relativo
Caixa Descarga 0,15 0,3
Bacia Sanitária
Válvula Descarga 1,70 32
Banheira Misturador (água fria) 0,30 1,0
Bebedouro Registro de Pressão 0,10 0,1
Bidê Misturador (água fria) 0,10 0,1
Chuveiro ou Ducha Misturador (água fria) 0,20 0,4
Chuveiro Elétrico Registro de Pressão 0,10 0,1
Lavadora de Pratos ou Registro de Pressão 0,30 1,0
Roupas
Lavatório Torneira ou Misturador (água fria) 0,15 0,3
Com sifão
Válvula de Descarga 0,50 2,8
Mictório integrado
cerâmico Sem sifão Caixa de Descarga, Registro de Pressão
0,15 0,3
integrado ou Válvula de Descarga para Mictório
Caixa de Descarga ou Registro de 0,15
Mictório tipo calha 0,3
Pressão por metro de calha
Torneira ou Misturador (água fria) 0,25 0,7
Pia
Torneira Elétrica 0,10 0,1
Tanque Torneira 0,25 0,7
Torneira de jardim ou
Torneira 0,20 0,4
lavagem em geral
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626-09/98 Instalação Predial de Água Fria

Tabela 9.2 – Tabela Prática para Dimensionamento dos Diâmetros de Ramais de Água Fria
Somatório de Pesos Diâmetro Externo PVC
0,1 a 0,99 20
1,0 a 3,80 25
3,81 a 17,0 32
17,1 a 39,9 40
40 a 140,0 50
140,1 a 390,0 60
390,1 a 1.100,0 75
1.100,1 a 2.800,0 85
2.800,1 a 6.000,0 110
Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

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9.2. CALCULO DA PERDA DE CARGA NA REDE HIDRÁULICA

9.2.1. Calculo da Vazão


A NBR 5626/98 traz a rotina de calculo para o dimensionamento das tubulações. A vazão deve ser
calculada através da equação:

Q = 0,3 √ ∑P

Equação 9.1

Onde:
Q = é a vazão estimada na seção considerada, em litros pó segundo;
∑P = é a soma dos pesos rela1vos a todas as peças de utilização alimentadas pela tubulação
considerada.
Esse método é válido para instalações destinadas ao uso normal da água e dotadas de aparelhos
sanitários e peças de utilização usuais, não se aplica quando o uso é intensivo (como no caso de
cinemas, escolas, quartéis, estádios e outros...), onde se torna necessário estabelecer, para cada
caso particular, o padrão de uso e os valores máximos de demanda.

9.2.2. Calculo da Perda de Carga

Nos Tubos – A perda de carga ao longo de um tubo depende do seu comprimento e diâmetro
interno, da rugosidade da sua superfície interna e da vazão. Para calcular o valor da perda de carga
nos tubos, a NBR 5626/98 recomenda a utilização da equação universal, obtendo-se os valores das
rugosidades junto aos fabricantes dos tubos. Na falta dessa informação, podem ser utilizadas as
expressões de Fair-Whipple-Hsiao.

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Para tubos rugosos (de aço carbono, galvanizado ou não):

J = 20,2 x 106 x Q 1,88 x d-4,88

Equação 9.2

Para tubos lisos (de plástico, cobre ou liga de cobre)

J = 8,69 X 106 X Q 1,75X d-4,75


Equação 9.3

J = é a perda de carga unitária, em kilopascais por metro.


A perda de carga unitária pode ser obtida no ábaco da Figura 9.1:

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Figura 9.1 – Ábaco extraído da internet http://pt.scribd.com/doc/124050110/Apostila-de-Hidraulica-Predial-Agua-Fria-


e-Agua-Quente

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Nas Conexões – A perda de carga nas conexões que ligam os tubos, formando as tubulações, deve
ser expressa em termos de comprimento equivalentes desses tubos. As tabelas 9.3 e 9.4
apresentam esses comprimentos para os casos de equivalência com tubos rugosos e tubos lisos.
Quando for impraticável prever os tipos e número de conexões a serem utilizadas, um
procedimento alternativo consiste em estimar uma porcentagem do comprimento real da
tubulação como o comprimento equivalente necessário para cobrir as perdas de carga em todas
as conexões. Essa porcentagem pode variar de 10% a 40% do comprimento real, dependendo da
complexidade de desenho da tubulação, sendo que o valor efetivamente usado depende muito da
experiência do projetista.
Tabela 9.3 - Perda de Carga em Conexões – Comprimento Equivalente para Tubo Liso (Tubo de Plástico, Cobre ou Liga de
Cobre)
Tipo de Conexão
Diâmetro
Tê Passagem Tê Passagem
Nominal (DN) Cotovelo 90° Cotovelo 45° Curva 90° Curva 45°
Direta Lateral
15 (1/2”) 1,1 0,4 0,4 0,2 0,7 2,3
20 (3/4”) 1,2 0,5 0,5 0,3 0,8 2,4
25 (1”) 1,5 0,7 0,6 0,4 0,9 3,1
32 (1 ¼”) 2,0 1,0 0,7 0,5 1,5 4,6
40 (1 ½”) 3,2 1,0 1,2 0,6 2,2 7,3
50 (2”) 3,4 1,3 1,3 0,7 2,3 7,6
65 (2 ½”) 3,7 1,7 1,4 0,8 2,4 7,8
80 (3”) 3,9 1,8 1,5 0,9 2,5 8,0
100 (4”) 4,3 1,9 1,6 1,0 2,6 8,3
125 4,9 2,4 1,9 1,1 3,3 10,0
150 5,4 2,6 2,1 1,2 3,8 11,1
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626/98
Tabela 9.4 - Perda de Carga em Conexões – Comprimento Equivalente para Tubos Rugosos (Tubo de Aço Carbono,
Galvanizado ou não)
Tipo de Conexão
Diâmetro
Tê Passagem Tê Passagem
Nominal (DN) Cotovelo 90° Cotovelo 45° Curva 90° Curva 45°
Direta Lateral
15 (1/2”) 0,5 0,2 0,3 0,2 0,1 0,7
20 (3/4”) 0,7 0,3 0,5 0,3 0,1 1,0
25 (1”) 0,9 0,4 0,7 0,4 0,2 1,4
32 (1 ¼”) 1,2 0,5 0,8 0,5 0,2 1,7
40 (1 ½”) 1,4 0,6 1,0 0,6 0,2 2,1
50 (2”) 1,9 0,9 1,4 0,8 0,3 2,7
65 (2 ½”) 2,4 1,1 1,7 1,0 0,4 3,4
80 (3”) 2,8 1,3 2,0 1,2 0,5 4,1
100 (4”) 3,8 1,7 2,7 ..... 0,7 5,5
125 4,7 2,2 ..... ..... 0,8 6,9
150 5,6 2,6 4,0 .... 1,0 8,2
Fonte: Tabela extraída da NBR 5626/98

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Nos Registros e válvulas – As Tabelas 9.5 e 9.6 extraídas da NB92/80 trazem as perdas de carga
para os registros e válvulas em função do diâmetro e rugosidade das canalizações onde serão
instalados.
Tabela 9.5 – Comprimentos Equivalentes em Metros de Canalização de PVC Rígido ou Cobre
Reservatório Válvula Válvula Retenção Registro Registr Registro
DN DE pé Leve- Pesado Globo gaveta ângulo
Entrada Saída
PVC crivo horizontal vertical Aberto aberto aberto
15(1/2”) 20 0,9 0,8 8,1 2,5 3,6 11,1 0,1 5,9
20(3/4”) 25 1,0 0,9 9,5 2,7 4,1 11,4 0,2 6,1
25(1”) 32 1,2 1,3 13,3 3,8 5,8 15,0 0,3 8,4
32(1 1/4”) 40 1,8 1,4 15,5 4,9 7,4 22,0 0,4 10,5
40(1 1/2”) 50 2,3 3,2 18,3 6,8 9,1 35,8 0,7 17,0
50(2”) 60 2,8 3,3 23,7 7,1 10,8 37,9 0,8 18,5
60(2 ½”) 75 3,3 3,5 25,0 8,2 12,5 38,0 0,9 19,0
75(3”) 85 3,7 3,7 26,8 9,3 14,2 40,0 0,9 20,0
100(4”) 110 4,0 3,9 28,6 10,4 16,0 42,3 1,0 22,1
Fonte: Tabela extraída da NB 92/80

Nos Hidrômetros – A perda de carga em hidrômetros pode ser estimada empregando-se a


seguinte equação:

∆h = (36 x Q)2 x (Qmáx)-2

Equação 9.4

Onde:
∆h é a perda de carga no hidrômetro, em quilo pascal;
Q é a vazão estimada na seção considerada, em litros por segundo;
Q máx é a vazão máxima especificada para o hidrômetro, em metros cúbicos por hora conforme a
Tabela 9.6.

Tabela 9.6 – Valor da Vazão Máxima (Qmáx) em hidrômetros


Qmáx (m3/h) DN
1,5 15 e 20
3 15 e 20
5 20
7 25
10 25
20 40
30 50
Fonte: NBR 5626/98

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9.3 – DIMENSIONAMENTO DAS TUBULAÇÕES

A Tabela 9.6 trata da rotina para calculo da perda de carga nas redes hidráulicas.

Tabela 9.6 – Rotina para dimensionamento das tubulações


Passo Atividades
Preparar o esquema isométrico da rede e numerar sequencialmente cada nó ou ponto de utilização
1º desde o reservatório ou desde a entrada do cavalete. Selecionar as isométricas que apresentam
pontos críticos de pressão.
2º Determinar a soma dos pesos relativos de cada trecho usando a Tabela 9.1
Partindo da origem de montante da rede, selecionar o diâmetro interno da tubulação de cada

trecho, utilizando a Tabela 9.2.
Calcular trecho a trecho a vazão estimada, em litros através da Equação 9.1. No ábaco da Figura
4º 9.1, entramos com o DN (diâmetro interno) e a vazão encontrando v (m/s) e J(m/m). Considerar
que a velocidade da água não deve ser superior a 3m/s.
Trecho a trecho faço o somatório das perdas de carga localizadas, através das Tabelas 9.3, 9.4 e
9.5, considerando o material da rede. Após somo os trechos de canalização linear ao somatório da

perda de carga localizada, obtendo a perda de carga total em cada trecho, ou calculo através das
equações 9.2 ou 9.3.
6º Trecho a trecho multiplico a perda de carga total pelo J (m/m) obtido no ábaco da Figura 9.1.
Ao chegar junto ao reservatório ou hidrômetro, somo todas as perdas de carga obtidas através do

passo 6º e verifico se tenho a pressão disponível determinada na Tabela 9.7 a seguir.
Se a pressão residual for menor que a requerida no ponto de utilização, ou se a pressão for
8º negativa, repetimos os passos 3º ao 7º, utilizando um diâmetro interno maior para a tubulação de
cada trecho.
Fonte: Tabela de autoria da Eng. Silvia Steinstrasser

Tabela 9.7 – Pressões dinâmicas e estáticas nos pontos de utilização.


Pressão Dinâmica (kPa)
Pontos de utilização Pressão Estática (kPa)
Mínima Máxima
Caixa de descarga 5 5 400
Válvula descarga 15 5 400
Demais peças 10 5 400
Fonte: Tabela de autoria da Eng. Silvia Steinstrasser baseada na NBR 5626/98

Obs.: Para chuveiros no último pavimento é aconselhável a utilização da pressão estática mínima
de 15 kPa.

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EXERCÍCIO:
Calcule a perda de carga para o chuveiro, conforme esquema da Figura 9.2 a seguir:
Figura 9.2 – Corte longitudinal do banheiro.

Fonte: Figura capturada da internet . Site: http://www.drb-assessoria.com.br/aula4.pdf

9.4. DIMENSIONAMENTO DOS REGISTROS


O dimensionamento dos registros a serem colocados nas redes devem seguir o diâmetro das
canalizações onde serão instalados. A correspondência de diâmetros pode ser vista na Tabela 9.8.

Tabela 9.8 – Correspondência dos Diâmetros


Diâmetro Interno (mm) 13 19 25 32 38 50 63 75 100
Diâmetro Interno ( “ ) 1/2" 3/4" 1” 1 1/4" 1 1/2" 2” 2 1/2" 3” 4”
Diâmetro Externo PVC 20 25 32 40 50 60 75 85 110
Cobre 15 22 28 35 42 54 66 79 104
PP 20 25 32 40 50 63 75 90 -
PEX 16 20 25 32 40 50 63 75 90
CPVC 15 22 28 35 42 54 73 89 114
Fonte: Tabela de autoria da Eng. Silvia Steinstrasser

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9.5. MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA EM EDIFÍCIOS COLETIVOS

A medição individualizada é fundamental para a justiça na cobrança pelo consumo, induz a


redução ao desperdício e contribui para a conservação das reservas hídricas do planeta. A
utilização de um hidrômetro por unidade habitacional, em edifícios residenciais, introduz
mudanças no sistema convencional de instalações hidráulicas e então, surgem questões técnicas a
serem resolvidas. (Foletto, 2008).
Antes da exigência de lei que alterou a medição em prédios, a cobrança da água da maioria dos
usuários residentes em edifícios era feita por critérios de rateio estabelecidos pelos condomínios e
não pelo consumo real de cada apartamento.
O sistema de medição individual de água consiste na instalação de um hidrômetro no ramal de
entrada de cada unidade habitacional, de modo que seja possível medir o consumo com a
finalidade de emitir contas individuais.
Em Porto Alegre, o DMAE instala o hidrômetro geral junto ao alinhamento e faz a medição mensal
sem entrar no prédio. Os hidrômetros instalados em cada unidade habitacional são de
responsabilidade dos usuários. A leitura individual é feita por pessoa responsável do condomínio.
Assim pode-se medir o consumo de cada apartamento e a diferença entre o consumo indicado no
hidrômetro geral e a soma dos consumos dos hidrômetros individuais é o gasto do condomínio,
que deverá ser dividido entre os condôminos.

Vantagens do sistema:
- No caso de inadimplência, é cortado apenas o ramal de alimentação da unidade habitacional
devedora.
- É possível verificar mais facilmente vazamentos nas instalações, sem interferir nos apartamentos
vizinhos;
- Redução de consumo que pode chegar a 30%, dependendo do caso, até 50%;

Desvantagens do sistema:
- Redução de pressão, especialmente nos andares mais elevados, uma vez que o hidrômetro pode
apresentar perda de carga de até 10mca, sendo necessária a instalação de dispositivos

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pressurizadores ou redutores de pressão (em prédios com mais de 15 andares) e de selecionar


equipamentos hidráulicos com vazões não muito elevadas.
- Reclamações às concessionárias, pois sempre que a soma das medições for menor que o volume
registrado pelo medidor geral. Isso poderá ocorrer com frequência através da defasagem entre as
leituras, medidores descalibrados e medidores sob manutenção.
- Dificuldade de controle e inibição de eventuais furtos de água, na efetivação de corte e
supressão de ligações assim como no estabelecimento dos limites de competência da
Concessionária pra prevenir eventuais acusações de invasão de propriedade ou desrespeito a
privacidade dos condôminos.
- Possíveis entraves jurídicos em relação aos sistemas hidráulicos internos do edifício.
- Custos elevados dos hidrômetros e da manutenção, colocando em dúvidas a viabilidade
econômica deste novo sistema.

9.5.1. A concepção do projeto


- As instalações hidráulicas em prédios e conjuntos residenciais deverão ser executadas de forma a
garantir a entrada de água em cada unidade, através de um único ponto, não sendo permitido
qualquer tipo de interligação entre os ramais de alimentação de unidades habitacionais distintas
no edifício.
- Os hidrômetros devem ser instalados em locais de fácil acesso, padronizados, próximos a entrada
de cada apartamento de forma a facilitar sua leitura e protegidos adequadamente;
- As tubulações deverão ser dimensionadas de forma a não prejudicar o abastecimento de água
das unidades, quando da simultaneidade de utilização de vários pontos de consumo;
- Nas instalações prediais de água fria, destinadas a medição individualizada de apartamento, é
vedada a utilização de válvulas de descarga, pois estas necessitam de vazão instantânea superior a
compatível com os hidrômetros adequados a esse tipo de usuário. (Coelho, Maynard; 1999)
Nos apartamentos de cobertura, a pressão mínima do chuveiro de 1mca, normalmente, não é
alcançada. Desta forma pode-se utilizar de algumas alternativas:
- Se houver possibilidade, levantar o reservatório para melhorar as pressões estáticas;
- Aumentar o diâmetro das tubulações para reduzir a perda de carga por atrito;
- Substituir joelhos por curvas para melhorar a pressão dinâmica na rede;
- Utilizar pressurizadores localizados nos chuveiros elétricos;

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- Utilizar pressurizador na alimentação água fria do aquecedor de passagem, para aumentar a


pressão na rede de água quente. Neste caso a rede de água fria deverá ter seus diâmetros
recalculados para que as pressões das redes, quente e fria, sejam equilibradas.

9.5.2. Esquemas de instalação para medição individualizada


- Ponto único de entrada de submedição: quando a entrada de água para o apartamento é feita
através de um único ponto, necessitando de um hidrômetro na rede de água fria.
- Ponto duplo de entrada de submedição: quando a entrada de água no apartamento é feita por
duas entradas, uma para água fria e outra para água quente, necessitando de dois hidrômetros;
- Submedição no ponto de consumo: São instalados pequenos medidores individuais em cada
ponto de consumo. Cada apartamento pode ser equipado com 2 medidores. A leitura é feita via
telemetria por rádio, centralizada em um computador. Sistema utilizado em prédios antigos.
O posicionamento dos hidrômetros determina a distribuição de água no prédio. Sendo
posicionados no pavimento tipo, o sistema pode constituir-se de uma única coluna (de onde parte
um ramal para cada apartamento), ou de várias colunas (uma para cada apartamento). Os
hidrômetros também podem ser posicionados na cobertura ou no térreo. Nesses casos são
necessárias colunas individuais, uma para cada unidade habitacional.

9.5.3. A medição da água quente


Para o sistema de aquecimento central coletivo, seja ele através e caldeira ou energia solar, a
melhor maneira de realizar a medição é mediante o rateio da água quente proporcionalmente ao
consumo de água fria. Isto porque a instalação de hidrômetros individuais gera enormes perdas de
carga nas redes e também dificulta a implantação de redes de recirculação da água, imprescindível
em um sistema coletivo de distribuição.
Para os sistemas de aquecimento individual (acumulação ou passagem) a leitura poderá ser feita
em hidrômetro único para cada unidade habitacional, ou ainda é possível prever colunas
individuais para água quente e fria. Este sistema onera as instalações, pois teremos acréscimo de
mais um hidrômetro por apartamento e mais redes de distribuição.
A Figura 9.2 apresenta o sistema individual para medição de água quente e fria através da
MEDIÇÃO DIRETA. A Figura 9.3 apresenta o sistema individual para medição de água quente e fria
através da MEDIÇÃO POR RATEIO.

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9.5.4 – Recomendações para instalação da medição individualizada

De acordo com IT 150 do DMAE, seguem as seguintes recomendações para instalação da medição
individualizada em condomínios:
Nos imóveis pertencentes aos condomínios, verticais ou horizontais, novos ou existentes, as
instalações hidráulicas deverão ser projetadas e executadas de modo que sejam instalados
medidores de água internos com a finalidade de aferir os consumos individuais, sendo a aquisição,
instalação e manutenção dos respectivos medidores, bem como o rateio e a cobrança dos
consumos de inteira responsabilidade do condomínio, cabendo ao DMAE a leitura, emissão e
entrega de uma única conta relativa ao consumo de água do ramal predial cadastrado no sistema
comercial do Departamento.
Havendo rede de abastecimento no logradouro público, os imóveis pertencentes aos condomínios
horizontais poderão ter ramal predial de água independente nos seguintes casos:
- Quando todas as unidades possuírem frente para o logradouro público;
- Unidades comerciais com numeração própria para o logradouro público;
- Que tenham finalidades distintas do restante do condomínio.

9.5.4. Localização dos hidrômetros


Deverão ser instalados em local de fácil acesso, preferencialmente em áreas de uso comum.
Devem ser observados os critérios de segurança e higiene para a localização dos Hidrômetros. Não
poderão ser instalados:
- em local insalubre,
- sem iluminação,
- com altura superior a 1,60m,
- com acesso por meio de escadas móveis;
- que não ofereçam segurança para acesso com ferramentas e equipamentos de manutenção;
- onde as instalações elétricas e de gases possam causar acidentes;
- que coloquem em risco a integridade física das pessoas.

9.5.5. Nos condomínios verticais os hidrômetros podem ser instalados nos locais abaixo:
- Preferencialmente em cada pavimento;
- No pavimento térreo.

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9.5.6. Nos condomínios horizontais os hidrômetros podem ser instalados nos locais abaixo:
- Preferencialmente no interior de cada lota, junto à divisa frontal do mesmo;
- Na entrada do condomínio.

Os hidrômetros podem ser instalados em outros locais, desde que obedeçam as condições
exigidas e que o local seja especificamente destinados à instalação dos mesmos.
Com a finalidade de evitar grandes perdas de carga e/ou inviabilizar o abastecimento de água nas
edificações com altura superior a 10 (dez) metros., os hidrômetros devem ser instalados à jusante
do reservatório superior dos edifícios.

9.5.7. Proteção dos hidrômetros


a) Todos os hidrômetros devem ser instalados em abrigos de proteção individuais ou coletivos.
b) Todos os abrigos de proteção de hidrômetros devem:
- Possuir portas com fechadura, ou com local para instalação de lacre numerado ou cadeado;
- Preferencialmente possibilitar a realização de leitura pelo lado externo, sem a necessidade de
abertura da porta;
- Possuir placa de material resistente e durável com identificação legível do número da unidade
consumidora correspondente a cada hidrômetro.

9.5.8. Quando construído, o abrigo coletivo para o acondicionamento dos hidrômetros na posição
horizontal deve obedecer aos parâmetros dimensionais, conforme Figura 9.3, e:
- Ser dimensionado para um máximo de 7 (sete) hidrômetros;
- Altura mínima de 10cm do piso à base do abrigo;
- Distancia mínima de 20cm entre a base do abrigo e o eixo do primeiro hidrômetro;
- Distancia mínima de 20cm entre os eixos centrais de cada hidrômetro;
- Distancia mínima de 20cm entre o eixo do hidrômetro mais elevado e o topo do abrigo;
- Altura máxima de 150cm do piso ao eixo do hidrômetro mais elevado;
- Largura mínima de 45cm;
- Profundidade mínima de 12cm.

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9.5.9. Quando construído, o abrigo coletivo para o acondicionamento dos hidrômetros na posição
vertical deve obedecer aos parâmetros dimensionais, conforme Figura 9.4, e:
- Altura mínima de 10cm do piso ao fundo do abrigo;
- Distancia mínima de 10cm entre as laterais do abrigo e o eixo dos hidrômetros;
- Distancia mínima de 15cm entre os eixos centrais de cada hidrômetro;
- Altura máxima de 150cm do piso ao eixo do hidrômetro mais elevado;
- Atura mínima de 45cm;
- Profundidade mínima de 15cm.

9.5.10. Quando construído o abrigo individual para acondicionamento do hidrômetro na posição


vertical deve obedecer aos parâmetros dimensionais a seguir, conforme Figura 9.5.
- Altura mínima de 45cm;
- Largura mínima de 15cm;
- Profundidade mínima de 15cm;
- Altura máxima de 150cm do piso ao centro do hidrômetro.

9.5.11. Quando construído o abrigo individual para acondicionamento do hidrômetro na posição


horizontal deve obedecer aos parâmetros dimensionais a seguir, conforme Figura 9.6.
- Altura mínima de 35cm;
- Largura mínima de 25cm;
- Profundidade mínima de 12cm;
- Altura máxima de 150cm do piso ao centro do hidrômetro.

9.5.12. Instalação do hidrômetro


- As conexões para fixação do hidrômetro devem ser roscáveis e quando não metálicas, a porca
deverá possuir bucha de latão para suportar esforços aplicados durante a manutenção ou troca
dos hidrômetros;
- Quando os hidrômetros forem instalados em abrigos localizados no interior da edificação
deverão conter 2 válvulas de bloqueio de esfera, ambas dentro do abrigo, uma a montante do
hidrômetro e outra a jusante, para impedir o fluxo e refluxo da água nas manutenções;
- As conexões devem ser instaladas, de modo que permitam ser giradas, dando condições de
afastamento dos tubetes, permitindo a retirada do hidrômetro com facilidade;

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- O conjunto de tubos, conexões e cavaletes devem ser fixados de modo que não haja transmissão
de esforços que possibilitem movimentação ao conjunto;
- Deve ser instalado um registro geral na coluna de distribuição para a manutenção das conexões
localizadas antes das válvulas de bloqueio instaladas a montante dos hidrômetros ou para a troca
destas.
- O dispositivo de instalação do hidrômetro deve ser montado de forma a possibilitar a retirada de
toas as suas conexões.

9.5.13. Características dos hidrômetros


- Devem ser instalados preferencialmente na posição horizontal e, neste caso, não poderão ficar
inclinados em relação ao seu eixo.
- Devem possuir Portaria do INMETRO de Aprovação de Modelo, bem como selo e lacre do
INMETRO, fixados em seu corpo;
- O dimensionamento dos hidrômetros individuais e do sistema hidráulico da edificação deverão
atender as Normas da ABNT NBR 5626/98 e NBR 7198/93.
- A descarga dos banheiros deverá ser obrigatoriamente do tipo caixa de descarga ou descarga
acoplada ao vaso, pois a válvula de descarga necessita de vazões muito altas, superiores a que
suportariam os hidrômetros domiciliares.
- O responsável técnico pelo projeto de medição individualizada deve consultar o fabricante do
hidrômetro para obter o coeficiente de parda de carga do medidor.
- Todos os hidrômetros individuais deverão pertencer a uma mesma classe metrológica. O DMAE
recomenda:
a) Hidrômetro para instalação na posição horizontal – do tipo unijato ou multijato, transmissão
magnética, diâmetro nominal 20mm (3/4”), vazão nominal de 1,5m3/h, classe B; relojoaria seca,
totalizador ciclométrico com dígitos saltantes, pré-equipado para transmissão remota.
b) Hidrômetro para instalação na posição vertical ou inclinado - do tipo unijato ou multijato,
transmissão magnética, diâmetro nominal 20mm (3/4”), vazão nominal de 1,5m3/h, classe C
quando instalado na posição horizontal e classe B quando instalado na posição vertical; relojoaria
seca, totalizador ciclométrico com dígitos saltantes, pré-equipado para transmissão remota.
c) Hidrômetro para água quente - do tipo unijato ou multijato, transmissão magnética, diâmetro
nominal 20mm (3/4”), vazão nominal de 1,5m3/h, classe B (tanto na posição horizontal quanto na

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posição vertical); relojoaria seca, totalizador ciclométrico com dígitos saltantes, pré-equipado para
transmissão remota, temperatura máxima admissível da água de 90°C, pressão máxima de 16 bar.
d) Sensor para transmissão remota – o sensor do hidrômetro para medição remota do consumo
de água deve no mínimo atender as seguintes características técnica:
- Pode ser interno ou externo;
- Caso seja externo deverá ser facilmente fixável no medidor e manter a visualização da leitura;
- Marcação positiva e negativa do volume de água, ou seja, registrar fluxo e refluxo.;
- Resistente a choques, raios UV e condições ambientais severas como os efeitos de imersão em
água (Grau de Proteção IP 68);
- Garantia de transmissão sempre equivalente (igual) à leitura externa do medidor;
- Temperatura de operação – 10°C a 70°C;
- Autonomia mínima de 5 anos para a bateria;
- Frequência autorizada pela ANATEL ou aberta (somente para transmissão por Rádio Frequência).

Os hidrômetros devem possuir Portaria do INMETRO de Aprovação de Modelo, devendo ter o


número desta portaria gravado em sua relojoaria;
Os hidrômetros devem possuir selo e lacre do INMETRO fixados em seu corpo;
Poderá ser utilizado hidrômetro de vazão nominal maior que 1,5m3/h, quando o cálculo mostrar
essa necessidade;
A garantia contra defeitos de fabricação ou pelo não atendimento da “performance” especificada
deverá ser, de no mínimo, 2 anos.

9.5.14. Leitura dos hidrômetros


A leitura dos hidrômetros internos deve ser efetuada mensalmente, preferencialmente no mesmo
dia e horário da leitura realizada no hidrômetro do DMAE.
O registro de leitura deve conter todos os algarismos de cor preta (m3) e os demais algarismos em
cor vermelha;
O encarregado pela leitura deve comunicar imediatamente ao condomínio qualquer anormalidade
que constatar na carcaça ou na cúpula do hidrômetro;
Havendo consumo de registro negativo (leitura atual menor que a leitura anterior ) em qualquer
unidade do condomínio, recomenda-se a imediata inspeção por representantes deste.

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Existindo qualquer unidade om mais de um hidrômetro instalado em paralelo, os consumos destes


deverão ser somados para fins de apuração do consumo total da unidade.
A diferença entre duas leituras consecutivas em uma determinada unidade corresponde ao
consumo da mesma no intervalo de tempo considerado.
Preferencialmente a leitura dos hidrômetros internos deverá ser realizada por sistema de medição
remota.

9.6. ABASTECIMENTO EM EDIFÍCIOS MUITO ALTOS

Quando nos edifícios muito altos, a pressão existente nos ramais for superior a 40 mca, será
necessário reduzi-la, podendo ser utilizada uma das três soluções propostas:
Dividir o prédio em zonas altimétricas, compreendendo no máximo 15 pavimentos cada uma, com
a instalação de um reservatório superior para cada zona;
Instalar válvulas de redução de pressão nas derivações das colunas ou nas próprias colunas;
Utilizar tubulações de ferro, atendendo a pressão admissível de cada material.
O segundo processo é o mais econômico, sendo geralmente empregado nas instalações correntes.

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9.7. GOLPE DE ARÍETE

O golpe de aríete causado pelo fechamento brusco dos registros determina o crescimento da
pressão no interior das canalizações, as quais chegam a se romper, em face dos valores
alcançados.
O golpe de aríete além de ser prejudicial à canalização e aos aparelhos abastecidos, causa um
ruído desagradável, que deve ser evitado.
A anulação do golpe de aríete é obtida com a redução da velocidade da água no interior das
canalizações, com o aumento do tempo de fechamento dos registros ou com o aumento do
diâmetro dos tubos.
Quando tais soluções não forem viáveis, recorre-se à instalação de recipientes metálicos,
fechados, cheios de ar, que são ligados às canalizações passíveis de sofrer os golpes de aríete.
Quando ocorre a sobre pressão, a mesma atinge o recipiente, sendo absorvida pela água, que é
fortemente comprimida.
Existem diversos tipos de aparelhos de absorção dos golpes de aríete, havendo alguns com uma
mola ligada a um êmbolo, que recebe o excesso de pressão, transmitindo-o à mola, que o absorve.
A vantagem deste tipo de aparelho reside no trabalho da mola, que evita que a água seja
comprimida, dissolvendo o ar existente na câmara do recipiente, o que exige esvaziamentos
periódicos, para restaurar o colchão de ar indispensável.
Em razão do golpe de aríete é que se separam as colunas de abastecimento de válvulas de
descarga e de aquecedores.

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10. INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO

De acordo com o DEC. 9369/88, todo prédio deverá ter sua instalação de esgoto sanitário
totalmente independente de qualquer outra edificação.
As redes deverão ser projetadas dentro do princípio da separação absoluta, isto é, as redes de
esgoto sanitário devem ser completamente separadas das redes pluviais, que coletam águas de
chuva.
Não é permitido edificar sobre caixas de inspeção, poços de visita, caixas de gordura e outros
acessórios da rede.
É proibido o lançamento de efluentes de triturador de cozinha na rede de esgoto sanitário.

10.1. DIMENSIONAMENTO DO ESQUEMA VERTICAL DE ESGOTO

A saída dos esgotos de prédios ou casas é feita através de TQS - Tubos de Queda Sanitários, TQG –
Tubo de Queda de Gordura, redes horizontais e caixas de inspeção.
As lavanderias e banheiros têm seus esgotos conduzidos aos TQS.
As cozinhas são direcionadas aos TQG.
As redes de esgoto internas são ventiladas pelos ramais de ventilação, que se interligam a tubos
de ventilação, que permanecem abertos para a atmosfera, para extraírem os gases das redes
internas.
Os TQG são conduzidos até as caixas de gordura especiais, e após deságuam nas caixas de
inspeção.
Os TQS deságuam diretamente nas caixas de inspeção. O detalhamento da caixa de inspeção
cloacal pode ser visto na Figura 10.7 A.

Toda a rede horizontal passa pelas tubulações e caixas. As caixas de inspeção devem ser locadas
junto aos pés de coluna dos tubos de queda, distantes aproximadamente 50cm da estrutura do
prédio. Também devem ser executadas nas mudanças de direção ou de nível das redes.

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Se não houver rede pública cloacal para interligar diretamente a rede interna do prédio, a mesma
deverá passar por um sistema de tratamento primário através de fossa séptica. A critério do
DMAE, pode ser necessário ainda instalar filtro anaeróbio.

As redes de esgoto são representadas nas plantas baixas, em escala 1/50. Devem ser projetados
nos pavimentos tipo, térreo e cobertura, se houver. O esquema vertical de esgoto, normalmente é
representado sem escala definida. Nas Figuras 10.1 e 10.2 estão representadas as plantas do
térreo e tipo onde aparecem todas as redes de esgoto.
Na Figura 10.3 está representado o Esquema Vertical de Esgoto.

Para dimensionar as colunas de esgoto é necessário somar as Unidades Hunter de cada


compartimento e multiplicar pelo número de pavimentos, que contribui para o tubo de queda que
se quer dimensionar. Neste somatório exclui-se o pavimento térreo, pois ele não contribui para o
dimensionamento do TQS e TQG.
Com o somatório é possível entrar na Tabela 10.1 e localizar o diâmetro dos TQS e TQG.

TABELA 10.1 – Dimensionamento Prático dos Tubos de Queda


Número Máximo de Unidades Hunter de Contribuição
Diâmetro Nominal
Prédio de até 3 pavimentos Prédio com mais de 3 pavimentos
do Tubo
TQS TQG TQS TQG
75 30 30 70 70
100 240 240 500 500
150 960 960 1 900 1 900
200 2 200 2 200 3 600 3 600
250 3 800 3 800 5 600 5 600
300 6 000 6 000 8 400 8 400
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

Para dimensionar os tubos de ventilação pode ser usada a Tabela 10.2 da NBR 8160/99 ou de
forma prática através da Tabela 10.3:

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TABELA 10.2 – Dimensionamento de Colunas e Barriletes de Ventilação

Diâmetro Número de
nominal do tubo Unidades Diâmetro nominal mínimo do tubo de ventilação
de queda ou do Hunter de 40 50 75 100 150 200 250 300
ramal de esgoto Contribuição Comprimento permitido em metros
40 8 46 - - - - - - -
40 10 30 - - - - - - -
50 12 23 61 - - - - - -
50 20 15 46 - - - - - -
75 10 13 46 317 - - - - -
75 21 10 33 247 - - - - -
75 53 8 29 207 - - - - -
75 102 8 26 189 - - - - -
100 43 - 11 76 299 - - - -
100 140 - 8 61 229 - - - -
100 320 - 7 52 195 - - - -
100 530 - 6 46 177 - - - -
150 500 - - 10 40 305 - - -
150 1 100 - - 8 31 238 - - -
150 2 000 - - 7 26 201 - - -
150 2 900 - - 6 23 183 - - -
200 1 800 - - - 10 73 286 - -
200 3 400 - - - 7 67 219 - -
200 5 600 - - - 6 49 186 - -
200 7 600 - - - 5 43 171 - -
250 4 000 - - - - 24 94 293 -
250 7 200 - - - - 18 78 225 -
250 11 000 - - - - 16 60 192 -
250 15 000 - - - - 14 55 174 -
300 17 300 - - - - 9 37 116 287
300 13 000 - - - - 7 29 90 219
300 20 000 - - - - 6 24 76 186
300 26 000 - - - - 5 22 70 152
Fonte: Tabela extraída da NBR 8160/99

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10.3 – Tabela Prática para Dimensionamento dos Tubos de Ventilação


Diâmetro TQS ou TQG Diâmetro TV
BANHEIROS
Casas térreas com ou sem banheira Sem TQS 50mm
Prédio ou casa ate 3 pavimentos 100mm 50mm
Prédio ou casa entre 4 e 15 pavimentos 100mm 75mm
Prédio com mais de 15 pavimentos 100mm 100mm
Prédio até 3 pavimentos 150mm 75mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 150mm 100mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 150mm 150mm
COZINHAS
Casas térreas Sem TQG 50mm
Prédio ou casa com até 3 pavimentos 75mm 50mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 75mm 50mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 75mm 75mm
Prédio até 3 pavimentos 100mm 50mm
Prédio entre 4 e 15 pavimentos 100mm 75mm
Prédio com mais de 15 pavimentos 100mm 100mm
Prédio até 3 pavimentos 150mm 75mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 150mm 100mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 150mm 150mm
LAVANDERIAS
Casas térreas Sem TQS 50mm
Prédio ou casa com até 3 pavimentos 75mm 50mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 75mm 50mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 75mm 75mm
Prédio ou casa até 3 pavimentos 100mm 50mm
Prédio entre 4 e 15 pavimentos 100mm 75mm
Prédio com mais de 15 pavimentos 100mm 100mm
Prédio até 3 pavimentos 150mm 75mm
Prédio entre 4 e 10 pavimentos 150mm 100mm
Prédio com mais de 10 pavimentos 150mm 150mm
Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

As redes horizontais no solo são calculadas a partir do somatório total de Unidades Hunter que
entram em cada uma das caixas, inclusive do pavimento térreo. Em cada caixa o somatório é
acumulado e entra-se na Tabela 10.4 para calcular o diâmetro dos tubos.
Para verificar o diâmetro do tubo na Tabela 10.4 é necessário escolher uma das declividades para
projetar as redes. É sempre bom que todos os trechos de rede sejam executados com a mesma
inclinação, para que ela mantenha a mesma velocidade ao longo de toda a rede.
Os percentuais mais usados são 1% e 2%. Eles são determinados a partir da profundidade da rede
pública, que é fornecida na DM (Declaração Municipal de Porto Alegre). Com esta profundidade

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inicia-se o calculo a partir da caixa mais distante da rede pública. A profundidade da primeira caixa
varia entre 20 e 30cm.
A ligação na rede pública e o tipo de tratamento de esgoto a utilizar, também são determinados
na DM.

TABELA 10.4 – Dimensionamento de Subcoletores e Coletor Predial


Número Máximo de Unidades Hunter de Contribuição em
Diâmetro Nominal do
Função das Declividades Mínimas (%)
Tubo
DN 0,5 1 2 4
100 - 180 216 250
150 - 700 840 1 000
200 1 400 1 600 1 920 2 300
250 2 500 2 900 3 500 4 200
300 3 900 4 600 5 600 6 700
400 7 000 8 300 10 000 12 000
Fonte: NBR 8160/99

EXERCÍCIO

Dimensionar os TQS, TQG, TV, as redes no solo e a profundidade das caixas considerando i=1%.
Adotar a profundidade da primeira caixa 30cm.

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10.2. CAIXA RETENTORA DE GORDURA

É recomendado o uso de caixa de caixa retentora de gordura nos esgotos sanitários que
contiverem resíduos gordurosos provenientes de pias de copas e cozinhas.
As caixas de gordura devem ser instaladas em locais de fácil acesso e boas condições de
ventilação.

As pias de cozinha instaladas superpostas em vários pavimentos devem descarregar em tubos de


queda que conduzam os esgotos para caixas retentoras de gordura coletivas, sendo vedado neste
caso o uso de caixas retentoras de gordura individuais nos andares.
As caixas retentoras de gordura podem ser dos seguintes tipos:

CGD – Caixa de Gordura Dupla, cilíndrica. Atende acima de duas cozinhas até o limite de 12, com
as seguintes dimensões mínimas:

Diâmetro interno – 60cm


Parte submersa do septo – 40cm
Capacidade de retenção – 120 litros
Diâmetro nominal da tubulação de saída – DN100
Os detalhes podem ser vistos na Figura 10.4.

CGE – Caixa de Gordura Especial, prismática de base quadrada. Atende acima de 12 cozinhas, ou
ainda, restaurantes, escolas, hospitais, quartéis etc... , com as seguintes dimensões mínimas:
Distância mínima entre o septo e a saída – 20cm
Volume da câmara de retenção de gordura obtido pela fórmula:

V= 2N + 20

Onde:
N = número de pessoas servidas pelas cozinhas que contribuem para a caixa de gordura.
V = volume em litros

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Altura molhada = 60cm


Parte submersa do septo = 40cm
Diâmetro nominal da tubulação de saída = DN 100mm

A Figura 10.4 mostra o detalhamento da caixa retentora de gordura CGD, de forma cilíndrica, e a
Figura 10.5, mostra o detalhamento da CGE prismática.
As caixas retentoras de gordura devem ser fechadas hermeticamente com tampa removível.
Devem ser divididas em duas câmaras, uma receptora e outra vertedora, separas por um septo
não removível. A parte submersa do septo deve ter 20cm, no mínimo, abaixo do nível da geratriz
inferior da tubulação de saída, enquanto que a parte emersa deve ter 20cm acima do mesmo
nível.

10.3. AS LIGAÇÕES DE ESGOTO

As redes prediais de esgoto cloacal podem ser ligadas na rede cloacal pública, ou de maneira
provisória, na rede pública pluvial. Estas ligações nas redes pluviais do DEP são permitidas quando
não houver rede cloacal passando próximo ao terreno. Mas para que estas ligações sejam
executadas é necessário tratar o esgoto de uma forma primária, para que não seja lançado “in
natura” nas redes de drenagem da cidade.
Este tratamento é feito instalando-se um equipamento denominado tanque séptico.
A critério do DMAE, e dependendo de onde a rede pública será lançada, poderá haver a exigência
de instalação de filtro anaeróbio.
A Figura 10.6 apresenta as formas de ligação do esgoto doméstico na rede pública cloacal do
DMAE. A Figura 10.7 apresenta as formas de ligação do esgoto doméstico na rede pública pluvial
do DEP.
A ligação da rede predial na rede pública cloacal deve ser solicitada junto ao DMAE, e é executada
por seus técnicos.
A ligação da rede predial na rede pública do DEP deve ser executada pelo proprietário, seguindo as
orientações mostradas na Figura 10.8. Quando a ligação estiver em funcionamento, deve ser
solicitada vistoria de DEP.

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10.4. TANQUE SÉPTICO

10.4.1 – Princípios de Funcionamento do Tanque Séptico

De acordo com a NBR 7229/93, os tanques sépticos são unidades de tratamento primário de
esgotos domésticos que detêm os dejetos por um período que permita a decantação dos sólidos e
a retenção do material graxo, transformando-os em compostos estáveis. Constam de uma câmara
de decantação e uma de digestão, na qual o esgoto cloacal passa pelo fenômeno bioquímico de
“digestão”, que ocorre quando as bactérias anaeróbias retiram oxigênio das substâncias orgânicas,
decompondo a matéria numa ação de oxidação.
Numa instalação de tanques sépticos bem projetados e construídos, pode-se conseguir os
seguintes resultados:
Remoção de sólidos em suspensão ...........................50 a 70%
Redução de bacilos coliformes ..................................40 a 60%
Redução de DBO .......................................................30 a 60%
Remoção de graxas e gorduras ..................................70 a 90%

A DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) mede através de ensaio, a quantidade de oxigênio


retirada do esgoto pela ação das bactérias anaeróbias. Assim, a DBO é um índice de concentração
de matéria orgânica presente num volume de água e por consequência um indicativo dos seus
efeitos na poluição.
O sistema de tanques sépticos aplica-se ao tratamento do esgoto doméstico. O tratamento de
despejos de hospitais, clínicas, laboratórios de análises clínicas, postos de saúde e demais
estabelecimentos prestadores de serviços de saúde, deve ser previamente submetido à apreciação
de autoridades sanitárias e ambiental competentes, para a fixação de exigências específicas
relativas a pré e pós-tratamento.
O uso do sistema de tanque séptico somente é indicado para:

Área desprovida de rede pública coletora de esgoto;


Alternativa de tratamento de esgoto em áreas providas de rede coletora cloacal;

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Retenção prévia dos sólidos sedimentáveis, quando da utilização de rede coletora com diâmetro
e/ou declividade reduzidos para transporte de efluente livre de sólidos sedimentáveis.
O sistema em funcionamento deve preservar a qualidade das águas superficiais e subterrâneas,
mediante estrita observância das restrições estabelecidas pela NBR 7229, relativas a
estanqueidade e distâncias.

É vedado o encaminhamento ao tanque séptico de:


Diretamente nas águas pluviais, salvo se existir tratamento complementar no sistema de filtros;
Despejos capazes de causar interferência negativa em qualquer fase do processo de tratamento
ou a elevação excessiva da vazão do esgoto afluente, como os provenientes de piscinas e de
lavagem de reservatórios de água.

Os sistemas de tanques sépticos devem ser projetados de forma completa, incluindo disposição
final para efluente e lodo, bem como, sempre que necessário tratamento complementar destes.
Nos tanques sépticos as águas servidas sofrem a ação de bactérias chamadas de “anaeróbias”
(microrganismos que atuam onde não circula o ar).
Sob a ação destas bactérias, uma parte da matéria orgânica sólida é convertida em gases, os quais
são expelidos pelas tubulações de ventilação. Durante o processo depositam-se no fundo da fossa
as partículas minerais sólidas, formando o lodo. Forma-se, também, na superfície do líquido, uma
camada de escuma ou crosta, que contribui para evitar a circulação do ar, facilitando a ação das
bactérias.
As substâncias solúveis ficam diluídas no próprio liquido do esgoto, o qual, posteriormente, é
encaminhado ao esgoto pluvial ou cloacal, ou no caso de não haver rede pública é distribuído no
terreno, ou ainda, encaminhado a um curso d’água, por um dos seguintes sistemas:

Valas de infiltração;
Canteiro de infiltração e de evapotranspiração;
Sumidouro;
Galeria de águas pluviais;
Águas superficiais;
Reuso local.

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Verifica-se, pois, que o tanque séptico permite exclusivamente a separação entre os materiais
sólidos e os líquidos, tornando-os menos poluídos, diminuindo em muito seus inconvenientes
quanto a problemas de contaminação.

Os equipamentos de tratamento de esgoto devem ser instalados:

Em locais de fácil ligação do coletor predial ao futuro coletor público;


Em locais de fácil acesso, tendo em vista a necessidade de remoção periódica do lodo digerido;
Em locais que não comprometam os mananciais, nem a estabilidade de terrenos próximos.

10.4.2 – Condições para Instalação de Tanques Sépticos

A inexistência de coletor cloacal no logradouro ou nos fundos da propriedade obriga a edificação a


ter suas instalações prediais de esgoto sanitário ligadas diretamente ao tanque séptico, para a
depuração biológica e bacteriana das águas residuais. Neste caso, o efluente da fossa será lançado
na rede a ser determinada pelo DMAE.

a) Distancias mínimas: as distancias mínimas são computadas a partir da face externa mais
próxima aos elementos considerados.
1,50m de construções, limites de terreno, sumidouros, valas de infiltração e ramal predial de água;
3,0m de árvores e de qualquer ponto de rede pública de abastecimento de água;
15m de poços freáticos e de corpos de água de qualquer natureza..

Materiais: os materiais empregados na execução dos tanques sépticos, tampões de fechamento e


dispositivos internos devem atender as seguintes exigências:

Resistência mecânica adequadas às solicitações a que cada componente seja submetida;


Resistência ao ataque químico de substâncias contidas no esgoto afluente ou geradas no processo
de digestão.
Em Porto Alegre são aceitos apenas tanques sépticos de concreto armado.

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c) O tanque séptico deverá ser localizado, preferencialmente, em área livre, na frente do prédio e
no recuo de jardim.

d) A tampa de inspeção deve estar no nível do terreno e à vista para facilitar a limpeza do tanque.

10.4.3 - Contribuição de Despejos

O dimensionamento do tanque séptico é feito a partir do calculo da população estimada para


consumo de água, sendo adotadas as vazões e contribuições constantes na Tabela 10.5;
Nos prédios em que haja simultaneamente, ocupantes permanentes e temporários, a vazão total
de contribuição resulta da soma das vazões correspondentes a cada tipo de ocupante.

TABELA 10.5 – Contribuição Diária de Esgoto ( C ) e de Lodo Fresco ( Lf ) por Tipo de Prédio e de Ocupante
Contribuição Lodo Fresco
Prédio Unidade
de Esgotos (C) (Lf)
1 – Ocupantes Permanentes
Residência padrão alto pessoa 160 1
Residência padrão médio pessoa 130 1
Residência padrão baixo pessoa 100 1
Hotel (exceto lavanderia e cozinha) pessoa 100 1
Alojamento provisório pessoa 80 1
2 – Ocupantes Temporários
Fábricas em geral pessoa 70 0,30
Escritório pessoa 50 0,20
Edifícios públicos ou comerciais pessoa 50 0,20
Escolas (externatos) e locais de longa permanência pessoa 50 0,20
Bares pessoa 6 0,10
Restaurantes e similares refeição 25 0,10
Cinemas, teatros e locais de curta permanência lugar 2 0,02
Sanitários públicos (*) bacia sanit. 480 4,0
(*) Apenas de acesso aberto ao público (estação rodoviária, ferroviária, logradouro público, estádio
esportivo, etc.).
Fonte: Norma Técnica NBR 7229/99

10.4.4 – Período de Detenção dos Despejos

Os tanques sépticos devem ser projetados para períodos mínimos de detenção, conforme a Tabela
10.6:

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TABELA 10.6 – Período de Detenção dos Despejos, por Faixa de Contribuição Diária
Tempo de Detenção
Contribuição Diária (L)
Dias Horas
Até 1500 1,00 24
De 1501 a 3000 0,92 22
De 3001 a 4500 0,83 20
De 4501 a 6000 0,75 18
De 6001 a 7500 0,67 16
De 7501 a 9000 0,58 14
Mais que 9000 0,50 12
Fonte: Norma Técnica NBR 7229/99

10.4.5 - Taxa de Acumulação Total de Lodo


A taxa de acumulação total de lodo, em dias, é obtida em função de:
Volumes de lodo digerido e em digestão, produzidos por cada usuário, em litros;
Faixas de temperatura ambiente (média do mês mais frio, em graus Célsius);
Intervalo entre limpezas, em anos.
As taxas resultantes são as da Tabela 10.7:

TABELA 10.7 – Taxa de Acumulação Total de Lodo (K), em Dias, por Intervalo entre Limpezas e Temperatura do mês mais
frio.
Valores de K por faixa de temperatura ambiente (t),
Intervalo entre limpezas
em °C.
(anos)
t ≤ 10 10 < t < 20 t ≥ 20
1 94 65 57
2 134 105 97
3 174 145 137
4 214 185 177
5 254 225 217
Fonte: Norma Técnica NBR 7229/99

10.4.6 – Geometria dos Tanques


Podem ser cilíndricos ou prismáticos retangulares. Os mais utilizados são os cilíndricos pré-
fabricados existente no mercado nos tamanhos exigidos nas Tabelas do DMAE, por sua facilidade
de instalação. Os prismáticos são construídos “in loco”, e dependendo do tamanho necessitam de
calculo estrutural e ART de responsabilidade técnica de profissional habilitado.
A Figura 10.9 apresenta o detalhamento do Tanque Séptico cilíndrico. A Figura 10.10 mostra o
detalhamento do Tanque Séptico prismático retangular. O volume mínimo de um tanque séptico a
instalar é de V = 1,35m3.

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10.4.7 - Dimensionamento do Tanque Séptico

O volume total útil do tanque séptico deve ser calculado pela fórmula:

V = 1000 + N (CT + K Lf)

O período de detenção T é calculado a partir da equação:

NXC

que fornece um número, com o qual é possível entrar em uma das faixas da Tabela 10.5, em dias.
Onde:
V = volume útil em litros;
N = número de pessoas ou unidades de contribuição;
C = contribuição de despejos, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia (Tabela 10.4);
T = período de detenção, em dias (Tabela 10.5);
K = taxa de acumulação de lodo digerido em dias, equivalente ao tempo de acumulação de lodo
fresco (Tabela 10.6);
Lf = contribuição lodo fresco, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia (Tabela 10.4).

As dimensões do tanque séptico são calculadas a partir da equação do volume do cilindro, onde se
busca o diâmetro. As profundidades (h) dos tanques devem ser extraídas da Tabela 10.7, que tem
as profundidades mínimas e máximas em relação ao volume.

V = π D2 / 4

As medidas internas dos tanques devem observar o seguinte:


Profundidade útil: varia entre os valores mínimos e máximos recomendados na Tabela 10.8,
acordo com o volume útil obtido mediante a fórmula dada acima;
Diâmetro interno mínimo 1,10m;
Largura interna mínima de 0,80m;

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Relação comprimento/largura (para tanques prismáticos retangulares): mínimo 2:1; máximo 4:1.

TABELA 10.8 – Profundidade Útil Mínima e Máxima, por Faixa de Volume Útil.
Volume Útil Profundidade Útil Mínima (m) Profundidade Útil Máxima (m)
(m3)
Até 6,0 1,20 2,20
De 6,0 a 10,0 1,50 2,50
Mais que 10,0 1,80 2,80
Fonte: Norma Técnica NBR 7229/99

Sempre que possível, o ideal é utilizar os anéis pré-fabricados de concreto armado, que facilita
muito a execução na obra. Na Tabela 10.9 estão relacionados os diâmetros comerciais existentes
no mercado.

TABELA 10.9 – Diâmetros Comerciais de Anéis Pré-Fabricados


Diâmetros Comercias dos Anéis Pré-fabricados
1,00 1,20 1,50 2,00 2,50 3,00
Fonte: Catálogo Técnico da Empresa Torri Engenharia

O DMAE fornece tabelas prontas extraídas da Norma Técnica, para as populações de 5 e 10


pessoas (uso residencial) e para populações até 35 pessoas (uso comercial), não sendo
necessário apresentação do cálculo. A Tabela 10.10 refere-se aos tanques sépticos cilíndricos e a
Tabela 10.11 aos tanques sépticos prismáticos retangulares.

TABELA 10.10 – Tanque Séptico Cilíndrico de Câmara Única.


Para uso Residencial
N V D H
5 1,35 1,20 1,50
10 2,50 1,50 1,75
Para uso Comercial
N V D H
t ≤ 20 1,35 1,20 1,50
35 2,50 1,50 1,75
Fonte: Código Instalações Prediais do DMAE - Decreto 9369/88

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TABELA 10.11 – Tanque Séptico Prismático Retangular de Câmara Única.


Para uso Residencial
N V L B H
5 1,35 1,50 0,75 1,50
10 2,50 2,08 1,00 1,50
Para uso Comercial
N V L B H
t ≤ 20 1,35 1,50 0,75 1,50
35 2,50 2,08 1,00 1,50
Fonte: Código Instalações Prediais do DMAE - Decreto 9369/88

As aberturas de inspeção dos tanques sépticos devem ter número e disposição tais que permitam
a remoção do lodo e da escuma acumulados, assim como a desobstrução dos dispositivos
internos. Todo tanque deve ter pelo menos uma abertura com a menor dimensão igual ou
superior a 0,60m, que permita acesso direto ao dispositivo de entrada do esgoto no tanque. Os
tampões de fechamento devem ser diretamente acessíveis para manutenção.
Antes de entrar em funcionamento o tanque séptico deve ser submetido à teste de
estanqueidade, realizado após ele ter sido saturado por no mínimo 24 horas.
O lodo e a escuma acumulados nos tanques devem ser removidos a intervalos equivalentes ao
período de limpeza do projeto. Quando da remoção do lodo digerido, aproximadamente 10% de
seu volume devem ser deixados no interior do tanque. O lodo removido em nenhuma hipótese
poderá ser lançado em corpos d’água ou galerias de águas pluviais. Poderá ser levados a Estações
de Tratamento de Esgotos (ETE) ou a leitos de secagem, conforme determinações da SMAM
(Secretaria Municipal de Meio Ambiente).

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10.5 – FILTRO ANAERÓBIO – DE LEITO FIXO COM FLUXO ASCENDENTE

De acordo com a NBR 13969 de 1997, o filtro anaeróbio consiste em um reator biológico onde o
esgoto é depurado por meio de microrganismos não aeróbios, dispersos tanto no espaço vazio do
reator quanto nas superfícies do meio filtrante. Este é utilizado mais como retenção dos sólidos.
Todo o processo anaeróbio é bastante afetado pela variação de temperatura do esgoto; sua
aplicação deve ser feita de modo criterioso. O processo é eficiente na redução de cargas orgânicas
elevadas, desde que as outras condições sejam satisfatórias. Os efluentes do filtro anaeróbio
podem exalar odores e ter cor escura.
O filtro anaeróbio é constituído por um leito, normalmente de pedras, onde se forma uma película
de bactérias. O efluente entra na parte inferior do filtro e atravessa o leito em um fluxo
ascendente. Por isso o leito é afogado, ou seja, os vazios são preenchidos com o efluente. Este
motivo e também a alta concentração de matéria orgânica por unidade de volume fazem com que
as bactérias envolvidas neste processo sejam anaeróbias. Por ser um processo anaeróbio as
dimensões do filtro são reduzidas e a unidade é fechada.

Dimensionamento
10.5.1 - Volume: o volume útil do leito filtrante é obtido pela equação:

Vu = 1,6 NCT

onde:
N é o número de contribuintes;
C é a contribuição de despejos em litros x habitantes/ dia conforme a Tabela 10.12;
T é o tempo de detenção hidráulica, em dias, conforme a Tabela 10.13.

O volume útil mínimo do leito filtrante deve ser de 1000 litros.


A altura do leito filtrante, já incluindo a altura do fundo falso, deve ser limitada
a 1,20m.
A altura do fundo falso deve ser limitada a 0,60m, já incluindo a espessura da laje.
A perda de carga hidráulica a ser prevista entre o nível mínimo no tanque
séptico e o nível máximo no filtro anaeróbio é de 0,10m.

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Tabela 10.12 – Contribuição diária de despejos e de carga orgânica por tipo de prédio e de
ocupantes.
Contribuição de
Contribuição
Prédio Unidade carga orgânica
de esgoto L/d
gDBO5,20/d (*)
Ocupantes permanentes
Residência
Padrão alto pessoa 160 50
Padrão médio pessoa 130 45
Padrão baixo pessoa 100 40
Hotel (exceto lavanderia e cozinha) pessoa 100 30
Alojamento provisório pessoa 80 30
Ocupantes Temporários
Fábrica em geral pessoa 70 25
Escritório pessoa 50 25
Edifício público comercial pessoa 50 25
Escolas (externato) e locais de longa permanência pessoa 50 20
Bares pessoa 6 6
Restaurantes e similares pessoa 25 25
Cinemas, teatros e locais de curta permanência lugar 2 1
Sanitários públicos (**) Bacia
480 120
sanitária
(*) DBO 5,20 – Demanda Bioquímica de Oxigênio de cinco dias a 20°C: Quantidade de Oxigênio
consumido para estabilizar bioquimicamente o material orgânico biodegradável contido no esgoto, sob
condição aeróbia, no teste de incubação durante 5 dias, a 20°C.
(**) Apenas de acesso aberto ao público (estação rodoviária, ferroviária, logradouro público, estádio de
esportes, locais para eventos, etc.).
Fonte: Tabela extraída da NBR 13969/97

Tabela 10.13 – Tempo de detenção hidráulica de esgotos (T), por faixa de vazão e temperatura do esgoto (em dias).
Vazão Temperatura média do mês mais frio
L/dia Abaixo de 15°C Entre 15°C e 25°C Maior que 25°C
Até 1500 1,17 1,0 0,92
De 1501 a 3000 1,08 0,92 0,83
De 3001 a 4500 1,00 0,83 0,75
De 4501 a 6000 0,92 0,75 0,67
De 6001 a 7500 0,83 0,67 0,58
De 7501 a 9000 0,75 0,58 0,50
Acima de 9000 0,75 0,50 0,50
Fonte: Tabela extraída da NBR 13969/97

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10.5.2 – Área da Seção:

S = Vu /1,20

onde:
S é a área da Seção do filtro;
Vu é o Volume útil do leito filtrante;

10.5.3. Diâmetro do Filtro

D = 4 S/π

onde:
D é o diâmetro do filtro;
S é a área da superfície.

10.5.4. Especificações dos filtros anaeróbios

- Nos casos de filtros com fundo falso, um tubo-guia (PVC DN150mm) para cada 3m2 de fundo.
- Para o material filtrante será utilizada a brita nº4 ou nº5, com as dimensões mais uniformes
possíveis. Não poderá ser utilizada a mistura de pedras com dimensões distintas, a não ser em
camadas separadas, para não causar a obstrução precoce do filtro.
- No fundo falso, o diâmetro dos furos devem ser de 2,5cm, separados a cada 15cm. O número
total de furos deve ser de tal forma, que o somatório das áreas dos furos, corresponda, no mínimo
a 5% da área do fundo falso.
- O filtro anaeróbio deve possuir uma cobertura em laje de concreto, com a tampa de inspeção
localizada em cima do tubo guia para drenagem.
- Conforma a concepção local de tratamento, pode-se instalar desde um filtro anaeróbio para cada
tanque séptico até um único filtro anaeróbio para um grupo de tanques sépticos.
- O filtro anaeróbio pode ser construído em concreto armado, plástico de alta resistência ou em
fibra de vidro de alta resistência, de modo a não permitir a infiltração da água externa à zona
reatora do filtro e vice-versa. Quando instalados em local onde há trânsito de pessoas ou carros, o
calculo estrutural deverá levar em consideração todas as cargas a que os filtros estiverem sujeitos.

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Quando instalado em áreas de alto nível aquífero, deve ser prevista abas de estabilização.
Nas Figuras 10.11 e 10.12 mostram os detalhes construtivos do filtro.

10.5.5 – Limpeza do filtro anaeróbio

O filtro anaeróbio deve ser limpo quando for observada a obstrução do leito filtrante, observando
os dispostos a seguir:
- Para a limpeza do filtro deve ser utilizada uma bomba de recalque, introduzindo-se o mangote de
sucção pelo tubo-guia;
- Se constatado que a operação acima é insuficiente para a retirada do lodo, deve ser lançada água
sobre a superfície do leito filtrante, drenando-a novamente. Não deve ser feita a “lavagem”
completa do filtro pois retarda a partida de operação após a limpeza.

10.5.6 – Materiais

Em Porto Alegre são aceitos apenas filtros de concreto, de forma cilíndrica.


Podem ser usados os tanques pré-fabricados existentes no mercado, pela facilidade de instalação.
Os tanques construídos “in loco”, dependendo do tamanho necessitam de calculo estrutural e ART
de responsabilidade técnica de profissional habilitado.
Os diâmetros comerciais existentes no mercado estão apresentados na Tabela 10.14.
O sistema de montagem, através de anéis encaixados e rejuntados com argamassa, dá agilidade à
obra.

TABELA 10.14 – Diâmetros Comerciais de Anéis Pré-Fabricados


Diâmetros Comercias dos Anéis Pré-fabricados
1,00 1,20 1,50 2,00 2,50 3,00
Fonte: Catálogo Técnico da Empresa TORRI ENGENHARIA

Existe outro tipo de tratamento, com Filtro Aeróbio Submerso que trabalha em meio aeróbio,
através da ingestão de oxigênio, fornecido através de ar introduzido por meio de equipamento.

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10.6 - SUMIDOURO

Quando não houver redes cloacal ou pluvial próximo ao lote, o efluente do tanque séptico poderá
ser disposto no solo, desde que a contribuição de esgoto seja proveniente de, no máximo, 10
vasos sanitários.
A parcela superior a 10 vasos sanitários deverá ser obrigatoriamente conduzida a uma canalização
de esgoto mais próxima. Para isso, o proprietário do prédio deverá arcar com todos os custos da
extensão de rede.
O dispositivo de absorção do esgoto deverá estar afastado no mínimo 1,50m em relação às divisas
dos terrenos lindeiros.
O poço sumidouro consiste em uma abertura no solo, cujas dimensões podem variar de acordo
com a quantidade de líquido contribuinte e com o tipo de solo, isto é, de acordo com a sua
permeabilidade.
O fundo do poço deverá estar a uma profundidade de 1,50m acima do lençol de água, para evitar
a poluição das águas subterrâneas.
O destino final do líquido efluente da fossa se dá pela infiltração no terreno através das paredes e
fundo do poço.
Para permitir a infiltração dos efluentes no solo, as paredes deverão ser executadas em alvenaria,
utilizando-se tijolo em crivo (juntas abertas em contra fiada). Para evitar desmoronamentos, e dar
rigidez ao sistema, serão executadas paredes de contraventamento, utilizando-se a mesma técnica
construtiva dos tijolos em crivo.
O poço deverá ser preenchido com 50cm de brita, e possuir tampa de inspeção hermética com
dimensões mínimas de 0,60x 0,60m.
Os detalhes do sumidouro podem ser vistos nas Figuras 10.13 e 10.14.
A altura útil do sumidouro deve ser determinada de modo a manter distancia vertical mínima de
1,50m entre o fundo do poço e o nível máximo do aquífero.

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10.6.1 – Dimensionamento de um Sumidouro

a) Calculo do Volume

V=NXC

Onde:
V= volume em litros – passar para m3
N = número de pessoas;
C = contribuição de despejos em litros/pessoa x dia, conforme a Tabela 10.5.

b) Calculo da capacidade de percolação do solo


É obtido através de ensaio de solo descrito no subitem 10.7.

A=V/K

Onde:
A = área de infiltração necessária, em m2;
V= volume de esgoto em m3;
K = Taxa de aplicação diária (m3/m2 x d)
Por exemplo, se o Ensaio de Capacidade de Percolação do solo indicou o tempo t = 4 min.
Entro na Tabela 10.15 na coluna “Taxa de Percolação” com o tempo medido em min/m e uso a
“Taxa de Aplicação” em m3/m2xd para substituir na equação.

c) Geometria do sumidouro
A NBR 13969/97 prevê a utilização de sumidouros cilíndricos, onde a altura do cilindro vai
depender da profundidade do aquífero. Para o diâmetro não limitação de Norma, e pode ser
dividido em baterias conforme mostra a Figura 10.15

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10.7 – Procedimento para estimar a capacidade de percolação do solo (K)

De acordo com a NBR 13969/97, o ensaio para estimar a capacidade de percolação deve ser feito
cuidadosamente, tendo em mente que conforme o modo de execução pode resultar em valores
bastante distintos para um mesmo tipo de solo.
A época de execução do ensaio é também fator que influencia nos resultados.
O ensaio deve ser precedido de uma etapa preliminar para simular a condição de solo saturado
(condição crítica no sistema de absorção).
O nível máximo do aquífero deve ser conhecido antecipadamente.

Instrumentos: Relógio, cronômetro, régua, trado com Ø 150mm, dispositivo para medição do
nível d’água na cava e água em abundância.

Procedimento:
a) O número de locais de ensaio deve ser de no mínimo 3 pontos, distribuído de forma a
cobrir áreas iguais no local indicado para campo de infiltração. No caso de sumidouro, o
ensaio deve ser feito por camada (sempre considerando a área de infiltração.+ abaixo da
tubulação de entrada).
b) Com o trado, escavar uma cava vertical, de modo que o fundo da cava esteja
aproximadamente no mesmo nível previsto para fundos das valas;
c) Retirar os materiais soltos no fundo da cava e cobrir o fundo com cerca de 0,05m de brita;
d) Encher a cava com água até a profundidade de 0,30m do fundo e manter esta altura pelo
menos 4h, completando com água na medida em que desce o nível. Este período deve ser
prolongado para 12h ou mais se o solo for argiloso. Esta é a etapa preliminar para
saturação do solo.
e) Se toda a água inicialmente colocada infiltrar no solo dentro de 10 min., pode-se começar
o ensaio no solo imediatamente.
f) Exceto para solo arenoso, o ensaio de percolação não deve ser feito 30 horas após o início
da etapa de saturação do solo;
g) Determinar a taxa de percolação como a seguir:

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- Colocar 0,15m de água na cava acima da brita, cuidado para que durante todo o ensaio não seja
permitido que o nível de água supere 0,15m;
- Imediatamente após o enchimento, determinar o abaixamento do nível d’água na cava a cada 30
min (queda do nível) e, após cada determinação, colocar mais água para retornar ao nível de
0,15m;
- O ensaio deve prosseguir até que se obtenha diferença de rebaixamento dos níveis entre as duas
determinações sucessivas inferior a 0,015m, em pelo menos três medições necessariamente.
- No solo arenoso, quando a água colocada se infiltra no período inferior a 30 min, o intervalo
entre as leituras deve ser reduzido para 10 min, durante 1 hora, assim sendo, nesse caso, o valor
da queda a ser utilizado é aquele da última leitura.

h) Calcular a taxa de percolação para cada cava escavada, a partir dos valores apurados,
dividindo-se o intervalo de tempo entre determinações pelo rebaixamento lido na última
determinação.
Por exemplo: se o intervalo utilizado é de 30min e o desnível apurado é de 0,03m, tem-se a
taxa de percolação de 30/0,03 = 1000 min/m.

i) O valor médio da taxa de percolação da área é obtido calculando-se a média aritmética


dos valores das cavas.
j) O valor real a ser utilizado no calculo da área necessária da vala de infiltração deve ser o
especificado na Tabela 10.15;
k) Obtém-se o valor da área total necessária para área de infiltração dividindo-se o volume
total diário estimado de esgoto (m3/dia) pela taxa máxima de aplicação diária.

Para os sumidouros o valor final da taxa de percolação deve ser obtido fazendo a média
ponderada destes valores. Quando é feito o ensaio sobre várias camadas, o resultado de cada cava
é obtido como segue:

K média = Σ ( Ki x Hi) / Σ (Hi)

Onde:

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Ki e Hi são, respectivamente, as taxas e alturas das camadas onde foram realizados os ensaios.

Tabela 10.15 – Conversão de valores de taxa de percolação em taxa de aplicação superficial (1)

Taxa de percolação - K Taxa de aplicação


(min/m) Diária - k
(m3/m2 x d)
40 ou menos 0,20
80 0,14
120 0,12
160 0,10
200 0,09
400 0,065
600 0,053
1200 0,037
1400 0,032
2400 0,024
Fonte: Tabela extraída da NBR 13969/97

10.9 – CAIXA SEPARADORA DE ÓLEO

É obrigatório o uso da caixa separadora de óleo nos postos de serviço de lavagem e lubrificação de
veículos, assim como garagens, oficinas ou instalações que manipulem graxa ou gasolina.

Os esgotamentos das águas de lavagem dos pisos das garagens e oficinas, as águas de tanques de
lavagem de peças e assemelhados, deverão passar em caixas separadoras de óleo, conforme
Figura 10.19, para então seguir para a rede de esgoto pluvial.

Na caixa de depósito de óleo, a canalização do óleo deverá ser ligada a um depósito que poderá
ser subterrâneo, com capacidade mínima para 200 litros com fácil inspeção e limpeza.

O material utilizado para inspeção das caixas separadoras pode ser feito de ferro fundido, de
concreto ou alvenaria de tijolos, revestidos internamente com argamassa de cimento e areia.

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11. DRENAGEM PLUVIAL

O estudo da precipitação pluvial visa obter dados para o projeto de meios de coleta e condução
das águas de chuva o mais rapidamente possível aos cursos d’água, lagos ou oceano, com o
objetivo de evitar inundações em edificações, logradouros públicos ou outras áreas. Esta
introdução de Macintyre [MACINTYRE, 1986 p.296] reproduz o pensamento da engenharia da
época.
Porém, com o passar dos anos e com os inúmeros problemas de inundações que afetam as
grandes cidades, esta prática de coletar e desaguar nas redes públicas têm sido repensadas pelos
engenheiros sanitaristas da atualidade. Além do problema das inundações, associam-se os
problemas da escassez da água e desperdício de água tratada.
Em consequência, muitos estudos têm avançado buscando proteger os mananciais, deter a água
das chuvas no momento das enxurradas e encaminhar para as redes públicas lentamente e sem
impacto. A indústria tem se dedicado à pesquisa de equipamentos econômicos, visando o uso
racional da água, lançando no mercado novos modelos e concepções de bacias sanitárias,
torneiras, chuveiros, etc. que poupam água evitando o desperdício. A ação deve ser conjunta
abrangendo projetistas, pesquisadores, governo, industriais, comerciantes e usuários, com o
objetivo único de recuperar e proteger nosso bem maior que é a água, fonte de vida e
perpetuação da humanidade no planeta.
Neste capítulo daremos seguimento, estudando como se coletam as águas da chuva, e os
procedimentos e equipamentos necessários à condução para a rede pública em residências
unifamiliares e pequenos prédios comerciais e residenciais, pois para estas construções, não há,
ainda, legislação específica para a detenção ou reaproveitamento de águas pluviais no município
de Porto Alegre.
Para grandes empreendimentos o DEP já tem suas exigências amparadas por lei, através da
construção de bacias de amortecimento (detenção), que coletam as águas pluviais conduzindo
lentamente para as redes públicas.
Com esta medida acredita-se que as inundações possam ser controladas ao longo do tempo, pois
existem gerações de novos prédios que dão movimento ao crescimento urbano. Estas novas

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gerações de edificações estarão preparadas para manter o equilíbrio do ciclo das águas, tornando
a cidade sustentável.

11.1 – COMPONENTES DO SISTEMA DE COLETA DE ÁGUAS PLUVIAIS

A captação das águas pluviais é feita através de calhas de cobertura ou de piso, tubos de queda
pluviais, caixas de inspeção e redes que conduzem as águas de chuva até a rede pública do DEP. A
Figura 11.1 mostra alguns dos componentes do sistema de drenagem pluvial em edificações.
Nos telhados empregam-se calhas, que podem ser de cobre, PVC rígido, chapa galvanizada, fibra
ou concreto. Em áreas de pátios e terraços, recorre-se a canaletas com ou sem grelha e ralos ou
caixas com grelhas para fazer a coleta das águas superficiais.

Os condutores verticais denominados TQPs (Tubos de Queda Pluviais), conduzem as águas


pluviais de telhados, terraços e áreas abertas até as caixas de inspeção no solo. A água da chuva
quando entra no TQP forma redemoinhos, que podem ser amenizados utilizando-se bocais do tipo
funil.

A Figura 11.2 detalha a CIPV – Caixa de Inspeção Pluvial com Tampa à Vista, que é utilizada em
áreas onde não se faz coleta superficial. Normalmente são utilizadas em áreas não pavimentadas.

A Figura 11.3 detalha a CAG – Caixa de Areia com Tampa de Grelha, que é utilizada para coletar as
águas de chuva que correm pelos pavimentos. É mais utilizada em áreas pavimentadas.

A Figura 11.4 detalha a última caixa da rede predial antes de ligar-se na rede pública. Esta caixa
possui um sifão que impede que o cheiro da rede pública invada as áreas da edificação, formando
um selo hídrico.
Todas as caixas executadas nas redes pluviais devem ter fundo rebaixado, denominado “fundo de
areia”, que tem como objetivo acumular as areias, e até mesmo lixos, provenientes das
enxurradas, evitando assim a entrada na rede pública. Por esta razão as tampas das caixas devem
ser facilmente removíveis para permitir a limpeza e desobstrução das redes internas.

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Conforme vimos no estudo do esgoto sanitário, a maioria das cidades brasileiras possui o sistema
separador absoluto, isto é, na rede pluvial não podem ser ligados esgotos cloacais, apenas as
águas de chuva.
Os condutores horizontais devem ser instalados com declividades que garantam o escoamento
adequado das águas. Normalmente são utilizadas as inclinações de 1% e 2%.

11.2 – CALCULO DAS ÁREAS DE CONTRIBUIÇÃO

O calculo das áreas de contribuição é dado pelas equações matemáticas das figuras geométricas
mostradas na Figura 11.5.

Os sistemas pluviais são dimensionados através das Intensidades Pluviométricas, Vazão, Áreas de
Contribuição e Declividades, seguindo a equação:

Equação da Vazão de Água:

Q=IxA
60

Onde:
I – Intensidade Pluviométrica (mm/h)
Q – Vazão de Água (l/min.)
i - Declividade de Tubos e Calhas
A – Área de Contribuição (m2).

A Intensidade Pluviométrica I é extraída da Tabela 11.1 que reproduz parte de uma tabela geral
sobre Chuvas Intensas no Brasil com duração 5 minutos. Ela apresenta os índices de intensidade
pluviométrica com períodos de retorno de 1ano, 5 anos e 25 anos.
Para o calculo dos índices pluviométricos de calhas e TQPs a Norma Técnica diz que é necessário
multiplicar o I (25 anos) pelo coeficiente de segurança 1,2. Para os coletores horizontais pega-se
diretamente o I (5 anos), conforme mostra a Tabela 11.2.

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TABELA 11.1 – Chuvas Intensas no Brasil (Duração 5 minutos).


I - Intensidade Pluviométrica (mm/h)
Local Período de Retorno (anos)
1 5 25
30 – Goiânia/ GO 120 178 192 (17)
31 – Guaramiranga / CE 114 126 152 (19)
32 – Irai / RS 120 198 228 (16)
33 - Jacarezinho / PR 115 122 146 (11)
34 – Juaretê / AM 192 240 288 (10)
35 – João Pessoa / PB 115 140 163 (23)
36 – Km 47 – Rodovia Presidente Dutra / RJ 122 164 174 (14)
37 – Lins / SP 96 122 137 (13)
38 – Maceió / AL 102 122 174
39 – Manaus / AM 138 180 198
40 – Natal / RN 113 120 143 (19)
41 – Nazaré / PE 118 134 155 (19)
42 – Niterói / RJ 130 183 250
43 – Nova Friburgo / RJ 120 124 156
44 – Olinda / PE 115 167 173 (20)
45 – Ouro Preto / MG 120 211 -
46 – Paracatu / MG 122 233 -
47 – Paranaguá / PR 127 186 191 (23)
48 – Paratins / AM 130 200 205 (13)
49 – Passa Quatro / MG 118 180 192 (10)
50 – Passo Fundo / RS 110 125 180
51 – Petrópolis / RJ 120 126 156
52 – Pinheiral / RJ 142 214 244
53 – Piracicaba / SP 119 122 151 (10)
54 – Ponta Grossa / PE 120 126 148
55 – Porto Alegre / RS 118 146 167 (21)
56 – Porto Velho / RO 130 167 184 (10)
57 – Quixeramobim / CE 115 121 126
58 – Resende / RJ 130 203 264
59 – Rio Branco / AC 126 139 (2) -
60 – Rio de Janeiro / RJ 122 156 174 (20)
Fonte: Tabela adaptada da NBR 10844/89

TABELA 11.2 – Índices Pluviométricos.


Indice Pluviométrico - I
Redes horizontais 5 anos
Calhas 25 anos x1,2
TQP 25 anos x 1,2
Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

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11.3 – DIMENSIONAMENTO DAS CALHAS

A Tabela 11.3 fornece as capacidades de calhas semicirculares, plásticas e de aço galvanizado,


usando coeficiente de rugosidade n = 0,011 para alguns valores de declividade. Os valores foram
calculados utilizando a fórmula de Manning-Strickler com lâmina de água igual à metade do
diâmetro interno.
Para utilização da tabela é necessário calcular as áreas de contribuição e as vazões através da
equação apresentada no item 11.1, e entrar na coluna da declividade escolhida.

Tabela 11.3 – Capacidade de Calhas Semicirculares com Coeficiente de Rugosidade n = 0,011 (Vazões em l/min)
Diâmetro Interno Declividades
(mm) 0,5% 1% 2%
100 130 183 256
125 236 333 466
150 384 541 757
200 829 1167 1634
Fonte: Tabela adaptada da NBR 10844/89

11.4 – DIMENSIONAMENTO DOS TUBOS DE QUEDA PLUVIAIS - TQPs

Os Tubos de Queda Pluviais são dimensionados a partir da Tabela 11.4, calculando-se as vazões a
partir da Equação da Vazão de Água, apresentada no item 11.1.

Tabela 11.4 – Capacidade de Condutores Verticais de Seção Circular (Vazões em l/min)


Q (l/min) TQP (mm)
≤ 200 75
> 200 e ≤ 400 100
> 400 150
Fonte: Tabela adaptada dos Ábacos da NBR 10844/89

Nota: O diâmetro mínimo de um TQP por Norma é DN 75mm.

11.5 – DIMENSIONAMENTO DOS CONDUTORES HORIZONTAIS – REDES NO SOLO


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Os Coletores Horizontais são dimensionados a partir da Tabela 11.5, calculando-se as vazões a


partir da Equação da Vazão de Água, apresentada no item 11.1.
Na Tabela 11.5 aparecem três colunas com diferentes índices de rugosidade “n” para diferentes
materiais. As declividades mais usuais são 1% e 2%.

Tabela.11.5 – Capacidade de Condutores Horizontais de Seção Circular (Vazões em l/min)

Diâmetro n=0,011 n=0,012 n=0,013


Interno Plástico e Aço Concreto Cerâmico
D (mm) 0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% 4%
100 204 287 405 575 187 264 372 527 173 243 343 486
150 602 847 1190 1690 552 777 1100 1550 509 717 1010 1430
200 1300 1820 2570 3650 1190 1670 2360 3350 1100 1540 2180 3040
250 2350 3310 4660 6620 2150 3030 4280 6070 1990 2800 3950 5600
300 3820 5380 7590 10800 3500 4930 6960 9870 3230 4550 6420 9110
Fonte: Tabela adaptada da NBR 10844/89

Nota: As vazões foram calculadas utilizando-se a fórmula de Manning-Strickler, com a altura de


lâmina de água igual a 2/3 D.

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Exercício:
Dimensionar as calhas, TQPs, coletores horizontais e profundidade das caixas de inspeção para a
planta apresentada na Figura 11.6, utilizando as tabelas que seguem. Adotar altura do telhado h =
3,00m.

Dimensionamento de Calhas
Área
Contribuição I Q i Ǿ
Calha
Telhado (mm/h) (l/min.) (%) (mm)
(m2)

Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

Dimensionamento de Tubos de Queda Pluviais


Área I Q Ǿ
TQP
(m2) (mm/h) (l/min.) (mm)

Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

Dimensionamento de Condutores Horizontais


Área TQP Área Área Σ
I Q i Ǿ
Caixa (m2) Terreno Anterior Áreas
(mm/h) (l/min.) (%) (mm)
(m2) (m2) (m2)

Fonte: Tabela de autoria do Eng. Gilson Paim Costa

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12. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA APROVAÇÃO DE PROJETO HIDROSSANITÁRIO NO DMAE

Documentos necessários conforme Decreto 12471/ 99:

01 copia da Declaração Municipal (DM), expedida pela SMOV;


ART de projeto do responsável técnico (01 copia + 01 original para conferência);
02 vias da Planta de Situação/ Localização Modelo DMAE, cópias heliográficas ou plotadas. Ver
Figuras 12.1, 12.2 e 12.3;
01 via do Memorial Descritivo das Instalações Hidrossanitárias a Executar, Modelo DMAE, que
encontra-se em anexo.

Após a liberação do projeto, apresentar mais duas vias da Planta de Situação e Localização Modelo
DMAE e 01 via do Memorial Descritivo das Instalações Hidrossanitárias a Executar;
O DMAE pode solicitar apresentação da Planta de Implantação, que deverá conter as redes de
abastecimento de água, esgoto sanitário, esgoto pluvial e dispositivos de tratamento, quando se
tratar de condomínios horizontais, conjuntos habitacionais e empreendimentos de grande vulto,
tais como shoppings, industrias e assemelhados.
Para prédios Comerciais e Edifícios Residenciais deverá ser apresentado o Memorial Descritivo de
PCI a Executar (Proteção Contra Incêndio) e sua respectiva ART.

182
120
VISTO DO DMAE

MEMORIAL DESCRITIVO DAS


INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS A EXECUTAR DATA:

A CARACTERISTICAS DA EDIFICAÇÃO
1 ENDEREÇO DO IMÓVEL 2 Nº EXPEDIENTE UNICO

4 Nº DE PAVIMENTOS
3 ATIVIDADE Nº DE ECONOMAIS Nº DE DORMITÓRIOS
ÁREA PRIVATIVA TOTAL

RESIDENCIAL NÃO RESIDENCIAL

COMERCIAL 5 COTA RESERVATÓRIO SUPERIOR

OUTRAS

B INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS
1 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO 2 MATERIAL ESPECIFICADO
L E G I S L A Ç Ã O
FRIA
ÁGUA

Decreto nº 9369/88. Art. 16


NBR 5626/98 item 4
QUENTE
NBR 7198/93 item 5.7.9

3 LIGAÇÕES ÁGUA CLOACAL PLUVIAL OUTRAS LC 170/87. Art. 23.26,27,28 e 29


LC 423/98
DIÂMETRO (mm) Decreto nº 9369/88, alterado p/ Decreto
nº 12471/99, art. 17.18,19,20,21,49 e 53
Caderno de Encargo do DEP
QUANTIDADE

4 RESERVATÓRIOS Sim Não Decreto nº 9369/88, alterado pelo


INFERIOR (ES) Sim Não decreto nº 12471/99,
SUPERIOR (ES) Sim Não art. 23.24,25,27 e 42
PREVISÃO Sim Não

Decreto nº 9369/88, alterado pelo


5 PISCINAS Sim Não Decreto nº 12471/99, art. 45,46 e 47

6 INSTALAÇÕES ELEVATÓRIAS Sim Não LC 170/87, art. 29


ÁGUA Sim Não Decreto nº 9369/88, Título IV.
CLOACAL Sim Não Capitulo V
PLUVIAL Sim Não Caderno de Encargos do DEP

7 SISTEMA HIDRÁULICO DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO Sim Não LC 420/98, Título III, Capítulo IX
Decreto 9369/88, alterado pelo
Sim Não Decreto nº 12471/99, art. 27
RESERVA DE ÁGUA EM CONJUNTO COM A DE CONSUMO
Decreto nº 9369/88, alterado pelo
8 CAIXA RETENTORA DE GORDURA Sim Não Decreto nº 12471/99, art. 54
Decreto nº 9369/88, alterado pelo
9 TANQUE SÉPTICO E TRATAMENTO COMPLEMENTAR Sim Não

Decreto nº 9369/88, alterado pelo


10 CAIXA SEPARADORA DE ÓLEO E LAMA Sim Não

Decreto nº 9369/88, alterado pelo


11 DISPOSITIVO DE ABSORÇÃO DE ESGOTO NO SOLO Sim Não

12 OBSERVAÇÕES NO VERSO Sim Não

C PROPRIETÁRIO
1 NOME

2 ENDEREÇO ASSINATURA

D RESPONSÁVEL TÉCNICO
ESTOU CIENTE DE QUE AS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS DEVEM OBEDECER AO SISTEMA SEPARADOR ABSOLUTO.
CONFORME ART. 25 DA LC Nº 170/87, BEM COMO TODA LEGISLAÇÃO MUNICIPAL E NORMAS TÉNICAS ATINENTES A MATERIA.
1 NOME 3 TÍTULO 4 CREAO

2 ENDEREÇO ASSINATURA

Nota: Para preenchimento deste formuário


observar as orientações no verso.
Porto Alegre, de de
ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO
SUB-ITEM A3 - Indique o nº de economias, quantidade de dormitórios total do Imóvel a área privativa total de uso não residencial.

ITEM-A SUB-ITEM A4 - Indique o nº de pavimentos do imóvel, incluindo a cobertura e/ou terraço.

SUB-ITEM A5 - Indique o cota do reservatório superior em relação ao nivel médio do logradouro onde se localiza a ligação de água.

SUB-ITEM B1 - Indique o sistema de distribuição utilizado: Distribuição Direta. Indireta ou Sistemas Misto.

SUB-ITEM B2 - Indique o material utilizado nas tubulações de água fria e quente.


ITEM-B

SUB-ITEM B3 - Indique os diâmetros e as quantidades de ligações de água, de esgoto cloacal e de esgoto pluvial. As colunas destinadas à

"outras"deve ser preenchida no caso de ligações a sarjeta a, arroios, e valos, etc.

SUB-ITEM B4 - B5 - B6 - B7 - B8 - B9 - B10 e B11 e B12 - Preencha com SIM ou NÃO e complete as informações no verso, no
espaço destinado a estor se hoverem.
SUB-ITEM B7 - B10 - Preencha com SIM ou NÃO

SUB-ITEM B4 - indique a capacidade, dimensões, o material a quantidade e localização dos resarvatórios:

SUB-ITEM B5 - indique a capacidade, o material, a quantidade e localização das piscinas, idenificando as economlas à (s) qual (is)
pertencem e/ou se for (em) de uso condominal:

SUB-ITEM B6 - indique as caracteristicas do (s) grupos (s) moto bomba (s) (Tipo. Vazão e altura manométrica):

SUB-ITEM B8 - indique a quantidade de pessoas e/ou cozinhas servidas, dimensões e volume da (s) caixa (s) retentora (s) de gortdura
especial e dimensões das demais caixas:

SUB-ITEM B9 - indique a quantidade, dimensões, volume útil e o nº de pessoas que contribuem para o Tanque (s) Séptico (s) e outro (s)
Disposítivo (s) de Tratamento Complementar:

SUB-ITEM B11 - indique o tipo, a quantidade, dimensões e volume útil do (s) Disposítivo (s) de Absorção de esgoto no solo:

SUB-ITEM B12 - Observações gerais:


Centro Estadual Tecnológico Parobé
Curso de Edificações – Instalações Hidráulicas

BIBLIOGRAFIA

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Comunicante, 1999.

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Foletto, Thaís Botezeli – Projeto de Instalações Hidráulicas com Medição Individualizada em


Edifícios Residenciais. Trabalho de conclusão de curso submetido ao curso de Engenharia Civil da
UFSM RS – Universidade de Santa Maria, 2008.

Creder, Hélio. Instalações Hidráulicas e Sanitárias, 2001.

Botelho, Manoel Henrique Campos e Ribeiro Jr., Geraldo de Andrade. Instalações Hidráulicas
Prediais Feitas Para Durar – Usando Tubos de PVC . PRO Editores, 1ª Edição, maio 1988.

IT 150 – Medição Individualizada de Água em Condomínios. Instrução de Trabalho do DMAE –


Departamento Municipal de Água e Esgotos da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Revisão 01
de julho 2009.

LC 284 - Lei Complementar n° 284 de 27.10.1992 - Código de Edificações de Porto Alegre

LC nº 423/98 – Ramal Predial

NBR 13969 - Tanques Sépticos – Unidades de Tratamento Complementar e Disposição Final dos
Efluentes Líquidos – Projeto, Construção e Operação. ABNT, setembro 1997.

MACINTYRE, Archibald Joseph – Instalações Hidráulicas Prediais e Industriais. Editora Guanabara


S. A. 2ª Edição, 1986

187121
Centro Estadual Tecnológico Parobé
Curso de Edificações – Instalações Hidráulicas

Manual Técnico da Tigre – Orientações Técnicas sobre Instalações Hidráulicas Prediais/ Tigre S.A.
3ª Edição, Joinville, outubro de 2008.

NBR 5626-09/98 – Instalação Predial de Água Fria. Setembro 1998.

NBR 7198-09/93 - Instalações Prediais de Água Quente. Setembro de 1993.

NBR 7229/93 - Disposição Final dos Efluentes Líquidos – Projeto, Construção e Operação.
Setembro de 1993.

NBR 8160–09/99 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário – Projeto e Execução. Setembro de 1999.

NBR 10844/89 – Instalações Prediais de Águas Pluviais. Dezembro de 1989.

NBR 13969-09/97 – Tanques Sépticos – Unidades de Tratamento Complementar e Disposição Final


dos Efluentes Líquidos – Projeto, Construção e Operação. Setembro de 1997.

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