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Importância e

conceituação de Grupo
 O ser humano é gregário, e só existe, ou subsiste, em função de seus inter-
relacionamentos grupais. Sempre, desde o nascimento, ele participa de
diferentes grupos, numa constante dialética entre a busca de sua
identidade individual e a necessidade de uma identidade grupal e social.
 Um conjunto de pessoas constitui um grupo---- um conjunto de grupos e
sua relação com os respectivos subgrupos se constitui em uma
comunidade ------ e um conjunto interativo das comunidades configura
uma sociedade.
família

vínculos grupais
De pares
diversificados.
escola

Grupo profissionais
religioso
 É muito vaga e imprecisa a definição do termo “grupo”, pois pode
designar conceituações muito dispersas, num amplo leque de acepções.
Assim, grupo tanto define, concretamente, um conjunto de três pessoas
(para muitos autores, uma relação bipessoal já configura um grupo), como
também uma família, uma turminha ou gangue de formação espontânea,
uma composição artificial de grupos como, por exemplo, o de uma classe
de escola, ou um grupo terapêutico; uma fila de ônibus; um auditório;
uma torcida num estádio; uma multidão reunida num comício, etc.
 o conjunto de pessoas que, compondo uma audiência, está sintonizado
num mesmo programa de televisão, ou pode abranger uma nação
unificada no simbolismo de um hino ou de uma bandeira, e assim por
diante.
entendemos um conjunto de pessoas que
Grandes
convivem partilhando de um mesmo espaço e
grupos
que guardam entre si uma certa valência de
inter-relacionamento e uma potenci- alidade
macrosso agrupame em virem a se constituir como um grupo
ciologia nto propriamente dito.
Coletivo
(serialidade)
Sartre

Pode-se dizer que a


passagem da condição de
Pequenos um agrupamento para um
GRUPO grupo consiste na
grupos
propriamen transformação de
microsso te dito “interesses comuns” para a
ciologia
de “interesses em comum”.
 uma metáfora possa mais claramente definir a importante diferença entre
o que é um conjunto (equivale a um agrupamento) e o que conceitua um
grupo. Imaginemos um conjunto de instrumentos musicais de uma
orquestra: enquanto os músicos estiverem antes do início do concerto,
isoladamente, afinando os seus respectivos instrumentos, eles não passam
de um mero conjunto, um agrupamento de instrumentos e músicos.
 A partir do momento em que o maestro começa a reger a orquestra,
cada músico, e cada instrumento, assume o seu lugar, papel, posição e
função e, principalmente, dialoga e interage com todos os demais,
compondo um grupo dinâmico, mais ou menos harmônico, conforme a
qualidade da regência.
REQUISITOS QUE CARACTERIZAM UM
GRUPO
O que, então, caracteriza um grupo propriamente dito? É quando o mesmo, quer seja de
natureza operativa ou terapêutica, vier preencher algumas condições básicas:
 Um grupo não é um mero somatório de indivíduos; pelo contrário, se constitui como
uma nova entidade, com leis e mecanismos próprios e específicos.
 Todos os integrantes de um grupo estão reunidos em torno de uma tarefa e de um
objetivo comum.
 O tamanho do grupo não pode exceder o limite que ponha em risco a indispensável
preservação da comunicação, tanto a visual como a auditiva, a verbal e a conceitual.
 Deve haver a instituição de um enquadre (setting) e o cumprimento das combinações
nele feitas. Assim, além de ter os objetivos claramente definidos, o grupo deve levar em
conta uma estabilidade de espaço (local das reuniões), de tempo (horários, férias, etc.),
algumas regras e outras variáveis equivalentes que delimitam e normatizam a atividade
grupal proposta.
REQUISITOS QUE CARACTERIZAM UM
GRUPO
 Grupo é uma unidade que se manifesta como uma totalidade, de modo
que, tão importante como o fato de se organizar a serviço de seus
membros, é também a recíproca disso.
 Apesar de um grupo se configurar como uma nova entidade, como uma
identidade grupal genuína, é também indispensável que fiquem
claramente preservadas as identidades específicas de cada um dos
indivíduos componentes.
 É inerente à conceituação de grupo a existência entre os seus membros
de uma interação afetiva, a qual costuma ser de natureza múltipla e
variada
REQUISITOS QUE CARACTERIZAM UM
GRUPO
 Em todo grupo coexistem duas forças contraditórias permanentemente
em jogo: uma tendente à ̀ sua coesão, e a outra à sua desintegração. A
coesão do grupo está na proporção direta, em cada um e na totalidade
dos sentimentos de “pertinência” (é o “vestir a camiseta”, próprio de um
esprit de corps) e “pertencência” (o indivíduo se refere ao grupo como
sendo “o meu grupo...”, e implica no fato de cada pessoa do grupo ser
reconhecida pelos outros como um membro efetivo). Por outro lado, a
coesão grupal também depende de sua capacidade de perder
indivíduos e de absorver outros tantos, assim como de sua continuidade.

 É inevitável a formação de um campo grupal dinâmico, em que gravitam


fantasias, ansiedades, identificações, papéis, etc
O CAMPO GRUPAL

 é composto por múltiplos fenômenos e elementos do psiquismo e, como


se trata de uma estrutura, resulta que todos estes elementos, tanto os intra
como os intersubjetivos, estão articulados entre si, de modo que a
alteração de cada um vai repercutir sobre os demais, em uma constante
interação entre todos. Por outro lado, o campo grupal representa um
enorme potencial energético psíquico, tudo dependendo do vetor
resultante do embate entre as forças coesivas e as disrutivas. Também é
útil realçar que, embora ressalvando as óbvias diferenças, em sua
essência, as leis da dinâmica psicológica são as mesmas em todos os
grupos.
Aspectos presentes no campo grupal:
 O campo grupal que se forma em qualquer grupo se processa em dois
planos:

GRUPO DE
TRABALHO De SUPOSTOS
BÁSICOS

INTENSIONALIDADE CONSCIENTE
regido por desejos reprimidos, ansiedades e
integrantes voltados para o êxito da tarefa
defesas
proposta

Expectativa
Luta e fuga dependência messiânica
Aspectos presentes no campo grupal:

 Neste campo grupal sempre se processam fenômenos como os de resistência


e contra- resistência, transferência e contratransferência, actings, processos
identificatórios, etc.
 Uma permanente interação oscilatória entre o grupo de trabalho e o de
supostos básicos
 Uma presença permanente, manifesta, disfarçada ou oculta, de pulsões
libidinais, agressivas e narcisísticas — que se manifestam sob a forma de
necessidades,
desejos,
demandas,
inveja e seus derivados,
ideais, etc
Aspectos presentes no campo grupal:

 No campo grupal circulam ansiedades — as quais podem ser de


natureza persecutória,
depressiva,
confusional,
de aniquilamento,
engolfamento,
perda de amor ou castração —
que resultam tanto dos conflitos internos como podem emergir em função
das inevitáveis, e necessárias, frustrações impostas pela realidade externa.
Aspectos presentes no campo grupal:

 Para se opor essas ansiedades, cada um do grupo e esse como um todo


mobilizam mecanismos defensivos, que tanto podem ser os muito
primitivos (negação e controle onipotente, dissociação, projeção,
idealização, defesas maníacas, etc.) como também defesas mais
elaboradas (repressão, deslocamento, isolamento, formação reativa, etc.)

Um tipo de defesa que deve merecer uma atenção especial por parte do
coordenador do grupo é o que diz respeito às diversas formas de negação
de certas verdades penosas.
é uma parte do
Superego resultante da herdeiro direto do narcisismo, corresponde
introjeção, sem a uma perfeição de valores que o sujeito
conflitos, dos Ego Ego ideal imagina possuir mas que, na verdade, não
necessários valores auxiliar possui nem tem possibilidades futuras para
normativos e tal, mas baseia a sua vida nessa crença, o
delimitadores dos pais que o leva a um constante conflito com a
realidade exterior

corresponde ao que o sujeito


realmente é em contra- posição
ao que ele imagina se o sujeito fica prisioneiro
das expectativas ideais Ideal do
Ego real Ego
que os pais primitivos
inculcaram nele

é uma denominação que eu


é uma parte do sujeito que proponho para designar os
está projetada em uma aspectos que, desde dentro do
alter-Ego outra pessoa e que, contra-Ego self do sujeito, se organizam de
portanto, representa um forma patológica e agem contra
“duplo” seu as capacidades do próprio Ego
Aspectos presentes no campo grupal:

 Um outro aspecto de presença importante no campo grupal é o surgimento de um


jogo ativo de identificações, A comunicação, nas suas múltiplas formas de
apresentação, as verbais e as não-verbais, representa um aspecto de especial
importância na dinâmica do campo grupal.
 Igualmente, o desempenho de papéis, em especial os que adquirem uma característica
de repetição estereotipada — como, por exemplo, o de bode expiatório —, é uma
excelente fonte de observação e manejo por parte do coordenador do grupo.
 Cada vez mais está sendo valorizada a forma como os vínculos (de amor, ódio, conheci-
mento e reconhecimento), no campo grupal, manifestam-se e articulam-se entre si, seja
no plano intra, inter ou transpessoal. Da mesma maneira, há uma forte tendência em
trabalhar com as configurações vinculares, tal como elas aparecem nos casais, famílias,
grupos e instituições
Aspectos presentes no campo grupal:

 um fenômeno especifico e típico: a ressonância - a comunicação trazida


por um membro do grupo vai ressoar em um outro, o qual, por sua vez, vai
transmitir um significado afetivo equivalente.
 campo grupal se constitui como uma galeria de espelhos, onde cada um
pode refletir e ser refletido nos e pelos outros. •
 Um grupo coeso e bem constituído, por si só, tomado no sentido de uma
abstração, exerce uma importantíssima função, qual seja, a de ser um
continente das angústias e necessidades de cada um e de todos. Isso
adquire uma importância especial quando se trata de um grupo
composto por pessoas bastante regressivas.
 embora a ciência da dinâmica do campo grupal já tenha encontrado
plenamente a sua autêntica identidade, as suas leis e referenciais próprios
e exclusivos, porquanto ela continua muito presa aos conceitos que tomou
emprestado da psicanálise individual.
 Creio ser legítimo conjecturar que, indo além dos fatos, das fantasias e
dos conflitos, que podem ser percebidos sensorial e racionalmente,
também existe no campo grupal muitos aspectos que permanecem
ocultos, enigmáticos e secretos. À moda de uma con- jectura imaginativa,
cabe ousar dizer que também existe algo cercado de algum misté- rio,
que a nossa “vã psicologia ainda não explica”, mas que muitas vezes se
manifesta por melhoras inexplicáveis, ou outras coisas do gênero.
 Da mesma forma como, em termos de micropsicologia, foi enfatizada a
relação do indi- víduo com os diversos grupos com os quais convive, é
igualmente relevante destacar, em termos macroscópicos, a relação do
sujeito com a cultura na qual está inserido. Uma afirmativa inicial que me
parece importante é a de que o fator sociocultural somente altera o
modo de agir, mas não a natureza do reagir.
 mentos teóricos do campo grupal antes enumerados somente adquirem
um sentido de existência e de validade se encontrarem um eco de
reciprocidade no exercí- cio da técnica e prática grupal. Igualmente, a
técnica também não pode prescindir da teoria, de maneira que ambas
interagem e evoluem de forma conjugada e paralela. Pode-se afirmar
que a teoria sem a técnica vai resvalar para uma prática abstrata, com
uma intelectualização acadêmica, enquanto a técnica sem uma
fundamentação teórica corre o risco de não ser mais do que um agir
intuitivo ou passional.
 io fazermos uma distinção entre a simples emergência de fenômenos
grupais e aquilo que se constitui como um processo grupal terapêutico. A
primeira é de natureza ubíqua, pois os fenômenos se reproduzem em
todos os grupos, independentemente da finalidade de cada um deles,
enquanto o processo grupal necessita de um enquadre apropriado e é
específico dos grupos terapêuticos.
 O grupo com finalidade operativa ou terapêutica necessita de uma
coordenação para que a sua integração seja mantida. O coordenador
deve estar equipado com uma logística e uma técnica definidas, assim
como com recursos táticos e estratégicos. Ainda não há uma sólida e
unificada escola da teoria da dinâmica de grupos, sendo que a maioria
dos grupoterapeutas combina os conhecimentos sobre a dinâmica do
campo grupal com a de uma determinada escola psicoterapêutica de
tratamento individual, usualmente a de alguma corrente psicanalítica.
 A importância do “campo grupal” pode ser sintetizada nessas sábias
palavras de Osorio (1998): “Nesta já longa trajetória lidando com grupos,
terapêuticos ou não, fui adquirindo uma crescente convicção de que não
é na palavra e sim na atitude do terapeuta (ou coordenador de grupos)
que reside a essência de sua contribuição para o processo grupal. É
através da adequação de sua atitude que se estabelecerá o clima grupal
propício para que aqueles a quem se destina o grupo em questão
busquem os seus objetivos”