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Resumo Direito Penal – I


Primeira prova

Aula I
1.0 Noção: D.P é o ramo do direito público ( Estado detêm o magistério punitivo, escolhe os bens
jurídicos que protegerá de acordo com valores sociais). Assim determina certas ações ou omissões
para serem proibidas sob ameaça de pena. Um comportamento ilícito pode resultar em punição penal
e civil. Ex;. Lesão Corporal
Sanção Penal = Castigo (retribuição) Sanção Civil = penalidade (reparatória)

1.1 Estado e Direito Penal: na situação do crime, seja qual for, mesmo que por meio de terceiro, o Estado
é vítima, pois tem seu direito violado tanto quanto o cidadão atingido pelo litígio. Isto porque o Estado
perde legitimidade/é desacreditado cada vez que uma conduta estabelecida por ele não é cumprida. Por
isso diz-se que a pena é sempre paga ao Estado.

2.0 Pena: Perda de direito imposta pelo Estado devido a ato considerado ilícito penal.
Sanção Penal = Castigo (retribuição) Sanção Civil = penalidade (reparatória)
Punição ≠ Sanção

Direito Penal Direito Civil


Processo penal: Processo Civil:
descobrir a estabelecer a
verdade da verdade entre o
situação que foi alegado
Mais lento e Relação de fundo
zeloso patrimonial
Apenado: sob Penalizado: Sob a
sanção penal sanção civil
(retributivo) (penalidade)
(reparação)
Observação:
Um fato vinculado ao processo penal pode levar ao civil, o contrário não ocorre.

3.0 Funções da Pena:


3.1 Teorias Absolutas: Foram as primeiras teorias (kant). A função seria puramente retribuitiva, a
pena é puramente castigo. { fundamenta mal pelo mal a finalidade da pena não é só causar
sofrimento a alguém, seria irracional}
3.2 Teorias Relativas: A finalidade da pena seria prevenção: a) Geral: exemplo para sociedade
b) Especial: prevenção de reincidência (individuo).
3.3 Teorias Mistas: A pena seria tanto retribuitiva quanto preventiva.
3.4 Teorias Contemporâneas: Defende que a prevenção não pode ser comprovada no âmbito penal.
3.4.1 Teoria Agnóstica: Pena é apenas ato de poder do Estado par demonstrar sua força
(zaffaroni).
3.4.2 Teoria Funcionalista: Estado impõe penas para estabilização da norma e fortalecimento de sua
legitimidade. O direito penal “relegitima” o Estado.

3.5 Críticas: Tais teorias deixam sem resposta: a) Perversidade Estatal: o Estado sem opção faz as penas.
b) A pena se legitima por si só, últimos tempos + Estado Penal e – Estado social. c) Inoquização do
individuo inutilizar os condenados por um tempo.

Aula II

1.0 Direito Penal Objetivo e Subjetivo:


1.1 Obj:. Norma penal em si (escrita) divide-se em a) especial: normas fora do C.P; e b) comum:
normas dentro do C.P
1.2 Subj:. Direito de punir, de pleitear o cumprimento das regras. Cabe somente ao Estado.
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2.0 Direito Penal Processual e Material:


2.1 Material: é a prescrição de conduta, crimes e penas. É originariamente abstrata só se concretiza
quando se manifesta em processo.
2.2 Processual: através do processo permite aplicação da pena, é instrumento legitimo de resolução
do litígio. Permite aplicação das normas de direito material.
3.0 Direito Penal Comum e Especial:
3.1 Comum: Aplicado a todos em via de regra.
3.2 Especial: pena especifica para pessoas especificas com determinados órgão jurídicos específicos.
Ex: Dir. Penal Militar.

4.0 Ciências Penais:


4.1 Dogmática jurídico Penal: é estudo da norma para melhor aplicação, é legalista porque é
interpretação da Lei; negativo= - contato com a realidade/ positivo= + padrões cristalizados.
4.2 Criminologia: estudo sociológico sobre crime;estuda o crime como um fenômeno social, as
reações da sociedade a um comportamento. Crime não é fenômeno natural, é criado pelo
homem. Crime é aquilo que gera reprovação máxima (deve se tomar cuidado). Ilegalidade de
Tolerada: nem todo crime tipificado gera reprovação social e vice-versa.
4.3 Política Criminal: É a opção de criminalizar determinado comportamento ou não. Cabe ao
Estado decidir politicamente.
4.4 Ciências Auxiliares: auxiliam permitindo aplicação da lei penal Ex:. Medicina legal
Aula III

1.0 História do Direito Penal:


1.1 Antiguidade: primeiro ramo do direito a surgir. Começa com base na religião; Deus era
legitimado para legislar.
1.2 Dir.Romano: considera subjetividade do ato (intenção por de trás do ato) Estabelece
distinção entre crime pub e privado. O Estado passa ter função arbitra p/ assegurar
proporcionalidade, mas não era monopólio, as vezes o direito de punição era concedido a
vítima.
1.3 Evolução da atuação do Estado o Direito: Instituição da proporcionalidade e Extinção da
vingança
1.4 Direito Germânico: Baseava-se na vingança privada/de sangue; a família é da vitima é
legitimada para punir.A vingança foi afastada pela compensação podia-se pagar algo a
família ou prestar serviço.
1.5 Idade Moderna: Surgem as penitenciarias e as penas privativas de liberdade resultantes de
medidas processuais. Gravidade do crime e tempo de prisão não tem relação.Figuram
Estados Nacionais absolutistas, onde imputa mais o Estado do que o individuo. Isto
começa a mudar c/ o iluminismo.
1.6 Período humanizador: Beccaria. O crime é fato jurídico, só é crime o que esta rpevisto na
lei. Livre arbítrio só é delinqüente quem quer. Rompendo c/ Beccaria vem a escola Clássica
surge reserva legal- poder punitivo tem limites impostos por lei penal anterior. Pensa-se nos
substitutos penais.
1.7 Escola Positivista: Lombroso acredita que há criminosos natos. Faz nascer nova idéia de que
o crime não depende só do livre arbítrio.
1.8 Séc. XX:
1992-1945 Abusos do D.P (campos de concentração), pena seria insuficiente para
ressocialização=trabalho.
1960-1970 Fracasso sistema prisional penal, problemas c/ a ressocialização

Correntes que tentaram resolver este impasse: a) Lei e Ordem (direita): O Estado precisaria ser
mais temido; + penas,+fortes,+ restrição de direitos.{ não da resposta nenhuma} b) Criminologia
Crítica (Zaffaroni): deve se dar preferência as medidas reparatórias, tratamento social e
pisiologico. O direito seria p/ manter a ordem social vigente.

Anos 80 Idéia de igualdade e contra consumo. O Estado é mais liberal protegendo o individuo
antes do Estado.
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Dir. Penal Atual Expansão do D.P se deve: a) Tempos de Estados reguladores b) fenômeno
europeu redução do estado social frente ao penal e sensação de impunidade exigindo mais
severidade penal. (11 de setembro) .

Aula IV

1.0 Princípios Básicos do D.P:


1.1 Intervenção Mínima: Só se reprova e condena pela proteção de bem jurídico realmente
importante, o D.P é muito severo e de graves conseqüências, só pode ser usado como
ultimo recurso. Nem todos os comportamentos que geram reprovação social devem ser
reprovados pelo D.P.
1.2 Fragmentariedade e da Subsidiariedade: a) fragmentariedade: o D.P não consegue atuar
em todas as disposições do Dir. pode atuar apenas em algumas condutas, agindo de forma
fragmentada e seletiva. b) subsidiariedade: o D.P é o último dos recursos utilizados para a
justiça.
1.3 Lesividade: Os crimes penais devem ser de dano. O direito só pune conduta que apresente
efetiva lesão. a) Crime de Dano: comportamento=prova/resultado=lesão b) Crime de
Perigo: comportamento=prova/resultado=ameaça de lesão. Visa proibir a incriminação de
uma atitude interna, proibir a incriminação de uma conduta que não exceda o âmbito do
próprio autor e proibir a incriminação de condutas desviadas que não afetem qualquer
bem jurídico.
1.4 Humanidade: a força punitiva deve respeitar a dignidade humana. Não admitindo as penas
cruéis. Está ligado à presunção da inocência. Visa a reintegração do sujeito na sociedade
através de penas mais brandas, evitando traumas excessivos.
1.5 Adequação Social: mesmo que haja conduta, em via de regra criminosa, se esta for
socialmente aceita e adequada não se aplica o D.P. Ex:. pode haver morte nas lutas de
boxe. Deduz-se que há condutas que por sua “adequação social” não podem ser
consideradas criminosas.
1.6 Reserva Legal: Só se Pune frente a Lei e previamente formulada. Costume não é fonte de
D.P. a) noção de irretroatividade para norma incriminar tem que ser anterior b) Lei deve
ser escrita, só pode ser evocado o que for claramente definido, não admitindo analogias.
c) Não se admite incriminações vagas, deve ser clara e precisa.
2.0 História do Direito Penal Brasileiro:
2.1 Direito Penal Indígena: Assistemático, desorganizado. Só comça com a chegada dos
Portugueses (Período Colônia).
2.2 Período Colonial: a) As ordenações Afonsianas e Manuelinas não chegaram a ser eficazes
por particularidade das colônias. As cartas dos donatários não eram padronizadas, os
poderes se confundiam. Regime Jurídico Despótico (Neofeudalismo luso-brasileiro).
Senhores independentes dotados de excessivos poderes de julgamento e administrativos,
sem nenhum nexo com a coroa Portuguesa. De modo Geral eram violentas e pouco
lógicas. Não havia código escrito. b) As Ordenações Filipinas é que tiveram real
importância (1603-1830): Trazida pela Espanha estabelece um Estado Inquisidor nos
moldes Espanhóis. Caracterizado por amplas e severas punições, penas cruéis e públicas
etc. Ainda sem codificação. c) Vinda da Família Real (1808) começa a mudar as coisas
rompendo com as ordenações com a Constituição de 1824 que determina criação de C.P
em 1830. Ainda havia pena de morte mas era menos utilizada. Tinha opção de pena de
multa.Era imperial liberal, escravocrata, tinha principio da reserva legal e pessoalização
da pena. d) 1890 Houve um novo código permeado por diversos problemas pois foi
anterior a Constituição da República. Vão acumulando-se diversas reformas pontuais até o
Código de 1940. e) Código Penal de 40 teve extinção da Lei de legitima defesa da honra.
f) 1964 engavetamento dos projetos e nunca houve de fato consolidação.
3.0 Lei Penal no Tempo: Sempre que entre o cometimento do crime e o fim da pena houver modificação
legal, haverá conflito, este se resolve observando:
3.1 Retroatividade da Lei MAIS Benigna {ART 2º CP} Consagra a princípio do “tempus
regit actum” – a lei penal não retroagirá (reserva legal), salvo para beneficiar o réu. A
regra, é que se aplique a lei do tempo em que o ato foi praticado, mas como já visto há
exceções para melhorar a situação do réu (extratividade). No conflito de leis penais no
tempo devem ser resolvidos pelas seguintes regras:
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a) novatio legis incriminadora – lei posterior incrimina fato que era lícito (cria novo delito)
– aplica-se a irretroatividade da lei penal;
b) abolitio criminis – lei posterior descriminaliza condutas, que passam a ser atípicas –
aplica-se a retroatividade da lei penal, pois beneficia o réu;
c) novatio legis in pejus – lei posterior torna mais grave determinado crime – aplica-se a
irretroatividade; d) novatio legis in mellius – lei posterior beneficia de algum modo o agente
– retroatividade da lei penal. Retroatividade da lei penal benéfica – a lei penal em regra não
pode retroagir, entretanto, é permitido que a lei penal mais benéfica para réu atinja fatos
anteriores à sua vigência.
Obs: LEI INTERMEDIÁRIA: é aquela que não estava vigente nem no tempo do fato delito
nem no momento da solução. Aplica-se majoritariamente a mais benéfica.
3.2 Constituem exceção a regra geral de irretroatividade da Lei Penal: Leis Excepcionais e Leis
Temporárias: Estas vão sempre ultragir. Serão sempre aplicadas aos casos que ocorrerem em sua
vigência, mesmo que não mais vigentes após o fato delito, caso contrario não haveria razão de
existirem. Entende-se que não são inconstitucionais por se tratar de Leis que seguem uma lógica
especifica não aplicável as outras leis.
a) Leis Excepcionais {ART.3º CP}: Vigente em decorrência de período excepcional dura o
tempo que durar o fato que a motivou. Ex: Estado de Guerra.
b) Leis Temporárias {ART.3º CP}: Nasce com tempo e vigência determinados.
3.2 Norma Penal em Branco: Lei que para gerar efeitos necessita de complemento normativo
fora do C.P comum e especial. Caso haja alteração na Lei complementar entende-se: a)
ignora-se a alteração, alegando não alterar a Lei de fato. b) Entende que se o
complemento não afetar de fato a Lei, ela não deve se modificar. Mas se s/ o
complemento não fizer sentido, se for a própria essência da Lei (Ex: entorpecentes), ela
deve ser considerada modificada em razão de seu complemento.
3.3 Tempo do Crime {ART.4º CP}: Existem três teorias que definem o tempo do Crime; a)
AÇÃO/ATIVIDADE: Seria o momento do ato delituoso. b) RESULTADO: Seria o
momento do resultado do crime c)UBIQUIDADE: Considera ambos, tanto faz , o tempo
do crime seria considerado pelo resultado ou pela ação. Nosso C.P adota a primeira, ou
seja, o momento em que é praticado o ato do delituoso é considerado o momento do
crime.
Obs:Crime Permanente/Continuado: aquele cuja consumação se prolonga no tempo. É
considerado tempo do crime quando cessa a atitude incriminatória. Ex:. Seqüestro c/ cárcere: é
no momento que cessa privação de liberdade que se verifica o tempo do crime para efeito de
práticas criminais.

Aula V)
1.0 Lei Penal no Espaço:
1.1 Princípios:
a) Territorialidade {ART.5º C.P}: Em território brasileiro ( inclue-se espaço aéreo e
marítimo) fundamentalmente aplica-se a Lei brasileira. Questão de Soberania do
Estado. Exceções: imunidade parlamentar e diplomática.
b) Personalidade/Nacional: O Estado teria o dever de agir em casos em que houvesse
envolvimento de Brasileiros, seja de forma passiva ou ativa, independente do território.
c) Real/Proteção a defesa: A lei brasileira seria aplicada de acordo com o bem jurídico
atingido. Se for interesse nacional/crucial do Estado, este poderia agir independente da
nacionalidade dos envolvidos. Ex: Crime de falsificação de moeda (Individuo pode ser
julgado pela justiça dos dois paises, c/ dir. a compensação de pena).
d) Representação da Bandeira: crimes cometidos dentro de embarcações brasileiras serão
julgados por nossa lei. Independente de território/nacionalidade dos envolvidos.
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e) Justiça universal: Substituiria o da territorialidade. Independe de onde, quem julga seria


o direito internacional.
2.0 Lugar do Crime {ART.6º C.P}: Aplica-se principio da UBIQUIDADE o local seria o do crime
ou do resultado, não importando se forem distintos. Se for no Brasil qualquer um dos dois,
aplica-se lei brasileira.
2.1 Extraterritorialiedade{ART7º C.P}: Hipóteses em que a Lei Brasileira se aplica mesmo fora do
território: a) Extraterritorialidade condicionada: devem estar presentes as características do § 2º(c/
todas as alíneas) e 3º do Art. 7º inciso II (a) entrar o agente no território nacional. b) ser o fato
punível também no país em que foi praticado e o crime deve ser punível em ambos os países; b)
Extraterritorialidade incondicionada: Onde a Lei é sempre aplicada independente de qualquer coisa. §
1º inciso I.