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O que realmente é o fascismo

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Lew Rockwell (SearchByAuthor.aspx?id=69&type=articles) quinta-feira, 12 0aio 2016

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Todo mundo sabe que o termo fascista é hoje pejorativo; um adjetivo frequentemente utilizado para se
descrever qualquer posição política da qual o orador não goste.  Não há ninguém no mundo atual propenso a
bater no peito e dizer "Sou um fascista; considero o fascismo um grande sistema econômico e social."

Porém, a rmo que, caso fossem honestos, a vasta maioria dos políticos, intelectuais e ativistas do mundo
atual teria de dizer exatamente isto a respeito de si mesmos.

O fascismo é o sistema de governo que opera em conluio com grandes empresas (as quais são favorecidas
economicamente pelo governo), que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia
subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de
toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos (como a liberdade de empreender em
qualquer mercado que queira) e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade.

Tente imaginar algum país cujo governo não siga nenhuma destas características acima.  Tal arranjo se
tornou tão corriqueiro, tão trivial, que praticamente deixou de ser notado pelas pessoas.  Praticamente
ninguém conhece este sistema pelo seu verdadeiro nome.

É verdade que o fascismo não possui um aparato teórico abrangente.  Ele não possui um teórico famoso e
in uente como Marx.  Mas isso não faz com que ele seja um sistema político, econômico e social menos
nítido e real.  O fascismo também prospera como sendo um estilo diferenciado de controle social e
econômico.  E ele é hoje uma ameaça ainda maior para a civilização do que o socialismo completo.  Suas
características estão tão arraigadas em nossas vidas — e já é assim há um bom tempo — que se tornaram
praticamente invisíveis para nós.

E se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso.  Assim como um
parasita suga seu hospedeiro, o fascismo impõe um estado tão enorme, pesado e violento sobre o livre
mercado, que o capital e a produtividade da economia são completamente exauridos.  O estado fascista é
como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando a morte lenta e dolorosa de uma
economia que outrora foi vibrante e dinâmica.

As origens do fascismo

A última vez em que as pessoas realmente se preocuparam com o fascismo foi durante a Segunda Guerra
Mundial.  Naquela época, dizia-se ser imperativo que todos lutassem contra este mal.  Os governos fascistas
foram derrotados pelos aliados, mas a loso a de governo que o fascismo representa não foi derrotada. 
Imediatamente após aquela guerra mundial, uma outra guerra começou, esta agora chamada de Guerra Fria,
a qual opôs o capitalismo ao comunismo.  O socialismo, já nesta época, passou a ser considerado uma forma
mais branda e suave de comunismo, tolerável e até mesmo louvável, mas desde que recorresse à democracia,
que é justamente o sistema que legaliza e legitima a contínua pilhagem da população.

Enquanto isso, praticamente todo o mundo havia esquecido que existem várias outras cores de socialismo, e
que nem todas elas são explicitamente de esquerda.  O fascismo é uma dessas cores.

Não há dúvidas quanto às origens do fascismo.  Ele está ligado à história da política italiana pós-Primeira
Guerra Mundial.  Em 1922, Benito Mussolini venceu uma eleição democrática e estabeleceu o fascismo como
sua loso a.  Mussolini havia sido membro do Partido Socialista Italiano.

Todos os maiores e mais importantes nomes do movimento fascista vieram dos socialistas.  O fascismo
representava uma ameaça aos socialistas simplesmente porque era uma forma mais atraente e cativante de se
aplicar no mundo real as principais teorias socialistas.  Exatamente por isso, os socialistas abandonaram seu
partido, atravessaram o parlamento e se juntaram em massa aos fascistas.

Foi também por isso que o próprio Mussolini usufruiu uma ampla e extremamente favorável cobertura na
imprensa durante mais de dez anos após o início de seu governo.  Ele era recorrentemente celebrado pelo The
New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu estilo de governo.  Ele foi louvado em
coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava na era da sociedade
planejada.  Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa americana desde o
nal da década de 1920 até meados da década de 1930.
Qual o principal elo entre o fascismo e o socialismo?  Ambos são etapas de um continuum que visa ao controle
econômico total, um continuum que começa com a intervenção no livre mercado, avança até a
arregimentação dos sindicatos e dos empresários, cria leis e regulamentações cada vez mais rígidas, marcha
rumo ao socialismo à medida que as intervenções econômicas vão se revelando desastrosas e, no nal,
termina em ditadura.

O que distingue a variedade fascista de intervencionismo é a sua recorrência à ideia de estabilidade para
justi car a ampliação do poder do estado.  Sob o fascismo, grandes empresários e poderosos sindicatos se
aliam entusiasticamente ao estado para obter proteção e estabilidade contra as utuações econômicas, isto é,
as expansões e contrações de determinados setores do mercado em decorrência das constantes alterações de
demanda por parte dos consumidores.  A crença é a de que o poder estatal pode suplantar a soberania do
consumidor e substituí-la pela soberania dos produtores e sindicalistas, mantendo ao mesmo tempo a maior
produtividade gerada pela divisão do trabalho.

Os adeptos do fascismo encontraram a perfeita justi cativa teórica para suas políticas na obra de John
Maynard Keynes.  Keynes alegava que a instabilidade do capitalismo advinha da liberdade que o sistema
garantia ao "espírito animal" dos investidores.  Ora guiados por rompantes de otimismo excessivo e ora
derrubados por arroubos de pessimismo irreversível, os investidores estariam continuamente alternando
entre gastos estimuladores e entesouramentos depressivos, fazendo com que a economia avançasse de
maneira intermitente, apresentando uma sequência de expansões e contrações.

Keynes propôs eliminar esta instabilidade por meio de um controle estatal mais rígido sobre a economia, com
o estado controlando os dois lados do mercado de capitais.  De um lado, um banco central com o poder de
in acionar a oferta monetária por meio da expansão do crédito iria determinar a oferta de capital para
nanciamento e estipular seu preço, e, do outro, uma ativa política scal e regulatória iria socializar os
investimentos deste capital.

Em uma carta aberta ao presidente Franklin Delano Roosevelt, publicado no The New York Times em 31 de
dezembro de 1933, Keynes aconselhava seu plano:

Na área da política doméstica, coloco em primeiro plano um grande volume de gastos sob os
auspícios do governo.  Em segundo lugar, coloco a necessidade de se manter um crédito
abundante e barato. ... Com estas sugestões . . . posso apenas esperar com grande con ança por
um resultado exitoso.  Imagine o quanto isto signi caria não apenas para a prosperidade material
dos Estados Unidos e de todo o mundo, mas também em termos de conforto para a mente dos
homens em decorrência de uma restauração de sua fé na sensatez e no poder do governo. (John
Maynard Keynes, "An Open Letter to President Roosevelt," New York Times, December 31, 1933
in ed. Herman Krooss, Documentary History of Banking and Currency in the United States, Vol. 4
(New York: McGraw Hill, 1969), p. 2788.)

Keynes se mostrou ainda mais entusiasmado com a difusão de suas ideias na Alemanha.  No prefácio da
edição alemã da Teoria Geral, publicada em 1936, Keynes escreveu:

A teoria da produção agregada, que é o que este livro tenciona oferecer, pode ser adaptada às
condições de um estado totalitário com muito mais facilidade do que a teoria da produção e da
distribuição sob um regime de livre concorrência e laissez-faire. (John Maynard Keynes,
"Prefácio" da edição alemã de 1936 da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, traduzido e
reproduzido in James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: Ralph Myles, 1971), pp.
203?05.)

Controle estatal do dinheiro, do crédito, do sistema bancário e dos investimentos é a base exata de uma
política fascista.  Historicamente, a expansão do controle estatal sob o fascismo seguiu um padrão previsível. 
O endividamento e a in ação monetária pagaram pelos gastos estatais.  A resultante expansão do crédito
levou a um ciclo de expansão e recessão econômica.  O colapso nanceiro gerado pela recessão resultou na
socialização dos investimentos e em regulamentações mais estritas sobre o sistema bancário, ambos os quais
permitiram mais in ação monetária, mais expansão do crédito, mais endividamento e mais gastos.  O
subsequente declínio no poder de compra do dinheiro justi cou um controle de preços e salários, o qual se
tornou o ponto central do controle estatal generalizado.  Em alguns casos, tudo isso aconteceu rapidamente;
em outros, o processo se deu de maneira mais lenta.  Porém, em todos os casos, o fascismo sempre seguiu
este caminho e sempre descambou no total planejamento centralizado.
Na Itália, local de nascimento do fascismo, a esquerda percebeu que sua agenda anticapitalista poderia ser
alcançada com muito mais sucesso dentro do arcabouço de um estado autoritário e planejador.  Keynes teve
um papel-chave ao fornecer uma argumentação pseudo-cientí ca contra o laissez-faire do velho mundo e
em prol de uma nova apreciação da sociedade planejada.  Keynes não era um socialista da velha guarda. 
Como ele próprio admitiu na introdução da edição nazista da Teoria Geral, o nacional-socialismo era muito
mais favorável às suas ideias do que uma economia de mercado.

Características

Examinando a história da ascensão do fascismo, John T. Flynn, em seu magistral livro As We Go Marching
(http://mises.org/resources/2972/As-We-Go-Marching), de 1944, escreveu:

Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre


homens da extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação.  Mas a explicação para
este fenômeno aparentemente contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a
esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais regulamentação.  As motivações, os argumentos,
e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um mesmo objetivo, a saber: o
sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle teria de
ser exercido pelos grupos produtores.

Flynn escreveu que a direita e a esquerda discordavam apenas quanto a quem seria este 'grupo de
produtores'.  A esquerda celebrava os trabalhadores como sendo os produtores.  Já a direita a rmava que os
produtores eram os grandes grupos empresariais.  A solução política de meio-termo — a qual prossegue até
hoje, e cada vez mais forte — foi cartelizar ambos.

Sob o fascismo, o governo se torna o instrumento de cartelização tanto dos trabalhadores (desde que
sindicalizados) quanto dos grandes proprietários de capital.   A concorrência entre trabalhadores e entre
grandes empresas é tida como algo destrutivo e sem sentido; as elites políticas determinam que os membros
destes grupos têm de atuar em conjunto e agir cooperativamente, sempre sob a supervisão do governo, de
modo a construírem uma poderosa nação.

Os fascistas sempre foram obcecados com a ideia de grandeza nacional.  Para eles, grandeza nacional não
consiste em uma nação cujas pessoas estão se tornando mais prósperas, com um padrão de vida mais alto e
de maior qualidade.  Não.  Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos
grandiosos, faz obras faraônicas, sedia grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de
transporte.

Em outras palavras, grandeza nacional não é a mesma coisa que a sua grandeza ou a grandeza da sua família
ou a grandeza da sua pro ssão ou do seu empreendimento.  Muito pelo contrário.  Você tem de ser tributado,
o valor do seu dinheiro tem de ser depreciado, sua privacidade tem de ser invadida e seu bem-estar tem de
ser diminuído para que este objetivo seja alcançado.  De acordo com esta visão, é o governo quem tem de nos
tornar grandes.

Tragicamente, tal programa possui uma chance de sucesso político muito maior do que a do antigo
socialismo.  O fascismo não estatiza a propriedade privada como faz o socialismo.  Isto signi ca que a
economia não entra em colapso quase que imediatamente.  Tampouco o fascismo impõe a igualdade de
renda.  Não se fala abertamente sobre a abolição do casamento e da família ou sobre a estatização das
crianças.  A religião não é proibida.

Sob o fascismo, a sociedade como a conhecemos é deixada intacta, embora tudo seja supervisionado por um
poderoso aparato estatal.  Ao passo que o socialismo tradicional defendia uma perspectiva globalista, o
fascismo é explicitamente nacionalista ou regionalista.  Ele abraça e exalta a ideia de estado-nação.

Quanto à burguesia, o fascismo não busca a sua expropriação.  Em vez disso, a classe média é agradada com
previdência social, educação gratuita, benefícios médicos e, é claro, com doses maciças de propaganda estatal
estimulando o orgulho nacional.

O fascismo utiliza o apoio conseguido democraticamente para fazer uma arregimentação nacional e, com
isso, controlar mais rigidamente a economia, impor a censura, cartelizar empresas e vários setores da
economia, escolher empresas vencedoras e privilegiá-las com subsídios, repreender dissidentes e controlar a
liberdade dos cidadãos.  Tudo isso exige um contínuo agigantamento do estado policial.

Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa.  Um partido de esquerda que defende
programas socialistas não tem di culdade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas.  Sua agenda
política sofre alterações ín mas, a principal delas sendo a sua maneira de fazer marketing.
O próprio Mussolini explicou seu princípio da seguinte maneira: "Tudo dentro do Estado, nada fora do
Estado, nada contra o Estado".  Ele também disse: "O princípio básico da doutrina Fascista é sua concepção
do Estado, de sua essência, de suas funções e de seus objetivos.  Para o Fascismo, o Estado é absoluto;
indivíduos e grupos, relativos."

O futuro

Não consigo imaginar qual seria hoje uma prioridade maior do que uma séria e efetiva aliança anti-fascista. 
De certa maneira, ainda que muito desconcertada, uma resistência já está sendo formada.  Não se trata de
uma aliança formal.  Seus integrantes sequer sabem que fazem parte dela.  Tal aliança é formada por todos
aqueles que não toleram políticos e politicagens, que se recusam a obedecer leis fascistas convencionais, que
querem mais descentralização, que querem menos impostos, que querem poder importar bens sem ter de
pagar tarifas escorchantes, que protestam contra a in ação e seu criador, o Banco Central, que querem ter a
liberdade de se associar a quem quiserem e de comprar e vender de acordo com termos que eles próprios
decidirem, que querem empreender livremente, que insistem em educar seus lhos por conta própria. 
Principalmente, por aqueles investidores, poupadores e empreendedores que realmente tornam possível
qualquer crescimento econômico e por aqueles que resistem ao máximo a divulgar dados pessoais para o
governo e para o estado policial.

Tal aliança é também formada por milhões de pequenos e independentes empreendedores que estão
descobrindo que a ameaça número um à sua capacidade de servir aos outros por meio do mercado é
exatamente aquela instituição que alega ser nossa maior benfeitora: o governo.

Quantas pessoas podem ser classi cadas nesta categoria?  Mais do que imaginamos.  O movimento é
intelectual.  É cultural.  É tecnológico.  Ele vem de todas as classes, raças, países e pro ssões.  Não se trata de
um movimento meramente nacional; ele é genuinamente global.  Não mais podemos prever se os membros se
consideram de esquerda, de direita, independentes, libertários, anarquistas ou qualquer outra denominação. 
O movimento inclui pessoas tão diversas como pais adeptos do ensino domiciliar em pequenas cidades e pais
em áreas urbanas cujos lhos estão encarcerados por tempo indeterminado e sem nenhuma boa razão (senão
pelo fato de terem consumido substâncias não-aprovadas pelo estado).

E o que este movimento quer?  Nada mais e nada menos do que a doce liberdade.  Ele não está pedindo que a
liberdade seja concedida ou dada.  Ele apenas pede a liberdade que foi prometida pela própria vida, e que
existiria na ausência do estado leviatã que nos extorque, escraviza, intimida, ameaça, encarcera e mata.  Este
movimento não é efêmero.  Somos diariamente rodeados de evidências que demonstram que ele está
absolutamente correto em suas exigências.  A cada dia, torna-se cada vez mais óbvio que o estado não
contribui em absolutamente nada para o nosso bem-estar.  Ao contrário, ele maciçamente subtrai nosso
padrão de vida.

Nos anos 1930, os defensores do estado transbordavam de ideias grandiosas.  Eles possuíam teorias e
programas de governo que gozavam o apoio de vários intelectuais sérios.  Eles estavam emocionados e
excitados com o mundo que iriam criar.  Eles iriam abolir os ciclos econômicos, criar desenvolvimento social,
construir a classe média, curar todas as doenças, implantar a seguridade universal, acabar com a escassez e
fazer vários outros milagres.  O fascismo acreditava em si próprio.

Hoje o cenário é totalmente distinto.  O fascismo não possui nenhuma ideia nova, nenhum projeto grandioso
— nem mesmo seus partidários realmente acreditam que podem alcançar os objetivos almejados.  O mundo
criado pelo setor privado é tão mais útil e benevolente do que qualquer coisa que o estado já tenha feito, que
os próprios fascistas se tornaram desmoralizados e cientes de que sua agenda não possui nenhuma base
intelectual real.

É algo cada vez mais amplamente reconhecido que o estatismo não funciona e nem tem como funcionar.  O
estatismo é e continua sendo a maior mentira do milênio.  O estatismo nos dá o exato oposto daquilo que
promete.  Ele nos promete segurança, prosperidade e paz.  E o que ele nos dá é medo, pobreza, con itos,
guerra e morte.  Se queremos um futuro, teremos nós mesmos de construí-lo.  O estado fascista não pode nos
dar nada.  Ao contrário, ele pode apenas atrapalhar.

Por outro lado, também parece óbvio que o antigo romance dos liberais clássicos com a ideia de um estado
limitado já se esvaneceu.  É muito mais provável que os jovens de hoje abracem uma ideia que 50 anos atrás
era tida como inimaginável: a ideia de que a sociedade está em melhor situação sem a existência de qualquer
tipo de estado (/Article.aspx?id=1005).

Eu diria que a ascensão da teoria anarcocapitalista (/Subject.aspx?id=16)foi a mais dramática mudança


intelectual ocorrida em minha vida adulta.  Extinta está a ideia de que o estado pode se manter limitado
exclusivamente à função de vigilante noturno, mantendo-se como uma entidade pequena que irá se limitar a
apenas garantir direitos essenciais, adjudicar con itos, e proteger a liberdade.  Esta visão é calamitosamente
ingênua.  O vigia noturno é o sujeito que detém as armas, que possui o direito legal de utilizar de violência,
que controla todas as movimentações das pessoas, que possui um posto de comando no alto da torre e que
pode ver absolutamente tudo.  E quem vigia este vigia?  Quem limita seu poder?  Ninguém, e é exatamente
por isso que ele é a fonte dos maiores males da sociedade.  Nenhuma lei, nenhuma constituição bem
fundamentada, nenhuma eleição, nenhum contrato social irá limitar seu poder.

Com efeito, o vigia noturno adquiriu poderes totais.  É ele quem, como descreveu Flynn, "possui o poder de
promulgar qualquer lei ou tomar qualquer medida que lhe seja mais apropriada".  Enquanto o governo,
continua Flynn, "estiver investido do poder de fazer qualquer coisa sem nenhuma limitação prática às suas
ações, ele será um governo totalitário.  Ele possui o poder total".

Este é um ponto que não mais pode ser ignorado.  O vigia noturno tem de ser removido e seus poderes têm de
ser distribuídos entre toda a população, e esta tem de ser governada pelas mesmas forças que nos trazem
todas as bênçãos possibilitadas pelo mundo material.

No nal, esta é a escolha que temos de fazer: o estado total ou a liberdade total.  O meio termo é insustentável
no longo prazo.  Qual iremos escolher?  Se escolhermos o estado, continuaremos afundando cada vez mais, e
no nal iremos perder tudo aquilo que apreciamos enquanto civilização.  Se escolhermos a liberdade,
poderemos aproveitar todo o notório poder da cooperação humana, o que irá nos permitir continuar criando
um mundo melhor.

Na luta contra o fascismo, não há motivos para se desesperar.  Temos de continuar lutando sempre com a
total con ança de que o futuro será nosso, e não deles.

O mundo deles está se desmoronando.  O nosso está apenas começando a ser construído.  O mundo deles é
baseado em ideologias falidas.  O nosso é arraigado na verdade, na liberdade e na realidade.  O mundo deles
pode apenas olhar para o passado e ter nostalgias daqueles dias gloriosos.  O nosso olha para frente e
contempla todo o futuro que estamos construindo para nós mesmos.  O mundo deles se baseia no cadáver do
estado-nação.  O nosso se baseia na energia e na criatividade de todas as pessoas do mundo, unidas em torno
do grande e nobre projeto da criação de uma civilização próspera por meio da cooperação humana pací ca.

É verdade que eles possuem armas grandes e poderosas.  Mas armas grandes e poderosas nunca foram
garantia de vitória em guerras.  Já nós possuímos a única arma que é genuinamente imortal: a ideia certa.  E é
isso que nos levará à vitória.

Como disse (http://mises.org/th/chapter16.asp) Mises,

No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e crueldade,
não é páreo para um combate contra ideias.  No nal, a ideologia que obtiver o apoio da maioria
irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.  E então os vários oprimidos irão se
elevar em uma rebelião e destronar seus senhores.

_______________________________________________

Leia também:

Precisamos falar sobre o capitalismo de quadrilhas (/Article.aspx?id=2564)

O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido (/Article.aspx?id=2231)

Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários (/Article.aspx?id=2619)

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Quanto mais o keynesianismo fracassa, mais ele é ressuscitado sob novas promessas de prosperidade
(/Article.aspx?id=2238)

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autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do
website LewRockwell.com (http://www.lewrockwell.com/), e autor dos livros Speaking of Liberty
(/Article.aspx?id=46) e The Left, the Right, and the State (http://www.mises.org/store/Left-The-Right-
(SearchByAuthor.aspx? and-The-State-The-P550.aspx).
id=69&type=articles)

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comentários (179)

mauricio barbosa  27/06/2012 07:26

Exatamente!Mudanças só acontecem para a melhor ou para o pior quando a maioria abraça uma causa, cabe a nós
libertários conscientizar a massa oprimida e alienada que a liberdade é inegociável e que este estado policialesco e
assistencialista é insustentável a longo prazo,portanto é preciso desmonta-lo gradual ou imediatamente,para o bem
de todos.
RESPONDER

Pedro Ivo  28/06/2012 04:22

Você tem razão Mauricio Barbosa. Não apenas a liberdade é inegociável e "o único caminho", quanto a
conscientização disto e a criação de uma cultura, senso comum e ideologia da liberdade e do libertarismo é o
caminho incontornável. E neste sentido, de digerir as idéias e torná-las assimiláveis ao senso comum, Lew
Rockwell é o melhor autor libertário. E por esta razão, ca aqui uma crítica ao instituto: fazia 7 meses e 19
dias que um artigo de Rockwell não aparecia aqui. Precisamente porque ele é o autor + preparado em cimentar
um "senso comum libetário", ele não pode car tanto tempo longe das e-prateleiras brasilianas. Rockwell é o
autor que melhor nos municia a responder a esta 'marcha gramsciana' pela qual passamos (como bem pode
ser visto aqui (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1292) ). Eles nos fornece a mesma munição tática com
que os gramscianos utilizam para operacionalizar sua estratégia de tomada do poder via "cooptação das
consciências". Por esta razão Rockwell é indispensável, como autor, e + que tudo, como exemplo de
combatente a todos nós.

cumprimentos a todos.

RESPONDER
Juliano  27/06/2012 07:52

O Fascismo é um dos maiores enganos da história. A idéia de direita x esquerda cou tão popular que dispensa a
necessidade de pensar. Boa parte das pessoas nem discon a das brutais semelhanças entre esquerda radical
(comunismo) com a direita radical (fascismo). Parecem pólos opostos mas são irmão quase que gêmeos.\r
\r
Por outro lado, a idéia de ausência de Estado assusta. Logo imagina-se o poder dos mais fortes, Somália, Congo,
alguns territórios isolados no Brasil. É no medo da "terra sem lei" que o Estado se justi ca para a grande parte das
pessoas. A partir daí do momento que as pessoas se convencem de que ele é necessário, é só uma questão de discutir
seu tamanho. Naturalmente, ele só vai crescer até entrar em algum tipo de colapso.\r
\r
\r
\r
RESPONDER

Luis Almeida  27/06/2012 07:59

A Somália tem estado, e tem várias milícias que lutam contra esse estado. Não bastasse isso, os país foi
bombardeado durante anos pelas nações "desenvolvidas" e "civilizadas".

Quanto às áreas "sem estado" no Brasil, elas só existem e prosperam justamente por causa do estado
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=836). Ou seja, você está dizendo que a solução para o problema é
justamente aumentar o poder do causador do problema. Enquanto esta dissonância cognitiva não for
percebida, não haverá chances para a liberdade.
RESPONDER

Juliano  27/06/2012 09:45

Luis,\r
\r
Eu não a rmei que a situação da Somália ou de qualquer outro lugar é causado pela ausência de Estado.
Só disse que é exatamente isso que vem à cabeça da maioria das pessoas. A associação feita à ausência
de estado é exatamente a mesma feita à ausência de leis, coisa que ninguém defende. Em inglês ca
ainda mais legal: "No rulers doesn't mean no rules".\r
\r
Minha intenção não foi defender o Estado, foi explicitar que não é intuitivo pensar dessa forma. Como
citaram anteriormente, se o Estado controlasse o fornecimento de grãos, todos imaginariam que
morreríamos de fome sem o governo. Pior, não dá nem pra saber como seria o fornecimento por vias
privadas pois o monopólio desorganiza toda a cadeia produtiva. O medo do "pedia ser pior" alimenta o
Estado. \r
\r
Vejo a di culdade que é defender o m do licenciamento de taxis. Pra mim é tão óbvio que me irrita ter
de argumentar para convencer as pessoas do absurdo que é ter alguém com poder de dizer quantos
taxis existem na cidade (em Curitiba, o número não muda há 30 anos). Ainda assim, as pessoas acham
normal que haja regulamentação pois, caso o contrário, não haveriam taxistas ou todos teríamos que
andar em carros absolutamente sem condições. Ou ainda aparece o argumento: já que os que estão aí
pagaram um monte pra ter esse direito, é justo que os outros também paguem. Essa é a lei.\r
\r
Certa vez procurei pelos argumentos pró-escravidão que eram usados na época que o assunto estava
em voga. Mais ou menos assim:\r
- A escravidão pode até ser ruim, mas sem ter alguém que lhes dê comida, todos os escravos morrerão
de fome.\r
- Acabar com a escravidão signi ca acabar com a agricultura. Será impossível competir com os outros
países que ainda têm escravos\r
- E quem vai colher? Quem vai plantar?\r
- A escravidão faz parte da história de todas as civilização. Mostre um exemplo de país que não tenha
tido escravos.\r
- Se os escravos forem libertos haverá caos. Eles vão querer se vingar dos brancos e não haverá todos
entraremos em guerra. (Eles ainda tinham o Haiti como exemplo desse problema).\r
- Vc não vê os brancos pobres? Eles estão em pior situação que os escravos.\r
\r
Alguma semelhança com os argumentos pró estado? Pior, eles faziam sentido super cialmente. Pensar
em uma sociedade sem escravos era muito difícil, envolvia riscos. A liberdade exige coragem.
RESPONDER

sergio tiago  28/06/2012 23:19

O estado deve existir mas o povo deve ser o parlamento e os administradores devem
obedecerem as nossas leis e responder pelos seus crimes como qualquer um
RESPONDER

Andre Cavalcante  29/06/2012 07:26

kkkk,

Você descreveu exatamente como funciona (ou não!) hoje. Não sei se é uma boa
continuar com essa de existir o estado e o "povo" ser o parlamento...

Abraços
RESPONDER

Elias Junior  30/12/2013 18:54

Andre Cavalcante, suas palvras me lembrou de 'Coriolano', de Shakespeare se nao


viu vale a pena ler sobre, ele retrata o "perigo do povo ser o parlamento" é
engraçado mas a peça conecta tudo que esta sendo dito aqui, incluindo o governo
controlando o trigo e manipulando a massa "parlamentar" para executar suas
vontatdes, vejo que isto ocorre atualmente onde o governo ver a "voz do povo"
como sendo a sua".
RESPONDER

Sergio  11/04/2013 17:29

Basta ver as favelas das cidades brasileiras .A ausência de Estado não levou
a um anarco capitalismo ,mas,pelo contrário ,a grupos de poder,
verdadeiros barões ladrões que tiranizam toda a comunidade.Quem diz é
um libertário :Lobão,que frequenta favelas há muitos anos e a muito
percebeu que os chefes do trá co agem como verdadeiros
burgueses,usando roupas e jóias caras ,carros e motos importadas e imitam
os ricos que eles veem na Gatonet.
RESPONDER

Mauro  11/04/2013 17:46

O problema das favelas do Rio é o excesso de estado.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=635
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=635)
RESPONDER

Fabio Bastos  20/08/2013 11:14

Juliano
Só me permita discordar quando você escreve "direita radical
(fascismo)". Na verdade o Fascismo ou Nazismo na Alemanha
eram socialistas e não "direita radical". A diferença é que na
União Soviética o Estado se apropriou de todos os meios de
produção mas no Fascismo a propriedade privada foi mantida
mas com o total controle do Estado.

Não esqueça que os Nazistas tinham a palavra "Socialista" no


nome do partido.
RESPONDER
anônimo  22/05/2016 19:40

Nao ``socialismo`` largado, solto.


Mas, sim, Nacional socialista.
RESPONDER

João Neves  12/05/2016 14:10

Fascismo não é de Direita nem pelo Espectro Político e


nem pelo Diagrama de Nolan.

Na melhor das hipóteses é Terceira-Via, assim como a


Social-Democracia.
RESPONDER

Denilton  29/05/2016 16:54

Nolan montou o Diagrama pós-


Nazifascismo,anacrônia básica.

A lógica é simples.

Para o Socialitas, todos são iguais.


Para os Nazistas, todos são diferentes, inclusive
chegaram ao cúmulo da hirarquia estabelecendo uma
raça superior e subordinando outra.
RESPONDER

Isis  29/05/2016 21:25

"Para o Socialitas, todos são iguais."

Menos os burocratas do partidão e os


homossexuais, é claro.

liberzone.com.br/o-amor-nao-e-vermelho/
RESPONDER

Gustavo Hernandez  29/05/2016 21:32

Tanto socialistas como nacional-socialistas possuem um men


Proletários e Arianos x Judeus.

Então não, socialistas não vêem "todos como iguais".


RESPONDER

Andre Cavalcante  27/06/2012 07:55

Olá a todos,

Meus comentários:

1. Não sei se é por causa do trabalho do tradutor, mas parece que estamos lendo um artigo feito por um brasileiro em
relação ao Brasil!

2. Dúvida: qual é a diferença entre Socialismo e Comunismo? Por que o socialismo passou a ser bem visto e o
comunismo não?

3. Esta frase: "Examinando a histórica da ascensão do fascismo", não seria; Examinando a história da ascensão do
fascismo ou Examinando a histórica ascensão do fascismo?

4. Desta frase: "O mundo deles se baseia no cadáver do estado-nação", entendi perfeitamente o contexto, somente
acho que o anarco-capitalismo, se um dia vingar, será exatamente sobre o "cadáver do estado-nação".

Abraços
RESPONDER

Leandro  27/06/2012 08:08

Prezado André,

1) Não é que o artigo pareça ter sido escrito para o Brasil. A questão é que governos operam identicamente em
qualquer lugar do mundo. O que varia é apenas o grau de explicitude com que eles implementam seus
totalitarismos. Uns o fazem mais abertamente e mais velozmente ao passo que outros optam pela vaselina

2) O comunismo foi mais estabanado que o socialismo. O comunismo quis sair expropriando tudo e a todos de
uma só vez, o que gera revoltas. Já o socialismo faz isso de maneira mais calma e esperta, o que até garante
apoios. Em vez da expropriação direta, opta-se por impostos progressivos e regulamentações crescentes sobre
o uso da propriedade.

3) Corrigido. Obrigado!

Abraços!
RESPONDER
Rhyan  27/06/2012 15:59

Os esquerdistas se revoltam quando sitam o "comunismo" como sinônimo do socialismo. Comunismo


seria uma sociedade sem estado e classes sociais, segundo eles.

Eles estão certos? Ou o signi cado realmente mudou?


RESPONDER

O MESMO de SEMPRE  14/07/2016 15:35

O Socialismo precedeu o comunismo como reivindicação prática.

A ideia de Comunismo pode ser atribuida a Tomas More em sua UTOPIA. T. More (ou Morus) explicou o
funcionamento do Comunismo ao descrever a sua Ilha Utopia. Foi uma tentativa de explicar
honestamente o seu ideal. Ideal este baseado um tanto em Platão e na moral cristã.

Karl Marx inspirou-se em T. More para inventar sua baboseira política como uma IDEOLOGIA
(promessas de ns redentores) como aglutinador politico.

Marx considerou os existentes socialistas como utópicos, por desejarem um governo altruísta tirando
dos ricos para dar aos pobres. Como a ciência estava na MODA, Marx resolveu chamar a sua efetiva
ideologia (redentora promessa de Comunismo num futuro sem data) de Socialismo Cientí co por estar
baseado em sua teoria da exploração e não nos alegados "bons sentimentos cristãos" do que chamou
de Socialismo utópico que precedeu o sistema de "Socialismo Cient5í co" como Ditadura do
Proletariado.

A tal Ditadura do Proletariado como Socialismo Cientí co, profetizado como inevitável por Marx,
estabeleceria o MILÊNIO SOCIALISTA após a rebelião apocaliptica do proletariado que, vendo-se cada
vez mais explorado, se rebelaria contra a burguesia.

Assim, através do Socialismo proposto por Marx como "cientí co", por pretensamente esta
fundamentado numa teoria cientí ca, o Estado iria criar a ABUNDÂNCIA ABSOLUTA.

SIM, abundância absoluta. SÓ ASSIM o tal COMUNISMO prometido por Karl Marx se estabeleceria
NORMALMENTE e o Estado se faria desnecessário e acabaria.

OU SEJA:

- Karl Marx ou qualquer outro que se diga COMUNISTA não tem a pretensão de implantar o
Comunismo (uma fantasia para empulhar imbecis), mas sim tem como objetivo implantar o tal de
"Socialismo Cientí co" pela tal "Ditadura do Proletariado".

Claro que essa promessa do MIL?NIO SOCIALISTA após o "apocalipse proletário" para então criar a
abundância absoluta que levará ao "PARAÍSO COMUNISTA" com um NOVO HOMEM altruísta e sem
ambição de "acumular tesouros na terra" e blá blá blá ...é um EMBUSTE politiquiro.

Se Thomas More explicou o funesto funcionamento de sua Utopia (muitos dela falam sem ter lido as
atrocidades propostas por More), o mesmo não se deu com Marx.
Marx ciente da estupidez de seu embuste ideológico NÃO EXPLICOU NADA SOBRE COISA ALGUMA de
sua proposta ideológica. Resumiu-se a apregoar um resultado fantasioso e verbalmente a rmou que
NÃO se fazia necessário explicar o funcionamento de seu socialismo porque a história se encarreagria
de implanta-lo e que seria maraviolhoso. Não cabendo perder tempo com explicação.

Ou seja, Marx e seus patrocinadores tinham plena consciência que tal ideologia Socialista que levaria ao
Comunismo era um EMBUSTE (Comunismo = onde tudo seria abundante e SÓ ENTÃO o Estado seria
dispensado. Até porque o ser humano já seria um NOVO HOMEM, todos verdadeiros "SÃO
FRANCISCOS").

Resumindo:
- Os ditos comunistas querem implantar o Socialismo "Cientí co" (na época estava na moda ser
cientí co).
- A ideia de que o Estado torna-se DONO de TODOS os MEIOS de PRODUÇÃO É SOCIALISMO Cientí co
ou ditadura do proletariado. No fantasioso Comunismo prometido para após o Socialismo nem mesmo
haverá Estado.

O besteirol marxista é um amontoado de a rmações casuisticas sem coerência alguma, algo


completamente desconexo. Bem ao contrario do que Mises a rmou como teoria lógica: não há lógica no
marxismo e sim falacias com base em a rmações dogmaticas que se contradizem como premissas.

vejamos:
Aos trabalhadores cabe todo o produto do trabalho. Segundo a teoria "cientí ca" de Marx que condena
a "exploração do homem pelo homem".

Porém é o próprio Marx que anui com a frase "de cada um segundo sua capacidade e à cada um
segundo sua necessidade". ...Ou seja, os mais capazes sendo EXPLORADOS pelos menos capazes ou
mais necessitados. PQP!!!

Assim, no tal comunismo haveria abundância promovida pelo Estado Socialista que se tornaria
desnecessário devido à abundância que produziu depois de TRANSFORMAR todos os humanos em
SANTOS: o "NOVO HOMEM" prometido pelo marxismo.

...e blá blá blá ... O marxismo foi e É um DELIBERADO EMBUSTE, um estelionato intelectual deliberado.
RESPONDER

Fabio MS  27/06/2012 09:08

"No longo prazo, até mesmo o mais tirânico dos governos, com toda a sua brutalidade e
crueldade, não é páreo para um combate contra ideias. No nal, a ideologia que obtiver o apoio
da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano. E então os vários
oprimidos irão se elevar em uma rebelião e destronar seus senhores."\r
\r
Nesse caso, a ideologia da maioria pode ser boa (o que acabará com a tirania), mas também
pode ser ruim (o que apenas subsitutirá um tirano por outro). \r
Não conheço o contexto dessa citação de Mises, contudo, a prevalecer a ideologia da maioria, a
possibilidade de uma forma de servidão ainda mais tirânica é sempre um fantasma à espreita.\r
Eis o ponto a que quero chegar: a citação, aliada ao teor de todo artigo, dá a entender que
sempre que a maioria se rebelar contra o atual tirano, necessariamente haverá algo melhor. \r
Depende da ideologia que essa maioria apóia, não? Se for uma maioria de libertários, como é a
intenção do autor, ótimo. Se não for, não parece assim tão certo que "os vários oprimidos irão
se elevar." A ideia certa, por certo, deveria prevalacer. Mas, em geral, não é isso que tem
acontecido ao longo da História.\r
Abraço.\r
RESPONDER

anônimo  27/06/2012 19:49

Seria bem-vinda uma convenção de nomenclatura para os austríacos brasileiros. Questões


como "o que é 'capitalismo'" são muito frequentes.
RESPONDER

Yochanan Ben Efraym  27/06/2012 08:31

Shalom U'Bracha (Paz e Benção)\r


\r
\r
Este texto é simplismente magistral. Vai direto ao cerne da questão.\r
\r
O agigantamento do estado está com os dias contados e isso é motivo de alegria.\r
\r
Parabéns pelo belo trabalho.
RESPONDER
Lucas  27/06/2012 08:38

Houve algum país em alguma época que foi livre? (ou seja, a vontade da maioria, na maior parte do tempo é
justamente ser bovinamente comandado!)
Como se defender ideologicamente de pessoas que simplesmente 'tem certeza' que sem governo a maioria dos seres
humanos seria formada por vagabundos e bandidos?
RESPONDER

mauricio barbosa  27/06/2012 09:09

Caro Lucas pergunte a elas se gostam de ler, se disserem que sim recomende este site sem mencionar rótulos do tipo
anarquista, anarcocapitalista etc e tal... diga apenas que os artigos são excelentes para re etir sobre
politica,economia,sociologia,en m um banho de cultura e esclarecimentos,pois agindo assim você aguçara a
curiosidade deles e caso contrário ignore-os pois(parafraseando nosso senhor Jesus Cristo)não jogueis pérolas aos
porcos.
RESPONDER

Ze  27/06/2012 09:23

"Mas armas grandes e poderosas nunca foram garantia de vitória em guerras. Já nós possuímos a única arma que é
genuinamente imortal: a ideia certa. E é isso que nos levará à vitória."

E é isso que desmonta a sua falsa dicotomia, de que as únicas opções possíveis são "o estado total ou a liberdade
total".

E, ironicamente, é justamente isso que responde às suas perguntas: "E quem vigia este vigia? Quem limita seu
poder?"

Um belo exemplo de solução para essa falsa dicotomia é a Suíça, onde todos os cidadãos possuem uma arma em casa.
Qual governante ousaria desa ar um povo assim?

P.S.: Se tem uma coisa que eu aprendi a odiar profundamente são essas falsas dicotomias...
RESPONDER

Luis Almeida  27/06/2012 09:36

Ou seja, se a previsão de uma teoria não se concretiza até ano que vem, então obviamente ela falsa. Se a Suíça
ainda mantém algumas liberdades civis -- não importa que em menos de dez anos elas tenham se erodido
fragorosamente --, então obviamente a teoria foi refutada.

E você ainda diz odiar dicotomias. Ou seja, você tem de odiar seu próprio comportamento.
RESPONDER

Ze  29/06/2012 11:31

Bacana... Em vez de esclarecer que não se trata de uma falsa dicotomia, você criou um espantalho e o
atacou.

Ou seja: a carapuça da falsa dicotomia foi aceita, mas você parece não se incomodar com ela.

Ok, então, co por aqui. Boa refutação de espantalhos pra você...


RESPONDER

Luis Almeida  29/06/2012 14:15

Como é que é?! Ora, quem criou a dicotomia foi justamente você. Eu apenas apontei a falsidade
desta dicotomia utilizando o exemplo de uma outro dicotomia tão falsa quanto. E você
aparentemente sequer se deu conta disso.

Sigo no aguardo da sua explicação de por que tal teoria é falsa. Sem fugas.
RESPONDER

Erick Skrabe  27/06/2012 09:27


Keynes na edição alemã do seu "Teoria Geral" já dizia que a teoria da Produção Agregada seria muito melhor
adaptável em regimes totalitários do que no livre mercado.

Já q todo mundo lê Keynes e acreditam nessa tal produção agregada.... advinha qual a brilhante conclusão que todo
mundo chega sobre a presença do estado da economia ?
RESPONDER

Fabio  27/06/2012 10:19

A bola está quicando aqui:

"Grandeza nacional ocorre quando o estado incorre em empreendimentos grandiosos, faz obras faraônicas, sedia
grandes eventos esportivos e planeja novos e dispendiosos sistemas de transporte."

Brasília, Copa do mundo e trem bala, respectivamente.

"Sob o fascismo, a divisão entre esquerda e direita se torna amorfa."

Lula com Sarneys, Collor, Maluf, Chavez, Fidel...

O artigo descreve o Brasil, e provavelmente outros países.


RESPONDER

Fernando Chiocca  27/06/2012 11:56

A bola não para de quicar:

"O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia
subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas,"

Na Folha de hoje (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1111254-governo-corta-juro-de-longo-prazo-e-


preve-compras-de-r-84-bi.shtml):

Em novo pacote de medidas para estimular a economia, o ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou nesta
quarta-feira que a União comprará neste ano R$ 6,6 bilhões a mais do que o previsto no Orçamento de 2012
em máquinas e equipamentos e bens produzidos no Brasil. No total, serão R$ 8,4 bilhões.

Segundo o ministro, a União comprará 8.000 caminhões, a um custo de R$ 2,2 bilhões, 3.000 patrulhas
agrícolas (com tratores e outros equipamentos), 3.500 retroescavadeiras e motoniveladoras, 50 perfuradoras
para poços em época de seca, 2.100 ambulâncias, 160 vagões de trens urbanos, 500 motocicletas, 40
blindados para o Ministério da Defesa, 30 veículos lançadores de mísseis, 8.700 ônibus escolares e cerca de R$
450 milhões em móveis escolares, entre outros.
RESPONDER

BSJ  27/06/2012 10:25

Leandro,
Se aqui no Brasil e em muitos países, tanto a Esquerda quanto a Direita defendem o Estado grande e interventor, o
que seria, segundo o Mises, "Direita" na verdade?
RESPONDER

Johnny Jonathan  27/06/2012 14:28

Não sei segundo Mises, mas bom, A Direita, em linhas gerais, tem um tendencia a tolerar (é diferente e
aceitar) a liberdade econômica mas não é tão tolerante com a liberdade civil. Já a esquerda é o oposto, tolera a
liberdade civil (repito, tolerar é diferente e aceitar) mas não tolera a liberdade econômica.

O mundo democrático faz com o a direita venda algumas liberdade civis em troca de algumas (ALGUMAS)
liberdade econômicas. A esquerda faz o inverso, vende algumas liberdades econômicas em troca de algumas
liberdade civis.

O problema é que ambas liberdade são fajutas per se, ou acabam se tornando fajutas: a esquerda diz ta
criando igualdade, mas defende cotas. A direita diz que é a favor da privatização, mas defende a regulação por
agências reguladoras. Ou seja, no m das contas o estado corrompeu as ideologias (assim como já fez com as
religiões um dia, e hoje faz com a ciência) o pragmatismo esta caminhando pra uma servidão a um sistema
fascista.

Crieo eu que a unica forma de de mudar a situação é um revolução cultural, digo, uma revolução sem armas
que conscientize as pessoas, mas do que elas instintivamente já fazem, de o quão ruim é a existência do
estado. Você pode ver que as pessoas não gostam de políticos, mas o problema é que elas focam muito na
corrupção (culpa da mídia), e pouco pra a natureza em si do estado.

Algumas libertários ainda o defendem achando com poem domesticar a fera, mas pra mim a questão é quem
vai ser o dono. Depois que os fundadores dos EUA morreram, ninguém consegui domar os EUA. (este que já
nasceu bem agressivo, feito pra matar com a ordem do dono).
Digo, eu até acredito que seja possível ter países como a Suíça, ou o Japão sem o estado gastador deles... mas
isso vem da cultura de cada nação... Pra mim a unica forma de mudar a direção do pragmatismo politico atual
é o radicalismo anarquista de liber mercado.
Digamos que numa negociação com os liberais (quando alcançarmos - e se - essa relevância) queiram 100%
de não-estado, a galera que não é libertária vai propor, msm que indiretamente, perto de 0%, logo pra
sairmos desse empasse, o pragmatismo levaria as pessoas e o estado e achar que quanto menos estado
melhor, o mudamos o rumo do progressismo atual.
Agora, pra mim, assumir uma postura logo de inicio cedendo a adversários a legitimidade do estado, faz com
que seja um batalha perdida.
As pessoas tendem, ao ver um duplo radicalismo, tentarem car em cima do muro. Ou seja, o "centro".

(só ver que, os neoconservadores cresceram a medida que o neo-ateísmo cresceu, e ambos são tratados como
fanáticos pelo resto da população, logo, não-louco seria car no meio termo, mas esse meio-termo é
favorável aos ateus.)

O importante é que a balança desse centro esteja favorável aos libertários, porque se não, iremos tão somente
falar com as paredes e seremos taxados só de fetichista das grandes empresas e burgueses e porcos
capitalistas.
RESPONDER

Renato  09/07/2012 09:12

Não é verdade. Esquerda, quando chega o momento, destrói as liberdades civis completamente.

Quanto à direita, segundo a de nição prática da própria esquerda, é tudo aquilo que se opõe ou poder
atrasar (conforme as considerações deles mesmos) o poder absoluto do estado totalitário mundial que
eles querem construir. Assim monarquistas foram direita, conservadores idem, liberais, libertários, e
todos os proponentes de um mercado mais livre. Os nazistas e fascistas eram ajudados (por baixo do
pano, mas nem tanto) pela esquerda mundial até o dia em que Hitler invadiu a URSS. Até esse dia, ele
parecia ser um perigo apenas para os regimes de mercado livre do ocidente. Depois disso, passaram a
ser inimigo (mas como pretendiam ser o novo uxo principal do estado mundial, eu os chamaria de
esquerda alternativa). Até Orwell foi direita quando denunciou metaforicamente os crimes e planos
criminosos do bolchevismo nos seus livros.

Nesse sentido, os militares brasileiros foram direita quando impediram a tomada imediata do poder
pelos comunistas in ltrados por Cuba. Mas foram esquerda quando entregaram todo o aparelho estatal
de educação e cultura nas mãos dos esquerdistas.

Uma outra de nição de direita, mais coerente, seria o contrário FILOSÓFICO da esquerda. Assim, se
esquerda é a busca por um estado totalitário intrusivo e sem limites, mundial, direita é defender o
império das leis, a maior descentralização, a lei natural contra a as leis da elite globalista, a liberdade
individual contra o totalitarismo, a responsabilidade pessoal contra a tutela do estado, a dignidade da
pessoa contra o coletivismo, a sensatez contra a idolatria de líderes (criminosos) a liberdade de religião
(ou falta dela) contra a religião estatal (ou suposta irreligião estatal), o estudo sensato da história
contra a falsi cação sistemática da história. Nesse quesito em particular, não há esquerdista que não
inveje os governantes soviéticos pelo poder que eles tinham de reescrever os livros de história, inclusive
alterando as fotogra as, conforme as últimas tendências da guerra de poder do partido.
Então eu de niria direita como a percepção das loucuras, incongruência e crimes do projeto esquerdista
(o super-totalitarismo) e oposição prática a isso.
RESPONDER

Johnny Jonathan  09/07/2012 12:51

Caro Arion, você leu meu comentário?

"O problema é que ambas liberdade são fajutas per se, ou acabam se tornando fajutas: a
esquerda DIZ ta criando igualdade, mas defende cotas. A direita DIZ que é a favor da
privatização, mas defende a regulação por agências reguladoras."

Eu falei o que eles defende, na pratica, você mesmo sabe: tanto a esquerda quanto a direita só
querem é mamar nas tetas do estado. A direita sempre defende uma coisa também, e SEMPRE
faz o contrário. Margaret Thatcher e Ronald Reagan são os exemplos mais famosos.

O Welfare State é uma esquerda cheia de liberdade civil. Logo, nem toda esquerda é comunista
totalitária. Aliás, anarquistas de esquerda são muita mais a favor a liberdade do que
conservadores...MUITO MAIS. A diferença é que eles são ignorantes econômicos, algo normal,
até "Nobeis" em economia são.

Já o Keynesianismo é uma direita que vai de contra a liberdade econômica (e tem um tendencia
a querer tirar as civis), por exemplo.
E nem venha me dizer que a esquerda é keynesiana, já dizia Rothbard:
"Há algo de bom em Marx: ele não era keynesiano".

Logo, assim como a esquerda assume às vezes o papel totalitário, a direita também assume,
logo, assim como bem fala esse texto, o fascismo também é de direita.

Fascismo e keynesianismo são duas faces da mesma moeda... com o keynesianismo TOLERANDO
(já disse, é diferente de aceitar) a liberdade civil.

Ou seja, no m não con o nem um pouco em conservadores quando eles dizem que vão
proteger a economia (ah vá), liberdade civil então.... muito menos. E nem na esquerda quando
diz que vai proteger as liberdades civis,... economia então, caremos todos igualmente pobres!

Esquerdista e conservadores adoram demonizar ambos os lados. Sugiro sempre se olharem no


espelho antes.

Você estar bastante confuso, porque ainda limita as posições politicas só entre direita e
esquerda, logo, Recomendo:
nolan.estudantespelaliberdade.com.br/questionario?locale=pt

Os adversário os libertários, são os autoritários. Se a esquerda ou a direita defender liberdade,


são nosso aliados, se não, inimigos. É simples.
RESPONDER

Edgar A. P.  17/01/2016 08:01

Belíssimo ver este site defendendo liberdade acima de tudo, mas há um paradoxo. Por
que os comentários serão exibidos após aprovação do moderador? Tenho liberdade de
escrever na caixa de texto vazia, mas minha expressão é regulada pelo moderador? Isso é
a liberdade pregada?
RESPONDER

Porta-Voz  17/01/2016 15:02

É muito simples: trata-se de uma questão de propriedade privada.


Pra começar, não existe isso de "liberdade de expressão na propriedade privada
alheia". Você tem liberdade de expressão utilizando a sua propriedade privada,
mas não utilizando a propriedade privada alheia. Para se expressar na propriedade
privada alheia, você tem de pedir permissão para o proprietário.

Outra coisa: você por acaso dorme com a porta da sua casa aberta? E por que não?
Porque você sabe que, se o zer, os baderneiros e arruaceiros invadirão sua
propriedade e a destruirão por completo.

Com um site funciona de maneira absolutamente idêntico. Este site é propriedade


privada: aqui só se manifesta quem agir de acordo com as normas determinadas
pelo proprietário.

Fosse o site propriedade coletiva, aí sim a arruaça estaria liberada. Baderneiros


entrariam aqui, caluniariam e falariam mentiras escabrosas à vontade, e teriam
passe-livre, com suas mentiras ganhando exposição livre, sem serem contestadas
a tempo.

Seja sincero: você realmente acha que um site que defende livre mercado e
responsabilidade individual não seria imediatamente depredado por arruaceiros
caso a porta estivesse aberta?

A porta tem de car permanentemente trancada justamente para impedir que a


propriedade seja depredada pelos inimigos da liberdade e da propriedade
(propriedade = liberdade).
RESPONDER

André  21/07/2016 12:48

Entendo que libertários produzem o ambiente ideal p/ os liberais e


consecutivamente aos extremo-esquerdistas.
Odeio o estado, porém, a perversidade humana deve ser contida e alguém
deve cumprir este sórdido papel.
Para uma sociedade homogênea libertária devemos compreender melhor o
sentido de liberdade.
Liberdade é uma palavra linda para um eremita, neste não há
comportamento padrão,não há con itos de comportamentos com outros
indivíduos. Agora p/ o indivíduo inserido na sociedade a liberdade jamais
existirá enquanto não houver homogeneidade moral e intelectual.
Penso assim, desculpem-me não não m z entender.
Abraço a todos!

E BOLSONARO CADA VEZ MAIS FORTE!!!


BOLSONARO PRESIDENTE 2018 !!!
RESPONDER

Carlos Eduardo  27/06/2012 10:27

Achava que o Keynes era só um idiota, mas vendo essas citações dele, cheguei à conclusão de que o cara era um
completo demente psicopata. Dizer que as "maravilhosas" (ironic) teses dele seriam melhor aplicadas sob o
totalitarismo é o m da picada...
RESPONDER

Erick Skrabe  27/06/2012 12:19

Carlos,

Tenho outra visão. Ele era bem esperto e.interesseiro, ou "pragmático" para usar uma palavra na moda.

O longo prazo chegou e eles já estão todos mortos. Pelo menos nisso ele estava certo.
RESPONDER
jose carlos zanforlin  27/06/2012 10:51

Caro Leandro:\r
\r
Como sempre, excelente tradução (grato.\r
Conversando com um colega egresso do Banco do Brasil, assegurou-me ele que hoje, no Brasil, nenhum banco
"pratica" moeda fracionária, mas, sim, o limite de 12% do PL, segundo regras do último acordo da Basiléia. Refutei.
Em vão. Pesquisei no "são" Google e me deparei com um artigo intitulado "Governos são bons remédios contra o
risco sistêmico?" publicado em 14 de setembro de 2008.\r
\r
\r
\r
(depositode.blogspot.com.br/2008/09/governos-so-bons-remdios-contra-o-risco.html)\r
\r
em que seu autor ca a meio caminho da crítica aos que defendem o m do sistema de moeda fracionária, ou seja,
100% de reserva sobre os depósitos á vista. Não sou economista, e neó to na leitura dos artigos do IMB. En m, pelo
que sei bancos no mundo inteiro (e os do Brasil) trabalham com moeda fracionária, o que vc me diz? Pratica-se ou
não reserva fracionária a partir de depósitos à vista no Brasil?\r
Grato.
RESPONDER

Leandro  27/06/2012 11:09

Prezado Zanforlin, obrigado pelas palavras.

Sim, pratica-se reservas fracionárias no Brasil, assim como em todos os países do mundo. A única diferença é
que aqui o compulsório é bem mais alto, de 45% dos depósitos em conta-corrente. Desconheço qualquer
outro país que possua um compulsório que seja sequer a metade deste.

Mas os compulsórios aqui têm de ser altos por causa da enorme concentração bancária. Se fosse baixo, o poder
de compra da moeda seria ainda menor do que é hoje, tudo o mais constante.

Para uma explicação mais detalhada sobre isso, veja o item "Pergunta I" do artigo abaixo.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=1274 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1274)

Grande abraço!
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anônimo  19/08/2013 14:00

Compulsório alto facilita a emissão de moeda sem lastro pelo governo.


Se o compulsório é baixo a criação de moeda surte efeito mais rapidamente.
As reservas fracionarias apenas implicam em criação de dinheiro sem lastro por dconta do BC fazer
resgates com a criação de moeda.
Bancos não podem criar moeda do nada mesmo neste sistema de reservas, pois que a reintrodução dos
emprestimos na rede bancária só se fazem com uma "anulação de consumo" do depositante. Portanto
não há criação de moeda por bancos simplesmente por comnta deste sistemna de reservas. Mesmo que
no m das contas esse sistema permita que o governo, via BC, se permita criar moeda do nada através
do resgate de seus titulos.
Não houvesse a possibi8lidade do BC criar moeda do nada, o sistema de reservas fracionarias não
implicaria em absolutamente nenhuma criação de moeda. Aliás até seria bem vindo uma pequena
produção de moeda para prevenir uma pequena escassez, que poderia ser a simples emissão de títulos
de pagamento em espécie ao BC em prazo rígido, sob pena de con sco de bens estatais para leilão.
RESPONDER

PESCADOR  27/06/2012 11:02

Esse artigo veio em boa hora. Fascista é hoje um xingamento usado justamente por defendores do estado contra
quem defende mais liberdade. O Brasil, nos últimos anos, aumentou o grau de intervenção estatal na vida das
pessoas. Já têm uns "dois dedos" de fascismo na nossa vida, mas o que podemos fazer antes que tenha "a mão
toda"? Admiro profundamente o trabalho do IMB - a EA e o libertarianismo mudaram minha vida e meu modo de
encarar e pensar sobre as coisas - mas será que no Brasil um Partido Libertário não seria uma forma tão ou mais
e caz de combate ideológico? Seria uma forma de difundir mais as idéias libertárias. Já pensaram na repercussão que
teria um candidato a presidente libertário dando nomes aos bois, falando as verdades que precisam ser ditas em
entrevistas nos jornais, TV, revistas, rádio, etc, durante a eleição? Infelizmente sou um pouco pessimista, só acredito
que o futuro será nosso se tivermos TAMBÉM outros tipos de "armas" para lutar.
RESPONDER

Patrick de Lima Lopes  27/06/2012 11:38

Não!
Partido libertário no Brasil?
Isto causaria um tremendo problema para a reputação deste título. Este país possui uma péssima tradição de
adulterar brutalmente ideologias políticas em busca de apoiar o seu curral eleitoral.
Como exemplo disto estão os liberais pós-independência, que apoiavam a intervenção estatal para que seus
próprios negócios fossem segurados.
Não é preciso ir longe para entender a complexa relação que os partidos brasileiros possuem com suas
propostas: Hoje o PT é corporativista, o PSDB não quer mais um sistema parlamentarista e o antagonismo
entre esquerda e direita é na verdade uma disputa entre coligações socialistas que farão as mesmas coisas.
Imagine a propaganda de um Partido Libertário made in Brazil:
- Lutamos por maiores impostos sobre importação para que as empresas nacionais possam competir com as
estrangeiras e assim aumentar a oferta de emprego. Lutamos contra a imigração pois esta está tomando os
postos de trabalho brasileiros. Prometemos terminar as obras do (Cite o nome do projeto que irá extorquir
brutalmente o dinheiro dos pagantes de impostos).
Creio que a liberdade jamais terá votos em uma sociedade habituada a receber o peixe ao invés da vara. O
liberalismo apenas terá espaço quando a sociedade viver situações extraordinárias. Como Mises comentou, o
sucesso de políticas econômicas di cilmente vem acompanhado da aprovação da opinião pública.
RESPONDER

Andre Cavalcante  27/06/2012 12:50

Patrik

Acredito que devas te atualizar: www.pliber.org.br/ (http://www.pliber.org.br/)

Abraços
RESPONDER

Patrick de Lima Lopes  27/06/2012 14:10

Bem mencionado, André.


Não conhecia o LIBER mas já tinha ideia de que havia uma tentativa de criar algum partido
liberal real no Brasil. (Será o primeiro da história)
Mesmo assim, é uma pena de que a política de coligações jamais irá favorecer a criação de
qualquer partido do gênero.
Acredito que as idéias liberais podem vir a ganhar votos aqui, mas devido ao nosso
conhecimento sobre a atual estrutura política do país, tenho minhas dúvidas se este partido virá
a ser determinante em qualquer decisão.
RESPONDER

Erick Skrabe  27/06/2012 12:22

"Fascista é hoje um xingamento usado justamente por defendores do estado contra


quem defende mais liberdade."

Boa observação, PESCADOR.


RESPONDER

Vinicius  27/06/2012 13:22

"Fascista é hoje um xingamento usado justamente por defendores do estado contra


quem defende mais liberdade."

Exato!! , basta algum liberal ir na USP ou qlqr outra UF brasileira falar com a galera
"cool", e .... "...- Fascista reacionario!!..."

Lenin ensinou bem,

"Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é"


RESPONDER

Maurício  31/07/2015 08:12

Jair Bolsonaro.
RESPONDER

Adão  27/06/2012 11:26

Mais isso é o Brasil do PT(partido dos trabalhadores); estamos caminhando para isso;
incentivos do governo, in ação monetária, intervenção do governo na economia; protecionismo contra importados.
O Brasil caminha rme neste caminho, teremos mais in ação, mais intervenção, mais estímulos, mais in ação, mais
dinheiro na economia, mais in ação. Parece a década de 80. E para pior o PT no poder. Salve quem puder. Só Deus.
RESPONDER

Juliano  27/06/2012 11:45

O pior é que isso nem é exclusividade do PT. O PSDB só foi mais liberalizante por pura falta de opção. Nossa
moeda estava entrando em colapso. Governos só diminuem assim, quando realmente não tem mais jeito. O
PSDB privatizou mantendo monopólios e regalias.\r
\r
O PT é pior na sua relação com sindicatos e "movimentos sociais". Vira uma indústria de coletivização,
inclusive na utilização da violência contra adversários. Pelo menos isso o PSDB não tinha.\r
\r
RESPONDER

henrique  27/06/2012 12:37

Após anos na escuridão, resultado da doutrinação nas salas de aulas, cheguei a este site faz algum tempo através de
uma matéria no mídia sem mascará.

Confesso que concordo com a grande maioria dos posts, mas não consigo imaginar uma sociedade organizada sem
Estado, logo, não concordo que teremos que optar entre "o estado total ou a liberdade total". Isso não é utópico?

No meu ponto de vista, seres humanos, em regra, tendem a ser cooperativos, no entanto, algumas condutas negativas
são instintivas, e, sem o Estado elas certamente irão se sobrepor ao cooperativismo, analogicamente, seria como ter
uma família de lobos no meio de uma sociedade de ovelhas, as ovelhas mesmo em maior quantidade jamais
conseguirão matar os lobos que as subjugarão e escravizando-as e dominando toda a sociedade para fazer dela o que
bem entender.

Alguém concorda? Alguém discorda?

Att

p.s. - em regras as matérias são excelente.


RESPONDER

Fernando Chiocca  27/06/2012 13:09

Eu concordo que você ainda está na escuridão, doutrinado pela educação e propaganda estatal.

Devido a doutrinação estatista, você acha que ausência de estado = ausência de lei, mas o contrário que é
verdadeiro. A existência do estado é incompatível com a existência de leis universais, pois o estado é
inerentemente um violador das leis que ele impõe aos seus súditos.

O estado é exatamente o lobo no meio de ovelhas. É a única instituição que obtém seus rendimentos através
da coerção, enquanto todo o resto deve obter através de trocas consensuais e volutárias.
Continue lendo os artigo e livros desse site, principalmente os sobre fornecimento privado de serviços de
justiça e segurança.
RESPONDER

henrique  27/06/2012 13:35

Prezado Fernando,
Na analogia das ovelhas, no meu ponto de vista, o lobo não é o Estado, e sim o mau caráter, aquele que
quer levar vantagem em tudo, natureza humana, nem todos são assim, mas muito são os que são tem
um potencial de fazer estrago incalculável.

Vc diz que o Estado é o lobo, pois este é o modelo que conhecemos, mas será que sem o Estado não
estaríamos pior? Podemos a rmar ou negar isso sem ter um ponto / modelo de referência?

Já morei em regiões do País em que o Estado praticamente não existe (interior do Amapá), nestes locais
as pessoas se organizam quase como selvagens, lei do mais forte, e posso te garantir que a natureza
humana não é das melhores.

Sou 100% contra justiça privada e 100% a favor do monopólio do Poder Jurisdicional, no meu ponto de
vista, a justiça privada dará ao vencido a possibilidade de questionar o julgador, de exigir um novo
julgamento adequado aos seus pensamentos, isso é natureza humana, é o mesmo conceito tão criticado
no comunismo, que não leva em conta a ambição humana. Por isso digo que a ideia de uma sociedade
sem Estado não leva em conta a natureza humana, logo, fadada ao fracasso.

Por se contra a justiça privada, tenho que ser contra a segurança exclusivamente privada, pois de nada
adiantaria o Estado ter o monopólio da função jurisdicional sem conseguir colocar em prática, com
força se necessário, sua decisão.

Independente disso continuarei buscando conhecimento no site.


RESPONDER

Juliano  27/06/2012 13:29

Legitimidade para a violência é tudo que os lobos querem. O Estado sempre atrai o que há de
pior na sociedade, aqueles que querem lucras às custas dos outros, quem está disposto a tudo
pelo poder. \r
\r
Pior, ele esconde a violência, a banaliza. A maioria das pessoas, em sã consciência, não pensaria
em usar armas para impedir que seus consumidores comprem em concorrentes. Com o Estado
isso se torna uma ferramenta válida, usada com freqüência. A TV mostra mercadorias
apreendidas (roubadas) pela receita como se os culpados fossem justamente as vítimas. É uma
completa inversão de valores.\r
\r
Nossa dependência é tão grande que brigamos para que atividades sejam legalizadas. Como
assim? Preciso do aval de alguém pra fazer coisas que não prejudicam ninguém? O Estado não
tem que legalizar armas, drogas ou seja o que for. Ele simplesmente não tem o direito de proibí-
las. Pessoas comemoram quando o Estado passa a "reconhecer" uma pro ssão. Pra que alguém
precisa o cializar o nome de uma atividade? Precisamos da chancela de políticos para existir?\r
\r
Dá pra entender pela contínua lavagem cerebral que somos submetidos. Cantamos o hino
nacional, somos forçados a jurar que morreremos pelo país, somos escravizados com 18 anos
para "servir à pátria"... nadar contra a corrente nunca é fácil. Não precisa cinco minutos vendo
um horário eleitoral para perceber que aquilo é a pior forma possível de escolher alguém para
fazer alguma coisa. É muito idiotice!!!! Musiquinhas imbecís, pessoas falando em alguns
segundos coisas completamente sem sentido, prometendo qualquer coisa, para, no nal, os
condecorados ganharão o poder de usar força contra o resto da sociedade. Imagine qualquer
coisa sendo conduzida dessa forma? É disso que a gente acha que não pode viver sem?\r
\r
Se tiverem a oportunidade vejam o lme "A Onda", baseado em uma história real, onde um
professor convence uma turma de alunos que duvidava que hoje em dia um regime totalitário
poderia ser bem sucedido.
RESPONDER

Patrick de Lima Lopes  27/06/2012 14:07

Eu peço que analise a página de "Sobre nós" do IMB.


Lá você terá uma curta animação a respeito de ética e liberdade.
Dê ainda mais atenção aos três direitos fundamentais: Vida, liberdade e propriedade.
A vida quando tomada é assassinato. A liberdade quando tomada é escravidão. A propriedade
quando tomada é roubo.
Em relação às leis, lembre-se que o poder emana do povo. Nenhuma lei jamais prosperou sem
que o povo concordasse ou fosse convencido a concordar com esta. Ou seja, quando a lei não
provém do puro acordo entre os indivíduos que vivem sob esta, ela pode ser chamada de
autoritarismo.
Eu pessoalmente não sou um anarco-liberal pois favoreço muito mais o liberalismo clássico.
Acredito sim que o estado precisa existir, porém em sua função judiciária, feito para ser o
protetor dos três direitos acima mencionadas. Porém, caso este não faça o trabalho pelo qual
será pago para fazer, o indivíduo deve ter todo o direito de simplesmente contratar outro.
Por mais absurdo que isto possa parecer a você, apenas pergunte-se: Qual a utilidade do estado
na minha vida? Por que eu pago mil serviços se não vou usufruir de quase nenhum? Por que eu
preciso sustentar um monstro burocrático que não funciona?
RESPONDER

henrique  28/06/2012 04:39

Prezado Juliano

Aquele que é violento não precisa de legitimidade para agir, aquilo de tão ruim que vc disse ser
atraído pelo Estado somos nós, seres humanos, nossa natureza não é das melhores, sempre
haverá aqueles que tentarão lucrar à custa dos outros, o Estado põe freio nisso.

O grande problema está na minoria, que, ao pegar em aramas onde ninguém mais pega, tem o
poder de subjugar os demais, poder esse utilizado com requintes de crueldade para superar seus
obstáculos e atingir seus objetivos.

Meu ponto é que sem Estado pior, logo, o Estado é um mal necessário e quanto menor sua
interferência melhor.

Com relação ao regime totalitário, a princípio sou contra.

Assistirei ao lme.

Att
RESPONDER

Juliano  28/06/2012 05:49

Olá Henrique,\r
\r
Ninguém discorda que o ser humano não é perfeito, que é ambicioso e que, com poder,
tenta passar por cima dos outros. É justamente por isso que os libertários são contra a
manutenção de uma instituição que tenha o poder de passar por cima dos outros.\r
\r
Pra quem não tem escrúpulos, se aproximar do Estado é sempre o caminho mais fácil.
Violência fora do Estado custa caro. Um empresário que queira ameaçar os clientes que
quisessem comprar em seus concorrentes teria um sério custo de reputação, além de ter
de arcar com os custos de manter pessoas armadas procurando pelos "clientes fujões". O
Estado torna isso muito mais fácil e barato com suas "regulamentações". O custo ca
totalmente socializado e a reputação do empresário ca imaculada. \r
\r
O Estado não é quem põe freio, é quem pisa no acelerador. Veja sociedades onde o Estado
atingiu um nível de poder maior (qualquer país comunista, fascista e nazista) e conte o
número de mortos. Só separe um bom espaço pra contar os zeros.\r
\r
Você se diz 100% contra a justiça privada. Em outras palavras, você é a favor de um
monopólio nas arbitragens que proíba, via violência, qualquer discordância. Se não
gostarmos do serviço prestado por esse monopólio, simplesmente não há alternativa.\r
\r
Não é coincidência que funcionários desse monopólio reclamam do excesso de trabalho
enquanto gozam de 60 dias de férias por ano, fora feriados exclusivos do grupo. O
mesmo monopólio tem uma produtividade já conhecida, onde processos demoram
décadas para serem solucionados. Justiça privada é ruim para os pobres? Que justiça um
pobre tem hoje? Eles são literalmente esquecidos em celas de presídios. A tal da idéia de
que só se presende pobre, pretos e p#t@s existe justamente com a justiça pública.\r
\r
A natureza do ser humano se manifesta com muita clareza nas insituições que podem
usar violência, que podem se impor sobre os outros, que podem terceirizar os custos de
seus atos. É justamente por entendermos o ser humano como egoista que libertários não
con am a ninguém o poder de decidir o destino dos outros. \r
\r
Quem sempre defendeu estatismo foram os seguidores de Rousseau, que baseou sua
teoria no fato de que a natureza do ser humano é boa. Liberais nunca acreditaram nisso,
e esse é justamente o argumento CONTRA a centralização de poder.\r
\r
Abraços\r
Juliano
RESPONDER

KiKo  28/06/2012 09:37

Excelente Juliano.\r
Muito boa exposição de ideias.\r
\r
Fico com algumas questões.\r
\r
- Como se dão as penas sob um regime de justiça privada? Quem superviosona
se foram pagas/cumpridas da maneira correta?\r
\r
\r
- Imagino um caso baseado no que o Henrique nos descreveu sobre uso da força
na ausência de Estado.\r
Uma pessoa mais forte invade a minha propriedade e não tenho força nem
recursos para tirá-la. Como se resolveria o con ito? \r
\r
abs
RESPONDER

Juliano  28/06/2012 12:58

Olá Kiko,\r
\r
Não existe uma saída mágica. Quando alguém disse que dava pra viver sem
escravos, as mesmas dúvidas surgiram. As pessoas tinham medo que os
negros, maioria da população em alguns lugares, resolvessem se vingar.
Isso aconteceu no Haiti, que colocou o país em uma guerra civil. \r
\r
Criar uma situação de estabilidade leva tempo. Uma cultura de respeito
pelos outros (vida e propriedade) tem que se formar para que a sociedade
não vire uma selva. Perceba que a existência de Estado por si só não
resolve isso. Boa parte dos países da África e do Oriente Médio vivem em
uma estado de selvageria e lá existe Estado. A criação de valores de
respeito mútuo em uma sociedade não acontece de uma hora pra outra e
não tem solução fácil. Não é colocando eleições no Iraque que se constrói a
estabilidade - esse é um pensamento infantil.\r
\r
Sobre como poderia funcionar uma sociedade sem Estado, existem vários
textos sobre o assunto. The Ethics of Liberty do Rothbard aborda muitos
dos aspectos, desde proteção individual até discussões sobre reparações.
Esse texto segue na mesma linha:
depositode.blogspot.com/2008/11/governos-ordem-e-leis.html.\r
\r
Basicamente, a violência é considerada válida sempre como forma de
defesa. Assim, empresas podem existir para te prestar o serviço de defesa,
inclusive recuperando objetos roubados, por exemplo. A liberdade aí é
fundamental: você tem o direito de contratar quem quiser e eles tem o
direito de negar voccê como cliente.\r
\r
Isso cria uma série de incentivos bem interessantes. Con itos custam caro,
então todos tendem a evitá-los. Se você for um cara que tem um histórico
de criar problemas, a empresa pode cobrar mais (ou ainda recusar te
atender). Uma coisa parecida com o que seguradoras de carro fazem.\r
\r
Se você foi agredido, pode acionar sua empresa de segurança para exigir
uma reparação do agressor. Ele, por sua vez, vai acionar sua empresa de
segurança. Se não houvesse concensso, elas iriam recorrer a uma empresa
de arbitragem. O agressor é obrigado a reparar a vítima (valor roubado +
indenização + custos).\r
\r
Esses empresas de segurança também agiriam como defensoras do teu
nome. Tipo: uma loja exige uma empresa de segurança con ável para fazer
negócio com você (como um ador/segurador). Elas podem simplesmente
te negar serviço (ou cobrar bem mais caro) se você não tiver o respaudo de
uma delas.\r
\r
Claro que existem vários pontos a serem considerados e sempre existe a
possibilidade de injustiças. A questão é que o sistema é totalmente o
oposto do que temos hoje. Ser uma pessoa que causa problemas faria você
ter uma vida muito mais complicada. Você teria di culdades de encontrar
empregos, di culdade pra fazer compras, di culdade pra frequentar
lugares. Os incentivos jogam a favor de você levar uma vida estável.\r
\r
Da mesma forma, empresas de segurança também perderiam se
começassem a se tornar injustas ou violentas. Elas teriam os mesmos
problemas que um indivíduo sofre.\r
\r
Hoje ser uma pessoa desonesta e criadora de problemas te dá MAIS, e não
menos dinheiro. Se você tem os esquemas certos, os lucros são maiores. Os
incentivos jogam a favor da criação de problemas, não da prevenção. Por
que planos de saúde não poderiam cobrar menos se você tivesse hábitos
que eles considerem mais saudáveis? Por que elas não podem negar
atendimento para alguém? O governo não deixa, proibe descriminação.
Várias empresas fazem testes anti-drogas em seus processos de admissão
de forma totalmente escondida com medo de que o governo descubra.
Tempos atrás uma empresa foi obrigada a rever sua decisão de ter
demitido um funcionário alcólatra.\r
\r
Perceba que isso já mais ou menos funciona no comércio internacional.
Nenhum governo pode obrigar outros a seguir nenhuma lei, e não é por
isso que vivemos em constantes con itos. Por maior que sejam os EUA,
eles simplesmente não invadem Honduras quando querem alguma coisa.
Negociar é mais fácil, é mais barato. Quando existe uma discordância,
apelam a tribunais internacionais que todos reconhecem, por livre
vontade.\r
\r
Uma estrutura voluntária não se cria do dia pra noite, da mesma forma que
o comércio internacional demorou séculos para se estruturar. Antigamente
era muito mais comum invadir territórios dos outros, coisa que não se
aceita mais como correto. Pra isso não é necessário um governo global,
mas uma aceitação global de direitos inerentes a povos. O próximo passo é
estender esse conceito aos indivíduos, aprendendo a respeitar sua
autonomia.
RESPONDER

henrique  29/06/2012 07:42

Vamos lá Juliano,

Não é Instituição que passa por cima dos outros, a Instituição é um


acordo de vontades, são seres humanos que passam por cima dos
outros, com ou sem Estado isso continuará acontecendo, no meu
ponto de vista, sem o Estado as coisas pioram.

Nossa evolução prova disto, a sociedade vem antes do Estado, e este


não surgiu do nada, surgiu por necessidade do povo, surgiu para
combater excessos e tornar possível a vida em sociedade. A criação
do Estado foi uma evolução natural, não foi forçada / planejada,
lutar contra isso é lutar contra a natureza humana, temos que lutar
para melhorar o Estado ao qual estamos vinculados, acabar com ele
não.

Com relação a socialização de custo. Vc diz: "O custo ca


totalmente socializado..."

Viver em sociedade tem custo. Concorda?

Este custo deve ser suportado por todos aqueles que auferem algum
tipo de proveito da vida em sociedade. Concorda?

Como determinar o valor deste custo? Como dividi-lo entre a


sociedade? Como cobrá-lo?

No meu ponto de vistas estes problemas foram se resolvendo


naturalmente ao longo da nossa evolução até chegarmos aos dias de
hoje, acabar com o Estado é jogar no lixo séculos de evolução para
tentar um aplicar um novo modelo que ninguém nunca viu
funcionando, que ninguém sabe se dará certo, é tentar colocar em
prática uma teoria que até no papel é contestada, imagina na
prática.

Com relação a justiça. Vc diz: "Se não gostarmos do serviço


prestado por esse monopólio, simplesmente não há alternativa."

Sou 100% do monopólio da função jurisdicional, justamente por não


haver alternativa contra decisões desfavoráveis, pois, quando isso
for possível, teremos a guerra do todos contra todos, imagina a
seguinte situação:

Vou ao tribunal A resolver um litígio que tenho com Ciclano.

Alego que o terreno é meu e ele diz que é dele.

Ciclano sai vitorioso e ca com o terreno.


Pelo meu pensamento acabou, tenho que aceitar, resignação,
cumprir a decisão.
"Se não gostarmos do serviço prestado por esse monopólio,
simplesmente não há alternativa."

Interpretando o seu raciocínio, chegaremos a seguinte conclusão:


Insatisfeito com a decisão desfavorável do Tribunal A, recorreremos
ao Tribunal B, C, até chegar numa decisão favorável.

E aí, o que acontece com a decisão do Tribunal A?


Qual decisão está certa, do Tribunal A ou B?
Qual decisão deverá ser cumprida?
Pq Ciclano tem que se sujeitar a decisão favorável a vc e não vc a
dele?
Como cumprir decisões distintas sobre o mesmo objeto?

O fato de ser a favor do monopólio da função jurisdicional não


signi ca que estou satisfeito com o serviço é prestado, não me faz
cego para seus problemas, por óbvio temos muita coisa a melhorar,
no entanto, melhoramos aquilo que existe, e não criamos um novo
modelo para descobrir seus erros com seu funcionamento.

"É justamente por entendermos o ser humano como egoista que


libertários não con am a ninguém o poder de decidir o destino dos
outros."

Isto é utópico, pois, se vivemos em sociedade, suas ações re etem


diretamente em mim, e, se sou contra o que vc faz, pois o que vc
faz me atrapalha, temos que ter alguma forma de resolver o
problema, logo, de decidir o destino dos outros.

Isso vale tanto para justiça pública como para justiça privada.

Um caso concreto, meu vizinho quer fazer reformas no seu


apartamento aos sábados e domingos, alega que não tem tempo
para fazer outro dia. Eu quero descansar no m de semana, e é
impossível descansar com alguém usando uma furadeira no andar
de cima.

E aí, como resolvemos o problema?

Se eu não puder decidir o destino dele, ele estará decidindo o meu


de acordo com a vontade dele, pois, eu terei que car fora de casa
se quiser descansar. Por óbvio o problema foi resolvido com a
instituição do Regimento Interno que proíbe reformas de sábado
após as 12 até segunda-feira as 08:00, ou seja, a coletividade do
edifício decidiu o destino dele, que, se quiser fazer reformas em seu
apartamento terá que se adequar ao regimento.

Agora vamos a parte econômica, qual seria o valor de um


apartamento que não tivesse regimento interno, onde todos
pudessem fazer aquilo que bem entendam?

Para que vc tenha o direito de não con ar seu destino a ninguém,


tem que aceitar que ninguém lhe dará o poder de decidir seu
destino, ou seja, terá que viver isolado.

Incialmente estas são minhas considerações. Fico feliz pelo debate.


Cordialmente

Henrique
RESPONDER

Juliano  29/06/2012 08:50

Henrique,\r
\r
Você continua assumindo uma sociedade sem Estado como sendo
uma sociedade sem leis. Libertários não defendem isso!\r
\r
Veja os textos abaixo que abordam vários detalhes dessa teoria:\r
- depositode.blogspot.com/2007/11/tribunais-policia-sem-
governo-bem.html\r
- depositode.blogspot.com/2008/11/governos-ordem-e-
leis.html\r
- depositode.blogspot.com/2011/07/alguns-comentarios-sobre-
anarco.html\r
\r
Defendemos que proprietários tenham o direito de estabelecer as
regras, não terceiros. Defendemos que você tenha o direito a
procurar reparações sempre que suas liberdades forem violadas,
não interessando se a violação teve o apoio de um monte de
gente. Achamos um absurdo quando pessoas são removidas de
suas casas porque querem construir lá um estádio de futebol,
para o "bem comum". Ou quando alguém quer decidir por você
que tipo de substâncias você vai ingerir ou com quem vai manter
relações sexuais. A gente acha que isso é problema teu.\r
\r
Sobre alguns pontos que você mencionou:\r
"Não é Instituição que passa por cima dos outros, a Instituição é
um acordo de vontades, são seres humanos que passam por cima
dos outros, com ou sem Estado isso continuará acontecendo, no
meu ponto de vista, sem o Estado as coisas pioram."\r
\r
Sem dúvida. O Estado só fornece as justi cativas morais e
materiais para que essas violações de direitos sejam
"legitimadas". O exemplo acima do estádio de futebol, que está
acontecendo agora em Curitiba, muito provavelmente faria com
que a expulsão das pessoas pelos donos do Estádio casse bem
mais cara. Elém disso, jamais teria apelo popular. Como disse, o
Estado torna a violência mais barata e a banaliza.\r
\r
No Leblon, Rio, existe um conjunto de moradores lutando contra
a especulação imobiliária que está acabando com o bairro. O que
eles querem é que o governo limite as construções e não permita
a venda de algumas áreas para construção de condomínios. Em
outras palavras, querem usar pessoas armadas pra impedir que o
terreno que não é deles seja usado pra abrigar mais pessoas.\r
\r
Com o Estado, isso parece um movimento democrático. A
violência ca escondida, camu ada em discursos vazios.\r
\r
"Nossa evolução prova disto, a sociedade vem antes do Estado, e
este não surgiu do nada, surgiu por necessidade do povo, surgiu
para combater excessos e tornar possível a vida em sociedade. A
criação do Estado foi uma evolução natural, não foi forçada /
planejada, lutar contra isso é lutar contra a natureza humana,
temos que lutar para melhorar o Estado ao qual estamos
vinculados, acabar com ele não."\r
\r
A idéia de Estado para servir a população é extremamente nova.
Reis e impérios sempre foram legitimados via força. Por muito
tempo os monarcas se colocavam completamente acima das leis.
Colocar o Estado sob algum tipo de controle e dar aos indivíduos
algum tipo de autonomia levou séculos e muitas cabeças
rolaram. Portugal chegou por aqui distribuindo propriedades que
já eram habitadas a pessoas que nunca nem tinham vindo pra cá.
Os moradores foram expulsos ou tinham que pagar aluguél a
pessoas que nem conheciam pelo direito de continuar morando
onde sempre viveram.\r
\r
\r
"Com relação a socialização de custo. Vc diz: "O custo ca
totalmente socializado..."\r
Viver em sociedade tem custo. Concorda?\r
Este custo deve ser suportado por todos aqueles que auferem
algum tipo de proveito da vida em sociedade. Concorda?"\r
\r
No exemplo que citei acima, o custo da violência que aqueles
moradores do Leblon estão propondo caria pra quem? O Estado
permite jogar para os outros o custo de alguma coisa que vai me
servir. Os moradores de uma favela do Rio pagam para que o
governo mantenha a segurança quase que perfeita na Zona Sul.
Moradores do Amapá são obrigados a pagar para que um Estádio
seja construído em São Paulo. Eu vou ter te pagar para que o Lula
faça um museu em SP. Percebeu a socialização?\r
\r
Na questão de tribunais e leis, novamente veja os links que
postei acima. Só deixo um comentário que já citei anteriomente:
não existe um tribunal internacional e nem um governo entre
países. E não é por isso que saímos invadindo e interferindo em
assuntos alheios. Da mesma forma, não existe um "governo da
internet", e ainda assim pessoas se comunicam, fazem negócios
e constrõem coisas. Como isso funciona sem um poder central?\r
\r
Abraços,\r
Juliano
RESPONDER

Matheus Polli  28/06/2012 09:49

Querido, se alguém pega em armas num local onde os outros


não pegam em armas e os subjuga, logo este primeiro se
chama: Estado!

Compreendeu?
RESPONDER

KiKo  28/06/2012 10:32

Entendo sua colocação, mas não entendo como isso


responde ao meu questionamento pessoal.\r
\r
abs
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henrique  29/06/2012 07:54


Prezado Matheus Polli

Ao inciar sua colocação com Querido, vc já faz a principal


prova de que uma sociedade sem estado é impossível.
Querido, como vc colocou, é sarcástico, irônico, como se a
sua opinião fosse incontestável, isso demonstra a
natureza humana de alguns, que não admitem
contestação, usando questão da justiça privada, vc seria
um daqueles que iriam em todos os tribunais até
conseguir uma decisão favorável, pois, para vc, é
impossível alguém pensar de forma diferente.

Respondendo sua pergunta. Sim, compreende e não


concordo, ou quando um ladrão pega uma arma, subjuga
sua vítima é o Estado também. É possível descordar de vc
ou vc tem o monopólio da razão, da verdade?

veja bem, não estou querendo entrar em con ito com vc,
somente tentando manter a discussão de forma saudável,
opiniões díspares são saudáveis, querer impor sua opinião
não.

Att
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Luis Almeida  29/06/2012 08:05

Como é que é o negócio aí?! Alguém utilizar de ironia é


a prova cabal "de que uma sociedade sem estado é
impossível"?!

Henrique, perceba que, ao agir assim, é você quem não


aceita que alguém discorde da sua discordância. A
mesma acusação que você fez ao Matheus cabe
perfeitamente a você.
RESPONDER

henrique  29/06/2012 08:14

Ok, concordo, exagerei, haha.

O que quis dizer é que ironia transmite a ideia de


verdade incontestável, o que não é, pelo menos pra
mim, bem como que, quem se acha dono da
verdade incontestável fará de tudo para prová-la e
jamais aceitará uma decisão desfavorável, por isso
a relação com a minha ideia de que é impossível
uma sociedade sem Estado, uma justiça privada.

Aceito e gosto da discordância, pois vejo nela uma


forma de fortalecer meu ponto de vista ou mudá-
lo e "desdizer tudo aquilo que lhe disse antes".

Cordialmente

Henrique

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montana  28/06/2012 08:23


Já percebi que os comentários dos artigos de caráter ideológico bombam mais que os de cunho técnico. Ou seja, os
ns ideológicos da "(1)liberdade-(2)propriedade-(3)paz" não estão justi cando os seus meios técnicos em prol do
bom entendimento. Explico depois conforme a resposta.

Atc,

RESPONDER

Arion Dias  29/06/2012 09:10

Tá tudo errado. As pessoas estão confundindo o anarquismo com falta de concenso democrático ou com egoísmo.\r
\r
O que o anarquismo diz é que cada sociedade, cada comunidade, cada povo deve ter o direito de se autodeterminar,
ou seja, de dizer o que é direito e o que não é direito bem como fazer suas próprias regulamentações.\r
\r
Uma comunidade, sociedade, nunca será maior que uma cidade ou uma pequena região de cidades. Um estado do
tamanho do brasil nunca será uma comunidade ou uma sociedade.\r
\r
Para comprovar isto basta analisarmos como é constituído o Brasil. Pessoas que moram no Rio de Janeiro elegem um
político que vai para Brasília fazer uma lei que de ne o direito (e pior, faz a espoliação do povo) tanto para uma
comunidade no Rio Grande do Sul quanto para quem mora no Rio Grande do Norte.\r
\r
Imaginem se um morador de Santana do Livramento (fronteira com o Uruguai em que a cidade de Rivera é contínua a
cidade brasileira) consegue compreender porque alguém que mora a 2.000km de distância manda ele fazer ou deixar
de fazer algo e isto é tido como democrático. \r
\r
E isto não tem nada de parecido com a de nição de anarquia. Agora imaginem se cada comunidade (uma cidade ou
um grupo de cidades) possa de nir o que é direito e como deve regulamentar a vida em sociedade. E regulamentar
não signi ca escrever leis e códigos de leis. Signi ca que a de nição de DIREITO é de nida pela sociedade por meio de
seus costumes. Como elas serão aplicadas e como serão resolvidos con itos que surjam será determinado por cada
sociedade. E isto vale tanto para a anarquia comunista quanto para a anarquia capitalista.\r
\r
Deve ser direito de cada sociedade se autodeterminar, de declarar a sua independência. Obrigar uma comunidade a
fazer parte do teu estado e depois dizer que isto é democracia é como estuprar uma guria e dizer que são um casal
por isto.\r
\r
Qualquer pessoa que tenha morado em uma zona rural ou uma pequena comunidade afastada de grandes centros tem
a certeza que as regras de convívio social são de nidas por seus vizinhos. Os con itos são, em geral, resolvidos nas
comunidades. O estado gigante do Brasil é uma imposição de força de pessoas que não habitam as comunidades mas
detém o poder de força sobre o resto do país.\r
\r
Se cada comunidade se autogovernasse não haveria mensalão, não haveria trá co de drogas (nao quer dizer que nao
haveria comércio delas) não haveria absolutamente nenhum crime que não fosse de agressão a propriedade privada,
integridade física ou a liberdade.\r
\r
Deveriamos sempre ser julgados e absolvidos ou condenados por nossos vizinhos que diriam se estou ou não de
acordo com o direito de cada lugar e não por leis que só dizem interesse a políticos e lobistas que fazem a espoliação
de todos sob o domínio do estado.
RESPONDER

anônimo  19/08/2013 17:07

Um sistema que possa ser aplicado na prática e que embora tenhas suas imperfeições, seja paci cável de
correções e/ou melhorias conforme o passar do tempo e da evolução do pensamento e da cultura a qual se
esta vivendo em dado momento, por que a ausência do estado pode ser tão "ruim e prejudicial" ou mesmo
pior que a sua presença tal qual se con gura hoje.

O fato é que enquanto se debate idéias no sentido de impor o meu ponto de vista, (independentemente de ser
ele libertário ou não, defesa ou não do estado)não estarei eu desrespeitando as idéias divergentes e tentando
de certa forma me legitimar e impor como o estado o faz? e desta forma perdendo a oportunidade grandiosa
de evoluir com o debate e a consciência e por sua vez com as soluções para os múltiplos problemas do estado?

A questão é que se o estado como tal na sua evolução ou involução atende hoje aos interesses de uma minoria
dominante, como de certa forma sempre o fora nos seus mais variados sistemas existentes desde o inicio das
primeiras tribos primitivas da história da humanidade onde imperava a lei do mais forte, como e que garantias
se tem de que o perfeito sistema que se busca onde a liberdade individual imperará sobre tudo inexistindo o
estado, onde as pessoas e sociedades viverão em harmonia não seja corrompido e "estragado" desvirtuado
como o sistema atual?

E ainda a saber como hoje é bem claro que a grande massa da população não detém domínio e conhecimento
de seus direitos, deveres e responsabilidades a ponto de termos chegado a realidade atual, onde o estado não
nos representa? Ou ainda há quem diga que nunca nos representou ou que realmente nunca atendeu nossos
interesses, individuais e coletivos, dado que estamos em um modelo de certa forma relativamente novo onde o
estado de certa forma deve atender aos desejos de seu povo, embora tenhamos relativamente muito tempo se
pensarmos no sentido de uma vida humana, quando comparados com os "sistemas" aos quais a humanidade
esteve sob seu jugo é relativamente um curto espaço de tempo (historicamente falando), e que as pessoas
ainda precisam evoluir muito para entender qual é minha real parcela de culpa para a qual as coisas estão
como estão.

O que eu quero dizer com isso tudo é que como dizem os homens em relação as mulheres, ruim com elas pior
sem elas, e elas vice-e-versa, é na diversidade é que se completa e que da divergência é que SE BUSCARÁ
buscará o equilíbrio, onde ambos os lados embora pareçam perfeitos para quem os defende de "unhas e
dentes" quando re etirmos bem a fundo o seu funcionamento ao qual propomos que ele funcione existirá
problemas e imperfeições como muitos já o colocaram, mas não se deram conta do quão problemático isso é.

Não quero aqui de forma alguma defender o estado tal qual ele se con gura na conjuntura atual das coisas,
mas de forma alguma vejo uma saída possível, nas proposições antagônicas propostas, ou seja quero dizer que
em sua maioria os mesmos problemas ainda persistirão, e que novos problemas inesperados e até de certa
forma já esperados e "previstos" por muitos passarão a existir.

Mais uma vez quero dizer aqui que não precisamos reinventar a roda no sentido gurado e pratico da coisa,
precisamos sim dar a ela novos usos e "atributos" para que ela nos sirva da forma a qual necessitamos que ela
nos sirva, sim eu estou falando que precisa de uma revolução na forma de pensar e fazer o estado no entanto
não destruí-lo, pois a tal da destruição criativa é muito boa na teoria no entanto como já percebemos na
pratica não é bem assim, precisamos evoluir no sentido amplo da palavra...

Capitalismo, liberalismo, comunismo, socialismo, fascismo, etc são apenas a velha solução para novos
problemas, sempre existira o lado bom e o ruim de cada um deles, no curto ou no longo prazo, isso tudo é
apenas uma questão de tempo e o ser humano como muitos falaram aqui tem uma natureza egoísta até de
certa forma auto-destrutiva, a prova disso é os "regimes" de maioria que todos tentam o ser, mas como
sempre há uns que se utilizam destes meios para benefícios individuais, desde que o mundo é mundo.

Por isso penso que um novo sistema para resolver todos os problemas esta fadado ao fracasso, por que o
principal deles a causa continua intrínseca no ser humano, e é neste ponto que se tem que evoluir, mas como?
Se apenas uma minoria é esclarecida e busca isso, como os que aqui estão buscando soluções, ou seja, estão
realmente preocupado com a situação de modo mais amplo e coletivo enquanto que a maioria esta apenas
buscando o seu benefício próprio de forma alienada ao sistema (levando a vida de forma medíocre no sentido
amplo da coisa), e digo aqui e em todos os sistemas existentes não só o atual, e é nesta fraqueza que todos os
sistemas sempre falharam, por que existe e existirá para sempre este grupo de desinteressados, o chamado
"carona".

Enquanto os outros o fazem por que é preciso fazer algo, e eu não agir por que alguém faz por mim de certa
forma, assim me torno omisso de minhas responsabilidades, por isso todos os sistemas falham de alguma
forma, enquanto muitos permanecem distantes das decisões, portanto como colocou alguém acima, as
comunidades, as sociedades, os grupos, as cidades, precisam buscar suas soluções para os problemas que são
seus, e não no todo da forma como é hoje e também será quando se fala em novos sistemas para a maioria,
pois nunca se agradará a todos e quanto mais amplo for um estado ou governo, ou instituição de poder e
regulação, mais fácil será para que esta falhe no seu objetivo principal, e que alguns se bene ciem da forma
como é hoje.
RESPONDER

Malthus  19/08/2013 17:50

"O fato é que enquanto se debate idéias no sentido de impor o meu ponto de vista,
(independentemente de ser ele libertário ou não, defesa ou não do estado)não estarei eu
desrespeitando as idéias divergentes e tentando de certa forma me legitimar e impor como o estado o
faz?"

Não se trata de um mero debate de idéias ou de uma mera questão de opinião. Ao defender a existência
do estado, você está defendendo a coerção e a espoliação de inocentes. Você está defende o o
encarceramento daqueles que se recusam a pagar por um serviço que nem sequer pediram (estou me
referindo ao que ocorre com pequenos sonegadores). Isso é moral e eticamente indefensável.

Se o estado fosse algo bom, sua adesão a ele seria voluntária. Se fosse bom, não teria de ser imposto.

Defenda o estado como quiser, mas não reclame de como você será rotulado ao fazer isso.
RESPONDER

anônimo  25/08/2013 01:25

'Ao defender a existência do estado, você está defendendo a coerção e a espoliação de inocentes.
Você está defende o o encarceramento daqueles que se recusam a pagar por um serviço que nem
sequer pediram (estou me referindo ao que ocorre com pequenos sonegadores). Isso é moral e
eticamente indefensável.'

Não necessariamente, o estado que eu defendo é como os EUA dos pais fundadores, cada um
teria todo o direito à secessão e os ancaps sabem disso.
RESPONDER

Renato Souza  24/08/2013 21:47

Ma isso não se chama anarquismo, chama-se miniarquismo. A constituição americana


era miniarquista (inclusive acolhia o direito de secessão que foi tolhido de forma brutal
depois) mas o sistema degringolou. Mas houveram muitos exemplos de miniarquismo
antes. Em particular, os povos primitivos eram majoritariamente miniarquistas.

Num mundo em que as distâncias diminuem pela tecnologia, o miniarquismo tem ainda
mais vantagens do que tinha na antiguidade. Em pouco tempo você está em outra região,
e não precisa perder o contato com a família e amigos. Assim, cada um morará na cidade
(ou agrupamento de cidades) que julgar melhor, com instituições que julgar mais justas.
Se quiser, põe a mulher e as crianças no carro (ou num trem rápido) e vai almoçar na
casa dos país (ou dos sogros) no domingo.
RESPONDER

Prof. PADilla UFRGS Sports Law  25/07/2012 08:46


A omissão, sob certos aspectos, é conivência e até mesmo cumplicidade. Sempre recordam da Alemanha hitlerista,
como exemplo do risco da manipulação coletiva provocar catástrofes. Contudo, os fascistas aprenderam a fazer as
mudanças homeopaticamente. Hoje, de fato vivemos sob um fascismo não percebido porque implantado devagar,
enquanto as pessoas se acostumavam a cada mudança. \r
Michel Foucault salienta que o maior poder é tanto maior quando menos for percebido! Porque, se está disfarçado,
não desencadeará esforço contra ele\r
\r
O fascismo é o sistema de governo que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando
grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega
direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade; impõe
um estado tão enorme e pesado sobre o livre mercado, que o capital e a produtividade da economia são exauridos. O
estado fascista é como um vampiro que suga a vida econômica de toda uma nação, causando morte lenta e dolorosa.
A divisão entre esquerda e direita se torna amorfa porque o partido de esquerda, que defende programas socialistas,
não tem di culdade alguma em se adaptar e adotar políticas fascistas. Sua agenda política sofre alterações ín mas, a
principal delas na sua maneira de fazer marketing.\r
A quem interessa a acultura da super cialidade QUE ESCONDE O FASCISMO?\r
Vamos ACORDAR do torpor?\r
O caminho para fora desse buraco negro no qual os sociopatolobistas nos colocaram é: dar às pessoas decentes opção
de boas escolhas. \r
O primeiro passo é conhecer os outros: Os sociopalobistas, esses psicopatas que nos manipulam e controlam a
sociedade. Saber que eles existem, e ter uma pequena noção de como eles funcionam, como agem. Sugestão?
www.padilla.adv.br/etica/psico/\r
O segundo passo, é conhecer a nós mesmos. Os juízos de valor que nós fazemos INCONSCIEMENTE são usados pelos
sociopatas para nos manipular. Entenda que nosso cérebros é o empilhamento de três. A parte racional é a mais
moderna. Contudo, quando as partes mais primitivas são ligadas, o raciocínio desliga! Sugestão? Comece por entender
isso: www.padilla.adv.br/processo/pensamento \r
O terceiro passo é vencer os outros, isto é, os psicopatas em nossa volta manipulando e, pela mídia e internet,
controlando a sociedade. Ao sabermos como eles funcionam, e como agem, não é difícil os identi car, mesmo a
distância. Até por trocas de e-mail, porque a forma como interagem na linguagem possui sutis, porém, identi cáveis
diferenças. Ao perceber que alguém está sendo manipulado, ACORDE e não seja conivente. Você pode, com simples
sugestões positivas, anular a in uência de um psicopata. Saiba que as pessoas agem com base em intenções positivas.
Você só precisa ser gentil (polido, educado) para não comprometer o rapport, e simplesmente, conversando, indicar à
vítima que ela tem outras escolhas, melhores. Não se assuste, com a prática você vai poder fazer coisas incríveis! Se
um psicopata pode fazer muitidões agirem maldosamente, com muito mais facilidade uma pessoa bem intencionada e
gentil pode ACORDAR outra de um processo de manipulação. Sugestão:
www.padilla.adv.br/processo/pensamento/etica/\r
O quarto passo é vencer a si mesmo. Isso é o mais difícil, pois exige fazer um ESFORÇO consciente para passarmos a
perceber a existência da base operacional do pensando, o inconsciente, e vencê-lo, retomando a rédea da nossa vida.
Ao não nos deixar sermos dominados pelo inconsciente, acabou o reinado da manipulação. Sugestão?
www.padilla.adv.br/processo/comunicacao/\r
Isso, é o Acordar que eu venho falando, aos amigos, desde o ano passado.\r
Aprendemos no TAO TE KING:\r
Quem conhece os outros é inteligente.\r
Quem conhece a si mesmo é iluminado.\r
Quem vence os outros é forte.\r
Quem vence a si mesmo é invencível.\r
Tao Te King, 33 \r
A vivência da meta loso a das artes marciais fomenta o ACORDAR. Por isto, os sociopatolobistas, que são nada
bobos, impunham barreiras e preconceitos a sua difusão. O Egocentrismo é uma tendência inata dos que
sobreviveram, está ligada à autopreservação. Sem o egocentrismo teríamos sucumbido nos milhões de anos anteriores
à tecnologia que, em certo aspecto, decorre dele. Contudo, deve se harmonizar com o altruísmo e, se desenvolvidos
juntos, SHIBUMI! Contudo, dai o caráter sublime da cultura mística, em especial a oriental, baseada na dualidade: A
negação do Ego é o maior dos exercícios que as meta loso as zen acentuam. Para se tornar um exímio lutador, é
preciso negar o ego: www.padilla.adv.br/desportivo/artesmarciais/\r
RESPONDER

Wagner  19/08/2013 19:49

Deixa eu ir la fora vomitar que eu já deixo o meu comentários...


Funça, seu nick é uma piada pronta "Prof. PADilla UFRGS Sports Law";
Você é advogado e fala de psicopatas, o sujo falando do mal lavado;
Você passa um link adv.br como fonte;
No m termina com referências de artes marciais.

Que porcaria é essa? Esse cara era o protótipo do lósofo?


RESPONDER

André caniné  12/08/2012 18:46

Mais um artigo genial do Lew Rockwell.

Tendo em vista o problema exposto por Mises de que uma economia totalmente plani cada é impossível, podemos
dizer que os regimes comunistas do século passado e de hoje (URSS, Iugoslávia, Cuba, China, etc..) são faces
diferentes do fascismo?
RESPONDER

Andre Cavalcante  13/08/2012 07:40

Note que o fascismo, em último grau, leva a uma plani cação da economia, onde somente algumas empresas
prestam os "serviços" e manufaturam os produtos sob a orientação do governo. Ou seja, vai dar buraco do
mesmo jeito. Só que a conta-gotas... Mas provavelmente nunca se chegue a esse ponto, porque, antes das
coisas lá chegarem as pessoas simplesmente vão se revoltar, a economia começa a entrar em colapso, como já
está a ocorrer na Europa, EUA e agora, Brasil. Daqui a pouco a China entra no barco...

Abraços
RESPONDER

Pedro  13/08/2012 07:53

concordo em grande parte com o artigo, mas de que maneira a ausência absoluta de estado poderia impedir práticas
como o assassinato de índios, moradores de rua e outras "castas" que não podem pagar por segurança particular?
RESPONDER

Andre Cavalcante  13/08/2012 08:56

Antes de rotular as pessoas, assim coletivamente, questione-se primeiro porque tais pessoas não teriam
dinheiro para pagar uma segurança privada, ou não teriam casa.

Pelo que a gente sabe da história, os índios sempre impuseram uma dura defesa aos colonizadores europeus,
quando da chegada destes à América, a tal ponto, que uma das alternativas dos portugueses que para cá
vieram foi a miscigenação, e daí o nascimento do que seria o futuro "brasileiro". Então, dizer que índio não
teria meios de se defender e defender suas terras é, no mínimo, desconhecer a própria história, sem falar no
que de fato acontece nos interiores do Brasil, uma verdadeira guerra onde os índios também estão armados,
guerra esta que só existe porque o governo resolveu demarcar terras indígenas onde já havia propriedades
produtivas e permitir que gente armada invadisse terras genuinamente indígenas, ou seja, falta de respeito à
propriedade privada (seja de índios ou fazendeiros - odeio estes rótulos, porque índio também planta).
Resumindo, o problema com os índios é, na verdade, um problema gerado pelo governo e não evitado por ele.

Por outro lado, a existência de sem teto, moradores de rua, etc., mostram também uma falha de governo, e
não da iniciativa privada. Ao facilitar o crédito via bancos, quem tem acesso a este é justamente quem tem
conta no banco, renda "compatível" e endereço xo, ou seja, quem realmente não precisaria de casa. Ao
mesmo tempo, cria um bolha arti cial para a construção, que começa a construir casas para renda mais alta,
que tem acesso ao crédito, relegando a quem não tem acesso, continuar não tendo. Deixar a iniciativa privada
sozinha, neste caso, vai fazer com que apareçam todo tipo de construtoras e construções, inclusive para rendas
mais baixas, minimizando o real dé cit habitacional. E a grande verdade que é possível isso é que o Minha
Casa, Minha Vida, exige rendas mínimas e máximas para ter acesso ao crédito, ou seja, a Caixa sabe que vai
receber o dinheiro de volta. Claro, outros bancos também poderiam, principalmente se não pudessem criar
dinheiro do nada, procurariam parcerias para fazer mais dinheiro e da mesma forma, retirando poupança dos
ricos para emprestar aos mais pobres.

Para os que realmente não tem nada na vida, nada melhor que a consciência dos cristão, que são a absoluta
maioria no Brasil, e que deveriam seguir as palavras do Cristo: "Fazei aos outros o que gostaria que os outros
zessem a ti", consciência esta eclipsada justamente pelo governo que se adonou de pai e mãe das pessoas e
assumiu a tarefa de realizar a caridade, coisa que é de âmbito individual.
RESPONDER

Eduardo  22/02/2013 16:49

"[Mussolini] era recorrentemente celebrado pelo The New York Times, que publicou inúmeros artigos louvando seu
estilo de governo. Ele foi louvado em coletâneas eruditas como sendo o exemplo de líder de que o mundo necessitava
na era da sociedade planejada. Matérias pomposas sobre o fanfarrão eram extremamente comuns na imprensa
americana desde o nal da década de 1920 até meados da década de 1930."

Mudando apenas a data, e mudando a "imprensa americana" por "imprensa mundial", é como se esse trecho
estivesse descrevendo o Obama.
RESPONDER

Rafael Castelo  25/06/2013 19:27

Foi bem até que começou a teorizar sobre o Anarcocapitalismo. Teoria tão boba, tão inocente e tão utópica quando o
Comunismo. As contradições começam lá pelo parágrafo 40 - Por outro lado... - e vão até o m. Quer dizer então que
o Estado Liberal (vigia noturno) não pode ser regulado e controlado por ninguém? Mas em compensação o povo pode
se unir e derrubar os seus opressores e instalar um anarcocapitalismo?

Ué, e por que o povo então, através do meios democráticos (cito apenas Imprensa e Ministério Público), não pode
regular e scalizar o vigia noturno?

PNA funcionou muito bem entre Hitler e Stalin, ou não? PNA não é pacto de não agressão, pois isso não existe, mas
sim PROMESSA de não agressão do mais forte ao mais fraco. Promessa que dura enquanto o mais forte quiser ou
enquanto não precisar quebra-la.

Fico com Mises e o Estado Liberal mínimo, e refuto todos os demais que desvirtuaram a sua ideia e propagam essa
boba utopia de anarcocapitalismo, que leva em sua construção teórica apenas valores econômicos e sua ciência,
ignorando todos os demais fatores sociais e as demais ciências políticas, sociais e humanas.

Em breve dirão:
"Sabe o que é um Libertário anarcocapitalista? Alguém que lê Mises".
"Sabe o que é um Liberal conservador? Alguém que lê Mises e entende".
RESPONDER

Eduardo Bellani  26/06/2013 00:34

O que é o estado?

O estado é uma instituição que detém o monopólio da resolução de


con itos interpessoais que acontecem dentro de uma região geográ ca.

O que é monopólio?

Monopólio é uma condição onde um produtor usa de força agressora para


impedir concorrentes de competir no mesmo mercado que ele.

O que acontece com o produtos e serviços ofertados por um monopólio?

Eles necessariamente serão piores e mais caros que uma situação onde
exista livre concorrência.

QED

RESPONDER

anônimo  26/06/2013 10:49


'Eles necessariamente serão piores e mais caros que uma situação onde
exista livre concorrência.'

Tudo isso foi concluído ao se observar o mercado de todo tipo de produto, menos o de justiça e polícia
privadas.
Logo, o que você está fazendo é escolher as premissas (e ignorando propositadamente as situações
onde elas não são aplicáveis,ou onde pelo menos não foram testadas) pra chegar na conclusão que você
já quer chegar.
RESPONDER

Eduardo Bellani  26/06/2013 12:57

Tudo isso foi concluído ao se observar o mercado de todo tipo de produto, menos o de justiça e
polícia privadas.

Não foi-se usado de empirismo para chegar a essa conclusão sobre monopólios. Isso foi
deduzido a priori a partir do axioma da ação humana. Chama-se praxeologia
(http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=18).

A prova se mantém, e sua acusação é infundada.


RESPONDER

anônimo  26/06/2013 13:45

Não é no mínimo estranho que o próprio criador da praxeologia nunca tenha chegado a
essas conclusões quanto a justiça e polícia?

Fazer o quê né, Mises, grande gênio e tal, porém quando discorda de anarquistas o cara é
burro o su ciente pra não dominar a teoria que ele mesmo criou.Faz todo o sentido do
mundo.
RESPONDER

Eduardo Bellani  26/06/2013 18:43

Isso foi uma tentativa de refutação? Sistema estatal escolar, mostrando seus
resultados.
RESPONDER

anônimo  26/06/2013 20:09

E a sua privada foi ótima, como mostra sua incapacidade de entender


sarcasmo
RESPONDER

Jane Heyre  19/08/2013 17:03

Excelente artigo, muito bem escrito e fundamentado, a contextualização histórica e embasamento teórico pertinentes.
Faço aqui apenas uma observação como socióloga, ao citar Marx, que que claro para os leitores, que ele não se
considerava "marxista" o que deixou escrito de próprio punho. As ideias de Marx foram amplamente utilizadas e até
distorcidas pelos que queriam impor suas ideologias (comunismo, socialismo, fascismo e o próprio marxismo)ao
mundo e às pessoas. O fato de achar toda a discussão atual é a prova cabal que estamos andando em círculos e sem
sair do lugar no tempo e espaço, e como diz o autor, ou tomamos o poder de decisão e unidos mudamos nosso
"entorno" ou os "estados-nações" farão por nós; quantos são mesmo? G8? G20?
RESPONDER

Gustavo BNG  20/08/2013 06:17

Jane, o essencial é que uma economia centralizada, como propunha Marx, não funciona:
mises.org.br/Article.aspx?id=1386 (http://mises.org.br/Article.aspx?id=1386)
Logo, não importa como se denominam as pessoas que usam as ideias dele.
RESPONDER

anônimo  19/08/2013 18:54


Em uma escala de 0 a 10 - sendo 0 uma economia planejada e 10 uma economia totalmente livre, onde se colocaria
o fascismo?
RESPONDER

anônimo  19/08/2013 19:11

Economia planejada é impossível


RESPONDER

Leandro  19/08/2013 19:19

Entre 2 e 4. Há alguma livre concorrência em um âmbito micro, como entre bairros -- por exemplo, entre
padarias, mercearias, barbearias e restaurantes a quilo.

No entanto, dado que todos estes empreendimentos utilizam insumos fornecidos por grandes atacadistas --
os quais são protegidos e cartelizados pelo estado -- a concorrência micro tende a ocorrer não via preços, mas
sim via qualidade do atendimento e outras minúcias.
RESPONDER

Pedro Ivo  19/08/2013 20:14

Você quer dizer, com isto, que a divisão-do-trabalho não apresenta ganhos em complexidade (espaço
e tempo) e escala?

Não há aumento da complexidade temporal do produção, com ampliação das etapas produtivas? E da
espacial?

Nem ganhos de economias de escala?


RESPONDER

Anônimo  19/08/2013 20:37

Talvez nem mesmo seja possível chegar a 0. Nem no pior socialismo. Sempre haverá algum mercado
negro para permitir que a população sobreviva sem depender da troca de favores da elite
burocrata(Apesar de ser quase impossível subir muito na vida sem ser parte dessa).

Mesmo em situações críticas de hiperin ação, controle de preços e tomada dos meios de produção,
alguém sempre deu um jeitinho de manter o mercado funcionando. Se não fosse por essa
"malandragem", o sofrimento causado pelos estatismos teria sido ainda maior.
RESPONDER

anônimo  20/08/2013 00:52

Mas eu já vi artigos a rmando que o pequeno e médio empresário caram totalmente oprimidos pelos
interesses dos grandes e pelo corporatvismo estatal.

"Mussolini também eliminou a capacidade do mercado de tomar decisões independentes: o governo


controlava todos os preços e salários, e rmas de qualquer indústria poderiam ser forçadas a fazer parte
de um cartel, caso a maioria se posicionasse nesse sentido. Os líderes das grandes empresas tinham
alguma participação na elaboração de políticas, enquanto os pequenos empreendedores eram, na
verdade, transformados em empregados do estado, competindo com burocracias corruptas. Eles
aceitavam sua submissão na esperança de que as restrições fossem temporárias. Vendo a terra como
bem fundamental à nação, o Estado fascista dominou a agricultura de uma forma ainda mais completa,
de nindo safras, dividindo fazendas e fazendo das ameaças de expropriação um instrumento para
reforçar suas ordens."
RESPONDER

Malthus  20/08/2013 00:55

E essa a rmação é correta. Qual o problema com ela?


RESPONDER

anônimo  26/08/2013 03:00


A economia fascista é mais intervencionista que a economia brasileira atual? E ela está
mais próxima do capitalismo ou do socialismo?
RESPONDER

anônimo  02/09/2013 04:39

Dado que o grosso da produção era feita pelo privado e sob o sistema de livre
concorrência, como tu mesmo a rma, seria errado dizer que é um modelo
capitalista?
RESPONDER

Guilherme  02/09/2013 06:40

Não havia livre concorrência sob o sistema fascista. Aliás, esta ausência de
livre concorrência é a de nição básica do corporativismo.
RESPONDER

Emerson Luis, um Psicólogo  19/08/2013 19:52

Muito bom, descreve bem o Brasil e diversos outros países.

***
RESPONDER

Sérgio  20/08/2013 01:48

Em suma, nós vivemos sob um estado fascista há muito tempo. E ninguém percebe, muito contrário, a maioria acha
bom e clama por mais fascismo. E ainda achamos que somos "livres".
RESPONDER

Mr.Garone  30/08/2013 15:28

Economia fascista = economia socialista, muitos não querem admitir então dizem que vivemos em um
fascismo, porém fascismo e socialismo é a mesma coisa, pois a direita e a esquerda são iguais, ambas são
golpistas e intervencionistas.
RESPONDER

Renato Souza  09/09/2013 13:26

Estranho chamar o fascismo de direita. Porque? Seguindo preceitos direitistas estão os miniarquistas,
os liberais clássicos, os países de economia mais aberta (tigres asiáticos, a Suíça, etc) políticos como
Thatcher e Reagan. É uma coisa estranhíssima colocar essas gente junto com nazistas e fascistas, de
um lado, e comunistas, socialistas e sociais democratas do outro. É evidente que o nazismo e o
fascismo tem pouco em comum com aqueles que são considerados direita, e é extremamente parecido
com os sistemas de esquerda (nem poderia ser diferente, pois nazistas e fascistas vieram de partidos
comunistas ou socialistas). Diga-se de passagem, vieram desses partidos e trouxeram com eles os
conceitos econômicos e sociais, os quais foram apenas adaptados para enganar os trouxa (e
enganaram).

Mesmo na direita propriamente dita, quem são os maiores partidários de intervenções sociais e
militares? Os neocons, que são simplesmente pensadores marxistas que se converteram à economia de
mercado, ao ver toda a desgraça que é a economia socialista. Mas foi uma conversão incompleta.
Mantiveram, talvez inconscientemente, a fé no intervencionismo militar e político.
RESPONDER

Marcus Benites  09/09/2013 14:16

Isso faz parte de uma tática discursiva da esquerda. O esquerdismo matou 150 milhões de
pessoas, trouxe fome, miséria e perda de liberdade ao mundo. Mas como eles pintam a si
próprios? Como aqueles que propõem a "justiça social", a "igualdade", etc. Logo, ser "de
esquerda" é nobre. A prática não coaduna com o discurso, mas dane-se. Aí eles pegam o
nazismo, o fascismo, a escravidão, a ditadura militar, o racismo e, no discuso mais uma vez
desonesto, classi cam esse pacote de "direita", sendo que um direitista, na maioria das vezes, é
apenas um liberal que quer um estado menor (ou mesmo inexistente). Mas o discurso é tão
difundido, a mídia e as escolas fazem tão bem seu servicinho, que ser "de direita" passa a ser
horrível, pois ela é relacionada a atrocidades que não têm nada a ver com ela, e ser "de
esquerda" passa a ser o símbolo da bondade, pois se tira tudo o que é realmente da esquerda da
conta... No fundo a única distinção é entre quem quer um estado maior ou menor. Nós, liberais,
queremos o menor possível. O que isso tem a ver com "ditadura militar" e "racismo", por
exemplo, me escapa. Já eles, esquerdistas, querem o maior estado possível. E, por isso, estão ali,
cabeça a cabeça com o fascismo e o nazismo. Mas, é claro, a imagem que se passa à sociedade
ignorante e doutrinada é outra. Desonestidade intelectual pura, bastante intencional. Nossa
função é apontar, sempre, o quanto esse discurso é falso e picareta. Mas é trabalho de
formiguinha, pois já "tá tudo dominado" por eles faz tempo.
RESPONDER

Andre Cavalcante  09/09/2013 17:18

"sendo que um direitista, na maioria das vezes, é apenas um liberal que quer um estado
menor (ou mesmo inexistente)"

Nop! Em geral libertários é que querem um estado menor ou inexistente. E preferimos o


Diagrama de Nolan (http://www.diagramadenolan.com.br/?locale=pt) para acabar com
essa dicotomia absurda de esquerda e direita. O mundo é muito mais vasto que isso.

Abraços.
RESPONDER

Paolo  21/08/2013 03:28

A razão de ser do Estado é moderar a assimetria nas interações sociais. No entanto o que ocorre é que qualquer
Estado impõe assimetria de forma coerciva e direcional, independente do ritual democrático. Hoje vivemos de fato de
forma muito parecida com o absolutismo de 350 anos atrás. O trabalho deste Instituto é muito útil por possibilitar o
entendimento do qual pode emergir ação positiva e efetiva.
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anônimo  05/09/2013 02:52

E a produção industrial era cartelizada também? E os micro empresários industriais, tinham alguma liberdade?
RESPONDER

Luiz Rosa  24/09/2013 19:08

Achei brilhante o artigo exceto o nal, no qual fala na ausência total do estado. Um mundo sem estado infelizmente
nem todos iram cooperar para o bem estar geral, alguns vão se agrupar pra prosperar enquanto outros pra subjulgar e
explorar os grupos mais fracos.
RESPONDER

Eddi  20/02/2014 01:20

E o conluio entre estado e iniciativa privada antes do fascismo??? Ninguem aqui leu bastiat e sua oposiçao ao
governo???? Nao podemos alimentar o mito de que o sec xix foi o sec do liberalismo, sabemos q isso é falso. No mais,
irretocavel. Só mais uma consideraçao sobre os comentarios acima: como é difícil pra cabeça de gente q foi doutrinada
a vida toda entender a diferença de estado e governo! De anarquia e anomia!
RESPONDER

Pimenta Buena  20/02/2014 01:31

Não são necessárias tantas interrogações. Uma só já basta. Mais de uma interrogação é um aceno ortográ co
utilizado pelos inseguros.

Sim, havia tentativas de conluio no século XIX, mas muito menos que hoje. E tais tentativas não duravam.
Veja relatos:

www.mises.org.br/Article.aspx?id=366 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=366)
RESPONDER
anônimo  23/06/2014 13:07

Muito bom o texto. Mostra que economia estatista não é monopólio da esquerda como muita gente acha.
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hudson  09/07/2014 16:09

Estava indo muito bem até começar a pregar o m do governo... tsc.


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Pobre Paulista  10/07/2014 03:13

Não gostou? Relaxe, em outubro você poderá mudar o Brasil com um simples voto.

Próximo estatista, por favor.


RESPONDER

anônimo  11/07/2014 15:03

Ser cético quanto ao m do governo não signi ca ser estatista.


Eu sou cético quanto ao avanço da ciência até chegar na cura de todas as doenças, isso é bem diferente
de acreditar que uma doença é uma coisa positiva.
RESPONDER

Renan  09/07/2014 19:33

"Um dos mais desconcertantes fenômenos do fascismo é a quase inacreditável colaboração entre homens da
extrema-direita e da extrema-esquerda para a sua criação. Mas a explicação para este fenômeno aparentemente
contraditório jaz na seguinte questão: tanto a direita quanto a esquerda juntaram forças em sua ânsia por mais
regulamentação. As motivações, os argumentos, e as formas de expressão eram diferentes, mas todos possuíam um
mesmo objetivo, a saber: o sistema econômico tinha de ser controlado em suas funções essenciais, e este controle
teria de ser exercido pelos grupos produtores."
Eu sou meio leigo, mas não seria esquerda intervenção estatal e direita liberdade econômica? Ou estou confundindo?
Se alguém conseguir me explicar, por favor hahahaha
RESPONDER

Rennan Alves  09/07/2014 20:40

Pessoalmente eu de no que:

Esquerda = Mais Estado

Direita = Menos Estado

Ambos podem defender intervenções, a diferença é apenas o grau de intervencionismo.

Partindo do pressuposto de que a extrema-esquerda seria Estado máximo e a extrema-direita seria o Estado
mínimo, ambos os lados uniram suas propostas para gerar o fascismo.

Isso explicaria a existência da propriedade privada (direita) regulamentada pelo Estado (esquerda). Entretanto,
dado que o fascismo demonstrou (e provou) ser um regime com um Estado grande, eu o colocaria como
centro-esquerda, ou, como alguém comentou em outro artigo, "o primeiro passo para o Socialismo".

Como contraponto, levando em consideração a realidade da época, a dicotomia "esquerda x direita" que
explica esta observação do autor poderia ser:

Esquerda: contra as empresas

Direita: a favor das empresas

En m, isto é só um palpite.
RESPONDER

Carlos Prado  10/07/2014 01:11


De nir esquerda e direita já era algo muito difícil; depois veio esses progressistas e novamente
distorceram e estupraram a semântica de mais uma palavra.
Tem as que dizem a esquerda como coletivista e a direita como individualista; outras dizem a esquerda
como quem acredita num homem puro de nascença e que é corrompido pela sociedade(por isso
reformá-la de alguma forma; talvez num socialismo bolchevique; quiçá um arcadismo como o volk
alemão dos nazistas) e a direita acreditando num homem sempre com tendências para o mal(Daí evitar
revoluções e mudanças do que funciona e remover o estado formado de homens propensos ao mal
mandando em tudo). Este último me parece o melhor, todavia não é fácil e é cada vez mais difícil falar
o que é esquerda e o que é direita.
RESPONDER

Andre B.  11/07/2014 13:11

Rennan, acredito que a sua simpli cação "esquerda (=mais estado) x direita (=menos estado) está
correta, mas a simpli cação "extrema esquerda (=estado máximo) x extrema direita (=estado mínimo),
não.
Para a esquerda, o raciocínio serve: esquerda = mais estado; extrema esquerda = estado máximo.
No outro lado da moeda, quem prega o estado mínimo é a direita. A extrema direita prega a imposição
de alguns valores de direita e o antiesquerdismo a qualquer custo, ainda que à força (por isto são
extremistas). Para o m perseguido pela extrema direita, é imprescindível o agigantamento do estado.
Note que, no caso da esquerda, a diferença é de grau (muito estado x estado máximo). No caso da
direita, a diferença é de essência (estado mínimo x estado gigante).
O raciocínio acima foi retirado deste artigo de Olavo de Carvalho, que recomendo:
www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/12463-democracia-normal-e-patologica--i.html.
Por m, destaco que essa caracterização da direita como liberal e defensora do estado mínimo é apenas
teórica. Na prática, o que vemos hoje é a direita identi cada muito mais com outras questões (oposição
ao casamento gay, rigidez contra a imigração, militarização em prol da defesa nacional etc.) do que na
defesa do estado mínimo. Porque a verdade é que ninguém que chega ao poder quer diminuí-lo.
RESPONDER

Zara  10/07/2014 00:27

Fiquei com uma duvida na parte nal do texto quando o autor cita Mises:

''No nal, a ideologia que obtiver o apoio da maioria irá prevalecer e retirar o sustento de sob os pés do tirano.''

Quando Mises fala: ''o apoio da maioria''; é um ideal de democracia?

Agradeço quem tirar minha duvida. obrigado.


RESPONDER

Andre B.  11/07/2014 13:31

Zara, entendo que a frase de Mises não está ligada à ideia da democracia segundo a qual vence quem obtém
mais votos. Na verdade, a frase de Mises está ligada a uma questão fática: a ideologia dominante numa
sociedade dita seu comportamento. Por exemplo, por que, nos EUA, passou-se a utilizar "african americans"
como sinônimo de negros, apesar de eles não serem africanos, e de haver africanos não-negros? Porque essa
ideia estúpida ganhou capilaridade na sociedade. Por que os políticos não defendem privatizações no Brasil?
Porque é a ideologia estatista que predomina no Brasil. E é a ideologia dominante na sociedade que vai fazê-la
apoiar ou não alguma coisa. E é por isto que nossa luta tem que começar no campo das ideias.
RESPONDER

Zara  11/07/2014 17:09

Andre B: Obrigado pela resposta:

''a ideologia dominante numa sociedade dita seu comportamento''

Um grande abraço
RESPONDER

Ricardo  11/07/2014 22:10


O fascismo deixa gente ignorante fascinada!
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Edson  21/07/2014 18:51

Alguém sabe me disser o posicionamento político de uma pessoa que se diz evoliana? Quase não vejo material sobre
isso na internet.
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Eliana Cachoeira  25/10/2014 17:47

Não vejo como "Não mais podemos prever se os membros se consideram de esquerda, [SIC]"um esquerdista, pode
considerar ruim o papel do Estado. Não vejo como equilibrar num mesmo nível, DIREITA e ESQUERDA.
RESPONDER

Augusto Paiva  02/04/2015 23:02

Mussolini comprova: Fascismo é Esquerda ? https://www.youtube.com/watch?v=jxAwL52D75g

Qualquer semelhança com o Chavismo e Lulodilmismo não é mera coincidência.


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marco bittencourt  08/11/2015 15:58

Interessante artigo porque nos dá uma métrica para avaliarmos não só as duas ditaduras brasileiras da época
republicana, bem como qualquer outro período político, como o presente. Nessa métrica, não me resta dúvida - como
sempre imaginei - que a ditadura militar de 1964 foi fascista. O que me intriga é a análise, seguindo a "espinha
dorsal" do texto, que posso fazer sobre a ditadura do Estado Novo. De fato, uma ditadura economica requer uma
ditadura política. Mas uma ditadura política nem sempre acarreta uma ditadura econômica.
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Andre  26/11/2015 16:39

Queria entender por que algumas pessoas e em alguns espectros políticos insistem em jogar o fascismo pra direita.

O fascismo tem muito mais características totalitárias e centralizadoras de poder estatal que caracterizam na
esquerda política. De verdade fascismo, comunismo e nazismo são irmãos, o que os diferenciam são os motivos, mas
os meios são os mesmo e assim como os porquês.

Seguindo uma lógica de política econômica, quanto maior o estado, mais de esquerda, quanto menor o estado, mais
de direita - motivo pelo qual anarco capitalistas são considerados de extrema direita.

O fascismo TALVEZ possa ser colocado na direita no aspecto social político, pelo modo como impõe a ideia de
nacionalismo totalitário, porém, essa característica também é visível no comunismo, nazismo, integralismo etc.

Logo a visão político econômica é a mais sensata para analisar com objetivos coerentes a posição política - até por
que muito das decisões econômicas atingem toda a sociedade.
RESPONDER

Anonimo  27/11/2015 10:25

'Queria entender por que algumas pessoas e em alguns espectros políticos insistem em jogar o fascismo pra
direita.'

Simples, porque lho feio não tem pai.A esquerda quer jogar tudo de ruim no mundo pra cima da 'direita', pra
continuar vendendo a ideologia dela.
São os mesmos caras que falam que a URSS não era socialista de verdade, que Cuba e Venezuela também
não...são os mesmos caras que quando o barco começa a pegar fogo, pulam fora e os companheiros que
caram, que se lasquem.Deluzio que o diga.
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Anonimo  27/11/2015 10:26


Correção: Delcídio.
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Rennan Alves  27/11/2015 12:42

O fascismo é geralmente classi cado como "direita" por dois motivos:

1) A declaração de Benito Mussolini sobre o Italian Socialist Party:

"We declare war against socialism, not because it is socialism, but because it has opposed nationalism.
Although we can discuss the question of what socialism is, what is its program, and what are its tactics, one
thing is obvious: the o cial Italian Socialist Party has been reactionary and absolutely conservative. If its
views had prevailed, our survival in the world of today would be impossible."

PS: Lembre-se que, para a esquerda, qualquer corrente ideológica que declare oposição ao socialismo, é
automaticamente considerada "direita".

2) As parcerias público-privadas encabeçadas por Mussolini. Diferente dos comunistas e socialistas, que saem
expropriando a propriedade privada alheia, os fascistas(e também os nazistas) preferem deixar alguns setores
em mãos privadas, desde que estas reportem-se diretamente ao governo. Para a esquerda, qualquer corrente
ideológica que venha a bene ciar empresários, é automaticamente "direita".
RESPONDER

Taxidermista  27/11/2015 13:17

Boa, Rennan.

A título colaborativo, vale recordar ao colega Andre:

George Reisman:
mises.org.br/Article.aspx?id=98 (http://mises.org.br/Article.aspx?id=98)

Walter Williams:
www.mises.org.br/Article.aspx?id=2162 (http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2162)

e Hans F. Sennholz:

"a conclusão é que os socialistas se reinventaram, trocaram seu rótulo para social-democratas,
deixaram de lado sua ânsia de estatizar diretamente os meios de produção e optaram por um mais
suave modelo fascista, no qual estado e grandes empresas atuam em conluio para se bene ciar
mutuamente e prejudicar o cidadão, que tem de aceitar serviços ruins e caros, pois não há mais livre
mercado. Exatamente o intuito original dos socialistas": www.mises.org.br/Article.aspx?id=1647
(http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1647)
RESPONDER

Varg  17/01/2016 15:39

O Brasil vive em um regime fascista desde Getúlio Vargas.

Os "intelectuais brasileiros" não percebem isso porque acha que fascismo é tudo aquilo que eles não gostam.
RESPONDER

joabe  28/02/2016 16:52

Meu caro amigo dono desta pagina,com a qual me deparei por pura sorte, quero lhe agradecer por compartilhar sabias
palavras e ideias com o restante da população que ainda clama pelo saber. meus sinceros parabéns. nossa luta contra
os tiranos travestidos de salvadores ainda esta longe do m mas é bom saber que não somos luzes isoladas na
escuridão.
Agora vamos a opinião:
Há apenas um tipo de pessoa que apoia esses regimes estadista, sejam os pseudos intelectuais, sindicalistas,
criminosos,bene ciários de bolsas de ajuda, alguns funcionários públicos, ONGs, movimentos sociais, políticos etc...
todos estas classes citadas se resumem em um único tipo de pessoa: o vagabundo sanguessuga que não tem um
pingo de vergonha na cara em viver a custa do trabalho de seus semelhantes e de usurpar os direitos que deveriam
ser de quem produz a riqueza do pais seja empreendendo ou trabalhando.
RESPONDER

Sergio  11/03/2016 09:04

Não se justi ca a ausência de governo, a ausência de regras e normas provocaria o aparecimento de gangues
anárquica que se instalaram pela força ou até mesmo por milícias pagas e assim os menos organizados e menos
endinheirados se tornariam escravos daqueles...na minha opinião está crônica é o anarquismo...e não se esqueçam, a
liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro...direitos e deveres fazem parte de qualquer grupo,
pequeno ou grande...
RESPONDER

Magno  11/03/2016 12:25

Comentários de pessoas contrariadas, por regra, são ruins. Mas esse passou dos limites. Não há uma única
frase que não contenha clichês, chavões e lugares-comum.

Quer dizer então que você equaliza o governo à existência de regras e normas? Ou seja, sem Dilma, Lula,
Sarney, Calheiros, Collor e Cunha não haveria regras e normas? É isso mesmo?

Jesus de Nazaré...
RESPONDER

André  11/03/2016 12:47

Tudo isso que descreveu é exatamente o propagado estado democrático de direito.


Sem tirar nem pôr.
RESPONDER

Antonimo  11/03/2016 13:56

Excelente descrição do Brasil atual.


RESPONDER

Marcelo  20/03/2016 19:29

A exposição da tese está na minha visão muito bem fundamentada. Apenas cede a uma fragilidade de concepção:
enquanto persistirem fronteiras para aprisionar cidadãos jamais alcançaremos a verdadeira liberdade. Um novo
capitalismo precisa emergir - com caráter colaborativo e com preceitos claros de preservação ambiental e das
liberdades individuais, onde fronteiras não mais serão aceitas, pois os mais sagrados direitos que devem ser
assegurados as pessoas humanas são o de ir e vir, o de pensar e se expressar, de empreender, sem a tutela do estado
nação. O condomínio é global, não restrito a fronteiras pseudo jurídicas. Vistos, passaportes, leis contra ou a favor de
imigrantes ou emigrantes, que barbaridade é essa. O mundo pertence a todos que queiram colaborar com o progresso
da humanidade. Vamos lá, que idiotice é essa de bandeiras, símbolos nacionais e etc... Que culto a imbecilidade é
esse? Tenho orgulho de ser quem sou, não de uma tarja que nos de ne como brasileiro, sueco, chinês, somos um
povo único e aqueles que desejam coisas boas, precisam colaborar para a evolução. Todos têm um papel a exercer,
não é o Estado nação que vai responder ao que a humanidade precisa. Não estamos uns contra os outros, devemos
estar a favor de preservar a biosfera. Sobre esse tema que precisamos urgentemente se debruçar. Todos os modelos
postos estão ultrapassados. O colaborativo, tenham certeza, deverá assumir o papel de destaque. Ideologia não atende
ao bem estar da humanidade, solidariedade e empreendedorismo sim. Acumulação de bens não responde a necessária
evolução, pense nisso! Estamos esgotando a capacidade do planeta, porém a maioria continua acreditando que a
solução passa pela acumulação de bens que equivicadamente conceituam de riquezas, ledo engano. Nossa espécie não
atingirá o ápice enquanto continuar vivendo dessa forma primitiva. Cada um de nós individualmente somos uma
ponte para os que se sucederão. Como ponte precisamos construir legados que permitiram aos novos habitantes
atingirem objetivos maiores. Nosso planeta é a maior riqueza e para usufruí-lo não precisamos ser o proprietário, mas
um respeitoso inquilino. Dividimos esse espaço com bilhões de outros seres vivos, quem nos disse que a propriedade
nos pertence. Então use com respeito, viva tua existência sem prejudicar aqueles que virão em teu lugar. Não te
preocupes com os teus lhos, pois se preservares o planeta o futuro deles é dos lhos desses estará garantido. Todos
precisamos continuar trabalhando, criando, educando nossos descendentes, isso é natural. Liberdade aprenda e
construa o verdadeiro signi cado dessa palavra. Poderia escrever um livro aqui, mas quero mesmo é provocar uma
re exão. Chegada a hora de desacelerar, de cultuar o conhecimento e a contemplação dessa maravilha que é o bioma
abrigado no Planeta Terra - a tua casa, a nossa morada, a nossa grande mãe e nanernidade. Obrigado a todos,
Marcelo
RESPONDER

Conegundes Enok  27/04/2016 15:19

Há uma questão de essencialidade em relação ao tamanho do Estado(brasileiro). Deve ser levado em conta que,
aspectos fascistas são facilmente observados hoje nas meta-corporações(banqueiros e dirigentes do setor
especulativo nanceiro americano),como por exemplo a variação do cambio em relacao a uma outra moeda(de um
outro país cuja moeda não seja o dólar),essa variacao de interesse contrario, pode sofrer sanções drásticas e extremas
de acordo com a ideologia desenvolvida por cada pais( ex: Coreia do norte/ Coreia do sul). Sabemos das in uências
econômicas no mercado capitalista exercido por essas corporações,isso é um fato,porém o livre mercado poderá ter
um aspecto positivo mais justo,levando em consideracao no caso do Brasil, a defesa não só de um uxo montante
geral externo (meta-capitalistas,EUA),que muitas das vezes é bene ciado pela ideologia do liberalismo
economico,através de privatizações, mas tambem auxiliando pequenos investidores,de "menores equipes" que aliás
são de categoria quase geral no Brasil, esse seria o equilíbrio primordial a ser investigado internamente por
apreciadores de uma boa política, a meu ver a principal dosagem do tamanho do Estado hoje em relação ao interesse
do desenvolvimento interno, deve considerar essa ideologia de liberalismo econômico, desde que, tenhamos como
priori o bene ciamento interno,(exatamente como é vinculada as ações do mercado pelo ponto de vista das meta-
corporacoes) e a defesa social em primeira instância dos desfavorecidos, mesmo ante a ambientes tecnológicos e
intelectuais superiores.
RESPONDER

Andre Cavalcante  09/05/2016 12:34

WFT????????
Ou, em bom português: Que p0rr@ é essa?
Não entendi uma única frase! (num intendi nadica de nada!)
RESPONDER

anonimo  02/05/2016 02:42

A tributação (Saúde, Educação, Segurança, aposentadoria, trabalhista e outros) deve ser desvinculada (+ou - 50%) do
preço do produto ou serviço, empresas devem ser totalmente isentas de tributação, seja qual for o tributo.

Na verdade quem paga o tributo é o consumidor, sendo assim, a tributação deverá ser recolhida e administrada
somente pelo consumidor, no momento do consumo ou em datas estipuladas.

Libertar o povo e separar os poderes: econômico, militar, político, religioso.

A tributação deve ser desvinculada do preço do produto ou serviço, empresas e governo serão retirados da
administração e pagamento dos tributos.

Os tributos (Saúde, Educação, Segurança, Trabalhista e outros) devem ser administrados e pagos de acordo com a
capacidade dos consumidores, empresas serão isentas. Libertar o povo da Corrupção e Tirania.
RESPONDER

André  15/05/2016 13:54

É melhor ninguém pagar tributos. Imposto é roubo! Pelo m da espoliação legal.


RESPONDER

Guilherme  05/05/2016 14:08

A liberdade total e um mundo perfeito baseado na união dos Humanos é engraçado.


RESPONDER

Um observador  05/05/2016 15:43

Por que?
RESPONDER
pilatesvilamadalena  12/05/2016 14:19

E pensar que o fascista Mussolini foi incensado durante anos pela imprensa internacional. Até o The New York Times
publicou muitos artigos louvando o governo italiano conduzido por Mussolini. Os artigos diziam que ele era o exemplo
de líder necessário ao mundo e que esta liderança é que levaria o mundo ao progresso e prosperidade.
RESPONDER

Renan  12/05/2016 15:34

A Palavra "FASCISMO" esta tão banalizado pela esquerda que esses dias meu sobrinho pequeno começou a repetir do
nada, talvez escutou do professor ou viu na televisão.
RESPONDER

Renato  12/05/2016 17:59

Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

Se queremos car livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das
pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para
essa nalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou
grandes empreendedores.

Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os
empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço
razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim
esse desejar, mais principalmente nas ruas.

Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais
força através de palestras e encontros.

Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe
política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e
para as pessoas comuns.

Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, caria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim
solicitasse nosso serviço.

É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações
estrangeiras.

Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com


RESPONDER

Pilates-Perdizes   12/05/2016 21:51

Quem pensa em acabar com os políticos padece de analfabetismo político. É utopia pensar que vingará uma
democracia direta. Isto não existe. O que é importante é que a sociedade seja ativa: escolha muito bem seus
representantes e, o mais difícil, acompanhe o trabalho deles. Nossa sociedade é de uma passividade atroz. É fácil
resmungar pelos cantos e não fazer nada.
RESPONDER

Cético  13/05/2016 02:13


De novo este papinho de "escolher os políticos certos"? Você repete a mesma ladainha o tempo inteiro e já
foste retrucado várias vezes. Estás com um comportamento digno de um troll.
RESPONDER

Pilates-Perdizes  14/05/2016 21:39

Observa-se na sociedade um agrupamento de pessoas que nunca propõem nada e são contra tudo e
todos. Este tipo de camarilha é nefasta para a sociedade pois não criam nada, na maioria das vezes são
individuos inviáveis econômicamente, e que vivem pelos cantos em acidez extemporânea. São muito
conhecidos como rebeldes sem causa. Irão envelhecer deprimidos sem nada criar e nada propor de útil.
Baseiam-se em teorias ultrapassadas e vivem a querer mostrar que tem algo a acrescentar quando na
realidade são desertos de idéias.
RESPONDER

Edujatahy  15/05/2016 16:11

E qual foi o "grande" político que você elegeu? Cite ai ó "grande exemplo" de cidadão.
RESPONDER

Amo-PT  18/05/2016 19:54

Lula e Dilma foram os grandes políticos que votei.


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Maurício  21/05/2016 12:03

kkkkkkkkkkkkkkkkkk
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Torben  22/05/2016 23:26

Você ama o FHC.


RESPONDER

Andre  13/05/2016 11:51

E esperar por candidatos políticos honestos e competentes não é utopia?


As pessoas tem apenas a obrigação de cuidar da vida delas, vida política
não é demanda natural de nenhuma sociedade.
Que mania de proto ditador querer mudar as pessoas.
RESPONDER

Anônimo  12/05/2016 23:09

Mas não foi Mises que elogiou o fascismo?

Quer dizer, no livro 'Liberalismo', ele havia fala: "Não se pode negar que o fascismo e movimentos semelhantes,
visando o estabelecimento de ditaduras são cheios de boas intenções e que sua intervenção, para o momento, salvou
civilização europeia. O mérito que o fascismo ganhou, assim, por si só viverá eternamente na história. Mas apesar de
sua política trouxe salvação para o momento, não é do tipo que podia prometer o sucesso contínuo. O Fascismo foi
uma emergência improvisada. Para visualizá-lo como algo mais seria um erro fatal".

Segundo informação ainda da Wikipedia, o biógrafo de Mises, Jörg Guido Hülsmann, chama a crítica de que Mises
justi cou o fascismo de "absurda", apontando para o resto da citação na qual ele chamou o fascismo de perigoso e o
descreve como um "erro fatal" classi cando-o como um "improviso de emergência" contra a crescente ameaça do
comunismo e o socialismo como exempli cado pelos bolcheviques na Rússia.

Poderiam esclarecer, por favor?


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diego  13/05/2016 01:16

Aproveitando o artigo pra puxar o assunto dos monopólios, eu tenho pesquisado sobre o caso das "sete irmãs do
petróleo", e toda fonte que vejo diz que o monopólio deles foi criado pela ausencia de regulamentação, e foi
justamente a intervenção estatal que acabou com isso. Ai eu gostaria de saber se realmente foi isso o que aconteçeu.
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Ramiro  13/05/2016 02:43

Ué, e quando foi que Shell, BP, Exxon, Chevron, Mobil, Texaco e Gulf Oil tiveram algum monopólio global? Isso
é uma impossibilidade prática.

Se, por exemplo, a Shell dominasse o mercado na Holanda, nada impediria que as outras petrolíferas do resto
do mundo fossem para lá ofertar petróleo. Nada exceto o governo, é claro.

Acho que a sua narrativa está invertida: nenhuma dessas tinha monopólio global nenhum; foi a intervenção do
estado o que lhes garantiu reservas de mercado.
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pilates-vila-romana  14/05/2016 12:27

Mussolini e Hitler foram muito elogiados durante anos pela imprensa internacional. Hitler foi o homem do ano pelo
The New York Times em 1939. Este veículo publicou muitos artigos louvando os governos de Mussolini e Hitler. As
reportagens diziam que eles eram o exemplo de líderes necessários ao mundo e que esta liderança é que levaria o
mundo ao progresso e prosperidade.
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Bode  15/05/2016 15:58

O maior obstáculo ao anarcocapitalismo é o medo que as pessoas têm da liberdade. Preferem entregar o seu destino
nas mãos do estado protetor. Basta olhar os números no Brasil, a maoir parte dos jovens preferem abrir mão de uma
carreira no setor privado por um cargo no setor público. A idade média dos servidores que ingressou no serviço
público na última década esta entre 18 e 30 anos. No nosso país o prognóstico para o crescimento do
anarcocapitalismo é reservado.
RESPONDER

pilates-lapa  17/05/2016 20:59

O fascismo está impregnado na nossa sociedade de forma invisivel e silenciosa. O fascismo se impõe através de um
estado paquiderme sobre a sociedade, sobre o livre mercado, detonando a economia. Podemos dizer que é um quadro
vivido pelo Brasil nos últimos anos. De uma economia vibrante e dinâmica passamos para uma economia estagnada,
de um estado que interfere em todos os detalhes de nossa existência, de um estado gigante, que quer a todos servir.

RESPONDER

pilates-lapa  18/05/2016 16:04

O fascismo nos impõe um estado agigantado, pesado e que violenta o livre mercado. O Capital no fascismo se esgota
com impactos profundos na produtividade e nos investimentos. Acaba com a economia. É um cenário bastante
parecido com o que vivemos nos últimos tempos. O Estado foi sugado e surripiado que hoje encontra-se moribundo.
Podemos dizer que vivemos nos últimos anos em um Estado fascista?

RESPONDER

Liberal solidário   23/05/2016 23:57

O fascistas são os conservadores em tempos de crise.

Aqui no Brasil temos o Bolsonaro, apoiado pelo Olavo de Carvalho.

Nos EUA há o Trump, apoio pelos conservadores.

Hitler chegou ao poder com nanciamento de grande empresários conservadores, se aliou aos monarquistas alemães
em defesa dos valores nacionais.

Por iss, nós libertários, devemos tomar posição em oposição ao conservadorismo, tradicionalismo, direitismo. Somos
progressistas.
RESPONDER
Leonardo Rodrigues  24/05/2016 14:41

"O fascistas são os conservadores em tempos de crise."

Fascismo pode ser conservador ou pode ser progressista. Conservadorismo e Progressismo são questões
sociais, já Fascismo é uma questão econômica.

O PT foi um partido fascista na parte econômica que:

1- Cartelizou o setor privado através de altos impostos e burocracias ridiculamente exageradas sobre as
empresas, aliou o Estado com as grandes empresas através do crédito subsidiado pelo BNDES com prazo para
pagar no ano de São Nunca sempre sendo adiado.
2- Aumentou as leis trabalhistas (trabalhismo é um ponto essencial do fascismo).
3- Fez e criou vários programas sociais (populismo é outro ponto essencial do fascismo).

Esses três pontos é puro Fascismo (ou Corporativismo) Econômico.

Ao mesmo tempo que o PT foi um partido fascista na economia, foi um partido super progressista na parte
social juntamente com o outros partidos de Esquerda, em que se destaca principalmente o PSOL.

"Aqui no Brasil temos o Bolsonaro, apoiado pelo Olavo de Carvalho."

Bolsonaro prega, desde meados de 2011, um Estado Mínimo.

https://www.youtube.com/watch?v=xoxEkgl2-lU

https://www.youtube.com/watch?v=u7oF6R-PRPs

https://www.youtube.com/watch?v=tY--3IOFyn8

https://www.youtube.com/watch?v=uMbAuddAxEA

Como diabos um cara que prega Estado Mínimo, diminuição de impostos, armamento civil, privatizações e
desburocratização é um fascista?

Depois de tudo o que foi descrito pelo texto, você não aprendeu ainda o que signi ca Fascismo?

Nos EUA há o Trump, apoio pelos conservadores.

Se você acompanhasse de fato a corrida eleitoral americana, saberia que Trump não é apoiado nem ao menos
pelo establishment do próprio partido republicano (conservador).
Um social-democrata como o Jeb Bush é mais apoiado pelos conservadores do partido republicano do que o
Trump.

"Hitler chegou ao poder com nanciamento de grande empresários conservadores"

Não, cara. Hitler recebeu apoio de empresários com medo avanço do Comunismo na Alemanha, não de
"empresários conservadores".
O empresariado somente queria permanecer ganhando dinheiro e não ter suas propriedades con scada por um
estado bolchevique.

"se aliou aos monarquistas alemães em defesa dos valores nacionais"

Quando for mentir sobre história, minta de uma forma mais convincente.

Primeiro que a Alemanha não era mais uma Monarquia (como era a Itália de Mussolini) desde 1918 com a
queda de Guilherme II e instauração da República de Weimar.

Segundo que o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães era anti-semita, anti-monarquista,
anti-marxista e anti-capitalista.
Terceiro que Hitler retirou o poder das mãos do marechal Paul von Hindenburg, que era um apreciador das
monarquias e um monarquista tradicional. Como diabos os nazistas retirarem um monarquista tradicional do
poder é "se aliar aos monarquistas alemães"?

"Por isso, nós libertários, devemos tomar posição em oposição ao conservadorismo, tradicionalismo,
direitismo. Somos progressistas."

Nâ Na Ni Na Não. Fale por você próprio, não meta outros libertários na suas opiniões pessoais. Ser um genuíno
libertário é ser unicamente em defesa da liberdade www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864.

Progressistas e conservadores são tudo farinha do mesmo saco.

Alguns libertários tentando não serem taxados como racistas, machistas, elitistas, carrocratas, homofóbicos,
xenofóbicos, etc, se tornaram (ou se aliaram a) progressistas igual a esquerda moderna se tornou.

E então surgem bizarrices left-libs como essa:

www.libertarianismo.org/index.php/blog/cultura-estupro-falacia-moralizacao-feminina/

Aliás, gostaria de mostrar como essa esquerda está querendo invadir e distorcer o movimento libertário com
posts de autores esquerdistas:

www.libertarianismo.org/index.php/blog/patriarcado-infelizmente/

www.libertarianismo.org/index.php/artigos/liberdade-feminismo/

Preste bem atenção às propostas e aos comentários nos artigos acima, pedindo mais intervenção e privilégio
as mulheres.

O sujeito se apresenta como um "liberal", mas defende o feminismo (uma forma de neomarxismo e de
socialismo) e ainda cita aquela pesquisa fajuta do IPEA. Os artigos só têm absurdos do começo ao m, desde
as gravuras.
Aconselhar uma pessoa a não esquecer de trancar a porta, não beber muito e não andar sozinha em
determinados lugares é "cultura do estupro" e "falácia da moralização feminina"?
Qualquer indivíduo com um mínimo de racionalidade dá esse tipo de aconselho para as pessoas com quem se
importa. Aconselhar comportamentos preventivos não signi ca culpar a vítima potencial, mas protegê-la.

Esses não são os únicos artigos apresentando bizarrices como essa. Se procurar nos sites relacionados com o
Portal Libertarianismo verá várias bizarrices "libertárias". Esse site, por exemplo, é cheia delas:
https://libertarianismoedarwinismo.wordpress.com/

Fica realmente difícil para saber quem é mais estatista e scal da opinião alheia: os conservadores ou os
progressistas.

Se é você quer fazer aliança com os left-libs (progressistas), saia do IMB e vá para o Mercado Popular, para o
Libertarianismo ou para derivados. Garanto que vai se enturmar melhor com sua laia progressista.
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Sergio  28/05/2016 23:30

Excelente resposta. ignorancia se trata com conhecimento. Parabéns!


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anônimo  29/05/2016 14:58

Mesmo o Partido Republicano não apoiando Donald Trump, faz um certo tempo que o partido já não
defende o "verdadeiro" conservadorismo típico da história e tradição dos Estados Unidos.

Eu outras palavras, o partido "pró-livre mercado" americano não é mais um paleoconservador


(https://en.wikipedia.org/wiki/Paleoconservatism) e passou a ser neocon, que seria uma variação mais
"light" da social democracia dos democratas.

Décadas de doutrinação socialista nas escolas e faculdades não poderiam acabar de outra maneira.
RESPONDER

Felipe Mathews Nicolosi da Silveira  24/10/2016 04:54

Perfeito. Muitas pessoas aqui acham que o caminho do libertário seria o de um mundo sem Estado, mas
é justamente o contrário. O que não pode haver é interferência do Estado na economia, porém a função
do governo é pegar em armas, é o poder bélico que vai garantir a paz através da demonstração de força.
Estas questões da guerra são tão naturais quanto as questões do mercado livre.

Pra nalizar cito um comentário de Ludwig Von Mises com relação ao fascismo:

It cannot be denied that Fascism and similar movements aiming at the establishment of dictatorships
are full of the best intentions and that their intervention has, for the moment, saved European
civilization. The merit that Fascism has thereby won for itself will live on eternally in history. But
though its policy has brought salvation for the moment, it is not of the kind which could promise
continued success. Fascism was an emergency makeshift. To view it as something more would be a
fatal error" (Mises 1978: 51).

"Não se pode negar que o Fascismo e movimentos similares tinham como objetivo, ao estabelecer seus
governos ditatoriais, repletos das melhores intenções, e suas intervenções, no momento em que
ocorreram, salvaram a civilização europeia. O mérito do fascismo viverá na eternidade da história.
Porém, apesar de sua política ter trazido a salvação para o momento, não é o tipo que poderia trazer
um sucesso contínuo. O fascismo foi a emergência de um paliativo. Ver como algo a mais seria um erro
fatal" (MISES, 1978:51)
RESPONDER

Paulo Amorim  02/09/2016 16:17

Excelente texto a respeito do Fascismo. Muito realista, factual e didático. Agora, o desvio nal para a conclusão de
que o Anarcocapitalismo trará o paraíso na terra com os homens abraçados trabalhando todos juntos em prol do bem
da humanidade prescindindo de um sistema comum que regule seus vis instintos me lembra que utopia não tem
lado... A esquerda carrega a premissa equivocada do homem naturalmente bom. Vejo que a extrema-direita
(anarcocapitalistas) também.
RESPONDER

Rogério Borborema Santos (Pró-Monarquia Constitucional)  08/10/2016 10:32

Crescemos escutando que o fascismo "é de direita"..., mas, a direita não defende a ditadura do proletariado e o
estado como provedor de emprego, bens de consumo e da igualdade sem mérito, portanto, resumindo, é o m de
prosa manipuladora de esquerdistas sociopatas deste artigo!

O fascismo é sim de esquerda!

Vídeo: https://youtu.be/jxAwL52D75g
RESPONDER

davidge  18/11/2016 23:50

O texto explica o que é o fascismo em termos de estado. Mas, e quando é referido a uma pessoa? Pois temos visto
com frequência nos últimos semestres, por causa da crise política no Brasil, pessoas dizerem: fulano é fascista! O que
quer dizer, então, dizer que uma pessoa é fascista?
RESPONDER

Nigel  19/11/2016 00:08

Signi ca que alguém não concorda com o que ela diz.


RESPONDER
Wander Stabenow  19/03/2017 13:58

Excelente artigo. Aborda o fascismo de um ponto de vista bastante prático e real, especialmente para brasileiros.
RESPONDER

LUIZ F MORAN  09/05/2017 11:53

O marxismo é a semente de todo o mal encarnado inicialmente nos genocidas Lênin e Stalin, que deram o tom aos 70
anos de URSS, e que pulverizaram as liberdades e con scaram vidas e propriedades.
O socialismo, hoje travestido em social-democracia e em vigor na maioria das democracias ocidentais, conserva o
gigantismo de Estado exercido na URSS alimentado pela retórica populista de "políticas sociais" e economicamente
estabelecido por um sistema fascista.
RESPONDER

Afonso Lima  10/05/2017 03:03

FASCISMO simplesmente é isso, aniquilação do outro pelo ódio e pela ignorância!


RESPONDER

Pedro  27/05/2017 02:32

Isto é ridículo. Atribuir todos os males do mundo ao estado e prometer o paraíso em nome do sector privado,
esquecendo os abusos que os privados também cometem todos os dias. Se o estado desaparecesse, se fosse possível
uma sociedade sem estado, o que está longe de ser provado, os privados mais poderosos simplesmente substituiam-
se ao estado, criando uma ditadura do empresariado de tipo soviético, em que empresários e ricos em geral
substituiam os comissário politicos. O que vocês pretendem é um fascismo plutocrático.
RESPONDER

anônimo  02/06/2017 12:33

Comecei gostando muito do artigo, mas depois achei que partiu para o exagero. Para nos convencer de que Nenhum
Estado é melhor que Estado Mínimo, seria legal que o autor se desse ao trabalho para dizer como isso ia funcionar.
Como garantir a segurança e evitar a exploração? Nascer em um bom berço é metade do caminho... Como fariam os
que nascem na miséria? Ou o autor não acredita que todos nascidos na mesma nação deveriam ter oportunidades
MINIMAS iguais. ... Se é cada um por si, para que a de nição de fronteiras e nação? Achei o discurso meio bomba para
espalhar dúvidas, mas não traz nenhuma resposta consistente. Quem propõe uma nova solução tem que mostrar
como ela funciona, se não é como vender cotas no céu. As vezes penso que o problema está na qualidade do homem.
qualquer sistema político funcionaria se o homem fosse essencialmente bom, o que não acontece. Então, como
garantir limites, sem limite algum?
RESPONDER

Edson Santana  16/07/2017 16:16

Desculpem-me os intelectuais de plantão, mas de todas essas opiniões a que eu considero mais coerente é a última
"anônimo" de 02/06/2017. Todas essas teorias de livre mercado, socialismo, capitalismo etc. etc. etc nunca
funcionaram e nem funcionarão plenamente enquanto o ser humano se colocar no direito de achar que tem
superioridade sobre seu semelhante (não considere aqui aspecto religioso). Portanto, penso que a maioria das teorias
socioeconômicas existentes, entre elas a que mais teria proximidade com uma tentativa de igualdade real entre os
meios de produção, e com eles os que de fato produzem, os trabalhadores, e o grande capital (não sou especialista,
posso estar equivocado), funcionariam, umas mais justas outras mais injustas, mas se o ser humano tivesse mais o
senso de igualdade, fraternidade e liberdade. Pensando nisso, embora eu tenha uma tendência socialista (não
exatamente comunista), penso que o capitalismo e até a teoria libertária seriam uma solução para que a ascensão
social alcançasse os mais pobres e, consequentemente, diminuísse a distância entre ricos e pobres. O único problema
de tudo isso é que estamos falando de homens, seres humanos que têm a tendência de olhar para seu próprio
umbigo. Entendem por que nenhuma teoria socioeconômica será capaz de resolver o problema das gritantes
desigualdades sociais? Isso só ocorrerá se o homem entender que ele não está sozinho no mundo, ele precisa do
outro, inclusive para enriquecer; e é aí que entra a necessidade de uma legislação que controle até certo ponto (veja
bem: até certo ponto) a relação trabalho-capital: exatamente porque a história nos mostra que em qualquer
sociedade onde não há controle (por meio da legislação), a tendência é que o lado mais forte se sobressaia. É isso.
RESPONDER

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