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Tratados Internacionais como principal fonte do Direito Internacional

As Convenções de Viena sobre o Direitos dos Tratados de 1968 e de 1986

Com os anos sessenta, sob o impulso codificador da ONU, foi possível celebrar a CVDTE, de
23 de Maio de 1986, que desde então viria a esclarecer um conjunto de orientações
normativas relativas à feitura dos tratados internacionais numa manifesta vocação de
aplicação geral – Artigo 1.º da CVDTE.

O carácter fundamental da CVDTE, sendo certo que a CVDTEO na prática reproduz as


orientações daquela, aconselha a que a apreciação desta matéria se faça em seu torno, a
mesma contento 85.º artigos que se repartem por 8 secções:
I. Introdução
II. Conclusão e entrada em vigor dos tratados
III. Observância, aplicação e interpretação dos tratados
IV. Revisão
V. Nulidade, extinção e suspensão da aplicação dos tratados
VI. Disposições diversas
VII. Depositários, notificações, rectificações e registo
VIII. Disposições finais.

A CVDTE, tem ainda um anexo relativo às entidades com funções de conciliação, no sentido
de se garantir a resolução dos diferendos que eventualmente surjam.

A aplicação da CVDTE aos diversos Estados, com vista a regular os termos por que se deve
reger a sua participação na elaboração de tratados internacionais, está directamente prevista,
devendo ser ratificada pelos Estados signatários, também se admitindo a sua abertura para
adesão de outros Estados.

A CVDTE, como vai sucedendo cada vez mais com outros instrumentos convencionais
emblemáticos, para muitos Estados que não emitiram uma vontade de ratificar ou de aderir
bem pode considerar-se globalmente vinculativa como repositório de costumes internacionais
gerais ou até em alguns casos de princípios gerais de Direito.

A aplicação destas disposições é efectiva para as alterações supervenientes que um tratado


internacional venha a sofrer, de acordo com a regra geral de revisão: “ Um tratado pode ser
revisto por acordo entre as partes. Aplicam-se a tal acordo as normas enunciadas na Parte
II, salvo disposição do tratado em contrário” – Artigo 39.º CVDTE.

Não se pense que a codificação que se plasmou resultou numa regulamentação exclusivista
quanto à conclusão dos tratados internacionais, havendo zonas que continuarão a caber aos
Estados isto sucede porque:
 Por razões técnicas dada a diversidade de opções constitucionais, quanto à forma de
Estado, à forma de Governo, à forma institucional de Governo e ao sistema de
Governo
 É um reconhecimento da liberdade de actuação dos próprios sujeitos internacionais
envolvidos que assim actual livremente.
Dentro do direito interno caberá ao Direito Constitucional um papel primordial na
organização dessas disposições ainda que possa remeter, por seu lado, para outros níveis
regulatórios.

Antes do Estado Português formular a sua vontade de ficar vinculado à CVDTE, já existia
consenso na sua aplicação a título costumeiro, que do ponto de vista constitucional nem
sequer requeria qualquer adicional formalidade, submetendo-se ao regime da recepção
automática, por se tratar de Direito Internacional Comum de base Costumeira.

Não havendo nenhuma incompatibilidade pode o Estado Portugues beneficiar de uma


vinculação voluntária e formal ao mesmo tempo afastando qualquer nuvem de incerteza a
respeito de algumas das suas disposições, precisamente aquelas que podem merecer duvidas
na defesa dos interesses de Portugal.

Delimitação Conceptual

Artigo 2.º n.º 1 a) – Conceito de Tratado.

Esta definição de Tratado Internacional não é feliz.

Conceito Corrigido de Tratado Internacional inclui 3 elementos:

1. Elemento Material - Implica que o tratado repouse num acordo de vontades de cariz
pluriateral, por um lado tem a expressão de uma vontade, produto de uma intenção de
criação de normal jurídicas e por outro lado ser uma manifestação intencional
geneticamente combinada entre dois ou mais sujeitos.

2. Elemento Subjectivo – Sublinha as considerações das entidades que produzem o


acordo de vontades não sendo irrelevante a sua qualidade: devem ser sujeitos de
Direito Internacional, por este reconhecidos a outorgar nesta fonte normativa

3. Elemento Formal – Configuração da vontade manifestada segundo 3 características


fundamentais:

I. Ser uma vontade normativa, dirigida à criação de proposições normativas


II. Ser uma vontade que se destina à produção de efeitos colocados ao abrigo do
Direito
III. Serem efeitos normativos regulados pelo Direito Internacional, não de
qualquer sector jurídico.

A denominação dos tratados internacionais tem uma importância internacional que não pode
ser desprezada, muitas vezes sendo muito comunicante quanto ao conteúdo do texto
internacional que ainda não chegou a conhecer.

Denominações:
 “constituição”; “carta” ou “estatuto” –Para textos institutivos de organizações
internacionais
 “convenção” e “pacto” – Textos declarativos de direitos do homem e para tratados
entre Estados e Organizações Internacionais
 “Concordatas” - Textos que vinculam a Santa Sé e outros sujeitos internacionais
 “Protocolos” – Textos de modificação, aditamento ou revisapo de tratados
inicialmente elaborados e que se afiguram como o núcleo central da regulação em
causa
 “Acta Geral” ou “acta final” – Testo celebrado no final de uma conferência
internacional
 “Modus Vivendi” – texto que reflecte um acordo temporário ou provisório
 “Compromisso” acordo relativo ao funcionamento de um tribunal arbitral

As mais relevantes modalidades

Modalidades que integram o conceito de Tratado Internacional, existem 3 grupos de


classificações mais importantes:

1. Classificações Subjectivas – Atendendo aos sujeitos intervenientes.

 Critério do número das partes: Tratados bilaterais ou tratados multilaterais,


tudo dependendo no número de sujeitos celebrantes, dois ou mais, distinção
importante entre Tratados Multilaterais Gerais Restritos – para um numero
reduzido de sujeitos partes
 Critério da qualidade das partes: Tratados ente Estados, tratados ente
organizações internacionais, atendendo à qualidade dos sujeitos por vezes com
terminologias própria
 Critério da Abertura a sujeitos Terceiros: Tratados abertos, tratados smi
fechados ou tratados fechados, em função de ser possível a sujeitos que não
assinaram e não ratificaram a ulterior pertença ao seu conteúdo de tal
possibilidade ser condicionada ou de tal possibilidade ser simplesmente
proibida.

2. Classificações Materiais – Opções de conteúdo que são adoptadas, aspecto do


conteúdo dos tratados.

 Critério da abrangência das matérias: Tratados gerais ou tratados especiais,


conforme estabeleçam uma regulação aplicável a uma generalidade de matérias
ou se pelo contrário se destinam a versar especificamente um aspecto material.

 Critério do tipo de efeitos: Tratados –leis ou Tratados-Contratos, de acordo


com o sentido normativo ou concreto, individual e não duradouro dos efeitos
que sejam estabelecidos no respectivo articulado, com implicações
essencialmente hermeuticas.

 Critério da natureza institucional ou material: Tratados Constitucionais (ou


institucionais) ou tratados materiais em razão da diferença que existe entre um
tratado que institua uma nova entidade e um tratado que se limite a estabelecer
um conjunto de normas e procedimentos.
 Critério do tipo de exequibilidade: Tratados auto exequíveis ou hetero
exequíveis conforme possam ser aplicáveis por si ou por interposto acto ou
procedimento.

 Critério da aplicabilidade circunstancial: Tratados imediatamente aplicáveis


ou tratados mediatamente aplicáveis.

 Critério da Duração: Tratados perpétuos ou temporários

 Critério da conexão com outros tratados: Tratados principais ou tratados


acessórios.

3. Classificações Formais - Formalismos da respectiva celebração, dizem respeito a


aspectos de forma e de procedimento que podem ser relevantes no plano da elaboração
dos tratados internacionais, têm 2 modalidades:

 Critério do Grau de complexidade procedimental: Tratados solenes ou


acordos em forma simplificada (executive agremments), em razão de ser ou
não necessário, autonomamente, acto de ratificação por parte do Chefe de
Estado.
 Critério da formalização escrita ou verbal: Tratados escritos ou tratados
orais, tomando em consideração a adopção ou não da forma escrita na
respectiva celebração.

No âmbito de apliação a CVDTE, apenas considera no seu âmbito estrito duas únicas
modalidades: - Artigo 3.º CVDTE
1. Tratados apenas entre Estados:
2. Tratados apenas celebrados por escrito:

Procedimento Geral de conclusão dos tratados internacionais

A procedimentalização da feitura dos tratados internacionais

A ideia de procedimento comporta 3 elementos fundamentais:

1. A determinação do tipo de participação preparatória no procedimento, identidade de


objectivos para a formação da vontade última

2. As consequências dos vícios que atinjam actos prévios, que não possuindo autonomia
funcional se repercutem no acto final, a pluralidade de actos jurídicos que sucedam

3. Determinação da aplicação das leis no tempo, à luz do principio Tempus regit factum,
estabelecimento de uma ordem temporal entre eles.
Fases dos Tratados Internacionais

Negociação

Adopção

5 Fases dos
tratados Vinculação
internacionais

Entrada em vigor

Registo

Consideramos também dois critérios fundamentais: A Heterogeneidade dos elementos que


são necessários para a formação do tratado internacional ao mesmo tempo amplificando os
requisitos de existência, de validade e de eficácia; a distinção real entre as diversas fases, as
quais devem ser autonomamente idealizadas, como se de peças separadas fossem num
contexto procedimental que exige um mínimo de identificabilidade de cada uma delas.

Fase da negociação do Texto:


Actos destinados a aproximar as partes que têm interesse num futuro articulado de tratado a
celebrar, mas que nem sempre termina com a passagem à fase seguinte que é a adopção do
texto, porque pode deixar de haver vontade, nalgumas ou em todas as partes envolvidas para
consolidar as negociações assim se extinguindo este momento procedimental.

Nem sempre esta fase aparece devidamente autonomizada, para alguns integra-se na fase de
adopção do texto do futuro tratado internacional.

A actividade de negociação onternacional so pode ser analisada num sub-procedimento


próprio, ou seja uma sucessão ordenada de actos que se organizam para a produção de um
acto final que consubstancia as negocias havidas.

A negociação internacional deve ser distribuída por 3 momentos bem distintos:

1. Pré Negociação – fase em que existe a necessidade de estabelecer as disposições que


guiarão o processo negocial, através da identificação das partes negociadoras, bem
como das matérias que vão ser objecto de negociação.
2. Quadro da negociação – Definição dos sub temas e dos esquemas de
desenvolvimento da negociação propriamente dita, e nesta fase que importa definir a
calendarização das negociações.

3. Fase da Particularização da negociação – Fase da consulta directa, recíproca e


pormenorizada entre os negociadores, que assim vão discutindo os diversos assuntos
de acordo com os esquema definido na segunda fase.

A negociação só pode ser levada a efeito por entidades habilitadas para o efeito, podendo
assim falar em nome dos sujeitos internacionais nela intervenientes.

A capacidade para a negociação designa-se pela expressão “plenos poderes”, e significa a


apresentação de uma carta-patente, na qual se indica a pessoa do representante bem como os
actos para que está autorizado. Este documento é escrito e deve ser assinado pelas entidades
que são internamente responsáveis pela manifestação da vontade do Estado
internacionalmente se representar nessa fase.

A habilitação dos plenos poderes pode ser de duas categorias:


 Habilitação Funcional – Autoriza o estabelecimento da negociação por parte
daqueles que exercem certos cargos na estrutura de poder do sujeito interessado,
podendo ser titulada, quanto ao Estado por diversas entidades: – Artigo 7.º, n.º 2 a),
b) e c) CVDTE.

 Habilitação Funcional Geral – Os chefes de Estado, os Chefes de Governo e


os Ministros dos Negocios Estrangeiros, para todos os actos.

 Habilitação Funcional Especifica Diplomática – Os chefes de missão


diplomática, no âmbito da negociação de tratados entre o Estado acreditante e
os Estado acreditador.

 Habilitação Funcional Especifica Institucional - Os representantes


acreditados dos Estados numa conferência internacional ou junto de uma
organização internacional, ou de um dos seus órgãos, quanto a tratados
celebrados nessas instâncias

 Habilitação Especifica – O sujeito internacional confere uma carta de plenos poderes


a alguém, para em seu nome, poder negociar a elaboração de um texto de tratado
internacional, embora se admita a presunção de que esse documento existe e que desse
jeito, não tem de ser apresentado.

Fase da Adopção do Texto.

Significa que da negociação resultou um interesse na recação de um texto, ano tendo as


negociações ficado goradas ou interrompidas.
Esta fase procedimental consubstancia-se em dois aspectos que lhe são nucleares, com directa
e autónoma relevância jurídico – internacional:

1. Por um lado encerra a fase de negociações, pondo-lhe um termo e fixando os


respectivos contornos através da redacção do correspondente texto
2. Por outro lado ela certifica a sua autenticidade através da formalização de um
documento escrito, assinalando o carácter fidedigno dessas mesmas negociações,
bem como o seu cariz definitivo.
A adopção do texto pode ser dividida em dois sub momentos:

1. Aprovação do Texto – Acto que expressa o encerramento das negociações


tendo estas chegado a bom porto. Diz respeito ao texto de um hipotético
tratado internacional, traduz-se no acordo dado, entre as partes negociadoras, a
um texto escrito, que foi sendo redigido durante a fase de negociação, nada
mais havendo a dizer sobre o mesmo, o que se dá por concluído - Artigo 9.º
n.º 1 CVDTE.
É aqui que se firma que as negociações foram também o momento em que se
aceitou que as discussões havidas pudessem constar de documento escrito, no
futuro tratado internacional, dando azo a que esse texto venha efectivamente a
existir na sua validade e na sai eficácia.

2. Autenticação do Texto – Acto que lhe atribui um valor de veracidade e de


definitividade. Acto pelo qual os Estados Negociadores confirmam consenso
quanto ao articulado apresentado, ao mesmo tempo que o consideram
definitivo.
São múltiplos os actos que formalmente atestam a autenticidade: – Artigo 10.º
CVDTE.

 Assinatura (definitiva),
 Assinatura Ad Referendum (Provisória), a eficácia que lhes está
inerente fica sempre dependente da confirmação ulterior por parte do
Estado em causa
 Rubrica (Provisória) a eficácia que lhes está inerente fica sempre
dependente da confirmação ulterior por parte do Estado em causa
 Qualquer outro esquema estabelecido nas negociações.
No caso dos acordos simplificados , nesta sub-fase da autenticação, dentro da adopção do
texto ocorre também a fase da vinculação internacional.
Qual o regime aplicável no caso de no texto em questão não ter sido definido o modo da
vinculação, omitindo-se o esclarecimento sobre a sua qualidade de tratado solene ou de
acordo em forma simplificada? Após bastante tempo se entender que haveria uma presunção
da necessidade de ratificação, hoje considera-se que nada se pode concluir sobre o assunto
tendo em conta a versão da CVDTE – Artigo 10.º CVDTE, devendo resolver-se o problema
através do esquema geral dos tratados ai se buscando a disponível vontade das partes quanto a
esse ponto.
Após o momento da adopção do texto a parte outorgante tem o direito à vinculação futura ao
tratado, podendo vir a tomar parte dele.
Deve de agir em boa fé, não dando a entender algo que não queira fazer, o que quebraria a
necessária confiança que deve existir nas relações contratuais alem de que depois de se ter
activamente empenhado na negociação e na adopção de um texto, já de antemão soubesse que
não queria ou poderia vcincular.se a esse mesmo texto – artigo 18.º a)CVDTE.

O corpus do projecto de tratado internacional surge nesta fase da aopçao, sendo de assinalar 3
fases distintas no seu conteúdo e valor.
Parte Preambular - A razão de ser do tratado, tal como as intenções dos Estados que o
negociaram incluindo a sua própria identificação, porem não possui valor
directamente normativo
Parte Dispositiva – Tem o articulado ou clausulado conforme seja redigido por artigos
ou clausulas relacionado com um conjunto de matérias
Parte Complementar – Tem os anexos, podendo aparecer com um sentido técnico ou
geográfico embora possuindo o mesmo valor normativo que o articulado.
Havendo lapsos ou erros materiais deles decorre um dever de rectificação que não
pode ser confundido com qualquer modificação do tratado – Artigo 79.º CVDTE.
Relativamente à escolha da língua para a respectiva redacção, estando em causa
celebrantes que usem mais que uma língua não existe propriamente nenhuma regra,
embora se deva entender que se prefere a escolha de um número razoável de línguas
de redacção algumas delas dando azo a textos considerados autênticos. Até ao século
XIX o sistema adoptava por excelência o latim e depois o Francês.

Fase da Vinculação Internacional


Momento mais relevante, sendo que nele o sujeito internacional exprime a vontade de
ficar obrigado pelas cláusulas que constam do respectivo articulado.
O facto de um Estado ter aceite encerrar as negociações com a adopção do texto não decorre
qualquer obrigação de se vincular no futuro, no entanto se o Estado se empenhou tanto na
condução das negociações, que atingiram a maturidade da adopção de um textop é natural que
depois tenha a possibilidade de beneficiar da conjugação dos interesses que nele se
plasmaram obrigando-se ao respectivo texto.

O acto de vinculação internacional que normalmente pressupõe a adopção do texto


pode revestir-se de diversas modalidades.
Assinatura - No caso de na adopção do texto ter sido estabelecida a
possibilidade de uma simultânea vinculação aquando da autenticação 1
Troca de Instrumentos Constitutivos – Entrega recíproca de textos, assinados
por ambas as partes em representação dos respectivos sujeitos outorgantes
Ratificação – É a mais comum delas, é praticada no âmbito da vinculação dos
Estados pelos respectivos chefes de Estado, estando reservada a tratados
solenes
Aceitação ou Aprovação – Paralelo da ratificação mas ao âmbito das
organizações internacionais
Adesão – Quando esta em causa a vinculação de um sujeito que não adoptou o
texto, não tendo participado nas negociações, nem tendo feito a respectiva
assinatura diferida.

É este o momento que se considera produzida a vontade dos Estados se vincularem


internacionalmente, tal não se confundindo com o momento da entrada em vigor que
pode ser concretizado nalgum destes acontecimentos quanto aos instumentos ou actos
de vinculação a não ser que outra coisa venha a ser convencionalmente estabelecida -
Artigo 16.º CVDTE:
 Na troca desses instrumentos entre Estados contratantes havendo a figura da
troca de instrumentos constitutivos

 No depósito dos instrumentos internacionalmente vinculativos junto do


depositário, para os tratados internacionais multilaterais em geral

1
É o que sucede nos acordos simplificados quando o Direito Interno respectivo permite que no acro da
assinatura da autenticação, o representante do Estado também manifeste a vontade em vincular-se ao mesmo.
 Na notificação da emissão daqueles instrumentos, tendo isso sido
especialmente convencionado

O consentimento a estar vinculado a um tratado internacional, agora do ponto de


vista da sua extensão assenta no “princípio da unidade material do respectivo
clausulado”, não podendo o sujeito vincular-se apenas a uma parte desse texto –
17.º n.º 1 CVDTE, tal será viável se o texto assim o permitir ou se os outros
sujeitos o consentirem a que disposições pretendem obrigar-se – Artigo 17.º n.º 2
CVDTE (não confundir com o instituto das reservas que tem o objectivo de
flexibilizar a vinculação ao mesmo ainda que a titulo excepcional, evitando
situações de indesejável fragmentação regulativa.

Fase da Entrada em Vigor


Implica que os efeitos jurídicos determinados nos respectivos articulados possam
tornar-se eficazes, no pressuposto de que já eram vinculativos para as partes.

A separação entre a vinculação e a produção de efeitos ao contrário dos actos


estaduais tem a motivação de estabelecer uma plataforma comum, para que a
entrada em vigor aconteça uniformemente para todas as partes ou pelo menos
para um apreciável conjunto.

É aqui que ocorre a passagem de um momento de existência e de validade a um


momento de eficácia dos tratados concluídos

A entrada em vigor dos tratados submete-se a dois esquemas possíveis – 24.º n.º
1 e n.º 2 CVDTE:
 Ou entram em vigor na data e nos termos que ficaram combinados nas
respectivas disposições finais ou por qualquer outra forma considerados
relevantes;
 Logo que o ultimo sujeito que adoptou o texto tenha também emitido o
acto de vinculação ao mesmo.

Para evitar que demore muito tempo a entrar em vigor é frequente adoptar-se um sistema
misto em que se exige um número razoável de vinculações.

Se for um Tratado Internacional relativamente a um Estado que ao mesmo tempo se tenha


vinculado num momento bem que já esteja em vigor, para ele a vigência do tratado é
imediata, verificando-se logo que tenha expresso o consentimento a obrigar-se ao mesmo –
Artigo 24.º n.º 3 CDVTE

Existem mecanismos de vigência antecipada a CVDTE prevê duas figuras distintas:


1. Pré Vigência (24.º n.º 4 CVDTE) – Certas normas têm que entrar logo em
vigor sob pena de o tratado não poder consumar-se nos termos estabelecidos –
Artigo 24.º n.º 4 CVDTE. Neste caso trata-se de uma vigência de natureza
parcial e também temportaria aplicando-se apenas a certas disposições, como
podendo suceder a definitiva não entrada em vigor do tratado se o mesmo
nunca reunior as vinculações suficientes
2. Aplicação Provisória (25.º n.º 1 CVDTE) – Também acontece depois da
adopção do texto, surge antes da vinculação, pode ser para a totalidade ou
apenas uma parte do texto – Artigo 25.º n.º 2 in fine CVDTE. Desde a
vinculação até à entrada em vigor, as partes submetem a um dever geral de boa
fé devendo o Estado….18.º b) CVDTE

A Fase de Registo e Publicação

Visa dotar os tratados internacionais de atributos de publicidade internacional.


Artigo 80.º n.º 1 CVDTE.
Artigo 102.º n.º 2 CVDTE.
Existe um dever geral internacional de promoção da publicação dos tratados internacionais, a
publicação abrange todos os actos posteriores relacionados com a dinâmica do primeiro
tratado internacional celebrado, em qualquer das dimensões relevantes: partes, preceitos prazo
de aplicação temporal e âmbito de aplicação espacial.

A publicidade dos Tratados Internacionais faz-se em dois actos:


1. Registo – Cada tratado, identificado nas suas características fundamentais seja
assinalado num registo próprio.
2. Publicação – Publicação do conteúdo do tratado nas publicações oficiais da ONU,
bem como a sua disponibilização on line nos respectivos sites. Esta publicação dos
tratados internacionais abrange aqueles que vinculem os Estados Membros das Nações
Unidas, do mesmo, modo que inclui os Tratados em que Estados que não sejam
membros sejam partes, podendo ser feita ex officio do Secretariado – Geral da ONU,
no caso de tratados celebrados por esta organização ou tendo sido autorizada a fazê-lo.
O sentido desde dever de publicação é o de que a vida internacional não deve ser
secreta e pelo contrário deve proporcionar o conhecimento de todas as normas e
instrumentos aprovados e aplicáveis ao Direito Internacional, tal como sucede com os
Estados a nível interno em que pode vigorar um regime de segredo de Estado.

Pergunta:
Não será prudente admitir um excepcional regime de secretismo para certos
tratados sobretudo os de natureza militar que podem não aconselhar a respectiva
publicidade? Os preceitos em questão não contemplam qualquer excepção que possa
cobrir este caso, mas é possível conjecturar duas hipóteses:
 Aceitar a integração de uma lacuna de excepção porque estes preceitos deviam
dar guarida a um regime excepcional que pode ter justificação à luz da defesa
do Estado.
 Correr o risco da não publicidade com a eventualidade da aplicação de sanções
previstas para essa hipótese.

No caso deste dever geral de registo e publicação ser vikolado comina-se a sanção da
respectiva inoponibilidade perante os orgaos da ONU, apenas aplicável aos tratados
celebrados depois da sua vigência.

Os tratados internacionais não publicitados permanecem validos mas os seus outorgantes não
podem prevalecer-se do testo celebrado para solicitar a intervenção dos órgãos da ONU,
maxime TJI, no caso de ter havido a violação do mesmo assim não podendo requerer a tutela
da ONU e dos seus orgaos para debater aquela violação.
Em qualquer momento os sujeitos partes podem promover o registo e a publicação do tratado
em caus, assim já podendo solicitar a intervenção dos pertinentes órgãos da ONU

O procedimento de conclusão dos tratados internacionais

O regime peculiar dos tratados internacionais multilaterais

Os tratados internacionais que se contrapõem aos tratados internacionais bilaterais são


uma categoria que se constrói sobre o critério do número das partes que aos mesmo se
vincularam devendo ser necessariamente superiores a duas

Tratados Multilaterais dividem-se em:


 Tratados Multilaterais Gerais – Quando o seu número é muito alargado
aproximando as respectivas normas de direito Internacional Geral.
 Tratados Multilaterais restritos – Quando o seu número indo para alem de
dois é reduzido, estando longe do direito internacional geral estando próximo
do Direito Internacional Particular.

O regime dos tratados multilaterais tem determinadas consequências que lhe estão
directamente associadas:

 Negociação em conferência internacional


 Aprovação e a autenticação do testo separadamente
 A aposição de reservas
 A abertura a Terceiros Estados
 A instituição do depositário

Negociação em conferência internacional – Devido ao facto de haver uma grande


pluralidade de interessados não pode ser realizada através de encontros ou de convenções
bilaterais, sendo necessário adoptar outros esquemas que permitam a fluida expressão de uma
tão variada gama de interesses e de posições.
A conferência internacional que representa a reunião numa assembleia de todos esses
representantes é o mais frequente podendo tal conferência internacional ter outras finalidades
de entre elas a discussão do tratado em causa ou ser especificamente convocada para essa
negociação adquirindo assim uma feição específica.
O facto das negociações terem lugar neste âmbito não impede os representantes de a todo o
momento abandonarem a sua participação se considerarem que os interesses não estão a ser
salvaguardados nas conversações que estão a ter lugar.
Outra fase que os tratados multilaterais se singularizam é a adopção do texto, aquilo que
bilateralmente não faz sentido, o fim das negociações e a sua autenticação, passa a ser viável
no plano multilateral e pode discutir-se com autonomia a concordância quanto a certas
clausulas e a sua superior autenticação.

Dai que se individualizem dois momentos distintos, ambos integrados na adopção do texto,
depois de concluída a negociação em sede de conferência internacional multilateral:
 Aprovação do texto - Feita por votação requerendo que mais de 2/3 dos
representantes dos sujeitos votem favoravelmente – 9.º n.º 2 CVDTE
 Autenticação do texto – Feita por assinatura ou outro acto equivalente a realizar no
momento seguinte por casa um dos representantes – Artigo 10.º b)CVDTE

Tem lógia que neste tipo de negociação ocorrida no âmbito de uma conferencia internacional,
para que a negociação tenha êxito e se possa passar à fase seguinte que é a adopção do texto
não se faça uso da regra da unanimidade, é necessário que essa regra se flexibilize aplicando-
se apenas a regra menos exigente da maioria de 2/3.

No âmbito dos tratados internacionais de índole multilateral coloca-se a questão da respectiva


abertura a outros outorgantes, Estados terceiros relativamente àqueles que adoptaram o texto e
que posteriormente ratificaram.

São 3 as possibilidades relativamente à perspectiva de saber se os outro Estados por uma


simples vontade unilateral podem naquele tornar-se partes:

Tratados Fechados – Não admitem a inclusão de sujeitos terceiros manifestando uma


vontade nesse sentido, sem dependência de outra formalidade ( não exclui a sua
posterior inclusão, mas sempre se recorrendo a outra via que é a da modificação
subjectiva do tratado)

Tratados Semi Abertos ou Semi Fechados – Ponderam a admissão de outros sujeitos


mas desde que cumprindo alguns requisitos, formais ou substanciais, como a
necessidade de um convite formal ou a sua aceitação.
Tratados Abertos – Permitem a admissão de outro sujeito bastando para o efeito que
produzam essa vontade num acto unilateral sem o preenchimento de qualquer outro
condicionalismo