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Universidade Federal de Pernambuco

Ciências Sociais: Bacharelado


Dia 20 de Junho de 2016

A Crise de 1929 nos E.U.A e as Políticas que levaram a sua


Superação

Grupo: Elisa Arraes De Alencar Khan, Beatriz Sena, Marcele de Morais, Maria Luisa Lira
Cavalcante, Igor Holanda, Guilherme Falcão

Recife
2016

Sumário
1. Introdução
2. Causas da crise
3. O new deal: teoria e prática
3.1. Teoria do New Deal
3.2. Keynesianismo
3.3. Mudança do Pensamento Econômico
3.4. Prática do new deal
4. Efeitos do new deal fora dos E.U.A: O caso do Brasil
5. Conclusão
6. Perguntas e respostas
7. Bibliografia

1. Introdução
Esse trabalho tem o objetivo de discutir e explicar as causas da crise de 1929, suas
consequências dentro e fora dos Estados Unidos, como ela se reflete no Brasil, e sua resolução.
Durante a Grande Primeira Guerra, os Estados Unidos – que não entraram na guerra em combate –
aproveitaram o mercado consumidor europeu que precisava de suprimentos para manter-se na guerra
e intensificaram seu processo produtivo para exportação. Desse modo, pós findar a Guerra e com a
recuperação da Europa, os Estados Unidos se mantiveram num ritmo de produção que já não condizia
com o mercado consumidor, gerando a superprodução e quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque,
símbolo da economia americana.

Assim como é sabido, a crise que afetava diversas camadas produtivas e sociais do país norte-
americano era a adversária do “american way of life”, sendo, então, urgência de qualquer governante
desenvolver alguma maneira de “salvar a pátria”. Desse modo, no Governo do Presidente Roosevelt,
foi desenvolvido o New Deal, baseado nas ideias de Keynes que admitiam uma intervenção estatal
na economia, na contramão do liberalismo. Nesse governo foram criadas formas de manobrar a crise
de forma produtiva, investindo internamente em infraestrutura, reduzindo o desemprego e fazendo
movimentar o capital interno do país.

Com a dimensão mundial que a crise atingiu por causa da influência estadunidense e pelo
mercado externo interligado, o Brasil também sofreu seus efeitos. Na época em que a quebra da Bolsa
de Valores ocorreu, o mercado exportador brasileiro era composto, em sua maioria, por café – esse
produto gerava lucros altíssimos para o país e a economia dependia de sua exportação. Dessa forma,
com a Europa e os Estados Unidos (maior comprador de café brasileiro) em crise, ocorreu uma
superprodução que ultrapassou a demanda mundial, gerando, assim, um prejuízo para os cafeicultores
e para o Governo, que, através do Convênio de Taubaté, possuíam um acordo de compra de excedente
produzido. O Governo Getúlio Vargas, inspirado no New Deal, começou uma política de
investimento interno para a criação de indústrias nacionais, visando sanar esse rombo na economia,
sendo essa ação caracterizada como uma das principais de seu mandato.

2. Causas da Crise

Em 1918 ocorreu o fim da Primeira Guerra Mundial. Atrelado a esse fim tinha-se uma Europa
devastada, de países economicamente destruídos e populações frustradas. Um país, entretanto, não
viu no fim da guerra uma derrota. Esse país chama-se Estados Unidos da América.

Tendo sido o principal país a fazer o suporte da guerra, os Estados Unidos saíram sendo o país
mais rico do mundo, tornando-se um dos maiores produtores de aço, de automóveis e até de
comidas enlatadas. Assim, após 1918, os EUA produziam milhares de suprimentos que seriam
exportados para a Europa arrasada e todo o resto do mundo. Então, surgiu “The American Way Of
Life” (ou “O estilo de vida americano”) que atrelado ao “American Dream” (“sonho americano”)
consistia em um mercado externo em alta, onde se exportava mais que importava, uma população
sem desemprego, produzindo em grande escala e por isso, consumindo muito: o mercado interno
também estava em seus tempos áureos.
“Ao terminar a Primeira Guerra, 25 milhões de carros circulavam pelos Estados Unidos, que
possuíam mais linha aéreas, ferroviárias e marítimas que todos os países europeus em conjunto.
Quase metade do ouro existente no mundo estava em mãos norte-americanas” (Cárceres, F. História
Geral. 4.ed. São Paulo: Editora Moderna, 1996.)
Atrelado a isso, o presidente republicano da época Warren G. Harding, era defensor do
liberalismo econômico e do isolacionismo, amparado pela doutrina Monroe que consistia na
ideologia “América para os Americanos.” Por isso, decidiram não participar da Liga das Nações e a
ausência do país foi, mais tarde, a razão para a organização falhar. Com o liberalismo econômico, o
estado pouco interviria na economia americana e os problemas econômicos seriam superados
naturalmente, assim como afirmou Adam Smith e sua “mão invisível” - força que regula a
economia de forma natural, sem intervenção estatal.
A população encontrava-se em grande ápice, a tecnologia estava em alta e a produção cultural
começava a se popularizar. Os padrões de beleza da época mudaram, se espelhando nos grandes
nomes do cinema americano que influenciavam na vida da população dos Estados Unidos e do resto
do mundo. Essas manifestações culturais em geral, demonstravam a valorização do consumo
americano, enfatizando amplamente a felicidade e também a liberdade. Além disso, novos estilos
musicais se tornaram comuns, a exemplo do Jazz que se popularizou em 1920.
Vivendo tempos áureos, os estadunidenses começaram a investir fortemente na bolsas de
valores de Nova York através de empréstimos e acreditando na venda de ações e geração de lucros.
Com a grande quantidade de especulações, o capital começa a circular com rapidez, não
correspondendo necessariamente a produção do país.
“Em meados de 1929, quadruplicou-se o valor das ações e mais investidores foram atraídos
pela bolsa, pela especulação, numa espiral crescente” (Cláudio Vicentino, História Geral.Vol.
único. Editora Scipione, 2011).
Os países europeus já buscavam se recuperar da crise que sofriam após a Primeira Guerra.
Suas melhorias na economia já surgiam como resposta a essa tentativa e a recuperação, que ocorreu
de 1918 a 1924, proclamava o início do fim da prosperidade americana. Isso se deve ao fato de os
países europeus precisarem cada vez menos dos produtos americanos, tornando-se menos
dependentes dos Estados Unidos. Os países europeus começavam a representar, portanto,
concorrência com os produtos dos EUA. Os americanos já não exportavam mais como antes. A
agricultura do país, a partir de 1924 caiu em vendas devido a diminuição da procura e os preços
começam a declinar.
Para completar o declínio da prosperidade americana, houve um crescimento da desigualdade
social, já que os salários já não mais acompanhavam o crescimento da produção industrial,
diminuindo assim, o poder de compra e o consumo exacerbado, desconfigurando aos poucos o
estilo de vida americano (American way of life). A diminuição da rotatividade do mercado interno e
externo “travou” o ciclo liberal econômico, atingindo o sistema financeiro do país. “Como a
demanda da massa não podia acompanhar a produtividade em rápido crescimento do sistema
industrial [...] o resultado foi a superprodução e a especulação.” (Hobsbawm, Era dos Extremos. 2ª
ed. São Paulo: Editora Companhia das letras, 1995)
A crise se instaurou oficialmente no dia 24 de outubro de 1929 quando não houve
compradores para uma exacerbada quantidade de ações. Isso gerou um mal-estar enorme nos
acionistas que, desesperados, procuraram vender suas ações a qualquer custo quase que
instantaneamente. Essa data ficou conhecida como “quinta-feira negra”. O dia ficou marcado pelo
medo, confusão e desordem. O “american way of life” se via falindo e o sonho americano,
tornando-se pesadelo: cerca de 90 mil empresas faliram, diversos bancos fecharam e o desemprego
alcançou um percentual enorme da população.

3. O New Deal: Teoria e Prática

3. 1. Teoria do New Deal


Com a finalidade de recuperar a economia americana da crise de 1929, o governo Roosevelt,
entre os anos de 1933 e 1937, criou o New Deal: um conjunto de medidas econômicas
e sociais, com embasamento teórico nas ideias de John Keynes, que tinha como objetivo a
reformulação das práticas capitalistas e da relação entre economia e Estado. Primeiramente, é
necessário analisar a teoria do keynesianismo, a mudança do pensamento econômico e, em seguida,
as medidas e objetivos do New Deal.

3. 2. Keynesianismo
A teoria econômica keynesiana do começo do século XX, tem como base as ideias de John
Keynes, expressas em sua obra ''A teoria geral do emprego, do juro e da moeda'', na qual há o
desenvolvimento de teorias sobre a instabilidade do liberalismo clássico, que desaprovavam
qualquer esforço governamental com o objetivo de regular os costumes e práticas econômicas de
sua sociedade. Além disso, Keynes era contrário à adoção do padrão-ouro pelo governo e sugeria
que seria imprescindível uma política do governo para injeção e retirada do dinheiro do sistema
bancário para, assim, manipular as taxas de juros e influir nas atividades
econômicas. Cabe ressaltar, ainda, que as ideias de Keynes nunca foram em defesa da
planificação da economia, mas sim da participação do Estado em segmentos que não podem ser
atendidos pela iniciativa privada. Em sua obra, o autor afirma que o nível de emprego não é
definido pelos preços do trabalho como na economia liberal, mas pelos gastos em dinheiro e que é
errado assumir que mercados competitivos irão, no longo prazo, levar ao pleno emprego ou que o
pleno emprego é o estado de equilíbrio natural de uma economia monetária.

3. 3. Mudança do Pensamento Econômico


Keynes, também, lançou no seu livro ''A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda'', os
conceitos básicos da macroeconomia, além de desafiar conceitos da economia clássica. A
Macroeconomia analisa a determinação e o comportamento de grandes agregados, como renda e
produtos nacionais, estoque de moeda e taxas de juros, emprego e desemprego, tratando do mercado
de bens e serviços como um todo, assim como o mercado de trabalho. O surgimento desse
''segmento'' da economia se deu proporcionalmente à mudança do pensamento econômico. Tal
mudança se deu, a partir da crise de 1929, pois o liberalismo econômico que pregava a doutrina
do Laissez-Faire, na qual o mercado iria se autorregular, falhou com o crash da bolsa de Nova York
e suas desastrosas consequências. Sendo assim, houve a necessidade de mudança de modelo
econômico, fato que Roosevelt conseguiu enxergar e encontrou a alternativa do Keynesianismo.
Esse novo modelo rompeu com os valores econômicos liberais e mostrou-se eficiente para a
superação de uma grande depressão como a que ocorreu em 1929.

3.4. Prática do New Deal


Roosevelt, quando assume a presidência, promete ações enérgicas para conter a crise
econômica que já se alastrava por 3 anos. Assim, utilizava no New Deal uma equipe chamada de
“Brain trust”, que o havia ajudado na campanha e que, pela sua efetividade, foram mantidos durante
o seu mandato. O Brain Trust se caracterizava por intelectuais como advogados, economistas e
acadêmicos que serviam de conselheiros ao presidente. Dessa forma, com auxílio dessa equipe, ele
desenvolveu medidas para frear a “Grande Depressão”. As medidas mais relevantes adotadas pelo
presidente, foram as seguintes:

a) Desvalorização da moeda - para isso, deveria ser adotada uma política emissionista, que
gerasse aumento na produção de moedas a serem utilizadas para sanar dívidas como o
pagamento de salários públicos e realização de obras. A política emissionista geraria uma
desvalorização da moeda, fazendo com que houvesse um aumento da exportação, afinal, ficaria
mais barato países estrangeiros comprarem os produtos, com isso, houve uma onda
inflacionária, no entanto, essa medida foi necessária no momento.
b) Criação de seguro desemprego – para fazer com que a população desempregada, ainda assim,
tivesse capacidade de consumo.
c) Empréstimo de pequenos agricultores – para que esses voltassem a produzir e gerar empregos.
d) Criação da lei de ajustamento agrícola - para que houvesse um controle na produção agrícola,
evitando, desse modo, super safras.
e) Obras públicas - para acentuar a geração de empregos.
f) Implantação da lei de reconstrução da indústria nacional – para possibilitar a recuperação das
indústrias do país.

4. Efeitos do New Deal fora dos E.U.A: O Caso do Brasil

Como vimos anteriormente, os Estados Unidos, grande potência mundial, conseguiu


sobreviver a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) sem sofrer muitos desgastes em relação aos
países europeus. No entanto, atravessou a chamada Grande Depressão em 1929, gerada pelo
descontrole produtivo e excesso de liberalismo e especulação financeira, o que trouxe diversas
consequências, em sua maioria negativas, tais como desemprego e inflação. A solução para essa
crise consistiu na criação de um projeto denominado ‘’New Deal’’. Esse projeto, proposto por
Franklin Delano Roosevelt, visava a intervenção do Estado no planejamento econômico,
determinando a construção de grandes obras públicas, entre outras medidas as quais foram
responsáveis pela diminuição do desemprego e do reaquecimento da economia, o que possibilitou
também o aumento do consumo.
Sabe-se que esse plano econômico não afetou unicamente os EUA, o cenário político e
econômico do Brasil também sofreu ajustes em decorrência do New Deal. Para compreendê-los, é
importante contextualizar o Brasil e analisar sua conjuntura na época pré e pós crise.
Antes da Crise de 1929, a política que se fazia presente no Brasil era a oligarquia do ‘’Café com
Leite’’, na qual os candidatos dos estados de São Paulo e Minas Gerais alteravam a estadia no
poder, garantindo vantagens para seus respectivos estados e fornecendo um maior poder político aos
barões de café. Além disso, nesse momento histórico, ocorria uma rápida expansão capitalista da
economia cafeeira, pois o Brasil era o maior vendedor de café internacionalmente, fato que
propiciou o desenvolvimento da rede ferroviária e de serviços urbanos.
Após o crash da bolsa de valores, o setor cafeicultor foi diretamente afetado, posto que os
Estados Unidos eram o maior comprador de café brasileiro e a partir desse momento, o consumo
para com o mercado brasileiro obteve uma queda drástica. Nessa altura, a produção nacional
superou a demanda mundial, o que levou os enchimentos de estoques e a queda do preço do café.
Ademais, barões de café aos poucos iam perdendo seu poder político e influências nas decisões do
Estado. É perceptível que uma das causas mais marcantes para a crise atingir de forma tão intensa a
economia brasileira foi o fato de que nosso país assegurava sua estabilidade e crescimento em único
produto, dessa forma investindo excessivamente nas plantações de café, atitude que gera
consequências desagradáveis em momentos de crise.
Com a finalidade de reduzir o impacto negativo da crise, uma das medidas tomadas por
Getúlio Vargas, que assumiu o poder em 1930, foi queimar os estoques de café pois acreditava-se
que, dessa forma, com um relativo aumento no preço do café causado pela diminuição da oferta, se
alcançaria mais lucros. No entanto, isso não foi o suficiente para amenizar os desgastes na
economia.
Em decorrência da crise, o fluxo da demanda estrangeira e a troca de capital no país
diminuíram pois os EUA e outros países não estavam possibilitados de importar produtos do Brasil,
fazendo com que a moeda nacional fosse desvalorizada, levando também à redução de importações
pois não havia maneira de suprir o pagamento de compras exteriores. Dessa forma, Vargas impôs
um rígido controle das reservas de moeda nacional. Essas circunstâncias serviram como estímulo
para desenvolver a industria local.
Assim sendo, uma das principais realizações de Vargas para superação da crise, inspirada no
New Deal, que alega a necessidade do Estado para estimular o progresso econômico, foi a criação
de empresas estatais, entre elas a Companhia Siderúrgica Nacional e a Companhia Vale do Rio
Doce, privatizadas no governo de Fernando Henrique Cardoso em 1997. Essas medidas foram de
suma importância para o progresso nacional pois fortaleceram a soberania nacional, dando um
pouco mais de autonomia ao país e gerando maior consumo no próprio mercado interno.
Além disso, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a indústria brasileira obteve
vantagens no que se refere aos lucros com exportação dos produtos de seu mercado interno, pois as
indústrias europeias estavam arrasadas devido à guerra e necessitavam de suprimentos para se
manterem.

5. Conclusão

Pode-se concluir que houve, por parte dos E.U.A, um aproveitamento irrisório da devastação
econômica dos países europeus, em grande necessidade de reconstrução, em demanda por matérias
primas como aço, até mantimentos básicos, todos exportados pelos E.U.A. e com grandes lucros
envolvidos. No entanto, a política laissez-faire a qual foi tão frutífera em seu princípio não exercia
poder sobre o mercado financeiro, sendo incapaz de controla-lo para evitar previsões como a eventual
auto-suficiência dos países europeus durante sua reconstrução, e a inevitável oferta desproporcional
à demanda, assim ocorrendo o crash na bolsa de valores de 1929, a “quinta feira negra”.

Também vimos como John Keynes foi personagem fundamental para a restruturação
econômica americana, constituindo o keynesianismo, modelo onde há uma forte presença
regulamentaria do estado, assim evitando outra quebra na bolsa de valores, surgindo então o new deal,
responsável pela diminuição do desemprego e do reaquecimento da economia capazes de estabilizar
a economia americana, por meio da regulamentação, e ainda demonstrando os efeitos do neo-
liberalismo econômico em sua pior faceta, e as soluções encontradas no período para estabilizar a
economia e o bem-estar social.

6. Perguntas e Respostas

Questões:
a) De que forma a crise de 1929 contribuiu para a ascensão do nazifascismo (e os demais regimes
totalitários) na Europa?
b) Dada as duas teorias mais vigentes no capitalismo pré-fordista, liberalismo (marginalista) x
marxismo, explique seus antagonismos e seus impactos sociais-revolucionários.
Respostas:
a) A devastação moral trazida pela Primeira Guerra Mundial na conjuntura europeia, trouxe uma
sociedade insatisfeita que originaram uma serie de revoltas, greves e mobilizações que contestavam
o modelo liberal. Atrelado, ainda de um espectro que rondava a Europa na época, trazendo uma
preocupação e temor que ocupava a mente liberal pelo temor de uma possível repetição da
Revolução Russa de 1917. Em contrarresposta a esses movimentos, e numa busca à pseudo-
prosperidade pré-Guerra, alguns países tomaram medidas polemicas para essa retomada da gloria
capitalista. Iniciou-se, a partir daí, uma corrida acirrada entre guerras, com um intuito (in)consciente
de uma revanche declarada, partindo daqueles que mais padeceram sobre tais enfermidades – alem
do peso da derrota, que persistia em ofuscar a moral alemã e os demais países da tríplice aliança.
A Itália foi pioneira nessa busca por solução brusca, apelando para uma tirania. Numa
contextualização ampla, é possível inferir os principais pressupostos valorativos que fizeram os
italianos do inicio da década de 1920 abraçar o nazi fascismo de forma “irracional”. Estes padeciam
de uma enfermidade social de demasiada retração econômica, com milhares de desempregados e
muitas agitações sociais; o que fez emergir os ideias comunistas de esquerda, que era uma ameaça
aos ideais ascendentes da burguesia, que viu no partido de Benedito Mussolini uma possibilidade
de um governo forte que agiria diretamente na retomada da prosperidade italiana. Esse estilo de
governo, que mais tarde, inclusive, volveu a recorrer o imperialismo como uma ferramenta de
investimento financeiro, o que desencadeou numa outra forma totalitária de governo que ascendeu
mais que o seu genitivo, o nazismo. A crise da Alemanha era mais grave que a da Itália, a economia
alemã estava totalmente desestruturada e notava-se o crescimento das agitações sociais, em resposta
ao desemprego. O que, de maneira geral, conversa grosseiramente e mais intensamente com o
contexto italiano. Aquilo que estava se mostrando eficiente foi violentamente atingido pelo crash de
1929, que pressionou ainda mais a população a clamar por mudanças – cada uma destinada a seu
beneficio, visto que a ascensão comunista era uma ameaça aos ideais liberais, que teve com o
Partido Nazista seu ponto forte de apoio e investimento. Como consequente, no ano de 1933, Aldof
Hitler iniciou seu passo para uma instauração de um governo ditatorial nazista tal qual temos
ciência hoje. Sob o domínio nazista, a imprensa teve um papel crucial na manutenção e na
disseminação do governo, sendo esta controlada pelo Estado, servindo de maior porta-voz para o
compartilhamento de seus ideais e o repudio aos ideais comunistas; justificando todas as suas ações
em pressupostos de política expansionista, militarista, racista e nacionalista exacerbada.
A Alemanha fez uma parceria visível com a Italia, que mais tarde influenciou à mudanças
totalitárias no governo português (com o salazarismo) e o espanhol (com o franquismo), além de
uma influência na America Latina, que apesar de umas diferenças claras, contava com certas
semelhanças totalitárias como resposta ao declínio e queda do modelo político liberal.
De forma conclusiva, a ascensão dos movimentos nazifascistas e seu reconhecimento social
de melhora brusca, clamada pelas enfermidades e incertezas depressivas trazidas pela Primeira
Guerra Mundial, intensificada ainda mais (muito mais) após a Grande Depressão, deu brecha a uma
justificativa moral para a instalação desse plano estatal e econômico, entregando ao Estado todo o
controle do que é circulado como forma de arrocho econômico visto como necessário, dadas as
emergências. Esse modelo totalitário resultou, poucos anos depois, na Segunda Guerra Mundial;
marcada pela presença central desses Estados totalitários emergentes no período Entre Guerras,
dado o seu caráter pseudoesperançoso.
b) Antes da revolução keynesiana, não se era clara o que de fato era o capitalismo moderno, em sua
“abrangência global”. As teorias pré-fordistas, banhadas pelo otimismo industrialista, iludiam e
alienavam os cidadãos numa ideia de pseudoprogresso de uma sociedade altamente funcionalista –
ideia defendida pelos liberais, marginalistas e positivistas (a divisão mundial do trabalho, e uma
sociedade vista como orgânica por Émile Durkheim) do final do século XIX- início do século XX.
Utilizando pressupostos dialéticos marxista, a pratica derrubou, contraditoriamente, a teoria; que
vislumbrava com a capacidade apropriativa e adaptativa do capitalismo, alegando que tudo era
regulado pela autogestão e ajustamento continuo do sistema por si (“a mão invisível do mercado”).
Um dos bordões mais famosos da época mostra bem essa ilusão adaptativa quando estes alegam que
iriam “inflar o bolo, para então repartir de forma igualitária”. Tinha-se uma noção de fatores de
produção, influenciada pelas teorias marginalistas, onde cada um detinha uma determinada
ferramenta contemplativa de utilização titular para o bom funcionamento das engrenagens sociais.
Ou seja, se uns possuíam a virtude das propriedades privadas, outros possuíam a função laboral;
onde cada fator era igualmente necessário ao processo produtivo – cada qual com sua titularidade
incontestável, dada por sua condição inicial. O que era para as classes menos favorecidas um
convite ao suicídio.
Em contrafluxo, os marxistas analisaram criticamente essas lentes sociológicas e
econômicas, relevando outro ponto de vista que estava meio ofuscado; as linhas menos alienadas à
ortodoxia marxista, tiveram um poder adaptativo para revolucionar o sistema de forma imediata,
que chamou atenção e a exaltação de uma classe perceptivelmente explorada. A coligação com
contribuintes extra econômicos – como uma maior filiação sindical, e um clamor pelas políticas
intervencionistas -, marcaram o contexto pré-keynesiano. A crise, fruto de uma irresponsabilidade e
perda total do controle do capitalismo, veio com uma mensagem ainda mais alarmante sobre a
necessidade intervencionista. Adaptativos das teorias marxistas, a solução para a Grande Depressão
de 1929, e inovações quanto a “política do livre mercado”, as diretrizes do mundo clamava por uma
política econômica que amenizasse os efeitos causados pela Grande Depressão. Países diferentes
buscaram soluções diferentes para ações, que, a curto prazo, lhes devolviam a prosperidade da Belle
Époque. A mais influente e democrática da época foi o New Deal; programa de recuperação
econômica proposto pelo presidente estadunidense Franklin Delano Roosevelt, entre 1933 e 1945,
que se baseava na teoria do economista John Maynard Keynes; que, a partir de uma remodulação
das teorias marxistas, e uma contrarresposta as teorias marginalistas, defendeu a intervenção
governamental na economia e argumentou que o desemprego poderia ser evitado se os governos
canalizassem sues gastos para programas de obras publicas, oferecendo subsídios para uma
mudança brusca e palpável, mais eficiente que as leis autorreguladoras do mercado.
7. Bibliografia

CÁRCERES, F. História Geral. 4.ed. São Paulo: Editora Moderna, 1996


KEYNES, J. M. Inflação e deflação. KALECKI, M. Teoria da dinâmica econômica, 1978
VICENTINO, C., História Geral, vol. único, Editora Scipione, 2011
SANDOVAL DE VASCONCELLOS e ENRIQUEZ GARCIA, M. e M., Fundamentos de
Economia, 5ª edição, Editora Saraiva,2012
HOBSBAWM, Eric, Era dos Extremos: O breve século XX 1914-1991, 2° edição 9a reimpressão
COMPANHIA DAS LETRAS, 1994.
http://www.suapesquisa.com/economia/keynesianismo.htm
https://historiablog.org/2009/01/03/a-crise-de-1929-e-o-brasil/
http://brasilescola.uol.com.br/historiag/os-eua-na-primeira-guerra-mundial.htm
http://www.infoescola.com/historia/crise-de-1929-grande-depressao/
http://www.historialivre.com/contemporanea/entreguerras.htm