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MÁRIO JORGE DE ALMEEOA CARVALHO

FIICJLÎME BE CIuHClAS SOCIAIS E


BIBLIOTECA

46575

PPORI.F.MAS FI?NDA\îF.\TAIS DE FENO^IEXQJLíK^AJJJJlI.XITIIPI:

LISBOA
1996

4C575
Dissertagão de Doutoramento em Filosofia

Faculdade de Ciências Sociais


apresentada a

e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


Para o David,

que queria estudar filosofia e a quem não

cheguei a ensinar latim,

brincou e morreu ao lado desta tese.


'Was ist das Schwerste von allem9 Was dir das Leichteste dúnket:

Mit den Augen zu sehen, was vor den Augen dir liegt."

GOETHE, Nachlass-Xenien. 45

"Kivôovsúsi yáp riu^v ík.ũlgxoc. oíov ovap siococ d^avTa

itávi' <xu iraA.iv éoĸzp ûrøp áyvosiv."

PLATÃO, Politico, 277d

"sí ouv iô <jĸo<; tô sv ooi oĸoioc sgiív, tô okôtoc; xôoov."

MATEUS 6, 23
NOTA FRÊVIA

investigagSo que a seguir se apre-


o seu tltulo indica, a
Como

da finitude.
senta diz respeito ao problema
nâo se

Mas, ao contrârio do que o proprio título pode sugerir,

abarque rodas ou pelo me


trata de uma investigagĩo abrangente, que

das facetas do problema, numa averiguagao exaustiva ou

nos muitas

Na verdade, deixa mesmo inteiramente


de qualquer modo muito ampla.
do
numerosos aspectos (e aspectos importantes)
f0ra de consideragão

tornar finita a nossa condi-


de factores que concorrem para
conjunto

gão .

de factores que contri-


A bem dizer, de toda a multipl icidade

estamos sujeitos ngo se conaidera^agui


buem para a finitude a que

do acesso em
a finitude
p^o^iajnent^i^q^JHn^^Eei^^:
tem das coisas-i.e., a finitu
que se
que se estâ, da aEresentagSg
de vista".
de do ""«"
"ponto
desde jâ, para prevenir eventuais equívo-
importa sublinha-lo
encontrar ne
surpresa de nâo se
âmbito do trabalho e a
cos sobre o

de numerosos aspectos que seria legitimo espe-


le quaiquer mengSo
invesr.igagão sobre a finitude.
ver tratados numa
rar

ccnfronta-se unica e exclusivamen-


levada a cabo
A averiguagão

da íinirude do "ponto de vista"- com o prcblema


te com o problema
e, pcr outro lado, em^uejnedil
de saber en^u^entidO-O^nÍÍdos
de vista é
é se Pode dizer que o nosso ponto
dida, a_que ponto que

finito.
um ponto de vista
rrata, e somente disto.
E disto que se
Deste modo, mais do que uma f enomenologia da finitude, no sen-

ziáo prôprio e amplo da nocão ,


aquilo que se procura empreender e

coisa como uma f enomeno logia do escondimento —

uma averi-
qualquer

em está em causa estabelecer a natureza e amplitude da-


guacão que

nôs de uma apresentagão e compreensâo das coi-


quilo que , dispondo

disso se subtrai a ela, se mantém numa recusa, ou de


saS; apesar

algum modc faz restrito, torna imperfeito o acesso, a apresentacSo

de que se dispOe.

Mas, se na verdade é este o objecto da investigagão que se a-

entao parece haver qualquer coisa de imprôprio no título


presenta,

adootado, em ela vem designada sob a forma de "Problemas fun-


que

damentais de f enomenologia da finitude".

Muito mais adequadamente se definiria o empreendimento em cau-

sa, e o crue parece, se se falasse de "Problemas fundamentais de fe-

du escondimento" indicando assim claramente o âmbito


nomeno logia ,

de incidéncia mais restrito.

N2o é. por acaso que isso não está feito e se incorre


porem,

no risco de suscitar equívocos.

Se esse outro título seria em certo sentido mais exacto que o

nele ficaria por expressar algo de decisivo em vir


que se adopiou,

tude do ma 1 e ie problemas fundamentais de f enomeno logia da fini-

tude--e nao do escondimento —

que se fala: o facto (que no curso da

e pouco se desenha) de a finitude do acesso


investigacao a pcuco

de i.e., o escondimento que esse acesso deixa subsis


cue dispcmos,

tir, ter 'dimensOes" e um carácter tais que não constitui apenas

um mornentD mais no complexo dos factores finitizantes mas um momen-

to fundamental , decisivo desse complexo


um momento que torna a ti

nitude que nos afecta muito mais crítica e, se assim se pode dizer,

radicalmente mais jinita .

A aparente imprecisãc nâo é, assim, ocasional. Nem e propria-

mente uma imprecisâo. Corresponde á indicagão de um aspecto ful-

cral do apuramento que se 1 eva a cabo : ao modo como nele emerge a


do ponto de vista como momento fundamental e momen-
finitude nosso

momento mais fundamental e


_gjL certa medida,
como
to crítico ( e ,

de todo complexo da finitude


critico) o .

mais

é também devido acerca do que


Algum esclarecimento preliminar

se entende por f enomenologia e do sentido em que a investigacão

realizada corresponde a tal designagâo.

Na verdade, sô o prôprio curso da investigacão pode proporcio-

cabal esse respeito. Mas é, em todo o ca-


nar um esc larecimento a

so, imprescindível prevenir de antemão qualquer interpretagão me-

nos adequada que a referência á nogâo de f enomeno logia porventura

possa suscitar. Pois o termo


"
f enomenol ogia" é equívocc. Nâo somen

diversas as concepgOes a que corresponde nos diferentes em-


te sâo

filosôficos assim se quiseram designar. Mas a prô


creendimentos que

trouxe consigo, o uso in


pria banalizagão que a sua "popularidade"

estado tornam o seu significado im-


discriminado a que tem sujeito,

preciso, difuso.

"

Ao caracterizar-se o trabalho realizado como f enomenologia" ,

de maneira nenhuma que ele corresponda a todo c


tal nâo significa

complexo de ccncepgôes, procedimentos e requisitos metôdicos, etc,

dos diferentes projectos filo-


que se acham implicados em qualquer

do secuio desenvo 1 veram sob este


sôficos que desde o princípio se

trabalho se leva a cabo tenha pontos de con-


título. Embora o que

os
tacto com algt.ns cesses empreendimentos (e, designadamente ,
com

de Husserl e Heidegger) ,
a verdade é que muitos dos aspectos daqui

neles não estâo seguidos na presente inves-


lo que a nocâo implica

tigagâo .

descrito como f enomenologia numa a


0 que se empreende pode ser

nûcleo fundamental do que a


cepgâo lata, em correspondôncia a um

comum ás diversas tentativas feitas em seu nome .

nocao significa,
investigagâo da prô
Nesse nucleo,
"
f enomeno 1 ogia" significa uma

temos das coisas.


pria aj^esentasão,
do prôprio aparecimento, que

1 itada e requerida pelo facto de— ao con-


Uma investigagâo possibi

TTT
trário do que pode e tende a parecer, pois trata-se da prôpria mos-

em se está, da manif estagão a que se tem acesso--essa a


tragâo que

nâo estar naturalmente acompanhada num regime de intei^


presentagâo
de si mesma a si (de tal modo que nada do que e
ra transparência

seu lhe escapa) , mas antes constituída de tal forma que nâo se a-

bem de si, a si propria e ainda precisa de ser pa-


percebe escapa

tenteada, trazida a uma plena apropriagâo de si .

"

nesse núcleo, f enomenologia" é a investi-


Por outras palavras,

decorre de se verificar que a despeito de a apresenta-


gagão que ,

se apresenta (o campo da manifestagão das coisas


rao e aquilo que

em estamos) ser precisamente o mais prôximo que temos (aquilo


que

cue parece mais disponível e inteiramente å mostra: aigc absoluta-

contacto livre, abso iutamente irres-


mente dadc e perccrrivel num

"

de facto isso mesmo que assim parece mais a descoberto"


trito),

e aualcruer coisa que se estå muito longe de ter acompanhada--qual


-

coisa ainda cabe (e, mais do que isso, que ainda falta)
cuer que

descobr ĩr .

Em suma,
"
f enomeno iogia" é o empreendimento que corresponde a

oeculiar oossibi 1 idade expressa pela máxima dos Nachlass-Xenien de

Goethe citada em epígraíe (" Was ist das Schwerste von allem? Was

dir das Leichteste diinket: Mit den Augen zu sehen, was vor den Au~

1
possibi 1 idade de na verdade faltar ainda ver
gen dir liegt." ) : a

com os olhos

ver "com olhos de ver" —

aquilo que estå diante deles.

além disso, a investigagâo que decorre de se


"Fenornenologia" e,

verificar essa falta relativa ao acompanhamento da prôpria apre


que

sentarão é difícil de suprir e que a piena apropriagâo da apresenta

nâo e qualquer coisa que querendo-se, se obtem assim sem mais


gão ,

sem obståculos, sem problemas), mas antes ai


( numa råpida passagem,

ao de entravado, que sô um extraordinário esforgo, um aturado e cui^

dadoso processo de focagem permite conseguir. Ou seja, "fenomenolo

empreendimento de investigagâo que corresponde nâo sô a ha


gia" e o

uma de não acompanhamento do aparecimento perante o quai


ver margem
ser bastante ampla e dificil de cobrir,
se está, mas a essa margem

estå muito longe de um efectivo a-


de tal modo que naturalmente se

um caminho ainda
companhamento desse aparecimento— tão longe e com

ele expressa na
tão custoso a percorrer para se chegar a quanto se

realizagSo de tal tarefa (que naturaimente pa


máxima citada, onde a

de modo muito facil de reali-


rece sempre jA realizada ou qualquer

como sendo a mais difícil de todas .

zar), vem apresentada


finalmente, o empreendimento que correspon-
"Fenomenologia" e,

apropriagâo da apresen-
de a verificagâo de que essa focagem, essa

tudo mais ou menos como era antes de


se tem nâo deixa
tagão que
á fixagão de um conjunto de pormenores
se dar (não equivale apenas

sobre a forma como está constituída a a


mais ou menos indiferentes

não sô
constitui qualquer coisa cuja reaiizagão
presentagão),antes
tal
faz diferenga, mas uma grande diferenga— uma diferenga que pro

da situagão em que se estå e na ver


duz uma extraordinária revis3o

tudo a uma nova luz.


dade faz aparecer

corresponde a ideia de fenome-


s a este núcĩeo fundamental que

dele que irradiam as diferentes compreensOes do seu


noiogia e e

diferentes identií icagGes


sentidc--as quais traduzem precisamente
si prôpria, está a
da fcrma como a apresentagâo nâo se acompanha a

diferentes identif icagôes do


lheada de si, e, corre lativamente ,
a

de tal alheamen
e preciso para se produzir uma plena supressâo
que

uma plena descoberta do prôprio apareci


tc, uma plena apropriagão,

ccnsequenc ia também do que resulta da realizagão de


mento (e, por
,

semelhante descoberta) .

tem forgosamente de ter u-


caracterizagao que assim se avanga
A

ainda indeterminagão por esclare-


ma índole formal— que deixa em ,

enuncia. 0 cabi
cer, a que e que na verdade corresponde aquilo que

como a fenomeno-
mento, o sentido e o alcance de um empreendimento

da identif icagão concreta de cpmq


logia sô se descobrem a partir
de co
na verdade há um nåo-acompanhamento da prôpria apresentagão e

de tal forma esse redescobrimento


mo e possível redescobr i-1 a que
tudo de antes, traz consigo alteragôes de
na verdade não deixa como

se veem as coisas Antes de tal identi f icagão


peso na forma como . ,

os enunciaios que se apresentam a seu respeito, mesmo que apontem

deixa.m tudo ainda indefinido e n3.o e


jå numa determinada direcgão,

liminam uma certa perplexidade acerca do que possa ser aquilo que

identif icagâo concreta sô a pouco e pouco se torna-


referem. Ora a

do da investigagSo e de facto sô
rá. clara a partir prôprio processo

fica conclulda no seu termo.

Mas ,
sendo esta indicagâo ainda insuficiente para fazer ver con

"

corresponde a esta ideia de f enomenologia"


cretamente que e que ,

fica em tcdo o casc ciaro a partir da explicagão preiiminar já a-

tratado presente investigagão e o da


vangada que, se o problema na

de vista e se esse problema é seguido por


finitude do nosso ponto

ela no modo da f enomenologia , então é por uma revisao, por uma re-

de dispôe (por qualquer coi


focagem do prôprio aparecimerrto que se

"tentar ver com os oihos aquilo que de facto se tern pe-


sa como u:n

fazer luz sobre o problema da finitude.


rante eles") que se procura

esforgo de focagem e de reapropriagâo dessa or


E e precisamente um

tudo o se
dem que se pode encontrar em que segue.

Dito isto, esc larec imento prévio do sentido da investiga-


para

tem estar caracterizada como "fenomenoio-


"ão e do significado que

falta ainda assinalar que não e sô por uma afinidade metôdi-


gia",
estå projecto da fenome-
ca que a investigagão realizada ligada ao

nologia, tai como foi descrito. Incidindo espec if icamente sobre o

da finitude e tendo, desse modo um âmbito restrito, o s eu


problema ,

carácter nao .
é o de uma apiicagâo avulsa da forma de investiga.gao

de uma aplicagâo desligada de tudo o que fica fora


f encmenolôgica

desse âmfcito restrito. Nâo . A investigagâo enquadra-se no projecto

da tarefa global de apropriagão que corresponde a ideia


mais amplo

de f enomenologia . Tem as suas raízes nesse projecto, integra-se ne

le, pretende contribuir para a sua realizagão.

sâc complexas, podem expl ic itar-se melhor da


As relagQes, que

7T
forma seguinte:
natural da apresentagão, o alheamento
Por um lado, a opacidade

si f enomeno logia tal co


em que está a respeito de prôpria e que a ,

mo foi caracterizada, se destina a suprir é também uma opacidade,

á sua finitude~de tal modo que também a


um alheamento em relagão

é necessario um esforgo de supressâo do alheamento,


este respeito

Neste sentido, a f enomenologia tem de ser sempre tam


de refocagem.

da finitude da apresentagão do aparecimento .

bém uma f enomenol ogia ,

Por outro lado, sem uma focagem e reapropriagâo do aparecimento ,

defeito de transparencia que naturalmente o caracte-


mantendo-se o

de si mesmo, é muito difícil ter condigOes para con


riza a respeito

um mínimo de acuidade o problema da finitu


seguir "equacionar" com

de do nosso ponto de vista. Neste sentido, uma averiguagão da fini

de ter no seu centro uma componente de fenome-


tude não pode deixar

Finalmente, a f enomenologia da finitude, a supressão do a-


nologia.

á finitude da apresentagão nåío e apenas um


lheamento em relagão ,

dos diversos momentos por que tem de passar a realizagão da tarefa

fenomenolôgica, constitui antes uma condigao decisiva dessa reali-

toda a tentativa de a levar a cabo corre o


zagâo : algo sem o qual

de isso, não estar a aitura do que pre


risco de ser ingenua e , por

promogão da apropriagâo f enomenolôgica,


tende; e algo cujo papel na

conse-
cujo contributo para pôr na sua pista da apresentagão , para

efectiva focagem dela, é decisivo.


guir uma

referir dar uma ideia da a


Tudo isto, que e indispensáve 1 para

de que se trata, do seu enquadramento e objectivos, po-


veriguagâo

induzir em erro se não se tiver em conta uma res-


de, finalmente,

alcance da forma como constitui um tra


fundamental do seu e
trigão
se
balho de
"
feno menol^gda
"
. Inscrevendo-se num projecto como o que

ideia de f enomeno logia, com tudo o que isso


apontou corresponder a

feita não constitui mais do que um esfjgr^o


implica, a investigagâo

para a realizagao desse projecto— um esforgo que


de_encaminhamento_
plena ou ate mesmo como efec-
não tem condigôes de se garantir como

VTT
tiva execugâo do seu propôsito e nâo pode apresentar-se como uma

fenomenologia realizada, em que a apropriagãc da finitude, a sua

descoberta, e a apropriagão da apresentagão , a sua descoberta, es-

tejam realmente alcangadas ou fiquem sequer prôximo de o serem.

0 conduz, finalmente, ao ũltimo aspecto que importa subli-


que

nhar de antemão e que também se acha expresso na formulagâo do ti.

tulo.

É intencional e deve ser tido em atengão que toda a investiga-

sob forma de "proble-


gão que acui se apresenta esteja designada a

mas"

outro lado, de "problemas fundamentais"


e, por
.

Isso significa, em primeiro lugar, que aquilo que se empreen

de e somente um levantamento de problemas


com tudo o que tal su-

de confronto ainda inacabado com as coisas, de percurso fei-


gere

to a tactear, de embarago ainda subsistente.

Com di.ferentes desenvo 1 vimentos , nalguns casos sô com esbogos,

noutros averiguagOes mais aturadas o plano em que se fica


jA em ,

e semore o de uma exploragao e auscultagao de possibi 1 idades--ini

ainda envolvido em dif iculdades sem qucU


plano ainda provisôrio, ,

quer aspiragão a deixar estabelecido o que quer que seja de defi-

nitivo —

um adquirido absoiutamente estável, assente.

exprimindo tudo isto em linguagem forense— ou,


Numa paiavra, e

tnais precisamente , do processo cível —

o que é aqui tentado é qua I


-

coisa como o "despacho saneador" (no sentido lato, que inclui


quer

"
"

f icagão" e o "questionário" ) e a instrugao" do "processo"


a especi

da finitude do nosso ponto de vista —

e em tudo o que se apresenta o

está precisamente ainda apenas "em fase preparatôria" na^o


processo ,

mais adia.ntada que a fase de instrugao .

Mas , em segundo lugar, sendo assim, a precaridade que isso in-

troduz ricío impede que ,


tal como o titulo indica, a investigagao rea

lizada tente debater-se com os problemas fundamentais da finit'jde do

de vista e seia caracterizâve 1 como investigagâo desses


nosso ponto

probl emas .

VIII
tem, um lado, um sentido restritivo: sig
Tal caracterizacâo por

sô no âmbito mais estreito da finitude do ponto


nifica que, mesmo

não todos os problemas— nâo é exaus


devista, a investigagão segue

Mas significa, por outro lado, que es-


tiva, atem-se sô a alguns.

sa nâo-exaustividade corresponde a uma concentragao no que se jul-

mais decisi-
ga ser o nûcleo do problema— naqueles aspectos em que

a índole e a amplitude da finitude a que o nosso


vamente se joga

ponto de vista está sujeito.

Por outras palavras, o facto de estar marcada por precaridade,

feita ainda a tactear, etc .


, nao significa que a investiga
de ser

avulsos do seu âmbito de incidôncia,


gão se debruce sobre aspectos

de obter um resultado e de
escolhidos ao acaso, sem preocupagao

dos problemas com rele-


chegar a um confronto com toda a amplitude

finitude do ponto de vista. Não Embora


averiguagâo da
.

vo para unía

do uma fase preparatôria, de instrugao,


não corresponda a mais que

apuramento realizado
e embora envoiva uma selecgâo de problemas, o

isso : uma efectiva preparagão


obriga-se a tentar ser precisamente
da finitude do nosso ponto de
global do "processo"
e "instrugão"

(e continuando a fazer uso da terminologia forense


vista. Ou seja

a se recorreu) : o levantamento obriga-se a tentar produzir uma


que

dos elementos mais relevantes a ter em con-


apropriada condensagSo
da finitude do nosso ponto de vista. Ou seja, em
ta no "processo"

obriga-se a produzir um correcto apuramento dos as


primeiro lugar.

de finitude do nosso ponto de vis-


pectos de definigâo da situagão

ta são e não são susceptíveis de serem á partida reconhecidos


que

como factos. Em segundo lugar, obriga-se a tentar, a partir daí, u

dos quesitos a ter em conta nesse "proces


ma adequada pni^iona^o
: um ladc, uma identif icagão
so"— com tudo o que isso implica por

completa do conjunto desses quesi-


tanto quanto possível precisa e

respectivo peso e das cone


tcs; por outro iado, uma diiucidagão do

articulam entre si, por forma a determinar os que


xOes que se
por

1 idades as linhas de clivagem, as


tôm mais peso, i.e., as possibi ,

IX
mais relevantes, a partir de cuja decisao se obtem as
alternativas

decidir demais quesitos. Fi-


bases para por sua vez se pcderem os

tentar coligir tão circunstanciadamen-


nalmente, obriga-se ainda a

pode ser de a decisao


te quanto possível tudo aquilo que peso para

a fornecer um quadro de elementos que habilite


de tais quesitos e

essa decisao a ser tâo esclarecida quanto puder ser.

Para concluir esta fixagão prévia do quadro do trabalhc, cumpre,

finalmente, sublinhar que não se apresenta todo o curso da investi

gagão levada a cabo mas apenas uma parte (se bem que uma grande par

dela. A morosidade das coisas, a necessidade de dar cumprimen-


te)

to aos estabelecidos etc . fazem que tenham ficado ern manus-


prazos , ,

crito ainda incompletos) cs dois \lltimos passos da investigagâo


(e ,

onde se trata do levantamento da situagão de finitude, tal corno es-

'

tá feito por Platao, e da analítica existenciai-temporal do Da-

Heidegger. Estas análises não ccrrespondem a


sein" empreendida por

uma inflexão "histôrica" na conclusão do trabalho mas ao desenvol-

vimento do em que e deixado no final da versão incompleta que


ponto

aqui se apresenta. Tai como está, a investigagao chega ao apuramen-

evidôncia compreensiva de dispomos ser


to da possibi lidade de a que

sem excepgac uma evidencia de mera pseudo-compreen-


globalmente e

constituída e sustentada por fenômenos de desfocagem. N3o che


sao,

a entrar na verificagao de a que ponto de facto é isso que se


ga

As análises ccnsagradas a Platao destinam-se precisamente a


passa.

1 idade estrutura do sistema de com


explorar melhor essa possibi e a

preensao naturalmente constituído. E, por outro iado, o exame da

nao somente aperfeigoar i


analítica existenc ial-temporal procura a

dentificagao dessa estrutura mas tenta justamente, por via dela,

X
facto dessa total opacidade, dessa to-
chegar a um confronto com o

marcar o nosso pon-


tal nulidade da clareza comprensiva que parece
2
to de vista.

Friburgo entre
0 presente trabaiho, em grande parte redigido em

semestre de verão de 1991,


o semestre de inverno de 1989/1990 e o

uma bolsa de estudo do Deutscher Akademischer


foi possibilitada por

bolseiro concedida pela Facul-


Austauschdienst e peia equiparagão a

Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


dade de Ciências

â Faculdade, bem como á. Biblioteca da U-


Agradecem-se ao D.A.A.D.,

todas as facilidades concedidas.


niversidade de Friburgo,

contínuo apoio e incentivo do Prof . Dr .Miche 1 Renaud, o-


Sem o

e da Prof Dra Isabe I Carmelo Rosa Re-


rientador da investigagãc ,
. .

teria sido escrita. Se valeu a pena tê-lo si-


naud nunca esta tsse

isso e incerto. Não o é, porém, a boa-vontade que sem-


do ou não,

interesse com acompanharam o meu tra


^re senti da sua parte, o que

Muito fica muito longe de indicar tudo a-


balho ao iongo de anos .

se lhes deve
quilo
.

que

Herrmann, orientou a par


Ac Prof . Dr . Friedrich-Wi lhelm von que

Friburgo e com quem se discutiram


te da investigagâo reaiizada em

da tese å in-
diferentes aspectos relativos a concepgâo giobal e

da analítica existenc ial-temporal do "Dasein" , agrade-


terpretagão

ce-se a sua disponibi 1 idade e o encora jamento recebido.

Ao Prof. Dr. Jacques Tamimaux e aos Doutores Heinz Leonardy e

de Lovaina agradece-se
?ol Vandevelde bem como ao Arquivo Husserl

estudar manuscritos de Husserl e a forma como


de
a possibilidade
criar as melhores condigOes para esse estudo .

se esforgaram por
trabalho de re-
Pelo empenho com que dia a dia acompanhou o

XI
melhores condigQes, pela extra-
dacgâo e prozurou propiciar-lhe as

com promoveu a resolugao de um sem-nûmero


ordinária dedicagâo que

impôe-se também uma palavra de especial re


de problemas praticos,

conhecimento á Sr. Dra. Marianne Schneider.

boa-vontade da Teresa Rodrigues, que passou


Sem a paciencia e

boa do manuscrito, teria sido muito mai3 lenta e compli-


uma parte

cada a conclusâo deste trabalho. E a ajuda do Joao Constâncio, na

do texto e das notas se deve ter-se con


parte final da organizagâo ,

ao fim. Também no que lhes diz respeito o agradeci-


seguido chegar

mento que aqui se deixa expresso fica muito aquém de poder corres-

ponder ao que foi feito.

Ao Nuno Ferro, Boris Ferreira, Ljudmii Douridanoff, Carlos Bote-

Iho, Leonor Santa-Bârbara, Antonio Frazao, Maria Jose Santos e Sil-

va, Luís Pereira da Siiva, Elsa Santos e á Sra. Doutora Liliana

Ferreira, da Univers idade de Coimbra, agradece-se a ajuda na obten

Antônio Frazao, José Pedro Cabrera, á Tere-


gão de bibi itograf ia. Ao

sa e José Amaral , Manuela e Joâo Paulc Pereira da Silva, agradece-

-se a colaboragão que prestara.m na passagem das notas e na resoiu-

gâo dos problemas criados peios computadores .

XII
ÍNDICE

Nota Prévia

SEU SIMULTANEO CONHECIMENTO E DES-


l.A EXPERIÊNCIA NATURAL E 0

SENTIDO E ALCANCE DE UM LEVANTAMENTO


CONHECIMENTO DA FINITUDE.

DA FINITUDE E 0 SEU PROBLEMA 1


DA FINITUDE. A FORMA NATURAL

reconhecimento espontâneo da f initude— anál ise do seu


1110
0
sentido. estrutura da evidência
A permanente da finitude.
inautêntico, va
reconhecimento espontâneo como reconhecimento
zio A compreensao global da finitude
e as diversas situagOes
diferenga e articula-
da sua experiência concreta: respectiva
de ambas— a falta de uma delimitagao pre
gao A insuficiencia
consiste a finitude: a situagao natural,
cisa em que
daquilo situa-
não reconhecimento que dela f az
obstante o
como uma ,

da finitude. A tarefa de um levantamen


cao de desconhecimento
to que a demarque

112 0 preconceito dominante na compreensão natural do sen

levantamento da finitude— o fe
tido e alcance possível de um
Análise
nômeno da autoconf ianga da apresentagão que temos .

nôs
mais detida deste fenômeno: evidenciagao da vigencia em

da extensao possível da fim-


de uma antecipagao inexplícita
antemao as suas dimensGes e o seu por-
tude restringindo de
antecipagao limita a
te Á
compreensão inexplícita, que em

núcleo da sua compreen-


amplitude possível da finitude,
como

da finitude compreen
se decide o sentido
sao natural, em que
dessa antecipagao como forma da finitude.
dida— o antecipado
21
do fenômeno da forma da fimtude
Anålise preliminar

da forma natural da finitude— a


1 1 3 A questionabilidade
inadequagao. fungao
da sua A condutora da ante
possibilidade
averiguagao
da da finitude e a possibilida-
forma na
cipagao de vista
nosso ponto
de de a forma da finitude vigente
no

situgao real de fimtude.


ter um papel ocultante, escondendo a

itude como problema fundamental : a


O problema da fo^ma_da_Jdn
da finitude 58
sua precedência no quadro
da averiguagao

da forma natural da finitude:o es


1 2 1 Análise aprofundada
como lacuna. 0 domfnio absoluto da for
tatuto da imperfeigao
oersistência sua nas diferentes situagoes de
ma natural e a

natural da finitude. A tese fundamental de auto-


experiência
compreensao do acesso como globalmente adequado e o disposi-
da sua vigencia: as estrutu-
tivo de sistemática preservagao
ras de minimizagao,
de enquadramento e subaltermzagao das
78
do acesso
falhas relativamente å eficicia

de finitude na perspectiva natural : a de


1 2 2 As modalidades
diversas modalidades da finitude na ex
tecgâo inixplícitã de
das
Dilucidagao e caracterizagao prelimmar
periôncia natural .

126
detectadas
diferentes modalidades naturalmente

XIII
1.2.2.1 Primeira modalidade da finitude: a incompletude do a
cesso ao mundo da apresentagao que se tem das coisas. Estru-
,

A compreen-
tura específica do escondimento na incompletude
.

meramente lacunar 130


sao natural da incompletude como

1.2.2.2 Segunda modalidade da finitude:


a ngo-compreensgo a ,

de dis-
incapacidade de compreender bem apresentagOes que se

Estrutura específica do escondimento na nao-compreensao .

pOe .

A falha de nao-compreens3o como lacuna num


horizonte predomji
dela 136
nantemente livre

1.2.2.3 Terceira modalidade da finitude: o erro o poder errar. ,

de
Estrutura específica do escondimento no fenômeno de erro

marcagâo relativamente as demais modalidades. A perspectiva


natural sobre a ocorrencia de erro como excepgao num horizon
n3o errado 140
te predominantemente
de finitude: f initude modal 0
1.2.2.4 Quarta modalidade a .

"UUy^^i. «<'A,ígj> í^XtiV


"
e a estrutura especffica do escondi-

mento corresponde. Demarcagao relativamente ãs de-


que lhe
mais e em particular relativamente a terceira modalidade. A
finitude modal como lacuna num horizonte predominantemente
livre de restrigao modal 145
tido como

1.2.2.5 A apercepgao natural das modalidades e as suas carac

terfsticas A preponderância .
modelo da incompletude Insu- do .

ficiôncia da apercepgao natural e necessidade de um levanta

mento sistemático das modalidades de finitude. 0 inquérito so


bre as modalidades e o inquérito sobre a forma da finitude 149

1.3 Dificuldades da tarefa de verificagao da forma da fini-


tude A possibi 1 idade de utilizagão das modalidades como fio
.

condutor para a sua execugão Definigao preliminar da investi .

gagão a realizar: o levantamento sistemático das modalidades


da questao da forma 159
como meio para o apuramento

sobre sentido e alcance da investi-


1.4 ObservagCes gerais o

seu todo 166


gagão no

1.4.1 A impossibi 1 idade de um apuramento válido para a natureza


humana. Possibi 1 idade e sentido do apuramento da finitude como
outrem 166
um apuramento rebevante para

1.4.2 0 apuramento da finitude como um apuramento meramente de


facto. 1 idade
A impossibi de uma "crítica" no sentido prôprio,
,

prêtêndido por Kant (i.e. da delimitagao definitiva de uma fi


nitude necessária, insuperáve 1 ) ; a sitiiagão de finitude e a
falta de condigôes para uma antecipagao da impossibilidade de
finitude: o levantamento da finitude como mera
superagac da
"censura" no sentido kantiano 170
,

XIV
2. DA POSSIBILIDADE DE AS DIMENSÔES DA FINITUDE EXCEDEREM A

SISTEMÁTICO NO ÂMBITO DAS DIFE-


FORMA NATURAL— LEVANTAMENTO

A REVISÃO DA FORMA NATURAL E


RENTES MODALIDADES DA FINITUDE.

COMO "RESfDUO" DA FINITUDE 177


OS SEUS LIMITES— 0 "COGITO"

2 i Da que se tem e da irredutibili-


incompletude do acesso
forma natural da finitude. Levanta
dade das suas dimensOes k
do escondimento no âmbito
mento sistemático do escondimento
do escondimento do escondimen-
da incompletude— a supressao
da incompletude : a incompletu
to e o "disparo" das dimensOes
184
de como uma imensa, esmagadora— como abismo
incompletude

horizontes externos 187


2.1.1 0 abismo da incompletude nos

Anilise preliminar da estrutura nucleo-de-incidôncia/


2 111
do propriamente dado 0 alheamen-
horizontes--o real para lá
.

horizontes externos— o fenôme-


to natural relativamente aos

0 alheamento natural e a possi-


no do "territôrio" do olhar.
supressão— f ocagens fragmentárias e focagem
bilidade da sua
187
dos horizontes externos
global
de haver a-
2 1 horizontes externos e a possibi lidade
1 2 Os
se manifeste nenhum abismo de incom-
percepgao deles sem que
pletude. Análise e desconstrugao dos fenômenos que possibili
234
dessa ordem ■

tam apercepge5es

2 112 10 esbatimento dos limites da apresenta-


fenômeno do
dos limites no campo
gao' Análise oreliminar— o esbatimento
limites dentro
de~incidência'. 0 contraste entre a marcagao de do
do campo de incidência e
a ausência de limites prôprio cam
dos limites como esbati-
po A especificidade do esbatimento
sua irredutibi 1 idade a
mento dos limites da anresentagao
e a

formas mais vulgares de


defeito de atengao— o condicionamento
dos limites da apresentagao, o seu en-
prôprio do esbatimento li-
0 esbatimento dos
raizamento e capacidade de resistencia.
mites do campo de incidência
e o apoio que tem na presenga de
de famil iaridade A constituigao do campo de fami-
.

um campo
características As modalidades de pre-
liaFIdade e as suas .

f ami 1 iaridade— os fenômenos de presentifi-


senga do campo de
do campo de familiariaade em co
cagao a presenga permanente
-apresentagao horizontal e
o regime de determinagao que lhes
corresponde. esbatimento dos limites do campo de incidên-
0

cia as regime de determinagao no campo de


propriedades do
habi
famíliaridade e a fusflo dos dois campos nade apresentagao
0 esbatimento dos limites do_campo familiaridade e
tual
contraste entre as perspectivas que
as suas consequencias—
se tem esbatimento dos limites do campo de familia
com e sem

ridade ~Ôs fenômenos de


arredondamento e de propagagao índe-
seu papel na neutraliza
finida do campo de fami 1 iaridade
e o

XV
gão do reconhecimento da incompletude em relagao aos horizon
tes exteriores e na compatibi 1 izagao desse reconhecimento com
f initude 236
a forma natural da

fenômeno da representagao inautôntica de totalj.-


2.1.1.2.2 0
dades. redugão A esbatimento dos limites
do persistência e a

relativamente a ideia que se faz da


de~ũma tese de adequagao
extensão dos campos de escondimento nos
horizontes exterio-

res. A elasticidade da nossa capacidade de conceber


aparente
extense5es— detecgao do seu carácter ilusôrio
a par-
grandes
tem do territôrio por
tir da análise da representagao que se

de acuidade na apresentagâo de grandes dimen


tugues. A perda
de totalidade e o seu
sOes, as representagOes inautenticas
efeito de ocultagao da incompletude 0 fenômeno da absorgâo .

de dimensoes muito grandes numa


de todas as representagOes
fixo representagao inautenti-

de a ângulo
mesma perspectiva
ca de neutral izagao do crescendo de ordens de
totalidade e a
exteriores. Papel
grandeza na apresentagao dos horizontes
travao no
da representagao inautentica de totalidades
como

reconhecimento da incompletude e factor de protecgao da for


ma natural da finitude. A inibigao das representagt5es inau-
da incom
tenticas de totalidade e o "disparo" das dimensôes
292
pletude

2.1.1.2.3 A tese espontanea de homogeneidade a respeito dos


horizontes f amil iaridade
exteriores Exploragao
ao campo de .

da O conteûdo da tese de homogenei-


preliminar sua presenga.
dade o seu caråcter simultaneamente aberto e fechado e a
,

prevalônc.a das determinagôes que fixa sobre a margem de in


aberto.A génese da tese de homoge-
determinagâo que deixa em

do de fami 1 iaridade e a estrutura com


neidade partir campo
a
mul tipl icidade das determinagOes en
plexa da prôpria tese

a

volvidas :ia projecgao de homogeneidade suas caracterf sticas ,

icada. A f lexibilidade da tese de ho-


e organizagao estratif
mogeneidade, o "mlcleo duro" da tese e a sua capacidade de
resistôncia. Papel da tese de homogeneidade no "preenchimen-
to" dos horizontes exteriores a tese de homogeneidade e a —

horizontes exteriores á di
plena redugao da incompletude nos
mensao de um mero conjunto de lacunas. A natureza irrestrita
da tese de homogeneidade e a forma como constitui
uma apre-
323
senta£3o_do tqdo

2.1.1.2.4 A tese natural de relegagao da importância dos ho-


exteriores ao campo de fami liaridade 0 fenômeno da
rizontes .

relegagao importânciade relegagao de im


e as suas raf zes . A

dos horizontes exteriores e a pretensao de saber


portância
que tem implicada
a relegagao como antecipagao e a forma de

dos horizontes que lhe corresponde. A natu-


"preenchimento"
reza simultaneamente aberta e fechada do conteddo constituí
do pela tese importância, o caracter "rare-
relegagao de
de
feito" da e a sua capacidade
fixagâo que produz para, não
si todo o em-aberto que comporta e fa-
obstante, absorver em

zer que os horizontes exteriores nao aparegam como incôgni-


tas .A relegagao de importância como segunda modalidade de
reduto dc dispositivo natural
apresentagao _do todo e illtimo
de "amortecimento" da incompletude em relagao aos horizon-
tes exteriores. O problema da fundamentaggo da tese de homo
da tese de relegagao de importância as duas te- —

geneidade e

e o seu carácter de projecgOes insustentadas tornadas e-


ses

desf ocagem e falta de acuidade 364


videntes por

A articulagao dos diferentes fenômenos e


2.1.1.2.5 Balango.

XVI
organizagao de perspectiva que em
estrutura de
xaminados e a
da apresentagao para lá do cam-
se inserem. 0 obscurecimento
incidêncĩi^ĩ ambliopia, a falta de acuidade e
a pro-
Po de
gressiva dissolugao do grau
de definigao do apresentado ta^
to na apresentagao "horizontal" quanto na apresentagâo temá-
da acuidade e do
tica horizontes externos. A dissolugao
dos
do apresentado e a sua diferenga relativa
qrau de definigao
de apresentagao e de determma-
mente a uma total ausôncia
esbatimento dos limites das represen
A implantagao do
gao.
inautônticas de totalidade, da tese de homogeneidade
tageîes factores de deter
relegagao de importância
como
e da tese de
no meio ambliope da a-
minagao e conformagao de perspectiva
ha-
exteriores--a ambliopia como
nresentagao dos horizontes A
desses f enômenos
de preservagao
.

bitat" natural e factor


organizagao eles. A
colaboragao e assistência mûtua entre
de inci_ e campo
de sectores no campo de apresentagao(n*cleo
extenores) e o sis
dôncia/campo de familiaridade/horizontes
esbatem as diferengas
tema de anisotropias concordantes que
eles e nivelam todo o campo
num mesmo "registo" aparen
entre
resultado do sistema de condicionamento a-
te de domínio. 0
se tem, mesmo quando.se conside
nalisad^a^presentagao que
ram horizontes
os externos, como uma apresentagao nao sô de
modo de tudo, mas que de facto pretende ja saber o_fun-
algum 401
damental de tudo

sistematica dos horizontes externos no espa


2.1.1.3 Anålise

horizonte Portugal na ôptica


Os'horizontes englobantes do

abismos— a am
dos campos de"latência como multipl icagao de
escondimento como amplitude correspondente a a^
plitude do
bismos dea^hunqs. «-< *„ =
honzonte Portugal(a
5^-h^T^ti^englobados pelo da regiao^a
inibigão
cidade,o quarteirao,o prédio)na ôptica
bairrco
de total idade--a amplitude ma-
das representagôes espúrias regiao,
barcável dos campos de escondimento correspondentes J.
bairrcao quarteirao ao prédio
A remultipl ica-
â cidade,ao
,

partir dos honzontes menos


gão do abismo
de incompletude a

extensos. ,. ,
.
._ ,_ jj_„m„«rtr.

432
tivamente a realidade no espag*

do tempo Análise preli-


incompletude no horizonte
.

2 1 1 4 A
de incidencia e honzon-
minar'do horizonte temporal--núc leo ^
tes no âmbito do tempo

Analise preliminar do seu ca


2 115 0 horizonte do passado.
rácter de realidade. 0 esquecimento do^s^°^°^°^^^°
e

de
es

do
ĩidade rrĩompreensao'do horizont^ do passado--exposisao
extensOes
caracter das representagoes de grandes
inautêntico
á prôpria multiplicidade temporal
e
de passado relativamente
dos campos de realidade que
relativamente a multiplicidade
de abis
0 passado como abismo e ahi3mo
"ocuparam"esse tempo
.

mos

XVII
2.1.1.6 Análise sistemâtica dos horizontes do passado.Os ho-
mais dimensao ôptica
rizontes mais prôximos e de
pequena na

da supressao do esbatimento dos limites e das representagOes


liltimos 1000,500,100,50,20,10,5 a
espdrias de totalidade

os

ano,os últimos 4 meses,o \lltimo môs,os \lltimos


15
nos,o último
\lltima meia
dias,o últ_mo dia,as \iltimas horas,a liltima hora,a
-hora,os ú.Itimos 5 minutos : apuramento do carácter inabarcavel,
abissal do escondimento correspondente a todos estes horizon-
nao distorcida do campo de
tes. apercepgâo
CondigOes para uma

latôncia correspondente ao passado. 0 abismo de abismos de a-

472
bismos do passado inacessfvel

2.1.1.7 0 abismo de escondimento do futuro.Discussao prelinú


nar da sua natureza peculiar dominio de realidade. Des- como

dos fenômenos que ocultam o escondimento que rei-


construgão
antecipag3o do futuro analise da sua es —

na a seu respeito.A
trutura. O carácter escondido do futuro
antecipado na perspec
tiva da destruigâo de todas as representagOes espúrias de to
uma apercepgao nao distorcida do cam
talidade. OondigCes para
de realidade correspondente ao futuro. A fragilidade da an
po
pecul iaridade do modo de
tecipagâo natural do futuro e a seu
"
"
oir»cortv 491
escondimento : o futuro como

o abismo de escondimento do horizonte tempo-


2.1.1.8 Sinopse:
abismo de escondimento do horizonte espAcio-temporal 524
ral; o

2.1.1.9 Conclusao modelo da sucessão das formas da finitu


: 0

de e a sua verificagâo no levantamento dos horizontes exter-


nos.A fcrma da finitude correspondente â incompletude do acom
dos horizontes externos A aparente impossibi 1 idade
panhamento .

de um maior alastramento da incompletude


o campo de reaiida-
de sobre que de cada vez o olhar incide como resfduo absoluto
531
da incompletude . . .

2.1.2 O domfnio de realidade correspondente ao campo de inci-

dência e a aparente impossibil idade incompletude mais


de uma

que lacunar da sua apresentagao


.

Verificagão sistemática das


dimensOes da incompletude possfvel neste domfnio anålise da —

incompletu.de da apresentagão da realidade presente na prôpria


sala se escreve 551
em que

2.1.2.1 0 escondimento do interior dos corpos opacos.O esba-


timento limites,a representagao
dos inautentica de totalida-
des escondimento dos interiores
e o Levantamento sistematico .

dos campos de latência correspondentes a esta forma de escon


dimento presentes no âmbito da sala. Detecgão e Inibigao de di_
ferentes fenômenos que dificultam a apercepgâo da imensa mul-
de realidades que se incluem nesses campos 560
tiplicidade

2.1.2.2. O escondimento no domínio das prôprias superf icies


vistas. A apresentagâo å distância como factor de escondimen-
to 6~carácter meramente "horizontal" da apresentagão da maior
.

de a a-
parte das superfícies e as insuf iciências decorrentes
da maior parte das superfícies ser sempre sô des-
presentagao
simpl if icagao"no prôprio foco de inci^
"
ta ordem. O fenômeno da
dôncia e a imensa amplitude do conjunto de realidades nao a-
companhadas na apresentagão das superf ícies 594

2.1.2.3 0 escondimento no domínio do espago 1 ivre que há. den-

espago como vazio e do o saber do


tro da sala. A apresentagão
ocupado 0 escondimento das realidades presentes
espago como
.

insuperabi 1 idade O livre como


no espago 1 ivre e a sua espago
.

'■
XVIII
icidade de realidades la-
domínio de uma inabrangível multipl
tentes

introduzidas pe
2.1.2.4 Avaliagao preliminar das modif icagCíes
inabrangível campo de latencia de-
lasanálises anteriores o —

de detecgão de uma incompletude ain


tectado e a possibi 1 idade
sala inerte e a imensa multipl icidade aconteci-
de
da maior.A
nela ocorre Anál ise diversos
de
mentos,de transf ormagPes que
.

fora de acesso no campo da sala. 630


horizontes de acontecimentos

2.1.2.5 A sala vista e a sala "submersa" o "perante mim" ina-


amplitude. 0 carácter meramente incipiente das


cessível e a sua

análises e a possibi
efectuadas 1 idade de uma continuagão do le

vantamento da incompletude Suficiência das anâlises realizadas


.

647
da questao da forma da finitude
para o apuramento

2.1.2.6 anålise da incompletude no prôprio âmbito


Conclusao da
dê incidéncia. A possibi lidade de um escondimento do mais prôx^
espago nem no tempo A
mcdaquilo que n3o está afastado nem
no .

reíatividade das dimensGes espaciais da sala apresentada e o


a

relatividade das dimensOes


bismo das dimensoes reais da sala. A
abismo das dimensoes reais da
temporais da sala apresentada
e o

0 abismo dos horizontes externos e o abismo do


sala no tempo .

662
âmbito de incidencia

2.1.2.7 ObservageJes sobre as modif icagSes introduzidas pela de


inci
apresentagao do foco de
têcgão da incompletude da prôprio
espii-
dôncia: 1 )" o esbatimento representagOes dos limites, as

rias de totalidade, a tese de homogeneidade


e a tese de rele-

gagao de importância como


fenômenos não-regionais, afectando
dos momentos; 2) a anisotropia
apresentagão em cada um
seus
a
da apresentagao e a
dos níveis de exigencia no acompanhamento
estrutura do "territôrio" do olhar no prôprio campo de inci-
dencia; 3) o agravamento da crise de autocompreensao do pon-
to de vista verificagão do abismo
na de incompletude que tem
lugar no prôprio foco de incidência; 4) incompletude e a
a

da realidade na sua apresentagao; 5 ) o a-


"desarticulagag"
de escondimento nos horizontes externos e a
bismo do campo
sua re-multiplicagão a partir do abismo de incompletude no

698
prôprio foco de incidôncia

2 1.3.1 A incompletude da apresentagão e a descrigao platôni


da
ca da'situagâo do nosso ponto de vista na alegoria
"
caver-

HMíZN"
domínio do oniløEN
apresentagao que temos e o .

na~a
verificagâo da descrigao
cTapuramento da incompletude como

platônica
realizado sobre a in-
2.1.3.2 Balango de todo o levantamento
da
completude as alteragSes da forma da finitude no âmbito

da determinagao da incom-
primeira modalidade. A fragilidade
pletude e a possibi 1 idade de fixagâo de um resultado. A sub-
forma âmbito da incompletude e o seu limite a
versao da no

de um escondimento total no quadro da primei


impossibilidade 755
ra modal idade de f initude

DE ERRO e da FINITUDE MODAL do acesso que se


2 2 Da FINITUDE
respectivas
1 idade das dimensOes ^ forma na
tem e da irredutibi
do escondimento do
tural da finitude. Levantamento sistemático
âmbito da FINITUDE DE ERRO e da FINITUDE MODAL
escondimento no
do escondimento e o "disparo" das
a supressão do escondimento

XIX
dimensCes cabimento de do erro e da incerteza : a possibilida-
abismos que desarticulam comple-
de de erro e a incerteza como
766
tamente a ôptica natural

de um alastramento do escondimento nas


2.2.1 A possibilidade
outras modalidades além da incompletude— averiguagao prelimi-
finitude de errq e da finitude modal Possi-
casos da
.

nar. Os
bilidade e sentido de uma averiquagao conjunta do problema da
âmbito destas duas modalidades 767
forma da finitude no

2.2.2 caricter restritivo do reconhecimento da possibilida


O
natural e as formas
de de erro e de incerteza na perspectiva
restritivo exposigao do ca

aparentes de reconhecimento
menos

inautentico dessas f ormas A imprescindibi-


râcter abstracto,
.

lidade dê~~um levantamento concreto das teses que conformam

o nosso de vista e de uma verificagao do modo como es-


ponto
sas diferentes teses estão ou n3o sujeitas å possibi lidade
de finitude de erro que obs
e å. finitude modal . Dificuldades
levantamento Focagem preliminar do dispositivo
tam a um tal .

de obstrug3o do
específicc de escondimento do escondimento ( da finitude de er
pleno reccnhecimento da finitude) nos casos

modal '72
ro e da f initude

de ocultagâo do cabimento de
2,2.2.1 Análise do dispositivo
errô e da finitude modal Primeiro elemento desse dispositi-
.

de
vo : o carácter muito incompleto da nossa perspectivagão
a sistemática elisao de possibi 1 idades que
possibilidades—
naturalmente reina no nosso ponto de vista. A sistemåtica e^
1 i de jjoss ib i 1 L dade s alternativas as
s âo gue temos sus- tese s

Sua faíta de f undamento 0 ilegítimo fechamento do


tentadas .
.

consideradas e o seu papel na oculta


campo de possibi 1 idades
783
gao do cabimento de erro e da f initude modal

do dispositivo de ocultagao do
2.2.2.2 Continuagao da análise
da finitude modal : o fenômeno da trans-
cabimento de erro e

gressao modal . 0 sistemático domínio da transgressao modal no


nôsso' pon:-o'"de vista e o seu papel na ocultagâo do cabimento
de erro e da f initude modal .

entre o papel da elisao de possibi 1 idades e o pa


Articulagao
modal na ocultagao do cabimento da fini-
pel da transgressao
tude de erro e da finitude modal . A radical modificagao de
nerspectiva que se produz ao proceder-se á redugao destes fe
F
8 04
ou^
nômenos

2.2.2.3 A tarefa de sistemática redugao, neutral izagã.o


uma

dâ elisao de possibi 1 idades e da transgressao modal e as di-


ficuldades que a entravam.
estratif icado do complexo de teses que conformam
0 carâcter
níveis menos profundos e nfveis mais
ponto de vista

o nosso

profundos: o plano das teses singulares especf f icas e , ,


o pla
universalmente envolvidas em hori-
no das teses abrangentes,
A relutância em a-
zontes inteiros do campo de apresentagao
.

ceitar a possibi lidade de erro e de incerteza relativamente


aos niveis mais profundos e a tendencia para a concepgâo do
da finitude modal como um
alargamento da finitude de erro
e

avulso, foco por foco. 0 caracter condicionado


s
alargamento
afectando o
dessa perspectiva e a possibi 1 idade de paralaxes
de apresentagao que se tem sentido e cabimen —

prôprio regime
832
to de gar-adaxes_de_p 1 ano
apuramento a realizar o abandono

2.2.3 Natureza restrita do

da verificagao da falibilidade das teses singulares e a concen


fundamental sobre o cabimento ou nao de pa-
tragao no problema

XX

"

-•-.".lí.n, tT--r»- T-*..i3.Xi^~ .■ t;."-.':


está, se de er
prôprio plano de apresentagao que em
ralaxes do
causa todo o reconhecimento que se
ros radicais que ponham em
861
tem feito da realidade

2 2.4 Exame possibilidade de erro de plano— as


preliminar da

análises anteriormente feitas sobre


a incompletude e a sua re
da margem de cabimento de erro e de
percussao num alargamento
assim produzido.
incerteza. Os diversos niveis do alargamento
e a manifestagao da possibilida-
0 apuramento da incompletude
de de paralaxes do prôprio plano,
do préprio regime da apre-
866
sentagao que se tem constituída

para- 1 idade de uma


2 Continuagâo da análise da possibi
2.5
de apresentagao : a diferenga entre er-
laxe do prôprio regime
erros de plano. Correspondencia dos er
ros de distribuigao e
do de distribuigao A
ros normalmente admitidos â figura erro .

possibilidade de erros de plano


e a nogao de "qualidade se-

cundâria" . Sentido e implicagCSes da destituigâo de determma


idades secundárias 927
gôes como meras qual

2.2.5.1 possibil idade de determinageíes funda-


Exploragao da
terem o carácter de
mentais do regime natural de apresentagao
secundárias. 0 caråcter eventualmente se-
meras qualidades

cundårio das cores e das demais "qualidades


sensíveis". 0 ca
de outras determinageíes fun-
råcter eventualmente secundário
damentais da apresentagao natural: a possibi 1 idade do carácter
secundário da identidade diacrônica, a possibi 1 idade do carác
"estáticas" isoladas, a pcssi-
ter secundário das realidades
e

bilidade do caracter secundário da


conexao causal, a possibi-
lidade do carácter secundário da organizagao do apresentado em
com identidades fundamentais que a
complexos de determinagôes
eles presidem, a possibi 1 idade do carácter
secundário do es-
1 idade do carácter secundátrio do tempo,
a pos-
pago, a possibi
da prôpria organizagao ca-
sibilidade do carâcter secundário
tem do singular 944
teôorial da apresentagao e da perspectiva que
. . .

2 2.5.2 0 carázter secundário das determinagCîes analisadas e


núcleo de determinagâo va-
a'persistência inexplícita de um

determinagao "existencia in-


lendo qualidade primaria: a
como
decisivo como referência fundamen-
dependente" e o seu papel
da fragilidade da
tãl de toda a aoresentagão Diversas facetas .

absoluta irredutibili
tese sobre a existência independente—
a

dade da possibi 1 idade de erro a que esta exposta.O carácter e


das qualidades fundamentais e a possi-
ventualmente secundário
bilidade de a apresentagao em que se está ser uma apresenta-
fechada, sem correspondente corno um sonho. Diferenga en-

gão
carácter secundårio das "quali-
tre o sonho correspondente
ao

dades" e a nogao habitual de sonho—


a possibilidade de a apre_
um sonho e o seu sentido 1046
sentagao ser radicalmente como

efectuado: os diferentes aspec


2.2.5.3 Balango do apuramento
tôs'de finitude plano de considerados e a sucessâo de "catás
forma da finitude, que representam.
trofes",de alteragôes da
momentos de paralaxe radical
A possibilidade de ainda outros
da nossa perspectiva. A presenga
de perspectivas de orienta-
lhe cor
gao apresentagao e o complexo de teses que
pratica na
desta peculiar forma de de
responde.Reconhecimento preliminar
1 idade de erro que comporta. Carâcter
terminagao e da possibi
a defimgao —

nao-regional do complexo de orientagao pratica da fixa


omnipresente indissociáve 1
prática como componente
, ,

realidades apresentadas Caracter estratifi- .

gao de todas as
cado do sistema de determinagQes praticas— exploragao
preli-
de nível: o complexo de teses de o-
minar das suas diferengas

x:ci
A possibi 1 idade de erros
rientagao e a sua "profundidade"
.

de orientagao prática 1075


de plano no âmbito das teses

do reconhecimento do complexo de orienta-


2.2.5.4 Continuagao
A multipl icidade das componentes de orientagão
gao pråtica.
pratica envolvidas em cada situagao as competencias práticas

maneio dos objectos (e os seus correlatos objectivos)


e as
de
de actuagao, o sentido da o-
teses de orientagao sobre o rumo
correlatos objecti-
cupagao a que se está entregue (e
os seus

de componentes

entre estes dois tipos carac


vos. Articulagao
ter instrumental dos primeiros relativamente
aos segundos : a q
da
rientagao "ie rumo" como momento fundamental, "profundidade"
de maneio.O carác-
orientagão correspondente âs competencias
orientagao de rumo anâlise a par —

ter estratif icado da prôpria


tir da situagao de redacgão da tese. Os nfveis mais profundos
dificuldade da sua identif icagao 1114
da orientagao de rumo e a

2.2.5.5 nfveis mais profundos da orientagao de


Exploragao dos
evidencia-
rumo identif icagao de algumas teses fundamentais e

cabimento de erro. a tese


gão da forma como estão expostas
ao

adesão âi vida, seu papel, sua fal ibil idade A tese


natural de .

de orientagao por um princípio de conveniência, seu papel, sua

falibilidade. A tese natural de delimitagao temporal do campo


f al ibi 1 idade A hipôtese crista e as
pape 1 sua .

prático, seu ,

de revela. As teses de fixa-


possibilidaders de erro plano que
falibi 1 idade Balango comple

do sentido e a sua radical . o


gao
de fixagao do sentido e a sua total
xo orientagão pratica
de e

radicais 1129
exposigao e.o cabimento de
erros

de fi-
2.2.5.6 Articulagao entre os dois complexos (complexo
xagâo de consistôncia e complexo
de orientagão prática sc.de
de er
identif icagao do sentido) e os dois planos de cabimento
do complexo de orienta-
ros de plano.O carácter não-acessôrio

gão e da paralaxe radical a que está exposto. A multipl icida-


de de momentos fixagâo global de
de determinagao e a possibi-
lidade de ainda outros núcleos ainda
haver indetectados —

ca-

do levantamento realizado 1213


rácter incompleto, aberto ,

2.2.6 Conclusao : a alteragao da forma da finitude


quadro no

possibi 1 idade nâq da-


carâcter

de e a sua o
da finitude erro

do da maior determinageîes
parte das (mesmo das determinagoes
fũndamentais) do nosso ponto de vista, o carâcter decisôriq
do dado e a sua
da fixagâo da realidade apresentada. 0 núcleo
da natureza da rea-
total neutralidade re lativamente å fixagao
lidade e daquiio que aparece As dificuldades que obstam á ple .

de erro Seu profundo enraiza-


capacitagão da possibi 1 idade
.

na
A mi
mento A tendência para a minimizagao dos erros de plano.
.

análise dos principais equívocos em que


nimizagao "pragmatica"
estâ exposto o nosso
labora. possibi 1 idade de
A erro a que pon-
to de vista e a esmagadora invasao de escondimento que corres-
i226
ponde a percebe-la

2.2.7 alteragão da forma da finitude no âmbito da finitu-


A
modal
de de erro e a alteragao da forma da finitude no plano
.

0 levantamento feito e a sua repercussao numa radical redesco-

berta da incerteza o alastramento



da incerteza a todos os sec

tores do de apresentagao e a emergência da incerteza ra-


campo
dical, de plano. As dificuldades que obstam â plena capacita-
enraizamento A tendencia
gão da incerteza. Seu profundo para .

analise dos equívocos em que


minimizagao da restrigao modal

a
da relagao de
labora. A focagem da situagao modal e a inversao
campo de apresentagao como
quase total
certo/incerto

o
forgas
em-aberto, ainda radicalmente a decidir. 0 labirinto das possi

XXII
bilidades indecididas e o abismo da incerteza 1254

2.2.8 limitado da expansao do escondimento na fi-


Carácter
nitude de erro na finitude modal eA impossibi 1 idade de er- .

ro e de incerteza totais a facticidade, o dado absoluto da a-


presentagao e o "cogito" como limite intransponivel da finitu-


de de erro e da f initude modal .

Depuragao de diversos equivocos que tendem a perturbar o


re-

conhecimento deste limite e a identif icagao do cogito como re-

siduo de resistôncia ao escondimento de erro e de incerteza:

A
compreensao cogito segundo o modelo da "composigao" da
do
nossa perspectiva a partir da conjugagao de um núcleo
de dado

e de um conjunto de teses a ele apostas.A n3o vinculagao do co-


este modelo e a sua neutralidade relativamente a ele —
a
qito a

insuf iciôncia compreensao cogito nestes moldes. A facti-


da do
cidade absoluta do prôprio dado da apresentag3o e a ambiguida-
de da sua presenga e da forma como constitui um núcleo de re-
sistência a totalizagao de erro e de incerteza. 0 equfvoco de
se considerar o cogito como uma parte sempre jâ. adequada e sem
pre já. certa da apresentagao que se opOe a que esta possa ser ,

completamente errada ou incerta.A presenga permanente do facto


da apresentagao e a sistemática não-redugao a esse f acto A .

possibi 1 idade de o prôprio reconhecimento do facto da apresen-


inadvertidamente dominado
por teses expostas a er-
tagao estar
ro . 0 nûcleo de apodicticidade correspondente ao cogito e a

terminus ad quem de uma redugao ao puro facto


sua posigao como

apresentagao, normalmente ainda nunca realizada e de que


a
da
está ainda muito
perspectiva habitual (e qualquer perspectiva)
caracter n3o-
longe. O sentido peculiar da redugao ao cogito

-subtractivo dessa redugao diferenga entre a apresentagao . A

normal e a apresentagao na do cogito o abismo de diferen forma


ga entre a apresentagão
em adesao ao que apresenta e a neutra-
lidade do puro facto da apresentagao 0 cogito como resíduo in- .

tegral e simultaneamente como apresentagao mínima 1274

2 . FINITUDE DE COMPREENSÃO que afecta o acesso que se tem


3 Da
e da irredutibil idade das suas dimensejes á. forma natural da fi^
nitude. Levantamento sistemático do escondimento do escondimen
to no âmbito da FINITUDE DE COMPREENSÃO supressao do escon-

"disparo" das dimenseses da finitu-


dimento do escondimento e o

de de compreensão.
A possibi 1 idade de expansão do campo de escondimento no ca-
so da finitude de compreensao. A habitual escassez de focos de
sua conexão com o encerramento da
dificuldade compreensiva e a

domfnio familiaridade A mu| de


perspectiva no "territôrio" no .
,

horizontes
tiplicagao de focos de dificuldade compreensiva
nos

externos o caracter circunscrito da esfera de eficácia compre


ensiva, o avolumar da inef icacia fora do sistema de conteúdos


familiares a que o nosso ponto de vista estå afeito. A supres-
sâo do alheamento em relagao aos horizontes externos e a alte-
a eficacia e ineficácia com
ragao da relag3o de forgas entre
a

A possibi 1 idade da multipl icagao de focos de inefi


preensivas.
cácia compreensiva no prôprio ambito do territôrio —

a ineficá-

cia compreensiva que se manifesta ao tentar esclarecer os fenô

menos mais triviais, familiares. A invasao de ineficacia com-

preensiva prôprio domínio do territôrio e os seus limites:


no

os ndcleos compreensão sempre já. constituídos e o seu pape 1


de
como redutos estanques a essa disseminagao da fallha de compre
ensao. A possibi 1 idade de ser sô aparente
a eficácia compreen-
siva desses núcleos e a tarefa de uma sistemática verificagao

XXIII
solidez. Dispensabilidade dessa tarefa para a a-
da respectiva
veriguagao do cabimento de uma finitude absoluta no quadro da
: a impossibi 1 idade de uma totalizagao
finitude de compreensão

cogito
o como foco de resistencia on-
da incompreensibilidade
de incompreensao se acha excluída 1297
de a possibilidade

2.4 Conclusão. 0 resultado apuramento efectuado:


do a possibi.
quesito fundamental sobre a admissi-
lidade de uma resposta ao

inadmissibi 1 idade de uma finitude absoluta "co- —


o
bilidade ou

resíduo de nao-escondimento nas quatro modalidades


gito" como

de finitude e a sua qualidade de unico domfnio de coincidencia


entre um acesso inanulável, uma inquestionavel adequagao, uma
total certeza e uma irrestrita evidéncia compreensiva. A iden-
tificagao do cogito e a margem de dificuldades que deixa sub-
0 caracter simultaneamente determinado e indeterminado
sistir.
da fixagao do cogito

a integral identif icagao e inibigao das


teses em que se estå embarcado como requisito da efectiva pas-
cogitoao e os obstáculos que a entravam: a resistencia
sagem
identif icagao e inibigâo de teses e a extraordinária tensao
k
necessária (para alcangar para a o vencer e manter
que é para
0 cogito como incôgnita, totalmente diferente de um ad
cogito) .

quirido estável, que nem sequer


se pode garantir que alguma vez

ef ectivamente alcangado a paradoxal incerteza do cogi- —

esteja
to As dificuldades na identif icagao do cogito e a firmeza da
.

intransponível reduto de não-escondimento A


sua fixagáo como .

lidade do estabelecimento de um resultado da investiga-


possibi
seus principais quesitos e excluindo o
gao, dando resposta aos

da finitude absoluta 1334


cabimento

REVISÃC ANÁLISE SISTEMÁTICA DAS MODALIDADES —

3. DA A_FINĨTU-
DE DE COMFREENSAO E A POSSIBILIDADE DE UMA IMPERFEICAO INTER

NA APRESENTACÃO, CONSTITUINDO
DA UM ESCONDIMENTO SEM RESÍDUO.
0 FENÔMENC DA PSEUDO-COMPREENSÃO E A POSSIBILIDADE DE UMA

FINITUDE ABSOLUTA DO NOSSO PONTO DE VISTA 1352

3.1.1 Caracter provisôrio do apuramento realizado. PossibiH


dade necessidade da sua
e
da revi revisão. O âmbito restrito
sao a realizar a total insuf iciência das análises

feitas a

1 idade de
respeito da finitude de compreensao. Indispensabi
um outro apuramento do problema da forma da finitude no âmbi^
1353
to da quarta modal idade

3.1.2 Primeiro aspecto em que tem de ser revisto o apuramen-


to efectuado o

cabimento de finitude de compreensao na esfe-

ra incapacidade do cogito para constituir um dq


do cogito, a

mínio -totcTmente impermeável a finitude de compreensao. A e-


fectiva redugão å esfera do cogito e as suas consequências no
radical da compreensi_
plano da compreensâo : o obscurecimento
bilidade no cogito a esfera de total apodicticidade como es-

incompreensao 1358
f era de total perplexidade ,

XXIV
3.1.3 Segundo aspecto em que tem de ser revisto o apuramento
efectuado a possibi 1 idade de um alastramento e "total izagao"

da finitude de nao-compreensao no prôprio quadro da apresenta


gâo natural, sem redugao ao cogito, sem qualquer alteragao
na

objecgCîes formais
adopgao de teses. Análises preliminares

as

å possibil idade de uma apresentagao a que integralmente escape


o seu prôprio tido. As objecgeîes formais a esta possibi 1 idade
e a respectiva conexao com as objecgOes que também se podem le
vantar á possibi 1 idade da prôpria finitude de compreensao A .

insuf iciência da fixagão inicial da quarta modalidade e a ne-

cessidade de a estabelecer por forma que dê conta de tais ob-


1376
jecgOes

3.1.3.1 objecgeîes formais contra a possibilida-


Discussão das
de da finitude de compreensao e de uma apresentagao a que inte
gralmente escape o seu prôprio tido. 0 facto da ocorrencia de
perguntas e a sua conexão com isso que as objecgOes formais
pretendem excluir. AnAlise do fenômeno da pergunta. Diversos
momentos constitutivos do fenômeno da pergunta A especificida .

de da apresentagao interrogativa e o seu papel como niicleo do


fenômeno. A pecul iaridade da apresentagao interrogativa como
detengao e nao-detengaq do perguntado--o simultâneo ter e nao-
^ter do mesmo como incontornável irredutível constituinte de ,

toda pergunta.
a Análise deste simultâneo
das características
ter/nao-ter O problema .
da determinagao da apresentagâo inter-
autonomia do ter/nao-ter como forma prôpria de de
rogativa e a

tengao e de fixagao de determinagao não dependente de apresen ,

afecta. Particularidades do
tagOes livres da restrigao que
a

das
ponto de vista que inclui em si ter/nao-ter prôprio
esse a

interrogativas 1382
presentagOes

3.1.3.2 evidenciagao do ter/nao-ter interrogativo na obra


A
de Platão:a apresentagão interrogativa como irredutfvel ">i-
CVfcú Q q-q^'-Vs uaî: •í/i«.J'i*S" A identif icagao platônica do problema
.

da apresentagão interrogativa no Ménon e no Banquete. 0 papel


decisivo e o sentido peculiar da nogão de "METAEY" na exposi-
" "

g3o de Diotima. 0 modelo da realidade ynn.^,6 e a sua


verifi^
1433
cagao no fenômeno da pergunta

3.1.4 0 facto do "y.tr^'J" ,


da detengao intermédia, e o seu sig-
nificado : a possibi 1 idade de
um ponto de vista integralmente
mostrando senão o prôprio escondimen
",u.trk^J" —

l\icido, mas não

to, inteiramente dominado por este . 0 carácter circunscrito


ponto de vista
apresentagOes intermédias no nosso e a pos
das
sibilidade de ser sô aparente, nao corresponder å situagao em

de facto se está 1498


que

3.2 Exploragão da possibi 1 idade de o âmbito circunscrito das


apresentage5es intermédias normalmente presentes no
nosso pon
to de vista nao corresponder å situagao em que se está. A in
constância das fronteiras entre as apresentagGes "plenas" e
de convertibi 1 idade de
apresentagOes intermédias

as os casos

umas nas outras colapso de compreensîíes na a-


. O fenômeno do

parencia inteiramente ôbvias cujo conteúdo se revela obscuro,


incompreensfvel a possibi 1 idade de uma pelo menos esporadi-

ca fraqil idade das compreensOes presentes no nosso ponto de


1 idade de essa fragiĩidade nao ser apenas es
vista. A possibi
afectar nâo sô o proprio "territôrio" mas tambem
porâdica e ,

as triviais e
mais as mais determinantes compreensOes da a-

Exame de dife
presentagâo normal, perturbando-a globalmente.
triviais constantemente envolvidas na a-
rentes compreensCes
papel decisivo nela, e mani-
presentagao ncrmal ,
com um que

XXV
tipo de fragilidade ponto de vista natural e

festam este o

"derrocada" compreensiva 1508


a sua exposigão a uma

3.2.1 A compreensão natural o outro , sua presenga permanen-


te e papel
seu apresentagão habitualmente consti-
no campo de
tuído. A evidência natural da compreensão o outro e a sua fra-
gilidade: focagem da determinagão fixada compreensâo o ou-
na

tro seu

caråcter obscuro, sua total incompreensibil idade A .

idade da determinagao o outro e a sua


Tncompreensibi 1 reper-
1518
cussão em todo o campo de apresentagão

3.2.2 compreensão natural do surgimento, sua presenga per


A
manente e seu papel no campo de apresentagão habitualmente
constituído. A evidencia naturai da compreensão do surgimen-
to e a sua fragil idade : focagem da determinagão fixada na
compreensao-do surgimento seu caråcter obscuro, sua total

incompreensibi 1 idade A incompreensibi 1 idade da determinagao


.

surqimento ê~ a sua repercussão em todo o campo de apresenta-


1560
gao

3.2.3 compreensâo natural da identidade diacrônica, sua


A

presenga permanente e seu papel


no campo de apresentagão ha-
bitualmente constituido. A evidência natural da identidade

diacrônica e a sua fragilidade: focagem da determinagão fixa


seu caråcter obs
compreensao da identidade diacrônica

da na

curo, sua total incompreensibi 1 idade A incompreensibi 1 idade .

da identidade diacrônica e a sua repercussâo em todo o campo


de 1575
apresentagão

3.2.4 compreensão natural da simultaneidade, sua presenga


A

permanente e seu papel no campo de apresentagão habitualmen-


te constituldo.A evidôncia natural da simultaneidade e a sua
fragilidade : focagem da determinagão fixada na compreensão
da s i muĩt'ãne i dade s eu carácter obscuro,

sua total incompre-
ensTbi íidade A incompreensibi 1 idade da s imu 1 tane idade e a
.

sua repercussão em todo o campo de apresentagao 1587

natural da unidade de qualidades dife-


3.2.5 A compreensão
rentes (dos complexos de determinagges ) , sua presenga perma-
de apresentagao habitualmente cons
nente e seu papel no campo
tituído. A e-videncia natural da unidade de qualidades e a
sua fragi lida.de : focagem da determinagao fixada na compre-
ensao da unidade de qualidades seu carácter obscuro, sua tq-

tal incompreensibilidade A incompreensibi 1 idade da unidade .

de qualTdades e a sua repercussão em todo o campo de apresen-


159
tagão

å compreensao natural da existencia independente,


A sua

presenga permanente e seu papel


no campo de apresentagâo ha-

bitualmente constituido. A natural da compreensâo e^


evidencia
xisténcia incependente e a fragilidade: focagem da deter
sua

existencia independente carácter —

mTnagao fixac.a na nogão seu

i b i 1 i dade A incompreensibi 1 i-
obscuro, sua tqjta l^inc ompreens .

dade da existencia i nde p e nde n te e a sua repercussâo em todo o

de 1605
campo apresentagão

3.2.7 compreensão naturai do acesso


A em que se está, sua

papel no campo de apreentagâo hab^


presenga permanente e
seu

tualmente constituido . A evidencia natural da compreensao do

acesso e a sua f ragJiiÍ^a4Ê focagem determinagão : da fixada


nã compreensão do acesso— seu caråcter obscuro, sua total in-

compreensibi 1 idade A incompreens ibi 1 idade do acesso e a


.
sua

de 1612
reperc"ussao_ em tolo c campo apresentagão

XXVI
naturais examinadas em 3 2
3.3 A fragilidade das compreense5es .

meramente a
e'o fenômeno de compreensao
pseudo-compreensão— de
Composigâo e estrutura do fenô-
parente— que lhe corresponde.
Seu significado para o problema da
meno da pseudo-compreensão
.

modal idade 1630


f orma da f initude no âmbito da quarta

1 idade além
3.3.1 compreensao aparente como terceira possibi
A
intermédia do tipo
da apresentagão "plena" e da apresentagão
icidade como forma prôpria de apre-
interrogativo. Sua especif
acompanhamento desfoca-
sentagão. A compreensão aparente como

do de apresentagôes intermédias na
verdade correspondentes a
As duas modalidades
apresentagôes meramente interrogativas
.

da apresentagao intermédia : a apresentagâo interrogativa e a


izada, da apresentagao interrogati
detengao desfocada, neutral
va na pseudo-compreensao Reconhecimento preliminar dos dife-
.

analisar no fenômeno:l) a fiz


rentes momentos constitutivos
a

xacao intermédia de determinagão , 2) desfocagem que faz per-


a

der de vista o carácter meramente intermédio de tal fixagao e


evidencia de acesso pleno no seio des
3)a constituigão de uma
1631
sa desfocagem

3.3.2 0 carâcter intermédio da fixagão de determinagao nas


A relutância natural em reconhece-lo e
pseûdo-compreensoes.
A falta de fundamento desta relutância. A ab
os seus motivos.
soluta irredutibilidade dos fenômenos de pseudo-compreensão a

complexos de momentos separados de apresentagão plena e de fa^


ta de apresentagâo--o carácter integralmente transcendente da
fixada nas pseudo-compreensOes e a identidade que
d^terminagâo
entre o fixado e o em-falta. A natureza exclusivamen
nelas hå
re intermédia da fixagão de determinagao nas pseudo-compreen-
de todo o fenômeno dependên-

sOes e a sua fungao como núcleo


cia e subsidiaridade dos outros momentos constitutivos relati^
a constituigão de evidencia ne
vamente a este: a desfocagem e

intermédia 164!
la como transformagôes da apresentagão

desfocado das pseudo-compreensQes e os fenô


3.3.3 0 carácter
de vista.
mênos de desfocagern que se registam no nosso ponto
Natureza e possibi 1 idade do fenômeno desfocagem acompa- da ou

Carácter
nhamento alheadq das apresentagôes disponiveis. espe-
defeito de mcidencia. A-
cTfico desta forma de restrigão por
modalidades de defeito de in-
nálise sistemâtica das múltiplas
165
cidencia ou detengâo desfocada

jogo nos fenôme-


3.3.3.1 Aproximagão ao tipo de desfocagem em

alheamento
nos'de tendencia para
pseudo-compreensão .
na

natu-
A o

estranhas á apresentagão
perspectivagão de determinagôes do alheamento rela-
0 fenômeno da subrepgao de férmula e
ral
"realidade apresentada. Suas caracterí sti-
tivamente_á_PXÊI}.ĩlA mesmo
cas como forma de radical desfocagem que pode ocorrer

defeito de inci-
quando parece nSo haver espago para qualquer
dência. fenômenos
Os descritos e analisados por Kierkegaard
"compreensâo poética" e de "compreensâo
sob as designagOes de
16
na possibil idade"

3.3.3.2 A desfocagem fora do caso


ocorrência deste tipo de
â apresentagao natural estranhas
particular das determinagOes
a subrepgão de fôrmula, a "compreensão na possibi 1 idade"e a
s ua interferencia no acompanhamento de determinagCJes perfeita
1705
mente trivi

XXVII
modalidades de desfocagem analisadas e a sua inser
3.3.3.3 As
estå
sujeito
gão'nô conjunto dos defeitos de incidencia
das
a que
diferentes pos-
o nosso ponto de vista. Exploragão global
sibilidades defeito de incidencia sc
do desfocagem. 0 fenôme- .

e a estrutura atengão/inatengâo A complexi- .

no da desfocagem
de incidencia e a sua irredutibi 1 idade a pq
dade dos defeitos
A "escala" dos defeitos de inci-
laridade atengão/inatengSo .

foco atencional;
dencia: o horizonte da detengao inatenta
e o

foco atencional apresentagao confusa no seu


a
a desfocagem no

seio; focagem do confuso


a (as apresentagôes "distintas") e a
persistencia de desfocagem no seu prôprio âmbito: o fenômeno
prô- relativamente å
da subrepgão de fôrmula e do alheamento
A "escala" dos defeitos de inci-
pria realidade apresentada.
: carâcter multipla-
dencia e o íenômeno da sua acumulagao
o

naturais. 0 complexo de des


mente desfocadq das apresentagSes
focagem e a sua desproporgâo relativamente a nossa capacidade
dificuldade da
de~focagem —

c "afuni lamento" desta e a extrema


1716
redugao dos defeitos de incidencia

defeitos de incidência (as diversas modalidades de


3.3.3.4 Os
factores de escondimento do es-
desfocagem) e o seu papel como

condimento en\ todas as modalidades de finitude —

a interferen-
desfocagem escondimento da incompletu
cTa""dôs fenômenos de no

1 idade de erro, da finitude modal e da finitude


de, da possibi
efectuado
de' Svidenciagâo de todo o percurso
compreensao .
co-

da desfocagem. 0 caso
mo percurso ce sistemåtica redugão espe
a multipl icidade dos defei
cífico da finitude de compreensâo:
tos de incidência, a sua sobreposigão e o papel que cada um
(e a acumulacão) deies desempenha na possibi 1 itagao dos fenô-
1743
menos de pseudo-compreensåo

3.3.4 constituigão de uma evidencia de acesso pleno no seio


A
caråcter evidente das pseu
da fixagão intermedia desfocada

desta evidência e a sua di.


do-compreensoes A natureza pecuiiar .

sentido da nogão de evidencia na com-


ferenga relativamente ao

preensão naturai Especif icidade da evidencia sustentada pelo


.

defeito de incidéncia (sô sustentável nela) da evidencia fru- —

tô de distracgao A extrema fragilidade e simultaneamente o


.

entre
profundo arreigamentq deste tipo de evidência. A reiagão
a"evidencia-fruto-de-distracgâo nas pseudo-compreensSes e a e-

videncia-fruto-de-distracgâo nas outras modal idades--a ambigui^


iade do fenôneno da evidencia e a necessidade de uma revisâo

geral compreensâo
da natural deste fenômeno. 0 problema funda
mental oonstituigão de uma determinagao absolutamente evi-
da
fal-
dente no quadro de uma fixagão intermédia desfocada
: a

papel decisivo como factor


ta de acuidade e exigência e o seu

1752
ccnstitutivo da deternu riagao evidente nas pseudo-compreensôes
. .

3.3.5 Recap Ltuĩagão possibi 1 idade e


. A analise feita da es-

de
trutura dos ienômenos de pseudo-compreensão e a finitude
A precaridade da
ccmpreensâo a que tarnbem ela estâ sujeita.
levada a efeito e o seu sentido 177 5
elucidagao

3.3.6 A pseudo-compreensâ.0 pecuiiar modalidade de reten-


e a

nela está em jogo. A


apresentagao intermédia da pseu-
gâo que
intermédia da interrogagao

do-compreens.lo e a apresentagao
confronto das duas modaiidades de apresentagâo intermédia e
da forma de retengão em que se acham presas A dupla retengao .

da compreens-ĩo aparente.O carácter interno da retengao em cau


iaridade da pseudo-compreensão como forma ex
sa nela e a pecui
trema de neucral izagão de uma noticia tida e de falta de de-
não-ausôncia dela 1781
terminagão na

XXV III
levantamento realizado —

o fenômeno da pseu-
3.3.7 Balango do
1 idades abre a revisão da
do-compreensão e as possibi que para
forma finitude. 0 cabimento de uma totalizagao do escondi-
da
mento no caso da finitude de compreensâo possibi 1 idade ir-

compreensOes naturais terem o carácter


redutivel de todas as

a possibi 1 idade irredutivel de o nos-


de pseudo-compreenseses,
de vista estar integralmente "minado" por finitude de
so ponto
180
compreensâo

vol .II
Notas e Bibliografia

XXIX
A EXPER IÊNCI A NATURAL E O SEU SIMULTÂNEO CONHECIMENTO

E DESCONHECĨMENTO DA FĨNĨTTJDE. SENTIDO E ALCANCE DE

UM LEVANTAMENTO DA FINĨTUDE. A FORMA NATURAL DA FINI-

TUDE E O SEU PROBLEMA .

1
da finitude —

análise do
1.1.1 O recqnhecimento espontâneo
evidencia da finitude.
s eu sentĩdTT^^strutura da permanente
p~~r-e c o nh e c"i m e nt o espontâneo como re conhecimento inautent i c o ,

vãzĩo. A compree nsao qlobal da finitude e as diversas situa-


"

cjtes da sTa e xperiência concreta: respectiva diferenga


-

e ar

insuf iciencia de ambas —

a falta de uma delimita-


ti tTagao.A
c

cão" jprecisa daguilo em que consiste a finitude:a situagao na


tural nãfo , reconhecimentoque
obstante o deia ; taZj^qmo_ujpa__si-
tũãcao"~de_descônhecimento "da finitude.A tarefa de um levanta-

me nt o_ que a demarque .

Ao falar-se da finitude do ponto de vista em que se esti, per-

aiude.
cebe-se lcgo de aigum modc a que é que se

iat i vamente clara do que isso


Dispde-se de uma compreensSo re

a e
seja. Encontra-se e usa-se a nogão (lê-se, ouve-se, recorre-se

sabendo muito bem o que eia quer dizer e sem cue ccm isso se
la)

levante alguma di f iculdade .

A fiaitude do ponto de vista que e o nosso


que eie é finito e

o que isso s igni f ica



não constitui novidade para ninguem. E, pelo

contrârio, algo familiar, sobejamente conhecido.

há nSc sao inteiramente ciaras, não per-


Se algumas coisas que

respeitc, decididamente nao


mitindo cue se seja categôrico a seu

entre elas este aspecto do modc como somos. NSo a tmitu


se c onta ,

n
sabe
de é algo ôbvio, que se .

A vista deste carácter tao notôrio e sendo ela assim um ponto

inteiramente assente, a situagao em que nos achamos, quando se


prq

uma averiguagao da finitude, é de facto a de não se vislumbrar


pôe

exactamente que questao tem de ser indagada, que procura pode ain-

da ser precisa a seu respeito.

Por isso, o primeiro ponto que , ao constituir-se , uma averigua

da finitude tem de pOr a claro é a prôpria falta que se desti-


gão

na a colmatar, a insuf iciência da perspectiva que å partida, e an-

jå se tem sobre o seu objectc: a insu


tes de qualcuer averiguagão,

ficiencia que Ihe dá lugar, a faz precisa e a justifica.

Sô se a ncglo que naturalmente sempre jâ se tem e o mcdo como

a finitude naturalmente sempre jâ estå detectada na verdace a dei-

xa ainda de alguma forma por ver bem, sô se essa deteccãc envcive

de tudo um nao-acompanhamento em virtude do qual a finitu.


acesar ,

de fica de alguma maneira ainda por descobrir: sô nessas cor.digSes

tem cabimento, faz sentido uma investigagao sobre a finitude.

Em conf ormidade , hâ que verificar, antes do mais, a prôpria si-

de evidôncia, de ccnpreensSo e certeza da finitude, em que


tuagac

esta, apurar que perspectiva ef ectivamente se tem ne-


sempre já se

não-accmpanhamento de facto proporciona


ia, que acompanhamento ou

cu se-ía, se e o que e que deixa sem ser ccnhscido (e a ter de ser

da finitude a que estamcs suieitts.


ainda apuradc )

Dessa verificagao depende desencadear-se ou nSo e, em caso afir

mativo, o sentido em que se desencadeia e tem de se desenvolver um

aouramento da finitude ác ncssc ponto de vista.

Considerando ,
neste sentidc, o conhecimento tSo claro que sem-

tem a respeito da finitude e procuranco estabelecer aqui


ja se

3
ele na verdade se apresenta, aparecem como elementos fun
lo que com

diversas situagOes por que o nosso ponto de vista de ca-


damentais

em a sua finitude se Ihe deu a experimentar


que
.
e
da vez já passou

Independentemente de se constituir ou nâo de forma explícita um

de finitude enquanto tal, fazem com efeito parte do mcdc


conceito

temos acesso a nôs prôprios e ao mundo que ai há repetidas ex


como

de imperfeigao, de falta nesse acesso. Ne


periências de restrigao,

manif estam-se barreiras, íncapacidades escondimentos de diver-


las ,

o nosso ponto de vista ante a evidencia de que


sa ordem, que pOem

de facto não é 1 ivre de restrigOes, tem esta e aqueia imperfeigSo,

limite. Ce tal modo que a noticia que se tem da fi.ni


este e aquele

consistir precisamente nestas diversas experi encias .

tude parece

entretanto mais de perto esta apercepgãc que nos traz


Observando

o factc da finitude, verifica-se, porem, que nSo 9


despertos para

inteiramer.te assim e que na realidade a ncticia, c "contacto" q'-ie

ncrmalmente se tem com a finitude, tendo embora a ver ccm essas ex

inclui qualquer coisa para alem delas —

quaiquer coisa
periencias,

de irredutivel ao nelas se apresenta e em que na realidade o


que

estl inteiramente uj^trapassadc deixado


plano dessas experiencias ,

para trâs.

luaar, essas experiencias de restricío nc acesso n.ĩ.o


Em crimeiro

a ocorrer. sâo esparsas. E parece ate que a maicr par-


estão sempre

se tem nâo inciui nenhuma experien-


te do tempo a perspectiva que

cia d.esta ordem.

vias 3e excer ienc ias ccmo essas- sô de quando em quando surgem nc


t

esti dada das ccisas. nSo sucsde tccavia


curso da aoresentagâo que

inteiramente perdida de vista no resto dc tam


aue a finitude fique

continua, de tal mcdo que sd quando ocor-


po em que a apresentagac

ideia da finitude. A ncticia


rem haja na nossa persrectiva uma sua

ca finituie difunde-se antes para alem dos momentos esporidicos em

tem lugar, estsndendo-se na verdade a todo c


que tais experiencias

d
numajpresenga de caracter permanente, que
curso da apresentagSo ,

nunca se acha inteiramente dissipada.

estranha esta afirmagão de permanencia. Pois e e-


Pode parecer

não se está sempre a pensar nisso e que pelo contrá-


vidente que
,

normalmente o ponto de vista anda inteiramente absorto no que


rio,

a questâc da finitude da a-
de cada vez se ihe apresenta, sem que

de todo em tcdo se suscite, sem que essa finitude de


presentagao

algum modo se assinale.

Mas outrc ladc, se em qualquer momento nos fosse pergunta


, pcr

de vista em que estamos tem ou nao um carácter fini-


do se o ponto

irmativa viria dada


respcsta seria invariave lmente af
sem

e
to, a

Kavenco deste modo qualquer coisa— uma forma


cjualquer hes_itagao.

da finitude— que justamente faz assim se


de nctícia permanente que

Mesmo para aiam das situagôes em que expressamente se experimen

obiectc ce um reconhec imentc espontaneo, nãc care


ta, a finituce e

se estabeieca. ImpCe-se de_i_z


cendo de nenhuma pcnderagSc para que

mediato, como um facto "com que sempre ja se está" ,


perf eitaments

sem
famiiiar, per f eitamente a vista. H justamente algo que , mesmc

nissc, sempre estl sabido, que nSo precisa que se a-


se pense
que

temos E isto
tente neie para 'estar ai" na perspectiva em que nos .

dá como evidancia logc que de algum mcco


=
ste-
de tai forma que se

n^c n^aso o.„ j * sem -.-c


a em causa a iini-uce c*-. ^- „_..,.- ,

verificar se houve experiencias em que se topcu com im


precise de

1 embrarmo-nos delas:sem es
perfeigôes, sem que seja necessario que

__

.,.:jAĩ,p,-, o— s^ ocr uma recuceracac de tais experiencias ,


pcr u

do nelas se manifesta.
ma presentif icagSo que

Ou se~a, ha quaicuer coisa como uma tsse permanente a respeito

faz serr.pre espon-ar.eamer.t3 se reconheca c seu


da 'initude, cue que

facto e que esse reconhec imentc não crecise ce remontar ao planc

em que a finitude se manifesta.


das várias experiencias

sem dUvida nessas difersntes experiencias e ten


Enraizanc.c-se
r

do naturalmente a ver com elas, esta notícia, esta evidencia, esta

da finitude, mesmo admitindo que não é mais do que


tese permanente
eias terem ocorrido constitui feníme
uma espécie de memôria de ,
um

peculiar,com caracterí
no sticas prôprias, diferente das experiên-

cias em em \lltima análise se enraíza e que tem de ser conside


que

rado si. Se de facto nunca ou quase nunca chama a atengao e,


por

deste modo ,
tende a passar despercebido (quase parecendo, na maior

do tempo, que não tem lugar, que estâ ausente), constitui na


parte

verdade uma perspectiva sempre adstrita ao ponto de vista, que a

disponível saber da finitude dela,


cada instante mantem um senco

e nao dirsctamente das diferentes experiencias de restrigâo, que

de cada vez imediatamente emerge o espontaneo reconhec iment o da fi

nitude .

lugar, o enraizamento que a evidencia permanente em


Em segundo

Cltima análise tem nas experiencias de restrigâc cue fcram feitas

não exciui uma signi f icativa autonomia relati vamente a elas —

uma

autonomia faz que ao contrårio do que a primeira vista parece


que ,

acontecer , cons ista em muito mais do que na respectiva fixacSo nu-

ma memCr ia .

De facto, esta noticia, esta evidencia permanente que se mantem

uara lá de tais experiencias .,


no tempo em que nlo ocorrem, e que

tambem não contem propriamente nenhuma presentif i cagSo de tais ex-

ceriencias, car acteriza-se ,


alem disso, pcr as ultrapassar conside-

ray e Imente no s eu porte , na amplitude do que dá. por adquirido .

Assim, por um lacc, vendc bem, a tese de finitude q'oe senipre es

ocntanean"ente se ncs incuica não se refere apenas ao nosso priprio

acesso a reaiidade, nem tampcucc se refere a nôs e áqueies nossos

semelhanres cue de algum mccc ja surpreendemos nc ccnfinamentc úc

acesso em cue se acham. Refere-se, para aiem disso, a tqdqs cs cu-

tros seres humanos ,


ccnhecicos ou desconhecidos , numa perspectiva
-

Oe forma se de repente algum


que exciui quaiquer excepgSo .
que ,
nôs viesse a afirmar que dispOe de um acesso âs coisas nao afecta-

do nenhuma restrigâo de finitude, isso pareceria na verdade des


pcr

cabido, poucc verosímil, impossível mesmo : qualquer coisa que nSo

modo como todos somos, aquela que se sabe ser a nos


corresponde ao

sa condigão.

Por outro lado, a tese de finitude que sempre espontaneamente

se nos inculca não se refere apenas a estas e åquelas imperfeigôes

De f acto inclui-se nele a antecipagao da pcssi_


já experimentadas . ,

bilidade, da probabi I idade ,


e mesmo da inevitabi 1 idade de outras fa

lhas, de outros aspectos de confinamento para lâ daqueles de que ja

A evidencia se inculca nesse reconhecimento


houve experiencia. que

da finitude nem e propriamente a bem dizer, a de nenhurn


espontâneo ,

de restrigães (de forma cesignada: estas


conjunto discriminado uma

e acueias), rnas a de quaiquer coisa como uma multipl icidade aberta

de falhas, nao circunscrita a nenhum eiencc definido e que e mesmo

vista como excedendo tccos cs conjuntos de falhas que se consigam

E i3to de tal modc que a existencia de falhas e encarada


apurar.

ccisa passageira, mas ccmc algo de irremediâve 1


não como qualquer ,

continuará sempre.Mesmo que nao ccstume estar fei


que forgcsamente

ta identif icagSo de faihas abso iutamente inui trapassáveis


quaiquer

naturalmente nSo costume estar acusada nenhuma falha des


(mesmc que

sa ordem, antes reine omissSo a tai respeito), a presenga ds falhas

ela assente como inuitrapassavel


de tal mcdo que ainda


é prCpria ,

cuandc admitida a ui trapassabi 1 idade de cada uma das diferentes fa

lhas "ue constituem a finitude, nSo se admite a ultrapassagem glo-

bal de todas elas, domina a evidencia de que haverá sempre falhas

ainda nâo ul trapassadas , de que a finitude e aigo que nao se esgo-

ta havendo rneio de passar a um plano já inteiramente 1 ivre de


(r.So

de vista já inteiramente nao f inito ) A


qualquer falha a um ponto

.

finitude a se refere a evidência permanente e desta fcrma uma


que

finitude inelutAvel —

algc a que se está irrevers ive lmente preso .

se tem em vista nesse reconhecimento permanente


Ou seja, o que


da finitude, o que de facto se perspectiva nele, é uma "condigao" ,

uma "forma de ser" marcada pela sujeigao a restrigôes: com uma tal

constituigSo que implica em si um conjunto indeterminado , uma mul-

indefinida delas e é insusceptive 1 de ser desembaraga-


tiplicidade

da da sua presenga.

A evidencia permanente inculca deste modo muito mais do que me-

ros factos de restrigSo, ccmo seria o caso se na verdade se redu-

zisse a um resíduo das experiências já feitas. Concebe e inculca u

ma "natureza"

aigo de permanente e de intrínseco ao modo como so-

mos ,
inerente a todos os que sSc como nôs : algo que inevitave lmen-

te tem lugar de cada vez que hS um ser humano ,


algo que precisamen

te o caracteriza ccmo tal e que ccntinuara a mani f estar-se em ra-

3
Ihas, restrigôes, enquanto se prolongar a sua vida.

Desta forma, a ausência de uma tematizagSo da finitude, a cir-

cunstância de normalmente nãc nos debrugarmos sobre ela (a ponto de

quase parecer que muitas vezes está compi etamente fora do horizonte

nSo impede que faga permanentsmente parts da compreensâo que ramos

da nossa situagSo uma evidôncia do seu carâcter finito, e uma evi-

dencia cue, mesmc que somente ds uma forma inexplicita, nao temati_

zada, tem um "conteiidc', um sentido priprio, diferente dc das diver

sas experiencias de rsstrig.So por qus de cada vez jâ se passou, e

cue de facto se rsveste de tcda ssta abrangsncia (deste alcancs

mais vasto que o de todas essas exper isncias ) , inculcancc comc es-

tabelecido tudo o que se apcntou.

Visto assim, numa ident i f icagSo mais precisa das suas 'componen

tes" (das teses, evidências que comporta), o reconhec imer.to da fi-

nitude em cue naturalmente sempre já se está, aparece com um novo

a
4
diferente daquele que a primeira vista se apresenta.
aspecto,
nSo
Ao contrário do que numa apreciagSo desprevenida se sugere,

verdade as experiências de finitude que estSo propriamente


são na

da finitude de ordinårio susten


vista nessa evidencia que
tidas em

concretas dos li-


ta o seu reconhecimento. Em vez das experiencias
re-
as mais das vezes--o que quase sempre— suporta c
mites, o que

faz da finitude é esta peculiar forma de notí-


cue se
conhecimento
como tese global, tese permanen-
cia e de evidencia, que se designa

vista. As experiencias de limita-


te da finitude do nosso pc-nto de

occrrendo sô de quancc em quandc e com um caråcter passageiro,


gSo,

das vezes, se assim se pcde cizer, deixadas pa-


estao a maior parte

num horizonte remcto. Podem eventualmente ser recuperadas ,

ra trâs,

neias evidenciou. Mas o re


em repetigSo ou reactuai i zagSo do que se

normaimente sem recurso a tal recuperagao .

conhecimento dS-se

tida reconhecer-se a finitude,


ef ectivamente ao
A perspectiva
se faz, é assim a desta tese ou noticia
na fcrma como normalmente

concretas,e ccm
global, autonomizada re lativamente as experiências

sucintamente se definiram. E o acompanhamen


as características que

se tem da finitude (esse saber categôricc , em que


to, o saber que

nSo senSo o que estS ccm


estar inteiramente a par deia) e
se parece

nesta peculiar forma de perspectiva.


prsendico
acerca dc
Sendo assĩm, acontece entretanto que esta perspectiva

; „ „~-,-~ -^ v-ĩ i-^ ^.


aqr;
-> ■=-/■»
- i 3 ncia, esta compreen-
1 ^ ^ - - —

cc
-
-
,
z m1 1 o
^ — - *
^ -
"arácter
. -

no nosso ponto ce vista,tem


ca finituce semcrs prssente
sa^lobal
tal que nao inclui nenhuma
na verdade uma índols muito pecuiiar e

limites q^e de facto co^i^^"1 essa^fir


^cj^cjri^^^r^£T^-ilns
claramente pcnha em evidsncia cs
nitude , nenhuma apresentacSc que

se esta de aigum mcdo


asoectos em qu, a situagSo de acssso sm que

a restri;5es, tsm frontsira.


falna, esta sujeita

decidida tese de imperfeigSc dc ncssc


evidSncia, uma
3e há uma

a finitude deste mcdo e algo que sempre já se_


-o d- vista, se

da finitude assim reconhscida, o tragado concre,-


sabe, os fac^qres
to do conf inamento ,
do não-acesso que lhe corresponde, nâo estSo

normalmente postos a nu numa evidência clara —

por tal forma que ,

assim como nos aparece bem dist intamente aquilo a que de cada vez

se tem acesso, assim também ( em correspondencia â finitude que ine

quivocamente reconhecemos ser a nossa) tenhamos assinaladas, foca-

das , numa apresentagSo def inida ,


as fronteiras da imperfeigSc a

que está sujeito o acesso de que dispomos .

E assim é que , havendo no modo referido uma tese permanente , u-

ma evidência de cue o nosso ponto de vista e finito, se de repente

tivermcs de indicar em que medida o é, em que consiste essa imper-

feigao ou finitude, experimentamos grande dificuldade em identifi-

ca-la, em pô-la a claro. Sendo a finitude tSo nctiria ccmo ncs pa-

rece e imoondo-se tSc inequivocaments o seu reconhsc imento ,


parece

ria naturai que de imediato se dispusesse da possibi I idace de fo-

car os seus aspectos, as restricôes em que consiste. Pareceria nor

mal que acucisse iogc a noticia destas e daqueias falhas a que es-

tamos sujeitos. Mas nSc . Se tivermcs de incicar dist intamente cue

e que faz a finitude. caí.mos em apuros, somcs obrigados a um esfor

go. Ao fim de algum tempo 1 á nos ocorre quaiquer coisa, mas a prin

cípio tendemos na. verdads a n.So encontrar nada , a ficar ants qual-

quer coisa como um vazio .

Maniíesta-se assim um estado-de-coisa.s que ncrmaiments tsnde a

passar despercebido mas que e decisivc na detsrminagSc da perspec-

ti"/a que se tem sobre a finitude no seu reccnheciment o naturai . NSũ

se trata apenas de nSc se dispor de um levantamento integral , exaus-

tivo, que rigorosamente defina o tragado dcs iimitss, sem deixar es

capar absolutamente naca .


Trata-se, muito cara alem dissc, de nSc

se ter def inidament e tragado nenhum quadro de restricOes. ie r.So se

ter feita nenhuma identif icagSo da finitude —

e a tal pcntc nSo que

até se ten dificuldade em identificar concr etamente o que quer que

se ja dc que ccnstitui essa finitude cujc reccnhec imento tSo eviden-

10
temente se nos impôe .

Este o ponto decisivo:

Muito mais ampla, como se mostrou, do que as diferentes expe-

concretas de limitagSo, a tese permanente, a tese global ,

riências

outro ladc, esta imprecisâo


esta total falta de nitidez


tem, por

relativamente aos limites a que se refere.

em habitualmente nos achamos a respeito ca com


E a situagâo que

da nossa finitude —
a situagSo em que a finituds é reconhe
preensSo

cida a partir desta peculiar noticia ou tese global--caractsri za-

-se assim por uma singular ambiguidade .

Por um lado, há uma tese que categoricamente i.ncuica a finltude,

de ela tem lugar~de que e um facto (e um facto


uma evidencia que

com tcda a extensSo, tcda a amplitude que se apontou) .

lado, esta evidencia tem um carácter difuso, estS dis


Por cutro

definida de limitss, "de qualquer


scciada de qualquer apresentagSo

do haja ce ineficaz ou confinado nc mcdo


acerceogâo concreta que

como vemcs as coisas.

Sem dcvida nas diferentes experiencias de ccnfinamento pcr


que

ocorreram na verdade aprsssntagoes


que de cada vez já se passcu

a finitude se faz sentir de uma fcrma definida, concreta.


em que

dCvida a evidsncia permanente, a compreensSo global da


E sem que

supcrta o reccnhec imentc que deia f azemcs .

finituds, que sm regra

de experisncias dessa crdem.


se enraiza numa mul tipl icidade

Mas, se essas perspectivas concretas ,


def inidas , estSo na origem

permanentemente está constituída, a ver-


da compreensâo glcbai que

nSc se acham preservadas na perspectiva dessa compreen-


dade e que

tenho flxadas essas difersntes experi er.c ias essas cife-


sSc . NSc ,

limires nSo sei bem cuais foram, im


dos já. que

rsntss aoercepgCes

faihas a nu (comc se manifesta pelo esfor-


perfei-Ses, que puseram

identificar fa
r-o de recuoeragSc a que sou cbrigado para conseguir

comc se manifesta peia mcrosidade dessa recupera-


lhas concretas,

o pcntc de vista tsm sempre con-


gSo, etc.). 0 que persiste. o que

i i
constitui a base do reconhecimento da finitude e a
sigo e em regra

a prôpria compreensao global


a resultante —

dissociada dessas
penas

diferentes apercepgôes dos limites, e com o carácter difuso que se

Ihe apontou.

Assim sendo, o reconhecimentc que o ponto de vista normalmente

faz da sua finitude está longe de constituir um acompanhamento e-

fectivo da situagao concreta de restrigao do acesso em que de fac-

to se acha: sei-me finito no acesso que tenho ás coisas, considerq

-me finito. Mas nSo sô sem ter um acompanhamento adequado da natu-

reza e extensâo da finitude que reconhego, mas ,


para alem disso,

mesmo tambem sem que a finitude que considero haver em mim me acu-

se claramente a sua presenga e aparega numa definida apresentagSo

de si príoria no campo em qus me encontro ao ver as coisas —

sem que

concretamente me ccnfronte no meu prôpric ter-as-coisas com uma e-

vidente ma.oi f estagSo ne 1 e dc que o faz i.mperf eito .

Uma coisa e, deste modc ,


esse saber glcbal da. finitude dc pcn-

to de vista, em que habi tual.mente me mcvo . Outra coisa, completamen-

te diferente, ter ef ectivamente evidenciados limites, ver a pripria

f i n i t ud e nas restrigfles, nos "nSos" que imptie, experimentar e f e c t i -

vamente o acesso de que se dispôe nos limites que tem, nas suas f a-

ihas .

A primeira, a compreensSo giobal da finitude que ncrmaiment? se

tem. ccnstitui na vsrdade uma perspectiva inautentica em que a fi-

nitude de facto esta esbatica, r.a.o se impCe ao meu olhar.

Trata-se pura e simplesmente de uma entre muitas tssss que se

tSm plenamente assenticas ( numa inteira ccnvicgao de que e de fac-

to assim comc nelas se define), mas sem verdade iraments acompanhar

c seu sent icc , antes da um mcdo tai que estSc presas de uma desfcca
a tese aponta

nunca se apresenta bem a realida


te para aquilo que

mas tampouco se chega a notar que nâo se dá tal a


de que consigna,

presentagSo .

bem acontece quando espontaneamente assim é reco-


Vendo o que

nhecida a finitude, prestando um mínimo de atengSo , mesmo sem levar

isso o se encontra.
muito longe a anålise, e precisamente que

é de cada vez tomada e compreendida num peculiar fenôme


A tese

realiza levando o oihar a


no de compreensão, que justamente nao se

um face-a-face com isso que reccnhece, pondo-o em foco, depondo ne-

compreensSo e muito pelo contrS-


le. NSo . 0 percurso seguido nessa

distrai do que se reconhece.


rio um percursc que
'

a tese reccnhecida se fecha num ccntecdc fi


Por um iado, porque

dizer "encalhado em si mesmc", que tem


nitucs", ss assim se pode

remissSo falhas concrstas qus na verda


perdida ou inef ect ivada a a

ssntidc— cs tai modo qus, abscrvido nssts ccn-


de constitui o ssu

nSo chega a er.contrar na-


teddo, no seu vago , o oihar que o adopta

da de realmente f initizante.

lado, tal compreensSo tem, de caca vez que o-


Por outro porque

"centrif ucidade" tal que maĩ se in-


fugaz uma

corre, um caracter ,

sobrs e'.a, lcgc prcjecta para la de si,levanco a nossa pers-


cide

outra coisa e a deixar para tras


oectiva a fixar-se em quaiquer ,

i--3iv,î^er.te cara trls , a ccnsideragSc daquilo de que nela se tra-

acuro de cada vez que nc Smbito da ccmpreen


-- ce VMr-ficar, que ,

finituce, de cada vez que a enuncio cu encon


sSo ciobal consicerc a

evidsncia do seu f acto tudc issc aconte-


tro enunciada e percebo a ,

ce realments de tal forma que ,


ao incidir sobre essa determinagSc ,

passar adiante; num Spice desfaz-se logo a inci-


estou sempre j -i a

houvesse uma tendencia contra a fi


dencia sobrs ser finito, como se

seu foco--e e sempre outra coisa jS que se apre-


xagSc do olhar no

senta e prende a atengSo .

factc nada emerge no horizcnte de apresen


De tai modo cus ce

situc dê corpo nele ac que a tsse da finitude


ta-So em que me que
signif ica .

Reconhego-me entSo como 1 imitado , sim, mas sem ver concretamen-

te nenhum limite: a finitude reconhecida tem um caracter muito va-

o reconhecimento e um reconhecimento vazio sem qualquer expres


go, ,

sSo no modo como vejo as coisas, neste campo concreto de acessc ao

real , em que de instante a instante me situo, e que e aquiio que na

verdade para mim ccnta, aquiic por que me oriento e sem pertenga ao

cuai e no fundo indiferente s aiheio, destituído de efectiva rsali-

dade, o que quer que seia que concebo e reconhego.

Numa palavra, compreendida deste mcdo, e nSo obstante o carSc-

ter catecôricc do seu reconhecimentc , a finituce nSo tem presenga

real no meu campo, e antes aigo que , reconhecido e afirmadc de mim

orôcrio e da minha situagSc em cada instante, na verdace se mantem

inteiramente distante e nSo vejc ef ectivamente em mim.

Sô nas diferentss situagSes em que o acesso em qe.e me enccr.tr:

ineficacia Ihe 1 imites


se e:cperimenta^^e_facto na sua e aparecem

confinam s-í nessas situagôes em sm jus-


concretos que o que regra

tamente nâo se estS quando se reconhece a finitucs--o ponto cs vis

ta tem ns. vsrdade uma ccmpr -er.sSo ds si prcpric ccmc ds algum mcdc

tclhido, confinaco (ce tai forma que a finituce e aigo que


preso,

deveras se vS na situacSo em que se esta e que e tidc ccmc um fao-

tor real neia) . So nessas situacîes ,,


em que a finituds emerge ccm

um rosto ccncretc, 'nd uma visão sf ectiva, uma perspecti vacSo aut_s_n-

tica da finituce do pcnto de vista.

Nelas, c campo ce apresentacSo em que se esta nSo e, co.mc nc pri

meirc casc, um campc totaiments ccnstituido pcr apreser.tacdes ti-

das ccmc eficazes e e:n que ce factc nSo se impCe qualquer limina-

cSc

scbre o cuai icer.as "oaira", evidents mas sem nenhum conteúdo

c oncreto, uma deciaracSc giobai de finituce. ?eic ocntrSrio, no cam

dsssas apresentacOes concrstas de 1 imites a car das apresenta-


po ,

c^es eficar.es cue neie hi s ccm a mesma "foroa", a mesma impositi


vidade que elas, aparece uma zona ou foco de limitagSc, de insufi-

ciencia do olhar, que ef ect ivamente conf ina, dA no seu confinamento

o domínio do acesso que se tem.

Precisamente por isso, embora os limites que nessas diferentes

situagûes normaimente se experimentam digam respeito a aspectos de

amplitude mais circunscrita (a este e åquele aspecto particular, a

respeito do qual se verifica uma qualquer restricSo do acesso) —

ac

passo que a compreensSo glcbai tem impiicada em si uma multipl ici-

dade de aspectos de restrigSo, excedendo em muito as limitagôes a-

vulsas, de âmbito circunscrito , que de cada vez concretamente se

experimentam

c efeito de perturbagSo que , quandc ocorrem, resulta

das experiencias ccncretas do limite e na verdade muito mais forte,

tem muito mais impacto dc que acuele que emerge da ccmpreensSc gio-

bal que habitua Imente se tem.

E, assim, se o reconhec imento da finitude dc nosso ponto de vis

ta e quase sempre ditaco pcr isso a que se chamou a tese permanen-

te , a tese global (e ccrrespcr.de a perspectiva dessa tese). a vi-

gencia cesse reconhecimento nSo significa que se tenha jS uma vi-

sSo definida do cue faz finitc o acesso de que dispcmcs, que ests-

ja jS apuraco qual c "cuadrq" dessa finitude. De facto, a vigência

desse reconhecimentc ca finitude nem secuer impede que a perspecti^

va cue se tem esteja na verdade comp i stamente alheada deia.

De sorte que ..
pcr decidico, convicto e mformadc que j1 pareca

ser esse rsconhsc imsnto , a sua adopcSc (o ficar-ss pcr eia) ccrrss

ponce muito mais um desccnhec imento dc que um ccnhec imer.co da si-

tuagSo de finitude.

Mas , se deste mcco a noticia global, em cujc quadrc o rsccnhe

cimento da finitude ncrmaimente tem lugar. constitui uma perspecti

va cesccnhececora e aiheaca dos limites. restrigOes, a que de fac-

tc se esta exposto, c accmpanhamento naturai da finituce T.3.C se es

gota nessa nctícia global, tsm componentes que parecem escapar as

insuf icienc ias ca noticia gicbal: as experiencias ccncretas de ii-

15
mitagSo a que de cada vez se teve jS acessc parecem justamente for

necer um campo de encontro efsctivo desses limites, dessas restri-

gôes e constituir um "fundo" de conhecimento da finitude, que de

cada vez já temos ao nosso dispor.

Simplesmente , mais autenticas, como sSo, do que a tese giobal da

finitude, as experiencias concretas de limitagao habitualmente ji

feitas tambem nSo produzem um acompanhamento adequado ,


integrai dcs

limites ou restrigôes a que o ncsso ponto de vista na verdade estâ

sujeito (i.e. da situagâo de finitude em q^e de factc se estS) e

nSo chegam sequer a definir nenhum quadro dessas restrigíes, iimi-

tes, nenhuma sinopse dcs diversos factores e das diversas "frentes'

de finitizagSo co acesso.

0 encontro real que se constitui nestas experisncias e. com e-

feitc, apenas um encontrc parcial da finitude que hA .

Assim, as aprssentagôes desta natureza tem uma occrrencia. escar

sa, dispersa, produzindc-se sc de quandc em quancc e por tai forma

que , ac ter experiSncia de um determinado limite, ji estio apaga-

das na sua concrstucs, desvanecidas outras experisnc ias antsricr-

mente feitas, em que outras restrigces se apresentavam . HSo se che

canco a ccnstituir uma perspectiva em cue as difsrsntes experisr.-

cias se justaponham

e concratamente se apresentem, numa visSo con

junta. cs iimites, imperf sigôes co acesso que ss acusam em caca :m

de 1 es .

Alem dissc, mesmc que se conseguissem reunir todos os momentos

de finitude que as diferentes experiSncias ocorricas mani f esta.t .

nada garante que ,


para li das imperfeigces que cs cada vez foram

postas em evidencia nessas difersntss s i tuagOes ,


nSo haja ainda ai-

gumas ou mesmo muitas cue de toco em tcdo nSo fcram ainda obiectc

de quaiquer evidenc iagao . Nada impede , com efeito,que , assim comc

ate um dado momentc cc meu passado havia determinados aspectos da

finitude do meu ponto de vista de qus nunca me tinha apercebidc e


verificar, assim também, no presente em que de ca
depois vim a
que

da vez me acho ,
o meu ponto de vista tenha imperf eigôes , esteja su

de acessc, de que nâo fago a mais pequena ideia.


iei^-o a restrigôes

de limitagão concreta produzem-se de for


As experiencias habituais
nosso
ma mais ou mencs fcrtuita, conforme as direcgoes em que c pcn

nSo correspondem de manmeira nenhuma a uma ex-


to de vista "voga"

da "capacidade" dc acesso em que se esti (de


ploragSo sistemStica

vai do consegue e do que nSo consegue, de onde faiha,


até onde , que

etc. ) .

maior autentic idade que as caracteriza, das di-


NSc obstante a

de limites concretos
encqntro real a um
versas situacôes de acqm-

de finitude vai deste mcdo, tam-


panhamento adequado da situagSo
,

C accmpanhamentc da finitude que é pro-


bem uma grande distancia.
de experiencia concreta é um accmpa
porcionado por essas situagies

nhamento avuisc, f ragmsntirio ,


em que nunca se ganha uma perspecti

de facto se esti sujeito— sm que a si-


va global da finitude a que

de prencimentc em cue ss acha c


tuacao real de finitude, o cuacrc

6
as coisas na vsrdads nunca se define.
nosso acssso

E desta forma em nenhuma cas duas compcnentes que a integram

ccncrstas iimites'i a perspec-


(compresnsSo gl obal /expsr i sncias
cos

tiva naturalmente constituida sobre a finitude, a perspectiva que

de molde captar a situa-


se tem antes de uma averiguagSo dela, e a

em reaimente ss esti. Cu comc na ccmpreensSc gicbal a que


gSc
,

que

do se reduz, tem um caractsr vazio, indefinidc,


a maicr parte tempo

nenhum encontro, nenhuma compreen-


de que resulta nSo se prcduzir

sSo efectiva da finitude; ou, ccmo nas diferentes experisncias ccn

nSc vai alem de u-


cretas de limitacSo, ssndc ;S sfectiva e aguca ,

da
"
"

fragmentiria e ccas ional de aspectos


apercepgSo parcial,
,
ma

situacSc .

de evidSncia, de f ami 1 iaridade cue


Pese embora toda a sugestSc ,

a faz parecer um pcr.to in


naturalmente reina a seu respeito e que

inteiramente conhecido, a finitude do acesso em


teiramente assenta ,
se esti ccnstitui, assim, qualquer coisa que no curso normal c
que

acontecimsnto de apresentagão em que nos temos de facto não ests a

qualquer coisa que nao se sabe bem, que nos escapa. Se


companhada,

tivermos de indicar exactamente que restrigSes marcam o acesso em

que nos havemos, qual a configuragSc dos limites a que estamcs su-

nsnhuma das componentes da compreensSc natural da finitude


jeitos,

fornece elementos que o estabelegam.

Por muito que a primeira vista parega o contriric, a finitude

constitui assim algo que de zada vez na realidade se desconhece,

peio menos em parte (e numa parte cuja extensSo de facto


algo que

não se sabe —

numa parte que pcde ser muito grande e mesmo


a_ma.iqr

estS na verdadĸ ainda por apurar, por descobrir.


parte)

de de transparSncia sobre a sua finitude, a apresen


Longe gozar

tacSc natural esta antes sujeita a restrigôes de acessc no priprio

acompanhamento que faz das restrigces que sofre, ou seja, compcrta

e s c o ndimento , de s conhecimento da sua prôpria imperfeigSo .

nosso de vista nSo esti a fir.itu


Numa palavra, c pcntc exposto

de hS restrigôes no acesso a isto e aquiio--mas es-


aoenas porque

tando-se perf ei tament e a par ds todas essas restrigSes . NSo . HA tam

bem,se assim se pcde dizer, uma finitude de segundo grau, ou seja

u.T.a finitude em rslagSo á prôpria finitude que ,


pcr mais que se te

nha semprs i i nocSo de cus c acessc em que se esti r.So e irrestri-

to s mesmo que ji se tenham experimentado muitas rsstrigíes, normal

ments nSo ssti superada .

cabimento sentico tarsfa de


Ccnfigura-se dests mcdc o e c cs uma

levantamento concrsto, de confronto real ccm o ccniun^.o das frcn-


este escondimento da
levantamsntc que suprima esta inaparencia,

nu, num acompanhamento adequadq, a situagSo de


finituce e ponha a

se esti, identif icando todos os focos de restrigSo


finitude em que

do mais despercebidcs e difíceis de detectar que sejarn.


acesso, pcr

verdade ainda sempre por definir de uma forma pre-


Estando na

de tcdos os aspectos da finitude que afec-


cisa o quadro concreto

tam o nosso ponto de vista, e admissível, faz sentido tentar enccn

cabal uma pergunta sobre o caricter da finitude


trar resposta para

mas que normalmente nunca se faz


(que o seu reconhec imento sugere,

jS se saiba co facto da fini-


e a que, pcr muito que aparentemente

tude, nSo se esti normalmente em condigôes de respcnder )--a pergun

ta :

sentido e a que ponto é finita a perspectiva_^u_e


r^rL__*m_cjMe

se tem neste acesso ãs coisas de gue dispomos?

sentido assim se desenham,


A °ste levantamento ,
cujo cabimentc e

todas as experiencias de finitude a


incumbe nSc apenas recuperar

ccnstituir uma apercepgSc ccnjunta cos diverscs


que ji se acedeu e

dSc a conhecer, mas para alem dicso. conse-


limites que nelas se ,

tantc quanto pcssível esgote, reiati-


^..i^. r-H--t-a-ĸ- U^, acuramentc cue

esti, todas os fac-


vamente a situagSo do pcnto de vista em que se

"frsntss" de finitude que o afectam, sem nenhuma


tcres e tccas as

De tai mcdo que a sinopse assim obtida cor-


deixar por considsrar.

exaustivo da finitude que maroa a nossa


v-0--c-c4- a u~ aouramentc

scbre as coisas, ccnstituindo uma apercepgSo adequada.


oe>-spectiva

nenhuma restrigSc, nenhum limits.


a que nSo escape

a tarefa de escrutinio da tinituce


NSc se code escamotear que

assim desenham oferece, mesmc ainda an


-u-c cabimento e sentidc se


y-
-
r ^ rl ea

a sua realizagSc, visiveis dificuldaces


tes oe se tenta

em
crue oarecem comprcmets- 1 a e inclinam a oihar com cspticismo um

ir.cimentc d-^sta natureza.

natural da finituce, um I svan


Por fcr^a da prípria compreensSo
seu cabimento, a falt;
tamentc deste tipc, a inda cue se perceba o

1 Q
eventualmente possa fazer, etc . tende a afigurar-se a partida
que ,

"

de exequibil idade "mais que duvidosa .Pela prôpria natureza da nos

finita, a meta de um acompanhamento exaustivo _i


sa condigSo parece

mediatamente inatingível —

quaiquer ccisa que nSo e para nôs, não

esti ao nosso alcance.

Porem, se é possívei ou nSo aceder a um saber exaustivo, a um a

dessa crdem, nSc


companhamentc adequado essa e uma pergunta que se

decidir de antemSo

que sô o prôprio levantamento co da


pode campc

finitude poderi apurar .

ef ec tivamente nSc dispcnha de condigôes


E possível que se para

c efeito —

e que o levantamentc permanega sempre suspenso da possi-

biiidade de haver ainca mais mcmentos ds finitude do ccr.to ce vis-

ta que ainda ihe escapam. Pcr tal forma que a finitude seja algo a

resoeito ic qual nSo e alcanoivel compieta transparsr.c ia , fazer.do

parte da finituds dc ponto de vista em que se esti uma ineiutivel

finitude :rs lativamente á finitude: c sle nSo ss pcder captar ade-

cuadamente na restricio de acesso em que se acha, estar irremecia-

velments orsso dissc a que se ohamcu finitude de segundo grau.

Seja comc for, e iustamente p.ara esciarecer estas cuestoes, e

ppcecsSrio tsntar reaiizar esse I evantamentc de forma tSo exausti-

va e sistemitica cuanto pcssivel. De tal mcdc que a situacSo de fi

r.itude fique a clarc qu numa apresentacSc adequada dos seus contor

r.os , em cus a finitucs a respeito ca finituce ef ect ivaments se su-

crima, numa expioragSo tSo exaustiva quanto possivel, que simvú


qu

taneamente determine com precisâo a prôpria finitude do acompanha-

mento da finitude, a nSo-transoarSnc ia que retam a ncssa acerceo-


Hnminante na compreensao natural do sentido e
112 0 oreconceito
levantamento da finitude— o fenômeno
TTT^^T^Tf^l de um
AnSlise mais
apresentacĩo que temos,
ÃT^nnfi^j^
detTdaT-ĩ^ite f enômeno :
e^id^nci,acSq^a_vi5encia_eriL nôs_de•jiz
iHTl^^Iiasaoj]^ as suas dimensoes e o seu porte A
F^itHĩgĩndo_de_antemao
^^^^nTex^jiclta, que acr^i^a^aq^mJlt^__M>£Íl,
em

finitude, como núcleo da sua compreensao


na
tũde_pôssĩvêT da
+„r^ mm miP se decide o sentido da finitude compreendida^
FĨQTUDEJL_AnSU-
f^gttTSJdjT^ do fenômeno da forma da f initude
DA
.

r^J^TTiminar

natural da
Examincu-se, numa primeira aproximagão,
a apercepgSo

se estS.PCs-se em reievo a margem de des-


finitude em que sempre ji

ainda deixa subsiscir. E corre lativa-


finitude
,
cue
.2:j^m^Iv^.da
sentido de uma tarefa de le
ficou detectado o cabimentc e o
mente,

da situagSo ce finitude, que prcduza uma perspectiva a-


vantamento

decuaca ceia ( ou pelc mencs levs tSo longs quantc pcssivel c ssu

viu, e na verdade ainca mui


^as, com tudo o que se
acomoanhamento).
se tsm sobre o cue esti em zsusa
■-^•-ic^-'.te a oerscectiva qus

nc empreendimento de averiguagSo da finituce.

ds ter trazida a luz sm toda a sua ocmpie-


longs
,

Esta-se ainda

mais decis ivamsnte a determinam, a


xicads e mesmo ncs mcmentos que

^,-^:-..^^ .-.-a domi""


-JJ1--
^ sua aperceccSo naturai . E ss-
^.--
-
*
ai i._a--
comprsensSo
cue verdadeira-
ti-se ainda muito longs tambem de psrceber o pcrte

ds levantamento :ia finituce, tal ccmo a


men^e oode tsr a tarsfa um

se ssti a reclama.
situacSo em que

natural za rimtuce rea.iza-


ya v^rdade o sxame ca ccmpreensSc

fora ds ccnsideragSo um outro


A
^ =
- . ,,-

*- ■—
-^fja
^ —~—
iir^'y,am°nfe
-.»---
at e aqu
-

co -
-

4.. Js„; --•-- -


- -■
c v~ -=
-
r :- 3
-
=
ra a cetsccSo s ievantamen
—■ <•----
■j.
a^pec
- -
.- -

pcnto de vista.
ro da finitude do nosso

ce uma torn
nSo á 3S-Tv»i extor ests ncvo aspsctc
Ainca pcss

coisa no cursc do ccntron_o


Pois trata-se de qualruer que ,

al.

acuramer.to ca finitude faz desen


«^ m.o r
c n

^ssc
y-^-5^ de
-- --^-^■•■'-
conncsco mesmos que

e a c*I2t2 va- car.har.cc contor-


cadsar, de factc sô a pouco e_ccuc:q
nos--de qualquer coisa que requer justamente as anSlises que adian

te se apresentam para revelar todo o seu peso, todas as suas


impl_i

cagôes

todo o seu alcance e amplitude.

Mas deve-se assinalS-lo desde jS,na evidenciagSo que dele e pos-

sivel fazer a partir de uma anSlise preliminar do reconhecimento

natural da finitude.

Por um lado.para desde o princípio se ter uma ideia mais preci-

sa da compreensSo da finitude que naturalmente nos domina. E, de-

pois, para desfazer um ccndicionamento de perspectiva resultante de

tal ccmpreensSo e que nos leva a perceber a tarefa de levantamento

da situagSc de finitude por uma forma que de mcdo r.er.hum correspon

de ac neia verdadeiramente esti em causa.


c/^e

Este outro aspecto marcante da compreensSo natural da finitude,

tem um papei fulcral no entsndimento da tarefa ce cetecgSc a


que

rsalizar e do ssu sentido, é o que se prende com o facto ce o recc

nhecimento da finitude ter de cada vez uma forma —

de haver qualcuer

coisa ccmc uma forma da finitude.

Ss se vir bem a maneira como se reage a ideia de um levanta-

mentc ca finitude e a atitude cue se tem re iat ivamente a ele. rr.es-

mc quando se percebe c sentido e cabimentc de uma tarsfa ccmc essa,

verifica-se o seguints.

Ao procor— se um tai I evantamento , a sua realizagSo aorssents.—

-se ccmo aigo que pode dar satisfagSc a uma preocupacSo de conheci

mentc exaustivo do cue ccnnosco se passa, ditaca pcr curiosidade 01.

coisa que c valha, mas em que de facto nao pode estar em joqo mui-

ta coisa.

NSo se espera honestamente que um tal ievantamento venha a tra-

-;er alguma crise ao mcdo como se têm as coisas, ponha em cnecue a

apresenta^So que delas estS dada, ou sequer a mude cons iderave l^ien

22
de finitude a encontrar venha a me-
te. NSo se espera que o quadro

ter em apuros o nossc modo de ver, a evidenciá-lo numa posigao per

Ss coisas. HS uma autoconf ianga do acesso em


dida, de nSo-acesso

faz excluir o levantamento da


se estS, que impl ic i tamente que
que

alterar de forma relevante a situagão tai ccmo a


finitude venha a

partida se apresenta.
tem re iativamente ao levan-
Numa paiavra, a expectativa que se

de constitua uma especie de inofensiva


tamento da finitude e a que

tem—
coleccionagSo de falhas, em que este aspecto do acessc que se

focado com mais nitidez, de forma mais prsci


c comporti-Ias— fique

sa .

nSc ex-
NSo chama muito a atengSc este trago, pois e algc em que

se pense, que de aigum modo se sublinhe e ponha em fq


piicitamente
e e decisivo. Psic que importa pro-
cc. Mas estS de facto presente

em evidencia em q-.e radica, o cue


curar vê-io mais de perto e pôr

c que reveia.
significa e

a tarsfa ds levanta
Se, conforme se subiinhou, ao apresentar-se

nSo se sabe ainda que ccn-


mentc dos focos de finitude, justamente

esse levantamento virS a rsvelar, c que


da finitude e que
figuragSo

isto se mostra e que pcr outro ladc tambem nâo se esti absglu-
ccm

dels vir detec


scbrs aquilo qus atraves pode a ser
tamente "a _zero^
tsm-se uma antecipagao, mesmo qus scmen-
uma ideia,
tado. Fa^s_e_jti
dc issc ser.
imolícita e nSo muito precisa, que possa
te

se esti nSo e uma ex


Por outras palavras, a expectativa em que

aberta, admita a detecgSc ce tcdos cs


que
pectativa inteiramente
a
de finitude, incluindo quadros que psrturbsm
quadros possíveis
z an
do de vista s o ponnam racicaimsnte em causa .

seguranga pcntc

,-u-af^va *-** auj -• o oontc de vista nSo conta com -


nenhuma
a ■• ^. ^
tes uma e.•. <r
y
^. v. —
— .
..
_

ameaga, com nen^a^erturbasSq. Ou seja, hi qualquer ccisa cue an

circunscreve o Smbito do que c inquerito de todc em


tecipadamente
ccisa exclui, pce fcra de
vir a encontrar— quaiquer que
todo pcde

22
causa todas as possibi 1 idades de finitude "drSstica", que implique

crise do nosso modo de ver e das perspectivas que jS


alguma seria

se tem .

Pode-se de resto identificar mais concretamente esta antecipa-

gão, esta circunscrigão implícita dc Smbito da finitude suscepti-

vel de vir a ser encontrada no levantamento da finitude.

Vendo bem, na verdade ,


a compreensão que se tem do levantamen-

to da finitude estS conduzida por uma antecipagSo que define aqui-

lo se trata de apurar como um conjunto de focos de falha dc a-


que

dir.p ersos aqui e ali no vasto horizonte daquilo a que efi-


cesso,

cazmente e sem restrigao se acede. Focos que , tal como aqueles jS

idsnti f icados , no fundamental deixam mcôlume e imperturbada a pc-

pontc de vista.
sigSo do nosso

Ou seja. sem que isso ss me aprssente numa perspectiva explíci

ta, em que atente, tenho de facto uma concepgSo assente de toda a

finitude (jue_nosso vir a encontrar, se porventura empreender o seu

levantamento e essa ccncepcSc reflecte o tipo de experisncias ce 11

mitagSo do acesse que normaimente já fiz.

Nessas experiências percebc-me confinado cu vsjc-me em dificul-

dade acenas rs iativaments a domínios ds incidSncia mais ou mencs

circunscritos. E pcr outro ladc sSc experiSncias cue regra gerai

30 de quando em quando ccerrem nc cursc do olhar —

qus ncrmalmente

ss caractsriza, peic ccntririo, pela sua tctal eficicia. peio aces

so irrestrito ds que neie ss dispde.

Senco esse o tipo, a dimensSo de falha com qus estou familiar_i

zado e que se acha ccntsmpiado na ccmprsensSo que naturalments te-

nho da minha finituds e eie tambem que se projecta na concspg=.o

trata ce apurar numa averiguacSc sistemitica da im


daquiio qus ss

d.c pontc de vista.


perfeigSo

De ta 1 mcdo que a tarefa de apuramento da finitude e concsbida

ccmo correspondendo a um levantamento ce falhas dessa dimensSc, dis

persas acnii e al i , em ocorrsncias esoorSdicas e isoladas , no hcri-


se estS aberto, e que justamente nSo sSo de
zonte global para que

estS dado a esse horizonte


molde a por em causa o amplc acesso que

ou a alterar no essencial a perspectiva que de qualquer forma jS se

tem das coisas .

concebido assim, o apuramento da finitude cons


S de tai moco que ,

titui um empreendimento pcrventura com algum interesse, mas que no

si-
fundo diz respeito apenas a um conjunto de pormenores ca nossa

conhecimento pode enfim, nao ser inteiramen-


tuagSo no mundo , cujo ,

de modo tambem nSo tem u


te destituído de relevSncia. mas qualquer

a forma como se vSem as cc-isas.


ma impcrtsncia decisiva para

vista um aspectc secun-


~or muito que a primeira pcssa parecer

dssta antecipagao restritiva, o facto ds eia ss-


dirio, a prsssnga

mcco como encaro o significaco e a im


r-a*- constituida s orisntar c

oortancia da finitude e do sexi inquerito reprssenta ,


um trago reie-

factcr de
vante. uma componente de pesc da compreensSo natural e um

da tarsfa de levantamento da finitude.


cisivo para a concepgSo

q .^ ,-,.--- o
-T ^
2e orocurou mcstrar. a tese naturalmente cor.sticui_

"ccr.der.sa as diferentes experiSncias de res-


da scbre a finitude

evidSncia glcbal cue as ultrapassa, cor.ceber.de qualruer


4---ir.ã0 numa

condigao permanente) sssa "ultra-


cc'sa ccmc uma "natursza" (uca ,

^.„,.or" ,,î-sa âCr-^


nSo se dS somente nos modcs anteriorments

i.s. no senticc de uma genera I i z agSc da finitude (comc


dsfinidcs,

m ie reoetir em todos acueles cue sSo com-


e
aicro que se rspets

do estabe Í ecimentc de uma constSncia dsia (como


-os) ou nc sentidc

manifestari ainda em novas falhas para


„,„„
_,p m°v^avelments se

.
.
j^„ ~,10 -f ~n~--*^m} ~;a di-se também no ser.tido de uma firme
U'- ■-' **■ ^- — '
; a ~a^ q j
-
-

oossivel da finitude, de uma circunscrigaq cas


fixaga^da^ampjjrt-.me
dcs limitss que em absoluto sSc admissiveis
dimensCes e importancia
temos
como aque 1 e em que nos .
num acesso

E isto de tal mcco que essa delimitagâo (essa decisão anteci-

pada da amplitude possível das restrigCes que podem afectar o aces

caracteriza precisamente pela minimizagao de


so de que dispomos) se

tal amclitude, pela sua redugSo a dimensôes de importSncia relati-

secundSria, nSo afsctam, nSo perturbam, nSo ccmprometem


vamente que

de se dispCe, antes o deixam subsistir como um acesso


o acesso que

no fundamental estS qarantido, e eficaz e francq.


que

Esta cutra ccmpcnente da comprsensSo natural da finitude, que

a tirar do seu "anonimato"* (do imperceptive 1 fun-


assim se comega

ccnforma a ncssa perspectiva sem qus ds'.a nos de


cionamentc em que

tem, entretanto uma estrutura, um enraizamento e um al


mos conta) ,
,

se esti ainda muitc lcnge de aoompanhar nesta primeira a


cance que

e impresc indive 1 pCr mais ciaramenoe a nu para


prcximagSo. e que
.

se perceber bem de que e que se trata e de que impcrtano ia se re-

v e s t s .

îiesmo quanco jS se esti de aigum modo advertido para ela, ten

de a muito menos determmante e muito mencs fcrtemente en-


parecer

raizaca dc que de faoto e e tsnde a aparentar uma estrutura. uma

natureza diferentes cas cue ce racto a caracterizam.

Pode assim que ima tal fixagSc da ampiitude possivsi


parecer

da finitude e um siemento secundirio da ccmpreensSo natural ca fi-

nitude. ?cde parecsr cue se trata de uma expectativa, ce facto prs

sente de naneira imclicita, mas de quaicuer modo apenas muito vaga

tSo vaga que nSc ccnstitui uma autsntica del imi fcacSo
e justamente

am" iitude pcssivel da finituce. Pode parecer cus

rem foccs ce finituds ar.ilogcs acs qus j-i se expsr imentaram , mas

que c ponto ce vista r.So esti preso a essa antec ipacSc e e perfe

taments de admitir a possibi 1 icads ds se virsm a encor.tr ar


capaz

fenômenos de finituce ccm u.t. caricter diferente, de tai mcdo quo

7 h
de circunscrigSo que assim naturalmente esti constituí
expectativa
dificuldade de maior.
da é abandonável sem

de facto nada disto e assim.


Mas

restritiva da amplitude possível da finitude e


A amj^.ipaggo
elemento fundamentai) da aper-
um elemento fundamental (e mesmo q

da finitude. Constitui uma efectiva delimitagSo do


cepgSo naturaĩ

da finitude, fixando rigidamente o seu "volume" e o impacto


Smbito

reduz a uma extrapolagSo indutiva fa


ter E nSo se
global que pode .

revisível. EstS antes profundamente enraizada, impiantada


cilmente

ce forma quase inamovivei.

Uma aniiise mais detica permite evidenciar estes aspectos .

0 mcdo corno tai antecipagSo restritiva cas dimensdes pcssiveis

sem
do acesso esti presente na ncssa perspectiva e
da imperfeigSo
cue dificulta a sua clara dsteccSo,
ddvida um moco muito pecuiiar,
cue nSo hS nenhuma rsstricSc
vista faz mesmc parecer
e a primeira
eia e em tcdo o caso pouco firme.
dessa crdem ou que

trata nSo estS realiza


iugar, a limitagao de que se
Em primeiro
- — o c <-1 ■=

precisa dos ccn


ja c>- uma circunscrigSo

5u .c^, ..----- so._-


estaoe lecencc cue ^
admissivel (

este cu ^^n....,-- ■-nte mais cu menos nu


"„aia«
zue 1 as ireas,
arear abrancer aque.e

antes uma limitagSo que deixa por definir


so de focos, etc), e

do da finitude. Ccmc se sublinhcu. a


a conficuraga_q_cgncrsta camqo

^-..~ <^...-i.
em a rmi-U^e .4a,^i.nie..,- =- -

perspectiva que

a conceber ccmc quaicuer ccisa de aber-


racteriza-se justamente pcr

um "ccnjunto" ce cardinal indeter-


assim se ocde dizer, ccmc
to— ss

,
rt„, „.,- -,,-:«
..,a_s
» -n=--
m. -^has ainda nSc i dent i f ioadas se pcdem
minado . em q^e -

nSo haver nenhuma celi


incluir. S, sendo assim, parece justamente

das cixer.sSes aa rmitucs.


mitagSo, nenhuma antecipagSo rsstritiva
A delimitagSo estS porem realizada, nSo obstante a indefinigSo

de contornos deste modo marca o horizonte aberto da finitude.


que

Está realizada de uma forma que ccexiste com essa indefinigão, não

a contraria.

A forma como a delimitagSo estS realizada nSo passa pela demar-

exacta do "lote", do contingente de faihas que corresponde a


cagSo

finitude. Deixando em aberto a configuragSo exacta do campo de fi-

nitude, c deiimitagSo produz-se através de qualquer coisa como uma

do tipo de falha que de tcdo em todo pode tsr lugar,


antecipagSo

definido esse tipo (s este e o ponto decisivo) nSo pela fixagSo cos

caracteres específicos que ihe inerem, mas pura e simplesmente pe-

la natureza da sua insergâo no acesso que se tem, da sua articula-

gSo c cm e 1 e .

î-îais ccncretaments ,
o que limita e uma tese scbre a re lacSo en

um lado, todo c ccnjunto das falhas a que o pcnto de vis-


tre, por

ta occe estar sujeito e, pcr outrc lado, o


"pqder"do pcnto ce vis-

ta ,
a sua capacidade. c seu horizonte de dominio , ce ef icic ia--t ?-

se r.cs termcs da qual , independentemente do mimero e da maior ou

menor extensSo das falhas_cue possam ter lugar, a capac icace , a e-

f icScia c,c ponto de vista e sm tcáo o caso de tal ordem que preva-

lece sobre toda a imperfeigSo cue haia e o hcrizcnte daquilo a que

eficazmer.ee se acede e esmagadoramente mais vasto do que a glcbal_i

dade cos fcocs de finituce


rue r.So abrangs senio momentcs avulsoc

nesse horizcnte, pequenos" em relagSc a s 1 s s pcr ele en


cispersos

cuadrados .

A delimitacSo esti feita por meio desta deciiina conf ianca na

de "afoaé.r" tal eficScia.


dirige olhar
da finitude, que molda a sua apercepgâo natural e o

concebe, nSo tem de modo algum um carScter explícito, te-


quando a

mStico .

tambem ji es-
NSo o tem no curso normal da experiência ..
em que

nele a perspectiva de abrangencia e a


ti presente, poss ibi 1 itando

de si" o caracteriza. Mas tampouco o


autoconfianga, a "certeza que

na finitude, quando a considero, e quando me


adquire quandc penso

ao seu exame
disponho
.

do acesso e o carScter restri-


A tese sobre a eficicia giobal

, f^ji4„ -,
-rr-o d°
u.~ vista,
/±=>^a.t a
-
fixagSo
-x. Y
de uma natureza li-
to do que fmitizc «
pon._u

nSo expressamente nSo se


m-rad^ da extensSo ca finitude, aparece ,

me ocorra e em que atente . s antes tai que


fcrmuia, nSc e aigo que

passa ir.teiramente despercebida.


aparentemsnts a tornam difusa
Mas nenhum destes aspeccos ,
que

na verdade a tese de subes


e eníraquecem, e de molde a impedir que

firme e definida na ceiimitacSo que faz


timagSc da finitude seja

abso iutaments c ncsso olhar, de tai mcco


da sua extensSo e domine

eia, ccncebemos a fir.itu-


aue e segundo ela, sempre jS segundo que

é admitico,
0 caricter aberto dc hcrizonte de imperfsigSc que

„„,-„,-* „an r»-^ sans im^tes sô por uma comparacâo qlobal com

constituem uma mdefinigSo da


^^mU^o_^_ef^cA3^^^^'^3
ds dsfinigSc qus muitc
extensso da finitude,mas uma fcrma orOpria

dstsrminada dimensSo da f inituce .

claramente fixa uma

vsri, a natursza nSc-


-
„_.. nru^ la(*Q ccmc reoetidaments se

nSo indicia de maneira nenhuma um a-


-tematica de uma perspectiva

de vista re lativamente a sia,acontec


lheamento dc ponto
e o
cu p ^•■q!--c mais e.oraizaoo e mais prctuncc
muitas vezss

clhar quanto mais ôovia e e


scbre o nosso
nio de uma perspectiva
adcuirida), tanto menos
mais estS assente ( def initi vamente
cuanto

S vista chama a atengSo, tendendo a passar despercebida


saita

29
manter-se inexplícita. Para dominar o ponto de vista, uma perspec-

tiva nSo carece que 3e pense ou de algum modo se atente nela. E o

carScter inexplícito e muitas vezes justamente aquilo que sela e

torna absoluto o seu dcminio. impedindo que a determinagSo que pro

ser considerada, levada a exame e posta em


duz chegue aiguma vez a

causa .

0 estes tragos peculiares obrigam é, isso sim, a um


esforgo
que

redobrado para isolar, pCr em evidencia esta tese de limitagSc, fa

zô-ia dominio inexpl ic itamente exerce e focá-la na


emergir no que

esoec i f ic tdace do "conteCdo" que e o seu.

Mas ,
se deste mcdo a antecipacSo restritiva da amplitude possi

vsl da finitude constitui uma compcnente da comprsensSo naturai da

finituce, pcr cutro laco qus articulagâo tem com as cutras cornpc-

nentes antsri orments cetsctadas ?

Sublinhou-se ir.icialmer.ee a diferenca entre aquiio que se desig-

da finitude abstracta)
nou por c_ompreensao qlobal (vaga, e as expe-

riencias concretas de limitagSo em cue a finitude se impôe s dS a

"

percsber num" f acs-a- f acs . Z apcntcu-se que e a partir dessas duas

ccnoonerr.es cue semcre jS esti ccnsticuicc c rsconhecimsnto qus se

faz ca finitucs dc ncssc pcnto ds vista e a psrspectiva cue se tem

scbre e ia .

0 qo^e se procura agcra pcr s:n svidSncia e qus a antscipagSo res-

t r i t i va consti tu i um a comorsensao fundamental da natursza da _f ini


-

de que e comum a perspectiva glcbal, abstracta, e as difersntss ex

oerisncias concretas em que a limitagSc dc pontc de vista se mani-

festa. Be tai mccc cue , pcr um laco, constitui um trago permanente

ce toca a perspect ivacSo naturai, um tracc que a determina em :a-

■ia um dcs seus mcmentos . e pcr cutro laco tambem a nota dominante.

a propriedade mais deci3iva da perspectiva que se tom em qualquer


um desses mcmentos.

lugar, a compreensSo global da finitude, es


Assim, em primeiro

de falhas de dis
tabelecendo uma multipl icidade a que c acesso que

deixando aberta a especif icagao dessas falhas


pcmos esti sujeitc e

o seu teor) n3o é de maneira nenhuma neu-


(a sua extensão precisa,

a finitude pode atingir, nSo estå aberta a tq


tra sobre o grau que

das as amplitudes possíveis ds rsstrigSo e falencia do pcnto de vis

ta. Com tudo o cue , ccmo ss apontou, tsm de vaga , compreende uma ex

muito clara e definida acerca das restrigOes que pode ha


pectativa

ver e de facto tem como pontc inteiramente assente a homogeneidade

entre tocas as falhas admissiveis e aquelas cuja detec


de estatuto

■-So ji ccorreu.

iugar, também as sxperiencias concretas destas


Mas ,
em segundo

nSo tem uma neutralidade absoluta quanto a


e daquelas limitagôes

da '. imitacSc do pcnto de vista, ccmc se neias


amplitude possivei

estivessem em oausa scmente os dominios específiocs a que em caca

ccmc se estivessem inteiramente absorvidas no


caso dizem respeito

esses domínios e aiheacas do restante horizonte do


confronto com

ce vista, "escuecidas' csle. ?eio ccntrSric. Caracteriza-as


pcntc

i -var-î aveimente o estarem impi i o i tamente encjuadradas numa ccmpreen

sSc da efic.icia do pcnto de vista, serem percebidas ccmo inserincq

hcrizonte envcivente em qus a sficicia dc acessc e dominan


-se num

te 9 mesmc absoluta. Oe tal mccc cue . ssm se pensar nisso, ccmpre-

de íactc ccmo excepgSc a um principio, a uma regra de efi


endem-se

se^a â eficScia do acesso comprendida como regra, reiati


cicia--cu

vaments a qual todas as imperíeigdes qus haja tem justamente um ca-

ricter exceocional.
"

cujo isolamento" nSo se vê bem a forma comc


sas, propriedade sem

estS constituída e a "forga" que ef ectivamente tem a antscipagSo

restritiva das dimensôes da finitude.

seguinte: no modo como naturalmente se nos


Essa propriedade e a

as coisas a apresentagâo n3o se esgota na neutra "entre-


apresentam

em cada caso se apresenta, numa pura visSo do que


qa" daquilo que

se dS a ver, inteiramente indecidida quanto ao 'valor" ,


quanto ao

assim se dS
estatuto da apresentagSo que .

Uma tal neutralidade seria possível, mas e precisamente algo

que desconhecemos .

A acresentagSo ,
como se dS em nôs, inciui antes semprs js u-

da capacidade, da eficScia dc acesso em


ma comqreensaq_da^ _____f org_a^ ,

E mais espec i f icamente uma ccmpreensSc que estate


que se encgntra.

lece esse acesso iustamente é eficaz: é o acssso qus correspon-


que

de de se trata —

e
q acssso sm qus ss rsveia.'fica entrs
åquilo que

aquiic qus hS
gus" .

Ou ss~a, a aoresentacSc ssti cor.stituida numa canonizagao áo seu

estatuto .

E isto de tal moco que esta tese de canonizagao do acecso ce qv.e

se dispCe nSo e uma tsse que espec if icamente se constitua para ca-

mas pelo contririo uma tese que sempre ja se acha


ca aoresentagSo ,

estabelecida com resoeito a natursza, a ccndicSc permansnts dc a-

de de se dispce e ccnsecusnc i a
contsc imento giozai acessc que por .

totalidade do seu campc Tal ccmo a tese de finitude.


em relagSo a .

tambem a tese de canonizaoSc nSo se repcrta. apenas ao acessc c".e de

ca-ia vez estS a occrrer (ou aq-.ieie que ocorreu at2 ao momento em

cue ce caca vez se estS), antes compcrta uma firme expectativa de

continuarSc dc estado-ds-co isas por eia definidc, concebendc esse

ccisa de inerer.ts ac r.ossc mcdc de


estado-de-coisas como qualquer

Pcr outras palavras, hi permanentsmente r.a "visSo", na per;p'v.:-

tiva cue 3e tem uma autocompreensao da situagSo globai de acesso em

32
naturalmente tem esse acesso assen
que se acha, autocompreensãc que

efectivo, em que se tem aquilo que hS para ter, de


te como um acessc

uma forma irrestrita, piena.

nSo tem o carScter de um enunciado


Esta tese de autocompreensSo

constitui um conteCdo para alem dos que de cada vez


expiícitc nem

eies). A
se apresentam (apresentado como os outros , justaposto a

de outro modo nSc re


sua presenga e o seu dominio produzem-se ,
que

Sem estabelecer como pôlo ã par


quer essa apresentagSo distinta. se

do acesso como acesso eficaz estS sem


te, a tese de autocompreensSo

ve cada momento da
r,re já. introduzida no prôprio modo como se aprs-

aprssentadc De forma cue


sentacSo tida e se adopta o rsspsctivc . ,

mesmo cue r.Sc se de a ver, ce facto ve-se sempre ja sequndo ela.

lado, se a sua presenga tends assim a ssr discreta,


Por cutrc

falta firmeza na fcrma comc exeroe o


issc nSo signifioa nenhuma ce

canonizacSc do acesso. NSc e uma te-


seu dominic e pCe a vigcrar a

scb reservas

ainca ccm algu-


se de aigum mcdo posta a vigcrar mas

admitindo que na verdade possa nSc ser cc


ma margem de hesitagSc e

NSo Nada tem de hesitante. Reveste-se antss ds uma


mo sustenta. .

assente, inabaiSvel, s a evidsncia em que se


ccnviccSo inteiramente

mesmc um carScter avassaiador.


aooia tem

u.ma tsss que estS muito arraigaca, de que r.So me


Einaimente, e

assim sem mais, uma tese que r.Sc pcce ser susren-
corsicc 1 ibertar

dida um mero actc de vontade cu porque se ccncebe a pcssibili-


pcr

assim eia incuica. ?or mais que 'de-


cade de nSo ser de facto ccmo

clare" a sua suspensSc ,


pcr mais que tente cbter alguma folga r.a

irrestrita confianga com cue naturalmente tsndc a adoptS-Í-a e pcr

suc-
mais que juigue ate ji reconhecer a sua fragiiidade e estar

de facto ccr.tir.ua vigente no orôprio mcdo


traido ac seu dominic,

ferreamente a minha perspectiva De forma cue


dominar
.

como vejo e a

e muito dificii de "desaiojar" ef sct ivamente da firms pcsigSc de


7
estS implantada ce raiz.
dominic em qie

1 ^:
Deste modo, se, conforme se viu, estS naturalmente ccnstituida

coisa como uma evidencia permanente de finitude, por ou-


qualquer

nao menos permanentemente do que eia vigora tambem uma e^


tro iado

tese sobre a eficacia giobal do acesso que se tem.


videncia, uma

E as duas teses, as duas evidencias, não estao meramente justa

uma com a outra, nem outro lado


postas, sem qualquer ligagao por

duas evidencias com a mesma implantagao, o mesmo peso . HS an-


sâo

tes uma articulacâo entre elas —

e uma articulagSo justamente marca

psla preponderSncia de uma sobre a outra


pela desigualdade e .

da

lugar, embora as duas teses sejam igualmen-


Assim, em primeiro

te permanentes e embora este^am ambas perfilhadas ccm convicgSo, a

tese de canonizagão do acssso tsm uma posigSo centrai e ds grande

muito mais nuciear co que a tese de admissSo da finitude.


peso,

Com efeito, a tese de cancnizagSo estS no fulcro de toda a c-

encontro em ter istc e aquilo apresentado, e uma te-


rientagSo que

se sm •**
' constante na fixagSo dc sstatutc dc qus ter.ho , um es-
r

teio fundamental para a minha perspectiva em cada um dcs seus mc~

mentos . Ao passo que a evidSncia de finituds diz rsspeito a uma

entre outras da situagSo em que me encontro e r.Sc


particularidade

fundamental orientagSc cada ins-


desempenha nenhum papei na que a

tante tsnnc ao estar ccm aquiio cue se me apresenta. Posso ter sem

ore uma evidencia ce que o acssso em cue me enccntrc é imperfsito,

do acesso r.So interfere as mais das vezes nas a-


mas a imperfeigSo

cue tsnho e r.So conta para o mccc como me situo e me c


orsencagSes

rientc neias. Psrmanentsmente reconhscida, a finitude diz respei-

coisa nSo estS sempre em j ogo


quaiquer ccisa de
to a quaiquer que

mais ou mencs "perif érico" .

E isto e assim prscisaments em virtude de um segundo aspecto--

que e o fundamentai na articuiagSo das duas teses e que a partir da

qui se pcde pûr em reievo.

^, admissSo da finitude (a finitude admitida) seria algo mais dc


se em conflito com ela e dessa forma perturbasse a orientagSo, a se

ela introduz no nosso ponto de vista. EntSo a finitud e


guranga que

scments a uma particularidade nSc seria mer■amen


nSo diria respeitc ,

Então a finitude estaria em jogo em cada momento da


te periferica.

ameagando-o, pondo

o em causa. Mas a finitude tem um


apresentagao

caricter periférico (esse mesmo que faz que a sua averiguagão pare-

ter cabimento, sim, mas nSo ser minimamente urgente nem envolver
ga

a possibi iidade de qualquer signif icativa novidade ou perigo) e a

tese de canonizagâo
tese de finitude pode coexistir com a sem que

hi
faga sentir qualquer conflito precisamente porque uma prepon-
se

tese de canonizagao do acesso sobre a tese de finitude


derSncia da

tal que a tese de eficácia arreda a finitude


uma prepondersncia
de tcdcs os aspectos nucleares ca aoresenta
reconhecida para longe

tem, lor.ge da fixagSo do respectivc estatuto dei-


para
,

gSc que se

xandc-lhs iugar somente em Smbitos que nSc afectam a sua hegemcnia

na fixacSo desse estatuto.

-v ^ip .-
<=>-/- dSr.c i a ca eficScia do acesso reina sobre a evicin

finitucs, rsce-a s absorve-a em si. De tal modo cue a evi-


c'a da

evidSncia ca eficScia, se subordi-


dSncia da finitude se ir.tsgra na

excluindo tudo o cue nSc e conforme ac seu sentiic e nSo


na a eia.

caiba sob a sua éqide.

E assim. em vi rtude da soberania absoluta da tese fundamental

de eficSci a gue domina a autocompreensao do nosso ponto de vista .

ascendente, estSo S partica dsc is ivamente


tudo conformando ao seu

rsstrincidas as dimensCes admissíveis da finitude, ficam reduzidas

uma importSncia re lativamente secundSrias. A fi


a uma ampiitude. a

nitude code estsnder-se sô ate onde nSo esta prejucicaca pelo acss

termcs zssta tsse runcament j. i e e-


sc glcbalmente eficaz que , ncs ,

vidsnts cue se terc.

da finitude ests condicionado por este factc


0 rsconhecimentc
cia se inculca ser a sua (pelo factc indesment ível dc acesso as
que

coisas corno continuamente se nos documenta e se confirma. 0 reco-

nhecimento da finitude esti condicionado pcr este facto sempre já

adquirido (e sempre jS adquirido como irreversive 1 ) que a limit.a.

Neste sentido, a antecipagão restritiva da amplitude posslvel

da do acesso não radica apenas na razSo puramente cir-


imperfeigao

cunstancial de as experiencias de confinamento por que jS se pas-

sou terem um carScter cisperso e avulso e de desprevenidamente se

induzir que tcdos os fccos de finitude terão um carScter semelhan-

te. NSc . A antecipagSo restritiva radica primariamente na eviden-

cia da autocompreensao dc acessc as coisas que sempre jS sstS ccns_

tituída, r.a forga indsclinSvei ca evidencia com cue me vejo num ma-

coisas.
ci__q_ (macicamente eficaz) acesso as

NSo sSo as experiencias avulsas da finituce que estabeiecem es~

te estatuto das imper f e ig des possive-is, esta"relagSo de forgas" en

tre o acesso e c escondimento . Elas iimitam-se a nSo ser de mclde

tese de autcccmpreensSo dc acsssc e, pelo seu pcr-


-
derrogar essa

ts reduzido, a confirmar aquiio qus a tsse de eficScia ji define.

E isto de cai mcdc que a antscipagSc nSo e algc qus possa sus-

mas antss algo qus esta tSo arreigaco comc a tess de efioa
pencer,

cia domina o prOprio modo como vsjo s qus pcr mais que "decla
qus ,

rs" a sua suspsnsSc ,


prccure procuzi-la (e ate pcr muitc que cense

ccntinua de factc a dominar o mcco ccmo vejo e a manter-se inam.cví

A finitude de cujc facto ha evidsncia, a finitude que se vs cc

mc possivsi, dsfine-se deste mcdo ccmo un dcminio que correcpor.de

a "'ialcuer coisa ccmc cm intervalo, centrc de limites bem creciscs

H
ue nSo estSo estaoe I ec laos pe:a cetermmagac exacta co que se si-

36
tua nesse intervalo (da sua "quantidade" ou de tudo o que integra) ,

fixacSo do facto evidents da eficScia global do acesso,


mas pela

constitui termo ab-


que a finitude nSo pode transgredir, que o seu

so lutc .

De uma forma pecuiiar, como se acentuou, mas nem por isso me-

efectiva, a tese fundamental de eficicia constitui de raiz uma


nos

sobre toda a finitude pode ter lugar,


perspectiva antecipada que

de antemSo tem captado c caricter, a indcle de


uma compreensão que

toco o seu dcmínio.

Por tal forma que as diversas ocorrSncias, mais ou menos nume-

sucess ivamente vSc sendo encontradas, in


rosas, de imperfeigSo que

decendentemente das suas caracter isticas peculiares, se inscrevem

r.este dcminio.. correspcndem aquilo cue na sua perspectivagSo jS es

ccnstitusm uma verif icagSo dc que a antecipagSo 1S


tS antecicado.

rlû* ■■ t-i M

iado, factc de haver mais o —

tal forma outro o


E por que , por

concreta, afectando este ou acue 1 s aspec-


ta ou a~uela imperfeigSo

to do acesso cue se tem n£o altera, apenas confirma o hcrizonte as-

estabelecido ccmo horizonts ds imperf sigSc


antecj^qadaments
.

sim

de cada vez hS um hcrizonts aberto de foccs de


Se a oartida e

se nSc se me incuica dcminar ]S tc-


imoerfeigSo com que ji contc,

de (e de muitos
dcs e tencc a admitir a pcss ibi I idace aspectcs ate

nSo me dcu ccnta, esse hcrizonte


aspectos) de imperfeicSc ce qus

tem c carictsr ds um intsrvaic fixacc jS no caricter fundamentai

do termc onde pcde ir— de tal mcco


da abertura que pcde ter, ate

ainda nSo ccnnega esse intervaio nas cimer.sies que


que, mesmo que

orecisamer.ee tsm, naquiio que concretamente o preenche .


ccnhegc-c

jS no fundamentai da sua determinacSo ,


numa antecipagSo co "pcrte"

faihas c\ie Ihe pertencem (do modc como, por mais numercsas que
cas

essas faihas sejam e quaisqusr qus sejam os aspectos a qus possam

afecta pcde afectar



o meu pcr.
d* zer resoeitc, todc o seu oon:'unto
to de vista) .

Esta articulagSo entre a evidência do acesso como acesso glo-

balmente eficaz (a tese de canonizagao) e a tese de finitude cons-

titui uma eotrutura de toda a perspectivagSo natural da finitude

a atravessa e se mantém constante independentemente dos desen


que
,

volvimentos por que passa a experiencia da finitude (da manifesta-

mais focos de imperfeigao do ponto de vista, ad-


gSo de mais e que

vém com o correr do tempo). S por tal forma que a ôptica segundo a

encaram as diferentes falhas que vSo sendo detectadas (e a


qual se

ulterior se admite como possivel) tende


quelas cuja detecgSo a en-

cari-las ccmo diferentes casos dc que ji esti definidc, do que ji

se sabe ( do que esti antscipado nesta estrutura permanente).

A finitude tem assim, na sua perspectivagSo r.aturai ,


quaiquer

coisa como uma f orma . ?odendo-se agcra jS comprsender mais ciara-

mente o que se tem em vista ao dizer isto.

NSc cate proceder aqui a uma anSIise demorada do complexo se-

mSntico corresponcent e a nocSc de f orma, nem quantc ao meandro das

suas conexSss, nem qu.anto as dificulcadss qus envolve, nem cuar.co

sua histíria. Destacam-se apenas tres momentos fundamentais desse

complexc, que tsm corrsspcncsnte nas caracter í st i oas do rsconheci-

mento nacural da finituce s na estrutura permanente de articuiagso

entre a tese de cancnizagSc e a tsse de finitude. SSc esses três

momentos que se tSm em vista ao caracterizar a estrutura em causa

c cmo f orma da finitude .

Forma e pcr um lado uma determinagSo que , sem perda ou alc.era-

gSo da sua identicads, e repetivel numa mui t ipi ic idade de instln-

ciao, de tai modo que estas , nSc obstante a diferenga que xhS er.tre

e \ as ,
tern em comum a identidade dessa determinacSo .
Forma significa por outro lado tambem uir.a determinagSo conglo-

bante articuia, uma multipl icidade de realidades dife-


que agrega,

coisa que se constitui entre essas realidades, na


rentes —

qualquer

entre elas, e que as inclui em si, como momentos seus.


articulagSo

Ou seja,forma e ujna determinagSo de totalidade que tem algo de prô

prio, diferente dos elementos que a integram (irredutível a eles e

soma) E de tai modo que essa determinagao de totalida-


S sua mera .

de absorve em si a mul tipl icidade dos elementos que congrega e so-

sua ocorrência isolada, reduzindo-os a meros momentos


brepôe-se a

totaiidade e da unidade que eia constitui —

i.e. a aigo que


dessa

dS ver si, mas scmente nela, que e assim o que aparece


nSo se a pcr

mui tip I icidade desses eiementos.


ac ter-se presente a

finalmente (este aspectc menos vin


Forma significa air.da, e um

cado comum co termo, mas que desempenha um papel funda-


na acepgac

4_ i| ^,^
i._.3.^j «íp f- íoso-ica ^eio menos desde PlatSc e Arist-ite —

é, determinagSc da sua identidade —


o isto ou
les) aquilo que algo a

consists. De tal modo que embora a entidade de que


aquilc
,
sm qus

é forma nSo se ssgcts nsssa dsterminagSo (antss ccmports tambem ou

tras s mssmo um amplc ccmplexc de detsrminagSes para alem dsla), e

fundamentai que decis ivaments idsntifica essa


ela a determinagSo

determinagSo a que tcdas as outras se subordinam e que


er^idads a

outras têm assumida ccmc principio da sua prOpria idsr.ci-


todas as

i. __. -_. — -i- - •


Y

trSs aospgoes, cs fer.cmer.os a qus corrsspcn-


Ccnsicerando estas

se viu a respeito dc reccnhecimento naturai da finitu-


dsm e c oue

se pcde falar ds uma forma da fi-


de, torna-se perceptivei por que

de é se trata quandc se fala neia.


nitude e que que

se ou re
O aue se viu foi que , cesprevenidamsnts , sem que pense

ss tsm sstS marcada por uma inciina-


pare nissc, a perspectiva qus

o reconhecimento ca finitude e pcr uma canonizagSo dc a-


gSo para

cesso de que se dispCe. C que se viu foi que ,


desprevenidamente ,

sem que se pense ou repare nisso, as duas teses estSc semprs ja ar


ticuladas na definigSo de uma relagSo de forgas que faz prevalecer

a eficScia sobre a finitude e reduz esta a uma posigao subordinada,

marginal . 0 que se viu foi que a relagSo de forgas assim constitui

da estS presente, domina o prôprio modo-de-ver, mesmo que parega

ausente e nSo figure entre as coisas que se apresentam. E o que se

viu foi que a re lagSc-de-f orgas assim naturalmente definida consti^

tui uma perspectiva fixa, de tal mcdo que as diferentes situagôes

de apreser.tagSo por que se vai passandc na experiencia normai veri-

de forgas assim definida desde jS


f icam a relagao o que sempre es

ti previsto nela

e nSo a obrigam a nenhuma revisSo.

ihas detectadas e nas oerspectivas de auto-aval iagSc dc acesso qus

lheo corrsspondem e prsserva a sua ider.tidade em todas slas. De tal

mcdo cue tcdas sSc ocorrSncias . variantes dela, veriricam o que ne-

4C
la estS fixado e comungam nela.

lugar, o que estS apresentado na noticia que se tem


Em segundo

da finitude nunca se resume a esta ou âquela falha isolada ou a um

falhas nSo articuiadas entre si.Cada falha aparece sem


conjunto de

ccmo momento de algo que nSo se fica pcr ela, cada conjuntc
pre jS

ji como momento de um colectivo mais abran


de falhas aparece sempre

gente . E isto de tal mcdo que esse colectivo nao corresponde a. me-

ra indicagao de ainda outras falhas, antes tem uma determinagSo prô-

adjungao de mais elementos —

uma determi-
pria, diferente da simples

confere a todas unidade E de tal modc que


nagSo conglobante, que
.

estS jS a enquadrar cada falha


essa determinagao conglobante sempre

ela semprs ji ss vS ao ver-ss a finitude: nSo


dstectada e e a que

somente falhas isoladas. vSem-se as diferentes falhas


se tsm nunca

jS no contextc dessa determinagSo er.g lobar.ts , ccmo mcmentcs


sempre

da unidade colsctiva que constitui . Mas mais. De faoto, a


dela e

assim estS semprs jS a intsgrar em si


dstsrminagSo conglcbants que

falhas cada um dos ccnjuntos de falha ds que ss tsm


cada uma das ou

sô dsterminagSc que articula as ciferentss faihas.


notícia nSo e uma

define-se precisamente pela fixagSo de uma articu-


Para alem dissc,

todas elas e a eficScia do


i -
~
;o (ce uma relagSc de forgas) entre

feita nos termos que se apontaram. De mcdc que es-


po"-o ce vista,

giobai, "siihueta', de toda a fini-


tabelece ccmc que a "figura" a

suba '. terni oagSc a eficacia dc acessc. ccm


tude, desenr.ada pela sua

conhecimentc naturai da finituce tem, todc ele, na articulagSc en-

a tese de canonizagSc cc acesso e a tsse de finitude qualqusr


cre

como uma fcrma na ssgunda acepgSc . Nur.ca na vercade se vsem


coisa

desta "scuagSo" giobal da qualidada do acesso em


faihas desiigadas
tsss ds canonizagSo
que nos temcs, definida psla prsvalSncia da sc

tese de finitude. Nunca se vSem faihas num meio neutro reia-


bre a

Hvamerxe a essa ecuagSo fundamentai. Antes e sempre ji intsgradc

fundamental que cada foco de imperfsigSo do acssso se


nesta ecuagSc
apresenta. Ao ter-se noticia da finitude nao é a falha A ou a falha

B ou a falha C ou o conjunto delas sô por si que estao em perspec-

tiva, mas essas falhas como momentos de uma configuragSo global de

ef icScia/restrigSo marcada pela preponderSncia da primeira.

Finalmente, as diferentes ocorrSncias concretas de limites ape-

nas ilustram, secundam, confirmam o que no fundamental jS esti pre

visto na antecipagão desta determinagSo fundamental . E isto de tal

modo o que de cada vez essencialmente define a identidade da


que

imperfeigSo a que o nosso ponto ds vista se reconhece sujeito (q

que ela é, de que é que se trata nela) nâo sSc os aspectos que va-

riam ccm as diferentes ccnsceiagces de falhas detectadas , e prsci-

samente a relagao de forgas entre a imperfeigSc e a sficScia do a-

csssc qus ests ssmprs jS fixada na fcrma como vemos.

As diferentes imperf eigdes nSc constituem senSo esqec i f_i cacô_es

do estado-de-coisas que essa fixagSc fundamentai da relacSc de for

especi f icagCes ds isso.. conhs


gas ji define, que ,
por mesmo ssm as

csr miudaments, ji hi um sabsr ( s um sabsr f undamenta 1 ) dscorrente

da tese ds finituds s da tese de cancnizagSo do acesso, da maneira

como estSo constituidas e artiouladas e ds como conjuntamente pro-

duzem a antecipagSo ds um tipo bsm dsfinido de faihas.

Pesumindo :

Assim como na aprssentagSo habitual hi determinagíes qus ss rs-

petem (de tal mcdo qus, mesmo registando-se variagdes nas mCitipias

instSncias em que estSc presentes , tais variacdes nSo obstam a qus

se mantenham idSnticas), assim tamhem nc rsconhecimento natural da

finitude hS um nCciec de detsrminagSc que se repete mesmo que va-

riem os fccos ds falhas cetectadas, de tai modo cue nSo fica atm-

gidc Dor essas mcdi f icagOes e preserva a sua icsntidace a despeitc

£2
delas .

Assi.m como na apresentagSo habitual hS determinagôes congloban-

totalidade), em que o que estS fixado sâo determinadas ar-


tes (de

(articulagôes que absorvem si


ticulagôes de multipl ic idades em os

elementos das multipl icidades que conglobam, de tal mc-


diferentes

do estes deixam de aparecer na sua ocorrSncia isolada e ficam


que

momentos dessa determinagão colectiva), assim tambem


reduzidos a

nc reconhecimentc natural da finitude hS um nScleo de determinagSo

conglobante, que absorve sempre jS em si (e tsm ssmprs jS rsduzido

a um mcmento do que ei'e priprio tixa) cada falha ou conjunto de fa

lhas dstectadas .

E assim como na aprssentagSo normal das coisas as muitipiicida

difersntss estSc agregacas em torno ce nic isos


des ce detsrminagces

estabeiecem a identidade ds caca coisa s a qus


ds determinagSo que

se subordinam comc aspectos acessôrios, de


as outras determinagôes

caractsrizacSc c ompi ementar (se assim se pcde dizer, ce 'acjscciva

dc cue estS fixacc nessss ndcleos;, assim


gSc" ou pcrmenorizacSo

reconhec imento r.aturai da finitude hS um ndciec de ceter


tambem no

minacSc que e f uncamenta iment e respcr.sSvsl peia fixagSc daquilc por

que a finitude é tomada .

finalmente, assim ccmc r.a apresentagSo habituai das coisas


E,

s imui taneamente sãc forma r.sstes trss senti-


hi determir.agces que

dc-s (de tai modo qus sSc dstsrminagOes cong lcbantes ,


repstiveis nu

de instSncias, que def inem c fundamentai da iden


ma muitipiicidade

se acham recor.hec icas muitas ias coisas de que se tem


tidade em que

) assim tambem nc reconhec imento naturai da finitucs


acresentagSo ,

hS um r.Cclsc de cstsrminagSo (e. de f actc ,


para tcdc c reconheci-

mento naturai da finituce, um 'inico nCcisc: que acumuia o sxercí-

de todas fung^es de fcrma. E esse r.Ccieo e precisaments a


cio essas

fundamentai da rsiagSc ds fcrgas sntre a eficScia e a fini


equagSc

tude do acsssc

acuela que correspcnds a prspcnderancia da tsss de


sobre a tese de reconhecimento da finitude.
canonizagSo do acesso

certo esta forma tem um carScter pecul iar —

tal que nSo e


E que

reconhecível e hS necessidade de um esforgc de dis-


imediatarrente

quisigSo para a conseguir pôr em relevo (para fazer sentir a sua pre

e c seu domínio, para que se desenhe claramente). Ccnstitui


senga

"scmente" uma forma inexpllcita, que nSo pertence ao dominio


assim

ostensivamente se apresenta (numa distinta acusagSo de


daquilo cue

sem se acusar, sem se dar a ver distinta-


si), mas ao daquiio que ,

estS todavia presente na perspectiva que se tem e afecta o


mente,

vS, determinandc-o conformando o que nele se ve pcn


mcdo como se , ,

"cu.nho". Mas sendo assim, de factc issc em nada di-


do nele o seu ,

minui o seu efeitc ccmc fcrma e o pieno exercicio de conjuntc de

■'ur.rîes crue ihs ccrrestcr.ce . Mesmo sendo uma forma inexplicita, com

inaparente, discrsta (e a tai ponto que nem sequer se


uma presenca

tem ideia dela), determina justamente a perspectiva cue se tem s e

xerce scbre sla o ssu dominic, ce tai mcdo que se vs sempre segun-

do ela.

Deste mcdo, a concepcSo natural da subaiterr.izagSo dc reccr.heci

mentc da finitude a tsse scbre a eficicia do acessc nSo e ds manei

ra nsnhuma um pormenor., um aspecto acesscrio ca perspectiva que se

tem sobre a imperfeioSc co pcnto de vista. Constitui, peic ccr.tri-

ric, ate mesmo momento centraĩ que mais dsc i s ivaments estru
um e q

^ura e crier.ta o rec onhec imentc da fir.itude, deterT.ir.ar.de o seu ca

ricter e o seu senticc .

ds mais impcrtante semprs ji se sabe so-


ĩ orecisamente i_stq que

brs a finituds e e este saber que (air.da quandc de uma fcrma inex-

orsssa, de cue nSc nos damcs conta) prsvaiece sobre todo o reconhe

cimeuto da existOncia ds uma margem ds descor.hecimer.ee da finitude

i de uma finitude re i at i vamente a finitude), minimizanco o seu pcr-

te neutral izando a sua importsnc ia .

Em consequsncia desta comprsnsSc fundamsntal . mssmc quar.de, :o-

mc no início ss fez, se fcca a finituce da apercepcSc da finituue


e o desconhecimento em que ainda se estS re iativamente a ela, a fi_

a apresentar-se nSo obstante a admissão de


nitude continua sempre ,

de escondimento a seu respeito (e por mais sincera que


uma margem

admissao, mais plena que seja a evidencia com que tal


seja essa por

margem de escondimento se dS a ter de ser reconhecida) , ccmo qual-

quer coisa ng__fundo e no essencial já sabida.

E daí a mdiferenga com que se pode e tende a olhar a tarefa

levantamento o pendor para encarar essa tarefa como algo


do seu ,

nada pode estar


nada estA —
em causa.
em que na verdade

deste modo a ncgSo de forma da finitude para referir


Fixa-se

intrinsecamente domina a apercepgSo


esta estrutura permanente que

f initude nc de vista natural


da ponto
.

tcca serie de probiemas que levanta o fe


NSo impcrta examinar a

fcrma, nas suas diversas facetas, e as dificuidades que


nCmenc da

compreensSo da respectiva possibi I idade


ir'i —

se o-.Cem á efectiva ,

rsza ,
etc . .

0 ola.no em que se estS nSc e um planc de acompanhamento adequa-

de intslscgio irrestrita daquiio sm qus ccnsis-


do dssss fenônenc.

de di f iculdades plena de ciareza. Mas o que impcrta e


te, isenta ,

cus com tcdas as dificuicadss qus levantam, oom


que e um plano sm ,

embaraga, de facto q
-od^s as ancrias em :ue o rsspectivc exame se

correm fenômenos desta crdem.

de forma nSc significa ds mcdo nsnhum a a-


A adopcSo da nccSc

metafisico' e muito mencs ce uma detsrmina


dopgSo ds um "principio
verificagSc ca ocorrsr.cia des-
da metafísica. Corresponde apenas a

fenomenos, da sua presenca e do seu dcminie nc moco ccrac vemcs


ses

S verificagSc de cus a autcccmcr e-


Muitc em particuiar ccrrespcr.de
hi em nôs e a perspectiva q^ie tem
ensSo em que se tem o acesso que
da sua fi.nitude estSo organizados por um f enomeno desta natureza--

a verificagSc de que hS ef ectivamente uma equacionagão inexplícita

da "relagSo de fcrgas" entre a eficScia e a imperfeigSc do acesso

e de que essa equacionagSo desempenha, re lativamente a toda a mul-

tiplicidade de falhas e limites que no pontc de vista naturai se

vislumbram, as fungCes correspondentes a um fenômeno de forma —

de

tal modo que toda a finituds reconhecida aparece "cunhaca", "enfor

mada" por ela.

Cumpre neste contexto ass inalar--pcis esse e um ponto que se

presta a equí vocos--que a forma da fir.ituce, ccmo assim esti em cau

sa, nSo e pr imar iamente uma estrutura da prípria situagSo de fir.i-

tude (da reai ccnfiguragSc da reiagSc de forgas entrs a esfera de

eficScia e o campc ds esccndimento que correspcndem a um determina

do pcnto de vista), mas sim uma estrutura da apercepgao da finitu-

de , da compreensSo qce esse pcnto de vista ele mesmc tem de seu ca

ricter f initc . A fcrma de finitude, r.sots ssntido, e primar iamente

uma components (a cempcner.te essencial, c nCcieo), nSc da situagso

de finitude propriaments dita, mas da perspectiva qus um ponto de


forma que naturalmente domina em nôs
Posta assim em relevo a

da finitude, importa insistir ainda num ponto, que jS


a apercepgao
mas nSo estS ainda focado com nitidez sufi
foi objectc de atengSo ,

toda a sua acuidade, em tcdo o seu al-


ciente para se revelar com

cance .

tal ccmo se tentou pô-la em evidSncia, tem


A forma da finitude,

do modo a noticia da finitude traz


a ver com uma pecui iaridade como

que aponta : por um lado nSo se dispde ape-


dslimitado aquiio para

de a finitude occrre ( absc iutamente indeter


nas ce uma noticia que

de reveste); por cutro la


minada,omissa, quanto a ampiitude que se

do, tampcuco estS ccnstituida uma delimitagSc exaustiva dessa am-

oiitude, um tragacc concretc dcs seus contcrnos : a deiimitagSo, cq

mcdc situa entre esses dcis ex


mc se disse, tem lugar de um que se

__ -. -.
-^r,
vr..--
ccc-..-c..,iu
-o--' ~'obal
í •■j-l"1*
dc
^- -^bito
— " da
-*- imcerfeicSo
-■"=- ?
- ocssívei,
tremos .

pcr

feita ocr meio de uma avaliagSo giobal da sua relagSo com a capaci-

c a sua "forca' de reveĩagSc das coisas .

cade dc conto ce vista,

coisa como uma via


Mas se dessa maneira ccrresponde a qualquer

total ir.de termi.nagSc quante a amplitude das res


intermedia *ncre a

acessc e a precisa ceiimitagSo delas, o "mecium quid"


tri~Ces no

menos preciso do que a


r-At- d--«*-mmado cus a eura inceterminagSo ,.

concretas) qus assim caraotsriza a perspe*


z iAd'.; so e fronteiras

da finitude nSo significa de maneira nenhuma u-


va de antscipagSo

T.a del'mitacie fraca, apenas uma meia-f ixagSo cu uma fixagãc impre-

cisa, sô muito crosseira, cos limifes da finitude possivei— tSc va

ser efsctrva cu cs tcdc o mcdo c e peucc.


ca que r.So chega a

Ma vsrdacs. c facto de ccmpcrtar uma margem ds ineetsrmmagSo

la1"^
-~ -, ^j^^^^.,-: „p -aca a efectividade da delimitagSo que

,.
,„i-:j , _^ ~ .
, r-,
"
cq
se a c i m
assim
c cs
-e

■, o f3 p d
u
* ■*
a ■*"■ da
^- re la
--iq.

meramente qua: -a /•-. , ^j^c ,

carScter
- ._

a constitui em nada enfraquece a


cSo de forgas cuja equacior.agSo
firmeza d.as fronteiras que estabelece.

E justamente pcr determinagces e contrastes qualitativos (de

de "muito" "pouco", de "pequena" "grande"


peso, de importSncia, , ,

ou "a maior parte",etc.) que a nossa perspectiva primSria e decisi_

vamente se orienta; nSo e por determinagôes ou deiimitagôes exac-

cuais na verdade maream justamente pela "tradugSo" ou "re-


tas (as

'
itativa do seu significado

que é a mesma para uma


pereussSo qual
de quantidades prdximas e r.Sc tem fron-
margem re lativamente ampla

] imiares de modificagSo exactamente situSveis em ner.hum mc


t°iras

SSo delimitagíes coatrastes qua I i


-

mento da escaia quant i tat iva ) . e

tativos, ccm toda a sua imprecis.Sc, com tcda a impcss ibi I idace cue

de dizer exactaments cnde ss situam os seus ccrtes. que vincam


hS

_ ..

.->-?riíies cesuras e estabelecem os ccntrastes mais deoisivos e mar

em ncs mcvsmos
cantes nc campo que .

seja a margem dc que deixa em aberto, a forma na


Fcr grande que

tural da finitude define uma posigSo de acssso. uma condigSo do pon

to de vista, eom uma ider.tidade perf eitamente def inida . inconfundi-

ve I de tal mcdo cue as fronteiras do horizonte cue fixa sio abso-


,

lutamente demarcadas .

-3^^=, ^
npr:-gnpr bem , e necsssSrio tsntar comcreender cue e uus

seria se alterar a forma de finitude que naturalmente


preciso para

estS ccr.stituiea

cu se;'a q-ue dif ersnca hS er.tre esta fcrma ca :i-

nitude e acuiio que fcssem outras f ormas .

Resulta claro do que jS se expOs qus r.So ssria cura s simpies-

ments uma expansSo ou retraocao da ampiituds da imperfeigic dc pon

tc de vista (a cescceerta de mais fccos de finitude a afectS-io cu

ds acsssc a hcrizontes antes vedacos'; que consti tuir iam


a aquisi;Sc

sô si uma mcdificagao da forma. DesiocagOes da fronteira do hc


por

rizcnte ie acesso, altsragdes da ccnficuragSo do seu territírio,

? numerosas e bastants vastas podem r.a verdade d-ixar ab-


mesmo qu
.

intactc o iominio da forma naturai.


sclutamente

43
uma tal modificagSc se produzisse seria necessSrio que
Para que

ou esse recuo das frcnteiras da imperfeigSo fossem de


esse avango

alterar radicalmente a auto-avaliagao global do olhar quan-


moÍde a

S sua capacidade reveladora, modificando desse mq


to ^ sua "forga",

cada um dcs seus momentos todo o estatuto que a apresentagSc


do em

si corre lativamente todo o estatuto daquilo que se tem


tem para e, ,

E isto de tal maneira que retraindo-se o campo


na apresentagâo .
,

transf iguragâo de toda a apre-


de escondimento, se produzisse uma

se tem, ela se eievasse globalmente a um novc pla.no de


sêntagSo que

fizesse aparecer como globaĩmente insufi-


mais perfeito acessc, que

ciente o plano de acesso anter icrmente tidc; e, expandindo-se esse

descobr indo-se um horizonte de escondimento mais


campo (ou seja,

naturaimente se cuida haver), isso representas-


vasto do que c que

de acesso em que c por.to cs vista se ccm-


se uma queda da posigSo

ter lugar essa expansSo do escondimento


p^eende antes de
.

dcs casos

e esse é o pontc decisivo


a modifica-
Et oualcuer

infirmagao global da perspectiva


-Se da forma corresponder ia a uma

dar, o pcnto de vista tem das cci-


cue, antes de a modificagSo se

da forma da finitude correspondsria tsria ds cer


sas. A altsragSo ,

advento da compreensSo ce que ao ccntririo co cue na


r»soo-de*- ao ,

^uralmente se inculca, essa persoectiva nao é a perspectiva prôcria,

acomoanhamento dc que hS —

de que nSo é esse o olhar


adeauada para o

verdadei ramente corresponde âs coisas.


gue

da forma se desse no sentido de uma dimi-


Quer a modificagSc

do escondimento, da elsvagSo da psrspectiva a um plar.c me^


rmig.So

nos restrito, quer se cesse na desccberta de qus afir.ai c pianc ds

de proporgSes muito mais graves dc cus as que natu-


escondimento e

raimente estSo previstas, em quaiquer dos casos eia impiioaria u-

da tese de eficácia que a perspectiva natural tsm nc


ma destituicao

isa comc um co lapso uma catSstrof s dessa


seu fulcro, cuaiquer cc .

outra. num caso ccm um acessc


osrscectiva e a sua substituigSc pcr
caimente mais restrito, mencs eficaz do que naturalmente parece.

E assim também para uma terceira possibi 1 idade ce modificagSo

da forma. que tambem hS que considerar. Todas as diferentes situa-

gOes levadas em conta (dominio da forma natural ,


modificagâo dela

por passagem a um plano de acesso superior, modificagão dela pcr

descoberta de que o acesso que se tem estS globalmente num plano

muito menos eficaz do que parece) sSo situagîes de clara definigSo

do que se passa com a finitude —

em que se acha estabelecido qual c

seu porte e de que modo restringe a eficScia do acesso que se cem.

Mas tambem pode haver situacôes de perda de orientagao acerca da

extensSo e alcance da finitude, situagCes em que nSo se sabe qual

e ef ect ivamsnts a reiagSc de forgas escondimento/nSo-esccndimento

(sm que medida é efieaz ou imperfeito o acesso que se tem)--situa-

cces em cue tudo issc se mantem aberto , ainda por descoirir .


Estar

numa situagSo assim seria tambem estar num plano compietamente di-

ferente caquele em que de crdinSrio nos achamos e corrssoonderia

de facto a estar numa outra ferma da fir.ituce ( numa fcrma aberta,

na form.a da indef inigSo da relagSo de forgas). E ecuivaleria igual

mente a um global co I apso de perspectiva, em eue tudo (o acssso em

oue ss esti, o alcan.ce cc que se tem nele) mucaria de firura. M-'S--

mo que o "conteCdo" do acesso nSo mudasse (mesmo nSo havendo c:al-

quer retraccSo dc esconcimentc ou qualquer expansSc ceiej, s-t o de

sapar ec irrer.to da sequranga de que o acesso habitualmente se reves-

-•
c;
Toda s qualquer outra modificagâo inscreve-se no quadro de va-

da distribuigão dos focos de finitude, que


riagôes da quantidade e

alberga em si ou seja nas mul-


a forma natural justamente preve e ,

mais
tiplas conf iguragQes possíveis, de falhas ou menos amplas que ,

de se reveste, admite sem que se per-


dada a natureza peculiar que

(antes conf irmando-se ela, mantendo-se i-


turbe a sua determinagâo

dêntica e em pleno vigor) .

A forma corresponde a uma canonizagSo do modo como vemos (fi-

de coisas serem vistas e de-


xando que este e jS o modo príprio as

aberto de imperfeigSo compatlvel com esta tese).


finindo um espago

E sc e, s* seria mcdificSvel por uma verificagSo de que nSo e as-

descanonizagag, pcr uma destituigao dessa prstensSo .

sim, por uma

da fcrma da fi.nitude têm este carScter bem vin-


As fronteiras

uma abrupta e giobal mudanga do nivel ds a-


cado. correspondendo a

"saltc", a uma desccntinuidade nc mccc como se tem as


cessc, a um

situa 1S" da delimitagSo da fir.itude que a


coisas. 0 que se "para

forma da finitude

natural escaeelece

cu seja : uma outra


forma

de todo seu plano re lativamente aeue-


tem essa alteridade global o

r.os situamos. NSo poderia ser maicr o seu contraste com


le em que

o horizorits da forma naturai .

Mas entretanto, se é de aigum mcdo identi f i cSve 1 o que ccnsti


,

entrs a forma natural e cutras fermas da finituds,


cii a diferenca

oue eossibi 1 idades concretas é que hS que ccrrespcndam a esse 'pa-

naturai—a uma outra torma -_a rir.ituce .-


ra-li" da forma

A pcssibi 1 idade de uma outra forma e em primeiro lugar concebi-

ds vista, difersr.tes dc meu, ocm


ve1 rslativamente a cutros pcntcs

um outro acesso áquilo que hi .


índependentemente da incapacidade

experimentc em accmpanhar qual pcssa ser de factc a perspecti-


que

va desses pontos de vista ccm uma outra forma da finitude, compre-


endo pelo menos em principio a sua admissibi 1 idade .
Mas , em segun-

do lugar, pcderia eventuaimente eu prôprio experimentar no meu pon

to de vista uma modificagSc da forma da finitude, ou acedendo a um

ponto de vista globalmente "superior", que derrogasse a apresenta-

gão normal que tenho das coisas; ou, pelo contririo, percebendc a

aoresentagSo em que me enccntro como uma apresentagSo incomensura-

veimente mais imperfeita do que naturalmente se cencebe.

1 idade de uma tal mcdificagSo, a poss ibi 1 idade de eu


A possibi

prôprio vir a experimentar no meu ponto de vista uma modificagâo

dessa ordem é, entrstanto, c que naturalmente de tocc em tcdo n3o

se ve .
E, mais do que isso, o que a inexplicita tese da fcrma natu

nôs de um mcdc inexpressc mas absc lutamente categô


rai, vigente em

rico, na verdade faz excluir.

EstS prec isamer.t s decidico qus a situagSo do meu clhar corres-

de facto aquilo que a forma natural inculca —

e nessa deci-
ponde

sSo que cor.siste a vigsncia da f crma .

Sendo assim, se entretanto se examinarem ccm cuidado as conci-

gc'es em que se prccuz esta dsc i sSc , ssta exclusSo ca pcss ibi 1 icaee

de uma outra forma ser a que de facto corresponde ao meu acesso as

coisas, verifica-se tcdavia que r.Sc hS nada que em principio permi

ta ef ectivaments excluir essa possibi 1 idade e assentar definitiva-

ments na forma natural ua rinituce.

Com efsito. em principio pcce muito bem acontscer cue a fini-

tude de segundo grau, a finitude da apercopgSo da finitude —

qy.ze .

com uma margem de extensSo ainda nSo cetsrminada, ss verificou c-

correr

tenha dimensCes tais cue a amplituce de restrigSo do aces-

so que se mantem inaccmpanhada impiique na verdade . se descoberta,

uma destituigSc do pcntc de vista natural, na sua prstensSo ds ca-

nonicidade, na suc prstensSc de ser a forma adequada de acessc Ss

co i sas .

A decisSo cue naturalmente esti tcmada a respeito da forma e


inculca-se de tal modo que nao deixa aberta a pcssib_i
categôrica e

lidade de vir a ter de ssr revista. Tendemos a homologS-la e a se-

nada havendo que minimamente indicie que ela possa nao cor
gui-ia

responder S situagão real .

Mas por outro lado, verificando as condigôes de acesso em que

tal decisao está tomada e em que a evidencia que a sustenta se prq

duz ,
ve-se que a situagSc nSo é de maneira nenhuma uma situagSo de

lativamente as restrigoes a que estS sujeita e que


transparência re ,

muito probabi 1 idade que


por muito pouca verosimi Ihanga ,
por pouca

se oossa reconher a tal hipôtese, nSo é possível excluir em ahsolu

to a evidencia da forma natural r.Sc results justamente senSo dc


que

escondimentc da prôpria imperfeigSo que hS , cu seja de um condicic-

namento ds finitude na apercepgSo da finituds. De tal modo que na

verdade seja sC porque nSo acompanho adequadamente aquilo que esca-

paaq meu ace sso que a canonizagSo deste na forma natural se pode

produzir .

E o reconnecimente desfa possibi 1 idade de principio (pcr ma i s

a fcrma naturalmente se imponha como irrscusSvel, por mais que


que

a ssta ecss ib i I idade alternativa nSc se atribua senSo o caracter

"

de uma hieítsse 'tedrica" , remota, academica" --com cuja verifica-

cio de factc nSo se ccr.ta) e nas condigcss em qus ncs sncontramos ,

tendo em vista o que estamos s o qus nSo estamos em condigíes de ga

rantir f ur.dadamente , aigo cue ce facto nSo se pode deixar de fazer

?ese embcra tudo quanto, ocm foros de evidencia , parsce contra-

1 idade embora a certsza quase absoluta que


riar essa pcssibi .
pese

se tem re lat i vamente a eficicia do acesso em qce se esta, e ef ecti-

afecta finitude
— —

vaments possivel ;ue a imperfsi;Sc que o i sua

se~a incomensurave imente mais ampia do que acuile cus natura Imsr.te

se detecta e incompatível com o que estS prsvisto na forma naturai ,

de tal modo crue ,


uma vez posta a descobertc, imponha uma destitui-

cSc da forma da fir. itude naturaiments vigente.

53
Mas ainda aqui , nesta admissSo de princípio da pcss ibi 1 idade de

ser uma outra forma, diferente da forma natural, a que corrrespon-

de S situagâo real de finitude, persiste uma influôncia da forma

natural que condiciona o sentido da admissSo e o restringe



e uma

influencia que nSo tem a ver com a pcuca veros imi Ihanga que se a-

I idade recenhecica (com a sua ccnsidsragac ccmo ai


tribui a possibi
"

go esmagadoramente improvSvei), mas sim ccm c pr tprio" conteddo de

reccnhecimento ,
com o prôprio sentido da poss ibi I idade ccnsiderada.

Com efeito, ao conceber-se assim a possibi 1 icade de ser outra a

forma de fir.ituce ef ec t i vamente oorrespondente a situacSc de aces-

so sm cus se esfa, ccmprsence-se imp 1 ie i tamente essa ecss ibi 1 icade

comc se. a ser admissivel que c meu pontc de vista te.cr.a uma fini-

tude muito mais amp I a do qus a que naturaimente ss inculea e venha

por isso a ter ce ser destituidc da cancnizagSc em cus naturalmen-

ts ss acha, c desnívei.a distSncia admissivel entrs o plano ce eers

ds cus naturalmente se dispí.e e o plano ds eerspect iva em


pectiva

cue se suoere essa finitcde mais amcia seja a distSncia de um sô

ccrts, de uma st desccntinuidads , s r.Sc a ce uma muitipi icidade ou

até de um abismo de cortss, de descontinuidades .

Por outras palavras, e tentando formuiar tSo ciaraments quante

pcssivsi esta antecipagSo restritiva que ainda se insinua na prt-

^rio recor.hec imer.tc ca pcssiei 1 idade de haver uma outra fcrma ca

ma naturai estS tSo prof ur.damente enraizaca cu-o ainda influi na

propria concepgSo da sua errac.icabi I idade , da sua queda ', :

Concebe-se a pos s ibi I idade de um piano de perspectivagSo mais

-erfei'.o do que c ncssc. NSq se concsbe a poss ibi I idade de haver

uma multiplicidade de mcccs ce acesso a reaiidade supericres aque-

5-1-
le nos temos e separadcs entre si por radicais diferengas
em que

(i.e. com diferengas de


na amplitude do acesso que propcrcionam

De tai sorte entre o


forma, com tudo o que isso significa). que mq

nos achamos e um acesso adequado , prôprio S rea


do de acesso em que

diversos pontos de vista, cada vez mais per-


lidade sejam possíveis
cada ponto de vista superior ccrres
feitos, numa hierarquia em que

afecta modo de
ponda S superagSo de uma finitude que globalmente o

acesso caracterí stico do pontc de vista que o precede._NSo se con-

temos das coisas possa estar marcada pe


cebe que a perspectiva que

de finitude e a uma mcomensurS-


la acumuiagSo d_e_t^d^s__e_ssej_mqdos
vel distância de um acesso cus ef ectivamente corresponda aquiio que

v» ■*
Í-.3. .

r.So se considera a possibi I idace de a perspectiva que


Cu seja,

se tern estar presa de uma multipĩ icidade muito ampla de graves pla

=> 1---1
w^ja v.es^-e ^- ~

nos de ímperieigSo,
* ,

nv
'

11í ^. 1 i c i d ad e amp 1 a d e catistrofes, de cuedas do ponto de vista_

em que naturaimente se aoha s a compre


relativamente a perscectiva

do acssso gue Ihs sstS cado E r.So ss concebe


ensSc ne 1 a tsm .

que

mcdc ac reaiizar-se a desccberta da fmiruce, mesmc


que, desse ,

.^,, „ 1
-.,-» n-SP -j i ãeteccdes de imperf eicSc dc acesso eom um impac-

o eor.to ce vista naturai (s que faoem desti


tc de catSstrofe scere

nels perspeeciva qus sssas de


4...,-^ P -o-ma da finitude vigsnte), a

sua vse, apesar ca grancs ameiitude ce es-


tecgôes abrsm possa pcr

aeercsee, estar ainda a ancs-luz ds acivi-


ccndimentc de cus jS ss

de dimensces de esccr.dimer.ee de impac


ibi 1 icade outraz ,

nh=»r a coss

mesmo ainda mais catastrcc i ec ,


que na vsrcads tam-
te nSc mencs ou

czc.-c de vista

e n.So scments esteja ionge de


bem afsctam c nossc

adivinhar tal poss ibi I idade , mas para aiem dissc imp I ic itamsnte a

i:,:r i -_e ,u55./e. .-_ — ~ --»

exolua, numa limitag^o ^ _ -

essas dimensdes
do nSc prevs uma imperfeigSc ccm .

entretantc uma mais rigcrosa ident if i cagSo ca


De tai modo que ,
,

a nu essas dimensces insus-


finituce possa vir ef ect ivamente a pCr
dc aoesso, erradicando assim, fazendo cair
peitadas de irnperfeigSo

a compreensâo da totaĩidade da finitude, implícita mas efectiva, vi_

gente antes da sua detecgao.

E assim sucessivamente ,
numa multipl icidade de quedas , de catSs

de tal forma que nSo obstante a amplitude


trofes de perspectiva, ,

do ponto de vista de cada vez jS produzida, na ver-


da modificagSo

dade ainda sejam possíveis mais expansOes radicais da amplitude de

ui trapassando em muito o que de cada vez, antes de se


imperf eigao ,

Istc de tal maneira no curso do a-


darem, parecia possivel. e, que

da finitude sucessivamente ser pulverizadas ante-


puramento possam

da totalidade da finitude possivel teses de au


cipagôes implicitas ,

do acessc, marcadas ainda pcr definigĩes restritivas


tccomprsensSo

de imperfeicSc, que nSo obstante todas as modifi


da possibilidade ,

tcdcs os cciapsos da pretensSc natural, ainda subsistam.


cagOes,

nSc se concsbe que, para IS da fcrma natu


Por outras palavras,

ral , a averiguagSo da forma da finifude possa conduzir.. nSo a uma

forma da finitude, mas a uma multiplicidade de sucessivas for_-


outra

da finitude, em a destituigSc da tess ds preponderSr.c ia da


mas qce

do scbre a sua imperfeigSo (que e earacter ist ica da


eficScia acsssc

fcrma naturai) vS assumindo uma natureza cada vez mais grave cada

vez mais perturbadora da "seguranga" dc pcntc de vista. Ssm cue . nc

errar.tc, com ssts sucessivc agravamer.tr, do dcminic da imperfsicSo,

s cor extracrdmaria.cer.tr lcr.gs que eie parsga ir, a apsrceccSo qus

se tsm da finitude ccrrespcr.ca jS minimamente a finitude que afec-

■*-? a sit'ca'-ic rsal ous ds facto pcce ser ainda mais ampla, mais

arave do que todas e =


sas expansées da forma conseguem pCr a nu .

NSo se ccncsbe abso lutamente nada distc. Mais: tudo i s •_

se observarmos ccmo reagimos S formulagSc agora mesmc fei-


qc fTue ,

55
ta desta possibi 1 idade , verificamcs constituir qualquer coisa que

1 eva a sério, com que nao se ccnta e que desse mq


de facto nâo se ,

ou nâo formulada expressamente tal exclusSo —

se exclui.
do seja

lidade esti assim naturalmente fora do ho-


ĸas se esta possibi

rizonte, e se, ccnsiderada, parece ainda mais remota e improvSvel

de outra forma da finitude que nSo a


do que a simples admissSo uma

exactamente as mesmas razOes que nSo deixam excĩuir


forma natural ,

em absoluto a eventual idade de a forma da finitude correspondente

estamos ser de facto diferente da que naturalmen


a situagSo em que

sô nSo se manifestar em resuitadc de um condicio-


te se inculca (e

impedem tam-
namento, de uma finitude na apercepgSo da finitude),

bem se possa exciuir em absclutc a possibi 1 idade de principio


que

de o domínic da finitude que ncs escapa ter uma amplitude tal que

se levado a cabc, ccrrespcnca ef ecti vamente a essa


o seu oercurso,

do ponto de vista— e tanto quer dizer ac


.qiloessao de catSstrofes

sssa sucessSo de diferentes formas da finitude.


mssmc tsmco, a

em nos achamcs e os limitss


Pcr orincíoio, dada a situagSo que

ir.cspendentemente da
do cus nsla pode ef ect i vamente ser asseveraco,

com que aos ncsscs clhcs esse possivel se apre-


nula probabilidade
de facto admitida a possibi I idade de a finitude
sen_aí tem de ser

nos afpnta na verdade comportar . escondida por uma retengSo no


cue

inccmensurSvel da ordem refe-


ac e s sq gue a ela temqs ja_jnmlitude

descoberta implique precisamente essa série


r--"da taĩ a sua
e que

se estS.
ds rat.Astrofes do plano de persoectivacao em que

•teccSo da vicência naturai de uma antecipag So implícita da


da finitude, ao abrirem assim a
cia e fixa uma formajũĩnmizante

tem o problema da forma da finitude, nSo se


perspectiva que se para

trazer a lume mais um elemento de importância para o co-


limitam a

cabal da compreensSo da finitude que naturalmente sem-


nhecimento

nôs.
pre jS dcmina em

verdade, com a apercepgSc da possibi I idade de haver uma nSq


Na

entre a forma naturalmente constituida e a situa-


-correspondencia

da finituce a que se esti sujeito, quer dizer com a aper-


gSo real

I idads de o domínio da forma natural da finitude


cec-So da possibi

verdace sô ocorrer em virtude de uma finitude nc accmpanhamsnto


na

<Aa. finituds, abrsm-ss cuestoes ds que a compreensSo espontSnea dc

tarefa ce levantamentc da finitude r.Sc faz a mais


sentido ce uma

pequena ideia.

1 idade intrcduz-se dimsnsSc in


Levac.a a seric esta pcssibi ,
uma

da finitude do ponto de vista, uma di-


tsiramenta .ncva na questSo

subverce o quadro em que naturalmente situamos tal zues


mer.sSo cue

rSc. h esta mcdificacio das dimensôes do problema da finitude, cc-

da cusstSo da sua fcrma.qus e preciso agora pcr em rele


mo resulta

a _cc_ss i
auesti onabilidade da fcrma natural da finitude
— -

1.1.3 A
b~:. ĩidade da sua INADÊQUACAO. A fungSo condutora da antecipa-
da finitude oossibi 1 idade
g'aô" d"a forma na averiguagSo e a

de "a fôrma da finitude vigente no nosso g o nto de vista ter


\"îti oaoei 0CULT.AN7E, escondendo a situagSo real de finitude.
Ô""probl êmã~~ da_EORîiA DA FĨNĨTUDE como problema fundamentali
ã" sũa prec"edenc i a oc quadro da averiguagSo da fi ni tude .

Naturalmer.te tecas estas pcss ibi I idades parecsm remctas , "fan-

Parecem mesmo tac remctas e fantSsticas qv:e na verdade


-Ssticas".
,

r,Cv niuito cue se veja que en rigor nSo se estC em condigo'es de as

p
.
r ^
t u j_
_
:Jl-DZ ciutament s . r.a realidade nSo chegam vercads iramente a

efectivas, tio scmenfe comc ce


poss ib i I idadss
mas
ser tomadas comc
de facto totalmente destituídos ds ca-
nSrios puramente figurados—

bimento, inadmissívs is .

natural da finitude manifesta-se nisso mes-


0 domínio da forma

1 idade de facto assim prevalece so-


mo, na peculiar inadmissibi que

da admissibi 1 idade de direito.


bre o reconhecimento

nada disto, comc se assinalou, tira o que quer


Mas, sendo assim,

assim tem de ser reconhecida, diminui


que seja a poss ibi 1 idade que

carScter de possibi lidade real que e o seu.


em alguma coisa o

improvSvel e se tenha a cer-


Pcr muito cue isso se afigure que

de que nSc e assim, pqde muito bem acon-


teza praticamente absoiuta

na forma natural da finitude, que assim ea-


tecer que esta fixagSo

tSo ôbvia, nSe resulte justamente ser.So de um


rece tSo paciíica e

essa forma, em correspondenc ia a


ccndicicnamento de vir.cuiagSo a

da do acesso, a uma muito


um muitc amplo escondimento imperfeigSc

a,.r,ia f;n—"de r.a aeercecgSo da finitcde.

acontscer aue a ccueacSo do olhar pela fcrma na-


Pode muito bem

mcstrar, esta exer


dominm *h.«o;utc cue ccmo se proourcu
tural, c 'O rx^j- '-' - ,

u^. =io n-n


na.^ qpi? iusramente m^.i.— senSc
w^í.-í^ o que
-^
sela esse esconcimen
ce sobre eis, ^tsja. j'-io' —

to. constituindo uma cegueira re iativamente a sifuagSo ds finituce

ef ect i vamente se esti.


em que

dimensdes avassaladoras de finitude sstsjam a


De tai mcdc que

vista. sem de tcdc em tcdo me de conta


afsctar o meu pcnto de que

ccntririo com evidSncia que as dimer.


cissc, aorssentando-se-me peio

bastants mais mq
_„es da finitu.de cue ms afecta sSo e sô podem ser

regime de sceerania dc acesso so-


dsstas (as cue ccrrespondem ac

dimensdes avassaladc-
~-a
ac ,uas falhas). E isto a pcr.to de essas

j ,, „ _ „

,r
_ —
Q ~ais oue tentando —
se secuir na sua pista, c

oercurso correspcnda a uma sucsssSo de graves modificagôes da


seu

-o-ma da finicude.. mcdificagôes que por mais .


ionge que de caca vez

da reai, deixando fora dc hcri-


ii vSc, ficam ainda acuém situagic

fundamentais da fir.icude a que de fac-


-cn~e, excluidas ,
dimensCes

fc o pcnto de vista estS sujeitc.


Precisamente isto pode estar mesmo a acontecer —

a acontecer con

nosco .

E nSo se trata apenas de uma possibi 1 idade puramente imaginS-

ria, trata-se de uma possibi 1 idade efectiva, de algo que pode absq

lutamente ser o caso.

Esta circunstSncia, esta possibi lidade que, por mais fraca que

é indespedível confere ao problema da finitude uma nova


parega, ,

dimensao, fS-lo aparecer a uma nova luz, altera-o drast icamente .

Para o pereeber bem considere-se o seguinte .

corresponde S forma natural da finitude cor.s


A perscectiva que

titui (pela crôpria antecipagSo que estS no seu fuicrc, peio modo

como dS a ver na sua totalidade o horizonte da imperfeigSo possí-

vei) um saber da finitude. um saber de que se dispCe ji antes ds

ievantamento

e um saber fundamental em
orccedsr a qcaiquer qus .

no essenciai, esti ]S determi.oado, adquirido o estatuto de toda a

mui t ipi i z idade dcs focos de finituce que sSo admissiveis.

0 caricter ef ect ivamente reveiaccr deste saber, a abertura que

ele se produz o acesso a íinituds que r.eie se di sSo inegiveis.


pcr ,

Antes mesmc de identificar os focos ccncretos de imperfeioSo de a-

cesso, e a comcreensSc antecipada de seu hcrizonte (excsdendo sem-

cs focos de cada vez ja ider.ti f icacos e indicandc sem.pre a o-


pre

corrSncia possive 1 , provSvel e mesmc, para tocos cs efeitos, certa ,

de ainda mais foccs de f inituce ) _que pôe na pista desses outros ic_

ccs e ieva c meu olhar ao seu enccntro .

Mas , se deste modo inegave imente ihe inere um caricter revela

dor re I ativamente a finitude que me afscta, induzinco. despsrtanco

a aeerceegSo cs aspecfos dessa finitcde, pondc na ccss ibi 1 idade de

cs erecurar, ce ir no seu encaioe, ecr cutrc lado cs asoectos ia fi

nitude em cuja pista a fcrma natural pCe sSo justamente aqueles q'.:e

lhe correspondem

e sô esses.

Re iativamente a outros aspectos ce finitude que eventualment e

50
paradigma que estabelece, a forma
haja e que nâo correspondam ao

contrSrio papel de afas-


natural, no seu domínio, desempenha pelo o

de os excluir de perspectiva.
tar o olhar desses aspectos,

claramente na compreensSo que tendemos a tsr


Isto manifesta-se

do seja um levantamento da finitude, compreensSo que de ants-


que

esse ievantamento terS o carScter de uma identifi-


mão decide que

de falhas avulsas, excluindo (excluindo imperceptivelmente


cagao

de isso, mas excluindo, nSo cbstante, de


excluindo sem que se por

manifesta-se tam-
qualquer outra poss ibi 1 idade
E
efectiva)
.

forma

sobre nôs exerce, no preval ec imento des-


bem, com todo o poder que

sobre admissSc de principio (a cue ver.dc


ta exclusSo de facto a ,

bem, se e obrigado)

quando , apesar de se perceber ser em rigor pos

finitude na verdade nSo corresponda S fcrma natural ,


se
sível que a

ef ectivamente a ver as coisas como se essa cossibiiida-


continuam

excluida, mantendo-a realmente fora do


de em absoluto se achasse

hori zonte .

conf orme subiir.hadc, a aemissSe de aspectos ee tmitu-


Havencc ,

reccnhecendo-se uma margem de esccndimento da


de ainda a detectar.

rri,r^ -i^-ude e percebendc-se deste modo que eia e quaiquer coi

todo o hcrizcnte assim aberto e ccmc qus car.a-


sa ainda a procurar..

forma natural da
lizado no sentido da antscieagSc ccrrsspondsnts a

finitude s aesorvido ne:a.

sendo, se

como é possivel

hcuver na reaiidace um vc
Cra, assim

li do esti previsto na forma naturai sn


que
,

lume de finitu.de para

a forma natural da finitude tem constituidc, a o-


tSo o saber cue

ivamente a finitude e a tarefa do seu 1 evantamer.t o


rientagSc re 1 at

nue esse saber r.cs dS , desempenham, ac mesmc tempo que uma fungSo

des-
reveladora ( re I at ivamente as faihas cus prevS—pcndo nc rastc

eias), um papei ocultants. A forma na-


cas falhas, advertindo para

se estS fschaca eara tcdo


turai mantem entSo a perspectiva em que

seu quadro cega relativamer.ee


o campo da finituds r.So prsvista no .

de escondimentc e, mais dc que isso, cega reia-


a todo esse voiume
finitude
tivamente ao trago decisivo da prôpria dimensao giobal da

se estS compcrta e re lativamente S reiagSo


que a situagâo em que

de facto hS entre escondimento e nSo-escondimento no


de forgas que

forma natural esconde entSo a configuragSo glo


acesso disponíveĩ.A

de acesso em que se estS, distorce a determinagSo


bal da posigSo

ialmente define a situagao de finitude do nos


que na verdade essenc

vista: articulagSo fundamental que neie realmente hS


so ponto de a

a sua eficScia.
entre a sua imperfeigSc e

levantamento da finitude dirigido, como normalmente tende a


Um

cela forma natural da finitude, por muitos aspectos ds


acontecer,

do acessc, por muifos dados da situagSo de finitude q\ie


imperfeigSo

corre assim o ri3co de se mover no cir-


ef ectivamente ponha a nu ,

cuito fechado de um condicionamento do olhar, em que cs aspectos

mais críticos da finitude a que o ponto de vis-


mais relsvantss e

ficam inteiramente ignorados fora de a


ta na verdade estS sujeito ,

per c spgSo .

Ssts risco, por rsmoto que parsga, e rsal, ccnstitui uma pcssi-

bilidads sfsctiva, rsl ativamente a quai uma averiguagSc da finitu-

de r.So pcce ficar indifersnfe.

s um risco, uma ooss ibi 1 idade , que tSm de ssr encarados .

A decisSc naturalmsnte estS tcm.ada a este rsspeito, exciuin


que

1 idade nSc pode ssr seguica cegamente. ĩ


do sem exame esta possibi ,

prs c i s o v er i f ici-la .

?cr isso, o passc cecisivo para ur.a avsriguagSo da finituds ru?

de sntrar num Isvantamsnto qus a par-.ida erC.i o-


em nôs hS ,
antes

rientado, oonduzide eela forma naturai (mcvendo-se nc campo c;.ie e-

tendsndc a snccntrar apenas cs focos de finitude ous


ia assigna e

ihe ccrrespcndem) reside precisamente na verif icagSo desta compre-

funciamental e na ar.Siise da pcss ibi 1 idads de tal compreensSc


ensSo

S situacSo rsal de finituds, S posig.Sc de


ds tcdo nSc cerrsspondsr

finitude em que ef oct i vamer.te se esti. Sem esta verificagSo. sem

h ^
um apuramento da adequagSo do prôprio Sngulo de abertura fixado pe

la forma da finitude, todo o apuramento da finitude tem um carSc-

nSo se saber.dc se de facto, nSo obstante tudo o que


ter hipotético.

revela, nSo equivale muitc mais a um ignorar da finitude do que a

uma descoberta dela, ou seja nSo mantém no fundamental a f initude

da apercepgao da finitude que se destina a superar .

Por outras palavras,_a questao da forma da finitude nSo e a-

uma questSo entre as muitas que um levantamento da finitude


penas

tem a considerar, mas uma questao prévia, uma questao fundamental

questSc fundamental que antes de tudc o


ou mais propriamente a ,

mais tem de ser esclarecida nesse levantamentc .

Pode-se sem dCvida prcceder a uma averiguagSo da finitude que

icnore esta questSc, pcdem-se obter resultados, adquirir ncvas pers

•^ectivas, constituir um ievantamento da imperfsigSo dc nosso ponto

de vista independentemente dela.

Mas sem a sua averiguagic tcdc o levantamento mantém-se sus-

1 idade ce ser cegc para dimensSes ds finitcde cue


per.so da pcssibi

as que de todo em todo estSo admitidas na sua


em muito ultrapassam

seja susper.zc da possibi 1 idade ce ser um levanta-


perspectiva cu

em a finitude muitc mais se esccnde dc que se eescotre .

mentc que

da finitude ua apercepgSc da finitude, a que o le-


A sueeragSc

vantamento se destina, requer antss do mais ( 'quer dizsr, como mo-

^,-,^-^ -orimsiro do cus tsm de estabeiecer para ef ect ivamente garan-

tir essa supressSo da fir.itude reiativa a finitude) o apuramento

da questSo da forma.

Es+'a cuestSc, cue naturaiments cs todc nem se pde, tem deste m.q

do . de accrdo com c prdpric sentido de um ievantamento da finituce.

uma precedencia, um primado na "orcsm das quest-oes" dests ievanta-

men"

Antes de assentar uma fcrma de finitude, antss ds orientado pcr

da forma, procsder ao Isvantamento dos


uma determinada compreensSc

fccos concretos que lhe corrsspondem, cumpre primeiro identificar

6 2
a prôpria forma sob cujo dominio se estS, arrancS-la do funciona-

domina ponto de vista verificar li-


mento inconspícuo em que o e a

mitagao que faz do horizonte da finitude possível, verificar os

seus fundamentos, verificar o risco que eventualmente pode correr

de seu dominio, fechar o ponto de vista a dimensôes de fini-


,
pelo

tude sem cuja apercepgSo se mantem escondida a situagSo de finitu-

de em que ef ect ivamente estS.

De tal modo que se consiga garantir que a abertura do pontc de

vista a sua finitude seja piena, que a respectiva identifica-


para

nSo esteja entravada por ner.hum condic ionamento pcr nenhuma


gSo ,

mantenha c olhar imperceptivelmente desviado ds


antecioagSo cue

h4
essa cpacidade e que nSo exclui nenhu
va totalmente advertida para

condigoes de excluir f undadamente


ma finituds qus nSo ss sstsja em ,

de facto nSo se sabe a respeito da real


faz saber o que
nao parecer

forma da finitude.

acontecer que este apuramento da forma da fini-


Pode ate mesmo

a redundar numa confirmagSc da fcr-


tude venha pura e simplesmente

ma naturai, em r.ada alterar.do a perspectiva de antecipagSo que jS

Mas tem-se entSo justamente a forma ve


se tem no ponto de partida.

de todas as possibi 1 idades de imper


rificada, numa exdusSo segura

de tal mcdo que fique eiimir.adc


feigSc que nSo ihe ccrrespondem , e

fcrma, se estar a deixar fcra eo nori-


c risco de, labcrando nesta

da finitude cue se trata de apurar Cu


zonte dimensôes decisivas . ,

ca forma da finitude pode concuzir e-


peio ccntririo, o apuramento

da forma natural cu pcrcue desco-


fectivamente a uma erradieagSo ,

diferente da que estS


bre uma reai relagSo de fcrgas ccmpi etamente

desecbre cue nSc se dispce de meics


ccnsignada pcr acueia
aq ou ccrque

esta tem ce ser Haiva-


estabelec-r a real relagSc de fcrgas e
eara

ds vista e arrascauc numa ca


da em aberto . De tal modo que o pontc

numa sucessSo de catistrofes da sua eerseec-


tSstrofs cu até mesmo

mudam radicaimente a forma ocmo vs .


c estatucc daquilo
tiva, que

cue se tem ne 1 e .

de admitir. Mas em
Quaiquer destas possibi I i daces e, a partida.

da questSc da fcrma
cualquer delas hA um primado, uma precedencia

outros mcmentos da averiguagSc da rmicude.


scbre X.cdos os

a tarefa do levantamento da finituce revela


Conoomitantsmsnte.

um carScter muitc mais complexo dc q-ie o de uma mvestigacSc qus

vS carrear.do diferentes momentos , diferentes


eura e simplesmente

de finitude, ate obter um mventáric tanto quanto pos


casos soltos

e o que naturaiments s scb o


sivei adequado do seu ccnjunto— que ,
de imolica, em primeiro lugar, apurar s_e a ampiitude do escondimen-

to de facto detectSvel ez<.cede ef ectivamente as baias daquilo que e

intearSvei na tese de soberania do olhar a que corresponde a forma

natural da finitude, impondo assim uma outra forma da finitude. A

precedencia da questão da forma significa antes do mais a preceden

cia de uma verificagao da forma natural, a averiguagSo da possibi-

lidade de ela nSo corresponder de facto S situagSo real de finitu-

de.

îias s. averiguagSc da questSc da fcrma nSc se esgota aí . Acmi-

tindo que a forma natural e ident if icSve 1 como correspondendc a ur.

condi c i onamento que esccnde a situacSo rsal , admitir.de dssse modc

cue e possível a sua substituigSo por uma compreensSc difersnts dc

horizonte alobal ds finitude, nada impede, como se viu, que pcr sua

66

i
plano o problema da finitude
Constituindo deste modo o em que

ponto previo sem cujo esciare-


primariamente tem de ser apurado ,
o

cimento a perspectivagSo da finitude pode ser cega, o apuramento

S situagao em que de facto se


da forma da finitude correspondente

outro lado também a parte f undamental , a parte


esti representa por

da f inituds— aquela em que nc essencial se


decisiva da avsriguagSo

esclarece e define a posigSc em que estamos a seu respeito, aquela

em que fioa deoidido o mais importante.

modo a forma natural dS o quadro das


Com efeito, do mesmo que

dcs diferentes focos de finitude que lhe


diferentes ocorrSncias,

mesmo mcdc que os antscipa e, incseendentsmsnte


ccrrespondsm (co

de cada um fixa a natureza, a determina-


do conhecimento singuiar ,

do acesso, que em toccs eles, ce-


-Se fundamer.tai da imperfeigSo

eenfirma'. assim tambem, uma vee ef ectivamente


-ois ss verifiea e

•j _^ .; .p .;.--- -
a c*>j~v*
-*
-^>
- -

n i ■'•ude c crr e s co nde nt s a situagSo em que

ds facto ss esti, tem-se a configuragSo em que se enquadram todas

ocorrSncras da finitude possiveis nessa situagSc: u-


as diferentes

finitcde, a indc
de tcda a situagSo de em que
ma apercepgSo giobal
^e vi3wa a :r-.q--S-a, -
-■'■r---
le do cue pcde faltar ao nosso pcnto

f undamentaimente se defir.e.
fsigSc qus pcce compcrtar

da finituce se saidar por uma ccnfirma


Se a indacagSc da fcrma

uma nova fixagSo ctsso


, d'-. da forma natural .
entSc isso reprassnta

de antecipagSc em que o fur.damen


que e mais decisivo, desse quadro

decidido— uma nova fixagSo que estabeisce a


tal da finitude fica

-recir.a, /er a__. ^e


forma r.aturai numa oase :.»: ji — -

fundamentai sm que c mais impcrtants


,~.^ .= f-'xacS-o dests aspectc

feita, comc habitua iments ssti. ssm que


fica dscidido deixa de ser

nSc aosim, ccmc a forma


na verdade se saiba a que pcnto pcde ser

iado, mesmo o resultado da averi


inculoa. E, por outro que
naturai

inul trapassSve 1 coacidade da situa


da forma seja que hS uma
guagSo
finitude (de tal modo nao e possivel estabeiecer ni
gao de que com

real reiagao de forgas qual quadro de escondimento


tidez qual a o

/nao-escondimento em que de facto se estS —

e a definigSo disso te

nha de ser deixada em aberto ) , mesmo nessas circunstSncias a outra

forma da finitude que entao substitui a forma natural fixa tambem

ela aquilo que nesse caso é o mais fundamentai no saber da finitu-

de e o mais decisivo para a definigSo dela. Embora essa outra for-

ma corresponda a uma perda de orientagao (a uma


indefinigSo do que

se

a imposs ibi I idade de antecipar a finitude a que se est.S


passa-

suieito e de conhecer c seu "quadro'), ela fi.xa, nc entanto, a si-

tuagSo em que de facto se estS re lativamente a esse "quadro", a es

sa dsterminagSo fundamsntaĩ da finitude —

que isso n.lo e aigc aduui

ridc, mas antes pcr dsscoerir, ainda sm aeerte . Nesee sentido.. tam

bem nesss caso (ccnquanto sf modo def ectivo--nSc nc mcdc do saber,

mas dc saber que nac se sabe) a perspecti*/a sobre a for.ma constitui

a cf.ave na ieent i f i cagSo ca finitude. o slsmento em que se decide

a sua ír.dcie e c que a mais marcante a seu rssceicc.

?or outro lacc, do mesmc modo que a forma catural c>:e na pisfa

das 'difsrentss falhas que ine ccrrespondem , advsrte para elas, in-

dioa-as, aerindo o herizcnte para a respectiva detscglc, assim tam

bem , definida a forma de finitude ccrrespcndente a situagSc reai dc

acesso eue se tem, fica-se na pista de tcco c hcrizonte das imeer—

feigdes a cue o pcnfo cs vista esti sujsito, : ica-se "voltado" ea-

ra ssse horizonts s em cendigées de procsder a respectiva explcra-

gSo .

Se a ir.dagagSo da fcrma se saicar pcr uma cor.f irmagSo da fcrma

natural .
enfSo fica exciuidc a eosz ibi I icade ce a Cptica corrsseon

dents a forma natural oonstituir um factcr de escondimentc da fini

tude —

fica assegurado que , ac seguir a indicagSc que da ao eonce-

ber a finituce nos sscs tsrmos e ao proceder a um ievantamento se-

gundo eia, se vai jS numa senca adequada, que nSc desvia da finitu

63
(de sorte sem prejuizo de im
de a que de facto se estS sujeito que ,

c ircuntanc iai s quanto a detecgSo desta ou daquela falha.


pedimentos
fundamental no prCprio "Snguio de aber
nSo hS qualquer impedimento
encara a finitude. E, por outro lado, se a
tura" segundo o qual se

da forma resultar na desccberta de que nSo é possivei


averiguagSo

de nSo hS nenhum meio de estabeiecer


ver claro a seu respeito e que

entre escondimento e o
com nitidez qual a real relagSo de forgas o

no acesso de que se dispûe, também nesse casc. em


nSo-escondimento

resuitado de indefinigao (deixando ainda


bora isso signifique um

da fcrma— a fcrma aberta a qus ccn-


tudo em aberto), o apuramento

revelador, despertando para o que efectivamen


duz— tem um carScter

a situagSo aberta ( para c f a 1 tar-ainda-


te se passa, voltando para

nesse casc ncs aehamcs . Nessas circunstSnc ias ,

-dsscobrir) sm que

Cnica perspectiva que nSo


a indefinigSc da forma e juscamer.te a

de eue se estS preso e c que air.da falta


indeterminagSo
'

"t^e^ a

~~-e _^i u±
descobrir— a Cnica que r.^o t^- _;1-l-ar ^ ^-^-

,
'
,,,, -, \
->
am-a
~-.ri -. -
a
_a.-_,
1 -I- -a i ihni
a.n_-rt3 cue
^.j- nSc
•*— b
~-
. cccs iĩ a sua
rcncamenta. uue - .

mentc

antes remete para eia.


procura,

da finitude naturaiments ds
i
*
» s a da forma que

ca tarsra ce .evan.a
co nsc se píe s qco na ccmprsensSc espcntinea

revela-se dests mcdo n.So aee-


mento da finitude nem sequer figura,

comc o nt-
nas ccmc uma componente entre outras .
mas propriamer.ee

da finitude dc ncsso po.ntc de vista.


cieo do levantamento

infiexSo re i ati vamente ac entendimentc es-


?rcduz-se assim uma

ser um
ccntSneo do que pcde
A
ncvo e de inesperadc. Naturalmer.de a cesit
locada para =iigo

r.Sc nos diz nada nSc hi qualquer ccr.s-


nagSo
"

f crma ca finitude" .

ihe corresccnde e muito menos um ccnceit


ciSncia do fenômeno que
de 1 e .

De modo que pode até parecer que , ao introduz ir-se a indagagao

da forma e ao passa-la para c centro da averiguagão da finitude,

se pôe sob foco aigo totalmente estranho S perspectiva naturai e a

nada corresponde nela.


que

nSo é assim.Se naturaimente 3e desconhece o prq


De facto, porém,

forma da finitude, esse desconhecimento nSo se deve S to-


blema da

tal ausência daquilo que estS em jogo nesse probiema


nSo resulta

de nSo havsr nenhum elsmento a els refsrente, de a ôptica natural

ser totaiments aiheia a forma da finitude. Deve-se eura e simpies-


do-se dominado por uma forma da finitude, nSo se tem qual-
sempre

do de de
quer ideia da fungao determinante que desempenha, quesito

sempre jS dS resposta e do problema que


finigão da situagâo a que

1 idade hS de essa resposta, sempre


pode constituir (da possibi que

ser de facto desajustada e esconder a situagSo em que


iS vigente,

se estS, obstruir o seu reconhecimento). Ou seja, é porque o quesi-

essa
to da forma da finitude estS sempre jS respondido e e porque

absolutizada totalmente in-


resposta estS sempre jS canonizada, , e

modo ccmo se vê (nSo deixando nada em aberto


integrada no prôprio

sô deixando terrenc para procurar no quadro definido peio prf-

funcionamento inexplicito da forma que consigna)— e precisa-


pric
da fcrma da finitude e dc
mente por issc que nSo hi qualquer ncgSc

seu p-oblsma e que a referSncia a ambos aparece como aigc novo , es-

tranhc .

traz de novo a inflexSo que se di S averi


Nesse sentido, c que

modc erdprio piano da fcrma da


guagSc da finifude nSo e de algum o

de esta ser uma designagSc naturaimen-


finitude. Independentemente

de nSc ccstumar haver qualquer consciencia e ain


te deseenhecida e

do consigna, a perspectiva na-


da menos uma deser.vo Ivida ncgSc que

marcada uma forma, tem sempre, como se procu


r^raj esti semcre pcr

fcrma da finitude. C que hi de ncvc e o que alte-


rcu mcstrar, uma

finitude e poe tudc r.um pe muito d::e-


^-3 ^
n..,_,.^^r- ,j_a indaca^ic ca

sSo "acenas" duas coisas. Em primearo iugar, e a cacacitagSo


rente

fendr.eno da forma da finitude, mercS da qual


da forma natural e do

dsixam de funcionar sem que se ds por eles e adquirsm uma presenga

ncrmalmente r.Sc fsm s nSc erecisam de


a *•
r'
distinta, um destaque cue

„._,
dcminar (cuja ausencia, aiiis. torna justamente mais completo

seu domlnic). E, em segundc lugar, e tambem o


e mais "sem foiga" o

forma naturai o desfazer dc seu


desfazsr do tctai assentamento na ,

dando um problema da forma da finituce.


dcminio absolutc, lugar a

c sentido e o alcance dc levantamento da rinitu


Ac mesmo tempo,

71
de mudam completamente com esta deslocagSo da tinica.

X face dela, com efeito, a tarefa de levantamento ca finitude

não tem o carScter indif erente e quase ocioso com que naturalmente

virtude da antscipagSc do estatuto de todas as imperfeigôes


(e em

estS feita forma natural) de


possíveis que inexp 1 icitamente ji na

facto tende a apresentar-se .

1 idade de se estar numa finitude com um alcance com-


A possibi
de ordinSrio nos a possibi I idade
pletamente diferente, que escape,

de acesso ser intsiramente oufra qus r.So a que


de a nossa posigSo

ss cuida na psrspsctiva ds seguranga, de dominio, que normalmente

a ncssa

esta ecss ibi 1 idads qus ssti no csntro da cuss


juigamcs ssr

tSo da forma da finitude e uma possibi I idads em qus ss acha sm cau-

sa mudar comol etamente de figura a condigSo em qus nos vsmos ,

conhecimento cue temos feitc da nossa situagSo.

Trata-se da possibi 1 idads de a pretsnsSc ds sfioicia gicea

c nosso aosssc as ccisas ncrmalmente suster.ta nac ter funda:nectc,

ccrresponder somente a uma ineficicia na prôpria apercepgac da ine

ficicia a cue ss esti sujeito. Trata-se da poss ib i I idade de a im-

cerfeigSo do ponto ce vista ter um carScter irrecutívei ac regime

de soberania dc oihar, ou seca ssr uma imperfeicSc que restringe,

tolhe o acesso ce formas mais cristicas, cue o ataqusm o pcnham

em causa .

De tai mcdo qus a oonfianca naturai do ncsso oihar :.a aeresen-

tacSo dacuilo cue aprsssnta ss veja infirmada--e ssja ir.ccmensura--

vsimente mais grave e ma i s perturbadcr d; zo.e pareee c escoudimen-

to a cce se estS sujeitc ac vsr ccmc vemos .

NSo se trata ent.Sc scmer.te ce produzir um inventario mais cu ms

ncs curioso das faihas que hi , inventirio em que no fundc nada po-

de estar em causa ( em eue i eartida se tem ^i no f'uncamsnta i c qua

■dro em cue se estari no seu termc ) . NSc . Trata-se de aioo comei^ta

mente diferente, em que erec i samente estS srr. absrto a possibi 1 ida-
em esti em jogo e se tem a decidir a prô-
-ss de um apuramento que

do acssso ds qus ss dispôe, o prôprio estatu-


pria autocomprssnsSo

tem na apresentagSo das coisas


s tanto quer dizer, a


to do que se

do e de tudo aquilo que nos apa-


rompreensao fundamental
cue somos

rece .

escrutínio de falhas, em que nada estS


Longe de constituir um

viu-se, como naturaimente se tende a concebe-lo),


em causa (cue e,

da finitude e entSo algo em que tudo eode estar em


o levantamento

a possibi I idade de a seguranga da nos


causa e em que hS peie menos

iiusOria e de se vir a impor isso mesmo que


sa posigSc normal ser

a forma natural da finitude exclui: crises, radicais revolugges de

perspectiva, ern que a nossa posigSo ss revele uma posigSo nao-sobe-

rana, cheia de dificuldade^

E sobre ssts problsma da forma da finitude qus a investigagSo

1 evada a cabo se ccncentra.


acui

ievantamento c maas possivel ccmpietc de


N:'o se tenta fazer um

avs
tcdos os foces singulares de finitude, mas apenas preduzir uma

-;r cuantc oess ivel da questSe da forma da fir.i


r.A^.,a~sr, e-r=i.-.5t:va

avsriguar a poss ibi 1 idade d a V" V- 1

?rcc".:ra-se em primeiro iugar

naturaiments ccnstituida no ncsso pcnte de vis


dica-So da forma

se
■A •=--
ecta cue ela é ef ectivamente erradicS-
r.um acuramer.te em que

a um condicionamento de finitude na a-
ve 1 e n3o rnrrsgpopde_5enãc

percep cSo da finitude^

assim a erradi cabi 1 idade da torma nat":ral. tenta-se


Detectaca

^,.„j., i..^-av- ^-r^r-oH^-r-


ur _c
,-ĩ -am
-.ĸ
'
evantamento
..-.-.* --* e verificagSc das di-
mga_
-

segur.Cc
.,-._..
em

da forma da fir.itude (alem da erradicagSo


ferentes transf ormagoes

a situagSc de acesso em
.j
-orma naturai) por que , posta a prova
se acha, o nosso pontc de vista ainda pcde passar, descobrindq
que

-se mais finito, com um acesso mais restrito e mais gravemente pos

to em causa.

Em tudo isto, vai-se sô atá onde é preciso para examinar o hem

-fundado da antecipagSo da íinitude possíve.l que constitui a forma

natural e para determinar que outras modif icagOes da forma da fini^

tude sSo admissiveis no nosso ponto de vista —

e a que extremo de

da f orma
finitizagSo pode radical i zar-se a alteragSo sua .

De tal modo que o que aqui se prccura realizar e a um fempc

mais e menos do que o 1 evar.tamento tanto quanto pcssivei exausfi-

vo de focos singulares de finitude que a tarefa de um apuramenfo

da finitude do nosso ponto de vista naturalmente sugere como cor-

respondendo ao seu sentidc.

Mais, pcrque estS em causa aigo que vai muito alem da mera co

faihas de da finitude ii
leccicnagSo de num campc ccmpreeesac que

esti decidido no fundamentai da sua natursza e do seu ecrts —

g"ie e

o de facto, mas sem explicita apercepgSc de ser assim, se acha


que

enfendimentc naturai da tarefa de I evantamentc Mais,


erojectado no .

se repde em jcgc essa compreensSo natural em que o ponto de


porque

vista esti seguro e se cesccere uma mui tip 1 ie idade de dimensOes da

finitude que ulfrapassam em muitc tudc o que a compreensSo naturai

do sentidc ds um ievantamento exaustivc da finituce prev* oomo pcs

sivel, derrubando avassa I adoramente as barreiras de exclus-.o de pos

sibilidades ce imperfeigSo que o entendimenf o r.aturai cemporta.

Menos ,
porque pcr outrc lado r.So se procura empreender um le-

vantamento adequado ,
compl eto ou mesmo um I evar.f amentc sd relativa

mente exaustivo dos mCitiplos focos de imperfeigSo do ponfo de vis

ta, mas acenas um isvantamento das difersntss formas de finifude

em o por.to de vista se pcde descobrir, sem percorrer exauotiva


que

mente as mul ti pl ic idades concretas de focos de finitude que ccrres

oor.dem a essas difersntes f crmas ,


preenchem os hcrieontes pcr elas

74
Menos, assim, porque o levantamento realizado é incomple-
abertos.

mui ic idade dos aspectos de finitude que nos


to relativamente S tipl

deixando com certeza por detectar muitos focos singulares


afectam,

do acesso que se tem.


de imperfeigao
entretanto de maneira nenhuma que o apuramen-
Tal nao significa

da finitude, aqui se prccura levar a cabo se sin-


to da forma que ,

de um confronto com fccos concretos de imperfeigSo


ta dispensado

se realize sem esse confronto, num plano abstracto , "de


do acesso e

sencarnado". NSo . O dominio da fcrma natural , em primeiro lugar. e

ordem a sua suspensSc, modificagSc nSo e pcs


justamente de tal que

ciara evidenciagSo de focos de finitude


siveĩ sem a experiencia, a

concretos— que ihe sejam irreduti veis E assim tambem,


fccos
.

de

mcdificagSc da for
em segunde lugar, re lativamente a qualquer cutra

ma ca f initude .

0 exame ca questSo da forma e muito em particuiar a verificagãc

de forma da finitude faz-se e tsm ds ss


A- insusrercabi I idade uma

dc exame de momentes ccr.cretos de imperfsigSo do pcn


--•z-r atraves

de focos de retsngSo, de restrigSo do a


to ds vista, pelo encontro

carSctsr tai rue derreguem as antec ipagôes da exten-


c e s s c cm um

i da fi n 1 1uH
^
.-vs o oonto de vista em s i tem constitul-
-
*
o ec s s i ve

cencreta e inautsntica s inane toda


Sem uma tai perspectivagSc

ss tsm da fir.itude.
a ccncepgSo qus

focos coucrstos de imperfaigSo do aessso que


SSo dsterminados ..

mcdificagces da f orma— f azendc emergir uma


descoeertos, cbrigam a

tSm cabimento. Mas cutro lacc.


outra em qus sSc int egrSve i s .
.
por

i rcrma r.atura., prmrio. ra.a.e.a


como se viu jS re 1 at vamerte a a.

ccnstitui a forma, enquantc perspectiva de autq


da perspectivc que

eue se tsm no seu todo s de ordsm tai que s-


compreer.sSc dc acessc

ia csfine u.m horieonte a que pertencem, em z;:.e estSo antscipadas

abertas de falhas de acessc: n-So apenas aqueias c\i


multiplicidades

desccberta ce cada fcrma, nSc => •. '

Ha detecgSo leva a emergSncia, a


nas as de cada vez js foram identi f icadas , mas um numero ince-
que

terminado de ainda outras falhas correspondentes a essa forma, a e

1 a conf ormes .

O se faz e seguir os focos de finitude somente enquanto o


que

seu exame é relevante para a questão da forma,para a alteragSo dos

da perspectiva da finituce, dsixando-ss por


enquadramentos globais

realizar o levantamente das diversas mul tipl icidades de faihas cor

S forma natural da f ini tude quer a qualquer ou-


respondentes quer ,

tra das formas que o curso da investigagSo faz surgir.

Resuminco :

0 croblema da finitude e considerado tSo somente uc que concer


a o-uestSc fundamental rsiativa a forma da finitude —

S identifi-

ca~Sc da fcrma correspcr.der.ee a situagSo reai dc ecr.te ce vista.

0 sssenciaimente se trata de estabeiecer e a rsal rolaqaq


que

de forgas entre a ef icScia e a imperfeigSo dc ponto ce viora~-es-

-a rela-So de fcrcas cuja f ixagSc _como , se procurcu mosfrar, ccns-

titui o fuicro inexciícito ca ncssa perspectiva sobre a finitude.

2 o oue a incacagSo deste probiema lsva a dssccbrir é, antecipa

-se 1S, cue a reiagSe de fcrgas natura imer.ts pcsta a vigcrar i. a fcr

ma natural da finifuds') c&c corrssecnde a situagSo sm qus de facto

se estS

e cus a finitude a qus se acha eccposto o acssso que temos ,

■as resfri.-^es cue tsm ds ssr recouhec idas a seu respeito sSo muite

criticas fcrma naturai


- •
.-.

mais craves e muito mais cc eue a

mir, dessnhando um quadro ds finitude muito diverso dc que eia su-

gere .

0 erobisma e sucints.mer.te enur.cie.vei, abstraindo dc contecrto


,j ,

Dloaico

sm qus se insersm, pcr palavras de S.JcSo Crisûstomo , nc

-pc^io do sermSc H lp l -v ^« CoT Coo. aí , tendo em referencia a carac-


conhecimento de que somos capazes como um conhecimen-
terizagSo do

feita la E
.U*VC conhecimento "em parte" na

e
to
"
tY
" —

como um que

Coríntios (1 Cor.14,15) formula assim o problema sobre


pístola aos

que se debruga :
"

J^_Jll.£^IíJ **<>$<?«<>> *«î [ToWVpos u«nVuW .^'-TToW 6 ífo^'Ig-

irraii^l ToíiVol Cb $*(& 5 rô ii«.rrc/ ■uaXobtv' «

("Desejais talvez ouvir quâo

é ficou fal-
é a parte que possuimos e quSo grande a que a
grande
M S 1 3
possuimos e a parte maior ou a mais pequena. ).
tar e se o que

Mutatis mutandis, ao levantamentc a que aqui se procede corres

tambem o qus logo de seguida diz, enunciandc a viragem rela-


ponde
natural a averiguagSo do problema traz
tivamente a perspectiva que

;„„.:

../•, ,. ->./ V* '■*•"-


x írc ra' *I.xr.-cV ^rv'í^,: x-î rc**CC J3 ro á-^re / -*.--' us »/
-'<*■
.■ .-. ___í_______l
-
c 0 ns 1 go ^i-jtcyv ~ ■
. ————
— —

'V, -^ ^;^>rrĩ','" e ^:ct^/ ^;^/ ĩ^v ĩ^s


"

(^ntSo, para que percsbas

i s s nSc s impl ssmer.te a mais pequena


cus possuis a parts ma pecuena

ma5 dir-se-ia. a eentesima cu deci.ma milesima parte ouve aquilo

rsssalva ds ccmc se teri coasi^o de ver,


tii* se ae^ue"). -cm a que ,

"

,.; _.-,,.;
1
0 ~,,^ -33 -p>m
-em oe
£*«
~
t'im
-1-- faita
*-<*--- assume
----- ua vercade
c^v-1-0 -- - -

c esmagamentc 4

que ficam amca mnito longe de ser imaginadas a partir


proporgCes

desta formulagSo.
1.2.1 AnSlis e aproíundada da forma natural da finitude:o estatuto

da imperfeigao como LACUNA.O domlnio absoluto da forma natu-

rãdl e a sua pe rsistencia nas diferentes situa gøes de expe-


r Fe nc i a natural da finitude. A tese fundamental de autocom-

prsensâo do globalmente adequado e o dispositi-


acesso como

vo de da sua viqencia:as estruturas


sistemática preservagSo
de minimizaqao de enquadramento e subalternizagao das falhas
,

r eTat ĩvame nt e S eficScia do acesso.

Estabei ec ico o fenímeno da fcrT.a da finitude e aeurado comc a

do da forma consticui c pianc sm qus fodc c is-


discussSo qroblema

vantamento da finitude pr imariamente tem de ser decidido, importa

ver ainda mais precisaments ncs seus fr-agos a forma da fir.i-


agcra

t'"de naturaimente ocnstituida e a que de raiz se es-.a prsso .

anSlises antsriorss o sentido desta forma, mas


Focou-ss jS nas

atendsndc mais a idsntif icagSo do íenOmsno da forma ia


iustamente

finituds (s as caracter i st i oas ca forma nafural s da peculiar con-

introduz.î

e mencs acs dispositivcs ds


formacSc de cerspectiva que

(acs modos de vsr') que permiosm a vigsr.cia dossa


condicicnamento
initude .

0 caracteriza a fcrma natural é, como se viu, a redugão da


que

de vista se estS a
imperfeigSo possível do em
m argem de ponto que

numa posigSo de soberania, a capa-


proporgOes sobre que prevalece,

"ef ectividade" ) do acesso que se tem.


cidade reveladora (a

entre ambos os aspectos,


Numa equacionagSo da relagSo de forgas

e visto como prspondsrando ssmagadcramente scbre as imper


o acesso

feigCes que o restringem.

se tem, o modo comc se vS , encontra-se canonizado


0 acesso que

essenciai c acesso que cumnre haver as coisas, o mo-


como sendo no

por sua. natureza e em correspondSncia a ela, podem


do prcprio comc,

ds si Ver as coisas e, no fundamen-


estar dadas numa apressntagSo .

ts-ias, como nos estao dadas .

ral vê-las,

nuciear de autocompreensSc dc pcnto de vis


Por forga desta tese

da finitude que se admits sstSc sstritamsnts


vita, as dimensees

de contengSo e subal tsrnizagSo que £i-


"espartiĩhadas" num quacro

xa o seu estatuto . As faihas qus ss acmitem sSo psrspsctivadas eo-

singuiares da reai idade— que no seu


aspectos
.

mo dizsndo rsspsito a

das determinagces que a caractsrizam, es-


conjunto e no fundamental

a vista. revelada. As falhas qus podem ter lugar


tS psrfsitaments
nâo decisiva, disssminados
ccncernem focos avulsos ds importancia

SSo faihas nSo ccmprcmetem a de


ali no mundo que se tem. que
aqui s

a csixam na sua pisna validade. com toda a sua


tengSo que hS ,
ar.tss

ireu.cscritcs a respeito dos quais as


eficScia. Os domínios muito c

- , , A_ n..„^
.^-a-
--,-,=;
-i-s ^v-on-^^
1 -- ^o
-^ hcr" zonts
-^^ mccmparavelmsr.ts mais vas

tSm
-

taihas

se accmeanha— ccmo p_eouenas "bolsas", comoja-


to do que plenamente
aberto da realidade, glcbalments des
cunas de escondimento no campc

tem.
vendado, "varrido" s pcsto a nu p- ic acssso cus ss

7?
sentido,a forma da finitude naturalmente estabeĩecida e
Neste

da finitude como lacuna. A subalternizagão da imperfeigSo


a forma

S soberania do acesso, a integragâo da falha na prevalência da efi

cScia fixa-se nc estatuto puramente lacunar que e atribuído a to-

focos de finitude do ponto de vista.


dos os

Esta redugão (conforme sublinhado, mais implícita do que explí-

da finitude condig-So de la-


cita, mas de qualquer mcdo efectiva) a

cuna, resultando da tese fundamental de autoccmpreensão do acesso,

é conf irmada pela experiencia que habitualmente se faz da finitude,

experimentamos justamente cSc


exoeriencia em que a imperfeigSo que

desmente a forma estabelecica , nSc tem dimensCes que a quebrsm, a

subvertam .

Kas a redugSo a dimensíes puramsnts lacunarss nSo rssuita, co-

tSo somente da circunstSncia ds


mo a primeira vista pcde parscsr,

os fccos de finitude que se apresentam sersm na verdade de peque-

na ampl ituce .

Es+S ccns tituídc antes um ccniunto de condicionamentos do sen-

"

assim se pode dizer, de f iltros" na apercspgSo das falhas,


tido, se

a rescectiva integracSc nc quadro da fir.ituds reduzi


que asseguram

da a d.imensdss meraments iacunarss. Ccnjuntamente com a psrspecti-

forma natural da finitude, sstribando-se nes


va qus ede a vigcrar a

~a perspectiva s ac mssmo tsmpc censtituindc um sistsma ds protsc-

^ao ca sua tese, hS u.ma rsds de sstruturas que , de acordo ccm sia,

"abafam" ,
"sustam" a apercepgSo das faihas, restringindo c seu por

ts ds tal modo que as integram na autocompreens-So do acessso ccmo

acesso scberano, ceixando-a intacta, a vigcrar em eleno.

Todo sste sistema de redugSo e minimizagSo das cimensdes da fi-

tem tal ocmo a crOpria tese de sobera-


nifuds que se persesetiva ,

nia do acsssc, um carScter inexpl icito , um funcicnamento de que nSo

nos damos conta. E, embora ssja ef ect ivamente como soberano q-ce c

acesso em que nos temcs se comprsende (embora domine nele plenamen

te a minimizagSo das falhas, a sua rsdugSo as dimensûes de lacuna) ,


em virtude desse carScter inexplicito pode mesmo parecer que na

uma tai canonizagSc do acesso


verdade nSo 'r.S ef ect ivamente sempre

dimensîes da finitude. ?ode


de que se dispde, uma tal redugSo das

que se ihe e capaz de reconhecer uma grande amplitude, u-


parecer
forma da finitude como lacuna
ma impcrtS.ncia considerSve 1 ,
e que a

abso iutamente a nossa perspectiva. ?ode pare-


nSo domina assim tSo

ainda enfim habitualmente nSc se pen-


cer que, pelo oontrSrio, que

vezes nos apercebemos do 'pouco'


se muito nisso, pelo menos algumas
"

se mantem desconhec idc etc . ~e que issc


sabsmcs, do "muito que
,

que

tanto assim que até constitui um


"

iugar-ccmum" do faiar quctidia


e

no .

?ara côr inteiramente a ciaro a vigência absoiuta dssse

de restrigSo das falhas em toda a ccm-


nio da tese de soberania e

tsm, cumpre por issc.


da finituds que habitualmente se ,

preensSo
natural procuraudo verificar
exami

cuidadosamer.te a perspectiva ,

sua e evidenciar, nos diferentss ti-


a forma aue se indiccu ser a

o curso normai da apresentagSo ss divsrsifi


de situacao em que
po_s

invariabi 1 idade dessa forma.


ca, a constsncia, a

oossibilitar sssa vsrifica-


Ac mesmo tempo

e erscisamsnts para

em evidSneia, arrancar dc seu anonimate


gSo ca forma— importa pCr

f unc i o name nt o da
todc o "mecanismo

sem se aar pcr 9,a


ma de minimizagao da íalha ;■« , Uplici-an-.er.ts ,

ccnstSneia eue ne :
f ur.c tona na exeerisncia natural ,
garantindc a

I acuna e fazencc que mesmc cr.de se


finitude comc
.

tem ,ooa da

dc suc-
de imperfsigSc acsssc qus parecsm
levantam reccnhec imentos

dominio scere o ncs


verdade se mantenha intactc o seu
verts-la, na

so modo de ver.

de falhas que o ponto de vrsta pc


Os ce apercspgSc por
graus

curso naturai sSo muito diverscs.


de nc seu
passar

ai
Escaionam-se num crescendo em que quanto mais amplo e mais in

tenso e o tipo de acercepgSo da finitude tanto menos frequentemen-

te costuma ser atingidc na experiencia natural. Neste sentidc, hS

f undamentalmente a distingutr:

1 'i a situagSo normal, de nao-apresentagao de nenhum limite

concreto e em que nem sequer se impOe de uma forma expjíci-


abstracta, do facto da fi-
ta a prôpria compreensão globai,

nitude ;

2) situacOes em que essa cornpreensSo gl cbal , abstracta , mas

sô ela, alcanga uma sxpl icitagao ( ou ssja, situagSes em que

e excrsssamente considerada a tese permanents de finituds,

mas ssm qus a sua tsmatizagSo seja acompanhada eeia conside

racSc de quaiqusr iÍT.ite ccncreto);

3 ) situacíss d e conf r o nto isolado com limites concr stos ;

4) situagíSes em que, ccm maior cu mencr ampiifude, se chsga

a ter experiSncia de ac.imulagao de 1 imites .

Cada uma dessas situagôes tsm uma maneira prCpria ds se manter

1 idade com a forma natural da f inituds Percorrendc-ar


em cornpatibi . .

cbter visSo de todc dispositivo de dominio desta


e possívei uma o

fcrma.nc concreto do ssu f une i onamer.to .

A situagSo mais oorrente e aqueia em que nSc se fem nenhuma a-

presentagSc da finitude para 1S daquela a que em 1.1 se chamcu a

sua tese ou evicsncia permanente


mas isto ds tal forma que nem _se

au er hS qua lquer c ons ciencia temStic a dessa tes e e . d e s s e mo dc , n S

se tem oreser.fe que o pcnto de vista e fir.itc, r.So 'nS quaiquer rs~

ferSncis. marcada cssss factc.

Com efeitc. emtora esteja Dermaner.temente ccnstituida uma deci


dida certeza da finitude (que faz nSo hesitar logo que se conside-

do carScter finito ou nao finito do nosso ponto de vis


ra a questao

ta) , essa evidencia nSo estS constituída de tal forma que faga sen-

tir permanentemente a sua presenga e designadamente que a faga sen

nSo considera o problema (de sorte que esteja-


tir mesmo quando se

alerta para ela). 0 mais das vezes não se pôe o proble-


mos sempre

ma de o acesso em que nos achamcs ser finitc ou r.Sc finito e a pers

se tem estS totalments "desligada" dessa tese permanen-


pectiva que

te . totaimente distraída dela e sem nada que a lembre e pcnha em

contacto com o que apresenta.

aconteeer que o acsssc sm qus nos temcs fosse mui


Assim, pcderia

to frscusntsmente confrontadc com dif iculdadss , estivesse sempre de

"

em falhas, a excerimentar 1 i.mites ete Mas de fac


'trecegur
.
,

r.evo a

nSo isso sucede. Tendc adquirido dominic e "finoacc pe"


tc e que

ncs camcos de realidade em que habitualmente se mcve, a psrspecti-

va eue temos caracter iza-se a maior parte das vezes pcr cireui-ar

neies com desembarago. Oe taĩ mcdo que pode ser maior ou menor a

frecuencia experimenta faihas, limites, etc .


mas de crdi-
ccm que

/
nSric cassa perícdos muito extensc is sem cue se smta
pcr

por qualquer limife, cai'da em quaiquer difieuldade. Z, eor outro

faz qualquer exceriencia de iimi-


iado, r.esses períodos sm que nSo

mais das vszes comp 1 stamsnts absorta naquiio qus fem a-


-3 esta 0

iidar isso), ion


eresentado (no seguimentc disso, no ccm car.cam-ss

finita r.So-finita lcngs de


ser cu
ce ce cualcuer prsocupagSo com

T<___^ VT_vaj e f ec t i vamente consigo (e a influir ef ect ivamente em si)

a e^ieria tese oermanents da finituds.

Cra. sendo assim, em todas as situacces cests ticc a nct-Cia

e\:e se tem da finitude e ainda mais fraca dc que a que ccrresccr.de

-v-Arj^-a ccnscisncia temStica da tese permansnts


a quai , cor.for-
a

dissociada ocmo estS de quaiquer contactc ccm ii-


me se assinaiou,

e eia prôpria ja vazia e inautSntica. E 0 snfra-


mites concretcs,
quecimento da noticia da finitude em situagQes desta ordem (que de

se estS a maior parte do tempo) vai mesmc


facto são aquelas em que

a um ponto tal que ,


por estranho e surpreendente que S primeira vis

ta pcssa parecer, nessas situagQes o nosso pontc de vista se vive

de facto como se se achasse num acesso irrestrito e constituisse ,

assirn dizer, um ponto de vista absoiuto.


por

disso em permanencia faz que se se levantar a


A despeito que ,

imediatamente reconhegamos a concigao limitada da apresen


questao,

temos das coisas, o modo ccmo o ncsso ponto de vista se


tagSo que

nessas situagCes normais, em que nenhuma mengSo ds fi-


experimenta

a ssr rsccnhecida, correspor.de justamente a u.ma to-


nitude se impCe

tal ausencia de restrigoes. E, nesse sentido, a experiSncia que c

oonto de vista tsm de si é a sxperiSncia de um pcnto ds vista absq

luto. l^

isto haia na minha perspsctiva sr.tSo duas ts


NSc signifiea qus

ses contraditdrias , em que simul taneamente rsconhega o carScter fi_

nito e nSo-finito do acsssc em que me acho , cu que osciie sntre u-

ma s outra convicgSo, sem ter reiat ivamente a esta aiternativa uma

concepgSo asssnts e definida.

De facto nâo tenhc constituída nenhuma tese scbre c carSctsr ir

restrito dc acssso em cus sstou


s, ss uma tal tsss ms fosss dada a

considerar, rs jeitå-la-ia . A rsspeito dc acssso em cue sstou a cs-

ss hS em mim e dscidida e exe lusivamente a ua sua natureea li-


qus

de mansira nsnhuma impsds esteja


mitada. Nas issc que sem que cons

t i tu í da uma tese correspondentg , sem que tenha alguroa ideia de que

de facto assim é —
ac ter o campo de aprsssntagSc em que me achc c

perspectiva tida

de mcdc
--

experiencie ef ect ivamente tai que a 3

isoiada de cuaiciuer aoercapgSo de "im limits lí'l


omp I etament e .

tando dai cue vS aquiic que se Ihe dS como se c ponto de vista fos

se absclutamente scberano e tivssee o carScter de um acssso total

a ous na.da sscapa


ds um acessc absoiuto.

Pode bizarra a afirmagSo. ?ois parece coiidir com


afigurar-se
finitude se procurou mostrar achar-
a evidôncia permanente da que

de vista. Mas se se anaiisar o hori


-se constituida no nosso ponto ,

tai como normalmente se acha constituido, ve


zcnte de apresentagSo

-ifica-se que estS inteiramente dominado pela imposigSc daquilo

totalmente poiarizado e absorvido nisso que


cue nele se manifesta,

se dS a ver, de modo que normalmente nSo figuram nessa apresenta-

mengôes de algo que falte alcangar, quaisquer refe-


gSo quaisquer

de r.Sc-tidc, antes apenas uma nSo-limitada multipl icidade


rencias

de acontecimeutos, que c pcnto de vista parscs accmpanhar


de entes,

faiha. Se assim
sem cue se lhe ofsrsga rssistencia cu

rue ncrmalmente estS constituica nSc


se code dizsr, a apresentag

e simelesments ccr.s---- a -_-

-^c'ui momentos negativos, e pura

dominados.a rssesito dcs cuais c pcr.t


ir.te-d.os pojisitiyos,

ds r- 1
ss ssnt a ocsmSo de intsgrai acompanhamsnt

Zl T. S C 0<
das indmeras situagOss quo.idi.
Assim. se em qualquer

ncrmalmsnte sstS atsorto


ss ac fazsrmcs a
o nossc pcnto de vista

almogo. ao ouvirmcs as ncticias, ao


barba, ao tomarmos o peque.no

ao lermos um livro, ao convsrsarmos


um autocarrc,
oorrermos para

tosss:mos subitamente intereeiadcs e


aicuem

com

faz dsls um ecn.c ce


rir eue e cue iimita o ncsso ponto ie vista s

dificuidace em enc cntrar c qu


teriamcs u: ■rrande
vista eonfinado,

esta interee 1 acSc seriamos obri


cuer cue seja para dar respcsta a ,

o encontrarmcs

dos a um esforgo de focagsm para

nSr seria de cuaieuer mcdc senSc um pequeno


sultado desse esforgc

corCur.to de faihas do oihar a custo coiigidas.

de
•= ,-t
e fp. e revs 1 a
Esta necessidade de um esforgo procura

. -. *.
^ y.
_.
^

em qus ef ect ivamente se e


dora da perscectiva
finitude.
por essa interpelagSc reiativa a.

H
~.e :ii-aj
refsrSncia ce iimiteí a . cuma apreser. -ag.±o -.
aieu.ma

confinamen ,-^p horizcnts, . n.Sc haveria neces


modo um
aicum pusesse

3r,
sidade deste esforgo de procura

teríamos jS prontos para apresen-

de restrigSo, alguns momentos de


tagão pelo menos alguns aspectos

Ocorrer-nos-iam lcgo refsrencias de limitss, ccmo sem di-


finitude.

ficuldade ocorre o que temos perante n6s, S nossa vista, se a intsr

for a seu respeito e versar o que isso é, que determinagOes


pelagão

tem, etc .

respeito da
Mas r.So . Ao sermos desprevenidamente interpelados a

finitude (e a experiencia pode cada um faze-la, mesmo quandc jS se

da questSo da finitude e identificou pelo me-


ocupou expressamente

nos um certo niimero de aspectos qus Ihe correspondem) , nSo se mos-

tra imediatamente nada, fica-se,como se subiinhou acima, num vazio,

ds empreencer um esforgc, de recorrer a um exa


tsm-ss prscisamente

sc e pouco comegam a aparecer aspectos em que a fini-


mQ e a pouco

tude toma corpo.

deste esforgc, dssta iniciativa de procura s


Quer dizer: antes

ds plano ds perspectivacSc em cue se ests e um piar.o in


focagem, o

teiraments desf ocado de quaiquer mengSo concrsta dc qus cuer cce

seja qus Ihs escape, constituido em sxeiusivc peia ostensSo eficaz

do de cada vez ss mcstra.


que

Se, por outro lado, é verdace que , Isvantando-se a qualquer mc-

sobre a natureza finita ou r.So-finita do nosso eou


mento a questSo

to de vista, a tese perfiihada e logo e i nsqui vocamente a -da sua fi

nituds, se hS dsste modo , ccnforme se viu, quaiqusr coisa comc ums.

rsf erenc iacSc e evidsncia permansnts da finitude, nSo e msncs ver-

dade que habitualmer.te a questSo de tedc sm tedo r.Sc se Isvar.ta e

o eonto ds vista (tendo-a smbora, sendc sssa uma tsse q-:e é a sua)

nSo tem e imponcc-se-ihs esta aiheaco deia —

sncontran-
a prssente ,

do-se assim de facto nessa total ausência de ref erenc iagSo dc ssr-

-finito que constitui a sua perspectiva ccnc uma perspectiva sem

iimite, irrestr itamente soberana.

Ou seja : a tese permanente ce íinituce e de facto psrmanente ,

nc sentido rsferido, e permaneîtsmente evocSvei. Mas nSo intervem de

56
^

conformagSo do "panorama" que de cada vez se


modo signif icativo na

com a perspectiva concreta habitualmente consti.


tem. A sua relagSo

tuída é frouxa. De tal modo que as sucessivas apresentagôes pcr que

se vai passando a maior parte do tempo estSo completamente alheadas

desta tese, sem nenhum ccntacto vivo com ela. E, assim, constituin

do a tese permanente a ûnica referSncia que nessas situagoes pode-

nota de finitude, domina nelas uma ôptica de que a fi-


ria dar uma

nitude de facto estS inteira.mente ausente.

Trata-se de uma forma de perspectiva inaparents, discreta, que

traduz em nenhuma tess, nsm ss explicita de nenhum modo , mas


nSo se

isso e menos efectiva ou deixa de cor.stituir ds facto


que nem por

fcrma dscisiva —

ds autocompreensSo do pontc cs vis


u.ma forma— e uma

■í-a. Tampcuco a circunstSncia de r.So estabelscer a irrsstrigSo de

carScter irrestrito com que tem a vsr ssr cor.s-


toco oositivo (de c

omissao, faita ds algc que restrinja) retira o que


fituído por pcr

irrestrifa dc hcrizonts

ef ectivamente ac
cuer cue seia a natureza

do acessc em que assim se perspectiva. Embora n.So


r^rrer absoluto

sxplioita sm qus a prstsnsSc ds abrangSncia


haja uma dstsrminagSo

formuls, smbcra justaments nSo se pcnha o probiema do


abscluta ss

carSctsr absoiuto ou ccufinado do cus se aerssenta, a ôptiea segun

vs sssa tctal ausencia ds mengSo do nsgativo


de a qual se e, pcr

ausencia dc quer que seia que va contra a tese


(ocr sssa totai que

eficScia dc acessc), na verdace uma Cotica de exi-


na-urai sobre a

irrsstrita : de mostragao total nao confinada.


bigao ,

assim re I ati vamente as situagCes em que o ncsso


Mas se ist.o e

mais das veees e mesmc quase sempre e em


de vista se acha o
ponto

tese de finitude nSo e focada ( nSo tem presenga expressa),


aue a

3v
ccr outrc lado tambem a formulagao temStica desta tese (nas mũlti-

olas modalidades em que de quando em quando ocorre, e independente

mente do maior ou menor grau de explicitagSc que de cada vez atin-

ge ) sempre que tem lugar dissociada da experiencia concreta de um

limite, nao altera nada este estado-de-coisas .

De facto, ao fazer esse reconhecimento , e em virtude das carac

tsrísticas que ,
como em 1.1 se procurou mostrar, a afectam, a apre

sentagSo em que se estS continua a ser uma apresentagSo que apre-

senta os seus conteildcs sem qualquer referencia do que quer que se_

-ĩa cue concrstamente o li.mite, sem nenhuma indioagSo real ds faiha

ou i nsuf ic i ôr.c ia . NSo obstante o carSccer convioto, cecidido e ine

no aeessc, mas aeenas a eroeria finitude como uma determinagSo mais

ccmo mais um eiemento do horizcnte "positivc", daquilc que se sabe .


se acompanna.

0 reconhecimento temStico da finitude, feito nestes termos, re-

embora a imperfeigSo do ponto de vista, fS-lo de tal


ferenciando

mantem intacta a experisncia que o ponto de vista de s


modo que se

mesmo faz como um ponto de vista absoluto.

Assim sendo, os Cnicos momentos em que no curso habitual do q

eventcalments smergir uma subversSo desta optica de sc-


Ihar eode

berania do acesso qus ss tem sSo aqueles em que se evidenciam li^

confrontadc in-
mites concretos em qo.e o pcnfc de vista e com uma

e experimenta dirsctamente uma restrigSo.


capacidade sua

ecr isso averiguar mais de psrtc a aperoepcSo de fir.ifu


Cumpre

nescas diferentes situagdes e perceber de que moco s


£=> ru^ cccrre

neĩas se suscer.de a total nSo-apresentagSo de limices e a que


cue

de imperf ei gdes e ou nSc de mclde a subverter


ocnto essa emergSncia

_.

^■n-^r'a de soberania irrestrita do acssso e mantem ou r.So o regi-

finitude lacuna, meio dc qual as im-


me de comprsecsSo da comc por

pertsag
- a i - >
intsgram nsssa ôptica.

sssas sicuacies. ccrr.c sm regra oecrrsm. verifica-se

obstante o seu carScter ccncrsto e a experisncia de limi-


-ue , r.Sc

elas tem ainda assim, sm resultado


tagSc cue de faeto propcrc ic.nam,

de condicionamentos que as afectam, uma natureza am-


ds um ccr.-'unto

de mclde a fazer suseender oc funda.msntai a fp-.i-


bicua, cue nâq e

ca de nSc-conf inamento , a Optiea de perspscf i'/agSo absoluta que na

turaiments enforma o ncssc clhar.

iacc, na verdade, prodnz-s- neias um confrento rsal oom


?or um

restricpces que impendem scbre o ponto de vista, ou seja, apresentam

o retSm, focos de
-s» de forma definida incapacidades ,
entraves qus
escondimento em que encontra resiscência.

outro lado, esse confronto do ponto de vista com res-


Mas ,
lor

acha-se contido e no essencial neutra-


trigôes a que estS sujeito

lizado pcr um sistema de restrigdes que diminuem, amortecem, quase

das imperfeigôes de acesso com q^oe se con-


ate S anuIagSo, o porte

frcnta.

ds sistsmStico amortecimento de sistemSti-


E ests dispositivo ,

neutral izagao das falhas percebidas que se prccu-


ca minimizagag e

ra agora pCr em evidência.

A)

a imcerf eigSe de acesso que em cada uma ues


^ -Qv-i-neiro iugar.

acha icer.ci f icada nSo e em rsgra mais io :ue urna


sas situagôss ss

do cue envolvs aeenas um ou, cuar.do muito, al_-


imes^-^s i -So acsssc

fccos de sentico de entre os inccntaveis oue cemprem a aere-


quns

do mundc dada ne pcnto de vista natura I


sentacSc g'.obal
.

de vista como dcminando a global idade da


C eo"tc aprssenca-sa

^:,;- „,,e -n;i robr^dû, sem restricfes, tcdcs os restantes sectorss

■-; o rsal numa acresentacSo que nenhum iimite afecta.E scmente a res

alcuns (mas ce eualquer modo ppucqs' elementos do


-airr de um ou ce

au"'1e cue numa excerisncia de ccnfinamentc chama a atsngSo ser cre

ss impde. Ac oasso que o acesso a todos os


cisamente ojdmite aue

'r.or i ic- realidace fem um carScfer inexplicito nSo-fe-


■-■'emais cor.tes

mSt ico .
Pelo contrSrio. Sendo verdade
cue se tem, sumidc, posto de parte.

de saber o ponto de vista tem


que todc esse restante patrimônio que

nenhuma consideragSo explícita, nem por is-


n ao e entSc objecto de

perspectiva que se tem ao fitar o


so ele dsixa de estar presente na

verifica imperfeig.So do acessc.


focc em reiagSo ao qual se

os focos de falha que ocupam o cen-


A circunstsncia de serem

levar nSo ncs de-


trc da atengao quando deles se trata pode a que

cor.ta de quanto e assim. Pode parecer mesmo que


mos inteiramente

de acessc de que se
ccr vezes se estS tSo afectadc peia restrigSo

t--ta,tSo fixado nela, que tudc o mais desaparece de aigum modc ou

r.Sc tenho nunca os focos ce falha i-


r*o tem peso. Mas r.a verdace

se constituí ssem dcmínios absolutos, considera-


dentificadcs comc

ac ts-lcs, c meu pontc de vista


dos num tctai iso lamento— como se,

ante o esocndimento que neles se impôe, intsira


oe aehasse scmente

o
msnfs esquecido do dsmais. Vejo-os ds cada vez sempre ja contra

tenho acesso, a constifuir um foco de faiha


"fundo" de mundo a que

aberta do acesso nâo-restrito de que


r.a clareira indef inidamente

mundo A perspectiva em qus me tsnho,


disponh^_em_^elaqaq_,a__e_sse
.

atsmSttca ssja a refsrSncia a tcdc esss


mats insxplíoita, qus
por

de disconho, inclui sempre essa referSn


ds acssso eficaz eue
campo

uma eerspectiva dupla : sobre o fcco


4 e 5e Sft quiser. sempre

ce cada vsz em eausa e sobre tudo o mais, no aces-


de escondimsnto

_^ ;r.^.oc:-^--i-- —
=> s ^"^ -=»uho. rĩunca a ccnscisncia da
eo ------ «-- - --- -----

sc aparentsments

ssta sczinha. Semprs ssta tambem crs-


_„-__■: -s- „ve 3e excerimenta

censcisncia do acessc sfieae de eue se dispíe— dc dcminio


ssnts uma

alem dissc. c eonto de vij-


oue. para

c ut r o i a cc o :
5 ^
nd o assim, eo r

oa.mec de acssso efieaz (justamente tudo c


•^ -a -a .-v-^e-^a eomo

do feeo
-*
e f a i h a v; t em d i mens c es absolutaments esma-
oara aiem

identifica como faiha.


qadoras re 1 at ivament, aquile que se

dimensdes ar.te as quais e muito oegueno


_-„;.-*,. do acessc

ii
verdade inf imo o porte das falhas detectadas .

Numa palavra, o estatuto do que e reconhecido como nao-tido ,


cq

mo falha e, nâo obstante toda a importSncia que ss atribua a isso

de cada vez assim se percebe não estar ao aicance, o estatuto


que

de um pormenor no quadro do franco acompanhamento que se tem da es

maioria das coisas. Embora ccmpreenda e recouhega o escon


magadora

dimento que a imperfeigSo em causa envolve, e ate mesmo por muito

esse escondimento me perturbe e inquiete, eie e na verdade rs-


que

duzido nas suas proporgôes (e de facto quase anulado na sua rele-

vSncia para a compreensão co acessc que eu tenhc as coisas, pelo

saber ,
pelc acesso esmagadcr que hS a tudo o mais .

Para o dizer de umc fcrma extrema, mas que ccrrsspcrrde efectiva

mente ao modo como se vive a situacSc, o smbitc de imperfsigSo do

acesso tem as dimensies de um foco ('cu de alguns f ocos ) , o hcrizon


te de acessc sficaz tsm dimsnsôes do mundq .

îias se isto e aesim em cada situagSo isciaca ds detecgSc de 11-

mites ,
nSo e por outro iadc verdade que c nosso ponto de vist.a ~ern
a oossibil idade de aceder a muitas destas situagôes ?

Poderia na verdade parecer que a acumulagão de restrigSes de-

tectadas , através da justaposigSo das diferentes situagCes de encon

tro do limite e do consequente alargamento de Sreas do campo de a-

em é encontrada alguma imperfeigSo de acesso, trcu


presentacSo que

xesse uma alteragSo radicai deste estadc-de-coisas , produzindo um

de em progressivamer.te mais e mais elemen-


campo aprssentagao que

tos estivesssm afectados por detecgSo de escondimento a seu respe:!

to e as dimensCes da finitude S vista ultrapassassem o quadro dcs

fccos, das pequenas lacunas, a constituir excepgSc nc ho-


pequenos

rizonte imenso, a perder de vista, do acsssc qus ss tsm.

Mas r.So sucsde assim.

A sucsssiva dssccbsrta ds mais s mais focos ds finitcde nâo pro-

duz na verdade nenhuma acumuiacao dos aspectos detectados , nsr.hum

efectivo aiastramento da "mancha" da finitude.

?cr um iadc, no curso ncrmal do nossc pcntc de vista, mesmo que

as falhas detectadas nSo cheguem a ser ul trapas sadas (nSo ss suee-

rs o ssccndimsntc a qus ccrrespoudsm) , o prtprio ccrrer dc tsmec,

cutras ooisas, a suspensSc dc contacto cem os secto-


a ocucagSo com

dc de aeressntagSc sm qus sssas falhas se situam,etc, fa


res campc

ccnsciencia dsias, ds tal modc que acabam cor ficar


zem dissipar a

perdidas de vista.

d^v
cc*"ro lado, mesmc eue se facam esfcrgos para obter uma vi_

sSc ccrr'unta das falhas ds cada vez jS detectadas , as condigoes a

de focagsm sSo tais qus ao transferir


que estS sujeito o processo ,

-se o foco de atengSc de uns para os outros aspectos de imperfei-

rto do acesso, ocorrs um desvanecimento daquslss que antsri orment e

estavam pereebidcs

uma perda da evidância de esccndimentc que se

Ou seja, focagem das faihas r.Sc ss


mar.ifestava a seu rsspeitc. a

fixa, nSo se "inscreve" no mcdc como vemos de tal


mantem, nSo se

fcrma que se passe a ver em permanSncia aquiio a qus respeitam com

do escondimentc que inciur. Ac pass^r para a perseec


ma
um acusagSo

G1
tivagSo de novos focos, repCe-se o ponto de vista natural a respei^

to dos elementos que antes eram percebidos como afectados por uma

do acesso, repôe-se a ausôncia de mengâo de falha, o


imperfeigSo

de vista ef icaz nSo marcado por nenhuma restrigSo, que ncr-


ponto ,

malmente hS a seu respeito.

NSo se dizer ccm isso que se perca intsiramente a memôria


quer

do acesso antes detectadas Ela persiste, no sen-


das imperfeigôes .

tido de a cada instants poder recuperS-la, lsmbrar-ms dessas imper-

femCes e recroduzir a sifuagSo de evidencia em que se dSc a expe-

rimentar. Sô ac fazS-Ic, perco ecr sua vee a evidsncia dcs as


que .

ds falha pcstericrmenf e detscfados. De tal mcdo que na ver-


psctos

dace sSo de cada vez scmente alguns, e poucos , os mcmsntos de imper

f e i c Sc dc ac e s s o rea I me nt e v i s tos .

Tudo se passa ccmc se o "espago" de efectiva exeer i enc i agSo de

focos de falha no acesso em que ss estS fcsse de capacidade rsst.ri-

ta e de cada vez so tivesss iugar nc ssu Smeitc para um pecusrc '.*cn

ds A ccmpreer.sSo de faihas tem iugar somsnts no pla


junto aspsctcs .

no temStico, na esfera de incidenoia do oihar. Ter.de a r.So se crar.s

a r.So se frauserever r.a aer asentag -lo nSo temStioa ccs feccs a
por ,

1 imitada e mesmc peeeena. Assim sendc, o campo de falhas co acesso

de eaca vee ef sct ivarr.er.fe a vista nSo alastra . a c ersesct ivagSo de

imesrfei:Oes restringindo a aersssntagSo que se tem. pcr vasto qu.e

seia o conjunto ds focos de finitude que jS se ha j a percorridc t.en

de a manfer c ambito meraments lacur.ar —

a ser ssmprs uma psrspecfi-

vacSo de acordo com a quai aeuiic qus e ef ectivamer.c e vistc cot.o fo

•cc de fs-iha constitui apenas um pormenor isolacc nc cuadrc de uma

em tudo o mais t em todo o indef inidamente amplo


apresentagSo que ,

•esssc eara cus abre ; ss inculca eomc inteirarnsnts e-

_ - ., ZL _

Mantendo-ss dssse mcco infimq o significaco rsstritivo d


os limites ef ectivamente experimentados se revestem relativamente

a eficScia do acesso em que se estS. E mantendo-se nulo o seu efei

to sobre a compreensSo que o ponto de vista tem de si.

C)

Nada disto quer dizer,de maneira nenhuma,que as restrigCes de

acesso de que de algum mcdo tenho ideia digam respeitc forgosamer.

te a coisas de muito pequena dimensao, de pouca monta, ou


apenas

que a respectiva acumulagão, no modo em que é possível, nSo possa,

de tudo, ccnstituir um horizcnte de dimensdes rs i ativamsnts


apesar

vastas .

A estrutura de perspect i vagSc ccs fccos de restrigSo como la^

de um acesso esmagadoraments irrsstrito r.So depen-


cunas no quacro

ds se tem apercebido ccmo escapando ser visto ccmo


ds aquilo que

coisa, ccmc minudencias tctalmente dsstituidas ds am


muitq pequena
— • ^
n o

?ossc, sxemplo, percsesr qus nSc conhego esntenas de l_n-


pcr

ruas faladas sobre a tsrra e tanto quer dizer milhces de palar'ras

sem-fim
numerosas disciplinas científicas, milhCes de pesscas, um

ds estre las ,
eto .
,
de tal mcdo que eu priprio ms apercsbc das dimer.

sOss Tuito vastas de que se reveste tudo istc que bem vsjo nSo se

achar ao meu alcance.

>ías de factc esta aperceegSc ou quaieuer cutra ccmc ela nSc al-

tenho de
tsra ds mansira signif icativa a eompreensSo qus meu aees-

irrestrito perspectivagSo de tu-


so as coisas comc giobaimente e a

ic isto ( de todc o vastissi.mo campo co qus assim tenhcj ccmc ccns-

tituindo tSc somente um p I ano de pormenores .

Na verdade, se vir bem o que acontscs quando assim psrspsctivo

mesmo horizontes ainca maiores) como estando afectadcs por


estes (s

falha do acesso de qne diopcnhc, verifico que ,


por muito vastos
uma

aue esses hcrizontes sejam, nunca ievam a que a perspectiva em que


me acho seia a de um mar de escondimento onde, aqui e aii, emergem

claro —

aquelas de que tenho apresentagSo no meu pon-


as zonas já a

to de vista. Nunca o tido aparece como um enclave ou um conjunto

horteonte a que nSo hs acesso. Sempre e


de enclaves perdidos num

antes justamente o contrSrio, isto é, sempre o horizonte em que se

estS e um horizonte aberto, indef inidamente yasto de efectivc con-

tacto ccm o mundo ,


um horiocnte re iativamente ao qual todos esses

domínios nercebidos como de algum moco ccbertcs de escondimento ,

sejam, tem o carScter de partes avuisas e, aiém di_s


por grandes que

x
3 o ,
pequenas .

cacSo ds ineficScia —
e tanto auer dizer, de cada vee , re lativamen-

te a todcs os hcrl zentes scbre _


os quais essa veri ficagSo de insfi -

cicia não estS feita /ale uma c.emprssneSo de acsssc irrssfrito.

Ora , eor numerosos e vastos oue sejam cs f.crizcntes que nc cur

so r.atural co oihar se icentlfioam comc afsctadcs pcr ineficScia

do acesso, sSo sempre muito e muito maiorss aqueies que se mantSm

uuma imciioita s que ecr fotai ausSncia d-e uma sfectiva


presenga
.

aerssentacSc ds escendiment c a seu reseeito,. se mantsm compreendi-

dos como disponiveis num acesso cienc.


é perspectivado como cam-
0 horizonte indef inidamente vasto que

uma nSo-temStioa inexplicita, tai


po de acesso tsm sempre presenga ,

nisso, ssm qus expressamente ele aparega, os


que, sem que se pense

dimensôes que assim podem ser reconhecidos co-


domínios de grandes

falha sSo percebidos contra o fundo dessa vas-


mo campos de sempre

a sua e, S face dela, tidos por pequenos,


tidao indefinida que e

bolsas disseminadas nessa vastidac .

por pequenas

tambem esses domínios de grandes dimensôes sSo


De sorte que

comc aige que tem um estatutc de lacuna r.c


de facto ccmpreendidos

do se tem, r.c mundo a que estS dado acssso.


horizonte que

caracteriza os Smbitos de escondimento ou re-


A pequenez que

nSo tem, se assim ss pcds dizer, uma natureza


tengSc reconhecados

(r.o sentido de dimensdes de todo em ccco infimas), mas


"absoiuta'

dominic de vis-
ar.tes uma nafureza relativa ac daquiio que o ecntc

ta insxpl ieifament e accmpanha cu juiga acompanhar.

é uma da faiha na sua relacSo ds


A pequenez em causa pequenez

rssulta ds por maiores que


fnrrfaa com a eficacia— uma pequenez que ,

ainda incomparave 1
-

seJam as Srsas rec or.hec idas ccmo escapandc, ser

tanto sm rslacíc a isso as Srsas de escondimsn-


mente_maior (e gue

-c c-- rssfricSc cc acssso sSc ds faetc ínfimas) c hcrizcnte daqui-

de vista accmpanha. a Vze tem livre e irrestrito a-


io aue o pcnto

C SS 5 C .

a rrssccnds o estatuto de lacu


rs.atava que

ac-j "^ecuenec

— •»-

a :___, r- a

corsa r:e
e cualcuer

b-"';a nur.ca oheoa a ul trapassar .

D )

ainda nestes termcs a totai sueremacia dc


^=s nSo e secuer que

tocc o cursc natural dc olnar e.sponta-


tido sobre o nao-tido .
que

ccmpreer.dida : o sis-
neamente tem a vigcrar, pode ser prcer i a.ments

nac-tido eormenor, ccmo iacur.a, nSo


de cerscecti vag Sc do como
-ema

do
t em a rocriamente eom uma comparagSo das dimensces que
em que me estSo dadas as coisas e
daquilo em
nhc na apresentagSo

de algum modo falha. A relagâo nSo tem um ca


que essa apresentagSo

meramente guantitativo como se se tratasse de dois dominios


rScter ,

distintos cujas dimensCes estivessem em comparagao.

o campc do acesso irrsstrito e o campo afectado


Os dois campos,

do acesso, justamente nSo se desenham como dois


pcr uma restrigSc

distintos se estendem cada um por sua parte, estranhos


campos que

e aiheios um ao outre .

A relagSc nSo tsm ssss carSctsr em primeiro iugar porque o cam-

fccos de restrigSo nSo constitui em regra verdade iraments


po dos

'•m camoo, um horizonts Cnico. mas antes uma mui tip 1 ic idade diseer-

verdadsiramsnte unifieadc c csmeo dc


sa de dcmínios. Sí e compacto,

cue estS dado num acssso c.eno.

a rslagSc nSo tsm ssse rarucrer pcrqus c


cqr.-
Em segundo lugar.

sntrs cs dcis f.eriz cr.tes ) na vsrdade zí1>


traste (a confrap —
r
'

estS atenuado ate a anulagac pelc faoto ce os dispersos


di, quase

verifica algum entrave de aeesse


dominios em rsiagSc aos quais ss

prdprio oampe de aesssc. no meio do mundc


se acharem mtecjradqs nc

estS como fragmentcs. aspectos r.Se accmeannadcs


aus neis patsnte,

dentro do) macigo imer.so desse mur.co Ds tocos cs


(quer dizsr:
.

nc

entre a multidSo daquilo que se accmpanha. do mundc


falha aparecsm

diluldos, se assam se pcce dizer, nc "tecidc, imensc


que se tem,

desse mur.de . E perdem.-se ne 1 e .

reaiidade massivamente acompanhada enquadra os dlfe-


Cu seia, a

f ocos absorve-os no oeu eontexto rst irandc- ihes a proemi-


rentes
.

nencia c-..e teriam se de factc de algum modc se cessem a ver nvima

ce absoluta extsr ior idade re 1 at ivaments ac cumec ds ac?ssc


posigSo

Alem disso, encuadrados assim por todo c accmpanhamento qus s«

reconhecidos oomo aigo que se situa no mundo a


tem da realidads e

um acessc sm tudo o mais irrestrito, os íoccs de falha


que se tom

sSc compreensíveis ,
estSo reveiados peio mencs por essa pertenca,
envolvimento no mundo que se domina.
ssss
pcr

ic idade de momentos que constituem o hori


Com efeito, a mul tipl

zonte que de cada vez se estS aberto não e uma multipl icidade
para

momentos estejam abso lutamente desligados uns


em que os diferentes

cada deles a ver sô ccnsrgo prô-


dos outrcs, sem conexSo— tendo um

NSo Acontece antes que os diferentes momentos


erio e nada mais. .

acham envolvidos uns com os outros numa mui


dessa mul ticl ic idade se

?cr tai forma que cada momento se acha nu-


to densa rede de nexos .

com muitos outros e que toda essa re


ma muitiplicidade de relagc.es

fixa
de de rsiagôss tsm um papsi decisivc na prdpria definigSo, na

ihe correspcr.de. A mul tipl icidade ds mcmsn


~*c da determinagSo que

o
tos sstS, se assi.m se pode dizer, con-jugada, e qualquer que ss;a

idsntificar nc campo de realidace perante mim,


0VHec-o cus consigo

mcT.entos de realidade, as determinagîes diferen-


os
sSo mCltipios

estSo envelvidos na sua determmagSo , unidos ne-


tes, os nexcs que

entidade cue se me antolha nSo estS definida por


la. Ou seia, cada

cu mesmc so ecr algumas cuanta.3 :;ici =


dstsrminacSe
,

uma unica .

de determinagdes e, des agnadamente . ecr um


um muitq____a__iPl^_cqi^^
de conexCes com muitcs outros mcmentcs de rea
^^^?I1l^c_qmplexo
tambem presec~.es nc hcrizouts.
iidade

outrc iado as impsrfeigôes dc acessc que ncr-


Assim sendo, por

dos momentos dc
-^T.sr.-ra sĩc detectadas nSo abrar.gem a tqta.JJ.dade

estS envoivido na determinagSo ce cada reaiida-


complexo ree assim

dsssss mcmentos Cs foccs de falf.a, de :m-


de, mas scments algur.s .

sstSo inseridos em reces de eeuexces


,?n
esrfsicSo do
cc acesso, sempre

^~^ ^- -ô^'-HaH^
.ea.--a— i-'-o
u-~
=p =-reser.tam
--j. --
dcminauos--e c sistsma
mcmentos c- ~-

-
^

assim jS os define fornece a.gum


ccnexdes aus sempre

de neies se trata.
to soore aquilo que

de acesso enquacra as faihas


0 campo

a proporgdes ír.fi
o^r.as oela ••a dimer.sSo reduz c rsspectivc pcrte

reievc, diiuindo-as em si mas


mas, nso apenas esbats o rsspectivo

sobre elas um r franscarsnc ia"


ianca ainda

QC
todos os demais momentos para além dos focos em que elas
prio, em

tem nbs.
se registam, para

Se as faihas, aquilo a que respeitam, estivessem compl etamente

dissociadas do que se acompanha, divorciadas dele, estar-se-ia, ao

ante o facto absoluto de algo a que de modo nenhum se tem


ve-las,

absoluta disso. Mas nSo de todo em todo


acesso, ante a opacidade e

assim accntece. 0 que de algum modo nSo se alcanga nSo é alheio


que

sabe e se domina, mas uma parte disso


algo que e si-


aquilo que se

tuSvel no seu contexto. Desccnhego uma multidSo de estreias, nSo

conceitos matemSticos, sSo-me estranhas es


compreendo determinados

tas e acuelas discipiinas cier.tí f icas , tsnho perspec tivas ev-^ntual

erradas sobre isto ou sobre aquiio, etc Mas ds cada vez ca-
mente
.

da um desses focos em que residsm faihas e situSvei s estS situadc

no mundo a que tenho acessc, tem uma determinada posigSo no quadro

^ ^
.. -
a „,,„.4,-. p, r
-

comcrsensSc aue dsie fenho, encontra-se ds a I cum

"

ccnfexto da insergSo neie (pelo seu iu-


modo esclarecido pe I o sua

'

na e=trutura, r.a orgar.icagSo conhscida desse mur.do


ccr toda
car

teia de conexoes o uuem as muitas ccisas que jã se sabem e


a que

estas jS me eermitem ter de campc de aersssn


ao dominio giobai que

tagSo par.a que estou dssperto).

E )

Mas hS ainda um outrc aspscto que faz qus na suprsmacia do aess

sobre a falha se trats ds aigo muitc mais compisxc do qus ds u-


sc

mmimizagSe das faihas se-a


ma pura relagSc quantitativa e eus a

ainda muito mais acsntuada.

Na verdads r.Sc acontecs acenas que a faiha sstsja ssmprs si-

nundo a descobercc e enquacraca pcr ele, num envolvimento


tuada nc

aue inexp- icitaments ater.ua o seu impacto.

Para alem iissc, esta insercSo da falha nc tscido da realidade

a -ue se cuida tsr um acessc irrestrifo estS ainda dcminada pcr um

100
de de importSncia, que di f erentemente qua
sistsma de relagCes peso,

diferentes momentos do horizcnte de que se tem notícia.


lifica os

forma em regra os coeficientes de importSncia nãc


E isto de tal que

do se dS como dominado e pe
se distribuem igualmente pelo campo que

de falha se apresentam, antes estSo concentrados ,


los aspectos que

valencia, nc campo dc acesso pleno


nSo sendo afectados


os de maior

por falha senSo fccos menos importantes.

Por outras palavras, independentemente da abissal diferenga de

en-
dimensCes entre os dois campos e do carScter disperso e sempre

de imcerfeigSo, o "espago" que os dois campos ,

das Sreas
quadrado
do acesso, repartem entre si (o ccnjuntc
He eficScia e imcerfeigSc

com mengSo de transparSncia eu de resistSr.eia ,

de tudo aquilo que ,

de vista tem perante si) n|o é um espago


ocacidade, c nosso pcntc

tenham todas um peso, uma reievancia equiva


isôtrooo, cujas partes

^* iustaments o ccntrSric. 0 campo de aprssentagSc e a-


^Ti T P S

0s cifersntss momsn-
nisôtrqqq.
,,.»,„ _- _
^ - - - ~
c t%^v- ^-; -ava"f93 índicss ds imeortSncia s reievo, que

Ihes conferem mais ou mencs dsstaque. De tai modo cue estS crgani-

de importSncia de uns mcmentcs des


zadc um scstsma ds qrev_al Sncias
outros E a distribuicSo das "zonas" ds s-
sa multieiioicads soere .

de falha ocr sste sistema de "iugarss" qualificados (es-


;{flií,ia e

1
baixos" dos mementos mais e menos relevantss : nSo e
os "aifos s

„,_a --—
= '-
a
-
=
a__-.-d~—
•.=> .- — -•' a
-,-r^
^^-
i'T,-3
-...<-
+■ -^nri^nc i
■--••^-u'- —a de
-*■-- aocrdo com a
r.omccenea

estS r.n.e;

de ineficácia do acesso se situam sistematicamente


"ual os focos

de menor, nc mmmio eacui-


nos momentos menos acsntuados. peso

Ac o decisivo, o mais reievants faz


rrue e secundSrio. passo qce

de :rreS'.r:tc acessc.
earts do cameo

lm.er.te sem issc se


Tudo isto de tai do que , imeercsptive ,
que

■; '_..■*
atricuico

acentuado. estS
-._
ac ueesso
avPTí3 S S cu erecise de ser

acha o estatuto ie ser


e aquilo que nele se patente
que se dispôe

'r.S a saeer scbre as coisas. c fundamental a seu


o que decisivamente

ests fora de
rs iat i vamente ac qual o Smbito daquilo que
respeito,

10 1
alcance constitui um domínio de especi f icagCes adicionais, de pqr-

menores. Impereeptive Imente , sem que isso se expresse ou precise de

acentuado, o campo de acesso avulta numa posigSo tônica, de prq


ser

eminencia; e as falhas acham-se esbatidas, em posigôes, se assim se

Stonas
pode dizer, .

F)

A estrutura desta hisrarquia ds nivsis ds importSncia e bas-

tante comolexa e nSo cabe acui levantS-Ia exaustivamente .

Mas e indispensSvel referir aiguns aspecfcs seus particui ar-

mente reievantes para o dispositivo de sistsmStiea subal terr.izagSo

îes do acssso cue em regra estS cor.stituico no ncsso


das imoerfeig

ecntc de vista.

Em primeiro lugar, e posslvel diatinguir gros seiramente um _nC-

cleo fundamental, ccnstifuído pcr tuco aqu i I o ccm qus iide e pcr

i o :■:
tuindo um factor que faz diferenga nele.

Neste sentido, pcde-se caracterizS-lo como equivalendo ao cam-

do me e proximo Mas prôximo não num sentidc estritamente


que
.

po

estiver espaciaimente prôximo mas nSo S mostra, nSo


espacial se

se sinta sobre as condigoes em que a mi-


fazendo uma diferenga que

vida dscorre, é nesse sentido tSo distante quanto o espacial-


nha

mais distante. Prôximo no sentido do que se situa de uma for


mente

ma ser.sivel na esfera de mterf erêr.c ia em que ds cada vez me per-

cebc (e em que estSo em causa fundamentalmente